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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito  que tivéssemos começado a época oficial de futebol 2020/2021 com uma vitória, ao contrário do que aconteceu na temporada anterior. Ontem, em Alvalade, contra o Aberdeen: vencemos por margem mínima, mas bastou para superarmos esta pré-eliminatória de acesso à Liga Europa. Segue-se, no próximo dia 1, um embate com o Lask Linz, equipa bem nossa conhecida. Este triunfo foi importante não apenas por motivos financeiros e reputacionais, mas sobretudo para criar motivação e sedimentar espírito de equipa num grupo que teve só agora o primeiro confronto a sério - incluindo jogadores em estreia absoluta nas competições europeias, como Tiago Tomás (marcador do golo solitário do Sporting), Matheus Nunes, Nuno Mendes, Daniel Bragança e Gonzalo Plata.

 

Gostei  das exibições de vários jogadores. Desde logo, Tiago Tomás, que sentenciou o resultado logo aos 7 minutos, a passe de Vietto: com apenas 18 anos, jogou solto e descomplexado, revelando ambição de agarrar um lugar no onze titular. Mas também Pedro Porro, em estreia oficial na nossa equipa, confirmando que é realmente um reforço na nossa ala direita: fez excelentes cruzamentos aos 18', 56' (quase originou o segundo golo, para a cabeça de Tiago Tomás) e 59', além de um espectacular slalom de 50 metros, na ala oposta à sua, que permitiu travar uma perigosa ofensiva escocesa aos 72'. Coates foi capitão não só de braçadeira mas também de todo o sector defensivo, sempre muito sincronizado na linha de fora de jogo, desposicionando os adversários, e fez cortes impecáveis aos 66', 90' e 90'+1. Destaque ainda para Wendel: foi ele quem recuperou a bola no lance de golo, entregando-a para a assistência de Vietto, e também soube pensar o jogo, articular sectores e criar desequilíbrios a meio-campo. Também apreciei a contínua aposta na formação (Matheus Nunes, Nuno Mendes, Tiago Tomás e Jovane no onze titular, Bragança e Plata suplentes utilizados) e na juventude (os nossos sete jogadores mais avançados no terreno tinham apenas 21,5 anos de idade média).

 

Gostei pouco  que Daniel Bragança não tivesse entrado mais cedo: Emanuel Ferro - ontem no comando efectivo da equipa por impedimento de Rúben Amorim, confinado com Covid-19 - só o mandou entrar para o lugar do esgotado Wendel aos 86'. Também me pareceu tardia a troca de Tiago Tomás por Sporar (aos 77'). E custou-me entender por que motivo Jovane - ontem o nosso jogador com sinal menos, ao ponto de se poder dizer que passou ao lado da partida - permaneceu em campo até ao apito final. Falhou a aposta de o colocar como avançado-centro, deixando Sporar no banco: aquele não é o terreno ideal para potenciar as qualidades do luso-caboverdiano.

 

Não gostei  da falta de ritmo competitivo da nossa equipa, em comparação com a turma escocesa, que fez agora o seu nono jogo oficial enquanto o Sporting não actuava sequer numa partida de preparação desde 9 de Setembro. Este notório défice de capacidade física começou a notar-se a partir da meia hora, forçando a nossa equipa a gerir com inteligência o ritmo de jogo e mantendo o controlo de bola, tanto mais que a iniciativa atacante competia ao Aberdeen, a perder desde o minuto 7. À falta de ritmo somaram-se as ausências forçadas, devido ao Covid-19: nove jogadores continuam de quarentena, incluindo Pedro Gonçalves, Nuno Santos e João Palhinha. Felizmente já poderemos contar com eles no confronto com a equipa austríaca.

 

Não gostei nada  de esperar 61 dias pelo regresso do futebol leonino aos jogos oficiais. E menos ainda que este tardio início da temporada tenha ocorrido sem público, à porta fechada, com os sócios banidos do estádio. Quando touradas, circos, comícios, celebrações políticas e religiosas, espectáculos teatrais, sessões de cinema, provas hípicas, corridas de automóveis, shows humorísticos e festarolas diversas já podem contar com público. O futebol - que gera tantas receitas fiscais para o Estado e cria pelo menos 80 mil postos de trabalho directos e indirectos em Portugal - continua a ser tratado como inaceitável filho de um deus menor.

Quente & frio

Gostei muito  da vitória concludente do Sporting, ontem em Alvalade, frente à equipa do Istambul Basaksehir, segunda classificada da liga turca que vinha de uma série de 15 jogos em que só havia perdido uma vez. Agradou-me não apenas o resultado (3-1, com 2-0 ao intervalo) mas sobretudo a exibição. Especialmente na primeira parte, em que o onze leonino teve um domínio avassalador, sem dar a menor hipótese aos adversários. Foram os nossos melhores 45 minutos iniciais nesta época, confirmando a Liga Europa como a excepção à regra das más exibições e dos péssimos resultados da temporada em curso. Grande dinâmica ofensiva leonina, bom jogo colectivo: parecia um Sporting de outros tempos, em que vencer e convencer era o mais comum para as nossas cores.

 

Gostei  que tivéssemos inaugurado o marcador bem cedo, logo aos 3', com um remate certeiro de Coates, na sequência de um canto apontado por Acuña. O segundo surgiu aos 44', marcado por Sporar, a centro de Ristovski: o internacional esloveno estreou-se como goleador pelo Sporting ao quinto jogo de verde e branco. O nosso terceiro, aos 51', ficou a cargo de Vietto, coroando um rápido lance de contra-ataque, com assistência de Bolasie. O franco-congolês é um dos que merecem nota mais elevada - e quase marcou, num tiro à barra, aos 84'. Mas o melhor, para mim, foi Jovane, novidade como titular em jogo europeu desta época: durante uma hora, o jovem formado em Alcochete marcou o ritmo e o compasse do ataque leonino, com excelentes passes a desmarcar colegas (Sporar aos 6', Vietto aos 32'). O lance do terceiro golo nasce de um toque de calcanhar dele, a justificar elevada nota artística. Só não marcou ele próprio, aos 15' e aos 58', devido a excelentes intervenções do guarda-redes. Chegou até a metê-la lá dentro, com um tiro aos 28', mas o lance foi anulado por fora de jogo milimétrico de Sporar.

 

Gostei pouco  de ver tantas oportunidades desperdiçadas. Podíamos ter ido para o intervalo a ganhar por quatro ou cinco se não fosse algum azar e sobretudo a grande exibição do guarda-redes turco. Bolasie, isolado, atrapalhou-se com Vietto e falhou o remate aos 4'. Sporar permitiu a intercepção aos 6' após ter sido isolado por Jovane. Battaglia esteve perto de marcar, aos 15', na sequência de um canto. Vietto falhou aos 21', Sporar desperdiçou aos 41'. Já no tempo extra, pouco antes do apito final, mais duas oportunidades goradas - uma por Vietto (90'+1), outra pelo recém-entrado Plata (90'+3), esta só travada por uma magnífica defesa do guardião Gunok. Pena: teria sido um golaço.

 

Não gostei  que tivéssemos sofrido um golo, marcado aos 77' de grande penalidade, por suposta infracção de Neto que as imagens não conseguem comprovar sem margem para dúvidas. Max, que tinha feito uma grande defesa aos 60', foi incapaz de travar a bola no momento do penálti. Por acumulação de cartões, Neto não poderá disputar o desafio da segunda volta, no próximo dia 27, em Istambul - o que significa o regresso de Ilori ao onze titular. Teme-se o pior.

 

Não gostei nada  que os imbecis do costume, lá na curva sul, se tivessem posto aos gritos contra o presidente do Sporting neste jogo sob a égide da UEFA, mandando Varandas para um destino que rima com Carvalho. Estavam decorridos 37 minutos, o Sporting vencia por 1-0 e fazia uma excelente exibição, o que não impediu os energúmenos de entrar em histeria. O mesmo sucedeu à beira do fim da primeira parte, quando berraram «Demissão!» Num caso e noutro, foram prontamente silenciados com uma monumental vaia pela maioria dos 27.392 adeptos que se encontravam em Alvalade neste fim de tarde que decorreu sob o signo da vitória. Felizmente neste jogo as medidas preventivas desencadeadas pela PSP funcionaram: não rebentou qualquer petardo nem foi lançada qualquer tocha, salvaguardando a segurança e valorizando o espectáculo desportivo. Os artefactos incendiários desta vez estiveram ausentes, para natural satisfação dos sportinguistas que se deslocam ao estádio para ver jogos e não para aturar birras de pirómanos.

Quente & frio

Gostei muito  da grande vitória alcançada hoje pelo Sporting em Portimão, numa alucinante segunda parte em que virámos o resultado desfavorável registado ao intervalo (1-2, após termos estado a perder 0-2) para uma quase goleada: 4-2. E a jogarmos com menos um devido à injustíssima expulsão de Bolasie aos 45' por falta inexistente. Os nossos golos foram marcados por Rafael Camacho (77'), Plata (83') e Luiz Phellype (90'+5). O de Camacho, que se estreia a marcar de verde e branco, é uma obra de arte: o jogador, vindo da ala direita para o centro, sentou três defesas adversários numa sucessão de dribles e rematou cruzado, em arco, com o pé esquerdo para um ângulo de impossível defesa. O primeiro tinha sido marcado por Vietto aos 37'. Curiosidade: quatro goleadores que chegaram já este ano ao Sporting. E já somamos oito golos nestes últimos dois jogos.

