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És a nossa Fé!

Ecos do Europeu (7)

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Concluída a primeira ronda da fase de grupos do Campeonato da Europa, e já com a segunda em marcha, a selecção portuguesa tem uma vantagem comparativa em termos estatísticos. Continuamos no primeiro posto da posse de bola num só jogo: os 69% do nosso embate com a República Checa (vitória por 2-1).

Enquanto não chegam outros números, mais significativos, registemos este.

Ecos do Europeu (5)

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Como jogaram ontem os jogadores portugueses contra a selecção checa na nossa vitória em Leipzig por 2-1:

Diogo Costa. Tranquilo. Sofreu um golo sem fazer uma defesa, coisa rara. Num remate muito bem colocado, a meia distância.

Rúben Dias. Seguro. Controlou as operações à retaguarda e nunca descurou a manobra ofensiva. Sem vacilações.

Pepe. Apagado. Incompreensível, vê-lo sem rotinas tácticas no meio de uma defesa a três. Mau alívio seu gerou golo adversário (62').

Nuno Mendes. Ousado. Ala com ordem para subir, assim fez. Sempre acutilante. Cabeceou aos 69', originando autogolo checo (69').

Dalot. Discreto. Muito mais contido do que o colega do corredor oposto, revelou défice ofensivo. Sem nunca atacar o segundo poste.

Cancelo. Confuso. Andou algo errante no corredor central e revelou pouca precisão no passe. Alguma utilidade a recuperar bolas.

Vitinha. Irrequieto. O nosso mais difícil de marcar pelos checos. Brilhou como médio de ligação, distribuindo jogo. Melhor em campo.

Bruno Fernandes. Azarado. Esteve longe de ser um dos seus melhores jogos pela selecção. Nem nas bolas paradas fez a diferença.

Bernardo Silva. Oscilante. Demorou a encontrar o seu registo neste jogo. Fundamental no centro que inicia o nosso primeiro golo.

Rafael Leão. Inconsequente. Perdeu-se em lances individuais na ponta esquerda, esquecendo-se de que o futebol é jogo colectivo.

Cristiano Ronaldo. Inconformado. Um tiro à meia-volta queimou as mãos do guarda-redes (45'), Cabeceou ao poste (87').

Gonçalo Inácio. Sereno. Devia ter sido titular, estando calejado no modelo de três centrais. Rendeu Dalot aos 63'. Merece entrar no onze.

Diogo Jota. Intenso. Mexeu com o jogo mal substituiu Leão (63'). Momento alto, o golo que marcou (87'). Anulado por deslocação de CR7.

Nelson Semedo. Discreto. Entrou aos 88' para o lugar de Cancelo, sem dar nas vistas mas também sem cometer erros.

Pedro Neto. Útil. Substituiu Nuno Mendes aos 88'. Ainda a tempo de fazer a assistência para o nosso golo da vitória (90'+2).

Francisco Conceição. Eficaz. Transformou um provável empate num inegável triunfo ao marcar o segundo. Merece aplauso.

Ecos do Europeu (4)

Portugal vence checos: aves agoirentas têm azar

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Bernardo e Cristiano nunca deram descanso à defesa adversária: foram recompensados

 

Em 1984, quando chegámos ao pódio no primeiro Europeu em que participámos, começámos com um empate a zero contra a Alemanha. Em 2004, quando nos sagrámos vice-campeões, o início foi pior: derrotados pela selecção grega. No Euro-2016, que vencemos, o desafio inaugural acabou empatado 1-1 com a Islândia.

Desta vez começámos melhor, bem melhor. Em Leipzig, debaixo de chuva, com milhares de portugueses nas bancadas. Derrotando a República Checa (agora denominada Chéquia) no nosso encontro de abertura do Grupo F deste Campeonato da Europa que se desenrola na Alemanha. Jogo quase de sentido único contra uma selecção que chegou a defender com nove: ao intervalo, que terminou 0-0, tínhamos 73% de posse de bola e os checos nem uma oportunidade haviam conseguido. Ao contrário da equipa das quinas, em duas ocasiões, por Cristiano Ronaldo (32' e 45').

 

Contra a corrente de jogo, num rara incursão ofensiva, a turma adversária marcou após mau alívio de Pepe (62'). Roberto Martínez refrescou o onze português trocando o apagado Dalot por Gonçalo Inácio e o trapalhão Rafael Leão por Diogo Jota. 

Deu certo. Aos 69', após forte cabeceamento de Nuno Mendes (um dos melhores em campo), o central checo Hranac fez autogolo, marcando com a canela. Continuámos a pressionar, indiferentes à chuva que caía. Aos 87', CR7 rematou ao ferro e na recarga Jota meteu-a lá dentro. Mas não valeu: houve fora-de-jogo milimétrico de Ronaldo.

