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És a nossa Fé!

Pódio: Plata, Coates, Wendel

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Moreirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Plata: 15

Coates: 15

Wendel: 14

Jovane: 14

Matheus Nunes: 14

Nuno Mendes: 13

Borja: 13

Ristovski: 13

Acuña: 13

Luís Maximiano: 13

Neto: 13

Sporar: 12

Battaglia: 11

Joelson: 9

 

O Jogo e A Bola elegeram  Plata  como melhor sportinguista em campo. O Record optou por  Jovane.

Os "verdadeiros adeptos" (3)

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Gonzalo Plata, internacional equatoriano com apenas 19 anos de idade, é claramente uma das melhores contratações feitas por Frederico Varandas para o futebol leonino, como aqui assinalei há mais de três meses.

A imprensa desportiva da passada quinta-feira, analisando o confronto da véspera entre o Sporting e o Gil Vicente, não teve a menor dúvida: elegeu-o como melhor em campo. Confirmando a minha observação, publicada hora antes.

Não custa perceber porquê: ele marcou um dos golos e fez assistência para o outro: foi decisivo para os três pontos conquistados pela nossa equipa. 

 

Valeu-lhe - e valeu-nos - que este jogo fosse disputado à porta fechada em Alvalade, sem a presença de público. Se não fosse assim, este talentoso jovem que vem completando a sua formação desportiva no Sporting teria sido assobiado do princípio ao fim. Confirmando uma das piores tradições praticadas por um ruidoso núcleo da massa adepta: apupar quem veste de verde e branco, dando moral às equipas adversárias.

Plata teve sorte: assim os assobios só foram virtuais. Mas não deixaram de ser estridentes, como se comprova num dos espaços onde costumam albergar-se alguns "verdadeiros adeptos", que olham mais para o teclado do que para o relvado durante os jogos.

 

Visitei esse espaço depois do Sporting-Gil Vicente e deparei com imensos "piropos" dirigidos ao internacional equatoriano - e ao próprio treinador Rúben Amorim.

Transcrevo alguns desses dislates, já com erros ortográficos devidamente corrigidos e os substantivos próprios devolvidos à letra maiúscula imposta pelas boas regras gramaticais:

 

«O Plata e o Camacho podem ser zero jogo após jogo que têm sempre um lugar na equipa do lampião.» [antes do jogo]

«Camacho e Plata são zero. Outra vez…» [momentos antes da marcação do primeiro golo]

«Teve um pouco de sorte no drible o Plata.» [logo após a assistência de Plata para esse golo]

«O Plata toma (mais) uma decisão absurda, tem a sorte de ganhar o ressalto.»

«O Plata… ludibriou o defesa com um tropeção.»

«Tenho a impressão que só vi dois jogos completos dele mas já se tornou o meu odiozito de estimação. Muito bem estamos quando podemos dar a titularidade a quem decide tão mal.»

«Plata dá o quê?»

«Até agora deu um engano que resultou em golo…»

«Ó Plata… Manda-te ao mar e diz que eu te empurrei. F***-*e!»

«Plata coitado .. completamente perdido…»

«O Rúben Amorim está vestido de palhaço?»

«Que tem na cabeça este Plata?»

«Plata mentalmente está de rastos... Zero confiança.»

«F***-*e, e eu perdi a segunda parte do WH-Chelsea para ver isto…»

«P***a, não fizeram nada nos últimos 20 minutos. Tirando aquela cagada do Plata.»

«Não vejo como [Joelson] pode fazer pior que Plata.»

«Plata e Camacho são embaraçosamente maus.»

«Max e Wendel os melhores, Plata um desastre.»

«Plata pouco mais que isso [nulidade], com muitas decisões incorrectas.» [ao intervalo]

«O Plata toma decisões péssimas o jogo todo, mas nesta jogada só com o redes na frente teve a frieza de levantar a cabeça e colocar para golo.» [momentos após Plata ter marcado o segundo]

«Este Camacho também parece que está a aprender com o Plata. Cruzes credo!»

«Agora é que reparei. Estamos com o Peyroteo a central. Este treinador bate mal.»

«Este Plata é mesmo estúpido f***-*e.»

«Vá-se lá saber como, acaba por ser o homem do jogo. Aos tropeções e às cambalhotas mas dois golos são dois golos.» [quase no fim]

«Alguém ofereça um pé direito ao Plata…» [no fim]

«Plata com um golinho, um engano que deu outro golo e mais dois remates que podiam ter dado golo.»

«O Plata marcou um golo, mas fez tan-ta porcaria.»

«Max o melhor em campo diz muita coisa.»

«Jogo ao nível do Varandas.»

«Pós-covid a liga tuga está a bater todos os recordes de mediocridade.»

 

Pódio: Plata, Wendel, Coates, Max

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Gil Vicente pelos três diários desportivos:

 

Plata: 18

Wendel: 17

Coates: 16

Luís Maximiano: 16

Matheus Nunes: 15

Eduardo Quaresma: 15

Battaglia: 14

Sporar: 14

Borja: 14

Nuno Mendes: 14

Ristovski: 14

Rafael Camacho: 10

Idrissa Doumbia: 9

Joelson: 7

Tiago Tomás: 5

 

Os três jornais elegeram Plata como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória desta noite, em casa, contra o Gil Vicente. Derrotámos por 2-1 a equipa que tinha vencido o FCP na primeira jornada da Liga 2019/2020 e que nos dobrou (1-3) na primeira volta, em Barcelos. Desta vez com domínio total do jogo: foi, oficialmente, o nosso triunfo n.º 1500 no primeiro escalão do campeonato nacional de futebol. O resultado - que por este motivo será sempre lembrado no futuro - começou a ser construído aos 21', com golo de Wendel. Plata ampliou a vantagem aos 49'. A equipa minhota reduziu aos 90', marcando de penálti.

 

De Plata. Destacou-se nesta partida, em que teve o melhor desempenho desde a chegada do novo técnico. É dele a assistência para o primeiro golo, com um cruzamento atrasado para a grande área, e é ele quem consegue os três pontos ao apontar o segundo, aproveitando muito bem um atraso disparatado de um defesa adversário, batendo em velocidade os seus opositores. Podia ter marcado outro, aos 85', na sequência de um excelente centro de Nuno Mendes. O melhor em campo.

 

De Wendel. Foi ele a pautar o jogo leonino, liderando as transições ofensivas, bem entrosado com Matheus Nunes. Precisão de passe, argúcia na leitura de jogo e capacidade de variação de flanco, baralhando marcações e dando criatividade ao processo ofensivo. Parece estar um pouco em toda a extensão do terreno, como se verificou no golo inicial, quando ganhou o ressalto, após falhanço de Sporar, e rematou com êxito. Fez um excelente passe em velocidade isolando Plata, num lance que o jovem equatoriano desperdiçou.

