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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Houve muita gente - demasiada - a prognosticar uma goleada do Sporting em Alvalade frente a um Portimonense já sem o nipónico Nakajima, que na primeira volta construiu a vitória da equipa algarvia. 

Mais comedidos foram os vaticínios dos que acertaram no resultado (3-1): CAL, Horst Neumann, Luís Ferreira e Verde Protector

Aplicado o habitual critério do desempate, relativo aos autores dos golos, venceu o leitor Verde Protector, que incluiu tanto Bruno Fernandes como Raphinha entre os marcadores. Mas os quatro estão de parabéns.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória. Dois golos num minuto, a antever uma goleada que afinal não aconteceu, chegaram a aquecer a modorra instalada nos momentos iniciais no nosso estádio. Primeiro Diaby, num cabeceamento defeituoso mas com muita sorte à mistura, na sequência de um canto bem apontado por Bruno Fernandes. Depois Raphinha, numa jogada muito rápida e muito bem concluída pelo corredor direito. Estavam decorridos 11 minutos, parecia que iríamos ter uma noite de muitos golos e bom espectáculo em Alvalade. Pura ilusão: vencemos 3-1, mas poderíamos ter sofrido um empate. Ou até perdido.

 

De Bruno Fernandes. Marcou o terceiro golo, de grande penalidade. O golo que enfim tranquilizou os adeptos, aos 90'+1, numa altura em que já largas centenas de pessoas tinham abandonado o estádio, insatisfeitas com a produção da equipa. Com um pontapé de canto, já tinha ajudado a fabricar o primeiro e endossou a Raphinha a bola que o brasileiro, de forma espectacular, conduziu largos metros adiante até a meter na baliza. Não foi uma das melhores prestações do nosso capitão, que se mostrou mais fatigado do que é hábito, mas o n.º 8 voltou a ser muito útil, sobretudo ao nível dos passes longos e das mudanças de flanco na construção ofensiva. 

 

De Raphinha. Para mim, o melhor em campo. Sobretudo pelo que fez na primeira parte, conduzindo três jogadas muito perigosas nos primeiros 11 minutos - a última das quais concluída com êxito por ele próprio, num belo golo (com o pé direito) que fez levantar o estádio. Aos 34', centrou muito bem - Dost e Diaby desperdiçaram a oferta. Aos 37, novo cruzamento - e novo desperdício do holandês. O brasileiro, que havia sido preterido na jornada anterior, frente ao Marítimo, foi desta vez titular e mereceu a aposta. Saiu aos 72', muito desgastado fisicamente e provavelmente até lesionado.

 

Do regresso de Mathieu. Nem parecia que vinha de uma lesão prolongada: o francês foi claramente o patrão da nossa defesa e, exceptuando um desentendimento pontual com Acuña, teve uma actuação irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar - incluindo um golo quase feito. E ainda foi várias vezes à frente, conduzindo a bola com velocidade e perícia técnica. Numa dessas ocasiões, aos 80', cruzou da ala esquerda, como se fosse um extremo, com conta e medida para a grande área, com Diaby a falhar escandalosamente.

 

De Acuña. Exibição muito positiva do argentino, que nunca desistiu de disputar a bola, criou constantes desequilíbrios e ganhou quase sempre os confrontos individuais. É um desperdício tê-lo como lateral esquerdo, à semelhança do que hoje sucedeu. A equipa ganhou quando avançou com mais ousadia no terreno, após a entrada de Idrissa Doumbia, passando a projectar-se sistematicamente no ataque. Destacou-se com um lance aos 75', servindo Wendel lá à frente, numa jogada que Bruno Fernandes concluiu mal. Foi sempre um dos mais inconformados. E é um dos que merecem esta vitória, bastante mais sofrida do que o resultado deixa antever.

 

De Renan. Uma vez mais, foi decisivo. Com três grandes intervenções, todas na primeira parte (21', 45', 45'), impediu o Portimonense de empatar a partida e até de poder levar os três pontos de Alvalade. A baliza do Sporting está muito bem defendida, digam o que disserem os fanáticos que desde a primeira jornada do campeonato mostram uma alergia visceral ao guardião brasileiro.

 

Da pequena conquista aritmética. Iniciámos a 24.ª jornada com menos 24 pontos do que o conjunto das três equipas que se encontram à nossa frente na classificação. Esta distância reduziu-se agora para 21: ganhámos três pontos ao FC Porto, graças ao Benfica, que foi vencer ao Dragão.

 

 

 

Não gostei

 

Da atitude da equipa a partir dos 2-0Estranhamente, os nossos jogadores pareceram atemorizar-se ao ganharem por dois golos de diferença a partir do minuto 11. Recuaram muito no terreno, passaram boa parte do tempo a trocar bolas no reduto defensivo, sem progressão nem construção de lances atacantes, o que deu motivação ao Portimonense. Aos 29', a equipa algarvia reduziu a vantagem. E esteve a um pequeno passo de marcar, ao fazer a bola embater com estrondo no travessão da nossa baliza, no tempo extra da primeira parte. Desta vez tivemos sorte.