Faltava pouco para terminar, mas Martínez não se conformou: nova troca de jogadores. Semedo rendeu Cancelo, Nuno Mendes cedeu vez a Pedro Neto e um extenuado Vitinha (excelente exibição também) deu lugar a Francisco Conceição.

Decorria o minuto 88. Voltou a dar certo.

 

Quatro minutos depois, a dois do apito final: a sorte sorriu ao seleccionador, à equipa nacional e a todos quantos puxamos por ela: rápida incursão de Neto pelo flanco esquerdo, cruzamento para o coração da área, a bola pinga com a defesa checa aos papéis e Francisco Conceição - dando o melhor uso aos três anos de aprendizagem na Academia de Alcochete - finalizou de modo irrepreensível, selando o triunfo.

Este já ninguém nos tira. Esta alegria já ninguém nos rouba num jogo em que concretizámos 74 ataques e 19 remates: fomos a equipa com maior posse de bola na primeira jornada deste Europeu.

Péssima noite para as aves agoirentas que cá no burgo já vaticinavam o nosso desaire, como se tivessem vergonha da nacionalidade portuguesa.

Azaradas criaturas: durante um par de dias vão perder o pio. Tomem Kompensan.

 

Chéquia, 1 - Portugal, 2

Tal como a França, a Espanha e o Brasil

Portugal, 1 - Coreia do Sul, 2

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Ricardo Horta: estreia de sonho como titular da selecção no Mundial

(Foto: EPA)

 

Não há três sem quatro. Aconteceu hoje à selecção portuguesa o que sucedeu às de França, de Espanha e do Brasil: perderam o último jogo da fase de grupos do Mundial, quando todas já tinham garantido o apuramento para a segunda fase. No nosso caso, ao contrário dos espanhóis, estava também assegurado o primeiro lugar do Grupo H.

Tudo muito diferente do cenário ocorrido em 2002, no Mundial da Coreia e do Japão, quando também fomos derrotados pelos coreanos (0-1), o que nos fez abandonar o certame precisamente na fase inicial, fazendo as malas mais cedo. E não era por falta de qualidade da equipa das quinas, que contava com vários jogadores que hoje treinam equipas e selecções: Paulo Bento, Sérgio Conceição, Rui Jorge e Petit. Além de Figo, Pauleta, Vítor Baía, Beto e João Vieira Pinto - este a figura mais destacada, mas pela negativa.

 

Desta vez com a qualificação garantida, após vencermos Gana e Uruguai, os profetas da desgraça estavam antecipadamente fora de combate: o ansiado dia, para eles, ainda não chegou. A nossa selecção continua em prova no Catar, ao contrário de várias outras já recambiadas para o local de origem: Alemanha, Dinamarca, México, Uruguai e Bélgica - esta que só por delírio a FIFA mantém no segundo posto da tabela classificativa ao nível de equipas nacionais.

Perdemos por alguma disciplicência, excessiva descontracção face aos objectivos já concretizados e à ausência de alguns dos melhores, poupados pelo seleccionador para os próximos confrontos. Com destaque para Bruno Fernandes, à bica com um amarelo e que teve de ser gerido a pensar no desafio de terça-feira, frente à Suíça.

 

E até entrámos muito bem contra os coreanos. Com um golo logo aos 5', na primeira oportunidade, muito bem concretizada por Ricardo Horta - o melhor dos nossos nesta sua estreia como titular pela selecção. Golo em ataque rápido, com apenas três toques: passe longo de Pepe, centro perfeito de Dalot, oportuna desmarcação do avançado braguista dentro da área, metendo-a lá dentro sem a deixar pousar na relva.

A Coreia não baixou os braços, empatando aos 27' na sequência de um canto, com a bola a embater caprichosamente nas costas de Cristiano Ronaldo enquanto João Cancelo (desta vez lateral esquerdo mas ainda sem mostrar qualidade para integrar o onze titular) era incapaz de reacção.

Na segunda parte Portugal reequilibrou a partida, com boas exibições de Pepe, Vitinha e (a espaços) Matheus Nunes. Por contraste, actuações apagadíssimas de Cristiano Ronaldo e João Mário. André Silva e Rafael Leão, que entraram aos 64' para render Matheus e CR7, não fizeram melhor, longe disso.

O golo da vitória coreana aconteceu aos 90', numa espécie de réplica do que teve a assinatura de Ricardo Horta: ataque rapidíssimo, aproveitando o desposicionamento de toda a nossa equipa junto à baliza adversária. Três dos nossos - Dalot, Palhinha e William - foram incapazes de acompanhar Son, que correu cerca de 70 metros e endossou a bola à vontade, com vistoso túnel a Dalot, enquanto Bernardo Silva punha em jogo Hwang, que não perdoou frente a Diogo Costa.

 

Ficou por vingar a derrota de há 20 anos. Mas agora com duas diferenças: Portugal transita para os oitavos e Paulo Bento, então jogador das quinas, treina agora os sul-coreanos. Há, portanto, dois portugueses entre os 16 seleccionadores ainda em prova neste controverso Campeonato do Mundo. 

