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És a nossa Fé!

Tantas lesões

Quatro jogadores lesionados, em contexto de treino, na pré-temporada que agora terminou.

Primeiro St. Juste, que ainda não vimos jogar um só minuto. Parece estar enfim pronto para a competição já neste início de campeonato.

Depois Daniel Bragança, com gravidade. Vai permanecer vários meses parado.

A seguir, Ugarte. Esperemos que regresse sem demora.

Agora, Adán. Cerca de dois meses sem competir. 

 

Lesões a mais para tão pouco tempo. Ou azar em excesso.

O que se passa com a "estrelinha" de Rúben Amorim? Terá ido iluminar outras paragens?

Espero que não. Desejo muito que não. Precisamos dela também.

Preocupante escassez de recursos humanos

Sporting, 1 - Wolverhampton, 1

 

Se esta equipa do Sporting fosse uma empresa, diríamos estar perante uma preocupante escassez de recursos humanos. Este início de época será muito desgastante: face à paragem de seis semanas em Novembro e Dezembro, devido ao Campeonato do Mundo no Catar, as competições europeias vão desenrolar-se com vários jogos em prazo curto. O que pode causar estragos suplementares no plantel. Já vamos no terceiro, ainda as competições não começaram: Daniel Bragança, Ugarte e Adán lesionaram-se em fase de preparação. Ou por mero azar ou devido à implacável intensidade dos treinos.

Foi, portanto, um conjunto já desfalcado que entrou ontem em cena no Estádio do Algarve para defrontar a equipa "mais portuguesa de Inglaterra", o Wolverhampton, com cinco compatriotas no seu onze inicial - só menos um do que a nossa. Dois deles, Moutinho e Podence, foram assobiadíssimos do princípio ao fim. O problema da "cultura do assobio" agora instalada nos adeptos leoninos é que em vários casos acaba por constituir um incentivo suplementar para os visados. Aconteceu com Podence, o mais vaiado e também o melhor em campo. 

 

Seria mais importante, creio, aplaudirmos os nossos do que xingarmos os outros. Porque o assobio também pode soar a prémio.

Mas aplaudirmos quem, entre os sportinguistas?

Não seguramente Matheus Nunes, que voltou a fazer um jogo muito abaixo das suas possibilidades. Nem Gonçalo Inácio, que logo aos 13' cometeu um penálti óbvio sobre Pedro Neto em nova demonstração de que devia ser central à esquerda e não improvisado à direita, como acontece devido à prolongada lesão do reforço St. Juste, ainda por estrear. Nem o inoperante Paulinho, com mais tendência para cair na área do que para rematar à baliza.

Ontem o ex-Braga não fez um só remate, mas caiu duas vezes: à segunda justificava-se mesmo a marcação de grande penalidade, convertida aos 44' por Pedro Gonçalves. A quem só por isto elejo o melhor dos nossos. Tenho pena que não tivesse actuado como na meia-hora final frente ao Sevilha, recuado uns metros, como médio ofensivo - posição que parece potenciar-lhe as qualidades.

Morita também voltou a justificar nota positiva, mas trabalha muito desacompanhado e não vai chegar para as encomendas sem ajustes urgentes no corredor central. O japonês está a integrar-se mais depressa na equipa do que Trincão, que continua a parecer carta fora do baralho como ala direito, sempre com um toque a mais na bola. 

 

Dos restantes reforços, destaque óbvio para Franco Israel, agora titular da baliza leonina devido à inesperada lesão de Adán: será ele, tudo o indica, a integrar o nosso onze contra Braga (fora), Rio Ave (casa) e FC Porto (fora) nas primeiras três jornadas da Liga 2022/2023, prestes a iniciar-se. Ter o compatriota Coates à sua frente deve transmitir-lhe segurança: o jovem guardião merece nota positiva. No penálti convertido por Rúben Neves, nada a fazer.

O ganês Fatawu, de apenas 18 anos, voltou a parecer um prometedor reforço nos escassos minutos que esteve em campo neste último desafio da pré-temporada. Dando mais nas vistas do que Rochinha, outro recém-contratado. 

 

Esta foi a pré-época dos empates -  exceptuando a tangencial vitória contra a Roma, de José Mourinho, por 3-2. Reforçando a pertinência dos reiterados alertas aqui feitos sobre a necessidade de termos outro avançado, de preferência mais vocacionado para o golo do que Paulinho. 

Por outro lado, é evidente que nem Palhinha nem Sarabia têm por enquanto sucessores do mesmo nível. O facto de Rúben Amorim não ter ontem utilizado Tabata parece confirmar que o brasileiro - criativo, desequilibrador e com golo - poderá mesmo estar de abalada. O que acentua a preocupação para o futuro próximo num início de temporada muito exigente não apenas no plano táctico mas também no plano físico.

Disputar a Liga dos Campeões é excelente por proporcionar grande receita financeira, mas tem este ónus suplementar: há que saber gerir com pinças o grupo de trabalho em várias frentes.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Oriundo dos juniores da Juventus, sem jogos de equipa principal no currículo. Sofreu penálti (15'), saiu bem (19') e saiu mal (84') da baliza. O titular agora é ele.

Gonçalo Inácio - Pressionado por Pedro Neto, o esquerdino que actua no lado direito da defesa cometeu penálti (13'). Ficou algo marcado por este lance.

Coates - Pêndulo habitual da nossa defesa, que tem sofrido mais golos do que estávamos habituados - em todos os jogos da pré-temporada.

Matheus Reis - Outra adaptação: o lateral esquerdo continua a jogar como central. Momento alto: impediu um golo certo, na linha de baliza (84'). Evitando a derrota.

Porro - Parece andar com os nervos à flor da pele. Não foi fácil enfrentar Podence. Grande remate aos 56', para defesa difícil de José Sá. Substituído aos 78'.

Morita - Tornou-se titular muito depressa devido à ausência de Ugarte por lesão. Bom a transportar e a colocar a bola. Parece com elevado índice de confiança.

Matheus Nunes - Combinou pouco e mal com o japonês no meio-campo. Perdeu a bola (6' e 29') e falhou alguns passes. Incapaz de mostrar o seu melhor até agora.

Nuno Santos - Tem vontade de ser titular absoluto na ala esquerda. Oscilou nos cruzamentos, mas é dele o centro que gera o nosso penálti. Tentou remate, sem êxito.

Trincão - Melhor momento: um remate ao ângulo que saiu a rasar do poste direito da equipa inglesa (73'). Quase sempre desinspirado. Saiu aos 83'.

Pedro Gonçalves - Mais apagado do que no jogo anterior. Mas marcou o penálti - sexto golo dele na pré-época. Excelente passe para Trincão (73'). Saiu aos 83'.

Paulinho - Teatralizou um lance, caindo na grande área, aos 33'. Voltou a cair aos 43': desta vez foi penálti. Saiu com amarelo mas sem remates, aos 68'.

Edwards - Substituiu Paulinho, mas sem fazer a diferença, numa fase em que a equipa já parecia resignada ao empate. Falhou passe aos 77'.

Esgaio - Rendeu Porro aos 78' talvez para poupar o espanhol a algum desgaste físico e emocional. Cumpriu no essencial, sem rasgo nem erros.

Rochinha - Substituiu Pedro Gonçalves aos 83'. Está ainda em fase de adaptação à equipa, o que salta à vista.

