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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Quando o Sporting, por alturas dos 30 minutos, conseguiu justamente traduzir em dois bons golos a superioridade evidenciada, logo pensei que o jogo tinha terminado, mais valia o árbitro apitar logo para o final da partida que a chuva molhava e a vitória do Sporting estava garantida.

Não foi logo assim. O Portimonense ainda estrebuchou um pouco, mas a segunda parte foi um passeio, deu para aperfeiçoar o que se treina, tentar o remate à baliza e rodar o plantel, sem nunca entrar em situações que podiam pôr de fora do Dragão aqueles que estão "à bica" na questão dos amarelos.

Com tanta chuva, relvado cada vez pior, equipa mais jovem e mais leve que o adversário, como pôde o Sporting passear tão tranquilamente a sua vantagem? Só pode ser mesmo com um grande lider no banco, muito talento no plantel e muito trabalho em Alcochete. Palhinha esteve mais uma vez em grande, William e Danilo correm mesmo o risco de aquecerem o banco da selecção A, Feddal e Nuno Santos também, mas mais importante que um ou outro esteve mais uma vez o colectivo. A orquestra cada vez está mais afinada e torna fácil o que à partida é difícil.

E foram mais três pontos ganhos, vamos entrar no Dragão com pelo menos 10 pontos de vantagem. Se ganharmos podemos mesmo sentenciar ali a temporada, se perdermos ficamos ainda com vantagem confortável na corrida para a Champions.

De qualquer forma agora é fácil elogiar Amorim e o plantel. No final da época passada, terminada no 4.º lugar, ou depois da derrota contra o Lask era bem mais difícil. Para algumas personalidades, e à luz do que disseram na altura, só mesmo o alcatrão e penas dos livros do Lucky Luke.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Serviços mínimos

A culpa de não ter gostado da partida de ontem é de Rúben Amorim. Como disse Jesualdo Ferreira, o Sporting joga "à campeão", ou seja, a vitória, se dantes era custosa, agora tornou-se uma evidência. Por isso ontem a fartura de maus passes e decisões erradas lá na frente, não trouxe sobressalto nem castigo, bastou a confiança e a segurança que a equipa demonstra para garantir o resultado.

Nos primeiros 10 minutos Nuno Santos deu o mote ao festival de oportunidades goradas e falhadas, três vezes rasga por ali fora em campo aberto, três vezes pensa e concretiza deficientemente a derradeira acção. Lembrou-me Sá Pinto. Um jogador com bola dominada tem três opções: correr com ela, driblar o adversário, ou passar - Sá Pinto tomava quase sempre a errada. O próprio golo que Nuno Santos marca é um atrevimento: quando um remate tem, vamos lá, 30% de chance de entrar e um passe para um companheiro mais bem posicionado abriria uma possibilidade de golo de 60%, não é por a realidade ter dado um pontapé nas probabilidades que a decisão foi boa. 

Aborreceu um bocadinho que não se chegasse ao intervalo com um show de 4 ou 5 golos... evidentes. A segunda parte foi sofrível, dir-se-ia que em face da manifesta inépcia do Portimonense o Sporting não esteve para chatices e deu-lhes a bola para se entreterem sabendo que o efeito seria inócuo a não ser o de dar uma desculpa ao treinador deles para se congratular com o esforço e profissionalismo da sua equipa e lamentar a famigerada injustiça do placard. Há que ganhar a vida e haverá sempre um comentador que vá nessa conversa.

Estou a ficar mal habituado, bem sei, mas é culpa de Rúben Amorim.

Agora só espero que Palhinha, ou os Palhinhas, dado que vale por dois como disse Amorim, aproveitem estes 15 dias até ao próximo desafio para manterem a sua altíssima forma, já que como todos sabemos, as decisões do Conselho de Disciplina, esse covil de energúmenos, são acintosas e cirúrgicas e obviamente não irá às Antas.

Jogo a jogo a jogo

Obrigado Rúben por continuares a dizer que é jogo a jogo, deixa-os espojarem-se em mil maneiras de demandar o mesmo - é sinal que não têm mais nada para perguntar - e mantém-te firme.
Já percebeste, Rúben, que o sportinguismo se divide em duas doutrinas, a cínica, que descrê activamente das virtudes do destino e o imagina sempre negro, e a estóica, que já está de pé firme à espera da próxima desilusão. (Há ainda a facção troglodita, mas essa não vem agora ao caso e está em vias de extinção.)

