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És a nossa Fé!

Decidam-se

Os adeptos do Sporting deviam decidir, de uma vez por todas, se querem um clube nas mãos de Jorge Mendes a inflacionar todas as vendas - e a empochar brutais mais-valias proporcionadas por negócios relacionados com clubes como o FC Porto e o Benfica - ou se preferem um Sporting imune a Mendes, fazendo vendas muito mais modestas.

O que não tem qualquer lógica é exigirmos por um lado um Sporting «livre do Mendes» e depois protestarmos por não conseguirmos as vendas que só ele potencia com a sua incomparável agenda de contactos e a sua influência nos meandros do futebol.

Nuno Mendes, João Mário, Nani

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Duas das três maiores receitas de sempre no Sporting, obtidas com transferências de jogadores, foram concretizadas durante o mandato presidencial de Frederico Varandas. A segunda acaba de confirmar-se: o Paris Saint-Germain accionou a cláusula de opção por Nuno Mendes, que foi ala titular na temporada agora concluída, participou em 37 jogos e chegou até a ser eleito para o melhor onze da Liga francesa 2021/2022.

Com esta operação, a SAD leonina receberá 38 milhões de euros, a liquidar no prazo de um ano, acrescidos dos 7 milhões da taxa de empréstimo embolsados no Verão passado. Total: 45 milhões de euros.

Só a saída de Bruno Fernandes no mercado de Inverno 2019/2020, por 55 milhões mais 8 milhões por objectivos já concretizados, foi ainda mais rendosa.

Mas Nuno Mendes ocupa o topo da lista num aspecto que merece destaque: ele é o jogador mais lucrativo de sempre da nossa formação. O segundo foi João Mário, transferido em Agosto de 2016 para o Inter por 40 milhões de euros, acrescidos de 3 milhões por objectivos. A maior proeza financeira do consulado Bruno de Carvalho.

O pódio dos craques da formação leonina que renderam mais dinheiro ao Sporting encerra com a saída de Nani, em 2007, por 25,5 milhões de euros para o Manchester United. Quantia que à época constituiu a melhor venda leonina de sempre, concretizada durante o mandato de Filipe Soares Franco.

Casa cheia

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O Sporting acaba de anunciar um encaixe record em termos de quotização que ultrapassou os 9M€, o que só pode querer dizer uma grande união dos sócios em torno do clube num ano marcado por eleições que reelegeram o actual presidente por uma esmagadora maioria de votos.

O que, numa temporada de relativo sucesso desportivo do futebol e das modalidades, deveria ter reflexo directo na ocupação do estádio e no pavilhão.

Mas a verdade é que casa cheia em Alvalade ou no João Rocha acontece raramente. Muitas vezes sucede ao contrário: uma casa desoladoramente vazia para a qualidade do espectáculo desportivo em causa. 

Falando com este ou aquele sócio, o que ressalta é o comodismo do sofá acompanhado por um conjunto de argumentos que apenas convencem os próprios. Falam em Covid e testes, falam nas saudades do tempo do outro e que detestam este, falam no preço dos bilhetes. Como se gastar 5€ para ir ver um Sporting-Porto em andebol, decisivo para a atribuição do título, fosse um roubo. Mais que isso gastam em bifanas e imperiais.

E quando a Direcção do clube tenta encher a casa oferecendo bilhetes ou abrindo os torniquetes, na prática está a dar uma mensagem negativa a quem regularmente lá vai e comprou bilhetes de época/Gameboxes para o efeito.

 

Centrando agora a conversa no estádio, a verdade é que tudo o que é acessibilidade tem vindo a degradar-se ao longo dos anos: espaços de estacionamento desapareceram, faixas de rodagem foram canibalizadas por inúteis faixas de bicicletas, as entradas /saídas da garagem continuam um filme de terror, o estaleiro a céu aberto perdura, vieram agora as obras do Metro piorar ainda mais a situação.

Dentro do estádio, cadeiras à parte, tudo está como dantes, sem espaços de restauração e/ou convívio decentes, com os sócios amontoados numa catacumba ao intervalo ou na bicha para os acanhados WC. A olhar para o chão quando saem de lá porque podem partir uma perna se esquecerem o degrau "taveira" ali existente.

