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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De vencer em Portimão. Contra uma equipa que soube bater-se bem, trouxemos três pontos do Algarve (vitória por 2-3). Reforçámos o segundo lugar na Liga, agora com uma vantagem de 11 pontos em relação ao distante terceiro, o Benfica.

 

De Sarabia. Fez a diferença. Espalhando classe em campo, confirmando que é o melhor futebolista a actuar na Liga portuguesa. Em campo apenas desde o minuto 56, entrou quando perdíamos e foi capaz de protagonizar a reviravolta, marcando dois golos, aos 71' e aos 76' - ambos com o pé direito, o menos bom dele. O primeiro é um prodígio de sabedoria táctica, iniciado e concluído por ele, sem nunca tirar os olhos da bola. Também sem nunca assumir ares de vedeta, como se estivesse apenas a cumprir o seu dever. Segue com 20 golos marcados nesta temporada - superando a sua anterior melhor época, ao serviço do Sevilha, em 2018/2019. O melhor em campo. 

 

De Tabata. Enfim, o treinador apostou nele como titular num jogo do campeonato. Foi só à penúltima jornada, mas ainda chegou a tempo. O ex-internacional júnior brasileiro correspondeu: marcou um golo - o primeiro, logo aos 12', e assistiu Sarabia num cruzamento perfeito para o terceiro golo. E aos 37' cabeceou à trave, solicitado por Matheus Nunes. Do trio ofensivo, que integrava Edwards e Pedro Gonçalves, foi o que esteve em melhor nível e também o que mais actuou no centro do ataque. Desta vez sem ponta-de-lança, pois Slimani já não está e Paulinho voltou a não comparecer.

 

De Porro. Actuando muito mais como extremo do que como lateral, o jovem internacional espanhol voltou a fazer uma exibição de grande nível, sempre em alta rotação. Esteve quase a marcar, na conversão de um livre directo, aos 39': Samuel Portugal, o bom guardião do Portimonense, impediu-o a custo de atingir o objectivo. Dois minutos antes, num cruzamento a régua e esquadro, ofereceu de bandeja um golo que Pedro Gonçalves desperdiçou com um pontapé disparatado. 

 

De Nuno Santos. Extremo à moda antiga, com óptima prestação de novo. Cruzou várias vezes com perigo, mas faltava à equipa mais presença na área. Aos 61', serviu muito bem Edwards. É ele quem inicia o terceiro golo, aos 76', com uma recuperação de bola. E ainda marcou um quarto, que não valeu, por deslocação. Um dos jogadores em melhor condição física neste final de época. Promete, desde já, para 2022/2023.

 

De Edwards. Por vezes dá a ideia que gosta de complicar aquilo que é simples, mostrando-se algo lento a decidir. Mas teve uma prestação muito positiva. Assistiu no primeiro golo tocando para Tabata e fez um excelente remate na passada aos 61' que só não beijou as malhas devido a uma enorme intervenção de Samuel Portugal. Vai-se enturmando mais com os colegas e assimilando os processos de jogo do Sporting.

 

Da reviravolta. Estivemos a perder entre os minutos 30 e 76. Soubemos virar o resultado contra um Portimonense bem apetrechado e que deu muita luta - nada a ver com a miserável prestação de há dias, no amigável frente ao FC Porto em que entrou em campo já resignado à derrota, com o consentimento expresso do treinador Paulo Sérgio.

 

De termos terminado o jogo com quatro da formação. Estavam em campo Gonçalo Inácio, Esgaio (substituiu Matheus Reis no recomeço), Daniel Bragança (entrou aos 61', substituindo um fatigado Matheus Nunes, e teve nota muito positiva) e Rodrigo Ribeiro (mais uns minutos entre os adultos, a partir dos 84', quando rendeu Tabata).

 

Do árbitro. Nota positiva para Rui Costa, que adoptou o chamado "critério largo", para os dois lados, algo que tarda em impor-se nos estádios portugueses. Ajuizou bem os lances, não atrapalhou nem quis ser a estrela do desafio. 

 

Do relvado. Sem favor algum, o Portimonense tem sido distinguido por apresentar o melhor "tapete" dos estádios portugueses. Volta a merecer este destaque: está de parabéns por isto, o que favorece bons espectáculos como o que ontem ali ocorreu.

 

De Samuel Portugal. Apesar do apelido, é brasileiro. E um dos melhores a jogar no campeonato português na sua posição. Não me importaria nada, confesso, de vê-lo actuar de Leão ao peito.

 

De somarmos agora 82 pontos. Depois de termos assegurado o segundo lugar na Liga 2021/2022 e nova presença directa na Liga dos Campeões, ainda podemos igualar a pontuação da época passada, algo jamais antes conseguido. Todos esperamos isso.

 

 

Não gostei

 

De entrar em campo sabendo que já não chegávamos ao primeiro lugar. O objectivo era muito remoto, mas ainda havia possibilidade aritmética de conquistar o título. A vitória do FC Porto na Luz, frente ao Benfica, desfez por completo esse sonho. 

 

De sofrer dois golos de rajada. Aos 25', de livre directo, e aos 33', marcado por Welinton sem qualquer oposição da nossa defesa nem a menor hipótese para Adán.

 

De Coates. Cometeu uma falta absolutamente desnecessária, quase à entrada da nossa área, quando Palhinha tinha acorrido à dobra e o atacante da equipa algarvia estava controlado: do livre resultou o primeiro golo algarvio. Depois falhou a recepção no passe à queima que Gonçalo lhe fez, dando origem à cavalgada que culminou no segundo golo do Portimonense. Noite para esquecer.

