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És a nossa Fé!

Os destaques: Misic, Battaglia, Mathieu

Neste fim de tarde ficou bem evidente, mais do que em qualquer outro jogo da pré-temporada, a falta que nos fazem três jogadores nucleares que se desvincularam do Sporting após o "chato" assalto a Alcochete: Rui Patrício, capaz de fazer a diferença como guardião da baliza, William Carvalho a construir lances de ataque e Gelson Martins a conferir velocidade, criatividade e profundidade aos nossos lances de ataque, sobretudo na ala direita.

Haverá substitutos à altura, admito com optimismo talvez excessivo. Mas por enquanto não valem isso. E acima de tudo são incapazes de o demonstrar, como hoje ficou claro no confronto com um modesto clube italiano, o Empoli, vencedor da série B do seu país e só este ano promovido, por via disso, ao escalão principal.

Perante um estádio quase despido (para o qual a elevada temperatura atmosférica muito contribuiu, após os inéditos 44 graus que ontem às 17 horas foram registados em Lisboa), o Sporting fez uma primeira parte agradável. Com boas tabelinhas entre Nani e Bruno Fernandes, que serão certamente os motores do onze titular, e algumas movimentações dignas de registo dos laterais, Jefferson e Ristovski, com maior liberdade de penetração nos flancos pela aposta do treinador num duplo pivô na linha média - funções asseguradas por Misic e pelo regressado Battaglia.

Misic foi aliás o protagonista do melhor momento da turma leonina, com um belo golo disparado de fora da área, aos 51'. Suprindo assim os sucessivos falhanços dos seus colegas, que tentaram muito mas nada conseguiram - ou por falta de pontaria ou pela intervenção do guarda-redes adversário. A partir desse lance, no entanto, deixámos os italianos assumir o controlo do jogo e sofremos o golo do empate aos 68'.

As sete substituições operadas por Peseiro, aos 66' e aos 84', não corrigiram nada de essencial. O Troféu Cinco Violinos, nesta sétima edição, acabou por ser decidido na marcação de penáltis - com Matheus Pereira e Jefferson a falharem. Ficámos sem esta taça, pela primeira vez. O que vale como sintoma: há ainda muito a fazer para tornar este Sporting que ficou amputado em Junho numa equipa que possa ter mesmo aspirações a títulos e troféus.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Viviano (32 anos).

Mais: defesas aos 63' e 76'.

Menos: batido aos 68', viu Mathieu salvar um golo na linha de baliza quatro minutos depois. Incapaz de defender um só dos penáltis que ditaram a conquista do troféu pelo Empoli.

Nota: 4

 

Ristovski (26 anos).

Mais: cruzamentos bem tirados aos 39' e 45'+1.

Menos: perdeu fulgor na segunda parte, quando foi várias vezes ultrapassado no seu sector.

Nota: 5

 

Coates (27 anos).

Mais: grande acção individual aos 11', como se fosse um lateral direito.

Menos: faltou articulação com Mathieu no golo sofrido.

Nota: 6

 

Mathieu (34 anos).

Mais: salvou um golo certo aos 72', fez pelo menos quatro grandes cortes (71', 74', 89', 90'). Chamado a converter o primeiro dos penáltis finais, meteu-a lá dentro.

Menos: mal auxiliado, falhou a cobertura no golo italiano.

Nota: 7

 

Jefferson (30 anos).

Mais: bateu bem os cantos e cruzou várias vezes com perigo.

Menos: permitiu a defesa do guarda-redes no penálti que lhe coube marcar após os 90'.

Nota: 5

 

Battaglia (27 anos).

Mais: neste regresso a Alvalade, foi um batalhador incansável a recuperar bolas e forçou o guarda-redes da turma visitante à defesa da noite quando cabeceou com intenção, quase conseguindo o golo (80'). Marcou o penálti que lhe foi confiado após os 90'.

Menos: faltou-lhe alguma eficácia na construção de jogo.

Nota: 7

 

Misic (24 anos).

Mais: muitos tentaram, só ele conseguiu: o solitário golo leonino foi apontado por ele.

Menos: simplifica processos, às vezes em demasia.

Nota: 7

 

Bruno Fernandes (23 anos).

Mais: solto de movimentos, comandou o meio-campo na primeira parte e teve intervenção no lance do golo.

Menos: tentou várias vezes a meia-distância, sempre sem sucesso.

Nota: 6

 

Nani (31 anos).

Mais: o capitão leonino protagonizou os lances mais vistosos, sublinhados com aplausos, em tabelinhas com Bruno Fernandes aos 24' e 42'.

Menos: acusa ainda falta de ritmo e falta de pontaria no remate.

Nota: 5

 

Acuña (26 anos).

Mais: um dos jogadores mais influentes na meia hora inicial, livre muito bem marcado aos 3'.

Menos: perdeu fulgor no segundo tempo.

Nota: 5

 

Bas Dost (29 anos).

Mais: cabeceou com perigo aos 3' e aos 39'.

Menos: falhou esses cabeceamentos, ficando em branco.

Nota: 4

 

Wendel (20 anos).

Mais: entrou aos 66', rendendo Misic, e movimentou-se bastante.

Menos: inconsequente nas movimentações.

Nota: 4

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: substituiu Nani aos 66', marcando bem os cantos.

Menos: agarra-se demasiado à bola e falhou penálti na ronda final.

Nota: 4

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: em campo desde o minuto 66', colocado no lugar de Ristovski fez um grande cruzamento aos 71' que Wendel desperdiçou.

Menos: é veloz, mas parece revelar menos aptidões a defender do que a atacar.

Nota: 5

 

Raphinha (21 anos).

Mais: substituiu Acuña aos 66', rematou forte e com intenção no terceiro minuto do tempo extra. No fim, não falhou o penálti.

Menos: ainda sem automatismos.

Nota: 5

 

Montero (31 anos).

Mais: rendeu Dost aos 84', marcou o penálti que lhe foi solicitado na fase do desempate.

Menos: excesso de apatia.

Nota: -

 

André Pinto (28 anos).

Mais: substituiu Coates aos 84', sem comprometer.

Menos: desta vez não teve tempo nem oportunidade de marcar um golo.

Nota: -

 

Carlos Mané (25 anos).

Mais: regressado a Alvalade dois anos depois, após empréstimo ao Estugarda, conduziu um excelente lance de ataque aos 90'+3.

Menos: vimos pouco dele: devia ter entrado mais cedo.

Nota: -

Os destaques: Bruno, Nani, André Pinto

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 André Pinto após marcar o golo (foto Record)

 

Estreia da nova equipa no nosso estádio, num magnífico fim de tarde que ontem se prolongou por uma amena noite de Verão. O adversário, nesta partida ainda de pré-temporada, foi o poderoso Olympique de Marselha, finalista vencido da mais recente edição da Liga Europa, onde apenas o Atlético de Madrid foi capaz de lhe travar o passo - após se ter cruzado no caminho do Sporting, nas infelizes circunstâncias que sabemos.

Foi, portanto, um teste exigente. Nas fileiras adversárias destacam-se o internacional brasileiro Luiz Gustavo e o internacional francês Payet, carrasco de Cristiano Ronaldo na final do Euro-2016. Além do grego Mitroglou, que ontem só entrou a poucos minutos do fim, tendo sido brindado com uma assobiadela monstra.

Éramos cerca de 29 mil em Alvalade - em números oficiais, menos oito mil do que há um ano, no desafio de apresentação da equipa contra o Mónaco de Leonardo Jardim - e com uma Juventude Leonina em estado murcho, exibindo um deplorável estado de orfandade. Mas o teste essencial foi ultrapassado com distinção: os regressados Bruno Fernandes e Bas Dost - o primeiro alinhando como titular, o segundo lançado só à beira do fim - acabaram por ser os jogadores mais aplaudidos, logo seguidos de Nani - também ele regressado, após dois anos de ausência, e agora o único campeão europeu em título que resta de verde e branco. Além dele, houve três outras novidades no onze titular: o guarda-redes Viviano (protagonista de um frango monumental logo aos 4', que nos aumentou a saudade deixada por Rui Patrício), Jefferson (mais um regresso, após um ano de empréstimo ao Braga) e Matheus Pereira (será desta que se impõe na equipa principal do Sporting?)

Boas movimentações no plano ofensivo da equipa treinada por José Peseiro, logicamente ainda sem rotinas nem automatismos, perante um adversário mais avançado na preparação da época. Falta-nos um médio defensivo com qualidade (Battaglia, o último dos regressados, foi apresentado aos adeptos mas não calçou) e mantém-se um défice na posição de ponta-de-lança, que Montero não consegue preencher. Será possível ver ainda Rafael Leão como suplente de Dost?

Bruno Fernandes, colocado como médio mais ofensivo, com manifesta liberdade de movimentos, foi o jogador em maior evidência. Apontamentos muito positivos de André Pinto (marcador do golo que selou o empate por 1-1, aos 61'), Nani, Wendel e Matheus Pereira. Acuña entraria a meio do segundo tempo, para a surpreendente posição 8, em que mostrou bom desempenho. E o jogo terminou num 4-4-2, com Castaignos jogando muito próximo de Bas Dost, em evidente ensaio de soluções tácticas que irão sendo desenvolvidas ao longo da época.