 

Gostei  que todas as expectativas tivessem sido contrariadas: o Sporting qualificou-se para as meias-finais da Taça da Liga e  vai defender um título que venceu nas duas últimas épocas, beneficiando para o efeito da derrota caseira do Rio Ave frente ao Gil Vicente em jogo disputado à mesma hora. Também gostei do modo como Silas conseguiu reorganizar a equipa e motivar os jogadores, incutindo-lhes ânimo com as substituições operadas, ao trocar um lateral (Ristovski) por um avançado posicional (Luiz Phellype), aos 67', e um médio defensivo (Idrissa) por um ala ofensivo (Plata), aos 74', mesmo a jogar em inferioridade numérica. Ousadia coroada de êxito: três minutos depois da segunda substituição, o Sporting empatava; e nove minutos depois o jovem equatoriano, que não actuava há três meses na equipa principal, estreou-se a marcar, apontando o golo que ditou a vitória. E ainda viria assistir Luiz Phellype para fechar a contagem. Um golo e uma assistência em apenas vinte minutos: Gonzalo Plata merece ser considerado o jogador da noite.

 

Gostei pouco  de ver o Sporting entrar sem ponta-de-lança no onze inicial, por aparente indisposição momentânea de Luiz Phellype, que só pisou o relvado já decorrida mais de uma hora de jogo. Ficou novamente bem claro como o plantel leonino é curto para as nossas exigências competitivas. Lacuna a corrigir com urgência no mercado de Janeiro, esperando-se que também não voltem a esquecer-se de inscrever Pedro Mendes nas competições de âmbito nacional.

 

Não gostei  que o senhor João Pinheiro tivesse punido Bolasie por uma falta que o avançado leonino não cometeu: com gritante incompetência, o apitador levou a sério a medíocre farsa antidesportiva desempenhada no relvado pelo jogador Willyan, do Portimonense. Este péssimo profissional é que merecia ser severamente sancionado. Emtretanto, o presidente da Liga de Clubes deve a todos os adeptos portugueses uma explicação detalhada sobre a ausência de vídeo-arbitragem nesta fase de grupos da Taça da Liga. Se houvesse VAR, o erro grosseiro cometido pelo árbitro em Portimão teria sido prontamente rectificado com o recurso aos monitores instalados na Cidade do Futebol.

 

Não gostei nada  que os imbecis do costume tivessem desenrolado nas bancadas do estádio algarvio uma enorme faixa onde se lia "Varandas rua". Iam decorridos apenas 34 minutos, a nossa equipa perdia então por 0-2 (com um penálti convertido por Jackson Martínez aos 16' e um infeliz autogolo de Mathieu aos 31'). Em vez de apoiarem os jogadores, incentivando-os a virar o resultado, estes energúmenos voltaram a colocar o ódio vesgo ao presidente acima de tudo o resto - algo ainda mais inaceitável quando ocorre em casa alheia, transmitindo assim ânimo adicional às equipas adversárias. Comportamento miserável desta turba letal ao Sporting.

Quente & frio

Gostei muito  que tivéssemos seguido em frente na Liga Europa. Algo que nada teve a ver com este jogo, pois era uma meta já alcançada antes deste Lask Linz-Sporting, que terminou com uma pesada derrota: perdemos por 0-3.

 

Gostei  de ver seis jogadores da nossa formação hoje em campo. Infelizmente, o contexto não os favoreceu: integraram um colectivo sem rotinas nem automatismos. Ilori revelou-se a deesgraça do costume, com responsabilidades directas no primeiro golo. Rodrigo, em quem Silas voltou a confiar, não conseguiu ser melhor. Miguel Luís dá sempre a impressão de se esconder do jogo. Pedro Mendes - em estreia como titular da equipa principal - actuou na posição errada. Camacho teve uma exibição calamitosa, falhando um golo cantado aos 63', na única oportunidade do Sporting em todo o jogo. Restou Max, que elejo como o nosso menos mau: em campo desde o minuto 37, sofreu logo a seguir um golo de penálti, mas fez boas defesas (70', 86', 90'+1), adiando o terceiro, que só surgiu ao cair do pano.

 

Gostei pouco  de ver o inutil Jesé como titular da nossa frente de ataque. Quando até tínhamos dois pontas-de-lança convocados: um, Luiz Phellype, ficou no banco até aos 71'; o outro, Pedro Mendes, foi relegado para uma ala, onde rende muito menos. Como se o nosso treinador apostasse tudo em evitar que marcássemos.

 

Não gostei  que tenhamos jogado com menos um, por expulsão de Renan, a partir dos 34'. Nem da deficiente abordagem de Ilori e Rodrigo na cobertura do canto de que nasce o primeiro golo, nem de ver Rosier totalmente desposicionado no segundo, nem de ter sofrido o terceiro a escassos 20 segundos do apito final, com toda a nossa equipa acometida de paralisia. Também não gostei de ver Acuña, Wendel e Bolasie como suplentes não utilizados. E de confirmar que este Sporting sem Bruno Fernandes, hoje ausente por castigo, é uma equipa que roça a mediocridade.

 

Não gostei nada  que este jogo tenha sido perdido por clamoroso lapso do técnico, ao decidir mudar nove titulares em relação ao desafio contra o Moreirense do passado domingo, alterando também (uma vez mais) o sistema táctico, hoje num 4-2-3-1 inicial. O Lask, que jogou no mesmo dia, apenas mudou dois. Não há milagres, muito menos na Liga Europa: ao apostar num inédito onze, Silas abdicou desde o minuto zero de finalizar a fase de grupos no primeiro posto. Seguimos em segundo, iremos defrontar um adversário oriundo da Liga dos Campeões. O pior cenário, portanto. Não havia necessidade.

Quente & frio

Gostei muito  dos seis minutos finais do jogo Gil Vicente-Sporting (0-2). Foi quanto bastou para construir o triunfo de ontem, em contraste com a humilhante derrota sofrida três dias antes no mesmo estádio, perante o mesmo adversário. O facto de a equipa de Barcelos ter jogado desfalcada de vários titulares terá ajudado o onze leonino a vencer esta partida que nos mantém com expectativas de passar às meias-finais da Taça da Liga, troféu que conquistámos nas duas épocas anteriores. Domínio claro do Sporting durante toda a segunda parte, em que não me recordo de qualquer intervenção de Renan - um dos cinco jogadores que o técnico leonino fez alinhar nesta partida e estiveram ausentes da anterior (as outras novidades foram Ristovski, Coates, Neto e Miguel Luís). Mas o nosso primeiro golo aconteceu só aos 89', na perfeita conversão de um livre à entrada da grande área, pelo suspeito do costume: Bruno Fernandes. Foi também o capitão a fazer a assistência para o segundo, marcado por Vietto aos 90'+5, num exemplar lance de contra-ataque finalizado de forma irrepreensível pelo argentino, último suplente utilizado por Silas, tendo substituído Bolasie aos 83'. Não será correcto falarmos em vingança, mas teve um certo sabor a desforra. Pena o jogo mais importante ter sido o de domingo, pois contava para o campeonato.

 

Gostei  que a baliza à guarda de Renan se tivesse mantido invicta. À semelhança do que sucedeu em três dos quatro jogos anteriores. A excepção foi precisamente o Gil Vicente-Sporting de domingo, em que encaixámos três e só marcámos um.

 

Gostei pouco  que tivéssemos começado este desafio apenas com um jogador oriundo da nossa formação - Miguel Luís, que voltou a desperdiçar uma oportunidade de ganhar protagonismo na equipa principal do Sporting como médio ofensivo, acabando por ser substituído aos 55'. E que tivéssemos só um outro ex-membro da nossa Academia em campo quando soou o apito final: Rafael Camacho, precisamente o substituto de Miguel Luís. Que tarda em demonstrar os atributos que terão levado a SAD leonina a contratá-lo no mercado de Verão por cerca de cinco milhões de euros.

 

Não gostei  do festival de passes falhados pelos nossos jogadores nesta partida, traindo desconforto, nervosismo e até algum bloqueio psicológico. Quase todos pecaram neste capítulo: Coates (3', 40', 79'); Ristovski (16', 25', 74', 83'); Bruno Fernandes (19', 37', 39', 45', 45'+1, 65', 84'); Wendel (26', 72'); Bolasie (36'); Acuña (39', 75', 76'); Idrissa Doumbia (59', 61', 73') e Camacho (68'). Nem gostei que Acuña se tivesse feito expulsar, uma vez mais, por protestos absolutamente descabidos: primeiro aos 27', conseguindo transformar uma falta favorável ao Sporting num cartão amarelo; depois aos 90'+1, quando encosta a cabeça à testa do quarto árbitro, o que lhe valeu novo cartão, indo para o duche mais cedo. Atitude irresponsável dum jogador já com idade e estatuto para ter juízo, até porque é titular da selecção argentina.

