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És a nossa Fé!

Menos de um mês

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Álvaro Pacheco aguentou menos de um mês como treinador do Vasco da Gama: o anúncio da sua contratação aconteceu a 21 de Maio, o anúncio do seu despedimento ocorreu ontem. Quando o clube ocupa o 17.º lugar no campeonato brasileiro de futebol após três derrotas e um empate sob o comando do ex-técnico do V. Guimarães.

Recordo que o nome de Álvaro Pacheco chegou a ser sugerido por comentadores deste blogue como sucessor de Rúben Amorim no Sporting quando aqui se equacionou a hipótese de saída do nosso treinador no final da última temporada.

Brutal

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Dos outros clubes não sei nem quero saber. Interessa-me o Sporting apenas.

 

Fica o registo dos últimos 60 anos, não me apetece recuar mais no tempo:

1965/1966 - Fomos campeões com mais 9 pontos (1 SLB + 8 FCP)
1969/1970 - Fomos campeões com mais 18 pontos (8 SLB + 10 V. Setúbal)
1973/1974 - Fomos campeões com mais 6 pontos (2 SLB + 4 V. Setúbal)
1979/1980 - Fomos campeões com mais 7 pontos (2 SLB + 5 FCP)
1981/1982 - Fomos campeões com mais 5 pontos (2 SLB + 3 FCP)
1999/2000 - Fomos campeões com mais 12 pontos (4 FCP + 8 SLB)
2001/2002 - Fomos campeões com mais 12 pontos (5 Boavista + 7 FCP)
2020/2021 - Fomos campeões com mais 14 pontos (5 FCP + 9 SLB)                                          2023/2024 - Fomos campeões com mais 28 pontos (18 FCP + 10 SLB)

Faz grande diferença.

Foi brutal agora. 

 

Há quem não goste deste Sporting treinado por Rúben Amorim?

Paciência, vão afogar as mágoas à tasca mais próxima.

Luís Filipe Vieira: "Se o Rúben Amorim ficar, o Sporting terá a hegemonia do futebol português"

Não há dúvida que se trata duma frase forte, de alguém que não nasceu em berço de ouro como o Pinto da Costa, ou de cobre como Bruno de Carvalho, mas bem cedo teve de lutar pela vida e de parvo não tem nada. 

Que o diga o nosso ex-presidente, que muito à conta dele, que soube e bem instrumentalizar e manipular terceiros para o efeito, deixou o Sporting perder um campeonato que estava praticamente ganho e entrou numa deriva alucinada que conduziu o Sporting à perda da ida à Champions e ao assalto a Alcochete e a ele à destituição e expulsão de sócio.

Foi Luís Filipe Vieira o criador do polvo encarnado, uma rede tentacular de influência que não se limitava à arbitragem e aos poderes do futebol mas tentava chegar a todo o lado, ao político e ao judicial, alimentado por ofertas variadas e lugar na tribuna nos grandes jogos. Um polvo que partilhava território com o "sistema" alimentado pelo seu amigo Pinto da Costa. Os dois "padrinhos" guerreavam-se em público e entendiam-se em privado, no "Rei dos Leitões" da Mealhada ou noutro sítio qualquer, eram as tais "duas nádegas malcheirosas" de que falava o nosso ex-presidente antes de se ir estupidamente colar a uma delas. Enquanto o amigo do Norte caiu estrondosa e definitivamente da cadeira (vamos ver como termina a coisa), Vieira também caiu mas não desistiu de levantar-se. E o "principezinho" amnésico que se cuide.

 

A verdade é que o Sporting vai enfrentar a próxima temporada com o presidente mais consensual, mais experiente, mais capaz e mais titulado, dos três grandes, muito à frente de Rui Costa e de Villas-Boas. Muito do que estes querem ou vão ter de fazer, ele já o fez, nomeadamente o saneamento financeiro, a limpeza dos processos judiciais pendentes e o fim da promiscuidade com as guardas-pretorianas, as claques ou matilhas não reconhecidas como tal.

