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És a nossa Fé!

Favores ao Benfica, nem pensar

O Governo já veio esclarecer que não haverá público nas últimas cinco jornadas do campeonato nacional de futebol. Contrariando assim aquilo que o presidente da Liga, Pedro Proença, apressadamente viera declarar mal foram conhecidas as primeiras medidas de suavização do confinamento ainda em vigor.

Por uma vez, concordo com o Governo, que tão mal tem andado em matéria de desporto. Não faria qualquer sentido alterar as regras numa altura crucial da competição, favorecendo claramente um dos quatro clubes que disputam os dois lugares de acesso directo à Liga dos Campeões. Refiro-me ao Benfica, que beneficiaria com a presença de adeptos a puxar pela equipa no estádio da Luz em dois confrontos que poderão decidir a classificação final: o Benfica-FC Porto (que deverá disputar-se a 9 de Maio) e o Benfica-Sporting (previsto para 16 de Maio). Em flagrante contraste com o que sucedeu nos desafios correspondentes da primeira volta, disputados no Dragão e em Alvalade, com as bancadas vazias.

Assim as regras serão iguais para todos. É fundamental para manter a seriedade, a equidade e a transparência na principal competição desportiva em Portugal, garantindo a credibilidade daquilo a que alguns chamam "indústria do futebol". 

Durante meses, em textos vários, aqui defendi o regresso do público aos estádios. Quando as praias estavam cheias, as touradas decorriam com bancadas bem preenchidas e 30 mil espectadores acorriam ao autódromo de Portimão para verem provas motorizadas. Nessa altura os estádios mantiveram-se interditos por decisão governamental.

Paciência, se foi assim até agora será também assim até final. Favores ao Benfica, nem pensar.

Novas regras

Em país de autoridade fraca e dúctil, onde os árbitros revelam uma milenar propensão para se inclinarem para onde lhes cheira a poder, as novas regras darão muito - mas mesmo muito - que falar (pelo menos) nas primeiras jornadas.

Alguma profilaxia seria recomendável.

Em português corrente, é bom que se comece a falar do assunto porque os árbitros também veem programas de bola nos canais de notícias e convém que saibam o que é para ser feito.

Eis um excerto: 

É mão na bola (ou seja, merece apitadela valente):
Sempre que a bola embate num dos membros superiores e se dirige para a baliza, mesmo que o desvio tenha sem querer.

Sempre que um jogador ganhar a posse de bola após esta bater-lhe na mão ou braço involuntariamente e, na sequência, marcar ou criar uma situação de golo.

 Não é mão na bola (ou seja, segue jogo)
 
Quando um jogador está a cair e a bola embate no seu braço/mão que está a apoiar a queda

Quando o braço/mão do jogador se encontra encostado ao corpo (vai ser o bom e o bonito, digo eu);

Quando a bola tocar no braço/mão do jogador, depois de vir da sua própria cabeça/corpo/pé ou de qualquer outro jogador que esteja perto dele.

Penáltis 

O jogador que sofreu a grande penalidade, mesmo que assistido, pode ficar em campo para bater o castigo máximo. (e assim perder infindáveis minutos, digo eu)
 

Substituições: O jogador substituído é obrigado a abandonar o campo na linha lateral mais próxima onde estiver, quando o árbitro autorizar a substituição (a não ser que o árbitro ordene que saia rapidamente pela linha do meio-campo ou por outro ponto do relvado devido a questões de segurança, lesão, etc).
(Vai ser um forrobodó de decisões assobiadas, digo eu)

 

As regras e o jogo

2019.05.26.02.jpg

2019.05.26.01.jpg

Ontem estava a ver o jogo sem um lápis entalado na orelha e sem um papel para ir tomando notas.

Fui escrevendo na caixa de comentários deste post, para memória futura.

Nas primeiras imagens, falta de Soares sobre Raphinha e, posteriormente, a pontapear a bola para fora do campo,  impedindo a marcação rápida do livre [cerca dos 30 minutos].

