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És a nossa Fé!

Tabata, acima de todos

Sporting, 2 - Angers, 0 (jogo-treino)

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Tabata em acção contra o Angers: o melhor Leão

 

Outra vez a estrelinha. Dá-nos imenso jeito. Vencemos ontem, no estádio Bela Vista (Lagoa), a equipa do Angers, 13.ª classificada do último campeonato francês, com aproveitamento máximo das oportunidades. Duas oportunidades, dois golos. O primeiro, num ressalto de carambola na sequência de um canto em que a bola vai ao poste antes de pingar para o centro da pequena área. Gonçalo Inácio meteu o pé, encostando, e um defesa francês confirmou, com o guardião mal batido. O segundo, também de ressalto, surgiu após um petardo de Nuno Santos ao poste com Paulinho a aparecer, oportuno, pelo lado esquerdo e a metê-la lá dentro.

Na primeira parte, Max impediu dois golos. Na segunda, Adán repetiu a proeza. Paupérrimo desempenho colectivo leonino nos 45 minutos iniciais, sem qualquer remate digno desse nome: o melhor que aconteceu foi um cabeceamento frouxo de Paulinho, quase um passe ao guarda-redes, após bom centro de Esgaio.

Vários jogadores estiveram irreconhecíveis: Nuno Mendes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves... O cansaço apoderou-se muito cedo de quase todos, em contraste com a frescura do Angers, onde se destacou o extremo direito Cho: com apenas 17 anos, foi driblando Feddal e Nuno Mendes, fazendo-lhes a cabeça em água. 

Passes trocados, incapacidade de sair com bola, falta de ligação entre o meio-campo e o ataque, ineficácia na zona de finalização: tudo isto marcou a nossa primeira parte - de longe a pior desta pré-temporada. No segundo tempo a equipa melhorou quando Rúben Amorim trocou Daniel por Nuno Santos, logo ao intervalo. E sobretudo quando o técnico do Angers mudou meia equipa: as segundas linhas eram claramente inferiores.

Muito melhor o resultado do que a exibição: antes assim. Do nosso lado destacou-se Tabata, em grande forma. Mas a equipa precisa ainda de muita afinação antes do primeiro embate a sério da época, daqui a dez dias, na disputa da Supertaça frente ao Braga. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

MAX. Fez toda a primeira parte, mostrando-se impecável entre os postes. Grandes defesas aos 30' e aos 38', impedindo o golo forasteiro. Deu lugar a Adán ao intervalo.

NETO. Ultrapassado em confrontos individuais. Falhou passes. Jogou no limite em certos lances: num jogo que não fosse amigável arriscaria o cartão.

GONÇALO INÁCIO. Exibição positiva do jovem central, hoje a fazer de Coates. Abriu o marcador, aos 63', apontando o seu segundo golo desta pré-temporada.

FEDDAL. Fora de forma no plano físico, foi central pela esquerda, falhando diversas dobras a Nuno Mendes e deixando-se desposicionar por Cho, o melhor dos franceses.

ESGAIO. Boa condição física, em contraste com a maior parte dos colegas. Dois bons cruzamentos lá na frente. Vai começar a época como titular da ala direita.

PALHINHA. Errou alguns passes, ao contrário do que é costume. E teve dificuldade em articular jogo com Daniel no corredor central do meio-campo. Saiu aos 69'.

DANIEL BRAGANÇA. Foi o primeiro a quebrar fisicamente, ainda muito cedo. Incapaz de ligar sectores na posição 8. Já não regressou do intervalo.

NUNO MENDES. Exibição para esquecer. Perdeu grande parte dos duelos individuais na ala esquerda e quase não cruzou. Substituído aos 57'.

PEDRO GONÇALVES. Também ele está fora de forma. A vontade de mostrar serviço notou-se mas tudo lhe saiu lento e mal direccionado. Saiu aos 69'.

TABATA. Começou como extremo, à direita. Mas rendeu mais na posição de médio ofensivo. Foi ele a marcar o canto de que saiu o primeiro golo. Pareceu inesgotável.

PAULINHO. Foi tentando, em vão. Ensaiou remates, mas nada lhe foi saindo. Até marcar enfim o nosso segundo, aos 86', aproveitando um ressalto.

ADÁN. Jogou todo o segundo tempo. Tão eficaz como Max no primeiro, destacou-se com grandes defesas aos 79', 83' e 90'+2.

NUNO SANTOS. Entrou aos 46'. Encostado à ala, a posição em que mais rende. Notável o lance individual em que atira ao poste - daí nasceu o segundo golo.

VINAGRE. Entrou aos 57', substituindo Nuno Mendes como lateral esquerdo projectado na ala. É o lugar dele. Tentou duas vezes o centro, sem êxito.

MATHEUS NUNES. Substituiu Palhinha aos 69. Dinâmico, esteve em campo no melhor período do Sporting. Grande passe longo aos 90'+2. 

JOVANE. Em campo desde o minuto 69, substituindo Pedro Gonçalves. Pareceu um pouco perdido, desta vez não criou desequilíbrios.

 

Notas finais:

- O onze que iniciou este último jogo-treino transmitido pela televisão é quase a equipa-base da nova época. Só faltou Coates, acabado de regressar de férias. E jogará Adán em vez de Max.

- Vinagre ainda não teve verdadeira oportunidade de mostrar o que vale no corredor esquerdo. Já Esgaio, na ala oposta, esteve quase ao nível médio que revelou na época passada pelo Braga.

- Na luta pela posição que foi de João Mário em 2020/2021, Tabata ganhou terreno. À custa de Daniel Bragança, desta vez incapaz de mostrar o seu melhor.

- Em sete jogos disputados pelo Sporting nesta pré-época houve seis vitórias. Mas só duas sem golos sofridos. A segunda foi neste embate com o Angers.

- Voltaremos a ver o Sporting em acção já este domingo, pelas 20 horas. Num jogo contra o Lyon, em Alvalade, para o Troféu Cinco Violinos. Falta saber se haverá público no estádio.

Rodrigo, Nazinho e Dário, além de Jovane

Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1 (jogo-treino)

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Chamado a converter penálti, Jovane não perdoou

 

Dois jogos em dias consecutivos, dois onzes totalmente diferentes. Ontem Rúben Amorim experimentou jogadores com uma equipa totalmente renovada face à partida da véspera, tendo desta vez o Belenenses SAD como adversário, no Estádio Algarve. Mas mantendo intacto o sistema táctico que elegeu - precisamente aquele que permitiu ao Sporting tornar-se campeão após 19 anos de jejum.

Desta vez, porém, o treinador leonino viu-se forçado a fazer alterações ao onze inicial. Pelo pior dos motivos: Porro teve de sair logo aos 8', lesionado. Substituído por Vinagre, em estreia absoluta de verde e branco. Pálida estreia, jogando de pé trocado no corredor direito, sem exuberância no plano físico, acabando por sair antes do fim.

