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És a nossa Fé!

A culpa é do Sporting

Lembram-se de ouvirem as vozes histéricas clamando contra os festejos do título do Sporting a 11 de Maio?

Lembram-se dos adeptos do FC Porto - começando pelo presidente dessa agremiação - a disparar contra a "vergonha" dessas ruas e praças cheia de gente em alegre confraternização?

Lembram-se dos urubus da pantalha soltando gritinhos de aflição contra o "inevitável aumento de contágios" que esses festejos causariam?

Pois tomem lá esta série de lindos postais da Invicta com milhares de briosos cidadãos cumprindo galhardamente as normas sanitárias - distanciamento físico e máscara - neste fim de semana em que lá se disputou a final da Liga dos Campeões.

No fim de tudo, se os contágios dispararem, não se esqueçam de dizer que a culpa é do Sporting.

 

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O ódio do decano

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Desta vez Pinto da Costa esqueceu-se de usar a palavra "vergonha" para qualificar a rebaldaria anglófila no Porto e até motivou críticas expressas do Presidente da República.

As normas sanitárias foram lançadas às malvas, o "dever geral de recolhimento" foi atirado às urtigas e o "uso obrigatório de máscara" foi ignorado por completo pelos ingleses ululantes. Enquanto a polícia acorria às praias para fiscalizar... os portugueses.

 

O decano só emprega o tal vocábulo quando se refere a Lisboa.

Com o ódio que o caracteriza sempre que alude à capital portuguesa, como se estivesse a referir-se a uma cidade estrangeira. E com a duplicidade moral que todos lhe conhecemos.

«Tenho a certeza que tudo irá correr da melhor forma [final da Champions no Dragão com a presença de quase 20 mil ingleses]», dizia ele há dias, depois de lançar mais um escarro contra o Sporting. 

 

Estava redondamente enganado.

O País inteiro viu

E a Europa também.

Crime público

Eu era para ter ficado caladinho neste assunto do arraial de porrada aviado ao um reporter de imagem da TVI pelo Pinto da Costa (se não foi ele, pelo menos estava ao lado e não impediu, nem sequer por palavras), que outros colegas com mais veia já o fizeram.

Mas acabei de ler o comunicado do sindicato de jornalistas e a minha alma ficou parva. E pelo respeito que tenho pela missão e profissão do jornalista (sem género, para me não acusarem de discriminação sexista), os verdadeiros e isentos que os há por aí aos montes felizmente, não posso deixar de ficar inquieto.

Aquilo de ontem, como muito bem diz o sindicato dos jornalistas, é crime público. E então reclama o sindicato dos jornalistas que sendo crime público, deve o ministério da coisa pública agir em conformidade. Assim a modos que "aquele puto bateu-me, toma lá esta pedra e dá-lhe com ela nos cornos". Será que não haverá naquela direcção um jornalista especializado em legislação, justiça, tribunais, o diabo a sete? É que até a minha mãe, que ainda trata o juíz por Vossa Excelência Senhor Doutor Juíz e o conhece desde que o senhor tinha cueiros, sabe que um crime público significa que qualquer pessoa que tenha conhecimento e de preferência testemunho desse crime, pode acorrer junto de qualquer tribunal e dar dele notícia e consequente queixa.

Será que perante um acto de tamanha gravidade, o sindicato dos jornalistas vai esperar sentado pelo ministério público?

Algo vai muito podre, quando uma associação de classe, perante acto tão hediondo, se limita a um comunicadozinho da treta. Até parece que têm rabos de palha, ou devem favores a alguém.

Que diabo, até a TVI diz que vai proceder criminalmente contra os agressores, apesar do peso de gente do Porto na estrutura accionista recente na empresa que a detém.

Um dia depois das comemorações do Dia da Liberdade, o sindicato dos jornalistas, constituido outrora por gente sem medo e que inventava formas de contornar a censura e nos dar novas enfrentando o lápis azul, tem hoje medo de um clube de azul.

À atenção dos homens da profissão. Reflictam...

Rui Moreira

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São 40 anos disto. O historial das influências manipuladoras dos resultados desportivos nunca será completado, muitas esquecidas na voragem dos tempos, outras silenciadas, por falta de provas e de coragens. Modo de estar amparado por acólitos que tendiam a sovar jornalistas - ainda me recordo da impunidade com que, no Aveiro de 1988, foi agredido o grande jornalista Carlos Pinhão, aos seus 64 anos. E modo de estar catapultado pela inércia judicial e pela cumplicidade política, em particular autárquica - poucos ainda se lembrarão quando o presidente da câmara Fernando Gomes, encavalitado no clube, desceu a Lisboa arvorado em ministro e com sonhos de conquistar não o Jamor mas sim São Bento. Foi-lhe breve o enleio, logo tendo regressado, capachinho entre as pernas, para a administração do F.C. Porto entre outras sinecuras. 