Ainda nem há um ano, quando o meio-campo do Sporting era povoado por Doumbias, Wendéis, Eduardos, Viettos e tralha semelhante, calhasse a equipa fazer dois golos e pôr-se à varanda como quem diz ao adversário que venha fazer pela vida porque a nossa já está arrumada, sofríamos o resto do jogo com o coração na boca sempre a ver quando é que os outros davam a volta ao resultado. Mas hoje graças a ti, Rúben, a rapaziada acomoda-se no seu meio-campo desde o minuto 60 e até a parte contrária percebe logo que não vale a pena insistir. Quase podia ter ido jantar descansado e só não fui porque esperei que o Jovane ou o Nuno Santos ainda fizessem uma arrancada das suas, ou o Porro desferisse um tiro cá do bico da área e pusesse o marcador a 3-0. É isto Rúben, agora vemos os jogos do Sporting não com a curiosidade mórbida de antanho de quem assistia a um desastre de automóvel, mas com a expectativa de quem pode ter mais um golito para cantar. 

Jogo a jogo Rúben, jogo a jogo, porque doutra maneira ficaremos desconfiados com o que aí possa vir, que leão escaldado tem medo de águas turvas.

Isto não está a ser nada fácil para ninguém, ó Ruben, não penses...

Vai ser difícil, mas não vai ser impossível. O nosso objetivo era o apuramento para a Champions e a ocasional taça e isso parece provável (até porque a Taça da Liga já está).  

Acredito que a questão da aposta da formação fizesse parte do briefing, porque isso sempre importante para nós, adeptos e sócios. Também está a ser feito e conseguido.

Ontem, devo dizer que o mais me surpreendeu foi o trabalho do árbitro. Ao contrário de centenas de outos jogos de ‘futebol português’, em Barcelos as faltinhas a meio campo sobre os nossos jogadores eram assinaladas a nosso favor e não divididas a meio, como é habitual no ‘futebol português’.

Será duro e por vários motivos. O caso ’Palhinha’ vai obviamente ser explorado até aos limites do possível. O calendário também é complicado – temos de visitar o campo dos três mais bem classificados a seguir a nós.

Também está a ser duro para mim, ó Ruben. Estamos a entrar naquela janela em que já não consigo ver os jogos e desligo os alarmes do LiveScore.

Em breve meterei phones com música alta para não ouvir os saltos dos vizinhos.

Ontem, perdíamos um a zero e um vizinho gritou “golo”! Sabendo que há delay, não fazia ideia do que aí vinha…

Isto não está a ser nada fácil para ninguém ó Ruben, não penses…


Rúben, Rúben... (3)

Ainda o Clássico

- Onde é que aprendeu aquele passinho de dança?

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- Rúben, então...

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- Vá lá Rúben...

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- Dificilmente o levaria longe num Dancing with the Stars, mas que nos tem deixado nas nuvens, tem. 

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Imagens: Sport TV - Declarações após o Sporting - Benfica; Sporting TV, antevisão Boavista - Sporting
Video: Perfil IG do Sporting Clube de Portugal

Fim-de-semana soalheiro

Que prazenteiro é o fim-de-semana quando se faz 1 jogo e se ganha em 4.

De certa maneira é divertido ver o à-vontade de Sérgio Conceição. Depois do horrível trauma de Nanu o que se viu foi ele entrar por ali adentro como cão por vinha vindimada e dando superficial atenção ao pobre jazente, entreteve-se a dar raspanetes nos jogadores e a esticar o dedo ao árbitro, tudo como quem está a trincar tremoços no tasco ao fundo da rua. Na entrevista final deu-lhe a figadeira e vai disto, outra vez sem super-ego. Aguardo ansiosamente para ver que punição lhe será aplicada. 

Em Braga confirmou-se o belo negócio feito pelo Sporting. Lá entrou mais um golito nas costas do Borja (por "coincidência" foi com ele que perdemos com o Marítimo e empatámos com o Rio Ave) e Sporar pouco contribuiu para a reviravolta.

Em Carnide parece que aquilo não adianta nem atrasa.

Quanto a nós: há que anos não sentíamos esta tranquilidade de ter o jogo praticamente arrumado ao intervalo? 

Para mais surgiu uma surpreendente contratação deste defeso: Antunes. Ei-lo que aparece em grande em Fevereiro. Também achei piada ao João Pereira: 5 minutos depois de estar em campo levou um cartão amarelo. Continua a não estar para brincadeiras, o que é óptima notícia. 

Isto agora é sempre a subir, na segunda volta jogamos fora contra os adversários directos. Mas se o que Paulinho fez hoje serviu de aperitivo, vocês querem ver que é mesmo este ano? (Tá bem, já se sabe que vai haver um jornalista, ou lá como se chamam aqueles pés de microfone, a pedir a Rúben Amorim c'assuma.)

