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És a nossa Fé!

Rúben, Rúben...

'cause it's a bittersweet symphony, that's life

Rúben.jpg

Manuel de Almeida/EPA

O quê, acreditaram mesmo que ia sair!?

'O que é da vida sem um bocadinho de emoção' é a frase que o caro Pedro Correia utiliza para ilustrar alguns momentos e aquela que me ocorre - já depois de expirar longamente - perante o acontecimento dos últimos dias e olhe que não é ao 6-0 que me refiro.

Escolhi-lhe a banda sonora de despedida com a certeza entristecida de não me antecipar capaz de pôr por palavras o que me atravessaria a alma. À elevação e solenidade do momento fiz corresponder a intemporalidade, genialidade e perenidade da música mãe, a clássica. Dois minutos e onze segundos de puro requinte Bachiano pela mão do razoavelmente polémico, nem por isso menos virtuoso, israelo-canadiano Tzvi Erez. Adio no tempo a sua partilha, não sem antes assinalar que a escolhi com a precisão de quem há muito arrumou na cabeça (e com dor, no coração) que a única constante da vida é a impermanência. Ouvi-a inúmeras vezes, desta feita querendo certificar-me de que espelhava na perfeição os sentimentos e as emoções que a sua passagem pelo clube do meu coração, evocavam. Ouvi-a inúmeras vezes, na verdade, para arrumar na cabeça e no coração que chegava ao fim uma das mais belas histórias vividas no Sporting.

As idiossincrasias da vida, a Vida na verdade, em todo o seu esplendor.

Benfiquista, outrora lampião, aquele quê de arroganciazinha escancarada no inaugural e inolvidável guardem espaço! (ahahahahah), as desconcertantes, porque há muito desaparecidas da esfera pública, honestidade e transparência como bálsamo revigorante que a cada palavra jorrou. Foi, é, uma injeção de ânimo ouvi-lo. Ver, com projecção mediática, no meio da artificialidade generalizada e reinante que ainda existe quem reme no sentido oposto foi uma inesperada (e felicíssima) constatação. E ali está ele, assumido benfiquista, outrora lampião, a segurança esclarecida própria dos maduros condensada na inocência do sorriso (deliciosamente) infantil, vestido de Sporting. Todo ele surpreendentemente Sporting, direi. O de Portugal. O meu e, estou certa, nosso Sporting.

Aqui chegados, entristece, preocupa, abrir mão da certeza que o molde de que é feito representa, em prol do desconhecido que se antecipa, afinal de contas, um vertiginoso regresso à nota dominante. Aliás, notas dominantes: social e leonina.

Dez milhões de vezes o molde de que é feito, a incerteza do sucesso feito de títulos e troféus que o materializar dos milhões de possibilidades que em si habitam permitirá, ao efeito invariavelmente excitatório (e, não raras vezes, fugaz) que a introdução de um novo molde representa. Com a certeza do risco, das dores que todo o crescimento e amadurecimento representam, do férreo sentido de assumpção de responsabilidades que já temi despedida confirmada.

Exigência extrema casada com inadmissibilidade de falha própria, seria?

Esvazia-se de valor o molde, se a forma preferida deixar de valer? Nem terá deixado de valer, só não vale sempre. Até porque a forma preferida está muito dependente das formas que tem à sua disposição. Deita-se fora o molde, se for difícil encontrar-lhe uma nova forma de nos fazer felizes?

Infirmada a saída, renovada a permanência, resta a satisfação pela comunhão de convicções, não só minha e sua, mas de muitos, de que está no sítio certo para aceitar e aprender a lidar com a impermanência, também das formas e da preferida. Está no sítio certo para não ter medo de e saber aceitar falhar, bem como que é inevitável mudar. E, pode até falhar sem perder a nossa confiança, o nosso afecto, a nossa admiração e menos ainda a vontade de continuar a crescer e amadurecer da única forma aceitável: lado a lado.

Não se perde, nunca se perde, o que se inscreveu tal qual o Rúben fez: Amor In. Ou, se preferir, à lá Amorim.

É na imutabilidade do seu molde que radica o interesse maior que em todos, sem excepção, desperta.

É à maleabilidade das diferentes formas que em si habitam - que habitam - que faço, fazemos, agora apelo.

Dêem-lhe, Direcção, as formas de que necessita.

Feliz, feliz, feliz Renovação, Mister Amorim.

 

A renovação de Amorim: boas e más notícias

A renovação de Rúben Amorim é, indiscutivelmente, uma excelente notícia. O presidente do SCP marca pontos e os sócios e adeptos agradecem. Amorim é quase um treinador de topo, já o provou, tem muito ainda para progredir e o Sporting pode beneficiar com este "crescimento". A estabilidade, coisa que não temos tido há muitos anos, fica garantida.
Mas há o outro lado desta "estória", que ainda carece de resolução urgente: o plantel é fraco e desequilibrado, Amorim precisa de reforços.