Fatawu - Entrou aos 83' para o lugar de Trincão, voltando a agitar o jogo. Não no remate, pois continua com falta de pontaria, mas na pressão alta e na disputa da bola. 

Até para o ano

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Finda a pré-época, resta desejar boa sorte à equipa: boa sorte! Vamos com tudo, leões!

ADENDA 13:54 de 31/07

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Falta-me o ar só de me lembrar (ainda estávamos longe e já se tinha avançado qualquer coisa)

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Aquecimento dos suplentes 

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Aquecimento da equipa inicial

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A garotada que irrompeu campo adentro já tinha saído e Matheus Reis foi oferecer a sua camisola. 

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O autocarro mais bonito da galáxia.

P.S. Estimo que o Senhor árbitro não se cruze connosco muitas vezes. Se num amigável nos trata assim, mal posso esperar por vê-lo num jogo a sério *inserir vernáculo a contento*.

Saber construir uma vitória sólida

Sporting, 3 - Roma, 2 (jogo-treino)

 

Boa exibição da equipa leonina ontem no Estádio do Algarve. Contra a Roma, recém-vencedora da Liga Conferência, que deu forte réplica ao onze comandado por Rúben Amorim. Foi um desafio de preparação da temporada já com ar de ensaio geral, como se tudo fosse muito a sério. Até com picardias bem escusadas entre os futebolistas - em perfeito contraste com a boa disposição exibida pelos dois técnicos: Amorim reencontrou no Algarve o seu amigo José Mourinho, treinador da squadra romana.

A tarde estava propícia a um bom espectáculo de futebol, o público ocupou grande parte das duas principais bancadas e foram-se escutando calorosas palavras de incentivo aos nossos jogadores. Só os assobios a Rui Patrício, que jogou toda a primeira parte como guardião da Roma, eram escusados. Por visarem alguém que esteve 19 anos no Sporting, onde cumpriu todos os escalões da formação, e foi o nosso guarda-redes principal entre 2006 e 2018. Uma vez mais se comprova que alguns adeptos mantêm o péssimo hábito de assobiarem a tudo quanto mexe. Triste atestado de "desportivismo" às avessas.

 

Do nosso lado, destaque para a estreia do jovem uruguaio Franco Israel, recém-contratado à Juventus: foi o dono da baliza durante os 45 minutos iniciais. Dos restantes reforços, apenas actuaram Rochinha (outra estreia) e Francisco Trincão, com o segundo a render o primeiro ao intervalo. Amorim só fez saltar três suplentes do banco.

Os dois primeiros golos do Sporting surgiram de bola parada: aos 27', num penálti duvidoso sobre Edwards, convertido por Pedro Gonçalves; e aos 54', por Gonçalo Inácio, em cabeceamento que deu a melhor sequência a um canto batido também pelo n.º 28 leonino, o melhor em campo.

Mas o momento mais empolgante foi protagonizado por Tabata ao marcar o terceiro, no minuto 86. Golo à ponta-de-lança, em posição frontal, com soberba execução técnica.

 

Pela negativa, destaque para os nossos lapsos na retaguarda que deram origem aos golos italianos. O primeiro resultou de um duplo brinde de Gonçalo Inácio (canto escusado seguido de autogolo) aos 31'; o segundo, aos 69', teve origem numa disparatada saída de posição de Coates, que fez todo o nosso bloco defensivo desmoronar-se por arrastamento.

Do mal, o menos. Os jogadores não quebraram após esses maus momentos. Pelo contrário, nos últimos 20 minutos a iniciativa de jogo foi quase toda nossa.

Primeiro tempo com nota suficiente, segunda parte a merecer bom. Trincão teve a primeira oportunidade de dar nas vistas, arrancando aplausos com a melhor iniciativa individual do encontro, aos 64': lance junto à linha final, deixando dois adversários nas covas e centrando para Pedro Gonçalves encostar. Esteve quase a acontecer: teria sido um grande golo.

Sem ser uma vitória muito expressiva em números, foi merecida e sólida. Mostrando que a máquina já começa a estar afinada. O mais importante é isto.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Reforço para a baliza leonina, não teve muito trabalho. Traído no autogolo, que não lhe deu hipóteses. Saiu ao intervalo.

Neto - Central à direita. Concentrado e certinho, como é seu timbre. Só falhou - como todos os colegas da defesa - no segundo que sofremos.

Coates - Abandonou a posição aos 69', originando falhas em cadeia castigadas com o segundo golo da Roma. De resto mostrou-se seguro.

Gonçalo Inácio - Esteve no pior e no melhor. Primeiro ao cabecear para o sítio errado, provocando autogolo. Depois, para o sítio certo, marcando o nosso segundo.

Porro - Está em excelente forma, exuberante sobretudo na dinâmica ofensiva. Importante na cobrança de cantos e livres. Titular absoluto da posição.

Ugarte - É ele quem inicia o nosso terceiro golo, recuperando uma bola que logo endossa a Tabata. Não se furta ao choque físico.

Matheus Nunes - Alterna algum egoísmo na posse de bola com pormenores deliciosos, como o túnel que fez a Mancini aos 59'.

Matheus Reis - Ainda sem a influência a que nos habituou na manobra colectiva. Esteve um bocado preso de movimentos.

Pedro Gonçalves - Voltou a fazer o gosto ao pé, confirmando veia goleadora. Marcou o primeiro de penálti e deu o segundo a marcar na cobrança de um canto.

Rochinha - Só actuou na primeira parte. Bom apontamento técnico aos 39', mas insuficiente para merecer nota positiva.

Edwards - Parece por vezes algo desligado do jogo. Começou na posição 9, mas funciona melhor da ala para o meio. Sacou o penálti aos 27'. 

Adán - Dono da nossa baliza durante a segunda parte. Grande defesa aos 90'+1. Vai manter-se como titular absoluto.

Trincão - Rendeu Rochinha ao intervalo. Arrancou merecidos aplausos num lance individual aos 64' em demonstração de pura classe. 

Tabata - Entrou só aos 72', mas teve tempo para exibir algo que faltou a Edwards: pontaria. Foi ele a desfazer o empate, selando a vitória leonina com um grande golo.

O dia seguinte

Foi tudo menos um amigável o jogo de hoje no Estádio do Algarve do Sporting de Amorim contra a Roma de Mourinho.

Dum lado uma equipa séria, a jogar futebol e a testar quase o seu melhor onze para os jogos importantes que se avizinham, do outro um bando de jogadores a fazer pela vida e a bater forte e feio, com algumas noções do jogo colectivo mas condicionados pela rotação decidida do banco.

Tudo isso com uma arbitragem com altos e baixos, que não se conseguiu impor aos excessos dos romanos mas que tambem não estragou o espectáculo. No final, se calhar o Sporting ainda recebeu mais cartões do que o Roma para calar a boca a Mourinho com o penálti bem assinalado. Nem faço ideia como é que metade da nossa equipa, a começar por Matheus Nunes, tem as pernas, espero que nada fracturado nem rasgado. Agora banhos e massagens para estarem bons para domingo.

 

Passando ao.jogo propriamente dito. Amorim testou mais uma vez a táctica "dos 3 baixinhos", que jogam muito, rematam pouco e marcam menos ainda. Foi preciso um penálti para marcar e chegar ao intervalo com um empate e mesmo assim dando um banho de bola à Roma.

