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És a nossa Fé!

Primeira goleada em tarde quente

Sporting, 4 - Portimonense, 0

Primeira goleada da época. Em nossa casa, num jogo quase de sentido único em que o Sporting foi a única equipa a ambicionar a vitória perante um Portimonense que até se encontra ainda à nossa frente na classificação e que, já treinado por Paulo Sérgio, na época passada impôs uma derrota ao Benfica na Luz.

O trio móvel delineado por Rúben Amorim para a nossa frente de ataque voltou a dar boas provas. Com Edwards, Trincão e Rochinha - titulares da linha avançada - em contínuas mudanças de posição que foram baralhando e desgastando a defesa adversária.

Pedro Gonçalves recuou, colocando-se um pouco à frente de Morita no meio-campo, com Ugarte a ficar no banco de início, já a pensar no confronto em casa com o Tottenham, na terça-feira, para a Liga dos Campeões. Também Porro (rendido por Esgaio) e Matheus Reis (dando lugar a Nuno Santos) ficara fora do onze titular.

 

Estes jogos pós-rondas europeias costumam causar-nos surpresas desagradáveis devido ao acrescido desgaste físico e anímico dos futebolistas.

Desta vez sucedeu ao contrário. A vitória em Frankfurt por 3-0, três dias antes, funcionou como tónico suplementar para jogadores como Trincão e Nuno Santos, que ontem em Alvalade voltaram a ter sucesso ao procurarem o caminho da baliza. Marcaram na Alemanha e marcaram cá - Trincão bisando, aos 7' e 41', Nuno fechando a contagem: selou a nossa primeira goleada da época, fixando o 4-0 final aos 76'.

Destaque também para Pedro Gonçalves, que fez duas posições. Começou a médio e aos 54', com a saída de Rochinha e a entrada de Ugarte, avançou para interior esquerdo, posição em que mais rende. Foi já dali que marcou o terceiro, aos 72'. Também ele justifica destaque. 

 

Elogio merecido igualmente para a nossa defesa, que já vai na terceira partida consecutiva sem sofrer golos. Amoreira (0-2), Frankfurt (0-3) e Alvalade nesta recepção ao Portimonense (4-0). Parece recuperada a solidez defensiva que tanto contribuiu para conquistarmos o campeonato nacional de futebol há 16 meses após 19 anos de jejum.

Isto apesar das alterações que o treinador se viu forçado a fazer neste sector. Primeiro trocando Gonçalo Inácio por Matheus Reis ao intervalo, depois designando Esgaio para central à direita, fazendo entrar Porro, quando Neto saiu por lesão. Problema acrescido para o técnico, pois St. Juste, o nosso outro central dextro de raiz, nem foi convocado pois lesionou-se contra o Eintracht.

 

Enfim, houve festa do futebol. Num jogo às 18 horas deste quente sábado de Verão, propiciando deslocações em família ao estádio, com a temperatura atmosférica a funcionar como aliciante suplementar. 

Um espectáculo desportivo que merecia ser presenciado ao vivo por mais do que os 29 mil que lá estivemos. Há certamente coisas a rever na organização destes jogos, até porque a curva norte e a curva sul apresentavam grandes clareiras. É necessário dar atenção a isto.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Voltou a exibir grande forma, na sequência do que já tinha demonstrado na partida da Liga dos Campeões. Fundamental para evitar o golo aos 24'.

Neto - Titular sem surpresa, face à ausência de St. Juste. Concentrado e atento às dobras a Esgaio. Alvo de uma falta dura, aos 48', teve de sair pouco depois.

Coates - A eficácia de sempre, como pêndulo da defesa. Desta vez arriscou pouco na saída com bola dominada. Tentou o golo de bola parada, ainda sem sucesso.

Gonçalo Inácio - Atravessa um momento de menor rendimento, revelando intranquilidade e errando passes. Amorim só contou com ele na primeira parte.

Esgaio - Titular como ala direito, deslocou-se para central a partir dos 54'. Cumpriu em ambas as funções, comprovando a sua utilidade no colectivo leonino.

Morita - Funcionou como verdadeiro pivô do nosso meio-campo, cabendo-lhe distribuir jogo e tapar linhas de passe aos de Portimão. Saiu aos 60', já a pensar no Tottenham.

Pedro Gonçalves - Começou a 8, com a missão de servir o trio dianteiro. Mas rende mais na frente. Foi já aí, aos 72', que fez o terceiro golo. E assistiu no quarto.

Nuno Santos - Anda muito motivado - isso nota-se no seu desempenho em campo. Criou desequilíbrios e tentou o golo, acabando por conseguir o quarto, aos 76'.

Edwards - Desta vez não marcou, mas participou nos lances que originaram os dois primeiros golos. É o mais imprevisível e crativo dos nossos avançados.

Rochinha - O menos exuberante do nosso trio da frente, mas revelando utilidade. Aos 41', fez um cruzamento letal assistindo Trincão no segundo golo.

Trincão - Jogou a partida inteira e parecia andar um pouco por toda a parte. O melhor em campo num jogo em que marcou dois e esteve quase a marcar outro (65').

Matheus Reis - Fez toda a segunda parte como central à esquerda, articulando bem com Nuno Santos. Sem necessidade de incursões ofensivas.

Porro - Esteve para ser poupado, mas acabou por entrar aos 54', com Neto lesionado. Dominou o corredor com a genica habitual. Assistiu Pedro Gonçalves no terceiro.

Ugarte - Substituiu Rochinha aos 54'. Entrou cheio de vontade de mostrar serviço e de procurar o golo. Quase o conseguiu, aos 65', com um disparo que raspou na barra.

Sotiris. Rendeu Morita aos 60'. Jogador dinâmico, com propensão ofensiva, voltou a demonstrar bom toque de bola e a impressionar as bancadas de Alvalade.

Paulinho. Após um mês de ausência na Liga, regressou entre aplausos, substituindo Edwards aos 60'. Precioso toque de calcanhar para Trincão aos 65'. Quase deu golo.

O dia seguinte

Se as grandes equipas são aquelas que depois de cairem logo se levantam e ficam ainda mais fortes, este Sporting de Amorim é mesmo uma grande equipa. Depois da derrota caseira contra o Chaves foram três vitórias consecutivas e 9-0 em golos.