 

Não gostei nada  dos javardos que se deslocaram ao estádio do Gil Vicente para exibirem faixas onde se lia «Varandas out». Mesmo sabendo que o presidente do Sporting nem se encontrava lá por ter sido pai precisamente no dia de ontem. Estes imbecis, que não hesitam em transformar cada estádio deste país em palco do seu ódio a Frederico Varandas, para gáudio de todos os nossos adversários, foram distribuindo as mesmas tarjas em diversos viadutos de autoestradas que conduziam a Barcelos. Um péssimo cartão de visita dos pupilos de Mustafá, que só serve como balão de oxigénio para o presidente leonino. Quanto mais gritam contra ele, mais lhe prolongam o mandato.

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo esta noite. Da exibição de gala do Sporting em Alvalade frente ao PSV, hoje eliminado da Liga Europa pelo onze leonino: foi a melhor actuação da época da nossa equipa, traduzida em números concludentes - vitória por 4-0. Única goleada com marca do Leão até ao momento nesta temporada 2019/2020. Começou a ser construída muito cedo, logo aos 9', com um golo de cabeça de Luiz Phellype à ponta de lança clássico, prosseguindo aos 16' com um forte disparo de meia-distância do capitão Bruno Fernandes, que esteve nos quatro golos. Marcou dois, deu dois a marcar (o primeiro e o terceiro, aos 42', na cobrança de um canto a que Mathieu deu a melhor sequência com um magnífico pontapé sem deixar a bola cair no chão) e apontou o último, de penálti, aos 64'. Esteve em todos, revelou-se uma vez mais o melhor em campo, nunca tinha alcançado números tão brilhantes numa partida só. Proeza tanto mais de realçar quanto sabemos que o adversário é uma equipa com excelente reputação: o PSV segue em terceiro lugar no campeonato holandês. Mas quem ruma em frente na Liga Europa é o Sporting.

 

Gostei da exibição de Luís Maximiano, hoje titular em estreia na baliza leonina numa competição da UEFA - sucedendo de algum modo a Rui Patrício, que se estreou há 12 anos na mesma posição. Muito seguro e concentrado, com bons reflexos, teve um papel irrepreensível não apenas entre os postes mas também a antecipar-se em saídas oportunas que abortaram lances ofensivos do PSV. Também gostei que tivéssemos terminado o jogo com três elementos da formação leonina em campo: além de Max, Ilori e Rafael Camacho. E do impressionante slalom de Acuña atravessando o campo todo com a bola dominada, imitando o seu compatriota Diego Maradona aos 63', na mais vistosa jogada do desafio, só terminada quando o lateral argentino foi derrubado em falta dentro da grande área holandesa, daí resultando o nosso último golo.

 

Gostei pouco  das actuações de Vietto e Bolasie, únicos titulares que estiveram abaixo do desempenho médio da equipa. Nem os passes lhes saíram bem, nem a pressão de que estavam incumbidos resultou com eficácia nem a pontaria de ambos se revelou afinada. O congolês, por exemplo, rematou três vezes, mas sempre à figura do guardião adversário.

 

Não gostei  do regresso de Bruma a Alvalade. Com a camisola errada: não estava de Leão ao peito apesar de ter sido formado na Academia de Alcochete. Há seis anos, forçou a saída do Sporting, renegando o clube que lhe ensinou quase tudo quanto sabe. O destino não lhe sorriu nesta efémera reaparição na antiga casa-mãe: teve um desempenho medíocre ao serviço do PSV, terá sido talvez o pior jogador em campo e acabou por não regressar depois do intervalo.

 

Não gostei nada de ver duas dúzias de viúvas aos gritinhos contra o presidente leonino, ainda antes de terminar o jogo, indiferentes à exibição, ao triunfo e à goleada. Desrespeitando assim os profissionais do Sporting que davam o seu melhor em campo, a equipa técnica que os orientou muito bem e o conjunto dos adeptos. Era noite de aplausos, não de assobios - excepto para aquela minoria que insiste em torcer pelas derrotas. A reacção das restantes bancadas não se fez esperar: esse bando de imbecis, acampado na zona onde costumava ficar a Juve Leo, recebeu uma estrondosa vaia da vasta maioria que vê neles aquilo que realmente são. Letais ao Sporting.

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória de hoje na Noruega, frente ao Rosenborg, tetracampeão desse país nórdico. Terceiro triunfo consecutivo do Sporting na Liga Europa, desta vez por 2-0, com golos obtidos por Coates, de cabeça, na sequência de um centro de Neto (aos 16'), e por Bruno Fernandes, num tiro de pé esquerdo (aos 38'), dando a melhor sequência a um surpreendente passe de ruptura de Idrissa Doumbia, que julgo estrear-se em assistências para golo de Leão ao peito. Um resultado que nos coloca no primeiro lugar do Grupo D desta competição da UEFA, com mais dois pontos do que o PSV, hoje derrotado pelo Lask Linz (1-4). Acredito que este bom desempenho europeu do Sporting elevará os índices anímicos e motivacionais dos nossos jogadores. E contribuirá decerto para uma reaproximação entre a equipa e os adeptos.

 

Gostei da exibição de Coates, para mim o melhor em campo. Não apenas por ter marcado o golo inaugural do Sporting, incutindo assim confiança à equipa, mas por ter liderado a nossa organização defensiva, que se portou em bom nível global apesar da ausência de Mathieu e com a excepção que anotarei abaixo. Gostei da exibição de Vietto na segunda parte, quando conduziu vários lances ofensivos e se revelou o melhor no passe longo. Gostei ainda de ter visto o Sporting concluir este jogo com quatro jogadores da formação: Tiago Ilori, Rafael Camacho, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes. Este é o caminho mais correcto e Silas está a singrá-lo.

 

Gostei pouco das aves agoirentas que poisaram nas pantalhas minutos antes do início de jogo, traçando negros vaticínios para o desfecho desta partida disputada na cidade de Trondheim. Felizmente o Sporting demonstrou em campo ser uma equipa claramente superior ao onze adversário. A vitória foi categórica. E poderia ter sido mais dilatada: ficou um penálti claríssimo por marcar quando Vietto foi derrubado à margem das leis, aos 62', na grande área do Rosenberg.

 

Não gostei  dos dez minutos iniciais, em que se sucederam os passinhos curtos no nosso reduto defensivo, com o Sporting a revelar receio na progressão com bola. Apesar de Silas ter formado uma muralha defensiva constituída por três centrais (Coates, Ilori e Neto) e dois laterais (Rosier e Borja), acrescida de um duplo pivô no meio-campo (Idrissa e Eduardo), abdicando de um ponta-de-lança (Luiz Phellype ficou no banco e Pedro Mendes só entrou aos 90'). Parecia a repetição do jogo medíocre com o Tondela, mas felizmente não durou muito. Também não gostei de ver a nossa equipa recuar em excesso as linhas a meio da segunda parte, num período em que o perigo rondou a nossa baliza e só não originou golo do Rosenborg devido a uma defesa excepcional de Renan, aos 85'.

 

Não gostei nada da exibição de Borja, hoje titular por lesão de Acuña, que nem viajou para a Noruega. Se há posição que necessita de ser reforçada no plantel leonino é a de lateral esquerdo. O colombiano foi incapaz de fechar o corredor em momentos cruciais, raras vezes conseguiu entender-se com Ilori (o central que jogava mais perto da sua ala), provocou uma falta desnecessária que originou um livre muito perigoso aos 68' e entregou a bola aos 65' e aos 85'. Nesta última circunstância, só Renan - muito atento e de reflexos rápidos - foi capaz de corrigir a asneira. Apetece perguntar como é que Borja conseguiu tornar-se internacional pela Colômbia.

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória - a segunda em 20 dias na Liga Europa. Desta vez contra o Rosenborg, a equipa com mais títulos do futebol norueguês. Um triunfo sofrido, tangencial, conseguido com um golo solitário apenas aos 70' por Bolasie - o melhor em campo neste jogo em que o Sporting recebeu apoio inequívoco das bancadas do estádio José Alvalade, onde só estiveram 27.671 espectadores. O resultado foi melhor do que a exibição, mas todas as vitórias são preciosas - sobretudo na Liga Europa, a competição que nos resta após estarmos afastados da corrida ao título no campeonato, termos perdido a Supertaça, ficarmos à margem da Taça de Portugal e praticamente termos perdido as hipóteses de seguirmos em frente na Taça da Liga. Vamos em segundo no nosso grupo da prova europeia, com seis pontos - apenas menos um do que o líder, PSV.

 

Gostei das exibições de Acuña, Vietto (só na primeira parte) e Mathieu, além do já mencionado Bolasie. Gostei que a baliza à guarda de Renan se tivesse mantido imaculada - facto cada vez mais raro nos jogos do Sporting e que, portanto, justifica destaque. Gostei também da coreografia inicial em homenagem ao grande campeão leonino Rui Jordão, falecido há uma semana, e do minuto de silêncio escrupulosamente respeitado em sua memória, bem como dos telemóveis acesos nas bancadas ao minuto 11 - o número que o inesquecível goleador usava na sua camisola verde e branca.

 

Gostei pouco que nos 20 minutos iniciais, de forte pressão leonina, tivéssemos perdido três claras oportunidades de golo. Por Luiz Phellype (que demonstra não ter qualidade para ser titular), Bruno Fernandes (que aos 17' atirou um petardo à trave na marcação de um livre) e Vietto (que viu o guarda-redes, com bons reflexos, defender um cabeceamento seu aos 18').