Antes da lesão, Porro teve tempo de contribuir para o nosso golo inicial, aos 4', com um forte disparo à baliza. Da defesa incompleta do guarda-redes resultaram dois ressaltos, com autogolo de um defesa azul. Estrelinha de campeão neste lance.

Feddal, Nuno Santos e Tiago Tomás completavam o quarteto de habituais titulares do Sporting nesta partida. Que contou com Rodrigo e Nazinho no onze inicial - dois jogadores oriundos da equipa B, o segundo, com apenas 17 anos, em estreia ao primeiro nível perante os adeptos que puderam acompanhar a partida pela televisão.

Jogo bem disputado na primeira parte, com o triunfo leonino a ser construído nesse período - o segundo por Jovane de penálti, aos 31', castigando falta cometida sobre Tiago Tomás. O jovem luso-caboverdiano foi o elemento mais em destaque. Na segunda parte, já com os "astros" Palhinha e Pedro Gonçalves em campo, o tédio instalou-se no Estádio Algarve, em parte devido ao calor que se fazia sentir.

Houve ainda tempo para ver Nuno Mendes actuar no corredor oposto ao que costuma ser seu. Com a eficiência habitual. O jovem campeão é esquerdino mas não "cego" do pé direito. Em situação de emergência, pode actuar perfeitamente naquela ala. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

MAX. Bom jogo de pés. Atento, rápido de reflexos. Aos 72', saiu muito bem aos pés de Ndour, o melhor do Belenenses SAD. Nada podia fazer no golo sofrido, aos 21', num belo remate, indefensável, do mesmo jogador.

NETO. O golo adversário aconteceu numa perda de bola do capitão, apanhando-o fora de posição. Foi o principal deslize numa partida em que procurou, nem sempre com sucesso, começar a construir com passes longos.

FEDDAL. Com Coates ainda ausente, actuou no centro da defesa. Faltam-lhe automatismos na posição que costuma estar confiada ao uruguaio. No lance do golo, tentou a dobra a Neto sem conseguir travar Ndour.

RODRIGO. É médio de raiz, mas cumpriu como central mais à esquerda, revelando disciplina táctica e capacidade de compensar as subidas de Nazinho. O melhor passe longo da primeira parte saiu dos pés dele.

PORRO. Entrou com a genica e o dinamismo habituais, prometendo manter os índices competitivos que lhe conhecemos da época anterior. Participou na construção do golo, mas saiu por lesão quatro minutos depois, aos 8'.

DÁRIO. O jovem médio defensivo fez toda a primeira parte num lugar muito especial: o que costuma estar entregue a Palhinha. Cumpriu no essencial, actuando sem complexos. Por vezes esquecemo-nos que só tem 16 anos.

TABATA. Uma das melhores exibições leoninas. Fez parceria inédita com Dário, actuando como médio de construção. Boa tabelinha com o colega aos 13'- quase marcou. Aos 64', lançou muito bem Tiago Tomás.

NAZINHO. Tem apenas 17 anos, mas revela bom toque de bola. Fez de Nuno Mendes, como lateral projectado na ala esquerda. Deu nas vistas: capacidade de acelerar e temporizar o jogo conforme as circunstâncias pediam.

JOVANE. Desequilibrador. Converteu aos 31' o penálti da vitória, punindo falta cometida sobre TT. Aos 37', grande passe de trivela, isolando Nuno Santos: foi golo, invalidado por fora-de-jogo. Melhor da primeira parte, única em que jogou.

NUNO SANTOS. Cumpriu no essencial, sem brilhantismo. Alvo de sucessivas faltas adversárias. Nem sempre os centros lhe saíram com a eficácia habitual. Chegou a marcar, mas viu o golo anulado pelo VAR por deslocação.

TIAGO TOMÁS. Fez de ponta-de-lança. Nem um remate na primeira parte: a bola não lhe chegava. Esteve mais em evidência no segundo tempo, com fortes pontapés a visar a baliza, aos 59' e 76', para defesas apertadas do guarda-redes.

VINAGRE. Entrou em campo quase sem aquecer, aos 11', cabendo-lhe render Porro. Está como peixe fora de água no corredor direito, sobretudo no momento de centrar. Viria a sair aos 57', substituído por Nuno Mendes.

PALHINHA. Fez a segunda parte, substituindo Dário, num momento de menor pressão azul devido ao calor algarvio. A diferença notou-se sobretudo ao nível dos passes longos e na capacidade de verticalizar o jogo.

PEDRO GONÇALVES. Todo o segundo tempo em campo, substituindo Jovane. Menos velocidade, mais passes curtos, como interior sobretudo no lado direito. A posição em que marcou 23 golos na temporada anterior.

NUNO MENDES. Receava-se que viesse de férias, e de lesão, em menor condição física, mas desfez as dúvidas mal saltou do banco, aos 57', rendendo Vinagre. Na ala direita, fazendo logo a diferença no passe e no remate.

 

Notas finais:

- Mantém-se a aposta de Rúben Amorim na prata da casa: seis dos iniciais são da nossa formação. E só três dos 14 que jogaram são estrangeiros (Feddal, Porro, Tabata).

- Nazinho, nome a reter pelos adeptos. Exibição muito positiva do jovem ala esquerdo, outro valor em evidência da nossa Academia.

- Rodrigo (90' em posição adaptada, como central) e Dário Essugo (como médio defensivo, embora só tendo jogado 45') também com desempenhos positivos.

- Rúben Vinagre: estreia imprevista como pronto-socorro para uma ala em que se sente pouco à-vontade. Muito cedo para concluir o que quer que seja.

- Continua em aberto a discussão para o lugar de João Mário. Será de Matheus Nunes? Será de Daniel Bragança? Tabata mostrou ser também candidato.

- Tem-se discutido se Pedro Gonçalves deverá recuar no terreno, actuando como 8. Faz pouco sentido. Deve jogar na posição em que brilhou no campeonato. 

Joelson e Gonçalo Esteves dão nas vistas

Portimonense, 2 - Sporting, 2 (jogo-treino)

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Festejos do primeiro golo no Algarve

 

Ao quinto jogo de preparação nesta temporada - o primeiro à porta aberta e com transmissão televisiva - o Sporting empatou ontem com o Portimonense. Um amigável em que a equipa anfitriã mudou todos os jogadores ao intervalo enquanto Rúben Amorim fez questão de manter em campo o onze que escalou. 

O resultado é o que menos importa: empatámos 2-2 no estádio da Bela Vista, em Lagoa. Depois de jogos-treino da nossa equipa principal com o Sporting B (vitória 8-3), o Casa Pia (vitória 2-1), o Belenenses SAD (vitória 1-0) e o Estoril (3-1).

Dos titulares indiscutíveis em 2020/2021, alinharam apenas três dos nossos: Adán na baliza, Gonçalo Inácio desta vez a fazer de Coates no eixo da defesa e Paulinho lá na frente, como avançado móvel. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

ADÁN. Exibiu a segurança habitual com um par de boas defesas. Mas atrapalhou-se num lance dentro da área, falhando duas vezes a intercepção da bola, aos 87'. O que permitiu o empate da turma algarvia.