Curiosidade: a braçadeira de capitão teve três titulares nesta partida: começou com Nani, passou para Bruno Fernandes entre os minutos 81 e 86, terminou com Coates.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Viviano (32 anos).

Mais: não pareceu ter ficado deprimido após o frango.

Menos: inadmissível fífia com os pés por excesso de confiança, logo aos 4', oferecendo a bola para o golo de Germain.

Nota: 3

 

Ristovski (26 anos).

Mais: voluntarioso e com vontade de acertar.

Menos: o lateral macedónio não faz esquecer Piccini, sobretudo na acção defensiva.

Nota: 5

 

André Pinto (28 anos).

Mais: o golo que marcou numa recarga com o pé, após ter tentado de cabeça.

Menos: falta-lhe por vezes iniciar com mais confiança a acção ofensiva.

Nota: 6

 

Mathieu (34 anos).

Mais: dois excelentes passes longos, que quase o candidatam a médio de construção.

Menos: nem sempre lhe saíram bem os passes curtos, regressou de férias algo preso de movimentos.

Nota: 5

 

Jefferson (30 anos).

Mais: cumpriu na manobra defensiva.

Menos: falta de ousadia na construção ofensiva, sobretudo nos centros que lhe deram boa fama em Braga.

Nota: 5

 

Petrovic (29 anos).

Mais: com William já longe e Battaglia por estrear, complementou a missão dos centrais enquanto médio defensivo.

Menos: falta-lhe vocação para médio criativo.

Nota: 4

 

Wendel (20 anos).

Mais: boa técnica, com capacidade de ligar sectores na posição 8.

Menos: falta-lhe alguma disciplina táctica.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (23 anos).

Mais: foi ele quem mais esticou o jogo leonino, autor do passe decisivo para o golo do empate.

Menos: tentou sem sucesso o remate de meia distância.

Nota: 7

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: boas tabelinhas no corredor direito ofensivo, sobretudo na meia hora inicial.

Menos: falta-lhe entrosamento com os companheiros do ataque.

Nota: 6

 

Nani (31 anos).

Mais: disponibilidade total para se assumir como líder da equipa, protagonizou grande jogada aos 67', após ter recuperado uma bola.

Menos: saíram-lhe ao lado os remates que tentou aos 6', 27' e 75'.

Nota: 6

 

Montero (31 anos).

Mais: dois passes de inegável qualidade técnica.

Menos: anda a faltar-lhe instinto goleador.

Nota: 5

 

Marcelo (29 anos).

Mais: rendendo André Pinto aos 63', cumpriu sem rasgos.

Menos: sem protagonismo nas bolas paradas ofensivas.

Nota: 5

 

Misic (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 63': dois remates de meia distância, convictos mas ao lado.

Menos: falta-lhe confiança ou talento para a construção ofensiva.

Nota: 5

 

Raphinha (21 anos).

Mais: muito activo desde que substituiu Matheus Pereira, aos 63', trabalhou bem junto à linha.

Menos: ainda sem automatismos.

Nota: 5

 

Castaignos (25 anos).

Mais: substituiu Montero aos 63', procurou combinar com Dost nos minutos finais.

Menos: muito bem servido por Nani, falhou desvio aos 67': mantém péssima relação com o golo no Sporting.

Nota: 4

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: em campo desde o minuto 63, rendendo Ristovski, mostrou-se muito activo e sempre em jogo: pode ser uma das boas surpresas da temporada.

Menos: parece menos propenso a defender do que a atacar.

Nota: 6

 

Jovane Cabral (20 anos).

Mais: rendeu Nani aos 81' e revelou vontade de marcar, sem complexos.

Menos: falhou dois remates, que embateram na defensiva marselhesa.

Nota: 5

 

Salin (faz hoje 34 anos).

Mais: substituiu Viviano aos 81', boa defesa quatro minutos depois.

Menos: longe de ser exímio no jogo com os pés.

Nota: 5

 

Lumor (21 anos).

Mais: rendendo Jefferson aos 81', fez um bom cruzamento aos 89'.

Menos: faltou-lhe tempo para mostrar o que realmente vale.

Nota: 5

 

Acuña (26 anos).

Mais: em campo apenas desde os 81', substituindo Petrovic: ao minuto 89 fez um grande cruzamento, um grande passe e um bom remate.

Menos: soube a pouco o seu desempenho: merecia ter entrado antes.

Nota: 6

 

Coates (27 anos).

Mais: mereceu ostentar a braçadeira de capitão.

Menos: regressado de férias, o internacional uruguaio só entrou aos 86', substituindo Mathieu.

Nota: -

 

Bas Dost (29 anos).

Mais: recebeu a ovação da noite ao entrar em campo, rendendo Bruno Fernandes.

Menos: falhou cabeceamento aos 90'.

Nota: -

Os destaques: Geraldes, Matheus, Wendel

Nem PSV Eindhoven nem Fenerbahçe, como chegou a ser anunciado: o Sporting fez esta tarde um jogo-treino em Nyon - entre Lausana e Genebra - com o Stade-Lausanne, equipa da terceira divisão helvética, num desafio sem público, quase à porta fechada. Um jogo que vencemos por 4-1, com todos os golos marcados nos primeiros 45 minutos. A segunda parte, com um onze totalmente diferente (apenas Castaignos aguentou mais 16 minutos em campo) foi uma imensa sensaboria, indigna de um Leão que quer rugir.

Nota especial para um golo de belo efeito de Francisco Geraldes, aos 14', coroando uma excelente jogada individual em que tirou três adversários do caminho e rematou forte, em arco, para o ângulo mais inacessível ao guarda-redes. Foi o nosso segundo, o mais belo de todos e marcado pelo melhor jogador em campo.

A vitória começou a ser construída logo ao minuto e meio de jogo, por Castaignos. Mattheus Oliveira, aos 25', e Jovane Cabral, aos 37', marcaram os restantes. Com os suíços a reduzirem a vantagem no minuto extra da primeira parte. Na segunda, apenas Wendel e Jefferson merecem nota acima da média - sobretudo o jovem formado no Fluminense, que criou diversos desequilíbrios em busca de um lugar ao sol.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Luís Maximiano (19 anos).

Mais: procurou acertar, raras vezes com sucesso.

Menos: saiu mal dos postes no lance de golo, parece trabalhar mal com os pés, mostrou-se intranquilo.

Nota: 4

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: assistência para o terceiro golo com um bom centro, confirmando-se como lateral direito com vocação ofensiva.

Menos: ainda com prestação insuficiente no plano defensivo.

Nota: 5

 

Marcelo (28 anos).

Mais: procura integrar-se no quarteto defensivo.

Menos: o canto que origina o golo suíço nasce de um corte defeituoso seu.

Nota: 4

 

Mathieu (34 anos).

Mais: parece em boa forma física, correndo por vezes como um extremo.

Menos: falta de protagonismo nas bolas paradas ofensivas.

Nota: 5

 

Jonathan Silva (24 anos).

Mais: "assistiu" no segundo golo com um bom lançamento lateral.

Menos: muito trapalhão, os centros não lhe saíram bem.

Nota: 4

 

Palhinha (23 anos).

Mais: boas acções de cobertura no meio-campo defensivo.

Menos: falta-lhe vocação para médio criativo.

Nota: 5

 

Mattheus Oliveira (24 anos).

Mais: bom golo na sequência de um cruzamento, rematando com o pé esquerdo sem deixar a bola ir ao chão.

Menos: peca por alguma apatia em momentos do jogo.

Nota: 5

 

Francisco Geraldes (23 anos).

Mais: marcou aos 14' e deu a marcar aos 37', revelando notável visão de jogo e apreciáveis pormenores técnicos.

Menos: podia ter batido melhor um livre aos 43'.

Nota: 7

 

Jovane Cabral (20 anos).

Mais: lançado por Geraldes, recebeu em corrida a bola e fuzilou as redes suíças, marcando o seu terceiro golo desta pré-temporada.

Menos: demasiado individualista em certos lances.

Nota: 6

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: único jogador a repetir a titularidade, com liberdade criativa, assistiu Castaignos no primeiro golo e iniciou a construção do terceiro.

Menos: hoje não marcou.

Nota: 7

 

Castaignos (25 anos).

Mais: autor do primeiro golo, após tabela com Matheus Pereira.

Menos: nada mais fez de relevante.

Nota: 5

 

Raphinha (21 anos).

Mais: entrou na segunda parte, substituindo Matheus Pereira, e demonstrou trabalhar bem junto à linha.

Menos: tentou bastante, mas não marcou nem deu a marcar.

Nota: 5

 

Montero (30 anos).

Mais: substituiu Geraldes na segunda parte, fazendo algumas tabelinhas que deram nas vistas, embora inconsequentes.

Menos: muita cerimónia no remate: voltou a ficar em branco.

Nota: 4

 

Misic (24 anos).

