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És a nossa Fé!

"Fora-de-jogo" milimétrico: fim à vista

 

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Ricardo Esgaio, ao introduzir a bola na baliza do Moreirense no jogo de domingo à noite, não estava em fora-de-jogo: estava em jogo.

Cinco centímetros equivale a um fragmento de segundo - período em relação ao qual não existe a menor certeza científica a validá-lo.

Esta pseudo-tecnologia anticientífica mata o golo, essência do futebol.

Cinquenta milímetros é metade de um dedo: nenhuma "verdade desportiva" pode ser evidenciada com medições destas.

 

Daí a alteração que a FIFA está já a pôr no terreno com a intenção de alterar a chamada cláusula 11 da Lei do Jogo: «A alteração faria com que só fosse considerado fora-de-jogo se todo o corpo do atacante estivesse para lá da linha traçada na posição do penúltimo atleta da equipa que está a defender.»

Pretende-se, como titulava há meses o ABC em Espanha, «declarar guerra ao fora-de-jogo milimétrico». Daí haver já experiências-piloto em curso nos campeonatos secundários da Suécia, da Holanda e da Itália.

Isto faz todo o sentido, em defesa activa e drástica do futebol enquanto espectáculo.

 

Ver sportinguistas - como tenho visto desde segunda-feira - sair em defesa do statu quo que a própria FIFA quer alterar, sabendo que colidem com a verdade desportiva de um jogo que o Sporting acaba de disputar, é para mim totalmente incompreensível.

É, no fundo, mais um exemplo da tal autofagia que tanto mal tem feito ao nosso clube nas últimas décadas.

Não imagino benfiquistas ou portistas concordarem com a anulação «por 5 centímetros» de um golo marcado por qualquer jogador deles. Fazem bem. Se procedessem ao contrário colidiam com a verdade desportiva. E estariam a ser péssimos adeptos das suas cores.

 

ADENDA: Sobre esta matéria, recomendo a leitura deste apontamento do confrade Sol Carvalho, um sábio Leão: https://sporting.blogs.sapo.pt/os-melhores-do-mundo-9056727?thread=104417751#t104417751

Doze centímetros são doze centímetros

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Chermiti prepara-se para marcar penalty em Chaves, a lei é clara e inequívoca, se um defensor estiver dentro da área, no caso de o penalty não ser convertido tem, obrigatoriamente, de ser repetido.

Steven Vitória está com os dois pés dentro da área, não sei se cinco, se doze, se vinte centímetros, o que sei é que, de acordo com a lei, deveria ter sido repetida a marcação da grande penalidade.

Tanta picuinhice num fora-de-jogo de doze centímetros, tanto desleixo num lance, extremamente, fácil de analisar.

O mínimo é alterar o castigo máximo

penallty.png

Podia ser mais um chavão da bola:

"Jogo difícil" é quando um árbitro rouba, escandalosamente, o Sporting, a mãe tem vergonha do filho e a mulher obriga-o a dormir no sofá, nessas ocasiões diz-se que o árbitro teve um jogo difícil.

Não era sobre isso que pretendia falar.

Pretendia elaborar sobre a importância que os penalties estão a adquirir no futebol actual, o nosso leitor AHR já alertou várias vezes para essa situação.

Aqui vai o meu contributo:

"O penalty deve ser cobrado no sítio onde foi cometido, um remate directo para a baliza, sem barreira. Sempre que o local da falta seja igual ou inferior a um semi-circulo de nove metros, a contar do centro da baliza, deve ser executado a partir da marca actual"

Exempls práticos:

1. O penalty "conquistado" pelo Marítimo teria de ser cobrado dali, quase do bico da área, se calhar, sabendo isso o jogador insular tentava fazer o cruzamento em vez de se atirar para o chão.

2. O penalty cometido por Grimaldo*, ontem, no jogo com o Varzim como já estava no tal raio de nove metros seria marcado a partir do sítio habitual.

 

* Dizia-me um amigo:

"Penalty contra o Benfica? Nem que o anão espanhol trouxesse uma pistola escondida nas cuecas e matasse o gajo do Varzim, arranjariam forma de provar que o pescador é que se tinha atravessado à frente da bala"

Inaceitável

Um país, dois sistemas?

