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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito  da grande vitória alcançada hoje pelo Sporting em Portimão, numa alucinante segunda parte em que virámos o resultado desfavorável registado ao intervalo (1-2, após termos estado a perder 0-2) para uma quase goleada: 4-2. E a jogarmos com menos um devido à injustíssima expulsão de Bolasie aos 45' por falta inexistente. Os nossos golos foram marcados por Rafael Camacho (77'), Plata (83') e Luiz Phellype (90'+5). O de Camacho, que se estreia a marcar de verde e branco, é uma obra de arte: o jogador, vindo da ala direita para o centro, sentou três defesas adversários numa sucessão de dribles e rematou cruzado, em arco, com o pé esquerdo para um ângulo de impossível defesa. O primeiro tinha sido marcado por Vietto aos 37'. Curiosidade: quatro goleadores que chegaram já este ano ao Sporting. E já somamos oito golos nestes últimos dois jogos.

 

Gostei  que todas as expectativas tivessem sido contrariadas: o Sporting qualificou-se para as meias-finais da Taça da Liga e  vai defender um título que venceu nas duas últimas épocas, beneficiando para o efeito da derrota caseira do Rio Ave frente ao Gil Vicente em jogo disputado à mesma hora. Também gostei do modo como Silas conseguiu reorganizar a equipa e motivar os jogadores, incutindo-lhes ânimo com as substituições operadas, ao trocar um lateral (Ristovski) por um avançado posicional (Luiz Phellype), aos 67', e um médio defensivo (Idrissa) por um ala ofensivo (Plata), aos 74', mesmo a jogar em inferioridade numérica. Ousadia coroada de êxito: três minutos depois da segunda substituição, o Sporting empatava; e nove minutos depois o jovem equatoriano, que não actuava há três meses na equipa principal, estreou-se a marcar, apontando o golo que ditou a vitória. E ainda viria assistir Luiz Phellype para fechar a contagem. Um golo e uma assistência em apenas vinte minutos: Gonzalo Plata merece ser considerado o jogador da noite.

 

Gostei pouco  de ver o Sporting entrar sem ponta-de-lança no onze inicial, por aparente indisposição momentânea de Luiz Phellype, que só pisou o relvado já decorrida mais de uma hora de jogo. Ficou novamente bem claro como o plantel leonino é curto para as nossas exigências competitivas. Lacuna a corrigir com urgência no mercado de Janeiro, esperando-se que também não voltem a esquecer-se de inscrever Pedro Mendes nas competições de âmbito nacional.

 

Não gostei  que o senhor João Pinheiro tivesse punido Bolasie por uma falta que o avançado leonino não cometeu: com gritante incompetência, o apitador levou a sério a medíocre farsa antidesportiva desempenhada no relvado pelo jogador Willyan, do Portimonense. Este péssimo profissional é que merecia ser severamente sancionado. Emtretanto, o presidente da Liga de Clubes deve a todos os adeptos portugueses uma explicação detalhada sobre a ausência de vídeo-arbitragem nesta fase de grupos da Taça da Liga. Se houvesse VAR, o erro grosseiro cometido pelo árbitro em Portimão teria sido prontamente rectificado com o recurso aos monitores instalados na Cidade do Futebol.

 

Não gostei nada  que os imbecis do costume tivessem desenrolado nas bancadas do estádio algarvio uma enorme faixa onde se lia "Varandas rua". Iam decorridos apenas 34 minutos, a nossa equipa perdia então por 0-2 (com um penálti convertido por Jackson Martínez aos 16' e um infeliz autogolo de Mathieu aos 31'). Em vez de apoiarem os jogadores, incentivando-os a virar o resultado, estes energúmenos voltaram a colocar o ódio vesgo ao presidente acima de tudo o resto - algo ainda mais inaceitável quando ocorre em casa alheia, transmitindo assim ânimo adicional às equipas adversárias. Comportamento miserável desta turba letal ao Sporting.

Primeiras impressões

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O jogo de ontem contra o segundo classificado da Liga Belga, que colaborou num jogo corrido e interessante, foi o primeiro que consegui ver do princípio ao fim desta pré-temporada.

Ficam então aqui as minhas primeiras impressões sobre este Sporting 2019/2020:

 

1. Fica Bruno, senão estamos fodidos (Ristovski)

Um filósofo, este nosso defesa direito que falha muito com os pés e com a cabeça quando uma bola de futebol está presente, mas pensa muito bem. Nem imagino o que seja o Sporting esta temporada se o Bruno sair. Não consigo mesmo. Tudo passa pelo Bruno na equipa do Sporting.

