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És a nossa Fé!

Isto é para levar a sério

Consultando as estatísticas do jogo, verifico que no Boavista-Sporting do passado sábado, de péssima memória para nós, os jogadores do Sporting cometeram apenas cinco faltas. Repito: cinco faltas. No segundo tempo, apenas uma.

Há sete anos que não havia números tão baixos da nossa parte.

Foi, claramente, o jogo deste campeonato em que permitimos que a equipa adversária se movimentasse em campo mais à-vontade, sem a perturbarmos na sua manobra ofensiva. O que certamente ajuda a explicar por que motivo saímos derrotados do Bessa - algo que não acontecia desde 2008.

Ao contrário de alguns adeptos, que passam o tempo a disparar contra árbitros e a conceber teorias da conspiração, eu prefiro sempre analisar o nosso desempenho. E neste caso não há lugar a dúvidas: foi inaceitável.

Espero que Rúben Amorim retire as devidas consequências e actue em conformidade. Isto é para levar a sério. Não podemos continuar a brincar aos futebóis.

Adversários sim, inimigos não

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Como sempre digo, e repetirei as vezes que forem necessárias, em futebol há adversários mas não inimigos.

Daí manifestar a minha solidariedade ao treinador do FCP, Sérgio Conceição, e aos elementos da sua família que há dias viram a viatura em que seguiam danificada por um bando de covardes munidos de calhaus. 

Para não variar, na conferência de imprensa destinada a antever o Boavista-Sporting, Rúben Amorim esteve impecável ao comentar o acto de violência cometido pelos tais grunhos. 

«Quero mandar-lhe um grande abraço, e já o fiz. Não somos propriamente amigos, mas basta olhar para ele. Dá tudo pelo clube e merecia mais. Deve ser muito doloroso a família levar com pedras porque perdeu um jogo. As autoridades têm de fazer alguma coisa», declarou o treinador leonino.

Subscrevo e aplaudo.

Sim, foi brutal

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Obrigado, Rúben Amorim! Pelo magnífico e inesquecível jogo de ontem, mas também pela performance de alto nível frente ao Eintracht Frankfurt e ao Portimonense. Estamos de volta e é disto que nós, Sportinguistas, gostamos. O resto não interessa nada quando o futebol fala mais alto.

O técnico leonino conseguiu corrigir os erros de comunicação e a falta de sintonia com a SAD, a equipa está a jogar melhor (mesmo com jogadores de outro nível, aparentemente) e o Sporting concluiu uma parte da reestruturação da dívida da banca. É isto, deixem o SCP ir em frente, não olhemos para trás.

O dia seguinte

Foi um excelente jogo de futebol entre um dos "big3" portugueses e um dos "big5" ingleses, um jogo digno duma Champions onde temos mesmo de estar ano após ano, duas equipas que têm muitas coisas em comum mesmo com orçamentos e valores de plantel completamente distintos. Uma equipa portuguesa que vinha cansada por três jogos numa semana, uma equipa inglesa que vinha descansada pela anulação da jornada da Premier League pelos motivos conhecidos.

Desde logo o mesmo sistema táctico 3-4-3, o mesmo tipo de guarda-redes experiente, tremendamente concentrado e extraordinariamente eficaz, o mesmo tipo de patrão defensivo imponente, o mesmo tipo de ponta de lança associativo que funciona como pivot de toda a manobra ofensiva da equipa. Mas também todo um modelo de jogo que previlegia as transições e os avanços em profundidade dos dois interiores.

Se Lloris conseguiu duas defesas do outro mundo a remates de Edwards e Porro, Adán esteve seguríssimo. Se Eric Dier mostrou bem porque é titular da selecção inglesa, quase 10 anos depois de ter sido lançado por Jesualdo Ferreira como trinco na equipa principal do Sporting, com uma capacidade de passe à distância notável, Coates esteve ao seu nível e foi uma parede intransponível para o ataque adversário. Se tudo passava por Harry Kane no ataque do Tottenham embora desperdiçando ele um dos melhores centros do encontro (acontece aos melhores), Paulinho entrou e logo se antecipou ao mesmo Kane para desviar para a baliza contrária uma bola que entrou como um missil na baliza de Lloris.

Mas um Edwards ou um Arthur Gomes como estes é que não havia no Tottenham. Foram dois lances que os melhores do mundo não desdenhariam assinar, no primeiro ainda Lloris deve estar a tentar perceber como conseguiu defender, no segundo não teve hipóteses.

 

O Sporting entrou em campo com a lição bem estudada: construir desde trás para atrair, conseguir colocar a bola atrás da linha de pressão para partir em velocidade em direcção à baliza contrária. O Tottenham saía fácil, Kane recuava para atrair a defesa e facilitar a colocação de bolas nos dois interiores atrás da nossa linha defensiva. Ao intervalo tinham sido três oportunidades claras do Sporting, contra apenas outras três situações de fora de jogo por parte do adversário.

