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És a nossa Fé!

Os três melhores: Bruno, Acuña, Coates

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há quatro dias, junto dos nossos leitores e também dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2018/2019, quando já se disputaram mais de dois terços das jornadas do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ: registei 45. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

Bruno Fernandes: 134 pontos

Acuña:                        41 pontos

Coates:                       32 pontos

Renan:                        28 pontos

Mathieu:                    19 pontos

Wendel                         9 pontos

Nani:                             3 pontos

Raphinha:                    1 ponto

Montero:                      1 ponto

Salin:                             1 ponto

Francisco Geraldes    1 ponto

 

Breves comentários:

  • Há pouco mais de quatro meses, Bruno Fernandes - agora vencedor incontestado - nem sequer subiu ao pódio.
  • Inversamente, os dois mais votados em Novembro, Nani e Montero, obtêm agora votações residuais. Nenhum deles, aliás, se encontra já no Sporting.
  • Bas Dost, o segundo com mais votos há mês e meio, desta vez não recebe qualquer menção.
  • Coates tem uma subida fulgurante: de apenas um voto recolhido em Janeiro, ascende agora ao pódio, com 32 votos.
  • Entrada directa de Renan para o quarto posto, confirmando a simpatia dos adeptos pelo guarda-redes brasileiro, sucessor de Rui Patrício.
  • Francisco Geraldes, com um voto isolado, em estreia absoluta.
  • Jovane, Miguel Luís, Bruno Paz e Gudelj, mencionados na anterior votação, desta vez desaparecem do mapa.
  • Wendel progride, embora lentamente: sobe de cinco para nove votos.
  • Nenhum dos reforços de Inverno merece destaque: Borja, Ilori, Idrissa Doumbia e Luiz Phellype.
  • Desde a ronda inicial destas votações, há jogadores que nunca foram mencionados: Ristovski, Bruno Gaspar, André Pinto, Jefferson, Petrovic e Diaby.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas na caixa de comentários.

ADN de Campeão

Já dizia Jorge Jesus que esta coisa do ADN de Campeão não surge do nada, constrói-se, é preciso muito tempo e muito esforço para ele surgir e demostrar o que vale. Já dizia também alguém que construir demora muito, destruir quase nada, e o destituido encarregou-se do assunto no que ao futebol diz respeito a partir do sofá.

Vem isto a propósito de ter ido ao Pavilhão João Rocha ver a nossa brilhante equipa de andebol estar quase todo o tempo a perder e acabar a ganhar ao concorrente directo ao título, o Porto, e chegar a casa e ver o mesmo Porto a ganhar a 3 minutos do fim ao Roma e ganhar quase tantos milhões quantos nós vamos ter com um fundo qualquer, é a triste situação em que nos deixou o dito cujo. E nessa magnífica jornada de andebol até estava um jogador de futebol na bancada, o Acuña, lá com o seu chazinho de mate e acompanhado daquela senhora que indispôs a mana do tal destituído, suspenso e em breve expulso.

E fiquei a pensar se haveria algum ponto comum ou semelhança entre esta nossa brilhante/fantástica, o que quiserem, equipa de andebol, a equipa do Porto que conseguiu a passagem à eliminatória seguinte no prolongamento e a nossa actual tristonha e deprimente equipa de futebol profissional. 

Se calhar existe. Renan, Coates, Mathieu, Acuña, Bruno Fernandes, Bas Dost e o lesionado Battaglia têm aquela coisa que falta para dar "a extra mile" e conquistar. Já o demonstraram. Outros havia, mas o destituído correu com eles. Adrien e Patrício à cabeça. 

Por muito que aposte na formação, olho para todas as promessas actuais e parece que lhes falta muita coisa. Um tal Mama Baldé é a excepção.

Não será possível manter estes, pagando o que for preciso, ir buscar mais uns iguais a estes, já temos outros que não são estes mas que fazem umas flores de vez em quando, e ter um treinador que consiga extrair o melhor de todos eles, e fazer do todo uma coisa maior do que a soma das partes, como consegue um tal Canela no andebol ?

E mandar embora os emplastros que abundam no plantel? E não trazer mais porque sim?

Ou é pedir muito?

E ainda há quem fique incomodado com 1,6M€ para o Bruno Fernandes ficar? Ou o que custou a permanência de Acuña e Battaglia? Comparado com o que custaram Viviano e B. Gaspar, dois emplastros de todo o tamanho?

SL

Quem são os três melhores?

Quando vão decorridas 24 jornadas deste campeonato, chegou o momento de - pela terceira vez - dirigir aos leitores a seguinte pergunta: quem são, na vossa opinião, os três melhores jogadores do Sporting?

