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És a nossa Fé!

Yannick Bolasie

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Não há uma segunda oportunidade para uma primeira impressão. No caso de Yannick Bolasie, em estreia absoluta no Sporting, esta impressão foi muito positiva. No jogo do Bessa, em que entrou como titular na frente de ataque escassos dias após ter chegado a Portugal como reforço leonino, revelou-se o melhor em campo - gerando unanimidade na imprensa desportiva. É ele quem acaba carregado em falta num lance ofensivo, ganhando o livre de que resultou o nosso golo. É ele quem revela melhor forma física. É ele quem estabelece em campo ligação empática aos adeptos. É ele quem consegue as duas melhores oportunidades de golo (mais nenhuma houve, do nosso lado, além do livre que redundou em golo).

É difícil fazer mais numa equipa onde se joga pela primeira vez.

Vieram reforçar ou não?

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Jesé

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Bolasie

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Fernando

 

Acabamos de receber três reforços em Alvalade.

Vieram por empréstimo e são jogadores que actuam de preferência nas alas ofensivas.

O espanhol Jesé Rodríguez, emprestado pelo PSG. Na última época alinhou no Bétis (18 jogos, dois golos).

O congolês Yannick Bolasie, emprestado pelo Everton. Na última época alinhou no Anderlecht (17 jogos, seis golos).

O brasileiro Fernando dos Santos Pedro, emprestado pelo Shakhtar Donetsk, onde alinhou na última época (22 jogos, dois golos).

 

Lanço o repto aos leitores: o que pensam destes três reforços?

Compensarão as vagas abertas pelas saídas de Bas Dost, Raphinha e Diaby?

O plantel leonino, agora finalmente fechado, está mais forte ou mais fraco do que há um ano?

Perguntas que deixo igualmente à consideração dos colegas de blogue que queiram participar neste debate.

Pequenas e médias canalhices

Acabo de ouvir um ex-assessor de imprensa do Sporting declarar em directo, num canal televisivo, que um dos jogadores recém-contratados por Frederico Varandas «em termos sociais não tem uma boa imagem».

Não sei (nem me interessa) que imagem terá este ex-assessor «em termos sociais». Mas sei que declarações destas, proferidas por quem já teve responsabilidades de algum tipo em Alvalade, são mais letais do que cem derrotas em campo. Pequenas e médias canalhices, desmentindo em toda a linha a grandeza endémica deste nosso clube que tem o Leão por símbolo.

Balanço provisório

 

Precisávamos de um ponta-de-lança. Não veio nenhum ponta-de-lança.

 

Precisávamos de reforçar a defesa. Não veio nenhum reforço para a defesa.

 

Precisávamos de um médio defensivo de raiz. Não veio nenhum médio, muito menos com características defensivas.

 

Temos portanto mais três alas. Quando já tínhamos/temos Jovane, Plata e Camacho nessas posições, além de Acuña.
Falta-nos um médio defensivo de raiz
Falta-nos, com manifesta urgência, reforçar a defesa.
Falta-nos, acima de tudo, um ponta-de-lança que concorra com Luiz Phellype.

 

Sobre isto, nada de novo.
Temos um dos plantéis mais desequilibrados de que há memória.
E só um português no onze titular - nem sequer formado no Sporting

13 Reasons why este mercado foi bom e há todos os motivos para se estar otimista

  1. Ontem, no canal 11, o presidente do Marítimo disse com ar simpático que acertara tudo com Vieira para que João Félix e Ferro fossem para a Madeira no mercado deste janeiro que passou. Só a troca de treinador na Luz fez abortar o negócio. Para dizer o quê? Que há muito, mas mesmo muito, de oportunidade, sorte e azar no mundo da bola.

  2. O Sporting foi objetivamente prejudicado no último jogo. Há um penalty sobre Raphinha não assinalado (árbitro e VARs coniventes) e pelo menos um dos que foram marcados a Coates é de gargalhada. O Porto foi beneficiado objetivamente por uma das expulsões mais abstrusas de que me lembro. O Benfica foi a Braga receber vários presentes de Natal, não tendo a equipa sido sequer testada, depois do baile que levou do Porto. Para dizer o quê? Que Deus e o demónio estão nos detalhes e que na bola é igual.  