Na 2.ª parte as coisas complicaram-se para o Sporting, a fadiga acumulada começou a pesar especialmente em Morita e Trincão, o Tottenham começou a ter uma facilidade muito maior em ganhar os duelos e circular a bola e as situações de verdadeiro perigo começaram a acontecer na baliza de Adán. Valeu que o Tottenham nunca forçou verdadeiramente o jogo aéreo, porque aí é que estava o grande problema do Sporting, como naquele lance em que Nuno Santos é facilmente batido, a cabeçada vai ao solo e Adán salva.

Com as entradas de Sotiris e Paulinho, Rúben Amorim equilibra o jogo, as duas equipas parecem conformadas com o empate e eu também, quando Porro tem um daqueles lances "à Porro" que Lloris defende milagrosamente, no canto Paulinho marca da forma atrás descrita, e ainda andava eu meio louco aos pulos na bancada quando olho para o relvado vejo o Arthur, que nem sequer tinha reparado que tinha entrado, ir por ali fora tipo futebol de praia e marcar o segundo.

Inacreditável, tive de me beliscar para ver se não estava mesmo a sonhar, mas também tudo à minha volta me dizia que não. E foi verdade mesmo, uma grande vitória do Sporting, a quarta consecutiva sem sofrer qualquer golo, 6 pontos na Champions e quase 6M€ de encaixe, bem mais próximos de repetir o feito do ano passado e passar aos oitavos de final da competição.

 

Um dia de glória para Rúben Amorim. A ele, mais que a ninguém, devemos este feito, duma resiliência e duma competência a toda à prova. Glória a este punhado de jogadores com uma alma de leão incrível, um dia de glória para uma equipa com vários estreantes na Champions, e especialmente um dia de glória para um brioso jogador que não merecia a campanha idiota e vergonhosa (que não se confunde com a crítica legítima e fundamentada) que alguns dentro e fora do clube não se cansaram de fazer talvez apenas para chegar a outros objectivos: desestabilizar este treinador, desestabilizar este presidente, desestabilizar este clube, o Sporting Clube de Portugal.

Agora aguentem e vão chatear o Taremi.

 

Melhor em campo?

Foram tantos que é difícil escolher, se for pelos que entraram de início e duraram o tempo todo talvez Ugarte. Se for para quem decidiu o jogo, claro que terá de ser o Paulinho.

 

SL

Fazer história na Champions

O Sporting acaba de registar a segunda vitória consecutiva na Liga dos Campeões. Depois do triunfo por três sem resposta ao Eintracht de Frankfurt, na Alemanha, hoje derrotámos o poderoso Tottenham em Alvalade por 2-0

Vamos embalados no nosso grupo: seis pontos, cinco golos marcados, nenhum sofrido. Ou muito me engano ou podemos fazer a nossa melhor época de sempre na Champions. Superando a anterior, que também já tinha sido a melhor.

Estrelinha? Não: muito talento, muito trabalho e um jovem sábio no posto de comando. És o maior, Rúben Amorim.

Blitzkrieg leonina

Apoiante fervoroso de qualquer equipa do Sporting, fã da qualidade técnica-táctica de Rúben Amorim, da sua inteligência e liderança; admirador da gestão de Frederico Varandas, que lidera o clube sem ruído e, manifestamente, com rumo, capaz de criar núcleos coesos e equipas que tão bem representam o nosso emblema; sendo eu tudo isto e mais ainda no que ao Sporting diz respeito, findos os 90 e tal minutos jogados em Frankfurt, dei por mim olhando para o espelho e dizendo: Ó homem de pouca fé! 

Confesso, esperava que os nossos fizessem boa figura na Alemanha, mas não acreditava que pudesse ser tão boa, tão superiormente melhor que a do adversário. Fomos categoricamente melhores. E isso deve-se à belíssima equipa que temos, à inteligência técnica-táctica de Amorim e à sua fortíssima liderança e, claro, à Direcção que em boa hora o contratou e tem conseguido contratar os jogadores que ele quer, e que mais uma vez, e desta vez de forma indiscutível, aspiracional e inspiradora, nos fazem sonhar e, sobretudo, acreditar que a Liga dos Campeões é o nosso palco nas competições externas e que por cá seremos campeões.

Obrigado, equipa por esta jornada europeia histórica que, tenho a certeza, marcará a viragem de toda a época para glórias futuras.

Para arrumar ideias

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Foto: Carlos Vidigal Jr. / Global Imagens

 

No papel, as alterações introduzidas no plantel do Sporting foram previstas a tempo e horas.

 

Palhinha queria sair para o futebol inglês, onde já está a fazer boa carreira, com Marco Silva no Fulham. Teve oportunidade de passar o testemunho a Ugarte, novo titular da posição 6. Aliás alternaram ambos nesse lugar durante a época passada. Com elogios generalizados dos adeptos.

Até se escreveu aqui uma vez e outra, com evidente exagero, que o uruguaio era superior ao português.

Está registado.

