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És a nossa Fé!

Chermiti: o mais recente que Rúben lançou

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Desde que chegou ao Sporting, está quase a fazer três anos, Rúben Amorim já lançou 17 jogadores da formação na nossa equipa principal.

O tempo passa com rapidez, a memória dos adeptos é flutuante. Por isso vale a pena recordar.

 

Fica o registo:

- Nuno Mendes (17 anos, Junho 2020)

- Eduardo Quaresma (18 anos, Junho 2020)

- Tiago Tomás (18 anos, Julho 2020)

- Joelson Fernandes (17 anos, Julho 2020)

- Daniel Bragança (21 anos, Setembro 2020)

- Gonçalo Inácio (19 anos, Outubro 2020)

- Dário Essugo (16 anos, Maio 2021)

- Tomás Silva (21 anos, Maio 2021)

- Rúben Vinagre (22 anos, Julho 2021)

- Gonçalo Esteves (17 anos, Outubro 2021)

- João Goulart (21 anos, Outubro 2021)

- Flávio Nazinho (18 anos, Novembro 2021)

- Geny Catamo (20 anos, Dezembro 2021)

- Rodrigo Ribeiro (16 anos, Março 2022)

- Chico Lamba (19 anos, Outubro 2022)

- Mateus Fernandes (18 anos, Outubro 2022)

- Youssef Chermiti (18 anos, Janeiro 2023)

Isto além de ter apostado em mais jovens entretanto ingressados no Sporting: o luso-brasileiro Matheus Nunes (20 anos, Junho 2020), o espanhol Pedro Porro (21 anos, Setembro 2020), o espanhol Juan Marsà (20 anos, Setembro 2022) e o ganês Fatawu Issahaku (18 anos, Outubro 2022).

 

É bom? É mau?

Os leitores dirão, nesta caixa de comentários.

De uma coisa ninguém poderá acusar o actual treinador do Sporting: de não dar oportunidades aos jovens. 


Claro que cada caso é um caso: todos têm de ser vistos com precaução.

Já enfiámos demasiados barretes com miúdos da formação (de Eric Dier a Rafael Leão) para nos servir de advertência: só devemos lançá-los como aposta contínua na equipa A depois de aceitarem renovar contrato com a SAD leonina e actualizarem as respectivas cláusulas de rescisão.

 

Repare-se em Chermiti. Jogou apenas cerca de 15 minutos contra o Benfica no domingo. Falhou um golo cantado no estádio da Luz. Mesmo assim ontem já apareceu o papá do menino - que é também seu agente - a fazer uma espécie de ultimato à administração do Sporting: «O dinheiro fala mais alto.»

Nem disfarçam a ganância. E assim põem em risco o futuro lançamento de outros jovens na nossa equipa A.

 

Vendo isto, concluo: ainda bem que Chermiti falhou aquele golo contra o Benfica. Se tivesse marcado, o pai dele já estava a engrossar ainda mais a voz, fazendo chantagem sobre a nossa SAD.

Fala-se muito na interferência dos "empresários" do futebol na gestão dos clubes. Sinceramente, prefiro ver a administração do Sporting lidar com estes "empresários" do que com os tais papás, que muitas vezes nada mais fazem senão estragar as carreiras desportivas dos rebentos. Lembro-me, por exemplo, do Matheus Pereira ou do Joelson.

Espero sinceramente que Chermiti não seja mais um.

Tempo e paciência

No final do jogo, a uma capciosa pergunta do microfonista televisivo, querendo saber que presente de Natal desejava, Rúben Amorim, com a sua proverbial inteligência, desarmadilhou a questão - era "mais jogadores" que o patego procurava ouvir, a ver se dava questiúncula e manchetes - e pediu especificamente aos sócios "tempo e paciência."

O modelo de jogo que Amorim implantou é complexo, requer articulação, entrosamento, intensidade, vivacidade, grande disponibilidade e maior atenção, quer aos pormenores quer às ocasiões do jogo,  para que sejam aproveitadas instantaneamente. Ou seja, requer doses maciças de treino e de cultura táctica.