Mais: em campo no segundo tempo, substituindo Palhinha, tentou o remate aos 83', mas a bola saiu-lhe ao lado.

Menos: tornou o nosso meio-campo muito permeável às investidas suíças.

Nota: 3

 

Demiral (20 anos).

Mais: substituindo Mathieu na segunda parte, cabeceou ao poste aos 87': merecia o golo.

Menos: cometeu falta desnecessária aos 79'.

Nota: 6

 

Domingos Duarte (23 anos).

Mais: rendeu Marcelo no segundo tempo, fez um bom corte aos 50'.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 5

 

Piccini (25 anos).

Mais: substituiu Bruno Gaspar no segundo tempo, com algumas incursões ofensivas interessantes.

Menos: parece ter regressado de férias algo preso de movimentos.

Nota: 5

 

Wendel (20 anos).

Mais: rendeu Mattheus Oliveira na segunda parte, tendo sido o jogador que criou mais desequilíbrios neste período do jogo.

Menos: rematou aos 77', mas saiu-lhe frouxo.

Nota: 6

 

Jefferson (30 anos).

Mais: substituiu Jonathan na segunda parte, fazendo grandes centros (53', 70', 88') e marcando muito bem um livre (87').

Menos: vindo de um empréstimo ao Braga, faltam-lhe automatismos.

Nota: 6

 

Salin (33 anos).

Mais: na nossa baliza a partir do minuto 46', não sofreu golos.

Menos: longe de ser exímio no jogo com os pés.

Nota: 5

 

Lumor (21 anos).

Mais: substituiu Jovane na segunda parte, estreando-se como extremo no Sporting.

Menos: notória falta de rotina na posição.

Nota: 5

 

Bruno César (29 anos).

Mais: substituiu Castaignos na segunda parte, parecendo recuperado da lesão.

Menos: revelou falta de intensidade, falhando passes.

Nota: 4

Os destaques: Matheus, Raphinha e Viviano

Vitória leonina esta tarde, na Suíça, frente ao Nice - equipa classificada em oitavo lugar na Liga francesa, com o internacional brasileiro Dante no eixo da defesa mas desfalcada da sua principal estrela, o italiano Mario Balotelli. Triunfo tangencial, por 1-0, construído no melhor período da equipa, no quarto de hora inicial da segunda parte. Um grande golo de Matheus Pereira, aos 52', a passe de Raphinha - não por acaso, os dois melhores elementos do onze do Sporting nesta partida, disputada na localidade termal de Divonne-les-Bains, em território gaulês. Muito boa nota também para Viviano: estamos bem servidos de guarda-redes.

Da equipa que entrou em campo, apenas Mathieu - hoje com a braçadeira de capitão - foi titular absoluto na temporada 2017/2018. Notou-se, claramente, falta de entrosamento entre os jogadores, ainda sem automatismos, o que não surpreende. Sobretudo ao nível do meio-campo, onde José Peseiro apostou numa dupla de médios defensivos - Petrovic e Misic - para permitir mais ousadia ofensiva aos laterais. Um sistema que está a ser testado e provavelmente só funcionará num número limitado de jogos na próxima Liga.

Certinha mas sem rasgos, a equipa melhorou com a ronda de substituições operada pelo treinador ao minuto 61, quando fez cinco trocas. Viria a ordenar mais quatro - duas das quais a escassos segundos do apito final, o que fez pouco sentido. Apenas Viviano e Petrovic jogaram os 90 minutos.

É muito cedo para fazer vaticínios seguros sobre o onze-base do Sporting no campeonato que vai seguir-se, tanto mais que ainda falta incluir Acuña, Bruno Fernandes, Coates (de férias após o Mundial) e Nani, já integrado no estágio da equipa mas sem calçar.

Mas o sucessor de Gelson Martins parece ter sido encontrado: Matheus Pereira, hoje o melhor em campo.

Segunda-feira, novo jogo. Desta vez frente ao PSV Eindhoven.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Viviano (32 anos).

Mais: grande defesa em voo, aos 67'. Saiu bem dos postes, demonstra habilidade a jogar com os pés.

Menos: parece ter peso a mais.

Nota: 7

 

Ristovski (26 anos).

Mais: competente nos cruzamentos.

Menos: demasiado tímido nas investidas pelo seu flanco.

Nota: 5

 

André Pinto (28 anos).

Mais: certinho, não comprometeu.

Menos: demasiado posicional, nunca arriscou.

Nota: 5

 

Mathieu (34 anos).

Mais: eficaz nas manobras de desarme e no jogo aéreo.

Menos: ofensivamente, só se destacou num cabeceamento aos 64'.

Nota: 6

 

Lumor (21 anos).

Mais: boas acções de cobertura.

Menos: défice na manobra ofensiva.

Nota: 5

 

Petrovic (29 anos).

Mais: apoiou bem os centrais.

Menos: algo preso de movimentos.

Nota: 5

 

Misic (24 anos).

Mais: o croata ajudou a fechar o corredor central, nem sempre bem articulado com Petrovic.

Menos: nada eficaz no processo de construção, bateu muito mal um canto.

Nota: 4

 

Wendel (20 anos).

Mais: voluntarioso, fez boas tabelas como médio mais avançado.

Menos: escassa participação no processo defensivo.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: revelando sempre grande mobilidade, marcou o golo da vitória com um remate forte e bem colocado, e aos 54' ia assistindo Montero para outro golo.

Menos: arriscou remate aos 36', mas sem pontaria afinada.

Nota: 8

 

Raphinha (21 anos).

Mais: assistência para o golo de Matheus, em rápida progressão com a bola.

Menos: podia ter marcado, aos 18', mas a bola saiu ao lado.

Nota: 7

 

Montero (30 anos).

Mais: bom remate aos 21': ficou-se por aí na primeira parte.

Menos: falhou escandalosamente um golo, aos 54', a passe de Matheus Pereira.

Nota: 4

 

Palhinha (23 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Misic, ajudou a interceptar passes.

Menos: tendência para provocar faltas em zonas perigosas.

Nota: 5

 

Jefferson (30 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Lumor, mostrou-se atento e concentrado.

Menos: mal deu nas vistas em acções ofensivas.

Nota: 5

 

Doumbia (30 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Montero, protagonizou um bom lance de ataque aos 63' e aos 87' fez um magnífico passe isolando Jovane.

Menos: continua divorciado dos golos.

Nota: 5

 

Francisco Geraldes (23 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Wendel, ajudou a fazer pressão alta na zona de ligação entre o meio-campo e o ataque.

Menos: algum excesso de individualismo.

Nota: 5

 

Jovane Cabral (20 anos).

Mais: o jovem internacional caboverdiano entrou muito bem aos 61', rendendo Matheus Pereira, com velocidade e bons pormenores técnicos, assumindo o jogo.

Menos: isolado por Doumbia, falhou um golo aos 87'.

Nota: 6

 

Marcelo (28 anos).

Mais: em campo desde os 66', substituindo André Pinto, não comprometeu.

Menos: falta-lhe entrosamento com Mathieu, o que não surpreende.

Nota: 5

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: o lateral direito vindo da Fiorentina, no lugar de Ristovski desde os 66', revelou bons pormenores técnicos.

Menos: ainda com défice de integração colectiva, como se compreende.

Nota: 5

 

Demiral (20 anos).

O jovem turco que se destacou no Sporting B esteve poucos segundos em campo, substituindo Mathieu.

 

Jonathan Silva (24 anos).

O argentino, regressado de empréstimo, substituiu Raphinha ao minuto 90, sem tocar na bola.

Ontem estive com o Inácio

Bom, foi mais na InácioTV, para ser preciso.

Estive a ver o jogo de preparação na Suiça, com um tal de "Xanax" (Nëuchâtel Xamax, se a grafia não me atraiçoa).

Faltando ainda os mundialistas, que estão a gozar merecidas férias e Nani que obviamente não jogaria este jogo, assistiu-se a uma primeira parte onde se viram alguns apontamentos interessantes. Claro que não há ainda rotinas, claro que a equipa está ainda muito emperrada, claro que o grupo é enorme (serão com os que estão de férias 33 neste momento - e ainda mais uma ou outra contratação inevitável, direi eu) e Inácio terá aqui imensa "sarna para se coçar" na colocação daqueles que Peseiro entender que não se ajustam no seu esquema. 

Não desgostei do GR, apesar da saída extemporânea e que deu o primeiro golo do adversário, fez um punhado de defesas de grande qualidade. Gostei de Demiral, sempre muito bem posicionado e acutilante no ataque ao adversário, gostei de Palhinha e da sua garra; Matheus esteve muito bem, assim como Montero, mais não seja pela oportunidade com que marcou.

A segunda parte, com imensas substituições, como é normal nestes jogos, foi muito desgarrada, com futebol aos repelões e o resultado não foi pior para as nossas cores, precisamente pelas intervenções de Viviano.

A bola já rola, isto é que importa e o resultado (derrota por 2-1) é um pormenor. As coisas estão a entrar nos eixos e o que eu quero é que venha bola a sério, com os nossos a suar a camisola e a dar-nos a alegria das vitórias.

Eu acardito!

