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És a nossa Fé!

O nosso melhor reforço


Acredito que a eliminação da LE tenha sido a nossa grande aquisição. Como se viu no jogo em Portimão, estamos longíssimo de controlar todo o jogo, táctica e fisicamente. Por mais que queiramos culpar o Amorim, o Varandas, ou agora o Miguel Braga, quem joga são os jogadores, quem está lá dentro são eles e quem se encolheu com o Portimonense foram eles. Só as boas mexidas de RA permitiram que o Portimonense não marcasse, bem como o acerto dos centrais e de Adán.

Para dizer que as coisas levam tempo. E que mudaram com isto do Covid. Vi o jogo do Porto com interesse e aquela armada de jogadores adultos e feitos, campeões, fortes como touros, foi relativamente bem manietada pelo Marítimo de Lito. Vi Mourinho anular por completo o United de Pogba, Bruno Fernandes, Martial, Rashford, Matic ou DeGea. Vi o Villa dar cabo de Klopp e dos seus jogadores. Vi o City a não conseguir vencer o recém-promovido Leeds.

Planteis de craques maduros, adultos e poderosos, também perdem ou empatam.

Tal como o Lask, o Portimonense jogou bem. Os nossos golos foram grandes golos, um inventado pelo Nuno Mendes, o outro uma criação excelente de jogo de equipa e uma enorme e rara concretização do Nuno Santos. Mas o Portimonense não jogou nada mal e fiquei espantado por terem dado pouco crédito ao Paulo Sérgio (como havia acontecido com o Lask). Fica-se com a ideia que o nosso Sporting joga sempre com adversários neutros de marca branca e quando perdemos ou empatamos, é sempre culpa do Varandas.

Não obstante, sobra a evidência que os nossos jogadores ainda não têm bateria para jogar à quinta e ao domingo. É um problema ou é uma fase? Tomara eu saber. 

Ao podermos jogar menos vezes que os nossos rivais diretos, poderemos desenvolver processos, coesão e ganhar vantagem pontual para com o Braga (que já leva duas derrotas).

Talvez dê para ultrapassar Porto ou Benfica, se algum destes tiver um annus horribilis. 

O melhor prognóstico

Isto está a correr bem em matéria de prognósticos. À terceira jornada (segunda, para nós) da Liga 2020/2021, a pontaria de quem aqui vaticinou o resultado do Portimonense-Sporting voltou a mostrar-se afinada. Sobretudo a do leitor Diogo Viegas, o grande vencedor desta ronda: não apenas antecipou a vitória leonina por 2-0 mas também o marcador de um dos golos, Nuno Santos.

Está, portanto, de parabéns. Também merecem ser felicitados os leitores Leão do Fundão, Rafael Marques e Tiago Oliveira, bem como o meu colega Ricardo Roque: todos previram o desfecho da partida, faltando-lhes apenas antecipar quem marcaria os golos. 

Será um bom auspício para os tempos que vão seguir-se? Espero bem que sim.

Uma equipa à Sporting

Ontem à noite em Portimão assistiu-se a uma demonstração cabal do ADN Sporting, onde se misturou o talento e irreverência da juventude formada em Alcochete, a competência e capacidade de sacríficio sempre discreta de alguns consagrados, e a liderança de alguém que sabe muito bem onde está e o que precisa para ter sucesso.

Depois duma derrota humilhante em Alvalade contra uns austríacos com outra capacidade de momento para dar ao pedal, o Sporting entrou em Portimão como deve entrar perante todos ou quase todos os adversários domésticos: a todo o gás, com pressão alta, desmarcações constantes do trio atacante, tentando chegar depressa à vantagem, sem dar tempo ao adversário para pensar e corrigir marcações. Foram dois golos, dois belos golos, mais dois podiam ter acontecido, e foi preciso muita pancada tolerada pelo apitador de serviço para fazer parar o vendaval atacante comandado por Matheus Nunes.

A segunda parte foi necessariamente diferente, o desgaste fez-se sentir pela primeira parte e pelos motivos que conhecemos e Rúben Amorim teve de fazer entrar sangue fresco para segurar a vitória.

Estes três primeiros jogos oficiais da temporada mostraram um Sporting a renovar-se, ainda bem longe do que pode render, desde logo porque está debilitado fisicamente, castigado que foi pela pandemia, com um plantel ainda carente de ajustamentos e dum ponta de lança em condições, mas também mostraram uma equipa solidária, combativa e com imenso potencial que importa desenvolver.

Tacticamente o 3-4-3 inicial de Amorim, com ponta de lança bem definido, tem-se vindo a transformar num 3-4-1-2, com um falso ponta de lança (Jovane ou Vietto) a recuar e a jogar entre linhas, lançando os dois interiores, e mais à frente no jogo mesmo num 3-5-2 com a entrada de Daniel Bragança. Ganha-se em mobilidade o que se perde na luta nas duas áreas.

Diz Amorim que "estes jogadores precisam da ajuda de todos". Mas o que tiveram à entrada do estádio foi uma "comissão de recepção" daquela malta que assaltou Alcochete e que bateu nalguns colegas seus, com cânticos de "joguem à bola". E a verdade é que precisam mesmo. Se não os ajudarmos, quem o vai fazer? Os lampiões?

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso segundo triunfo consecutivo no campeonato. Fomos a Portimão vencer por 2-0 a equipa treinada por Paulo Sérgio - precisamente a mesma marca alcançada na partida anterior, em casa do Paços de Ferreira. Esta vitória, além de nos colocar no já restrito grupo das equipas ainda invictas e sem golos sofridos na Liga 2020/2021, tem ainda o mérito de funcionar como tónico psicológico para a equipa, abalada pela derrota caseira frente ao Lask Linz. Há seis anos que não ganhávamos tão cedo, por esta marca, fora de casa. 