O que mudou para melhor entre o 0-2 contra o Chaves e o 4-0 de ontem contra uma equipa em nada inferior aos flavienses? Não foi a táctica, exactamente a mesma, com Pedro Gonçalves atrás de três avançados móveis. Foram antes do mais desempenhos muito superiores de dois ou três, e foi a sorte. Se contra o Chaves a 1.ª parte foi um festival de golos falhados e a bola a parar sempre nas pernas dos defensores, ontem o segundo remate do Sporting deu golo por tabela num defensor contrário e no terceiro golo aconteceu a mesma coisa, aliás com o mesmo defensor.

 

Amorim já tinha avisado que a equipa tinha regressado bem cansada do jogo da Alemanha, pelo que fez descansar Porro, Matheus Reis e Ugarte. Mas Coates, Inácio, Morita, Edwards e Rochinha pareceram também a precisar de descanso. Foram Nuno Santos, Pedro Gonçalves e muito especialmente Trincão que estiveram em grande nível e decidiram o encontro.

Nuno Santos, o mais fraco contra o Chaves mas moralizado pelo golo na Alemanha, reviu completamente o posicionamento e a forma de centrar, agora foram centros tensos rasteiros, sempre muito difíceis de anular pela defensiva contrária. Pena que Esgaio nunca tivesse conseguido fazer o mesmo na ala contrária. Continuo a dizer que ainda não vi o verdadeiro Esgaio neste seu regresso a Alvalade. Este não é, de certeza.

Pedro Gonçalves trabalhou imenso, teve pormenores deliciosos a recuar no terreno e a solicitar os avançados tipo "quarterback" do futebol americano, depois voltou à sua posição onde foi o grande Pote de sempre.

 

Trincão mostrou finalmente porque estava no Barcelona. Solidário nas missões defensivas, sempre a procurar esticar jogo com a bola dominada, e com remate pronto à baliza contrária, por muito pouco não fez um "hat-trick". Potencial titular da selecção A. Saiu Sarabia, jogador com outras características, mas se calhar não ficámos a perder com Trincão.

Aquele lance em que Trincão não consegue o "hat-trick" é um belo exemplo do que Paulinho dá à equipa, Ugarte antecipa-se e corta, Paulinho lê bem o lance e chega primeiro à bola para logo assistir Trincão para golo. Ainda bem que está de volta.

 

Mas nem tudo correu bem ontem. O apitador da AF Aveiro, mas residente no Porto, 35 anos e estudante de profissão (!) fez tudo para estragar o encontro. Primeiro não viu que o remate de Nuno Santos foi desviado pela mão do guarda-redes contrário para canto e aceitou muito mal a reclamação do jogador acompanhado pelos assobios das bancadas, depois foi permissivo para o jogo agressivo do Portimonense (foram três "porradas" para aleijar Inácio, Neto e Rochinha, o primeiro substituido por precaução, o segundo aleijado mesmo, o terceiro também saiu pouco tempo depois, apenas o segundo viu amarelo), foi intratável para as reacções dos jogadores e do treinador-adjunto do Sporting no calor da luta, sempre com cara de "cão raivoso" que apenas o desqualifica.

Se não consegue gerir os jogadores doutra forma dedique-se a outra actividade. Sempre quero ver como vai ser a sua actuação quando for ao Dragão, lá na sua terra e dos Superdragões. O "rotweiller" vai transformar-se num "poodle"? 

 

E assim, depois de St.Juste, ficámos sem Neto e com Inácio com um tornozelo em obras, isto pouco dias antes da visita do Tottenham. Foi mesmo o pior do dia de ontem.

Melhor em campo? Trincão, obviamente.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Vencemos em casa o Portimonense, equipa que nunca é fácil - a tal ponto que na época passada derrotou o Benfica na Luz e deu-nos muita luta em Alvalade, numa partida que vencemos por 3-2. Desta vez houve triunfo folgado e categórico: 4-0. Terceiro seguido, na sequência das vitórias fora contra o Estoril (2-0) para o campeonato e contra o Eintracht Frankfurt (3-0) para a Liga dos Campeões. Primeira goleada da época. Aposto que não será a última.

 

De Trincão. Ainda há poucos dias as redes sociais eram inundadas de supostos adeptos a rasgarem de alto a baixo este jovem e talentoso jogador indicado por Rúben Amorim, não faltando quem garantisse que ele não poderia ser considerado reforço. Trincão, que já marcara na Alemanha, voltou a fazer o gosto ao pé neste embate contra os de Portimão. São dele os nossos dois primeiros golos - aos 7' e aos 41', movimentando-se dentro da área à ponta-de-lança. E esteve quase a fazer outro, aos 65', travado pelo defesa Pedrão na linha de baliza. Melhor em campo nesta tarde em que se estreou a marcar pelo Sporting para o campeonato.

 

De Edwards. É o novo herói leonino. Ontem, mais duas preciosas intervenções em lances cruciais - é ele a centrar na movimentação de que resulta o primeiro golo e a recuperar na jogada colectiva que gera o segundo. Vários pormenores de classe que o definem como futebolista de fino recorte técnico. Quase marcou, num forte disparo aos 45'+2, para defesa muito apertada do guarda-redes.

 

De Porro. Forçado a entrar devido à lesão de Neto que obrigou o treinador a mexer na defesa, agitou logo o jogo, como é seu timbre. Aos 64', grande centro para Paulinho. Aos 72', cruzou para Pedro Gonçalves fazer o terceiro, "as três tabelas" com Pedrão. Está em grande forma.

 

De Pedro Gonçalves. Amorim voltou a tirá-lo da linha da frente, fazendo-o recuar de início para a posição 8. Voltou a confirmar-se que este não é o lugar ideal para ele, longe da baliza. A melhor faceta do artilheiro da Liga 2020/2021 surgiu a partir do minuto 54, quando avançou na sequência da saída de Rochinha. O ataque leonino tornou-se ainda mais acutilante com o ex-Famalicão na posição que mais prefere, a de interior esquerdo. Foi dali que cabeceou com força, levando Pedrão a fazer autogolo, traindo o guarda-redes que veio de Portimão. E ainda assistiu no quarto golo.