 

De Gonçalo Inácio. Começou como central à direita, muito intranquilo. Tem grande responsabilidade no segundo golo dos adversários: no nosso meio-campo ofensivo, com dois colegas (Edwards e Porro) a darem-lhe linha de passe, preferiu tocar para trás, oferecendo a bola a Coates num toque mal medido. Aparente desconcentração de ambos num lance que nos custou o segundo golo - e deixarmos de ser a equipa menos batida do campeonato. Melhorou no segundo tempo, quando Amorim o colocou do lado esquerdo, sua posição natural.

 

De Pedro Gonçalves. Uma nulidade. Com ele em campo, só tínhamos dez. Porro ofereceu-lhe um golo aos 37': ele, só com o guarda-redes pela frente, desperdiçou por completo com um pontapé digno dos "apanhados". Saiu aos 56': devia ter ficado no balneário ao intervalo. Está sem condição física nem anímica para ser titular.

 

Que Sarabia só entrasse aos 56'. Opção insólita do treinador: não faz qualquer sentido deixar o melhor jogador do Sporting no banco durante toda a primeira parte e mais de dez minutos da segunda. Quando entrou, fez a diferença.

 

Do 2-1 registado ao intervalo. Entrámos no segundo tempo a perder. E não foi fácil dar a volta ao resultado.

 

Da escumalha. Os mesmos de sempre. Letais ao Sporting. Quando Porro conduzia um ataque prometedor junto à linha, bombardearam o craque leonino com uma chuva de tochas que obrigou o árbitro a parar o jogo. Quando é que estes canalhas começam a ser impedidos de frequentar os estádios?

O dia seguinte

Ontem em Portimão o jogo do Sporting lembrou-me um dia que passei na ilha Terceira. Primeiro um sol radioso, depois as nuvens chegaram depressa com chuva e vento de assustar qualquer um, para a seguir tudo voltar ao início. 

Com a tal frente móvel que anda na cabeça de Amorim, o Sporting construia jogo de trás para a frente com critério, ninguém estava parado e a bola chegava com facilidade à area do adversário. E quando era perdida, de pronto era recuperada.

O problema era traduzir todo esse domínio em reais oportunidades de golo. Tabata ainda cabeceou à trave, mas ter Porro e Nuno Santos a cruzar por alto para três baixinhos não faz muito sentido. Mesmo assim, num lance em que Edwards foi por ali fora naquele seu jeito de quem não quer a coisa, o guarda-redes deles sacode o remate para a frente, e oferece o golo a Tabata. O Sporting ficou confortável e tranquilo no jogo, parecia ser questão de entrar o segundo para o resultado ganhar forma de goleada.


Mas dum lance inofensivo Coates corta de forma mais ríspida e há um livre. Do livre nasce um golo por tabela no pé do segundo jogador da barreira, logo a seguir Coates ainda devia estar a pensar no assunto em vez de acudir ao passe à queima de Inácio, e veio outro golo sofrido. Com a desvantagem no marcador tudo começou a ficar pior, os passes deixaram de entrar, os possíveis cantos só davam pontapés de baliza, os de Portimão corriam bem mais do que os do Sporting. Com a saída de Matheus Reis e a entrada de Esgaio ao intervalo, tudo o que era mau ficou bem pior.

Enfim, parecia o naufrágio açoriano com o Santa Clara revisitado.

 

Depois entrou Sarabia. As nuvens negras dissiparam-se e veio o sol radioso. Recupera a bola na esquerda, abre muito bem para a direita, vai ao centro e... golo. Vê a desmarcação de Tabata e corre para a recepção do centro e... golo.

Ainda houve outra bola lá dentro, golo anulado por fora de jogo a Nuno Santos. Voltámos a dominar com calma e competência.

 

Assim o Sporting fez a sua obrigação. Mais uma vitória, na jornada que fez do Porto campeão, ficámos a 6 pontos e com uma vantagem de 11em relação ao Benfica num segundo lugar que deixa a sensação de que as coisas podiam ter sido diferentes. Para melhor.

Mas nos momentos críticos uns tiveram uma mãozinha a ajudar a nadar, outros uma manápula a empurrar para baixo. Soares Dias e João Pinheiro merecem também a medalha de campeões, se calhar recebem-na na tranquilidade do lar, com fruta e chocolate a acompanhar.

 

Melhor em campo? Sarabia, obviamente, mas Tabata fez uma grande primeira parte. Continuo a dizer que o lugar dele é o do Matheus Nunes. 

O que correu pior? 

Por muita polivalência que tenha um jogador, defender uma semana na esquerda, na outra na direita, e logo voltar à esquerda, numa equipa que constrói desde trás, é tarefa hercúlea. Para a bola correr rápido, o jogador tem de executar "de memória" e não analisar primeiro e executar depois. E a memória constrói-se com a rotina. Gonçalo Inácio não é o Hercules. Esquerda ou direita, Amorim? O rapaz é canhoto...

Outra coisa que correu muito mal foi a exibição de Pedro Gonçalves. Mais uma. Se um "scouter" tivesse visto alguns dos jogos da primeira parte da temporada, por exemplo o Sporting-Dortmund, tomasse nota do 23 e agora visse este jogo também, não acreditaria que seja o mesmo jogador. Bom, pelo menos esta época ele não sai e para a próxima acredito que volte a ser o que já foi. O melhor jogador do Sporting.

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

Mais logo, quando a nossa equipa entrar em campo, já saberá o resultado do Benfica-FC Porto. Algo estranho, nesta ponta final do campeonato. Não faria muito mais sentido estes jogos realizarem-se em simultâneo?

Mas vamos ao que interessa: os vossos prognósticos para este Portimonense-Sporting, com início previsto para as 20.30.

Que resultado prevêem?

E quem irá marcar pela nossa equipa?

Recordo que na primeira mão, a 29 de Dezembro, vencemos por 3-2. Lembro também que na Liga 2020/2021 fomos a Portimão ganhar por 2-0, com golos de Nuno Mendes e Nuno Santos.