 

De Bas Dost. Confirma-se: o holandês está num péssimo momento de forma. Não física, mas psicológica. Nada lhe sai bem. Pior que isso: parece que ganhou fobia à baliza. Isso ficou evidente, nesta partida, ao falhar três possíveis lances de golo - um dos quais, mesmo ao terminar a primeira parte, gerou reacções de incredulidade nas bancadas de Alvalade. Percebe-se mal que não haja acompanhamento psicológico dos jogadores - ou, se há, no caso de Bas Dost é como se não houvesse. Keizer, que parece não saber gerir bem esta situação com o seu compatriota, mandou enfim retirá-lo de campo aos 59'. O avançado saiu de cabeça baixa, frustradíssimo, provocando divisão entre os adeptos: uns aplaudiram-no (foi o meu caso), outros assobiaram-no.

 

De Gudelj. Exibição medíocre, mais uma. Parece sempre desposicionado, perde inúmeros lances, mostra-se incapaz de fazer um passe certeiro para além de dez metros e pouco mais faz do que lateralizar. De uma perda de boa sua, aos 29', nasceu o golo do Portimonense. É um dos mistérios deste Sporting 2018/2019: o que faz o técnico holandês apostar com tanta insistência, de jogo para jogo, neste sérvio sem atributos nem predicados?

 

De Luiz Phellype. Outra nulidade. Substituiu Bas Dost aos 59', mas voltou a ficar muito aquém daquilo que se exige de um avançado numa equipa como a do Sporting. Continua sem marcar um só golo, suscitando dúvidas crescentes sobre o mérito da sua contratação como "reforço de Inverno". Mas pior que isso: não protagonizou sequer um lance de possível perigo para as redes do Portimonense. Conclusão: cerca de 35 minutos em campo para nada.

 

De Ilori. Actuação muito deficiente do nosso central, que desta vez procurou preencher a posição de Coates, ausente por acumulação de cartões, mas nem por um momento fez esquecer o internacional uruguaio. Praticamente nada lhe saiu bem - nem a articulação com o regressado Mathieu, seu parceiro no eixo da defesa, nem as dobras a Ristovski na ala direita do nosso corredor defensivo, nem os passes. Aos 7' e aos 15' foi facilmente ultrapassado, colocando em perigo a nossa baliza. Aos 45', falhou uma intercepção em zona proibida, valendo Renan para evitar o golo. Muito abaixo das expectativas geradas pelo seu recente regresso a Alvalade.

 

Da entrada de Francisco Geraldes só aos 90'. Procurando aparentemente defender a magra vantagem por 2-1 em casa, frente ao Portimonense, Keizer apostou num segundo médio defensivo, fazendo entrar Idrissa Doumbia aos 72' para o lugar de Raphinha. Impunha-se outra dinâmica no terreno, até para compensar a nula eficácia de Gudelj, mas o técnico holandês mostrou receio. Só aos 90' fez enfim entrar Geraldes, sob um clamor de aplausos. Não serviu para nada. Ou antes: serviu apenas para o nosso médio criativo receber um cartão amarelo. Outra oportunidade desperdiçada, por responsabilidade exclusiva do treinador.

 

Da deserção dos adeptos. Desta vez, numa noite amena de quase fim de Inverno, só havia 24.907 espectadores em Alvalade. É certo que o jogo começou às 20 horas de domingo e que muita gente saiu de Lisboa por estes dias, aproveitando a tolerância de ponto do Carnaval. Mas não serve de desculpa ou de atenuante para tão fraca adesão de público.

 

Do balanço sofrível da nossa prestação no campeonato. Só conseguimos vencer cinco dos últimos dez jogos da Liga 2018/2019. Dá que pensar.

Parece fácil

Já por aqui se tem falado muito deste plano de ataque aos jogos, por colegas e comentadores. Basicamente, é marcar cedo, para acabar também cedo com as veleidades dos adversários e com alguma manha dos senhores do apito.

Hoje o Sporting conseguiu quase tudo isso. Marcou cedo dois golos, aos 10 e aos 11 minutos, prescincindo daqueles começos "entusiasmantes" dos últimos jogos em que dava a iniciativa ao adversário, resistiu quase sempre bem à resposta com bastante qualidade do adversário, mas não deixou de sofrer o golinho da ordem e de andar de aflitos no final do primeiro tempo, com uma bomba na barra.

Aquilo até teria sido mais fácil se tivéssemos jogado com ponta-de-lança e com dois centrais, mas pronto, nove contra onze e 2-1no final do jogo seria um belo resultado. Depois um algarvio distraiu-se (parece-me que Capela também, já que assinalou penálti) e cometeu falta sobre B. Fernandes, outra vez o nosso melhor, que aproveitou para fazer o terceiro.

