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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De ter começado o campeonato logo a perder dois pontos. Irão seguramente fazer-nos muita falta lá mais para a frente, quando andarmos agarrados à maquina de calcular. Num jogo em que aos sete minutos já estávamos a perder. Saímos do Funchal com um empate 1-1. O golo que impediu a derrota foi apontado por Coates aos 29'. Tivemos mais de uma hora para dar a volta ao resultado, sem conseguir. E ainda vimos uma bola embater no poste da nossa baliza, aos 75', e Renan fez uma defesa dificílima, aos 85', negando ao Marítimo o golo da vitória.

 

Da nossa falta de capacidade ofensiva. Uma equipa que aspira a títulos não pode fazer apenas dois remates enquadrados com a baliza num total de 17 - tantos quanto foi tentando ao longo desta partida. Enquanto o Marítimo marcou no primeiro lance de ataque colectivo que construiu.

 

De ThierryÚnico jogador da formação leonina que esteve em campo, nesta estreia no campeonato desperdiçou uma excelente oportunidade para se firmar como titular da lateral esquerda ao ter sido batido - por deficiente movimentação - pelo extremo do Marítimo que centrou para golo. A culpa, neste lance, não foi só dele - toda a defesa do Sporting entrou em derrocada, permitindo a Getterson aparecer isolado frente a Renan. Mas é o segundo erro grave que o jovem defesa comete em dois jogos consecutivos.

 

De Raphinha. Como é possível falhar em tantos lances capitais? O extremo brasileiro foi a imagem viva do desacerto e da falta de capacidade anímica desta equipa no início da Liga 2019/2020. Falhou escandalosamente três golos que qualquer outro teria marcado - aos 32', 79' e 87'. Más decisões numa zona do terreno em que um erro custa muito caro e penaliza seriamente a equipa.

 

Dos reforços. Neste Verão, o Sporting gastou cerca de 25 milhões de euros em vários jogadores supostamente para valorizar e dinamizar o plantel. Mas o técnico holandês deixou-os no banco ou nem sequer os convocou para esta partida. Excepção, no onze titular, para Eduardo Henrique, ex-Belenenses, que foi médio defensivo adaptado por ausência de Idrissa Doumbia, a cumprir castigo. Falta-lhe entrosamento, dinâmica e rodagem, mas esteve longe de ser dos piores.

 

Das substituições. A equipa anfitriã melhorou consideravelmente com as substituições feitas pelo novo técnico, Nuno Manta Santos. Enquanto a nossa piorou a partir dos 73', quando Keizer trocou Luiz Phellype por Bas Dost e Eduardo por Vietto. Nenhuma mudança para melhor também ao fazer sair Borja, aos 85', trocando-o pelo fatal Diaby, novamente irrelevante: o maliano mal chegou a tocar na bola.

 

Da má forma física dos jogadores. O treinador concedeu dois dias de folga aos jogadores após terem sido goleados pelo Benfica na Supertaça - decisão que ninguém consegue justificar. Mesmo assim, foi inegável o extremo cansaço de grande parte deles, que terminaram o jogo quase sem forças. Algo precisa de ser feito com urgência no treino físico do plantel.

 

 

Gostei

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, o nosso melhor jogador. Foi dele o primeiro grande passe em profundidade, isolando Raphinha logo aos 2'. Foi dele também o primeiro remate do Sporting que levava selo de golo: uma bomba disparada aos 28', travada pelo guardião adversário com a defesa da noite. Foi ainda ele que cruzou para o golo de Coates, parecendo com vontade de voltar a ser na nova época o rei das assistências da nossa equipa.

 

De Acuña. O argentino, que não cumpriu a preparação da pré-época leonina por ter participado na Copa América, está ainda a ganhar forma. Mas já foi um dos nossos melhores em campo, como ala esquerdo. Bom cruzamento que Luiz Phellype desperdiçou aos 25'. Conduziu um contra-ataque muito perigoso culminado num centro perfeito para Raphinha, aos 79'. Garra e vontade não lhe faltam. Falta-lhe apenas melhorar um pouco a pontaria: rematou ao lado aos 32' e atirou por cima aos 63'.