 

De Morita. Está transformado num elemento pendular do nosso onze. Crucial no desenho dos lances de ataque. Quase todos passaram por ele, sobretudo no primeiro tempo. Rigor geométrico, precisão de passe, visão de jogo, domínio do corredor central.

 

Das poupanças iniciais feitas por Amorim. Já a pensar no confronto da próxima terça-feira para a Liga dos Campeões, na recepção ao Tottenham, o treinador fez entrar para o onze inicial Esgaio, Nuno Santos e Rochinha. Ficaram no banco Porro, Matheus Reis e Ugarte, que acabariam por ser lançados durante a partida. Jogo a jogo, sim. Mas doseando o esforço físico do plantel. Comprovando que temos soluções no banco.

 

Da atitude de Sotiris. O jovem reforço grego voltou a causar boa impressão, desta vez na estreia em Alvalade. Entrou aos 60', para substituir Morita (poupado a maior desgaste também a pensar no Tottenham) quando já vencíamos por 2-0, e mostrou acutilância e dinâmica na ligação do meio-campo ao ataque. É voluntarioso e tem bom toque de bola.

 

Do regresso de Paulinho. Há mais de um mês que o nosso avançado não jogava em Alvalade. Ontem entrou aos 60', rendendo Edwards, voltando a demonstrar requinte técnico (passe de calcanhar dentro da área para Trincão que quase resultou em golo aos 65') e boas movimentações em linha diagonal, tornando a equipa ainda mais difícil de marcar lá na frente. Falta-lhe o golo: ainda não foi desta vez.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Terceiro jogo seguido sem vermos tocadas as nossas redes, confiadas a um Adán que parece ter recuperado a sua melhor forma (defesa preciosa, aos 24', a remate cruzado de Gonçalo Costa com selo de golo). Equilibrámos o saldo das nossas contas na Liga 2022/2023: 12 golos marcados, oito sofridos. E vamos subindo na classificação, após o mau começo: estamos agora em quinto - à condição, pois as contas da jornada 6 ainda não fecharam.

 

Da hora do jogo. Excelente tarde de Verão, propícia ao futebol. A partida teve início às 18 horas deste sábado, permitindo a muitos pais levarem os filhos ao estádio. Pena haver só 29.782 espectadores em Alvalade, mesmo no rescaldo imediato da nossa primeira vitória de sempre na Alemanha para a Liga dos Campeões. Custa entender tão fraca mobilização. Há cada vez mais gente a trocar a bancada pelo sofá.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de St. Juste. O central holandês não tem sido bafejado pela sorte neste início de prestação no Sporting. Depois de ter passado ao lado da pré-temporada por lesão num treino inicial, viu-se forçado a sair no desafio de Frankfurt devido a um problema físico que o deixou fora da convocatória para ontem.

 

Da lesão de Neto. Escalado para o onze inicial como central do lado direito, foi alvo de uma entrada muito dura aos 48', que o forçou a sair seis minutos depois (entrando Porro e passando Esgaio para central). Saiu a coxear e com lágrimas nos olhos, ovacionado pelo público. Oxalá recupere sem demora.

 

De Gonçalo Inácio. O que se passa com o nosso central que foi campeão em 2021? Voltou a entrar intranquilo, compondo o trio defensivo com Neto e Coates. Pisa muito a bola, demora a centrá-la, faz passes à queima, deixa-se envolver por adversários sem necessidade alguma. Lendo bem estas dificuldades, talvez potenciadas por algum problema físico, Amorim trocou-o por Matheus Reis ao intervalo.

35 anos, estudante...

Idade e profissão do artista que hoje deu pelo ofício de árbitro em Alvalade.

Resta acrescentar que para as vigarices da gestão de carreiras, o rapaz mora no Porto, mas é arbitro da AF de Aveiro.

Consta que foi, ou é (já que é estudante) membro daquela matula dirigida pelo macaco.

Andem lá com a filme do jogo para trás e vejam com olhos de ver a sua "actuação".

"Ai e tal não vamos aos grandes palcos, europeus e mundiais" dizem os tugas do apito. Pois, pelas amostras continuadas de vergonhosas apitadelas, como a de hoje em Alvalade, esperam o quê?

Competitividade doentia

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Sporting - Portimonense.

Vários nomes ligam a história destes dois clubes.

Vítor Damas, sem dúvida.

Também o Sérgio, belga.

Sérgio belga? Perguntarão as pessoas, mais novas, que nos lêem.

Sérgio em francês, diz-se: Serge, em algarvio, da foz do Arade, diz-se Serge Cadorin.

Cadorin, um dos primeiros a denunciar que foi alvo de aliciamento, que o tentaram corromper, um dos primeiros a mostrar que no futebol, na vida, não vale tudo.

Existem princípios, não vale tudo para ter mais comentários, não vale tudo para ser promovido "por mérito" no final do ano, não vale tudo.

A história de Cadorin, o jogador que o Futebol Clube do Porto, tentou contratar para cometer um penalty está disponível "on-line".

Foi um dos primeiros a denunciar a corrupção que o FC Porto faz para vencer jogos, internamente.

Pagou com a vida.

Sobreviveu à primeira (alegadamente) tentativa de homicídio com 70% do corpo queimado, anos mais tarde não resistiu, morreu com 45 anos.

Serge Cadorin, nasceu num dia 7 de Setembro, precisamente, no mesmo dia que o Sporting Clube de Portugal mostrou, para todo o mundo, que é possível vencer sem esquemas.

Que é possível vencer sem, praticamente, cometer faltas (apenas um cartão amarelo) que é possível vencer, jogando bom futebol.

Jogando limpo, sem corromper e sem favores da arbitragem.

(imagem n° 9 da rua Ivens, Lisboa, em desrespeito ao acordo ortographico e à utilização dum 9 puro )

Prognósticos antes do jogo

Depois da inesquecível exibição coroada com uma inédita vitória na Alemanha para a Liga dos Campeões, retomamos as competições domésticas. O Sporting recebe amanhã, a partir das 18 horas, o Portimonense - partida que se antevê difícil, até pelo bom percurso que tem vindo a ser feito pela turma algarvia, sob o comando de Paulo Sérgio.

Na época passada, vencemos por 3-2. Num desafio que para nós começou mal mas felizmente terminou bem: estivemos a perder 0-1 em nossa casa entre os minutos 21 e 65. Demos a volta com três golos de Paulinho.

