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És a nossa Fé!

E agora, José ?

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Têm sido tantos anos de frustações, tantos anos de roubos descarados no campo e fora dele, tantos anos de escorreganços fatais em momentos críticos, que ainda me custa acreditar no que aconteceu nesta última jornada, como conseguimos ganhar um jogo que um árbitro bem cedo tinha condenado ao insucesso, como o Porto conseguiu empatar o jogo seguinte depois de não sei quantos mergulhos na grande área adversária.

Por muito que a providência divina tenha ajudado a este desfecho, não há dúvida que muito disto se deve à conjunção de alguns factores a que tenho por diversas vezes chamado a atenção:

 

1. Rúben Amorim. Por muito que se critique os "passes para trás e para os lados" e a falta de "futebol ofensivo", este Sporting de Amorim é uma equipa extraordinariamente competente e difícil de vencer. A ideia de construir toda uma gestão do plantel à volta dum sistema táctico 3-4-3 que se altera conforme os jogadores que vão assumindo cada posição, e onde cada um tem capacidade para assumir várias posições, é completamente inovadora no panorama futebolístico português e tem sido determinante na extraordinária carreira duma equipa e dum plantel bem mais fraco que os dos rivais.

A prova disso foi como a equipa soube, com um jogador a menos e sem substituições, recompor-se dentro do campo, com jogadores a assumirem papéis diferentes daqueles que tinham sido programados, e como na segunda parte cada substituição foi melhorando a equipa e tornando mais clara a luz ao fundo do túnel. E a luz veio sob a forma dum golo tirado a papel químico daquele da Taça da Liga.

Quando pensarem em criticar o Rúben pensem apenas no seguinte. Imaginem o que seria esta equipa reforçada pelos melhores que passaram por Alvalade nos últimos anos. E no que seria esta equipa comandada por algum dos outros treinadores que por aqui passaram nos últimos tempos também. 

 

2. David Elleray. Desde que este senhor apareceu por aqui, impondo a sua autoridade técnica e a sua posição importante na arbitagem europeia, a nossa arbitragem teve de arrepiar caminho e aproximar-se dos padrões europeus, onde se entende que o futebol é um jogo de contacto, onde é crucial distinguir entre jogo duro e violento, e as simulações e os mergulhos na grande área adversária não são apreciados.

Ao contrário do que foram dizendo os medíocres e nalguns casos ressabiados ex-árbitros promovidos a comentadores, esteve muito bem Hugo Miguel em Faro, como esteve em Moreira de Cónegos, e merece muito mais estar na grande roda europeia que o artista de circo Artur Soares Dias. Oxalá consiga. 

 

3. Sérgio Conceição. O Sporting tem a sorte imensa de contar com este descontrolado nosso adepto (dizem que sim) à frente da equipa adversária. Já foram duas Taças de Portugal, duas Taças da Liga e desconfio que a coisa não vai ficar por aqui. Sempre a tentar ganhar na trafulhice, na pressão sobre os árbitros, nos mergulhos na grande área e fora dela, nas emboscadas aos melhores jogadores adversários, como aconteceu com Acuña no Dragão na véspera do jogo do Jamor, pouco ganharia se não tivesse a força "negra" que ainda tem o seu presidente por detrás e os "Rubens Macedos" desta vida a facilitar-lhe a vida.

Incapaz de saber perder, está condenado a fazer figuras patéticas no final do jogo de Moreira de Cónegos. Quando têm de ser os jogadores a segurar o seu treinador, está tudo dito. 

 

Bom, mas isso foi nesta jornada. Tempo de fechar esse capítulo e passar ao seguinte.

E agora, José?

 

O Sporting segue na frente do campeonato com 6 (que na prática são 5) pontos de vantagem sobre o Porto, e 10 pontos sobre o Benfica. Estão por disputar cinco jogos, com um total de 15 pontos. Com 52 golos marcados e 15 sofridos, somos a melhor defesa e o terceiro melhor ataque, neste caso estamos apenas a seis golos do Porto, que lidera.

A próxima jornada é crucial. Nacional, Tondela e Famalicão podem ajudar a decidir muita coisa. Em caso de vitórias dos três grandes, o Porto terá de decidir se entra na Luz para lutar pelo título ou pelo 2.º lugar. Se calhar vai optar pela segunda hipótese e dar oportunidade ao Benfica para limpar a má época. Com a vitória do Benfica e a nossa em Vila do Conde...

 

E agora, José?

Vamos aproveitar esta oportunidade que de repente se abriu e acelerar para o título?

Vamos morrer ingloriamente na praia, apenas confortados pelo acesso à Champions?