Depois entrou Trincão e ainda mais se notou a falta duma referência ofensiva, porque ele é muito mais do que um jogador de pequenos espaços como Edwards ou o Rochinha.

Entrou Tabata e finalmente tivemos alguém que recebe, roda e remata, um ponta de lança. Que nos deu a vitória.

 

Gostei muito, como todo o estádio gostou, da exibição do Sporting. Todos os reforços estiveram muito bem, a equipa fez um belíssimo teste para o que aí vem no arranque do campeonato, o Pote voltou a ser de ouro mas o melhor de todos foi... aquele uruguaio meia-leca... como se chama.. Manuel? Ugarte?

Alguns perguntarão (como o fizeram nalgumas tascas da net) como é possível o Sporting ter conseguido contratar um jogador assim. Dizem que é da Gestifute e de Jorge Mendes. Só pode ser mesmo gestão danosa de negociadores incompetentes. Pelo menos para alguns que ainda fazem contas sobre quanto custou Paulinho. Saberão eles quanto custou o Abraham ao Roma? 40M€. Marcou algum golo? Não, deu a marcar. Também não presta???

 

PS: Uma vergonha os insultos ao Rui Patrício patrocinados por quem, ou pelos amigos de quem, toldados de raciocínio e ao abrigo do desvario dum presidente que acabou destituído e expulso, o andou a bombardear com tochas em Alvalade e assaltou Alcochete para lhe bater a ele e a outros como ele.

SL

Soube a pouco...

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Luís e Rodrigo Neto. Jovem Neto a aprender como se lida com a multidão.

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Obrigada, Pedro Gonçalves, pelos longos, longos minutos. Foi incansável. 

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Gonçalo Inácio... desabrochou e tornou-se muito requisitado.

 

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Renato Veiga, o pensador.

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''Chermiti, não te vás embora!'', foi o que mais se ouviu.

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Mateus e que tal é jogar aqui na região? Sorriu. (não publico o vídeo, já que ficou envergonhado, mas numa próxima oportunidade não se escapa).

O problema do costume

Sporting, 1 - Villarreal, 1 (jogo-treino)

 

O tempo vai passando, outra época já se prepara, alguns nomes novos marcam presença no plantel, mas uma questão de fundo subsiste: continuamos com escassas oportunidades de golo e são raros os desafios em que a metemos mais de duas vezes no fundo das redes.

Ontem, no primeiro-jogo treino da pré-temporada com público, no estádio do Algarve, só conseguimos fazer uma vez o gosto ao pé. Foi aos 40', num vistoso disparo de Pedro Gonçalves - o mais inconformado e mais eficaz dos nossos jogadores. Aproveitando assim a primeira (e talvez única) oportunidade que tivemos nesta partida contra o Villarreal, muito bem orientado por Unay Emery, um dos melhores treinadores espanhóis da actualidade.

Não esqueçamos que esta equipa valenciana foi recente semifinalista da Liga dos Campeões.

 

Houve preocupantes perdas de bolas motivadas por desconcentração (Marsà, logo a começar, Matheus Nunes e Matheus Reis, por exemplo). Num desses lances, que o jovem Hevertton protagonizou pela negativa, o Villarreal aproveitou para empatar. Adán, na baliza, nada podia fazer.

Assinale-se a estreia do recém-chegado Francisco Trincão - que fica com o n.º 17, de tão boa memória pois nos faz recordar a proveitosa passagem de Pablo Sarabia por Alvalade. Entrou só aos 65', sem grande protagonismo. 

De resto, velhos problemas ainda sem solução à vista. O maior de todos é a fraca produção ofensiva traduzida em remates enquadrados.

Alguns cruzamentos na zona mais adiantada que não encontravam ninguém na zona de tiro e Paulinho a «arrastar os defesas» (como repetia o entusiástico comentador da TVI) mas demasiado parcimonioso na hora de ser ele a tentar o golo.

Talvez se sinta mais inspirado a partir de agora, que passa a jogar com o n.º 20 nas costas (repetindo o número que usava em Braga).

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Fez toda a partida, ontem como capitão. Seguro entre os postes. Sem culpa no golo de Baena, sofrido aos 76'.

Gonçalo Inácio - Central do lado direito, pareceu o mais tranquilo do bloco defensivo. Duas boas bolas lançadas em profundidade.

Marsà - Estreia como titular entre os "grandes", no lugar de Coates. Começou muito mal, mas foi ganhando confiança.

Matheus Reis - Bom entendimento com Nuno Santos na ala esquerda, mas sem os rasgos a que nos habituou.

Esgaio - Titular como ala direito, jogou pelo seguro sem exuberância nem nenhum lapso digno de registo.

Ugarte - Início algo atabalhoado, acusando nervosismo. Falta-lhe apurar a condição física neste recomeço dos trabalhos.

Matheus Nunes - Gosta de pautar o jogo, mas agarra-se por vezes em excesso à bola. Perdeu alguns duelos.

Nuno Santos - Muito voluntarioso, tanto a atacar como a defender, comportou-se como dono do corredor. Só lhe faltou afinar a pontaria.

Tabata - Protagonizou alguns dos melhores lances da primeira parte, actuando como interior direito. Tentou três vezes o golo.

Pedro Gonçalves - Serviu duas vezes os colegas, em vão. À terceira, deixou-se de cerimónias e marcou um grande golo, num tiro indefensável. Mostrando como se faz.

Paulinho - Boas movimentações lá na frente, abrindo espaço para os colegas. Mas faltou-lhe o mais importante: golo.

Hevertton - Rendeu Gonçalo aos 65'. Pouco depois abriu uma avenida que possibilitou o golo espanhol.

Dário - Entrou aos 65', para o lugar de Ugarte. Muito combativo, aguentando faltas e sem desistir dos lances.

Trincão - Estreia absoluta de verde e branco. Ainda sem entrosamento com os colegas, valeu pelos aplausos que ouviu ao entrar (65'), substituindo Matheus Nunes.

Rodrigo - Substituiu Paulinho aos 78' quando a equipa já acusava algum cansaço. Mal se deu por ele.

Renato Veiga - Rendeu Pedro Gonçalves aos 87'. Percebe-se que tem vontade e que não lhe falta boa técnica.

O dia seguinte

Começo aqui mais uma época de comentários aos jogos do Sporting, sempre feitos na base da sensação que me deixou o encontro, sem pensar muito na coisa e muito menos me deixar influenciar pela opinião dos outros, jornalistas ou comentadores.

Contra o 2.º classificado da liga  belga, Amorim fez alinhar um misto AB que à partida deixava muito a desejar, mas a verdade é que a equipa entrou bem no jogo e foi superior em toda a primeira parte, onde Morita pautou o jogo com classe e Edwards escarafunchou aquilo tudo. Israel demonstrou pinta de guarda-redes, Fatawu parece um mistura bem feita de Plata e Nuno Mendes, Mateus só lhe falta o "h" e mais uns centímetros para ser o novo Matheus do meio-campo, e Chermiti é o Essugo lá da frente. Vão todos lá chegar com tempo e paciência.

A segunda parte já foi diferente, as substituições dos belgas e a quebra física dos melhores da primeira parte do Sporting inverteu o comando do encontro, os belgas vieram com um futebol prático e eficaz, depressa empataram e podiam até ter ganho.

Concluindo, foi um encontro onde os titulares cumpriram os mínimos, os novos fizeram pela vida e uns estiveram melhores que outros.