 

Do ponto ganho ao FC Porto. Se o nosso verdadeiro objectivo é competir pelo segundo lugar do campeonato, último que pode permitir o acesso à Liga dos Campeões, estreamo-nos com um ponto de vantagem na Liga 2019/2020 face aos nossos rivais portistas, que no sábado foram derrotados pelo recém-promovido Gil Vicente. Do mal o menos.

Keizer quer dois reforços

Nem quero acreditar. Esta noite foram postas a circular por comentadores televisivos muito conotados com a actual direcção leonina - incluindo um fanático benfiquista que não perde uma oportunidade de entoar hossanas a Frederico Varandas - notícias sobre o eventual interesse de Marcel Keizer em dois urgentes reforços: parece que falta ao Sporting, já neste fim da pré-temporada, um extremo e um avançado.

Repito: nem quero acreditar. Estas notícias, que não serão filhas de pai incógnito, circulam na mesma semana em que o Sporting despacha Matheus Pereira e Gelson Dala. Um extremo e um avançado, ambos com passagem pela formação leonina. O primeiro seguirá, ao que tudo indica, para o West Bromwich Albion, da segunda divisão inglesa, o segundo já marchou para o Antuérpia, equipa do campeonato belga. Ambos, ao que consta, com opções de compra por parte dos clubes em que irão jogar. Por não serem opção para o técnico holandês, o mesmo que agora suplicará por reforços para estas mesmas posições.

Escrevi aqui em Março que o Sporting precisava de regressar ao espírito de Leonardo Jardim: não nadando o clube em dinheiro, há que recorrer mais ainda à prata da casa. Afinal o rumo está a ser diferente: volta-se ao passado, sim, mas ao de Jesus: muita contratação ao estrangeiro e quase nenhuma aposta nos jogadores que fomos formando.

Sabemos todos hoje o resultado que isso deu.

As derrotas que mais custam

1.. O Benfica utilizou na Supertaça dois reforços adquiridos este Verão: Chiquinho e Raúl de Tomás. O Sporting, apenas um: Neto, na defesa - por sinal, o único que chegou a "custo zero". Apesar de a SAD leonina ter gasto mais de 25 milhões de euros em aquisições.

2. O Benfica utilizou cinco jogadores da sua formação neste jogo: Ferro, Rúben Dias, Nuno Tavares, Florentino e Jota. O Sporting só usou um: Thierry Correia. E - não vale a pena alimentar dúvidas - apenas porque tem dois estrangeiros lesionados para a posição de lateral direito.

 

Isto confirma uma realidade bem amarga: também no capítulo do aproveitamento da formação e dos reforços saímos derrotados do Algarve.

 

Estas, para mim, são as derrotas que mais custam.

 

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Leitura complementar:

Precisamos de um novo Leonardo Jardim (publicado a 23 de Março)

Novidades da pré-época: breve balanço

Seguem-se as minhas impressões dos jogadores apresentados como reforços do Sporting na chamada "janela de Inverno" ou no defeso de Verão. Fica o desafio aos leitores: se quiserem, partilhem aqui as vossas opiniões sobre o mesmo tema.

 

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Cristián Borja. O internacional colombiano chegou no defeso de Inverno mas está longe de gerar consensos em Alvalade. Sobretudo no capítulo ofensivo: arrisca pouco e cruza mal. Acuña faz muito melhor que ele.

 

Eduardo Henrique. Expectativa. Transmitiu sinais positivos, a ler o jogo e a conduzir a bola. Terá vindo para ocupar funções de médio defensivo, mas parece dar-se melhor em zonas mais adiantadas do terreno. 

 

Eduardo Quaresma. Promissor. Ainda júnior, revelou alguns pormenores que atestam a sua qualidade futebolística não apenas como central mas até como lateral improvisado. Nome a reter num futuro próximo.

 

Gonzalo Plata. Talento. O jovem extremo equatoriano é daqueles que não enganam: tecnicamente evoluído, aguerrido nos confrontos individuais, agradou de imediato aos adeptos. É fácil augurar-lhe uma época em grande.

 

Idrissa Doumbia. Combativo. Chegou no mercado de Inverno e tem sido um dos jogadores que mais evoluíram em Alvalade. A partida de Gudelj coloca-o na primeira linha da titularidade como médio defensivo. 