Marítimo e Nacional anunciaram ontem que passarão a ter adeptos em metade das bancadas disponíveis nos respectivos estádios nas provas futebolísticas prestes a começar.

Em relação aos estádios do continente, essa autorização ainda não foi concedida pelas autoridades sanitárias.

Acontece que o campeonato nacional de futebol é uma prova de âmbito nacional e não regional. Deve desenrolar-se com regras precisas, claras e uniformes para todos os clubes. Se uns contarem com público e outros não, isso representará uma grosseira violação das elementares regras de equidade na mesma competição.

Trata-se, portanto, de algo inaceitável.

Favores ao Benfica, nem pensar

O Governo já veio esclarecer que não haverá público nas últimas cinco jornadas do campeonato nacional de futebol. Contrariando assim aquilo que o presidente da Liga, Pedro Proença, apressadamente viera declarar mal foram conhecidas as primeiras medidas de suavização do confinamento ainda em vigor.

Por uma vez, concordo com o Governo, que tão mal tem andado em matéria de desporto. Não faria qualquer sentido alterar as regras numa altura crucial da competição, favorecendo claramente um dos quatro clubes que disputam os dois lugares de acesso directo à Liga dos Campeões. Refiro-me ao Benfica, que beneficiaria com a presença de adeptos a puxar pela equipa no estádio da Luz em dois confrontos que poderão decidir a classificação final: o Benfica-FC Porto (que deverá disputar-se a 9 de Maio) e o Benfica-Sporting (previsto para 16 de Maio). Em flagrante contraste com o que sucedeu nos desafios correspondentes da primeira volta, disputados no Dragão e em Alvalade, com as bancadas vazias.

Assim as regras serão iguais para todos. É fundamental para manter a seriedade, a equidade e a transparência na principal competição desportiva em Portugal, garantindo a credibilidade daquilo a que alguns chamam "indústria do futebol". 

Durante meses, em textos vários, aqui defendi o regresso do público aos estádios. Quando as praias estavam cheias, as touradas decorriam com bancadas bem preenchidas e 30 mil espectadores acorriam ao autódromo de Portimão para verem provas motorizadas. Nessa altura os estádios mantiveram-se interditos por decisão governamental.

Paciência, se foi assim até agora será também assim até final. Favores ao Benfica, nem pensar.

Novas regras

Em país de autoridade fraca e dúctil, onde os árbitros revelam uma milenar propensão para se inclinarem para onde lhes cheira a poder, as novas regras darão muito - mas mesmo muito - que falar (pelo menos) nas primeiras jornadas.

Alguma profilaxia seria recomendável.

Em português corrente, é bom que se comece a falar do assunto porque os árbitros também veem programas de bola nos canais de notícias e convém que saibam o que é para ser feito.

Eis um excerto: 

É mão na bola (ou seja, merece apitadela valente):
Sempre que a bola embate num dos membros superiores e se dirige para a baliza, mesmo que o desvio tenha sem querer.

Sempre que um jogador ganhar a posse de bola após esta bater-lhe na mão ou braço involuntariamente e, na sequência, marcar ou criar uma situação de golo.

 Não é mão na bola (ou seja, segue jogo)
 
Quando um jogador está a cair e a bola embate no seu braço/mão que está a apoiar a queda

Quando o braço/mão do jogador se encontra encostado ao corpo (vai ser o bom e o bonito, digo eu);

Quando a bola tocar no braço/mão do jogador, depois de vir da sua própria cabeça/corpo/pé ou de qualquer outro jogador que esteja perto dele.

Penáltis 

O jogador que sofreu a grande penalidade, mesmo que assistido, pode ficar em campo para bater o castigo máximo. (e assim perder infindáveis minutos, digo eu)
 

Substituições: O jogador substituído é obrigado a abandonar o campo na linha lateral mais próxima onde estiver, quando o árbitro autorizar a substituição (a não ser que o árbitro ordene que saia rapidamente pela linha do meio-campo ou por outro ponto do relvado devido a questões de segurança, lesão, etc).
(Vai ser um forrobodó de decisões assobiadas, digo eu)

 

As regras e o jogo

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Ontem estava a ver o jogo sem um lápis entalado na orelha e sem um papel para ir tomando notas.

