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És a nossa Fé!

Meios e tempo

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Fique o Sporting no lugar que ficar este ano no campeonato, fará tanto sentido imputar responsabilidade pela classificação do clube, no final da época, a Frederico Varandas como teria feito se houvesse dedos acusadores apontados na direcção de Bruno de Carvalho, que já presidia ao clube quando ficámos num inédito sétimo posto em 2012/2013. Na altura, ninguém o fez. E muito bem. 

O actual presidente chegou já com a época iniciada e o plantel fechado, encontrou o clube fracturado como nunca e herdou o atribulado processo das rescisões de jogadores, decorrente da página mais negra da história leonina. Os remendos feitos em Janeiro não iludem a questão de fundo: este é, de facto, um "ano zero" no nosso futebol, como o próprio Varandas reconheceu aliás em recente entrevista. Enquanto profissionais que abandonaram Alvalade, como Gelson Martins, Podence e Rafael Leão - todos formados em Alcochete - se destacam noutras ligas europeias. Esperemos que a justiça não tarde e seja dura nas punições.

A única responsabilidade directa que lhe é imputável relaciona-se com a escolha da actual equipa técnica. Que inclui, não esqueçamos, não apenas o treinador principal, Marcel Keizer, mas também Raul José (director do departamento de prospecção de jogadores) e Francisco Tavares (coordenador da nova Unidade de Desempenho), ambos já a trabalhar em Alvalade, e Miguel Quaresma, prestes a chegar como director técnico da nossa formação. 

Há que deixá-los trabalhar. A eles e a João Pedro Araújo (director clínico), Alireza Rabbani (cientista do desporto), Paulo Gomes (director-geral da Academia), José Guilherme Chieira  (prospecção) e Tomaz Morais (departamento de liderança e formação interna). Sem hipotecarmos o sentido crítico, naturalmente. Mas com a noção de que ninguém obtém resultados sem dois ingredientes indispensáveis em qualquer organização: meios e tempo.

Sete meses depois

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Há sete meses exactos, o Sporting bateu no fundo. Qualquer reflexão que possa hoje fazer-se nunca poderá escamotear este dado factual.

Parece ter sido muito mais tempo atrás, mas a verdade é que só decorreram sete meses. A 15 de Maio de 2018, ainda em estado de choque perante o que acabáramos de saber (e não tínhamos visto muitas das imagens mais chocantes, nem havia então qualquer inquérito judicial em curso), percebemos de imediato que uma linha de fronteira fora cruzada. Uma linha que tornava irrisórios todos os debates e todas as fracturas anteriores: entrava-se numa etapa diferente, que pelos piores motivos punha o Sporting nas bocas do mundo do futebol e nada nos augurava de bom. Uma linha que estabelecia um nítido contraste entre um núcleo de valores civilizacionais do qual um cidadão bem formado jamais abdica e a total ausência deles.

 

Um Verão escaldante

Superámos, em larga medida, essa dura provação.

Isto deve-se, desde logo, a um restrito conjunto de sportinguistas que vale a pena nomear. Com destaque para a Mesa da Assembleia Geral, integrada por Jaime Soares, Eduarda de Carvalho e Diogo Orvalho. Este trio suportou todos os enxovalhos, todos os insultos, todas as ameaças - tenaz na sua intransigente vontade de devolver a decisão aos sócios: até este elementar direito esteve para nos ser sonegado. Em paralelo, aos cinco elementos que aceitaram integrar a provisória Comissão de Fiscalização: João Duque, António Paulo Santos, Luís Pinto de Sousa, Henrique Monteiro e Rita Garcia Pereira. E também, claro, aos membros da Comissão de Gestão que orientou o clube e a SAD leonina naquelas precárias semanas entre a inédita assembleia geral de 23 de Junho que sufragou a destituição do Conselho Directivo e o acto eleitoral de 8 de Setembro.

Por mim, nunca deixarei de lhes estar grato.

 

Regeneração tranquila

Falta, enfim, fazer uma referência a Frederico Varandas, não o primeiro mas o principal pilar desta regeneração tranquila que o Sporting tem conhecido. Sem procurar os holofotes mediáticos, sem declarações rimbobantes, teve o mérito de se propor encabeçar um novo ciclo no clube. Enquanto outros se resguardavam e faziam cálculos, no momento mais difícil, ele deu um passo em frente e declarou-se pronto para o justo combate: havia que reerguer esta centenária instituição de utilidade pública a que nos orgulhamos de pertencer.

Escolheu o melhor dos lemas: "Unir o Sporting". Recebeu uma maioria de votos expressiva em Setembro. Viu o segundo candidato mais votado, João Benedito, endossar-lhe o apoio na própria noite eleitoral - um gesto que só engrandeceu o nosso antigo capitão de futsal, glória desportiva do clube. E nada fez nem disse desde então que traísse o feliz mote que apresentou aos eleitores. Pelo contrário, o Sporting está hoje mais mobilizado, mais coeso, mais unido. Triunfa na frente futebolística, continua a singrar nas modalidades, procura a estabilidade financeira consciente de que haverá novos cabos das tormentas a dobrar no horizonte. 

 

Um lema e um rumo

Não ouvimos de Varandas, nestes três meses, uma palavra que dividisse hostes, apenas frases cirúrgicas destinadas a congregar os sportinguistas. Sem retórica balofa, sem exposição constante, sem qualquer obsessão de arregimentar tropas nem de cavar trincheiras. Desta forma, transformou o benefício da dúvida que muitos lhe deram, tendo ou não votado nele, em apoio declarado e confiante neste último trimestre de 2018. Alguns acusam-no de falar pouco. Mas se havia coisa que sobrava, no Sporting pré-Varandas, eram palavras. No desporto, como na vida, nenhuma meta credível se alcança com incontinência verbal.

Para um clube que há sete meses bateu no fundo, este era o caminho que se impunha. "Unir o Sporting": mantenha-se o presidente leonino fiel ao lema que escolheu para a campanha no mais desolador Verão de que há memória em Alvalade e saberá sempre qual o rumo a seguir. 

Reflexões sobre o Sporting (balanço final)

A ver passar os campeonatos. De João Gil.

 

Recuperar a alma leonina. De Luís Barros.

 

Mecanismos de consulta aos sócios. De Sol Carvalho.

 

Aposta inequívoca na formação. De Luís Cunha Miranda.

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting. De António Cruz.

 

Clube deve ser reconstruído por todos. De Ricardo Andrade.

 

As modalidades, o seu "prejuízo" e o "jornalixo". De Francisco Manuel Figueiredo.

 

Do Marketing 1.0 para o Marketing 4.0. De Martim Bustorff.

 

Elogios despropositados a Bruno de Carvalho. De Eduardo Gradiz.

 

Sem rótulos nem preconceitos. De Luís Ferreira.

 

Gestão desportiva fracassada. De Jorge Santos.

 

Poder mandar e saber mandar. De Luís Morais.

 

Voto por gestão desportiva ou voto por gestão financeira? De David Gorjão.

 

É hora de ser Sporting novamente. De Filipe Costa e Silva.

 

Por um corte com o passado. De Gonçalo Tomaz.

 

Entre a razão e a emoção. De Manuel da Costa Cabral.

 

Reconciliar, reformar, reconquistar. De Leonardo Ralha.

 

A importância do lirismo. De Nelson Nogueira.

 

Seis sugestões. De Eugénia Martins.

 

Aprender a viver uns com os outros. De Margarida Caldeira.

 

Não há voto útil nestas eleições. De Pedro Guerreiro Cavaco.

 

O futuro do Sporting. De Augusto Faustino.

 

Conselho Consultivo Leonino. De Luís Francisco.

 

Marketing como fonte geradora de receita. De André Granado.

 

Eleições justas: proposta de novo modelo. De Carlos Correia.

 

 

Com estes 25 textos, subscritos por sócios de sensibilidades diferentes, chega ao fim esta série de reflexões que durou quase um mês no nosso blogue.

Agradeço a todos quantos aceitaram colaborar connosco neste período de campanha eleitoral - talvez a mais importante de sempre na história centenária do nosso clube.