Já se devia ter percebido com o "caso Matheus Reis" que isto não se ganha depressa. Este ano temos - e se calhar já se pode dizer "tivemos" - o caso Trincão, que andou um pouco perdido em campo, longe do fulgor de outrora, e tem vindo ultimamente a aproximar-se do nível que dele se esperava. Era de tempo que ele precisava.

Tempo não foi o que Amorim usufruiu na pré-epoca, com as trocas e baldrocas de Matheus Nunes e Tabata, e paciência não foi o que alguns sócios lhe concederam no início do campeonato.

Tempo e paciência é o que faz falta a Essugo, Sotiris, Mateus Fernandes, Fatawu, Marsà, Israel para crescerem de pintainhos a galos de combate com esporão afiado. Se não lhos derem, não conseguirão cumprir o que prometem.

Tempo e paciência, todo o tempo e muita paciência é o que, por mim, ofereço a Rúben Amorim, sejam quais forem os resultados imediatos. Porque os resultado que eu quero ver são outros: uma equipa a crescer consistentemente, sempre competitiva, saia quem saia, entre quem entre. E isso, pelo que temos visto, Amorim tem fornecido. Os cegos e os parvos, os frustrados e o maldosos, sempre de dedinho esticado à procura da culpa, que se danem.

Rúben, Rúben...

'cause it's a bittersweet symphony, that's life

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Manuel de Almeida/EPA

O quê, acreditaram mesmo que ia sair!?

'O que é da vida sem um bocadinho de emoção' é a frase que o caro Pedro Correia utiliza para ilustrar alguns momentos e aquela que me ocorre - já depois de expirar longamente - perante o acontecimento dos últimos dias e olhe que não é ao 6-0 que me refiro.

Escolhi-lhe a banda sonora de despedida com a certeza entristecida de não me antecipar capaz de pôr por palavras o que me atravessaria a alma. À elevação e solenidade do momento fiz corresponder a intemporalidade, genialidade e perenidade da música mãe, a clássica. Dois minutos e onze segundos de puro requinte Bachiano pela mão do razoavelmente polémico, nem por isso menos virtuoso, israelo-canadiano Tzvi Erez. Adio no tempo a sua partilha, não sem antes assinalar que a escolhi com a precisão de quem há muito arrumou na cabeça (e com dor, no coração) que a única constante da vida é a impermanência. Ouvi-a inúmeras vezes, desta feita querendo certificar-me de que espelhava na perfeição os sentimentos e as emoções que a sua passagem pelo clube do meu coração, evocavam. Ouvi-a inúmeras vezes, na verdade, para arrumar na cabeça e no coração que chegava ao fim uma das mais belas histórias vividas no Sporting.

As idiossincrasias da vida, a Vida na verdade, em todo o seu esplendor.

Benfiquista, outrora lampião, aquele quê de arroganciazinha escancarada no inaugural e inolvidável guardem espaço! (ahahahahah), as desconcertantes, porque há muito desaparecidas da esfera pública, honestidade e transparência como bálsamo revigorante que a cada palavra jorrou. Foi, é, uma injeção de ânimo ouvi-lo. Ver, com projecção mediática, no meio da artificialidade generalizada e reinante que ainda existe quem reme no sentido oposto foi uma inesperada (e felicíssima) constatação. E ali está ele, assumido benfiquista, outrora lampião, a segurança esclarecida própria dos maduros condensada na inocência do sorriso (deliciosamente) infantil, vestido de Sporting. Todo ele surpreendentemente Sporting, direi. O de Portugal. O meu e, estou certa, nosso Sporting.

Aqui chegados, entristece, preocupa, abrir mão da certeza que o molde de que é feito representa, em prol do desconhecido que se antecipa, afinal de contas, um vertiginoso regresso à nota dominante. Aliás, notas dominantes: social e leonina.

Dez milhões de vezes o molde de que é feito, a incerteza do sucesso feito de títulos e troféus que o materializar dos milhões de possibilidades que em si habitam permitirá, ao efeito invariavelmente excitatório (e, não raras vezes, fugaz) que a introdução de um novo molde representa. Com a certeza do risco, das dores que todo o crescimento e amadurecimento representam, do férreo sentido de assumpção de responsabilidades que já temi despedida confirmada.