Um jogo sem história. Como eu gostaria de ter visto muito mais jogos sem história como este...

Já vi este filme

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Alguns dos mais apressadinhos, cheios de vontade de cheirar mais sangue, chegaram a propor - até aqui no blogue - a contratação de Folha como novo técnico do Sporting, no rescaldo imediato da nossa derrota em Portimão para o campeonato.

Estes apelos entusiásticos tiveram um brevíssimo prazo de validade: duas semanas. Neste sábado, o Portimonente sucumbiu na Taça de Portugal perante o Cova da Piedade, armado em tomba-gigantes: derrotada por 2-1 frente à modesta turma da segunda divisão, a equipa orientada pelo ex-médio ofensivo do FC Porto ficou desde já arredada da conquista do segundo maior troféu do futebol português. Após a partida, o treinador atirou-se aos jogadores, disparando-lhes críticas como esta: «Não podemos ser homens só de vez em quando.» Linda frase, que deve motivar e empolgar o balneário lá em Portimão.

Por coincidência, não voltei a ler elogios a Folha no És a Nossa Fé. Se por hipótese absurda ele tivesse vindo treinar o Sporting, não tardaríamos a ver lencinhos brancos a esvoaçar em Alvalade. Já vi este filme, uma vez e outra e outra.

Avivar memórias

A memória dos adeptos costuma ser curta. Mas convém não abusar.

Anda agora por aí muito boa gente a rasgar as vestes porque o Sporting perdeu em Portimão. Gente já completamente esquecida de outra derrota, ocorrida em Janeiro de 2016, era Jorge Jesus o treinador leonino. Fomos a Portimão, para a Taça da Liga, e saímos de lá afastados da competição num jogo em que sofremos dois golos e não marcámos nenhum. Apesar de contarmos com dois jogadores que daí a seis meses se sagrariam campeões europeus: Willliam Carvalho e João Mário.

Faço notar que na noite deste domingo jogámos com uma equipa remendada, em grande parte formada por suplentes da época anterior. Salin (suplente de Rui Patrício), Ristovski (suplente de Piccini), André Pinto (suplente de Mathieu), Battaglia (suplente de William Carvalho) e Montero (suplente de Bas Dost).

Dadas as circunstâncias, é inútil esperar milagres. Tudo leva o seu tempo a ser construído. Quem não perceber isto, não percebe quase nada.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Na paz do Senhor

O Rafael Barbosa havia-se queixado de ter levado uma cabeçada. Não foi (um) casual, o perpetrador identificado pelo jogador tinha sido, alegadamente, o próprio presidente da SAD do Portimonense (um tal de Rodiney), clube a que estava emprestado pelo Sporting. Em sequência, o jovem arrumou as malas e voltou a (nossa) casa. Por isso, na antevisão do jogo, confidenciei a amigos que a Estrutura leonina faria tudo para ganhar este jogo. Assim a modos de um "statement", no sítio apropriado (campo) e sem histerias comunicacionais. 

 

Por vezes, a vida troca-nos as voltas. O Sporting entrou com Battaglia e Gudelj a fazerem o par de médios defensivos e Bruno Fernandes à sua frente. No ataque, os alas Raphinha e Jovane acompanhavam Montero. Atrás, Ristovski e Acuña regressavam, por troca com Gaspar e Jefferson, utilizados na Ucrânia. Mas, desde o início, as equipas pareciam trocadas. Bem sei que o Portimonense é Sporting Clube e que até tem um Leo na baliza, mas os algarvios, antes deste jogo, andavam em último lugar no campeonato. Ainda assim, estiveram sempre por cima. Impulsionados por um moço Manafá(do), ou marafado (estavamos no Algarve), à meia-hora chegaram ao primeiro golo. O traquina do lateral esquerdo combinou com Nakajima, dançou com Coates e marcou. Ristovski acompanhou escrupulosamente tudo. Com os olhos. Olhei para o outro lado e vi anunciar-se grande Tormen(t)a.

 

Tabata trocava os olhos a Acuña e Nakajima sentava Ristovski, o qual parecia (estranhamente) tão surpreendido pelos ataques do nipónico (já cá está há algumas épocas) quanto os americanos em Pearl Harbour. O Portimonense dava baile, com odor(i)* a escola de samba e, em cima do intervalo, chegou ao 2-0: Manafá e Nakajima voltaram a tabelar e desposicionaram Coates e Ristovski. O uruguaio tentou recuperar, mas o macedónio viu-se grego e veio a passo, desistindo olimpicamente, certamente cansado de um jogo em Poltava (Ucrânia) onde não alinhou. Como resultado, desta vez coube ao japonês assinar o remate fatal, ao fim de mais uma carga banzai que co-protagonizou sobre a defensiva leonina. Fatal também poderia ter sido para Salin (trocado por Renan), que num vôo kamikaze, em tentativa desesperada de evitar o golo, embateu com a cabeça no poste, perdendo logo aí os sentidos. Valeu a atenção de Coates, célere a tirar-lhe a lingua para fora, evitando que sufocasse e assim provavelmente salvando-lhe a vida. (Para que não nos esqueçamos que há coisas bem mais importantes do que o futebol.)