 

Não gostei  que Pedro Mendes só tivesse entrado aos 64', substituindo o inoperante e apático Luiz Phellype. O jovem oriundo da equipa sub-23 merece a titularidade na frente de ataque nas competições internacionais - únicas para que está inscrito. Já marcou frente ao PSV e neste embate com o Rosenborg teve papel importante no lance do golo ao arrastar a marcação dentro da área, o que permitiu liberdade de movimentos a Bolasie. Também não gostei do nosso meio-campo, onde Idrissa Doumbia se mostra incapaz de transportar a bola ou colocá-la à distância, Wendel revela clamorosas falhas posicionais e Bruno Fernandes foi uma sombra do que costuma ser, com uma exibição apagadíssima.

 

Não gostei nada dos palermas que no topo sul se puseram a acenar com lencinhos brancos no final do jogo. Como se estivessem a torcer pela derrota leonina e nem tivessem reparado que era uma noite de vitória.

Quente & frio

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Gostei muito da vitória desta noite, em Alvalade, por 2-1, contra o Lask Linz - equipa que segue em segundo lugar no campeonato austríaco. Uma vitória imerecida, conseguida apenas com muita sorte, num desafio que o adversário dominou em larga medida, dispôs claramente de mais oportunidades de golo e foi para o intervalo a vencer por 1-0. O Sporting só esteve por cima durante cerca de um quarto de hora na segunta parte, mas aproveitou da melhor maneira esse período, marcando os dois golos - por Luiz Phellype, de cabeça, na sequência de um canto apontado por Bruno Fernandes aos 58', e pelo capitão leonino, numa boa desmarcação com assistência do ponta-de-lança brasileiro, aos 63'. Muito melhor o resultado neste confronto da Liga Europa do que a exibição. Há noites assim.

 

Gostei das mudanças operadas pela equipa técnica ao intervalo, fazendo entrar desde logo Vietto para o lugar de Neto no recomeço do jogo e trocando Wendel por Eduardo aos 57'. A equipa tornou-se mais compacta, ganhou dinâmica e deixou de ser tão permeável no meio-campo, onde os austríacos fizeram o que quiseram, ponto e dispondo durante toda o primeiro tempo. Também gostei da exibição de Renan (de longe o melhor em campo: aos 15' já tinha evitado dois golos e salvou os três pontos com uma defesa soberba aos 78') e, a espaços, de Acuña (poupado a um cartão vermelho pelo árbitro e substituído aos 73' por Borja, para evitar males maiores), Vietto e Luiz Phellype. Bruno Fernandes, apesar do golo, teve uma das suas exibições mais irregulares no Sporting, falhando imensos passes, tal como Mathieu. Sinais evidentes de que a condição anímica da equipa está longe de ser a melhor.

 

Gostei pouco que o onze titular não correspondesse durante quase uma hora às aspirações dos mais de 30 mil adeptos que acorremos a Alvalade nesta noite amena de Outono, consentindo 22 remates adversários no total da partida enquanto nós só fazíamos dez. Na primeira parte, com o Sporting a ser sucessivamente ultrapassado pelos austríacos, chegou a pairar a sensação de que sairíamos goleados do nosso estádio tal era a diferença exibicional entre as equipas que se movimentavam no relvado e tão evidente se tornou a incapacidade de vários jogadores vestidos de verde e branco para darem a volta ao resultado.

 

Não gostei  do nosso meio-campo, que esteve muito longe de constituir um tampão para as acções ofensivas de Lask Linz e foi quase sempre incapaz de construir lances ofensivos com cabeça, tronco e membros. Wendel revelou-se uma nulidade: perdeu diversas vezes a bola em confrontos individuais e quando a tinha em seu perder e mostrava-se incapaz de a colocar em zonas adiantadas do terreno, preferindo devolvê-la às linhas mais recuadas. Idrissa, sem o menor sentido posicional, limitava-se a marcar com os olhos ou a abusar das faltas por carência de técnica. Miguel Luís, que começou como médio-ala e terminou como lateral direito, foi vítima desta indefinição posicional, concedendo demasiada liberdade de movimentos aos adversários. E a linha de três defesas concebida por Silas para o início do jogo nunca funcionou: Coates, Mathieu e Neto, presos de movimentos e sem rotinas neste dispositivo táctico, estiveram várias vezes à beira do naufrágio. O golo austríaco, marcado aos 16', resulta de um desses momentos de notório descalabro defensivo. E vão dez jogos a sofrer golos, em onze que o Sporting já disputou nesta temporada 2019/2020. Preocupante.

 

Não gostei nada de ouvir os frequentes assobios dos adeptos à equipa, sobretudo a Renan, durante o jogo: considero este comportamento uma inqualificável estupidez. Fez-me igualmente muita impressão ver o nosso treinador quieto e calado no banco, evitando assim ser multado pela UEFA: Silas, que não detém o diploma de nível 4, viu-se forçado a delegar o comando técnico no adjunto Emanuel Ferro, que vinha treinando os jogadores sub-23 em substituição de Leonel Pontes - eis algo que nada facilita a comunicação entre o onze leonino e a equipa técnica. Também não gostei nada de saber que o nosso grande Rui Jordão - inesquecível bicampeão pelo Sporting na década de 80 - enfrenta problemas de saúde. Mereceu inteiramente a ovação que se escutou no estádio, ao minuto 11 deste jogo, em grata memória do número que ele usava quando pôs todo o seu talento futebolístico ao serviço deste clube que nunca o esquecerá.

Quente & frio

Gostei muito da aposta de Leonel Pontes em jovens jogadores, derrubando assim o veto que lhes tinha sido imposto por Marcel Keizer, o treinador holandês que veio para o Sporting aureolado com a fama de "valorizar a formação". Nunca a valorizou, pelo contrário. Só agora o seu sucessor interino, nesta sua estreia internacional ao comando técnico do Sporting, começa a repor o rumo que jamais devia ter sido abandonado. Se a aposta inicial em Miguel Luís como médio-ala neste jogo em Eindhoven não resultou, já as entradas de Jovane (um regresso que se saúda), aos 64', rendendo Vietto, e sobretudo a estreia absoluta de Pedro Mendes, goleador da equipa sub-23, foram muito bem sucedidas. O luso-caboverdiano abriu espaços na muralha defensiva holandesa e quase marcou com um remate forte e bem colocado, aos 77'. Mendes teve uma aparição em grande: substituiu Miguel Luís aos 80' e bastou-lhe minuto e meio para marcar um golão, servido por Bolasie. O nosso segundo: grande recepção da bola, impecável rotação e formidável disparo, indefensável.

 

Gostei do quarto-de-hora inicial da nossa equipa, compacta e bem organizada, fechando os corredores à transição adversária e travando a mobilidade ofensiva do PSV. E gostei mais ainda da nossa meia hora final, em que jogámos com arrojo e destemor em casa alheia, sem complexos de qualquer espécie. Podíamos ter virado o resultado neste período em quatro ocasiões: aos 72', num grande remate em arco de Bruno Fernandes que quase traiu o guarda-redes; aos 75', com um tiro do nosso capitão para defesa incompleta de Zoet; logo a seguir, numa recarga desperdiçada por Miguel Luís; e aos 77, no disparo de Jovane. Este domínio da nossa equipa, que teve como corolário o golo de Pedro Mendes, reflectiu-se também na posse de bola: 53% para o Sporting. Destaque também para o bom desempenho de Bruno Fernandes, que marcou o nosso primeiro golo aos 38', de penálti, a castigar falta sobre Bolasie: foi ele sempre o mais inconformado, com mais fome de baliza. O melhor Leão em campo, uma vez mais.

 

Gostei pouco que ao sétimo jogo oficial da temporada, por força das circunstâncias, o técnico recém-chegado tivesse de construir uma equipa com remendos. Foi inédita, esta formação leonina que jogou na Holanda. Coates e Neto nunca tinham feito parceria no eixo da defesa, Miguel Luís e Jovane não alinhavam no onze principal desda a época anterior, Rosier e Bolasie jogaram só pela segunda vez de verde e branco, Pedro Mendes foi um caloiro bem-sucedido, Rafael Camacho teve direito a mais uns minutinhos, rendendo Wendel à beira do fim. A nossa pré-temporada de Julho desta vez transferiu-se para a segunda quinzena de Setembro. Nada mais insólito.

 

Não gostei da nossa acção defensiva, que voltou a pecar pela mediocridade, com momentos calamitosos: não admira que já tenhamos 15 golos sofridos em sete jogos nesta temporada 2019/2020. Neto e Coates estiveram muito aquém daquilo que se exige numa equipa que sonha com troféus e títulos: ambos dividem culpas no primeiro golo, sofrido aos 19' em lance muito rápido; Coates fez de ponta-de-lança do PSV com um autogolo aos 25'; Neto falha a marcação ao artilheiro do terceiro golo holandês, a partir dum canto (47'). Mathieu, que foi poupado já a pensar no difícil confronto com o Famalicão na próxima segunda-feira, fez muita falta. Mais à frente, Wendel e Vietto tiveram actuações frouxas e apagadas: falta-lhes intensidade e poderio físico - características que se notam mais nestes confrontos com equipas estrangeiras. Também não gostei do resultado, claro: perdemos por 2-3, entrando com o pé esquerdo na Liga Europa.