Homem do jogo: Morita. O maestro de olhos em bico.

SL

Quem vai marcar golos no Sporting?

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O Sporting iniciou a pré-temporada com três exclusões do plantel. Uma já anunciada - a de Feddal, que chegou ao fim do contrato. Outra já aguardada - a de Slimani, que entrou em ruptura com o treinador. E uma terceira, algo inesperada - a de Vinagre, autorizado a não comparecer em Alcochete porque a SAD tenciona emprestá-lo durante a próxima época futebolística. Está, portanto, fora dos planos de Rúben Amorim apesar do elevado montante que o Sporting pagou por ele. 

Perante este cenário, reitero o que aqui escrevi a 11 de Maio: foi uma contratação inexplicável. Estamos perante um lateral esquerdo que raras vezes foi opção na temporada cessante, tendo sido ultrapassado por Matheus Reis, Nuno Santos e até Esgaio como lateral esquerdo.

 

Dos reforços até agora anunciados, apenas a vinda de St. Juste - o central mais caro de sempre da nossa equipa - me parece inquestionável. Morita, para mim, continua a ser incógnita. E o muito jovem Fatawu, para já, será remetido aos sub-23.

Sabe-se, entretanto, que Gonçalo Esteves irá rodar por empréstimo noutro emblema da I Liga - falando-se no Estoril ou no Casa Pia, clubes com os quais mantemos boas relações. Não me parece mal, pois continuaria tapado por Porro e Esgaio. 

Estando assente a saída de Palhinha, mantém-se a incógnita em torno de Matheus Nunes. Os dois jogadores não se apresentaram ontem em Alcochete por estarem ainda de férias após terem participado pela selecção na Liga das Nações.

 

É tudo? Não pode ser.

Continua a faltar um elemento fundamental. Alguém que marque golos, que seja concorrente directo de Paulinho. Tiago Tomás rumou ao campeonato alemão, Jovane deixou de contar para Amorim, Sarabia - nosso maior marcador em 2021/2022 - regressou a Paris, de onde viera por empréstimo. 

Temos um défice evidente neste sector da equipa. O problema permanece por resolver. Com poucos golos, é difícil ganhar jogos - e quase impossível vencer campeonatos.

O que aí vem?

A época começou hoje. Muitas expetativas, opiniões, dúvidas, este fica, aquele sai, indefinições...enfim o habitual sempre que as épocas começam. As coisas começaram por agradar??? parece-me que não. Mas vamos ter calma. Tenhamos confiança naqueles que têm a responsabilidade de colocar as pedras no sítio certo do tabuleiro. Aguardemos.

O dia seguinte

O Sporting conquistou ontem o Troféu 5 Violinos, vencendo com tranquilidade uma das melhores equipas de França, e apresentando um onze já próximo da qualidade necessária para enfrentar uma época exigente a todos os níveis.

Este jogo fechou uma pré-época muito bem conseguida. Por um lado promovendo a participação duma base alargada de jovens que continuarão a competir ao longo da época nas diferentes equipas do clube ou que serão emprestados a clubes da 1.ª Liga, por outro entrosando todo o plantel num modelo de jogo cada vez mais aperfeiçoado e onde todos se sentem confortáveis a jogar quando são chamados.

Assim é possível ver um Jovane ou um Matheus Nunes muito mais jogadores de equipa do que na temporada passada, cumprindo diferentes funções em diferentes pontos do terreno, um Esgaio e um Vinagre a fazerem esquecer os titulares das posições e um Tabata a cumprir na posição de box-to-box.

 

Voltando ao jogo de ontem, depois de algum sofrimento contra uma equipa que acelerava em cima da defesa do Sporting, com Feddal e Nuno Mendes (este ainda em jet-lag da vertigem do Euro) com muitos problemas e Coates a tentar resolvê-los sem o conseguir, a partir do golo sofrido a equipa pegou no jogo com Paulinho como pivot ofensivo em torno do qual todo o jogo fluia. As oportunidades de golo foram-se sucedendo, chegámos ao ao intervalo em vantagem no marcador.

No segundo tempo, também porque o Lyon quebrou um pouco, o Sporting foi ganhando embalagem e teve momentos de elevada nota artística, como dizia o outro, com a bola a circular rápido e a chegar com critério à área adversária para o remate com sucesso, como foi o caso do terceiro golo.

Vieram depois as substituições e o grande leão Slimani entrou a tempo duma grande desmarcação e um golo muito bem conseguido. Um lance parecido com alguns outros que o Lyon foi tentando, muitos a terminar em fora-de-jogo.

 

Que dizer mais ? Este Sporting está num nível bem superior àquele que iniciou a época passada, o estatuto de campeão traduz-se em determinação e confiança, o modelo de jogo do Amorim está muito mais interiorizado e aperfeiçoado, e muita gente, especialmente os mais jovens, conheceram uma evolução tremenda.

Um guarda-redes sóbrio e seguro, seja Adán ou Max, alas muito completos ofensiva e defensivamente, um trio de centrais com um Coates imperial e um "Benkenácio" a caminho, um "polvo" Palhinha complementado com um box-to-box Matheus Nunes ou Tabata a acelerar jogo pelo meio, um pivot de grande classe que até marca golos, Paulinho e um pequeno mágico, Pedro Gonçalves, que vai por ali andando sem se dar por ele até marcar golos ou dar a marcá-los, enquanto um interior, como Nuno Santos, Jovane ou Plata assume o papel de desestabilizador da defesa contrária.

Com mais um ou outro que ficaram no banco, temos um plantel muito equilibrado. Nota-se um grande ambiente e espírito de equipa.

 

O fecho do mercado ainda vem longe e o Sporting terá de ser sempre um clube vendedor, o que não pode mesmo é comprar caro e pior do que vende a preço de saldo. A venda de Rosier e a não continuidade de João Mário equivalem de algum modo ao reforço de Esgaio, Vinagre e Ugarte, mas são precisas mais vendas para equilibrar as contas.

No meu entender, as vendas daqueles que fazem mais falta deveriam ficar para o ano, depois de outra boa época. Convinha encontrar outras fontes de financiamento para segurar o barco até lá. A saúde financeira não existe sem sucesso desportivo, e é neste que é indispensável apostar. Com este (brilhante) treinador e este plantel, além de todas as dificuldades que enfrentam os dois rivais, temos uma oportunidade de ouro que não pode ser desperdiçada.  

O primeiro troféu da época está ganho. Vamos ao segundo, segue-se a Supertaça. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Alvalade está ficar a pouco e pouco como o Pavilhão Rocha, a libertar-se da piroseira e mosaicada e a adoptar uma estética que prestigia o clube. Como ficou o espaço entre os dois, só vendo ao vivo para ter opinião. Que saudades de lá voltar, a um e a outro. E enquanto o equipamento principal se estranha, o alternativo depressa se entranha.

SL

Pré-época começou bem e acabou melhor

Sporting, 3 - Lyon, 2 (Troféu Cinco Violinos)

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Paulinho em foco: bisou frente ao Lyon

 

Terminamos da melhor maneira a pré-época. Com uma vitória sobre o Lyon - quarto classificado do campeonato francês - alcançada ontem em Alvalade, num estádio infelizmente ainda sem público. Um triunfo que nos permitiu conquistar o Troféu Cinco Violinos pela sétima vez em nove edições. 