Neste longo consulado de "Jorge Nuno", como o saúdam os apaniguados, o hábito de atiçar jagunços para espancar jornalistas seguiu algo viçoso nas suas duas primeiras décadas. Depois feneceu, pois a sucessão de triunfos internos desestruturou clubes rivais, amainou a competição. Nesse rumo mais favorável impôs-se a procura de respeitabilidade pública. E nisso o culto da "mística" do clube foi apelando cada vez mais a uma qualquer "alma" feita de arreganho desportivo, depurando-se da imagem de corsários em abordagem: a fleuma de Robson e a sua versão lusa, por isso algo mais arisca, em Santos, Jesualdo Ferreira, e mesmo no júnior Villas-Boas, foi-se sedimentando, apesar da alguma irascibilidade bem-sucedida de Pereira ou Mourinho.

É certo que a vigência de uma placidez - democrática - nunca foi absoluta, e que a vertigem provocatória e agressiva nunca desapareceu, com a própria conivência da imprensa. Lembro-me que há alguns anos um conhecido comentador televisivo atreito ao SLB foi "abanado" num restaurante portuense por um famigerado líder de claque portista. Como tantos deixei eco disso no meu mural de FB, lamentando o facto. De imediato recebi um bem-disposto comentário desvalorizando o abanão no sexagenário mediático, algo tipo "foi coisa pouca". Respondi-lhe, indignado, "como é possível que sendo V. o nº 1 da Lusa desvalorize uma situação destas em nome do seu clubismo?". Logo o arauto me insultou e cortou a ligação-FB. Lembro este "fait divers" para sublinhar isso da vontade agressora não residir apenas nos aprendizes de proxeneta medrados na Invicta, pois sempre seguiu robusta naquele mundo de "senhores doutores".

As décadas passaram. O natural ocaso do octogenário "Jorge Nuno" é este, o que agora acontece. O controlo do jogo algo se reduziu, devido à dança de poderes nos meandros nacionais mas também à introdução de tecnologias electrónicas na arbitragem. E nisso, no envelhecimento do prócere e no crescimento do imprevisto futebolístico, voltou-se ao culto do "pancadarismo". O rufia treinador, desde ontem cognominado "Sérgio Confusão", cujo histrionismo passa incólume, afirma-se como "imagem de marca" do clube ressuscitando a velha ideia da tal "mística" corsária. O que inclui, claro, o espancamento avulso de jornalistas - agora já não por obscuros seguranças de bordéis portuenses mas por "empresários" montados em carros de estatuto, uma óbvia gentrificação da escroqueria portista.

No meio de tudo isto, antigo exaltado porta-voz televisivo das manobras clubísticas e agora eleito figura-maior dos órgãos do clube - apesar da propalada actual renitência do poder político em associar-se aos mariolas do futebol -, qual putativo Delfim, flana Rui Moreira, o presidente da Câmara do Porto. De (quase) tudo soube, de tudo sabe, a tudo anui. E assim ... a tudo conspurca.

Pinto "Egas Moniz" da Costa, Aio

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Ai o carago!

Terá sido esta a exclamação de Pinto da Costa quando soube que uma das suas muitas trafulhices fora descoberta.

A melhor solução quando somos apanhados em falta, quando descobrem as merdas que fazemos, é pedirmos desculpa, pedirmos perdão.

O exemplo que vem à memória é o episódio de Egas Moniz (cf. com canto III dos Lusíadas, estrofes 35-40).

Espero que Pinto da Costa venha até ao Museu do Sporting com a camisola amarela e o título de 2018, acompanhado pelas esposas Filomena, Carolina, Fernanda (provavelmente estou a esquecer-me de alguma), todos vestidos de branco, descalços e com uma corda ao pescoço, entregar os símbolos desse triunfo?

Não.

Não peço tanto, peço que Pinto da Costa peça desculpas ao Sporting, pois ao contrário daquilo que "O Jogo" titulou ontem, na primeira página, a culpa não foi de Alarcón, foi da organização corrupta e trafulha que, justiça lhe seja feita, Bruno de Carvalho denunciou na altura.