Diz lá, José... 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Um castigo p'ra mim, um castigo p'ra ti...

Leio hoje num jornal desportivo que o conselho de disciplina não aceitou o recurso de Ruben Amorim/Sporting sobre a expulsão de que foi alvo (vítima) no jogo com o Famalicão.

Ruben Amorim foi expulso quatro vezes. As condições em que aconteceram essas expulsões todos as conhecemos. Foi castigado num total de 36 dias de suspensão.

Por outro lado, temos o delicado e simpático Sérgio Conceição, que já alcançou a oitava expulsão. Por ter sido um paz de alma nestas e noutras ocasiões, nomeadamente quando se pegou com Paulo Sérgio, em Portimão, Ceição foi barbaramente castigado com 23 dias de suspensão. 

Como se poderá facilmente constatar, há um diferencial de 13 dias entre ambos, em desfavor de Amorim.

Pelos vistos os senhores árbitros gostam de ser enviados alegremente "para o caralho" e que os mandem "levar no cú", mas curiosamente não gostam que lhes digam que "conseguiste o que querias" (alegadamente). Ou seja, percebemos que afinal o conselho de disciplina(?) acha que os árbitros não conseguem o que querem durante um jogo, que se julgará ser um juiz justo e obter uma boa prestação e que por isso há que os mandar "para o caralho" e "levar no cú", com a vantagem de o fazerem por interposta pessoa e estarem livres dos castigos e das multas.

Ou isto, ou há uma gritante dualidade de critérios, mas isto posso ser eu a ser desconfiado...

Orgulho

Temos uma verdadeira equipa. Onde o colectivo suplanta largamente a mera soma das partes. E onde os jovens são hoje parte integrante dum projecto tornado realidade em campo, jogo após jogo.

 

Basta reparar: dos 14 jogadores leoninos que actuaram no Farense-Sporting de sexta-feira, metade são sub-23.

Estes sete magníficos:

Pedro Gonçalves, 22 anos.

Matheus Nunes, 22 anos.

Daniel Bragança, 21 anos.

Pedro Porro, 21 anos.

Gonçalo Inácio, 19 anos.

Tiago Tomás, 18 anos.

Nuno Mendes, 18 anos.

 

Obra e mérito de Rúben Amorim.

 

Amorim falhou nas opções que fez

Texto de Luís Barros

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Aqui está um dos fulcrais destes dois resultados menos positivos: deixamos de jogar pelas alas. Quando temos um ponta de lança, deixamos de "fazer" jogo para a área.

Ontem [anteontem] vi um defesa/ala esquerdo com 18 anos a jogar sozinho contra três adversários e mesmo assim sem comprometer. Vi igualmente um defesa/ala direito, sozinho, sem chama e descoordenado, que depois de ser chamado à seleção desaprendeu de jogar e que comprometeu. Foi a segunda vez em dois jogos seguidos que sofremos golos a partir do lado direito.

Vi também um João Mário a jogar naquele estilo muito peculiar de não se querer gastar muito nem sujar os calções.

Por último, vi uma defesa completamente perdida a sofrer um golo de forma indesculpável.

 

Já afirmei mais do que uma vez: neste momento o Sporting não tem ninguém além de Plata que faça a diferença no um-para-um e para desbloquear jogos precisam-se de artistas. Jovane, mais uma vez, não aproveitou para fazer a diferença e mostra que o caminho em Alvalade já não deve ser muito mais longo.

Continuo a não perceber o súbito desaparecimento de Matheus Nunes, um dos poucos que seguram e transportam a bola em condições.

Pedro Gonçalves, com uma das melhores exibições dos últimos tempos, jogando solto sem ficar amarrado a uma posição no terreno, fez-me lembrar um pouco o Adrien mas com mais golo.

 

Concluíndo. Amorim falhou pela segunda vez nas opções que fez e demonstrou algum nervosismo durante quase todo o jogo.

Se é verdade que ainda estamos à frente por seis pontos, também é verdade que vejo os principais adversários a jogar com mais atitude e contando ainda com mais soluções no banco.

 

Nota final. Pela primeira vez não gostei do discurso de Amorim. A ideia de que o Sporting já "ganhou" o campeonato com a valorização de alguns jogadores e, se o perder efectivamente, é o treinador que o perde, não me parece a política mais correcta. Na prática nada está ganho: o Sporting e seus jogadores só ganham se forem campeões e chegarem à liga milionária.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

Amor In

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Há dias a caríssima Marta Spínola abria a caixa de Pandora, se calhar, sem saber. Tocou o sempre delicado tópico 'superstições'. Comecei por participar, não por (actualmente) tê-las mas por ter artefacto que gostaria de baptizar, recuperando assim, e em grande estilo, o que foi uma adolescência muito activa nesse departamento. Ou de como o Sporting teve sempre o condão pessoal e intransmissível de me mostrar a magia que há em tudo o que é fruto de amor. 