Reflexões sobre o Sporting (25)

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 Autor convidado: Carlos Correia

 

 Eleições justas: proposta de novo modelo

 

Torcendo para que tudo corra bem, e para que tenhamos uma AG, desta vez, cordial e pacífica, não deixo de ficar apreensivo com a representatividade e justiça que o resultado possa vir a trazer. Na minha opinião, havendo um número alargado de candidatos, os resultados com apenas uma volta poderão não traduzir os desejos dos sócios, mas penso também que a segunda volta poderia não resolver a questão com eficácia.

 

Exemplificando, tenhamos em conta que existem quatro candidatos e que a votação irá ser distribuida da seguinte forma:

A : 23%

B: 24%

C: 25%

D: 28%

Sem dúvidas que havendo eleições a uma volta, o candidato D será o vencedor com 28% dos votos.

 

Partamos agora do pressuposto que o candidato D é persona no grata para todos aqueles que não votaram nele. Que é alguem destrutivo, sem berço, sem princípios, mas que tem o seu séquito de seguidores fanáticos. Agora consideremos uma segunda volta.

Concorreriam as listas C (25%) e D (28%). Dada a consideração anterior, obviamente quem votou nas listas A e B transferiria o voto para a lista C, ficando o resultado final:

C: 72%

D: 28%

(lindos números, a propósito)

 

Uma segunda volta traz problemas logísticos, de custos e de mobilização, dada toda essa problemática e de necessitarmos no mínimo de marcar eleições em dois fins de semana consecutivos. Será que os resultados aí poderão não ser justos?

A resposta óbvia é sim. Os resultados podem não ser justos. O problema neste tipo de democracia é que, ao votarmos numa lista, estamos a tratar da mesma forma as listas em que não votamos. E não é tudo igual! Transpondo para a política, por exemplo, se eu fosse militante do PP, consideraria de forma bastante diferente o PSD e o Bloco de Esquerda!

 

Jean-Charles Borda, um matemático e cientista francês do século XVII, resolveria isto com grande mestria.

Exemplifiquemos, partindo agora do pressuposto que para quem nele não vota, o candidato A é o mais consensual, de seguida o B e depois o C.

Como vimos antes, o candidato D estaria no fim da linha para todos os votantes de A, B e C. Isto significa que o candidato A, pelas suas características pareceria ser o mais consensual entre todos, pois seria primeira e segunda escolha!

Assim, ordenando as preferências teriamos:

Votantes da A: A >B>C>D

Votantes da B: B >A>C>D

Votantes da C: C >A>B>D

Votantes da D: D>A >B>C

Borda atribuiria, por exemplo quatro votos à primeira escolha, dois à segunda e um à terceira.

E, agora sim, com esta magia do século XVIII, acredito na justeza dos resultados, e sem necessidade de duas voltas!

Teriamos, então:

A : 35%

B: 28%

C: 21%

D: 16%

 

Posso ceder estes cálculos, mas aqui perceberiamos que o vencedor candidato A seria o mais justo. Isto porque se percebe que este é a primeira escolha de 23% dos votantes, mas é a segunda escolha dos restantes 77%. E isto importa.

Por outro lado, o candidato D, apesar dos 28% de primeira escolha, seria a última opção para todos os restantes 72% (aqui faço o match perfeito com um putativo candidato...)

Como factor negativo temos apenas que o apuramento dos resultados torna-se um pouco mais complexo, mas nada do outro mundo tendo em conta as ferramentas computacionais de que dispomos.

Tendo isto em conta, considero que os resultados do Festival da Eurovisão (utiliza-se este método), são os mais representativos possível. O bom gosto nas escolhas é outra estória...

Estou disponível para trabalhar com os futuros órgãos sociais para aprofundar e avaliar o modelo. O que vos parece a aplicação e os resultados do mesmo?

Saudações Leoninas

 

CARLOS CORREIA 

Sócio n.º 108.847-0

Reflexões sobre o Sporting (24)

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 Autor convidado: André Granado

 

 Marketing como fonte geradora de receita

 

A cada dia que passa, o marketing vem ocupando cada vez mais espaço e cada vez mais importância dentro das organizações, pois nele se concentra a inteligência competitiva e estratégica da empresa, analisando todo o mercado: pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades, os players, o branding... É fundamental para elaborar estratégias que possam atender às necessidades e desejos dos seus clientes, neste caso os adeptos.

Em suma, o marketing é o principal aliado das empresas para alavancar o crescimento, fidelizar clientes e alcançar a rentabilidade do negócio, dando-lhes um direcionamento por meio de suas análises e pesquisas oferecendo um produto/serviço ideal ao mercado em vez de oferecer ao produto/serviço um mercado ideal.

 

Muito há para dizer e para fazer a partir do próximo dia 9 para melhor potenciar a marca Sporting e conseguir gerar mais receitas e dar mais valor acrescentado aos adeptos.

Neste contexto, partilho aqui, de forma muito resumida, um conjunto limitado de ideias, indiciador do caminho que pode e deve ser seguido pela nova direção:

1-     "Digital billboards" no estádio: Este tipo de tecnologia utilizada nos estádios permite ter publicidade diferenciada para onde está a ser transmitido o jogo. Em termos práticos, dou o exemplo das competições europeias em que isto pode ter um impacto ainda maior porque pode propiciar mais eficácia aos anunciantes e até duplicar os anunciantes. Ou seja, uma marca pode estar a passar o anúncio para a transmissão nacional enquanto ao mesmo tempo, em Espanha, estão a ver outra marca que tem alcance/mercado mais abrangente.

Para saber mais ver os seguintes links:

http://p11.tv/project11-showcase-supponors-digital-billboard-replacement-dbr-technology-at-stamford-bridges-betting-on-football-exhibition/

https://youtu.be/MTRTzfmQ8_w

 

2-     Merchandising: Ao nível do merchandising o Sporting tem um longo caminho a percorrer, quer para o futebol quer para as modalidades, onde não temos praticamente nenhuma oferta. Temos de olhar para bons exemplos de marketing promocional e de merchandising, tais como a competição de Rugby SUPER XVIII, bem como todo o marketing à volta da seleção dos All Blacks, numa bem sucedida parceria com a Adidas e que gera milhões em receitas para a SANZAR (responsável da competição Super XVIII) e para a Federação Neozelandesa de Rugby.

 

3-     Parcerias e marketing digital: O reforço da oferta do merchandising terá de ser obrigatoriamente acompanhado por uma boa estratégia de distribuição, não só ao nível das lojas Sporting, bem como parcerias interessantes que possam ser feitas com grandes cadeias de distribuição (e.g. Sportzone, Decathlon etc). Outro fator de potenciação deste incremento de receitas tem de ser o marketing digital e uma boa plataforma de e-Commerce suportada no site do Sporting. A conjugação das potencialidades destes dois fatores permitirá personalizar a oferta e fazê-la chegar a todo o universo potencial de três milhões de adeptos que hoje indubitavelmente utilizam e navegam na internet. Depois a própria dinamização do site do Sporting com conteúdos atrativos, jogos (tipo liga fantasy) pode incrementar substancialmente o tráfego orgânico do site e incrementar também as receitas, uma vez que podemos ter uma plataforma de publicidade para outras marcas que queiram publicitar os seus produtos, estabelecendo novas formas de receitas e de parcerias comerciais.

 

4-     Experiência do utilizador: Marcar a ida das pessoas ao estádio, personalizando os conteúdos e as ofertas que lhes são dadas no dia do jogo, criando momentos lúdicos para os diferentes targets (crianças, mulheres, etc) que reforcem a ligação afetiva dos adeptos ao seu clube e que façam com que os adeptos queiram trazer toda a família a Alvalade.

Alguns exemplos, que podem parecer simbólicos mas penso que são ilustrativos do muito que se pode fazer com pouco:

  • As câmaras no estádio não focam muito os espectadores, que gostam sempre de aparecer. Dinamizar isto cria uma dinâmica apelativa, que pode ser levada ao limite, e um pouco à semelhança do que se vê nos estádios norte-americanos de beisebol, futebol americano e basket, pedindo p.e. a um casal no estádio para estes se beijarem, ou escolher um miúdo apanha-bolas e perguntar ao estádio "futuro Cristiano?" ao mesmo tempo que o incitam a dar uns toques com a bola.
  • Durante o intervalo porque não dar um espetáculo de um craque a dar toques de bola que ponha o estádio todo maravilhado e criar sempre esta expectativa de um espetáculo surpreendente durante os tempos mortos do jogo que faça as pessoas ficarem com a convicção de que, ao pagarem o seu bilhete ou a sua gamebox, vão ter mais pelo mesmo valor?