Os franceses abriram o marcador logo aos 8', numa boa jogada pelo seu flanco direito. Mas o Sporting reagiu muito bem: antes do intervalo já tínhamos virado o resultado a nosso favor, com golos de Paulinho (31') e Pedro Gonçalves (35'). Após o intervalo acentuou-se o domínio leonino, coroado com o nosso terceiro golo, aos 49', apontado também por Paulinho - desta vez o melhor de verde e branco. Do lado francês, brilhou um guarda-redes bem nosso conhecido: Anthony Lopes, que evitou por quatro vezes o golo.

Mesmo ao cair do pano, na última jogada do encontro, oportunidade também para brilhar uma figura muito familiar entre os sportinguistas: Islam Slimani, que fixou o resultado com um excelente chapéu a Adán. Foi o reencontro do argelino com Alvalade, onde se destacou como goleador em três épocas, entre 2013 e 2016. Desta vez marcou contra nós, mas merece aplauso à mesma.

Balanço desta pré-temporada: oito vitórias e apenas um empate. Positivo, claro. Começou bem e acabou melhor. Com os campeões nacionais confirmando os predicados anteriores e os reforços já a darem um ar da sua graça.

A partir de agora será a sério: no sábado joga-se a Supertaça.

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

ADÁN. Noite de pouco trabalho para o espanhol, isento de culpa no primeiro golo. No segundo, Slimani apanhou-o adiantado. Dois lapsos na saída com a bola a jogar com os pés.

GONÇALO INÁCIO. Teve um momento precioso na assistência para o nosso segundo golo, com um passe vertical de 50 metros. Reforça a posição como central do lado direito.

COATES. Regressou enfim, após férias tardias no rescaldo da Copa América em que alinhou pela selecção do Uruguai. Voltou em forma: foi vital em vários cortes. Saiu aos 69'.

FEDDAL. Central à esquerda, terminou o jogo ao meio, após a saída de Coates. Falhou algumas dobras a Nuno Mendes e podia ter feito melhor no lance do primeiro golo.

ESGAIO. Boa condição física: o corredor direito foi todo dele, parecendo totalmente ambientado. Único reforço que alinhou como titular. Deu nas vistas com um par de centros.

PALHINHA. Melhorou imenso desde a partida frente ao Angers. Tanto na recuperação como no passe. Nunca dá um lance por perdido. Substituído aos 69'.

MATHEUS NUNES. Parece o principal candidato a ocupar o lugar que João Mário deixou vago. Cumpriu no essencial, articulando bem com Palhinha.

NUNO MENDES. Exibição irregular. Perdeu vários duelos na ala esquerda, onde várias vezes foi apanhado em contrapé. Viu amarelo aos 23'. Saiu tocado, aos 63'.

PEDRO GONÇALVES. Quando menos se espera, tira um coelho da cartola. Participou no primeiro golo, marcou o segundo e assistiu no terceiro. É isto que se quer dele. Saiu aos 57'.

JOVANE. O treinador apostou nele como titular. E decerto não se arrependeu. Inicia o primeiro golo num magnífico passe de trivela. Excelentes lances ofensivos aos 46' e 56'. Saiu aos 69'.

PAULINHO. Os adeptos exigem-lhe golos - e ele está a corresponder. Desta vez com um bis, à ponta-de-lança. Boas movimentações na área. Saiu aos 69', com missão cumprida.

NUNO SANTOS. Entrou aos 57', substituindo Pedro Gonçalves. Encostado à ala, revelou-se menos dinâmico do que noutros desafios. Está a competir com Jovane para extremo titular. 

VINAGRE. Entrou aos 63', para o lugar de Nuno Mendes. Dinâmico, veloz, competente a cruzar. Aos 71' assistiu para um golo de Tiago Tomás, anulado por deslocação. 

PLATA. Primeiros minutos do jovem equatoriano nesta pré-temporada. Substituiu Jovane aos 69', alinhando como extremo direito. Discreto, não causou desequilíbrios.

TABATA. Rendeu Palhinha aos 69', confirmando que actua melhor no corredor central. Aos 82', excelente passe a isolar Nuno Santos. Marcou muito bem um livre aos 90'+3.

TIAGO TOMÁS. Entrou para o lugar de Paulinho, aos 69'. Deu muito trabalho à defesa adversária. Ainda marcou, mas estava adiantado. Anthony Lopes impediu-lhe o golo aos 77'.

MATHEUS REIS. Central à esquerda a partir dos 69'. Distinguiu-se num passe certeiro, aos 77', para Tiago Tomás. Prestação positiva.

 

Notas finais:

- Mantém-se acesa a disputa pela posição 8, vaga com a saída de João Mário. Matheus Nunes e Tabata são os principais candidatos. Daniel Bragança, que ontem não calçou, perde terreno.

- Também interessante, o duelo entre Jovane e Nuno Santos para uma das posições de extremo. Rúben Amorim parece ter renovado a confiança no luso-caboverdiano, que vai progredindo no capítulo táctico.

- Nuno Mendes ainda não reeditou as exibições da temporada anterior. Saiu tocado, suscitando alguma preocupação. Na posição dele, vai-se exibindo Rúben Vinagre.

- A partir do minuto 69 passámos a jogar com três centrais esquerdinos: Gonçalo Inácio, Feddal e Matheus Reis. Facto raro, mas que não parece afectar o equilíbrio da equipa.

Tabata, acima de todos

Sporting, 2 - Angers, 0 (jogo-treino)

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Tabata em acção contra o Angers: o melhor Leão

 

Outra vez a estrelinha. Dá-nos imenso jeito. Vencemos ontem, no estádio Bela Vista (Lagoa), a equipa do Angers, 13.ª classificada do último campeonato francês, com aproveitamento máximo das oportunidades. Duas oportunidades, dois golos. O primeiro, num ressalto de carambola na sequência de um canto em que a bola vai ao poste antes de pingar para o centro da pequena área. Gonçalo Inácio meteu o pé, encostando, e um defesa francês confirmou, com o guardião mal batido. O segundo, também de ressalto, surgiu após um petardo de Nuno Santos ao poste com Paulinho a aparecer, oportuno, pelo lado esquerdo e a metê-la lá dentro.

Na primeira parte, Max impediu dois golos. Na segunda, Adán repetiu a proeza. Paupérrimo desempenho colectivo leonino nos 45 minutos iniciais, sem qualquer remate digno desse nome: o melhor que aconteceu foi um cabeceamento frouxo de Paulinho, quase um passe ao guarda-redes, após bom centro de Esgaio.

Vários jogadores estiveram irreconhecíveis: Nuno Mendes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves... O cansaço apoderou-se muito cedo de quase todos, em contraste com a frescura do Angers, onde se destacou o extremo direito Cho: com apenas 17 anos, foi driblando Feddal e Nuno Mendes, fazendo-lhes a cabeça em água. 

Passes trocados, incapacidade de sair com bola, falta de ligação entre o meio-campo e o ataque, ineficácia na zona de finalização: tudo isto marcou a nossa primeira parte - de longe a pior desta pré-temporada. No segundo tempo a equipa melhorou quando Rúben Amorim trocou Daniel por Nuno Santos, logo ao intervalo. E sobretudo quando o técnico do Angers mudou meia equipa: as segundas linhas eram claramente inferiores.