Amanhã à noite em Portimão

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Nunca lá fui e não é desta que lá irei, ao estádio do Portimonense onde o Sporting vai jogar amanhã para a penúltima jornada deste campeonato marcado pela batotice e falta de vergonha dalguns figurões a mando de quem bem sabemos.

Se o 2.º lugar está assegurado e a entrada directa na Champions também, importa encarar estes dois jogos que faltam com o maior empenho e determinação, independentemente do que aconteça noutros palcos.

Rúben Amorim está a dar palco a alguns jogadores que foram essenciais no ano passado e este ano não tiveram o mesmo rendimento devido a lesões, como Porro, Palhinha e Pedro Gonçalves. Por outro lado está a utilizar Sarabia na posição natural para ele, a âncora dum trio ofensivo móvel sem posições definidas. Como acontece com resultados distintos na Liga e na Champions com ManCity e Liverpool. Francamente não é o sistema em que gosto de ver jogar o Sporting, mas Paulinho na forma actual não merece a titularidade.

Neto estará ausente por castigo e Nuno Santos foi o melhor em campo no último jogo. Pelo que deve continuar como titular.

Sendo assim apostava no seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Santos; Pedro Gonçalves, Sarabia e Edwards.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Portimão para conquistar mais 3 pontos e prosseguir para o melhor fecho da época possível.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Os prognósticos passaram ao lado

Alguns leitores andaram muito perto. Os que vaticinaram 3-1, por exemplo. Mas nenhum acertou no resultado deste Sporting-Portimonense: 3-2.

Caso para dizer, portanto, que os prognósticos passaram ao lado. E para esperar que a vossa pontaria ande mais afinada na próxima jornada da Liga, já em 2022.

Mas assinalo, com muito gosto, uma "menção honrosa" ao meu colega jpt, que acertou em cheio nos golos leoninos: um "tricórnio de Paulinho", como referiu. Se tivesse antecipado também os dois da equipa algarvia, atingiria a perfeição.

O dia seguinte

Lá em Alvalade onde eu estava, bem de frente para a saída dos jogadores para o intervalo, a ideia que me ficava era que desta vez iríamos voltar aos velhos tempos: sair de Alvalade vergados por uma derrota completamente estúpida, no final dum ano e quase ao final da primeira volta.

Uma primeira parte onde o Sporting até começou em grande estilo mas sempre desequilibrado, um lado esquerdo com Matheus Reis e Nuno Santos a combinar na perfeição, e ainda com Matheus Nunes e Pedro Gonçalves no jogo interior a criar linhas de passe que confundiam a defesa contrária, um lado direito muito pífio, com Esgaio, Sarabia e até Palhinha completamente desinspirados. E todo o esforço ofensivo esbarrava num 6-3-1 muito elástico do Portimonense, que construia uma muralha no momento defensivo e saltava para o ataque de forma muito objectiva, com um internacional japonês realmente doutro patamar. Além disso, Pedro Gonçalves e Sarabia estavam completamente desinspirados no remate, as bolas saíam todas à figura, parecia que se rematassem 50 vezes acertavam no guarda-redes as mesmas 50.

 

O Sporting entrou na segunda parte com vontade de dar a volta à situação. O lado direito começou a funcionar, mas a bola teimava em não entrar. Rúben decide mexer, tirou um Palhinha a recuperar a forma perdida para meter um Bragança com a força toda. Mas, antes de se poder apreciar a justeza da decisão, Matheus Reis foi por ali fora e provocou a expulsão do capitão adversário. 

Assim se decidiu o encontro. A partir daí houve mais espaço no meio-campo, Bragança tomou a batuta, Geny Catamo substituiu com vantagem Esgaio na direita, Nuno Santos desfez o lado direito contrário, as bolas pingaram na área e Paulinho, que até aí estava a um nível sofrível, fez um "hat trick".

Depois do 3-1 o jogo parecia terminado, mas o Portimonense ainda teve ânimo para falhar por pouco um golo de cabeça e pouco depois marcar um daqueles golos que uns dizem grandes, e outros chamam "chouriço".

 

Se calhar acabou direito por linhas tortas. O 3-2 final representa bem o que foi o jogo: um Sporting superior mas com muitas dificuldades em lidar com um muito bem organizado adversário, que além do que jogou não se coibiu das palhaçadas do costume, simulação de lesões para quebrar o ritmo do Sporting e teatralização de contactos para provocar faltas e cartões por parte do árbitro.

Se calhar para Paulo Sérgio tudo isso são as ferramentas do seu ofício, mas se calhar por isso Rúben Amorim é... Rúben Amorim e Paulo Sérgio é... Paulo Sérgio.

 

Falando do árbitro, a verdade é que fez uma excelente arbitragem, muito longe da mediocridade corporativista reinante cá no burgo. Deixou fluir o jogo, desvalorizou aproveitamentos de contactos, salvaguardou a sua autoridade, deixou o VAR decidir onde tinha que decidir, e fez o que podia nas palhaçadas, obrigando o jogador contrário a sair do campo e aguardando para lhe permitir a reentrada.

Não merecia a pateada ao intervalo. Quem não gosta desta arbitragem francamente não sei do que gosta, só se for do Tiago Martins ou do Luís Godinho.

 

Melhor em campo? Apesar do autogolo cometido no limite para impedir o golo adversário, Matheus Reis foi um canivete suiço extremamente eficiente, e esteve no lance capital, a expulsão do jogadior adversário. 

Sobre Paulinho? Passou tanto tempo a trabalhar imenso e a lutar contra a sorte que mais que merece este "hat trick". Agora venham outros. Quem o critica por assistir em vez de rematar, que veja o terceiro golo...

