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És a nossa Fé!

Tapar o (Estoril) Sol com as peneiras

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Miguel Sousa Tavares percebe pouco de futebol e ainda menos de geografia.

"Na Europa nunca veria o vermelho: quanto muito amarelo "

Miguel, Lisboa, ao contrário, do que tu e Jorge Nuno, pensam, não fica no Norte de África, fica na Europa, Portugal, também, fica na Europa. Quanto a geografia estamos conversados (já te coloco aí um mapa). 

"Quanto muito amarelo", dois amarelos fazem um vermelho, Miguel. "Na Europa", Pepe seria, obviamente, expulso.

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"Um dia jogaremos com onze"

Miguel, Miguel, jogaste com onze no Dragão contra o Estoril e perdeste, voltaste a jogar com onze no Estoril e voltaste a perder, as evidências são o que são, o Sporting pratica um futebol fantástico, excelente e invejável, nas tuas palavras: "Inveja, sim, confesso: muita inveja".

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Quanto a prevenires as expulsões é fácil, é só retirar o "wrestler" da equipa.

"Pepe para quem o conhece pessoalmente trata-se de um homem excepcional"

Tal e qual como o marido da Miquelina, Miguel. Ninguém acreditava como é que um homem tão bom, tão simpático, dava tamanhas cargas de porrada na mulher. O marido da Miquelina (tal como Pepe) sempre teve quem o defendesse, era um homem excepcional, diziam, até que um dia a cabeça da Miquelina ficou espatifada no tanque da roupa.

Nessa altura ninguém defendeu o marido, ninguém o foi visitar à prisão, nem ninguém o acompanhou na última viagem, que ele antecipou com uns lençóis entrelaçados e um nó de correr.

Às vezes as pessoas não são tão excepcionais como nós as pensamos, Miguel.

Inexplicável

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De 0 a 5, o Record atribui nota 3 ao desempenho de Trincão em Alvalade, no jogo de anteontem frente ao Sturm Graz. Desempenho medíocre, fracassado, na sequência de vários outros - demasiados - que já protagonizou esta época.

E, no entanto, o Record gostou. Aplaudiu. Escreveu ontem, sobre ele, este exaltado naco de prosa: «Uma nota 3 que só não foi 4 porque o esquerdino ainda não chegou ao ponto ó[p]timo, onde tudo corre bem. Criador - que bela jogada individual aos 38' - atirou com estrondo aos 78'.»

Parece escrito no gozo, mas talvez até seja a sério, com humor involuntário - o que torna o caso mais grave. Trincão nada fez de útil à equipa. O que foi a tal «bela jogada individual» que o jornal enaltece? Ele a correr com a bola desalmadamente durante 35 metros, fazendo de conta que jogava sozinho, até ser desarmado dentro da grande área dos austríacos. O tal remate «com estrondo» saiu... ao lado. Trincão, em quatro jogos europeus nesta temporada, continua em estado virginal quanto a golos.

E no entanto o Record ovaciona-o. De modo para mim inexplicável. Caramba, bem sei que é um jornal pró-Sporting. Mas convém não exagerar. 

O estranho critério do jornal 'Record'

Já várias vezes falei aqui nisto. O jornal Record insiste, época após época, em avaliar os jogadores com uma estreitissima grelha de avaliação que em teoria vai de 0 a 5 mas que na prática oscila entre 2 e 4, reservando a nota 1 para aqueles que entram mesmo no fim e às vezes nem chegam a tocar na bola. 

Estranho critério, que mal distingue o excelente do bom, o bom do regular, o regular do medíocre, o medíocre do péssimo.

Tem sido assim com vários directores. Já desisti de lhes pedir - enquanto leitor atento e regular do jornal - que alterem essa grelha e adoptem a avaliação de 1 a 10 posta em prática há vários anos pelos rivais A Bola O Jogo. Escusado: é como se estivesse a falar com uma parede. Não admira que vão perdendo audiência, tratando os leitores com esta indiferença olímpica.

 

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Vem isto a propósito de quê? Da edição de anteontem desse jornal. E do tratamento dispensado a Marcus Edwards nessa edição.

Na capa proclamam, em letras garrafais: «King Edwards».