Como será agora? Aguardo os vossos prognósticos.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De vencer em Portimão. Contra uma equipa que soube bater-se bem, trouxemos três pontos do Algarve (vitória por 2-3). Reforçámos o segundo lugar na Liga, agora com uma vantagem de 11 pontos em relação ao distante terceiro, o Benfica.

 

De Sarabia. Fez a diferença. Espalhando classe em campo, confirmando que é o melhor futebolista a actuar na Liga portuguesa. Em campo apenas desde o minuto 56, entrou quando perdíamos e foi capaz de protagonizar a reviravolta, marcando dois golos, aos 71' e aos 76' - ambos com o pé direito, o menos bom dele. O primeiro é um prodígio de sabedoria táctica, iniciado e concluído por ele, sem nunca tirar os olhos da bola. Também sem nunca assumir ares de vedeta, como se estivesse apenas a cumprir o seu dever. Segue com 20 golos marcados nesta temporada - superando a sua anterior melhor época, ao serviço do Sevilha, em 2018/2019. O melhor em campo. 

 

De Tabata. Enfim, o treinador apostou nele como titular num jogo do campeonato. Foi só à penúltima jornada, mas ainda chegou a tempo. O ex-internacional júnior brasileiro correspondeu: marcou um golo - o primeiro, logo aos 12', e assistiu Sarabia num cruzamento perfeito para o terceiro golo. E aos 37' cabeceou à trave, solicitado por Matheus Nunes. Do trio ofensivo, que integrava Edwards e Pedro Gonçalves, foi o que esteve em melhor nível e também o que mais actuou no centro do ataque. Desta vez sem ponta-de-lança, pois Slimani já não está e Paulinho voltou a não comparecer.

 

De Porro. Actuando muito mais como extremo do que como lateral, o jovem internacional espanhol voltou a fazer uma exibição de grande nível, sempre em alta rotação. Esteve quase a marcar, na conversão de um livre directo, aos 39': Samuel Portugal, o bom guardião do Portimonense, impediu-o a custo de atingir o objectivo. Dois minutos antes, num cruzamento a régua e esquadro, ofereceu de bandeja um golo que Pedro Gonçalves desperdiçou com um pontapé disparatado. 

 

De Nuno Santos. Extremo à moda antiga, com óptima prestação de novo. Cruzou várias vezes com perigo, mas faltava à equipa mais presença na área. Aos 61', serviu muito bem Edwards. É ele quem inicia o terceiro golo, aos 76', com uma recuperação de bola. E ainda marcou um quarto, que não valeu, por deslocação. Um dos jogadores em melhor condição física neste final de época. Promete, desde já, para 2022/2023.

 

De Edwards. Por vezes dá a ideia que gosta de complicar aquilo que é simples, mostrando-se algo lento a decidir. Mas teve uma prestação muito positiva. Assistiu no primeiro golo tocando para Tabata e fez um excelente remate na passada aos 61' que só não beijou as malhas devido a uma enorme intervenção de Samuel Portugal. Vai-se enturmando mais com os colegas e assimilando os processos de jogo do Sporting.

 

Da reviravolta. Estivemos a perder entre os minutos 30 e 76. Soubemos virar o resultado contra um Portimonense bem apetrechado e que deu muita luta - nada a ver com a miserável prestação de há dias, no amigável frente ao FC Porto em que entrou em campo já resignado à derrota, com o consentimento expresso do treinador Paulo Sérgio.

 

De termos terminado o jogo com quatro da formação. Estavam em campo Gonçalo Inácio, Esgaio (substituiu Matheus Reis no recomeço), Daniel Bragança (entrou aos 61', substituindo um fatigado Matheus Nunes, e teve nota muito positiva) e Rodrigo Ribeiro (mais uns minutos entre os adultos, a partir dos 84', quando rendeu Tabata).

 

Do árbitro. Nota positiva para Rui Costa, que adoptou o chamado "critério largo", para os dois lados, algo que tarda em impor-se nos estádios portugueses. Ajuizou bem os lances, não atrapalhou nem quis ser a estrela do desafio. 

 

Do relvado. Sem favor algum, o Portimonense tem sido distinguido por apresentar o melhor "tapete" dos estádios portugueses. Volta a merecer este destaque: está de parabéns por isto, o que favorece bons espectáculos como o que ontem ali ocorreu.

 

De Samuel Portugal. Apesar do apelido, é brasileiro. E um dos melhores a jogar no campeonato português na sua posição. Não me importaria nada, confesso, de vê-lo actuar de Leão ao peito.

 

De somarmos agora 82 pontos. Depois de termos assegurado o segundo lugar na Liga 2021/2022 e nova presença directa na Liga dos Campeões, ainda podemos igualar a pontuação da época passada, algo jamais antes conseguido. Todos esperamos isso.

 

 

Não gostei

 

De entrar em campo sabendo que já não chegávamos ao primeiro lugar. O objectivo era muito remoto, mas ainda havia possibilidade aritmética de conquistar o título. A vitória do FC Porto na Luz, frente ao Benfica, desfez por completo esse sonho. 

 

De sofrer dois golos de rajada. Aos 25', de livre directo, e aos 33', marcado por Welinton sem qualquer oposição da nossa defesa nem a menor hipótese para Adán.

 

De Coates. Cometeu uma falta absolutamente desnecessária, quase à entrada da nossa área, quando Palhinha tinha acorrido à dobra e o atacante da equipa algarvia estava controlado: do livre resultou o primeiro golo algarvio. Depois falhou a recepção no passe à queima que Gonçalo lhe fez, dando origem à cavalgada que culminou no segundo golo do Portimonense. Noite para esquecer.

 

De Gonçalo Inácio. Começou como central à direita, muito intranquilo. Tem grande responsabilidade no segundo golo dos adversários: no nosso meio-campo ofensivo, com dois colegas (Edwards e Porro) a darem-lhe linha de passe, preferiu tocar para trás, oferecendo a bola a Coates num toque mal medido. Aparente desconcentração de ambos num lance que nos custou o segundo golo - e deixarmos de ser a equipa menos batida do campeonato. Melhorou no segundo tempo, quando Amorim o colocou do lado esquerdo, sua posição natural.