  3. O mercado do Sporting foi dos melhores que me lembro. Falo desta fase, do fecho. Só no fim da época saberemos, mas eu sou do tempo de César Prates, Mpenza e André Cruz, que não excitaram ninguém quando apareceram. Sobre Acosta é melhor nem falar. Não houve videirinho do comentário da altura que não se risse da ciática.

  4. Porque é que foi dos melhores? Porque se faturou e imagino que seja necessário para fazer face aos encargos. Eu, para poder comprar a minha casa atual, também vendi a que tinha. E era uma casa do caraças.

  5. E foi dos melhores porque muita “tralha” se foi embora. Jogadores decentes, boa gente, mas cuja qualidade futebolística foi mais do que posta à prova, ficando claro que com eles jamais o SCP seria campeão. Acontece em todos os clubes ter “tralha” e o nosso não é exceção.

  6. Também foi dos melhores, porque os wild cards (sobretudo o playboy Jese) vieram emprestados, o que permite ao clube ganhar mais um ano para que haja produto da formação à altura e/ou scouting eficiente. Ou seja, não se gastou uma pipa de massa em Jese (como se gastou em Diaby, por exemplo) e vieram alguns jogadores “maduros” que podem ajudar. Podem ser flops? Podem. Mas também podem não ser.

  7. Foi dos melhores, porque se chegou a acordo sobre mais um jogador do caso Alcochete. É provável que Podence valha mais do que 7 milhões, mas é sempre melhor encaixar agora do que talvez mais daqui a uns anos valentes, mais as custas judiciais e o diabo a sete. Além disso, houve o bónus de Bruno Gaspar ter sido emprestado à boleia deste deal.

  8. Sobre “estratégias de comunicação” é difícil falar. Muitas vezes, na vida, as pessoas não estão dispostas para ouvir a chamada verdade. Nós, portugueses, somos especialistas nisso, basta ver o que dizem as sondagens eleitorais. Somos adeptos de quimeras, cenários idílicos, achamos que se acreditarmos muito no Pai Natal este passa a existir. Mas chega sempre um tempo em que a mensagem e quem a quer ouvir estão compatíveis. 

  9. A equipa de Varandas foi às compras com um saco de caramelos. O lateral francês talvez seja bom, Rafael Camacho talvez dê num negócio Raphinha, Eduardo talvez permita que se possa vender Wendel mais cedo. Mas fazer compras com saco de caramelos implica isto mesmo: apostar que talvez aquele restaurante com aspeto assim assim nos vá servir uma bela refeição. 

  10. Entretanto, a ideia que dá é que os sub-23 representam os “good old days” da formação a voltar devagarinho. Cada mês, cada seis meses, cada ano que passam, os garotos estarão mais próximos da equipa. 

  11. Há razões para otimismo? Fifty, fifty. Por exemplo, a jornada passada foi uma azia de todo o tamanho, mas Guimarães e Braga também perderam. Não ir à Champions é mau, mas não ir à Liga Europa seria uma tragédia. Thierry, que parecia verde como um abacate, acabou por render uns milhões. Vietto às tantas é craque. Bruno Fernandes ficou. 

  12. O que estou para aqui a dizer? Que o Sporting ainda está a ressacar a gestão Bruno de Carvalho. Essa gestão esticou a corda, foi ao limite, contratou dezenas de jogadores, pagando-lhes bem, teve um dos treinadores mais caros do mundo, com a obsessão do título que, é preciso dizer, quase vencemos. Eu, se vou de férias e gasto mais dinheiro, nos meses seguintes tenho de andar mais regrado.

  13. É uma perda de tempo acreditar na “união”. Os meus amigos do Benfica, mal empatam dois jogos seguidos, começam a dizer que o Vieira tem de dar lugar a outro. Mas também é inútil estar pessimista. A vida é feita de fases. O Sporting é o Sporting. Milhares de miúdos e miúdas são do Sporting e choram pelo clube, independentemente do número de campeonatos. Os seus filhos farão a mesma coisa.