 

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Lá dentro, no plano de abertura do jornal, escrevem nada menos que isto, sempre em toada elogiosa: «Noite mágica de Edwards em Alvalade, com um golo "maradoniano" e uma assistência que garantiu os 3 pontos. O inglês foi o grande motor da reviravolta, com 9 passes para finalização, igualando o máximo da Liga em curso».

Sempre a pôr o avançado leonino nos píncaros - aliás inteiramente merecidos, na linha do que escrevemos também no És a Nossa Fé.

 

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Páginas adiante, mantinha-se o declarado entusiasmo do diário da Cofina pelo desempenho do nosso jogador.

Num destaque gráfico, lia-se mais esta prosa muito adjectivada: 

«Edwards fez, muito provavelmente, o melhor jogo ao serviço dos leões. Foi o líder da reviravolta. Primeiro com um golo maradoniano e depois com uma assistência para Paulinho fixar o resultado.»

Nem faltava o neologismo "maradoniano", aliás muito a propósito.

 

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E afinal... esperavam nota 5?

Pois enganaram-se. Qual "motor da reviravolta", quais "nove passes para finalização", qual "maradoniano", qual "king": nem pensar. Isto era só para driblar os leitores.

No fim de tudo, o jornalista encarregado de o avaliar, na cobertura do jogo, deu-lhe apenas nota 4. Como se fosse um velho catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, de mil novecentos e troca-o-passo, forreta até mais não no momento de lançar as pautas.

E o que diz ele?

Chama a Edwards um «inglês de excelência que ontem reencarnou [n]uma espécie de Maradona». Concluindo, sem margem para dúvidas: «Foi brilhante.»

Blablablá.

 

Toma lá 4, Marcus. Não mereces mais deste Record, muito mais exigente para outros do que para si mesmo. Sem perceber que desta forma não menoriza terceiros: só desqualifica o jornalismo que vai praticando, de modo cada vez mais penoso.

Sem justificar, quanto a mim, desempenho acima da nota 2. Segundo a grelha deles.

«Não tocar na bola» dá direito a nota 1

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As classificações do jornal Record - de zero a cinco - são cada vez mais absurdas. Como se não bastasse a curtíssima grelha de avaliação de jogadores, ainda temos isto: basta um jogador entrar em campo, a escassos minutos do fim, para logo justificar nota 1. Mesmo que não chegue sequer a tocar na bola, como se lê na edição de ontem ao avaliar-se o desempenho de Artur no Sporting-Famalicão.

Vou ter de meter explicador para conseguir vislumbrar que raio de lógica isto tem. Mas antecipo desde já a conclusão: nenhuma:

Duas pérolas do jornalismo desportivo

Ontem, no Record:

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O jornalista encarregado de acompanhar o jogo Sporting-Marítimo, da Taça da Liga, "viu" Nuno Santos entrar em campo e até lhe atribuiu nota. Acontece que Nuno Santos esteve no banco e não calçou nesta partida. «Conferiu velocidade na ala», opinou o tal repórter, com argúcia visual digna de uma toupeira.

 

Ontem, no jornal A Bola:

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O jornalista encarregado de acompanhar o mesmo jogo realçou que Rúben Amorim fez entrar Esgaio para o lugar de Porro, a poucos minutos do fim, com uma intenção muito precisa: para que o espanhol pudesse receber aplausos. Acontece que as bancadas estavam vazias, o jogo foi disputado à porta fechada. Só A Bola parece não ter topado.

 

Mais palavras para quê? Assim vai o jornalismo desportivo em Portugal.

Elogios ao homem «invisível»

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Alguns jogadores gozam de excelente imprensa, façam o que fizerem. Ou mesmo que não façam coisa nenhuma.

Como os jogadores que mais me interessam são de longe os do Sporting, aqui ficam dois exemplos do que referi antes. Ambos colhidos na edição de ontem do Record.

Um apontamento sobre o nosso estreante guarda-redes, Franco Israel: «Não dá para formar opinião, mas causa boa impressão.» Sendo-lhe assim atribuída a "medalha de bronze" na habitual secção diária deste jornal.

