Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Polvo à Amorim


Devo dizer que Amorim é o treinador que mais me impressionou desde sempre. Pela primeira vez, verifico factualmente que é a mão de alguém exterior (ele e a sua equipa técnica) quem torna homens mais ou menos comuns numa equipa eficiente, competitiva e objetiva. Se há equipa onde se vê "treino" é nesta do Sporting. 

Também é a primeira vez que verifico que uma pré-época é mesmo para preparar - e não para mostrar, rodar, dar oportunidade a novos, velhos e assim-assim, fazer vibrar o coração do adepto ou faturar em camisolas. É ver como as substituições de ontem tiveram um propósito, não serviram para dar minutinhos a este ou aquele. É assinalar como Bragança não entrou nos descontos como "prémio" de uma coisa qualquer. É de sublinhar que Max não jogou a segunda parte para "qualquer eventualidade".

Não sei se vamos vencer a Supertaça (o sortilégio do futebol é a sua magia), mas sei que Carvalhal deve ter dormido mal esta noite. A dinâmica da equipa do SCP, o trabalho coletivo, o posicionamento de vários jogadores, a quantidade de soluções que há no banco são impressionantes. A equipa funciona como um polvo, cheia de tentáculos que pressionam, roubam bolas, passam, desmarcam, executam e se ajudam. E nada parecem temer.

A imagem que guardo de ontem é do melão de RA quando sofremos o segundo. Foi um golo bem trabalhado pelo Lyon, excelente passe, bela desmarcação de Slimani - que estava na zona morta entre a defesa e o meio campo – e boa execução do argelino, mas Amorim estava pior que estragado. Porque uma pré-epoca é para preparar e não para entusiasmar a malta.

Se estou a ver bem, este foi o adversário mais forte que o SCP defrontou em muito tempo. Certamente a melhor equipa não portuguesa. Há um ano levamos quatro de uns austríacos bem organizados. Agora foi quase ao contrário. São tempos estranhos, estes de ver o nosso Sporting tão determinado, sem que possamos dizer que temos lá um craque daqueles que valem um alqueire de dezenas de milhões e sem o qual tudo desmorona. Dentro do campo, quero dizer, porque cá fora temos.

E se o Rúben fosse seleccionador?

Vou lendo por aqui e por ali diversas e diferentes opiniões sobre os jogadores que foram convocados, mas acima de tudo sobre as tácticas usadas por Fernando Santos. Não faço qualquer juízo de valor sobre o trabalho do seleccionador até porque, como disse o Edmundo, sou outrossim dono de um nível zero de treinador.

Posto isto gostaria de perguntar ao "nosso" treinador Rúben Amorim que jogadores colocaria em campo e, mais do que tudo, qual a táctica que colocaria em campo?.

Digam o que disserem, Rúben Amorim foi o único que conseguiu fazer de um conjunto de jogadores uma boa e temível equipa.

E logo à tarde/noite deveria estar em Sevilha uma equipa e não só um conjunto de meros jogadores de futebol

Um furriel que nunca chegará a sargento

unnamed.jpg

 

José Pereira, autoproclamado "furriel de Abril", recusa felicitar Rúben Amorim por se ter sagrado treinador campeão da principal prova de futebol em Portugal. 

O fracassado sujeito aproveitou para mandar mais umas farpas ao bem-sucedido técnico leonino, que aos 36 anos já tem muito melhor currículo do que ele. O ódio a Amorim é tanto que tresanda à inveja mais rasteira.

Atitude típica de um furriel rendido à realidade: sabe perfeitamente que nunca chegará a sargento. 

 

ADENDA: Sem surpresa, a ANTF distinguiu ontem Jorge Jesus com um prémio, talvez por ter conseguido o terceiro lugar da Liga e zero troféus com o plantel mais caro da história do futebol português. Sem surpresa também, Amorim ficou de fora. Há coisas que não mudam. 