Esperemos, então, pelo pedido de desculpas institucional do senhor Pinto da Costa ao doutor Frederico Varandas.

Sobre este assunto ler o postal de AntónioF, especialmente, o comentário do ex-ciclista dos Leões do Nabão, Edmundo Gonçalves.

A sair do armário

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Considero que aos 56 anos chegou o momento de me libertar, de me assumir tal qual sou, de finalmente ter a coragem de "sair do armário". Até hoje sempre proclamei, em público mas também, e quantas vezes, apenas para mim próprio, face ao ecrã feito espelho, que quando o F. C. Porto joga sempre torço para que perca. Seja contra qualquer clube, nacional ou estrangeiro. Excepto, claro, se o seu adversário for o inominável SLB. Minha posição oficial, minha página de missal, minha pessoa e "persona" para todos, para mim mesmo. Sempre negando quem isso pusesse em dúvida, sempre ripostando ferino a quem me criticasse a postura. 

Ontem mais uma vez isso vivi. Contra a bela "velha Senhora", do nosso amado Cristiano Ronaldo, surgiu o tétrico Porto, sob uma presidência que há 40 anos manipula o futebol nacional - e com tantos danos para o Sporting mas também com custos para a cultura nacional, na perversão desse culto do "vale tudo". Com um arrogante e ríspido treinador, irritante de soberba azeda. Com um feixe de jogadores medianos e de irascível comportamento, como o patético filho-família dos escarros, ou  o ressabiado Sérgio Oliveira do tão recente mau fígado naquilo da invectiva ao "empate com sabor a Champions" aos nossos jogadores. Que fossem eliminados, e que levassem 5 ou  6 se possível, foi o meu sincero desejo e prognóstico. Com um tricórnio do nosso CR7, para ser ainda mais saboroso.

E depois, neste camarote sofá, lá me encontrei a exclamar, veemente, "penálti!!!" quando o nosso desperdício Demiral abalroou aquele qualquer sempre-aldrabão avançado andrade. E cuspindo impropérios ao árbitro e sua ascendência, holandeses claro (dessa gente sempre ressentida após a Batalha de Nuremberga), quando expulsou o tipo do Irão, "que nunca o faria se fosse um Chiesa ou outro assim". Para culminar no esganiçado e bem audível "Gooooolo!!!!" aquando daquilo do chuto do Sérgio Oliveira - sim, esse mesmo, o pateta do "empate com saber a Champions". E, já em pé, para a frente e para trás, cigarro trémulo, nos  últimos segundos, clamando "gatuno, está na hora", diante do olhar espantado da companhia teleespectadora, ouvindo resmungos "f...-se, saíste-nos um nacionalista...". "Não, é por causa dos pontos do ranking de clubes", ainda me tentei justificar, manter a pose. Mas não, tenho que me assumir tal qual vou sendo.

Enfim, ainda que esta Juventus não seja áurea, grande jogo, grande Porto o de ontem. E, já agora, e porque em momento de difíceis confissões: fabuloso Pepe, aos 38 anos ainda por cima. Se já fora o melhor jogador do (nosso) campeonato europeu de 2016, se tem sido a base das excelentes campanhas da selecção, agora ainda mais brilha neste seu nada ocaso. É o melhor central da história do futebol português. Mesmo melhor do que ... Humberto Coelho.

Azia? Anti-ácido!

Um tal de Oliveira, que leva um ror de golos à conta de penaltis manhosos, foi hoje o porta-voz da equipa do Porto. Se calhar porque não lhe calhou o tal penalti da ordem (às vezes dois), o chavalo estava chateado na flasheinterviu. Que ganhámos a champions e o carago, dizia ele com sotáque du nuorte, mas esquecendo-se que a única oportunidade de golo foi nossa, do Sporting. E a seguir veio o Ceição, que pelo seu desejo, à hora a que escrevo isto, ainda o jogo durava... "Que fomos melhores, que merecemos ganhar, que o Soares Dias deveria estar no campo e não em Oeiras, que o jogo deveria ter mais meia hora pelo menos"... Tenham tino cuaralho, vocêses, sem o penaltezinho da orde, num valem a ponta dum corno!

Como eu disse em postal anterior, cara a cara num são hómes pra nós, cralhes!

Por sorte, são apenas três pontos

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São apenas três pontos, os que iremos disputar no próximo sábado no Porto.