Bento, que orientou a selecção nacional antes de Fernando Santos, cessará contrato na Coreia após o Mundial. Poderá ser ele o sucessor de quem lhe sucedeu?

Nunca se sabe. A vida dá sempre muitas voltas. E o futebol também.

 

ADENDA: Há 20 anos que a selecção dos Camarões não vencia um jogo do Campeonato do Mundo. E há 17 jogos que o Brasil não perdia. Aconteceu hoje: Brasil, 0 - Camarões, 1.

Futebol surreal

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O Mundial do Catar tem sido um fiasco em questão de audiências televisivas, na Alemanha. E, agora que a Mannschaft já deixou as arábias, até me pergunto se os canais estatais ARD e ZDF continuarão a transmitir os jogos.

Algo se passa na selecção alemã. Um tipo de futebol que deixou de funcionar? Falta de adaptação dos seleccionadores (sempre alemães) ao novo estilo de jogadores com origem migrante, como Serge Gnabri, Leroy Sané e Jamal Musiala? Enfim, nem sequer sou treinadora de bancada, não me compete dar respostas, muito menos, encontrar soluções. Mas a maneira como a Alemanha foi eliminada, desta vez, foi muito deprimente. O jogo de ontem teve momentos surreais.

A Alemanha tinha de ganhar. Mas estava, ao mesmo tempo, dependente de uma vitória da Espanha. Os primeiros golos foram marcados quase ao mesmo tempo: a Alemanha aos 10 minutos, a Espanha aos 11 minutos. Estava tudo a correr bem. Mas, aos 48, o Japão empatou e aos 51 pôs-se em vantagem. Logo a seguir, aos 58 minutos, a Costa Rica empatou. Aqui, o meu marido e eu passámos a torcer por uma vitória da Costa Rica. E note-se que o meu marido é alemão! Porquê? Se a Alemanha já não tinha praticamente hipóteses, que fosse a Espanha também eliminada. E não é que a Costa Rica marca o segundo golo aos 70 minutos?

Alegria efémera. Três minutos depois, Havertz empatou o jogo. Maldito Havertz! Ficámos numa situação muito ingrata, não me lembrava de já ter vivido semelhante, a assistir a um jogo de futebol. Deveríamos torcer pelo terceiro golo da Costa Rica? Mas: e se a Espanha ainda conseguisse virar o resultado?

O que veio a seguir foi surreal. A Alemanha começou a marcar golos e a Costa Rica desesperava. Tudo em vão. O marcador do Japão-Espanha congelara naquele fatal 2:1. Foi penoso ver a Alemanha a aumentar a sua vantagem, sabendo que tal vitória beneficiava apenas a Espanha.

Só nos resta esperar que “Marruecos” trate da saúde a “nuestros hermanos”.

E, de resto, viva Portugal!

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Super-Bruno põe Portugal nos oitavos

Mundial 2022: triunfo contra o Uruguai (2-0)

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Bruno Fernandes, melhor em campo, celebra segundo golo contra o Uruguai

(Foto:  Kirill Kudryavtsev/AFP)

 

Outro dia péssimo para os profetas da desgraça, que andam a salivar para cair em cima da selecção nacional, ansiando por derrotas. São tempos complicados para estes tugas sempre prontos a denegrirem as nossas cores e os nossos jogadores. Apoiam seja quem for que actue contra nós.

Tiveram azar. Portugal venceu ontem o Uruguai, por 2-0, num desafio em que foi claramente superior. Segundo triunfo consecutivo, após a nossa vitória frente ao Gana (que ontem derrotou a Coreia do Sul) na ronda inaugural do Grupo H do Campeonato do Mundo.

Este desafio superado com sucesso teve um sabor muito especial. Por ser a desforra da partida que há quatro anos nos afastou do Mundial 2018, nos oitavos-de-final, com dois golos de Cavani enquanto Pepe marcava pelo nosso lado. Desta vez o veterano avançado uruguaio ficou em branco, tal como os seus compatriotas Darwin Nuñez, ex-Benfica, e Luis Suárez.

 

Jogo de sonho para Bruno Fernandes, de novo o melhor em campo no Catar. Marcou os dois golos, aos 54' e aos 90'+3 - este de grande penalidade. E teve duas excelentes oportunidades para ampliar a vantagem mesmo ao cair do pano, aos 90'+8 e aos 90'+9: a primeira só travada por grande defesa do guardião Rochet, a segunda foi ao poste.

Destaque também para Pepe, que regressou à equipa das quinas para se confirmar como eficaz patrão da defesa, Diogo Costa (desta vez sem deslizes) com duas defesas dignas de nota muito elevada e Cristiano Ronaldo, que mesmo sem marcar teve intervenção decisiva no nosso primeiro golo, com desmarcação que baralhou Rochet. 