Exigência extrema casada com inadmissibilidade de falha própria, seria?

Esvazia-se de valor o molde, se a forma preferida deixar de valer? Nem terá deixado de valer, só não vale sempre. Até porque a forma preferida está muito dependente das formas que tem à sua disposição. Deita-se fora o molde, se for difícil encontrar-lhe uma nova forma de nos fazer felizes?

Infirmada a saída, renovada a permanência, resta a satisfação pela comunhão de convicções, não só minha e sua, mas de muitos, de que está no sítio certo para aceitar e aprender a lidar com a impermanência, também das formas e da preferida. Está no sítio certo para não ter medo de e saber aceitar falhar, bem como que é inevitável mudar. E, pode até falhar sem perder a nossa confiança, o nosso afecto, a nossa admiração e menos ainda a vontade de continuar a crescer e amadurecer da única forma aceitável: lado a lado.

Não se perde, nunca se perde, o que se inscreveu tal qual o Rúben fez: Amor In. Ou, se preferir, à lá Amorim.

É na imutabilidade do seu molde que radica o interesse maior que em todos, sem excepção, desperta.

É à maleabilidade das diferentes formas que em si habitam - que habitam - que faço, fazemos, agora apelo.

Dêem-lhe, Direcção, as formas de que necessita.

Feliz, feliz, feliz Renovação, Mister Amorim.

 

A renovação de Amorim: boas e más notícias

A renovação de Rúben Amorim é, indiscutivelmente, uma excelente notícia. O presidente do SCP marca pontos e os sócios e adeptos agradecem. Amorim é quase um treinador de topo, já o provou, tem muito ainda para progredir e o Sporting pode beneficiar com este "crescimento". A estabilidade, coisa que não temos tido há muitos anos, fica garantida.
Mas há o outro lado desta "estória", que ainda carece de resolução urgente: o plantel é fraco e desequilibrado, Amorim precisa de reforços.

Pelo que vimos até agora, e já vamos entrar no mês de Dezembro, apenas temos a informação de que Mateo Tanlongo, que chega a custo praticamente zero, proveniente do Rosario Central, é reforço para Janeiro. É um médio-centro, que joga a 6 (pode também jogar a 8), muito novo e já no radar das seleções jovens da Argentina. É um investimento seguro.

Só que o Sporting continua a precisar de outras soluções, nas laterais e no ataque, sobretudo, onde seria muito bem-vindo um ponta-de-lança à séria e um criativo de mão cheia. É possível pedir isto ou estaremos a sonhar demais? Vamos continuar com improvisações e a depender exclusivamente do rasgo de Edwards e de Pote, que também têm os seus dias 'off'? O Sporting precisa de estar sempre 'on'!

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Sugestão para Mauro Amorim

Qualquer santo perde a paciência com alguns adeptos do Sporting. Não creio que se deva dar grande importância a este episódio, mas eu dei-me ao trabalho de passar pelas redes sociais do irmão de Rúben Amorim. Vi mais apoio à equipa que da parte de muitos desses adeptos. Sugiro que lhe seja oferecida uma gamebox até ao fim da temporada. Tenho a certeza de que passaríamos a ter ali mais um sportinguista ou, pelo menos, alguém capaz de respeitar e sentir o clube, como o irmão Rúben aprendeu. Fosse como fosse, tenho a certeza de que a presença do Mauro em Alvalade seria muito mais positiva do que a de alguns desses "adeptos" que só lá vão lançar petardos e arranjar confusão.

Should I stay or should I go?

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É impossível ser-se Sportinguista e estar, neste momento, satisfeito. Não fujo à regra. Ainda assim, se há treinador que me parece capaz de dar a volta é Rúben Amorim. 

Por agora, ainda estou com o Mister, ainda acredito que é possível reinventar-se. Parece-me, até, que não só é desejável que o faça como o Sporting é o local ideal para o fazer. E para o bem de todos, Rúben Amorim incluído.