 

Não gostei nada que a SAD leonina, por indesculpável incúria, tenha perdido a oportunidade de inscrever Pedro Mendes como jogador da Liga portuguesa. Um erro monumental, agravado pelo facto de não termos no plantel nenhum ponta-de-lança alternativo a Luiz Phellype, agora lesionado. Como este PSV-Sporting bem demonstrou, o melhor marcador da Liga Revelação (sete golos em seis jogos) far-nos-ia agora imenso jeito no campeonato nacional. «Irá Leonel Pontes contar com ele?», questionei aqui há quatro dias. Resposta afirmativa e bem-sucedida, como vimos. Infelizmente, não poderá fazê-lo nas provas da Liga NOS - aquelas em que faria mais falta.

Quente & frio

Gostei muito da conquista da Taça de Portugal no termo de uma partida épica, que jamais esqueceremos. Uma das finais mais esforçadas, uma das mais sofridas, uma das mais saborosas. Uma final em que soubemos fazer das fraquezas força, tendo alinhado de início sem nenhum lateral titular e com um banco de suplentes onde era notória a debilidade do plantel leonino. Marcel Keizer merece os nossos parabéns: soube interpretar muito bem estes pontos fracos e adaptá-los ao desígnio estratégico da equipa neste embate contra o FC Porto, fazendo diversas modificações tácticas no decurso da partida. Assim, tivemos uma defesa a quatro e depois uma defesa a três. Chegámos a jogar com dois pontas-de-lança. Jefferson entrou para ponta esquerda. Raphinha andou num vaivém, protegendo a manobra defensiva no seu corredor. Bruno Fernandes foi muito mais formiga do que cigarra, sacrificando o brilho individual em favor do esforço colectivo. Este é o Sporting de que eu mais gosto: o Sporting obreiro, o Sporting que sua, que sofre, que aguenta os embates. O Sporting que vence.

 

Gostei da condição anímica dos nossos jogadores, que foram capazes de superar o profundo trauma ocorrido um ano antes no Estádio Nacional, numa derrota frente ao Aves escassos dias após o assalto da jagunçada a Alcochete. Esta força mental bastou para compensar algumas insuficiências no plano físico, possibilitando que no mesmo palco do Jamor desta vez saíssemos vencedores. E logo frente ao fortíssimo onze portista, cheio de craques (vários deles preparam-se para rumar a Madrid, onde jogarão no Real e no Atlético). Destaco aqueles que para mim foram os maiores heróis desta conquista: desde logo esse gigante que se chama Mathieu, o melhor em campo: intransponível frente às vagas ofensivas da equipa adversária, lideradas por Marega. Mas realço também Renan, que por quatro vezes impediu o golo e ainda defendeu uma grande penalidade no fim. E Coates, que fez uma parceria irrepreensível com Mathieu. E ainda Bas Dost, inicialmente relegado para o banco de suplentes mas que entrou com ganas redobradas, marcando um golo que se revelaria decisivo. E Luiz Phellype, sem vacilar na hora de marcar o penálti que ditou o vencedor da Taça. E o nosso capitão Bruno Fernandes, que em boa hora Sousa Cintra recuperou para o plantel. Eles e os colegas estão todos de parabéns. 

 

Gostei pouco do estado do relvado. Há anos que se fala na má qualidade do tapete verde do Jamor. Tive esperança de que a Federação Portuguesa de Futebol corrigisse o erro a tempo de proporcionar condições aos jogadores para um bom espectáculo. Infelizmente, não foi assim: aquele "ervado" parecia ter sido invadido por toupeiras. Algo que considero inadmissível.

 

Não gostei da actuação do árbitro Jorge Sousa. Mas pior esteve o vídeo-árbitro Rui Costa, que devia ter analisado com atenção as imagens ao seu dispor na Cidade do Futebol, vendo Herrera ajeitar a bola com o braço direito no lance da marcação do primeiro golo portista. Um erro de palmatória, aliás denunciado por diversos especialistas de arbitragem (Duarte Gomes, Jorge Faustino, Jorge Coroado). 

 

Não gostei nada da reacção grosseira de Sérgio Conceição: o treinador do FCP voltou a revelar-se incapaz de aceitar a derrota com dignidade e galhardia. A recusa de cumprimentar o presidente do Sporting, na tribuna de honra do Estádio Nacional, foi o pior exemplo que podia dar a milhares de jovens que acompanhavam as imagens no estádio e pela televisão. O desporto nada tem a ver com isto. Pelo contrário: Sérgio Conceição, com estas atitudes reprováveis, acaba de cometer mais um acto de lesa-desporto. Não pode ter atenuantes pois está longe de ser o primeiro do género que protagoniza. Muito longe.

Quente & frio

Gostei muito daquele golo que ontem à noite levantou o nosso estádio. Um golo já inesquecível de Bruno Fernandes, fazendo uma vez mais uso do seu pontapé de meia distância. Desta vez o esquerdo, mas com a eficácia de sempre. Um tiro muito bem colocado, disparado ao ângulo superior da baliza adversária, junto ao primeiro poste, sem hipóteses para Svilar. Um golo que proporcionou a nossa primeira vitória frente ao Benfica em futebol profissional desde 15 de Novembro de 2015 e nos transporta à final da Taça de Portugal, a decorrer no Jamor a 25 de Maio - quarta presença leonina consecutiva em finais de torneios, somando a Taça da Liga a esta competição. Foi, enfim, um golo que resultou de uma eficaz jogada colectiva, ao primeiro toque, iniciada precisamente com uma recuperação de bola protagonizada por Bruno Fernandes - sempre ele. Vencemos por 1-0 e foi quanto bastou para anularmos a desvantagem que trouxemos do estádio da Luz. Bruno, pelo seu lado, soma 26 golos e 14 assistências nesta temporada. Ontem podia ter marcado mais um: bastaria que aquele seu míssil teleguiado na conversão de um livre, aos 49', tivesse entrado em vez de embater na trave. É obra, não apenas a nível de Portugal mas do conjunto do futebol europeu.

 

Gostei que neste desafio houvesse enfim superioridade táctica do Sporting frente ao Benfica, organização colectiva e mobilidade no terreno, com os nossos alas a travarem a progressão dos extremos do SLB enquanto o corredor central impedia os passes em profundidade para as costas da defesa. Só uma vez Pizzi conseguiu pôr isso em prática, numa das duas situações de perigo que o Benfica foi capaz de criar em 90 minutos. Sem que Renan tivesse necessidade de fazer uma defesa digna desse nome ao longo de todo o jogo, o que diz muito sobre a disponibilidade física e mental da equipa que Marcel Keizer dispôs no relvado, anulando o dispositivo montado por Bruno Lage nesta meia-final onde até os "suspeitos do costume" (Gudelj, Bruno Gaspar e o próprio Diaby) se mostraram em bom nível.

 

Gostei pouco que só no quarto confronto com o Benfica realizado na presente temporada tivéssemos revelado a superioridade reconhecida nos parágrafos anteriores. Após um empate (1-1) na Luz, para o campeonato, uma derrota em Alvalade (2-4), também no âmbito da Liga 2018/2019, e outra derrota (1-2) na primeira mão desta meia-final. E por falar em meia-final: não faz o menor sentido que o desafio da primeira mão tenha ocorrido a 16 de Fevereiro, com esta segunda mão a disputar-se quase dois meses depois. A Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da prova, tem de rever isto.

 

Não gostei da condescendência do árbitro Hugo Miguel no campo disciplinar, procurando dirigir o jogo "à inglesa" durante a primeira parte enquanto na segunda, adoptando critério oposto, desatou a exibir cartões a torto e a direito. Enquanto poupava Pizzi a um vermelho directo por entrada grosseira por trás, rasteirando Bruno Fernandes numa clara jogada de perigo aos 47', e deixava um miúdo cheio de borbulhas apontar-lhe o dedo e quase encostar-lhe a testa à cara após ter visto um amarelo. Com apitadores "internacionais" como este, não admira que Portugal continue sem ver representantes da arbitragem nas fases finais dos grandes torneios de futebol. 

 

Não gostei nada que energúmenos da falange de apoio do clube ainda presidido por Luís Filipe Vieira imitem sons de very light assassinos e continuem a frequentar impunemente estádios de futebol. 

Quente & frio

Gostei muito do golo marcado por Bruno Fernandes na segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa, frente ao Villarreal. Um golo surgido mesmo ao cair do pano da primeira parte, coroando a nossa única verdadeira oportunidade de golo, não apenas nos 45 minutos iniciais mas de toda a partida. Uma jogada toda construída pelo próprio capitão do Sporting, que recuperou a bola ainda no meio-campo e correu 35 metros com ela dominada, de olhos na baliza, fuzilando com um remate forte, ainda fora da grande área. Este golo, aos 45'+1, relançava a eliminatória, colocando-nos em igualdade com a turma espanhola (que há uma semana venceu por 1-0 em Alvalade) e fazia a equipa ir para o intervalo em vantagem.

 

Gostei da exibição de Salin, hoje titular da nossa baliza. Fez quatro ou cinco grandes defesas, sempre atento e bem posicionado - uma delas, extraordinária, aos 86'. Transmitiu segurança à equipa, incentivando-a a projectar-se no ataque, mesmo em desvantagem numérica, nos minutos finais, em que era necessário apostar tudo num segundo golo para rumarmos aos oitavos da Liga Europa. E não teve culpa no que sofremos, aos 80'. Foi, para mim, o melhor Leão em campo.