 

Morita foi contratado em Junho para ser número 8, ou seja, para fazer o lugar de Matheus Nunes. Que nem estava a ter grande desempenho desde os elogios que escutou de Pep Guardiola e desejava rumar também à Premier League, onde hoje ganha um salário seis vezes superior ao do Sporting. «Já há muito tempo que queria vir para aqui», declarou o jogador, desfazendo qualquer dúvida, mal chegou ao Wolverhampton.

Feddal saiu, mas chegou St. Juste. A tempo de ganhar rotinas para a nova época, o que só não aconteceu por súbita lesão.

Sarabia, que esteve por empréstimo, regressou ao Paris Saint-Germain. Ausência muito difícil de colmatar. Veio Trincão, o sucessor possível.

 

Paulinho viu chegar um concorrente directo, no início de Fevereiro. Era Slimani.

Sinal evidente de que a "estrutura" havia diagnosticado ali um problema.

 

Que Ugarte esteja agora sem substituto, que Morita ainda não pareça rotinado numa posição que o próprio Matheus só um ano depois de chegar ao Sporting assumiu como titular e que Slimani tenha entrado em ruptura com o treinador são questões relevantes, uma das quais imprevista, mas não retiram acerto ao planeamento leonino.

Algumas serão resolvidas com o tempo (Morita, creio, é mesmo reforço).

Outras exigem ida ao mercado. Foi o que justificou a vinda do jovem grego Sotiris Alexandropoulos, agora contratado, que preenche a ausência de Daniel Bragança, infeliz lesionado de longa duração. Pouco antes chegara Rochinha, capitão do V. Guimarães, para compensar a saída de Tabata, que rumou ao Palmeiras, onde tem um salário três vezes superior ao que recebia no Sporting.

 

Entretanto, há um dado factual que convém reter: todas as contratações continuam a ser indicadas ou avalizadas pelo treinador. Que também exerce um veto informal a possíveis jogadores sinalizados pela estrutura directiva que não sejam do seu agrado. Terá acontecido com André Almeida, que acaba de trocar o V. Guimarães pelo Valência, rendendo 7,5 milhões de euros ao clube minhoto.

Bom jogador? Sem dúvida.

Valeria a pena insistir nele sem o aval do técnico? Não.

Se Amorim não gosta deste ou daquele, ninguém deverá contrariá-lo. É algo que não faria sentido. Até porque terá recebido carta branca para escolher jogadores, dentro do tecto orçamental definido pelo administrador financeiro.

 

A excepção foi Slimani, precisamente. E correu mal.

Se o treinador prefere ter Paulinho como opção A e Coates como opção B, na posição de ponta-de-lança, aí talvez o cenário se complique. Porque esse é precisamente o lugar que mais temos urgência em preencher. Sem matador não há golos, sem golos não há vitórias, sem vitórias não há pontos, sem pontos não há títulos. E sem títulos quedamo-nos à porta da glória, impedidos de entrar.

Alta Tensão

Há uma certa tensão permanente no nosso futebol que me desagrada, mas que tenho de engolir.

 

É como se qualquer aquisição, qualquer substituição, qualquer lance, qualquer penalty ou cartão fosse um “nós contra eles”.

Creio que esse modo tenso é pouco Sporting e talvez seja por isso que sejamos um clube que ganha pouco (no futebol profissional). As coisas têm mudado e se há mérito em Rúben Amorim é na criação e no manter de tensão.

Ontem, fomos rabiados por uma equipa de pote 2 da Champions (com menos tempo de preparação). Na segunda parte, houve outra atitude, embora me parecesse sempre que jogávamos com um ou dois a menos. Mas houve tensão, como já houvera com a Roma e Edwards até tentou sacar um penalty (vergonhoso) e quase conseguiu, também porque se não se caça com cão, usa-se o gato.

Ganhar em Portugal é muito isso e no fim do dia, lembramos e festejamos os títulos, não os lances que oferecem dúvidas.

No fim do jogo, Rúben surge tenso, como se fosse culpa de alguém a exibição de fraqueza durante grande parte do jogo e ele lhe quisesse ir aos fagotes a esse alguém. Porque em Portugal, a tensão, a faquinha nos dentes, é fundamental para ganhar. Ele sabe que os jogadores são menos bons do que toda a gente proclama (os do Sevilha, quase todos, são bem melhores) e quer vê-los tensos, em superação, porque o jogo com o FCP está mais ou menos quase à porta. O Sporting precisa de anos para consolidar crescimento e as coisas levam tempo, mas já há muita tensão no ar e os jogos a sério ainda nem começaram.

Há décadas que o futebol português tem sido dominado pela tensão, dentro e fora do campo. De vistas curtíssimas, queremos todos ganhar domesticamente, o resto que se dane.
 A sociedade civil – nós todos – não é (nem será, digo eu) suficientemente exigente para mudar as coisas. Se calhar, nem quer.
 

P. S. Muito curioso em antecipar o futuro de Amorim, daqui por uns anos, noutros clubes, noutras culturas, noutros futebóis. Espero que não fique com mazelas da tensão.