O Sporting não é para brincadeiras

Perder com Varzim, Arouca, Chaves e Boavista não é normal. Não competir na Taça de Portugal nesta fase também não é normal. Ter a possibilidade de se qualificar para os oitavos-de-final da Champions na terça-feira é um acontecimento raro, uma oportunidade de ouro que deve ser aproveitada. O Sporting é isto tudo neste momento.

Depois disso faremos contas. Uma coisa é certa e todos nós já apontámos aqui: a época foi muito mal planeada e aí a responsabilidade divide-se entre a direção do clube, a estrutura do futebol e o próprio Amorim, que gosta muito de entrar nos pelouros de outros e dizer que "não há dinheiro". Não é assim, o Sporting gastou somas consideráveis em jogadores que simplesmente não produzem e outros são autênticos "flops". A responsabilidade é, por isso, partilhada.

O que se viu ontem foi quase surreal: mudar meia equipa para perder com o Arouca parece quase mentira. Mas aconteceu. Há dias em que as opções de Amorim parecem ilógicas. Ontem foi mais um dia.

Nunca esquecer que o Sporting está acima do seu treinador, dos jogadores do plantel atual e, no limite, da sua direção. E vai ter que sobreviver a esta fase péssima, como sobreviveu a outras, e vai olhar para a frente e voltar a sorrir. Mas, por favor, treinador, jogadores e direção: não brinquem com o Sporting. Isso não. O Sporting não é para brincadeiras.

 

A culpa foi de Amorim

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Foto: Miguel Pereira / Global Imagens

 

Haverá quem diga que a culpa é dos árbitros, das claques, do mega-empresário Mendes, do seleccionador Santos, da conspiração universal. Mas hoje o Sporting atirou a toalha ao chão em definitivo no campeonato ao deixar-se perder em Arouca. Na linha das derrotas frente ao Chaves e ao Boavista, além da eliminação frente ao modesto Varzim, do terceiro escalão, para a Taça de Portugal.

Não vale a pena inventar responsáveis. A culpa, desta vez, é toda de Rúben Amorim. Num desafio que precisávamos mesmo de vencer, aproveitando os dois pontos perdidos pelo FC Porto frente ao Santa Clara, o técnico leonino entendeu escalar um onze sem cinco titulares - e ainda neutralizou um sexto, Pedro Gonçalves, ao mandá-lo recuar no terreno. Como se não fosse o nosso melhor marcador de golos.

Esta brincadeira deu 53 minutos de avanço ao Arouca - todo o primeiro tempo acrescido de oito minutos da segunda parte, quando Amorim decidiu enfim mexer na equipa, quando já perdíamos 0-1 desde o minuto 47. 

Saímos de Arouca com a quarta derrota em onze jogos da Liga 2022/2023. Temos apenas 19 pontos em 33 possíveis. Vemos o líder, Benfica, agora a 12 pontos de distância. E corremos o risco de cair para o sexto lugar após esta ronda.

Deixem lá as teorias da conspiração. Rúben Amorim deve uma desculpa aos adeptos. Sobretudo aos que se deslocaram a Arouca e levaram em cima com a chuva, com a péssima exibição da equipa e com mais três pontos desperdiçados.

Amorim de génio

1) Então o Adán, coiso e tal, queriam a cabeça dele, estava velho, desatinado. Pois...

2) Mas, depois do golo, o mais extraordinário deste Sporting londrino foi a insanidade de Rúben Amorim, que decide pôr a creche em campo num jogo destes, com o resultado como estava. Pois eu acho que a loucura de Rúben foi o melhor que aconteceu ao Sporting este ano. Coragem, risco e confiança são qualidades de um treinador de gabarito. E a verdade é que os putos fizeram-se hoje homens. Ganhámos uma equipa renovada.

3) Nazinho, dorme sossegado, falhaste dois golos prováveis, escorregou-te a bola para os pés de Kane no que podia ter sido o 2-0 por milímetros, mas aceita isso como o princípio de uma longa história.

Sem medo da escumalha

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Foto Record

 

Tivemos 21 treinadores ao longo do penoso jejum de 19 anos que se estendeu de 2002 a 2021. Dai congratular-me por Frederico Varandas ter dito ontem o que disse: Rúben Amorim «tem contrato até 2024 e não podíamos estar mais satisfeitos e orgulhosos.»