Época 2021/2022

SCP.jpeg

 

A História não entra em campo para jogar, mas tem um peso tremendo. Há quem goste de a reescrever, não é o meu caso, mas também não a considero um karma, se tirarmos as devidas ilações e nos prepararmos para enfrentar as dificuldades que se avizinham, pode ser uma ferramenta de grande utilidade.

Passada a euforia dos festejos pela conquista do campeonato, acredito que Frederico Varandas, Hugo Viana e Ruben Amorim, estejam já a preparar a próxima época, que nos apresentará novos e difíceis desafios.

Desde logo, a defesa do título que brilhantemente conquistámos, contra tudo e todos. Na próxima época, os rivais não olharão o Sporting C.P. como outsider, irão procurar colocar pressão na nossa equipa, mesmo antes da bola começar a rolar, com a narrativa que o campeão é sempre o principal favorito. Mesmo que não seja bem assim, em 86 edições da prova, segundo a lista oficial da FPF,* apenas 31 vezes, o campeão revalidou o título. No caso do Sporting C.P., nos 18 campeonatos que disputou defendendo o título, apenas revalidou 5, o último na época 1953/54. E mesmo o 2º lugar, partindo como campeão, foi alcançado apenas 3 vezes, a última em 1970/71.

Face ao exposto, não nos poderemos distrair com o canto da sereia que seguramente iremos ouvir, há que meter mãos à obra e enfrentar jogo a jogo, com a mesma determinação que mostrámos esta época, lutando de igual para igual, com rivais que têm poder financeiro, superior ao nosso. Sem perder o pé, o Sporting C.P. precisa crescer, vender 2 ou 3 jogadores com critério, manter uma política salarial equilibrada e muito rigor nas contratações, continuando a apostar na Academia, lançando jovens talentos.

Não vale a pena ter ilusões na conquista da champions, mas é possível ultrapassar a fase de grupos. Não seremos o principal favorito à conquista do título nacional, mas somos candidatos a vencer qualquer adversário e lutar pela defesa do título e conquista de lugar na UCL. As taças são sempre imprevisíveis, mas se o nosso palmarés crescer, tanto melhor.

Estamos hoje melhores, do que estávamos quando o presidente Frederico Varandas, iniciou funções. Mas ainda está muito por fazer...

 

 

*Para efeitos estatísticos, segui a lista oficial da FPF, não colocando o Campeonato de Portugal. 

O momento Paulinho


Era provável que um dos heróis de um título de campeão nacional do Sporting fosse o Paulinho, mas não se imaginaria que fosse o jogador que começou a época no Minho, ao serviço do Braga. O outro Paulinho, técnico de equipamentos, é uma figura carismática do desporto em Portugal, mas defendo que foi a contratação do avançado, na chamada janela de janeiro, que deu o título ao Sporting, dezanove anos depois do último.

Mais: até defendo que o Momento Paulinho entre para o léxico da gestão autóctone, para definir aquela decisão em que o CEO demonstra que confia na equipa que tem, a ponto de investir a sério. Com  o objetivo “Champions”, a gestão do Sporting já cometera uma loucura, ao contratar um treinador por (cerca de) 15 milhões de euros (mais o salário). Em futebol profissional, e espantosamente, não se costuma fazer isso, embora 15 milhões por um jogador de que nunca ninguém ouviu falar não levante o sobrolho a ninguém.

O futebol paga por executantes, mas não é costume pagar por pensantes e estrategistas. Curioso, não é?

Rúben Amorim, o treinador do Sporting, beneficiou de ser um homem de ideias fixas. A seu favor, o facto de estar bem na vida e poder aceitar os desafios profissionais que entende, impondo condições. Treinava o Braga, depois de vindo do Casa Pia, e terá aceitado o Sporting talvez porque pensasse que há comboios que não passam duas vezes, porque acreditasse que em dois ou três anos conseguiria chegar à Champions e houvesse então dinheiro para disputar a liga doméstica, ombro a ombro com os rivais.