EDUARDO QUARESMA. Central pela direita. Exibição desastrosa: começou nervoso e foi acentuando a intranquilidade com atrasos incompreensíveis e perdas de bolas em zona perigosa, sem capacidade de olhar em frente.

GONÇALO INÁCIO. Central do meio, substituindo Coates, ainda em gozo de férias após ter jogado a Copa América. Coroou uma exibição positiva com um golo de cabeça, o nosso primeiro, na sequência de um canto (28').

MATHEUS REIS. Actuou muito bem como central pela esquerda. Eficaz na cobertura do seu sector e no passe bem medido para os colegas da frente. Grande lance aos 45'+1: recupera a bola e acaba por enviá-la ao poste.

GONÇALO ESTEVES. A grande revelação deste jogo. Estreia absoluta com a camisola do Sporting perante os adeptos na TV. Este ala direito vindo do FCP, com apenas 17 anos, jogou e fez jogar. Tem técnica, genica, personalidade.

MATHEUS NUNES. Tentou fazer de Palhinha mas andou quase sempre por zonas mais avançadas do terreno. Articulando pouco com Daniel, seu parceiro no meio-campo. Tentou o golo de meia-distância, aos 76', mas rematou sem direcção.

DANIEL BRAGANÇA. Primeira parte muito apagada. Pecou por falta de intensidade: acusa défice de robustez física. Melhorou no segundo tempo: foi pegando na bola com bom domínio técnico. E marcou um bonito golo aos 85'.

ESGAIO. Regresso ao clube que o formou. Desta vez não actuou no corredor direito, mas no esquerdo. Dando a entender que Amorim pode apostar nele precisamente aí: um ala esquerdo de pé trocado. Falta-lhe rotina na posição.

TIAGO FERREIRA. Tinha uma missão quase impossível: fazer de Pedro Gonçalves como interior. Andou demasiado escondido, sem ter bola nem abrir linhas de passe. Aos 19 anos, está sob observação atenta do técnico.

JOELSON. O melhor do onze leonino, a par de Gonçalo Esteves. Fez a diferença nas bolas paradas: o nosso primeiro golo nasce de um livre marcado por ele, teleguiado para a cabeça do outro Gonçalo. Dinâmico, ousado, com drible.

PAULINHO. Passou ao lado do jogo excepto no lance do segundo golo, em que assiste Daniel. Pesado, preso de movimentos, quase não ganhou uma bola dividida. E andou demasiado longe da zona de decisão. 

 

Notas finais:

- Matheus Reis com nota positiva na posição de central a jogar mais à esquerda. Com precisão no passe e sem receio de incursões ofensivas.

- Daniel Bragança e Matheus Nunes disputam o lugar que foi de João Mário. Ainda incerto. Mas confirma-se que não combinam quando lhes compete dividir tarefas no meio-campo.

- Gonçalo Esteves, que quis trocar o FC Porto por Alvalade, pode tornar-se numa das grandes revelações do Sporting 2021/2022.

- Paulinho ficou em branco não apenas no capítulo dos golos, mas dos remates à baliza. Nem um para amostra.

- Caso se confirme a aposta em Esgaio no corredor esquerdo, isto indicia que pode jogar em simultâneo com Porro, no corredor oposto. Nuno Mendes estará mesmo de saída?

Favoritos? São os outros!

Começou a nova época em Alcochete, e os plantéis A e B preparam-se afincadamente sob o comando das mesmas equipas técnicas da época passada para os desafios tremendamente exigentes desta, a começar pelo regresso à principal competição de clubes, a Champions. Não esquecer também a participação na Youth League dalguma equipa construída a partir dos sub23.

Enquanto a equipa A aguarda o regresso dos internacionais A das selecções de Portugal, Uruguai e Equador e conta com muitos miúdos que irão depois competir nas equipas B e sub23, a equipa B que vai competir na 3.ª Liga foi grandemente reestruturada, saindo muita gente em fim de linha como promessas, e abrindo lugares para talento mais novo, algum recrutado exteriormente, no Barcelona, na Roma, no Gana, etc. Parece que o scouting finalmente começa a funcionar, vamos ver os resultados.

 

Mas voltando à equipa A, onde se pretendeu mexer o mínimo possível numa equipa campeã nacional, a grande novidade para já é a "troca" de João Mário por Ricardo Esgaio, dois jogadores da mesma idade, duas excelentes pessoas, tantas vezes os vi jogar juntos pela B e algumas pela A, apenas separados por muitos milhões de euros.

Feitas as contas à duração do contrato, manter João Mário custa tanto como contratar Esgaio, Vinagre e Ugarte. Eu, francamente, prefiro a segunda alternativa, e ainda fico mais satisfeito se Ryan Guald for incluído no pacote.

Quanto ao João Mário, está na idade de fazer o contrato da vida dele, e entendo que queira ir para onde mais lhe pagam. Obviamente que existem cláusulas no contrato que protegem o Sporting nesta escolha. O Sporting terá de defender os seus interesses.

 

O mercado de Verão ainda está longe de terminar. O Sporting terá sempre de considerar as propostas que surgirem, e obviamente que não será para Ilori que virão. Poderão vir para aqueles que farão muita falta, e haverá que resistir à venda até onde for possível.

Somos candidatos ao título? Claro que sim, como somos todos os anos.

Somos favoritos? Obviamente que não. Não temos treinador com o "nível" dos outros, não temos o orçamento dos outros, não temos alguns árbitros no bolso como os outros, não temos ex-jogadores a facilitar como treinadores ou jogadores das equipas adversárias, não temos "malas ciao" a circular para que contra nós as outras equipas façam o jogo da vida delas, não temos Unilabs a "controlar" infecções, apenas podemos confiar na competência do nosso treinador e na nossa equipa, na força do nosso símbolo e no apoio de todos nós.

Favoritos são os outros. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Depois do jogo de hoje

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Jogadores do Sporting festejam o golo da vitória (2-1) contra o Valladolid

 

O quarto jogo de preparação do Sporting, desta vez contra a equipa espanhola do Valladolid, levou-me a concluir que tenho agora ainda mais razão para reiterar, linha por linha, tudo quanto escrevi aqui há dois dias, não apenas no texto principal como nas caixas de comentários: João Palhinha deve ficar e tem lugar de caras no onze titular do Sporting, como médio defensivo. Está bem adaptado ao modelo de jogo de Rúben Amorim, com quem trabalhou no Braga, e a nossa equipa precisa dele.

Esta noite o Sporting teve duas faces: uma sem Palhinha, até ao minuto 66'; outra com ele em campo. Mal o treinador o mandou ocupar o lugar no meio-campo que antes estivera confiado a um apático e errático Matheus Nunes, a equipa transfigurou-se. Virámos um resultado desfavorável (o Valladolid vencia por 1-0), marcámos dois golos (por Feddal e Jovane), houve um terceiro (por Vietto) invalidado por decisão errada do árbitro Tiago Martins e ainda atirámos uma bola ao poste (por Nuno Santos, bom nas bolas paradas). Quase todos os jogadores cresceram em rendimento - com destaque para Jovane Cabral e Pedro Porro, o novo lateral direito que a partir do minuto 80 recuou para central. Tudo terminou bem, com a terceira vitória consecutiva nesta pré-temporada, num estádio (o do Alverca) de péssima memória para nós.