 

Em resumo, a experiência que se vende aos sócios no estádio não pode só depender do "produto" desportivo (entenda-se, o jogo, até porque o desfecho pode não ser o desejável). Já é feita alguma animação no estádio, mas muito mais pode ser feito e, mesmo que a comparação possa parecer desproporcionada, devíamos ter como referência a super bowl ou outras grandes competições desportivas para conseguirmos dar valor acrescentado pelo bilhetes e pelas quotas que os adeptos pagam.

 

ANDRÉ GRANADO 

Sócio n.º 101.947-0

Reflexões sobre o Sporting (23)

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 Autor convidado: Luís Francisco

 

 Conselho Consultivo Leonino

 

O Sporting tem cada vez mais de deixar de ser um clube elitista, passando em vez disso a ser um clube representativo, pensado e participado pelo universo dos seus representantes.

É inegável o orgulho que o Sporting sente pela sua universalidade espalhada por Portugal e pelo mundo. Infelizmente muitas vezes fica-se simplesmente por aí, no orgulho e nada mais.

Semana após semana são várias as equipas do Sporting a competir pelo País. Era imperioso que antes dessas competições houvesse um diálogo permanente com o universo do Sporting para que a mobilização acontecesse em pleno. Grande parte deste universo - e que tem claramente opinião - está longe de Alvalade. As verdadeiras claques são aquelas que albergam os grupos organizados de adeptos: estes são em grande parte o motor e alavanca, ao despertarem, ao dinamizarem e ao acompanharem as diversas equipas do Sporting.

 

Um presidente é um comandante, um líder, um agregador, um ouvinte, um gestor (de recursos, processos, pessoas e de sensibilidades). Acredito que, bem ou mal, cada um dos ex presidentes da história do Sporting deu em cada momento da sua governação o seu melhor pelo clube que ama. O Sporting Clube de Portugal é o clube mais eclético de Portugal, da Europa e do Mundo - desse facto todos nos orgulhamos. As modalidades são importantíssimas no nosso ADN,  aliás o ecletismo desportivo é o ADN do Sporting.

Legitimamente e orgulhosamente se levanta a nossa bandeira da formação no futebol. A nossa Academia e o nosso Pólo do EUL são os exponentes máximos dessa formação. Não podemos deixar de ouvir as opiniões nem deixar de recolher as sugestões dos representantes destas estruturas. Os Cinquentenários, Stromp, Fundação Sporting e Leões de Portugal são organizações autónomas e fundamentais no desenvolvimento de diversas acções envolventes na sociedade que nos envolve.

 

Face ao exposto, considero uma enorme mais valia, a todos os níveis, que o universo sportinguista possa pronunciar-se através de opiniões e sugestões, mesmo sem carácter vinculativo e que este mesmo universo possa ser representado num órgão consultivo do presidente e da sua direcção mas nunca num órgão electivo e sempre com elevado sentido de confidencialidade.

Sugiro que seja esta a sua composição:

  • 2 representantes dos Núcleos Nacionais
  • 1 representante dos Núcleos Internacionais
  • 1 representante das Delegações
  • 1 representante das Filiais
  • 1 representante das Claques
  • 2 representantes das Modalidades
  • Director da Academia de Alcochete
  • Director do Pólo da EUL
  • Ex- Presidentes da Direcção
  • 1 representante do Grupo Stromp
  • 1 representante dos Cinquentenários
  • 1 representante da Fundação Sporting
  • 1 representante dos Leões de Portugal

 

Esta é a minha opinião de fundo. Obviamente que a questão da universalidade poderá ser alterada acrescentando ou diminuindo a sua representatividade. Poderá também ser meramente um grupo ou órgão regimental ou regulamentar, podendo não existir a necessidade de figurar estatutariamente, mas considero que o respeito por todo o universo Leonino ficará salvaguardado neste modelo de auscultação.

 

LUÍS FRANCISCO

Sócio n.º 164.354-0

Reflexões sobre o Sporting (22)

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 Autor convidado: Augusto Faustino

 

 O futuro do Sporting

 

No próximo sábado, teremos uma das mais importantes eleições da história centenária do Sporting Clube de Portugal. Nela se vai decidir muito do futuro do nosso Clube, depois dum conturbado período recente, que muito nos fez sofrer e nos fragilizou. Neste contexto, é importante que destas eleições saia vencedor um PROJECTO e uma LISTA DE PESSOAS (incluindo obviamente, e em destaque, o Presidente, mas não se reduzindo minimamente a este) que possam habilitar o Sporting a conseguir múltiplos desideratos, que (simplificando o mais possível), resumiria aos seguintes vectores:

- Negação inequívoca de projectos do passado, baseados numa ditadura de imposições financeiras, resumindo o Clube a um parceiro económico, refém de superiores interesses de terceiros (que não o Clube), que nos conduziu em tempos não longínquos a uma atrofia e a uma menorização inaceitáveis;

- Capacidade de manter tudo o que de positivo teve a Direcção de Bruno de Carvalho, em termos de engrandecimento do Clube, transversal a todas as modalidades, e à recuperação da mística, da garra e do orgulho de sermos Sportinguistas;

- Ser capaz de aumentar a competência global na estrutura (total e transversal) do Futebol do Sporting, com uma equipa de pessoas que tenham o diagnóstico preciso dos males de que tem padecido o Futebol do Sporting (que tem impedido o seu sucesso a nível da equipa principal de Futebol Profissional, apesar das invulgares verbas investidas nos últimos anos, e que tem conduzido à atrofia e menorização do Futebol de Formação);

- Ter um Presidente com carisma, rigor, inflexibilidade, resistência, coragem e determinação para enfrentar os verdadeiros adversários do Clube, fora do Sporting (e não dentro, como por vezes a campanha pareceu demonstrar) a todos os níveis onde eles se encontrarem (e são muitos …).

 

Para termos esperanças na possibilidade de sucesso em todas estas frentes de luta, o Sporting Clube de Portugal precisa (e não precisa …):

- De um programa de acção global, completo, detalhado e transversal de todos os focos de intervenção necessários e de quais as acções concretas para o conseguir (e não de afirmações avulsas de boas intenções, sem substrato efectivo);

- De uma equipa globalmente definida à partida, com profissionais com enorme competência em cada uma das áreas de acção (futebol, modalidades, finanças, marketing, negócio, media,…), que garantam o maior sucesso na sua intervenção. Não precisa seguramente de equipas incompletas, desequilibradas, ou com elementos que nos oferecem a certeza de insucesso na sua acção;

- Precisa de uma equipa de pessoas que amam o Clube, e que saíram da sua zona de conforto e sucesso profissional, porque entenderam que neste momento de enorme fragilidade do Clube, poderiam ser a chave do sucesso e do reencontro com um futuro de glória e vitórias que todos desejamos e merecemos; não precisamos seguramente de pessoas que sempre estiveram no Clube para se servir, pessoal e profissionalmente, ou que anseiam chegar ao poder para poderem obter benefícios e proveitos próprios;

- Precisa de uma equipa estruturada desde o início em bloco, em conjunto, que funciona em si mesmo dessa forma – como Equipa, como um TODO- , e não de uma manta de retalhos de interesses que se foram aglutinando sucessivamente (e até à última hora …) não para defesa e bem do Sporting, mas para defesa e proveitos próprios. Não precisamos de um conjunto sem qualquer elo de ligação interpessoal que não seja o benefício próprio, mas sim de um conjunto de pessoas que se uniu de forma apaixonada e integrada desde o início com um único objectivo – Servir o Sporting, restaurar o Prestígio e a Glória do Clube !;

- Precisa, por fim, do tal Presidente, com cultura e ADN do Sporting, com conhecimento profundo do Clube, mas com a coragem e a resiliência de ser capaz de, com coerência, frontalidade e isenção, enfrentar as duras batalhas internas, mas sobretudo externas, que o futuro nos reservará decerto.