 

Da nossa meia hora inicial. Há muito que não via o Sporting jogar tão bem: velocidade na transição, pressão alta lá à frente, bola trocada ao primeiro toque, organização colectiva, grande mobilidade. Neste período ficou sentenciada a sorte do desafio no Algarve. Com golos marcados bem cedo e gestão de bola no resto da partida, embora sofrendo alguns sobressaltos defensivos na segunda parte.

 

Dos golos. Surgiram cedo - e ambos excelentes. O primeiro, logo aos 4', fruto do esforço individual de Nuno Mendes, que driblou três adversários e fuzilou o guarda-redes após recuperar uma bola junto à ala esquerda. O segundo, aos 11', em consequência de um óptimo lance colectivo que levou Tiago Tomás a servir Vietto, o argentino a cruzar de forma impecável para o centro da área e Nuno Santos a surgir em velocidade ao primeiro poste, marcando de cabeça, à ponta-de-lança.

 

De Nuno Mendes. Estreou-se - com todo o mérito - a marcar pela equipa principal do Sporting. Sendo ainda júnior: tem apenas 18 anos e três meses. Vale a pena rever vezes sem conta este magnífico lance, que faz lembrar um dos mais célebres golos de Pelé: em dribles sucessivos, o jovem formado em Alcochete vai deixando sucessivos opositores para trás e não perdoa no momento de atirar à baliza. Melhor em campo, também com prestação muito positiva no plano defensivo, não tardará muito a ser chamado à selecção nacional dos mais crescidos. 

 

De Coates. Podia ter ficado desgastado em termos psicológicos por ter cometido um penálti e visto um cartão vermelho, prejudicando a equipa, no desafio ocorrido três dias antes contra a equipa austríaca em Alvalade. Mas não se notou nada disso neste jogo de Portimão, em que teve um desempenho irrepreensível no comando da defesa - bem complementado desta vez por Neto, à sua direita. E ainda foi à frente, marcar um golo de cabeça aos 81' que o árbitro entendeu invalidar, usando um critério oposto ao do seu colega que pouco antes arbitrara o jogo Benfica-Farense (3-2) num lance muito semelhante, culminado em golo marcado por Seferovic. 

 

De Adán. Concentração, eficácia, solidez. Três palavras que caracterizam o desempenho do guarda-redes espanhol, vital para garantir que a nossa baliza permanecesse intocável. Boas defesas aos 15', 45' e 88'. Grande intervenção no último minuto da partida, aos 90'+4, evitando um golo. Nota muito positiva.

 

Da primeira parte de Matheus Nunes. Talvez a melhor exibição do jovem brasileiro, desta vez no comando das operações do meio-campo devido à saída de Wendel para o futebol russo. Ousado no passe longo, rápido a tomar decisões, dominando a bola com critério, sem receio de ir ao choque. Caiu no segundo tempo, por notório desgaste físico, à semelhança de alguns colegas, como Vietto e Tiago Tomás.

 

Da aposta contínua nos jovens. Rúben Amorim contou neste desafio com nove jogadores sub-23: Porro, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Pedro Gonçalves (em estreia como titular, ocupando a vaga deixada por Wendel), Tiago Tomás, Daniel Bragança, Gonçalo Inácio, Plata e Tabata (em estreia absoluta de verde e branco, tendo entrado aos 71' para render Vietto). Quatro destes jovens fizeram toda a formação na Academia de Alcochete. 

 

 

Não gostei
 

 

Do critério disciplinar do árbitro. Manuel Oliveira permitiu que os jogadores do Portimonense se sentissem à vontade para fazerem sucessivas faltas destinadas a travar lances do Sporting em momentos cruciais do jogo, deixando-os impunes. Há muitas maneiras de arbitrar mal: ser permissivo com os lances faltosos é uma delas. 

 

De Feddal. Foi claramente o elemento mais intranquilo da linha defensiva a três, faltando-lhe velocidade nas acções de cobertura e precisão de passe na fase de construção, abusando dos chutões para onde estivesse virado. Acabou por dar lugar a Gonçalo Inácio, aos 62', tendo saído com queixas de ordem física.

 

De Tabata. Estreia infeliz de verde-e-branco do extremo que escolheu jogar com o n.º 7 na camisola, em confronto com a sua anterior equipa. Isolado aos 86', em posição privilegiada para fazer o terceiro golo do Sporting, imitou Sporar no jogo contra o Lask: em vez de um remate potente, saiu-lhe um frouxo passe ao guarda-redes. Parece faltar capacidade de finalização ao mais recente reforço da nossa equipa.

 

Das ausências. Não pudemos contar ainda com Jovane (que recupera de lesão muscular) e Palhinha (recém-saído de quarentena por ter sido contagiado com Covid-19). Dois elementos nucleares: qualquer deles tem lugar garantido no onze titular leonino. Faltou ainda Sporar, aparentemente afectado por uma tendinite: nem sequer figurou na ficha do jogo. Esperemos que o mercado de transferências não feche sem recebermos um reforço para o nosso sector mais ofensivo. Há que preencher esta lacuna.

Uma boa venda

Como é que uma derrota humilhante pode ser o ponto de partida para algo que se vislumbra de muito melhor?

Ora, ter que vender (não gosto do termo, mas vai assim) o Wendel para fazer face a despesas de funcionamento, que empastelava o jogo a meio-campo, que permitia a colocação das defesas adversárias (sim, muito bom tecnicamente, mas também muito trapalhão) e que por via disso a maior parte das vezes ou vinha ele, ou vinha a bola para zonas recuadas do terreno de jogo, perdendo-se inúmeras ocasiões de "dar cabo" do adversário.

Ora hoje marcámos cedo, como se pedia depois do desgaste de quinta feira e em jogadas rápidas e com dois maravilhosos golos; Um deles, o primeiro, por Nuno Mendes, um jovem de 18 anos lá do alfovre, de levantar o estádio estivessem lá espectadores.