 

Luciano Vietto. Discreto. Primeiro como extremo, depois no corredor central, mostrou-se sempre aquém daquilo que o ataque do Sporting necessita. Poderá não ter vida fácil num clube que já idolatrou outros argentinos.

 

Luís Maximiano. Promoção. Depois de ter dado nas vistas em escalões jovens, abre-se enfim a porta da equipa principal ao guarda-redes formado no Sporting. É já o segundo na hierarquia da baliza, logo após Renan.

 

Luís Neto. Maturidade. Estando Coates ainda ausente, dividiu com Mathieu o eixo da defesa, exibindo concentração e confiança. É reforço digno deste nome: a sua veterania ajuda a equilibrar um plantel muito jovem. 

 

Luiz Phellype. Útil. Foi seguramente uma contratação barata. E já confirmou no Sporting saber marcar golos, como fizera no Paços de Ferreira. Veio de férias com peso a mais. Há que confiar num rápido regresso à boa forma.

 

Matheus Pereira. Eclipsado. O que se passa com este extremo formado em Alcochete? Keizer parece ter boa impressão do brasileiro, que apesar disso não foi apresentado aos adeptos nem consta do plantel. Tudo muito opaco.

 

Nuno Mendes. Desenvoltura. Diz-se que Keizer ficou muito satisfeito com as prestações do jovem formado em Alcochete, que respondeu bem sempre que foi chamado. Movimentando-se sem complexos na ala defensiva.

 

Rafael Camacho. Insuficiente. Mostrou vontade de agarrar a posição, embora tendo actuado na ala esquerda em vez de preencher o corredor oposto, em que se sentirá mais à-vontade. Uma lesão travou-lhe o passo.

 

Thierry Correia. Revelação. Aposta deliberada do técnico, aproveitou as ausências de Ristovski e Bruno Gaspar para se mostrar em bom nível, sobretudo contra o Liverpool e o Valência. Merece ser lateral direito titular.

 

Tiago Ilori. Sofrível. Oportunidades não lhe têm faltado neste seu regresso ao Sporting seis anos após a infausta aventura em Inglaterra. Infelizmente o defesa oriundo da nossa formação ainda não quis ou não soube agarrá-las.

 

Valentin Rosier. Mistério. O defesa francês veio aureolado de craque e muitos já antecipavam que lhe estaria reservado o posto titular na ala direita. Afinal chegou lesionado e tem permanecido oculto. Promete gerar polémica.

 

Valentin Rosier, calça à parte

Uma das grandes incógnitas desta época, o novo lateral direito.

O que se passa com Rosier?

Enquanto não temos respostas, podemos conhecer melhor Valentin, neste artigo. Meio mexicano (de Guadalupe) meio italiano, nacionalidade francesa.

As lesões são mesmo a maior dúvida em Rosier. O lateral esteve 18 meses lesionado [sic] devido a lesões em 3 anos, números demasiado elevados para um jogador de 22 anos. Estando ainda a recuperar da última lesão sofrida, Rosier pode partir atrasado na pré-época leonina, sendo necessário esperar pelos primeiros jogos para ver o nível do jogador.

Mas num clube tão preocupado com o nível físico dos jogadores, não tivesse a presidente o seu antigo diretor clínico, o Sporting já deixou bem patente que só entram jogadores a 100%, com os casos de Sturaro, Lucas Silva e Boateng a demonstrarem isto mesmo.

in Fair Play, 2019.Junho.28

"Megacraques" do antigamente

Vamos na quinta contratação neste defeso. Vietto e Luís Neto estavam assegurados há meses, Rafael Camacho e Rosier chegaram há dias. E ontem foi a vez de Eduardo Henrique, ex-Belenenses, ser apresentado aos adeptos.

O Sporting é claramente a equipa - entre as três maiores do campeonato português - que está a apetrechar-se com mais antecedência, fruto de um trabalho que nada deve ao improviso, proporcionando assim as melhores condições ao técnico Marcel Keizer para o arranque da pré-temporada.

Mesmo assim, tenho ouvido por aí críticas muito azedas à pretensa «falta de qualidade» dos novos reforços. Da parte da gente do costume, apostada em garantir que Frederico Varandas «nada percebe de futebol».

