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És a nossa Fé!

Receio o pior

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Temo o pior neste curtíssimo defeso agora iniciado. Porque as decisões serão tomadas pelos mesmos que conduziram a catastrófica pré-temporada do Verão anterior. 

Sem surpresa, já se acumulam os maus indícios. Na imprensa amiga, a administração da SAD pôs a circular que Acuña e Palhinha serão vendidos. Soa a asneira.

Acuña é um dos raros internacionais que subsistem no plantel leonino. Em entrevista ao Record de hoje, Frederico Varandas sublinha a necessidade de «encontrar jogadores experientes»: isto não cola com a prioridade atribuída à saída do argentino.

Por outro lado Palhinha - que fez duas épocas de alto nível no Braga, como emprestado - preenche uma das mais gritantes lacunas do actual onze titular: a de médio defensivo posicional. Despachá-lo já constitui um duplo risco: prescindimos de mais um profissional formado na Academia de Alcochete e continuamos a precisar com urgência de alguém para aquela posição, que pode vir a ser preenchida por outro perna-de-pau importado (lembremos os maus precedentes de Idrissa e Eduardo).

 

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Já que fiz alusão à entrevista do Record, deixo um apontamento rápido sublinhando a minha estranheza: afinal para que serve a Sporting TV? O presidente da SAD leonina manteve-se vários dias em silêncio, após o fim do campeonato, e rompe-o só agora para prestar declarações a um jornal diário quando tem à sua disposição a televisão do clube. Eis algo incompreensível.

Nesta entrevista, Varandas garante fazer «exercícios de autocrítica diariamente». Não parece. Voltou, por exemplo, a desperdiçar uma oportunidade de elogiar a Comissão de Gestão que o precedeu e conduziu o Sporting no turbulento Verão quente de 2018. Graças a essa equipa, liderada por Artur Torres Pereira no clube e Sousa Cintra na SAD, os estilhaços de Alcochete foram minorados, vários jogadores regressaram a Alvalade e foi possível formar um plantel competitivo.

Varandas já apanhou o comboio em andamento - de tal maneira que o Sporting até liderava a Liga no dia em que os actuais corpos sociais tomaram posse.

 

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Vangloria-se o presidente de ter conseguido «vencer duas Taças no futebol» e de ter superado o difícil teste da «renovação do plantel devido às rescisões». Vai mesmo ao ponto de proclamar: «No ano passado, alcançámos a melhor época dos últimos 17 anos.»

Lamentavelmente, nem uma palavra de apreço por Sousa Cintra - obreiro dessa época que deixou um treinador (José Peseiro) despedido por Varandas quando o Sporting ia a dois pontos do primeiro já depois de termos jogado em Braga e na Luz. Outra oportunidade desperdiçada, portanto, para "unir o Sporting" - lema da candidatura à presidência do antigo director clínico do consulado Bruno de Carvalho.

A prova do algodão da actual gerência não foi a época 2018/2019: foi aquela que agora terminou, a primeira em que este presidente da SAD e este director desportivo lideraram todo o processo do princípio ao fim. Uma época em que se prometeu muito mas chegámos à meta com um recorde de derrotas numa temporada e todos os objectivos falhados: Supertaça, Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga Europa e campeonato.

 

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Ainda mal se iniciou o defeso e já receio o pior.

Por serem os mesmos a liderar o processo. E por ter a plena convicção de que a actual equipa dirigente nada quis aprender com a sucessão de erros acumulados.

A pré-época

Chamem-me o que quiserem mas para mim estamos já na pré-época 2020/2021. Esta é, parece-me, a aposta e orientação da Direcção e da Equipa Técnica, e concordo com ela. Afinal, no final desta tão atípica temporada resta-nos deixarmos de fazer figuras tristes em campo, abandonando definitivamente o péssimo e errático jogo que durante meses, meses de mais, foi sendo praticado por um conjunto de jogadores, e substituirmos aquilo que tantas vezes nos envergonhou e exasperou por uma equipa de futebol com cabeça, tronco e membros. Uma equipa que saiba o que está a fazer em campo - que já tantas vezes o faz bem! Uma equipa que nos dê indicações que no futuro estará melhor. Uma equipa, enfim, que nos dê esperança e horizonte.

Antes de Rúben Amorim, e pegando na ilustração anatómica, cabeça não havia. Nem nos jogadores e treinadores, e menos ainda na massa adepta, que a perdíamos com os nervos a cada jornada de novo e repetido desaire e desnorte. Quanto ao tronco, esse, só o comum. Do qual quase todos partilhávamos que aquilo era tudo um desastre. E membros faltavam sempre aos nossos na hora do passe certeiro, do remate decisivo, no momento tão ansiado do chuto matador. Goleador.

Ontem, em Moreira de Cónegos, faltou-nos acerto, sim, é verdade, mas também o é que essa conclusão tiramo-la sem termos de recorrer a bitolas antigas de anos, décadas mesmo, mas porque temos já a bitola Amorim.

Como tantos, também não gostei de ver Wendel e Nuno Mendes no banco. Muitos defendem que em equipa ganhadora não se mexe. Outros sentenciarão que não é preciso aplicar a rotatividade no plantel.

Devo confessar que concordo com essas máximas, mas quando seguidas e aplicadas em tempos de casa arrumada e totalmente definida. Infelizmente, o Sporting ainda não está assim. Mas felizmente para lá caminha. Caminha, acredito e tudo farei para que assim seja, para alcançar vitórias de forma consistente e, por isso, natural. O desejado reencontro com o estatuto de clube grande ganhador.

Posto isto, aceito e aplaudo a experiência e até mesmo experimentalismo que Rúben Amorim tem realizado nas equipas que monta. 

Há nele consistência. As equipas têm todas por base a formação. E esta aposta continuada e reforçada nos nossos principais activos é preciosa. É a que verdadeiramente nos dá futuro e inda rumo. É raro, muito raro, que ao discurso, às palavras se juntem os actos. O clube, esta direcção, disse-nos em tempos que iria apostar na Academia e suas muitas jóias e (depois de enganos e atrasos) está finalmente a fazê-lo.

Acreditando que não mais voltaremos a fazer figuras tristes esta temporada, convicto que no pódio ficaremos (fraco consolo!), espero e disso estou mesmo convencido que estas derradeiras jornadas estão já a ser a preparação de uma época vitoriosa.

Começámos 2020/2021 mais cedo que os outros. Tiremos proveito disso e assim sendo nem a incompetência (será só isso?) dos árbitros como os de ontem em Moreira de Cónegos nos impedirá de alcançar a glória que inscrevemos na nossa insígnia. 

Estado de emergência e treino - incompatível ou não?

Vivemos tempos difíceis e o estado de emergência exige limitações de circulação e de contacto.

Além disso, a alteração das nossas rotinas diárias no trabalho e nas relações familiares/sociais implica graves mudanças.   