 

De Nuno Mendes. Vem subindo de rendimento jogo após jogo, tornando-se cada vez mais influente. A jogada do primeiro golo tem início num excelente lançamento lateral, das mãos dele. Actuando sobretudo como médio-ala no corredor esquerdo, neste sistema implantado por Rúben Amorim, destacou-se em duas iniciativas ofensivas aos 6' e aos 85'. Transpira confiança e boa condição física, parecendo bem articulado com Borja, que lhe assegura as dobras no seu flanco.

 

De Coates. O capitão da equipa não é apenas o patrão da defesa: aos 29 anos, é o mais veterano do onze titular, que hoje apresentava uma idade média de 22,6 anos. Domina todos os momentos de jogo no reduto mais recuado, ganhando lances aéreos e nunca desperdiçando uma oportunidade de ajudar a equipa no plano ofensivo, nomeadamente durante as marcações de cantos. Cortes muito oportunos aos 19', 63' e 68'.

 

De Ristovski. Foi titular pelo segundo jogo consecutivo e confirmou que tem vontade e energia para agarrar o lugar, que neste modelo 3-4-3 estimula o seu pendor ofensivo. Características bem patentes na jogada rápida que desenvolveu na construção do primeiro golo, recebendo a bola de Sporar e colocando-a nos pés de Plata, numa demonstração clara de bom futebol de ataque. Dois cruzamentos, aos 61' e aos 83', mereciam ter sido mais bem aproveitados.

 

De Max. Exibição segura e consistente. Fez duas grandes defesas: aos 35', quando revelou óptimos reflexos ao travar um tiro de Barayé disparado já dentro da área; e aos 64', quando evitou que o Gil Vicente marcasse de livre directo.

 

De mais duas estreias na equipa principal. Aos 81', Amorim mandou sair Matheus Nunes e lançou Tiago Tomás, que na época passada marcou 28 golos pela equipa sub-17 e este ano apontou três na Liga Revelação. Tem 18 anos e promete tornar-se um avançado de referência no Sporting. Aos 90'+1 entrou Joelson: com apenas 17 anos, é um dos nossos mais brilhantes jogadores do escalão júnior. Substituiu Sporar, ainda a tempo de marcar um livre directo. Nem um nem outro esquecerão este dia de estreia. Que foi também o dia do 114.º aniversário do Sporting.

 

Da contínua aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Rafael Camacho), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Com Tomás e Joelson, já são cinco os jogadores que o actual treinador leonino estreou nos últimos desafios. Sem inibições nem complexos de qualquer espécie.

 

Da homenagem a grandes Leões em dia de aniversário. Excelente, a ideia de imprimir nas camisolas dos jogadores os nomes de craques históricos do futebol do Sporting. Max, por exemplo, apareceu como Damas. E os nossos golos foram marcados por Jesus Correia (Wendel) e Balakov (Plata). Tiago Tomás tinha o nome de Cristiano Ronaldo estampado na camisola e Joelson estreou-se em homenagem explícita a Yazalde - era o nome que trazia escrito nas costas.

 

De somarmos quatro jogos seguidos a ganhar, pela primeira vez na temporada em curso.  Além disso levamos uns inéditos (nesta época) seis jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que continuamos no bom caminho, por mais que isso faça perder as estribeiras a alguns - ao presidente do Braga, por exemplo, que ontem tentou visar o Sporting num patético comunicado em que anunciava o despedimento do treinador Custódio, sucessor de Rúben Amorim, ao fim de apenas seis jogos.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Temos agora cinco pontos de avanço em relação ao Braga, novamente derrotado (perdeu 2-3 com o Rio Ave), e encurtámos a distância face ao Benfica, que nesta ronda soçobrou perante o Marítimo (0-2). O segundo lugar está agora a nove pontos. É difícil alcançá-lo, mas não impossível. Algo impensável há um mês.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora quinze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses quinze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

De ver a equipa tão desfalcada. Já não nos bastava termos perdido Bruno Fernandes (que brilha em Manchester, onde acaba de marcar pela primeira vez dois golos ao serviço do United) e Mathieu (recém-retirado do futebol). Vietto e Luiz Phellype continuam afastados por lesões. Francisco Geraldes magoou-se no último treino antes deste jogo. Acuña (já recuperado) e Jovane ficaram de fora, por opção técnica. Por um ou outro motivo, não pudemos contar com pelo menos quatro jogadores considerados imprescindíveis no onze titular do início da época.

 

Do excesso de golos falhados. Em pelo menos três ocasiões, desperdiçámos oportunidades soberanas de sentenciar o jogo, que manteve o desfecho incerto até final. Sporar falhou um golo cantado na sequência de um canto, aos 14'. Plata decidiu mal aos 45', quando tinha apenas o guarda-redes pela frente. Aos 47', também isolado, Wendel rematou com força mas à figura do guardião gilista.

 

De Camacho. Amorim optou por trazê-lo de volta aos titulares, mas o jovem que já actuou no Liverpool não foi feliz neste regresso ao onze. Trapalhão, desligado dos colegas, pareceu sempre desconfortável na ala esquerda, onde o técnico o colocou de início. Anda a faltar-lhe acerto e consistência. E nem o facto de ter jogado com o nome de Figo nas costas (último n.º 7 que obteve sucesso no Sporting) pareceu inspirá-lo. Quando saiu, aos 69', já parecia ter ido tarde.

 

De Idrissa Doumbia. Substituiu Camacho e nos minutos iniciais até parecia embalado para uma boa exibição, reforçando o meio-campo para compensar um Wendel já muito desgastado. Mas teve uma péssima intervenção quase ao cair do pano, ao cometer um penálti absolutamente desnecessário, quando a bola já se encaminhava para fora da área e o Gil Vicente continuava sem causar real perigo à nossa organização defensiva. Deste modo não apenas permitiu que a equipa minhota marcasse como deu oportunidade a que o autor do golo fosse um tal Rúben Ribeiro, que anda há dois anos em litígio aberto com o Sporting e teve a sorte de regressar a Alvalade com as bancadas sem público. Se alguém merece uma vaia monumental dos sportinguistas é este indivíduo que faz da ingratidão um lema.

Quem rende Vietto?