 

De Pedro Gonçalves. Uma nulidade. Com ele em campo, só tínhamos dez. Porro ofereceu-lhe um golo aos 37': ele, só com o guarda-redes pela frente, desperdiçou por completo com um pontapé digno dos "apanhados". Saiu aos 56': devia ter ficado no balneário ao intervalo. Está sem condição física nem anímica para ser titular.

 

Que Sarabia só entrasse aos 56'. Opção insólita do treinador: não faz qualquer sentido deixar o melhor jogador do Sporting no banco durante toda a primeira parte e mais de dez minutos da segunda. Quando entrou, fez a diferença.

 

Do 2-1 registado ao intervalo. Entrámos no segundo tempo a perder. E não foi fácil dar a volta ao resultado.

 

Da escumalha. Os mesmos de sempre. Letais ao Sporting. Quando Porro conduzia um ataque prometedor junto à linha, bombardearam o craque leonino com uma chuva de tochas que obrigou o árbitro a parar o jogo. Quando é que estes canalhas começam a ser impedidos de frequentar os estádios?

O dia seguinte

Ontem em Portimão o jogo do Sporting lembrou-me um dia que passei na ilha Terceira. Primeiro um sol radioso, depois as nuvens chegaram depressa com chuva e vento de assustar qualquer um, para a seguir tudo voltar ao início. 

Com a tal frente móvel que anda na cabeça de Amorim, o Sporting construia jogo de trás para a frente com critério, ninguém estava parado e a bola chegava com facilidade à area do adversário. E quando era perdida, de pronto era recuperada.

O problema era traduzir todo esse domínio em reais oportunidades de golo. Tabata ainda cabeceou à trave, mas ter Porro e Nuno Santos a cruzar por alto para três baixinhos não faz muito sentido. Mesmo assim, num lance em que Edwards foi por ali fora naquele seu jeito de quem não quer a coisa, o guarda-redes deles sacode o remate para a frente, e oferece o golo a Tabata. O Sporting ficou confortável e tranquilo no jogo, parecia ser questão de entrar o segundo para o resultado ganhar forma de goleada.


Mas dum lance inofensivo Coates corta de forma mais ríspida e há um livre. Do livre nasce um golo por tabela no pé do segundo jogador da barreira, logo a seguir Coates ainda devia estar a pensar no assunto em vez de acudir ao passe à queima de Inácio, e veio outro golo sofrido. Com a desvantagem no marcador tudo começou a ficar pior, os passes deixaram de entrar, os possíveis cantos só davam pontapés de baliza, os de Portimão corriam bem mais do que os do Sporting. Com a saída de Matheus Reis e a entrada de Esgaio ao intervalo, tudo o que era mau ficou bem pior.

Enfim, parecia o naufrágio açoriano com o Santa Clara revisitado.

 

Depois entrou Sarabia. As nuvens negras dissiparam-se e veio o sol radioso. Recupera a bola na esquerda, abre muito bem para a direita, vai ao centro e... golo. Vê a desmarcação de Tabata e corre para a recepção do centro e... golo.

Ainda houve outra bola lá dentro, golo anulado por fora de jogo a Nuno Santos. Voltámos a dominar com calma e competência.

 

Assim o Sporting fez a sua obrigação. Mais uma vitória, na jornada que fez do Porto campeão, ficámos a 6 pontos e com uma vantagem de 11em relação ao Benfica num segundo lugar que deixa a sensação de que as coisas podiam ter sido diferentes. Para melhor.

Mas nos momentos críticos uns tiveram uma mãozinha a ajudar a nadar, outros uma manápula a empurrar para baixo. Soares Dias e João Pinheiro merecem também a medalha de campeões, se calhar recebem-na na tranquilidade do lar, com fruta e chocolate a acompanhar.

 

Melhor em campo? Sarabia, obviamente, mas Tabata fez uma grande primeira parte. Continuo a dizer que o lugar dele é o do Matheus Nunes. 

O que correu pior? 

Por muita polivalência que tenha um jogador, defender uma semana na esquerda, na outra na direita, e logo voltar à esquerda, numa equipa que constrói desde trás, é tarefa hercúlea. Para a bola correr rápido, o jogador tem de executar "de memória" e não analisar primeiro e executar depois. E a memória constrói-se com a rotina. Gonçalo Inácio não é o Hercules. Esquerda ou direita, Amorim? O rapaz é canhoto...

Outra coisa que correu muito mal foi a exibição de Pedro Gonçalves. Mais uma. Se um "scouter" tivesse visto alguns dos jogos da primeira parte da temporada, por exemplo o Sporting-Dortmund, tomasse nota do 23 e agora visse este jogo também, não acreditaria que seja o mesmo jogador. Bom, pelo menos esta época ele não sai e para a próxima acredito que volte a ser o que já foi. O melhor jogador do Sporting.

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

Mais logo, quando a nossa equipa entrar em campo, já saberá o resultado do Benfica-FC Porto. Algo estranho, nesta ponta final do campeonato. Não faria muito mais sentido estes jogos realizarem-se em simultâneo?

Mas vamos ao que interessa: os vossos prognósticos para este Portimonense-Sporting, com início previsto para as 20.30.

Que resultado prevêem?

E quem irá marcar pela nossa equipa?

Recordo que na primeira mão, a 29 de Dezembro, vencemos por 3-2. Lembro também que na Liga 2020/2021 fomos a Portimão ganhar por 2-0, com golos de Nuno Mendes e Nuno Santos.

Amanhã à noite em Portimão

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Nunca lá fui e não é desta que lá irei, ao estádio do Portimonense onde o Sporting vai jogar amanhã para a penúltima jornada deste campeonato marcado pela batotice e falta de vergonha dalguns figurões a mando de quem bem sabemos.

Se o 2.º lugar está assegurado e a entrada directa na Champions também, importa encarar estes dois jogos que faltam com o maior empenho e determinação, independentemente do que aconteça noutros palcos.

Rúben Amorim está a dar palco a alguns jogadores que foram essenciais no ano passado e este ano não tiveram o mesmo rendimento devido a lesões, como Porro, Palhinha e Pedro Gonçalves. Por outro lado está a utilizar Sarabia na posição natural para ele, a âncora dum trio ofensivo móvel sem posições definidas. Como acontece com resultados distintos na Liga e na Champions com ManCity e Liverpool. Francamente não é o sistema em que gosto de ver jogar o Sporting, mas Paulinho na forma actual não merece a titularidade.