Quanto ao director desportivo e ao treinador, a mesma coisa. Rúben Amorim enfrentará do lado do Benfica um Schmidt fortemente contestado pelos sócios e do Porto pelos vistos um adjunto traidor com a sombra do Conceição a pairar sobre um balneário fragmentado. Enquanto António Oliveira prepara o assalto ao poder.

Então com Frederico Varandas, Hugo Viana e... se Rúben Amorim ficar, o Sporting, como diz Vieira, terá a hegemonia do futebol português. Porque não ? Faria todo o sentido... se não fosse o resto... algum do que vimos no Jamor, muito do que existe na FPF, na Liga, na APAF, na Associação de Treinadores e que não desaparece dum dia para o outro. De facto ainda há muito caminho a percorrer para que isso aconteça. E o primeiro a saber isso é o autor da frase. Luís Filipe Vieira.

 

Também ontem, na final da Taça de Andebol, que ganhámos mesmo com uma arbitragem impiedosa que nos colocou a jogar com quatro algures na segunda parte, ouvi a mesma coisa. O Sporting, se Ricardo Costa ficar, terá a hegemonia do andebol português. Depois de ter ganho esta época supertaça, campeonato e taça, com Miguel Afonso, Carlos Carneiro e Ricardo Costa, o Sporting parte para a próxima época em grande vantagem perante os rivais, com dirigentes, treinadores e plantéis em grande mudança.

Futebol e andebol, sem desvalorizar o futsal, são dois exemplos no momento de projectos desportivos de sucesso, que começaram em condições bem difíceis e souberam sempre perceber o ADN do clube e manter um rumo de esforço, dedicação, devoção e glória que orgulha o Sporting Clube de Portugal.

Chega isso para a tal hegemonia? A verdade é que, qualquer que seja a modalidade, continuamos a ter de jogar muito mais do que os adversários para ganhar. 

SL

Na mouche

Rúben Amorim hoje, na conferência de imprensa de antevisão do Estoril-Sporting:
 

Pode garantir que vai continuar no Sporting na próxima temporada? Em relação à Liga Europa, como vê a Atalanta na final? 

"Em relação à minha situação, sou treinador do Sporting e tenho contrato, vou seguir em frente com o resto. Atalanta? Custa-me ver. Não vejo, não quero ver nem saber porque acho que podíamos ter feito melhor. Percebemos onde falhámos, tivemos alguns azares também e fizemos alguma gestão para o campeonato, e o nosso objetivo passa também por aí, fazer cada vez menos essa gestão. Na Liga dos Campeões do próximo ano não o poderemos fazer dessa maneira, temos todos de crescer. Sabia que a Atalanta era forte, provou isso contra o Liverpool e vão estar duas grandes equipas na final, que eu certamente não vou ver."

 

Sempre fui contra aqueles que andaram com o 4.º lugar às costas para afirmar que a época do Sporting do ano passado foi péssima ou catastrófica. Para mim não foi de forma nenhuma nem uma coisa nem outra, foi muito mais uma época em que o desgaste das competições europeias, com vitórias frente ao Tottenham e ao Eintrach Frankfurt, a passagem do Arsenal e a eliminação frente à Juventus, foram determinantes na luta com os rivais internos.

Francamente, não sei se este ano conquistaríamos o título nacional ou se estariamos no Jamor se não tivéssemos o azar de o Pote se ter lesionado em Bérgamo quando marcou o golo. Talvez sim, talvez não, eu cá duvido.

 

E duvido porque nessa altura o "limão já estava muito espremido" e o resto podia não chegar.

O grande desafio para a próxima época é esse mesmo: conseguir conjugar os desafios europeus com os nacionais, chegar longe na Europa e ganhar títulos internos. É um salto que o Sporting tem de dar, é um salto que Rúben Amorim tem bem presente.

Para isso não há gestão possível, têm de jogar não necessariamente os mesmos, mas os melhores. E para que isso aconteça é preciso montar um plantel com dois jogadores de valor aproximado por posição, mais um ou outro polivalente, mais uns ou outros "estagiários". 