P. P. S. Interessante saber como o treinador que o SLB contratou reagirá a esta necessidade de tensão permanente. 

A sério que eu gostava de perceber

O futebol é um Mundo de coisas insondáveis, entre elas a forma como alguns intervenientes são pagos pelos seus serviços. Esse é um assunto que dirá respeito ao fisco, ao Estado português e no caso do seleccionador nacional, também a nossa senhora de Fátima. Mas não é para isto que aqui venho, que com o aumento da inflacção e dos combustíveis, eu quero lá saber dos 4,5 milhões de Euros...

Outra coisa insondável para mim é a forma de jogar de algumas equipas e como as comandam os seus treinadores. Eu ando a ver bola regularmente desde os 7 anos de idade, portanto há pouco mais de meia dúzia. Percebo que cada treinador tenha a sua maneira de colocar os seus jogadores a evoluir em campo, aquilo a que antigamente se chamava de "fio de jogo".

Custa-me a entender no entanto que numa equipa haja um autocarro (ia dizer carrada, mas trata-se de pessoas e o respeito é muito bonito) de extremos ( e se continue a cobrar bilhete para mais uns passageiros), da direita e da esquerda e não haja um, desculpem a boutarde, extremo do centro, ao menos, para aproveitar as bolas que, se não tiverem os pés trocados, os da esquerda e os da direita farão chegar à área do adversário.

É certo que a gente tem lá um e sabem o que eu espero? Que seja outro Acosta! Que finalmente comece a justificar o volumoso investimento que nele foi feito. Mas é pouco, há quatro competições para disputar e não se vê vontade de contratar ninguém para aquela posição.

Como digo, os treinadores têm mistérios insondáveis que o comum do adepto de bancada desconhece completamente, dos que referi um foi campeão nacional e o outro até foi campeão europeu, portanto que contam os meus 55 anos a ver bola perante esta evidência?

Mas arremedando a letra dum fado célebre, falarei até que a voz me doa!

Box to box

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No modelo de jogo 3-4-3 de Rúben Amorim o elemento fundamentar de ligação entre sectores e controlo do ritmo de jogo é o segundo médio, o tal "8" ou "box-to-box". Faz de "6" quando a equipa defende, de "10" quando a equipa ataca, descai para uma ala para receber a bola na construção ofensiva e corre para a frente com a mesma dominada provocando faltas em zonas perigosas para o adversário, corre para trás a tentar o desarme sem falta quando a equipa perde a bola.

A grande diferença entre o que foi o futebol do Sporting na primeira época e na segunda do Rúben deve-se muito à diferença de características entre João Mário e Matheus Nunes. Enquanto João Mário temporizava e tabelava, Matheus Nunes acelerava e passava longo, bem mais ao jeito dum Bruno Fernandes, que Jorge Jesus também bem soube adaptar à posição.

A importância de Matheus Nunes nesta temporada foi tremenda. Muitas vezes os adversários faziam-lhe marcação cerrada e nos jogos com o Porto então era um festival de faltas sofridas a que os artistas como o que surge na foto faziam vista grossa. Por isso Amorim raramente prescindia dele, foi um dos jogadores com mais minutos de utilização durante a época.

 

Saindo o rapaz provavelmente rumo à Champions, num dos melhores negócios de todos os tempos da história da SAD, considerando os valores de compra e venda e o retorno desportivo, o Rúben terá de encontrar o sucessor, ou apostar em quem já integra o plantel mas é bem diferente do Matheus como Morita (?), Daniel Bragança, Tabata ou Pedro Gonçalves, ou orientar o Sporting a contratar alguém com as características pretendidas.

Por aquilo que aqui fui dizendo, na minha opinião recuar Pedro Gonçalves é um desperdício. Daniel Bragança não tem esse perfil, Morita não faço ideia. Tabata seria aquele que me pareceria mais ajustado, mas a verdade é que Amorim o vê mais à frente no eixo central, até fez dele nalguns jogos um falso ponta de lança. Nos mais jovens, nem o Dário Essugo nem o Renato Veiga têm esse perfil, o Diogo Abreu não faço ideia também.

 

É claro que alguns dirão que Amorim deve é mudar o modelo de jogo, pôr o Sporting a jogar de outra forma qualquer para encaixar este ou aquele, mas os grandes treinadores não funcionam assim, não são cata-ventos nem... ia a dizer um nome dum nosso ex-treinador mas não digo, têm um modelo de jogo em que acreditam e que aperfeiçoam época a época e com isso vencem e coleccionam títulos.

Sendo assim, quem deveria ser no vosso entender o novo "box-to-box" do Sporting e que deveria ele trazer de novo ao modelo de jogo da equipa?

SL

O furriel já pediu perdão a Rúben?

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Leio na imprensa que José Pereira foi «reeleito» aos 71 anos presidente da chamada Associação Nacional dos Treinadores de Futebol para um novo triénio, que só terminará em 2025. Numa poltrona onde já se senta desde 2013.