 

É magia, é 'Amor In' que Amorim nos tem trazido. Nos devolveu. E é essa magia, esse Amor In, que ao longo da estrada que liga Alcochete a Alvalade muitos iguais a nós querem devolver, querem que as equipas sintam.

Enquanto a equipa aqui de casa não se organiza (Camarada Coordenador é que disse, não m'aborreçam!) e escolhe a forma mais suave de (não) se envergonhar (muito), ocorreu-me partilhar esta fotografia.

Não é superstição, mas gostaria que fosse talismã.

É, como alguns perceberão, a equipa vencedora da taça de Portugal na época 1999/2000*. É, aqui, uma fotografia de fotografia que me tem acompanhado como preciosa jóia que é, nas muitas casas onde já vivi. Compõe, a par da suprema Queijo Castelões (também há-de cá vir dizer 'Olá') e do primeiro cartão de sócia (a fotografia com a indescritível franja!? jamais!), a Santíssima Trindade do Orgulho Leonino desta que vos escreve.

 

A todos os que, à sua maneira, na estrada, em casa, em Portugal Continental e Insular, na soalheira Califórnia, em Inglaterra, na Alemanha e onde mais houver centelha verde e branca a vibrar, o meu emocionado: estamos todos invisivelmente ligados. E que bem ligados, diga-se.

 

Amorim? Estamos todos completamente In!

 

Vamos embora, equipas!

 

É pra ganhar, é pra ganhar!!! 💪🏻🦁💚

*Correcção de época

P.S. Estimados JMA e Filipe Moura, nada temam, diria que há potencial para se sentirem muito acompanhados.

P.S.2. Obrigada João e Ricardo Fernandes pelo inestimável duplo presente que guardarei eternamente.

Regresso ao futuro

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Foi em 8 de Março de 2020 a estreia de Rúben Amorim como treinador do Sporting, numa tarde marcada por uma manifestação patrocinada pela Juveleo do lado de fora de Alvalade e um clima de insatisfação generalizado dentro dele, cavalgado e amplificado por aqueles que depois da manifestação entraram no estádio para acabar o que tinham começado fora dele. 

Foi também o último jogo do Sporting com público no estádio. O futebol parou, os jogadores recolheram às suas casas e quando voltaram depararam-se com as bancadas vazias.

E com as bancadas vazias veio um novo Sporting, com um plantel renovado, assente na formação e a somar vitórias. Foram mais de 30 vitórias para apenas 4 derrotas, uma taça ganha. 

 

Quando se planta uma árvore, temos de regar e amparar. Depois vai enraizar e encorpar,  nessa altura já não precisa de nós. Com a equipa de futebol do Sporting é a mesma coisa: as bancadas vazias foram a sua água e o seu amparo, a tranquilidade que precisava para se focar em pôr em prática o que treinava, para crescer enquanto equipa. Mas mesmo agora, que já se encontra forte e viçosa, preparada para todas as intempéries, sente a falta do carinho e dos aplausos. Foi tempo demasiado sem eles.

Um dia destes, sócios e adeptos voltarão aos estádios. Se calhar duma forma mais controlada e protegida, com as claques obrigadas ao escrutínio das autoridades via cartão de adepto, com bilhetes e cartões de época nominais e de venda reservada aos clubes, acabando com a candonga organizada e o poder de alguns à custa de todos. Poderá ser uma boa oportunidade para devolver as bancadas às famílias e aos amigos, e varrer das mesmas aqueles que não fazem lá falta nenhuma, os que não vão lá para vibrar com o futebol e apoiar a sua equipa, mas para andar nas suas guerras, curtir à sua maneira e armar confusão. 

 

Como será nesse dia o ambiente em Alvalade? Aquele do jogo com o Desportivo das Aves ou o da final do Jamor, poucos meses antes ?

Deixo aqui a pergunta.

Que ambiente iremos ter em Alvalade no dia em que pudermos lá voltar?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Esgaio e a geração perdida

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Leio, com assumida tristeza, que o FC Porto quer contratar Ricardo Esgaio. Não me surpreende a escolha: considero Esgaio o melhor português a actuar como ala direito no campeonato nacional. Formado naquele que é um dos mais competentes núcleos de formação desportiva do continente europeu - a Academia leonina, de onde saíram dois Bolas de Ouro (Luís Figo e Cristiano Ronaldo) e um Bola de Prata (Paulo Futre). 