E os outros? Estiveram bem e fizeram parte duma grande equipa, que vale muito mas muito mais do que o somatório das individualidades. Mérito do treinador, Rúben Amorim.

 

Assim chegámos ao final do ano a competir em todos os palcos. Vamos desfrutar com o Man. City dois belos jogos na Champions, se calhar disputar com o Benfica a Taça da Liga, com o Porto a Taça de Portugal e amanhã se verá como e com quem na Liga, sendo que pelo menos ficaremos com o máximo de pontos no final desta jornada.

Quando é que alguma vez estivemos em melhor situação ao encerrar o ano? Se alguém souber, pode dizer.

No meu tempo não foi, com certeza.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso triunfo esta noite em Alvalade. Espectacular reviravolta conseguida já na segunda parte, depois de termos estado a perder por 0-1 frente ao Portimonense entre os 21' e os 65'. Aos 84', vencíamos por 3-1. Pena termos sofrido um segundo golo, aos 90'+2. Faltava pouco mais de um minuto para terminar a partida. Mas vitória incontestada da nossa equipa.

 

Do nosso segundo tempo. Total domínio leonino, com três golos construídos em transições rápida, sem os momentos de apatia registados nos 45 minutos iniciais. A equipa veio do intervalo com vontade indómita de virar o jogo e manter-se no topo da classificação, aguardando agora o desfecho do FC Porto-Benfica de amanhã. Partimos com vantagem, seja qual for o resultado dessa partida. E temos, para já, garantidas 24 horas no comando isolado do campeonato.

 

De Paulinho. O homem do jogo. Noite de gala para o avançado que fomos buscar ao Braga: nunca tinha marcado sequer dois golos num mesmo desafio vestido de verde e branco. Desta vez marcou três - aos 65', 76' e 84'. Graças a ele, conquistámos mais três pontos: já amealhámos 44 neste campeonato. Tinha anteriormente demonstrado ser muito útil nas movimentações dentro da área, a fazer tabelinhas e a arrastar marcações. Mas desta vez o n.º 21 mostrou aos adeptos aquilo que todos pretendemos dele acima de tudo o resto: instinto goleador. Passou com distinção.

 

De Nuno Santos. Grande partida do nosso ala esquerdo que neste jogo actuou quase sempre como extremo. Tem intervenção directa nos três golos do Sporting - o primeiro com assistência directa. Mentalidade competitiva e pulmão inesgotável. Pena a grande maioria dos cruzamentos dele terem sido desperdiçados por falta de sequência na área do Portimonense. Merece ser titular sem favor algum.

 

De Matheus Reis. Teve um mau momento ao marcar involuntariamente na própria baliza, dando vantagem ao Portimonense, quando tentava ir à dobra de Gonçalo Inácio, batido em velocidade num fulminante contra-ataque. Mas não revelou qualquer fragilidade psicológica decorrente desse lance: pelo contrário, voltou a rubricar outra excelente exibição. É ele a sacar o cartão vermelho a Pedro Sá, que travou à margem da lei do jogo uma perigosa condução com bola do brasileiro. E é ele também a iniciar o lance do golo 2, com um passe vertical muito bem medido. Começa a tornar-se imprescindível.

 

De Daniel Bragança. Saltou do banco aos 55', rendendo Palhinha, e fez a diferença. Com clarividência na condução da bola, exemplar visão de jogo e grande capacidade de queimar linhas, funcionou como talismã da equipa. Com ele em campo, todo o colectivo melhorou. É ele a iniciar o nosso primeiro golo.

 

Da estreia de Geny. O jovem moçambicano, com apenas 20 anos, vestiu pela primeira vez a verde e branca numa partida do primeiro escalão. Confirmando como Rúben Amorim confia nos jogadores formados na Academia leonina. Entrou aos 59' para o lugar de Esgaio, quando a equipa ainda estava a perder, e deu nas vistas com os desequilíbrios que foi criando no flanco direito, apesar de ser esquerdino. Momento alto: o livre directo que conseguiu aos 72'. Descomplexado, mostra confiança na condução da bola. 

 

Do Portimonense. A equipa algarvia deu-nos boa réplica em Alvalade e foi recompensada com dois golos, algo que não sofríamos há oito meses em casa, para o campeonato. Foi uma digna vencida. Convém não esquecer que o onze comandado por Paulo Sérgio já impôs uma derrota ao Benfica, na Luz, nesta Liga 2021/2022.

 

Do árbitro António Nobre. Não quis ser a estrela da partida, adoptou um critério largo na avaliação dos lances, ajuizou bem nos momentos capitais. Em perfeito contraste com o habitual desempenho de muitos dos seus colegas.

 

Da nossa 11.ª vitória consecutiva na Liga. Igualamos um recorde já com mais de 30 anos, alcançado na época 1990/1991, quando Marinho Peres era o nosso treinador. Amorim soma e segue, mantendo-se invicto enquanto treinador do primeiro escalão nas partidas disputadas em casa.

 

De ver o Sporting marcar há 29 jornadas seguidas. É um prazer redobrado ver esta nossa equipa em campo. Segura atrás, criativa a meio, eficaz à frente.

 

De terminar 2021 sob o signo das vitórias. Ano encerrado com dupla chave de ouro: este triunfo contra o Portimonense no futebol e a concludente vitória por 7-2 frente ao Benfica que pouco antes nos havia garantido a 10.ª Supertaça de futsal

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Praticamente não construímos uma oportunidade de golo neste período. Vimos o Portimonense adiantar-se no marcador e ainda desperdiçar um segundo quando Nakajima dispara um petardo muito bem colocado que Adán desviou com brilhantismo, fazendo a bola embater no poste.