Pelo que vimos até agora, e já vamos entrar no mês de Dezembro, apenas temos a informação de que Mateo Tanlongo, que chega a custo praticamente zero, proveniente do Rosario Central, é reforço para Janeiro. É um médio-centro, que joga a 6 (pode também jogar a 8), muito novo e já no radar das seleções jovens da Argentina. É um investimento seguro.

Só que o Sporting continua a precisar de outras soluções, nas laterais e no ataque, sobretudo, onde seria muito bem-vindo um ponta-de-lança à séria e um criativo de mão cheia. É possível pedir isto ou estaremos a sonhar demais? Vamos continuar com improvisações e a depender exclusivamente do rasgo de Edwards e de Pote, que também têm os seus dias 'off'? O Sporting precisa de estar sempre 'on'!

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De Amorim a Amorim

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Entre estas duas fotos existe um ano de diferença, pelos vistos o cabelo de Amorim aumentou um pouco duma para a outra, as rugas com certeza também, mas em termos de Sporting e Sportinguismo foram muitos mais, talvez uns 20. Foi como passar duma noite escura para um dia radioso, um dia que nos antecipa e faz lembrar outros em que muito felizes fomos.  

Esta renovação não podia vir em melhor altura, quando ainda nada de verdadeiramente importante se ganhou em termos de títulos mas onde se sente que foram criadas as raízes para que muito se possa ganhar, e quando alguém poderia ter argumentos para cortar esse sonho pela raiz.

Esta renovação é óptima para todos:

- Para Rúben Amorim, que fica com a sua tranquilidade económica resolvida, tem todo o tempo do mundo para acabar o seu curso, enfrentar pela primeira vez a Champions como treinador, colocar o nome na lista dos novos treinadores europeus de topo, e um dia seguir o caminho de Mourinho (aquele que pelos vistos as claques impediram que voltasse a Alvalade).

- Para Frederico Varandas que encontrou enfim uma hierarquia de comando, para utilizar um termo militar, que efectivamente funciona, entre ele, Hugo Viana e Rúben Amorim, e se calhar poderíamos juntar aqui o grande capitão Seba Coates. Parece existir a maior confiança e compromisso nas decisões tomadas, coisa que raramente ou nunca se viu com Keizer e Silas. Faltará apenas alguém mais velho (aqui vem sempre a figura de Manolo Vidal à cabeça) a sentar-se no banco e a proteger Amorim das confusões e caldeiradas que forem surgindo. Por este caminho, e se nada de anormal acontecer, o presidente fica com a reeleição mais que assegurada: aquela oposição pindérica e trauliteira que conhecemos das AGs reduzida a cinzas, e as duas claques ressabiadas sem argumentos para prosseguirem com a guerra estúpida que mantêm com o próprio clube.

- Para o Sporting Clube de Portugal, e é aqui que eu me coloco, o Sporting já existia antes de Varandas, Amorim e das claques, e continuará a existir depois, já que fica com um grande treinador na linha dum Malcolm Allison, Bobby Robson ou Lazlo Boloni (ou László Bölöni), ainda mais com a grande vantagem de ser português e bem mais novo do que os outros quando chegaram. Um treinador que se paga a si próprio, no muito que valoriza internamente, na vontade que cria a jovens como Hevertton, Nazinho e João Daniel de renovarem os seus contratos, como acabou de acontecer, e no que pode render no momento de saída para um grande europeu. Um treinador ganhador, que consegue ter todo um plantel na mão e fazer com que quem entra a partir do banco consiga ser melhor do que quem lá estava, comprometido com um rumo assente na formação que enche de orgulho os Sportinguistas e que honra o lema do clube. Resolvida a questão desportiva, a questão financeira fica bem mais fácil de resolver. O Sporting é um clube desportivo assente no futebol, não é uma entidade financeira nem uma marca de sapatos, como alguns teimam em confundir.

Uma óptima decisão. Agora é voltar ao trabalho, logo à noite temos o Santa Clara. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Bruno Fernandes, renova para seres feliz

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A um mês de fechar a janela de transferência no mercado inglês, Bruno Fernandes continua a ser jogador do Sporting. Não é com certeza por falta de interesse, mas porque os potenciais interessados talvez aguardem com expectativa pelo período de Saldos de Verão.

Varandas e a sua equipa têm estado à altura dos acontecimentos e esperemos que tenham nervos de aço para não se sentarem à mesa com quem quer que seja. Querem o nosso capitão? Então depositem o valor da cláusula de rescisão. Nem mais, nem menos: são 100.000.000 de euros.

Para quem tem dúvidas do valor, Bruno é só melhor jogador profissional a actuar em Portugal e é só o médio de todos os campeonatos europeus com mais golos marcados: abanou as redes por 32 vezes e fez 18 assistência para golo na última época. Nem Pogba, por quem querem dar 130 milhões de euros, conseguiu tal proeza.

Varandas só devia ter neste momento uma preocupação, que é a de renovar com Bruno Fernandes. Este é o melhor activo do clube, por isso deve ser o mais bem pago, ampliada a cláusula de rescisão para o dobro e estendido o prazo do contrato.