«Reeleito» é uma forma de expressão, pois não houve eleição a sério. Só o próprio se apresentou a sufrágio, com números dignos da Coreia do Norte: 97%. Correspondentes a 83 votos favoráveis e apenas três em branco, de um total de 86. Tudo se decidiu em circuito fechado, num papo entre amigos.

Suposto representante dos treinadores portugueses, Pereira diz agora que pretende melhorar a formação pois «temos um défice de curso de treinadores». Daria vontade de rir, se não fosse triste, vindo de alguém sem currículo digno de exibir neste domínio. 

 

Este indivíduo vai tendo palco para pronunciar tais patacoadas enquando cala aquilo que há muito se impunha: deve desculpas públicas a Rúben Amorim, treinador campeão do Sporting Clube de Portugal.

Já tarda, este pedido de perdão do "senhor noventa e sete por cento" a um dos mais qualificados profissionais portugueses, agora até mencionado na imprensa internacional como estando na mira do PSG para substituir Mauricio Pochettino e por quem o ex-presidente do Benfica se desfez ontem em elogios numa entrevista televisiva a que não assisti mas de que tomei conhecimento.

 

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Pereira, esse mesmo - o autoproclamado «furriel do 25 de Abril».

O tal que tudo fez para denegrir Rúben Amorim. Numa miserável perseguição ad hominem.

O tal que tentou cortar as pernas à promissora carreira profissional daquele que foi eleito melhor treinador da Liga portuguesa em 2020/2021.

O tal que se atreveu a considerá-lo «incapacitado para exercer a profissão», com denúncias formalizadas junto da ASAE e do Instituto Português do Desporto e da Juventude, por acaso logo no mês em que Rúben se transferiu do Braga para o Sporting. Há coincidências do diabo...

Quando se sabe que o processo de certificação de um treinador profissional de futebol em Portugal é mais complexo e labiríntico do que o de um médico ou de um engenheiro.

 

Uma associação profissional a perseguir um membro da sua própria classe: eis o miserável cartão de visita da ANTF e do sujeito que vai continuar a representá-la mais três anos.

Não lhes auguro nada de bom.

Amorim e o charme parisiense

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Le Parisien, diário com muito boas fontes no Paris Saint-Germain, garantia ontem que Rúben Amorim é o preferido no clube campeão de França para suceder a Pochettino. Especificando: «O jovem treinador português do Sporting é a prioridade de Luís Campos, o futuro director desportivo do PSG. Poderá substituir nas próximas semanas Mauricio Pochettino, que não permanecerá quando falta um ano para terminar o contrato.»

O milionário clube parisiense acaba de conquistar o oitavo campeonato em dez anos e tem como proprietário o magnata catari Nasser Al-Khelaifi, que ontem anunciou a renovação de Mbappé por três temporadas, gorando-se a hipótese de transferência do avançado para o Real Madrid na próxima temporada.

Pochettino, mesmo sendo campeão, estará na porta de saída por ter voltado a falhar a conquista da Liga dos Campeões após ter sido eliminado pelo clube madrileno.

 

O diário parisiense exibe o invejável cartão-de-visita de Amorim em três épocas como treinador: cinco troféus conquistados, o primeiro dos quais ainda ao serviço do Braga. E lembra a sua cláusula de rescisão: 30 milhões de euros.

Estará o PSG disposto a batê-la?

Este é o preço do sucesso. A SAD do Sporting deve estar preparada para qualquer cenário - também para este, evitando ser apanhada desprevenida. A primeira obrigação dos responsáveis leoninos é reafirmar o apoio ao técnico, que tem contrato até 2024, mas sem ilusões quanto à sua continuidade a longo prazo. Na melhor das hipóteses, sejamos realistas, Amorim ficará mais uma época.

E depois dele? Como estamos em férias futebolísticas, podemos especular à vontade. Adianto cinco nomes que deixo à vossa consideração: Abel Ferreira, Bruno Lage, Carlos Carvalhal, Leonardo Jardim e Paulo Sousa. Imaginariam algum deles no comando técnico da nossa equipa principal?

O Ferguson do Sporting

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Já disse aqui que Rúben Amorim devia ficar no Sporting pelo menos até ao seu miudo entrar no liceu.

Pelas suas qualidades humanas, nas antípodas dos batoteiros malcriados doutras paragens, pela sua forma tranquila e determinada de ser e estar na liderança do grupo, pela defesa intransigente que faz do espírito de corpo "Onde vai um vão todos" e pelo seu enorme potencial enquanto treinador.

É mesmo por causa deste último item que Amorim deve ficar esse tempo todo, porque se é verdade que já demonstrou muita coisa, tem ainda imenso para crescer e evoluir, e capacidade e vontade para tanto. Isso pode ser fundamental para o Sporting dos próximos anos.