 

Gostei pouco da atitude apática do treinador holandês, que vendo a equipa com menos um, devido à expulsão de Jefferson aos 50', demorou imenso tempo a refrescá-la e não chegou sequer a esgotar as substituições numa partida em que não dispusemos de um único canto e nos limitámos a rematar duas vezes à baliza. A primeira mudança feita por Marcel Keizer ocorreu só aos 77', com a troca de Diaby por Raphinha. Depois, aos 83', mandou trocar Ristovski por Luiz Phellype, ficando-se por aí. Nessa fase o conjunto leonino já estava à beira da exaustão e o discernimento dos jogadores era reduzido, face ao seu notório desgaste físico e mental. Mesmo assim ainda podíamos ter vencido: naquele que foi praticamente o último lance da partida, aos 90'+3, Bruno Fernandes cruzou muito bem da direita para Bas Dost, ao segundo poste. Mas o holandês, em vez de meter a cabeça à bola, tocou-a com a canela. Era o fim das aspirações europeias do Sporting nesta época 2018/2019. Para o ano, se Deus quiser, haverá mais.

 

Não gostei de sentir que esta eliminatória com uma equipa que segue em penúltimo lugar na Liga espanhola e jogou connosco muito desfalcada, cá e lá, acabou por ser perdida no medíocre e deplorável desafio da primeira mão, realizado há uma semana em Alvalade. Hoje, sem deslumbrar nem empolgar, a nossa exibição foi superior - o que nem era nada difícil, em comparação, apesar de não contarmos com Acuña e Mathieu continuar lesionado. Mesmo assim, o balanço global destes dois meses sob a batuta de Keizer está longe de ser positivo: nos últimos nove jogos, empatámos quatro, perdemos três e só vencemos dois.

 

Não gostei nada de jogar quase toda a segunda parte com a equipa reduzida a dez elementos. Jefferson, amarelado logo aos 35', teve uma entrada imprudente aos 50' que lhe valeu a expulsão. Já no desafio da semana passada, frente ao mesmo adversário, Acuña acabou expulso por acumulação de amarelos. Desta vez também Bruno Fernandes viu o amarelo, por protestos, o que lhe valeria estar ausente do jogo seguinte se tivéssemos transitado para os oitavos. Questiono-me o que levará os nossos jogadores a porem-se a jeito para sofrerem tantos castigos - agora numa fase em que só nos resta a Taça de Portugal como objectivo do ano futebolístico. E ainda não foi desta que ganhámos enfim em Espanha, desperdiçando uma das melhores oportunidades de sempre. Viemos de lá com um empate: apesar de tudo, podia ser pior.

Quente & frio

Gostei muito do golo marcado por Bruno Fernandes na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, ontem à noite, frente ao Benfica no estádio da Luz. Foi o melhor golo do desafio, que perdemos por 1-2. Marcado de livre directo, a 30 metros das redes. Um tiraço do nosso capitão, sem defesa possível para o guarda-redes Svilar, dirigido ao canto superior mais distante da baliza. Um livre que nasceu de uma falta sobre o próprio jogador, que foi o nosso melhor em campo neste clássico em que saímos novamente derrotados: segundo desaire consecutivo perante o nosso mais velho e histórico rival.

 

Gostei de ver o Sporting em cima da baliza benfiquista no quarto de hora final, quando o treinador Marcel Keizer apostou sem complexos num 4-4-2, reforçando o ataque com a entrada de Bas Dost, que a partir dos 76' fez parceria com Luiz Phellype (e quando este saiu, aos 90', com Raphinha), completada por Diaby numa espécie de tridente. Foi nesse período que nasceu o nosso golo, marcado aos 82'. E poderia ter ocorrido outro, empatando-se a partida, se o árbitro não anulasse, mesmo à beira do fim, um lance ofensivo leonino por uma pretensa carga de Dost sobre Svilar que nunca existiu. Isto num jogo em que alinhámos sem Mathieu, Nani e Ristovski.

 

Gostei pouco da prestação do colombiano Borja, reforço de Inverno para a nossa lateral esquerda, em estreia absoluta de verde e branco no onze titular escalado por Keizer para este desafio. Naturalmente sem rotinas defensivas, teve responsabilidades directas nos dois golos encarnados: no primeiro, aos 16', foi incapaz de fechar o corredor por onde penetrou Salvio; no segundo, aos 63', estava muito mal posicionado e deixou João Félix centrar como quis. Apesar destes lapsos com indiscutível gravidade, revelou bons pormenores de ordem técnica, mostrando vocação atacante e capacidade de criar desequilíbrios. Merece o benefício da dúvida.

 

Não gostei de saber que a segunda mão desta meia-final, a disputar no nosso estádio, só vai realizar-se a 3 de Abril. Um absurdo, estes dois meses de intervalo: é uma decisão ridícula da Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da Taça de Portugal. De qualquer modo, o Sporting mantém em aberto todas as possibilidades de passar à final da competição. Bastará vencermos o Benfica por 1-0 em Alvalade. Será que nessa altura ainda contaremos com Acuña? Actuando como médio-ala, o argentino foi um dos nossos melhores nesta primeira mão.

 

Não gostei nada da nossa primeira parte. Com desempenhos desastrosos no reduto defensivo, sobretudo de Bruno Gaspar, que voltou a ser ultrapassado várias vezes no seu flanco, nomeadamente no golo inaugural dos encarnados, em que escancarou ma avenida para o golo de Gabriel, e do regressado Ilori, que fez parceria com Coates no eixo da defesa e revelou uma arrepiante fragilidade, culminada num autogolo que ditou a nossa derrota. No meio-campo voltou a imperar a mediocridade de Gudelj na posição de médio defensivo, incapaz de travar o ímpeto encarnado e de contribuir para o início de lances ofensivos: o primeiro golo do SLB nasce de uma bola perdida por ele. Nestes primeiros 45 minutos revelámos fragilidades colectivas, concedemos demasiado espaço aos adversários nas alas, fomos incapazes de ganhar segundas bolas e sair em construção organizada, não dispusemos de um único canto e só conseguimos um remate enquadrado (por Bruno Fernandes). Também não gostei nada de um golo desperdiçado por Wendel que, isolado por Acuña e tendo apenas Svilar pela frente, rematou frouxo e muito ao lado no minuto 57. Nem da passividade do treinador, que a perder por 0-2 - frente a um adversário banal, sem Vlachodimos, Fejsa nem Jonas e um puto estreante no eixo da defesa - só aos 71' começou a mexer na equipa. Menos ainda gostei de ter perdido pela segunda vez em quatro dias com o Benfica, com um saldo muito negativo: três golos marcados e seis sofridos. E de só termos vencido, no tempo regulamentar, um jogo dos últimos oito que disputámos.

Quente & frio

Gostei muito  de ver o Sporting entronizado como campeão de Inverno e o nosso grande capitão, Nani, erguer a Taça da Liga no estádio do Braga, mostrando aos adeptos - ali, em todo o País e nas comunidades portuguesas no estrangeiro - o primeiro troféu conquistado na era Varandas e na era Keizer, o primeiro troféu do futebol português em 2019. Um troféu alcançado em circunstâncias duríssimas (perante um forte FC Porto que dispôs de mais um dia de descanso) na sequência da vitoriosa meia-final frente ao Braga. Depois de afastarmos a equipa braguista, hoje batemo-nos com brio e galhardia perante um valoroso adversário, que vendeu cara a derrota e só foi derrubado nas grandes penalidades finais. Pela segunda vez na mesma semana, a grande força mental da nossa equipa veio à superfície: fomos superiores na hora do tira-teimas. E revalidámos o título: duas Taças da Liga em anos consecutivos.

 

Gostei  da emoção que marcou do princípio ao fim esta final. Um verdadeiro clássico, muito disputado no terreno, com dois fortes dispositivos tácticos enfrentados em campo e um inegável espírito colectivo que animou o onze leonino, apontado à partida como menos favorito por quase todos os especialistas do comentário futebolístico cá do burgo. No momento da verdade, contrariando estas pitonisas, fomos superiores. Bas Dost - homem do jogo - converteu com muita competência dois penáltis com poucos minutos de intervalo: um ao cair do pano, que nos transportou para a decisão após o apito final, e o outro a abrir a ronda das grandes penalidades que ditaram o vencedor do troféu. Renan, que defendera três penáltis na meia-final contra o Braga, bloqueou hoje mais uma, convertendo-se numa figura imprescindível do onze titular leonino. Bruno Fernandes e Nani, dois dos jogadores mais categorizados do actual futebol português, cumpriram também a sua obrigação na marca dos onze metros. Um prémio justo para eles - e também para os milhares de adeptos que compareceram na Pedreira em incentivo permanente aos profissionais deste nosso grande clube.

 

Gostei pouco  de ver, por estes dias, que alguns adeptos e simpatizantes do Sporting continuam a chamar "taça da carica" ou "Taça Lucílio" a esta competição, que nos dois últimos anos teve a nossa marca vitoriosa e nos merece novamente o título de campeões de Inverno, consagrado pela própria Liga de Clubes. Não faz o menor sentido, na era do vídeo-árbitro e numa altura em que a Taça da Liga passou enfim a mobilizar as atenções dos desportistas de todo o País, haver entre nós quem se apresse a desvalorizar este troféu.