O texto é disparatado: como é que se tem «boa impressão» de alguém cujo desempenho não deu sequer para «formar opinião»?

 

Outro apontamento visa Paulinho, atribuindo-lhe nota positiva (3 em 5) na partida de véspera frente ao Wolverhampton: «Muito trabalhador e empenhado a defender e pressionar os adversários, acabou por ter um trabalho invisível no ataque. (...) Pouco inspirado na área, deu, porém, soluções nos apoios.»

Como é que um avançado-centro é avaliado positivamente com «trabalho invisível no ataque» e se revela «pouco inspirado na área», onde devia fazer a diferença?

E o que significa «dar soluções nos apoios»?

Alguém descodifica esta prosa freitaslobista que enxameia a imprensa desportiva portuguesa, onde se escreve cada vez pior?

 

De qualquer modo, Paulinho não pode queixar-se do tratamento que recebe nos jornais. Mesmo «invisível», passa no teste.

É obra.

2021 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: PEDRO GONÇALVES

Pelo segundo ano consecutivo, figura aqui como elemento mais destacado. Agora por motivos reforçados. Porque 2021 foi memorável, inesquecível. Um ano em que o Sporting não registou qualquer derrota em casa nas competições internas. O ano da reconquista do título máximo do futebol português que nos fugia desde 2002.

Pedro Gonçalves, um dos obreiros dessa campanha vitoriosa que devolveu o emblema leonino ao posto máximo do nosso desporto-rei. Elemento crucial da imparável dinâmica que além do campeonato nos rendeu também a conquista da Taça da Liga, logo a 23 de Janeiro, e da Supertaça, a 31 de Julho.

Campeões de Inverno, campeões de Verão, equipa-sensação em todas as estações. Muito graças a ele, Pedro António Pereira Gonçalves, transmontano de Chaves, 23 anos de idade. Médio ofensivo com irresistível atracção pelas balizas adversárias. Sem este seu talento, o percurso vitorioso do Sporting não teria a mesma eficácia nem o mesmo brilho.

Os números confirmam: 34 golos marcados nestas duas épocas por Pedro Gonçalves - que o jornal Record, estupidamente, insiste em nunca mencionar pelo nome de baptismo, designando-o sempre por uma velha alcunha do tempo de escola. Apetece perguntar aos membros da direcção deste jornal se preferem ser tratados por alcunhas em vez dos nomes profissionais que lhes são reconhecidos.

No futebol, desporto colectivo, há lugar garantido ao mérito individual. Daí Pedro ser hoje um dos maiores ídolos da massa adepta verde-e-branca. Sem favor algum: basta lembrar que na temporada 2020/2021 sagrou-se rei dos marcadores do campeonato, com 23 golos. Há um quarto de século - desde Domingos Paciência, em 1996 - que um jogador português não figurava no topo da lista dos goleadores da nossa Liga. E foi a primeira vez que a Bola de Prata coube a um médio de raiz. 

Como se isto não bastasse, o jovem oriundo do Famalicão que assinou contrato com o Sporting em Agosto de 2020 já leva onze golos apontados na temporada em curso - 21 em todas as competições disputadas ao longo deste ano civil. É imperioso que Fernando Santos o convoque para a selecção nacional. Não para aquecer o banco ou ver os desafios da bancada, mas para jogar. A equipa das quinas precisa dele no local certo: o relvado. 

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

Jogador do ano em 2020: Pedro Gonçalves

RECORDar é viver (ou morrer)

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Sporting vs. Manchester City.

Manchester City vs. Sporting.

Não assisti, no estádio, ao primeiro jogo, o calcanhar de Xandão, assisti ao segundo, o do chileno Matias e do holandês Ricky.

Dois dias alucinantes, quarta-feira trabalhei, horário normal, avião para Londres, noite dormida em casa de um amigo, excelente recepção, quinta-feira, viagem num TGV inglês (da Virgin) Londres - Manchester.

Em Manchester deu para sentir o ambiente, para nos misturarmos nos "pubs" a emborcar "pints".

Os mancunianos, falantes do "manc", dialecto de Manchester, que só eles percebem, olhavam, condescendentes para nós, coitados dos portugueses, serão esmagados.