Nem tudo está bem, aquelas saídas de bola dão-me cabo do coração, mas também tivemos um Neto que talvez tivesse hoje feito o melhor jogo de listada no corpo.

Como quem aqui faz a análise ao jogo é o "chefe de redacção", eu vim cá só registar que por vezes há males que vêm por bem, mas também que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Quero registar também que foi um final de semana 100% vitorioso. Ganhámos todos os jogos de todas as modalidades em que estivemos envolvidos, masculinos e femininos. Um clube grande, como os maiores da Europa, já está quase...

Prognósticos antes do jogo

Segunda ronda do campeonato, para a nossa equipa. Na ressaca da goleada sofrida quinta-feira frente ao Lask Linz que nos impediu de aceder à Liga Europa. Amanhã defrontamos o Portimonense, no Algarve, a partir das 21 horas.

Há um ano, no mesmo cenário, vencemos a equipa da casa por 3-1. Com dois golos de Raphinha (na sua despedida do Sporting) e o terceiro apontado por Luiz Phellype.

Quais são os vossos prognósticos?

Zidanes e Pavones

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Na era dos “galácticos”, com Carlos Queiroz como treinador, o presidente do Real Madrid prometeu uma equipa de “Zidanes y Pavones”, que misturava craques feitos com jovens talentos da academia. A ideia não resultou.

Nesta nova era do Sporting, com Rúben Amorim a substituir um desorientado e desorientador Jorge Silas como treinador, a promessa do presidente tem alguma coisa de parecido com a do Real Madrid, só que os Zidanes são quase todos Ristovskis, não é bem a mesma coisa. E só com Pavones, por muito bons que sejam e são, a coisa não vai lá, como se viu nos recentes confrontos com os rivais.

Não vai lá pelo menos em termos desportivos, porque a jogarem assim daqui a um ano estamos a falar de muitas dezenas de milhões de euros de valorização do plantel. O Sporting conseguiu ontem pôr em campo toda uma equipa de jogadores abaixo dos 23 anos de grande potencial: Max, Porro, Quaresma, Inácio, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Pedro Gonçalves, Wendel, Plata, Tiago Tomás, Jovane,  Daniel Bragança e Rodrigo Fernandes (este parece primo do Ilori, precisa duma lavagem ao cérebro).

O problema é que, dos mais velhos, apenas Coates está noutro nível. Todos os outros são iguais ou piores que os putos, e nalguns casos muito teriam que aprender com eles se tivessem idade para isso.

Alguns dos dispensados ou colocados no mercado seriam titulares nesta equipa? Acuña, claramente, mas a jogar mais à frente do que ia acontecendo com Amorim, a ala ou interior esquerdo. Mas existe Nuno Mendes e veio Nuno Santos.

Palhinha tirava o lugar a Wendel ou a Matheus Nunes? Nem pensar. Seria um suplente para determinados jogos, como seriam Battaglia ou Doumbia se ficassem.

Algum outro? Diaby, Bruno Gaspar, Misic? Francamente não vejo.

Enfim. Zidanes (ou novos Slimanis) precisam-se. 

SL

Talvez seja bom sinal

Bons 20 minutos - os últimos - deste Portimonense-Sporting. Primeiro jogo de preparação a sério desta pré-temporada, com vitória leonina, por 2-1, em desafio disputado no estádio municipal de Portimão.

 

Começou tudo com demasiada lentidão: passes transviados, excessiva "lateralização", sem fio condutor para a baliza. Max, numa fífia, quase ofereceu a bola, redimindo-se logo a seguir com uma grande defesa. Wendel parecia anestesiado. Plata, com a mesma falta de atitude competitiva que já lhe conhecíamos: parece um brinca-na-areia. Neto com preocupante tendência para cortar em falta.

Num penálti inexistente, inventado pelo árbitro ao imaginar ter visto falta de Feddal para castigo máximo, o Portimonense adiantou-se no marcador, aos 54'.

O nosso empate surge também de penálti - com a diferença de este não ter sido falsificado. Sporar invade a área, com a bola dominada, e é derrubado em falta, convertendo a grande penalidade, aos 65', de forma impecável.

 

Rúben Amorim decide então mudar todos os jogadores de campo (na baliza, Max já cedera lugar a Adán logo no recomeço da partida) e só então o Sporting carrega no acelerador e exibe todo o potencial do seu jogo colectivo. Pormenor a destacar: tinha então apenas três jogadores com mais de 23 anos em campo.

Com pouco mais de três toques na bola, metêmo-la lá dentro, aos 75', e vencemos a partida. Gonçalo Inácio (em estreia na equipa principal) serve na perfeição Pedro Gonçalves, este progride junto à linha e cruza de forma impecável para o centro da área, onde Tiago Tomás aparece a disparar em cheio.

Parece fácil, mas não é. E neste vistoso lance de futebol ofensivo já se viu bom trabalho da equipa conduzida por Amorim.

 

Há três anos que não vencíamos um desafio na pré-temporada: talvez seja bom sinal.

 

Nota muito positiva para Pedro Gonçalves, que tem a titularidade garantida no Sporting 2020/2021.

Dos restantes reforços falarei mais tarde. Mas o meu maior elogio vai para estes miúdos que em pouco mais de 20 minutos mostraram ser leões em campo: Nuno Mendes, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Daniel Bragança (outra estreia na equipa A), Matheus Nunes, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio.

O futuro está na nossa formação. Alguém tem dúvidas?