A esses críticos mais exaltados, que não escondem saudades do antigamente, limito-me a recordar a lista de "megacraques" contratados durante os cinco anos do consulado anterior. Uma lista certamente muito incompleta, que poderá ser ainda mais preenchida com o inestimável contributo dos nossos leitores.

Ei-la. Não por ordem de entrada em cena, mas por ordem alfabética.

 

Alan Ruiz
André Balada
André Geraldes
Aquilani
Azbe Jug
Barcos
Bruno Gaspar
Bruno Paulista
Castaignos
Ciani
Cissé
Douglas
Dramé
Enoh
Elias
Ewerton
Federico Ruiz
Heldon
Jatobá
Leonardo Ruiz

Lumor
Magrão
Marcelo
Markovic
Marvin
Matías Pérez
Mattheus Oliveira
Maurício
Meli
Misic
Naby Sarr
Naldo
Petrovic
Piris
Rabia
Rosell
Rúben Ribeiro
Ryan Gauld
Sacko
Schelotto
Shikabala
Slavchev
Spalvis
Tanaka
Vítor Silva
Viviano
Welder

Sê bem regressado, Rafael

 

É um gosto ver-te por cá novamente - agora com estatuto reforçado, naturalmente, por teres integrado os escalões finais da formação do Liverpool e a equipa de sub-23 do actual campeão inglês e campeão europeu. Por lá cumpriste um total de 70 jogos em três épocas, com 25 golos marcados.

Apesar disto, chegas com humildade. Sem te pores em bicos de pés. Lembrando até o tempo em que foste apanha-bolas no nosso clube. Que é teu também.

Já eras um pequeno craque quando equipaste de verde e branco, dos 8 aos 13 anos: este vídeo comprova.

 

O teu sucesso será o nosso sucesso.

Ouvindo e lendo

Parece que não, mas a final da Taça já foi há duas semanas e um dia destes teremos o regresso aos trabalhos de Keizer e a sua equipa.

Do que se vai ouvindo e lendo, que Sporting vamos ter?

1. Continuidade absoluta no que respeita aos guarda-redes, com Max a assumir o lugar de n.º 2. Com Salin como terceiro guarda-redes, parece-me muito bem. 

2. Banda direita com Ristovski e talvez Rosier (Dijon), Mama Baldé e R. Camacho (Liverpool). Se fosse assim, despachando-se Bruno Gaspar, e pelas boas referências de Rosier e Camacho, ficávamos com uma ala direita promissora.

3. Banda esquerda com Borja, mas talvez não Acuña. Borja pode chegar à titularidade da Colômbia com Queiroz, Acuña já está titular da selecção da Argentina, e os 20M€ que o Sporting pede por ele podem facilmente ser assegurados. Aqui ficaríamos pior, Acuña é um dos pilares deste Sporting. Não sei se algum da outra banda se adapta à esquerda.

4. Centro da defesa com Mathieu, Coates, Neto (Zenit) e mais dois a decidir conforme ofertas. André Pinto e Ilori no mercado. Domingos Duarte com propostas. O essencial foi já resolvido.

5. Meio-campo sem Bruno Fernandes mas com Gudelj, Wendel, Miguel Luís e talvez Eduardo (Belenenses) e Malinovski (Gent). Mais alguém dos excedentários (Petrovic, Misic, A. Ruiz, F. Geraldes) conforme ofertas que existam. Seria uma evolução na continuidade. O ucraniano tem coisas do Bruno Fernandes, capacidade de remate e assistências. 

6. Extremos "bi-laterais" à moda de Keizer,  Diaby, Raphinha, Jovane e Plata (grande campanha nos Sub-20), Iuri Medeiros e Matheus Pereira no mercado. Tudo muito levezinho, falta um "Marega" . Não há ofertas pelo Diaby??? Vamos ver o que faz pelo Mali.

7. Pontas de lança: Bas Dost, Luiz Phellype e Vietto, talvez Gelson Dala e Slimani. Vejo muito mais o Slimani como o tal "Marega" do que como concorrente de Bas Dost. Poucos golos marcou Slimani nos ultimos anos. Bas Dost teve a sua pior época ao serviço do Sporting, mas pode facilmente voltar a ser o grande artilheiro da equipa. Não há muitos como ele por aí.