 

Raphinha, lesionado e em sub-rendimento (mais um), não voltou para o segundo tempo (substituido por Nani), mas o Sporting continuava sem abdicar do duplo-pivot ou, se quiserem, daquela coisa em forma de assim (como diria Assis Pacheco), que é aquela indefinição de quem é o quê ("6" e/ou "8") no meio-campo leonino. Ainda assim, o Portimonense mostrava uma ingenuidade desarmante, dando espaços para as penetrações leoninas, com Jackson muito desgastado e a fazer figura de corpo presente. Bruno Fernandes, agora no flanco esquerdo, quase marcava num excelente pontapé de fora da área. De seguida, assistiu Jovane para um falhanço escandaloso. Até que Acuña, picado com Tabata, decidiu-se por um "raid" pelo seu lado esquerdo que desorientou a defesa algarvia. A bola sobraria para Nani, que serviu Montero - terceiro golo consecutivo - para o 2-1. O Sporting voltava à partida e a atitude do opositor, de jogar o jogo pelo jogo, tornava o sonho possível. Nesse transe, Gudelj, isolado, dominou mal a bola, perdendo a igualdade, após insistência esforçada de Bruno Fernandes. Só que, na ressaca de um pontapé de canto, Nakajima foi deixado sozinho à entrada da área e não perdoou. Pouco depois, Coates, investido em ponta-de-lança, foi lá à frente reduzir, de cabeça, em nova assistência de Nani. Em campo já estava o velocista Diaby, que veio aprender que importante é a rapidez com bola, que isto não é atletismo, mas sim futebol. Lição que lhe foi dada pelo Oliver Tsubasa de Portimão, o nipónico Nakajima, o qual isolou João Carlos para o 4-2 final.

 

Frustrantemente, o Sporting não aproveitou o deslize do Braga nem a derrota do Porto, acabando assim a sétima jornada em quinto lugar. Pior, a atitude da equipa roçou a indolência. Também na Tribuna, passe o incidente narrado acima, tudo parecia estar na paz do Senhor, com Varandas e Cintra ladeando o accionista maioritário da SAD portimonense, Theodoro Fonseca. Sobre Peseiro, não vou falar. As coisas dizem-se enquanto tal for de utilidade. Depois de consumado, falar para quê? Espero é que quem só olha para os resultados (e não analisa o processo) venha a ter agora um "reality check". É que para não ficarmos nos dois primeiros (e se calhar, estou a ser optimista), 60/65 milhões de custos com pessoal é um "bocadinho" excessivo. Se tiverem dúvidas, perguntem ao Leonardo.

 

Nota: à 7ª jornada, temos o sétimo melhor ataque e a oitava melhor defesa...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luis Nani (alternativa a Bruno Fernandes, que foi vitima do mau aproveitamento do seu esforço)

 

*Odori: dança tradicional japonesa

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Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota frente ao Portimonense, que estava em último na Liga. Não apenas perdemos o jogo - o que não acontecia em Portimão, para o campeonato, desde 1989 - como fizemos uma péssima exibição. Jogando quase sem flancos, com laterais que raramente subiram e um meio-campo desarticulado, cedendo terreno para o adversário. Saímos derrotados por 2-4 - segundo desaire consecutivo, após a derrota em Braga. São desafios como este que fazem perder campeonatos.

 

Do descalabro defensivo. Quatro golos sofridos dizem tudo sobre o desempenho da nossa defesa, com especial incidência para as actuações de Ristovski (incapaz de ganhar um duelo com Nakajima) e Acuña (a quem Tabata quase sempre pôs em sentido). Desposicionamentos constantes, falta de articulação, incapacidade de supremacia nos confrontos individuais. A ausência de Mathieu, que continua lesionado, não explica tudo.

 

Do meio-campo. O trio composto por Battaglia, Gudelj e Bruno Fernandes foi quase sempre incapaz de sair em ataque apoiado e com a bola controlada. Foi nesta fase do terreno, com este débil triângulo, que começámos a perder o jogo. Também no plano defensivo o miolo não funcionou: o argentino e o sérvio foram incapazes de formar a dupla de trincos que o avassalador caudal atacante da equipa da casa impunha. Battaglia, em particular, talvez tenha sido o pior em campo.