O serão foi diferente do que tinham pensado.

Lembro-me de estar, quase à meia-noite, a aguardar o autocarro para regressar a Londres, a petiscar qualquer coisa, a falar no meu inglês de praia, com um vendedor vindo algures do império britânico, que me dizia, qualquer coisa, como: "Manchester, bad football, good football, Liverpool"; isto em 2012.

Bem, foram dois/três excelentes dias, comprei um cachecol alusivo ao jogo em Manchester, para oferecer ao meu pai que não sabia da minha aventura, voltei a Portugal feliz, fui dar aulas, em regime de voluntariado, nessa sexta-feira, quando, finalmente, ia entregar ao meu pai esse cachecol, tive a notícia que o irmão mais velho dele, o meu tio Luís (sportinguista, também) morrera.

O cachecol continua guardado, à espera de uma oportunidade, talvez depois deste segundo jogo.

Voltando à notícia do Record, Adán, 34 anos em 2011/2012, o Matusalém da baliza, estará, agora, perto dos 50 anos, deixá-lo estar, mesmo assim, é o melhor guarda-redes do campeonato português.

A ridícula tabela do 'Record'

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As classificações do jornal Record estão cada vez mais ridículas.

Na quarta-feira correu quase toda a equipa titular do Sporting a nota 3. Sem fazer distinções entre os futebolistas. 

Levaram 3 estes jogadores:

- João Virgínia

- Neto

- Gonçalo Inácio

- Feddal

- Esgaio

- Vinagre

- Ugarte

- Matheus Nunes

- Nuno Santos

- Sarabia

Dez em onze com nota 3!

Excepção: Jovane, com nota 2.

Isto não é maneira de analisar jogadores no futebol contemporâneo. É um critério preguiçoso, incompetente, digno de escola primária.

Não é avaliação, não é escolha, não é nada.

É só encher papel.

 

Enquanto mantiverem esta "grelha", os responsáveis editoriais do Record estarão sempre atrás dos jornais concorrentes, A Bola e O Jogo, que fazem avaliações de 1 a 10.

Não de 2 a 3.

Grandeuros

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Olá Record. Palpita-me que o vosso corretor ortográfico trocou "euros" por "grandeza", na oportuna chamada de capa (mais uma!) sobre o novo pupilo do Fernando Santos, esse jogador que promete futuro (caso um colosso europeu o "cobice" nos próximos tempos, talvez tenham material de arquivo aí no estaminé). 

Caso seja mesmo isto que o próximo João Félix disse (ou lhe disseram para dizer), convém alerta-lo para que a "grandeza" do SLB é talvez o que levou a PJ e o Ministério Público repetidas vezes ao Estádio de Carnide nos últimos anos. E á grande (essa sim) detenção do DDT Vieira.

Passem todos muito bem juntos!

Como dizia um poeta medieval alemão, "que Deus una os que gostam de se amar".

"Hat-trick" verdadeiro

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Três oportunidades.

Três jornais desportivos.

Três jogadores do Sporting.

(não havia necessidade da mensagem nas entrelinhas, na primeira página do Record, "Reco" [procurar o significado no dicionário Priberam] com uma foto de um senhor contratado e com o "presidente" do Benfica, dos dois quem será o Reco? Reitero, mau gosto jornalístico, a minha solidariedade para o visado ou visados)

Parece que têm raiva ao "Pote"

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Em certas alturas, questiono-me se alguns jornalistas que analisam os jogos na imprensa - e atribuem notas individuais aos profissionais do Sporting - terão visto os mesmos desafios que eu. Aconteceu-me ontem, uma vez mais, ao folhear o Record. Este diário atribui nota 2 (em 5) a Pedro Gonçalves. Um dos jogadores com melhor desempenho no Sporting-Nacional realizado na noite de sábado.

Justifica assim este jornal a nota negativa que entendeu dar ao médio leonino: «Fica a ideia de que poderia passar a noite a "mandar postais" e nalgum momento algo iria correr mal. Podia ter marcado aos 21' e aos 45'+1.»

O que significa isto? Alguém entende esta prosa? Eu tentei meter explicador, mas mesmo assim não consegui perceber patavina.