Com Luciano Vietto no "estaleiro", provavelmente até fim da época, quem é o seu substituto no onze do Sporting? Gonzalo Plata, como extremo pela esquerda, trocando com Jovane Cabral durante o jogo e baralhando as defesas? Francisco Geraldes, como organizador de jogo a partir da esquerda, um pouco como o argentino? Ou uma terceira opção? Qual a vossa opinião? 

Os jogadores de Varandas (5)

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PLATA

Vai-se tornando consensual, entre os adeptos, que Gonzalo Plata terá sido a melhor contratação da era Varandas. A SAD leonina fechou contrato a 31 de Janeiro de 2019 com o jovem jogador, que dera nas vistas no campeonato sul-americano de sub-23 enquanto membro da selecção do Equador.

Avançado esquerdino, embora actue preferencialmente pelo corredor direito, chegou com apenas 18 anos, tendo assinado contrato válido até 2024, resguardado por uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. Custou-nos 1,1 milhões, mas o Sporting é apenas titular de metade do seu passe.

Alguns viram logo nele, a prazo, o substituto natural de Gelson Martins. Mas com Marcel Keizer ainda ao leme da nossa equipa, Plata foi remetido para a equipa sub-23, sem oportunidade de mostrar o que valia entre os maiores. Fácil de explicar: o holandês contava ainda com Raphinha para essa posição.

Com Silas, e já sem Raphinha no plantel, o equatoriano encontrou enfim o seu espaço entre os "adultos". Começou a 21 de Dezembro, contra o Portimonense para a Taça da Liga, quando se revelou decisivo para virar um resultado de 0-2 para 4-2. Plata só actuou nos 20 minutos finais, mas foi quanto bastou para marcar um golo e fazer assistência para outro, revelando-se o melhor em campo.

A 23 de Fevereiro, desfez as últimas dúvidas com uma exibição de luxo perante o Boavista, em Alvalade, quando o treinador apostou nele como titular. Marcou um golo, assistiu noutro ao cobrar um livre de forma irrepreensível e revelou-se incansável nos 90 minutos, dominando todo o nosso corredor direito e tendo até resistido a uma entrada violenta de Ricardo Costa, que podia tê-lo inviabilizado para a prática do futebol.

«Espero que seja o primeiro de muitos», declarou no final, aludindo a este seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Era o terceiro Leão mais jovem a marcar neste século, depois de Eric Dier e Diego Rubio.

No dia seguinte, sem surpresa, a imprensa desportiva rendia-se ao seu talento, dando-lhe a melhor nota por unanimidade.

Em Setembro, estreara-se na selecção principal do seu país num amigável contra o Peru disputado em Nova Iorque que terminou com a vitória equatoriana. Dias depois, num encontro frente à Bolívia, marcou o primeiro golo ao serviço da selecção A. Vai ficar-lhe certamente na memória.

Veremos o que irá seguir-se. As incógnitas são imensas, dada a pandemia que está a mudar por completo as nossas vidas, mas não custa vaticinar um futuro auspicioso a este ala criativo ainda no início da carreira como futebolista profissional. Assim não lhe falte a sorte, pois talento já tem.

 

Nota: 8

Divagações em tempo de quarentena (1)

Tenho para mim que a fórmula de sucesso para o futebol do Sporting está há muito inventada, um plantel com 1/3 de jovens de elevado potencial, 1/3 de jogadores de classe com alguns anos de casa e o resto de "carregadores de piano" que saibam compensar com a garra e força do seu carácter as suas limitações técnicas, e por cima disso tudo um treinador disciplinador, exigente e inspirador. Foi assim com Malcolm Allison, foi assim com Boloni, podia ter sido assim com Bobby Robson.

Olhamos para o plantel actual do Sporting: dos 26 contam-se 9 sub-23, dos quais se destacam Wendel e Plata, um da selecção olímpica do Brasil, outro da selecção A do Equador, entre todos imagino que tenham um valor de mercado de cerca de 50M€. O terço de jovens de elevado potencial está lá.

Já quanto aos craques, e com boa vontade, apenas posso vislumbrar quatro: Mathieu, Acuña, Coates e Vietto.

E quanto aos carregadores de piano, os que lutam até ao fim e raramente comprometem, apenas posso vislumbrar cinco: Renan, Neto, Battaglia, Sporar e Luiz Phellype.

Sobram assim 8 em 26 que se afastam desta tipificação e que em meu entender pouco acrescentam ao plantel. Já têm 23 ou mais anos, e ou não são suficientemente bons ou não são suficientemente fortes psicologicamente, raramente resolvem e muitas vezes comprometem.

É muita gente e é gente que custou muito dinheiro. Não falando no caso muito especial de Francisco Geraldes, temos Ristovski, Rosier, Ilori, Borja, Eduardo, Bolasie (emprestado) e Jesé (emprestado) que penso que custaram cerca de 25M€. Salários à parte, excepto nos emprestados.

Obviamente que, com Rúben Amorim, um ou outro destes jogadores poderá revelar qualidades nunca vistas e demonstrar a sua importância, mas quando falamos num plantel pobre para as necessidades do Sporting este é o maior problema.

O outro é que com as saídas de Bas Dost e de Bruno Fernandes ficaram apenas quatro para fazer a diferença. E se Mathieu arrumar as botas, restarão apenas três...

SL

Armas e viscondes assinalados: O silêncio é de outros e a alegria é de Plata

Sporting 2 - Boavista 0

Liga NOS - 22.ª Jornada

23 de Fevereiro de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

Teve que esperar pelo tempo de compensação da segunda parte para ser verdadeiramente posto à prova, evitando o contacto da bola com as redes com a mesma determinação do irmão mais velho de uma adolescente afoita. A estirada que desviou para canto um remate de fora da área que levava carimbo de golo de honra boavisteira serviu para recordar os compradores de bilhetes e recebedores de convites que o jovem guarda-redes é o único dos supostos suplentes da linha defensiva leonina aquando do início da temporada – todos eles titulares neste jogo – que se tornou titular indiscutível. Só precisa mesmo de melhorar o jogo de pés, como mais uma vez demonstrou, num jogo em que pouco mais fez do que encaixar escassos remates saídos à figura, para superar o actual guarda-redes do Wolverhampton nesta fase da carreira e dar início à luta pela baliza de Portugal.

 

Rosier (3,0)

A primeira intervenção do lateral-direito francês foi inaceitável num profissional de futebol, mas a verdade é que não demorou a carburar, combinando de forma muito positiva com o endiabrado Gonzalo Plata. Regressado à titularidade após prolongada ausência, tirou proveito da oportunidade e até chegou a rematar. Mas ainda tem hesitações na hora de avançar para a grande área adversária e sofre com as limitações físicas (já conhecidas aquando da sua contratação, e que conduziram à precoce titularidade e posterior entrada no carrossel de Thierry Correia) que aconselharam a sua substituição.