 

Adenda: Pode inferir-se (e eu estava convencido disso) que o GR da primeira parte foi Viviano, mas não foi, foi Salin. Os agradecimentos aos comentadores que fizeram o reparo.

Nota positiva no último teste

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Aos 28', tivemos uma sensação estranha no estádio. Bas Dost acabara de marcar um golo, levantámo-nos para festejar, mas logo o árbitro travou a nossa euforia. Ia recorrer ao vídeo-árbitro. A coisa demorou cerca de um minuto: só então pudemos dar largas à nossa alegria, gritando o nome do avançado holandês.

Dost voltou a ser determinante. Este golo solitário bastou para a vitória desta tarde do Sporting frente à Fiorentina, conquistando assim mais um Troféu Cinco Violinos. Num estádio muito composto, onde éramos mais de 37 mil a puxar ruidosamente pela nossa equipa.

 

Gostei do que vi. Uma equipa mais consistente e confiante, com maior solidez defensiva e uma apreciável qualidade de passe, desenhando boas jogadas no relvado de Alvalade e revelando capacidade de pressão sobre os adversários. Para tanto contribuiu desde logo a surpresa reservada por Jorge Jesus, que estreou William Carvalho como central, fazendo-o recuperar para o eixo esquerdo da defesa. O campeão europeu, com uma actuação irrepreensível, deu boa conta do recado. De tal maneira que, na minha opinião, foi ele o melhor em campo.

Em muito bom plano estiveram também Battaglia (ocupando a posição habitualmente reservada a William), Podence, Gelson Martins e um voluntarioso Acuña, um dos mais aplaudidos pelos adeptos. Muitos aplausos também para Fábio Coentrão, na sua melhor exibição de verde e branco até à data. Piccini fez igualmente o seu melhor jogo até ao momento e protagonizou aos 56' um dos mais vistosos individuais do desafio, cruzando todo o flanco direito em fintas a sucessivos adversários até à grande área italiana.

 

Aos 61', como é costume nestes jogos não pertencentes ao calendário oficial, Jesus mudou mais de meia equipa, fazendo entrar Adrien para o lugar de Bruno Fernandes (hoje mais apagado do que esperaríamos), Alan Ruiz para o lugar de Gelson Martins, Doumbia para o lugar de Bas Dost, Bruno César para o lugar de Acuña, Jonathan Silva para o lugar de Coentrão e Iuri Medeiros para o lugar de Podence.

Vinte minutos depois, uma última alteração: saiu Battaglia, entrou Palhinha. Sem que o colectivo se ressentisse destas mudanças.

As exibições mais apagadas - destoando do conjunto  - couberam a Tobias Figueiredo (visivelmente nervoso, cometendo preocupantes lapsos defensivos e errando muitos passes) e Alan Ruiz (que ainda não se reencontrou desde que voltou de férias, lento e preso de movimentos).

Foi, em suma, um teste positivo antes dos desafios a sério que estão quase a chegar: o Aves-Sporting, da jornada inaugural da Liga 2017/18, joga-se já a 6 de Agosto.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Tranquilo, sereno, seguro. Melhor momento: bons reflexos a defender, corrigindo um lapso de Tobias Figueiredo aos 41'.

Piccini (24 anos).

Mais desenvolto, mais atrevido, arrancou aplausos ao acelerar junto à linha e galgar terreno aos 56', com a bola dominada. Em plano menos positivo na manobra defensiva.

Tobias Figueiredo (23 anos).

A jogar sobre brasas, denotando fragilidade, despejou demasiadas bolas sem critério para a frente. Quase comprometeu com um lapso defensivo aos 41' emendado por Rui Patrício. Atravessa momento menos bom.

William Carvalho (25 anos).

Jorge Jesus colocou-o a central. Aposta ganha. William defendeu bem, passou melhor, pôs ordem no sector defensivo que tem andado muito intranquilo. Nota máxima.

Coentrão (29 anos).

Ajudou a trancar os caminhos para a baliza leonina e ainda fez duas incursões à frente muito sublinhadas com aplausos em Alvalade. Denota alegria a jogar, o que ajuda muito.

Battaglia (26 anos).

Descomplexado e voluntarioso, abordou todos os lances com determinação e vontade de puxar a equipa para a frente. Muito bom no desarme. Foi um elemento fundamental na prestação positiva do onze leonino.

Bruno Fernandes (22 anos).

Desta vez não deu muito nas vistas pois a equipa preferiu canalizar jogo pelos flancos, procurando menos o eixo do meio-campo. Mas teve apontamentos de inegável qualidade técnica.

Gelson Martins (22 anos).

Grande parte das transições rápidas foram asseguradas pelo extremo leonino, que nunca deixou de se integrar nas manobras defensivas. Outra exibição em bom nível.

Acuña (25 anos).

Criou desequilíbrios no corredor esquerdo e revelou acutilância. Fundamental nas bolas paradas: hoje, tal como contra o Mónaco, foi ele a marcar o canto de que resultou o golo.

Podence (21 anos).

Conquistou por mérito próprio um posto no onze-base deste Sporting. Imprime velocidade ao jogo sem nunca descurar a qualidade técnica. Aos 28' deu um nó cego à defesa italiana que arrancou aplausos no estádio.

Bas Dost (28 anos).

Por vezes transmite a ideia de que se encontra algo desligado do jogo. Mas nos momentos cruciais não falha. Voltou a acontecer: aproveitando um ressalto, não perdoou. Mais um golo para o seu currículo.

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou aos 61'. Vê-se que procura mostrar serviço, agradando ao público e ao treinador, mas não basta revelar vontade: é preciso mostrar mais acerto. O jovem argentino ainda tem muito que corrigir no plano defensivo.

Adrien (28 anos).

Entrou aos 61', na sua habitual posição de médio criativo. Rápido a reagir à perda da bola, ajudou a dinamizar a equipa e a ligar os sectores. Com a qualidade de sempre.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 61'. Percebe-se que procura recuperar a boa forma revelada nas últimas duas épocas, mas está ainda longe de a encontrar. A sua excessiva polivalência em campo, sem uma posição fixa, também não ajuda.

Iuri Medeiros (23 anos).

Entrou aos 61'. Destaca-se pela qualidade de passe, pela visão de jogo e pela eficácia nas bolas paradas. Hoje não teve grande oportunidade de mostrar estes atributos. Mas parece ter agarrado um lugar no plantel.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 61'. Lento, apático, desgarrado da equipa, revelando algum ar de enfado, nada lhe saiu bem. Tentou o passe, sem conseguir. Tentou desmarcações, sem sucesso. Gastou quase todo o tempo a jogar a passo.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 61'. Menos acutilante e muito menos influente do que Podence, o titular da posição de segundo avançado, nota-se no entanto que anda à procura de acertar. Precisa de procurar mais linhas de passe.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 80'. Ainda a tempo de se evidenciar na recuperação de bolas e no reforço do quarteto defensivo. Contribuiu para consolidar um colectivo forte.

Quarta derrota da pré-temporada

Quarta derrota do Sporting na pré-temporada. Terceiro jogo em que sofremos três golos. Hoje foi contra o V. Guimarães, em Rio Maior. Uma partida em que, de algum modo, entrámos em campo já disponíveis para perder. Com um onze titular quase todo alterado em relação ao desafio frente ao Mónaco e novas experiências do treinador, que apostou em dispor a equipa num 3-4-3 mas sem o dotar dos jogadores indicados para o efeito.

Tivemos assim um insólito tridente defensivo formado por Coates, Tobias Figueiredo e Petrovic, ficando o sérvio no centro - posição em que não está minimamente rotinado. À direita, misto de lateral e médio-ala, o esquerdino Bruno César, que andou quase sempre aos papéis. Iuri Medeiros, muito isolado na ponta direita, procurava lançar remendos numa equipa que mostrava ser incapaz de sair em ataque organizado. Do outro lado, um apático Mattheus Oliveira parecia um espectador do jogo. No eixo do ataque, Doumbia mostrava mais vontade do que eficácia. Ainda assim, foi um dos melhores elementos em campo.

 

Era mesmo um jogo fadado para não correr bem. Pior ainda ficou quando Coates, desconcentrado, se fez expulsar logo aos 23', num lance digno de um principiante. Ficámos reduzidos a dez e o sistema táctico tornou-se ainda mais caótico, não melhorando muito com a entrada de Palhinha aos 30' - também ele, por força das circunstâncias, remetido a defesa central.

Ao intervalo perdíamos 0-2. Depois houve várias substituições mas nunca o Sporting mostrou genuína capacidade para inverter o resultado. Os jogadores tentaram bastante mas por inépica ou devido a grandes defesas do jovem guardião Miguel Silva nunca conseguiam colocar a bola nas redes adversárias. Houve falhanços para todos os gostos. De Iuri (12'), Petrovic (20'), M. Oliveira (36'), Acuña (47') e Battaglia (84'). E ainda por Doumbia, que podia ter marcado em três ocasiões (39', 52' e 63') e bem merecia ter sido recompensado pelo esforço. Ele e Gelson Martins, que só jogou a segunda parte, não mereciam a derrota.