Amorim afirma, e eu assino por baixo, que o futebol do Sporting evoluiu substancialmente da época passada para esta, com muito mais controlo sobre o jogo e os adversários, conseguindo ganhar mais jogos por dois ou mais golos, criar maior perigo em situações de ataque organizado. Mas reconhece também que se marcaram poucos golos quer por falta de inspiração individual quer também por falta de sistematização ofensiva, e que apenas o upgrade permanente do modelo de jogo (as tais variantes de que fala) e a introdução de jogadores novos a fazer coisas diferentes impede a sua estagnação e o seu bloqueio por adversários preparados que muito o estudam e tentam anular.

 

Se bem se recordam, Amorim chegou na fase final da época de 2019/2020, apanhou com os cacos do que tinha sido a equipa vencedora do Jamor um ano antes, e focou-se no casting interno para o 3-4-3 que queria implantar, testando, escolhendo, dando guia de marcha aos restantes e deixando bem claro que tipo de reforços seriam necessários para o Sporting triunfar.

A época seguinte, já com um plantel ao seu jeito, foi de afirmação plena do seu modelo de jogo diferenciado e dalguma forma estranho à realidade nacional, com uma construção desde trás pelo guarda-redes e os três defesas que atraía o adversário e logo dava cabo dele através de lançamentos directos para os atacantes ou de contra-golpes venenosos pelos alas, com um verdadeiro predador lá na frente, Pedro Gonçalves, que em cada duas oportunidades marcava três.

Em caso de emergência, Amorim recorria ao plano B, anarquia total, médios para a defesa, Coates para ponta de lança, como dizia o Estebes "vamos lá cambada, todos à molhada, qu'isto é futebol total." E a coisa até funcionou, fomos campeões nacionais.

 

Nesta época o modelo de jogo teria forçosamente de ser diferente, os adversários já não iriam ao engano, havia a Champions para disputar e tentar a passagem à fase seguinte.

Então, mantendo a arrumação base dos jogadores em campo do 3-4-3, toda a equipa avançou no terreno e houve muito muito menos contra-ataque rápido e ataque à profundidade e muito mais ataque organizado, a equipa até preferia pausar o ataque para melhor eficácia do mesmo e melhor reacção a uma possível perda de bola.

Este atrevimento estratégico funcionou bem a nível interno na 1ª parte da época, com destaque para a vitória por 3-1 na Luz. A nível da Champions, a derrota pesada com o Ajax, que se repetiu depois com o Man.City, demonstrou que havia ainda muito para melhorar.A linha defensiva subida convidava a lançamentos em profundidade que desmanchavam a linha de fora de jogo, no ataque a equipa perdia-se em improvisações, faltavam movimentos estudados que colocassem jogadores vindos de trás frente ao golo.

Se no início da época todos dizíamos que o plantel era curto, que faltava pelo menos um defesa central de pé direito e um ponta de lança que soubesse jogar de cabeça, ainda mais curto se tornou, apesar de gratas surpresas como Sarabia e Matheus Reis, com lesões de uns, como Feddal, Porro e Pedro Gonçalves, desadaptações de outros a uma nova forma de jogar, como TT e Jovane, e aquisições falhadas, como Vinagre.

Além disso parecia que Coates tinha esgotado a sua quota de milagres na época anterior, não ficou um para amostra. 

Quando finalmente vieram os reforços Edwards e Slimani o Sporting já tinha hipotecado a vitória no campeonato, os 6 pontos perdidos no início de Janeiro demonstraram-se irrecuperáveis.

 

Sempre com base no tal 3-4-3 do primeiro dia de Amorim no Sporting, que muito exige dos dois médios para contrariar a superioridade numérica do adversário no miolo, podemos dizer que nesta época tivemos basicamente três formas de organização ofensiva :

Fórmula A - A do pivot ofensivo, com Paulinho deambulando entre o espaço do 3.º médio e o do ponta de lança, ajudando os dois médios nas recuperações, lançando os avançados interiores, aparecendo na área para tentar o golo. Foi aquele que prevaleceu na 1.ª parte da temporada e permitiu a passagem à fase seguinte da Champions. E foi aquele que nos deu a vitória na Luz, por um claro 3-1. Para mim esteve na base do melhor futebol praticado pelo Sporting.

Fórmula B -  A do "bulldozer" ofensivo, com Slimani a infernizar os defesas e Paulinho a alternar entre interior e segundo ponta de lança. Começou mal no Funchal e acabou ainda pior no dérbi lisboeta pelas razões que conhecemos. Mas num ou noutro jogo deu sinais bem positivos, com tempo e melhor conhecimento e articulação com Paulinho e Sarabia podia estar ali um tridente ofensivo bem interessante. E finalmente havia um avançado com razoável jogo de cabeça para acudir aos centros de Porro ou Nuno Santos.

Fórmula C - A dos três baixinhos lá na frente, com Sarabia (ou Tabata) a ser aquele vagabundo que costuma ser na selecção espanhola, que surgiu mais no final da temporada muito pela quebra de rendimento de Paulinho e falência de Slimani. Sem referência ofensiva, os centrais dos adversários ficam a marcar-se uns aos outros, dando espaço e tempo para trocas e combinações. 