 

Neto (3,0)

Patrões fora, dia santo na loja? Acabou por assim ser, com a ausência de Coates e Mathieu a passar despercebida. Ainda que a ineficácia do ataque boavisteiro tenha dado uma ajuda, a experiência do central português contribuiu para o desfecho. Neto antecipou-se ao perigo, executou sem adornos e até procurou contribuir para a construção de jogo. Fossem todos os jogos assim.

 

Ilori (3,0)

Ainda teve uma hesitação e um atraso de bola arriscado, mas Luís Maximiano resolveu as duas situações sem problemas de maior. Posto isso... digamos que o central resgatado do esquecimento pela infinita generosidade de Frederico Varandas e Hugo Viana sossegou todos quantos temiam vê-lo lançar sete palmos de terra sobre a equipa. Intervenções certas e desassombradas, aqui e acolá merecedoras daquele tipo de aplausos que são reservados a quem supera (baixas) expectativas, contribuíram para manter o lado correcto do marcador a zeros. Se conseguir repetir o feito na Turquia é possível que lhe façam uma estátua equestre.

 

Borja (3,0)

Raras coisas são tão comoventes quanto o esforço do lateral-esquerdo colombiano para transcender as suas capacidades. Neste caso, ainda que se tenha remetido sobretudo a funções defensivas, prejudicado pela ênfase dada a Gonzalo Plata no lado contrário e pela tendência de Jovane Cabral flectir para o centro do meio-campo adversário, foram dos pés de Borja que saíram os bons cruzamentos com que Plata assinou o 2-0 e Jovane descartou o 3-0. Eis um caso paradigmático de um jogador que honra o Sporting mesmo que, pelo menos idealmente, possa não ter sequer lugar no plantel.

 

Battaglia (3,0)

Mais uma exibição positiva do médio argentino, mexido o bastante para fornecer linhas de passe aos colegas mais atrás e inteligente o suficiente para arranjar soluções aos colegas mais à frente. Acabou por não ser poupado para a segunda mão dos dezasseis-avos de final da Liga Europa, numa decisão que só pode ser aplaudida: além de melhorar o coeficiente na UEFA, já de olhos postos no regresso à Champions em 2021/2022, o Sporting tem de assegurar que para o ano poderá competir na Liga Europa. E alcançar o Sporting de Braga ou manter à distância Rio Ave, Vitória de Guimarães e Famalicão está longe de ser uma mera formalidade para este Sporting de pé descalço.

 

Wendel (3,0)

Terá feito um dos seus melhores jogos nos últimos meses, demonstrando sabedoria na condução de bola, ausência da recorrente e irritante displicência na movimentação e no posicionamento e vontade de conduzir os colegas ao “só mais um” que erros alheios mantiveram no registo “dois é bom, três é de mais”. Só não merece melhor nota pela forma infantil como viu o cartão amarelo que o afasta da deslocação a Famalicão, onde o Sporting tem demasiado em jogo para não contar com todos os melhores.

 

Gonzalo Plata (4,0)

No final do jogo, recomposto da tentativa perpetrada pelo central boavisteiro Ricardo Costa de lhe desatarraxar a perna (sem que o infame Nuno “Ferrari Vermelho” Almeida, um dos maiores escroques apitadores nacionais, discernisse mais do que um pontapé de canto apesar da insistência do videoárbitro), o jovem extremo equatoriano ouviu o mesmo treinador que lhe nega oportunidades de afirmação dizer que poderá encontrar-se em Alvalade um futuro caso sério do futebol mundial. Inequívoco homem do jogo, Gonzalo Plata fez mais do que cobrar de forma irrepreensível o livre que permitiu a Sporar inaugurar o marcador e do que rubricar o 2-0 num lance em que a execução do remate ficou em segundo plano perante a rapidez e inteligência com que se dirigiu para as “sobras” do cruzamento de Borja. Mais do que isso, devolveu alegria ao Estádio de Alvalade, que pela primeira vez em muito tempo teve momentos de comunhão nas bancadas, juntando “escumalha”, “croquetes” e milhares de convidados que ali estavam para a média de ocupação do estádio parecer menos desoladora. Quando Plata for o jogador que já acredita ser, apesar da taxa de sucesso nas iniciativas individuais ainda ter considerável margem de progresso, é possível que seja um dos pilares de um Sporting que conte para o Totoloto. Mas mesmo nestes dias sombrios pode e deve contribuir para a obtenção dos poucos objectivos que restam à equipa, o que passa necessariamente por mais do que 10 ou 20 minutinhos em campo, quase sempre numa fase em que o resto dos colegas já desmobilizaram.

 

Jovane Cabral (3,0)

Repetiu a titularidade sem repetir os resultados virtuosos obtidos no jogo com o Basaksehir. Voltou a mostrar-se mexido e a pôr os outros em movimento, mas pouco lhe saiu bem ao longo do jogo. O momento mais paradigmático da exibição foi o falhanço dentro da grande área, em posição frontal, após um bom cruzamento de Borja. Ainda assim, poderia ter mantido a série consecutiva de contribuições para o placard, isolando de forma perfeita Gonzalo Plata frente a frente com o guarda-redes do Boavista. Mas calhou ser o momento do jogo em que o equatoriano não esteve à altura.

 

Vietto (3,5)

Promovido a força tranquila da manobra ofensiva leonina, muito ele fez jogar, ainda que não tenha concretizado uma oportunidade flagrante de golo, servido com requinte pelo rompante Plata. Tem muito em si de futura referência leonina e cabe-lhe escrever um melhor futuro em que deixe de passar pela vida futebolística como uma esperança adiada.

 

Sporar (3,5)

Estreou-se a marcar na Liga NOS, dias após marcar na Liga Europa, com um toque oportuno que desviou da melhor forma o livre marcado por um equatoriano de que já talvez tenham ouvido falar. Mas também garantiu espaços para os colegas e continua a aumentar os níveis de confiança, o que vem mesmo a calhar numa altura em que se descobre que os bónus previstos na sua transferência podem fazer de si a contratação mais cara de sempre do Sporting. Lá seria mais um recorde batido pela presidência de Frederico Varandas...

 

Pedro Mendes (2,0)

Teve direito a 20 minutos pelo segundo jogo consecutivo, e pelo segundo jogo consecutivo padeceu de ter entrado numa fase em que o Sporting abandonara a nobre arte do ataque continuado. Voltou a fazer o possível por deixar boa impressão ao estádio, ainda que pouco mais tenha feito além de pressionar o início da construção de jogo dos adversários.