Quer isto dizer que se o jogo nos correr mal, apesar de tudo só perderemos três pontos.

Não haverá penalti que marquem a favor deles que dê mais do que isso. E como sabemos que para o lado deles os penaltis caem que nem figos maduros, com estrondo; À pála deles, dos penaltis, têm pelo menos 16 pontos a mais no seu pecúlio, conforme podem ver na imagem que o Ricardo Roque desencantou não sei onde e que demonstra bem a importância dos penaltis para o lugar que ocupam na classificação. E isto chorando baba e ranho de que têm sido prejudicados. Olha, se têm sido beneficiados, onde é que já não iriam. Vai daí até teriam mais pontos do que os vinte jogos disputados dariam...

Atrevendo-me a meter foice em seara alheia, eu aconselharia Amorim a dar gás ao meu amigo Jorge Vital para que o Adán não fizesse mais nada até sexta à noite que não treinar a defesa de penaltis.

Porque, como diz o povo, só se for à falsa fé, porque cara-a-cara, não têm jogo para nós. E se não ficaram ontem a 12, ficarão a 13! Ou a 10, ou a 7. Estarão longe, de qualquer forma. Só dependerá da banca dos chocolates e da fruta.

E nós dependemos apenas de nós próprios, trilhando o nosso caminho, step by step...

Um treinador à Porto

Mais uma vez ontem o treinador do Porto foi expulso, mais uma vez justificaram a perda de pontos com a arbitragem, mais uma vez tiveram um penalti mais que duvidoso assinalado. Esta forma de estar naquele clube não é nova. Todos sabemos, uns por que o viveram, outros pelos registos que ficaram, a forma como este clube conseguiu conquistar a grande maioria dos troféus que expõe no seu museu. A táctica sempre consistiu no que se vê, a ameaça, a vitimização, a coacção a todos os árbitros. Para quem comanda o Porto desde a década de 80 do século passado, vale tudo, mesmo tudo para ganhar. Que se lixe a ética, que se lixe o desportivismo e a seriedade. O actual treinador do Porto é a imagem perfeita desta forma de estar, agressivo, conflituoso, mal educado, sem qualquer respeito pelos outros clubes, pelos jogadores e treinadores. Nunca tem a culpa de nada, há sempre uma teoria da conspiração que o impede de ganhar. Quando perde um jogo foi por culpa do sistema que está contra o seu clube, quando ganha foi apenas pelo seu mérito. O ódio que transparece no seu olhar ameaçador revela-nos uma pessoa agressiva, sem respeito por quem o rodeia. Era assim como jogador, é assim como treinador.

Encaixa na perfeição no adn daquele clube.

Godinhices

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O título deste post podia ser mais uma vez "Os filhos da puta", mas eles são tantos que desta vez vale a pena individualizar. O filho da puta de hoje foi um rapaz de nome Godinho e apelido Gatuno.

Mas não foi apenas ele, outros em Oeiras fizeram parte da pandilha que mais uma vez descaradamente nos roubou, uma pandilha que se intitula de VAR (Vamos Ali Roubar).

Esta jogada, a ser analisada correctamente, daria a possibilidade de o Sporting marcar, a expulsão do jogador que cometeu o penalti e a do treinador Sérgio Conceição, pelo "vai pó caralho, pá!" com o que isso poderia significar com toda uma segunda parte para jogar.

Ao contrário, o animal não só reverteu a decisão, como fingiu não ouvir a boca de Conceição. Mas ouviu um "vergonha" vindo do banco do Sporting, que atribuiu a Ruben Amorin, expulsando-o.

E eis como um filho da puta consegue em dois minutos esfrangalhar uma equipa e moralizar a outra.

Assim, vai ser muito difícil. Assim e receber um campeão europeu e não o meter de início na equipa, mas esses são outros quinhentos.

Ainda não acabou

Vamos ser realistas. A derrota de ontem no Porto, apesar de amarga como todas as derrotas, pode considerar-se normal. Jogámos com uma equipa de um outro campeonato, aspirante ao título e até resistimos mais que outras equipas que connosco rivalizam por um lugar na Liga Europa. Também é verdade que outras que lutam para não descer, deram muito mais trabalho ao FCPorto, mas isso é normalmente atípico, os jogadores terem brio e vontade de ganhar. Os nossos ontem tiveram essa enorme vontade de ganhar durante... um minuto, curiosamente o primeiro.