Cartão amarelo por mostrar, mais tarde, pelo "mesmo" motivo, o 29 dos leões seria amarelado, embora, não tivesse enviado a bola para fora do campo.

Na segunda imagem, Soares atropela Bruno Fernandes, não o deixa levantar, "apertando-lhe" o pescoço (ver onde está a bola) e segue com a jogada, neste lance não é marcada falta... seria a expulsão do atacante brasileiro numa altura em que o jogo ainda estava zero a zero [cerca dos 32 minutos].

Seria estragar o espectáculo, dir-me-ão; se for o Cédric ou o Ristovski, já não.

(e no fim ainda chora o Conceição, ai, ai que fui roubado, ai, ai que o Porto jogou muito melhor; pior que isto, há sportinguistas que vão nesta conversa).

A estranha anatomia dos jogadores de futebol

Começo por dizer que não vi futebol este fim-de-semana, senão uns poucos minutos ao longe do Sporting vs Setubal, os golos do Boavista vs Benfica, e a repetição do penalti a favor do Porto no jogo com os Belenenses, que foi no mínimo polémico. A minha análise a este lance, tem que ser precedida por uma declaração de interesse: se fosse um jogador do Setúbal a protagonizar aquele lance, para mim seria penalti claro, ponto final parágrafo. Assim, não posso ter uma segunda opinião em relação a este lance e tenho que considerar que o VAR esteve bem. 

O que está mal e tem que ser rapidamente alterado é a regra da "mão". Não se pretende contrariar Paulo Bento ("andebol, mão; futebol, pé), mas há que de uma vez por todas definir critérios (a estória da intenção ou intensidade também não pega). Na jogada de ontem, por exemplo, o jogador de Belém estava em impulsão, de costas para a bola e efectivamente cortou a bola com o braço. Já o afirmei, à luz das actuais regras, parece-me penalti. Eu sou do tempo em que um não era apenas um não, mas também de que uma "mão" era apenas "A" mão, era apenas penalizada a acção intencional de cortar a bola com a mão. a "MÃO", não o pedaço de osso, músculo e tendões e veias e artérias e o diabo a sete que a prendem ao ombro. Ao penalizar o corte com o braço, principalmente quando o jogador está em impulsão (experimentem lá saltar com os braços encostados ao corpo para ver o que vos acontece), o International Board prejudicou o espectáculo e prestou o futebol a interpretações casuísticas e nalguns casos a la carte, com cada árbitro a interpretar a coisa conforme o seu sentimento em relação à regra.

Se a FIFA vai alterando as regras em função da obtenção do golo, o sal do jogo, deve ser apoiada; Mas terá que haver algum cuidado nessa alteração, porque corre-se o risco de no futuro, assim como que arremedando a teoria evolucionista de Darwin, os filhos dos jogadores de futebol, que hoje já têm mão até ao ombro tornando-lhes o uso do braço desnecessário, corre-se o risco, dizia, de os filhos dos jogadores irem progressivamente aparentando-se com pinguins e eu acho que o futebol não teria tanta piada. Lembram-se dum jogo de tabuleiro, chamado salvo erro Subbuteo? Seria um pouco pior, basta imaginar.

Futurologia

Aposto, dobrado contra singelo, que mudanças radicais no futebol, a exemplo de outras modalidades, só quando um estadunidense for presidente da FIFA.

Eles podem ter muitos defeitos, mas nestas coisas não brincam!

Nas federações onde têm assento e peso veja-se a evolução, no sentido de garantir sempre e da melhor forma a verdade desportiva. Veja-se as exigências, a nível interno, em qualquer desporto em todas as suas vertentes, inclusive os agentes que são controlados com rédea curta.

Até num "desporto" como o wrestling, onde tudo é combinado, há regras claras.

O Platini é farinha do saco do Blatter, é tão corrupto como ele. Tem apenas um sorriso mais simpático, portanto mudanças, com ele, "viste-las"!

{ Blog fundado em 2012. }

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