Justificam igualmente aplauso os "nossos" João Palhinha e Matheus Nunes, em campo desde o minuto 82: ambos contribuíram para consolidar o domínio leonino. Deviam ter entrado mais cedo.

Nota negativa para a saída de Nuno Mendes, aos 41, aparentemente por agravamento da lesão que já sofrera. Enquanto esteve em campo foi um dos melhores. Ao contrário do apagadíssimo João Cancelo e do desinspirado Rúben Neves. Diogo Dalot e Palhinha merecem ser titulares.

 

Os tais profetas andavam a uivar maus agoiros há largas semanas. Enganaram-se redondamente até ao momento. A selecção portuguesa é apenas a terceira a qualificar-se para a fase seguinte, ainda antes de disputar o terceiro jogo - será na sexta-feira, contra a Coreia do Sul treinada por Paulo Bento. Além de nós, por enquanto, só França e Brasil confirmaram presença nos oitavos-de-final.

O que fazer? Manter o apoio, claro. Falo por mim - e tenho a certeza de que falo pela esmagadora maioria dos portugueses.

Os outros vão continuar a resmungar e a lançar pragas. Mas agora em tom mais baixo, quase em surdina. É outra boa notícia.

Portugal venceu, Cristiano Ronaldo marcou

Mundial 2022: triunfo contra o Gana (3-2)

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CR7 celebra após marcar, de penálti, o primeiro dos nossos três golos contra o Gana

 

Hoje é um péssimo dia para os urubus que adoram transportar maus agoiros no bico. Um péssimo dia para os pregoeiros da desgraça.

Presumo, por isso, que seja também um dia calmo no nosso blogue.

São sempre assim, as madrugadas e manhãs que se seguem às vitórias - sejam do Sporting, sejam da selecção nacional. Ao contrário das ressacas dos desaires, quando o trânsito fica engarrafado por aqui.

Esta é talvez a característica que mais detesto em muitos portugueses: anseiam pelo fracasso dos compatriotas. Daí a diferença abissal entre a enxurrada de gente que se apressa a comentar quando há derrotas e a calmaria que se segue aos triunfos.

 

Hoje é um desses dias.

 

Portugal estreou-se ontem a vencer no Mundial de 2022. Superou o Gana, derrotando por 3-2 uma das melhores selecções do continente africano.

Portugal comanda isolado o Grupo H, aproveitando o empate registado no soporífero Coreia do Sul-Uruguai - tristemente assinalado por ser o único jogo até agora de um campeonato do mundo disputado neste século sem um só remate a qualquer das balizas.

Portugal viu o seu melhor jogador de sempre marcar o primeiro dos três golos: Cristiano Ronaldo conquistou um penálti e converteu-o de forma exemplar. Mostrando, a quem ainda tivesse dúvidas, que continua a ser mais-valia aos 37 anos e 9 meses.

Portugal acaba de ver CR7 superar mais um recorde: é o primeiro jogador da história do futebol a marcar em cinco campeonatos do mundo (2006, 2010, 2014, 2018, 2022) e também o primeiro a facturar em dez fases finais de grandes competições futebolísticas (contando com os golos apontados nos Europeus de 2004, 2008, 2012, 2016 e 2021).

 

Um dia sem história, portanto. Outro dia tranquilo aqui no blogue.

Afinal

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22/11/22, para os numerologistas esta data deve ter um significado oculto qualquer, para mim, é o dia da Argentina vs. Arábia Saudita, pela primeira vez, uma das selecções que Roger disse que estariam na final, vai pisar o estádio icónico, quatro dias depois será a vez da selecção portuguesa, fazer o mesmo, frente ao Uruguai.

Arábia Saudita e Uruguai serão os primeiros adversários de Messi e Cristiano Ronaldo no Lusail Iconic Stadium, quem se defrontará no último encontro?

"Estamos no último minuto, dos oito que foram dados de prolongamento, portugueses e argentinos, arrastam-se pelo campo, mais que o calor, é a humidade que os sufoca.

O guarda-redes argentino tenta sair a jogar, coloca a bola em Enzo, à entrada da área, o passe sai frouxo, Enzo atrapalha--se e deixa-se pressionar por Bruno Fernandes, a bola sai dos pés do benfiquista para os de Cristiano Ronaldo, este usa muito bem o corpo, ganha a posição e embora atrapalhado por Otamendi remata certeiro na direcção da baliza.

Último minuto, último jogo do Mundial, último remate, provavelmente, o último golo do Ronaldo num mundial, aquele que fará de Portugal, campeão do mundo, surge, no entanto, rápido e oportuno, Paulinho* a empurrar a bola (que entraria de qualquer modo) para dentro da baliza.

Foi golo, golo, golo!

Portugal é campeão Mundial e Paulinho é o novo Éder" **

* Paulinho foi chamado ao Mundial para substituir Gonçalo Ramos que se lesionou numa disputa de bola com Pepe.