Há que ter memória. E tratar de modo adequado quem tão bem nos serve.

Para marcar a diferença. Face a outros presidentes, que noutros tempos não tardaram a despachar treinadores campeões, como Otto Glória, Mário Lino, Fernando Mendes, Malcolm Allison, Augusto Inácio e Laszlo Bölöni. 

E para o actual líder leonino também deixar claro que não se atemoriza perante a escumalha que o combate desde o primeiro dia e age como ponta-de-lança dos inimigos do Sporting. A mesma escumalha que lançou "fogo de artifício" sábado passado, ameaçando a integridade física dos adeptos nas bancadas, ladrou insultos ao presidente e assobiou os jogadores enquanto decorria o nosso jogo contra o Casa Pia. A mesma escumalha que vandalizou as garagens do estádio José Alvalade, deixando ali injúrias aos agentes policiais.

Com estes canalhas só pode haver tolerância zero. Como escreve Luís Miguel Henrique, também no Record, «alguns líderes das claques dos chamados três grandes ganham mais que a maioria dos jogadores, treinadores, directores e administradores das SAD da nossa Liga».

Alguma coisa tem de estar profundamente errada para que as coisas se passem assim.

E agora? Agora vem aí o Casa Pia, temos que ganhar

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Desde o início desta época que fui alertando (*) para as limitações do plantel actual, basta olhar um pouco para o de cima e ver que o falta, mas estava bem longe de supor que conseguiríamos cometer a "proeza" de ser eliminados da Taça por uma equipa da mesma Liga onde compete a nossa equipa B.

Mesmo não podendo entrar em campo com os lesionados, os engripados e os em crise existencial, aqueles que jogaram, mesmo que rebentados física e animicamente pela dupla derrota com o Marselha, mesmo que integrados num onze inédito, tinham condições mais que suficientes para fazer a exibição possível e ganhar o jogo. Em vez disso tiveram o pior desempenho de sempre desde que Rúben Amorim chegou. 

O Sporting, com muito trabalho e investimento realizado em Alcochete, está com uma dinâmica incrível na formação, contamos agora com uma longa lista de jovens, portugueses e não só, de grande potencial, candidatos à equipa A nos próximos anos. Ainda ontem vi actuar pelos juniores um tal Lucas Taibo de 16 anos ex-Dep.Corunha, e fiquei deveras impressionado. Mas muito poucos têm no momento a idade com que Matheus Nunes chegou à equipa A, precisam de tempo para crescer.

Rúben Amorim é de longe o melhor treinador português da sua geração. Em três anos já conquistou mais para o Sporting do que qualquer outro que tenha por cá passado desde que comecei a sentar-me nas bancadas de Alvalade. Com Rúben Amorim o Sporting recolocou-se no topo do futebol português.

Sendo assim, a situação actual só pode ser explicada por uma deficiente preparação da temporada, sem comunhão de ideias entre clube e treinador,  se calhar com um clube apostado no saneamento financeiro e um treinador apostado num novo modelo de jogo, um ataque móvel para triunfar na Champions e talvez conduzi-lo a um PSG qualquer. Os casos Slimani e Matheus Nunes, e o desperdício do fecho de mercado de Verão ilustram bem a dessintonia verificada.

Sempre ouvi dizer que o ataque ganha jogos e a defesa campeonatos. Com uma defesa fragilizada pelas lesões e pela falta de envergadura física da equipa como um todo, às vitórias folgadas sucederam-se derrotas pesadas, numa montanha-russa que desgasta tudo e todos, a começar pelos capitães e pilares do balneário.

A "troika" que comanda o futebol do Sporting e que nos deu o título nacional tem de se pôr de acordo duma vez por todas. Lavar a roupa suja que houver para lavar em privado, mas surgir para o exterior alinhada num plano de compromisso para enfrentar o resto da época, onde pouco se perdeu e muito existe ainda para ganhar. E esse plano deve incluir o aproveitamento do mercado de inverno para refrescar a equipa com capacidade e ambição.