 

Actuaram os seguintes jogadores: Beto (R. Patrício); Coates; Petrovic (Palhinha), Tobias Figueiredo; Bruno César (Podence), William Carvalho (Battaglia), Jonathan Silva, Adrien (Bruno Fernandes); Iuri Medeiros (Gelson Martins), Mattheus Oliveira (Acuña) e Doumbia (Gelson Dala).

Foi um teste? Foi uma experiência? Foi uma lição? Jorge Jesus que responda. Não me apetece analisar mais nada. Hoje por volta da hora do almoço, em diálogo com um dos nossos leitores mais optimistas, exprimi a convicção de que ainda teríamos uma má notícia até ao fim do dia. E assim foi.

Sábado há outro jogo. Em Alvalade, frente à Fiorentina.

 

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E os reforços?

 

Doumbia foi, de todos eles, o que mais se destacou esta noite contra o V Guimarães: batalhou muito pelo golo, que teria merecido. Sobretudo com um excelente cabeceamento aos 39', a passe de Iuri Medeiros, travado por uma excepcional defesa do guardião vimaranense. Boa condição física: saiu só aos 74'.

Matheus Oliveira foi tão discreto que mal se viu, naquele estilo algo peculiar de jogar quase a passo. Aos 16', marcou um livre que foi afinal um passe ao guarda-redes Miguel Silva. Substituído ao intervalo.

Acuña, o mais recente reforço, entrou na segunda parte e esteve quase a marcar, também a passe de Iuri. Apontou bem um livre, aos 76'. Mas esteve bastante mais discreto do que no jogo contra o Mónaco.

Bruno Fernandes, em campo na segunda parte, procurou organizar o meio-campo leonino e transportar a bola com intenção ofensiva, mas não foi muito bem sucedido.

Battaglia, rendendo William Carvalho como médio de contenção na segunda parte, demonstrou voluntarismo mas falta-lhe ainda melhorar o entrosamento com os colegas para se tornar mais útil.

André Pinto, lesionado, não jogou. Fábio Coentrão também esteve ausente, tal como Mathieu e Piccini.

Fizeram falta? Jesus que responda.

Gostei!

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Gostei da primeira parte, mais pelos golos e do início da segunda, com a entrada de William Carvalho e Adrien.

Já foram feitos os destaques pelo Pedro no post habitual, mas quero deixar apenas algumas notas, mais sobre os novos jogadores.

Mathieu começou a tremer, desacertou mais do que acertou, mas com o decorrer do tempo "atinou" e fez uma excelente segunda parte (também lá tinha William à sua frente e o esquema táctico foi outro);

Piccini é "curto", mas se não vier mais ninguém, parece-me capaz para o lugar, tenha ele sempre a ajuda de Gelson, como teve hoje. Não esteve mal.

Coentrão esteve vários furos acima dos jogos na Suíça e França. Se não tiver lesões pode ser reforço.

Battaglia fez um excelente jogo. Será ele o sucessor de William, quase de certeza.

Bruno Fernandes será o sucessor de Adrien, esteve bem, mas certamente ainda melhorará muito, precisamos disso.

Acuña. Parece-me que vai pegar de estaca.

Estes foram os que jogaram na primeira parte e parecem-se ser as primeiras opções de Jesus.

 

Gostei de ver aquele sistema de "quase" 3x5x2 de início. Vê-se que faltam rotinas, foi aí que Mathieu andou um pouco aos papéis, mas foi onde Battaglia esteve melhor. Vai ser o sistema que talvez vá ajudar a furar as defesas de equipas que jogam para o pontinho. Eu confesso que gosto, é um sistema que se bem jogado é empolgante. Vamos ver se Jesus opta por ele nas situações que referi.

 

Sábado há mais, com mais uma semana de trabalho, e um troféu para ganhar.

 

E agora vou de merecidas férias, se vossas excelências se não importarem.

 

Bruno Fernandes e Bas Dost: bastaram dois

Estreia positiva da nova equipa leonina, apresentada a mais de 40 mil espectadores em Alvalade frente um adversário de grande categoria: o Mónaco, campeão francês, treinado por Leonardo Jardim neste regresso a um estádio onde já foi feliz.

Foi o melhor jogo do Sporting nesta pré-temporada, culminado num merecido triunfo: 2-1. Com golos de Bruno Fernandes e Bas Dost. E bastou. Quem disse que vencer desafios na pré-época não conta? Conta, claro: é sempre um tónico psicológico para os jogadores. 

Merece destaque a boa exibição leonina na primeira parte, sem William nem Adrien no onze titular. A vitória foi alcançada nestes primeiros 45 minutos, após um fantástico golo de Rony Lopes que acabou anulado pelo vídeo-árbitro por fora-de-jogo posicional de Jemerson.

Após o intervalo, e com as substituições em catadupa que se seguiram, o jogo partiu-se, perdeu interesse e serviu apenas para dar mais uns minutos a certos jogadores, já a antever a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e a formação definitiva do plantel. Vários passaram no teste, mas Tobias chumbou ao oferecer o golo solitário da equipa de Jardim, num lamentável lapso defensivo, já ao cair do pano.

André Pinto e Petrovic não chegaram a calçar. Palhinha e Matheus Pereira também não.

Dos reforços, novamente destaque para Bruno Fernandes, capitão da selecção nacional sub-21. Bom no passe, na visão periférica, na forma como lê o jogo. Bom também a marcar, como se viu, aos 34'.

O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece igualmente elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada. Foi ele a marcar o pontapé de canto de que resultaria o nosso segundo golo, aos 43'.

Com um golo e uma assistência, Bas Dost merece a melhor nota. O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Primeira actuação do nosso guarda-redes titular após as férias. Pareceu fora de forma aos 8', ao largar duas vezes a bola. Mas fez grandes defesas aos 17' e aos 65'. Saiu aos 85', sob calorosa ovação.

Piccini (24 anos).

Pareceu mais entrosado com os colegas e com maior segurança a patrulhar a ala direita, que lhe está confiada. Também evidenciou boa condição física: só ele e Mathieu fizeram o jogo todo.

Coates (26 anos).

Voltou enfim a ser o patrão da defesa. Dobrou Rui Patrício, salvando in extremis a nossa baliza aos 8'. Grande corte aos 68'. Saiu aos 85'.

Mathieu (33 anos).

Podia ter provocado autogolo aos 49', quando fez um corte defeituoso que quase traiu o guarda-redes. Mas melhorou a actuação global, parecendo mais confiante e com maior precisão de passe.

Coentrão (29 anos).

Talvez o mais apagado do quarteto defensivo titular, ainda assim uns furos acima dos jogos anteriores. A sua melhor jogada foi logo aos 4', ao lançar um ataque em boa articulação com Gelson. Saiu aos 54'.

Battaglia (26 anos).

Colocado a médio defensivo, forçado a uma disciplina táctica que não parece ser o seu forte, transmite a ideia de funcionar melhor em posição mais adiantada. Tentou o golo aos 38', sem sucesso. Saiu aos 54'.

Bruno Fernandes (22 anos).

Actuando desta vez no eixo central, zona em que melhor se movimenta, foi um dos melhores em campo. Actuação premiada com o seu primeiro golo de verde e branco, culminando um belo lance de ataque. Saiu aos 54'.

Gelson Martins (22 anos).

Regressado de férias, o internacional leonino logo acelerou o jogo. Foi ele a iniciar a jogada do primeiro golo, pelo corredor central, fazendo a bola chegar a Bas Dost. Saiu aos 64': missão cumprida.

Acuña (25 anos).

Deu óptimas indicações aos adeptos, deixando excelente impressão em Alvalade. Batalhador, veloz, esteve quase a marcar aos 4'. Bateu muito bem o canto que originou o golo da vitória. Saiu aos 64'.

Podence (21 anos).

Desta vez não lhe saíram tão bem as diagonais, mas jogou com a intensidade habitual, baralhando as marcações adversárias. Aos 30' conduziu um ataque que podia ter sido mais bem concluído por Dost. Saiu aos 64'.

Bas Dost (28 anos).

Sempre inconformado, detesta perder - até a feijões. É um verdadeiro Leão, como hoje voltou a demonstrar. Fez a assistência para o golo de Bruno e marcou ele próprio o segundo. Saiu aos 54'.

Jonathan Silva (23 anos).

Parece ir ganhando maturidade de jogo para jogo. Hoje entrou só aos 54'. Exibição positiva na ala esquerda, rendendo Fábio Coentrão. Desmarcou muito bem Doumbia aos 87'.

William Carvalho (25 anos).

Entrou aos 54'. Mostrou vir de férias em excelente forma, deixando claro que será muito difícil substituí-lo como titular se deixar o Sporting. Grandes desmarcações lançando o ataque com óptima leitura táctica.

Adrien (28 anos).