** A parte entre aspas foi um sonho que tive. A jogada como repararam era igual à do golo do Sporting, em vez de ser Trincão a roubar o golo a Paulinho foi Paulinho a roubar o golo a Ronaldo. Será que este segundo roubo seria encarado da forma que foi o primeiro?

Liga das Nações: Wembley é na "Pedreira"

Mais logo, às 19h 45m (hora portuguesa), a Inglaterra recebe a Alemanha em Wembley. Amanhã, à mesma hora, Portugal recebe a Espanha em Braga. Dir-se-ia que os holofotes estariam apontados ao clássico de Londres. Na verdade, trata-se de um jogo entre duas equipas humilhadas, só serve para cumprir calendário. Já da "Pedreira" vai sair um dos semi-finalistas da Liga das Nações.

Como o Pedro Correia aqui disse, a Inglaterra já caiu para a Liga B. Quanto à Alemanha, falhou a hipótese de passar às meias-finais, ao perder com a Hungria, em Leipzig, por 1:0, na passada sexta-feira. Uma derrota humilhante, à semelhança do que aconteceu com a Espanha.

Ao contrário da Alemanha, porém, nuestros hermanos ainda se mantêm na corrida. Espero que só até amanhã, ao serão.

Força, Portugal!

 

Nota: A Alemanha nunca logrou atingir a meia-final da Liga das Nações. Nem à terceira foi de vez.

Uma medalha que não deveria ser portuguesa

Pode não ser a opinião de muita gente, mas é o que me vai na alma.
Pedro Pichardo veio para Portugal porque o Benfica lhe acenou com um maço de notas para se naturalizar português, para poder dizer que também dava medalhas olímpicas ao país. Poderia perfeitamente ser atleta do Benfica e cidadão cubano. Se não queria competir por Cuba, por ter um conflito com o seu país, poderia simplesmente ter competido com a bandeira olímpica. Mas isso não interessaria ao Benfica, que não tolera que o Sporting seja visto como o clube cujos atletas mais medalhas olímpicas ganham. E assim se procedeu a uma naturalização em tempo recorde (seis meses após a sua chegada) - não sei ao abrigo de que critério, mas o Benfica pode sempre tudo. Será assim que se desenvolve o desporto em Portugal - a naturalizar atletas de países com menos recursos financeiros?
Nada disto retira mérito ao atleta e à sua medalha, obviamente. É um grande campeão. Acho também naturalíssimo que o seu clube celebre a medalha. E também a cidade onde vive - a medalha foi ganha por um dos seus. Mas se esta é uma medalha "portuguesa", então talvez seja melhor acabar de uma vez com esse conceito de nacionalidade atribuído às comitivas e às medalhas olímpicas, que vem do início das Olimpíadas, no final do século XIX e no rescaldo da Conferência de Berlim, mas que é bem diferente nos dias de hoje. Enquanto não for esse o caso, e embora saiba que Portugal esteja longe de ser um caso único como este (em Espanha há dezenas de casos, grande parte deles também à custa de Cuba), não concordo que Portugal fique com o proveito de uma medalha para a qual pouco ou nada contribuiu.
Uns esclarecimentos finais: esta minha opinião aplica-se à medalha de Pedro Pichardo, mas obviamente não às outras medalhas olímpicas portuguesas nestes jogos (nesse sentido são lamentáveis as declarações de Bessone Basto). Também não se aplica às medalhas de Francis Obikwelu ou Nélson Évora. Talvez se aplicasse a Auriol Dongmo, tivesse a atleta do Sporting sido medalhada (e muito contente ficaria eu com essa medalha), embora a sua naturalização tenha decorrido num prazo normal. Nada do que eu escrevi justifica o mau perder do grande campeão Nélson Évora, que muito mal lhe ficou.

Hoje somos os favoritos que falharam

Texto de Francisco Gonçalves

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Renato Sanches e De Bruyne no Bélgica-Portugal de 27 de Junho

 

A base da selecção [portuguesa no Mundial de 1966] era a de uma equipa com cinco finais da Taça dos Campeões Europeus em oito anos e que, de facto, teve um brilhante comportamento em Inglaterra, [mas] falhou, estrondosamente, o apuramento para o Munudial de 62, para o Europeu de 64 e para o Europeu de 68.

 

Entretanto, ficámos em 4.º lugar no Mundial de 2008; fomos semi-finalistas, em 2000 e em 2012; vice-campeões europeus, em 2004; campeões europeus, em 2016; e vencemos a Liga das Nações em 2019.

Sem prejuízo do mérito que a nossa selecção revelou, o Mundial de 1966 foi visto, quase, como um milagre. Uma superação que só acontece(u) de vez em quando.

Hoje, Portugal frequenta os lugares das melhores selecções do mundo, com uma naturalidade que, naquele tempo, era uma miragem.

 

Naquele tempo, éramos os coitados que se transcenderam.