Apertar do cinto

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Não conheço ao pormenor a situação financeira da SAD, incluindo a questão da negociação com a banca. Vou sabendo mais por jornais e comentadores do que pelo Sporting, o que é triste, mas não é difícil perceber que deve estar bem complicada e isso explica muito do que foi a actuação do clube nesta janela de mercado. Deixando de parte a questão desportiva, já por demais aqui comentada e vamos ter o resto da temporada para avaliar, podemos constatar que o Sporting fez negócios de venda/empréstimos com opção de compra obrigatória (incluindo Gelson Martins e Podence, Bruno Fernandes à parte) de 19 jogadores no valor de (números redondos) 90,000€ e de compra/entrada por empréstimo de oito jogadores no valor de 25,000€, um saldo positivo de 65,000€. 

Além disso, emprestou 11 jogadores com salários quase todos pagos pelos clubes de acolhimento. Foram então 30 jogadores que saíram da folha salarial, entrando 8. Não sei o que isto representa em poupança anual de salários, mas sairam vários jogadores de salários elevados a começar por Bas Dost e Petrovic, imagino da ordem de 30%. 

Resumindo, foi mesmo um grande apertar do cinto este verão em Alvalade. 

E ainda ficaram alguns casos para resolver:

1. Rafael Leão

2. Ruben Ribeiro

3. Mattheus Oliveira

4. Viviano

5. Irmão do Alan Ruiz, dizem que joga futebol

 

PS: As minhas contas foram as seguintes:

Saídas: 89,5
1. Gelson Martins 22,5
2. Raphinha 21,0
3. Thierry Correia 12,0
4. Matheus Pereira 10,0
5. Bas Dost 7,0
6. Podence 7,0
7. Felix Correia 3,5
8. Jonathan Silva 3,0
9. Domingos Duarte 3,0
10. Tiago Djaló 0,5
11. Salin 0,0
12. André Pinto 0,0
13. Petrovic 0,0
14. Mama Baldé 0,0
15. Wallyson 0,0
16. Jefferson 0,0
17. Ryan Gauld 0,0
18. Carlos Mané 0,0
19. Abdu Conté 0,0

Empréstimos:
1. Diaby
2. Gelson Dala 
3. Bruno Gaspar 
4. Ivanildo Fernandes
5. Lumor
6. Bragança
7. Francisco Geraldes
8. André Geraldes
9. Misic
10. Alan Ruiz
11. Leonardo Ruiz


Entradas: 23,5
1. Rosier 8,0
2. Vietto 7,5
3. Camacho 5,0
4. Eduardo 3,0
5. Neto 0,0
6. Jesé Rodríguez 0,0
7. Bolasie 0,0
8. Fernando 0,0

Saldo: 66,0

Diz que são reforços

Íamos ao nosso estádio ver jogadores como Bas Dost e Raphinha.

Agora iremos ver o espanhol Jesé Rodríguez (14 jogos e apenas um golo na temporada 2018/2019, no Stoke City, onde actuou durante 705 minutos) e o brasileiro Fernando Santos Pedro (23 jogos e apenas um golo na época passada, com 903 minutos jogados, ao serviço do Shakhtar Donetsk, na Ucrânia).

Cumpre-se, portanto, uma emblemática promessa eleitoral de Frederico Varandas: apostar na formação.

O Sporting aposta na formação do Real Madrid e do Palmeiras. Há clubes com sorte.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De ter começado o campeonato logo a perder dois pontos. Irão seguramente fazer-nos muita falta lá mais para a frente, quando andarmos agarrados à maquina de calcular. Num jogo em que aos sete minutos já estávamos a perder. Saímos do Funchal com um empate 1-1. O golo que impediu a derrota foi apontado por Coates aos 29'. Tivemos mais de uma hora para dar a volta ao resultado, sem conseguir. E ainda vimos uma bola embater no poste da nossa baliza, aos 75', e Renan fez uma defesa dificílima, aos 85', negando ao Marítimo o golo da vitória.

 

Da nossa falta de capacidade ofensiva. Uma equipa que aspira a títulos não pode fazer apenas dois remates enquadrados com a baliza num total de 17 - tantos quanto foi tentando ao longo desta partida. Enquanto o Marítimo marcou no primeiro lance de ataque colectivo que construiu.