Será sempre por aí que se irá definir a próxima temporada, não esquecendo que alguns jogadores brilham mais na Europa do que nas competições internas, e vice-versa.

SL

Em estado de graça (ainda!)

Após a vitória sofrida sobre o Estrela da Amadora em casa desabafei tudo numa ideia: #sofrerparaganhar.

Foi assim o restante campeonato, pelo menos para mim. Umas vezes porque jogávamos menos bem (nunca jogámos mal!!!), outras pelos (maus) resultados dos nossos rivais mais directos.

Em 2021 estive também em Alvalade a assistir via rádio ao Sporting-Boavista, naquele 11 de Maio e que vencemos pela margem mínima, ainda assim suficiente para erguer o caneco. Mas nesse ano não fui ao Marquês. A pandemia pairava permanentemente sobre as nossas cabeças e eu, acima de tudo, tinha uma neta a meu cargo e não desejava contaminar.

Nessa altura prometi a mim mesmo que logo que o Sporting voltasse a ser campeão estaria no Marquês. Foi este ano, no passado Domingo, curiosamente dia da Mãe!

Muitas mães, muitos pais, muitos filhos a seguirem o autocarro dos campeões. Uma alegria imensa.

Hoje, quarta-feira, dois dias depois da enorme festa verde e branca que alastrou a todo o país ainda sinto as emoções daquelas muitas horas e dos muitos quilómetros que percorri a pé. Primeiro atrás dos campeões desde o estádio e já muito tarde no regresso a pé, pois não havia transportes, o carro fora para casa com os mais novos pois trabalharam na segunda--feira e não encontrei um triste táxi.

Mas valeu a pena. Vivo ainda agora sob o peso da alegria de Domingo e não imagino até quando conseguirei lidar com tamanha emoção.

Dia 19 lá estarei em Alvalade para fazer parte da festa, para sentir a festa, para continuar a festa que durará certamente até lá.

O foco será agora o Estoril. Portanto nada de baixar a guarda porque queremos sempre mais!

Para terminar uma palavra bem sentida para uma só pessoa, Ruben Amorim: Obrigado!

Uma pesada herança

No dia em que Rúben Amorim sair do Sporting, e pelos vistos nada está definido quanto ao assunto, deixará, além de muitas saudades aos sócios e adeptos, uma pesada herança ao sucessor.

Desde logo pelos títulos conquistados, mas também pela sua forma de ser e estar, de acordo com o ADN e os valores do clube, pela qualidade e diferenciação enquanto treinador, pela disciplina e espírito de grupo que conseguiu implementar, pelo scouting permanente na academia e lançamento dos melhores e pela articulação quase perfeita com a estrutura técnica e directiva. Está a ser o homem certo no lugar certo.

Isto não quer dizer que seja imune ao erro, quer o seu, quer o daqueles em que decidiu confiar, ou que tenha conseguido obter de todo e qualquer um o rendimento desejável para as necessidades do Sporting.

Isto não quer dizer também  que não existam outros treinadores iguais ou melhores que ele, que possam aproveitar essa herança e conduzir o clube a novo ciclo de vitórias ou até a outros patamares, agora que a capacidade financeira e de investimento do Sporting é outra.

Mas existem muitos mais que podem espatifar tudo em pouco tempo, e aqui basta lembrarmo-nos do que António Oliveira fez ao legado de Malcolm  Allison, com a carta branca dum presidente iludido e babado pela estrela do norte e futuro candidato a presidente do clube que sempre foi o dele.

Além da tal herança existe um fim de ciclo natural no plantel, mais ou menos um terço com quatro épocas de clube, bicampeões, e em fase descendente das carreiras, o que, com a Champions à vista, implicará maior mudança no plantel. Uma injecção de juventude e ambição, digamos assim.