 

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Defeito meu? Terei visto um jogo diferente?

Parece que não. Porque, consultando os dois outros diários desportivos, verifico que afinal eles coincidem com o meu ponto de vista: o desempenho do nosso n.º 28 foi muito positivo.

Escreve O Jogo: «Fez a diferença entrelinhas e com movimentos de ruptura, só pecou na finalização, apesar de dispor de várias oportunidades. Sem egoísmos, assistiu várias vezes colegas.» Dando-lhe nota 7 (em 10). 

Escreve A Bola: «Abriu as hostilidades com grande tiro para defesa de António Filipe, partiu como um foguete para oferecer o golo a Paulinho, mas estava fora de jogo, voltou a fazer belíssima assistência para o n.º 21 desperdiçar na cara de António Filipe. Pelo meio, teve lances perigosos.» Dando-lhe também nota 7 (em 10). 

 

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Parece mesmo que o Record embirra com Pedro Gonçalves. Ao ponto de nunca o tratar sequer pelo nome, mas por uma alcunha depreciativa. Escreve sempre "Pote", referindo-se ao jogador, desde que ele chegou a Alvalade. Antes, quando actuava no Famalicão, chamava-lhe Pedro Gonçalves. Com nome e apelido, sem alcunhas. Tal como trata Cebolinha, do Benfica, por Everton - evitando a alcunha. 

Dois pesos, duas medidas. E más notas.

Que raio de critério este. Parece que têm raiva ao "Pote". 

Um dia tentarei esclarecer o mistério. Talvez algum leitor me ajude.

 

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D. Bufas, o rei dos chocolatinhos

Pinto da Costa deu uma entrevista ao Record em que desanca nos eternos rivais.

Tudo o que diga contra o Benfica parece-me bem, afinal eles jogam o mesmo jogo sujo, ele e o seu eterno compagnon de route, Filipe Vieira.

Já quando ataca o presidente do Sporting, na minha modesta opinião carregado de razão, aí, alto e pára o baile! Eu quero lá saber de Frederico Varandas e dos ataques de Pinto da Costa, se o que ele acaba por fazer é ajudar Frederico Varandas?

Complicado? Eu explico: Ao atacar o presidente do Sporting, D. Bufas só pretende fomentar ainda mais a divisão interna no Sporting, entre os que apoiam o presidente ainda em exercício e os que pretendem, entre os quais me encontro, destroná-lo do cadeirão presidencial.

E a gente só lá vai, ao objectivo de devolver o Sporting ao seu lugar natural, se nos conseguirmos unir, concordando em discordar muitas vezes, mas sem perder nunca o foco.

Gostemos ou não dele, um ataque ao presidente do Sporting é um ataque ao nosso clube e vindo do maior mafioso, vigarista e pantomineiro do futebol português, ainda me causa mais confusão que ande muita gente "com o pito aos saltos", com esta entrevista.

O "caso Rúben Amorim" e os motivos de "força maior"

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Na sequência do que escrevi ontem aqui, continuo com a suspeita - e não passa disso mesmo, de uma suspeita - de que a direção do Sporting Clube de Portugal invocou um incidente de Force Majeure ("força maior", em português) para não saldar a primeira prestação (cinco milhões de euros) da transferência de Rúben Amorim do Braga para o nosso Clube. A confirmar-se esta decisão, muito arrojada para o que conhecemos até aqui da equipa de Frederico Varandas, o SCP está a seguir os passos de muitas empresas e instituições por essa Europa fora e também nos EUA.

 

As cláusulas de "força maior" - que o contrato de Rúben Amorim deve obrigatoriamente incluir, caso contrário aplica-se a Lei geral no País onde se celebrou - prevêem justamente este tipo de situações extraordinárias, como a pandemia que estamos todos a viver, e na prática alteram as obrigações e as liabilities quando se dá esse evento ou circunstância que muda tudo.