O Alvaláxia continua na decadência, a cervejaria há muito fechou, metade das lojas estão encerradas, aguarda a clientela da urbanização que se irá construir em frente.

As roulottes lá continuam num passeio público com os clientes de bifana na mão espalhados pela faixa de rodagem.

 

Depois temos a situação nas bancadas. Se por um lado o Covid de facto afastou muita gente mais velha e rejuvenesceu bastante as bancadas, também pela atracção dos mais novos pelo título nacional alcançado, por outro o famigerado cartão de adepto apenas veio agravar a situação já complicada que atravessam as claques do clube. O que temos hoje é um conjunto de bandos sem controlo a insultar adversários, atirar tochas e rebentar petardos em diferentes pontos das bancadas, na maior impunidade e com o maior desprezo pelos restantes sócios, sem que a Direcção do clube faça seja o que for quanto a isso.

Para terminar, as horas a que têm decorrido os jogos em Alvalade, muitas vezes às 20h30, às vezes ao domingo. Isto, além dos problemas de acessibilidade atrás referidos, desmotiva muitos sócios que moram mais longe.

Assim não admira que as ocupações em Alvalade, sem comparar com números doutros tempos em que o que se ouvia não tinha qualquer correspondência com aquilo que se via, sejam muito inferiores ao desejável, e que bastante seja necessário fazer para que a casa cheia seja norma em Alvalade.

 

SL

A melhor venda de sempre no Sporting

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Em Maio de 2007, Filipe Soares Franco protagonizou, como presidente do Sporting, a transferência mais bem remunerada de toda a história leonina até então. Quando Nani saiu para o Manchester United, a troco de 25,5 milhões de euros.

 

Quase uma década depois, em Agosto de 2016, também Bruno de Carvalho conquistou merecido lugar na restrita galeria dos presidentes que geraram enormes mais-valias com transferências de jogadores. Quando fechou acordo com o Inter de Milão para a venda de João Mário, que acabara de sagrar-se campeão europeu.

Por 40 milhões de euros, estabelecendo novo máximo que parecia muito difícil de suplantar.

 

Bastaram afinal três anos e cinco meses para o Sporting superar o ambicioso tecto estabelecido neste historial de transferências. Com a saída, agora finalmente anunciada, do nosso capitão Bruno Fernandes - o melhor médio que passou por Alvalade no último quarto de século - para o Manchester United. Rendendo 55 milhões de euros, mais 10 milhões em objectivos facilmente concretizáveis. O primeiro concretiza-se mal Bruno faça 20 jogos ao serviço do histórico clube inglês. O segundo atinge-se quando o United marcar presença nas próximas três edições da Liga dos Campeões (estão previstos 3 milhões no primeiro ano e os restantes 2 a dividir nos anos subsequentes).

Aspecto muito importante: o Sporting salvaguardou uma percentagem de 10% em futuras transferências de Bruno para outros emblemas a partir de Manchester.

 

Frederico Varandas entra assim também na história do nosso clube, à semelhança daqueles dois antecessores, por ter batido largamente o recorde absoluto de angariação de receita pela saída de um só jogador do plantel leonino. Tem motivos para se sentir satisfeito e orgulhoso, certamente com a noção do dever cumprido.

 

Chegou, pois, a altura de dizer sem mais rodeios: obrigado, Sousa Cintra.

Sustentabilidade - as contas da SPORTING SAD

Hoje irei abordar alguns indicadores de actividade da Sporting SAD, desde a época 2001/2002 até ao último relatório disponível, o intercalar do terceiro trimestre de 2016/2017.

 

Em primeiro lugar, devo referir que os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS registam uma PERDA DE 138,5 MILHÕES DE EUROS. No mesmo período (desde 2001/2002), os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS SEM RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS registam uma PERDA DE 427,2 MILHÕES DE EUROS. A rubrica de RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS apresenta um valor positivo de 288,7 MILHÕES DE EUROS, que se segmentam desta forma: 223,2 MILHÕES DE EUROS de VENDAS DE JOGADORES, 65,5 MILHÕES DE EUROS de ALIENAÇÃO DE PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO.