 

Estamos a terminar um período eleitoral muito intenso. Em que uns afirmaram mais ideias, projectos, equipas e conhecimento do que outros. Em que uns saíram mais da sua zona de conforto do que outros (que fizeram uma campanha mais defensiva, e por isso mais calma e menos penalizadora, mas eventualmente menos esclarecedora) e ousaram questionar, denunciar, alertar e identificar os erros, as incongruências e as inoperâncias de outras candidaturas. Em que uns usaram sobretudo a ofensa, a mentira e a calúnia, sempre para prejuízo dos mesmos. Em que foi visível quem tem carisma para ser líder e defender o Sporting, e quem o não tem…

Sábado seremos TODOS grandes Sportinguistas, companheiros de sempre de uma luta que agora apenas vai continuar, e em que temos TODOS um ÚNICO objectivo – o BEM do nosso SPORTING !

Saibamos escolher, escolhamos o projecto que entendemos melhor defender o nosso Clube, mas tenhamos a grandeza de ser capazes de fazer aquilo que o nosso Clube nos EXIGE – termos TODOS um só Presidente a partir de 8 de Setembro de 2018 !

 

Saudações Leoninas

 

 

AUGUSTO FAUSTINO

Sócio n.º 10.329

Reflexões sobre o Sporting (21)

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 Autor convidado: Pedro Guerreiro Cavaco

 

 Não há voto útil nestas eleições

 

Faço desde já uma declaração de interesses. Apoio Rui Rego e faço parte da Lista E, candidata à Assembleia Geral.

Sem embargo, vou tecer algumas considerações sobre o que entendo de importante neste acto eleitoral.

 

O Sporting tem vivido há muitos anos em sistemáticos processos eleitorais. Os Presidentes que antecedem tiveram vida curta. Roquete liderou 4 anos, Dias da Cunha 5 anos, Soares Franco 4 anos, José Eduardo Bettencourt 2 anos, Godinho Lopes 2 anos e, por fim, Bruno de Carvalho 5 anos.

Em 15 anos o Sporting teve seis Presidentes enquanto Benfica e Porto apenas um. Isto tem muita importância e relevância e por aqui se compreende não apenas a instabilidade governativa como a sucessão infinita de modelos de governação sem que o sucesso desportivo se materialize e sem que a SAD dê lucros. Passam os anos e os sportinguistas, em vez de falarem de títulos conquistados e a conquistar, falam de reestruturações financeiras. E, extensivo e factual, todos os Presidentes que se sucederam prometeram o toque de Midas, a salvação, as soluções imediatas e mediatas.

Em vão, como vimos.

 

Por outro lado, e paralelamente, o Sporting tem-se revelado um clube que padece de autofagia. Impressiona a capacidade que temos de nos ferir e dividir. Os fenómenos do imediatismo com que comunicamos e dos inúmeros programas televisivos existentes com comentadores afectos aos clubes têm, na minha opinião, acentuado a questão. Mas entenda-se que o problema antecede, pois a tónica só se vislumbra no nosso clube.

Devemos todos, a bem de nós e do Clube, repensar este fenómeno e acima de tudo o conceito de Família Sportinguista que deveria imperar.

Retomando, não há muito tempo para inverter os sistemáticos ciclos de governação. Apresentam-se sete candidatos e a todos respeito profundamente pois considero-os, sem excepção, grandes sportinguistas que, na sua liberdade e sportinguismo, vão a jogo pelos superiores interesses do Sporting.

 

Ao contrário do que por aí ouvi, não há voto útil nestas eleições. Ninguém pode dizer votar em A para que B não ganhe. Se não há voto útil, todos os votos são pelo candidato e pelo projecto que se consideram melhores para dirigir nos próximos anos os destinos do Clube. É aqui, na verdade, que eu fiz a minha escolha. Escolhi um candidato desconhecido e que trouxesse novidade. Rui Rego é esse candidato. É novo, é um sócio comum do Sporting, não vem do croquetismo, tem ideias, tem visão a médio e longo prazo e acima de tudo corta radicalmente com os modelos de governance que tão maus resultados têm dado ao Clube.

É a única candidatura que se diferencia das demais com o seu modelo de gestão que, quando antes usado, deu os derradeiros  títulos nacionais ao Sporting.

É bom lembrar isto.

 

Olharia com desconfiança para um advogado, meu Colega, a dirigir a SAD de um Clube. Mutatis mutandis, olharei sempre com a mesma desconfiança para outros candidatos que assumam tal cargo porque, na vida, cada coisa a seu dono. É a minha opinião. Por isso estar tão identificado com o modelo de profissionalismo que Rui Rego propõe. Acho sensato e perfeito. Tem um homem que sabe de futebol como poucos para liderar a SAD.

A propósito de visão, destacaria indubitavelmente a proposta feita para o Estádio do Futuro, ecológico, digital, sustentável e rejuvenescido.

Isto é ter visão, é ir além de chavões.

 

No mais, todos os candidatos apresentam soluções para a gestão do futebol e Academia, umas melhores que outras, umas mais notadas que outras, mas todas válidas.

Naturalmente que dentro destas ambiciono para o meu Sporting a que tem mais mundo, mais conhecimentos, contactos e prestígio.

Falo de Roberto Carlos.

 

Por último, faço uma abordagem que me parece de absoluta importância. Falo da capacidade ou falta dela que as candidaturas têm mostrado para responder a uma simples pergunta: onde vão buscar dinheiro para o Sporting?

O Sporting precisa e muito de dinheiro para fazer face às necessidades mais imediatas mas igualmente para investir. Fique claro, sem investir no futebol não haverá títulos e seremos remetidos para a segunda divisão europeia. E isso, não queremos!

Não há um sportinguista que o queira, que o deseje.

 

Nas sete candidaturas, apenas duas apresentaram soluções deste cariz e destas apenas uma materializou com nomes concretos dos parceiros estratégicos. Este ponto é fundamental. Quiçá o mais importante.

Não menosprezo as equipas que se apresentam. Parece inconsistente as candidaturas que, ao longo de semanas, vão “encaixando” personalidades. Não tarda existirão mais pessoas que cargos e os conflitos serão uma possibilidade. Inversamente, dou maior ênfase a equipas formadas inicialmente e que vão à luta sem retoques ou cosméticas. Porque são estas que são verdadeiramente equipas e não aglomerados de pessoas.

No mais, aplauso para todas as candidaturas que pretendem que a Formação do clube volte a ser o que foi vários anos atrás, sem o desinvestimento verificado recentemente. E, por outro lado, aplauso para todos quantos pretendem que as Modalidades se mantenham na senda vencedora e com o investimento necessário mas racional.

Na conjugação das variáveis, uma lista me confere maior e melhor credibilidade para um Sporting de futuro. Futuro! E que a SAD dê lucros para fortalecer o Clube. É a lista E.

Nela irei votar porque quero um Sporting grande como os maiores da Europa.

 

 

PEDRO GUERREIRO CAVACO

Sócio n.º 34.858 

Reflexões sobre o Sporting (20)

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 Autora convidada: Margarida Caldeira

 

 Aprender a viver uns com os outros

 

Descrever num pequeno texto o que é o Sporting é uma aventura.
Como somos? O que somos os que sofremos com e pelo Sporting? Os que não desistimos e que, mesmo quando tudo parece correr mal, estamos lá. Sabemos porque não ficamos em casa.
 
O Sporting é o meu clube há 70 anos. E nunca desisti porque sei que amanhã vai ser melhor. Vamos ganhar!
O Sporting e o futebol já não são o que eram. Mudaram, como tudo na vida, nem sempre para melhor, mas o caminho faz-se caminhando. Eu gosto de mudança, penso que é a maneira de evoluir. O meu tempo não foi melhor do que o actual, foi diferente.
 
Alegra-me e dá-me confiança ver toda uma nova geração de leões a quererem liderar o Clube, principalmente quando essa nova geração defende princípios de ética e de rigor. São os princípios do Sporting - e estes nunca mudam.
Temos, finalmente, de aprender a viver uns com os outros. Com ideias diferentes, escolhas diferentes, mas garantindo o nosso ADN e querendo todos o mesmo: a glória do nosso Sporting. É isto que espero para o futuro.
 