Escudados pelos dirigentes que o compraram caro, Amorim teve a intuição certa e, na constituição do plantel, usou de uma pragmática que deveria ser óbvia. Em caso de dúvida, privilegiou os jovens da formação, que conhecem as especificidades da liga portuguesa, têm custo zero e salários muito menos pesados, em detrimento de jogadores de outros países e campeonatos, mais caros, com vencimentos superiores e que precisam de se acostumar. A somar a esses miúdos da formação, os dirigentes do Sporting, do presidente ao treinador, escolheram meia dúzia de jogadores mais velhos que aportassem calo, sabedoria, manha e experiência ao grupo. Sendo o Sporting um clube pobre, nenhum dos jogadores que chegaram era propriamente disputado pelos potentados europeus.   

A meio do trajeto, mais ou menos por janeiro, o Sporting liderava por larga margem, mas ainda era possível soçobrar e contrata Paulinho, um português de Barcelos, que fará 29 anos em novembro. Os adeptos não exultaram e muitos acharam que não fazia falta nenhuma.

Discreto, com ar de boa pessoa, sem pinta de futebolista mediático, nem lento, nem veloz, joga na posição mais ingrata de todas (ponta de lança) e tornou-se no jogador mais caro de sempre para o Sporting. A contratação do internacional português ao Braga foi vista como uma exigência do treinador, a que a direção finalmente anuiu, supostamente com travo amargo.

O que me parece que não se percebeu foi que este momento Paulinho marca o instante em que dirigentes e treinador compreendessem e aceitassem mutuamente que estavam mesmo comprometidos a ser campeões. A direção comprou Paulinho para o treinador e este deixou de ter capital de queixa (e a comichão) de não o ter e pôde concentrar-se na conquista do campeonato. 

Que o Momento Paulinho sirva de inspiração e ilustração para duas verdades elementares. Para se vencer é preciso investir. Pode ser pouco ou muito, mas é preciso investir. E para se vencer é preciso dar condições e confiança a quem se escolhe para estar ao leme.

 

p.s. Outra dinâmica que tem passada despercebida é a alusão que Amorim faz à sua equipa técnica. Guarda-redes, linha defensiva, bolas paradas para meter golos, linha atacante, tudo isto (e por certo muito mais) tem liderança de Amorim e ciência e competência dos seus tenentes. Ninguém faz nada sozinho. 

Creio que foi isto que sucedeu...

Amorim fez o primeiro teste com um adversário tipo Champions. 

Supondo que pode perder Palhinha para o mercado e João Mário (porque está emprestado), talvez Amorim queira ter percebido se as segundas linhas estariam à altura.

 

Individualmente, o Benfica tem alguns excelentes jogadores, muito melhores que todas as outras equipas portuguesas e que fizeram gato sapato de alguns dos nossos, ali na primeira meia-hora. É evidente que se não entrassemos já resolvidos, a nossa equipa e tática teriam sido outras.

Deste modo foi possível testar um "jogo Champions", em que as duas equipas mostraram lacunas individuais e até coletivas.

 

Creio que a importância de Feddal, Palhinha e João Mário no título ficou sublinhada com tinta ainda mais grossa.

Talvez Amorim tenha convencido Varandas a lutar mais por João Mário.

Talvez Pote tenha convencido Fernando Santos.

E talvez João Mário mereça voltar a fazer parte da equipa das Quinas. 

Quo Vadis, Amorim?

Não estarei a mentir se disser que há um ano ninguém, nem mesmo os sportinguistas nos seus sonhos mais optimistas, imaginaria que o Sporting fosse ora o novel Campeão Nacional. E nem necessito enumerar as razões para tal, pois creio que todos sabem de sobra a que me refiro.

Só que a pandemia (e as autoridades!!!!) retirou os adeptos dos estádios, originando que os campos de futebol passassem a ser uma espécie de “terra de ninguém” onde jogar em casa ou fora parecia a mesmíssima coisa.