 

Esta informação só poderia ser confirmada na carta que o SCP dirigiu ao Braga, que julgo ainda não ser pública, já que nos dados fornecidos à CMVM não consta nada sobre isto. No entanto, quer ontem as fontes da direção leonina, em off, quer hoje a análise das capas d' A Bola e do Record indiciam isso mesmo. O jornal mais próximo do SCP diz "Leão falha Amorim", em antetítulo diz que "o Sporting alega que não pagou porque não quis" e em subtítulo: "SAD assume que se trata de medida de gestão". Já o jornal mais lampião escreve em manchete "Rúben Amorim está por pagar" e diz no antetítulo, com gravidade, "Sporting falha 1.ª prestação e fica a dever de imediato €12,3 milhões" [em vez dos dez milhões, cláusula de indemnização do treinador por rescindir com o Braga].

 

O assunto é sério e deveria ter merecido uma estratégia de contenção de danos por parte da direção, tentando que estas falhas de comunicação não se fizessem sentir. Uma medida de boa gestão é cumprir com as obrigações e os contratos assinados e, caso assim não seja, por qualquer motivo, mesmo que de "força maior", o SCP deve informar a opinião pública para não acontecer o que vimos ontem em todas as televisões e serviços noticiosos. Passou a imagem de que o SCP não é cumpridor, falhou com o Braga e terá consequências inacreditáveis aos olhos de todos nós, como o aumento do seu passivo, a expulsão das competições da UEFA e outras sanções do tipo. A pior, no entanto, é a machadada na sua credibilidade e os efeitos reputacionais disso mesmo perante os diversos stakeholders: à cabeça de tudo os sócios, mas também os parceiros e patrocinadores, outros clubes, os seus profissionais, as associações do setor nacionais e estrangeiras e as entidades financeiras.

 

Se o Sporting está a tomar medidas excepcionais de gestão prudencial e resolveu, extraordinariamente, não honrar os seus compromissos com terceiros porque outras partes também não estão a cumprir com o Clube - duvido que o Manchester United, por exemplo, com a liquidez que tem, não esteja a pagar rigorosamente tudo o que é suposto pagar pela saída de Bruno Fernandes -, então isso deve ser muito bem explicado, com argumentos jurídicos e financeiros inatacáveis. Essa explicação urge ser dada aos sócios e ao País.

 

Estamos a falar do Sporting Clube de Portugal e não de uma qualquer instituição de segunda ou terceira categoria. O que levou quase 114 anos a construir não pode ruir de repente por causa de uma pandemia, como também não ruiu com a passagem de outros "vírus" pelo nosso Clube.

Assim, quem é que quererá treinar o Sporting?

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O Sporting venceu, esta semana, o Boavista e o İstanbul Başakşehir com exibições personalizadas e, acima de tudo, qualidade.

Uma pequena declaração de interesses: Já tive oportunidade de falar com Silas. Gosto do Silas enquanto Homem, acho que inventou em alguns jogos e nem sempre estou de acordo com o que diz. Mas há algo importante: Silas é treinador do Sporting e tenho a certeza que faz sempre o melhor possível pelo Clube. Aliás, qualquer treinador sentiria imenso a falta de Bruno Fernandes e Jorge Silas conseguiu estabilizar o Sporting e metê-lo a jogar à bola.

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Em dia de jogo, o Record faz uma capa onde deturpa as palavras de Jorge Silas, dizendo que "Silas atira-se a Bruno". Jorge Silas sempre manteve uma excelente relação com Bruno Fernandes e na conferência de imprensa disse apenas o normal: o mercado traz instabilidade aos jogadores. E tanto traz ao Bruno, como ao Manuel, como ao Joaquim. O Record, talvez por não suportar o Sporting ter sido o único clube português a vencer na Liga Europa, não se conteve e decidiu lançar carvão.

A imprensa ser hostil ao Sporting não é novidade nenhuma. Desde que me conheço como pessoa que sinto isso. O que é novidade é total inércia da direção do Sporting no que toca a defender o seu treinador. Uma total insolidariedade institucional para com quem, por muitos defeitos que se lhe encontrem, é quem dá a cara todos os dias pelo Sporting.

Ainda sobre as obrigações da Direção: vimos ontem Nuno Almeida a ser chamado pelo VAR para assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting e a ignorar olimpicamente a entrada de carrinho de Ricardo Costa sobre o pé de Gonzalo Plata. Mais uma vez, silêncio total da direção sobre o não ter sido assinalado o penalty. Silêncio total sobre um árbitro ignorar um VAR. Silêncio total sobre o Sporting ter sido, mais uma vez, prejudicado por Nuno Almeida.