 

Rúben Amorim é de longe o melhor treinador de futebol no campeonato português. O Conceiçãoé  treinador de fute-wrestling e nem entra na minha comparação, e não vejo qualquer outro que se aproxime.Nos sub23 existe o João Pereira, aspirante a treinador principal, mas ainda muito verde para o efeito. No estrangeiro existem muitos treinadores portugueses de qualidade, a maioria a viver à grande ou a gozar a reforma.

Abel Ferreira tem o curriculum brasileiro que tem, no Braga parecia o sucessor do Conceição, futebol de faca afiada e chinelo no pé. Mas conhece muito bem o Sporting.

Paulo Bento é outro que conhece muito bem o clube, próximo de Amorim em termos de valores e atitudes, com títulos ganhos também e grande vocação para lançar jovens.

Depois temos bons treinadores portugueses e estrangeiros, mas saltimbancos sem qualquer ligação profissional ou afectiva ao clube. Como foi o caso do proprio Allison, de Boloni, de Keizer e muitos outros que por aqui passaram. Os dois primeiros encaixaram de maravilha, mas a maioria uma desgraça. E alguns com grande curriculum.

 

Concluindo, Rúben Amorim deixará uma pesada herança no Sporting. No bom sentido, claro. E não será nada fácil a sua substituição. Como não foi a decisão genial de o contratar ao Braga.

Por tudo isto,

#FicaAmorim

E já agora,

#GanhaNoJamor

SL

Da ingratidão dos adeptos

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Acabamos de registar o 39.° jogo seguido a marcar.

Acabamos de registar o 18.° jogo seguido sem perder.

Acabamos de alcançar 81 pontos à jornada 31, o que nos coloca à beira da conquista do campeonato.

Acabamos de somar 4 pontos nos confrontos da época com o FC Porto (um apenas para eles).

Acabamos de somar 133 golos em toda a temporada actual - o sexto melhor registo de sempre na história leonina, o melhor desde a época 1946/1947.

Acabamos de nos consolidar como a quinta equipa com melhor média de golos em todos os campeonatos europeus: 89 já apontados, média de 2,87 por jogo.

Acabamos de arrancar elogios dos mais insuspeitos comentadores de futebol, não apenas portugueses.

 

E mesmo assim há quem seja absolutamente incapaz de elogiar Rúben Amorim, que se prepara para ser o primeiro treinador do Sporting em mais de 70 anos a conseguir duas vezes o título de campeão nacional.

Isto diz quase tudo sobre a ingratidão de certos adeptos. Os mesmos que depois gritam contra a suposta ingratidão de jogadores e treinadores.

Fim de ciclo ou talvez não

A fase de sucesso desportivo do Sporting e de Rúben Amorim no Sporting - e a campanha europeia do ano passado em que vencemos/ultrapassámos Tottenham e Arsenal teve nisso um papel relevante - colocou-o no radar dos maiores clubes da Premier League e consequentemente na imprensa inglesa, onde já quase é tratado como Special Two. Será então questão de tempo a sua saída e o timing da mesma será ditado pelo clube que se chegar à frente com a tal oferta irrecusável. 

Exactamente o mesmo se passará com os jogadores mais valiosos do plantel, como Gyökeres, Hjulmand, Diomande, Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. No pior cenário sairão todos no final da época e o Sporting encaixará quase 300 M€. E então? Vai fechar as portas a seguir? Vai voltar ao tempo do Godinho Lopes?

Importa perceber que o sucesso desportivo e financeiro do Sporting passa pela venda controlada dos melhores jogadores aos maiores clubes europeus, sempre reforçando a equipa de forma a conquistar o título interno, frequentar a Champions e subir no ranking europeu. 

A decisão mais importante que um presidente do Sporting tem que tomar é a contratação do treinador. Até agora tivemos duas apostas pensadas e concretizadas por Frederico Varandas: Marcel Keizer e Rúben Amorim, e alguns interinos arranjados à pressa para aguentar o barco à tona. A diferença de desempenho entre um técnico holandês com escola, boa pessoa e meio descomprometido, e um português "de balneário" de grande talento e com um roadmap pensado para a sua carreira e para o futebol do Sporting foi tremenda, tal como o encaixe dos dois com presidente e director desportivo. 