Entretanto Rúben Amorim pegou num conjunto de jogadores esfrangalhados psicológica e animicamente, juntou-os, acrescentou outros, mesmo que jovens e inexperientes, e o resto já toda a gente sabe o que aconteceu.

Faltam somente dois jogos para acabar a 1.ª Liga e o Sporting poderá chegar a um feito inédito que seria terminar o campeonato sem derrotas. Um record que poderá ter repercussões futuras pois se isso vier a acontecer desconfio que dificilmente a direcção do Sporting conseguirá aguentar este jovem timoneiro à frente da nossa equipa, já que depressa virão equipas, assaz gulosas, dispostas a bater a altíssima cláusula de rescisão, no sentido de  contratarem este competente treinador campeão.

Por tudo isto é que me pergunto: Quo Vadis, Amorim?

Sinceramente preferia que não saísse… mesmo que financeiramente pudesse ser um bom negócio!

E se corre bem?

Sei que ainda faltam duas jornadas para o fim do campeonato, mas se no cimo da tabela as coisas estão definidas, na cauda ainda há muita coisa para decidir. Seja como for, e tendo em consideração a vitória de ontem no jogo e consequentemente no campeonato, sinto que é a hora de fazer um balanço, obviamente muito pessoal, desta época leonina.

Realisticamente o Sporting ganhou esta época dois títulos ou se preferirem um troféu e um título: a Taça da Liga e o Campeonato Nacional. Para uma equipa quase destroçada não foi pouco. Rúben Amorim entrou em Alvalade já tarde na época 2019/2020, mas ainda a tempo de perceber com que ingredientes iria trabalhar no futuro. Na conferência de imprensa da sua apresentação o treinador pergunta: “E se corre bem? O que podemos mexer com esta gente…”

E correu bem… Como foi então possível? Eis as minhas razões:

Liderança – Rúben Amorim desde cedo soube transmitir aos seus jogadores as suas ideias, não de forma impositiva, mas sendo um verdadeiro pedagogo;

Crença – Acreditar no seu trabalho é meio caminho andado para a vitória e deste modo o treinador do Sporting mostrou sempre muita crença;

Conhecimento – ter sido jogador é sempre um factor a somar, pois percebe os sentimentos de quem está no campo;

Visão de jogo – quantos jogos o Sporting esteve em desvantagem e conseguiu superar o adversário após alterações, provando deste modo que saber ler o jogo é muito importante;

Comunicação – o modo que Rúben Amorim arranjou para se bater com os jornalistas semanalmente tornou-o num mestre de comunicação. Jogo a jogo foi sempre a fórmula correcta, não criando com isso anseios desmedidos;

Querer – a maneira como o treinador leonino festejava os golos leoninos mostrou a força e o querer que havia na sua alma;

Humildade – o assumir alguns dos erros da equipa (por exemplo contra o Marítimo que culminou na eliminação do Sporting da Taça de Portugal) mostrou quão importante é percebermos onde erramos, libertando com isso responsabilidade dos jogadores.

 

É assim de Rúben Amorim a maior quota-parte dos sucessos leoninos. Sem este verdadeiro líder de homens, provavelmente, nenhum sportinguista estaria hoje tão feliz.

Agora basta manter a atitude!

Obrigado, Rúben

Que grande discurso do Rúben Amorim. Sem um pingo de deslumbramento. Com os dois pés perfeitamente assentes no chão. Que exemplo.

É sem dúvida um dos maiores responsáveis por esta campanha vitoriosa. Provavelmente o maior. Muito obrigado, Rúben, e desculpa tudo o que eu disse e escrevi de ti.

Uma alegria imensa

thumbnail_20210512_003510[1].jpg

 

Vencemos o campeonato nacional de futebol a duas jornadas do fim, com a maior pontuação conseguida desde sempre à 32.ª jornada (82 pontos) e após 25 rondas consecutivas no comando da prova, em que nos mantemos invictos.