Um genuíno momento de alegria

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Quatro minutos da segunda parte do Portimonense-Gil Vicente de ontem. Lucas Fernandes acaba de fazer um grande golo, num disparo em arco fora da área, carimbando a vitória tangencial da equipa algarvia. Num estádio despido de público em consequência das dúbias normas sanitárias emanadas do mesmo governo que já autorizou os portugueses a frequentar restaurantes, teatros, cinemas, salas de concerto e centros comerciais.

Acto contínuo, os colegas de equipa romperam o gelo, envolvendo Lucas em calorosos gestos de júbilo pelo golo, que lhes valeria os três pontos. Mandando assim às malvas as draconianas recomendações da Direcção-Geral da Saúde, entidade que assobia para o lado quando toca a encher voos comerciais enquanto ordena que as bancadas permaneçam vazias: «Nenhuma competição pode ocorrer com público no interior dos estádios até ao final da temporada.»  Mesmo naqueles - e são muitos - que já nem se lembram da última enchente registada.

Manda o código de conduta em vigor que se imponha o "distancimento social" (estúpida expressão) num jogo de futebol, desporto que vive do permanente contacto físico entre os protagonistas, em situações que vão da simples disputa da bola à marcação de livres ou cantos. E, claro, dos instantes que se sucedem aos golos - expoente máximo desta modalidade que apaixona o mundo.

 

Fizeram os jogadores do Portimonense muito bem. Ao contrário do que sucede na Alemanha, onde se recomenda expressamente aos profissionais do futebol que «evitem contactos com as mãos para comemorar os golos», devendo usar-se em alternativa os cotovelos ou os calcanhares. Coisa mais imbecil.

Foi um momento de genuína alegria numa partida amorfa e cinzenta que assinalou o controverso regresso às competições nesta era pandémica: um futebol "mascarado", sem emoção e sem público.

Chamar-lhe "25.ª jornada da Liga 2019/2020", que fora suspensa três meses atrás, é um embuste. Porque estamos, na prática, perante um futebol de pré-época. Num contexto tão diferente e tão cheio de condicionalismos específicos que só num exercício de profunda abstracção podemos estabelecer linhas de continuidade entre um período e outro.

 

No final do jogo, o treinador do Gil Vicente falou como de costume, sem papas na língua. Dizendo em voz alta o que quase toda a gente pensa mas evita exprimir: «Os clubes aceitaram tudo o que a DGS propôs para retomar o futebol, mas não o deveriam ter feito. Futebol sem público não é o futebol a que estamos habituados. Precisamos de público.»

Fez Vítor Oliveira muito bem.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting ganhar. É certo que foi em casa, e o triunfo ocorreu pela margem mínima, mas é um facto que vencemos o Portimonense (2-1) num jogo em que dominámos praticamente do princípio ao fim embora só na segunda parte a nossa equipa tenha demonstrado aquilo que realmente vale, mesmo com Bruno Fernandes já fora do plantel.

 

De Mathieu. É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto defensivo, embora Silas - com o seu permanente experimentalismo, sempre a alterar o sistema táctico - tenha ajudado pouco ou nada. O internacional francês foi o melhor em campo. Resta ver se poderemos contar com ele na próxima partida, pois saiu do campo lesionado.

 

De Max. A administração da SAD, acumulando erros sobre erros na gestão do futebol, sonha agora trazer um guarda-redes sueco. Precisamente a última posição em que estamos carenciados. O jovem Luís Maximiano, aos 21 anos, dá bem conta do lugar, como voltou a demonstrar neste embate contra o Portimonense. Com grandes defesas aos 28' e aos 88'. No próprio lance do golo adversário, em que Jackson Martínez remata aos 26' com excelente colocação para o poste mais distante, ainda chega a tocar na bola, embora sem possibilidade de a desviar. Não teve muito trabalho, mas voltou a evidenciar técnica e segurança.

 

De Jovane. A partida arrastava-se monótona e triste, após uma penosa primeira parte, quando Silas decidiu enfim alterar o onze-base. Mandou entrar Jovane logo no início do segundo tempo - e logo o jovem formado em Alcochete agitou o ataque, tornando-o mais vertical, veloz e acutilante. Aos 72', num destes lances, nasceu o nosso golo da vitória, quando o cabo-verdiano foi recuperar uma bola junto à linha final, no lado esquerdo, e centrou na medida certa: só faltava encostá-la para as redes, o que viria a ser feito em autogolo por Jadson, antecipando-se a Sporar, que se encontrava a um metro de distância, pressionando-o.

 

De Plata. Também foi remetido ao banco, ficando fora do onze inicial. Mas Silas recorreu a ele aos 60', mandando sair Camacho. Ao contrário do colega, o equatoriano jogou bastante colado à linha, fazendo funcionar enfim o corredor direito do Sporting. Daí nasceram vários lances perigosos, nomeadamente aos 81' e 86'. No primeiro, Plata quase marcou à meia-volta, forçando o guardião do Portimonense à defesa da noite.

 

Da subida do Sporting na classificação. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da goleada sofrida pelo Famalicão em casa frente ao V. Guimarães (um vergonhoso 0-7), e vendo o Braga empatar também em casa perante o Gil Vicente (2-2). Estamos isolados no terceiro posto.

 

 

Não gostei

 
 

Das oscilações tácticas de Silas. O técnico insistiu num sistema inicial alheio à tradição leonina: 3-5-2, percebendo-se mal o que o levou a preparar uma linha de cinco em processo defensivo quando jogava em casa contra o penúltimo da tabela. Isto forçava criativos como Rafael Camacho a encarrilar o jogo pelo corredor central, com manifesta falta de resultados. Ao intervalo, Silas alterou o xadrez táctico, mandando sair Neto e regressando ao processo clássico no Sporting, com dois flanqueadores que servissem jogo ao elemento mais avançado (Sporar). Este foi, sem coincidência, o melhor período da equipa, que terminou a partida num autêntico vendaval ofensivo, só não se traduzindo em golos por azar ou inépcia dos jogadores.

