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És a nossa Fé!

A balada de Vinícius de Murrais

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"Se trocava o Vinícius pelo Bas Dost? A resposta é um redondo [vocábulo?] não. (...) o Vinícius tem uma abrangência maior em termos de jogo [ai tem, tem, consegue dar porrada com as mãos, consegue fazer entradas a partir joelhos; tem uma abrangência maior, nisso eu e José Gomes estamos de acordo] 

Julgo que a luta será até ao fim" [e foi mesmo, no fim do jogo Vinícius depois de ter agredido por duas vezes Acuña ainda teve forças para tentar partir a perna a Jefferson] .

Do braço foge a tresloucada mão

O que restará de ti, homem triste, que não seja a tua tristeza. Fruto sobre a terra morta. Não pensar, talvez... Caminhar ciliciando a carne

E o homem vazio se atira para o esforço desconhecido. Impassível. A treva amarga o vento (...) e o seu crime é cruel, lúcido e sem paixão.

Para memória futura.

Um treinador e o seu labirinto, um treinador que coloca uma pressão incompreensível num jogador, um jogador que não conseguindo provar com futebol a sua "categoria", passa um jogo a agarrar, a esmurrar [daí o Murrais do título] e a pontapear os colegas de profissão.

 

Já que não se fala de futebol, lugar à poesia

 O QUINTO IMPÉRIO

 

Triste de quem vive em casa,

Contente com o seu lar,

Sem que um sonho, no erguer de asa,

Faça até mais rubra a brasa

Da lareira a abandonar!

 

Triste de quem é feliz!

Vive porque a vida dura.

Nada na alma lhe diz

Mais que a lição da raiz —

Ter por vida a sepultura.

 

Eras sobre eras se somem

No tempo que em eras vem.

Ser descontente é ser homem.

Que as forças cegas se domem

Pela visão que a alma tem!

 

E assim, passados os quatro

Tempos do ser que sonhou,

A terra será teatro

Do dia claro, que no atro

Da erma noite começou.

 

Grécia, Roma, Cristandade,

Europa — os quatro se vão

Para onde vai toda idade.

Quem vem viver a verdade

Que morreu D. Sebastião?

 

Fernando Pessoa

Viagem à demência dos pássaros

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Este domingo é ao mesmo tempo o primeiro dia da semana e o último do ano.

Votos de um excelente 2018 para todas as pessoas que caminham pela vida sem subornarem e sem se deixarem subornar.

Termino com a partilha de um poema (ligeiramente adaptado por mim).

Afligem-me os pássaros que voam

quando as árvores já não são suas.

A biografia do coração

raramente esquece a queda das folhas.

E o que é o voo para lá do Outono?

Não me digam para guardar

o vento na garganta

ou que as tempestades 

são retratos de um hospício.

A vida ensinou-me,

a verdade é um felino

e a hierarquia das garras

só o tempo a sabe.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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