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És a nossa Fé!

O Estado que é o futebol

Cada vez é mais notório que o futebol há muito que deixou de ser somente um desporto. É neste momento uma indústria que move pelo Mundo um número com demasiados algarismos.
De tal forma é importante que, em países como o nosso, o desporto-rei ganhou estatuto de um Estado, dentro de outro Estado.

O nosso futebol tem tamanho poder que não há político que não goste de aparecer ao lado dos homens da bola. Então em competições europeias é vê-los. Mesmo que noutros desportos a presença de equipas lusas em finais seja mais frequente.

A propósito, gostaria de saber quantos políticos estiveram presentes no Pavilhão João Rocha aquando da Final da Liga dos Campeões em Hóquei-em-Patins entre o FC Porto e o Sporting. Acho que nem é necessário responder. Agora imagine-se o que aconteceria se fosse no futebol…

Este novel Estado pretende ser tão independente que nem permite a intervenção da justiça fora dos seus próprios tribunais.

Mas, como qualquer Estado que se preze, este tem também os seus aliados. E as televisões são um dos exemplos.

Venho agora discorrer sobre este tema porque ainda estou para perceber porque é que a final da Supertaça se jogará domingo perto das 21 horas. É que se não houver atrasos, nem prolongamentos, nem grandes penalidades, este jogo acabará por volta das onze da noite.

Os adeptos da equipa vencedora certamente irão ficar no campo até a sua equipa receber a taça. O que equivale a dizer que só muito perto da meia-noite esses mesmos adeptos estarão de regresso a casa. Agora imagine-se se houver tempos adicionais a que horas se sairá do estádio…

Seria bom que este Estado percebesse que realmente o futebol só existe… porque há adeptos. E estes deveriam ser os primeiros a merecer respeito. No entanto tal não acontece.

Os clubes envolvidos são os verdadeiros culpados, ao deixaram que a organização deste evento esteja não só refém de um canal de televisão, mas também por não se imporem perante os patrocinadores.

Percebo que o adepto de sofá é deveras importante. Mas aquele que vai ao estádio mereceria muito mais consideração por parte das entidades organizadoras.

Digo eu…

Entre as claques e a política

RicciardiBrunodeCarvalho2[1].jpg

 

Bruno de Carvalho veio das claques.

Nunca percebeu nada do genuíno espírito sportinguista.

Daí o ódio visceral ao Sporting que bolçou nas horas seguintes à da derrota clamorosa que sofreu na assembleia destituiva de 23 de Junho.

Com frases como estas, publicadas no Facebook:

«Não consigo mais sentir este clube… Não sou mais do Sporting Clube de Portugal.»

«Não me quero mais aproximar de uma elite bafienta e mal cheirosa que sempre dominou o Sporting Clube de Portugal.»

«Hoje deixei de ser para sempre sócio e adepto deste clube.»

«A minha carta de suspensão vitalícia de sócio segue segunda feira e nunca mais seguirei sequer os eventos desportivos do clube.»

«O clube que amava, que quis transformar num clube popular, de e para o povo, de e para os adeptos, de e para os sócios… afinal nunca deixou de ser um clube de viscondes com sempre com os mesmos a dominar.»

 

Nada admira: ele nunca teve um projecto em prol do Sporting.

Teve, isso sim, um projecto estritamente pessoal que por acaso passou pelo Sporting. Mas que era, no fundo, um projecto político - um projecto de poder pelo poder. Como um dia destes ficará ainda mais claro.

{ Blog fundado em 2012. }

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