Por isso repito: não consigo vislumbrar qualquer lógica na alegada intenção de enviar Palhinha para longe de Alvalade. Se isso acontecer, será um grande erro desta SAD leonina. Mais um.

Tiago, Nuno, Gonçalo... e Pote

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Tiago e Jovane festejam segundo golo (foto: Ricardo Nascimento/Lusa)

 

Confirma-se: está a ser a melhor pré-temporada leonina das últimas três épocas. Segundo jogo de preparação, segunda vitória consecutiva que pudemos ver em directo na SportTV.

Desempenho superior do Sporting, desta vez frente ao Belenenses SAD no Estádio do Algarve, em comparação com a partida de há dois dias, em que enfrentámos o Portimonense.

No jogo anterior, de positivo, só os 20 minutos finais - aqueles em que Rúben Amorim decidiu mudar todos os jogadores de campo. Nesse período conseguimos o golo da vitória frente ao clube de Portimão, marcado por Tiago Tomás. O anterior teve assinatura de Sporar, na conversão de um penálti.

 

Desta vez o onze que entrou em campo foi esse que finalizou o anterior embate. E as impressões voltaram a ser dignas de elogio: equipa dinâmica, veloz, a desdobrar-se em passes verticais, de olhos fitos na baliza adversária. Quase nada daquela "filosofia de posse" estéril que marcou o Sporting da temporada 2019/2020.

Sem surpresa, marcámos logo aos 14' num lance rápido concluído pelo recém-chegado Pedro Gonçalves, também conhecido por Pote (confirmando que é mesmo reforço), bem servido por Tiago Tomás em zona frontal à baliza após iniciativa de Jovane, crucial no aproveitamento dos espaços permitidos pelo Belenenses. Nove minutos depois, Tiago marcou o segundo, culminando outra bela sequência de futebol de ataque, iniciada em Nuno Mendes e conduzida por Jovane, que fez a assistência.

O terceiro foi apontado aos 73' por Sporar: um golo à ponta-de-lança, com o esloveno a isolar-se, ultrapassando com êxito a linha defensiva algarvia. E aos 87' quase viria a marcar outro, de remate cruzado: Moreira, o guarda-redes adversário, defendeu in extremis, fazendo a bola embater no poste.

 

Balanço destes dois jogos de preparação: cinco golos marcados, dois sofridos (um deles devido a um penálti inexistente). Mais robusta, esta vitória por 3-1 contra um adversário orientado por Petit, um treinador que nunca facilita.

Melhores? Desde logo Pedro Gonçalves. E também um trio de miúdos formados em Alcochete que merecem um lugar ao sol: Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás. Este, com um par de golos e uma assistência em dois meios-jogos, promete ser um forte concorrente de Sporar.

Quem disse que a nossa Academia não formava goleadores?

 

ADENDA: A jumentude leonina continua a marcar a diferença. Sempre pela negativa. Qualquer semelhança entre isto e uma claque verdadeira é mera coincidência.

Zidanes e Pavones

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Na era dos “galácticos”, com Carlos Queiroz como treinador, o presidente do Real Madrid prometeu uma equipa de “Zidanes y Pavones”, que misturava craques feitos com jovens talentos da academia. A ideia não resultou.

Nesta nova era do Sporting, com Rúben Amorim a substituir um desorientado e desorientador Jorge Silas como treinador, a promessa do presidente tem alguma coisa de parecido com a do Real Madrid, só que os Zidanes são quase todos Ristovskis, não é bem a mesma coisa. E só com Pavones, por muito bons que sejam e são, a coisa não vai lá, como se viu nos recentes confrontos com os rivais.

Não vai lá pelo menos em termos desportivos, porque a jogarem assim daqui a um ano estamos a falar de muitas dezenas de milhões de euros de valorização do plantel. O Sporting conseguiu ontem pôr em campo toda uma equipa de jogadores abaixo dos 23 anos de grande potencial: Max, Porro, Quaresma, Inácio, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Pedro Gonçalves, Wendel, Plata, Tiago Tomás, Jovane,  Daniel Bragança e Rodrigo Fernandes (este parece primo do Ilori, precisa duma lavagem ao cérebro).

O problema é que, dos mais velhos, apenas Coates está noutro nível. Todos os outros são iguais ou piores que os putos, e nalguns casos muito teriam que aprender com eles se tivessem idade para isso.

Alguns dos dispensados ou colocados no mercado seriam titulares nesta equipa? Acuña, claramente, mas a jogar mais à frente do que ia acontecendo com Amorim, a ala ou interior esquerdo. Mas existe Nuno Mendes e veio Nuno Santos.

Palhinha tirava o lugar a Wendel ou a Matheus Nunes? Nem pensar. Seria um suplente para determinados jogos, como seriam Battaglia ou Doumbia se ficassem.

Algum outro? Diaby, Bruno Gaspar, Misic? Francamente não vejo.

Enfim. Zidanes (ou novos Slimanis) precisam-se. 

SL

Talvez seja bom sinal

Bons 20 minutos - os últimos - deste Portimonense-Sporting. Primeiro jogo de preparação a sério desta pré-temporada, com vitória leonina, por 2-1, em desafio disputado no estádio municipal de Portimão.

 

Começou tudo com demasiada lentidão: passes transviados, excessiva "lateralização", sem fio condutor para a baliza. Max, numa fífia, quase ofereceu a bola, redimindo-se logo a seguir com uma grande defesa. Wendel parecia anestesiado. Plata, com a mesma falta de atitude competitiva que já lhe conhecíamos: parece um brinca-na-areia. Neto com preocupante tendência para cortar em falta.

Num penálti inexistente, inventado pelo árbitro ao imaginar ter visto falta de Feddal para castigo máximo, o Portimonense adiantou-se no marcador, aos 54'.

O nosso empate surge também de penálti - com a diferença de este não ter sido falsificado. Sporar invade a área, com a bola dominada, e é derrubado em falta, convertendo a grande penalidade, aos 65', de forma impecável.

 

Rúben Amorim decide então mudar todos os jogadores de campo (na baliza, Max já cedera lugar a Adán logo no recomeço da partida) e só então o Sporting carrega no acelerador e exibe todo o potencial do seu jogo colectivo. Pormenor a destacar: tinha então apenas três jogadores com mais de 23 anos em campo.

Com pouco mais de três toques na bola, metêmo-la lá dentro, aos 75', e vencemos a partida. Gonçalo Inácio (em estreia na equipa principal) serve na perfeição Pedro Gonçalves, este progride junto à linha e cruza de forma impecável para o centro da área, onde Tiago Tomás aparece a disparar em cheio.