Muito melhor o resultado do que a exibição: antes assim. Do nosso lado destacou-se Tabata, em grande forma. Mas a equipa precisa ainda de muita afinação antes do primeiro embate a sério da época, daqui a dez dias, na disputa da Supertaça frente ao Braga. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

MAX. Fez toda a primeira parte, mostrando-se impecável entre os postes. Grandes defesas aos 30' e aos 38', impedindo o golo forasteiro. Deu lugar a Adán ao intervalo.

NETO. Ultrapassado em confrontos individuais. Falhou passes. Jogou no limite em certos lances: num jogo que não fosse amigável arriscaria o cartão.

GONÇALO INÁCIO. Exibição positiva do jovem central, hoje a fazer de Coates. Abriu o marcador, aos 63', apontando o seu segundo golo desta pré-temporada.

FEDDAL. Fora de forma no plano físico, foi central pela esquerda, falhando diversas dobras a Nuno Mendes e deixando-se desposicionar por Cho, o melhor dos franceses.

ESGAIO. Boa condição física, em contraste com a maior parte dos colegas. Dois bons cruzamentos lá na frente. Vai começar a época como titular da ala direita.

PALHINHA. Errou alguns passes, ao contrário do que é costume. E teve dificuldade em articular jogo com Daniel no corredor central do meio-campo. Saiu aos 69'.

DANIEL BRAGANÇA. Foi o primeiro a quebrar fisicamente, ainda muito cedo. Incapaz de ligar sectores na posição 8. Já não regressou do intervalo.

NUNO MENDES. Exibição para esquecer. Perdeu grande parte dos duelos individuais na ala esquerda e quase não cruzou. Substituído aos 57'.

PEDRO GONÇALVES. Também ele está fora de forma. A vontade de mostrar serviço notou-se mas tudo lhe saiu lento e mal direccionado. Saiu aos 69'.

TABATA. Começou como extremo, à direita. Mas rendeu mais na posição de médio ofensivo. Foi ele a marcar o canto de que saiu o primeiro golo. Pareceu inesgotável.

PAULINHO. Foi tentando, em vão. Ensaiou remates, mas nada lhe foi saindo. Até marcar enfim o nosso segundo, aos 86', aproveitando um ressalto.

ADÁN. Jogou todo o segundo tempo. Tão eficaz como Max no primeiro, destacou-se com grandes defesas aos 79', 83' e 90'+2.

NUNO SANTOS. Entrou aos 46'. Encostado à ala, a posição em que mais rende. Notável o lance individual em que atira ao poste - daí nasceu o segundo golo.

VINAGRE. Entrou aos 57', substituindo Nuno Mendes como lateral esquerdo projectado na ala. É o lugar dele. Tentou duas vezes o centro, sem êxito.

MATHEUS NUNES. Substituiu Palhinha aos 69. Dinâmico, esteve em campo no melhor período do Sporting. Grande passe longo aos 90'+2. 

JOVANE. Em campo desde o minuto 69, substituindo Pedro Gonçalves. Pareceu um pouco perdido, desta vez não criou desequilíbrios.

 

Notas finais:

- O onze que iniciou este último jogo-treino transmitido pela televisão é quase a equipa-base da nova época. Só faltou Coates, acabado de regressar de férias. E jogará Adán em vez de Max.

- Vinagre ainda não teve verdadeira oportunidade de mostrar o que vale no corredor esquerdo. Já Esgaio, na ala oposta, esteve quase ao nível médio que revelou na época passada pelo Braga.

- Na luta pela posição que foi de João Mário em 2020/2021, Tabata ganhou terreno. À custa de Daniel Bragança, desta vez incapaz de mostrar o seu melhor.

- Em sete jogos disputados pelo Sporting nesta pré-época houve seis vitórias. Mas só duas sem golos sofridos. A segunda foi neste embate com o Angers.

- Voltaremos a ver o Sporting em acção já este domingo, pelas 20 horas. Num jogo contra o Lyon, em Alvalade, para o Troféu Cinco Violinos. Falta saber se haverá público no estádio.

Rodrigo, Nazinho e Dário, além de Jovane

Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1 (jogo-treino)

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Chamado a converter penálti, Jovane não perdoou

 

Dois jogos em dias consecutivos, dois onzes totalmente diferentes. Ontem Rúben Amorim experimentou jogadores com uma equipa totalmente renovada face à partida da véspera, tendo desta vez o Belenenses SAD como adversário, no Estádio Algarve. Mas mantendo intacto o sistema táctico que elegeu - precisamente aquele que permitiu ao Sporting tornar-se campeão após 19 anos de jejum.

Desta vez, porém, o treinador leonino viu-se forçado a fazer alterações ao onze inicial. Pelo pior dos motivos: Porro teve de sair logo aos 8', lesionado. Substituído por Vinagre, em estreia absoluta de verde e branco. Pálida estreia, jogando de pé trocado no corredor direito, sem exuberância no plano físico, acabando por sair antes do fim.

Antes da lesão, Porro teve tempo de contribuir para o nosso golo inicial, aos 4', com um forte disparo à baliza. Da defesa incompleta do guarda-redes resultaram dois ressaltos, com autogolo de um defesa azul. Estrelinha de campeão neste lance.

Feddal, Nuno Santos e Tiago Tomás completavam o quarteto de habituais titulares do Sporting nesta partida. Que contou com Rodrigo e Nazinho no onze inicial - dois jogadores oriundos da equipa B, o segundo, com apenas 17 anos, em estreia ao primeiro nível perante os adeptos que puderam acompanhar a partida pela televisão.

Jogo bem disputado na primeira parte, com o triunfo leonino a ser construído nesse período - o segundo por Jovane de penálti, aos 31', castigando falta cometida sobre Tiago Tomás. O jovem luso-caboverdiano foi o elemento mais em destaque. Na segunda parte, já com os "astros" Palhinha e Pedro Gonçalves em campo, o tédio instalou-se no Estádio Algarve, em parte devido ao calor que se fazia sentir.

Houve ainda tempo para ver Nuno Mendes actuar no corredor oposto ao que costuma ser seu. Com a eficiência habitual. O jovem campeão é esquerdino mas não "cego" do pé direito. Em situação de emergência, pode actuar perfeitamente naquela ala. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

MAX. Bom jogo de pés. Atento, rápido de reflexos. Aos 72', saiu muito bem aos pés de Ndour, o melhor do Belenenses SAD. Nada podia fazer no golo sofrido, aos 21', num belo remate, indefensável, do mesmo jogador.

NETO. O golo adversário aconteceu numa perda de bola do capitão, apanhando-o fora de posição. Foi o principal deslize numa partida em que procurou, nem sempre com sucesso, começar a construir com passes longos.

FEDDAL. Com Coates ainda ausente, actuou no centro da defesa. Faltam-lhe automatismos na posição que costuma estar confiada ao uruguaio. No lance do golo, tentou a dobra a Neto sem conseguir travar Ndour.

RODRIGO. É médio de raiz, mas cumpriu como central mais à esquerda, revelando disciplina táctica e capacidade de compensar as subidas de Nazinho. O melhor passe longo da primeira parte saiu dos pés dele.

PORRO. Entrou com a genica e o dinamismo habituais, prometendo manter os índices competitivos que lhe conhecemos da época anterior. Participou na construção do golo, mas saiu por lesão quatro minutos depois, aos 8'.

DÁRIO. O jovem médio defensivo fez toda a primeira parte num lugar muito especial: o que costuma estar entregue a Palhinha. Cumpriu no essencial, actuando sem complexos. Por vezes esquecemo-nos que só tem 16 anos.