 

Do irritante conceito "construção em posse" definido pelo técnico.  Silas privilegia a organização do processo defensivo a partir de trás, com sucessivas trocas de bola no nosso meio-campo. Processo alheio à tradição leonina e entorpecente para o espectáculo desportivo, além de não proporcionar vantagem no terreno. Isto agrava-se por não termos a meio-campo um verdadeiro distribuidor de jogo desde a saída de Bruno Fernandes - Wendel, está visto, não tem vocação para tal tarefa, que exige disponibilidade constante e concentração máxima.

 

Do 1-1 ao intervalo. Consequência directa do que ficou escrito nos parágrafos anteriores, este desolador resultado que se registava aos 45'. E o empate apenas tinha conseguido ser desfeito, seis minutos após o golo inicial da equipa de Portimão, num lance de bola parada, graças à mestria de Mathieu - digno sucessor de Bruno Fernandes na cobrança de livres.

 

Das hipóteses perdidas. Pelo menos em duas ocasiões tivemos possibilidade de marcar, o que só não sucedeu devido à falta de perícia ou excesso de nervos dos jogadores. Na primeira aos 66', quando Vietto se isolou mas permitiu a defesa ao guarda-redes. Na segunda aos 86', quando Sporar, igualmente em excelente posição para marcar, atirou para fora, sem nexo.

 

Da lesão de Mathieu. O francês saiu aos 78', a passo, com queixas físicas - dando lugar a Idrissa Doumbia enquanto Silas fazia recuar Battglia para segundo central, ao lado de Coates, até ao fim. Esperamos que Mathieu recupere a tempo do próximo embate, que será muito difícil, frente ao Rio Ave, no próximo sábado. Um jogo em que não contaremos com Vietto, por acumulação de amarelos.

 

Dos insultos nas bancadas. Estavam decorridos apenas cinco minutos quando, do local do costume, começaram a ouvir-se gritos contra o presidente do Sporting, misturados com insultos e apelos histéricos à demissão dos órgãos sociais. Quando a equipa precisava de apoio, estes jumentos da curva sul voltaram a dar alento à turma adversária - como já haviam feito em Alvalade quando ali jogaram Porto e Benfica. É óbvio que isto desestabiliza os nossos jogadores, que actuam em casa sempre sobre brasas, numa atmosfera de guerrilha permanente. Que a grande maioria dos adeptos está contra isto voltou a ficar bem demonstrado ao escutarem-se sonoras vaias à jumentude.

2019 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: LUÍS MAXIMIANO 

Já se esperava a notícia, era apenas uma questão de data. E ela chegou, a 26 de Setembro, quando Luís Maximiano se estreou na equipa principal a defender a baliza leonina. Num confronto que terminou mal para as nossas cores: perdemos com o Rio Ave na primeira jornada da Taça da Liga. Mas que ficará como marco na carreira do jovem guarda-redes a quem muitos auguram um percurso na esteira de um Rui Patrício, seu ídolo assumido.

O ano encerra com Max - o nome pelo qual é mais conhecido entre colegas e adeptos - já no onze titular. Culminando uma subida a pulso. Com muito esforço, muito trabalho, muita dedicação e muito mérito.

«É um guarda-redes com uma margem de progressão enorme. Sabe ouvir, sabe trabalhar. Quer sempre mais. É muito preocupado com os detalhes, com os pormenores. E isso é importante porque ele tem de perceber que tem de continuar a crescer, a melhorar, e não pode relaxar.» Palavras do capitão Bruno Fernandes há três dias, em entrevista ao Record. Palavras que expressam a confiança do grupo de trabalho neste talentoso guardião que aprendeu tudo quanto sabe no Sporting e é fruto da excelência da nossa Academia.

Já como guarda-redes titular, teve actuação louvável nos jogos desta época em que o Sporting mais brilhou: a 28 de Novembro, na goleada que impusemos em Alvalade ao PSV para a Liga Europa; e a 21 de Dezembro, na espectacular reviravolta leonina frente ao Portimonense, no Algarve, para a Taça da Liga.

Nada que surpreenda quem tenha acompanhado com atenção o percurso de Luís Manuel Arantes Maximiano, iniciado em 2012 de verde e branco, ligado por contrato ao Sporting Clube de Portugal até 2023.

Foi internacional em todos os escalões jovens. E em 2016 sagrou-se campeão europeu sub-17. Ao estrear-se em Novembro passado como internacional sub-21, convocado pelo seleccionador Rui Jorge num jogo contra a Eslovénia, declarou isto: «Sporting? Sei que a minha oportunidade vai chegar.»

Pois já chegou. A uma semana de completar 21 anos, Max é hoje mais uma confirmação do que uma promessa. Se prosseguir como até aqui, pode continuar a sonhar alto. Com a certeza antecipada de que o futuro vai sorrir-lhe.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Há (outra vez) dias assim...

Em que tudo corre bem, e mesmo quando algum percalço acontece, conseguimos dar a volta por cima.

Se já fomos para Portimão com poucas hipóteses de seguirmos em frente na Taça da Liga, menos ainda ficámos quando entrámos em campo sem ponta de lança, com o único que temos debilitado no banco, e ainda menos quando no final duma primeira parte onde o adversário foi superior e onde voltámos aos erros primários na saída a jogar, o árbitro nos reduziu por incompetência ou maldade a 10. 

Mas depois tivemos uma segunda parte (tirando o lance inicial que ia sentenciando o jogo) de garra, sofrimento e muito talento, verdadeiramente "à Sporting", e chegámos ao fim com uma vitória justissima selada por belos golos, de quatro dos reforços contratados já este ano.

Como o Gil Vicente nos fez o favor de ganhar em Vila de Conde, assim chegámos à fase final da Taça da Liga, com Porto, Braga e Guimarães, Benfica de fora. Estamos assim na luta para reeditar a conquista do ano passado.