Há 19 anos que não festejávamos um título destes. Que nos vale, desde logo, cerca de 23 milhões de euros - pelo ingresso automático na Liga dos Campeões. E tendo ao leme da equipa o segundo treinador campeão mais jovem da história do nosso clube: Rúben Amorim, com 36 anos. Só antecedido por Juca, que conduziu o Sporting ao título na época 1961/1962. 

Proezas atrás de proezas. Eis outra: há 68 anos que não conquistávamos a prova máxima do futebol português num ano ímpar. O anterior foi o da época 1952/1953, ainda com alguns dos Cinco Violinos no plantel.

A melhor notícia da noite foi a da glória no relvado, alcançada ao minuto 36 do jogo Sporting-Boavista, quando Paulinho marcou o golo da nossa vitória contra a equipa portuense. O golo que nos deu acesso imediato ao título. 

A segunda melhor notícia veio da boca de Rúben Amorim. Ao garantir, na conferência de imprensa pós-jogo, que vai permanecer no Sporting na próxima temporada. Nem pensar em desviá-lo de Alvalade.

Sinto uma alegria imensa, por todos os motivos. E também por isto.

Parabéns, presidente Frederico Varandas

SCP.jpeg

Fui dos que pediram que antecipasses eleições, porque duvidei que tivesses competência para nos devolveres à glória. Torci o nariz quando apostaste na contratação de Ruben Amorim por 10 milhões de euros, uma exorbitância, que classifiquei como um all-in.

Contra tudo e quase todos, venceste. Vencemos! Porque o Sporting C.P. somos todos os que sentem a verde e branca ostentando o leão rampante no peito.

A primeira grande vitória da época foi recuperar o entusiasmo, a confiança dos adeptos, de que a época nos poderia trazer algo. E nem começámos bem, eliminados na pré-eliminatória da Liga Europa. A precoce eliminação na Taça de Portugal também não ajudou, mas jogo a jogo, fomos somando pontos no campeonato e hoje somos Campeões Nacionais.

Obrigado presidente, por não teres desistido, quando muitos te pedimos que o fizesses. Mas não ganhaste sozinho, ninguém ganha sem uma equipa, obrigado a todos os profissionais que compõem a estrutura da equipa de futebol profissional. Permito-me destacar o mister Rúben Amorim, confesso adepto de clube rival, mas um profissional competente, que conquistou o nosso respeito e admiração e seguramente ocupará um lugar na História centenária deste clube que amamos e pelo qual sofremos.

Há muito trabalho pela frente, mas sobre o futuro voltaremos a falar brevemente, não agora. Hoje é tempo de celebrar esta importante conquista. Ninguém verga um leão. Onde foi um, fomos todos. Juntos, chegámos ao título.

Força, Sporting!!!

Leão com mérito

1024.jpg

 

Em certas cloacas sociais pintalgadas de verde sujo, alguns pseudo-sportinguistas continuam a insultar o nosso técnico, chamando-lhe "lampião" e "amendoim", entre outros mimos.

Estes imbecis nem percebem que o benfiquista Amorim dá-lhes todos os dias lições de geuníno sportinguismo.

Ele sim, é Leão de mérito. Com juba.

E ruge, enquanto os outros miam.

Doa a quem doer, custe a quem custar

Texto de Francisco Gonçalves

3-15.jpg

 

Do que gostei mais, no jogo de Vila de Conde, foi daquela lagrimazinha matreira e atrevida, no canto do olho do Rúben Amorim.

Aquela pequena porção de líquido lacrimejante é toda uma época que passa pela mente do treinador.

Desde a apreensão, e até desdém, de alguns adeptos, na sua contratação, até aos castigos, em catadupa, que vão sendo anunciados pelo Conselho de Disciplina.

Desde a eliminação da Liga Europa até ao penálti e à expulsão revertidos, em Alvalade, contra o FC Porto.

Desde as vitórias épicas, no ocaso dos jogos, até à forma como a equipa se ergueu, depois da eliminação na Taça de Portugal.