Parece fácil, mas não é. E neste vistoso lance de futebol ofensivo já se viu bom trabalho da equipa conduzida por Amorim.

 

Há três anos que não vencíamos um desafio na pré-temporada: talvez seja bom sinal.

 

Nota muito positiva para Pedro Gonçalves, que tem a titularidade garantida no Sporting 2020/2021.

Dos restantes reforços falarei mais tarde. Mas o meu maior elogio vai para estes miúdos que em pouco mais de 20 minutos mostraram ser leões em campo: Nuno Mendes, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Daniel Bragança (outra estreia na equipa A), Matheus Nunes, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio.

O futuro está na nossa formação. Alguém tem dúvidas?

Os ausentes que fazem sombra

Estou a ver o jogo do Sporting contra o Portimonense e fico a pensar na enorme falta que fazem a esta equipa os nossos 'ativos' Acuña e Palhinha. Ainda não estão vendidos e as alternativas são, para já, bem piores. Deviam estar a jogar com a nossa camisola e depois logo se via o que poderia aparecer em termos de negócio para o clube. Rafael Camacho também merecia outra oportunidade, tem qualidade e sempre podia ir ganhando alguma raça e músculo. O resto está lá.

Que plantel vamos ter este ano? (3.ª parte)

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O Sporting iniciou no sábado o seu estágio de pré-época, desta vez no Algarve e no mesmo local onde estagiou na época passada o FC Porto, estágio esse que conta com um total de 28 jogadores e inclui alguns encontros com clubes da zona.

Como tem sido habitual ultimamente no Sporting, o que seria motivo de entusiasmo e optimismo para os Sportinguistas veio logo marcado por questões inoportunas e desmotivadoras, como a não participação do melhor jogador do plantel por estar de saída do clube, a saída de Beto das funções que mal ou bem ia desempenhando, as apresentações descuidadas deste ou daquele jogador,  os testes positivos ao Covid, um recém-entrado apanhado em excesso de velocidade e a primeira derrota da temporada às mãos do "nosso" Ryan Gauld. Enfim somos Sportinguistas, somos resilientes, a tudo resistimos. Mas haja paciência.

Rúben Amorim foi bem claro há algumas semanas, quando disse que estava num processo de selecção daqueles que queriam e podiam estar com ele neste novo ano. Pois há de tudo, alguns podem e não querem, outros querem e não podem, outros nem querem nem podem e ficaram os outros, que esperamos possam corresponder aos objectivos e dar-nos as alegrias de que bem precisamos.

 

Além dos 28 que seguiram para o Algarve, e não falando em sub-23 que podem rodar na equipa B, como Joelson, Camacho, Miguel Luís e Pedro Mendes, ficam assim muitos jogadores para colocar (um ou outro já colocado):

1. Rodrigo Battaglia (29 anos, 5M€ ?) - Um médio possante e polivalente, que teve o azar duma lesão grave o ter encontrado no melhor momento da carreira, já na calha para titular da selecção da Argentina. Precisa mesmo de relançar a carreira. Emprestado para Espanha com opção de compra?

2. André Geraldes (29 anos, ?) - Um defesa lateral muito fraquinho, o último resistente do autocarro de Sackos e Dramés que Inácio descobriu para o Sporting.

3.  Acuña  (27 anos, 15M€ ?) - Este vai fazer mesmo muita falta: titular da selecção da Argentina, o melhor jogador do plantel, polivalente, intenso, deixa a pele em campo. Dos melhores argentinos que passaram pelo Sporting, com a raça do Acosta. Vai deixar saudades. Pretenderá outros desafios e está no seu direito.

4. Ilori (27 anos, ?) - Um enorme flop, a jogar pior do que jogava dez anos antes, quando saiu do Sporting duma forma menos bonita. Incompreensível o regresso. Para colocar. Inglaterra?

5. Bruno Gaspar (27 anos, ?) - Um dos piores defesas direitos que passaram pelo Sporting, 5M€ de prejuízo.

6.. Chaby (26 anos, ?) -  Andou emprestado pelo Belenenses, Estoril e Académica. Por colocar.

7. Misic (26 anos, ?) - Mais uns 3 M€. Sem oportunidades no clube.

8. Diaby (25 anos, ?) - Este pé-frio, capitão da selecção do Mali, custou 7M€. Que fazer com ele?

9. Palhinha (25 anos, 15M€ ?) - Um trinco possante embora lento, com poucas oportunidades dentro de casa e que foi evoluindo nos empréstimos. Também pretenderá outros desafios.

10. F. Geraldes (25 anos, 0) - Entre a falta de oportunidades em Alvalade e empréstimos melhor ou pior conseguidos, teve o seu teste com Rúben Amorim e não conseguiu corresponder, aliás já tinha ele mesmo previsto isso. Vai para o Rio Ave mantendo percentagem do passe.

11. Gelson Dala (25 anos, 0) - Um segundo ponta de lança promissor com golo. Este não chegou verdadeiramente a ser testado nem ter qualquer oportunidade. Vai para o Rio Ave mantendo percentagem do passe.

12. Rafael Barbosa (25 anos, 0) - Andou emprestado pelo Portimonense, Paços Ferreira e Estoril, sem grande destaque. Saiu a custo zero para o Tondela.

13. Eduardo (25 anos, ?) - Outro desastre, outros 3 M€. Por colocar. 

14. Bruno Paulista (25 anos, ?) - Andou por aí. Mais um caso estranho, como o do Spalvis e o do Castaignos.

15. Mattheus Oliveira (25 anos, ?) - Neste caso, o Jesus deve-o ter confundido com o pai. Andou emprestado ao Guimarães sem grande destaque. Por colocar.

16. Ivanildo Fernandes (24 anos, ?) - Andou emprestado pelo Moreirense e pela Turquia, sem grande destaque. Por colocar.

17. Rosier (24 anos, ?) - Um enorme flop, por falta de adaptação ou outro motivo qualquer, nunca mostrou argumentos para justificar o estatuto de internacional francês nem os 7M€ que custou. Por colocar. França?

18. Carlos Jatobá (24 anos, ?) - Alguém sabe quem é ? Talvez o Inácio.

19. Lumor (24 anos, ?) - Mais um que nunca se percebeu por que veio. Se calhar nem Jesus sabe. Para colocar. Alemanha?

 

A saída deste lote de jogadores (se calhar ainda há mais por aí de que não me recordo) e mais um ou outro mais dispensável do lote dos 28 que foram para estágio poderá render ao clube um encaixe de cerca de 40 milhões de euros, além de aliviar substancialmente a folha salarial.

Isso será obviamente muito importante para acudir às necessidades de tesouraria, pagar as dívidas existentes e reforçar o plantel em duas ou três posições ainda carentes, a começar pela do "abono de família", o ponta de lança.

Oxalá isso aconteça.

SL

Receio o pior

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1

Temo o pior neste curtíssimo defeso agora iniciado. Porque as decisões serão tomadas pelos mesmos que conduziram a catastrófica pré-temporada do Verão anterior. 