 

2. Aposta na formação

Com menos de 23 anos, ontem jogaram Max, Conté, Thierry Correia, João Silva, Nuno Mendes, Miguel Luís, Quaresma, Bragança, Jovane, Doumbia, Raphinha, Wendel e Plata. 13 jogadores em 22 utilizados, dos quais 9 passaram pela Academia. Obviamente a qualidade é a que existe hoje e não há uns anos atrás: uns jogaram bem e outros nem por isso, um marcou um belo golo e logo cometeu um penálti infantil,  outro é defesa mas não sabe defender, outro marca um penálti como um ensaio de rugby, mas isso faz parte. Se isto não é apostar na formação, e se alguém se lembrar de alguma época passada onde isso tenha acontecido numa digressão de pré-época, faça favor de me recordar.  

 

3. Dá Deus nozes a quem não tem dentes

Ter um ponta de lança como Bas Dost, ainda por cima o jogador mais caro do plantel, e ter um futebol afunilado com extremos de pés trocados e/ou falsos extremos, e centrais ou trincos a jogar como laterais, é realmente um grande desperdício. Criticar o nosso artilheiro por aquilo que fez ou deixou de fazer quando não teve um centro em condições, nem da linha de fundo, nem de mais atrás, nem dum sítio qualquer, acho que é descabido. Venda-se ou aproveite-se. 

 

4. PMFs (Pequenos e médios flops)

Por muita paciência que se tenha com quem chega, a exibição de Vietto roçou o "abaixo de cão": incapacidade de ajudar a defesa, perdas de bola, dribles falhados, passes para ninguém, remates frontais para longe da baliza. 90% do jogo que lhe chega morre ali. Uma actuação ao nível do Bruno Gaspar da época passada e de diferentes Pongolles doutras épocas. Nem fiquei a perceber se é 7, 11, 9, 9,5, 10, ou outra coisa qualquer. Tiago Ilori continua também sem convencer. Um jogador que se dizia rápido e afinal marca com os olhos. E Diaby ainda não voltou.

Enfim, acorda Vietto e faz-me engolir o que aqui disse, o que farei com muito gosto. Senão, e argentino por argentino mesmo assim preferia um tal Alan Ruiz.

 

5. Depois do Rui Patrício

Com certeza com muito e bom trabalho de Nelson, neste momento dispomos de dois belos guarda-redes: um Renan mais confiante e assertivo que na época passada e um Max com muito talento, pronto para lhe ganhar o lugar na primeira oportunidade. Aquele sector onde se previa que iríamos ter mais dificuldades é aquele que está mais assegurado.

 

5. Atitudes

Diz Jovane: "Já cá estava, conheço os jogadores e agora há que trabalhar para entrar na equipa. Vou trabalhar, cabe ao mister decidir quem deve jogar."

Diz Plata: "Há muitos jogadores, mas é uma luta entre amigos. Estamos todos com o mesmo objectivo, a tentar jogar com a equipa e fazer o melhor possível... Isso é o bom desta equipa técnica, que dá sempre oportunidade aos jovens. Agora é continuar a dar o melhor."

Diz Matheus Pereira que... Não disse nada, parece que foi perguntar ao Keizer se contava com ele ou não para titular. Pai e empresário nem devem dormir a pensar nos tlims-tlims dos possíveis empréstimos ou transferências.

Sendo assim...

SL

Os destaques: Plata, Eduardo, Camacho

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Uma sensaboria, o primeiro jogo de preparação do Sporting com vista à época 2019/2020. Decorreu na Suíça, junto ao Lago Zurique, frente à modesta equipa do Rapperswil-Jona, despromovida à terceira divisão do campeonato helvético.

Apesar de ter defrontado um grupo amador, o conjunto leonino revelou várias debilidades - naturais, desde logo, pelo facto de os suíços estarem já mais adiantados na preparação da temporada. Debilidades que levaram a nossa equipa a sair derrotada, por 1-2. O resultado, nestes casos, é quase irrelevante, mas não deixa de ser significativo que tenhamos sido incapazes de marcar em lance corrido. O nosso golo solitário foi apontado de penálti, aos 13', por Bruno Fernandes. Vencíamos por 1-0 quando chegou o intervalo.

 

No fundo, foram dois jogos diferentes. Porque ao intervalo Marcel Keizer substituiu toda a equipa, fazendo alinhar hoje 22 jogadores no relvado suíço. Registou-se uma quebra inevitável da qualidade exibicional na segunda parte, em que alinharam oito elementos da nossa formação - alguns ainda juniores.

Não pode ser negado: os dois golos suíços nasceram de inaceitáveis lapsos defensivos leoninos, designadamente do nosso defesa mais experimentado, Ilori, que pareceu desconcentrado em ambos os lances, colocando os suíços em jogo. 

Destaque para as oportunidades dadas aos jovens da formação leonina. Hoje Keizer fez alinhar vários deles (Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, Abdu Conté, Ivanildo Fernandes, Rafael Camacho) em estreia na equipa principal do Sporting.

 

Esta partida, que contou com a assistência de algumas dezenas de emigrantes portugueses, serviu sobretudo para analisar os reforços do Sporting. Nota positiva, acima de todos, para o equatoriano Plata - de longe o melhor em campo na segunda parte. Também gostei das prestações de Eduardo e Camacho. Mas é muito cedo para tirar conclusões que possam parecer definitivas.