 

Não gostei  da excessiva superioridade territorial que concedemos ao FC Porto durante 25 minutos da segunda parte em que permanecemos demasiado acantonados no nosso meio-campo defensivo. Foi nessa fase da partida que sofremos o golo solitário, aos 79', em consequência da forte pressão portista. Mas soubemos reagir muito bem à adversidade. E o treinador reagiu da melhor forma, não baixando os braços: mandou sair o médio defensivo, Gudelj, trocando-o pelo extremo Diaby. Seis minutos depois, a ousadia do técnico foi recompensada: o jovem maliano deu profundidade ao nosso ataque, acabando por ser derrubado em falta na grande área azul e branca: por indicação do vídeo-árbitro, João Pinheiro apontou para a marca de penálti. Era o momento decisivo da final, que nos abria o caminho do troféu com a grande penalidade convertida por Bas Dost aos 90'+2. Também não gostei da substituição forçada de André Pinto, por lesão, aos 53': o defesa, que estava a ser um dos nossos melhores em campo, lesionou-se num choque com Marega e acabou por ceder o lugar a Petrovic, que funcionou até ao fim como central improvisado, dando boa conta do recado.

 

Não gostei nada  da falta de desportivismo da equipa do FC Porto - incluindo aqui o técnico Sérgio Conceição - que abandonou o estádio antes da entrega do troféu ao Sporting, sem retribuir a "guarda de honra" que pouco antes os nossos jogadores haviam dedicado no relvado aos adversários, finalistas vencidos. Precisamente ao contrário do que o Sporting fez em Maio, no Jamor, ao perder a Taça de Portugal para o Aves: a desilusão era imensa, mas nenhum dos nossos então arredou pé. Como diria Nani, noutro contexto, quem não sabe perder também não sabe ganhar.

Quente & frio

Gostei muito que o Sporting tenha conseguido qualificar-se - pelo segundo ano consecutivo - para a final da Taça da Liga (e gostaria que os adeptos leoninos deixassem de chamar-lhe "taça da carica", tal como gostava que deixassem de assobiar o hino da Champions em Alvalade). Uma qualificação difícil, suadíssima, e que só ocorreu graças à marcação de pontapés de grande penalidade - aliás à semelhança do que sucedeu duas vezes na época passada, primeiro na meia-final frente ao FCP e depois na própria final contra o V. Setúbal. Como assinalei logo após o jogo, também gostei muito da exibição de Renan, que travou três penáltis do Braga, sagrando-se herói desta partida. Mas já nos 90 minutos regulamentares (que terminaram com um empate 1-1) tinha estado muito bem, com duas grandes defesas aos 67' e aos 75'.

 

Gostei  da luta que soubemos dar à equipa bracarense, que jogava em casa, perante o seu público. Foi um jogo nem sempre bem disputado, e com uma segunda parte muito aquém do que devemos esperar e exigir dos nossos jogadores. Mas a equipa treinada por Marcel Keizer revelou maturidade suficiente para aguentar a pressão alta da turma adversária e levá-la a cometer erros, transferindo a decisão para os penáltis. Aí fomos superiores, uma vez mais. Destaque também para o golo de Coates, aos 37', com um grande cabeceamento ao ângulo superior direito da baliza do Braga: é sempre bom - até por ser raro - vermos os nossos centrais aproveitarem da melhor maneira estes lances de bola parada ofensiva.

 

Gostei pouco dos sustos que sofremos durante a partida. Um golo sofrido logo no terceiro minuto de jogo, por uma imperdoável desconcentração da nossa linha defensiva. Outro golo sofrido - e felizmente anulado pelo árbitro Manuel Oliveira após visionamento da jogada, precedida de falta de Dyego Sousa sobre Acuña - mesmo a abrir a segunda parte. Uma bola a embater-nos com estrondo na trave, estavam decorridos 75'. E tantos passes falhados, sobretudo no meio-campo, com Bruno Fernandes a destacar-se aqui pela negativa.

 

Não gostei  da estreia de Luiz Phellype como titular. O ex-avançado do Paços de Ferreira, hoje inicialmente no lugar de Bas Dost na frente de ataque, só protagonizou um remate que saiu junto ao poste, aos 21', tendo passado ao lado da partida durante o resto do tempo - também, valha a verdade, por ser pouco e mal servido pelos colegas. Aos 69', deu lugar ao holandês, mas sem qualquer melhoria: Dost foi incapaz de criar um só momento de perigo para as redes bracarenses.

 

Não gostei nada  de ver três dos nossos melhores jogadores - Bas Dost, Coates e Nani - falharem penáltis ao serem chamados a decidir, no termo da partida. Uma equipa que se gaba de ser grande não pode claudicar de forma tão gritante num momento decisivo como este: felizmente Bruno Fernandes, Raphinha, Ristovski e Jefferson, por contraste, deram boa conta do recado. Também não gostei nada de ver que Miguel Luís e Jovane, dois jovens jogadores da nossa formação já com provas dadas na equipa principal, deixaram de contar para o treinador: ambos voltaram a ficar fora da convocatória.

Quente & frio

Gostei muito do regresso do Sporting às vitórias folgadas associadas às boas exibições em campo. Aconteceu nesta noite fria e húmida, em Santa Maria da Feira: triunfo leonino por 2-0 para a Taça de Portugal. Com passagem natural da nossa equipa às meias-finais da competição que promete jogo grande: vamos defrontar o Benfica a 5 de Fevereiro. Vencemos e convencemos, com dois grandes golos - o primeiro, aos 64', marcado pelo buliçoso Wendel, que com um tiro indefensável disparado em diagonal, de fora da área, se estreia como artilheiro de verde e branco na Taça verdadeira, coroando uma exibição muito positiva nesta partida; o segundo, aos 66', apontado pelo incansável Bruno Fernandes, num potente remate de ressaca, de meia-distância. Voto no brasileiro para melhor em campo: foi ele que desatou um nó que persistia bem atado, certamente para alguma irritação e muito nervosismo dos adeptos.

 

Gostei  que não tivéssemos sofrido nenhum golo pelo segundo desafio consecutivo. E das mexidas feitas na equipa pelo treinador Marcel Keizer. Apostou em Salin na baliza - e fez muito bem, pois o francês protagonizou grandes defesas aos 39', 71', 84' e 89'. Bruno Gaspar, tocado, deu lugar a Ristovski, que demonstrou ser mais dinâmico e acutilante nas acções ofensivas. Acuña, após castigo, retomou sem surpresa a titularidade como lateral esquerdo, antes confiada a Jefferson. Raphinha destaca-se mais como extremo do que Diaby: o maliano desta vez nem foi convocado. Gostei sobretudo de ver enfim Luiz Phyllipe mostrar o que vale ao serviço do Sporting, hoje com o belo equipamento Stromp: entrou aos 76', rendendo um apático Bas Dost, e mostrou que se pode contar com ele quando disparou um petardo ao poste, iam decorridos 83'. Um grande momento do jogo que merecia ter resultado em golo.

 

Gostei pouco da exibição de Bas Dost, que parece atravessar uma crise de confiança. É certo que marcou um golo, aos 34', mas pareceu-me bem anulado pelo árbitro Fábio Veríssimo por ser precedido de falta (o holandês apoiou-se num defesa adversário no momento do cabeceamento). Aos 44', numa recarga, permitiu a defesa do guarda-redes Brígido. Nada mais conseguiu fazer de relevante nos 76 minutos em que permaneceu em campo. Excepto - pela negativa - numa escandalosa perdida à boca da baliza, desperdiçando um excelente cruzamento de Acuña, que aos 51' lhe proporcionou um meio-golo servido de bandeja. Irreconhecível.

 

Não gostei  de ver o Feirense com dupla linha defensiva estacionada bem atrás da divisória do meio-campo durante praticamente o jogo todo, dominado pelo Sporting do primeiro ao último minuto. Este dispositivo hiper-defensivo, confinando toda a actuação da equipa da casa num espaço de 40 metros, dificultou a manobra ofensiva leonina, com Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Acuña e Nani a enfrentarem uma floresta de pernas que persistia em encurtar-lhes margem de manobra e anular-lhes linhas de passe. Felizmente os nossos jogadores souberam reagir com maturidade e paciência, insistindo em ataques envolventes não apenas pelas alas mas também pelo corredor central. Esta persistência deu bons frutos. E a vitória impôs-se com toda a naturalidade, para enorme satisfação das claques leoninas, que compareceram em grande número no apoio vibrante à nossa equipa.

 

Não gostei nada  de ver petardos rebentar junto da baliza do Sporting, em clara provocação ao guarda-redes Salin, procurando perturbar a sua actuação ou mesmo causar-lhe danos físicos. É inaceitável que a Federação Portuguesa de Futebol permita agressões deste tipo no decurso de jogos da Taça, competição que organiza. É urgente que as acções punitivas sejam rápidas, eficazes e exemplares. Não podem ficar-se por multas com valor pouco mais do que simbólico: só assim se conseguirá pôr ponto final ao vandalismo que se pratica nos estádios deste país.