Hoje, somos os favoritos que falharam.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

A ver o Europeu (21)

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BÉLGICA ELIMINA PORTUGAL

No primeiro jogo do tudo-ou-nada, houve um tropeção. Que nos foi fatal. Frente à selecção belga, classificada como número 1 do mundo pela FIFA. Derrota tangencial em Sevilha, perante 14 mil espectadores nas bancadas: os belgas marcaram na única verdadeira oportunidade que tiveram num brilhante lance individual de Thorgan Hazard, aos 42'. Enquanto nós fomos incapazes de a meter lá dentro: houve 24 remates, grande parte dos quais por cima ou ao lado. O melhor - por Raphael Guerreiro, de pé direito - embateu no poste, aos 83', já com Courtois batido. Aos belgas, com apenas 44% de posse de bola e sem um só canto a seu favor, bastou rematar seis vezes para vencer.

Claro domínio português na segunda parte que foi crescendo de intensidade até ao apito final. Mas que só se tornou indiscutível quando Fernando Santos, com manifesto atraso, fez as substituições que se impunham: tirou Bernardo Silva e João Moutinho, os elementos mais fracos do onze titular, metendo em campo João Félix e Bruno Fernandes, que refrescaram a equipa e lhe deram alguma acutilância. Sobretudo só a partir daí os nossos flancos passaram a funcionar em dinâmica ofensiva. 

Bernardo nunca conseguiu acelerar o jogo e foi incapaz de fazer a diferença lá na frente. E teve também responsabilidade no golo belga: Thorgan bateu-o em velocidade e o avançado do City ficou a marcar com os olhos, consentindo o remate de meia-distância. Também Rui Patrício pareceu algo lento a reagir e mal posicionado, apesar de a bola ter entrado no centro da baliza.

 

Dos onze que entraram de início, neste jogo em que tivemos menos 48 horas para descansar do que os "diabos vermelhos", havia seis campeões europeus: Rui Patrício, Pepe, Guerreiro, Moutinho, Renato Sanches e Cristiano Ronaldo. O capitão português, muito marcado, desta vez foi incapaz de fazer a diferença - excepto num livre directo que levava selo de golo mas acabou interceptado por Courtois, o melhor em campo. Estavam decorridos 25 minutos: era o nosso primeiro remate enquadrado. O que resume em larga medida a nossa primeira parte, em que abdícámos da iniciativa atacante, sobretudo pelos corredores laterais. E só despertámos para a pressão no segundo tempo, correndo atrás do prejuízo.

Tivemos 88% de eficácia de passe. Mas a finalização, do nosso lado, parecia ter rumado a parte incerta. Palhinha, João Félix, Bruno Fernandes e o próprio Ronaldo falharam neste capítulo. Bernardo nem tentou. Mas o destaque pela negativa vai para Diogo Jota, uma autêntica nulidade. Isolado por Renato logo no minuto 6, num passe em lance corrido que cheirava a assistência para golo, o avançado do Liverpool rematou muito torto, bem para longe da baliza. Titular absoluto neste Europeu, nunca demonstrou ter qualidade para merecer a confiança que o seleccionador lhe deu. Aos 58', voltou a falhar com estrondo - desta vez assistido por Cristiano.

 

Pepe anulou bem Lukaku, o adversário mais temível. Palhinha neutralizou De Bruyne, um dos melhores jogadores do mundo. Guerreiro chegou e sobrou no confronto individual com Meunier. O problema da nossa equipa residia lá na frente: demasiados nervos à solta, demasiada intranquilidade, demasiada incompetência.

Campeões europeus desde 2016, cinco anos depois vamos ceder o título a outra selecção. Que bem pode ser a belga, embora também italianos e franceses sejam sérios candidatos. É verdade que nunca a Bélgica apresentou uma equipa tão forte num Campeonato da Europa. Mas não é menos certo que esta é a primeira vez em que somos afastados em fase tão prematura de um Europeu. Os nossos piores desempenhos antes deste aconteceram em 1996 e 2008, quando caímos nos quartos-de-final.

Todos os ciclos têm o seu fim. O do seleccionador Fernando Santos - que prescindiu de Nuno Mendes e Pedro Gonçalves, campeões nacionais pelo Sporting que nunca calçaram neste Euro-2021 - aproxima-se do epílogo. Mas esse é outro debate: haverá tempo e espaço para o fazer. Talvez só após o Mundial que vai disputar-se no Catar em 2022.

 

Bélgica, 1 - Portugal, 0

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Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Frente à selecção n.º 1 da FIFA, acabou por ter pouco trabalho. O golo belga foi a única ocasião em que enfrentou verdadeiro perigo. Infelizmente teve reflexos mais lentos do que Courtois na baliza contrária ao negar golos a Cristiano Ronaldo e André Silva.

 

Diogo Dalot - Estreia absoluta a titular pela selecção A. No essencial, cumpriu no capítulo defensivo. Mas foi demasiado tímido nas incursões ofensivas, sobretudo no primeiro tempo. Comportamento infantil aos 51', chutando a bola com o jogo parado: custou-lhe o cartão amarelo.