 

A decisão de contratar Rúben Amorim por uma verba nunca vista em Portugal foi corajosa e genial, e define a qualidade do nosso presidente. Mas a questão agora não é de decisão unilateral, há factores que fogem ao controlo do Sporting.

O importante é Rúben Amorim decidir se o seu ciclo no Sporting está no fim, se o cenário para a próxima época em termos de objectivos desportivos e plantel disponível ainda o vai fazer ganhar mais e crescer mais como treinador ou pelo contrário correrá o risco de passar por uma época pior do que a actual e aguentar com incompreensões e ingratidões como algumas a que assistiu na época passada. Se a decisão dele for no primeiro sentido, então apenas um Liverpool o tirará de Alvalade. Se for no segundo, ficará à mercê dum West Ham qualquer.

E se, num caso ou noutro, ele sair mesmo? Importa então que Frederico Varandas acerte outra vez.

Da nossa parte, sócios e adeptos, apenas podemos dizer Fica, Amorim!!!

SL

«Fica»

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Nas bancadas pede-se, exige-se, implora-se: «Fica, Amorim».

Mesmo que vá, ele tem já quase o nome inscrito em letras de ouro na História do Leão. Vale a pena lembrar: nenhum treinador português conseguiu ser duas vezes campeão pelo Sporting desde Cândido de Oliveira em 1947/1948 e 1948/1949.

No rumo certo

A época desportiva no que ao futebol diz respeito encaminha-se a passos largos para a recta final. A 26 de Maio tudo estará resolvido e todos esperamos que seja com mais uma grande alegria.

A equipa chega ao jogo de domingo com o V. Guimarães com 36V, 7E e 5D e um registo impressionante em termos de golos marcados. Mas chega também com o reconhecimento do melhor futebol praticado em Portugal durante a época, e em termos do clube desde há muito tempo. 

Foram cinco as derrotas que o Sporting registou. Duas com o Atalanta que acabou de eliminar o Liverpool, uma com o Benfica na Luz nos segundos finais quando estava a jogar com menos um, uma com o Braga para a Taça da Liga num dia de muito pouca sorte, e outra exactamente com o próximo adversário, num jogo em que o Pinheiro inclinou o campo. Os jogos com a Atalanta foram aqueles em que a equipa abanou mais, mesmo tendo oportunidades para resultados diferentes, o que muito se deveu à superior envergadura física dos italianos.

Por tudo isto, treinador e jogadores merecem o maior respeito dos Sportinguistas. O desempenho desta equipa não tem comparação possível com as do passado mais próximo ou até mais afastado, e todos (mesmo os menos dotados) os jogadores têm sido importantes. Nem o treinador tem comparação possível com outros que o antecederam e ou ganharam e pouco ficaram, ou ficaram mais tempo e pouco ganharam.

Rúben Amorim recebeu um plantel desfeito pelas repercussões do assalto a Alcochete que soube reconstruir e potenciar, desportiva e financeiramente. Quando sair deixará o futebol do Sporting incomparavelmente mais forte do que o recebeu, e incluo aqui o talento espalhado pelas equipas B, sub23 e empréstimos.

 

O sucesso deste Sporting tem muito a ver com estabilidade e um balneário coeso liderado por um núcleo duro de homens como Coates, Neto e Adán que acomoda e suporta os jovens da formação e os craques contratados. Quando Slimani, por alguma razão, entendeu diferente não teve hipótese. 

Será muito por aqui que o Sporting terá de continuar: estabilidade em termos de liderança, estabilidade em termos de plantel, lançamento de dois ou três jovens por época e contratações cirúrgicas de jogadores diferenciados, técnica e fisicamente. 