 

Penso que será muito por aqui que Amorim irá prosseguir na próxima época, mantendo o 3-4-3 e as bases do modelo de jogo, cada vez mais interiorizado pelo plantel, e ajustando a organização ofensiva ao momento e aos avançados disponíveis, porque o resto está bem e recomenda-se.

Na baliza será Adán mais uns anitos e depois o Callai (até a altura é a mesma) quando estiver pronto. Na defesa, Coates e dois ajudantes que corram mais do que ele e que alternarão conforme o momento. Nas alas serão dois "piscineiros" colados à linha que saibam defender como defesas laterais e atacar como extremos clássicos. No meio-campo, dois todo-o-terreno com enorme capacidade nos duelos individuais e chegada à area contrária.

No ataque as palavras-chave são mobilidade e adaptabilidade. O Sporting não pode atacar da mesma forma perante diferentes tipos de adversários, os que jogam no campo inteiro e os que se fecham lá atrás, e não pode andar a centrar bolas para a cabeça do Edwards. Precisa dum ponta de lança forte no jogo aéreo, que definitivamente não é o Paulinho. E depois a constituição da linha atacante obriga toda a restante equipa a ajustar-se às suas características. No fundo, trazer de novo ao relvado o tal Sporting camaleónico que confundia os adversários, e antes deles derem conta, já foram.

Para já, ficando Paulinho, Edwards, Pedro Gonçalves e Tabata (este até acho que podia ser um dos dois médios, mas Amorim é que sabe), importa substituir Sarabia e Slimani. Mas se viesse mais alguém não seria demasiado, porque muitas vezes as vitórias e títulos são decididos por quem acabou de saltar do banco e pouco jogou durante a época.

Depois temos alguns projectos interessantes de avançado, mas apenas isso. 

 

Concluindo, Amorim pode e deve ser o Ferguson do Sporting.

E deve ter, da Direcção do Sporting, por um lado confiança total nas suas escolhas, por outro dotar o clube/SAD de profissionais que o consigam complementar, para termos, por exemplo, a equipa B de volta à 2.ª Liga a servir de retaguarda operacional ao plantel principal e uma capacidade de recrutamento diversificado, sempre percebendo bem a pessoa que está por detrás do jogador, para evitar um ou outro erro de casting que têm acontecido nos últimos tempos.

 

PS: Podem ler aqui a história de Ferguson no Man. United e apontar as semelhanças: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manchester_United_Football_Club#A_Era_Ferguson

SL

A época em 10 pontos

Terminou a Liga Portugal 2021/2022 de futebol, ou melhor falta saber apenas se Moreirense fica ou cai por troca com o Chaves. Deste modo eis uma dezena de breves considerações sobre a época que ora findou. Assim:

1 – Ruben Amorim mostrou, mesmo sem ganhar o campeonato, porque é actualmente o melhor treinador português;

2 – a seu lado colocaria Álvaro Pacheco (aquele primeiro jogo do Vizela em Alvalade no dealbar da época mostrou que treinador seria):

3 – melhor jogador do campeonato: Sarabia;

4 – pior jogo da época: Porto – Sporting. Nem necessito dar mais explicações, pois não?;

5 – vergonha do campeonato: BSAD-Benfica. Até o David Borges, confesso benfiquista, criticou os lampiões;

6 – pior treinador não obstante ter sido campeão: Sérgio Conceição. Num país a sério o “Ceição” nem miúdos treinaria;

7 – pior jogador: Pepe. Com a idade que tem deveria ser um bom exemplo em campo. Nunca o foi. O futebol sem ele ficará muuuuuuuuuuuuuuuuuito melhor;

8 – o VAR não parece ser solução. Só serve para safar os mesmos;

9 – a arbitragem mostrou o seu pior;

10 – Finalmente... Óscar para melhor actor: Taremi.

Treinador de bancada - Novo sistema táctico?

Desde que Rúben Amorim chegou ao Sporting o 3-4-3 passou a ser o sistema táctico: três defesas, dois alas, dois médios e três avançados. O modelo de jogo sempre incluiu construção desde atrás, convite à pressão dos adversários para alargar o campo, circulação de bola sempre a procurar o lado contrário, mobilidade dos avançados. Depois diferentes jogadores nas posições deram coisas diferentes à equipa, umas vezes jogou-se melhor, outras pior, mas sempre mais ou mesmo da mesma forma. Excepto no final dalguns jogos que importava ganhar e em que imperou a anarquia deliberada, com melhores resultados na época passada do que nesta.

Jogos houve em que o 3-4-3 não funcionou de todo, a começar pelo Sporting-Ajax. A grande questão  deste sistema é a permamente inferioridade numérica dos dois médios que necessitam de ajuda permanente de alas e avançados para darem conta do recado e não rebentarem por exaustão.