 

Ristovski (2,0)

Saltou do banco de suplentes para fazer face aos problemas físicos de Rosier e ajudou a manter uma rara ausência de golos concedidos. Segue-se a viagem à Turquia, onde viria a calhar repetir a proeza.

 

Francisco Geraldes (2,0)

A ovação que recebeu quando entrou para o descanso de Vietto é o tipo de fenómeno sportinguista que carece de estudo académico. Além de ser um futebolista com talento inato, “Chico” não se limita a ser o leão aspiracional, capaz de conciliar a bola com os estudos, mais dado a leituras do que a vídeos , como também simboliza na perfeição o Sporting dos nossos dias, com o seu potencial (ainda) por concretizar, em grande parte por culpas alheias (treinadores avessos à aposta na formação, péssima gestão de activos do clube) mas decerto também por culpa própria. Nos dez minutos que lhe couberam em sorte procurou e conseguiu mostrar serviço, lamentando-se apenas que num lance de contra-ataque não tenha sentido a confiança suficiente para rematar ou tentar irromper na grande área boavisteira, optando por assistir um colega que não entendeu o passe. Fica de fora na Liga Europa, mas pode ser que o castigo de Wendel leve a que Silas lhe dê uma hipótese de provar valor na deslocação a Famalicão. Embora seja mais provável que regresse a um daqueles meios-campos a tresandar de medo da própria sombra que juntam Battaglia a Idrissa Doumbia e Eduardo.

 

Silas (3,5)

Teve a inteligência de apostar numa táctica alicerçada no célebre princípio de jogo “metam a bola no miúdo e logo se vê”, retirando faustosos dividendos da aposta em Gonzalo Plata. Vendo-se a ganhar desde cedo, e a dominar as manobras no meio-campo, respirou de alívio e nem o facto de apresentar uma linha defensiva composta quase exclusivamente por suplentes trouxe um décimo das preocupações que esperaria. Numa semana em que exibiu dotes de comunicação quase tão fracos quanto os do responsável pela sua contratação, pondo em causa o empenho de um dos melhores jogadores de sempre do futebol leonino, Silas ganhou algum oxigénio. Para encher a botija terá de selar o apuramento para os oitavos-de-final da Liga Europa em Istambul e regressar de Famalicão com mais três pontos de vantagem em relação a um dos adversários directos na luta pelo terceiro, quarto ou quinto lugares. Mas para tal seria aconselhável que resolvesse a recorrente quebra que faz das segundas partes do Sporting o equivalente táctico de uma pessoa remediada que (sobre)vive de rendimentos.

Pódio: Plata, Sporar, Vietto

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Boavista pelos três diários desportivos:

 

Plata: 19

Sporar: 18

Vietto: 17

Wendel: 16

Jovane: 16

Rosier: 15

Borja: 15

Ilori: 15

Luís Maximiano: 15

Neto: 15

Battaglia: 14

Francisco Geraldes: 12

Ristovski: 11

Pedro Mendes: 10

 

Os três jornais elegeram Plata como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória do Sporting. Derrotámos o Boavista em casa (2-0) num jogo praticamente de sentido único, com a nossa equipa a marcar cedo, a fixar o resultado ainda na primeira parte e a controlar a partida do princípio ao fim. Com entrosamento, boa organização defensiva, capacidade de desequilíbrio em zonas ofensivas e manifesta vontade de satisfazer os cerca de 30 mil espectadores presentes no Estádio José Alvalade. Objectivos atingidos: os três pontos foram conquistados e desta vez ninguém se queixou do espectáculo. Segundo triunfo leonino em quatro dias. Com cinco golos marcados e apenas um sofrido - primeiro para a Liga Europa, agora para o campeonato nacional.

 

De Plata. Silas desta vez apostou nele como titular, confiando-lhe a ala direita ofensiva. O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo. Manteve-se veloz e acutilante até ao apito final, demonstrando ao técnico que tem lugar no onze leonino.

 

De Sporar. O avançado esloveno - única contratação do Sporting neste mercado de Inverno - fez o segundo jogo consecutivo a marcar, destacando-se ao metê-la lá dentro na nossa primeira oportunidade de golo: assim se estreou como goleador na Liga portuguesa. E podia ter marcado novamente três minutos depois, aos 16', quando tentou um disparo à baliza com nota artística, de calcanhar, após cruzamento de Vietto. A continuar assim, confirma-se como verdadeiro reforço numa equipa que tem andado tão carente de goleadores.

 

De Vietto. Não marcou, mas foi uma peça essencial da dinâmica leonina, revelando-se cada vez mais influente no onze orientado por Silas enquanto segundo avançado com liberdade para se movimentar entre as alas e o eixo. Tem excelente domínio técnico, grande capacidade de leitura de jogo e parece sempre saber muito bem o que fazer com a bola. A saída de Bruno Fernandes soltou mais o argentino, que agora pode actuar na posição em que é mais útil para a equipa.

 

De Battaglia. Manteve-se como titular, demonstrando ter readquirido a boa forma que lhe conhecíamos antes da grave lesão que o retirou dos relvados durante quase um ano. Pendular no nosso meio-campo defensivo, foi determinante na travagem dos movimentos ofensivos do Boavista e na recuperação de bolas, destacando-se igualmente no início da construção da manobra atacante do Sporting. Sempre pronto para apoiar a linha defensiva, ontem desguarnecida do habitual quarteto titular (Rosier, Neto, Ilori e Borja actuaram nos lugares que têm vindo a ser ocupados por Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña). Ficou-lhe bem a braçadeira de capitão.

 

De Luís Maximiano. Vai cimentando a titularidade como guardião leonino: aos 21 anos, partida após partida, consolida a popularidade junto dos adeptos. Tem motivos de sobra para se sentir orgulhoso: manteve as redes intactas graças a uma enorme defesa no último lance do jogo, aos 90'+4, quando voou ao segundo poste para impedir um golo num remate em arco, muito bem colocado. A baliza é dele.

 

Que o Sporting terminasse o jogo com seis da formação. Além de Max, estavam em campo Ilori (desta vez com exibição positiva), Jovane, Pedro Mendes (que substituiu Sporar aos 75'), Francisco Geraldes (em estreia na Liga 2019/2020 aos 82', entrando para o lugar de Vietto sob calorosa ovação) e Gonzalo Plata - este, sendo equatoriano, não deixa de pertencer à formação, pois tem apenas 19 anos. Quem disse que não se ganham partidas com aposta forte na prata (ou plata) da casa? 