 

MARGARIDA CALDEIRA

Sócia n.º 401-0

Reflexões sobre o Sporting (19)

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 Autora convidada: Eugénia Martins

 

 Seis sugestões

 

Associo-me a esta vossa iniciativa com algumas opiniões sucintas sobre assuntos que gostaria de ver alterados no nosso Sporting, que sempre foi a paixão da minha vida.
 
1. Gostaria que houvesse mais respeito pelos sócios, constituindo-se um gabinete a funcionar em permanência em Alvalade onde pudessem ser escutados, de modo a que os problemas fossem resolvidos.
 
2. Gostaria que houvesse maior interacção entre a direcção e os sócios.
 
3. Gostaria que houvesse merchandising acessível, principalmente para bebés e crianças, considerando que em poucos meses deixa de servir. Padrinhos, amigos e outros familiares adorariam, certamente, oferecer equipamentos do Sporting.
 
4. Gostaria que fossem revistas as situações dos sócios com quotas de reformados que perderam o direito ao voto pela antiguidade que tinham. Há sócios com 50 anos de filiação só com três votos porque há dez ou vinte anos passaram a usufruir de reformas abaixo do ordenado mínimo nacional. 
 
5. Gostaria de ver melhorada a comunicação entre o clube e os sócios. Não compreendo como o contacto telefónico é praticamente inexistente, e o pouco que há é muito mau. A linha é um call center ineficaz, além de ter chamadas de valor acrescentado.
 
6. Gostaria de ver rentabilizadas as zonas devolutas no estádio.
 
Saudações Leoninas.

 

EUGÉNIA MARTINS

Sócia n.º 10.884

Reflexões sobre o SCP (segundo balanço)

A ver passar os campeonatos. De João Gil.

 

Recuperar a alma leonina. De Luís Barros.

 

Mecanismos de consulta aos sócios. De Sol Carvalho.

 

Aposta inequívoca na formação. De Luís Cunha Miranda.

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting. De António Cruz.

 

Clube deve ser reconstruído por todos. De Ricardo Andrade.

 

As modalidades, o seu "prejuízo" e o "jornalixo". De Francisco Manuel Figueiredo.

 

Do Marketing 1.0 para o Marketing 4.0. De Martim Bustorff.

 

Elogios despropositados a Bruno de Carvalho. De Eduardo Gradiz.

 

Sem rótulos nem preconceitos. De Luís Ferreira.

 

Gestão desportiva fracassada. De Jorge Santos.

 

Poder mandar e saber mandar. De Luís Morais.

 

Voto por gestão desportiva ou voto por gestão financeira? De David Gorjão.

 

É hora de ser Sporting novamente. De Filipe Costa e Silva.

 

Por um corte com o passado. De Gonçalo Tomaz.

 

Entre a razão e a emoção. De Manuel da Costa Cabral.

 

Reconciliar, reformar, reconquistar. De Leonardo Ralha.

 

A importância do lirismo. De Nelson Nogueira.

 

Reflexões sobre o Sporting (18)

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 Autor convidado: Nelson Nogueira

 

 A importância do lirismo

 

Se as candidaturas à presidência do Sporting funcionarem apenas em prol de alguns bolsos, em interesse próprio, jogando com palavras ambíguas enquanto se afirmam em defesa do nosso clube, então serei um opositor em primeira linha.

Pelo contrário, se existir alguém que o faça com um certo lirismo, pondo o Sporting acima de tudo, então estarei na primeira linha de defesa desse mesmo projecto.

 

Sou do ano de 1957, quando tudo se jogava por amor à camisola. Fiz coisas do arco da velha em prol de projectos, quer clubísticos quer outros, sempre com esse lirismo, tão necessário. Porque é genuíno e transmite confiança.

Mas os tempos mudaram. Este tem sido o grande problema no Sporting, infelizmente, tal como na sociedade em geral.

O que está a ocorrer no nosso clube, com todas estas candidaturas, prova isso mesmo. Vejo vários oportunistas, que chegam da área política à procura seja do que for.

Não acredito nessa gente: vislumbro nela interesses mais que evidentes. Refiro-me, por exemplo, à lista de Ricciardi, autêntico tapete vermelho para tais pessoas, que colocam os seus interesses pessoais à frente de tudo: nada de genuíno, nada de bom para o Sporting.

 

Podem chamar-me lírico. Mas se no nosso trabalho não existir mais do que a perspectiva do salário pago ao fim do mês, seremos certamente péssimos profissionais. Por mim, não abdico do tal lirismo.

 

NELSON NOGUEIRA

Sócio n.º 12.769-0

Reflexões sobre o Sporting (17)

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  Autor convidado: Leonardo Ralha

 

Reconciliar, reformar, reconquistar

 

De que serve discutir se a culpa é do ovo ou da galinha se o ovo cair estatelado no chão e a galinha assar no espeto?
Menos importante do que atribuir culpas a uns e outros por uma divisão que leva demasiados (apenas um já seria demasiado, mas infelizmente são muitos mais) sportinguistas a pensar, e a dizer, que outros sportinguistas não fazem falta nenhuma ao clube.
Seja qual for o desfecho das eleições de 8 de Setembro, não tão previsível quanto isso (por muito que dois candidatos liderem na mobilização e um terceiro conte com ajudas bem mais preciosas do que as consoantes dobradas), o próximo presidente do Sporting não será a escolha de grande parte dos eleitores. E isto descontando desde já o provável alheamento de parte dos apoiantes que restam àqueles que estão impedidos de se apresentarem a votos.
 
Cabe ao vencedor das eleições (com 20, 25, 30 ou mais de 50 por cento dos votos) agregar todos os sportinguistas, tendo em conta os contributos dos candidatos derrotados sem, por isso, abdicar do seu programa e dos seus princípios. Convirá apenas, a cada momento, perguntar-se a melhor forma de reconciliar em vez de excluir. Algo que passa, não raras vezes, mais pela forma do que pelo conteúdo.
Mas é também a cada sportinguista, sócio ou adepto, que cabe o dever de reconciliar. Aceitar opiniões diferentes e não virar costas ao clube, às suas equipas e aos seus atletas, está nas mãos e nas mentes de cada um. Apoiando, de forma crítica mas com benefício da dúvida, quem for escolhido nas urnas.
Havendo reconciliação, segue-se o imperativo de reformar práticas. Desde já no plantel principal de futebol, no qual pormenores que se revelam ‘pormaiores’ têm afastado o Sporting do título de campeão e da participação milionária na Liga dos Campeões. Basta ter em conta que uma vitória naquela terrível deslocação à Madeira bastaria para que, mal ou bem, a realidade do clube fosse agora completamente diferente.
 
Acima de tudo urge reformar o futebol profissional, estabelecendo claras distinções entre os papéis do presidente, do treinador, do capitão, ou ainda do team manager, do CEO e quejandos. E a comunicação entre todos necessita forçosamente de ser do famoso foro interno, em vez de servir para as recorrentes fugas de informação, através das quais os próprios e os seus próximos dinamitam adversários (quando não inimigos...) internos, em benefício das audiências televisivas e em detrimento dos melhores resultados desportivos.
A construção do plantel principal não mais poderá ser feita em cima do joelho ou a comando dos interesses deste ou daquele agente FIFA. Claro que nem todas as contratações resultam, e isto é válido para qualquer clube do mundo, mas no Sporting o scouting anda muito atrás dos rivais, capazes de potenciar jovens estrangeiros enquanto em Alvalade se tenta tapar os Doumbia com a excepção Slimani. O mesmo sucede nos mercados de Inverno, nos quais começa a ser tradição desperdiçar dinheiro em reforços incapazes de acrescentar valor. Assim tem sido desde que André Cruz, César Prates & Cia. chegaram no início de 2000.
 