Numerologia, o falso nove, o dez

Passaram nove anos, nove anos e qualquer coisa, quase dez.

A maior vergonha de sempre na carreira de Rúben Amorim.

A maior vergonha de sempre, para qualquer pessoa que ame o seu país e que ame o futebol.

Estávamos no dia 3 de Agosto de 2011, pela primeira vez na História do futebol, um clube (neste caso o Benfica de Jorge Jesus) entra em campo para defrontar uma equipa estrangeira (não estou a ser irónico) sem nenhum jogador português.

Nesse jogo, Jesus, utilizou jogadores da Sérvia, do Brasil, da Argentina, do Uruguai, de Espanha, da Bélgica, enfim, utilizou quinze Jorges Gomes para conseguir empatar na Turquia com o Trabzonspor, Rúben Amorim sentado no banco, sem máscara.

Cara destapada, olhar fixo no campo e a pensar: "talvez um dia te FOD (linguagem técnica de aviação), talvez um dia sejam nove pontos verdadeiros a separarem-nos".

Talvez esse dia seja amanhã, o jogo começa às nove, nove e tal, quase dez.

Adenda: Desejo, obviamente, a melhoria do estado de saúde de Jorge Jesus.

Sei distinguir o treinador, as opções que tomou como treinador, do homem, do pai.

Saúde que é o mais importante neste contexto (em todos os contextos).

O Natal já passou

E Janeiro está no fim, com o Sporting na liderança da Liga e com uma Taça conquistada.

E vem aí um Fevereiro que vai ser decisivo. Vamos ter Benfica (C), Marítimo (F), Gil Vicente (F), Paços de Ferreira (C),  Portimonense (C)  e Porto (F). No final do próximo mês, com quase 2/3 dos jogos efectuados, vamos realmente perceber até onde podemos chegar esta época.

O Sporting está bem e recomenda-se. Desde logo porque todos os reforços do início de época já ultrapassaram o necessário período de adaptação, recuperaram de situações anteriores, e mesmo do Covid, e estão em bom momento de forma. Pedro Gonçalves, Adán e Porro já mereceram distinções, Palhinha, João Mário, Feddal, Nuno Santos, Tabata e Antunes estão aí para o que for preciso.

Do lado dos mais jovens a moral é tremenda, o atrevimento também. Nuno Mendes, Inácio, Tiago Tomás, Matheus Nunes, Jovane e Plata estão a conseguir fazer coisas muito para além do que seria antecipável, e Max, Quaresma e Daniel Bragança também têm estado bem.

Os restantes, "El patrón" Coates, o seu fiel escudeiro Neto e Sporar com as virtudes e defeitos de cada um, fecham um plantel competitivo, onde impera um grande espírito de equipa e um enorme respeito pelos valores do nosso Sporting.

Muito disto é resultado do trabalho e da liderança de Rúben Amorim. O modelo de jogo, único no futebol português, foi assimilado por todos e maximizou as capacidades de alguns, e constitui uma mais-valia dentro do campo. Claro que num jogo ou outro, o adversário procurará adaptar-se alterando o seu modelo habitual, mas é como diz Amorim, nesse caso quem mais treina a mesma coisa estará sempre em vantagem.

Nota-se a equipa mais consistente e a falhar menos nas acções individuais, defensivas e atacantes. Claro que num ou outro jogo, por exemplo contra o Rio Ave, a equipa perde o ritmo, a caixa de velocidades engasga-se, e torna-se estéril a atacar e aflita a defender. 

Nota-se também que Amorim está a introduzir aos poucos coisas novas, coisas de equipa grande. Nas bolas paradas, lançamentos longos com a mão para a área e cantos bem batidos; no restante, cruzamentos perigosos em diagonal, cruzamentos atrasados da linha de fundo, passes a rasgar desde a defesa. 

Continua a faltar a dimensão aérea atacante, quase não me recordo de um lance com Nuno Mendes ou Porro a centrar para a cabeça de alguém e golo. Ora é um verdadeiro desperdício ter estes dois e mesmo um Plata ou Antunes nas alas, todos eles sabem centrar tenso e colocado desde longe, e não ter um ponta de lança exímio no jogo aéreo.

Vamos ver se o problema se resolve até ao fecho do mercado.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Não queria deixar de dar os parabéns a personalidades... Sportinguistas como Nuno Sousa, Carlos Vieira, Augusto Inácio ou Bruno de Carvalho, pelos seus comentários e mensagens vibrantes nas redes sociais na sequência de mais uma Taça conquistada, ou seja, mais uma jornada de glória para o Sporting Clube de Portugal.