Isso é tão mais importante quando sabemos que os últimos 50 anos do Sporting. Com João Rocha e os outros que lhe sucederam aconteceu tudo menos isso: rodízio de treinadores, plantéis ganhadores desfeitos, referências de balneário a sair pela porta dos fundos, "maçãs podres", "toupeiras" e "cromos da bola" no balneário, cheques e vassouras, autocarros de reforços,  etc, etc, etc. 

 

Quando olhamos para os dois rivais e para a sua desorientação actual, muito por culpa pela fraqueza por diferentes motivos das suas lideranças, sentimos que o Sporting tem no momento uma oportunidade de ouro para se destacar no futebol português, conquistando títulos e frequentando a Champions.

Para isso, o "Fica Amorim" é tremendamente importante, mesmo que não dependa dele a saída mas das propostas firmes que tiver, sabendo-se que algumas, a existirem, serão sempre irrecusáveis. E o Sporting nunca poderá ficar dependente dum treinador mas sim do rumo traçado, sempre enfrentando ondas e dificuldades e combatendo as almas penadas que por aí andam e que não suportam este Sporting que deixou de ser o deles.

Domingo, mais uma vez, Alvalade cheio para apoiar a equipa rumo à dobradinha. Depois, em todos os estádios onde formos jogar, também. Vamos conseguir!!!

SL

Seis graus de separação

 

  1. É bastante provável que Pote não seja convocado para o Euro e bastante provável que um jogador que manifesta sistematicamente instabilidade emocional em campo, que insulta, simula, agride, um jogador jovem, que deveria ser um exemplo para os miúdos de 6, 7, 8 anos.

  2. Não está a ser uma Liga de guarda-redes. Tem havido muitos jogos com imensos golos. Quanto vale um guarda-redes que ‘dá’ pontos e ‘apuramentos’? Mais ou menos que um centro-campista ou um avançado?

  3. Não será para o ano, nem será nos anos seguintes, que as ‘arbitragens’ (e os VAR e essas coisas todas) se vão resolver. As instituições Porto e Benfica são das mais poderosas do país, ninguém vai assumir o risco de ir contra as mesmas, as pessoas têm famílias, negócios, expectativas de vida. O que o árbitro do Estoril-Porto não escreveu no relatório deveria envergonhar-nos a todos. Ao mesmo tempo, temos o dever moral de pensar quantos de nós teriam feito diferente, perante os riscos.

  4. Amorim é muito diferente por ser franco, decidido e espirituoso. E por ser inteligente e estratega. Mas não é isso que faz o seu sucesso. É bom para quem o ouve, mas duvido que vença jogos (as suas competências técnicas e da sua equipa, só eles saberão).
    Nem parece que essas características de estar em público sejam importante para a nossa indústria futeboleira. Prova disso, as autoridades da bola e da arbitragem ainda não arranjaram maneira de o homenagear em público. Podiam até dizer (ou fazer dizer) que Amorim evoluiu imenso no seu entendimento do que é fair-play e relação com a arbitragem, adeptos e adversários (até porque é verdade). Porque é que ainda não foi feito? Ver ponto 3.

  5. Se Amorim for embora, tudo voltará à raiva, aos recados, ao queixume, à insinuação, à pressão, aos túneis.

  6. Dito isto, o futebol português é das indústrias mais competentes e competitivas que o país alguma vez teve em toda a sua História. Num mundo de concorrência absolutamente global, cheias de computadores e inteligências artificiais, os clubes continuam a ‘gerar’ jogadores e técnicos para ‘exportação’. Talvez o calendário devesse mesmo mudar para que as equipas portugueses possam ser mais eficazes mais vezes nas competições europeias (além do Porto, que já o é).

Certezas de ontem

Do jogo e resultado de ontem à noite em Alvalade sobram três certezas.

A primeira é de que, independentemente de qual for o desfecho deste campeonato, Ruben Amorim não deverá ser o treinador da nossa equipa. Tornou-se óbvio que Amorim entrou, por mérito próprio saliente-se, nos desejos de outros clubes. Fala-se do Liverpool ou mesmo do Barcelona, mas algum da Alemanha poderá não estar excluído. Veremos o futuro.