E assim chegámos ao final do ano no terceiro lugar da Liga, com lugar assegurado na Final Four da Taça da Liga e na fase de eliminatórias da Liga Europa onde iremos defrontar uma equipa acessível, o Istambul BB. Enfim, é o tal copo meio cheio, que alguns persistem em ver vazio.

Diz o Record que o nosso presidente, revoltado com a expulsão, desceu da tribuna ao intervalo para confrontar o árbitro e intervir no balneário. Se foi assim, pois fez muito bem e já devia ter feito isso há mais tempo. A equipa tem que ter quem, com educação e competência, a defenda e se quem o devia fazer não faz porque não quer ou não sabe, então só lhe resta a ele fazer o trabalho.

Que Silas aproveite esta pausa para fazer um balanço do que tem sido o seu trabalho, que perceba duma vez por todas a importância de ter um onze estabilizado e rotinas de jogo consolidadas de forma a podermos enfrentar com sucesso os grandes desafios que se avizinham.

SL 

Quente & frio

Gostei muito  da grande vitória alcançada hoje pelo Sporting em Portimão, numa alucinante segunda parte em que virámos o resultado desfavorável registado ao intervalo (1-2, após termos estado a perder 0-2) para uma quase goleada: 4-2. E a jogarmos com menos um devido à injustíssima expulsão de Bolasie aos 45' por falta inexistente. Os nossos golos foram marcados por Rafael Camacho (77'), Plata (83') e Luiz Phellype (90'+5). O de Camacho, que se estreia a marcar de verde e branco, é uma obra de arte: o jogador, vindo da ala direita para o centro, sentou três defesas adversários numa sucessão de dribles e rematou cruzado, em arco, com o pé esquerdo para um ângulo de impossível defesa. O primeiro tinha sido marcado por Vietto aos 37'. Curiosidade: quatro goleadores que chegaram já este ano ao Sporting. E já somamos oito golos nestes últimos dois jogos.

 

Gostei  que todas as expectativas tivessem sido contrariadas: o Sporting qualificou-se para as meias-finais da Taça da Liga e  vai defender um título que venceu nas duas últimas épocas, beneficiando para o efeito da derrota caseira do Rio Ave frente ao Gil Vicente em jogo disputado à mesma hora. Também gostei do modo como Silas conseguiu reorganizar a equipa e motivar os jogadores, incutindo-lhes ânimo com as substituições operadas, ao trocar um lateral (Ristovski) por um avançado posicional (Luiz Phellype), aos 67', e um médio defensivo (Idrissa) por um ala ofensivo (Plata), aos 74', mesmo a jogar em inferioridade numérica. Ousadia coroada de êxito: três minutos depois da segunda substituição, o Sporting empatava; e nove minutos depois o jovem equatoriano, que não actuava há três meses na equipa principal, estreou-se a marcar, apontando o golo que ditou a vitória. E ainda viria assistir Luiz Phellype para fechar a contagem. Um golo e uma assistência em apenas vinte minutos: Gonzalo Plata merece ser considerado o jogador da noite.

 

Gostei pouco  de ver o Sporting entrar sem ponta-de-lança no onze inicial, por aparente indisposição momentânea de Luiz Phellype, que só pisou o relvado já decorrida mais de uma hora de jogo. Ficou novamente bem claro como o plantel leonino é curto para as nossas exigências competitivas. Lacuna a corrigir com urgência no mercado de Janeiro, esperando-se que também não voltem a esquecer-se de inscrever Pedro Mendes nas competições de âmbito nacional.

 

Não gostei  que o senhor João Pinheiro tivesse punido Bolasie por uma falta que o avançado leonino não cometeu: com gritante incompetência, o apitador levou a sério a medíocre farsa antidesportiva desempenhada no relvado pelo jogador Willyan, do Portimonense. Este péssimo profissional é que merecia ser severamente sancionado. Emtretanto, o presidente da Liga de Clubes deve a todos os adeptos portugueses uma explicação detalhada sobre a ausência de vídeo-arbitragem nesta fase de grupos da Taça da Liga. Se houvesse VAR, o erro grosseiro cometido pelo árbitro em Portimão teria sido prontamente rectificado com o recurso aos monitores instalados na Cidade do Futebol.

 

Não gostei nada  que os imbecis do costume tivessem desenrolado nas bancadas do estádio algarvio uma enorme faixa onde se lia "Varandas rua". Iam decorridos apenas 34 minutos, a nossa equipa perdia então por 0-2 (com um penálti convertido por Jackson Martínez aos 16' e um infeliz autogolo de Mathieu aos 31'). Em vez de apoiarem os jogadores, incentivando-os a virar o resultado, estes energúmenos voltaram a colocar o ódio vesgo ao presidente acima de tudo o resto - algo ainda mais inaceitável quando ocorre em casa alheia, transmitindo assim ânimo adicional às equipas adversárias. Comportamento miserável desta turba letal ao Sporting.

O melhor prognóstico

Desta vez o nosso habitual "campeonato" dos prognósticos foi ganho pela prata da casa. Com a maioria dos palpites correctos expressa por autores do nosso blogue (por algum motivo são autores e não apenas comentadores, eheheh... cof, cof!).

Vencedor: o António de Almeida, que previu não apenas o 3-1 mas os marcadores dos golos, Raphinha e Luiz Phellype.

Quase-quase vencedores: Edmundo Gonçalves, Horst Neumann, João Gil, Leonardo Ralha e Ricardo Roque. Acertaram no resultado, mas apenas num marcador.

Quase vitoriosos: Áurea e Leão do Fundão. Argutos na antecipação do 3-1 final, embora tenham nomeado outros rematadores.

Os meus parabéns a todos.