SL

Rúben, Rúben...

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[***]

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Palavra de honra, Rúben, mas palavra de honra, que gostaria mesmo de saber o que é que lhe passou pela cabeça. 

Bem-vindo ao Sporting. Um ano depois, espero que já saiba mesmo o que (também) é ser do Sporting.

 

***[Lançado aos 76', aos 79' - sem justificação plausível - João Palhinha vê cartão amarelo...]

Imagens: Boa tarde, Sporting - Sporting TV, antevisão jogo contra o Boavista.

Foste anjinho Amorim

Rúben Amorim cometeu um erro clamoroso neste jogo. Foi desde logo uma temeridade alinhar com Nuno Santos e Coates, um sanguíneo e um defesa que não teme o choque, mas o domínio do Sporting foi tão avassalador e sereno que não deu azo a equívocos. Mas quando vi Palhinha a tirar o fato de treino juro que tive um arrepio de horror. Os meus piores augúrios depressa se confirmaram, bastou a Palhinha soprar nas orelhas de um adversário para que a hiena do Fábio, há 75 minutos à espera desta oportunidade, puxasse o cartão amarelo. Amorim não é ingénuo, conhece bem com que linhas se cose o futebol nacional, e já experimentou na pele por duas vezes a sanha e o acinte do anti-sportinguismo institucional, redobrado agora que a equipa se mostra inquebrável enquanto os adversários directos ou tropeçam ou vão vingando bem amparados. Estava-se mesmo a ver que isto ia acontecer, como foi possível caíres na esparrela, Amorim?

Ganhámos, mas...

A condicionante não se refere ao mérito; Tampouco à justiça e muito menos  ao empenho dos rapazes, que foram inexcedíveis na entrega à luta e demonstraram raça de verdadeiros leões.

A condicionante vai para a organização da prova.

Vai para o futebol português.

Vai para a pandilha que gravita e se sustenta à "pála" de um desporto maravilhoso.

Quando vi o nosso Jovane ser atropelado e levar um amarelo, pensei pra mim que "hoje não molhas o pincel, puto!" Meu dito, meu feito, que o apitador ontem queria ele próprio levar o caneco para casa, tal o festival de apito, raramente acertado, que durou parece que para lá do jogo.

Se calhar convém recordar que este é um daqueles de laboratório, dos cursos do INATEL patrocinados pelo Benfica e que ascenderam às insígnias FIFA sem os correspondentes jogos em divisões inferiores, para que o leitor fique enquadrado com a "peça de artilharia". Os mais velhos recordar-se-ão dos retratos "a la minute", sem qualidade, com imagem desfocada e sombras esquisitas. Pois deste assunto o que ainda persiste, são as sombras.

Arrumado o incompetente e fazedor de fretes, a segunda nota vai para a Liga, começando com uma sugestão: Para o ano façam logo a final a quatro, já que é para a treta, ao menos que seja assumida. E que escolham um campo onde se possa jogar à bola, que a competição é futebol, não é rugby (ou râguebi) e muito menos a actividade agrícola de plantação de batatas. Aquilo ( o estádio que a câmara de Leiria entendeu construir para o Euro 2006, empenhando uma parte do orçamento para muitos anos ) é um elefante branco, a gente sabe, mas os elefantes só vão ao charco para matar a sede, para coisas sérias é em piso decente, considerando o peso e se me faço entender...

A terceira nota vai para o trolha (com um enorme respeito pelos que exercem a profissão e são miseravelmente pagos por isso) que preside aos destinos da agremiação braguista: Se ele soubesse o gozo que me causa vê-lo a espumar sempre que perde connosco e felizmente pra nós têm sido muitas vezes, o rato metia-se no buraco antes de vomitar as alarvidades que por norma profere quando leva "na pá" quando perde com o Sporting. Eu sei, ele está f...chateado porque o Sporting prefere o Paulinho que lá tem há imensos anos e nunca defraudou, àquele que eles lá têm e tem sido sistematicamente metido no bolso pelo Coates e parece (espero bem que!) que a torneira fechou.

Uma palavrinha final para o previsível sucessor de Jesus na lampionagem: A dor de corno é fodida, mister.

E ainda um post scriptum: uma enorme salva de palmas para o nosso treinador, com a esperança de que o deixem trabalhar, mesmo que por vezes os resultados nos deixem com um camadão de nervos de ir às urgências e agora não dá muito jeito. Portanto é deixá-lo fazer o seu trabalhinho, que a coisa está melhor que a encomenda. Venha de lá o Boavista.