TABATA. Uma das melhores exibições leoninas. Fez parceria inédita com Dário, actuando como médio de construção. Boa tabelinha com o colega aos 13'- quase marcou. Aos 64', lançou muito bem Tiago Tomás.

NAZINHO. Tem apenas 17 anos, mas revela bom toque de bola. Fez de Nuno Mendes, como lateral projectado na ala esquerda. Deu nas vistas: capacidade de acelerar e temporizar o jogo conforme as circunstâncias pediam.

JOVANE. Desequilibrador. Converteu aos 31' o penálti da vitória, punindo falta cometida sobre TT. Aos 37', grande passe de trivela, isolando Nuno Santos: foi golo, invalidado por fora-de-jogo. Melhor da primeira parte, única em que jogou.

NUNO SANTOS. Cumpriu no essencial, sem brilhantismo. Alvo de sucessivas faltas adversárias. Nem sempre os centros lhe saíram com a eficácia habitual. Chegou a marcar, mas viu o golo anulado pelo VAR por deslocação.

TIAGO TOMÁS. Fez de ponta-de-lança. Nem um remate na primeira parte: a bola não lhe chegava. Esteve mais em evidência no segundo tempo, com fortes pontapés a visar a baliza, aos 59' e 76', para defesas apertadas do guarda-redes.

VINAGRE. Entrou em campo quase sem aquecer, aos 11', cabendo-lhe render Porro. Está como peixe fora de água no corredor direito, sobretudo no momento de centrar. Viria a sair aos 57', substituído por Nuno Mendes.

PALHINHA. Fez a segunda parte, substituindo Dário, num momento de menor pressão azul devido ao calor algarvio. A diferença notou-se sobretudo ao nível dos passes longos e na capacidade de verticalizar o jogo.

PEDRO GONÇALVES. Todo o segundo tempo em campo, substituindo Jovane. Menos velocidade, mais passes curtos, como interior sobretudo no lado direito. A posição em que marcou 23 golos na temporada anterior.

NUNO MENDES. Receava-se que viesse de férias, e de lesão, em menor condição física, mas desfez as dúvidas mal saltou do banco, aos 57', rendendo Vinagre. Na ala direita, fazendo logo a diferença no passe e no remate.

 

Notas finais:

- Mantém-se a aposta de Rúben Amorim na prata da casa: seis dos iniciais são da nossa formação. E só três dos 14 que jogaram são estrangeiros (Feddal, Porro, Tabata).

- Nazinho, nome a reter pelos adeptos. Exibição muito positiva do jovem ala esquerdo, outro valor em evidência da nossa Academia.

- Rodrigo (90' em posição adaptada, como central) e Dário Essugo (como médio defensivo, embora só tendo jogado 45') também com desempenhos positivos.

- Rúben Vinagre: estreia imprevista como pronto-socorro para uma ala em que se sente pouco à-vontade. Muito cedo para concluir o que quer que seja.

- Continua em aberto a discussão para o lugar de João Mário. Será de Matheus Nunes? Será de Daniel Bragança? Tabata mostrou ser também candidato.

- Tem-se discutido se Pedro Gonçalves deverá recuar no terreno, actuando como 8. Faz pouco sentido. Deve jogar na posição em que brilhou no campeonato. 

Joelson e Gonçalo Esteves dão nas vistas

Portimonense, 2 - Sporting, 2 (jogo-treino)

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Festejos do primeiro golo no Algarve

 

Ao quinto jogo de preparação nesta temporada - o primeiro à porta aberta e com transmissão televisiva - o Sporting empatou ontem com o Portimonense. Um amigável em que a equipa anfitriã mudou todos os jogadores ao intervalo enquanto Rúben Amorim fez questão de manter em campo o onze que escalou. 

O resultado é o que menos importa: empatámos 2-2 no estádio da Bela Vista, em Lagoa. Depois de jogos-treino da nossa equipa principal com o Sporting B (vitória 8-3), o Casa Pia (vitória 2-1), o Belenenses SAD (vitória 1-0) e o Estoril (3-1).

Dos titulares indiscutíveis em 2020/2021, alinharam apenas três dos nossos: Adán na baliza, Gonçalo Inácio desta vez a fazer de Coates no eixo da defesa e Paulinho lá na frente, como avançado móvel. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

ADÁN. Exibiu a segurança habitual com um par de boas defesas. Mas atrapalhou-se num lance dentro da área, falhando duas vezes a intercepção da bola, aos 87'. O que permitiu o empate da turma algarvia.

EDUARDO QUARESMA. Central pela direita. Exibição desastrosa: começou nervoso e foi acentuando a intranquilidade com atrasos incompreensíveis e perdas de bolas em zona perigosa, sem capacidade de olhar em frente.

GONÇALO INÁCIO. Central do meio, substituindo Coates, ainda em gozo de férias após ter jogado a Copa América. Coroou uma exibição positiva com um golo de cabeça, o nosso primeiro, na sequência de um canto (28').

MATHEUS REIS. Actuou muito bem como central pela esquerda. Eficaz na cobertura do seu sector e no passe bem medido para os colegas da frente. Grande lance aos 45'+1: recupera a bola e acaba por enviá-la ao poste.

GONÇALO ESTEVES. A grande revelação deste jogo. Estreia absoluta com a camisola do Sporting perante os adeptos na TV. Este ala direito vindo do FCP, com apenas 17 anos, jogou e fez jogar. Tem técnica, genica, personalidade.

MATHEUS NUNES. Tentou fazer de Palhinha mas andou quase sempre por zonas mais avançadas do terreno. Articulando pouco com Daniel, seu parceiro no meio-campo. Tentou o golo de meia-distância, aos 76', mas rematou sem direcção.

DANIEL BRAGANÇA. Primeira parte muito apagada. Pecou por falta de intensidade: acusa défice de robustez física. Melhorou no segundo tempo: foi pegando na bola com bom domínio técnico. E marcou um bonito golo aos 85'.

ESGAIO. Regresso ao clube que o formou. Desta vez não actuou no corredor direito, mas no esquerdo. Dando a entender que Amorim pode apostar nele precisamente aí: um ala esquerdo de pé trocado. Falta-lhe rotina na posição.

TIAGO FERREIRA. Tinha uma missão quase impossível: fazer de Pedro Gonçalves como interior. Andou demasiado escondido, sem ter bola nem abrir linhas de passe. Aos 19 anos, está sob observação atenta do técnico.

JOELSON. O melhor do onze leonino, a par de Gonçalo Esteves. Fez a diferença nas bolas paradas: o nosso primeiro golo nasce de um livre marcado por ele, teleguiado para a cabeça do outro Gonçalo. Dinâmico, ousado, com drible.

PAULINHO. Passou ao lado do jogo excepto no lance do segundo golo, em que assiste Daniel. Pesado, preso de movimentos, quase não ganhou uma bola dividida. E andou demasiado longe da zona de decisão. 

 

Notas finais:

- Matheus Reis com nota positiva na posição de central a jogar mais à esquerda. Com precisão no passe e sem receio de incursões ofensivas.

- Daniel Bragança e Matheus Nunes disputam o lugar que foi de João Mário. Ainda incerto. Mas confirma-se que não combinam quando lhes compete dividir tarefas no meio-campo.

- Gonçalo Esteves, que quis trocar o FC Porto por Alvalade, pode tornar-se numa das grandes revelações do Sporting 2021/2022.

