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És a nossa Fé!

Está no Governo a fazer o quê?

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A 6 de Maio, o alegado secretário de Estado do Desporto garantia publicamente que a festa do título do Sporting estava a ser convenientemente preparada para não se registarem problemas de ordem pública nem riscos sanitários.

«Sabemos que será muito difícil evitar essas manifestações e o melhor é enquadrá-las e dar-lhes as melhores condições. É possível juntarmos pessoas com segurança», declarou o governante, confirmando ter havido reuniões nesse sentido entre a Câmara Municipal de Lisboa, o Ministério da Administração Interna, o comando das forças policiais e a Direcção do Sporting.

 

O Sporting cumpriu: não se registaram desacatos no interior das instalações do clube - única parcela que se encontra sob a sua jurisdição.

No espaço exterior aconteceu aquilo que sabemos: desacatos provocados por membros ligados à Juventude Leonina - que aparentemente tiveram autorização da Câmara, da Direcção-Geral da Saúde e da PSP para instalarem uma fan zon com ecrã gigante e bebidas à discrição no exterior do estádio - e reacção incompetente da polícia, que errou antes e errou depois. Demorou horas a assistir a tudo impávida e carregou desalmadamente quando a situação que devia prevenir já fugia por completo do seu controlo

 

Agora o presidente da Câmara assobia para o lado, a senhora da DGS faz voto de silêncio, o ministro da Administração Interna finge-se de morto. Só o alegado secretário de Estado do Desporto, voltando a abrir a boca, confirma a sua total irrelevância: «O apelo que fiz a uma responsabilidade dos adeptos manifestamente não foi atendido.» E logo sacode a água do capote, dizendo nada ter a ver com o que aconteceu.

Apetece perguntar de novo: este senhor está no Governo a fazer o quê?

Tarda mas não falha?

 

 

Quem me lê por aqui, sabe da minha real confiança na justiça. Tenho-o afirmado e defendido que a justiça, sendo o conjunto de todos os que nela interferem e trabalham sérios e honestos, pode, aqui e ali padecer de um ou outro furúnculo que o corpo, sempre, se encarregará de esvaziar e expulsar.

Foram finalmente detidos uns membros (sete) daquela claque que não existe que responde por um nome que não tem e que o presidente do clube de que não fazem parte diz e muito bem que a esse respeito nada se passou se.

Quero realçar os termos com que as autoridades policiais e da justiça adjectivaram os crimes pelos quais esta gente foi detida. "Especial perversidade" foi o termo mais simpático, denotando que a premonição dos ataques aos alvos, quase sempre adeptos do Sporting, uns das claques outros só porque sim, era a ocupação principal dum grupo que se diz ser tresmalhado do grupo principal.

Tentativas claras de homicídio com espancamentos cruéis, visando a agonia e eventual morte dos agredidos, denota um perfil psicológico (digo eu que não sou da área) de assassino nato!

Vários de nós, autores do blogue, aqui fomos escrevendo contra a lentidão das polícias e da justiça no seu todo, neste-assunto-da-claque-do-Benfica-que-não-existe-e-sobre-a-qual-nada-se-pode-fazer, como diz aquele que se a justiça funcionar bem, em breve irá bater com os costados no xelindró, Luis Filipe Vieira, por alcunha D. Orelhas, o Grande. Finalmente os nossos gritos de revolta (e de muitos outros) foram ouvidos e eu só espero que esta demora angustiante por uma justiça clamada, se alicerce num caso de betão que não abra qualquer brecha causada por um qualquer advogado de defesa (no seu direito profissional, obviamente). Espero que a investigação criminal da PSP tenha actuado de forma muito profissional e tenha deixado em cima da mesa do Ministério Público material que permita que de uma vez por todas o Estado comece a tratar do assunto claques com a seriedade que ele merece e que quem mata uma, duas e tenta a terceira, quarta, quinta e perpetra outras mais, conforme se demonstra nas informações que possuiam sobre alvos a abater, seja definitivamente banido do desporto e por muito tempo da sociedade!

Agora a claque do Benfica tem rostos, não há mais desculpa para o beija-mão, o deixar andar, o laxismo, a deferência para com um clube que se vivêssemos num país de gente honesta, já teria sido extinto!

 

É ver na plataforma que nos aloja, nem uma nota de rodapé, até à hora a que este post foi publicado.

Sentido de oportunidade

Seis meses depois do dia mais horrível que vi no Sporting,  a investigação policial detém Bruno de Carvalho e o líder da Juve Leo.