 

De Matheus Nunes. Foi talvez o nosso elemento mais apagado. Falhou passes, acusou falta de dinâmica, revelou-se incapaz de fazer a diferença nas acções ofensivas. Muito abaixo do que tem demonstrado noutros jogos.

 

Dos dois golos sofridos. Já não estávamos habituados. Foi a primeira vez que se registou tal facto nas competições internas desta temporada. Com a agravante de o primeiro ter sido autogolo.

 

De só ver cerca de 21 mil adeptos em Alvalade. Consequência directa das mais recentes medidas governamentais, que forçam quem queira ir ao futebol não apenas a apresentar um certificado digital de vacinação completa anti-covid mas também a fazer um teste PCR ou um teste rápido de antigénio antes de comparecer no estádio - além do uso obrigatório de máscara e da medição de temperatura. Tudo conjugado para manter um número máximo de pessoas em casa, evitando que assistam a espectáculos desportivos. Uma vez mais, o futebol como suspeito. Quando não existem normas similares nas fábricas, nos transportes públicos, nas grandes superfícies ou nos centros comerciais. 

Prognósticos antes do jogo

Último jogo do Sporting neste ano prestes a terminar: vamos receber o Portimonense mais logo, a partir das 21 horas.

Recordo o resultado do Sporting-Portimonense da época passada, disputado a 20 de Fevereiro, em plena marcha leonina rumo à conquista do campeonato: vencemos por 2-0. Com golos de Feddal (em estreia absoluta como marcador de verde e branco) e Nuno Santos.

Mas recordo também que este Portimonense treinado por Paulo Sérgio já derrotou o Benfica na Luz.

E agora, como será? Aguardo os vossos prognósticos.

E ao oitavo jogo, apagou-se a luz

Pal Serge, o nome por que ainda é carinhosamente chamado por alguns de nós, quem havia de dizer, está em quinto lugar na liga, logo atrás do também surpreendente Estoril, com 14 e 15 pontos, respectivamente.

Hoje veio ganhar à Luz. A ser tido em muito boa conta quando os defrontarmos.

Eu que não gostei nada da exibição dos nossos rapazes em Arouca, que até pensei que tivéssemos ganho com uma daquelas vacas de lá, depois de ver os portistas à rasquinha a arrancar um resultado igual ao nosso e a lampionagem hoje perder com um dos futebóisclubedoportodois , acho que me vou deixar de exigências e ficar muito satisfeito com os resultados positivos que os rapazes, que como já todos percebemos são poucos para tão árdua tarefa, vão arrancando por esses relvados fora.

Apesar do Paulinho.

Ah! A análise à derrota frente ao Portimonense fica a cargo do pastilhas, que ao que parece só aceita perguntas antecipadamente enviadas ao Rui Costa por escrito.

Joelson e Gonçalo Esteves dão nas vistas

Portimonense, 2 - Sporting, 2 (jogo-treino)

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Festejos do primeiro golo no Algarve

 

Ao quinto jogo de preparação nesta temporada - o primeiro à porta aberta e com transmissão televisiva - o Sporting empatou ontem com o Portimonense. Um amigável em que a equipa anfitriã mudou todos os jogadores ao intervalo enquanto Rúben Amorim fez questão de manter em campo o onze que escalou. 

O resultado é o que menos importa: empatámos 2-2 no estádio da Bela Vista, em Lagoa. Depois de jogos-treino da nossa equipa principal com o Sporting B (vitória 8-3), o Casa Pia (vitória 2-1), o Belenenses SAD (vitória 1-0) e o Estoril (3-1).

Dos titulares indiscutíveis em 2020/2021, alinharam apenas três dos nossos: Adán na baliza, Gonçalo Inácio desta vez a fazer de Coates no eixo da defesa e Paulinho lá na frente, como avançado móvel. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

ADÁN. Exibiu a segurança habitual com um par de boas defesas. Mas atrapalhou-se num lance dentro da área, falhando duas vezes a intercepção da bola, aos 87'. O que permitiu o empate da turma algarvia.

EDUARDO QUARESMA. Central pela direita. Exibição desastrosa: começou nervoso e foi acentuando a intranquilidade com atrasos incompreensíveis e perdas de bolas em zona perigosa, sem capacidade de olhar em frente.

GONÇALO INÁCIO. Central do meio, substituindo Coates, ainda em gozo de férias após ter jogado a Copa América. Coroou uma exibição positiva com um golo de cabeça, o nosso primeiro, na sequência de um canto (28').

MATHEUS REIS. Actuou muito bem como central pela esquerda. Eficaz na cobertura do seu sector e no passe bem medido para os colegas da frente. Grande lance aos 45'+1: recupera a bola e acaba por enviá-la ao poste.

GONÇALO ESTEVES. A grande revelação deste jogo. Estreia absoluta com a camisola do Sporting perante os adeptos na TV. Este ala direito vindo do FCP, com apenas 17 anos, jogou e fez jogar. Tem técnica, genica, personalidade.

MATHEUS NUNES. Tentou fazer de Palhinha mas andou quase sempre por zonas mais avançadas do terreno. Articulando pouco com Daniel, seu parceiro no meio-campo. Tentou o golo de meia-distância, aos 76', mas rematou sem direcção.

DANIEL BRAGANÇA. Primeira parte muito apagada. Pecou por falta de intensidade: acusa défice de robustez física. Melhorou no segundo tempo: foi pegando na bola com bom domínio técnico. E marcou um bonito golo aos 85'.

ESGAIO. Regresso ao clube que o formou. Desta vez não actuou no corredor direito, mas no esquerdo. Dando a entender que Amorim pode apostar nele precisamente aí: um ala esquerdo de pé trocado. Falta-lhe rotina na posição.

TIAGO FERREIRA. Tinha uma missão quase impossível: fazer de Pedro Gonçalves como interior. Andou demasiado escondido, sem ter bola nem abrir linhas de passe. Aos 19 anos, está sob observação atenta do técnico.