Fui escrevendo na caixa de comentários deste post, para memória futura.

Nas primeiras imagens, falta de Soares sobre Raphinha e, posteriormente, a pontapear a bola para fora do campo,  impedindo a marcação rápida do livre [cerca dos 30 minutos].

Cartão amarelo por mostrar, mais tarde, pelo "mesmo" motivo, o 29 dos leões seria amarelado, embora, não tivesse enviado a bola para fora do campo.

Na segunda imagem, Soares atropela Bruno Fernandes, não o deixa levantar, "apertando-lhe" o pescoço (ver onde está a bola) e segue com a jogada, neste lance não é marcada falta... seria a expulsão do atacante brasileiro numa altura em que o jogo ainda estava zero a zero [cerca dos 32 minutos].

Seria estragar o espectáculo, dir-me-ão; se for o Cédric ou o Ristovski, já não.

(e no fim ainda chora o Conceição, ai, ai que fui roubado, ai, ai que o Porto jogou muito melhor; pior que isto, há sportinguistas que vão nesta conversa).

A estranha anatomia dos jogadores de futebol

Começo por dizer que não vi futebol este fim-de-semana, senão uns poucos minutos ao longe do Sporting vs Setubal, os golos do Boavista vs Benfica, e a repetição do penalti a favor do Porto no jogo com os Belenenses, que foi no mínimo polémico. A minha análise a este lance, tem que ser precedida por uma declaração de interesse: se fosse um jogador do Setúbal a protagonizar aquele lance, para mim seria penalti claro, ponto final parágrafo. Assim, não posso ter uma segunda opinião em relação a este lance e tenho que considerar que o VAR esteve bem. 

O que está mal e tem que ser rapidamente alterado é a regra da "mão". Não se pretende contrariar Paulo Bento ("andebol, mão; futebol, pé), mas há que de uma vez por todas definir critérios (a estória da intenção ou intensidade também não pega). Na jogada de ontem, por exemplo, o jogador de Belém estava em impulsão, de costas para a bola e efectivamente cortou a bola com o braço. Já o afirmei, à luz das actuais regras, parece-me penalti. Eu sou do tempo em que um não era apenas um não, mas também de que uma "mão" era apenas "A" mão, era apenas penalizada a acção intencional de cortar a bola com a mão. a "MÃO", não o pedaço de osso, músculo e tendões e veias e artérias e o diabo a sete que a prendem ao ombro. Ao penalizar o corte com o braço, principalmente quando o jogador está em impulsão (experimentem lá saltar com os braços encostados ao corpo para ver o que vos acontece), o International Board prejudicou o espectáculo e prestou o futebol a interpretações casuísticas e nalguns casos a la carte, com cada árbitro a interpretar a coisa conforme o seu sentimento em relação à regra.

Se a FIFA vai alterando as regras em função da obtenção do golo, o sal do jogo, deve ser apoiada; Mas terá que haver algum cuidado nessa alteração, porque corre-se o risco de no futuro, assim como que arremedando a teoria evolucionista de Darwin, os filhos dos jogadores de futebol, que hoje já têm mão até ao ombro tornando-lhes o uso do braço desnecessário, corre-se o risco, dizia, de os filhos dos jogadores irem progressivamente aparentando-se com pinguins e eu acho que o futebol não teria tanta piada. Lembram-se dum jogo de tabuleiro, chamado salvo erro Subbuteo? Seria um pouco pior, basta imaginar.

Futurologia

Aposto, dobrado contra singelo, que mudanças radicais no futebol, a exemplo de outras modalidades, só quando um estadunidense for presidente da FIFA.

Eles podem ter muitos defeitos, mas nestas coisas não brincam!

Nas federações onde têm assento e peso veja-se a evolução, no sentido de garantir sempre e da melhor forma a verdade desportiva. Veja-se as exigências, a nível interno, em qualquer desporto em todas as suas vertentes, inclusive os agentes que são controlados com rédea curta.

Até num "desporto" como o wrestling, onde tudo é combinado, há regras claras.

O Platini é farinha do saco do Blatter, é tão corrupto como ele. Tem apenas um sorriso mais simpático, portanto mudanças, com ele, "viste-las"!

{ Blogue fundado em 2012. }

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