De volta a Alvalade após o contributo dado à selecção na Taça das Confederações, revelou a intensidade habitual na fase de construção do jogo leonino. Só não esteve tão bem nas bolas paradas.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 54'. Parece revelar ainda dificuldades posicionais, andando à procura do melhor lugar para ser mais útil ao ataque da equipa. Tentou o remate, que lhe saiu frouxo. Apanhado várias vezes em fora-de-jogo.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 64', saiu aos 85'. Pouco mais de vinte minutos em campo, em que apenas se destacou com um bom lance de articulação com Jonathan no flanco esquerdo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Também entrou aos 64' e saiu aos 85'. Muito pouco tempo para exibir os seus atributos em campo. Mas fez ainda um passe longo com grande precisão, confirmando que Jesus pode contar com ele.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 64'. Continua com vontade de marcar, mas mantém-se lento e previsível, transmitindo sempre a ideia de dar um toque em excesso na bola antes de decidir um lance.

Beto (35 anos).

Último internacional a actuar na pré-temporada, em campo desde o minuto 85. Teve ainda tempo para fazer uma boa defesa. Sem culpa no golo sofrido.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 85'. Desconcentrado, fez uma "assistência" a Guido Carrillo para o golo monegasco, no tempo complementar, ao tentar um atraso ao guarda-redes. Pode custar-lhe um lugar no plantel.

Mattheus Oliveira (23 anos).

Entrou aos 85', mal tendo oportunidade de tocar na bola.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 85', praticamente sem tempo para intervir no jogo. Sabe-se já que será um dos elementos a dispensar do plantel leonino pelo treinador.

Sem surpresa

A imprensa de hoje confirma, unânime: Daniel Podence foi o melhor jogador do Sporting na partida de ontem frente ao Marselha.

Se há candidato ao onze titular leonino na nova temporada, é ele. Tem feito por isso, procurando remar sempre contra a maré. Enquanto outros se mostram gatinhos, Podence é mesmo Leão.

Os melhores estavam no banco

Terceira derrota consecutiva do Sporting nesta pré-temporada, desta vez por 1-2. Ontem foi contra o Marselha, num desafio disputado em território francês (Evian). Um desafio que começou praticamente com o onze leonino a perder. À meia-hora de jogo, não tínhamos feito um só remate à baliza.

A perder por 0-2 a partir dos 52', Jorge Jesus viu enfim a sua apática equipa fazer o melhor período durante a meia-hora final da partida em que se destacaram Podence, Matheus Pereira e Doumbia na linha da frente. Foi com um penálti arrancado pelo primeiro que o avançado marfinense concretizou o nosso golo de honra. Os três jogadores só saltaram do banco já na segunda parte.

Mais dois golos sofridos, somando-se aos oito registados nas quatro partidas anteriores: isto desagrada seguramente aos adeptos e deve suscitar naturais apreensões na equipa técnica, tanto mais que alguns reforços teimam em não demonstrar em campo os predicados que terão levado à sua contratação. Mathieu, Piccini e Coentrão - sobretudo - cometeram erros que se pagam caros em alta competição.

Um dos reforços extra solicitados por Jesus, o extremo argentino Acuña, já se juntou aos colegas mas ainda não equipou de verde e branco. Isso talvez só aconteça no jogo de apresentação da equipa em Alvalade, no próximo sábado, frente ao Mónaco de Leonardo Jardim.

 

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Os jogadores, um a um:

Pedro Silva (20 anos).

Estreia do jovem guarda-redes como titular da equipa principal. Sem culpa nos golos, fez excelentes defesas aos 5' e aos 90', revelando grande elasticidade e bons reflexos.

Piccini (24 anos).

Ultrapassado em velocidade no seu flanco nas jogadas que conduziram aos dois golos do Marselha, aos 2' e aos 52'. Exibição muito aquém das necessidades deste Sporting 2017/18.

Coates (26 anos).

Muito discreto, sem o habitual perfil de líder no nosso sector mais recuado, o melhor que fez foi um bom alívio de bola, aos 54'. No minuto seguinte foi substituído.

Mathieu (33 anos).

Péssima exibição do francês, que entregou a bola aos adversários em duas ocasiões, aos 36' e aos 43': só por acaso os lances não deram golo. Falhou acção de cobertura no segundo do Marselha.

Coentrão (29 anos).

Apagadíssimo, sem rasgo, sem iniciativa, com dificuldades de progressão motivadas por aparentes limitações físicas, não fechou o seu corredor no primeiro golo francês. Saiu ao intervalo.

Petrovic (28 anos).

O sérvio foi titular, mas revelou claras limitações na fase de construção de jogo, incapaz de articular lances com Battaglia e Bruno Fernandes. Sem surpresa, saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Começou o jogo como interior esquerdo, mas foi derivando para alguma indefinição posicional que tentou compensar com muita mobilidade. Mostrou o seu melhor nos movimentos de pressão. Mas falhou a dobra no segundo golo sofrido.

Bruno Fernandes (22 anos).

Encostado à linha, como médio-ala direito, teve uma prestação aquém das suas possibilidades, sem grande influência na manobra colectiva da equipa. Melhorou na segunda parte, já no corredor central. Tentou até o remate de meia-distância, que não lhe saiu bem. Saiu aos 68'.

Bruno César (28 anos).

Continua sem mostrar o que vale nesta pré-temporada. Trapalhão, inconsequente como ala esquerdo, quase nada lhe saiu bem. Nem as bolas paradas: um livre que marcou aos 15' resultou num passe ao guarda-redes. Saiu ao intervalo.

Alan Ruiz (23 anos).

Foi dele o nosso primeiro remate à baliza (e único na primeira parte), estavam já decorridos 32'. Com notória dificuldade em encontrar linhas de passe, pareceu muito desligado dos companheiros. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Muito apagado, em grande parte porque a bola quase nunca chegou à sua zona de influência. Procurou buscá-la em linhas mais recuadas, também sem sucesso. Saiu aos 55'.

Podence (21 anos).

Entrou na segunda parte e logo sacudiu a partida, dando velocidade ao jogo leonino. Pressionou sempre a saída de bola do Marselha. Cruzou muito bem (49', 79'), isolou Doumbia (74'), arrancou o penálti que originaria o nosso golo solitário. Merece ser titular.

Matheus Pereira (21 anos).

Entrou na segunda parte. Combinou bem com Podence nas acções ofensivas jogando na ala direita. Foi buscar jogo atrás, funcionando com frequência como médio de construção. Numa jogada de insistência, aos 75', quase fez o nosso segundo golo, forçando o guarda-redes a uma grande defesa.

Matheus Oliveira (23 anos).

Entrou na segunda parte. Jogou a meio-gás, com pouca intensidade. Desta vez nem fez a diferença nas bolas paradas. Falhou um pontapé de moinho na área marselhesa (79'). Perdeu a bola no meio-campo, originando um rápido contra-ataque francês que quase deu golo (89').

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou na segunda parte, rendendo Fábio Coentrão. Arriscou poucas incursões no seu flanco, mas também não comprometeu, jogando pelo seguro.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 55'. Deu consistência à linha mais avançada da equipa, numa evidente busca pelo golo. Que acabou por concretizar-se de grande penalidade, aos 71'. Podia ter marcado também aos 74'.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 55'. Foi o nosso melhor central nesta partida, com boas acções de cobertura na metade direita do eixo defensivo, neutralizando os contra-ataques adversários com precisão no corte. Sempre atento às dobras a Piccini.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 68', o que fez Battaglia avançar no terreno. Como médio defensivo revelou concentração e acutilância, contribuindo para aumentar a consistência da nossa linha intermédia.

Lei de Ciani

Inédito nas pré-temporadas leoninas, pelo menos que me lembre, a contratação/dispensa de Ciani na própria pré-temporada (2015/2016) teve o mérito de livrar o Sporting de um flop à espera de acontecer. Na altura, a medida de gestão foi elogiada.

Digamos que é uma lei que merece fazer escola. Se numa pré-temporada com quase 10 jogos, for nítido que determinada contratação não vai resultar nem acrescentar valor, mais vale então corrigir o tiro ao lado que se anuncia, do que deixar arrastar um peso morto por mais uns meses. Haja coragem.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Basileia x Sporting 3-2

Crónica alternativa a uma confraternização ocorrida esta tarde, para os lados de Delley-Portalban, cantão de Friburgo, que terminou em indigestão para os comensais leoninos, com 3 golos sofridos, 5 jogadores encostados (Gauld, Leonardo Ruiz, Jovane, Xico Geraldes e Domingos Duarte) e dois golos marcados. Um 3-5-2, portanto, embora Jesus vos vá querer convencer que foi 3-4-3, o que até faria sentido se Alan Ruiz tivesse cumprido o seu papel. Análise um-a-um dos nossos confrades envolvidos em uma página pouco lustrosa do Sporting. Como quem (es)cala consente, as notas serão atribuídas em escala musical, para que todos tenham consciência de que representam um clube que tem bem presente na sua memória os saudosos "Cinco Violinos".