JOELSON. O melhor do onze leonino, a par de Gonçalo Esteves. Fez a diferença nas bolas paradas: o nosso primeiro golo nasce de um livre marcado por ele, teleguiado para a cabeça do outro Gonçalo. Dinâmico, ousado, com drible.

PAULINHO. Passou ao lado do jogo excepto no lance do segundo golo, em que assiste Daniel. Pesado, preso de movimentos, quase não ganhou uma bola dividida. E andou demasiado longe da zona de decisão. 

 

Notas finais:

- Matheus Reis com nota positiva na posição de central a jogar mais à esquerda. Com precisão no passe e sem receio de incursões ofensivas.

- Daniel Bragança e Matheus Nunes disputam o lugar que foi de João Mário. Ainda incerto. Mas confirma-se que não combinam quando lhes compete dividir tarefas no meio-campo.

- Gonçalo Esteves, que quis trocar o FC Porto por Alvalade, pode tornar-se numa das grandes revelações do Sporting 2021/2022.

- Paulinho ficou em branco não apenas no capítulo dos golos, mas dos remates à baliza. Nem um para amostra.

- Caso se confirme a aposta em Esgaio no corredor esquerdo, isto indicia que pode jogar em simultâneo com Porro, no corredor oposto. Nuno Mendes estará mesmo de saída?

Vergonha em Portimão

Todos viram a vergonha que se passou em Portimão. Insultos, dois treinadores pegados, os jogadores a abandonarem o campo e a correr para o túnel para defenderem o seu "chefe de fila" e uma "barata tonta" de um árbitro a pedir aos jogadores para regressarem ao campo. Tudo isto foi visto por aqueles que acompanhavam o jogo pela Sport TV.

Há uma personagem (delegado da Liga) nos jogos da Liga que tem como responsabilidade:

  • - Facilitar as relações entre os diversos agentes que interagem na organização do jogo: diretor de campo, diretor de segurança, comandante das forças de segurança, equipas, equipa de arbitragem, brigada antidopagem, comunicação social, entre outros;
  • Garantir as condições legais e exigidas por regulamento para a realização do jogo;
  • - Dirigir a reunião preparatória de jogo;
  • - Reportar à Liga toda a informação prevista e relevante, juntamente com a demais documentação do jogo.

Esperemos então com muita atenção o que o sr Delegado da Liga "irá reportar à Liga aquilo que toda a gente viu, e que foi... uma VERGONHA.

Os melhores prognósticos

Vamos lá então ao balanço dos prognósticos aqui feitos há uma semana para o Sporting-Portimonense. Como vem sendo hábito, não faltaram vários palpites que acertaram em cheio no resultado deste jogo, encerrado com a vitória leonina por 2-0. Golos de Feddal (em estreia a marcar de verde e branco) e Nuno Santos.

Quem venceu cá no blogue? Eis o quadro de honra, por ordem de alfabética: AHR, CAL, Carlos CorreiaCarlos DuarteDavid CraveiroEdmundo GonçalvesFernandoFernando AlbuquerqueFernando LuísJosé VieiraLeoa 6000Luís LisboaManuel ParreiraTiago Oliveira.

Quinze no total. Mas só dois prognósticos contaram realmente para o triunfo nesta ronda: os da minha colega CAL e do leitor Carlos Correia. Porque mencionaram Nuno Santos como marcador de um dos golos. Foi quanto bastou para subirem ambos ao pódio. E merecerem os meus parabéns.

O dia seguinte

Quando o Sporting, por alturas dos 30 minutos, conseguiu justamente traduzir em dois bons golos a superioridade evidenciada, logo pensei que o jogo tinha terminado, mais valia o árbitro apitar logo para o final da partida que a chuva molhava e a vitória do Sporting estava garantida.

Não foi logo assim. O Portimonense ainda estrebuchou um pouco, mas a segunda parte foi um passeio, deu para aperfeiçoar o que se treina, tentar o remate à baliza e rodar o plantel, sem nunca entrar em situações que podiam pôr de fora do Dragão aqueles que estão "à bica" na questão dos amarelos.

Com tanta chuva, relvado cada vez pior, equipa mais jovem e mais leve que o adversário, como pôde o Sporting passear tão tranquilamente a sua vantagem? Só pode ser mesmo com um grande lider no banco, muito talento no plantel e muito trabalho em Alcochete. Palhinha esteve mais uma vez em grande, William e Danilo correm mesmo o risco de aquecerem o banco da selecção A, Feddal e Nuno Santos também, mas mais importante que um ou outro esteve mais uma vez o colectivo. A orquestra cada vez está mais afinada e torna fácil o que à partida é difícil.

E foram mais três pontos ganhos, vamos entrar no Dragão com pelo menos 10 pontos de vantagem. Se ganharmos podemos mesmo sentenciar ali a temporada, se perdermos ficamos ainda com vantagem confortável na corrida para a Champions.

De qualquer forma agora é fácil elogiar Amorim e o plantel. No final da época passada, terminada no 4.º lugar, ou depois da derrota contra o Lask era bem mais difícil. Para algumas personalidades, e à luz do que disseram na altura, só mesmo o alcatrão e penas dos livros do Lucky Luke.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da conquista de mais três pontos, novamente em Alvalade. Desta vez derrotámos o Portimonense por 2-0, repetindo o resultado obtido em Portimão na primeira volta. A vantagem foi fixada antes do intervalo, como se fosse a coisa mais natural do mundo, com golos marcados em quatro minutos: primeiro por Feddal (27'), após conversão dum livre por Pedro Gonçalves e assistência de cabeça por Coates, depois por Nuno Santos (31'), aproveitando da melhor maneira um erro defensivo adversário.