 

Pepe - O mais velho jogador de campo do Euro-2021, com 38 anos, voltou a ser pedra basilar. Imbatível no eixo da defesa, enfrentou com êxito Lukaku. Corte exemplar aos 66', negando o golo ao artilheiro do Inter. No quarto de hora final foi jogar lá na frente, como se fosse avançado.

 

Rúben Dias - Fez boa parceria com Pepe. Ambos tinham pela frente uma selecção que marcou 40 golos na fase de apuramento e não se deixaram atemorizar por isso. Cabeceou com perigo, aos 82', após canto de Bruno Fernandes. Com outro guarda-redes talvez tivesse entrado.

 

Raphael Guerreiro - A sua melhor exibição do Europeu ocorreu neste desafio. Corte impecável aos 40'. Redobrou de protagonismo ofensivo na segunda parte, com vários cruzamentos bem medidos. Esteve quase a marcar aos 83': Courtois já estava batido mas a bola foi ao poste.

 

Palhinha - Ganhou estatuto na selecção, como ficou comprovado neste jogo - o seu primeiro como titular no Europeu. Infelizmente, foi também o último. Não merecia voltar já para casa: bom desempenho na recuperação e no desarme. Só falhou no disparo de meia-distância.

 

João Moutinho - Incompreensível, esta reiterada aposta do seleccionador. Precisávamos de um acelerador de jogo no eixo do terreno: rápido, vertical, incisivo. Moutinho não tem nenhuma destas características. Saiu aos 56', comprovando que o tempo dele na selecção acabou.

 

Renato Sanches - Com 91% de eficácia de passe, talvez o melhor português neste jogo. No primeiro tempo foi o que mais tentou remar contra a maré: desequilibrou, transportou com qualidade, nunca deu um confronto por perdido. Quase assistiu para golo aos 6'. Saiu aos 78'.

 

Bernardo Silva - Outro mistério: como é que foi titular nos quatro jogos de Portugal neste Europeu? Voltou a ter uma exibição medíocre, tanto no flanco direito ofensivo como em missão defensiva: tem clara responsabilidade no golo belga, ao deixar fugir Hazard. Saiu só aos 56'.

 

Diogo Jota - Divide com Bernardo o "prémio" de pior em campo. Pedia-se goleador - e falhou em toda a linha. A ala esquerda, onde actuou, ficou sempre desequilibrada: quase não ganhou um confronto individual e parecia até fugir da bola. Espantosamente, esteve em campo até aos 70'.

 

Cristiano Ronaldo - Nem ele conseguiu fazer a diferença. Mas se há jogador que não merecia ir mais cedo para casa é precisamente o capitão. A primeira clara oportunidade de golo foi dele, na marcação de um livre, aos 25': Courtois defendeu in extremis. Aos 58', assistiu para Jota falhar.

 

João Félix - Saltou do banco (56'), rendendo Bernardo. Procurou a bola mas faltou-lhe talento na zona da decisão. Cabeceou à figura, aos 61'. Atirou por cima aos 82', rematou ao lado aos 90'+4. Tentou mergulhar para a piscina, cavando um livre. O árbitro não se deixou enganar.

 

Bruno Fernandes - O que se passa com o melhor jogador da Liga inglesa? Desta vez só entrou aos 56', por troca com Moutinho. Aos 82', marcou bem um canto que podia ter dado golo. Mas falhou remates quando se exigia mais precisão: atirou muito por cima aos 62' e aos 90'+2.

 

André Silva - Imperdoável, a escassíssima utilização neste Europeu do segundo melhor artilheiro da Liga alemã. Neste jogo entrou aos 70', substituindo o inútil Jota. Desperdiçou um bom passe de Bruno Fernandes (80'). Mas quase marcou aos 88': Courtois, atento, impediu o empate.

 

Sérgio Oliveira - Entrou aos 78', para refrescar o meio-campo, substituindo um exausto Renato Sanches. Tentou dar consistência e acutilância às nossas acções ofensivas, infelizmente sem oportunidade para testar o seu famoso pontapé de meia-distância.

 

Danilo - Entrou aos 78', rendendo Palhinha, já amarelado. Útil nas dobras defensivas, numa fase em que Pepe já actuava lá na frente, como se fosse um avançado. Desarmou Lukaku aos 86'. Esteve melhor ainda, abortando uma ofensiva muito perigosa de Carrasco, aos 90'+4.

O dia seguinte

Obviamente que nos faltou a tal "santinha" que nos acompanhou noutras situações. Mas ela hoje meteu folga.

Mas para Portugal defrontar a Bélgica em Sevilha é um pouco como o Sporting jogar em casa contra o Braga ou algo assim, se não entra com tudo para marcar primeiro e deixa enrolar o jogo até que um "chouriço" qualquer funcione como despertador, arrisca-se mesmo a perder. Porque a outra equipa redobra de moral, porque os minutos se vão esgotando, porque cada um tenta  resolver por si o que a equipa não consegue, nem equipa às tantas existe com tantas alterações e a pressa de meter a bola lá na frente.