Neto estará ausente por castigo e Nuno Santos foi o melhor em campo no último jogo. Pelo que deve continuar como titular.

Sendo assim apostava no seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Santos; Pedro Gonçalves, Sarabia e Edwards.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Portimão para conquistar mais 3 pontos e prosseguir para o melhor fecho da época possível.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Os prognósticos passaram ao lado

Alguns leitores andaram muito perto. Os que vaticinaram 3-1, por exemplo. Mas nenhum acertou no resultado deste Sporting-Portimonense: 3-2.

Caso para dizer, portanto, que os prognósticos passaram ao lado. E para esperar que a vossa pontaria ande mais afinada na próxima jornada da Liga, já em 2022.

Mas assinalo, com muito gosto, uma "menção honrosa" ao meu colega jpt, que acertou em cheio nos golos leoninos: um "tricórnio de Paulinho", como referiu. Se tivesse antecipado também os dois da equipa algarvia, atingiria a perfeição.

O dia seguinte

Lá em Alvalade onde eu estava, bem de frente para a saída dos jogadores para o intervalo, a ideia que me ficava era que desta vez iríamos voltar aos velhos tempos: sair de Alvalade vergados por uma derrota completamente estúpida, no final dum ano e quase ao final da primeira volta.

Uma primeira parte onde o Sporting até começou em grande estilo mas sempre desequilibrado, um lado esquerdo com Matheus Reis e Nuno Santos a combinar na perfeição, e ainda com Matheus Nunes e Pedro Gonçalves no jogo interior a criar linhas de passe que confundiam a defesa contrária, um lado direito muito pífio, com Esgaio, Sarabia e até Palhinha completamente desinspirados. E todo o esforço ofensivo esbarrava num 6-3-1 muito elástico do Portimonense, que construia uma muralha no momento defensivo e saltava para o ataque de forma muito objectiva, com um internacional japonês realmente doutro patamar. Além disso, Pedro Gonçalves e Sarabia estavam completamente desinspirados no remate, as bolas saíam todas à figura, parecia que se rematassem 50 vezes acertavam no guarda-redes as mesmas 50.

 

O Sporting entrou na segunda parte com vontade de dar a volta à situação. O lado direito começou a funcionar, mas a bola teimava em não entrar. Rúben decide mexer, tirou um Palhinha a recuperar a forma perdida para meter um Bragança com a força toda. Mas, antes de se poder apreciar a justeza da decisão, Matheus Reis foi por ali fora e provocou a expulsão do capitão adversário. 

Assim se decidiu o encontro. A partir daí houve mais espaço no meio-campo, Bragança tomou a batuta, Geny Catamo substituiu com vantagem Esgaio na direita, Nuno Santos desfez o lado direito contrário, as bolas pingaram na área e Paulinho, que até aí estava a um nível sofrível, fez um "hat trick".

Depois do 3-1 o jogo parecia terminado, mas o Portimonense ainda teve ânimo para falhar por pouco um golo de cabeça e pouco depois marcar um daqueles golos que uns dizem grandes, e outros chamam "chouriço".

 

Se calhar acabou direito por linhas tortas. O 3-2 final representa bem o que foi o jogo: um Sporting superior mas com muitas dificuldades em lidar com um muito bem organizado adversário, que além do que jogou não se coibiu das palhaçadas do costume, simulação de lesões para quebrar o ritmo do Sporting e teatralização de contactos para provocar faltas e cartões por parte do árbitro.

Se calhar para Paulo Sérgio tudo isso são as ferramentas do seu ofício, mas se calhar por isso Rúben Amorim é... Rúben Amorim e Paulo Sérgio é... Paulo Sérgio.

 

Falando do árbitro, a verdade é que fez uma excelente arbitragem, muito longe da mediocridade corporativista reinante cá no burgo. Deixou fluir o jogo, desvalorizou aproveitamentos de contactos, salvaguardou a sua autoridade, deixou o VAR decidir onde tinha que decidir, e fez o que podia nas palhaçadas, obrigando o jogador contrário a sair do campo e aguardando para lhe permitir a reentrada.

Não merecia a pateada ao intervalo. Quem não gosta desta arbitragem francamente não sei do que gosta, só se for do Tiago Martins ou do Luís Godinho.

 

Melhor em campo? Apesar do autogolo cometido no limite para impedir o golo adversário, Matheus Reis foi um canivete suiço extremamente eficiente, e esteve no lance capital, a expulsão do jogadior adversário. 

Sobre Paulinho? Passou tanto tempo a trabalhar imenso e a lutar contra a sorte que mais que merece este "hat trick". Agora venham outros. Quem o critica por assistir em vez de rematar, que veja o terceiro golo...

E os outros? Estiveram bem e fizeram parte duma grande equipa, que vale muito mas muito mais do que o somatório das individualidades. Mérito do treinador, Rúben Amorim.

 

Assim chegámos ao final do ano a competir em todos os palcos. Vamos desfrutar com o Man. City dois belos jogos na Champions, se calhar disputar com o Benfica a Taça da Liga, com o Porto a Taça de Portugal e amanhã se verá como e com quem na Liga, sendo que pelo menos ficaremos com o máximo de pontos no final desta jornada.

Quando é que alguma vez estivemos em melhor situação ao encerrar o ano? Se alguém souber, pode dizer.

No meu tempo não foi, com certeza.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso triunfo esta noite em Alvalade. Espectacular reviravolta conseguida já na segunda parte, depois de termos estado a perder por 0-1 frente ao Portimonense entre os 21' e os 65'. Aos 84', vencíamos por 3-1. Pena termos sofrido um segundo golo, aos 90'+2. Faltava pouco mais de um minuto para terminar a partida. Mas vitória incontestada da nossa equipa.

 

Do nosso segundo tempo. Total domínio leonino, com três golos construídos em transições rápida, sem os momentos de apatia registados nos 45 minutos iniciais. A equipa veio do intervalo com vontade indómita de virar o jogo e manter-se no topo da classificação, aguardando agora o desfecho do FC Porto-Benfica de amanhã. Partimos com vantagem, seja qual for o resultado dessa partida. E temos, para já, garantidas 24 horas no comando isolado do campeonato.