 

O recital Amorim

É para equilibrar as coisas, pois então. Se tantas vezes temos de enfrentar o mistério da carteira feminina (desesperantemente experimentado quando em busca de qualquer coisa que lá cai), sem culpa gozo aquilo que para tantas mulheres é fenómeno misterioso sem igual, mais ainda porque o culto praticamo-lo depois de termos monopolizado a televisão, a sala - como diria o Futre-, concentradíssimos durante hora e meia, palas laterais e olhos fixos no futebol leonino.

Acredito que todos saberão do que falo, afinal, qual de vós nunca se deleitou no imenso prazer de seguir em directo o imperdível pós-jogo quando ganhamos?

As declarações dos jogadores, a análise dos comentadores, os casos de arbitragem, a conferência de imprensa do treinador fazem o guião perfeito da vitória que se estende para lá das quatro linhas.

Ontem não fomos defraudados, bem pelo contrário.

Ainda em altas com a conquista do primeiro título da época, pouco depois do levantar da taça, do futebol luso ter visto os miúdos campeões de leão ao peito; a seguir a essa enorme alegria, outra tive. O orgulho sportinguista insuflou-se mais com a magnífica entrevista de Rúben Amorim à Sport TV.

Igual a si próprio, o comandante da nossa fantástica equipa foi de novo líder. Inteligente, galvanizador, confiante e confiável; competitivo, sem um pingo de deslumbramento, humilde, com os pés assentes nos chão; consciente da importância da conquista de Leiria, mas apontando já baterias às conquistas por fazer:

"Há uns dias, batemos o Nacional e a seguir fomos afastados da Taça pelo Marítimo."

Sóbrio e lúcido, acrescentou: "Olhamos muito para os resultados, surgiu alguma desconfiança após a Taça de Portugal e o empate com o Rio Ave, mas não íamos mudar, ganhássemos ou perdêssemos esta taça. É importante, dá um balão e estamos a arriscar, com um grupo jovem que vai sofrer muito. Temos já jogo importante no Bessa e temos de saber festejar, sabendo que há um jogo importante. Temos o  campeonato para olhar e será engraçado trazer os jogadores à terra e amanhã já pensamos no jogo do Boavista. Seria pior se tivéssemos perdido. Era muito importante para o Sporting ganhar este troféu hoje."

Das memórias que tenho do futebol não me lembro de ver no Sporting um treinador que desse tanta confiança, que fosse tão fiável e credível. As palavras que Rúben Amorim diz vemo-las postas em prática pelos jogadores que orienta. Ouvir RA dá esperança e alento, faz acreditar que estamos mesmo no caminho certo, rumamos às vitórias. À vitória.

Descontraído, bem disposto, relativizando constantemente os muitos eleogios que os entrevistadores lhe iam lançando, e nunca perdendo a postura da seriedade profissional, assim esteve o timoneiro de Alvalade. A prova de que o sucesso da equipa que montou e melhora de dia para dia não acontece por acaso.

O recital que Amorim nos deu, que tivemos o privilégio de acompanhar já "Campeões de Inverno", guardou para o fim uma declaração confirmante da veracidade de tudo o que foi dizendo e partilhando ao longo da conversa e que abaixo cito.

Antes disso acrescento que o Sporting está bem, cada vez melhor, como nos faz ver o principal responsável pela muito boa temporada feita até agora e que fala assim:

"Se pudesse manter isto durante muitos anos… Sei que no futebol muda tudo muito rápido, mas eu adoro o dia a dia no Sporting. Sou sincero. Sou muito feliz no Sporting, o projeto é a minha cara. Gosto mesmo de trabalhar no Sporting.  Por isso, se quiserem tirar-me do Sporting vão ter de pagar tudo.»

Obrigado equipa, presidente e Viana

Limpámos o Porto, limpámos o Braga, limpámos a Taça da Liga. Título que tantos desprezam mas que todos queriam e querem conquistar e que é só nosso.

Gosto de ganhar esta taça e alegra-me muitíssimo ter o título de Campeão de Inverno.

Esta noite reconfirmámos que a nossa equipa pode ganhar todos os jogos. Pode bater todos os adversários que tiver pela frente. Já o vimos, já o confirmámos uma e outra vez. E nisto acreditamos cada vez mais, porque sabemos que os nossos sempre entram em campo para ganhar.

É também evidente e galvanizante constatar a crescente cultura de vitória, jogo atrás de jogo, a entranhar-se no plantel, em cada jogador e, meus caros, em cada um de nós. No Sporting. Um Sporting vitorioso é o que somos hoje!