E é verdade, Portugal não tem um Coates.

Mas tem alguns jogadores fetiches de Fernando Santos, a começar por um Bernardo Silva que marcou com os olhos o ala da Bélgica que fez o golo e um Jota que desperdiçou uma oportunidade muito bem conquistada por Renato Sanches. Foram fetiches como estes, a começar por aquele de William Carvalho contra a Alemanha, que marcaram definitivamente esta campanha. 

Realmente faltou chegar a Sevilha com um modelo de jogo consolidado. Entrou um onze remendado das contigências da fase de grupos, com pouca ideia de conjunto, e sem ninguém para ajudar Cristiano Ronaldo. Que podia ter sido João Félix, como se viu na segunda parte. 

E assim se encerra esta campanha. Com todo o respeito pela competência e curriculum de Fernando Santos, se calhar é tempo de encerrar um ciclo e partir para outro, com outra capacidade colectiva e outra mistura de jovens com fome de vencer e consagrados que não falhem. Sempre com Cristiano Ronaldo, porque ele fará sempre parte da solução, o melhor jogador do mundo nunca será o problema.

Olhando agora para os jogadores do Sporting que integraram esta selecção, Palhinha esteve hoje muito aquém do que pode fazer, não será certamente por este Euro que estará envolvido numa grande transferência, e dois dos melhores jogadores da Liga portuguesa, como Nuno Mendes e Pedro Gonçalves, só foram conhecer os colegas e fazer treino de recuperação. É frustrante, mas é assim mesmo.

SL

E se o Rúben fosse seleccionador?

Vou lendo por aqui e por ali diversas e diferentes opiniões sobre os jogadores que foram convocados, mas acima de tudo sobre as tácticas usadas por Fernando Santos. Não faço qualquer juízo de valor sobre o trabalho do seleccionador até porque, como disse o Edmundo, sou outrossim dono de um nível zero de treinador.

Posto isto gostaria de perguntar ao "nosso" treinador Rúben Amorim que jogadores colocaria em campo e, mais do que tudo, qual a táctica que colocaria em campo?.

Digam o que disserem, Rúben Amorim foi o único que conseguiu fazer de um conjunto de jogadores uma boa e temível equipa.

E logo à tarde/noite deveria estar em Sevilha uma equipa e não só um conjunto de meros jogadores de futebol

Prognósticos antes do jogo

Vai fazer agora cinco anos, no Campeonato da Europa em França, chegámos aos oitavos de final com menos um ponto do que agora. Após empates com Islândia, Áustria e Hungria. 

Depois, nos oitavos, enfrentámos a Croácia de Modric - que em 2018 se sagrou vice-campeã mundial. Desafio difícil: os croatas acabavam de derrotar a favorita Espanha (então ainda campeã europeia em título) e tiveram mais 48 horas de descanso do que a equipa das quinas entre a fase de grupos e a fase a eliminar.

Foi um desafio com desfecho incerto quase até ao apito final. Após o zero-a-zero aos 90' (como ontem, no Áustria-Itália) seguiu-se o prolongamento. E aos 117' ocorreu isto, que na altura relatei aqui: «Cristiano Ronaldo, muito marcado, pareceu ausente durante grande parte do encontro. Mas na hora decisiva lá estava ele, aproveitando bem uma diagonal aberta por Nani e rematando por instinto, com força suficiente para o guarda-redes croata largar a bola, o que permitiu a recarga vitoriosa de Quaresma, estreante a marcar em fases finais de Europeus.»

Sem espinhas: transitávamos para os quartos-de-final.

 

E agora, como será?

Aguardo com expectativa os vossos prognósticos para este Portugal-Bélgica - a Bélgica de Lukaku, De Bruyne, Courtois, Meunier, Ferreira-Carrasco e dos irmãos Hazard. 

Começa mais logo, a partir das 20 horas. Em Sevilha, onde após muitos avanços e recuos o Estado português estará representado pelo ministro da Educação. Presidente da República, presidente da Assembleia da República e primeiro-ministro ficam em casa.

Para alguns parece tempo de luto

Objectivo mínimo alcançado: os oitavos-de-final.

A partir de agora cada jogo terá a sua história.

Entretanto conseguimos mais pontos do que a Dinamarca e a Ucrânia, que passam à fase seguinte com duas derrotas cada, e mais cinco golos do que a Inglaterra, qualificada com apenas duas bolas metidas nas redes adversárias.

Terminamos a fase de grupos com os mesmos pontos da Croácia, vice-campeã mundial. E do que a Alemanha, a Suíça e a República Checa.

Para alguns portugueses adeptos de futebol, estranhamente, em vez de ser tempo de festa parece ser tempo de luto.

{ Blogue fundado em 2012. }

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