 

"Les uns"

Azbe Jug - Decididamente, não se consegue libertar do Jug(o) do imprescindível Rui Patricio. Sofreu o primeiro golo, num penalty marcado em "super slow motion" que até parecia que estávamos a assistir à repetição, demorando uma eternidade a cair, como se a relva representasse uma cama de faquir pouco convidativa a grandes aventuras. No segundo, foi delicadamente à bola, não a querendo magoar, acabando por permitir que, nas suas costas, uma raposa suiça violasse o seu galinheiro. Com os pés, mostrou a elegância de uma girafa aterrorizada a atravessar a A2 em dia de entrada de férias. Para terminar, hesitou no tempo de saída no terceiro golo como se, ao longe, tivesse observado um sinal vermelho. Uma lástima!

Nota: (meteu)DÓ

Piccini - É certo que para esta posição Jesus tem um "esqueleto" (Schelotto) escondido no armário (em Alcochete), mas em época estival "Piscina" não foi suficiente, tal a afluência de banhistas suíços a mergulhar na Sua área. Para compensar, meteu água, de forma a manter o nível nos limites habituais.

Nota: RÉ(u)

Tobias Figueiredo - Já dizia Shakespeare, em tom premonitório, que Tobias ou não Tobias era a questão. Menos dado a questões de erudição e não querendo responder à questão, Jesus, salomonicamente, optou por 3 centrais, incluindo-o no lote. Foi abalroado, em excesso de velocidade (provavelmente vindo do Urban), pelo nosso velho conhecido Van Wolfswinkel, e o árbitro marcou penalty (!?). Salvou um golo certo quando desviou uma cabeçada para a baliza, com Jug já a posar para a foto hesitante em sair dos postes.

Nota:Mi(upe) quando tem de pôr a bola na frente.

Coates - O homem parece uma representação do que já foi, um holograma. Será que está lá o nosso Ministro da Defesa? Tendo o nosso paiol sido assaltado da forma que foi (segundo registo oficial desapareceram três frangos já obsoletos, eslovenos, sem valor comercial)...

Nota: Mi(ragem), não pode ser o grande Coates.

Mathieu - Ficou nas covas na maior parte dos lances. Mostrou boas qualidades no Valência e Barcelona, mas tal como a sua homónima Mireille, já não está para grandes cantorias.

Nota: RÉ(u)

Jonathan - A táctica dos 3 centrais pretende 2 laterais ofensivos, ora o argentino é mais "bolos", quando chega à linha de fundo contrária já vem acompanhado de uma bilha de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: (sem)DÓ, (nem piedade)

Petrovic - Aquela posição requer um PetroMAX, que ilumine toda a equipa, o que não se tem visto. Resultou no Rio Ave, pois Caxinas fica por ali e um PetroMax é sempre estimado na pesca.

Nota: (será das) MI(algias)?

Bruno Fernandes - Mais uma vez, um dos melhores em campo, embora a disparar à baliza esteja ao nível de um João Moutinho. Critério no passe e nas suas acções, o que hoje foi uma raridade. Para nossa sorte, ainda vai demorar algum tempo a desaprender o que lhe ensinaram em Itália.

Nota: FÁ (comme si, comme ça)

Podence - O melhor em campo, embora continue a falhar na decisão. Parece um fórmula 1 inserido num Mundial de Ralis, a percorrer a classificativa de Fafe-Lameirinha. Quando conseguir trajectórias limpas vai ser impagável.

Nota: SOL(itário)

Alan Ruiz - Mandaram-no para a esquerda(?) e o homem não deve ter a direcção ajustada pois sempre foi derivando para o meio. Aí, acabaria por abalroar um adversário e o árbitro marcou... penalty. Um clássico, neste jogo. No resto, esforçou-se por mostrar não estar comprometido com o projecto.

Nota: DÓ(berman), precisa-se.

Bas Dost - O bombardeiro, o carteiro que entrega sempre a correspondência e que nunca merece um exame demasiadamente rigoroso. Um golo de penalty. Parece que foi Jesus que lhe ensinou, o outro, o de Nazaré, estão a ver?

Nota: FÁ(cil) para ele é marcar golos.

 

"... Et les autres "

Bruno César - Com esse apelido, tinha tudo para ser o Imperador da equipa, não fora o seu jeito pesadão e o facto de Jesus (este) o pôr a pregar em freguesias onde não se encontra recenseado. Defesa esquerdo? A sério?

Nota: MI(serável) a defender, apostou naquilo que melhor tem, o remate, e queimou as mãos do guardião suíço

Mattheus Oliveira - Tira hipóteses a Gauld, como "8", e a Xico Geraldes, como ala, Merece? Não! Mas, o que é que isso interessa? Jesus parece interessado na saga "My little pony(tale)", o que fazer? Dizem que é bom na bola parada, principalmente antes de o jogo começar... Ainda assim, à atenção de Nuno Dias (podia sempre entrar, marcar livres e saír).

Nota: DÓ(I) só de o ver jogar...

Battaglia - Apesar de tudo, um dos melhores. Conseguiu desarmar e assistir Podence na direita, tudo na mesma jogada. No estado em que estamos, um feito!

Nota: FÁ(z) os mínimos exigíveis a um jogador do Sporting.

Doumbia - Parece estar em descanso, depois de umas boas impressões no primeiro jogo.

Nota: MI(tico) quando ganhar a forma.

Iuri Medeiros - Estava já meio caminho andado para justificarem recambiá-lo pela quarta vez quando o homem se destacou em dois momentos: num primeiro, desmarcação brilhante na esquerda para... pois, Bruno César, que deixou a bola sair; seguidamente, centro primoroso da direita para Matheus Pereira empatar o jogo.

Nota: SOL que nos alimenta o dia.

André Pinto - Mostrou alguma condução de bola, mas também algumas faltas desnecessárias em confrontos com avançados. Jesus não lhe deu tempo suficiente para errar muito.

Palhinha, Matheus Pereira, André Geraldes, Pedro Silva e Gelson Dala - Não se faz, os homens já prontos para entrar no banho e Jesus manda-os para dentro de campo. Palhinha entortou e viu-se à direita, Geraldes assistiu para golo... do adversário, Pedro Silva e Dala não tiveram tempo, Matheus deixou Jesus com um problema, marcou um golo. O mais certo é não voltar a jogar tão cedo, que isto do karma é...

Notas "(Força Sporting olé) LÁ,(la, la, la, la)" e SI(m)! não foram atribuídas por não serem merecidas por ninguém.

 

Tudo ao molho voltará (espera-se), com melhores notícias.

SL

Do golão de Matheus ao mistério Coentrão

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 Foto Record

 

1

"Parece uma equipa da segunda divisão!" Este desabafo, proferido por alguém perto de mim que também assistia ao jogo no hotel alentejano onde estou instalado, reflectia bem aquilo que eu próprio sentia, ao cair o pano deste Sporting-Basileia, em que a nossa equipa saiu derrotada por 2-3. E esteve mais perto de sofrer o quarto (uma bola suíça embateu num nosso poste, com a baliza deserta e a defesa toda batida) do que de marcar o terceiro.

Segundo desaire consecutivo desta ronda suíça de preparação da época leonina, com saldo negativo: duas derrotas, uma vitória tangencial, só quatro golos marcados e sete sofridos.

Hoje o Basileia, campeão suíço, vulgarizou um Sporting lento e apático, que andou demasiado tempo em ritmo de treino, de juba tombada e garras recolhidas. É verdade que o primeiro golo suíço resultou de um penálti inexistente (o ex-avançado sportinguista Wolfswinkel fez falta sobre Tobias Figueiredo e não o contrário, como o árbitro ajuizou de forma errada), mas os restantes surgiram de erros inadmissíveis da nossa defesa - um brinde do guarda-redes esloveno Azbe Jug, sem categoria para vestir a camisola verde e branca, e um inadmissível atraso do lateral André Geraldes ao guardião, logo aproveitado para o golo do triunfo da turma helvética.

 

2

O que dizer?

Notas positivas dos primeiros 45 minutos apenas para Podence, único jogador leonino que nesse período procurou acelerar o jogo, revelando-se sempre inconformado, e Bas Dost, que chamado a converter um penálti também duvidoso não falhou na marca dos 11 metros.

De resto, destaque para uma excelente combinação entre Iuri Medeiros e Matheus Pereira, aos 77': o primeiro a cruzar de forma soberba e o segundo a rematar ainda melhor, cabeceando de forma categórica de cima para baixo naquele que foi o segundo golo leonino e o melhor momento do Sporting em todo o desafio. Mais que golo: foi um golão.

Bruno César, com um tiro disparado de fora da área pelo seu pé-canhão e travado in extremis pelo guarda-redes do Basileia, podia ter reposto a igualdade.

De positivo, pouco mais.

 

3

Análise sucinta dos reforços: Piccini continua a revelar as limitações que já anotei, Bruno Fernandes esteve demasiado discreto, Mathieu cometeu erros posicionais inadmissíveis para um central com a sua experiência, Battaglia promete mais do que oferece, Matheus Oliveira funciona só na marcação de bolas paradas, André Pinto foi regular e Doumbia passou quase despercebido.

Fábio Coentrão desta vez nem calçou. Problemas físicos? Mistério.

Francisco Geraldes e Ryan Gauld, dois dos jogadores leoninos com maior qualidade de passe, também ficaram de fora. Sem surpresa.