 

De Palhinha. Elemento fundamental do onze titular leonino, não apenas na manobra defensiva (desta vez com cinco recuperações de bola no corredor central), onde é o rei dos desarmes, mas também nas acções ofensivas, com inegável qualidade de passe e acutilante visão de jogo. Apresenta-se em excelente forma física, com pulmão inesgotável. O melhor em campo.

 

De Nuno Santos. Uma das melhores exibições do ala leonino, muito dinâmico no corredor esquerdo, onde pôs em sentido a equipa rival. Bom remate rasteiro logo aos 6' dirigido à baliza, suscitando boa defesa do guarda-redes. Fez uma quase-assistência para golo, aos 48', servindo Nuno Mendes, que desperdiçou com um remate disparatado. E marcou ele próprio o segundo, com um disparo bem colocado, de meia-distância, após duas simulações com bola no corredor central. Fatigado, deu lugar a Tabata aos 71'.

 

De Feddal. O central marroquino atravessa a melhor fase desde que joga de verde e branco. Outra grande exibição, coroada com o seu primeiro golo ao serviço do Sporting. Um golo à ponta-de-lança clássico, compensando a ausência de Paulinho. E ainda serviu de bandeja Tiago Tomás, com um remate cruzado que podia ter sido assistência, aos 22'. Só não foi golo por centímetros.

 

De Adán. Voltou a ser fundamental, desta vez ao abortar a única real oportunidade que o Portimonense teve para depositar a bola nas nossas redes. Aconteceu aos 66', quando saiu muito bem aos pés de Salmani, concentrado e rápido de reflexos. É um dos baluartes deste Sporting 2020/2021.

 

Do árbitro. Rui Costa teve o defeito - infelizmente generalizado nos estádios portugueses - de apitar em excesso. Mas adoptou critérios uniformes, sem inclinar o campo, e poupou os nossos jogadores aos cartões: este foi um dos raros jogos em que nenhum saiu amarelado. Incluindo Coates, Nuno Santos e Matheus Nunes, já com quatro cada. Assim qualquer deles poderá defrontar o FC Porto na próxima jornada.

 

Da atitude inteligente da equipa. Procurámos adiantar-nos no marcador tão cedo quanto possível. Alcançado o 2-0 antes do intervalo, soubemos gerir a vantagem durante todo o segundo tempo, defendendo em bloco compacto e garantindo com inegável competência a posse de bola, sem riscos desnecessários, até porque a chuva ia caindo com intensidade e o relvado de Alvalade foi-se tornando impraticável para a prática de um futebol artístico.

 

Das alternativas que vamos encontrando. Com o ponta-de-lança titular lesionado, soubemos apontar mais dois golos - um deles marcado por um defesa e novamente na sequência de uma bola parada. Mais uma prova da existência de várias soluções no plantel. E reforça-se a tendência: até agora, neste campeonato, o Sporting nunca ficou em branco. Temos marcado em todos os jogos.

 

De ver o Sporting ainda invicto. Vinte jogos, 17 vitórias, oito triunfos consecutivos em duas competições (Liga e Taça da Liga), nenhuma derrota até ao momento no campeonato. E reforçamos o nosso estatuto de equipa com menos golos sofridos: apenas dez, o que perfaz a excelente média de meio golo por desafio. Zero derrotas, 54 pontos amealhados: basta-nos um para atingirmos um "lugar europeu" nesta Liga 2020/2021.

 

Da contínua aposta na formação leonina. Rúben Amorim destacou Nuno Mendes (18 anos), Tiago Tomás (18 anos) e Gonçalo Inácio (19 anos) para o onze inicial. Que tinha mais dois jogadores formados em Alcochete (Palhinha e João Mário). E que incluía dois outros portugueses (Pedro Gonçalves e Nuno Santos). Depois entraram mais três, dois deles oriundos da nossa Academia (Joavane, Daniel Bragança e Matheus Nunes). Um contraste cada vez mais gritante com Benfica e FC Porto.

 

Da esperança que se vai consolidando. Reforçamos o nosso estatuto de equipa favorita a vencer o campeonato, que lideramos há 14 jornadas. Faltam-nos 11 vitórias em campo para conquistar o título. O próximo desafio será no Dragão, contra um rival directo.

 

 

Não gostei
 

 

Da ausência de Paulinho. Lesionado num treino antes do jogo, o ponta-de-lança recentemente contratado ao Braga não pôde alinhar contra o Portimonense. Também deverá ficar de fora no clássico da próxima jornada. Não será tão cedo, portanto, que o veremos marcar de verde e branco.

 

Da tendência crescente para o futebol "aquático". Começa a tornar-se banal que joguemos sob o signo do dilúvio nesta temporada. Voltou a acontecer neste desafio em Alvalade, com chuva forte do princípio ao fim. Todos sabemos que o futebol é um desporto de Inverno, mas já apetece ver uma partida da nossa equipa sem o terreno tão enlameado.

 

De Paulo Sérgio. No final do jogo, o treinador do Portimonense atribuiu a vitória leonina a meros erros defensivos da sua equipa e declarou que não tivemos qualquer oportunidade antes da marcação do nosso primeiro golo, esquecendo que Nuno Santos esteve quase a inaugurar o marcador, aos 6', e Tiago Tomás falhou por escassos centímetros o pontapé goleador à boca da baliza, aos 22'. Confirma-se: este é um técnico sem sucesso em Alvalade. Até a falar.

Prognósticos antes do jogo

Bem sei que o jogo é só depois de amanhã, mas lanço já a habitual ronda de prognósticos. Pedindo os vossos palpites para o Sporting-Portimonense que tem início este sábado, às 20.30, num estádio ainda sem público.