Temos a triste sina de jogar sempre com menos um (às vezes contra 14 o que agrava mais as coisas). Ontem o que costuma desiquilibrar esteve ao nível do jogo anterior e terá ficado nos Carvalhos, não fosse algum andrade louco nas festividades da conquista do título sarapintar-lhe o cabelo de louro. Ah, já tem? Desculpa, Jovane...

E damos por nós, todos, a desejar que o Braga perca seja lá com quem porque é, hoje por hoje, o nosso maior "inimigo".

Claro que isto não é apenas culpa de Frederico Varandas, as coisas já têm anos, o espírito conformista tão característico do sportinguista que se traveste no "perder ou ganhar é desporto", demonstrando depois uma superioridade moral que sendo real e que nos deve orgulhar, não chega para ganhar campeonatos, que é o que nos faz a todos entusiasmar. 

Não começa em Frederico Varandas, mas terá que acabar com Frederico Varandas! Não fisicamente, que aqui não se fazem linchamentos populares, mas acabar com a presidência de Frederico Varandas é imperioso! Deixemo-nos de paninhos quentes, quem não conseguiu fazer nada de jeito, antes pelo contrário e conduziu o clube para um ponto de onde muito dificilmente retornará a breve prazo (temos que ir-nos preparando para esta dura realidade), vendendo todas as jóias da coroa e contratando nulidades, paus de sebo e até, coisa nunca vista, um fantasma, dificilmente arrepiará caminho e fará melhor. E até pode ter vontade, mas já demonstrou que é incompetente para o exercício do cargo! Urge, enquanto não descemos a linha que já é ténue entre nós e Braga e Rio Ave e... Famalicão e Guimarães, que refletamos bem no que queremos para o clube: A continuação de Frederico Varandas e do valete (ou ás de trunfo!) Rogério Alves (os outros pouco contam, apesar de Zenha perceber de excel), ou que venha alguém preparado para o desafio, com conhecimento na área de gestão empresarial, que tenha noções do que é básico no jogo e nos seus meandros e que se saiba rodear de gente capaz, honesta e empenhada, de modo a manter o clube e a SAD financeiramente viáveis e em consequência disso que construa uma equipe que nos orgulhe? E que ganhe!

Temos hoje um grupo de miúdos muito promissores, alguns emprestados que deverão obrigatoriamente regressar, mas iremos confiar em Frederico Varandas e Hugo Viana para irem ao mercado à procura da qualidade e experiência que terá que complementar esta juventude? Não, por mim, definitivamente não! Lá diz o povo e com toda a razão, que quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Batemos esta época vários recordes negativos e ontem lá apareceu mais um: O maior número de derrotas numa só época. E ainda nos falta ir à Luz. Ainda não acabou o pesadelo.

 

Estamos nisto sozinhos?

Hoje o Sporting perdeu. Jogou o suficiente para não perder mas perdeu. É a dura realidade. Acabamos esta jornada de volta ao quarto lugar, a dezasseis pontos do primeiro lugar e a doze do segundo. Não faz sentido atirar a toalha ao chão mas também não faz sentido andar a fazer sugar coating.

Para mim, a grande derrota da noite não foi em campo. Foi no momento imediatamente a seguir. Alex Telles devia ter sido expulso ainda na primeira parte. Nem falta Jorge Sousa assinalou. E nós nem um piu. Silêncio, calados, resignados, vergados.

 

Eu, como outros Sportinguistas, não preciso que a direção critique a arbitragem para saber se foi boa ou má. Mas, depois de um fim-de-semana onde há um penalty não assinalado de Rúben Dias e uma expulsão perdoada a Alex Telles, é deprimente ver Sportinguistas a dar o peito, olhar para trás e não ver ninguém. É deprimente perceber que não exigimos que nos respeitem.

Eu acredito que esta direção ainda pode dar muitas alegrias ao Sporting. Mas não é aceitável que não exija o respeito dos restantes stakeholders do futebol português. Termos Sportinguistas lixados (com F) com isto e ver a direção calada é pior que um murro no estômago. É uma chapada da dura realidade. Estamos nisto sozinhos?

Jogar como nunca

Perder como sempre.

E até não jogaram mal a maior parte do tempo, apesar de sofrerem o primeiro como uns passarinhos (não fui eu que disse, foi o Silas!). Conseguiram empatar e poderiam ter enviado o FCPorto para o Dragão com o bornal cheio, mas como tantas e tantas vezes já assistimos em Alvalade, falharam-se golos cantados atrás de golos cantados e numa cavadela sem aparente importância, o Porto encontrou a minhoca e levou os três pontos para a Invicta.