O poder do futebol

Um clube a atravessar zona de turbulência, entre o aperto financeiro e as heranças complicadas de resolver, umas bem e algumas muito mal resolvidas, uma comunicação medíocre e incompetente, viúvas e ressabiados a apelar à insubordinação, as claques desmamadas a chorar baba e ranho, principalmente a responsável pelo assalto terrorista a Alcochete e que tem o cadastrado lider na prisão, o "bloco de esquerda" (baixa) das redes sociais a martelar nas teses metafísicas do bananismo croquetismo, excursões de javardeiros combinadas para incendiar Alvalade, assaltar a SAD e fazer ao Varandas o que fizeram ao Bas Dost e...

E... O Sporting passou em Portimão onde tropeçou no ano passado, passou para o 1º lugar da Liga. Com o "Viannetto" do carrossel do Mendilhão o melhor em campo. E na próxima jornada tem o jogo mais fácil dos 3 grandes, sendo que eles jogam com Guimarães e Braga, e assim, ganhando (e não vai ser fácil) não só continuamos em 1.º como forçosamente alargamos a vantagem com os mais sérios concorrentes. 

E... que tranquilidade, que sossego... que pode e de certeza não vai durar muito, mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

É o poder do futebol e o futebol é a mola real do Sporting Clube de Portugal.

Se gostaram da prosa, oiçam também :  The Power of love (Huey Lewis and the News).

SL

Passas no Algarve

 

  1. Portimonense tem uma bela equipa e está muito bem armada. Tem ótimos jogadores (bom scouting!) e joga ao ataque, sem manhas, simulações e demais tretas.
  2. Sporting teve a “sorte do jogo” (como não teve na final da Supertaça).
  3. Não acabamos de rastos no final, como com o Braga. Mas eu fiquei com a sensação que ainda não controlamos o ritmo do jogo como uma equipa “grande” deve ser capaz de conseguir. Se estivéssemos na Champions, e seguindo o que disse Pinto da Costa, teríamos levado uma tareia.
  4. Vietto e Bruno fizeram uma bela dupla. Dois craques, também a exibirem-se um contra o outro, mas a vida é mesmo assim e quem ganhou foi o espectador.
  5. O nosso Doumbia não é nenhum William, talvez o jogador que mais falta nos faz.
  6. Wendel parece um velhote de 35 anos. Ou um molengão que se deitou às 5 da manhã.
  7. Nossos centrais, quase sempre desprotegidos, viram-se em apuros. Se Jackson estivesse afinado, não teria acabado 1-3.
  8. Talvez como despedida, muitas bolas cruzadas para o fantasma de Bas Dost que obviamente não estava em campo (porque os fantasmas não existem).
  9. Luiz Phellype é outro tipo de avançado, mais de encostar ou de moer defesas só por moer. Mas já marcou e já sacou uma penalidade.
  10. Depois do jogo de ontem, nunca mais Vietto voltará a ter o espaço que teve ontem. Mas quero crer que em modo contra-ataque e/ou contra equipas de bloco alto será um excelente abre latas e um passador acima de Bruno.
  11. Por falar em Bruno, tenho de ser eu, que nunca o vi na vida, a dizer-lhe que não pode reagir assim às decisões de arbitragem, seja um fora mal ajuizado, seja um cartão por mostrar? Sem querer chocar ninguém, vocês davam 70 milhões por um jogador que se arrisca a ser expulso por protestos? Ou lá fora ele seria mais calmo?
  12. Nosso Thierry está a subir imenso de produção, mas convinha a Raphinha ajudar mais.
  13. Eduardo entra desconcentrado em jogo e já não é a primeira vez. Passa curto, com a bola a queimar o colega, ou passa mal. Também posso falar com ele.
  14. Bas Dost teve sempre a seu desfavor não ser um jogador pintoso, bonitão, tatuado e musculado. Como sabemos, essa impressão que se tem ou não se tem é muito mais importante que parece. Fora isso, foi muito mais sportinguista que muitos dos nossos. E um goleador que ficará na nossa história. Obrigado por tudo!

CALma

Bom jogo, excelente resultado.

O JC e a CAL estarão particularmente eufóricos hoje, já que o resultado terá valido por duas desforras, a do jogo da época passada em que "enfardámos" 4 e a do jogo recente da supertaça em que encaixámos 5 e em que tiveram, apesar da derrota, o prazer de ter assistido ao vivo, apesar de a cores bem desbotadas.

Como um e outro serão previdentes e não quereriam perder pitada, certamente entraram a tempo de assistir ao vendaval que aconteceu antes dos dez minutos e terão adorado também o lance a régua e esquadro que nos deu o terceiro da noite.

Parabéns a ambos e já agora parabéns também aos jogadores, que estiveram quase todos bem.

Estamos na frente e candeia que vai à frente alumia duas vezes, diz o povo na sua imensa sabedoria. E na sua imensa sabedoria diz também o povo que cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém e apesar de estarmos na frente as coisas não estão muito melhores do que há uma semana, portanto, como diria um personagem de novela brasileira, "muita CALma nessa hora". Vamos lá aguardar o final do período de transferências, que com este grupo dificilmente chegaremos ao objectivo primeiro e ver se ainda há dinheiro para contratar alguém de jeito que componha o ramalhete e nos dê uma alegria a sério, que a gente já até se esqueceu da última.

Rescaldo do jogo de hoje

Portimonense - Sporting[1].jpg

 

 

Gostei

 

 

Do triunfo indiscutível do Sporting esta tarde em Portimão. Vitória concludente da nossa equipa num estádio sempre difícil. Vencemos a turma da casa por 3-1, com dois golos de Raphinha e um de Luiz Phellype - ambos em estreia a rematar com êxito às redes adversárias nesta Liga 2019/2020. Sem discussão, foi até agora a melhor exibição leonina nesta temporada.