Em dia de jogo, à hora do jogo, a investigação instala um cordão policial ostensivo e realiza buscas na sede da claque.

Defendo, melhor, exijo que esta investigação chegue ao fim e esclareça tudo o que há  a esclarecer, condene todos os responsáveis pelo que sucedeu. Mas pergunto se era necessário fazer isto, seis meses depois, em dia de jogo, à hora de jogo, com milhares de famílias Sportinguistas na zona do Estádio.

Hoje giro eu - O jogo da mala

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Não, não me refiro ao jogo imortalizado pela "amiga Olga" (uma querida e respeitável senhora), mas é importante despertar. Terá soado o gongo? É pagar para perder? É pagar para ganhar? O que tem a dizer o Sindicato dos Jogadores sobre as denúncias dos atletas e pronta negação dos alegados corruptores? Quem são estes empresários/alegados intermediários e quem os regula? O que têm Liga e FPF a dizer sobre a prevenção disto? O que se está a passar no futebol português? Corrupção ou contra-informação? Eu pago para ver...

"Tetra" ou treta?

Cento e sessenta e três jogos de cinco épocas estão a ser investigados pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público.

As mais altas instâncias da investigação criminal portuguesa.

 

Pormenor fundamental: são todos jogos do Benfica. Campeão "tetra". Ou melhor: campeão da treta.

Como ficará demonstrado, estou certo disso.

Desculpem a insistência

A propósito disto que escrevi, tenho passado aí por alguns sítios do universo sportinguista, onde em regra o tom é de condenação. Não esperaria outra coisa, obviamente!

Mas, meus senhores, tenho lido cada comentário!

De Sportinguistas espero rivalidade para com os adversários; daquela mesmo à séria, contundente, picando onde lhes dói, mostrando os podres que têm e magoando-os aí, com força, sem dó nem piedade.

Já não me parece muito cordial que sportinguistas, a coberto de pseudónimos (e sim, são sportinguistas, não vale a pena tergiversar), venham branquear a atitude cobarde de um agente da autoridade que empurra, soca e agride com dois bastões (um deles de aço que pode ser letal) dois indivíduos, mesmo que um deles, supostamente, tenha insultado o polícia, apenas e só pelo facto de os agredidos seram adeptos do Benfica. Atitude execrável de adeptos, a coberto de uma suposta rivalidade, onde os valores do Sporting são "chutados para canto". O Sporting não tem estes valores. Os valores do Sporting são os da lealdade, do fair play, da justiça e é por eles que tem pugnado ao longo dos seus mais de cem anos de existência.

Mais ou menos pela altura da fundação do Sporting Clube de Portugal, um tipo russo de seu nome Maiakovsky escrevia isto:

 

"Na primeira noite eles aproximam-se

E colhem uma flor do nosso jardim.

E não dizemos nada.

 

Na segunda noite já não se escondem

Pisam as flores e matam o nosso cão.

E não dizemos nada

 

Até que um dia

O mais frágil deles entra sozinho em nossa casa.

Rouba-nos a Lua e conhecendo o nosso medo,

Arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,

Já não podemos dizer nada."

 

Para reflexão daqueles que acham que vale tudo.

O seu a seu dono

Já muito foi escrito sobre os tristes acontecimentos que ocorreram durante os festejos dos adeptos benfiquistas. Quero apenas mencionar alguns pontos que andam fugidos.

A rotunda do Marquês de Pombal não tem quaisquer condições para que ali seja organizada qualquer festa daquela dimensão. Uma coisa é haver um ajuntamento onde se espera que passe um autocarro com os jogadores, as pessoas vão espalhar-se pelas avenidas circundantes, evitando uma grande aglomeração num espaço sem qualquer hipótese de controlo. A montagem de um palco, por onde desfilaram os jogadores e dirigentes levou a que todos se concentrassem durante horas apenas na rotunda. Aqui a culpa passa por quem tomou esta decisão e quem a autorizou.

Soube ontem que as bárbaras agressões que aconteceram a uma família em Guimarães passaram nos écrans gigantes que estavam montados na rotunda. O canal que as passou foi a benficaTV. Juntem milhares de pessoas, algumas porventura já com ideias de provocar estragos, álcool a rodos, horas e horas de espera e passem em loop imagens de agressões policiais a adeptos do mesmo clube. Se calhar o que aconteceu até foi suave.