A segunda certeza é que a arbitragem portuguesa é paupérrima, triste e acima de tudo cobarde. Os árbitros são fracos – daí perceber-se a sua ausência dos grandes eventos futebolísticos – e com uma falta de categoria que brada aos céus!

Saem e entram árbitros neste circuito, todavia a qualidade não cresce, bem pelo contrário. Sinceramente já não sei se é incompetência se é algo mais estranho! Não imagino qual destas prefiro! O mais provável... nenhuma delas.

Por fim uma terceira certeza é que o nosso futebol adora viver neste lodaçal porque assim há sempre novas desculpas para as más contratações, os maus jogos, as péssimas gestões desportivas.

O nosso futebol que se ponha a pau, pois tenho a sensação que os mais jovens fogem cada vez mais dos clubes portugueses e optam por serem adeptos de clubes estrangeiros! Não se admirem pois, que daqui a alguns anos não haja adepros para ver o nosso pobre futebol.

Como diz o povo: "Quem boa cama fizer, em boa cama se deitará".

Equipa Z

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O tal "ciclo complicadíssimo" ficou para trás. Iniciámos esse ciclo em primeiro, terminamos em primeiro. Nada de novo. As catástrofes que muitos temiam e algumas carpideiras já antecipavam afinal não existiram. A lamúria "somos sempre roubados", que soa como eterna desculpa de perdedores antecipados, ainda não é desta que passa a hino. Felizmente.

Com Amorim não há lamúrias. Os calimeros ficam no banco. Ou são remetidos à equipa Z. É o lugar certo para eles.

Confiança na vitória

Está à vista de todos que este Sporting de Rúben Amorim pratica o melhor futebol desde há muito tempo numa época de imensa exigência competitiva por todo um conjunto de razões.

Para isso concorrem vários factores:

- O crescimento de Amorim enquanto treinador, já num patamar de excelência e sem temer comparações com treinadores de maior curriculum e experiência.

- A base de estabilidade do plantel, com treinador e muitos jogadores com mais de 100 jogos ao serviço do Sporting, e um bom balneário que isso facilita.

- A manutenção de alguns pesos pesados, como Coates e Pedro Gonçalves.

- A qualidade extra das últimas contratações, Diomande, Gyökeres e Hjulmand.

- A dimensão física do plantel, com muitos, talvez a maioria, dos jogadores acima do 1,80m.

Mesmo assim, não conseguimos já evitar duas eliminações, uma na Taça da Liga por manifesta falta de sorte, outra na Liga Europa muito pela superior dimensão física dos italianos da Atalanta. Neste caso, o que é bom a nível interno não chega para lidar com as equipas mais físicas da Europa.

 

Depois do ciclo infernal de Fevereiro/Março vem este de Abril com dois dérbis e um clássico absolutamente determinante em termos das nossas aspirações aos dois títulos em disputa:

29/03/2024     Est. Amadora - Sporting

02/04/2024     Benfica - Sporting (TP)

06/04/2024     Sporting - Benfica

12/04/2024     Gil Vicente - Sporting

16/04/2024     Famalicão - Sporting

21/04/2024     Sporting - V. Guimarães

28/04/2024     Porto - Sporting

 

Como é que estamos para enfrentar este ciclo tremendo absolutamente determinante em termos dos objectivos da época?

O nosso plantel continua curto para as necessidades.

Castigos e lesões obrigam a ter dois jogadores de nível semelhante por posição mais dois ou três polivalentes que entrem na rotação e desempenhem o lugar como o titular. Ora isso apenas acontece na defesa depois do regresso de St. Juste. Em todos os outros sectores precisávamos de um pouco mais. Fresneda, Pontelo e Koindredi estagiam para a próxima época, dificilmente terão uma palavra a dizer nesta.