 

A direção do Sporting é eleita para defender os interesses do Sporting. Nesses interesses estão os adeptos, sócios, profissionais, resultados, títulos, etc etc. Num só dia, a Direção conseguiu-se alhear de duas ofensas gravas aos interesses do Sporting.

Assim, sem solidariedade, sem querer proteger o Clube, quem é que quererá treinar o Sporting Que compromisso podemos pedir a um treinador quando o deixamos assim desprotegido?

O elo mais fraco

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Depois de José Peseiro, Tiago Fernandes, Marcel Keizer, Leonel Pontes e Silas, não me admirava nada que estivesse a ser equacionada a vinda do sexto técnico do futebol profissional leonino nesta era Varandas.

Um sinal de que o processo de substituição poderá já estar em marcha foi a notícia publicada na edição de ontem do Record, com chamada de capa, dando nota de que os jogadores «fizeram saber que não se sentiam cómodos com constantes alterações» introduzidas pela actual equipa técnica.

Na mesma página, outra janela aberta sobre o Sporting, sob este título: «Técnico e capitão dissonantes». E em complemento, outra estocada em Silas: «Seis sistemas em 11 encontros.» Pormenoriza o jornal que o ex-treinador do Belenenses SAD já experimentou no Sporting o 4x4x2 clássico, o 4x4x2 losango, o 4x2x3x1, o 3x5x2 e o 3x4x3, além do 4x3x3 mais tradicional. «Balneário pressiona para que a equipa estabilize em 4x3x3.»

 

Qualquer mediano decifrador de circuitos noticiosos perceberá de onde foi soprada a notícia para o jornal desportivo mais conotado com o Sporting: da administração da SAD. O jornalista não inventou, os jogadores concentrados desde o fim de semana no norte do País não andaram certamente a telefonar para o diário e Silas seria o último interessado em ver coisas destas impressas.

Irá a corda partir novamente pelo aparente elo mais fraco, transformado em bode expiatório de todos os desaires? Não me admirava nada. Num clube que teve 21 treinadores nos últimos 19 anos, se existe tradição solidamente enraizada em Alvalade é a da chicotada psicológica. Na dúvida, enxota-se o treinador e depois logo se vê.

Neste século XXI, entre nós, isto nunca produziu efeitos positivos. Mas funciona como momentânea cortina de fumo, desviando as atenções e distraindo os incautos. Ganhar tempo, seja como for, parece ser a palavra de ordem no edifício Visconde de Alvalade. Resta saber para quê.

Record... De desonestidade

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De tudo o que foi dito sobre a ridícula expulsão do Bruno Fernandes, capitão do Sporting Clube de Portugal, o Record resolve destacar... As contas que Futre fez! Tirou tudo a limpo... Aliás, se há coisa em que o Futre é bom, são as contas. O que disse Beto ou Pontes aparecem lá em baixo em pequenino no site. É a imprensa que temos, sempre pronta a incendiar Alvalade.

Ilori "igual" a Raphinha e Mathieu

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Já percebi que o Record - agora sob o comando de Bernardo Ribeiro, que aqui saudei quando assumiu o cargo de director - vai manter a absurda grelha classificativa de 0 a 5 para analisar os jogadores, abdicando de um critério muito mais exigente e adequado à meritocracia que o jornal diz cultivar mas não pratica neste aspecto muito concreto.

Confesso: cada vez entendo menos a lógica das avaliações postas em prática por este diário. Hoje, por exemplo, concede nota 3 a Ilori - no patamar superior da grelha classificativa, portanto. A mesma nota que atribui a Mathieu, Raphinha e Nuno Mendes.

Extraordinário. Dá até ideia que o Record nem viu o jogo de ontem na Suíça - muito menos a paupérrima exibição de Ilori na posição de lateral-direito, onde perdeu quase todos os confrontos com o extremo adversário. 

Caramba, nota 3 só mesmo se aplicassem a grelha de zero a dez. Ao menos aproveitem este pretexto para porem isso em prática.

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