Recordo que na época passada a partida equivalente a esta ocorreu há pouco mais de um ano, a 9 de Fevereiro, e terminou com magra vitória leonina por 2-1, com Silas ao comando da equipa. Quando ainda tínhamos Mathieu, autor do nosso primeiro golo, na excelente conversão de um livre.

Recordo também que estavam decorridos apenas cinco minutos quando, no local do costume, começaram a ouvir-se gritos contra o presidente do Sporting, misturados com insultos e apelos histéricos à demissão dos órgãos sociais. Numa atmosfera de guerrilha permanente, oriunda da curva sul, quando a equipa mais precisava do apoio dos adeptos. A jumentude "leonina" fazia questão de dar incentivo e moral aos nossos adversários.

Curiosidade da 20.ª jornada: um Portimonense que se repete

Na época passada, na 20.ª jornada, o SPORTING recebeu o Portimonense em 9 de fevereiro. Ainda não sabiamos a tragédia sanitária que nos esperava e que perdura. Mas nem tudo é mau, futebolisticamente falando, dado que nessa altura o Sporting estava em 5.º lugar e hoje é primeiro com distanciamento suficiente para não ser contagiado na liderança. A história repete-se sábado, dia 20, quando os algarvios visitam Alvalade.  

Nesse distante 9 de fevereiro a vitória sorriu aos leões por 2-1, depois de uma reviravolta no resultado. Jackson Martinez foi o marcador do primeiro golo, aos 26´, tendo o nosso inesquecível Mathieu empatado a partida 5 minutos depois. Foram necessários longos 41 longos minutos, com intervalo pelo meio, para um tal Jadson fazer golo na própria baliza. E assim a vitória sorriu...

Para vermos como tanta coisa mudou no plantel, o treinador era Silas e nesse jogo alinharam de início e suplentes utilizados(): Max, Ristovski, Coates, Neto (Jovane), Mathieu (Doumbia), Acuña, Bataglia, Wendel, Camacho (Plata), Sporar e Vietto.  No banco, sem serem utilizados:  Diogo, Borja, Eduardo e Jesé.

Mais alguns dados estatísticos, com realce para os cartões amarelos pois só Vietto foi brindado com 1. Num jogo a equipa só ter 1 amarelo também já faz parte da história... O Portimonense teve 2; O Sporting cometeu 9 faltas, contra 18 do adversário, teve 60% de posse de bola e rematou 21 vezes contra 10 do Portimonense; cantos 3-2. Foi um jogo sensaborão e uma exibição pobre, como tantos naquela altura, e valeu pelo magnífico golo de Jeremy Mathieu. Um golaço do nosso grande defesa, que não me fez dar como perdida a noite em Alvalade. 

Só mais uma evocação. Esse foi o dia em que, após uma vitória no futsal sobre o benfica (2-0), houve uma concentração significativa de adeptos a contestar a direção de Varandas, com o grito: Demissão.  

O nosso melhor reforço


Acredito que a eliminação da LE tenha sido a nossa grande aquisição. Como se viu no jogo em Portimão, estamos longíssimo de controlar todo o jogo, táctica e fisicamente. Por mais que queiramos culpar o Amorim, o Varandas, ou agora o Miguel Braga, quem joga são os jogadores, quem está lá dentro são eles e quem se encolheu com o Portimonense foram eles. Só as boas mexidas de RA permitiram que o Portimonense não marcasse, bem como o acerto dos centrais e de Adán.

Para dizer que as coisas levam tempo. E que mudaram com isto do Covid. Vi o jogo do Porto com interesse e aquela armada de jogadores adultos e feitos, campeões, fortes como touros, foi relativamente bem manietada pelo Marítimo de Lito. Vi Mourinho anular por completo o United de Pogba, Bruno Fernandes, Martial, Rashford, Matic ou DeGea. Vi o Villa dar cabo de Klopp e dos seus jogadores. Vi o City a não conseguir vencer o recém-promovido Leeds.

Planteis de craques maduros, adultos e poderosos, também perdem ou empatam.

Tal como o Lask, o Portimonense jogou bem. Os nossos golos foram grandes golos, um inventado pelo Nuno Mendes, o outro uma criação excelente de jogo de equipa e uma enorme e rara concretização do Nuno Santos. Mas o Portimonense não jogou nada mal e fiquei espantado por terem dado pouco crédito ao Paulo Sérgio (como havia acontecido com o Lask). Fica-se com a ideia que o nosso Sporting joga sempre com adversários neutros de marca branca e quando perdemos ou empatamos, é sempre culpa do Varandas.

Não obstante, sobra a evidência que os nossos jogadores ainda não têm bateria para jogar à quinta e ao domingo. É um problema ou é uma fase? Tomara eu saber. 

Ao podermos jogar menos vezes que os nossos rivais diretos, poderemos desenvolver processos, coesão e ganhar vantagem pontual para com o Braga (que já leva duas derrotas).

Talvez dê para ultrapassar Porto ou Benfica, se algum destes tiver um annus horribilis. 

O melhor prognóstico

Isto está a correr bem em matéria de prognósticos. À terceira jornada (segunda, para nós) da Liga 2020/2021, a pontaria de quem aqui vaticinou o resultado do Portimonense-Sporting voltou a mostrar-se afinada. Sobretudo a do leitor Diogo Viegas, o grande vencedor desta ronda: não apenas antecipou a vitória leonina por 2-0 mas também o marcador de um dos golos, Nuno Santos.

Está, portanto, de parabéns. Também merecem ser felicitados os leitores Leão do Fundão, Rafael Marques e Tiago Oliveira, bem como o meu colega Ricardo Roque: todos previram o desfecho da partida, faltando-lhes apenas antecipar quem marcaria os golos. 

Será um bom auspício para os tempos que vão seguir-se? Espero bem que sim.

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