 

4

Saímos portanto desta pré-temporada suíça com golos sofridos em todos os desafios e uma equipa ainda muito precária.

O jogo de hoje confirmou aquilo que a partida anterior, frente ao Valência, já tinha deixado evidente: este Sporting continua sem ideias de construção de jogo, com muitas dificuldades em fazer circular a bola para linhas avançadas, carburando a gasóleo em vez de gasolina. A soma de erros individuais e de passes falhados é ainda inaceitável, tal como as trocas inconsequentes de bola no nosso meio-campo em processo ofensivo. Os laterais sobem pouco e cruzam sem perigo. E a defesa treme sempre, sejam quem forem as unidades colocadas em campo.

 

5

Só para registo: Jug, Piccini, Coates, Tobias, Mathieu, Jonathan, Petrovic, Bruno Fernandes, Podence, Alan Ruiz e Dost foram os titulares.

Na segunda parte entraram Iuri, Battaglia, Bruno César, Matheus Oliveira, André Pinto e Doumbia. Aos 66', Jorge Jesus mandou avançar André Geraldes, Palhinha e Matheus Pereira. A quatro minutos do fim, entrada ainda do guarda-redes Pedro Silva (em estreia absoluta na equipa principal) e Gelson Dala.

Aguarda-se ainda a chegada dos nossos internacionais que estiveram na Taça das Confederações: Rui Patrício, Beto, William Carvalho, Adrien e Gelson Martins. Nunca eles nos pareceram fazer tanta falta como agora. Mas se pelo menos dois deles estão prestes a abandonar Alvalade, como é voz corrente, o problema subsiste. Ou talvez até se agrave.

Porta giratória

Sai Paulo Oliveira, Adrien parece já uma carta fora do baralho, Domingos Duarte volta a ser dispensado. O mesmo deverá acontecer a Tobias Figueiredo, João Palhinha, Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Iuri Medeiros.

Hão-de vir ainda um extremo-esquerdo, um novo defesa central, um lateral direito, um novo médio defensivo e talvez outro avançado. Quase meia equipa, o que torna este estágio na Suíça pouco menos que inútil para criar automatismos e fomentar espírito de grupo.

Eis o Sporting neste início do terceiro ano do reinado de Jorge Jesus.

Hoje giro eu - RYANair

2014 - Estágio em Doorwerth (Holanda);

2015 - Estágio na África do Sul;

2016 - Estágio em Lausanne (Suíça);

2017 - Estágio em Nyon (Suiça).

Ryan Gauld é hoje em papa-milhas só à conta dos estágios do Sporting. O ano passado jogou 1 minuto. Este ano, só ele e Leonardo Ruiz, como jogadores de campo, ainda não se estrearam.

Entretanto, o "Mais Futebol" anuncia hoje que Ryan, Leonardo, Palhinha e Xico Geraldes treinaram à parte do restante plantel, acompanhados por adjuntos de Jesus. Alguém que explique tudo isto como se nós fôssemos muito burros, havendo quatro alternativas possíveis:

- alguém não deu o guião certo ao "Mais Futebol";

- alguém precisa urgentemente de ler o "Ensaio sobre a Cegueira";

- a equipa técnica Introduziu o "duche escocês", juntamente aos banhos e massagens;

- consumo demasiado de café da Colômbia, para conseguir ver todos os jogos da América Latina.

Nós por cá já temos os pés assentes no chão. Quando se repetem sempre os mesmos erros, o resultado é previsivel. Na linha daquela máxima: "Quem por sistema resiste à mudança, acaba a resistir à extinção".

Reforços leoninos: primeiras impressões

Três jogos (contra Belenenses, Fenerbahçe e Valência) já permitem ficarmos com uma primeira impressão dos reforços leoninos para a temporada 2017/18.

Vou deixar aqui a minha opinião, ainda muito sucinta e naturalmente sujeita ao contraditório dos leitores.

 

..........................................................................................

 

Piccini (nota 4).

Mais: mostra vontade de acertar e de articular construção de jogo com o médio ala do seu flanco.

Menos: muito permissivo na manobra defensiva e demasiado contido nas acções ofensivas.

Mathieu (nota 6).

Mais: revela sentido posicional, intensidade no jogo aéreo e capacidade de sair com a bola controlada.

Menos: imprecisão no passe e falta de coordenação com o parceiro do eixo defensivo.

André Pinto (nota 5).

Mais: concentração e capacidade de dobrar o lateral.

Menos: excesso de timidez na primeira fase da construção ofensiva.

Fábio Coentrão (nota 4).

Mais: demonstra alguma vocação atacante, ainda muito incipiente.

Menos: velocidade reduzida, desguarnecendo com frequência a sua ala por eventuais limitações físicas.

Battaglia (nota 5).

Mais: ganha intensidade e consistência quando avança no terreno.

Menos: ineficaz como médio de contenção, desposicionando-se com facilidade.

Bruno Fernandes (nota 7).

Mais: lê bem o jogo e é rápido na tomada de decisão, baralhando marcações e abrindo linhas de passe.

Menos: falta precisão de remate à baliza e condição física ainda longe do ideal.

Mattheus Oliveira (nota 5).

Mais: faz a diferença na marcação de livres.

Menos: peca por falta de dinâmica, velocidade reduzida e alguma imprecisão posicional.

Doumbia (nota 6).

Mais: faro de golo, robustez física e vontade de assumir protagonismo junto à baliza adversária.

Menos: compreensíveis dificuldades de articulação com Bas Dost, seu parceiro na linha mais avançada.

 

Vamos lá a pôr ordem na barraca!

Ontem tive oportunidade de ver o jogo completo.

Como ponto de ordem, quero deixar claro que entendo todas as experiências que se queiram fazer nestes jogos, mesmo a peregrina ideia de estar a levar dois e jogar sem ponta de lança. Por outro lado, não gosto de perder, nem mesmo a feijões!

Eu não percebo nada de futebol, no entanto vejo bola quase desde que nasci e tenho cá p'ra mim que há nas preparações da época dois factores essenciais que se pretendem atingir: Aquisição dos métodos do treinador e o consequente entrosamento entre os executantes, por um lado, e começar a criar um suporte psicológico forte para enfrentar uma época longa e complicada.

Ora, na minha opinião de analfabeto futebolístico, o primeiro propósito adquire-se praticando nos treinos; Muitas vezes, parando o apronto as vezes que forem necessárias, indo lá por repetição até que aquilo seja feito de olhos fechados e o segundo colocando em campo, em jogos particulares, aquilo que se praticou nos treinos e conseguindo com isso vitórias. Porque, mesmo para quem nada percebe de futebol como eu, repito, a vitória é o maior elixir para um "caparro" psicológico forte e consistente. Quem não ouviu já dizer que as equipas se alimentam de vitórias?

Assim sendo, mais uma vez na minha modesta opinião como futebolisticamente analfabeto, as pré-épocas devem ser planeadas em função destes dois objectivos primordiais e os jogos delas constantes serem jogados em função do que se pretende atingir (entrosamento e confiança), ou seja, há duas hipóteses: Ou se escolhem equipas fracas e se fazem todas as experiências durante estes jogos, considerando-os como mais um treino e rodando todos os disponíveis para os observar num contexto diferente, apenas um pouco mais complicado, ou se escolhem equipas fortes. Nestes jogos com equipas da mesma igualha que a nossa, perdoem-me os catedráticos do futebol, Jesus incluído, o meu orgulho sportinguista não se compadece com experiências e 22 jogadores em campo (só dos nossos) e não vai em conversas de que "isto é só um jogo-treino, o resultado não interessa". Interessa e muito! Como disse, as equipas alimentam-se de vitórias e se anteontem a vitória no jogo com os turcos foi um belo tónico, o descalabro de ontem foi um murro no estômago e o deitar por terra do que se terá conseguido no dia anterior. Quem pensar que estes jogos são apenas treino, não percebe o que é ser Sporting. Quem encarar estes jogos com displicência, está a mais no Sporting, do topo à base.

"Ah e então como é que tu farias, ó inteligente?" perguntam e bem vocês, que estão a perder o vosso tempo a ler-me. Pois, como eu não percebo nada disto, nesta opção de pré-época, os jogos seriam para ganhar, o prestígio do Sporting está em causa. E para ganhar estes jogos, é escalar um onze para tentar isso mesmo, é jogar um jogo de futebol e não uma partida de treino. Experiências fazem-se em casa! "Ah, mas no início da época todos devem ter a mesma oportunidade". Pois devem, mas nestes casos, valores mais altos se alevantam e, mais uma vez, quem não entender isto, estará a mais no Sporting. Perguntem aos sócios e adeptos sportinguistas que estiveram ontem no estádio se ficaram satisfeitos com a merda de jogo que foi produzido, já não falando do resultado que só não foi mais expressivo, porque não calhou mesmo.

Não quero ser alarmista, mas temo que o caminho que se está a querer traçar seja o mesmo que o da época passada, com a porcaria de resultados que se viu.

Portanto, ainda estamos a tempo de arrepiar caminho. Senhor presidente, vamos lá a pôr ordem na barraca, está bem?

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