 

De ThierryÚnico jogador da formação leonina que esteve em campo, nesta estreia no campeonato desperdiçou uma excelente oportunidade para se firmar como titular da lateral esquerda ao ter sido batido - por deficiente movimentação - pelo extremo do Marítimo que centrou para golo. A culpa, neste lance, não foi só dele - toda a defesa do Sporting entrou em derrocada, permitindo a Getterson aparecer isolado frente a Renan. Mas é o segundo erro grave que o jovem defesa comete em dois jogos consecutivos.

 

De Raphinha. Como é possível falhar em tantos lances capitais? O extremo brasileiro foi a imagem viva do desacerto e da falta de capacidade anímica desta equipa no início da Liga 2019/2020. Falhou escandalosamente três golos que qualquer outro teria marcado - aos 32', 79' e 87'. Más decisões numa zona do terreno em que um erro custa muito caro e penaliza seriamente a equipa.

 

Dos reforços. Neste Verão, o Sporting gastou cerca de 25 milhões de euros em vários jogadores supostamente para valorizar e dinamizar o plantel. Mas o técnico holandês deixou-os no banco ou nem sequer os convocou para esta partida. Excepção, no onze titular, para Eduardo Henrique, ex-Belenenses, que foi médio defensivo adaptado por ausência de Idrissa Doumbia, a cumprir castigo. Falta-lhe entrosamento, dinâmica e rodagem, mas esteve longe de ser dos piores.

 

Das substituições. A equipa anfitriã melhorou consideravelmente com as substituições feitas pelo novo técnico, Nuno Manta Santos. Enquanto a nossa piorou a partir dos 73', quando Keizer trocou Luiz Phellype por Bas Dost e Eduardo por Vietto. Nenhuma mudança para melhor também ao fazer sair Borja, aos 85', trocando-o pelo fatal Diaby, novamente irrelevante: o maliano mal chegou a tocar na bola.

 

Da má forma física dos jogadores. O treinador concedeu dois dias de folga aos jogadores após terem sido goleados pelo Benfica na Supertaça - decisão que ninguém consegue justificar. Mesmo assim, foi inegável o extremo cansaço de grande parte deles, que terminaram o jogo quase sem forças. Algo precisa de ser feito com urgência no treino físico do plantel.

 

 

Gostei

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, o nosso melhor jogador. Foi dele o primeiro grande passe em profundidade, isolando Raphinha logo aos 2'. Foi dele também o primeiro remate do Sporting que levava selo de golo: uma bomba disparada aos 28', travada pelo guardião adversário com a defesa da noite. Foi ainda ele que cruzou para o golo de Coates, parecendo com vontade de voltar a ser na nova época o rei das assistências da nossa equipa.

 

De Acuña. O argentino, que não cumpriu a preparação da pré-época leonina por ter participado na Copa América, está ainda a ganhar forma. Mas já foi um dos nossos melhores em campo, como ala esquerdo. Bom cruzamento que Luiz Phellype desperdiçou aos 25'. Conduziu um contra-ataque muito perigoso culminado num centro perfeito para Raphinha, aos 79'. Garra e vontade não lhe faltam. Falta-lhe apenas melhorar um pouco a pontaria: rematou ao lado aos 32' e atirou por cima aos 63'.

 

Do ponto ganho ao FC Porto. Se o nosso verdadeiro objectivo é competir pelo segundo lugar do campeonato, último que pode permitir o acesso à Liga dos Campeões, estreamo-nos com um ponto de vantagem na Liga 2019/2020 face aos nossos rivais portistas, que no sábado foram derrotados pelo recém-promovido Gil Vicente. Do mal o menos.

Keizer quer dois reforços

Nem quero acreditar. Esta noite foram postas a circular por comentadores televisivos muito conotados com a actual direcção leonina - incluindo um fanático benfiquista que não perde uma oportunidade de entoar hossanas a Frederico Varandas - notícias sobre o eventual interesse de Marcel Keizer em dois urgentes reforços: parece que falta ao Sporting, já neste fim da pré-temporada, um extremo e um avançado.