 

Da linha ofensiva. Montero andou perdido entre os centrais enquanto Jovane e Raphinha, os extremos lançados por José Peseiro como titulares, revelaram-se inofensivos. Ao ponto de o segundo, acusando debilidade física, ter saído para o duche ao intervalo, dando lugar a Nani. 

 

Da lesão de Salin. O guarda-redes francês - que não está isento de culpa nos dois golos iniciais, por incapacidade de cobrir o primeiro poste - lesionou-se com alguma gravidade aos 44', tendo sido transportado ao hospital por precaução. Oportunidade enfim para a estreia do brasileiro Renan, que também viria a sofrer dois golos, embora sem culpa em qualquer deles. 

 

Da apatia geral da equipa. O intervalo de apenas 72 horas entre o desafio disputado quinta-feira na Ucrânia e o desta noite em Portimão não pode funcionar como desculpa: este onze leonino mostrou-se frouxo, tristonho, sem intensidade, de braços caídos. Não parece nada bem no plano anímico. Resta ver quando e como poderá recuperar. 

 

Do nosso banco de suplentes. Com Bas Dost e Mathieu ausentes por lesão, as soluções são escassas. Hoje tínhamos no banco Marcelo, Jefferson, Petrovic e Carlos Mané (além de Diaby, que acabou por entrar aos 83', novamente sem tempo para mostrar o que vale).

 

De termos sofrido tantos golos hoje como nas seis partidas anteriores. Ao intervalo já perdíamos por 0-2. Deixámos, naturalmente, de ter a segunda melhor defesa da Liga 2018/2019.

 

De andarmos a sofrer golos fora de casa há 16 jogos consecutivos para o campeonato. Nenhuma equipa que ambiciona ser campeã pode ter este medíocre registo, ainda pior se contabilizarmos desafios para outras competições, em que o número ascende a 24.

 

De já não dependermos só de nós. Descemos para o quinto posto, tendo sido ultrapassados pelo Rio Ave, e estamos a quatro pontos dos dois líderes do campeonato, Braga e Benfica. 

 

 

Gostei

 

De Nani. Foi o menos mau dos jogadores leoninos. Estranhamente, Peseiro deixou-o fora do onze inicial, vendo-se forçado a lançá-lo em campo no segundo tempo, por lesão de Raphinha. O campeão europeu correspondeu: dos pés dele saíram as assistências para os nossos dois golos, marcados por Montero aos 63' e Coates aos 88'.

 

De Coates. Incapaz de travar Nakajima no primeiro golo do Portimonense, o internacional uruguaio foi no entanto o melhor elemento da nossa defesa, com bons cortes aos 23', 26' e 65'. E ainda procurou sacudir a apatia geral indo lá à frente, tentando o golo. Tanto tentou que acabou por marcar o nosso segundo, a dois minutos do fim do tempo regulamentar.

 

Da exibição de luxo do Portimonense. Excelentes actuações de Manafá, Paulinho, Tabata e sobretudo Nakajima - um jogador que bem gostaria de ver em Alvalade.

Pesadelo em Portimão

É claro que o problema não são estes acabrunhados e perplexos jogadores que não fazem  a mínima ideia do que devem fazer, que estão para ali aos encontrões uns aos outros e jogam tão entrosados como se fosse a primeira vez que se vêem. Mas um descalabro destes não é inesperado, pois não? É o que há.

PS - assim que este post foi publicado o Sporting marca um golo. Nani é um problema, tem ideias, sabe o que faz, sabe explicar-se; irreverências que para um sargento que gosta de fazer voz grossa, de miolo-mole e pouco articulado, são muito desestabilizadoras

Os melhores prognósticos

Houve prognósticos para todos os gostos.

Houve até um imbecil que vaticinou a vitória do Portimonense.

Mas só um trio acertou num resultado que, vendo bem, até era dos mais previsíveis: vitória leonina - a sexta consecutiva - e um golo consentido fora de portas, como também foi tradição neste campeonato prestes a terminar.

Tudo visto e somado, parabéns ao triunvirato composto por CAL, José Vieira e Tearjerker.

Tomara o Bryan Ruiz ter pontaria tão afinada como qualquer deles...

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Onda verde

Um jogo que teve um pouco de tudo: golos de belo efeito, emoção, palhaçadas, muitas mutações tácticas e uma "flash-interview" rica em frases para um novo livro do Pedro Correia. E houve também um sofá, o meu (e de muitos de nós), que mais parecia uma cama de pregos, não sendo eu um faquir. Sofremos tanto, tanto...

 

Pode um jogador ter uma segunda parte horrível, com uma imensidão de bolas perdidas e ainda assim ser considerado o melhor em campo? Sim. Bruno Fernandes passou o tempo a remar contra a maré da Praia da Rocha mas, em dois momentos de inspiração, marcou dois golos. O primeiro, em "souplesse", após assistência de Bas Dost, levantando a bola com categoria por cima do guarda-redes portimonense, um Leo alheado da alcateia de leões do Sporting. Depois, já o jogo caminhava para o fim, o médio aproveitou uma bola de ressaca à entrada da área, dominou-a no peito e matou de primeira, sem a deixar cair no chão. Um golão!