Sem surpresa, já se acumulam os maus indícios. Na imprensa amiga, a administração da SAD pôs a circular que Acuña e Palhinha serão vendidos. Soa a asneira.

Acuña é um dos raros internacionais que subsistem no plantel leonino. Em entrevista ao Record de hoje, Frederico Varandas sublinha a necessidade de «encontrar jogadores experientes»: isto não cola com a prioridade atribuída à saída do argentino.

Por outro lado Palhinha - que fez duas épocas de alto nível no Braga, como emprestado - preenche uma das mais gritantes lacunas do actual onze titular: a de médio defensivo posicional. Despachá-lo já constitui um duplo risco: prescindimos de mais um profissional formado na Academia de Alcochete e continuamos a precisar com urgência de alguém para aquela posição, que pode vir a ser preenchida por outro perna-de-pau importado (lembremos os maus precedentes de Idrissa e Eduardo).

 

2

Já que fiz alusão à entrevista do Record, deixo um apontamento rápido sublinhando a minha estranheza: afinal para que serve a Sporting TV? O presidente da SAD leonina manteve-se vários dias em silêncio, após o fim do campeonato, e rompe-o só agora para prestar declarações a um jornal diário quando tem à sua disposição a televisão do clube. Eis algo incompreensível.

Nesta entrevista, Varandas garante fazer «exercícios de autocrítica diariamente». Não parece. Voltou, por exemplo, a desperdiçar uma oportunidade de elogiar a Comissão de Gestão que o precedeu e conduziu o Sporting no turbulento Verão quente de 2018. Graças a essa equipa, liderada por Artur Torres Pereira no clube e Sousa Cintra na SAD, os estilhaços de Alcochete foram minorados, vários jogadores regressaram a Alvalade e foi possível formar um plantel competitivo.

Varandas já apanhou o comboio em andamento - de tal maneira que o Sporting até liderava a Liga no dia em que os actuais corpos sociais tomaram posse.

 

3

Vangloria-se o presidente de ter conseguido «vencer duas Taças no futebol» e de ter superado o difícil teste da «renovação do plantel devido às rescisões». Vai mesmo ao ponto de proclamar: «No ano passado, alcançámos a melhor época dos últimos 17 anos.»

Lamentavelmente, nem uma palavra de apreço por Sousa Cintra - obreiro dessa época que deixou um treinador (José Peseiro) despedido por Varandas quando o Sporting ia a dois pontos do primeiro já depois de termos jogado em Braga e na Luz. Outra oportunidade desperdiçada, portanto, para "unir o Sporting" - lema da candidatura à presidência do antigo director clínico do consulado Bruno de Carvalho.

A prova do algodão da actual gerência não foi a época 2018/2019: foi aquela que agora terminou, a primeira em que este presidente da SAD e este director desportivo lideraram todo o processo do princípio ao fim. Uma época em que se prometeu muito mas chegámos à meta com um recorde de derrotas numa temporada e todos os objectivos falhados: Supertaça, Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga Europa e campeonato.

 

4

Ainda mal se iniciou o defeso e já receio o pior.

Por serem os mesmos a liderar o processo. E por ter a plena convicção de que a actual equipa dirigente nada quis aprender com a sucessão de erros acumulados.

A pré-época

Chamem-me o que quiserem mas para mim estamos já na pré-época 2020/2021. Esta é, parece-me, a aposta e orientação da Direcção e da Equipa Técnica, e concordo com ela. Afinal, no final desta tão atípica temporada resta-nos deixarmos de fazer figuras tristes em campo, abandonando definitivamente o péssimo e errático jogo que durante meses, meses de mais, foi sendo praticado por um conjunto de jogadores, e substituirmos aquilo que tantas vezes nos envergonhou e exasperou por uma equipa de futebol com cabeça, tronco e membros. Uma equipa que saiba o que está a fazer em campo - que já tantas vezes o faz bem! Uma equipa que nos dê indicações que no futuro estará melhor. Uma equipa, enfim, que nos dê esperança e horizonte.

Antes de Rúben Amorim, e pegando na ilustração anatómica, cabeça não havia. Nem nos jogadores e treinadores, e menos ainda na massa adepta, que a perdíamos com os nervos a cada jornada de novo e repetido desaire e desnorte. Quanto ao tronco, esse, só o comum. Do qual quase todos partilhávamos que aquilo era tudo um desastre. E membros faltavam sempre aos nossos na hora do passe certeiro, do remate decisivo, no momento tão ansiado do chuto matador. Goleador.

Ontem, em Moreira de Cónegos, faltou-nos acerto, sim, é verdade, mas também o é que essa conclusão tiramo-la sem termos de recorrer a bitolas antigas de anos, décadas mesmo, mas porque temos já a bitola Amorim.

Como tantos, também não gostei de ver Wendel e Nuno Mendes no banco. Muitos defendem que em equipa ganhadora não se mexe. Outros sentenciarão que não é preciso aplicar a rotatividade no plantel.

Devo confessar que concordo com essas máximas, mas quando seguidas e aplicadas em tempos de casa arrumada e totalmente definida. Infelizmente, o Sporting ainda não está assim. Mas felizmente para lá caminha. Caminha, acredito e tudo farei para que assim seja, para alcançar vitórias de forma consistente e, por isso, natural. O desejado reencontro com o estatuto de clube grande ganhador.

Posto isto, aceito e aplaudo a experiência e até mesmo experimentalismo que Rúben Amorim tem realizado nas equipas que monta. 

Há nele consistência. As equipas têm todas por base a formação. E esta aposta continuada e reforçada nos nossos principais activos é preciosa. É a que verdadeiramente nos dá futuro e inda rumo. É raro, muito raro, que ao discurso, às palavras se juntem os actos. O clube, esta direcção, disse-nos em tempos que iria apostar na Academia e suas muitas jóias e (depois de enganos e atrasos) está finalmente a fazê-lo.

Acreditando que não mais voltaremos a fazer figuras tristes esta temporada, convicto que no pódio ficaremos (fraco consolo!), espero e disso estou mesmo convencido que estas derradeiras jornadas estão já a ser a preparação de uma época vitoriosa.

Começámos 2020/2021 mais cedo que os outros. Tiremos proveito disso e assim sendo nem a incompetência (será só isso?) dos árbitros como os de ontem em Moreira de Cónegos nos impedirá de alcançar a glória que inscrevemos na nossa insígnia. 

Estado de emergência e treino - incompatível ou não?

Vivemos tempos difíceis e o estado de emergência exige limitações de circulação e de contacto.

Além disso, a alteração das nossas rotinas diárias no trabalho e nas relações familiares/sociais implica graves mudanças.   

Os atletas profissionais devem estar preocupados com a sua condição física e psíquica à data mas também com os efeitos que esta pausa pode acarretar no seu futuro.

Manter uma alimentação saudável e respeitar períodos de descanso são regras de ouro mas num caso destes a rotina de treino e de competição são condições essenciais. Neste nível, treinar em casa não é solução.

Já compreendemos que não é possível manter a rotina de competição, mas será impossível afastar a rotina de treino?