 

De Paulinho. O homem do jogo. Noite de gala para o avançado que fomos buscar ao Braga: nunca tinha marcado sequer dois golos num mesmo desafio vestido de verde e branco. Desta vez marcou três - aos 65', 76' e 84'. Graças a ele, conquistámos mais três pontos: já amealhámos 44 neste campeonato. Tinha anteriormente demonstrado ser muito útil nas movimentações dentro da área, a fazer tabelinhas e a arrastar marcações. Mas desta vez o n.º 21 mostrou aos adeptos aquilo que todos pretendemos dele acima de tudo o resto: instinto goleador. Passou com distinção.

 

De Nuno Santos. Grande partida do nosso ala esquerdo que neste jogo actuou quase sempre como extremo. Tem intervenção directa nos três golos do Sporting - o primeiro com assistência directa. Mentalidade competitiva e pulmão inesgotável. Pena a grande maioria dos cruzamentos dele terem sido desperdiçados por falta de sequência na área do Portimonense. Merece ser titular sem favor algum.

 

De Matheus Reis. Teve um mau momento ao marcar involuntariamente na própria baliza, dando vantagem ao Portimonense, quando tentava ir à dobra de Gonçalo Inácio, batido em velocidade num fulminante contra-ataque. Mas não revelou qualquer fragilidade psicológica decorrente desse lance: pelo contrário, voltou a rubricar outra excelente exibição. É ele a sacar o cartão vermelho a Pedro Sá, que travou à margem da lei do jogo uma perigosa condução com bola do brasileiro. E é ele também a iniciar o lance do golo 2, com um passe vertical muito bem medido. Começa a tornar-se imprescindível.

 

De Daniel Bragança. Saltou do banco aos 55', rendendo Palhinha, e fez a diferença. Com clarividência na condução da bola, exemplar visão de jogo e grande capacidade de queimar linhas, funcionou como talismã da equipa. Com ele em campo, todo o colectivo melhorou. É ele a iniciar o nosso primeiro golo.

 

Da estreia de Geny. O jovem moçambicano, com apenas 20 anos, vestiu pela primeira vez a verde e branca numa partida do primeiro escalão. Confirmando como Rúben Amorim confia nos jogadores formados na Academia leonina. Entrou aos 59' para o lugar de Esgaio, quando a equipa ainda estava a perder, e deu nas vistas com os desequilíbrios que foi criando no flanco direito, apesar de ser esquerdino. Momento alto: o livre directo que conseguiu aos 72'. Descomplexado, mostra confiança na condução da bola. 

 

Do Portimonense. A equipa algarvia deu-nos boa réplica em Alvalade e foi recompensada com dois golos, algo que não sofríamos há oito meses em casa, para o campeonato. Foi uma digna vencida. Convém não esquecer que o onze comandado por Paulo Sérgio já impôs uma derrota ao Benfica, na Luz, nesta Liga 2021/2022.

 

Do árbitro António Nobre. Não quis ser a estrela da partida, adoptou um critério largo na avaliação dos lances, ajuizou bem nos momentos capitais. Em perfeito contraste com o habitual desempenho de muitos dos seus colegas.

 

Da nossa 11.ª vitória consecutiva na Liga. Igualamos um recorde já com mais de 30 anos, alcançado na época 1990/1991, quando Marinho Peres era o nosso treinador. Amorim soma e segue, mantendo-se invicto enquanto treinador do primeiro escalão nas partidas disputadas em casa.

 

De ver o Sporting marcar há 29 jornadas seguidas. É um prazer redobrado ver esta nossa equipa em campo. Segura atrás, criativa a meio, eficaz à frente.

 

De terminar 2021 sob o signo das vitórias. Ano encerrado com dupla chave de ouro: este triunfo contra o Portimonense no futebol e a concludente vitória por 7-2 frente ao Benfica que pouco antes nos havia garantido a 10.ª Supertaça de futsal

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Praticamente não construímos uma oportunidade de golo neste período. Vimos o Portimonense adiantar-se no marcador e ainda desperdiçar um segundo quando Nakajima dispara um petardo muito bem colocado que Adán desviou com brilhantismo, fazendo a bola embater no poste.

 

De Matheus Nunes. Foi talvez o nosso elemento mais apagado. Falhou passes, acusou falta de dinâmica, revelou-se incapaz de fazer a diferença nas acções ofensivas. Muito abaixo do que tem demonstrado noutros jogos.

 

Dos dois golos sofridos. Já não estávamos habituados. Foi a primeira vez que se registou tal facto nas competições internas desta temporada. Com a agravante de o primeiro ter sido autogolo.

 

De só ver cerca de 21 mil adeptos em Alvalade. Consequência directa das mais recentes medidas governamentais, que forçam quem queira ir ao futebol não apenas a apresentar um certificado digital de vacinação completa anti-covid mas também a fazer um teste PCR ou um teste rápido de antigénio antes de comparecer no estádio - além do uso obrigatório de máscara e da medição de temperatura. Tudo conjugado para manter um número máximo de pessoas em casa, evitando que assistam a espectáculos desportivos. Uma vez mais, o futebol como suspeito. Quando não existem normas similares nas fábricas, nos transportes públicos, nas grandes superfícies ou nos centros comerciais. 

Prognósticos antes do jogo

Último jogo do Sporting neste ano prestes a terminar: vamos receber o Portimonense mais logo, a partir das 21 horas.

Recordo o resultado do Sporting-Portimonense da época passada, disputado a 20 de Fevereiro, em plena marcha leonina rumo à conquista do campeonato: vencemos por 2-0. Com golos de Feddal (em estreia absoluta como marcador de verde e branco) e Nuno Santos.

Mas recordo também que este Portimonense treinado por Paulo Sérgio já derrotou o Benfica na Luz.

E agora, como será? Aguardo os vossos prognósticos.

E ao oitavo jogo, apagou-se a luz

Pal Serge, o nome por que ainda é carinhosamente chamado por alguns de nós, quem havia de dizer, está em quinto lugar na liga, logo atrás do também surpreendente Estoril, com 14 e 15 pontos, respectivamente.

Hoje veio ganhar à Luz. A ser tido em muito boa conta quando os defrontarmos.