- Paulinho ficou em branco não apenas no capítulo dos golos, mas dos remates à baliza. Nem um para amostra.

- Caso se confirme a aposta em Esgaio no corredor esquerdo, isto indicia que pode jogar em simultâneo com Porro, no corredor oposto. Nuno Mendes estará mesmo de saída?

Favoritos? São os outros!

Começou a nova época em Alcochete, e os plantéis A e B preparam-se afincadamente sob o comando das mesmas equipas técnicas da época passada para os desafios tremendamente exigentes desta, a começar pelo regresso à principal competição de clubes, a Champions. Não esquecer também a participação na Youth League dalguma equipa construída a partir dos sub23.

Enquanto a equipa A aguarda o regresso dos internacionais A das selecções de Portugal, Uruguai e Equador e conta com muitos miúdos que irão depois competir nas equipas B e sub23, a equipa B que vai competir na 3.ª Liga foi grandemente reestruturada, saindo muita gente em fim de linha como promessas, e abrindo lugares para talento mais novo, algum recrutado exteriormente, no Barcelona, na Roma, no Gana, etc. Parece que o scouting finalmente começa a funcionar, vamos ver os resultados.

 

Mas voltando à equipa A, onde se pretendeu mexer o mínimo possível numa equipa campeã nacional, a grande novidade para já é a "troca" de João Mário por Ricardo Esgaio, dois jogadores da mesma idade, duas excelentes pessoas, tantas vezes os vi jogar juntos pela B e algumas pela A, apenas separados por muitos milhões de euros.

Feitas as contas à duração do contrato, manter João Mário custa tanto como contratar Esgaio, Vinagre e Ugarte. Eu, francamente, prefiro a segunda alternativa, e ainda fico mais satisfeito se Ryan Guald for incluído no pacote.

Quanto ao João Mário, está na idade de fazer o contrato da vida dele, e entendo que queira ir para onde mais lhe pagam. Obviamente que existem cláusulas no contrato que protegem o Sporting nesta escolha. O Sporting terá de defender os seus interesses.

 

O mercado de Verão ainda está longe de terminar. O Sporting terá sempre de considerar as propostas que surgirem, e obviamente que não será para Ilori que virão. Poderão vir para aqueles que farão muita falta, e haverá que resistir à venda até onde for possível.

Somos candidatos ao título? Claro que sim, como somos todos os anos.

Somos favoritos? Obviamente que não. Não temos treinador com o "nível" dos outros, não temos o orçamento dos outros, não temos alguns árbitros no bolso como os outros, não temos ex-jogadores a facilitar como treinadores ou jogadores das equipas adversárias, não temos "malas ciao" a circular para que contra nós as outras equipas façam o jogo da vida delas, não temos Unilabs a "controlar" infecções, apenas podemos confiar na competência do nosso treinador e na nossa equipa, na força do nosso símbolo e no apoio de todos nós.

Favoritos são os outros. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Depois do jogo de hoje

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Jogadores do Sporting festejam o golo da vitória (2-1) contra o Valladolid

 

O quarto jogo de preparação do Sporting, desta vez contra a equipa espanhola do Valladolid, levou-me a concluir que tenho agora ainda mais razão para reiterar, linha por linha, tudo quanto escrevi aqui há dois dias, não apenas no texto principal como nas caixas de comentários: João Palhinha deve ficar e tem lugar de caras no onze titular do Sporting, como médio defensivo. Está bem adaptado ao modelo de jogo de Rúben Amorim, com quem trabalhou no Braga, e a nossa equipa precisa dele.

Esta noite o Sporting teve duas faces: uma sem Palhinha, até ao minuto 66'; outra com ele em campo. Mal o treinador o mandou ocupar o lugar no meio-campo que antes estivera confiado a um apático e errático Matheus Nunes, a equipa transfigurou-se. Virámos um resultado desfavorável (o Valladolid vencia por 1-0), marcámos dois golos (por Feddal e Jovane), houve um terceiro (por Vietto) invalidado por decisão errada do árbitro Tiago Martins e ainda atirámos uma bola ao poste (por Nuno Santos, bom nas bolas paradas). Quase todos os jogadores cresceram em rendimento - com destaque para Jovane Cabral e Pedro Porro, o novo lateral direito que a partir do minuto 80 recuou para central. Tudo terminou bem, com a terceira vitória consecutiva nesta pré-temporada, num estádio (o do Alverca) de péssima memória para nós.

Por isso repito: não consigo vislumbrar qualquer lógica na alegada intenção de enviar Palhinha para longe de Alvalade. Se isso acontecer, será um grande erro desta SAD leonina. Mais um.

Tiago, Nuno, Gonçalo... e Pote

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Tiago e Jovane festejam segundo golo (foto: Ricardo Nascimento/Lusa)

 

Confirma-se: está a ser a melhor pré-temporada leonina das últimas três épocas. Segundo jogo de preparação, segunda vitória consecutiva que pudemos ver em directo na SportTV.

Desempenho superior do Sporting, desta vez frente ao Belenenses SAD no Estádio do Algarve, em comparação com a partida de há dois dias, em que enfrentámos o Portimonense.

No jogo anterior, de positivo, só os 20 minutos finais - aqueles em que Rúben Amorim decidiu mudar todos os jogadores de campo. Nesse período conseguimos o golo da vitória frente ao clube de Portimão, marcado por Tiago Tomás. O anterior teve assinatura de Sporar, na conversão de um penálti.

 

Desta vez o onze que entrou em campo foi esse que finalizou o anterior embate. E as impressões voltaram a ser dignas de elogio: equipa dinâmica, veloz, a desdobrar-se em passes verticais, de olhos fitos na baliza adversária. Quase nada daquela "filosofia de posse" estéril que marcou o Sporting da temporada 2019/2020.

Sem surpresa, marcámos logo aos 14' num lance rápido concluído pelo recém-chegado Pedro Gonçalves, também conhecido por Pote (confirmando que é mesmo reforço), bem servido por Tiago Tomás em zona frontal à baliza após iniciativa de Jovane, crucial no aproveitamento dos espaços permitidos pelo Belenenses. Nove minutos depois, Tiago marcou o segundo, culminando outra bela sequência de futebol de ataque, iniciada em Nuno Mendes e conduzida por Jovane, que fez a assistência.

O terceiro foi apontado aos 73' por Sporar: um golo à ponta-de-lança, com o esloveno a isolar-se, ultrapassando com êxito a linha defensiva algarvia. E aos 87' quase viria a marcar outro, de remate cruzado: Moreira, o guarda-redes adversário, defendeu in extremis, fazendo a bola embater no poste.

 

Balanço destes dois jogos de preparação: cinco golos marcados, dois sofridos (um deles devido a um penálti inexistente). Mais robusta, esta vitória por 3-1 contra um adversário orientado por Petit, um treinador que nunca facilita.

Melhores? Desde logo Pedro Gonçalves. E também um trio de miúdos formados em Alcochete que merecem um lugar ao sol: Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás. Este, com um par de golos e uma assistência em dois meios-jogos, promete ser um forte concorrente de Sporar.

Quem disse que a nossa Academia não formava goleadores?

 

ADENDA: A jumentude leonina continua a marcar a diferença. Sempre pela negativa. Qualquer semelhança entre isto e uma claque verdadeira é mera coincidência.

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  155. N
  156. D