Durante anos, assistimos às pausas das Ligas durante o mesmo período, quando os jogadores aproveitavam para gozar as suas merecidas férias. Por acaso alguém acha possível que este ano os jogadores não gozem um período de férias no Verão? Até poderá ser mais curto do que é habitual mas vão gozar.

Este ano a realidade é diferente e como tal, também devíamos equacionar o que podemos fazer diferente. Não sabemos qual o modelo adoptado para a conclusão da Liga ou para o apuramento de competições internacionais mas devíamos estar a preparar o futuro.

Durante anos, após as férias, a regra era os jogadores saírem de Portugal em estágio com os seus colegas, no intuito de treinarem e ganharem rotinas de equipa.

Por vezes, e quando existiam fracos recursos económicos, as equipas chegavam a realizar pré-temporadas nas Academias. Até tivemos um clube em Portugal que pretendeu utilizar a Academia de Alcochete na sua pré-época.

Alias, os treinadores são unânimes quando referem que a pré-temporada é um dos momentos mais importantes da época e que uma equipa sem pré-temporada não é equipa.  

Assim, indo diretamente ao que interessa, qual a razão de o período de quarentena não ter sido passado em Alcochete, a treinar e trabalhar com os atletas?

Podiam ter ficado todos em Alcochete a dormir, comer, trabalhar e descansar. Seria injusto para os profissionais? Compreendo o sacrifício de estarem fechados no local de trabalho, sem acesso à sua família. Mas já não fazem tudo isso quando vão para as pré-temporadas?

Seria uma exceção à regra num período em que todos fazemos sacrifícios.

Se não queriam ficar todos em Alcochete, podiam ter optado por uma solução alternativa. O futebol americano treina os sectores (defensivo e ofensivo) em separado.

Por exemplo, durante os primeiros quinze dias de quarentena, permanecia em Alcochete a equipa técnica com os jogadores do sector defensivo e os restantes ficariam em casa. Volvido esse período, o sector atacante permanecia em Alcochete na companhia da equipa técnica e o sector defensivo ficava em casa durante o período de quarentena.

Será esta ideia tão descabida, nomeadamente num clube onde a equipa técnica é recente e necessita tempo para conhecer o plantel e treinar com os jogadores?

Para mim não é.

Onze jogos sem vencer em campo

11 de Maio: Sporting, 1 - Tondela, 1

Jogo da 33.ª jornada da Liga 2018/2019. Golo de Bruno Fernandes (de penálti).

 

18 de Maio: FC Porto, 2 - Sporting, 1

Jogo da última jornada da Liga 2018/2019. Golo de Luiz Phellype.

 

25 de Maio: Sporting, 2 - FC Porto, 2

Final da Taça de Portugal, com autogolo de Danilo e golo de Bas Dost. Nos penáltis, após o prolongamento, desempate por 5-2. Grandes penalidades convertidas por Bruno Fernandes, Mathieu, Raphinha, Coates e Luiz Phellype.

 

10 de Julho: FC Rapperswil, 2 - Sporting, 1

Jogo de preparação, no âmbito do estágio da equipa na Suíça, frente a uma turma da terceira divisão helvética. Golo de Bruno Fernandes.

 

13 de Julho: St. Gallen, 2 - Sporting, 2

Segundo jogo da pré-temporada, ainda na Suíça. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

16 de Julho: Sporting, 0 - Estoril, 1

Jogo-treino na Academia de Alcochete, frente a uma equipa da segunda divisão.

 

19 de Julho: Club Brugge, 2 - Sporting, 2

Regresso aos jogos de preparação da pré-temporada e regresso aos empates. Golos de Bruno Fernandes (de penálti) e Jovane.

 

25 de Julho: Liverpool, 2 - Sporting, 2

Partida disputada em Nova Iorque, ainda na pré-temporada, frente ao campeão europeu em título. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

28 de Julho: Sporting, 1 - Valência, 2

Troféu Cinco Violinos, perdido no Estádio José Alvalade em confronto com o quarto classificado da Liga espanhola. Golo de Bas Dost.

 

4 de Agosto: Benfica, 5 - Sporting, 0

Supertaça, perdida no Estádio do Algarve em goleada infligida pelo SLB.

 

11 de Agosto: Marítimo, 1 - Sporting, 1

Início da Liga 2019/2020, com empate no Funchal. O nosso golo foi marcado por Coates.

 

............................................................................................

 

Balanço destes três meses:

- Seis empates (um deles desfeito nos penáltis, a nosso favor, na final do Jamor);

- Cinco derrotas.

Treze golos marcados, 22 golos sofridos.

Segunda e última

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Sofremos ontem a segunda humilhação frente ao Benfica em seis meses. No início de Fevereiro, fomos derrotados em Alvalade por 2-4 para o campeonato. Eu estava lá e senti-me envergonhado, como tantos outros adeptos.

Ontem foi ainda pior: saímos do estádio do Algarve goleados por 0-5 - resultado inédito, para nós, num clássico disputado em campo neutro e 33 anos após o último desfecho por esta marca, numa partida desenrolada na Luz. Como equipa pequena, temerosa, inofensiva, irrelevante, adoptando um esquema táctico que não fora testado e um índice de aproveitamento ofensivo miserável, em comparação com o SLB. Num jogo em que podíamos ter sofrido mais dois ou três. Coroando uma desastrosa pré-temporada - a pior de que me lembro desde sempre, sem uma vitória sequer para amostra em seis jogos, com sucessivos (e inaceitáveis) colapsos defensivos e uma chocante apatia da equipa técnica, incapaz de reagir ao infortúnio. Aqueles que desvalorizam as pré-temporadas deviam ter estado atentos logo aos primeiros sinais negativos - quando fomos derrotados por uma equipa amadora, da terceira divisão suíça.

Para mim, com este treinador, esta segunda humilhação seria a última. Por muito menos Frederico Varandas correu com José Peseiro em Outubro do ano passado.

 

P. S. -- Dezasseis golos sofridos nos mais recentes sete jogos.

Novidades da pré-época: breve balanço

Seguem-se as minhas impressões dos jogadores apresentados como reforços do Sporting na chamada "janela de Inverno" ou no defeso de Verão. Fica o desafio aos leitores: se quiserem, partilhem aqui as vossas opiniões sobre o mesmo tema.

 

........................................................................

 

Cristián Borja. O internacional colombiano chegou no defeso de Inverno mas está longe de gerar consensos em Alvalade. Sobretudo no capítulo ofensivo: arrisca pouco e cruza mal. Acuña faz muito melhor que ele.

 

Eduardo Henrique. Expectativa. Transmitiu sinais positivos, a ler o jogo e a conduzir a bola. Terá vindo para ocupar funções de médio defensivo, mas parece dar-se melhor em zonas mais adiantadas do terreno. 

 

Eduardo Quaresma. Promissor. Ainda júnior, revelou alguns pormenores que atestam a sua qualidade futebolística não apenas como central mas até como lateral improvisado. Nome a reter num futuro próximo.