Esgaio distinguiu-se nos escalões de formação e ao serviço da equipa B do Sporting, tendo actuado várias vezes na equipa principal. Infelizmente, quando o "mestre da táctica" aterrou em Alvalade viu a sua progressão interrompida e acabou dispensado. Aconteceu-lhe o que sucedeu a tantos como ele, daquela geração intermédia que transita dos escalões juniores para o futebol profissional. Toda uma geração perdida devido ao nefasto papel de quem proclama que um jovem tem de "nascer dez vezes" para singrar num onze titular.

 

Assim perdemos Esgaio, para o Braga. Como perdemos João Palhinha, em boa hora resgatado ao mesmo clube - com os excelentes resultados que sabemos. Como perdemos Iuri Medeiros, Ryan Gauld, Matheus Pereira, Francisco Geraldes, Domingos Duarte, Carlos Mané, Mehdi Demiral e Gelson Dala. Jogadores que têm hoje entre 23 e 27 anos: alguns nunca chegaram a estrear-se na nossa equipa principal.

Reparo nisto e sublinho o contraste: que diferença em relação ao que se passa agora. Com um treinador como Rúben Amorim que nestes 13 meses como treinador do Sporting já lançou oito elementos da formação, apostando neles na equipa A leonina - três deles na época em curso: Gonçalo Inácio, Daniel Bragança e agora o benjamim Dário, apenas com 16 anos. O mais jovem de sempre a jogar entre os grandes no futebol português.

 

Um escorraçava-os. Outro acredita neles, confia neles, coloca-os a jogar e valoriza-os. Valorizando também o clube que os formou.

Não pode haver, também nisto, maior diferença entre o ciclo Jesus e o ciclo Amorim.

Inútil perguntarem-me quem eu prefiro: já todos conhecem a resposta. Gostaria de saber também qual é a vossa.

Jogada de alto risco ou jogada de mestre?

Não é todos os dias que na 1.ª Liga portuguesa ou em qualquer 1.ª liga do mundo que, com a sua equipa a vencer pela margem mínima um jogo determinante para ser campeão, se estreia a 10 minutos do fim, descontos incluídos, um miúdo com 16 anos acabados de fazer. Visto bem, nem todos os dias nem quase nunca. Não sei o que teria acontecido se o Essugo falhasse um desarme e provocasse um penálti, como aconteceu com o Doumbia um dia destes. O que sei é que nada disso aconteceu: o rapaz entrou a jogar como se andasse naquilo há muito tempo, e se alguma oportunidade houve foi para a sua equipa, nada para o adversário. Mas que foi uma jogada de alto risco isso foi.

Mas existe o risco calculado e o outro. Pensando um pouco percebemos que Matheus Nunes estava impedido, não convinha recorrer aos médios-centros da equipa B para não ficarem impedidos de alinhar nos jogos finais do Campeonato de Portugal, nos sub23 não há nenhum elemento na posição que se destaque, o Essugo tem sido presença regular nas selecções da sua categoria, tinha treinado bem duas semanas com a equipa, e estava preparado para jogar esses minutos finais à frente de Palhinha, ajudando ao controlo do meio-campo. Portanto, foi um risco alto de facto, mas foi um risco bem calculado.

Mas quando o árbitro apitou para o final, o miúdo quebrou em pranto abraçado aos colegas acariciando o emblema do leão rampante. Amorim veio calmamente dizer: "O Dário é um miúdo com muito talento, com muita humildade, trabalhou bem e faz parte do nosso projecto. É mérito do Dário, e isto é também uma mensagem para os jovens jogadores, não interessa a idade, o Sporting está neste caminho, aqueles que estiverem em dúvida entre clubes, sabem que aqui têm a porta aberta, isso por vezes faz a diferença." Passámos a conhecer a história da família e dos contornos da sua vinda para o Sporting, então a jogada de risco transformou-se numa jogada de mestre.

Se calhar como foi a contratação do próprio Amorim por Frederico Varandas. A tal jogada de alto risco, a que muitos de nós torcemos o nariz, que o levou a ser acusado de gestão danosa e de estar a cometer um acto de desespero e que ajudou a engrossar o "comité de recepção" daquela tarde da visita do Desp. Aves a Alvalade, transformou-se efectivamente numa jogada de mestre.