Repito: nem quero acreditar. Estas notícias, que não serão filhas de pai incógnito, circulam na mesma semana em que o Sporting despacha Matheus Pereira e Gelson Dala. Um extremo e um avançado, ambos com passagem pela formação leonina. O primeiro seguirá, ao que tudo indica, para o West Bromwich Albion, da segunda divisão inglesa, o segundo já marchou para o Antuérpia, equipa do campeonato belga. Ambos, ao que consta, com opções de compra por parte dos clubes em que irão jogar. Por não serem opção para o técnico holandês, o mesmo que agora suplicará por reforços para estas mesmas posições.

Escrevi aqui em Março que o Sporting precisava de regressar ao espírito de Leonardo Jardim: não nadando o clube em dinheiro, há que recorrer mais ainda à prata da casa. Afinal o rumo está a ser diferente: volta-se ao passado, sim, mas ao de Jesus: muita contratação ao estrangeiro e quase nenhuma aposta nos jogadores que fomos formando.

Sabemos todos hoje o resultado que isso deu.

As derrotas que mais custam

1.. O Benfica utilizou na Supertaça dois reforços adquiridos este Verão: Chiquinho e Raúl de Tomás. O Sporting, apenas um: Neto, na defesa - por sinal, o único que chegou a "custo zero". Apesar de a SAD leonina ter gasto mais de 25 milhões de euros em aquisições.

2. O Benfica utilizou cinco jogadores da sua formação neste jogo: Ferro, Rúben Dias, Nuno Tavares, Florentino e Jota. O Sporting só usou um: Thierry Correia. E - não vale a pena alimentar dúvidas - apenas porque tem dois estrangeiros lesionados para a posição de lateral direito.

 

Isto confirma uma realidade bem amarga: também no capítulo do aproveitamento da formação e dos reforços saímos derrotados do Algarve.

 

Estas, para mim, são as derrotas que mais custam.

 

........................................................................

 

Leitura complementar:

Precisamos de um novo Leonardo Jardim (publicado a 23 de Março)

Novidades da pré-época: breve balanço

Seguem-se as minhas impressões dos jogadores apresentados como reforços do Sporting na chamada "janela de Inverno" ou no defeso de Verão. Fica o desafio aos leitores: se quiserem, partilhem aqui as vossas opiniões sobre o mesmo tema.

 

........................................................................

 

Cristián Borja. O internacional colombiano chegou no defeso de Inverno mas está longe de gerar consensos em Alvalade. Sobretudo no capítulo ofensivo: arrisca pouco e cruza mal. Acuña faz muito melhor que ele.

 

Eduardo Henrique. Expectativa. Transmitiu sinais positivos, a ler o jogo e a conduzir a bola. Terá vindo para ocupar funções de médio defensivo, mas parece dar-se melhor em zonas mais adiantadas do terreno. 

 

Eduardo Quaresma. Promissor. Ainda júnior, revelou alguns pormenores que atestam a sua qualidade futebolística não apenas como central mas até como lateral improvisado. Nome a reter num futuro próximo.

 

Gonzalo Plata. Talento. O jovem extremo equatoriano é daqueles que não enganam: tecnicamente evoluído, aguerrido nos confrontos individuais, agradou de imediato aos adeptos. É fácil augurar-lhe uma época em grande.

 

Idrissa Doumbia. Combativo. Chegou no mercado de Inverno e tem sido um dos jogadores que mais evoluíram em Alvalade. A partida de Gudelj coloca-o na primeira linha da titularidade como médio defensivo. 

 

Luciano Vietto. Discreto. Primeiro como extremo, depois no corredor central, mostrou-se sempre aquém daquilo que o ataque do Sporting necessita. Poderá não ter vida fácil num clube que já idolatrou outros argentinos.

 

Luís Maximiano. Promoção. Depois de ter dado nas vistas em escalões jovens, abre-se enfim a porta da equipa principal ao guarda-redes formado no Sporting. É já o segundo na hierarquia da baliza, logo após Renan.

 

Luís Neto. Maturidade. Estando Coates ainda ausente, dividiu com Mathieu o eixo da defesa, exibindo concentração e confiança. É reforço digno deste nome: a sua veterania ajuda a equilibrar um plantel muito jovem. 

 

Luiz Phellype. Útil. Foi seguramente uma contratação barata. E já confirmou no Sporting saber marcar golos, como fizera no Paços de Ferreira. Veio de férias com peso a mais. Há que confiar num rápido regresso à boa forma.