 

Concluindo, muitos jogadores ainda sob contrato para decidir o que fazer, vender ou emprestar. Mais um que não motivou a compra, Geraldes que foi emprestado ao Gijon, uma descoberta brilhante de Inácio num sítio qualquer.

 

Outras questões:

1. Acabaram as conversas com o Benfica de Braga sobre Palhinha. Mantém-se a situação actual e o jogador poderá voltar ou ser vendido. Grande aplauso. Fiquem com o Paulinho (mas quem é que quer o Paulinho ???).

2. O plantel (sem emprestados) valorizou-se 26M€ nesta época, dados do Transfermark. E com emprestados como seria?

3. Saindo Bruno Fernandes (já me conformei) e talvez Acuña (este ainda não), com Mathieu e Gudelj a baixar de ordenado, e com excedentários caros a serem despachados, como Petrovic, com certeza a folha salarial vai baixar significativamente.

SL

A festa foi de arromba, ficámos felizes !!! Mas... Queremos mais, muito mais !!!

Ontem com a cerimónia na CML fechou-se a melhor época desde há muitos anos do futebol do Clube em termos de títulos conquistados, mas não chega para nós Sportinguistas, queremos mais, muito mais. Não nos conformamos em ser o terceiro clube português, queremos ganhar a Liga, queremos andar na Champions.

Para lá chegarmos temos de produzir mais e melhor que este ano, e para isso precisamos também duma estrutura financeira que não temos. E de investir com cabeça.

Mas temos alguma coisa:

1. Uma estrutura de futebol coesa e competente, desde o treinador ao roupeiro, passando pela área médica e de performance desportiva. Vimos isso na final da Taça, uma equipa que aguentou 120 minutos a correr e a lutar e a ganhar nos penaltis. Com o "velhinho" Mathieu a encostar Marega às cordas, a sprintar no prolongamento e a fuzilar no penálti.

2. Alguns (muito poucos) jogadores de classe extra: Bruno Fernandes, Mathieu, Coates, Acuña e Bas Dost, que não podem mesmo sair, ou melhor, só podem sair em condições irrecusáveis. Saindo Bruno Fernandes, que venham dois ou três iguais ou melhores que estes.

3. Outros (poucos) jogadores que vão entrar no 2.º/3.º ano de clube e que poderão render muito mais do que renderam este ano: Renan, Borja, Doumbia, Wendel, Gudelj, Luiz Phellype, Raphinha.

4. Outros (poucos) jogadores da formação, sub-23/24, já com alguma rodagem nos seniores, que poderão ser mais valias importantes para o plantel: Miguel Luís, Jovane, Mama Baldé, Ivanildo, Matheus Pereira, Gelson Dala, Plata (foi uma formação de dois meses...) e, porque não, aqueles que estão a passar ao lado duma grande carreira: Francisco Geraldes e Ryan Gauld.

Mas o que também temos é um conjunto de jogadores sem as condições necessárias para este novo desafio, que fracassaram ou que não conseguem manter o rendimento de outrora, pela idade, lesões ou outra coisa qualquer: Salin, Bruno Gaspar, André Pinto, Petrovic e Jefferson, além dos emprestados como Viviano, Lumor e Misic, sendo que Ristovski, Diaby e Ilori acumularam más exibições e duvido que consigam lá chegar. Battaglia é uma incógnita, depois da lesão grave que teve, análoga à do promissor Paz. Alan Ruiz parece que fundiu o fusível, tinha todas as condições para estar no conjunto dos craques. E na equipa sub-23 o único jogador que vejo com rendimento de 1.ª Liga é Pedro Mendes. Tudo o resto muito verdinho.

Quanto a aquisições, Neto, Vietto e Eduardo (?) vêm enriquecer o plantel, mas não parece que venham fazer a diferença.

Saindo Bruno Fernandes e só Bruno Fernandes, olhando para o que existe, quem é que iria procurar no mercado ?

  1. Um defesa direito sólido, eficiente, que feche bem por dentro, e com muito boa capacidade de centro/remate. Coisa que não temos há muitos, muitos anos. Assim um Alex Telles de pé direito. 
  2. Um distribuidor de jogo com chegada à área e marcador de golos. Assim um novo Bruno Fernandes.
  3. Um avançado dextro que saiba descair para a ala, peitudo e rompedor, com bom jogo de cabeça, tipo Slimani. Mais um marcador de golos.
  4. Um guarda-redes para lutar com Renan pela titularidade e libertar Max para ir rodar noutro clube. Cláudio Ramos, do Tondela?