 

PS: Esta história do Dário Essugo e da sua família vem na sequência de outra: a dum miúdo que também esteve com ele no banco, Joelson Fernandes, há um ano e picos agraciado pelo Grupo Stromp, com a família mais próxima presente no jantar respectivo. Ou duma terceira história que envolveu Jovane Cabral e Sousa Cintra. E de outras e outras do passado... como a história da Dona Dolores Aveiro. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Formação, ADN no reino do leão

Dário Essugo, aos 16 anos e 10 dias, estreou-se ontem na equipa principal do Sporting C.P.

Durante a sua ainda curta vida, nunca viu o seu clube ser campeão, mas arrisca-se a sê-lo, ao ter sido aposta de Ruben Amorim, durante a partida disputada ontem em Alvalade, quando o resultado ainda estava em aberto.

À semelhança do que têm procurado, mas ainda não conseguiram, os doutos iluminados que dirigem o podre e fedorento tuga soccer, na senda do processo a Ruben Amorim, por falta de habilitações para exercer o cargo de treinador, com 10 pontos de avanço para o segundo classificado, nem imagino como estaria a classificação se tivéssemos um treinador qualificado, talvez descubram agora que foi violada uma qualquer lei, que possa punir o Sporting C.P., eventualmente exploração do trabalho infantil...

Grande mensagem de Amorim

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«Aqueles miúdos que estiverem na dúvida entre clubes sabem que aqui têm a porta aberta e que serão aproveitados.»

Rúben Amorim assume-se como porta-voz da SAD, um verdadeiro mestre de relações públicas em Alvalade. Confirmando o que já sabemos: o Sporting é campeão também a captar talentos. Não como "fezada", mas como política desportiva.

A prova vai sendo dada em campo, como hoje se viu: oito jogadores portugueses no onze inicial, oito jogadores da formação contra o V. Guimarães.

Connosco - com esta equipa técnica, com esta direcção desportiva - os miúdos não precisam de "nascer dez vezes" ...

Lamentável e vergonhoso

 

«Seria lamentável que o sistema de justiça desportiva, chamemos-lhe assim, viesse a punir o Sporting por uma prática que é reiterada por toda a gente no futebol português há pelo menos quase duas décadas. E que essa punição ignorasse o facto de a inscrição como treinador principal sem ter o IV nível de formação, indispensável para tal reconhecimento profissional, ter sido adoptada com o conhecimento formal e informal de toda a gente - da associação de árbitros aos clubes, da Liga ao Governo.

Transformar esta questão numa querela jurídica, numa altura em que o trabalho de Rúben Amorim, dos jogadores e do clube está a muito pouco de atingir os objectivos de uma época é, no mínimo, vergonhoso. Visa meramente trazer instabilidade ao treinador e aos jogadores quando, na verdade, se trata de uma questão que poderia ser sanável a qualquer tempo, em particular quando não causasse um dano maior do que o vício em causa. De resto, será sempre uma ilicitude gasta pelo tempo decorrido e pelo evidente consentimento generalizado dado aos muitos casos anteriores.»

 

Eduardo Dâmaso, ontem, na sua coluna semanal no Record

Assim tornam o Sporting ainda mais forte

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1

Não vale a pena gastar muitas palavras. A questão é esta: como são incapazes de nos derrotar em campo, tentam vencer-nos na secretaria.

São "casos" atrás de "casos": o da Unilabs, com os falsos testes positivos à Covid que deixaram de fora Nuno Mendes e Sporar antes do clássico do Dragão; o da ameaça de perda de pontos ao Sporting por João Palhinha ter usado um direito, que a Constituição e a lei geral do País lhe conferem, de recorrer para a justiça civil de uma decisão considerada injusta no âmbito desportivo; é agora a Comissão de Instrutores da Liga a dar provimento, um ano depois, a uma queixa do órgão profissional dos treinadores contra Rúben Amorim, sob a acusação de fraude. Tese delirante da instrutora Filipa Elias, supostamente com base no depoimento dum jogador que já não integra o plantel leonino, estando agora ao serviço de outro emblema.

 

2

Há incontáveis precedentes de treinadores que orientaram ou ainda orientam equipas de futebol da I Liga portuguesa sem possuírem o título profissional, quase tão difícil de obter como um segredo de alquimia: Paulo Bento, Sérgio Conceição, Nuno Espírito Santo, Marco Silva, Paulo Fonseca, Jorge Costa, Petit, Silas, Pepa, Pedro Emanuel, Sandro Mendes, Filipe Martins, Tiago Mendes, Sérgio Vieira, Mário Silva, Carlos Pinto, Rui Borges, Luís Freire, João Henriques... 

Espantosamente, a Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), entidade queixosa neste processo, só investe contra Amorim - aliás com reincidencia, pois já havia procedido assim quando o actual treinador do Sporting orientava o Casa Pia, embora tenha silenciado qualquer protesto quando ele conduzia a equipa do Braga.