Reformar mentalidades também passa por uma estratégia de integração dos maiores valores da formação de Alcochete no plantel principal. Olhando para os comandados por José Peseiro, é difícil perceber o que Domingos Duarte e Demiral têm a menos do que Marcelo, em que João Palhinha fica a dever a Misic e Petrovic, ou o que impediria uma utilização frequente de Francisco Geraldes numa longa temporada em que não se pode e não se deve pedir que Bruno Fernandes esteja sempre em topo de forma.
 
Apesar do recuo nas convocatórias para as selecções jovens da FPF, e da condução errática daquilo que se faz em Alcochete, continua a haver muito talento na formação. Na baliza, na defesa, no miolo, nas alas e até no ataque. Há que reformar a forma como esses adolescentes aprendem os valores do clube e fazer-lhes ver que terão direito às oportunidades concedidas nos rivais directos a Diogo Leite, André Pereira, Ruben Dias, Gedson Fernandes e João Félix. Caso contrário, lá teremos dentro de alguns anos Tiago Djaló, Bernardo Sousa e Joelson Fernandes a fazerem do Sporting de Braga o case study de aproveitamento da formação leonina, tal como hoje é, com Ricardo Esgaio, João Palhinha e Wilson Eduardo.
Recorrer à prata da casa não impede que se tenha grandes plantéis, capazes de vencer campeonatos. E liberta folga orçamental para suprir debilidades conjunturais da equipa. Tanto na masculina como na magnífica equipa feminina, que voltou a não aproveitar o defeso para recrutar uma meio-campista é uma ponta de lança com o poderio físico das recém-chegadas às rivais bracarenses.
 
Reconquistar o título no futebol masculino exige uma mentalidade vencedora que já existe em muitas modalidades. Mas passa também por não desistir da luta pela verdade desportiva, mantendo o esforço da anterior gerência para confrontar poderes instituídos que apontam para a bipolarização do futebol e, por arrastamento, do desporto nacional.
Mas reconquistar implica também escolher batalhas em vez de disparar para todos os lados (nomeadamente para os pés). Esse foi o maior erro estratégico do anterior presidente e, juntamente com aquilo a que as seguradoras chamam vícios intrínsecos, conduziram à ruína de um projecto desportivo que mobilizou milhões de adeptos e aumentou o número de sócios, fazendo aparecer um pavilhão e desaparecer dezenas de milhar de lugares vazios no estádio.
 
O Sporting que sair de 8 de Setembro precisa de repensar a sua afirmação. Não deve hostilizar nenhum órgão de comunicação social, mas não pode ser ingénuo: a manutenção da crise leonina é um produto apetecível para quem depende das audiências, abundando sportinguistas dispostos a trazer fósforos e gasolina onde quer que vão, num exercício que chega a configurar concorrência desleal aos comentadores afectos aos clubes rivais, e mais precisamente ao clube vizinho. Sendo as opiniões livres e qualquer tentativa de as coarctar própria de tiranos e de cobardes, há que garantir que o espaço público também tem lugar para quem defenda o clube, sempre com espírito crítico e desprovido de cartilhas, como alguns ‘paineleiros’ defendem o FC Porto e o Benfica.
 
Reconquistar o Marquês em Maio não é impossível quando se tem um plantel como o actual. Haja transpiração e inspiração nessa e em todas as outras modalidades, haja mobilização de todos os sportinguistas, haja blindagem do clube à rapina, haja vontade de lutar pela garantia de que todos os jogos são disputados em campos sem qualquer inclinação.
 
Poderá ser difícil, mas se fosse fácil seria para outros.
 

 

LEONARDO RALHA

Sócio n.º 92.939-0

Reflexões sobre o Sporting (16)

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Autor convidado: Manuel da Costa Cabral

 

Entre a razão e a emoção

 

Após a era do frenesim facebookiano, o ataque a Alcochete e os 16 longuíssimos anos sem o desejado título de campeão nacional de futebol, as eleições de 8 de setembro não serão apenas mais umas eleições: Não há margem para erros!

Os sócios do Sporting Clube de Portugal não podem dar-se ao luxo de errar. O próximo Presidente não pode falhar.

Na minha quota parte de responsabilidade, acrescida pelos 25 anos de sócio, a escolha será ditada pela razão e emoção, que nestas coisas da bola não podem faltar.

 

Ao próximo Presidente e à sua equipa será exigida uma gestão profissional do Clube, nas mais diferentes áreas, desde logo na desportiva, mas também na vertente financeira, na comunicacional, nas áreas do marketing e comerciais, na gestão patrimonial. Uma gestão que tire o melhor partido do Digital, ou mesmo do Virtual, para inovar na interação com adeptos (não esquecendo aqueles que estão longe de Alvalade) e aumente também a receita por essa via.

Acabou-se a tolerância para amadorismos ou voluntarismos nas diferentes áreas. Se for necessário contratar profissionais de outras cores clubísticas, ou de outros países, para garantir esse profissionalismo em determinadas áreas, que se faça!

 

Será exigido ao próximo Presidente que respeite a história e tradições do Clube e se paute por uma conduta digna.

Mas será igualmente exigido ao futuro Presidente, com as forças que só a emoção e paixão propiciarão, que não transforme o Sporting num Clube apático e subalterno, que também já o foi no passado.

Um Presidente que nos ajude a sonhar e lutar até ao último segundo pela vitória merecida (Sim, estes adeptos merecem a Vitória, merecem as Vitórias!).

Um Presidente que, seja onde for e perante quem for, encontre na paixão e emoção as forças para lutar pela razão que nos assiste na procura da verdade desportiva, como se fez no passado na defesa pioneira e acertadíssima do VAR, ou na denúncia de práticas diversas que desvirtuam a verdade desportiva no futebol português.

Fazê-lo é também a melhor forma de homenagear os fundadores do Sporting Clube de Portugal e os princípios que nortearam a sua fundação.

O candidato que melhor fizer a síntese entre a razão e a emoção será o meu candidato, o nosso Presidente!

 

PS – Agradeço ao “És a nossa fé”, e em especial ao Pedro Correia, o convite para escrever este texto.

 

MANUEL DA COSTA CABRAL

Sócio n.º 22.171

Reflexões sobre o Sporting (15)

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  Autor convidado: Gonçalo Tomaz

 

Por um corte com o passado

 

Com 46 anos de associado pagante, tenho visto de tudo. Mais: tenho assistido pouco àquilo de que gostaria e muito ao que era dispensável.

Diferentes, sim - este tem sido sempre o nosso lema. Concluo agora que talvez, e infelizmente, pelos piores motivos. Na realidade, ser do Sporting não é para todos: o esforço, a dedicação, a devoção e a glória aplicam-se na perfeição a nós, Sportinguistas. 

Acontece que neste momento chegámos ao ponto de não-retorno.

Basta, não queremos mais!

 

Neste período eleitoral que atravessamos, quero dar oportunidade aos new breathers, corte com o passado, gente desconhecida com vontade de fazer coisas novas.

Não quero Velhos do Restelo, truculentos engravatados ou viajantes espaciais. É altura de olhar com seriedade para quem de facto se preocupa com o nosso Sporting. Muito embora o ecletismo seja o nosso estandarte, tudo se resume ao futebol.

Ganhámos tudo nas amadoras, estamos saciados? Não, não chega: queremos o futebol!

 

Posso até estar enganado quanto a esta eleição, quanto ao Presidente que quero para o meu Sporting. Contudo, como sócios, temos sempre o poder de eleger e demitir. Ponhamos de parte suspeições, intoxicações e lavagens de roupa.

No próximo dia 8, desejo afluência massiva às urnas, provando que temos vontade de mudar o rumo do nosso clube.

Sporting Sempre!

 

GONÇALO TOMAZ

Sócio n.º 5.063

Reflexões sobre o Sporting (14)

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 Autor convidado: Filipe Costa e Silva

 

 É hora de ser Sporting novamente

 

Quero agradecer desde já ao “És a nossa fé” pela confiança e pelo convite. É para mim uma honra escrever sobre aquela que considero ser a minha maior paixão, e a única coisa na vida, além do Sporting em toda a sua génese, que desperta em mim vontade de aprender e acompanhar sem fim, independentemente do desfecho de cada capítulo de uma história interminável no meu horizonte. O futebol, esta modalidade mágica.