 

Que Madjer tivesse dado o pontapé-de-saída. Justa homenagem - com o estádio a aplaudi-lo - ao melhor jogador mundial de futebol de praia, que agora se despede de uma carreira de sucesso ímpar em que representou o Sporting e a selecção nacional.

 

 

Não gostei
 
 

Da arbitragem fraudulentaO senhor Nuno Almeida, cuja péssima reputação já vem de longe, contrariou todas as evidências - e o próprio vídeo-árbitro - ao fazer vista grossa a uma falta cometida pelo veterano Ricardo Costa, que na grande área boavisteira derrubou Plata de carrinho, à margem das leis do jogo. Grande penalidade do tamanho da Torre dos Clérigos: o vetusto central chega atrasado e só toca na bola após varrer o jovem equatoriano. No entanto, mesmo depois de alertado pelo VAR e de visionar o lance de vários ângulos, o dono do apito manteve o veredicto, beneficiando a equipa visitante, poupando o cartão vermelho ao sarrafeiro e impedindo o Sporting de chegar aos 3-0 através da marcação de um penálti que só ele parece não ter enxergado.

 

De ver a nossa equipa tão desfalcada.  Bruno Fernandes rumou a Inglaterra. Acuña ficou de fora por acumulação de cartões. Coates cumpriu castigo. Mathieu continua lesionado. Com quatro titulares absolutos do início da época agora ausentes, Silas viu-se forçado a fazer mexidas. Felizmente todas resultaram.

 

Dos javardos da claque boavisteira.  Estiveram aos urros durante o minuto de silêncio inicial em memória do sócio n.º 2 do Sporting, há dias falecido. Será que só guinchos a imitar macacos justificam a reprovação das figuras bem-pensantes no futebol cá da terra?

 

De quase já não ouvirmos O Mundo Sabe Que.  Aquele que se tornou o segundo hino do Sporting, entoado com entusiasmo antes dos jogos durante vários anos, anda a ser subalternizado de forma inaceitável pela Direcção leonina. Agora só começa a entoar-se no estádio praticamente em cima do apito inicial, sem a letra projectada nos ecrãs gigantes e quando todas as atenções já estão viradas para a bola pronta a rolar na relva. Um disparate, este tratamento dispensado a um cântico que tem funcionado como vibrante traço de união entre todos os adeptos.

Plata dorada

E o rapaz até é humilde. Irá longe, se o deixarem.

O Xico entrou e disse presente. A qualidade está lá toda.

O mistério da condição física do Rosier continua.

Vietto é craque, definitivamente.

O Ferrari é um FDP!

 

Edição após visualização das imagens pela SporTV: Penalti claro e vermelho por mostrar, indicação até do VAR. Conclusão: O Ferrari é mesmo um GFDP!

Cansaço

Uma equipa do Sporting cansada mental e fisicamente sofreu muito para levar de vencida um Marítimo que muito lutou e pouco jogou e um árbitro que deixou bem vincado que estava ali para ser mais uma dificuldade. Nas bancadas notou-se a falta de muita gente, também ela cansada com este estado de coisas.

Foi uma noite de sofrimento também pelos dois golos anulados e o remate à trave, que só terminou quando o herói improvável, Borja, dum ângulo difícil, a meteu lá dentro. E assim as claques em guerra (desta vez a Torcida Verde fez um número ridículo para justificar a sua cobardia e demissão no apoio à equipa) já se puderam concentrar nos insultos ao presidente do Sporting à vontade, deixando os "palhaços que jogam à bola" em paz e sossego.

O Sporting até começou bem, com vontade de resolver as coisas depressa e criando situações sucessivas de potencial perigo, goradas por um último passe, cruzamento ou remate mal feitos, mas a lesão estúpida do LP29 (volta depressa, és o segundo marcador da equipa e precisamos de ti) desconcentrou a equipa que pouco a pouco foi deixando o Marítimo recuperar, sentir-se confortável no jogo e criar um par de oportunidades.

Sporar entrou sem ritmo competitivo mas com pormenores de ponta de lança, e as substituições desta vez resultaram, Plata e Jovane trouxeram coisas novas à equipa, Jovane acabou por fazer a assistência para golo.  Bruno Fernandes, mesmo com o vai-não-vai-fica-não-fica, foi mais uma vez o melhor em campo com uma grande remate à trave, Acuña e Mathieu fizeram muita falta (que se passa, Neto, são apenas nervos ?), Wendel e Doumbia correram muito e jogaram pouco, e tudo somado foi mais uma exibição que deixou muito a desejar.

Mas o que importa são os três pontos. Famalicão e Guimarães perderam em casa, o Braga tem uma deslocação complicada onde pode perder pontos, vamos chegar a Braga no terceiro lugar e pelo menos com dois pontos de vantagem esperando um desfecho bem diferente no terreno de jogo. Não há sorte que sempre dure.

Que Silas veja e reveja o jogo da Taça da Liga, e que faça tudo diferente também. E que o Bruno... fique!

SL

Quente & frio

Gostei muito  da grande vitória alcançada hoje pelo Sporting em Portimão, numa alucinante segunda parte em que virámos o resultado desfavorável registado ao intervalo (1-2, após termos estado a perder 0-2) para uma quase goleada: 4-2. E a jogarmos com menos um devido à injustíssima expulsão de Bolasie aos 45' por falta inexistente. Os nossos golos foram marcados por Rafael Camacho (77'), Plata (83') e Luiz Phellype (90'+5). O de Camacho, que se estreia a marcar de verde e branco, é uma obra de arte: o jogador, vindo da ala direita para o centro, sentou três defesas adversários numa sucessão de dribles e rematou cruzado, em arco, com o pé esquerdo para um ângulo de impossível defesa. O primeiro tinha sido marcado por Vietto aos 37'. Curiosidade: quatro goleadores que chegaram já este ano ao Sporting. E já somamos oito golos nestes últimos dois jogos.

 

Gostei  que todas as expectativas tivessem sido contrariadas: o Sporting qualificou-se para as meias-finais da Taça da Liga e  vai defender um título que venceu nas duas últimas épocas, beneficiando para o efeito da derrota caseira do Rio Ave frente ao Gil Vicente em jogo disputado à mesma hora. Também gostei do modo como Silas conseguiu reorganizar a equipa e motivar os jogadores, incutindo-lhes ânimo com as substituições operadas, ao trocar um lateral (Ristovski) por um avançado posicional (Luiz Phellype), aos 67', e um médio defensivo (Idrissa) por um ala ofensivo (Plata), aos 74', mesmo a jogar em inferioridade numérica. Ousadia coroada de êxito: três minutos depois da segunda substituição, o Sporting empatava; e nove minutos depois o jovem equatoriano, que não actuava há três meses na equipa principal, estreou-se a marcar, apontando o golo que ditou a vitória. E ainda viria assistir Luiz Phellype para fechar a contagem. Um golo e uma assistência em apenas vinte minutos: Gonzalo Plata merece ser considerado o jogador da noite.