Se o adversário consegue vantagem no marcador e parte o jogo, com extremos a prender os alas, o 3-4-3 transforma-se num 5-2-3 em que os avançados apenas atacam e os dois médios abandonados à sua sorte são presa fácil para o meio-campo contrário. O Famalicão-Sporting e o Santa Clara-Sporting também demonstraram a dificuldade da equipa quando deixa partir o jogo: quer atacar depressa sem a equipa junta, convidando ao contra-ataque adversário. Então por mais duma vez se falou da necessidade do terceiro médio, num sistema alternativo 3-5-2 onde Daniel Bragança ou Pedro Gonçalves ocupassem o vértice avançado do triângulo do meio-campo. Ao que Rúben Amorim sempre resistiu, se calhar lembrando-se das poucas vezes na época passada em que o tentou e não resultou de todo.

 

Vem agora na imprensa que Amorim está a equacionar um novo sistema táctico. Já ouvi até falar num 4-4-2, como sistema alternativo ou até principal. Ainda agora lhe foi perguntado na conferência de imprensa e ele fugiu um pouco à questão respondendo que muito tem trabalhado em variantes para o 3-4-3.

Sendo assim, há aqui alguns aspectos interessantes para comentar:

1. Se os ataques ganham jogos, e as defesas ganham campeonatos, e o Sporting tem a melhor defesa de Portugal, não estou a ver muito bem Amorim desmanchar o trio de defesas, até pelas dificuldades de Coates quando joga mais exposto. O único defesa lateral que defende e ataca bem é Matheus Reis. Porro e Esgaio atacam melhor do que defendem, quanto a Vinagre nem vale a pena comentar. E perde-se a possibilidade de ter Nuno Santos na ala em determinado tipo de jogos. Se calhar vamos apenas assistir à substituição do Feddal canhoto por um dextro. Por falar em dextros, ainda ontem vi um pouco do Paços-Tondela, com um Quaresma a fazer aquele tipo de disparates que o levaram a ser emprestado. Ainda tem muito que amadurecer para voltar.

2. Se de facto os dois "cavalões" do meio-campo saírem, Palhinha e Matheus Nunes, e vier o Morita, ficando Ugarte, Daniel Bragança, Tabata e Pedro Gonçalves como outras opções, realmente vai ser complicado jogar apenas com dois médios. É tudo mais levezinho e pé no pé.

3. Com a saída de Slimani perdeu-se a oportunidade de rotinar uma dupla de pontas de lança possantes no ataque. Sarabia está de saída também. Edwards e Pedro Gonçalves são avançados de entre-linhas, o que Tabata também sabe fazer, o único extremo do plantel é Nuno Santos. Paulinho é Paulinho, assunto já por demais aqui debatido. Jovane, Plata, Sporar e TT parecem cartas fora do baralho, quanto muito serão "jokers" para lançar pontualmente. Rodrigo Ribeiro, como Essugo, é para ir crescendo entrando aqui e ali. Faltam claramente dois ou três avançados. Resta saber em que tipo de avançados está a pensar Amorim.

 

Concluindo, deixo aqui a seguinte questão à consideração de todos:

De acordo com os objectivos para a próxima época e o plantel existente ou previsível, deve Rúben Amorim pensar seriamente em pôr a equipa do Sporting a jogar num sistema táctico diferente do actual?

SL

Parabéns, Rúben Amorim

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1

O futebol leonino acaba de superar um recorde negativo que durava há mais de meio século no Sporting: desde 1970/1971 que a nossa equipa não se classificava em segundo lugar na época imediatamente seguinte àquela em vencia o campeonato. Acaba de acontecer enfim. Cinquenta e um anos depois.

Parabéns, Rúben Amorim.

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2

Há quase década e meia que o Sporting não se qualificava em duas temporadas seguidas com apuramento directo para a Liga dos Campeões. Sucedeu com Paulo Bento em 2007 e 2008. Esta é apenas a sétima vez que conseguimos acesso directo à Liga milionária neste século. As restantes três aconteceram também com Paulo Bento em 2006, Leonardo Jardim em 2014 e Jorge Jesus em 2016. 

Parabéns, Rúben Amorim.

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3

A duas jornadas do fim do campeonato, o futebol leonino já ultrapassou a cifra dos cem golos marcados nas diversas competições desta época - o centésimo golo foi marcado anteontem, no Estádio José Alvalade, por Edwards. Algo banal? Longe disso. Sucede-nos apenas pela sétima vez neste século.

Parabéns, Rúben Amorim.

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4

Desde que as vitórias passaram a valer três pontos no campeonato português, em 1995/1996, nunca a equipa de futebol profissional do Sporting conseguiu pontuações tão elevadas em duas temporadas consecutivas como nestas mais recentes - 85 na anterior, 79 na actual ainda antes de chegarmos ao fim, podendo igualar a de 2020/2021. O que, a concretizar-se, ascenderá a uns inéditos 170 pontos. Nestes 26 anos, o biénio mais pontuado tinha sido o de 2015/2016 e 2016/2017, em que atingimos 162 pontos com Jorge Jesus ao leme da equipa. Marca já superada.

Parabéns, Rúben Amorim.

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