Os atletas profissionais devem estar preocupados com a sua condição física e psíquica à data mas também com os efeitos que esta pausa pode acarretar no seu futuro.

Manter uma alimentação saudável e respeitar períodos de descanso são regras de ouro mas num caso destes a rotina de treino e de competição são condições essenciais. Neste nível, treinar em casa não é solução.

Já compreendemos que não é possível manter a rotina de competição, mas será impossível afastar a rotina de treino?

Durante anos, assistimos às pausas das Ligas durante o mesmo período, quando os jogadores aproveitavam para gozar as suas merecidas férias. Por acaso alguém acha possível que este ano os jogadores não gozem um período de férias no Verão? Até poderá ser mais curto do que é habitual mas vão gozar.

Este ano a realidade é diferente e como tal, também devíamos equacionar o que podemos fazer diferente. Não sabemos qual o modelo adoptado para a conclusão da Liga ou para o apuramento de competições internacionais mas devíamos estar a preparar o futuro.

Durante anos, após as férias, a regra era os jogadores saírem de Portugal em estágio com os seus colegas, no intuito de treinarem e ganharem rotinas de equipa.

Por vezes, e quando existiam fracos recursos económicos, as equipas chegavam a realizar pré-temporadas nas Academias. Até tivemos um clube em Portugal que pretendeu utilizar a Academia de Alcochete na sua pré-época.

Alias, os treinadores são unânimes quando referem que a pré-temporada é um dos momentos mais importantes da época e que uma equipa sem pré-temporada não é equipa.  

Assim, indo diretamente ao que interessa, qual a razão de o período de quarentena não ter sido passado em Alcochete, a treinar e trabalhar com os atletas?

Podiam ter ficado todos em Alcochete a dormir, comer, trabalhar e descansar. Seria injusto para os profissionais? Compreendo o sacrifício de estarem fechados no local de trabalho, sem acesso à sua família. Mas já não fazem tudo isso quando vão para as pré-temporadas?

Seria uma exceção à regra num período em que todos fazemos sacrifícios.

Se não queriam ficar todos em Alcochete, podiam ter optado por uma solução alternativa. O futebol americano treina os sectores (defensivo e ofensivo) em separado.

Por exemplo, durante os primeiros quinze dias de quarentena, permanecia em Alcochete a equipa técnica com os jogadores do sector defensivo e os restantes ficariam em casa. Volvido esse período, o sector atacante permanecia em Alcochete na companhia da equipa técnica e o sector defensivo ficava em casa durante o período de quarentena.

Será esta ideia tão descabida, nomeadamente num clube onde a equipa técnica é recente e necessita tempo para conhecer o plantel e treinar com os jogadores?

Para mim não é.

Onze jogos sem vencer em campo

11 de Maio: Sporting, 1 - Tondela, 1

Jogo da 33.ª jornada da Liga 2018/2019. Golo de Bruno Fernandes (de penálti).

 

18 de Maio: FC Porto, 2 - Sporting, 1

Jogo da última jornada da Liga 2018/2019. Golo de Luiz Phellype.

 

25 de Maio: Sporting, 2 - FC Porto, 2

Final da Taça de Portugal, com autogolo de Danilo e golo de Bas Dost. Nos penáltis, após o prolongamento, desempate por 5-2. Grandes penalidades convertidas por Bruno Fernandes, Mathieu, Raphinha, Coates e Luiz Phellype.

 

10 de Julho: FC Rapperswil, 2 - Sporting, 1

Jogo de preparação, no âmbito do estágio da equipa na Suíça, frente a uma turma da terceira divisão helvética. Golo de Bruno Fernandes.

 

13 de Julho: St. Gallen, 2 - Sporting, 2

Segundo jogo da pré-temporada, ainda na Suíça. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

16 de Julho: Sporting, 0 - Estoril, 1

Jogo-treino na Academia de Alcochete, frente a uma equipa da segunda divisão.

 

19 de Julho: Club Brugge, 2 - Sporting, 2

Regresso aos jogos de preparação da pré-temporada e regresso aos empates. Golos de Bruno Fernandes (de penálti) e Jovane.

 

25 de Julho: Liverpool, 2 - Sporting, 2

Partida disputada em Nova Iorque, ainda na pré-temporada, frente ao campeão europeu em título. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

28 de Julho: Sporting, 1 - Valência, 2

Troféu Cinco Violinos, perdido no Estádio José Alvalade em confronto com o quarto classificado da Liga espanhola. Golo de Bas Dost.

 

4 de Agosto: Benfica, 5 - Sporting, 0

Supertaça, perdida no Estádio do Algarve em goleada infligida pelo SLB.

 

11 de Agosto: Marítimo, 1 - Sporting, 1

Início da Liga 2019/2020, com empate no Funchal. O nosso golo foi marcado por Coates.

 

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Balanço destes três meses:

- Seis empates (um deles desfeito nos penáltis, a nosso favor, na final do Jamor);

- Cinco derrotas.

Treze golos marcados, 22 golos sofridos.

Segunda e última

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Sofremos ontem a segunda humilhação frente ao Benfica em seis meses. No início de Fevereiro, fomos derrotados em Alvalade por 2-4 para o campeonato. Eu estava lá e senti-me envergonhado, como tantos outros adeptos.

Ontem foi ainda pior: saímos do estádio do Algarve goleados por 0-5 - resultado inédito, para nós, num clássico disputado em campo neutro e 33 anos após o último desfecho por esta marca, numa partida desenrolada na Luz. Como equipa pequena, temerosa, inofensiva, irrelevante, adoptando um esquema táctico que não fora testado e um índice de aproveitamento ofensivo miserável, em comparação com o SLB. Num jogo em que podíamos ter sofrido mais dois ou três. Coroando uma desastrosa pré-temporada - a pior de que me lembro desde sempre, sem uma vitória sequer para amostra em seis jogos, com sucessivos (e inaceitáveis) colapsos defensivos e uma chocante apatia da equipa técnica, incapaz de reagir ao infortúnio. Aqueles que desvalorizam as pré-temporadas deviam ter estado atentos logo aos primeiros sinais negativos - quando fomos derrotados por uma equipa amadora, da terceira divisão suíça.

Para mim, com este treinador, esta segunda humilhação seria a última. Por muito menos Frederico Varandas correu com José Peseiro em Outubro do ano passado.

 

P. S. -- Dezasseis golos sofridos nos mais recentes sete jogos.

Novidades da pré-época: breve balanço

Seguem-se as minhas impressões dos jogadores apresentados como reforços do Sporting na chamada "janela de Inverno" ou no defeso de Verão. Fica o desafio aos leitores: se quiserem, partilhem aqui as vossas opiniões sobre o mesmo tema.

 

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Cristián Borja. O internacional colombiano chegou no defeso de Inverno mas está longe de gerar consensos em Alvalade. Sobretudo no capítulo ofensivo: arrisca pouco e cruza mal. Acuña faz muito melhor que ele.