Não vale a pena comprar por comprar, ou trazer alguém que venha estragar o bom ambiente e a dinâmica de vitória que se regista. Por isso, da Argentina, da Argélia ou doutro sítio qualquer, que venham jogadores com espírito de equipa, com cabeça, com raça, ambiciosos e determinados. Que venham leões. 

Esqueci-me de alguém? Que vos parece? 

SL

Precisamos de um novo Leonardo Jardim

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Leio na imprensa notícias que nada me tranquilizam. 

 

Primeira: Bas Dost «pode sair no Verão», o que é desde já justificado com a intenção de «baixar a massa salarial do plantel». O mesmo argumento que levou a estrutura directiva da SAD a despachar Nani e a enxotar Montero, duas referências na linha avançada do Sporting - com o consequente reflexo nas exibições da equipa, que têm piorado de então para cá, como se viu no frustrante desafio em casa frente ao Santa Clara, em que acabámos o jogo na retranca, defendendo aflitos o magro resultado por 1-0, enquanto centenas de adeptos abandonavam o estádio antes do apito final.

 

Segunda: pode celebrar-se mesmo um acordo extrajudicial para pôr fim ao conflito com o Atlético de Madrid, que nos furtou Gelson Martins. Esse acordo, segundo já foi soprado para a imprensa, incidirá em valores inferiores aos 22 milhões de euros mais cerca de 10 milhões adicionais por objectivos que Sousa Cintra rejeitou em Julho. E muito abaixo dos 105 milhões que reclamamos a título de indemnização junto do Tribunal Arbitral do Desporto.

 

Terceira: Para baixar consideravelmente o que nos deve por Gelson, o clube colchonero pretende impingir-nos dois jogadores de duvidoso mérito. Refiro-me ao ex-vimarenense Bernard, que teve uma carreira medíocre desde que rumou a Madrid, tem jogado por empréstimo no Kayserispor da Turquia e se encontra lesionado. E ao argentino Vietto, que nunca foi opção para o seu compatriota Diego Simeone, actuando agora emprestado ao Fulham: no clube inglês não devem estar muito satisfeitos com o desempenho deste avançado, que só marcou um golo em 22 jogos nesta temporada.

 

Enfim, tudo isto me transmite a sensação de que andamos aos saldos. Continuando a preferir frouxas opções estrangeiras enquanto a anunciada aposta na formação é adiada para as calendas e os poucos jogadores que ainda atraem adeptos ao nosso estádio são empurrados para a porta de saída. 

Oxalá me engane, mas não consigo vislumbrar nada de positivo nesta estratégia de aceitar trocos e jogadores que nada acrescentam em qualidade ao plantel leonino pelo resgate de um internacional português formado no Sporting que nos foi surripiado por um dos principais emblemas do futebol espanhol.

 

Recomendaria o regresso ao espírito da temporada 2013/2014: se não há dinheiro, recorre-se à prata da casa. Frederico Varandas acompanhou-a in loco, de fio a pavio, como director clínico. Para isso, como ele bem sabe, há que apostar num treinador jovem, competente, motivador, ambicioso e profundo conhecedor do futebol português.

Precisamos de um novo Leonardo Jardim: esse será o nosso principal reforço para a próxima época.

Revolução tranquila no futebol do Sporting

Se compararmos estrutura e plantel profissional à data das eleições, e a que neste momento existe depois de encerrado o mercado (partindo do princípio que realmente fechou e que Acuña ficou), não há dúvida que o presidente conseguiu uma revolução tranquila, muita gente saiu sem que as saídas tivessem originado conflitos ou processos, muita gente entrou, e com um saldo largamente positivo em termos financeiros e em termos de gestão de tesouraria.

Em termos de estrutura, foi uma revolução completa muito para além da substituição da equipa técnica, já aqui amplamente debatida e que me escuso de repetir.