Estamos a habituar-nos a ganhar. E que hábito bom. Esta época, aqui chegados, meses depois de termos começado a competir, os dedos de uma mão são de mais para contar as derrotas que tivemos, os dedos usâmo-los quase todos, mãos e pés, para contabilizar as vitórias. Empates são coisa pouca.

É obra, caros, é obra! E tem obreiros. À cabeça das façanhas estão, claro, os jogadores e a equipa técnica, extraordinariamente comandada pelo fora de série, inspirador e fiável Rúben Amorim, mas não só. Há um notável trabalho na rectaguarda. Assistimos esta época ao sucesso de um projecto prometido quando fomos a votos nas últimas eleições e verdadeiramente posto em prática. A fórmula de sucesso foi desenhada e tem sido executada pelo presidente Varandas e pelo director Hugo Viana, a dita estrutura do futebol.

Quero agraciá-los já, porque, e por mim falo, tantas vezes neles zurzi.

A conquista da TL é o resultado de uma aposta clara na formação e num treinador que é o homem certo para o projecto e o êxito de Amorim, cuja contratação tantos e tão violentamente criticaram (eu inclusive), revela olho e sabedoria da estrutura. E rumo. Rumo. A estrutura acertou. E, acredito, acertará.

Esta é uma equipa ganhadora e percebendo eu que o discurso deve ser o do jogo a jogo, sempre contornando a pressão que nos fazem para nos afirmarmos candidatos à conquista, para nos deslumbrarmos e considerarmo-nos os mais bem posicionados para chegar ao fim à frente dos outros; ainda que eu perceba e até goste que jogadores e treinador isso façam, meus caros, jogo a jogo acredito cada vez mais que vamos continuar a ganhar. E que será assim até ao fim. 

O homem certo para o Sporting

Texto de Salgas

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Amorim já terá conquistado grande parte dos Sportinguistas.

 

No passado mais recente, tivemos o pé-frio de José Peseiro (a quem não posso deixar de agradecer a missão que aceitou, quando tantos fugiram como o diabo foge da cruz), o inglês macarrónico de Marcel Keizer (a quem não posso deixar de agradecer os dois títulos conquistados) e o cinzentismo solitário de Silas.

Agora, olhamos para o treinador que temos no banco e aferimos pela amostra que nos foi apresentada que ele é pé-quente (a estrelinha vai guiando o caminho do nosso Rei Mago), que é um exímio comunicador capaz de agregar todos à sua volta nas conferências de imprensa e que é um verdadeiro líder, que agarrou o balneário e os pôs a dar tudo dentro e fora de campo.

É um treinador que passa uma imagem de um jovem humilde a quem as coisas estão a correr bem. Não podia ser mais antagónica com a imagem do técnico que antecedeu os já mencionados acima: Jorge Jesus.

 

Este sábado [hoje] entrará em campo para disputar a sua primeira final pelo clube, a segunda na sua ainda curta carreira enquanto treinador. Poderá ainda haver quem ache que são só coincidências, que se explica pelos tempos pandémicos em que vivemos, ou outras teorias que a mim estão longe de convencer.

Já vi bons treinadores com tremendas dificuldades no Sporting. Já vi excelentes treinadores com dificuldades no Sporting. Porque neste clube as coisas parecem ser sempre mais difíceis. Por isso mesmo valorizo ainda mais o trabalho do nosso jovem técnico.

Muito bem na forma como agarrou a equipa para a ponta final da temporada passada, mesmo sem conseguir o terceiro lugar. Muito bem como separou o trigo do joio. Muito bem como desenhou um plantel recheado de caras novas. Muito bem a potenciar os nossos jovens jogadores. Muito bem na dinâmica apresentada pela equipa. Muito bem ao estar na liderança do campeonato com mais de 1/3 da competição. Muito bem a devolver a esperança aos adeptos.

 

Fará em breve um ano que o Presidente Frederico Varandas tomou a decisão arrojada de pagar 10 milhões de euros por um treinador, tornando-o desse modo num dos mais caros da história do futebol. Ao dia de hoje, até os mais cépticos estarão rendidos.

O que valem hoje Jovane, Nuno Mendes, Porro, Pedro Gonçalves ou Tiago Tomás? O que valerão amanhã?

Independentemente do que venha a acontecer, é minha convicção que Rúben Amorim é o homem certo para colocar o Sporting novamente num patamar de excelência.

 

Texto do leitor Salgas, publicado originalmente aqui.

«Toma!»