Desde os empates inusitados, até à resposta aos sempiternos cépticos.

Desde a comoção de ver aquela juventude irrequieta e irreverente até ao título que ainda não é nosso mas que vai ocupando o seu espaço, na sua mente.

O treinador do Sporting, Rúben Amorim, foi o autor do slogan – "onde vai um, vão todos" - que representa, promove e identifica o Sporting Clube de Portugal. Ontem [anteontem] aquela lagrimazinha foi a transformação, em imagem, da certeza de que onde vai um vão todos, doa a quem doer, custe a quem custar.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

Yin-yang

Para não vos tomar muito tempo, lembro-vos que o Sporting bateu, na época passada, todos os records negativos que havia para bater.

Como acontece nas organizações a sério, o responsável é o dirigente máximo.

Este ano a situação inverteu-se e todos nós, nem nos nossos sonhos mais optimistas, antevíamos uma época tão recheada de records, estes sim na verdadeira acepção da palavra. E ainda não acabou, todos esperamos. O título, que seria, sejamos honestos, não mais que um desejo de todos os anos, passou a estar à distância de quatro pontos, hoje. E perfeitamente ao alcance, que o foco, como se viu ontem depois do jogo, sem celebrações exageradas dos jogadores, continua o mesmo: Jogo-a-jogo, até alcançar mais um objectivo.

Como acontece nas organizações a sério, os responsáveis são os trabalhadores.

Rúben Amorim, um "puto" que dá lições de comunicação, faz sempre questão de nos recordar isso a cada conferência de imprensa, a cada rescaldo de um jogo, a cada entrevista rápida e ainda que ontem o tivesse atraiçoado a "sinusite" e fosse questionado sobre si próprio, não deixou nunca de nos mostrar que a relação com os jogadores é magnífica e esse será talvez "o" segredo, a proximidade entre treinador e jogadores.

E deixar que cada macaco fique no seu galho.

É assim que deve funcionar.

Independentemente do mérito de cada um.

Que o há, claro!

Filhos da puta há muitos

E afinal não são apenas e só os que vestiam de preto.

Esta até me faz lembrar um ex-presidente da lampionagem que esteve dois segundos em liberdade, num daqueles imbróglios em que foi caçado. Rúben Amorin ainda tinha a cadeira da bancada quente depois do último castigo e já foi novamente relegado para a bancada, estando impedido de se sentar no seu local de trabalho no jogo em Vila do Conde, amanhã.

A coisa, terrível, deu-se a 17 de Outubro no jogo em casa com o Porto. Amorim foi expulso e disse que do outro banco alguém que se portou da mesma forma deveria ter sido expulso também. Falou em dualidade de critérios.

A coisa foi tão grave que demorou seis meses a ser analisada, talvez ao microscópio.

Curiosamente o caso gravíssimo da violação da dignidade do trio arbitral, teve uma instrutora que até pediu o arquivamento da coisa, de tão disparatada que era.

Ora estes, os do Conselho de Disciplina(?), entenderam espetar-lhe, a Amorim, com mais seis dias de castigo. Toma, que é para aprenderes! 

É à descarada, é o vale tudo, é a filha-da-putice no seu elevado explendor.

Mas se pensam que nos vergam, seus merdas, enganem-se, vêm ainda dar-nos mais força!

 

E agora, José ?

josé.jpg

 

Têm sido tantos anos de frustações, tantos anos de roubos descarados no campo e fora dele, tantos anos de escorreganços fatais em momentos críticos, que ainda me custa acreditar no que aconteceu nesta última jornada, como conseguimos ganhar um jogo que um árbitro bem cedo tinha condenado ao insucesso, como o Porto conseguiu empatar o jogo seguinte depois de não sei quantos mergulhos na grande área adversária.