Neste momento estamos com três jogadores lesionados: Adán, Edwards e Trincão. E temos (penso) sete jogadores à beira do quinto amarelo: Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Edwards, Esgaio, Diomande, Hjulmand, Neto. Depois disso Diomande está em Ramadão e em viagem entre a África e a Europa, e Morita do outro lado do mundo, ambos ao serviço das suas selecções. Não irão voltar nas melhores condições.

Tudo isto, quer queiramos quer não, vai ter consequências.

E não podemos esquecer que os meninos queridos da arbitragem APAF, Soares Dias e João Pinheiro, têm um longo cadastro de roubos ao Sporting e fatalmente aparecerão nos dérbis e no clássico. Este ano já perdemos com o primeiro na Luz (expulsão forçada) e o segundo em Guimarães (penálti inventado).

 

Mas não estamos a jogar sozinhos. Os outros clubes têm os seus problemas também. O Herr Schmidt vê lenços brancos e bombardeio de tochas da bancada das claques que o Rui Costa não conhece e o (...) Conceição tem o clube em buraco financeiro, acossado pela Justiça e pela "boca no trombone" do Villas Boas. Os terrenos da Maia já são caso de polícia, diz o candidato. E o vereador do PS também.

Não temos de ser perfeitos. Temos é que ser melhores do que os outros mesmo em terreno inclinado a favor deles.

E nisso tenho total confiança. Confiança na vitória.

SL

Os golos de Amorim!

Há quem considere que o resultado num jogo de futebol passa a ser de goleada a partir de três golos de diferença. Mas há quem defenda que devem ser quatro a dita diferença entre os golos marcados e sofridos.

O curioso é que o resultado de três a zero, para muitos, pode não ser goleada, mas de quatro a um já é… No entanto a diferença de golos é a mesma.

Posto isto vou ter como matriz a diferença de três golos para considerar goleada. Assim, e em 25 jogos já realizados, o Sporting brindou os adversários com a diferença de três ou mais golos por oito ocasiões (quase um terço dos jogos).

Vejamos a lista das partidas realizadas:

jornada 5 – 3 - 0 ao Moreirense;

jornada 16 - 5 - 1 ao Estoril;

jornada 17 – 3 - 0 em Chaves;

jornada 18 – 5 - 2 em Vizela;

jornada 19 – 8 - 0 ao Casa Pia;

jornada 21 – 5 - 0 ao Braga;

jornada 25 – 3 - 0 em Arouca;

jornada 26 – 6 - 1 ao Boavista.

Depois fui ver os resultados do nosso adversário mais directo. Também ousou fazer oito goleadas contra apenas três do clube da Cidade Invicta. Neste último caso uma delas foi contra o nosso perseguidor.

Olho para estes dados e pergunto-me há quanto tempo isto não acontecia com o Sporting. Segundo li hoje parece que será necessário recuar meio século para se conseguir encontrar algo semelhante.

Agora a questão sacramental e que divide alguns sportinguistas: a quem atribuir o mérito destes resultados?

É fácil atribuir os louros ao ponta de lança sueco Gyökeres, a Pedro Gonçalves ou até mesmo ao Francisco Trincão ou em última instância partilhar o mérito pelos três. Só que nenhum deles, sem Rúben Amorim, conseguiria fazer da equipa o que ela é: uma poderosa máquina de fazer golos.

Rúben conhece hoje bem os seus homens. Conhece as características de cada um e sabe retirar deles o melhor. Mesmo quando estão cansados.

Posto isto e em termos meramente internos o Sporting é sem dúvida a melhor equipa portuguesa. Os outros podem até ter campeões do Mundo, da Lua ou de Marte, mas falta-lhes o espírito de grupo e de conquista como hoje tem a equipa leonina.

Mesmo quando as coisas não correm bem, como foi o caso em Bérgamo ou em Vila do Conde, a equipa não se desune e mostra que é sabendo ultrapassar os momentos menos bons que se pode encontrar o segredo das vitórias seguintes.

São estes os golos de Amorim e que a Liga não consegue contabilizar!

{ Blogue fundado em 2012. }

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