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O processo de liderança no futebol passa por várias etapas. Uma delas - com inegável projecção pública e evidente efeito de contágio num grupo de trabalho - é a atitude revelada pelos treinadores quando acompanham os desafios na zona que lhes está destinada. 

Rúben Amorim é um desses líderes que não precisam de muitas palavras para se impor: basta acompanhar com atenção o modo como vibra com cada momento do jogo. Isso ficou bem evidente naqueles minutos finais do Sporting-FC Porto, quando conseguimos virar a partida com dois pontapés magníficos de Jovane, que momentos antes saltara do banco.

«Toma!», gritou ele a plenos pulmões. Simbolizando toda a força de vontade, toda a vibração anímica, toda a garra de Leão que transborda da zona exterior para o relvado. Alguém ainda duvida de que o futebol leonino conta com um verdadeiro comandante? Qual o sportinguista verdadeiro que não se revê nestas imagens?

O velhinho Amorim

 

O pior Sporting que alguma vez vi, pior até do que aquele em que ficamos em sétimo, foi o de Paulo Bento. Resultadista, monótono, Liedson-dependente e sobretudo liderado por um homem que nunca parecia em paz consigo e com o mundo. Ainda me lembro de defendermos um 2-1 em casa, contra uma equipa pequena, aos 60 minutos de jogo.
Talvez algum jogador de então leia isto, quem sabe o próprio PB, e por isso quero acrescentar que o adepto (eu) é cruel, injusto e míope. Devemos a Paulo Bento troféus, vários “segundos lugares-Champions”, transferências, jogadores lançados. Mesmo assim, não consigo aplaudir, ainda que consiga dizer com todas as letras que o Sporting deve bastante à serenidade teimosa e agressiva de PB. Conseguimos muita coisa com uma equipa de tostões.

Mas houve coisas... Por exemplo, a aposta em Rui Patrício foi apenas e só teimosia contra a imprensa, comentadores e até o público, que nos fez levar golos evitáveis durante década a fio. Portugal deve-lhe o campeonato da Europa (para mim, foi o melhor em França), mas o Sporting (e na prática) beneficiou muito menos.

Há dois anos, vencemos dois troféus sem saber ler nem escrever. Equipas com grandes jogadores (Bruno F, Bas Dost, Mathieu), mas sem ligação, como uma feijoada mal apurada, apesar das carnes incríveis. Essas conquistas encadearam Frederico Varandas que quase foi apeado nos entretantos seguintes. Era uma equipa sem liderança, o que permitia a ascensão de Bruno Fernandes (não é por acaso que quanto melhor está o MU, menos influente é BF, um jogador que brilha muito mais no meio da falta de liderança do treinador), mas pouco mais.

O que o Sporting de Amorim nos trouxe é uma mistura da versão boa de Paulo Bento (“jogam os melhores, apesar da idade”) com inteligência emocional e a maturidade de um líder que, tendo 35 anos, parece ter uns 80. É teimoso e determinado, mas não se deixa engolir pelo seu ego ou abafar pelas suas inseguranças. Não agarra numa tocha e obriga a que todos os sigam.

Aproveita o melhor que a vida lhe dá. Talvez tivesse aproveitado Caicedo ou Stojkovic.

Por isso, e por exemplo, pediu um guarda-redes habituado a outras cavalgadas e um central de uma liga melhor que a nossa. Adán e Feddal não são os melhores do mundo, mas defrontaram habitualmente Messi, Benzema, Griezmann e essa malta toda, incluindo as claques e a imprensa. São duas ilustrações que atestam a inteligência do nosso treinador e um caminho que (digo eu) Paulo Bento não teria escolhido, porque teria apostado em Patrício e talvez em Ivanilson ou Quaresma.

O que a idade nos traz é isto: temos um caminho, uma rota, uma direção e também a noção muito nítida de que não vamos mudar o mundo apenas com as nossas teimosias.

Liderar não é dar murros na mesa. Liderar é lutar pelos objetivos, com os meus, os teus e os nossos.  

O dia seguinte

Dizem que Sérgio Conceição nasceu e cresceu Sportinguista, o clube da aldeia dele é o Ribeirense, uma filial do Sporting. Se calhar por isso mesmo, sempre com o cérebro meio baralhado por tantas emoções do passado ou a antecipar excursões futuras a Lisboa na reforma, tem sido um contribuinte fiel e dedicado de taças para o museu do Sporting. Foi a Taça de Portugal no tempo do Marco Silva, a Taça da Liga e a Taça de Portugal no tempo do Marcel Keizer, e agora com Rúben Amorim fez o que estava ao seu alcance para levar para lá mais uma, especialmente quando tirou o Marega do campo para pôr lá o Tony, o Jovane encarregou-se do resto. Depois lá disfarçou na flash-interview como pôde: falou dum jogo que só ele viu, à moda do tal papagaio vermelho, falou num clube regional sempre a lutar contra tudo e contra todos, enfim, lá disfarçou a coisa. Agora tem de ser o Sporting a concluir a tarefa, temos de ganhar a final ao Benfica A ou B (este distingue-se pelas mangas brancas), mas acredito que vamos conseguir, até para não deixar mal o nosso Serginho.