Importa também que Rúben Amorim reveja de ponta a ponta o seu modelo de jogo, e não digo pôr em causa o 3-4-3, falo dum ataque móvel ineficaz contra defesas bem fechadas e dos pontos fracos recorrentes que os adversários conhecem e bem aproveitam. Até eu sei qual é a fórmula para mais facilmente tentar derrotar este Sporting. 

Vem aí o Casa Pia e temos mesmo de ganhar. Um dos rivais ou os dois vão perder pontos na próxima jornada, o Braga já começou a perder terreno e mais vai perder, podemos chegar ao "intervalo" da Liga numa situação que deixa tudo em aberto. Os Sportinguistas estarão presentes a apoiar a equipa como sempre tem feito, inclusivamente nas mais pesadas derrotas. Não será por eles que deixaremos de ganhar.

E depois se vê o resto. Jogo a jogo vamos lá. 

É nestes momentos que se conhecem os leões. Nas comemorações até os gatos rugem.

 

(*) Alertas referidos :

24/07/2022 - O plantel é curto, muito curto

09/08/2022 - O plantel é curto, muito curto (2)

05/09/2022 - Que plantel vamos ter esta época?

SL

O meu apelo a Rúben Amorim

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Outros farão os mais diversos apelos aos responsáveis directivos do Sporting, à equipa técnica e aos jogadores.

O meu é muito simples e tem Rúben Amorim como destinatário. Peço-lhe para pôr a nossa equipa a vencer.

Começando no desafio deste sábado frente ao Casa Pia.

 

Já basta o que ficou para trás. O Sporting vem de três derrotas consecutivas e de seis jogos seguidos a sofrer golos.

É tempo de inverter o rumo.

É tempo de começar a ganhar.

 

Até agora, nesta época tão atribulada, fomos incapazes de virar um resultado desfavorável - algo que custa a entender.

Levamos 24 golos marcados e 19 sofridos em 14 jogos - números medíocres.

E perdemos 42% das partidas realizadas - estatística inaceitável para uma equipa com os pergaminhos do Sporting.

 

Daí eu aproveitar este espaço para renovar o tal apelo que fiz no início.

Façam o favor de ser felizes. E de nos fazerem felizes também. 

O pesadelo

Dez notas sobre o Varzim-Sporting (1-0)

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O Sporting disse ontem adeus à Taça de Portugal no próprio jogo em que se estreava nesta competição. Caiu com justiça perante o Varzim - que actuava supostamente "em casa", mas em estádio emprestado, na cidade de Barcelos. Adversário da Liga 3, uma competição dois escalões abaixo da nossa.

Foi o "momento Silas" de Rúben Amorim neste início de época que se transformou num doloroso pesadelo. Vamos em quinto no campeonato à nona jornada, disputamos o quarto posto com o Casa Pia, acabámos de ser humilhados pelo Marselha na Liga dos Campeões, sofremos seis derrotas em 14 desafios já disputados em três competições.

Agora, somos despejados da Taça. Num jogo em que nada fizemos sequer para empatar, quanto mais para vencer.

Equipa apática, desinteressada, sem chama nem alma. Treinador assistindo fora das quatro linhas, com atitude de insólita resignação. Como se uns e outros já desconfiassem desde o início que o pior poderia acontecer.

E aconteceu mesmo.

 

Algumas notas que este jogo me suscitou:

1. Os nossos futebolistas passaram o tempo a atirar bolas para a bancada. Pareciam disputar um concurso a ver quem seria o primeiro a pontapear uma para fora do estádio. Neste lamentável "campeonato" distinguiu-se Trincão (8', 12', 32', 60', 65'). Uma inutilidade.

2. Beneficiámos de 19 pontapés de canto. Nenhum foi aproveitado - nem andou perto disso. Desperdício quase chocante. Enquanto junto à baliza leonina os escassos lances de bola parada favoráveis ao Varzim faziam o nosso "bloco defensivo" tremer. O golo da equipa da casa, aos 70', surgiu na sequência de um livre em zona lateral.

3. Houve desempenhos individuais catastróficos. Mas a falha principal deste Sporting 2022/2023 é a nível colectivo. Como se o lema "para onde vai um, vão todos" funcionasse agora ao contrário. No pior sentido do termo.