 

A emoção esteve sempre presente. O Sporting entrou bem e teve imediatamente oportunidades, por intermédio de Battaglia e de Dost. Cumprindo o velho adágio de que à terceira é de vez, Bruno marcou. Pelo meio já tinhamos experimentado um novo modelo de bola parada ofensiva, que consiste em 3 crânios congeminarem demoradamente sobre o que fazer até acabarem a entregar a bola ao adversário e proporcionar-lhe a hipótese de marcar um golo. Valeu que Patrício não aprovou a opção. Quase simultaneamente, em Porti ... mão, houve dedinhos na bola de um defesa algarvio na sua área, na sequência de um duelo de Fernandes (Ruben vs Bruno). Acuña, Bruno e Gelson ainda tiveram ocasiões de golo, mas acabou por ser o Portimonense a marcar após Petrovic e Coentrão não terem respeitado a posição de Coates, permitindo assim o golo a Fabrício, pós-cruzamento de Bruno Tabata, que entretanto tinha mudado de flanco com o nipónico Nakajima. 

 

O Sporting entrou nervoso no segundo tempo, sem posse de bola, e dando espaço à mobilidade do Oliver Tsubasa da equipa algarvia. O nosso meio campo, provavelmente devido à proximidade com o mar, metia água por todo o lado e o jogo partiu-se. Na única jogada com cabeça, tronco e membros da primeira meia-hora, Dost isolou Gelson e este, em vez de seguir em linha recta, voltou a optar pelo caminho crítico para a baliza de Leo. A bola sobrou para Acuña e o argentino centrou como se fosse para Dost. Não sei se viu um holograma do holandês, mas era Bruno Fernandes que lá estava e a bola perdeu-se. Depois, houve o já habitual número de circo: à falta de Lito Vidigal, Abel ou mesmo de um bombeiro do Dragão, foi Vitor Oliveira a protagonizar mais uma palhaçada. A novidade é que, desta vez, o outro protagonista não foi Fábio Coentrão - hoje um menino do coro - mas sim Petrovic.

 

Jesus foi à procura da felicidade e começou a mexer no sistema. Entraram Misic e Montero e às tantas estavamos a jogar num 3-5-2 (ou 3-5-1, pois o colombiano - é como o Bolo-Rei antes da ASAE, nunca se sabe se sai brinde ou fava - teve um daqueles frequentes apagões a que já nos habituou). Ainda mudaríamos para um 4-4-2 com a entrada do Lumor de perdição do treinador leonino, o homem que é pior que assim-assim (sic), mas que parece ser o talismã do leão. Hoje entrou e o Sporting marcou, de novo.

 

As entrevistas aos protagonistas foram cheias de frases fortes. Primeiro foi Bruno Fernandes, quando inquirido se a sua exibição era um piscar de olho a Fernando Santos e ao Mundial da Rússia, a dizer que não, "era um piscar de olho ao Sporting" - grande leão! Depois, JJ afirmou, a propósito da troca dos alas do portimonense, que "Batta(glia) não percebeu nada daquilo". Finalmente, Vitor Oliveira declarou que "o Portimonense foi derrotado pelo melhor jogador do campeonato (Bruno Fernandes)".

 

Apesar de liderado pelo japonês Nakajima, o caudal ofensivo do Portimonense não foi um oceano pacífico. No entanto, a inspiração de Bruno Fernandes criou uma onda verde e a equipa algarvia foi "de vela" ao largo da Praia da Rocha. No dia em que o tondelense Tomané assinou os papéis da reforma de Luisão, esta importantíssima vitória permitiu-nos igualar o Benfica. No entanto, nada de muito substancial se alterou, pois só um empate 0-0 em Alvalade nos deixará em vantagem. Havendo golos tudo se alterará, pelo que teremos de jogar para ganhar. É para continuar ligado ao desfibrilador e talvez tenhamos de ir fazer umas "nuances" como o JJ (ai os cabelinhos brancos, ai, ai). Se a vida de treinador não é fácil, imaginem a de treinador de sofá. É que eles ainda têm aquele rectângulozinho à frente do banco por onde se podem movimentar e libertar um bom vernáculo, ao passo que eu, cá em casa, se me afasto perco o jogo e se vocifero levo um cartão amarelo alaranjado. Sem recurso para o Conselho de Disciplina...