Excepto uma: o Sporting não carece de soluções nos extremos ofensivos. Temos Raphinha, Camacho, Jovane, Matheus Pereira e Plata. Acuña e Diaby também podem fazer estas posições. Mais reforços para quê?

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: manteve as nossas redes intactas enquanto esteve em campo, na primeira parte.

Menos: alguma intranquilidade num lance em que se viu forçado a sair dos postes.

Nota: 5

 

Thierry (20 anos).

Mais: em bom plano nos confrontos individuais.

Menos: podia ter subido um pouco mais na sua ala.

Nota: 5

 

Neto (31 anos).

Mais: reforço no eixo da defesa, rendeu sem problemas o ausente Coates.

Menos: faltou alguma articulação com Mathieu, o que não admira.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: corte impecável - bem ao seu jeito - aos 40', num lance difícil.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 6

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: fez circular bem a bola, compensando as ausências de Acuña, Borja e Jefferson na lateral esquerda.

Menos: nervosismo pontual, mais que justificável nesta estreia absoluta pela equipa principal

Nota: 6

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: o marfinense soube ligar as linhas enquanto médio mais recuado, parecendo o principal candidato a titular na posição 6.

Menos: falta-lhe alguma cultura posicional para render frente a equipas com mais jogo ofensivo.

Nota: 5

 

Wendel (21 anos).

Mais: protagonizou as tabelinhas mais vistosas no corredor central, municiando o ataque leonino.

Menos: continua por vezes demasiado agarrado à bola.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: capitão nos 45' iniciais, não se limitou a usar a braçadeira: foi um verdadeiro líder em campo. Marcou muito bem o penálti de que resultaria o nosso único golo.

Menos: só jogou a primeira parte e fez falta no segunto tempo. Soube a pouco.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: muito dinâmico, arrancou a grande penalidade que nos daria vantagem temporária no marcador.

Menos: ainda com falta de automatismos, o que se justifica.

Nota: 6

 

Vietto (26 anos).

Mais: o reforço argentino, jogando inicialmente como ala esquerdo, rematou muito bem colocado, fazendo a bola subir um pouco acima da barra, aos 28'.

Menos: vê-se que rende mais na zona central do ataque.

Nota: 6

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: o melhor que fez foi mandar uma bola a rasar o poste, aos 9'.

Menos: ainda muito preso de movimentos.

Nota: 4

 

Maximiano (20 anos).

Mais: estreou-se como segundo guarda-redes da equipa principal do Sporting, como prova de confiança do técnico nas suas capacidades.

Menos: sofrer dois golos em 45 minutos frente a uma equipa não-profissional marcou esta estreia de forma negativa.

Nota: 3

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: estreia absoluta na equipa principal, ainda júnior, como lateral direito durante toda a segunda parte: vai recordar sempre este jogo.

Menos: muito voluntarismo por vezes prejudicado pelo excesso de nervosismo.

Nota: 5

 

Ivanildo (23 anos).

Mais: coube-lhe um repto muito importante: ocupar no segundo tempo a posição que o veterano Mathieu havia preenchido nos 45' iniciais.

Menos: podia ter feito melhor em qualquer dos golos sofridos.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: algum atrevimento no início da construção ofensiva, fazendo impor a sua condição física.

Menos: colocou em jogo os adversários em ambos os golos, facilmente evitáveis.

Nota: 3

 

Conté (21 anos).

Mais: arriscou várias missões ofensivas a partir da lateral esquerda.

Menos: exibição no período complementar inferior à de Thierry no primeiro tempo.

Nota: 4

 

Eduardo (24 anos).

Mais: exibição personalizada do reforço vindo do Belenenses, como médio de contenção encarregado de participar na primeira fase dos lances ofensivos.

Menos: parece sentir-se mais à vontade num sector mais avançado do meio-campo do que na posição 6.

Nota: 6

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: foi capitão durante todo o segundo tempo, numa prova de confiança no seu discernimento.

Menos: fez afunilar o jogo em excesso pelo corredor central, desaproveitando as alas.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (23 anos).

Mais: liderou as operações na frente de ataque leonina durante todo o período complementar.

Menos: abriu linhas de passe nem sempre aproveitadas pelos companheiros.

Nota: 6

 

Plata (18 anos).

Mais: internacional sub-20 do Equador, protagonizou os melhores momentos do Sporting no segundo tempo. Dominou o corredor direito e levou a bola a embater na barra aos 51'. É mesmo reforço.

Menos: neste jogo foi pouco testado nas manobras defensivas.

Nota: 7

 

Camacho (19 anos).

Mais: ex-Liverpool, também formado no Sporting, revelou muito boa técnica como ala esquerdo, parecendo ser também um reforço de qualidade.

Menos: faltou-lhe entrosamento com os colegas, o que se compreende.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: nada egoísta, apoiou os colegas nos lances de bola parada defensiva.

Menos: mal se deu por ele no ataque.

Nota: 4

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