 

Gostei pouco  de ver o Sporting entrar sem ponta-de-lança no onze inicial, por aparente indisposição momentânea de Luiz Phellype, que só pisou o relvado já decorrida mais de uma hora de jogo. Ficou novamente bem claro como o plantel leonino é curto para as nossas exigências competitivas. Lacuna a corrigir com urgência no mercado de Janeiro, esperando-se que também não voltem a esquecer-se de inscrever Pedro Mendes nas competições de âmbito nacional.

 

Não gostei  que o senhor João Pinheiro tivesse punido Bolasie por uma falta que o avançado leonino não cometeu: com gritante incompetência, o apitador levou a sério a medíocre farsa antidesportiva desempenhada no relvado pelo jogador Willyan, do Portimonense. Este péssimo profissional é que merecia ser severamente sancionado. Emtretanto, o presidente da Liga de Clubes deve a todos os adeptos portugueses uma explicação detalhada sobre a ausência de vídeo-arbitragem nesta fase de grupos da Taça da Liga. Se houvesse VAR, o erro grosseiro cometido pelo árbitro em Portimão teria sido prontamente rectificado com o recurso aos monitores instalados na Cidade do Futebol.

 

Não gostei nada  que os imbecis do costume tivessem desenrolado nas bancadas do estádio algarvio uma enorme faixa onde se lia "Varandas rua". Iam decorridos apenas 34 minutos, a nossa equipa perdia então por 0-2 (com um penálti convertido por Jackson Martínez aos 16' e um infeliz autogolo de Mathieu aos 31'). Em vez de apoiarem os jogadores, incentivando-os a virar o resultado, estes energúmenos voltaram a colocar o ódio vesgo ao presidente acima de tudo o resto - algo ainda mais inaceitável quando ocorre em casa alheia, transmitindo assim ânimo adicional às equipas adversárias. Comportamento miserável desta turba letal ao Sporting.

Primeiras impressões

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O jogo de ontem contra o segundo classificado da Liga Belga, que colaborou num jogo corrido e interessante, foi o primeiro que consegui ver do princípio ao fim desta pré-temporada.

Ficam então aqui as minhas primeiras impressões sobre este Sporting 2019/2020:

 

1. Fica Bruno, senão estamos fodidos (Ristovski)

Um filósofo, este nosso defesa direito que falha muito com os pés e com a cabeça quando uma bola de futebol está presente, mas pensa muito bem. Nem imagino o que seja o Sporting esta temporada se o Bruno sair. Não consigo mesmo. Tudo passa pelo Bruno na equipa do Sporting.

 

2. Aposta na formação

Com menos de 23 anos, ontem jogaram Max, Conté, Thierry Correia, João Silva, Nuno Mendes, Miguel Luís, Quaresma, Bragança, Jovane, Doumbia, Raphinha, Wendel e Plata. 13 jogadores em 22 utilizados, dos quais 9 passaram pela Academia. Obviamente a qualidade é a que existe hoje e não há uns anos atrás: uns jogaram bem e outros nem por isso, um marcou um belo golo e logo cometeu um penálti infantil,  outro é defesa mas não sabe defender, outro marca um penálti como um ensaio de rugby, mas isso faz parte. Se isto não é apostar na formação, e se alguém se lembrar de alguma época passada onde isso tenha acontecido numa digressão de pré-época, faça favor de me recordar.  

 

3. Dá Deus nozes a quem não tem dentes

Ter um ponta de lança como Bas Dost, ainda por cima o jogador mais caro do plantel, e ter um futebol afunilado com extremos de pés trocados e/ou falsos extremos, e centrais ou trincos a jogar como laterais, é realmente um grande desperdício. Criticar o nosso artilheiro por aquilo que fez ou deixou de fazer quando não teve um centro em condições, nem da linha de fundo, nem de mais atrás, nem dum sítio qualquer, acho que é descabido. Venda-se ou aproveite-se. 

 

4. PMFs (Pequenos e médios flops)

Por muita paciência que se tenha com quem chega, a exibição de Vietto roçou o "abaixo de cão": incapacidade de ajudar a defesa, perdas de bola, dribles falhados, passes para ninguém, remates frontais para longe da baliza. 90% do jogo que lhe chega morre ali. Uma actuação ao nível do Bruno Gaspar da época passada e de diferentes Pongolles doutras épocas. Nem fiquei a perceber se é 7, 11, 9, 9,5, 10, ou outra coisa qualquer. Tiago Ilori continua também sem convencer. Um jogador que se dizia rápido e afinal marca com os olhos. E Diaby ainda não voltou.

Enfim, acorda Vietto e faz-me engolir o que aqui disse, o que farei com muito gosto. Senão, e argentino por argentino mesmo assim preferia um tal Alan Ruiz.

 

5. Depois do Rui Patrício

Com certeza com muito e bom trabalho de Nelson, neste momento dispomos de dois belos guarda-redes: um Renan mais confiante e assertivo que na época passada e um Max com muito talento, pronto para lhe ganhar o lugar na primeira oportunidade. Aquele sector onde se previa que iríamos ter mais dificuldades é aquele que está mais assegurado.

 

5. Atitudes

Diz Jovane: "Já cá estava, conheço os jogadores e agora há que trabalhar para entrar na equipa. Vou trabalhar, cabe ao mister decidir quem deve jogar."

Diz Plata: "Há muitos jogadores, mas é uma luta entre amigos. Estamos todos com o mesmo objectivo, a tentar jogar com a equipa e fazer o melhor possível... Isso é o bom desta equipa técnica, que dá sempre oportunidade aos jovens. Agora é continuar a dar o melhor."

Diz Matheus Pereira que... Não disse nada, parece que foi perguntar ao Keizer se contava com ele ou não para titular. Pai e empresário nem devem dormir a pensar nos tlims-tlims dos possíveis empréstimos ou transferências.

Sendo assim...

SL

Os destaques: Plata, Eduardo, Camacho

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Uma sensaboria, o primeiro jogo de preparação do Sporting com vista à época 2019/2020. Decorreu na Suíça, junto ao Lago Zurique, frente à modesta equipa do Rapperswil-Jona, despromovida à terceira divisão do campeonato helvético.