Quente & frio

Gostei muito do regresso do Sporting às vitórias após o esporádico desaire em Guimarães. Regressámos também às goleadas: esta noite batemos o Feirense por 4-1, em Santa Maria da Feira. Com golos de Raphinha (5'), Bruno Fernandes (22'), Bas Dost (60', de penálti) e do defesa da equipa anfitriã Luís Machado, na própria baliza, após Miguel Luís ter conduzido uma veloz infiltração no reduto adversário (67'). Destaque para a exibição de Bruno Fernandes,  novamente o melhor em campo: autor de um belíssimo golo, com um chapéu ao guarda-redes Brígido, foi ele o comandante das operações leoninas a partir do meio-campo. Raphinha, ao marcar logo no nosso primeiro lance ofensivo, foi outro elemento nuclear. E Bas Dost confirma a veia goleadora: leva já 16 marcados desde o início desta temporada. São jogadores como eles que fazem a diferença.

 

Gostei  da forma como Marcel Keizer organizou a equipa, povoando muito bem o meio-campo, com Petrovic desta vez como médio titular mais recuado, Miguel Luís como médio interior esquerdo e Bruno Fernandes na posição inicial de médio interior direito. Isto possibilitou as constantes subidas de Acuña pelo seu flanco - de um excelente cruzamento do argentino, elemento nuclear do Sporting, resultou o nosso golo inicial. Os jogadores tinham claramente instruções para pressionarem a saída de bola do Feirense e trocarem-na em ritmo acelerado, condicionando a manobra do adversário. Salin esteve bem entre os postes e regressou aquela que é - de longe - a nossa melhor dupla de centrais, formada por Coates e Mathieu. Ingredientes que estiveram na base desta vitória - a sétima goleada conseguida por Keizer em nove jogos. Com ele ao leme, o Sporting já soma 34 golos. Despedimo-nos da melhor maneira deste ano de 2018, que noutro plano não nos deixa saudades.

 

Gostei pouco da réplica do Feirense, equipa que abusou da "intensidade" física. Phelipe Sampaio recebeu um tardio cartão amarelo só aos 57' após ter sido protagonista de diversos lances à margem das regras e outro defesa, Tiago Silva, acabou expulso por ter dirigido ostensivamente palavras insultuosas ao árbitro Rui Costa. Seguimos assim em frente na Taça da Liga, única competição conquistada pelo antecessor de Keizer, Jorge Jesus, ao longo de três anos no comando técnico em Alvalade. A vitória de hoje qualifica-nos para as meias-finais, em que defrontaremos o Braga. Mantemo-nos, portanto, em todas as frentes.

 

Não gostei  da actuação de Diaby, que continua a revelar um défice de participação nas movimentações defensivas da equipa e desta vez foi incapaz de compensar esta lacuna com eficácia na finalização. O jovem maliano foi protagonista de dois lances pela negativa: falhou o golo aos 65', quando se encontrava na cara do guarda-redes, e uma recarga vitoriosa aos 75', com a baliza aberta, após um tiraço inicial de Jovane que levou a bola a embater no poste.

 

Não gostei nada desta inversão de prioridades que tem vindo a registar-se na organização dos torneios profissionais de futebol. Jogamos ao fim de semana uma competição menor, como é a Taça da Liga, e na próxima quinta-feira vamos receber o Belenenses para o campeonato nacional. Anda alguém aqui com o passo muito trocado.

Quente & frio

Gostei muito de confirmar hoje, com a vitória 5-2 frente ao Rio Ave para a Taça de Portugal, como esta equipa do Sporting desenvolve um jogo alegre, dinâmico, desinibido, com pressão alta, forte organização colectiva, inegável energia anímica e boa condição física. Procurando o golo com processos simples. Tudo por mérito de Marcel Keizer: o treinador holandês devolveu ao Sporting um futebol vistoso e ofensivo como já não víamos desde a época 2015/2016, a primeira sob o comando de Jorge Jesus. Somámos esta noite a oitava vitória consecutiva - sétima sob o comando do técnico holandês - que nos coloca nos quartos-de-final da Taça verdadeira. A de Portugal.

 

Gostei  da sexta goleada verde e branca da era Keizer. Hoje os marcadores de serviço foram Bas Dost (2), Diaby (2) e Bruno Fernandes. O holandês, com mais estes, totaliza já 15 golos na temporada em curso - 85 desde que veio para o Sporting. E com este técnico marcámos 30 em sete desafios (média de 4,2 golos por jogo). Destaque, nesta partida, para Bruno Fernandes - hoje capitão da equipa e o melhor em campo. Marcou o mais espectacular dos nossos cinco golos, o terceiro, com um disparo fortíssimo aos 42'. Foi crucial na construção do quarto golo, apontado por Dost aos 61', e fez a assistência para o último, servindo Diaby aos 77'. Notas muito positivas também para o jovem avançado maliano, que abriu a ronda de remates certeiros logo no terceiro minuto da partida; para Acuña, que regressou à ala esquerda - aos 3' já fazia a assistência para o golo inaugural e bisou com um cruzamento perfeito na construção do terceiro; para Jovane, que iniciou as jogadas do primeiro e do terceiro, além de ter assistido no quarto golo; ainda para Miguel Luís, hoje merecidamente titular, proporcionando maior segurança defensiva à equipa e permitindo libertar Bruno Fernandes para acções ofensivas.

 

Gostei pouco que Fábio Coentrão, hoje de regresso a Alvalade, tivesse voltado como jogador do Rio Ave, aliás o melhor em campo pela equipa forasteira. Preferia bem mais vê-lo novamente integrado no plantel leonino: corresponderia decerto a uma aspiração dos adeptos do Sporting e sem a menor dúvida ao desejo do próprio jogador, assumido adepto das nossas cores.

 

Não gostei que tivéssemos sofrido dois golos (embora o segundo tenha resultado de um penálti que me parece inexistente) e revelado lapsos ocasionais na nossa estrutura defensiva. Também não gostei de ver Nani ausente, não por opção técnica mas devido a uma mialgia de esforço, o que proporcionou a titularidade de Jovane. O jovem sub-21 formado em Alcochete cumpriu com distinção a tarefa, mas espero ver o nosso campeão europeu - também fruto da formação leonina - de regresso ao onze titular já no próximo domingo, a defrontar o V. Guimarães.

 

Não gostei nada que apenas 12.108 espectadores tivessem comparecido hoje em Alvalade. Com jogadores a darem o seu melhor, proporcionando um excelente espectáculo e outro festival de golos para todos os gostos, desta vez só falhou mesmo a chamada "moldura humana".

Quente & frio

Gostei muito do sexto jogo consecutivo do Sporting a ganhar - e oitavo sem perder. Foi esta noite, em Alvalade. Vencemos por 3-0 o Vorskla, que lá tínhamos derrotado por 2-1. Desta vez com golos de Montero e Miguel Luís, além de um autogolo de um defesa ucraniano. Seguimos em frente na Liga Europa, como já estava decidido antes desta partida, o que não impediu que tivéssemos desenvolvido uma toada ofensiva que certamente agradou a todos os adeptos, designadamente na primeira parte. Marcel Keizer continua a conseguir não apenas vitórias folgadas mas também boas exibições como técnico leonino: conduziu a equipa a cinco triunfos em cinco desafios - quatro dos quais por goleada. Com ele ao leme, o Sporting leva 20 golos marcados e apenas quatro sofridos. Imensa satisfação deu-me também hoje a estreia de Pedro Marques e Bruno Paz na equipa principal  - este último, sobretudo, causou excelente impressão. Nota importante: terminámos a partida com seis jogadores da formação, cinco deles sub-23: Miguel Luís, Jovane, Carlos Mané e Thierry Correia, além de Pedro e Bruno Paz. O futuro está assegurado.

 

Gostei  que aos 17' já estivéssemos a vencer, com um golo de Montero. O colombiano também teve participação no segundo, com uma recuperação que denotou mestria técnica e fez uma movimentação quase à boca da baliza, crucial para o terceiro. Considero-o o homem do jogo. Seguido de perto por Bruno Fernandes, que inicia a jogada do primeiro golo, assiste para o segundo e cruza para o terceiro. Grande exibição também de Miguel Luís, que se estreou a marcar pela equipa principal, apontando o segundo, aos 35'. Destaque ainda para Carlos Mané, titular na ponta direita e participante na construção dos nossos três golos.

 

Gostei pouco que não houvesse golos na segunda parte. A vitória foi construída no primeiro tempo e na etapa complementar limitámo-nos a gerir o esforço, com Keizer a fazer entrar Pedro Marques (aos 59') para o lugar de Montero, Thierry (aos 64') para o lugar de Ristovski e Bruno Paz (aos 73') para o lugar de Bruno Fernandes, hoje o capitão por ausência de Nani, que ficou a descansar (depois ficou Coates com a braçadeira). Também Mathieu, Gudelj, Diaby e Bas Dost foram poupados, já a pensar no desafio de domingo para o campeonato, em casa, frente ao Nacional.

 

Não gostei da lesão de Montero. O colombiano magoou-se e acabou por abandonar o campo transportado de maca, sob uma chuva de aplausos do adeptos. Justos e calorosos aplausos a um dos elementos de maior qualidade técnica do plantel leonino.

 

Não gostei nada de ver só 25.504 pessoas a acompanhar este desafio em Alvalade. Esta equipa do Sporting merece ter mais gente a incentivá-la nas bancadas. Ver quase vazia a zona do estádio que costuma estar reservada à Juventude Leonina é ainda mais desolador. Como se este grupo de adeptos, que tem por obrigação apoiar a equipa, estivesse a fazer uma espécie de greve. Com "apoiantes" destes bem podemos dispensar tal claque.

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