Em termos do plantel sairam definitivamente e por ordem de reconhecimento por aquilo que conseguiram no Sporting, Nani, Montero, Bruno César, Marcelo, Castaignos e Viviano e por emprestimo Mané, Misic e Lumor, e entraram, também por ordem de reconhecimento do que já demonstraram desde que chegaram, Borja, Ilori, Doumbia, Francisco Geraldes e Luiz Phellype. Não sei se me esqueci de alguém.

Além disso, o passe de Renan foi adquirido, Acuña teve a sua situação revista e agora fala-se que Bruno Fernandes virá a seguir. E muito justamente. De longe é o nosso mais valioso jogador e agora um incontestado capitão de equipa. Tem de ser o jogador mais bem pago do plantel.

Não faço ideia como está o balneário, também não faço ideia como estava, presumo que esteja diferente, não tardaremos a ver os frutos da revolução.

SL

 

Reforços ou nem tanto (parte 3)

A poucos dias de fecho do mercado, e com a grande dúvida ou não de Acuña (passou muito ao lado da festa, os colegas bem puxaram por ele, mas parece estar mesmo de saida), vai-se conhecendo a esperada arrumação de casa no plantel do Sporting:

Saem: Viviano (GR), Marcelo (DC), Lumor (DE), Misic (M), Bruno César (M), Mané (E),  possivelmente Castaignos (PL) e (que pena) Acuña (DE/E).

Entram: Ilori (DC), Borja (DE), Doumbia (M), Francisco Geraldes (M), Luiz Phellype (PL)

Plantel emagrecido, mais jovem, menos despesa, mais peso da formação, tudo coisas boas, mas... plantel reforçado?  Tenho dúvidas...

Entretanto os milhões das rescisões continuam em parte incerta, Patrício e William ajudaram o presidente na resolução do problema no que respeita a cada um deles, mas os restantes continuam bem complicados. A falta de rendimento do Gelson Martins no Atlético Madrid tambem em nada ajudou.

Vamos ver o que acontece ainda até ao fecho do mercado.

SL

Reforços ou nem tanto (parte 2)

Mais algumas novidades se vão sabendo. Demirel, J.Silva, T.Djaló e Kiki (B/Sub23) estão de saída a título definitivo, Lumor a título de empréstimo com opção de compra, podendo render no conjunto uns 10 milhões de Euros. Pouco, muito, assim assim, não faço ideia.

Dos reforços, Luiz Phellype demonstrou ontem que tem valor mas ainda está muito aquem das necessidades do Sporting, se calhar como Doumbia e F.Geraldes. Veio mais um médio brasileiro de 20 anos para os sub-23, ou talvez para a futura equipa B.

Uma boa notícia é mesmo essa, o Sporting está a tentar retomar a equipa B na próxima época, à luz de algum protocolo de excepção. Foi mais uma decisão desastrosa do destituido, que nos colocou fora duma competição que é uma importante rampa de lançamento para a primeira equipa, como se viu no passado no Sporting e se pode ver no Benfica de hoje com R.Dias, Gedson e J.Felix.

A pior notícia será mesmo a saída de Acuna, mais uma assistência para golo, e uma raça que não tem mesmo equivalente no plantel, plantel esse muito carente de estrutura e intensidade física, pelas razões que conhecemos.

A grande interrogação é o que se passa com Jovane e Miguel Luís. Empenho? Empresários? Que se passa exactamente? 

SL

Reforços ou nem tanto

Já toda a gente mais ou menos percebeu o que fomos dizendo por aqui, que a "manta é curta", o plantel é pobre para os objectivos do clube, a começar pelo 2º lugar na Liga que pode conduzir aos milhões da Champions.

Mas se a manta é curta, o cofre aparentemente ainda está mais curto e não há dinheiro para médias ou grandes aventuras enquanto não existirem encaixes com vendas ou com os processos das rescisões. 

Para já libertou-se algum do entulho do plantel, apostas falhadas e fins de ciclo, e que só dificultava treinos e integração dos sub-23, Viviano, Marcelo, Misic, Lumor, Bruno César (com Castaignos na calha), ajustaram-se alguns empréstimos, Ryan Gauld, Bragança, Elves Baldé, A.Ruiz, e veio alguma gente nova que pode ajudar, nem que seja como suplentes: Geraldes, Doumbia e Luiz Phellype. Mas ninguém para chegar e pegar de estaca na equipa titular. Equipa titular essa baseada em apenas seis jogadores sobreutilizados de classe extra, um dos quais pode ainda sair agora em Janeiro.