 

Do excelente arranque leonino. A partida não podia ter começado melhor para as nossas cores. Aos 5' já vencíamos por 2-0 em consequência do dinâmico futebol de ataque desenvolvido pelo Sporting, claramente apostado em sair de Portimão com os três pontos. Chegou a pairar a sensação de que poderia registar-se uma goleada. Embora a equipa da casa tenha conseguido gerar equilíbrios no centro do terreno por volta da meia hora, a verdade é que praticamente teve escassas hipóteses de marcar. E só conseguiu marcar de penálti, aos 9'.

 

De Raphinha. Voto nele como o melhor em campo. Por ter bisado, desde logo, sendo a partir de agora o marcador mais destacado da nossa equipa. Mas sobretudo pela qualidade dos golos que marcou. Merece especial destaque o primeiro, com um remate muito forte desferido do bico da área, em arco, sem defesa possível para o guardião adversário. O segundo também justifica aplauso, pela impecável recepção a um passe longo de Bruno Fernandes, metendo-a lá dentro sem a deixar bater no chão - ainda por cima com o seu pior pé, que é o direito. Participou sem egoísmo no processo defensivo e podia ter marcado um terceiro golo ao isolar-se após soberbo passe de Vietto, aos 88', mas permitiu a intervenção do guarda-redes.

 

De Vietto. Exibição muito positiva do argentino contratado este Verão. Alternou com Bruno Fernandes entre a ala esquerda e o corredor central do nosso ataque, tendo ambos rubricado algumas das jogadas mais vistosas do desafio. O ex-Atlético de Madrid mostrou qualidades na leitura de jogo e na precisão de passe, com bom domínio de bola. Participou na construção dos três golos. E destacou-se a desenhar lances ofensivos para Bruno Fernandes (37' e 40') e Raphinha (88').

 

De Bruno Fernandes. Não tem apenas mérito individual: é também um caso muito sério enquanto jogador de equipa, como ficou demonstrado aos 5' quando, sem oposição na grande área, podia ter marcado mas preferiu oferecer o golo a Luiz Phellype, que se limitou a encostar o pé esquerdo, empurrando a bola para a baliza. Já tinha sido dele a assistência para o golo de Raphinha. E quase marcou, ele também, num "chapéu" aos 37' salvo in extremis por um defesa, com o guarda-redes já batido.

 

De Thierry. Boa exibição do jovem lateral direito, que confirmou a sua vocação para o futebol de ataque sem comprometer na dinâmica defensiva. Foi à frente cruzar bem. Destacou-se a lançar Bruno Fernandes aos 19'. Está a lutar pela titularidade na equipa principal após ter sido campeão europeu sub-17 e sub-19. Merece que o técnico continue a apostar nele.

 

Da ausência de Diaby. Não fez falta nenhuma.

 

Da nossa vingança. No campeonato 2018/2019 saímos derrotados de Portimão, por 2-4 - um desfecho que apressou a saída do treinador José Peseiro. É verdade que o Portimonense já não conta com o seu protagonista dessa partida, Nakajima, entretanto transferido para o FC Porto. Mas a desforra concretizou-se. E soube muito bem.

 

Do excelente relvado. Os bons espectáculos de futebol dependem em larga medida das condições proporcionadas pelos clubes aos profissionais deste desporto que apaixona multidões. O emblema de Portimão merece parabéns pela qualidade do seu tapete verde, que valorizou a circulação da bola e o desempenho dos jogadores.

 

Da inesperada subida ao primeiro lugar. No momento em que escrevo estas linhas, o Sporting acaba de ascender ao comando do campeonato, aproveitando os três pontos perdidos pelo anterior líder, o Benfica, ontem derrotado em sua casa pelo FC Porto. Na próxima jornada vamos receber o Rio Ave. Com a esperança de nos mantermos lá em cima.

 

 

 

Não gostei

 
 

Do golo que sofremos aos 9'. O Portimonense só foi capaz de marcar devido a uma grande penalidade que nasce de uma falta cometida sem necessidade por Mathieu em lance que estava controlado pelo nosso bloco defensivo. Renan, na linha de baliza, ainda chegou a tocar na bola, mas foi incapaz de detê-la devido à força do remate.

 

Do penálti que Carlos Xistra não assinalou. Luiz Phellype foi carregado claramente à margem da lei, aos 10', dentro da grande área. Espantosamente, o árbitro Xistra mandou marcar fora, ordenando livre directo. Alertado pelo VAR, Vasco Santos, reconsiderou. Alertado no entanto novamente pelo VAR, anulou tudo - por uma putativa falta de Thierry que não existiu. E, mesmo que existisse, teria sido cometida muito antes do lance em análise, com posterior posse de bola do Portimonense. Erro grosseiro, com dupla autoria. De Xistra e do vídeo-árbitro.

 

De Wendel. Remetido para uma posição mais recuada, em duplo pivô defensivo praticamente em linha com Idrissa Doumbia, o brasileiro esteve hoje muito longe do fulgor revelado há uma semana, em Alvalade, frente ao Braga. Rende claramente mais quando avança no terreno. É um desperdício confiar uma tarefa muito posicional a um jogador com os seus dotes criativos.

 

Que Keizer não tivesse esgotado as substituições. Vencíamos por 3-1 e vários jogadores davam sinais evidentes de extrema fadiga, mas o treinador só mexeu na equipa aos 79', trocando Wendel por Eduardo. Viria ainda a meter em jogo Borja, aos 87', por troca com Acuña. Podia - e talvez devesse - ter feito a terceira alteração de que acabou por prescindir.

 

De ver Plata e Camacho só no banco. Havia natural curiosidade em ver estes dois reforços mostrarem finalmente o que valem neste campeonato, ainda que jogando apenas alguns minutos. Mas ainda não foi desta.

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