 

Eduardo Henrique. Expectativa. Transmitiu sinais positivos, a ler o jogo e a conduzir a bola. Terá vindo para ocupar funções de médio defensivo, mas parece dar-se melhor em zonas mais adiantadas do terreno. 

 

Eduardo Quaresma. Promissor. Ainda júnior, revelou alguns pormenores que atestam a sua qualidade futebolística não apenas como central mas até como lateral improvisado. Nome a reter num futuro próximo.

 

Gonzalo Plata. Talento. O jovem extremo equatoriano é daqueles que não enganam: tecnicamente evoluído, aguerrido nos confrontos individuais, agradou de imediato aos adeptos. É fácil augurar-lhe uma época em grande.

 

Idrissa Doumbia. Combativo. Chegou no mercado de Inverno e tem sido um dos jogadores que mais evoluíram em Alvalade. A partida de Gudelj coloca-o na primeira linha da titularidade como médio defensivo. 

 

Luciano Vietto. Discreto. Primeiro como extremo, depois no corredor central, mostrou-se sempre aquém daquilo que o ataque do Sporting necessita. Poderá não ter vida fácil num clube que já idolatrou outros argentinos.

 

Luís Maximiano. Promoção. Depois de ter dado nas vistas em escalões jovens, abre-se enfim a porta da equipa principal ao guarda-redes formado no Sporting. É já o segundo na hierarquia da baliza, logo após Renan.

 

Luís Neto. Maturidade. Estando Coates ainda ausente, dividiu com Mathieu o eixo da defesa, exibindo concentração e confiança. É reforço digno deste nome: a sua veterania ajuda a equilibrar um plantel muito jovem. 

 

Luiz Phellype. Útil. Foi seguramente uma contratação barata. E já confirmou no Sporting saber marcar golos, como fizera no Paços de Ferreira. Veio de férias com peso a mais. Há que confiar num rápido regresso à boa forma.

 

Matheus Pereira. Eclipsado. O que se passa com este extremo formado em Alcochete? Keizer parece ter boa impressão do brasileiro, que apesar disso não foi apresentado aos adeptos nem consta do plantel. Tudo muito opaco.

 

Nuno Mendes. Desenvoltura. Diz-se que Keizer ficou muito satisfeito com as prestações do jovem formado em Alcochete, que respondeu bem sempre que foi chamado. Movimentando-se sem complexos na ala defensiva.

 

Rafael Camacho. Insuficiente. Mostrou vontade de agarrar a posição, embora tendo actuado na ala esquerda em vez de preencher o corredor oposto, em que se sentirá mais à-vontade. Uma lesão travou-lhe o passo.

 

Thierry Correia. Revelação. Aposta deliberada do técnico, aproveitou as ausências de Ristovski e Bruno Gaspar para se mostrar em bom nível, sobretudo contra o Liverpool e o Valência. Merece ser lateral direito titular.

 

Tiago Ilori. Sofrível. Oportunidades não lhe têm faltado neste seu regresso ao Sporting seis anos após a infausta aventura em Inglaterra. Infelizmente o defesa oriundo da nossa formação ainda não quis ou não soube agarrá-las.

 

Valentin Rosier. Mistério. O defesa francês veio aureolado de craque e muitos já antecipavam que lhe estaria reservado o posto titular na ala direita. Afinal chegou lesionado e tem permanecido oculto. Promete gerar polémica.

 

Xutos e Pontapés

Terminaram ontem as Festas de Loures. Desculpem puxar a brasa à minha sardinha, mas é um dos maiores acontecimentos culturais da área metropolitana de Lisboa, talvez do país. Terminaram com chave de ouro, com um enorme concerto dos Xutos, agora sem Zé Pedro fisicamente, mas lá de cima a controlar os ânimos e as emoções, bem patenteadas em Tim quando o evocou com três temas emblemáticos e se mostrou bastante comovido. Um alinhamento como é habitual, interventivo e engajado, que entusiasmou os milhares que, gratuitamente, tiveram acesso a mais uma intensa performance da banda que até tem estúdios no concelho, onde ensaia. Estavam portanto a jogar em casa e não desmereceram do apoio inequívoco e incondicional de quem ali se deslocou para os apreciar e às suas músicas, novas e menos novas. Tive o imenso privilégio de lá estar e vibrar também.

Três horas antes, praticamente com a mesma linha e precisamente no mesmo registo de (quase) sempre, assisti a outro espectáculo onde a qualidade esteve arredia e onde, salvo as raras excepções do costume e o também apoio incondicional e inequívoco, não passou mesmo de um espectáculo de chutos e pontapés, a maior parte deles para a bancada. Safou-se mesmo o homem do leme, que nunca verga e nunca desiste e se ele cai, a vida pode ser malvada e o tempo pode ser um mar de Outono e o mundo pode virar-se ao contrário. Que ele não seja o único, é o que desejo, mas parece-me que a coisa será mesmo à sua maneira. No circo de feras que é hoje o futebol, convém saber quem é quem e remar, remar e também voar. E dar Xutos a sério para chegar na frente ao dia de são receber. Como ontem, dificilmente sairemos da nossa casinha.

Vamos ver dia 4, se eles respondem ao nosso se me amas e nos presenteiam finalmente com um concerto digno desse nome! E não serão precisos contentores de golos. Basta um a mais que o adversário e, falo por mim, ficaremos felizes para sempre.

 

Um plantel do presente ou do futuro?

Não tendo visto o último jogo, não vou comentar a táctica e o desempenho de um ou outro jogador. À distância parece-me que, com a novela Bruno Fernandes, Marcel Keizer se encontra entre a espada e a parede, a rezar para que o dia 8 chegue depressa duma forma ou doutra.

De qualquer modo, a responsabilidade primeira pelo que se passou ontem em Alvalade é mesmo dele, quer pela organização (ou falta dela) da equipa em campo ou por apostar em jogadores que fazem a diferença ou por apostar naqueles de quem se espera sempre o pior, e o pior quase sempre acontece.

Mas a responsabilidade primeira pela constituição do plantel é do presidente, e é por aí que deveremos analisar a estratégia para o futebol do Sporting para esta época e seguintes.

Foram apresentados 29 jogadores, com uma média etária de 23,8 anos e um valor de mercado de 194 M€:  31% 17-20, 17% 21-23, 24% 24-26, 17% 27-29, 10% 30-35

Trata-se, como mais uma vez venho dizer, duma grande aposta na formação: 48% do plantel é sub-23, sendo que 60% desses, oito no total, são mesmo produtos de Alcochete (considerando Camacho de fora). 

Depois é um plantel equilibrado em termos etários, com apenas três jogadores a ultrapassar os 30 anos.

Quanto a jogadores de classe extra, existem apenas cinco: Bruno Fernandes, Coates, Mathieu, Acuña e Bas Dost. Qualquer saída neste sector vai ser muito difícil de colmatar.