 

Devo dizer que faço parte de lista do Dr. Dias Ferreira e é sobretudo a este nível que aceitei o repto de vos escrever sobre futebol, num momento em que me parece determinante que os sportinguistas percebam que é hora de ser Sporting novamente.

O que é ser Sporting, novamente?

Muitos podem pensar que é voltar a ganhar muito - e será. Muitos podem pensar que é formar mais dois bolas de ouro - e será. Muitos podem pensar em milhões para trás e para frente: aqui já não concordo tanto, mas o pensamento é infinito… contudo, para mim, voltar a ser Sporting é termos a capacidade de mais uma vez, perante um momento conturbado, fazermos da força do nosso trabalho e da nossa organização a nossa maior grandeza.

Quero com isto dizer que estar na lista do Dr Dias Ferreira, nomeadamente na área do futebol, em consonância e em equipa com o Dr Luis Natário, que já muitos devem conhecer, representa para mim poder tornar realidade o maior salto quantitativo que o Sporting alguma vez poderá dar. Isto porque pretendemos que o Sporting passe para o futebol 4.0. Dar um grande salto, rumo ao futuro, recuperando anos de atraso e quiçá até ultrapassar já os nossos rivais com as obras que temos no nosso programa e que serão executados, caso tenhamos a honra de sair vitoriosos.

 

Começando pela formação: a nossa prioridade imediata será a construção de uma nova academia de formação, com uma escola alicerçada. A nossa história é longa em jogadores nos quais não reconhecemos o devido sentimento de pertença e respeito por quem os criou. Temos observado as mais variadas teorias de análise do problema, sem que de nenhuma se tenha obtido efeitos práticos.

Pois bem, a nossa solução passa por reiniciar, aproximar, educar e formar realmente os nossos jovens de acordo com aquilo que são os nossos valores mais altos e a nossa história, desde que entrem nos nossos quadros até à idade adulta, apostando numa formação curricular adequada e não aos trambolhões, conforme tem acontecido. Para isso, temos tido reuniões com o Ministério da Educação, a fim de perceber como poderemos adaptar o ensino à necessidade de uma escola alicerçada a uma academia de futebol de ponta, como será a nossa. O formato de aulas para atletas de alta competição é totalmente desajustado. Queremos toda uma nova educação curricular, todo um novo patamar de atleta, completamente enquadrado com os ideais do clube e, acima de tudo, bem formado do ponto de vista ético.

Isto permitirá também acabar de uma vez por todas com o fosso em termos de condições materiais que existem face aos nossos rivais. É surreal que nenhum programa fale da necessidade urgente de termos mais e melhores campos. Os nossos rivais têm 12 campos relvados, um para cada equipa de formação, e nós temos o que todos sabemos, muitos deles sintéticos. É imprescindível a construção desta academia de reforço, que em colaboração com o Polo EUL e Alcochete, fará novamente do Sporting um clube na rota do que de melhor se faz no mundo. Seremos mais uma vez pioneiros no ensino escolar associado ao futebol.

Isto é ser Sporting novamente, como dizia ao início. Ser pioneiro e reinventar-se na adversidade para ser o melhor.

 

Posto isto, temos que rapidamente analisar toda a estrutura do futebol e reforçá-la de meios materiais e humanos. Nós não temos os piores do mundo, pelo contrário, as pessoas que estão no Sporting são muito boas. São é poucas e têm poucos meios.

O Sporting tem um problema de organização e de falta de operacionais que nos consigam acelerar processos. Com o convite de Dias Ferreira a Tomaz Morais, faremos do Sporting novamente o melhor na formação. Queremos também criar um cargo novo, que não existe, que é o diretor do Polo EUL para automatizar e aproximar novamente todas as necessidades do clube do conselho directivo. Para este efeito, mais uma vez fica à vista que não pretendemos entrar em guerras de nomes, mas sim acrescentar talento e necessidades em cima da reorganização estrutural, pois é isto que falta ao Sporting: ter as pessoas certas no sítio certo.

 

Se isto acontecer no futebol de formação, já estaremos muito perto da pole position. E a lista do Dr Dias Ferreira, é a única a pôr as coisas nestes termos.

 

Relativamente ao futebol profissional, também não vamos entrar em enxurradas de nomes. Vamos apostar na criação clara e definitiva de um organograma de gestão para o futebol do Sporting, que permitirá ao futebol profissional e de formação reduzir significativamente toda e qualquer falha, agilizando todo o futebol.

Para isto, temos dois passos pensados. Vamos imediatamente trazer um diretor desportivo de top europeu que temos contratado - dos que estão no mercado e não dos que se podem anunciar de forma leviana por nunca terem feito nada de palpável nesta área. Alguém que nos irá ajudar nesta reorganização e inclusive dar-nos muito know how pela sua valia.

De seguida, vamos criar um gabinete ao qual vamos chamar Analysis Board, que é um dos “meninos bonitos” do nosso programa para o futebol. Este gabinete terá seis pessoas, no mínimo - especialistas nas mais variadas áreas do futebol e que consideramos fundamentais. Teremos um especialista em observação, um médico, um especialista em marketing, um especialista em métricas, um representante do futebol de formação e um representante do futebol profissional.

Este gabinete funcionará hierarquicamente apenas abaixo do presidente da SAD, que será o Dr Dias Ferreira, e do vice-presidente para o futebol e administrador da SAD, o Dr Luís Natário.

 

Porquê? Com que objetivo?

Pretende-se analisar, gerar e fundamentar toda a informação que chega do dia-a-dia do futebol do Sporting, desde a compra e venda de jogadores até ao “iniciado problemático”, passando pela análise constante das necessidades de mais e melhores condições, através de negociações com marcas e a organização de torneios, potenciando a marca também por esse caminho. Como é possível o Sporting, com todo o seu know how na formação, não ter em Portugal um ou mais torneios de grande nível com a sua assinatura?

Este gabinete será uma verdadeira força multidisciplinar que pretende alavancar toda a gestão diária da academia, para uma profissionalização séria e comprometida.

 

Imaginemos este cenário… o treinador quer um jogador para determinada posição. O gabinete de scouting (que também necessita de reforço humano) dá ao diretor desportivo, com base nos filtros desejados pelo diretor desportivo e pelo treinador, uma lista de cinco nomes que queremos ter sempre pré-definida. A escolha dos atletas será sempre nossa, de acordo com o pretendido pelo treinador, e nunca sendo este a assumir essa opção. Caberá assim ao diretor desportivo, desses cinco nomes, levar três ao Analysis Board, após fazer o primeiro filtro. de acordo com a sua capacidade e conhecimento.

O Analysis Board irá estudar estes três nomes ao pormenor - incluindo na sua postura e comportamento nas redes sociais, histórico de lesões, marcas associadas, percurso de formação, análise métrica de todas as suas valências. Tudo esmiuçado ao ponto de "fechar” um nome, no máximo dois, junto do administrador da SAD, para que este decida o melhor negócio, já depois da valia assegurada.

Não será ninguém do Analysis Board, nem o próprio administrador da SAD, a fechar os negócios. Para isso teremos uma equipa de advogados especialistas em direito desportivo, em parceria com o administrador da SAD. Isto permitirá, de uma vez por todas, fechar compras e vendas de forma fria e comprometida com o melhor negócio para o clube. Longe do negócio das comissões ou da perda de grandes vendas. Há negócios que têm de ser feitos na hora certa.

É nesta estrutura que queremos assentar. Acreditamos que os sócios vão perceber a diferença, pois trata-se de um projeto desportivo novo e sério.

 

Acredito que já estamos a anos-luz de distância dos programas concorrentes, pensando no melhor para o Sporting, e concretamente num Sporting 4.0 no futebol, que há muitos anos é prometido e ainda não aconteceu, visto que todos, sem exceção, fizeram igual esperando resultados diferentes.

São estas as nossas grandes prioridades:

  1. Reorganização e aproveitamento de valias pessoais e humanas;
  2. Construção da nova academia do Sporting, com uma escola alicerçada;
  3. Criação do Analysis Board, em conjunto com a reorganização da academia e a contratação de um diretor desportivo de top europeu;
  4. Termos uma equipa de fecho de negócios, equidistante da emoção e da organização, apenas focada no que for melhor para o Sporting;

 

Espero ter trazido esclarecimentos e que todos se sintam entusiasmados após lerem este texto.