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Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes - 16 golos, 18 assistências e mais 18 participações decisivas em golos

 

 #savingprivateryan

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória sofrida mas merecida sobre o Portimonense. Boa réplica da equipa da casa numa partida sempre desenrolada sob o signo do futebol de ataque, taco a taco. O nosso triunfo foi o desfecho mais adequado à exibição de ambas as equipas numa partida que decorreu em grande parte debaixo de chuva. Triunfo alcançado quase ao cair do pano, aos 89', por 2-1: uma vez mais, a estrelinha da fortuna sorriu-nos. Mas a sorte dá muito trabalho. E esta nossa equipa tem trabalhado muito para alcançar os seus objectivos.

 

De Bruno Fernandes. Se há jogo em que não oferece qualquer discussão a eleição do melhor em campo é este mesmo. Hoje o nosso médio criativo destacou-se em larga medida de todos os companheiros ao iniciar e concluir o nosso difícil triunfo em Portimão, com dois belos golos: o primeiro aos 23', num delicioso pormenor técnico, fazendo um chapéu ao guarda-redes Leo; o segundo, que nos valeu dois pontos adicionais, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem qualquer possibilidade de defesa para o guardião portimonense. Golos que merecem ser revistos a todo o momento: isto é o melhor do futebol.

 

De Bas Dost. Quem disse que o holandês não sabe trabalhar para a equipa? Hoje venceu quase todos os duelos aéreos, fez a assistência (de cabeça) para Bruno Fernandes marcar o primeiro golo e serviu sem sombra de egoísmo outros colegas, nomeadamente o apagado Bryan Ruiz, que desperdiçou aos 37' e aos 45'. Aos 53', foi carregado em falta dentro da grande área: penálti que o árbitro Manuel Oliveira não viu e o vídeo-árbitro Bruno Esteves deixou passar.

 

De Coates. Estava "à queima" para um cartão amarelo, que o deixaria fora do clássico de Alvalade na próxima jornada. Conseguiu escapar incólume, tal como Battaglia: Jorge Jesus poderá contar com ambos no difícil e decisivo confronto com o Benfica. Hoje o internacional uruguaio fez o seu 46.º jogo consecutivo no campeonato nacional, contando ainda com a época anterior: já soma mais de 4.200 minutos seguidos na Liga. É obra: isto define-o como um dos imprescindíveis deste plantel leonino.

 

Da nossa veia ofensiva. Temos marcado menos golos do que gostaríamos, mas a verdade é que somamos já 24 vitórias nestas 32 jornadas da Liga 2017/18 - nove das quais conseguidas fora de casa.

 

De partirmos para o dérbi em igualdade pontual com o SLB.  Vamos receber o Benfica em Alvalade, no próximo sábado, com vantagem sobre os encarnados no momento em que o árbitro apitar para o início do encontro: a turma rival precisará sempre de marcar pelo menos um golo para disputar o segundo lugar. Se o jogo terminar 0-0, o posto que dará acesso à Liga dos Campeões será nosso. E é bom lembrar: em 2018 ainda não sofremos qualquer golo em casa.

 

Do entusiástico apoio dos adeptos.  Boa parte dos mais de cinco mil espectadores que estiveram esta noite no estádio do Portimonense foi puxando sem cessar pela nossa equipa. Foram recompensados por esta devoção e esta crença inabalável de que não existem impossíveis quando a vontade de vencer é mais forte.

 

 

Não gostei

 

Do penálti sobre Bas Dost que o árbitro não viu. O holandês viu-se impedido de jogar, travado em falta aos 53' na grande área da equipa visitada. Manuel Oliveira devia estar a olhar noutra direcção no momento deste lance. E o vídeo-árbitro Bruno Esteves talvez estivesse com os monitores avariados.

 

Das oportunidades de golo falhadas. Começa a ser um clássico nos nossos jogos. Hoje registei estas perdidas: Battaglia logo aos 2', Bas Dost aos 17', Bryan Ruiz aos 45', Gelson Martins e Bruno Fernandes aos 62', Misic aos 76' e Gelson Martins aos 81'. Não basta criar oportunidades: é preciso meter a bola lá dentro. Continuamos demasiado perdulários neste capítulo.

 

De Bryan Ruiz. Partida para esquecer do costarriquenho, que passou completamente ao lado do jogo, colocado na posição 8. Lento, apático, falhando passes sucessivos - e um golo quase cantado aos 45'. Saiu aos 73', demasiado tarde: devia ter dado lugar a outro muito mais cedo.

 

De Montero. Outrora uma espécie de "arma secreta", que resolvia jogos a partir do banco, o colombiano é hoje uma sombra do que foi. Jesus mandou-o entrar aos 73', mas 'El Avioncito' continua sem levantar voo. Aos 77' quis rematar na bola mas acabou por rematar... no ar.

 

De Petrovic. Central improvisado, face às lesões simultêneas de Mathieu e André Pinto, deixou demasiado evidente que não tem rotinas nesta posição. Falhou a cobertura no lance do golo do Portimonense e foi quase sempre incapaz de dar bom início à fase de construção, passando sem critério ou despachando a bola para onde estava virado.