Quanto a jogadores sem classe para jogar no Sporting, de capacidade insuficiente para os objectivos do clube, infelizmente existem alguns no plantel. Uns que escaparam à triagem do entulho da era Bruno/Jesus, outros que chegaram mais recentemente e sabe-se lá porquê. Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Diaby e Vietto têm muito que mostrar para provarem a sua utilidade e serem mais-valias para a equipa em vez de pesos mortos.

Sendo assim, vamos ter um plantel à altura dos desafios desta época ou vamos ter um ano zero de algum futuro qualquer?

SL

Os destaques: Bruno, Idrissa, Thierry

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Terminamos a pré-temporada sem uma vitória. Nem ao menos o Troféu Cinco Violinos conseguimos ganhar no nosso estádio. Ontem defrontámos o Valência - detentor da Taça de Espanha e quarto classificado no mais recente campeonato do país vizinho - e até começámos a vencer, logo aos 4', mas acabámos derrotados por 1-2. E ainda vimos Renan defender um penálti, algo em que já se especializou.

Destaque para a entrada de Thierry como titular na lateral direita: o ex-campeão europeu sub-17 e sub-19 deu boa conta do recado. Bruno Fernandes foi remetido para a ala esquerda, o que funciona nele como um espartilho, para ceder protagonismo a Vietto no corredor central. Foi uma experiência para esquecer: nem o capitão rende aquilo de que a equipa necessita encostado à linha nem o argentino conseguiu demonstrar até agora que é um verdadeiro reforço neste Sporting 2019/2020.

Aspecto mais positivo: o grande golo de Bas Dost, culminando um eficaz lance colectivo em que avultou um soberbo passe de ruptura de Bruno Fernandes, variando o flanco, seguido de boa recepção de Raphinha, que tocou para o holandês potenciar o pé canhão - sem defesa possível para o guardião Domenech. Exibições muito positivas de Idrissa, que parece ter agarrado a posição de médio mais recuado, e do regressado Acuña, que só jogou no segundo tempo. O melhor em campo, embora longe do brilhantismo a que já nos habituou, voltou a ser o capitão da equipa.

Destaque, pela negativa, para Borja - com responsabilidade evidente no primeiro golo espanhol - e para a incapacidade finalizadora de Vietto. Nas substituições, Diaby (outro regresso) e Luiz Phellype nada acrescentaram. E é inaceitável a tremideira que se apodera do onze leonino nas bolas paradas defensivas, uma das quais resultou em golo nesta partida presenciada ao vivo por mais de 32 mil adeptos. Também inaceitável é continuamos a sofrer, em média, dois golos por jogo: uma equipa que aspira a títulos não pode ser tão permeável no sector mais recuado. Eis o aspecto a rectificar com mais urgência.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: defendeu uma grande penalidade aos 55'. Excelente defesa aos 27, negando o golo ao Valência.

Menos: é sempre ingrato sofrer dois golos, embora sem culpa própria.

Nota: 6

 

Thierry (20 anos).

Mais: titular na lateral direita, neutralizou Gonçalo Guedes. Muito concentrado e veloz, fez um grande corte aos 36'. Integrou-se bem no ataque.

Menos: aos 66' deixou escapar Rodrigo, que centrou para o segundo golo do Valência.

Nota: 7

 

Coates (28 anos).

Mais: grande corte logo aos 5'.

Menos: ainda preso de movimentos, por ter estado ausente durante quase toda a pré-temporada. O primeiro golo sofrido nasce de um canto totalmente desnecessário provocado pelo uruguaio.

Nota: 5

 

Mathieu (35 anos).

Mais: aos 33, marcou um livre que rasou a barra da baliza adversária. 

Menos: duas "roscas" com o seu pé menos bom, o direito.

Nota: 6

 

Borja (26 anos).

Mais: esforçou-se para centrar lá à frente, sempre sem êxito.

Menos: deixou Kondogbia elevar-se à vontade para marcar o golo inaugural do Valência, aos 9'.

Nota: 4

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: sempre interventivo na primeira fase de construção, soube também recuperar muitas bolas.

Menos: o impulso ofensivo leva-o por vezes a abandonar a posição, desequilibrando o seu sector.

Nota: 7

 

Wendel (21 anos).

Mais: alguns lances vistosos, denotando técnica individual.

Menos: pouco influente nas movimentações colectivas durante os 68' em que esteve em campo.

Nota: 5

 

Raphinha (22 anos).

Mais: assistiu Dost no golo leonino.

Menos: muito preso à bola, denotando individualismo em excesso: aspecto a corrigir.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: o passe longo para Raphinha, aos 4', foi quase meio golo. Rematou com selo de golo, aos 85': o seu disparo só foi travado por uma defesa "impossível" de Cillessen.

Menos: o segundo golo espanhol nasce de um passe errado dele, aos 66'.

Nota: 7

 

Vietto (25 anos).

Mais: um bom passe de ruptura, aos 48': Raphinha desperdiçou.

Menos: continua a pecar por deficiente finalização: atirou ao lado aos 30' e aos 43'.

Nota: 5

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: regressou aos golos e fez levantar o estádio, com os adeptos a gritarem o seu nome.

Menos: muito discreto durante o resto do jogo: pouco e mal servido pelos companheiros.

Nota: 6

 

Neto (31 anos).

Mais: desde os 61' em campo, rendendo Mathieu: estreia de verde e branco em Alvalade. Bom corte aos 81'.

Menos: falhou a intercepção a Kevin Gameiro, marcador do segundo do Valência.

Nota: 5

 

Acuña (27 anos).

Mais: em campo desde os 61', substituindo Borja, com óbvia vantagem para a equipa. Aos 70', soberbo passe longo a que Bruno Fernandes não soube dar boa sequência.

Menos: nesta estreia na pré-temporada leonina, a sua actuação soube a pouco: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: substituiu Dost aos 61', procurando movimentar-se mais na área do que o holandês, sem o conseguir.

Menos: continua muito distante dos golos.

Nota: 4

 

Diaby (28 anos).

Mais: estreia na pré-temporada, recém-vindo de férias. Substituiu Vietto aos 61', permitindo libertar Bruno Fernandes para o centro do terreno.

Menos: tendência insólita para escorregar em momentos decisivos. O ex-Leão Piccini ganhou-lhe todos os duelos. Bem servido por Bruno, falhou o golo aos 84', quando lhe bastava encostar o pé.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: em campo desde os 67', rendendo Coates. Bom corte aos 78'.

Menos: só pode ter ficado desmotivado ao ouvir vários assobios no estádio, até por terem sido imerecidos desta vez.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 67' nesta sua estreia em Alvalade de Leão ao peito. Participou na construção de um lance muito perigoso, aos 76'.