Os actuais 100 milhões parecem um valor irreal, mas a verdade é que este Verão já mostrou que há clubes dispostos a apostar forte para conquistar títulos.  

O fenómeno Félix é real e o Sporting deve lutar com todas as forças para não deixar sair o génio Bruno Fernandes. Este pode muito bem ser o mágico que fará a diferença face aos rivais que, por muito que se reforcem, não têm nenhum jogador deste calibre. 

Com Bruno em campo o Sporting arrisca-se, como já ficou demonstrado na última metade da época 2018/19, na taça da Liga e na Taça de Portugal, que o Sporting é candidato ao título que nos foge há 18 anos.

Também para Bruno, o Sporting oferece-lhe a possibilidade de ganhar troféus, o que neste momento é uma miragem para Tottenham, United ou Inter.

Bruno, renova para seres feliz e fazeres milhões de sportinguistas felizes.

Fernando Santos: renovação merecida

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Inteiramente merecida, a renovação do contrato com Fernando Santos, o mais bem sucedido seleccionador da história do futebol português. Com metas muito concretas: a conquista da Taça das Confederações, daqui a 11 meses na Rússia, e a campanha de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2018.

Recordo que ao longo de quase dois anos em funções Fernando Santos nunca sofreu uma derrota em jogos oficiais da equipa das quinas. E começou com muitas nuvens negras em torno da selecção: após uma presença desastrosa no Mundial do Brasil, iniciámos o apuramento para o Euro 2016 com uma derrota em casa frente à modestíssima Albânia. Com Paulo Bento a fazer alinhar Ricardo Costa, Miguel Veloso, Vieirinha, Ricardo Horta e um tal Cavaleiro, enquanto teimava em marginalizar jogadores como Quaresma e o nosso Adrien Silva.

Esta foi, aliás, a primeira conquista de Santos como seleccionador: pôs fim às penas de exclusão definitiva na turma nacional, que não faziam o menor sentido. Os resultados ficaram logo à vista. Porque entre as suas numerosas qualidades o "engenheiro do Euro" tem também esta: sabe rectificar os erros e é sensível a críticas e sugestões. Aqui para nós: se não soubesse que ele é assim nem lhe teria escrito este bilhete numa fase crucial do Europeu.

Só eu sei por quem lamentei ver fora do 11

Há poucos dias, a página de Facebook do Sporting postou uma nota de parabéns a Mário Jardel pela sua 42ª primavera. Tantos anos de vida quantos os golos que marcou na sua primeira temporada de leão ao peito e que valeram ao nosso clube o seu último campeonato conquistado.

Sobre a época seguinte e o seu início, não vale a pena recordar os tristes episódios. Foi o começo do jejum do Sporting quanto a campeonatos ganhos, bem como o começo do declínio da carreira de Jardel.

Evoco o Super-Mário, porque o que se vem passando, actualmente, com a "novela" Carrillo, faz lembrar um pouco o que sucedeu no período homólogo da época 2002/2003, salvas as enormes diferenças.

Jardel significava 42 golos e um campeonato. Carrillo, até hoje, nunca valeu esses golos todos. Por isso, convém não cair no ridículo e estar a dramatizar a não renovação do Carrillo de uma forma ainda mais grave do que a reacção havida com a ausência do Super-Mário do 11. Tenho dito.

Mais uma sms ...

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                                                              ( Imagem daqui)

A Sporting Clube de Portugal, Futebol, SAD, informa que chegou a acordo com João Mário para a renovação do contrato, ficando com duração até 2020 e uma cláusula de rescisão no valor de 60 Milhões de Euros.

A Sporting SAD deseja a João Mário as maiores felicidades profissionais e pessoais.

 

Sobre a novela "Carrillo"

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Todos os anos, o defeso do Sporting tem o seu “caso”.

Há dois anos o assunto foi Bruma.

No ano passado, o tema foi Eric Dier.

Este ano o protagonismo é assumido por André Carrillo.

O jogador peruano, a quem todos reconhecem um potencial tremendo, já leva 4 temporadas de leão ao peito.

A última época foi aquela em que se exibiu em melhor nível, mas longe ainda de fazer com que o Sporting seja o Carrillo e mais 10.

Apesar de todos querermos que o jogador renove, pergunto-me se valerá a pena fazer de Carrillo o jogador mais bem pago do plantel.

É que William Carvalho, com metade das temporadas de Carrillo no Sporting, conseguiu ser mais decisivo e mais jogador do que o peruano.

Bem sei que no futebol há alturas em que certos investimentos são feitos com base na “fezada”. Não sei se uma eventual renovação de Carrillo, nos termos pretendidos pelo jogador, se insere nessa crença.

Agora, olho para Iuri Medeiros, sobre quem tenho uma grande “fezada”, e pergunto-me se caso o jogador açoriano se chamasse Iuri Medeirez, se por esta hora não conviveríamos bem com a não renovação de Carrillo e o seu adeus do Sporting.

Vamos, pois, aguardar pelos próximos episódios…

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