4. O conjunto leonino parece entrar em campo à beira da exaustão física, actuando em câmara lenta, quase a passo. Vários jogadores continuam lesionados, outros vieram de lesões mal curadas, alguns andam presos por arames. Para cúmulo, surgiu agora um surto de "virose" que deixou outros fora de combate. Mas a principal quebra é no plano anímico. Amorim nada ajudou com a polémica declaração sobre jogadores "preferidos". Algo capaz de fracturar um balneário.

5. Paulinho, um dos jogadores preferidos do treinador, continua sem marcar. Na nossa baliza. Mas foi dele a "assistência", de cabeça, para o golo poveiro. Momento infeliz? Sem dúvida. Mais um, a somar a outros. 

6. Amorim inovou do ponto de vista táctico quando chegou a Alvalade. Mas o que era novo tornou-se velho: qualquer equipa, do Marselha ao Varzim, conhece de cor e salteado os automatismos do onze leonino e as suas notórias fragilidades, neutralizando o Sporting. Nomeadamente no capítulo defensivo, onde se sucedem arrepiantes falhas de marcação porque os três centrais estão sempre mais preocupados em definir linhas de fora-de-jogo. E acabam, várias vezes, a defender com os olhos.

7. Faz pouco ou nenhum sentido manter o modelo táctico seja qual for o adversário, seja qual for o estádio, seja qual for a competição, seja qual for o objectivo em vista. Amorim gaba-se de ser teimoso. Quando a teimosia se torna casmurrice passa a ser defeito.

8. O treinador voltou a errar ao mexer na equipa. Já em desespero, aos 85', mandou sair Nuno Santos, único dos nossos que teimava em remar contra a maré, acutilante do princípio ao fim. Quando mais precisávamos de a meter lá dentro.

9. Tombámos ao cumprirem-se os 90 minutos regulares. Mas pairou a sensação de que se tivéssemos ido a prolongamento e aos penáltis para efeito de desempate, ficaríamos também pelo caminho - de tal modo esta equipa está arrasada no plano anímico e motivacional.

10. Se há frase que detesto é «temos de levantar a cabeça». Uma espécie de lema dos derrotados. O nosso treinador pronunciou-a no final do jogo. Péssimo sinal. Como se a "síndrome Silas" voltasse a pairar no horizonte.

 

Leitura complementar:

Abalo sísmico (28 de Agosto)

A hecatombe (13 de Outubro)

Vamos dar a volta

Chamem-lhe profissão de fé (a ver pelo nome do blog seria até o mais apropriado), mas estando nós em todas as competições e em todas elas com possibilidade de ganhar, acredito que vamos festejar conquistas esta época. 

Nem tudo o que Amorim disse é criticável pela negativa.

Da conferência de imprensa pós-pesadelo Marselha guardo a máxima: "Nós somos bons nestes momentos. Quando está tudo muito difícil, eu sei que esta equipa pode dar a volta. Nós vamos dar a volta."

Com tanta prova dada do exímio líder que é e do seu contagiante espirito ganhador, Rúben Amorim, apesar desta sucessão de maus resultados, continua a inspirar-me confiança que com ele ao comando sairemos vitoriosos. Estou ainda muito longe de acreditar no contrário.

Notas soltas

1. Todos os planos de Rúben Amorim foram, sucessivamente, gorados.

2. Para manter a imagem de quem sabe o que faz, optou pela teimosia, em vez de optar pela honestidade e humildade que tanto lhe admiramos.

3. No primeiro ano, Rúben tinha "a estrelinha". Agora, o talismã é Esgaio. Compreende-se a diferença de resultados. 

4. O problema de Paulinho e Esgaio não é terem vindo do Braga. O Rúben também veio do Braga e duvido que encontre maior devoção noutro clube do que a que os Sportinguistas (eu incluída) lhe dedicam.

5. Não há jogador mais acarinhado pelo Estádio do que Paulinho. Não há. Todos compreendemos a pressão a que está sujeito e tudo fazemos para o apoiar. Com Esgaio é diferente, reconheço, mas ainda assim, o Estádio fez questão de o ovacionar, de pé, numa das ocasiões em que foi atacado nas redes sociais (esse universo extraordinário onde pessoas que se orgulham de não ir ao Estádio questionam semanalmente o número de assistências).