 

Matheus Pereira. Eclipsado. O que se passa com este extremo formado em Alcochete? Keizer parece ter boa impressão do brasileiro, que apesar disso não foi apresentado aos adeptos nem consta do plantel. Tudo muito opaco.

 

Nuno Mendes. Desenvoltura. Diz-se que Keizer ficou muito satisfeito com as prestações do jovem formado em Alcochete, que respondeu bem sempre que foi chamado. Movimentando-se sem complexos na ala defensiva.

 

Rafael Camacho. Insuficiente. Mostrou vontade de agarrar a posição, embora tendo actuado na ala esquerda em vez de preencher o corredor oposto, em que se sentirá mais à-vontade. Uma lesão travou-lhe o passo.

 

Thierry Correia. Revelação. Aposta deliberada do técnico, aproveitou as ausências de Ristovski e Bruno Gaspar para se mostrar em bom nível, sobretudo contra o Liverpool e o Valência. Merece ser lateral direito titular.

 

Tiago Ilori. Sofrível. Oportunidades não lhe têm faltado neste seu regresso ao Sporting seis anos após a infausta aventura em Inglaterra. Infelizmente o defesa oriundo da nossa formação ainda não quis ou não soube agarrá-las.

 

Valentin Rosier. Mistério. O defesa francês veio aureolado de craque e muitos já antecipavam que lhe estaria reservado o posto titular na ala direita. Afinal chegou lesionado e tem permanecido oculto. Promete gerar polémica.

 

Valentin Rosier, calça à parte

Uma das grandes incógnitas desta época, o novo lateral direito.

O que se passa com Rosier?

Enquanto não temos respostas, podemos conhecer melhor Valentin, neste artigo. Meio mexicano (de Guadalupe) meio italiano, nacionalidade francesa.

As lesões são mesmo a maior dúvida em Rosier. O lateral esteve 18 meses lesionado [sic] devido a lesões em 3 anos, números demasiado elevados para um jogador de 22 anos. Estando ainda a recuperar da última lesão sofrida, Rosier pode partir atrasado na pré-época leonina, sendo necessário esperar pelos primeiros jogos para ver o nível do jogador.

Mas num clube tão preocupado com o nível físico dos jogadores, não tivesse a presidente o seu antigo diretor clínico, o Sporting já deixou bem patente que só entram jogadores a 100%, com os casos de Sturaro, Lucas Silva e Boateng a demonstrarem isto mesmo.

in Fair Play, 2019.Junho.28

"Megacraques" do antigamente

Vamos na quinta contratação neste defeso. Vietto e Luís Neto estavam assegurados há meses, Rafael Camacho e Rosier chegaram há dias. E ontem foi a vez de Eduardo Henrique, ex-Belenenses, ser apresentado aos adeptos.

O Sporting é claramente a equipa - entre as três maiores do campeonato português - que está a apetrechar-se com mais antecedência, fruto de um trabalho que nada deve ao improviso, proporcionando assim as melhores condições ao técnico Marcel Keizer para o arranque da pré-temporada.

Mesmo assim, tenho ouvido por aí críticas muito azedas à pretensa «falta de qualidade» dos novos reforços. Da parte da gente do costume, apostada em garantir que Frederico Varandas «nada percebe de futebol».

A esses críticos mais exaltados, que não escondem saudades do antigamente, limito-me a recordar a lista de "megacraques" contratados durante os cinco anos do consulado anterior. Uma lista certamente muito incompleta, que poderá ser ainda mais preenchida com o inestimável contributo dos nossos leitores.

Ei-la. Não por ordem de entrada em cena, mas por ordem alfabética.

 

Alan Ruiz
André Balada
André Geraldes
Aquilani
Azbe Jug
Barcos
Bruno Gaspar
Bruno Paulista
Castaignos
Ciani
Cissé
Douglas
Dramé
Enoh
Elias
Ewerton
Federico Ruiz
Heldon
Jatobá
Leonardo Ruiz

Lumor
Magrão
Marcelo
Markovic
Marvin
Matías Pérez
Mattheus Oliveira
Maurício
Meli
Misic
Naby Sarr
Naldo
Petrovic
Piris
Rabia
Rosell
Rúben Ribeiro
Ryan Gauld
Sacko
Schelotto
Shikabala
Slavchev
Spalvis
Tanaka
Vítor Silva
Viviano
Welder

Sê bem regressado, Rafael

 

É um gosto ver-te por cá novamente - agora com estatuto reforçado, naturalmente, por teres integrado os escalões finais da formação do Liverpool e a equipa de sub-23 do actual campeão inglês e campeão europeu. Por lá cumpriste um total de 70 jogos em três épocas, com 25 golos marcados.