Menos: falta-lhe ganhar entrosamento com os colegas.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: só entrou aos 88', substituindo Idrissa. Tentou - sem conseguir - dar dinâmica ao nosso meio-campo.

Menos: um passe errado, aos 90'+1, podia ter resultado no terceiro golo espanhol.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: substituiu Thierry aos 88', sem comprometer.

Menos: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 5

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe substituir Bruno Fernandes, aos 88': não acusou o peso da responsabilidade.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: em campo só aos 88', por troca com Raphinha, mostrou-se muito dinâmico e com vontade de acelerar o jogo.

Menos: merecia mais tempo.

Nota: 6

Bruno e Tiago

Não sei se repararam. Um dos melhores momentos do Liverpool-Sporting em Nova Iorque foi a descasca dada por Bruno Fernandes a Tiago Ilori depois de vir cá atrás, em corrida rapidíssima, impedir um golo quase certo, perante a apatia total do nosso lateral direito, que parecia ter sido acometido de uma paragem cerebral.
E Bruno é mais novo que Ilori. Que diferença entre a maturidade competitiva de um e outro...

Os destaques: Bruno, Wendel, Mathieu

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Foi uma tarde-noite (madrugada em Portugal) de estreias. Primeiro embate alguma vez ocorrido entre o Sporting e o Liverpool, primeira exibição da nossa equipa no mítico Yankee Stadium, em Nova Iorque. Primeira exibição realmente convincente da pré-temporada, traduzida no resultado: 2-2.

Talvez não por acaso, também a primeira vez em que Marcel Keizer dispôs a equipa em 4-4-2, durante o primeiro tempo. Com Bruno Fernandes encostado à ala esquerda, Raphinha mantendo-se como extremo-direito e Vietto enfim deslocado para o corredor central, atrás do ponta-de-lança, desta vez Luiz Phellype.

O Sporting dificilmente poderia ter começado melhor num estádio com dimensões estranhas para os nossos padrões, com as linhas do relvado mais estreitas do que estamos habituados, e perante umas bancadas muito bem compostas de público, incluindo alguns milhares de sportinguistas, bem visíveis com adereços do nosso clube.

 

Aos 5' vencíamos, com golo do inevitável Bruno Fernandes: disparo forte de meia distância, com a bola a tomar efeito e o guarda-redes adversário a colaborar com um frango (que mais pareceu peru) de Mignolet, substituto de Alisson, guardião titular da selecção brasileira recém-vencedora da Copa América. O Liverpool apresentou-se neste desafio ainda desfalcado de Salah, Mané e Firmino. Mas também o Sporting entrou em campo sem quatro titulares: Acuña e Ristovski (que não calçaram), Coates e Bas Dost (que só surgiriam no segundo tempo). E o onze inglês actuou com figuras de respeito: Alexander-Arnold, Matip, Fabinho, Henderson, Wijnaldum, Milner e Origi. Além de Van Dijk, considerado o melhor central do mundo e proto-candidato à Bola de Ouro 2019.

Foi sem temor perante os campeões europeus em título que o Sporting cedeu iniciativa ao Liverpool perante uma muralha defensiva liderada por um Mathieu próximo da excelência - e na qual só destoou Ilori, uma vez mais desastrado como lateral direito adaptado - e contra-ataques protagonizados por Wendel e Bruno, perante um Vietto muito apático e um Raphinha "ausente" durante todo o primeiro tempo.

Soava a injustiça o 1-2 registado ao intervalo, com o Liverpool a marcar aos 20' e aos 44'. E se é certo que Renan - único do Sporting que permaneceu em campo durante os 90 minutos - fez uma enorme defesa aos 18', também é verdade que Wendel foi autor de um excelente remate que levou a bola a bater no poste, iam decorridos 35'.

 

A segunda parte começou com Thierry substituindo Borja como lateral esquerdo. Boa exibição do nosso campeão europeu sub-19, mesmo na ala oposta àquela em que costuma jogar. Vários jogadores subiram de produção neste segundo tempo: Raphinha apareceu enfim, Vietto mostrou bons pormenores pontuais e Idrissa Doumbia perdeu o nervosismo inicial, soltando-se para uma exibição positiva. 

O golo do empate surgiu aos 54', naquela que terá sido a nossa melhor jogada colectiva ao longo de toda a pré-temporada. Lance iniciado com recuperação de bola por Idrissa, envolvimento de Mathieu com Thierry, que endossou a Wendel, seguindo-se tabelinha com Bruno, que a conduziu pelo flanco esquerdo, libertou-se de marcação, temporizou e devolveu ao brasileiro num centro bem medido: Wendel não se fez rogado, alvejando a baliza inglesa. Estava feito o justo empate que perdurou até ao apito final.

 

O Sporting soube segurar este resultado, já disposto em campo num 4-2-3-1, com Bruno de regresso ao corredor central: continuamos sem vencer, mas desta vez a equipa convenceu. A partir dos 61', quando começou o habitual carrossel de substituições, Keizer confirmou que dispõe de boas segundas linhas. Se as trocas de Luiz Phellype por Bas Dost e de Idrissa por Miguel Luís não resultaram, merecem destaque as exibições de Nuno Mendes (substituto de Mathieu), Eduardo Quaresma (no lugar de Ilori, novamente o pior do Sporting) e Plata (que rendeu Raphinha).

O melhor em campo - e muito cumprimentado pelo treinador do Liverpool, Jürgen Klopp - voltou a ser Bruno Fernandes: um golo, uma assistência.

Ainda está de Leão ao peito e já começamos a sentir saudades dele.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: grande defesa aos 18' e golo adiado aos 20': só não pôde evitar a recarga à queima-roupa.

Menos: é sempre ingrato sofrer dois golos, embora sem culpa própria.

Nota: 6

 

Ilori (26 anos).

Mais: bom corte aos 41'.

Menos: falhou a intercepção nos lances dos dois golos ingleses.

Nota: 3

 

Neto (31 anos).

Mais: transmite segurança no eixo defensivo: é um bom reforço.

Menos: livrou-se à justa de um segundo cartão, quando já estava amarelado desde os 30'.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: grande patrão da defesa leonina, intransponível, e sempre atento às dobras a Borja na ala esquerda.

Menos: ainda falta criar automatismos com Neto.

Nota: 7

 

Borja (26 anos).

Mais: estreia do colombiano nesta pré-temporada: procurou jogar sempre pelo seguro.

Menos: raras vezes arriscou incursões no seu flanco, cedeu um canto disparatado aos 17'. Já não voltou do intervalo.

Nota: 5

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: melhorou muito no segundo tempo, nomeadamente no capítulo da recuperação de bolas.

Menos: começou muito nervoso, mostrando-se incapaz de fazer passes a mais de dois metros.

Nota: 5

 

Wendel (21 anos).

Mais: vai mostrando a sua veia goleadora. Hoje marcou o segundo do Sporting e esteve quase a marcar aos 35', com um grande remate que foi embater no poste.