Existe, portanto, perseguição ad hominem. Espantosamente, por parte da associação que devia defender os treinadores, em vez de os acusar fosse do que fosse. A ANTF - liderada há oito anos ininterruptos pelo mesmo indivíduo, um antigo director desportivo do Vitória de Guimarães que nunca se distinguiu nos campos de futebol - faria bem melhor em actualizar o seu organigrama oficial na Internet, que apresenta como segundo vice-presidente da Direcção alguém que há um ano deixou de exercer aquelas funções. Afinal a transparência, que tanto apregoam, não é aplicada lá em casa.

 

3

Temos, portanto, uma associação de classe agindo como perseguidora de membros da própria classe. Um deles, pelo menos. O que torna o caso ainda mais inaceitável.

Entendamo-nos: a ANTF não pode exercer medidas punitivas contra um dos seus membros por não estar equiparada a ordem profissional - para isso necessitaria de diploma outorgado pela Assembleia da República. Será mais adequada a sua equiparação a organismo sindical, o que torna ainda mais abjecta a denúncia feita em Março de 2020 contra Amorim, mal iniciou funções na equipa técnica do Sporting. Os sindicatos agem na defesa dos interesses sócio-profissionais dos associados, não agem contra eles.

O que dirá disto Domingos Paciência, primeiro vice-presidente da ANTF e portanto cúmplice do senhor José Pereira nesta senha persecutória contra Rúben Amorim? O facto de Domingos, actualmente inactivo enquanto treinador, se assumir como fervoroso adepto do FC Porto poderá ser a chave da questão?

 

4

O caso agora vindo a lume suscita outras perplexidades, ligadas ao labiríntico processo de certificação profissional de um treinador de futebol em Portugal, mais complicado do que o de um médico ou de um engenheiro - ao ponto de os candidatos a treinadores de nível IV se verem forçados a concluir a formação em países estrangeiros. 

Mas o que agora importa é perceber qual será a decisão da Liga Portugal. Irá suspender Rúben Amorim negando-lhe o exercício da profissão por um período de um a seis anos, na linha do que propõe a respectiva Comissão de Instrutores? Atrever-se-ão a condenar Amorim por uma prática que sempre validaram com qualquer outro?

Uma certeza existe: a actual pontuação do Sporting no campeonato nacional não será afectada, seja qual for o desfecho do processo. Que vai demorar anos, pois o Clube - e muito bem - já anunciou a intenção de levar o caso às últimas instâncias, incluindo à justiça civil, culminando no Tribunal Constitucional

 

5

Entretanto, não tenhamos ilusões: todas estas queixas e queixinhas visam um só objectivo: desestabilizar a nossa equipa nos 12 confrontos que ainda faltam.

Mas não conseguem. Pelo contrário: vão torná-la ainda mais forte. E nós estaremos com ela: onde vai um, vão todos.

Amorim brilha como catedrático, mesmo sem canudo

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Rúben Amorim é um predestinado e arrisca mesmo tornar-se num dos melhores treinadores de futebol do mundo. Não é preciso ser vidente para perceber a “estrelinha” mediática que está a emergir no futebol português.

A ascensão meteórica — em três épocas, passou do Casa Pia Atlético Clube, para o Braga e depois para o Sporting — está, no entanto, a incomodar a classe dos treinadores encartados e, sobretudo, muitos dos interesses instalados no meio futebolístico, leia-se os principais rivais. 

A verdade é que Amorim mesmo sem curso para treinar na primeira divisão dá lições como se já fosse um verdadeiro professor catedrático. Se não vejamos: nos primeiros seis meses como timoneiro do Braga, embora oficialmente não o pudesse assumir, ganhou a primeira Taça da Liga. Um ano depois repetiu o triunfo, mas agora à frente do Sporting, clube que esta época ainda não tem nenhuma derrota na Liga e já lá vão 22 jornadas (bateu um recorde com 39 anos).

Todas as semanas são batidos recordes históricos. A este ritmo, Amorim e toda a sua equipa arrisca-se a ser campeã, título que foge há 19 anos seguidos.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória que a Associação de Treinadores encartados e a Liga de Futebol estão agora colocar em xeque na secretaria, quando em campo Rúben Amorim mostra semana após semana ser mestre, mesmo ser ter o canudo.

Só uma gigante dose de inveja e de vergonha, porque a maioria dos treinadores leva uma década para ser treinador da primeira Liga — nem um médico leva tanto tempo — e paga uma pipa de massa, motiva uma queixa por alegada fraude de Amorim como treinador. Atitude que nunca se viu por exemplo com Paulo Bento, Sérgio Conceição, Paulo Fonseca, Petit, Pepa, Silas, Marco Silva e Nuno Espírito Santos, entre muitos outros.