Se para o imediato a coisa está escura, para o médio prazo também não está melhor,  um ou outro jovem de valor vai saindo ou por descuido ou desleixo das administrações anteriores, como Tiago Djaló e Demiral, ou simplesmente por estar farto de esperar oportunidades que não surgem. Talvez um ou outro emprestado nos surpreenda, por exemplo Mamé Baldé, e possa ser um bom reforço para o próximo ano.

Resumindo: passado o estado de graça de Keizer, no fundo foi o efeito da chamada chicotada psicológica, que costuma ser elevado no imediato mas decai rapidamente, está a faltar qualquer coisa para que consigamos ganhar qualquer coisa que se veja esta época, correndo até o risco de sermos ultrapassados por um não-grande, libertado prematuramente das competições europeias, como é o Braga.

Obviamente pôr em causa o terceiro treinador da época não é a solução.

SL

Monopólio

monopolio.jpg

 

Defeso activo, o Janeiro. Boas notícias? Serão boas notícias que Misic - que custou caro e quase nunca jogou - foi emprestado ao PAOK, com opção de compra? Que Viviano - que custou caro e nunca jogou - saiu, emprestado para um tal de SPAL, e sabe-se lá quem lhe pagará o lauto ordenado? Que Bruno César - que não sei se foi caro mas jogou bastante mas já não jogava - foi embora de vez, para o Vasco da Gama? Que Marcelo - que não custou muito caro, um mero apartamento topo de gama, e que nunca jogou - foi para os EUA, grosso modo, dizem os jornais, pela mesma quantia que custou? Que Gauld - que custou caro e nunca jogou - foi emprestado ao Hibernian (que nos deu 6-1 numa altura em que o Manaca jogava)? Que o Alan Ruiz - que custou caríssimo, e que ganha tanto que mal chegou comprou um Ferrari da cor errada, jogou pouco e agora nem joga lá pelas terras dele - foi emprestado a um clube médio da Argentina, pagando o Sporting o salário? Que um tal de Jatobá (quem?), que nem sei quem seja, foi emprestado para uma divisão qualquer do Brasil? E que o Castaignos - que custou caro e ganhou bem - foi mandado em paz, sem contrapartidas?

Serão boas notícias que o clube original do Acuña reclama uma fatia de dinheiro da transferência - sim, quase nada, um milhãozito e tal de euros, coisa pouca?  Que o caso Gelson afinal não se resolveu, apesar do presidente ser amigo dos jogadores, e torrando a carreira vai ser recambiado para o Milan, primeiro passo na direcção de um clube turco e, depois, de um qualquer oriente? Que o Ristovski - que custou algo e vai jogando - parece que vai lá para Itália? E que aquele Lumor - ao que se escreveu muito barato, meros três milhões de euros, e que  não joga - será emprestado? 

Boas notícias? A gente rejubila porque vem mais um Doumbia, barato, milhõeszitos de euros, coisa pouca. E porque vem um Filipe abstruso, que não há-de ser um Zandonaide, esperemos, e que não terá sido muita coisa, uns apartamentos apenas, desses de alugar a turistas. E por dois ou três milhões virá o Illori, que se baldou há uns anos, quando já jogava e foi para a bancada inglesa. De onde só agora saiu. 

Isto, todos os verões e agora todos os invernos, é um total absurdo. É um jogo do Monopólio, a gente a comprar a Luísa Todi e a cair na Avenida da Liberdade. Um povo sem taco a desvalorizar os milhões, como se estes se lhe fossem familiares. Quanta gente que nem mil euros mensais ganha que fala do quão barato é um Doumbia qualquer, a milhão ou dois milhões o custo do passe?

E quem não dá dinheiro para o "empréstimo obrigacionista", que alimenta esta demência estrutural? "Que vá passear", clama quem se julga moralmente superior. 

Talvez fosse interessante lembrar, todos os dias, que este Monopólio dá dinheiro a muito comissionista. E que estupidifica os jogadores. Os do Monopólio, não os futebolistas.

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