Menos: falta-lhe alguma robustez física para os embates no meio-campo.

Nota: 7

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: um golo, logo aos 5', e uma excelente assistência para o golo de Wendel, aos 54'. Ainda salvou uma bola muito perigosa, aos 45', mostrando a Ilori como devia ter feito.

Menos: desta vez não foi feliz na marcação de livres.

Nota: 8

 

Raphinha (22 anos).

Mais: quase marcou, aos 70': Mignolet evitou o golo in extremis.

Menos: primeira parte quase irreconhecível do brasileiro, falhando passes, demasiado preso à bola.

Nota: 5

 

Vietto (26 anos).

Mais: conduziu com eficácia um contra-ataque no primeiro minuto do tempo extra da primeira parte.

Menos: falhou dois golos à boca da baliza - um de cabeça, outro com o pé direito - no segundo tempo. 

Nota: 4

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: só um bom remate: aos 27', ligeiramente ao lado da baliza.

Menos: lento de reflexos e na decisão. Veio de férias com peso a mais: precisa de perder um bom par de quilos.

Nota: 4

 

Thierry (20 anos).

Mais: jogou com destemor como lateral esquerdo, rendendo Borja no segundo tempo, e participou no excelente lance colectivo que resultou no nosso golo do empate. Aos 83', passou a jogar na ala direita.

Menos: nem sempre o passe lhe saiu com precisão, o que não afecta a nota positiva.

Nota: 6

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: rendendo Luiz Phellype aos 61', fez duas tabelinhas e procurou pressionar à frente.

Menos: desligado do jogo, perdido num sistema táctico que não o servia, foi incapaz de se libertar das marcações.

Nota: 3

 

Coates (28 anos).

Mais: substituiu Neto aos 61', introduziu frescura e tranquilidade na linha defensiva.

Menos: só agora pudemos contar com ele: acabou de gozar merecidas férias após a Copa América.

Nota: 6

 

Jovane (21 anos).

Mais: em campo desde os 61', substituindo Vietto, mostrou-se mais em jogo do que o argentino.

Menos: dele costumamos esperar um golo ou um grande passe de ruptura: desta vez não aconteceu.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: descomplexado a jogar, ocupou aos 76' a lateral esquerda (por troca com Mathieu, passando então Ilori a central e Thierry a lateral direito) como se fosse titular. Bom corte aos 80'.

Menos: teve poucos minutos de jogo: merecia mais.

Nota: 6

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: substituiu Idrissa aos 76', boa recuperação de bola aos 87'.

Menos: muito apático, perdeu a bola em zona perigosa aos 81': dá a sensação de que está a falhar a pré-temporada.

Nota: 4

 

Eduardo (24 anos).

Mais: entrou só aos 83', para o lugar do exausto Wendel: iniciou um bom lance de ataque aos 90'.

Menos: falta-lhe jogar mais para ganhar entrosamento com os colegas.

Nota: 5

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: entrou aos 83', rendendo o desastrado Ilori: mostrou vontade de cumprir.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe substituir Bruno Fernandes, aos 83': não acusou o peso da responsabilidade.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: em campo só aos 83', por troca com Raphinha, mostrou-se muito dinâmico e com vontade de acelerar o jogo.

Menos: algo individualista: um aspecto a corrigir.

Nota: 6

Aproveitar ou desperdiçar oportunidades

Há entre os sportinguistas quem conteste que estes jogos da pré-temporada, ainda com o plantel a ser alvo de experiências várias dentro do campo, sejam transmitidos em directo nas televisões (Sporting TV incluída). Não é o meu caso: gosto que isso aconteça. Nós, adeptos, matamos saudades da equipa nestas transmissões, que nos permitem observar atentamente os reforços entretanto contratados e os miúdos que andaram a rodar noutras paragens.
O que contesto nestes jogos é a falta de empenho de certos jogadores. Sabendo que as partidas são televisionadas, isso deveria constituir um factor motivacional acrescido para eles. Acontece que nem todos aproveitam: alguns mostram-se apáticos, desconcentrados, descomprometidos. Lamento que desperdicem excelentes oportunidades nestes desafios ditos de preparação. Que são mais importantes do que muitos imaginam.

O plano E, de Excedentários

O colega José Cruz fala e muito bem do plano B, venho aqui falar do plano que agora mesmo deve estar a consumir mais horas de trabalho ao presidente, o plano E.

Aparentemente os excendentários, jogadores que ultrapassaram o prazo de validade no Sporting e que não contam para o treinador, correspondem a 20-25% da despesa anual em salários da SAD. Ou seja, dava para pagar os 5M€ mais um ano de salário ao Bruno Fernandes, e ainda sobrava muito. São eles:

1. Viviano

2. Bruno Gaspar

3. André Pinto

4. Jefferson

5. Petrovic

6. Alan Ruiz (nem merece a pena falar do mano)

7. Leonardo Ruiz

Já tendo sido colocados:

8. F. Geraldes (empréstimo)

9. A. Geraldes (empréstimo)

10. Ryan Gauld (rescisão)

11. Carlos Mané (rescisão)

12. Iuri Medeiros (venda)

13. Mama Baldé (venda)

Independentemente do apreço pelas pessoas envolvidas, e por exemplo Petrovic e André Pinto sempre deram provas de esforço e dedicação, e das razões que tenhamos para contestar este ou aquele nome, eu por exemplo tenho muita pena que Ryan Gauld tenha saído, não há dúvida que a saída negociada deste lote será muito importante para o equilíbrio financeiro da SAD e para o bom decorrer da temporada.

Quanto a Gelson Dala ficaria muito satisfeito se ele ficasse em detrimento de Diaby. Matheus Pereira mais uma vez está a pôr-se a jeito para sair também.

SL

Primeiras impressões

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O jogo de ontem contra o segundo classificado da Liga Belga, que colaborou num jogo corrido e interessante, foi o primeiro que consegui ver do princípio ao fim desta pré-temporada.

Ficam então aqui as minhas primeiras impressões sobre este Sporting 2019/2020:

 

1. Fica Bruno, senão estamos fodidos (Ristovski)

Um filósofo, este nosso defesa direito que falha muito com os pés e com a cabeça quando uma bola de futebol está presente, mas pensa muito bem. Nem imagino o que seja o Sporting esta temporada se o Bruno sair. Não consigo mesmo. Tudo passa pelo Bruno na equipa do Sporting.

 

2. Aposta na formação

Com menos de 23 anos, ontem jogaram Max, Conté, Thierry Correia, João Silva, Nuno Mendes, Miguel Luís, Quaresma, Bragança, Jovane, Doumbia, Raphinha, Wendel e Plata. 13 jogadores em 22 utilizados, dos quais 9 passaram pela Academia. Obviamente a qualidade é a que existe hoje e não há uns anos atrás: uns jogaram bem e outros nem por isso, um marcou um belo golo e logo cometeu um penálti infantil,  outro é defesa mas não sabe defender, outro marca um penálti como um ensaio de rugby, mas isso faz parte. Se isto não é apostar na formação, e se alguém se lembrar de alguma época passada onde isso tenha acontecido numa digressão de pré-época, faça favor de me recordar.  