Apesar disto, chegas com humildade. Sem te pores em bicos de pés. Lembrando até o tempo em que foste apanha-bolas no nosso clube. Que é teu também.

Já eras um pequeno craque quando equipaste de verde e branco, dos 8 aos 13 anos: este vídeo comprova.

 

O teu sucesso será o nosso sucesso.

Ouvindo e lendo

Parece que não, mas a final da Taça já foi há duas semanas e um dia destes teremos o regresso aos trabalhos de Keizer e a sua equipa.

Do que se vai ouvindo e lendo, que Sporting vamos ter?

1. Continuidade absoluta no que respeita aos guarda-redes, com Max a assumir o lugar de n.º 2. Com Salin como terceiro guarda-redes, parece-me muito bem. 

2. Banda direita com Ristovski e talvez Rosier (Dijon), Mama Baldé e R. Camacho (Liverpool). Se fosse assim, despachando-se Bruno Gaspar, e pelas boas referências de Rosier e Camacho, ficávamos com uma ala direita promissora.

3. Banda esquerda com Borja, mas talvez não Acuña. Borja pode chegar à titularidade da Colômbia com Queiroz, Acuña já está titular da selecção da Argentina, e os 20M€ que o Sporting pede por ele podem facilmente ser assegurados. Aqui ficaríamos pior, Acuña é um dos pilares deste Sporting. Não sei se algum da outra banda se adapta à esquerda.

4. Centro da defesa com Mathieu, Coates, Neto (Zenit) e mais dois a decidir conforme ofertas. André Pinto e Ilori no mercado. Domingos Duarte com propostas. O essencial foi já resolvido.

5. Meio-campo sem Bruno Fernandes mas com Gudelj, Wendel, Miguel Luís e talvez Eduardo (Belenenses) e Malinovski (Gent). Mais alguém dos excedentários (Petrovic, Misic, A. Ruiz, F. Geraldes) conforme ofertas que existam. Seria uma evolução na continuidade. O ucraniano tem coisas do Bruno Fernandes, capacidade de remate e assistências. 

6. Extremos "bi-laterais" à moda de Keizer,  Diaby, Raphinha, Jovane e Plata (grande campanha nos Sub-20), Iuri Medeiros e Matheus Pereira no mercado. Tudo muito levezinho, falta um "Marega" . Não há ofertas pelo Diaby??? Vamos ver o que faz pelo Mali.

7. Pontas de lança: Bas Dost, Luiz Phellype e Vietto, talvez Gelson Dala e Slimani. Vejo muito mais o Slimani como o tal "Marega" do que como concorrente de Bas Dost. Poucos golos marcou Slimani nos ultimos anos. Bas Dost teve a sua pior época ao serviço do Sporting, mas pode facilmente voltar a ser o grande artilheiro da equipa. Não há muitos como ele por aí.

 

Concluindo, muitos jogadores ainda sob contrato para decidir o que fazer, vender ou emprestar. Mais um que não motivou a compra, Geraldes que foi emprestado ao Gijon, uma descoberta brilhante de Inácio num sítio qualquer.

 

Outras questões:

1. Acabaram as conversas com o Benfica de Braga sobre Palhinha. Mantém-se a situação actual e o jogador poderá voltar ou ser vendido. Grande aplauso. Fiquem com o Paulinho (mas quem é que quer o Paulinho ???).

2. O plantel (sem emprestados) valorizou-se 26M€ nesta época, dados do Transfermark. E com emprestados como seria?

3. Saindo Bruno Fernandes (já me conformei) e talvez Acuña (este ainda não), com Mathieu e Gudelj a baixar de ordenado, e com excedentários caros a serem despachados, como Petrovic, com certeza a folha salarial vai baixar significativamente.

SL

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