 

Gonzalo Plata. Talento. O jovem extremo equatoriano é daqueles que não enganam: tecnicamente evoluído, aguerrido nos confrontos individuais, agradou de imediato aos adeptos. É fácil augurar-lhe uma época em grande.

 

Idrissa Doumbia. Combativo. Chegou no mercado de Inverno e tem sido um dos jogadores que mais evoluíram em Alvalade. A partida de Gudelj coloca-o na primeira linha da titularidade como médio defensivo. 

 

Luciano Vietto. Discreto. Primeiro como extremo, depois no corredor central, mostrou-se sempre aquém daquilo que o ataque do Sporting necessita. Poderá não ter vida fácil num clube que já idolatrou outros argentinos.

 

Luís Maximiano. Promoção. Depois de ter dado nas vistas em escalões jovens, abre-se enfim a porta da equipa principal ao guarda-redes formado no Sporting. É já o segundo na hierarquia da baliza, logo após Renan.

 

Luís Neto. Maturidade. Estando Coates ainda ausente, dividiu com Mathieu o eixo da defesa, exibindo concentração e confiança. É reforço digno deste nome: a sua veterania ajuda a equilibrar um plantel muito jovem. 

 

Luiz Phellype. Útil. Foi seguramente uma contratação barata. E já confirmou no Sporting saber marcar golos, como fizera no Paços de Ferreira. Veio de férias com peso a mais. Há que confiar num rápido regresso à boa forma.

 

Matheus Pereira. Eclipsado. O que se passa com este extremo formado em Alcochete? Keizer parece ter boa impressão do brasileiro, que apesar disso não foi apresentado aos adeptos nem consta do plantel. Tudo muito opaco.

 

Nuno Mendes. Desenvoltura. Diz-se que Keizer ficou muito satisfeito com as prestações do jovem formado em Alcochete, que respondeu bem sempre que foi chamado. Movimentando-se sem complexos na ala defensiva.

 

Rafael Camacho. Insuficiente. Mostrou vontade de agarrar a posição, embora tendo actuado na ala esquerda em vez de preencher o corredor oposto, em que se sentirá mais à-vontade. Uma lesão travou-lhe o passo.

 

Thierry Correia. Revelação. Aposta deliberada do técnico, aproveitou as ausências de Ristovski e Bruno Gaspar para se mostrar em bom nível, sobretudo contra o Liverpool e o Valência. Merece ser lateral direito titular.

 

Tiago Ilori. Sofrível. Oportunidades não lhe têm faltado neste seu regresso ao Sporting seis anos após a infausta aventura em Inglaterra. Infelizmente o defesa oriundo da nossa formação ainda não quis ou não soube agarrá-las.

 

Valentin Rosier. Mistério. O defesa francês veio aureolado de craque e muitos já antecipavam que lhe estaria reservado o posto titular na ala direita. Afinal chegou lesionado e tem permanecido oculto. Promete gerar polémica.

 

Xutos e Pontapés

Terminaram ontem as Festas de Loures. Desculpem puxar a brasa à minha sardinha, mas é um dos maiores acontecimentos culturais da área metropolitana de Lisboa, talvez do país. Terminaram com chave de ouro, com um enorme concerto dos Xutos, agora sem Zé Pedro fisicamente, mas lá de cima a controlar os ânimos e as emoções, bem patenteadas em Tim quando o evocou com três temas emblemáticos e se mostrou bastante comovido. Um alinhamento como é habitual, interventivo e engajado, que entusiasmou os milhares que, gratuitamente, tiveram acesso a mais uma intensa performance da banda que até tem estúdios no concelho, onde ensaia. Estavam portanto a jogar em casa e não desmereceram do apoio inequívoco e incondicional de quem ali se deslocou para os apreciar e às suas músicas, novas e menos novas. Tive o imenso privilégio de lá estar e vibrar também.

Três horas antes, praticamente com a mesma linha e precisamente no mesmo registo de (quase) sempre, assisti a outro espectáculo onde a qualidade esteve arredia e onde, salvo as raras excepções do costume e o também apoio incondicional e inequívoco, não passou mesmo de um espectáculo de chutos e pontapés, a maior parte deles para a bancada. Safou-se mesmo o homem do leme, que nunca verga e nunca desiste e se ele cai, a vida pode ser malvada e o tempo pode ser um mar de Outono e o mundo pode virar-se ao contrário. Que ele não seja o único, é o que desejo, mas parece-me que a coisa será mesmo à sua maneira. No circo de feras que é hoje o futebol, convém saber quem é quem e remar, remar e também voar. E dar Xutos a sério para chegar na frente ao dia de são receber. Como ontem, dificilmente sairemos da nossa casinha.

Vamos ver dia 4, se eles respondem ao nosso se me amas e nos presenteiam finalmente com um concerto digno desse nome! E não serão precisos contentores de golos. Basta um a mais que o adversário e, falo por mim, ficaremos felizes para sempre.

 

Um plantel do presente ou do futuro?

Não tendo visto o último jogo, não vou comentar a táctica e o desempenho de um ou outro jogador. À distância parece-me que, com a novela Bruno Fernandes, Marcel Keizer se encontra entre a espada e a parede, a rezar para que o dia 8 chegue depressa duma forma ou doutra.

De qualquer modo, a responsabilidade primeira pelo que se passou ontem em Alvalade é mesmo dele, quer pela organização (ou falta dela) da equipa em campo ou por apostar em jogadores que fazem a diferença ou por apostar naqueles de quem se espera sempre o pior, e o pior quase sempre acontece.

Mas a responsabilidade primeira pela constituição do plantel é do presidente, e é por aí que deveremos analisar a estratégia para o futebol do Sporting para esta época e seguintes.

Foram apresentados 29 jogadores, com uma média etária de 23,8 anos e um valor de mercado de 194 M€:  31% 17-20, 17% 21-23, 24% 24-26, 17% 27-29, 10% 30-35

Trata-se, como mais uma vez venho dizer, duma grande aposta na formação: 48% do plantel é sub-23, sendo que 60% desses, oito no total, são mesmo produtos de Alcochete (considerando Camacho de fora). 

Depois é um plantel equilibrado em termos etários, com apenas três jogadores a ultrapassar os 30 anos.

Quanto a jogadores de classe extra, existem apenas cinco: Bruno Fernandes, Coates, Mathieu, Acuña e Bas Dost. Qualquer saída neste sector vai ser muito difícil de colmatar.

Quanto a jogadores sem classe para jogar no Sporting, de capacidade insuficiente para os objectivos do clube, infelizmente existem alguns no plantel. Uns que escaparam à triagem do entulho da era Bruno/Jesus, outros que chegaram mais recentemente e sabe-se lá porquê. Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Diaby e Vietto têm muito que mostrar para provarem a sua utilidade e serem mais-valias para a equipa em vez de pesos mortos.

Sendo assim, vamos ter um plantel à altura dos desafios desta época ou vamos ter um ano zero de algum futuro qualquer?

SL

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