Eu que não gostei nada da exibição dos nossos rapazes em Arouca, que até pensei que tivéssemos ganho com uma daquelas vacas de lá, depois de ver os portistas à rasquinha a arrancar um resultado igual ao nosso e a lampionagem hoje perder com um dos futebóisclubedoportodois , acho que me vou deixar de exigências e ficar muito satisfeito com os resultados positivos que os rapazes, que como já todos percebemos são poucos para tão árdua tarefa, vão arrancando por esses relvados fora.

Apesar do Paulinho.

Ah! A análise à derrota frente ao Portimonense fica a cargo do pastilhas, que ao que parece só aceita perguntas antecipadamente enviadas ao Rui Costa por escrito.

Joelson e Gonçalo Esteves dão nas vistas

Portimonense, 2 - Sporting, 2 (jogo-treino)

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Festejos do primeiro golo no Algarve

 

Ao quinto jogo de preparação nesta temporada - o primeiro à porta aberta e com transmissão televisiva - o Sporting empatou ontem com o Portimonense. Um amigável em que a equipa anfitriã mudou todos os jogadores ao intervalo enquanto Rúben Amorim fez questão de manter em campo o onze que escalou. 

O resultado é o que menos importa: empatámos 2-2 no estádio da Bela Vista, em Lagoa. Depois de jogos-treino da nossa equipa principal com o Sporting B (vitória 8-3), o Casa Pia (vitória 2-1), o Belenenses SAD (vitória 1-0) e o Estoril (3-1).

Dos titulares indiscutíveis em 2020/2021, alinharam apenas três dos nossos: Adán na baliza, Gonçalo Inácio desta vez a fazer de Coates no eixo da defesa e Paulinho lá na frente, como avançado móvel. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

ADÁN. Exibiu a segurança habitual com um par de boas defesas. Mas atrapalhou-se num lance dentro da área, falhando duas vezes a intercepção da bola, aos 87'. O que permitiu o empate da turma algarvia.

EDUARDO QUARESMA. Central pela direita. Exibição desastrosa: começou nervoso e foi acentuando a intranquilidade com atrasos incompreensíveis e perdas de bolas em zona perigosa, sem capacidade de olhar em frente.

GONÇALO INÁCIO. Central do meio, substituindo Coates, ainda em gozo de férias após ter jogado a Copa América. Coroou uma exibição positiva com um golo de cabeça, o nosso primeiro, na sequência de um canto (28').

MATHEUS REIS. Actuou muito bem como central pela esquerda. Eficaz na cobertura do seu sector e no passe bem medido para os colegas da frente. Grande lance aos 45'+1: recupera a bola e acaba por enviá-la ao poste.

GONÇALO ESTEVES. A grande revelação deste jogo. Estreia absoluta com a camisola do Sporting perante os adeptos na TV. Este ala direito vindo do FCP, com apenas 17 anos, jogou e fez jogar. Tem técnica, genica, personalidade.

MATHEUS NUNES. Tentou fazer de Palhinha mas andou quase sempre por zonas mais avançadas do terreno. Articulando pouco com Daniel, seu parceiro no meio-campo. Tentou o golo de meia-distância, aos 76', mas rematou sem direcção.

DANIEL BRAGANÇA. Primeira parte muito apagada. Pecou por falta de intensidade: acusa défice de robustez física. Melhorou no segundo tempo: foi pegando na bola com bom domínio técnico. E marcou um bonito golo aos 85'.

ESGAIO. Regresso ao clube que o formou. Desta vez não actuou no corredor direito, mas no esquerdo. Dando a entender que Amorim pode apostar nele precisamente aí: um ala esquerdo de pé trocado. Falta-lhe rotina na posição.

TIAGO FERREIRA. Tinha uma missão quase impossível: fazer de Pedro Gonçalves como interior. Andou demasiado escondido, sem ter bola nem abrir linhas de passe. Aos 19 anos, está sob observação atenta do técnico.

JOELSON. O melhor do onze leonino, a par de Gonçalo Esteves. Fez a diferença nas bolas paradas: o nosso primeiro golo nasce de um livre marcado por ele, teleguiado para a cabeça do outro Gonçalo. Dinâmico, ousado, com drible.

PAULINHO. Passou ao lado do jogo excepto no lance do segundo golo, em que assiste Daniel. Pesado, preso de movimentos, quase não ganhou uma bola dividida. E andou demasiado longe da zona de decisão. 

 

Notas finais:

- Matheus Reis com nota positiva na posição de central a jogar mais à esquerda. Com precisão no passe e sem receio de incursões ofensivas.

- Daniel Bragança e Matheus Nunes disputam o lugar que foi de João Mário. Ainda incerto. Mas confirma-se que não combinam quando lhes compete dividir tarefas no meio-campo.

- Gonçalo Esteves, que quis trocar o FC Porto por Alvalade, pode tornar-se numa das grandes revelações do Sporting 2021/2022.

- Paulinho ficou em branco não apenas no capítulo dos golos, mas dos remates à baliza. Nem um para amostra.

- Caso se confirme a aposta em Esgaio no corredor esquerdo, isto indicia que pode jogar em simultâneo com Porro, no corredor oposto. Nuno Mendes estará mesmo de saída?

Vergonha em Portimão

Todos viram a vergonha que se passou em Portimão. Insultos, dois treinadores pegados, os jogadores a abandonarem o campo e a correr para o túnel para defenderem o seu "chefe de fila" e uma "barata tonta" de um árbitro a pedir aos jogadores para regressarem ao campo. Tudo isto foi visto por aqueles que acompanhavam o jogo pela Sport TV.

Há uma personagem (delegado da Liga) nos jogos da Liga que tem como responsabilidade:

  • - Facilitar as relações entre os diversos agentes que interagem na organização do jogo: diretor de campo, diretor de segurança, comandante das forças de segurança, equipas, equipa de arbitragem, brigada antidopagem, comunicação social, entre outros;
  • Garantir as condições legais e exigidas por regulamento para a realização do jogo;
  • - Dirigir a reunião preparatória de jogo;
  • - Reportar à Liga toda a informação prevista e relevante, juntamente com a demais documentação do jogo.

Esperemos então com muita atenção o que o sr Delegado da Liga "irá reportar à Liga aquilo que toda a gente viu, e que foi... uma VERGONHA.

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