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És a nossa Fé!

Novas regras

Em país de autoridade fraca e dúctil, onde os árbitros revelam uma milenar propensão para se inclinarem para onde lhes cheira a poder, as novas regras darão muito - mas mesmo muito - que falar (pelo menos) nas primeiras jornadas.

Alguma profilaxia seria recomendável.

Em português corrente, é bom que se comece a falar do assunto porque os árbitros também veem programas de bola nos canais de notícias e convém que saibam o que é para ser feito.

Eis um excerto: 

É mão na bola (ou seja, merece apitadela valente):
Sempre que a bola embate num dos membros superiores e se dirige para a baliza, mesmo que o desvio tenha sem querer.

Sempre que um jogador ganhar a posse de bola após esta bater-lhe na mão ou braço involuntariamente e, na sequência, marcar ou criar uma situação de golo.

 Não é mão na bola (ou seja, segue jogo)
 
Quando um jogador está a cair e a bola embate no seu braço/mão que está a apoiar a queda

Quando o braço/mão do jogador se encontra encostado ao corpo (vai ser o bom e o bonito, digo eu);

Quando a bola tocar no braço/mão do jogador, depois de vir da sua própria cabeça/corpo/pé ou de qualquer outro jogador que esteja perto dele.

Penáltis 

O jogador que sofreu a grande penalidade, mesmo que assistido, pode ficar em campo para bater o castigo máximo. (e assim perder infindáveis minutos, digo eu)
 

Substituições: O jogador substituído é obrigado a abandonar o campo na linha lateral mais próxima onde estiver, quando o árbitro autorizar a substituição (a não ser que o árbitro ordene que saia rapidamente pela linha do meio-campo ou por outro ponto do relvado devido a questões de segurança, lesão, etc).
(Vai ser um forrobodó de decisões assobiadas, digo eu)

 

As regras e o jogo

2019.05.26.02.jpg

2019.05.26.01.jpg

Ontem estava a ver o jogo sem um lápis entalado na orelha e sem um papel para ir tomando notas.

Fui escrevendo na caixa de comentários deste post, para memória futura.

Nas primeiras imagens, falta de Soares sobre Raphinha e, posteriormente, a pontapear a bola para fora do campo,  impedindo a marcação rápida do livre [cerca dos 30 minutos].

Cartão amarelo por mostrar, mais tarde, pelo "mesmo" motivo, o 29 dos leões seria amarelado, embora, não tivesse enviado a bola para fora do campo.

Na segunda imagem, Soares atropela Bruno Fernandes, não o deixa levantar, "apertando-lhe" o pescoço (ver onde está a bola) e segue com a jogada, neste lance não é marcada falta... seria a expulsão do atacante brasileiro numa altura em que o jogo ainda estava zero a zero [cerca dos 32 minutos].

Seria estragar o espectáculo, dir-me-ão; se for o Cédric ou o Ristovski, já não.

(e no fim ainda chora o Conceição, ai, ai que fui roubado, ai, ai que o Porto jogou muito melhor; pior que isto, há sportinguistas que vão nesta conversa).

A estranha anatomia dos jogadores de futebol

Começo por dizer que não vi futebol este fim-de-semana, senão uns poucos minutos ao longe do Sporting vs Setubal, os golos do Boavista vs Benfica, e a repetição do penalti a favor do Porto no jogo com os Belenenses, que foi no mínimo polémico. A minha análise a este lance, tem que ser precedida por uma declaração de interesse: se fosse um jogador do Setúbal a protagonizar aquele lance, para mim seria penalti claro, ponto final parágrafo. Assim, não posso ter uma segunda opinião em relação a este lance e tenho que considerar que o VAR esteve bem. 

O que está mal e tem que ser rapidamente alterado é a regra da "mão". Não se pretende contrariar Paulo Bento ("andebol, mão; futebol, pé), mas há que de uma vez por todas definir critérios (a estória da intenção ou intensidade também não pega). Na jogada de ontem, por exemplo, o jogador de Belém estava em impulsão, de costas para a bola e efectivamente cortou a bola com o braço. Já o afirmei, à luz das actuais regras, parece-me penalti. Eu sou do tempo em que um não era apenas um não, mas também de que uma "mão" era apenas "A" mão, era apenas penalizada a acção intencional de cortar a bola com a mão. a "MÃO", não o pedaço de osso, músculo e tendões e veias e artérias e o diabo a sete que a prendem ao ombro. Ao penalizar o corte com o braço, principalmente quando o jogador está em impulsão (experimentem lá saltar com os braços encostados ao corpo para ver o que vos acontece), o International Board prejudicou o espectáculo e prestou o futebol a interpretações casuísticas e nalguns casos a la carte, com cada árbitro a interpretar a coisa conforme o seu sentimento em relação à regra.

Se a FIFA vai alterando as regras em função da obtenção do golo, o sal do jogo, deve ser apoiada; Mas terá que haver algum cuidado nessa alteração, porque corre-se o risco de no futuro, assim como que arremedando a teoria evolucionista de Darwin, os filhos dos jogadores de futebol, que hoje já têm mão até ao ombro tornando-lhes o uso do braço desnecessário, corre-se o risco, dizia, de os filhos dos jogadores irem progressivamente aparentando-se com pinguins e eu acho que o futebol não teria tanta piada. Lembram-se dum jogo de tabuleiro, chamado salvo erro Subbuteo? Seria um pouco pior, basta imaginar.

Futurologia

Aposto, dobrado contra singelo, que mudanças radicais no futebol, a exemplo de outras modalidades, só quando um estadunidense for presidente da FIFA.

Eles podem ter muitos defeitos, mas nestas coisas não brincam!

Nas federações onde têm assento e peso veja-se a evolução, no sentido de garantir sempre e da melhor forma a verdade desportiva. Veja-se as exigências, a nível interno, em qualquer desporto em todas as suas vertentes, inclusive os agentes que são controlados com rédea curta.

Até num "desporto" como o wrestling, onde tudo é combinado, há regras claras.

O Platini é farinha do saco do Blatter, é tão corrupto como ele. Tem apenas um sorriso mais simpático, portanto mudanças, com ele, "viste-las"!

{ Blog fundado em 2012. }

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