Pode o Benfica estar a querer passar entre os pingos da chuva, mas parte da culpa dos graves acontecimentos acontecidos na rotunda do Marquês de Pombal, cabem-lhe.

 

Adenda: Pelos vistos a PSP tinha dado um parecer negativo a este modelo de festa. A confirmar-se esta informação, cada vez mais a culpa vai direitinha para quem organizou e autorizou os festejos naqueles moldes. 

Medo de ir à bola

A prosa que se segue escrevi-a originalmente noutro poiso mas há aqui algo que tem a ver connosco, mais que não seja porque daqui a 14 dias vamos tentar ir ao jamor (com as nossas famílias?) a um palco onde no ano passado pouco faltou para haver uma grande desgraça. Pessoalmente continuo angustiado entre levar ou não a criançada que gostava que visse ao vivo o seu primeiro título do Leão...

Ontem no Marquês um grupo no meio de dezenas de milhar visou intencionalmente a polícia. Atirando garrafas e petardos para o chão em direção da polícia. Obtive vários relatos de malta que tenho por credível que testemunhou o evento. Talvez esse grupo estivesse particularmente motivado depois da cena da detenção à bruta do pai de família em Guimarães, talvez não. Seja como for, a questão nesse caso já estava perdida, fossem quais fossem os motivos ou os pretextos.
Será que a única opção tática da polícia ontem no Marquês era a que aplicou começando a varrer a praça do Marquês procurando dispersar as dezenas de milhar de pessoas a poder de bastão? Reduzir visivelmente o efetivo (mas não saindo das imediações do local) não era viável? Pergunto, não afirmo. Sublinho: não há relato de violência entre as pessoas na praça, mas sim ataques diretos à polícia.

O que sei é que a defesa da integridade dos polícias nem sempre se faz de forma mais eficaz reagindo à violência com a violência. E a defesa da honra do corpo não está acima de uma avaliação criteriosa e a cada momento da segurança pública. Há circunstâncias em que reagir a uma garrafa atirada é a pior solução. Por mais justificável que seja a atitude. O mesmo se aplica a quem eventualmente vendo o que se passou em Guimarães com a família detida, tenha resolvido tirar desforço junto do polícia que tinha mais à mão, a coberto de uma multidão.

Quem agride ou tenta agredir a polícia deve ser preso? Claro! Mas nem sempre tentar uma detenção imediata é a melhor forma de garantir a segurança pública.
Uma solução destas num sítio como o Jamor, por exemplo, terá elevadas probabilidades de gerar mortos e feridos. E a polícia sabe disso, também por isso modernizou o seu conjunto de opções de ações e de instrumentos no controlo de massas nos últimos anos introduzindo outro tipo de agentes especializados e promovendo outro tipo de relacionamento com grupos de risco mais elevados. Ontem espero que o dia seja encarado para fazer uma profunda avaliação dos procedimentos pois a confiança na polícia pelo menos na parte que me toca ficou seriamente afetada. Que venham melhores dias, depressa.

Sinto-me infeliz!

As imagens estão por aí à disposição de quem as queira ver, nas várias plataformas.

A história é repugnante: um adepto do Benfica e o seu pai, que aparenta ser septuagenário, são agredidos, o mais novo brutalmente, em frente aos filhos menores de nove e treze anos, em Guimarães, sem razão aparente (como se houvesse razão para alguém ser barbaramente agredido, mas pronto).

Ao que consta o agredido terá sido constituído arguido.

Primeira pergunta: é arguido por se ter tentado desviar e não levou com todas as que o chefe da polícia lhe queria ter dado?

Segunda pergunta: será que quatro pessoas, que ao que parece saíram do estádio porque o ambiente não era o melhor para três deles, o idoso e os menores, não podem fazê-lo pacificamente, sem que sejam abordados de forma selvagem por agentes da "autoridade"?

Terceira pergunta: alguém em seu perfeito juízo continuará a levar a família ao futebol, depois de tantos exemplos de violência?

Quarta pergunta: será que com o tempo teremos todos que ir de armadura para os estádios?

Quinta pergunta: a senhora ministra da administração interna vai fazer o quê, fingir que não viu?

 

Não ponho as mãos no lume por ninguém, e muito provavelmente as coisas teriam o mesmo fim se tivéssemos sido nós a estar no Marquês, mas porque raio se mistura comemoração com violência? Ou terá sido esta tempestade causada pelo vento que o chefe da polícia de Guimarães, de forma bárbara, semeou? Fica a sexta pergunta...

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