Além disso, há um ano e meio que Amorim é treinador da primeira Liga, cumprido todas as regras, caso contrário a Federação e a Liga já se tinham manifestado.

Apesar da infame acusação, Amorim tem um futuro traçado: será Brilhante e Histórico e até 2024 será treinador principal do Sporting. Todos unidos por Amorim.

NO PASARÁN!

Ou uma (velha) nova versão dos filhos da puta.

Remeto-vos para o comunicado da Sporting-SAD de hoje, sem muitas considerações.

Há um objectivo claro por parte de todos os organismos e associações do futebol para desestabilizar a equipa do Sporting, nesta caminhada invicta que temos vindo a trilhar.

Há hoje um visceral ódio ao Sporting na Liga, na FPF, na APAF e na associação de treinadores e até no sindicato de jogadores. Porque de há muito que o Sporting, incomodando com a sua sede de justiça, de igualdade de direitos e oportunidades e de decisões claras e transparentes, nunca teve força e argumentos para levar por diante a sua luta, foi ignorado, gozado e até tido pelo coitadinho (lembram-se de Silas? Estava em situação semelhante). As coisas mudaram, no entanto. A pandemia veio trazer alguma verdade ao que se passa(va) dentro das quatro linhas (há males que vêm por bem) e o que antes passava impune e era catalogado de supra-sumo da batata, verifica-se hoje que não passa de fogo de palha e o Sporting  segue na frente sem favores e apesar dos favores aos seus adversários históricos, mais, muito mais aos do norte que aos do sul.

E vem agora o corporativismo dos treinadores ao de cima. Com um assunto que os devia fazer barrar a cara de trampa (por tantas vezes repetido sem que se atrevessem a mexer o mindinho), estes lambe-botas, pulhas, vendidos, capachos e o mais que vos aprouver, prestou-se a um papel de embrulho mal amanhado que não vindo a ter consequências no campo jurídico, tem por objectivo, mais uma vez, quebrar o ânimo aos jogadores e ao treinador. No pasarán!

Por mim, vou perder algum tempo a pesquisar os podres na imprensa publicada e podem ter a certeza de que os publicarei aqui. Acho que começarei pelo contrato e pelo tempo em que o mesmo treinador passou no banco do Braga e relatarei aqui as páginas e páginas de indignação que a associação de treinadores de futebol fez publicar no seu e noutros sítios da internet e a montanha de queixas que entendeu fazer aos seus donos.

Cerrar fileiras contra estes filhos da puta!

Cerrar fileiras em torno do treinador e dos jogadores!

Defender o Sporting até à exaustão!

NO PASARÁN!

Ai, ai

Desta vez esperei pela flash interview para ver o que dizia Rúben Amorim. Como ele tem uma capacidade inusitada para clarificar as evidências que os especialistas e aprendizes a tal gostam de complicar para se fazerem inteligentes, Amorim acabou por mencionar tudo o que me havia ocorrido comentar aqui. Caso encerrado quanto a este jogo penoso, até porque não me apetece dizer mal dos jogadores mesmo quando merecem. Venha o próximo.

De Amorim a Amorim

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Entre estas duas fotos existe um ano de diferença, pelos vistos o cabelo de Amorim aumentou um pouco duma para a outra, as rugas com certeza também, mas em termos de Sporting e Sportinguismo foram muitos mais, talvez uns 20. Foi como passar duma noite escura para um dia radioso, um dia que nos antecipa e faz lembrar outros em que muito felizes fomos.  

Esta renovação não podia vir em melhor altura, quando ainda nada de verdadeiramente importante se ganhou em termos de títulos mas onde se sente que foram criadas as raízes para que muito se possa ganhar, e quando alguém poderia ter argumentos para cortar esse sonho pela raiz.

Esta renovação é óptima para todos:

- Para Rúben Amorim, que fica com a sua tranquilidade económica resolvida, tem todo o tempo do mundo para acabar o seu curso, enfrentar pela primeira vez a Champions como treinador, colocar o nome na lista dos novos treinadores europeus de topo, e um dia seguir o caminho de Mourinho (aquele que pelos vistos as claques impediram que voltasse a Alvalade).