 

Das substituições. Não entendi a troca de Coentrão por Misic aos 68', o que implicou a mudança de posição de vários jogadores, e ainda menos a errância do croata primeiro pela posição 8 e depois pelas duas alas. A troca de Battaglia por Lumor aos 85', quando o jogo estava empatado 1-1, foi igualmente bizarra: Acuña, que tinha recuado com a saída de Coentrão, voltou a avançar no terreno. Jesus usou três laterais esquerdos nesta partida - confirma-se que é a sua posição fetiche.

 

Do golo sofrido. É cada vez mais profunda - e quase inexplicável - a diferença entre os escassos golos sofridos em casa (apenas quatro) e aqueles que deixamos entrar quando jogamos como equipa visitante. Hoje manteve-se esta tradição recente, quando o Portimonense marcou aos 42'. Há seis meses que sofremos golos fora de casa: já lá vão 18 desafios consecutivos.

Hoje giro eu - O Sporting é a minha prioridade

Glosando esse título tão em destaque na blogosfera, não creio em delito de opinião. O brilhante jpt - a propósito, quem escreve prosas com esta qualidade, tem de assinar com letras maiúsculas -, na sua imensa erudição e com toda a urbanidade, tricota aqui em baixo um belo texto, dando conta da "camisa de sete varas" onde Bruno de Carvalho, aparentemente, insiste em se meter.

 

Embora não me custe a acreditar que a informação em que ancora a sua opinião tenha um fundo de verdade, o facto é que ela se baseia na leitura dos jornais, pelo que o grau de fidedignidade que lhe queiramos dar tem mais a vêr com um pré-conceito, um preconceito, vá lá, que se vai fazendo atendendo ao que tem sido o comportamento-padrão do actual presidente.

 

Insisto, no entanto, num ponto: eu que votei Bruno, não sou brunista. Eu sou é do Sporting. Não sei se Bruno insiste numa deriva, num desvario ou caminho persecutório sobre quem se lhe opõe, o que tenho como certo é que temos jogo no Sábado. E temos de vencê-lo! Por isso, e que me desculpe quem possa ter outra (legítima) opinião, entendo que o nosso foco deve estar aí. Todas as outras situações terão local próprio para serem dirimidas, idealmente no final da época e por quem entender (com igualmente toda a legitimidade) suscitá-las. 

 

Bastas vezes, em função da paixão que nutro pelo nosso leão rampante, aqui tenho expressado que não quero mostrar ao mundo que tenho razão. Obviamente, tenho uma opinião formada sobre o "status-quo" instalado em Alvalade e sinto-me desiludido com a forma desbragada como se tem processado a nossa comunicação e a gestão dos recursos humanos. Mas, querendo sempre que o Sporting ganhe, não quero que isso seja contra Bruno, muito menos aceito uma derrota só porque existe Bruno. Uma vitória do Sporting, é uma vitória de todos os sportinguistas. Ponto! 

 

Joga-se muito de uma época no Sábado. A vitória na Taça da Liga e um hipotético triunfo na final do Jamor serão interessantes panaceias, mas é difícil não pensar que o mal estará instalado caso não consigamos assegurar um lugar na terceira pré-eliminatória da Champions. Desde logo, pelo "upgrade" dos valores que, já na próxima temporada, premiarão a presença em tão prestigiosa competição, os quais ditarão o enfraquecimento do ausente face aos outros dois competidores. Enfraquecimento económico que, para ser resolvido, resultará na venda de jogadores e, concomitantemente, em perda de competitividade. É, por isso, de primordial importância, presidente, treinador, jogadores, sócios, adeptos e simpatizantes estarem com o clube. Com o clube, leram bem. E, neste momento, isso para mim representa não dar trunfos aos nossos adversários. Por isso, os jogadores terão muito mais força em campo se interiorizarem que vão jogar pelo Sporting, por um lugar de destaque na sua história e pela sua massa associativa. Isso é que serão os valores correctos. A minha experiência de vida diz-me que a estratégia de unidos contra alguém (que neste caso seria Bruno) tem apenas efeitos a curto-prazo (por exemplo, em ano de divulgação dos emails isso pareceu não ser causa suficiente para unir decisivamente o plantel no sentido da vitória). O ser humano precisa de desafios, mas ganha maior adesão com os seus valores um comprometimento a favor de uma causa ou, neste caso, de uma bandeira, de um símbolo, algo que congregue. É o nosso Sporting, a nossa razão, a nossa emoção, essa causa. Assim, termino, desejando que o mar de Portimão possa assistir à formação de uma gigantesca onda verde que mais tarde possa rebentar, serenamente, no areal de uma Champions League perto de nós. Isso sim, seria a "minha praia". Abraço a todos e vivó SPORTING!  

 

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