Apesar de ter defrontado um grupo amador, o conjunto leonino revelou várias debilidades - naturais, desde logo, pelo facto de os suíços estarem já mais adiantados na preparação da temporada. Debilidades que levaram a nossa equipa a sair derrotada, por 1-2. O resultado, nestes casos, é quase irrelevante, mas não deixa de ser significativo que tenhamos sido incapazes de marcar em lance corrido. O nosso golo solitário foi apontado de penálti, aos 13', por Bruno Fernandes. Vencíamos por 1-0 quando chegou o intervalo.

 

No fundo, foram dois jogos diferentes. Porque ao intervalo Marcel Keizer substituiu toda a equipa, fazendo alinhar hoje 22 jogadores no relvado suíço. Registou-se uma quebra inevitável da qualidade exibicional na segunda parte, em que alinharam oito elementos da nossa formação - alguns ainda juniores.

Não pode ser negado: os dois golos suíços nasceram de inaceitáveis lapsos defensivos leoninos, designadamente do nosso defesa mais experimentado, Ilori, que pareceu desconcentrado em ambos os lances, colocando os suíços em jogo. 

Destaque para as oportunidades dadas aos jovens da formação leonina. Hoje Keizer fez alinhar vários deles (Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, Abdu Conté, Ivanildo Fernandes, Rafael Camacho) em estreia na equipa principal do Sporting.

 

Esta partida, que contou com a assistência de algumas dezenas de emigrantes portugueses, serviu sobretudo para analisar os reforços do Sporting. Nota positiva, acima de todos, para o equatoriano Plata - de longe o melhor em campo na segunda parte. Também gostei das prestações de Eduardo e Camacho. Mas é muito cedo para tirar conclusões que possam parecer definitivas.

Excepto uma: o Sporting não carece de soluções nos extremos ofensivos. Temos Raphinha, Camacho, Jovane, Matheus Pereira e Plata. Acuña e Diaby também podem fazer estas posições. Mais reforços para quê?

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: manteve as nossas redes intactas enquanto esteve em campo, na primeira parte.

Menos: alguma intranquilidade num lance em que se viu forçado a sair dos postes.

Nota: 5

 

Thierry (20 anos).

Mais: em bom plano nos confrontos individuais.

Menos: podia ter subido um pouco mais na sua ala.

Nota: 5

 

Neto (31 anos).

Mais: reforço no eixo da defesa, rendeu sem problemas o ausente Coates.

Menos: faltou alguma articulação com Mathieu, o que não admira.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: corte impecável - bem ao seu jeito - aos 40', num lance difícil.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 6

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: fez circular bem a bola, compensando as ausências de Acuña, Borja e Jefferson na lateral esquerda.

Menos: nervosismo pontual, mais que justificável nesta estreia absoluta pela equipa principal

Nota: 6

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: o marfinense soube ligar as linhas enquanto médio mais recuado, parecendo o principal candidato a titular na posição 6.

Menos: falta-lhe alguma cultura posicional para render frente a equipas com mais jogo ofensivo.

Nota: 5

 

Wendel (21 anos).

Mais: protagonizou as tabelinhas mais vistosas no corredor central, municiando o ataque leonino.

Menos: continua por vezes demasiado agarrado à bola.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: capitão nos 45' iniciais, não se limitou a usar a braçadeira: foi um verdadeiro líder em campo. Marcou muito bem o penálti de que resultaria o nosso único golo.

Menos: só jogou a primeira parte e fez falta no segunto tempo. Soube a pouco.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: muito dinâmico, arrancou a grande penalidade que nos daria vantagem temporária no marcador.

Menos: ainda com falta de automatismos, o que se justifica.

Nota: 6

 

Vietto (26 anos).

Mais: o reforço argentino, jogando inicialmente como ala esquerdo, rematou muito bem colocado, fazendo a bola subir um pouco acima da barra, aos 28'.

Menos: vê-se que rende mais na zona central do ataque.

Nota: 6

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: o melhor que fez foi mandar uma bola a rasar o poste, aos 9'.

Menos: ainda muito preso de movimentos.

Nota: 4

 

Maximiano (20 anos).

Mais: estreou-se como segundo guarda-redes da equipa principal do Sporting, como prova de confiança do técnico nas suas capacidades.

Menos: sofrer dois golos em 45 minutos frente a uma equipa não-profissional marcou esta estreia de forma negativa.

Nota: 3

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: estreia absoluta na equipa principal, ainda júnior, como lateral direito durante toda a segunda parte: vai recordar sempre este jogo.

Menos: muito voluntarismo por vezes prejudicado pelo excesso de nervosismo.

Nota: 5

 

Ivanildo (23 anos).

Mais: coube-lhe um repto muito importante: ocupar no segundo tempo a posição que o veterano Mathieu havia preenchido nos 45' iniciais.

Menos: podia ter feito melhor em qualquer dos golos sofridos.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: algum atrevimento no início da construção ofensiva, fazendo impor a sua condição física.

Menos: colocou em jogo os adversários em ambos os golos, facilmente evitáveis.

Nota: 3

 

Conté (21 anos).

Mais: arriscou várias missões ofensivas a partir da lateral esquerda.

Menos: exibição no período complementar inferior à de Thierry no primeiro tempo.

Nota: 4

 

Eduardo (24 anos).

Mais: exibição personalizada do reforço vindo do Belenenses, como médio de contenção encarregado de participar na primeira fase dos lances ofensivos.

Menos: parece sentir-se mais à vontade num sector mais avançado do meio-campo do que na posição 6.

Nota: 6

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: foi capitão durante todo o segundo tempo, numa prova de confiança no seu discernimento.

Menos: fez afunilar o jogo em excesso pelo corredor central, desaproveitando as alas.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (23 anos).

Mais: liderou as operações na frente de ataque leonina durante todo o período complementar.

Menos: abriu linhas de passe nem sempre aproveitadas pelos companheiros.

Nota: 6

 

Plata (18 anos).

Mais: internacional sub-20 do Equador, protagonizou os melhores momentos do Sporting no segundo tempo. Dominou o corredor direito e levou a bola a embater na barra aos 51'. É mesmo reforço.

Menos: neste jogo foi pouco testado nas manobras defensivas.

Nota: 7

 

Camacho (19 anos).

Mais: ex-Liverpool, também formado no Sporting, revelou muito boa técnica como ala esquerdo, parecendo ser também um reforço de qualidade.

Menos: faltou-lhe entrosamento com os colegas, o que se compreende.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: nada egoísta, apoiou os colegas nos lances de bola parada defensiva.

Menos: mal se deu por ele no ataque.

Nota: 4

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