 

3. Dá Deus nozes a quem não tem dentes

Ter um ponta de lança como Bas Dost, ainda por cima o jogador mais caro do plantel, e ter um futebol afunilado com extremos de pés trocados e/ou falsos extremos, e centrais ou trincos a jogar como laterais, é realmente um grande desperdício. Criticar o nosso artilheiro por aquilo que fez ou deixou de fazer quando não teve um centro em condições, nem da linha de fundo, nem de mais atrás, nem dum sítio qualquer, acho que é descabido. Venda-se ou aproveite-se. 

 

4. PMFs (Pequenos e médios flops)

Por muita paciência que se tenha com quem chega, a exibição de Vietto roçou o "abaixo de cão": incapacidade de ajudar a defesa, perdas de bola, dribles falhados, passes para ninguém, remates frontais para longe da baliza. 90% do jogo que lhe chega morre ali. Uma actuação ao nível do Bruno Gaspar da época passada e de diferentes Pongolles doutras épocas. Nem fiquei a perceber se é 7, 11, 9, 9,5, 10, ou outra coisa qualquer. Tiago Ilori continua também sem convencer. Um jogador que se dizia rápido e afinal marca com os olhos. E Diaby ainda não voltou.

Enfim, acorda Vietto e faz-me engolir o que aqui disse, o que farei com muito gosto. Senão, e argentino por argentino mesmo assim preferia um tal Alan Ruiz.

 

5. Depois do Rui Patrício

Com certeza com muito e bom trabalho de Nelson, neste momento dispomos de dois belos guarda-redes: um Renan mais confiante e assertivo que na época passada e um Max com muito talento, pronto para lhe ganhar o lugar na primeira oportunidade. Aquele sector onde se previa que iríamos ter mais dificuldades é aquele que está mais assegurado.

 

5. Atitudes

Diz Jovane: "Já cá estava, conheço os jogadores e agora há que trabalhar para entrar na equipa. Vou trabalhar, cabe ao mister decidir quem deve jogar."

Diz Plata: "Há muitos jogadores, mas é uma luta entre amigos. Estamos todos com o mesmo objectivo, a tentar jogar com a equipa e fazer o melhor possível... Isso é o bom desta equipa técnica, que dá sempre oportunidade aos jovens. Agora é continuar a dar o melhor."

Diz Matheus Pereira que... Não disse nada, parece que foi perguntar ao Keizer se contava com ele ou não para titular. Pai e empresário nem devem dormir a pensar nos tlims-tlims dos possíveis empréstimos ou transferências.

Sendo assim...

SL

Os destaques: Renan, Bruno, Jovane

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Quarto jogo da pré-temporada: continuamos sem vencer. Derrota e empate no estágio suíço; derrota (0-1) contra o Estoril em Alcochete, há quatro dias. Desta vez (ontem à noite) o adversário foi o Club Brugge, no estádio desta equipa belga. O desafio chegou aos 90 minutos empatado.

Marcel Keizer fez alinhar um onze titular só com dois portugueses e um par de jogadores claramente fora de posição: Ilori, que é central de raiz, actuou como lateral direito (havendo Thierry no banco), e Vietto voltou a ser encostado à linha, como hipotético ala esquerdo (que nunca foi enquanto esteve em campo, durante toda a primeira parte), posto em que o técnico belga insiste em colocá-lo apesar de o argentino já ter declarado que prefere alinhar como segundo avançado.

 

Com uma defesa improvisada (na lateral esquerda estava Conté, face às ausências de Borja e Acuña, enquanto o reforço Luís Neto rendia Coates, ainda em férias), sucederam-se os lapsos no sector mais recuado. De um deles resultou o golo inaugural dos belgas, logo aos 16'. Culpa dobrada de Conté: primeiro perde o confronto individual com o extremo, depois coloca-o em jogo quando os colegas avançam em bloco.

À frente as coisas não corriam melhor, com a equipa a depender do talento e do esforço de Raphinha e sobretudo de Bruno Fernandes. Num lance de articulação entre ambos resultou o golo do empate, após carga sobre o brasileiro que mereceu o castigo máximo. O capitão, chamado a converter já no período extra do primeiro tempo, meteu-a lá dentro. É o terceiro golo que aponta nesta pré-época.

 

Keizer soube detectar os pontos fracos da equipa. Ao intervalo, retirou os piores elementos em campo, o atarantado Vietto e um inútil Bas Dost, e mandou avançar Jovane e Luiz Phellype. A diferença notou-se de imediato: um ataque mais móvel, maior pressão sobre a construção ofensiva do Brugge e sobretudo preenchimento da ala esquerda, que permanecera desaguarnecida durante todo o primeiro tempo, o que sobrecarregou a tarefa de Conté (Vietto, está visto, detesta participar no processo defensivo).

Bastaram oito minutos: servido pelo inevitável Bruno Fernandes, Jovane marcou o nosso segundo. Um belo golo, misto de técnica e força, em que fez sentar um defesa adversário antes de desferir um potente remate com o seu pé direito. 

Infelizmente foi também o jovem caboverdiano a cometer o penálti de que resultaria o golo do empate do Brugge, aos 62'. Renan, ainda em campo, foi incapaz de travar a bola. Mas fez três enormes defesas: duas consecutivas aos 65', outra aos 71', pouco antes de ceder o lugar a Maximiano e Keizer ordenar uma catadupa de substituições. Sem o guarda-redes brasileiro, teríamos perdido 2-4 em vez de empatarmos 2-2. Voto nele como melhor em campo.

 

Para efeitos de atribuição de um troféu, houve marcação de grandes penalidades após o apito final. Aqui perdemos: só conseguimos converter três em seis - por Luiz Phellype, Plata e Jovane (que assim bisou). Falhanços consecutivos de Miguel Luís, Eduardo e Daniel Bragança (em estreia absoluta pela equipa principal).

Há que rever prioridades e processos, evitando a repetição dos mesmos erros - algo que analisarei noutro texto: este já vai demasiado longo. E há que começar a testar sem demora o onze titular para a mais que previsível ausência de Bruno Fernandes. Esta equipa leonina está tão dependente dele que sofrerá uma crise de orfandade no dia em que o nosso capitão rumar a outras paragens. Quanto mais cedo se perceber isto, melhor.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: três enormes defesas, duas das quais ao nível do solo - costumam ser as mais difíceis.

Menos: fez falta no final, para defender os penáltis da equipa belga.

Nota: 8

 

Ilori (26 anos).

Mais: impediu in extremis a bola de entrar, aos 65'.

Menos: foi lateral adaptado: torna-se evidente o seu desconforto nesta posição.