- Para Frederico Varandas que encontrou enfim uma hierarquia de comando, para utilizar um termo militar, que efectivamente funciona, entre ele, Hugo Viana e Rúben Amorim, e se calhar poderíamos juntar aqui o grande capitão Seba Coates. Parece existir a maior confiança e compromisso nas decisões tomadas, coisa que raramente ou nunca se viu com Keizer e Silas. Faltará apenas alguém mais velho (aqui vem sempre a figura de Manolo Vidal à cabeça) a sentar-se no banco e a proteger Amorim das confusões e caldeiradas que forem surgindo. Por este caminho, e se nada de anormal acontecer, o presidente fica com a reeleição mais que assegurada: aquela oposição pindérica e trauliteira que conhecemos das AGs reduzida a cinzas, e as duas claques ressabiadas sem argumentos para prosseguirem com a guerra estúpida que mantêm com o próprio clube.

- Para o Sporting Clube de Portugal, e é aqui que eu me coloco, o Sporting já existia antes de Varandas, Amorim e das claques, e continuará a existir depois, já que fica com um grande treinador na linha dum Malcolm Allison, Bobby Robson ou Lazlo Boloni (ou László Bölöni), ainda mais com a grande vantagem de ser português e bem mais novo do que os outros quando chegaram. Um treinador que se paga a si próprio, no muito que valoriza internamente, na vontade que cria a jovens como Hevertton, Nazinho e João Daniel de renovarem os seus contratos, como acabou de acontecer, e no que pode render no momento de saída para um grande europeu. Um treinador ganhador, que consegue ter todo um plantel na mão e fazer com que quem entra a partir do banco consiga ser melhor do que quem lá estava, comprometido com um rumo assente na formação que enche de orgulho os Sportinguistas e que honra o lema do clube. Resolvida a questão desportiva, a questão financeira fica bem mais fácil de resolver. O Sporting é um clube desportivo assente no futebol, não é uma entidade financeira nem uma marca de sapatos, como alguns teimam em confundir.

Uma óptima decisão. Agora é voltar ao trabalho, logo à noite temos o Santa Clara. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amorim um ano depois

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Faz hoje um ano, Rúben Amorim era anunciado como treinador do Sporting, ainda sem ter habilitação própria para o efeito. Por decisão arriscada (e na altura muito contestada) do presidente Frederico Varandas.

A 3 de Março de 2020, o futebol leonino sofria a sua enésima crise exibicional, reflectida nos medíocres resultados. Sofremos nova derrota, por 1-3, dessa vez com o Famalicão - por irónica coincidência, agora treinado por Silas. Igualámos o nosso máximo de derrotas numa temporada (15) e víamos o Braga quatro pontos à frente.

Insolitamente, foi o próprio Silas a revelar o nome do sucessor, em conferência de imprensa, nessa noite em que Varandas lhe apontou a porta de saída.

Amorim seria apresentado aos sócios dois dias depois. E logo ali fez a diferença, com um discurso claro, descontraído e sem sombra de crispação - em perfeito contraste com o tom tristonho e macambúzio do técnico anterior. 

 

Estreou-se no banco a 8 de Março, um domingo. Último dia em que muitos de nós estivemos no estádio, acompanhando então o Sporting-Aves, que terminou com vitória leonina por 2-0 - golos de Sporar e Vietto que apenas surgiram na recta final numa partida em que jogámos contra nove desde os 20 minutos.

Valha a verdade que o ambiente era de cortar à faca, o que nada ajudou a equipa. Nesse princípio de tarde, pouco antes do jogo, houve uma manifestação promovida pela Juve Leo que juntou centenas de adeptos exigindo a demissão de Varandas. E estavam decorridos apenas 15 minutos do desafio quando começaram a escutar-se, de forma bem audível, vaias insistentes aos jogadores leoninos, cruzadas com gritos como «joguem à bola», «corram», «chutem». Vaias e gritos que funcionavam como oxigénio para a equipa adversária. 

 

Esse triunfo num ambiente tão complicado, no estádio e fora dele, seria a famosa "estrelinha" do novo treinador já a funcionar?

Nesse dia, abandonámos Alvalade ainda cheios de dúvidas, muito longe de estarmos convencidos. E nem fomos às bifanas, como era costume: rumámos logo a casa. O coronavírus já rondava.

Acabaram os jogos ao vivo, mas Amorim vingou como treinador. O melhor que passou pelo Sporting, pelo menos desde Laszlo Boloni. Hoje não restam dúvidas: foi uma excelente opção do presidente. Que não devolveu só a esperança e a alegria aos adeptos: tem tudo encaminhado para devolver o Clube ao patamar que merece, no topo do futebol nacional.

 

Venho saber a vossa opinião sobre Rúben Amorim.

Que balanço fazem deste seu trajecto de um ano ao serviço do Sporting? 

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