Diz o Silas que não se importa de perder assim (ou o Ferro, já não sei bem) e então para resolver a coisa, entendeu que segurar o melhor jogador em campo (Acuña) na defesa esquerda e Bruno Fernandes (?) na defesa direita seria uma forma excelente de fazer jus a esta máxima. E aqueles que poderiam pelo menos levar a equipa ao empate, passaram a ser uns empatas. Bravo, Silas!

Freak show

Aterro em Lisboa por volta das 18 horas de sábado, vindo de umas retemperadoras férias, e preparo-me para ver confortavelmente em casa o jogo da consolidação da liderança do Sporting no campeonato. Afinal, não foi bem assim. Em contrapartida, tive o privilégio de assistir a mais um momento de pioneirismo sportinguista: parece que o Sporting é o primeiro clube na história da Primeira Liga a sofrer três golos de penálti marcados por um visitante e o primeiro dos grandes a sofrer três golos de penálti, em casa ou fora. Parabéns Sporting! Chupem Benfica e Porto! Este é um recorde que nunca baterão.

Enfim, uma pessoa sente-se logo em casa. Mas faltava ainda mais qualquer coisa para completar o quadro: no dia seguinte, começo a ver o Porto-Guimarães. Felizmente, pude ir fazer outra coisa qualquer ao fim de 50 segundos, quando o árbitro decidiu expulsar um jogador do Guimarães. Se não é outro lance pioneiro, para lá caminha. Quase no fim do jogo, volto a ligar a televisão e vejo o Guimarães com dois jogadores expulsos e o Porto a ganhar apenas por 1-0. Pois, o Sporting não joga nada, mas pelos vistos o Porto também não parece grande coisa. A diferença talvez não esteja na qualidade de jogo.

Para terminar o agradável regresso ao lar, logo a seguir dizem-me que o Benfica aplicou mais uma das habituais cabazadas ao proclamado "quarto Grande" do futebol português. Bem-vindo a casa, Luciano! Deleita-te com o freak show do futebol pátrio.

A estranha anatomia dos jogadores de futebol

Começo por dizer que não vi futebol este fim-de-semana, senão uns poucos minutos ao longe do Sporting vs Setubal, os golos do Boavista vs Benfica, e a repetição do penalti a favor do Porto no jogo com os Belenenses, que foi no mínimo polémico. A minha análise a este lance, tem que ser precedida por uma declaração de interesse: se fosse um jogador do Setúbal a protagonizar aquele lance, para mim seria penalti claro, ponto final parágrafo. Assim, não posso ter uma segunda opinião em relação a este lance e tenho que considerar que o VAR esteve bem. 

O que está mal e tem que ser rapidamente alterado é a regra da "mão". Não se pretende contrariar Paulo Bento ("andebol, mão; futebol, pé), mas há que de uma vez por todas definir critérios (a estória da intenção ou intensidade também não pega). Na jogada de ontem, por exemplo, o jogador de Belém estava em impulsão, de costas para a bola e efectivamente cortou a bola com o braço. Já o afirmei, à luz das actuais regras, parece-me penalti. Eu sou do tempo em que um não era apenas um não, mas também de que uma "mão" era apenas "A" mão, era apenas penalizada a acção intencional de cortar a bola com a mão. a "MÃO", não o pedaço de osso, músculo e tendões e veias e artérias e o diabo a sete que a prendem ao ombro. Ao penalizar o corte com o braço, principalmente quando o jogador está em impulsão (experimentem lá saltar com os braços encostados ao corpo para ver o que vos acontece), o International Board prejudicou o espectáculo e prestou o futebol a interpretações casuísticas e nalguns casos a la carte, com cada árbitro a interpretar a coisa conforme o seu sentimento em relação à regra.

Se a FIFA vai alterando as regras em função da obtenção do golo, o sal do jogo, deve ser apoiada; Mas terá que haver algum cuidado nessa alteração, porque corre-se o risco de no futuro, assim como que arremedando a teoria evolucionista de Darwin, os filhos dos jogadores de futebol, que hoje já têm mão até ao ombro tornando-lhes o uso do braço desnecessário, corre-se o risco, dizia, de os filhos dos jogadores irem progressivamente aparentando-se com pinguins e eu acho que o futebol não teria tanta piada. Lembram-se dum jogo de tabuleiro, chamado salvo erro Subbuteo? Seria um pouco pior, basta imaginar.

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