 

Segmentando, embora hajam algumas sobreposições devido ao facto de os mandatos presidenciais não corresponderem com as épocas desportivas sobre as quais incidem os Relatórios e Contas (aspecto a rever urgentemente, do meu ponto-de-vista), teremos as seguintes indicadores por Presidente:

 

RESULTADOS LÍQUIDOS: Antonio Dias da Cunha -59,2 M€ (de 2001 a 2004), Filipe Soares Franco +58 M€ (inclui venda de património de 65,5 M€, de 2004/2005 a 2009), José Eduardo Bettencourt -70,3M€ ( 2009/10 e 2010/11), Luiz Godinho Lopes -89,7M€ (2011/12 e 2012/13) e, finalmente, Bruno Carvalho +22,7M€ (desde 2013/14).

 

RESULTADOS SEM RENDIMENTOS ESTRAORDINÁRIOS: Antonio Dias da Cunha -89,5M€, Filipe Soares Franco -43,0M€, José Eduardo Bettencourt -88,7M€, Luiz Godinho Lopes -112,1M€, Bruno de Carvalho -93,9M€.

 

Números preocupantes, sem duvida, que mostram uma gestão com maior sucesso nos mandatos de Filipe Soares Franco e de Bruno de Carvalho, embora dependentes maioritariamente de vendas de património, no primeiro caso, e de alienação de passes de jogadores, no segundo.

 

Outros indicadores que julgo relevante trazer aqui:

Filipe Soares Franco herdou Rendimentos Ordinários (receitas correntes, por oposição a receitas extraordinárias) de 25,4M€ (2003/4, Dias da Cunha) e subiu-as para 46,8M€ (2008/9), no tempo de JEB as receitas correntes desceram para cerca de 35M€, valores semelhantes aos de GL (40,7M€ e 32,0M€), subindo depois com Bruno de Carvalho (68,7M€ em 15/16 e 63,3 no final do terceiro trimestre de 16/17).

 

Outro indicador que considero digno de análise é o racio CUSTOS COM PESSOAL vs PROVEITOS ORDINÁRIOS (ou Rendimentos Correntes): Antonio Dias da Cunha (114,98%, 119,27% e 80,71%), FSF ( 61,38%, 52,41%, 53,87%, 43,61%, 50,64%), JEB (67,74%, 83,85%), GL (104,42%,130,00%) e BC (70,82%,43,05%,71,03%,76,46%). Os melhores resultados para este racio são de FSF e os piores de GL, o que ajuda a explicar o impacto nos resultados.

 

Enfim, Bruno de Carvalho tem estado a fazer crescer os Proveitos Ordinários e tem mantido o racio custos com pessoal vs proveitos Ordinários dentro de limites ainda aceitaveis, embora a subida recente dos custos com pessoal (48,8M€ em 15/16 e 48,4M€, apenas em 3 trimestres de 16/17) mereça a maior atenção porque um eventual retrocesso no ciclo económico pode enviabilizar vendas de jogadores e comprometer os resultados.

 

Voltarei a este assunto para um comparativo com os restantes "grandes", mas por agora gostaria de obter as Vossas opiniões.

 

SL

Cada vez mais a ver Jesus

Quatro das cinco maiores assistências de sempre no actual estádio José Alvalade, proporcionando as nossas melhores receitas de bilheteira, registaram-se já com Jorge Jesus no comando técnico do Sporting. As contas, hoje divulgadas pelo jornal A Bola, não deixam lugar a dúvidas: os 50.046 espectadores na recepção ao Real Madrid desta terça-feira estabeleceram um novo máximo, ultrapassando os 49.992 ingressos no dia da inauguração, a 6 de Agosto de 2003.

Neste top five incluem-se o Sporting-Benfica (49.699) do último campeonato e os dois mais recentes clássicos Sporting-FC Porto, ocorridos a 2 de Janeiro (49.382) e 28 de Agosto (49.399).

Liga dos Campeões: marca superada

«O Sporting já recebeu 8,6 milhões de euros por ter garantido uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões e 2,5 milhões de euros pelas duas vitórias (1 milhão por cada) e o empate (500 mil euros na fase de grupos). Estes 11,1 milhões já garantidos significam o maior encaixe financeiro da história do clube na Champions. Anteriormente, a maior verba alcançada pelos leões na prova milionária foi em 2008/09, quando chegaram aos oitavos-de-final da prova, somando um total de 10 milhões de euros.»

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