 

FILIPE COSTA E SILVA

Sócio n.º 73.977

 

Reflexões sobre o Sporting (13)

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 Autor convidado: David Gorjão

 

 Voto por gestão desportiva ou voto por gestão financeira?

 

Durante este período eleitoral levantou-se, muito por culpa da candidatura do José Maria Ricciardi, a ideia de que o Sporting Clube de Portugal estará com gravíssimos problemas financeiros, que apenas o próprio, devido à sua vasta carreira profissional na área financeira, poderá solucionar.

Será mesmo assim, ou será uma falácia de campanha, por parte do candidato José Maria Ricciardi?

Será sobre esta questão que os sócios terão de refletir no dia 8 de setembro de 2018, quando preencherem o boletim de voto.

 

Na minha opinião pessoal, não quero acreditar que seja assim tão grave, a situação financeira do nosso clube. Sem dúvida que é uma área muito importante de qualquer empresa, bem como de qualquer clube de futebol e no Sporting Clube de Portugal não será diferente.

Se fosse assim tão grave poderia a Comissão de Gestão contratar jogadores neste momento? Não me parece. Desta forma, insurge-se outra questão, que deverá pesar na reflexão dos sócios do SCP, ou seja, a gestão desportiva do clube.

O Sporting Clube de Portugal não ganha um título de futebol há 16 anos. Será necessário refletir sobre as razões de tal absentismo de títulos. Todos os sócios!

 

Eu já fiz a minha reflexão. Acredito que precisamos de pessoas novas, com novas ideias, que construam uma estrutura de futebol profissional com pessoas válidas, que conheçam bem a “nossa casa”, que conheçam bem a realidade do futebol português.

A nossa margem de erro é mínima. Não devemos errar, pelo que devemos escolher um Presidente que nos lidere à glória, que viva e respire futebol, mas que saiba construir uma equipa capaz de gerir esta tão grande instituição, que é o Sporting Clube de Portugal, a nossa grande paixão.

Acima de tudo, é importante que no dia 8 de setembro todos os sócios venham exercer o seu direito, pois o Sporting Clube de Portugal precisa de todos

 

DAVID GORJÃO

Sócio n.º 75.470-0

Reflexões sobre o SCP (primeiro balanço)

 

A ver passar os campeonatos. De João Gil.

 

Recuperar a alma leonina. De Luís Barros.

 

Mecanismos de consulta aos sócios. De Sol Carvalho.

 

Aposta inequívoca na formação. De Luís Cunha Miranda.

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting. De António Cruz.

 

Clube deve ser reconstruído por todos. De Ricardo Andrade.

 

As modalidades, o seu "prejuízo" e o "jornalixo". De Francisco Manuel Figueiredo.

 

Do Marketing 1.0 para o Marketing 4.0. De Martim Bustorff.

 

Elogios despropositados a Bruno de Carvalho. De Eduardo Gradiz.

 

Sem rótulos nem preconceitos. De Luís Ferreira.

 

Gestão desportiva fracassada. De Jorge Santos.

 

Poder mandar e saber mandar. De Luís Morais.

 

Reflexões sobre o Sporting (12)

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 Autor convidado: Luís Morais

 

 Poder mandar e saber mandar

 

Tenho pena, mas continuo sem ver nos debates projectos reais e estruturados. O que continuo a ouvir são frases banais e ataques constantes entre candidatos.

Um exemplo: toda a gente bate na formação, inclusive conseguem dizer que não formámos jogadores de excepção nos últimos dez anos. Estou a falar de jogadores, não de homens. William, Gelson, João Mário, Esgaio, Francisco Geraldes, Podence, Rafael Leão, Miguel Luís, Maximiano, Jovane Cabral, Thierry Correia, Elvas Baldé... E temos um "10", Daniel Bragança, que irá dar que falar. Poderia mencionar muitos mais.

Isto significa que quem trabalha na academia faz o seu trabalho e que continuamos a formar e fornecer jogadores de altíssima qualidade.

 

O problema acontece quando chegam aos seniores. Mas aqui já não é um problema da formação: passa a ser da estrutura profissional da SAD - e também dos adeptos. Sim, dos adeptos, que não perdoam a mínima falha a um jogador da casa. A exigência é máxima para os da casa e perdoa-se aos que vêm de fora porque precisam de ter um período de adaptação.

Gostava de ouvir todos os candidatos pronunciarem-se sobre as melhorias que tencionam fazer em relação à estrutura da academia. O que pensam fazer para mudar a mentalidade dos sócios e adeptos em relação aos jogadores formados no Sporting?

 

Falta pouco tempo para as eleições e ainda nenhum candidato me convenceu a votar no seu programa. Vou esperar pelos restantes debates para ver se finalmente alguém apresenta algo de concreto e real.

Numa coisa estou de acordo com todos eles: o que tem faltado é liderança.

Tive um capitão nos paraquedistas que dizia que toda gente pode mandar mas nem toda a gente sabe mandar...

 

LUÍS MORAIS

Sócio n.º 72.084

Reflexões sobre o Sporting (11)

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 Autor convidado: Jorge Santos

 

 Gestão desportiva fracassada

 

Acho piada àqueles que teimam em só falar do que pensam ter sido bom e a querer que tal se sobreponha aos erros cometidos, tornando assim muito positivo o balanço do mandato de Bruno de Carvalho. Delírios!
A quantidade de pernas-de-pau que foram contratados e não acrescentaram nenhuma qualidade ao plantel é extensa. Lembro-me, por exemplo, do Maurício. O que me interessa que o Maurício tenha sido vendido por um valor superior ao que o Sporting pagou para o contratar? Isso transforma-o numa boa contratação? Para mim não! A única conclusão que retiro é que o scouting da Lázio ainda é pior do que o do Sporting.
Não era mau jogador... era péssimo. Tão mau, que os adeptos do clube onde jogava no Brasil, quando o Sporting o contratou, ficaram contentes com a sua saída. É apenas um exemplo de jogador sem qualidade para representar o Sporting. A lista é muito extensa.

 

Se não é normal falhar contratações?

É, todos os clubes falham. Mas aqueles que menos recursos têm, tendem a ser ainda mais assertivos e rigorosos nas escolhas. Os erros dos últimos anos até poderiam ser mais tolerados e (alguns) desculpados se Bruno de Carvalho não tivesse criticado tão ferozmente os antecessores e não tivesse intentado contra estes uma verdadeira cruzada, qual paladino do conhecimento total do futebol, apregoando alto e bom som que com ele não existiriam maus negócios. Dou apenas um exemplo, até porque engloba todas as vertentes (ordenado milionário, valor de transferência, prémio de assinatura e comissões a empresários): Doumbia! 7,2M€ para a Roma, 3M€ de prémio de assinatura para o jogador, o ordenado que se conhece a rondar os 5M€/ano e comissão para o empresário, obviamente (não sei o valor).
Faço uma ressalva (porque não tenho a certeza): a de o prémio de assinatura poder ser diluído no ordenado e levar o mesmo até estes valores. De qualquer forma, nunca pode ser considerado um bom negócio.


Por isso, deixem lá de uma vez por todas de elogiar uma "brilhante" gestão desportiva que, na verdade, provou ao longo de cinco anos ser um verdadeiro fiasco. As maiores vendas que realizou, excepção feita a Slimani, foram as dos jogadores da formação e não jogadores contratados que tenham sido valorizados nos seus mandatos.

Última nota: a época de Leonardo Jardim não foi mérito do ex-presidente mas antes do próprio Leonardo Jardim. Com muito parcos recursos, foi obrigado a fazer um milagre ainda maior que o de Sérgio Conceição na última época. Foi quem lançou William. Onde andava William na altura? Desterrado na Bélgica, emprestado ao Brugge, onde se calhar teria continuado por muito mais tempo não fosse o caso de Leonardo Jardim ter passado pelo Sporting.

Excelente escolha do ex-presidente é verdade, não esqueço. Mas quando colocamos as coisas na balança, no deve e no haver, não consigo fazer um balanço positivo.

 

JORGE SANTOS

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