Por muito que a providência divina tenha ajudado a este desfecho, não há dúvida que muito disto se deve à conjunção de alguns factores a que tenho por diversas vezes chamado a atenção:

 

1. Rúben Amorim. Por muito que se critique os "passes para trás e para os lados" e a falta de "futebol ofensivo", este Sporting de Amorim é uma equipa extraordinariamente competente e difícil de vencer. A ideia de construir toda uma gestão do plantel à volta dum sistema táctico 3-4-3 que se altera conforme os jogadores que vão assumindo cada posição, e onde cada um tem capacidade para assumir várias posições, é completamente inovadora no panorama futebolístico português e tem sido determinante na extraordinária carreira duma equipa e dum plantel bem mais fraco que os dos rivais.

A prova disso foi como a equipa soube, com um jogador a menos e sem substituições, recompor-se dentro do campo, com jogadores a assumirem papéis diferentes daqueles que tinham sido programados, e como na segunda parte cada substituição foi melhorando a equipa e tornando mais clara a luz ao fundo do túnel. E a luz veio sob a forma dum golo tirado a papel químico daquele da Taça da Liga.

Quando pensarem em criticar o Rúben pensem apenas no seguinte. Imaginem o que seria esta equipa reforçada pelos melhores que passaram por Alvalade nos últimos anos. E no que seria esta equipa comandada por algum dos outros treinadores que por aqui passaram nos últimos tempos também. 

 

2. David Elleray. Desde que este senhor apareceu por aqui, impondo a sua autoridade técnica e a sua posição importante na arbitagem europeia, a nossa arbitragem teve de arrepiar caminho e aproximar-se dos padrões europeus, onde se entende que o futebol é um jogo de contacto, onde é crucial distinguir entre jogo duro e violento, e as simulações e os mergulhos na grande área adversária não são apreciados.

Ao contrário do que foram dizendo os medíocres e nalguns casos ressabiados ex-árbitros promovidos a comentadores, esteve muito bem Hugo Miguel em Faro, como esteve em Moreira de Cónegos, e merece muito mais estar na grande roda europeia que o artista de circo Artur Soares Dias. Oxalá consiga. 

 

3. Sérgio Conceição. O Sporting tem a sorte imensa de contar com este descontrolado nosso adepto (dizem que sim) à frente da equipa adversária. Já foram duas Taças de Portugal, duas Taças da Liga e desconfio que a coisa não vai ficar por aqui. Sempre a tentar ganhar na trafulhice, na pressão sobre os árbitros, nos mergulhos na grande área e fora dela, nas emboscadas aos melhores jogadores adversários, como aconteceu com Acuña no Dragão na véspera do jogo do Jamor, pouco ganharia se não tivesse a força "negra" que ainda tem o seu presidente por detrás e os "Rubens Macedos" desta vida a facilitar-lhe a vida.

Incapaz de saber perder, está condenado a fazer figuras patéticas no final do jogo de Moreira de Cónegos. Quando têm de ser os jogadores a segurar o seu treinador, está tudo dito. 

 

Bom, mas isso foi nesta jornada. Tempo de fechar esse capítulo e passar ao seguinte.

E agora, José?

 

O Sporting segue na frente do campeonato com 6 (que na prática são 5) pontos de vantagem sobre o Porto, e 10 pontos sobre o Benfica. Estão por disputar cinco jogos, com um total de 15 pontos. Com 52 golos marcados e 15 sofridos, somos a melhor defesa e o terceiro melhor ataque, neste caso estamos apenas a seis golos do Porto, que lidera.

A próxima jornada é crucial. Nacional, Tondela e Famalicão podem ajudar a decidir muita coisa. Em caso de vitórias dos três grandes, o Porto terá de decidir se entra na Luz para lutar pelo título ou pelo 2.º lugar. Se calhar vai optar pela segunda hipótese e dar oportunidade ao Benfica para limpar a má época. Com a vitória do Benfica e a nossa em Vila do Conde...

 

E agora, José?

Vamos aproveitar esta oportunidade que de repente se abriu e acelerar para o título?

Vamos morrer ingloriamente na praia, apenas confortados pelo acesso à Champions?

Diz lá, José... 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D