Nota: 5

 

Neto (31 anos).

Mais: com Coates ausente, transmite segurança no eixo da defesa: desarme impecável aos 39', travando investida adversária.

Menos: aliviou para zona de alto risco no lance do primeiro golo belga.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: acorreu a inúmeras dobras do desastrado Conté.

Menos: começa a enturmar-se com Neto, mas ainda não faz esquecer a excelente parceria com Coates.

Nota: 7

 

Conté (21 anos).

Mais: muito voluntarioso e esforçado, embora sem esconder a ansiedade.

Menos: revelou défice técnico e posicional: o golo inicial dos belgas nasce de uma perda de bola no seu flanco e abriu uma avenida aos 40', que culminou numa bola ao poste.

Nota: 3

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: boa disciplina táctica, ocupando a zona que lhe está destinada sem inventar nem improvisar.

Menos: algum receio de progredir com a bola dominada.

Nota: 6

 

Wendel (21 anos).

Mais: tentou pôr a boa técnica individual ao serviço da equipa, como se viu num bom passe para Bruno aos 74'.

Menos: demora a soltar a bola, ainda não recuperou a boa forma do final da época anterior.

Nota: 5

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: marcou o primeiro golo, aos 45'+2, de grande penalidade, e foi dele a assistência para o golo de Jovane. Um grande livre apontado aos 27'.

Menos: falhou mais passes do que nos tem habituado.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: carregado em falta após receber a bola de Bruno Fernandes, é deste lance que nasce a grande penalidade - e o nosso primeiro golo. Também participou na construção do segundo.

Menos: eclipsou-se na segunda parte, provavelmente por fadiga.

Nota: 6

 

Vietto (26 anos).

Mais: alguns apontamentos, demasiado esparsos, que denotam capacidade técnica do argentino que é apresentado como reforço do Sporting.

Menos: ainda não demonstrou capacidade de remate bem colocado. Nulo nas tarefas defensivas, o que dificultou a missão de Conté na ala esquerda.

Nota: 4

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: fez duas tabelinhas.

Menos: praticamente não se deu por ele, andou sempre escondido, parece desligado da equipa.

Nota: 2

 

Jovane (21 anos).

Mais: jogou a segunda parte, rendendo Vietto. Marcou um grande golo, aos 53', neutralizando as marcações. Nos penáltis finais, também não vacilou.

Menos: cometeu a falta que originou o penálti belga por estar pouco rotinado na manobra defensiva.

Nota: 7

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: melhorou o nosso jogo de área em comparação com Bas Dost, que rendeu na segunda parte. 

Menos: continua sem marcar, embora pudesse tê-lo feito aos 47' e aos 59'.

Nota: 5

 

Thierry (20 anos).

Mais: em campo desde o minuto 66', mostrou mais aptidão atacante do que Ilori.

Menos: demasiado retraído a defender, com deficiente abordagem em vários lances, o campeão europeu sub-19 tarda em mostrar na primeira equipa os dotes que o projectaram enquanto júnior.

Nota: 4

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: substituiu Idrissa aos 67', terminando o jogo com braçadeira de capitão: foi tacticamente disciplinado enquanto médio de contenção.

Menos: abordagem negligente do penálti, que falhou para efeitos de desempate após o apito final.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: rendeu Matheu aos 76', revelando personalidade e confiança no eixo da defesa.

Menos: ficou a sensação de que merecia ter jogado mais tempo.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 76', com a missão de reforçar o sector intermédio, tendo procurado cumprir este objectivo com desequilíbrios pontuais.

Menos: falhou penálti no fim.

Nota: 4

 

Maximiano (20 anos).

Mais: em campo desde os 79', transmitiu confiança à equipa e defendeu um penálti na roleta que deu o troféu ao Brugge.

Menos: continua a revelar deficiências na reposição de bola.

Nota: 6

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe a responsabilidade de substituir Bruno Fernandes, aos 79', nesta estreia na equipa principal em que teve boas movimentações no centro do terreno.

Menos: chamado a converter um dos penáltis finais, mandou a bola ao poste.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: mexeu com o jogo ao substituir um extenuado Raphinha, aos 79'. Merece jogar mais.

Menos: demasiado individualista em certos lances.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: substituiu Conté aos 80', mostrando-se mais concentrado e acutilante do que Thierry do outro lado.

Menos: teve poucos minutos de jogo: merecia mais.

Nota: 5

 

João Silva (20 anos).

Mais: outra estreia: aparição fugaz, ao render Neto aos 80', merecendo nota positiva.

Menos: falhou um passe, mas sem comprometer a avaliação global.

Nota: 5

Três perguntas

 

Por que motivo Marcel Keizer deixou Matheus Pereira fora do jogo de hoje do Sporting na Bélgica?

 

Rosier e Camacho, recém-chegados ao Sporting, já estão fora das opções do técnico porquê?

 

O que se passa com Battaglia, que continua sem comparecer nestes jogos da pré-temporada?

 

Obrigado, desde já, pelas informações que puderem prestar-me enquanto sócio e adepto do Sporting.

 

A camisola

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Não vamos facilitar nem baixar a guarda.
Somos totalmente insuspeitos, pois da nossa parte nunca faltou a esta Direcção o apoio nos momentos mais difíceis.
E - permitam-me sublinhar isto, sem falsas modéstias - não é um apoio qualquer: este é um dos blogues com mais seguidores no universo leonino. Sem sombra de dúvida.

Não nos peçam é aplausos quando somos derrotados por um conjunto do terceiro escalão suíço, não-profissional. 
Há limites que não devem ser transpostos, mesmo num jogo de preparação inserido na pré-temporada. Quem enverga a camisola do Sporting deve ter consciência plena de que está a defender o bom nome do clube a nível internacional, até muito para além das fronteiras do futebol.

Fazem falta mais extremos no Sporting?

Dizem-me que a SAD leonina anda à procura de mais um extremo. Acho estranho: esta parece-me ser uma das posições em que estamos menos carenciados, na medida em que já contamos com sete atacantes nas duas alas. 

Recapitulando, são estes (por ordem alfabética): Acuña, Camacho, Diaby, Jovane, Matheus Pereira, Plata e Raphinha. Fora Vietto, que o treinador Marcel Keizer experimentou já por duas vezes na ala esquerda, mas não parece minimamente vocacionado para servir o Sporting nessa zona do terreno, distante da sua posição natural. E sem contar com o Bruno Tavares, jovem extremo de 17 anos, da nossa formação, que acaba de prolongar o vínculo ao clube por três épocas, ficando salvaguardado com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

 

Face a isto, três perguntas aos leitores:

- Faz sentido adquirir mais extremos?

- Quem devem ser as apostas principais do técnico holandês para as alas ofensivas?

- Atendendo à abundância que se verifica, quais destes sete jogadores serão excluídos do plantel principal para a temporada 2019/2020?

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