Foi interessante ver o jogo ouvindo o ex-treinador Vitor Pereira a preparar o terreno para o regresso, e a explicar porque é que o Porto joga tão pouco, diz ele que faltam muitas entrelinhas e momentos de superioridade a meio-campo. Realmente o Porto de ontem realmente quase se resumiu aos momentos de inspiração de Corona e de Marega, este último consegue até marcar um golo num raide de 1 contra 5. Mas isso também aconteceu porque o Sporting não deixou. Não é nada fácil ganhar a este Sporting sub-23 reforçado.

Se calhar alguns Sportinguistas ainda não se deram bem conta da qualidade do treinador que têm. O Sporting venceu ontem o Porto não com Maregas e Coronas, mas com Gonçalo Inácio (18), Tiago Tomás (18),  Plata (20), Porro (21), Daniel Bragança (21), Pedro Gonçalves (22), Jovane Cabral (22) e Matheus Nunes (22). Todos eles, naturalmente falhando um lance ou outro, estiveram a um nível elevado, adultos e concentrados, interpretando muito bem o 3-4-3 de Amorim. Conjuntamente com os mais velhos,  Adán, Coates, Feddal, Antunes, Palhinha, João Mário, Nuno Santos, conseguiram aguentar o Porto, e estando a perder a 15 minutos do fim, tiveram a confiança e a audácia para ir para cima deles e reverter o resultado. Como quase fizeram em Alvalade, recordam-se que o Vietto falhou aquele golo de cabeça mesmo a terminar a partida? 

Bom, agora lá se vai a ideia de fazer descansar os mais utilizados, e por exemplo João Mário e Nuno Santos precisam mesmo duma pausa. Chegados aqui agora só pode ser mesmo para entrar com tudo e levar a Taça.

Acreditemos neste treinador, nesta equipa e nestes jogadores, mesmo quando as coisas não correm tão bem como ontem.

 

PS1: Brilhante Jovane. Mereces uma estátua algures em Alvalade. O que seria da tua carreira se não passasses metade dela na enfermaria? Isso tem de acabar, duma vez por todas.

PS2: Muito bem Frederico Varandas. Pode não se gostar da pessoa ou do seu estilo de comunicação, mas esteve ontem também ele brilhantemente na defesa da ética médica, da verdade desportiva e do Sporting Clube de Portugal, contra o sistema mafioso por demais enraizado no futebol português.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rúben Amorim sem desculpa

Texto de Luís Barros

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Sem desculpa.

Rúben Amorim falha em dois jogos consecutivos e era bem dispensável o discurso sobre a atitude dos jogadores, muito ao estilo de um seu antigo treinador. Ele é o responsável máximo pela equipa e pelas opções e desta vez não se pode escudar em Emanuel Ferro. Neste momento qualquer adversário já sabe como condicionar a equipa e tendo em conta que Amorim só faz alterações quando o prejuízo está feito, será necessário ele próprio fazer um pouco de introspecção em relação ao tipo de jogo que quer continuar a implementar em relação às soluções que tem no plantel.

Há vários jogadores em défice físico e mental. De repente deixou-se de ser uma equipa e nota-se mais os jogadores optarem por jogadas individuais completamente descabidas e por remates completamente ridículos. Nuno Santos, Tabata, Plata, Borja, Quaresma, João Mário estiveram mal ou muito mal, Tiago Tomás, Pedro Gonçalves e Coates estiveram sofríveis. Apenas Palhinha consegue sair da mediania, mantendo-se sempre disponível e lutando até à exaustão. Um verdadeiro Leão.

Com todas as carências que se conhecem no plantel, continuo a não aceitar o ostracismo a que o Pedro Marques é arremetido. Para um jogador que leva mais de dez golos marcados nesta época entre as duas equipas onde jogou, no mínimo merecia alguns minutos de jogo. Agarrando nas palavras do próprio Amorim, se não for em jogos destes quando é que será lançado?

Segunda desilusão seguida apenas atenuada por mais uma vitória da equipa de basquetebol, que continua 100% vitoriosa. Esses sim, uns verdadeiros Leões.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

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