6. Por isso, a última justificação do Rúben para as críticas ao Esgaio (porque veio do Braga) foi a primeira vez que me desiludiu. Esperava tudo menos aquilo, menos tratar todos os sócios e adeptos como burros e ignorantes, que embirram com um jogador porque vem do clube x, como se ele fosse um craque em campo. Ó Ruben, eu repito e reforço,  tu também vieste de Braga e até és benfiquista e nós adoramos-te (eu adoro) e queremos que tenhas oportunidade de desenvolver um projecto estruturado e estruturante, que torne o futebol do Sporting numa realidade consolidada, de qualidade. 

7. A tua atitude não protegeu o Esgaio. Pelo contrário,  tu expões o Esgaio a esta situação, de cada vez que lhe pedes que assuma um lugar para o qual não tem capacidades. 

8. O problema é que estás farto de ser desautorizado e de ver o teu trabalho de planeamento desrespeitado pelas urgências da tesouraria, e estás a fazer tudo para que te mandem embora. É isto, não é?

9. Se (quando) esse dia chegar, será muito triste, porque veremos o que poderia ser uma construção do futuro a desmoronar. Para o Rúben também será triste, mas ele só vai perceber o que está a deitar fora depois de algum tempo. Mas, entretanto, este desconforto está a afectar - e muito - a equipa.

10. Se ainda houver espaço para negociação, podemos tratar da renovação do benfiquista, ex-Braga e Treinador do Sporting Clube de Portugal, Rúben Amorim, o mais rapidamente possível? Obrigada. 

 

(Ps: Algum dos meus colegas de blogue, com permissão de administrador, pode gerir os comentários (se os houver) e publicá-los? Eu não vou ter disponibilidade até ao final do dia. Obrigada.)

Annus Horribillis

Ano decisivo na carreira de Ruben Amorim. Há uns meses juraríamos que meia Europa o queria, Manchester, PSG, etc. Hoje, parece mais um treinador português num barco que mete água, daqueles que prometeram muito, muito, muito, mas ao primeiro ciclo negativo foram engolidos pela terra e para sempre.

O que aconteceu? Não faço ideia, mas somo a falta de maturidade própria da sua idade à falta de sorte.

Quando somos mais velhos, e se tivermos lucidez, percebemos que muitas vezes  exigimos dos outros e das coisas o melhor e só o melhor, quando chegava e sobrava o suficiente. Quanto tinha a idade de Ruben se calhar só bebia whisky velho, hoje nem whisky bebo, mas se for Cutty Sark está ótimo.  

Mas parece-me que o principal do que está a acontecer é RA não estar a saber lidar com a falta da estrelinha. Estrelinha é o Porto estar a ganhar por um lance espetacular, mas raríssismo e ver o seu GR defender o penalty que podia virar o tabuleiro. Estrelinha é Messi e Nuno Mendes não jogarem e estrelinha maior é na (quase única) vez em que o SLB ataca em Paris, um defesa ter feito um penalty estúpido. Por favor, não me entendam mal, FCP e SLB mereceram sair com os resultados que saíram e jogaram muito bem. Mas sem a little star connosco de vez em quando, nada se consegue.

Estrelinha teve o Marselha, porque tanto Adán, como Esgaio, como Pote, tiveram lances estúpidos, próprios de escola secundária. Atrevo-me a dizer que deveriam ser multados (para que percebam que a concentração é sempre para estar a 100%). E estrelinha tivemos quando Matheus Nunes meteu aquele golo em Braga, que nos daria o título. 

Admitir que a estrelinha faz falta é prova de maturidade. Muito do fizemos na vida têm a sorte, o acaso ou a circunstância em lugar de destaque.

No pensamento de Ruben, e a bem do seu futuro, devem estar menos lugares comuns que denotam insegurança e uma certa juventude (do tipo defender os jogadores até à morte, como se fossem filhos) e mais compreensão da importância da estrelinha. E depois, ir à procura dela, claro está. 

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