Peço-vos que respondam por ordem de preferência para eu poder atribuir um valor decrescente a cada um: três pontos ao primeiro, dois ao segundo, três ao terceiro. No final, daqui a dois ou três dias, farei aqui uma leitura dos resultados e a comparação com as vossas avaliações no final da jornada 8 e no final da jornada 16

A manta é curta... e quando tapa a cabeça, destapa os pés. (Parte 2)

Em 18/12/2018 dizia eu o seguinte:

 

"Quantidade de qualidade é o que falta ao plantel do Sporting esta época, e que está na raiz dos altos e baixos a que vimos assistindo. Problema esse agravado pelas lesões, se calhar muitas delas derivadas da indigente pré-época que tivemos. Peseiro pagou a factura, Keizer já veio de mansinho deixar o aviso à navegação.

 

Dividindo o plantel em quatro grupos, os "Bons", aqueles que fazem quase sempre a diferença, os craques, os "Suficientes", que justificam plenamente o lugar que ocupam e que fazem a diferença de vez em quando, os "Insuficientes", que por muito esforçados que sejam estão aquém das necessidades, e os "Maus", que estão a fazer número e que nunca se percebeu porque ali foram parar, se por miopia ou comixão, temos o seguinte:

Bons (21%): Acuña, Coates, Mathieu, Nani, Bas Dost, B. Fernandes

Suficientes (36%): Renan, Salin, M.Luís, Jovane, Montero, Raphinha, Gudelj, Diaby, Battaglia, Wendel

Insuficientes (25%): B. Gaspar, Ristkovski, Jefferson, B. César, A. Pinto, Petrovic, Mané

Maus (18%): Viviano, Marcelo, Lumor, Misic, Castaignos

Ora facilmente se constata que pouco mais de metade do plantel reúne condições para ajudar o Sporting a conquistar títulos, todo o restante muito precisa de melhorar ou então ser substituído.

 

Por outro lado, e quanto à origem temos o seguinte:

Da formação:  4

Portugueses contratados: 3

Europeus: 9

Africanos: 2

Sul-americanos: 10

Ou seja, o plantel é dominado por uma verdadeira legião estrangeira (75%), sendo a parcela da formação diminuta. Também aqui o desequilíbrio é gritante.

 

Sendo assim, parece realmente que as expectativas criadas na cabeça de alguns pelos últimos resultados são exageradas, o próprio modelo de jogo desgasta e cria condições para lesões e baixas de forma, e o plantel tem de levar uma volta importante em Janeiro para que possa corresponder às necessidades do Sporting.

Alguns pontos que acho essenciais para essa volta:

1. Despachar pelo menos meia dúzia de estrangeiros que nada acrescentam.  

2. Aumentar a quota dos craques, indo buscar dois ou três jogadores de eleição, altos e pesados, que levezinhos já temos muitos, um defesa direito tipo Mathieu, um trinco tipo William/Danilo e um ponta de lança móvel tipo Slimani.

3. Aumentar a quota da formação, do ADN do Sporting, fazendo regressar jogadores como Adrien e/ou F.Geraldes e/ou Matheus e promovendo jogadores como B.Paz e/ou Thierry.

4. Aumentar a quota dos portugueses contratados, contratando um ou outro rapaz com talento e raça que se tenha destacado nas selecções, como Eustáquio.

 

Até lá temos que ter alguma calma, acho eu, e sempre e em todas as situações, apoiar a equipa e deixar o assobio em casa.

SL "

 

Este post, em que sublinhei algumas frases, foi amplamente debatido no blog, várias pessoas criticaram a classificação, uns pelas designações utilizadas, outros entendendo que tinha sido injusto com um ou outro, A.Pinto à cabeça.

 

Passados quase 2 meses, muitos jogos incluindo Porto, Braga e Benfica (2), uma Taça da Liga ganha (convém não esquecer, por pouco importante que seja a competição) que dizer da classificação e da reestruturação do plantel efectuada ?

 

1. Os Bons (6) continuam bons e continuam lá, mas Mathieu e Nani andam presos por arames e Acuna estará de saida.

2. Os Suficientes (10) continuam suficientes e continuam lá, pese as lesões, uma ou outra exibição menos conseguida ou estarem a jogar claramente fora do seu lugar (Gudelj).

3. Dos Insuficientes (7), 2 sairam e os outros se calhar deviam ter saído também, muitos directamente associados aos golos sofridos e às derrotas do clube. B.Gaspar e A.Pinto no topo. 

4. Os Maus (5)  sairam todos, um para os sub-23.

 

Quanto aos pontos que elencava para a volta necessária no plantel:

 

1. Despachar pelo menos meia dúzia de estrangeiros que nada acrescentam. Foram despachados exactamente 6, 1 para os sub-23.

2. Aumentar a quota dos craques, indo buscar dois ou três jogadores de eleição, altos e pesados, que levezinhos já temos muitos, um defesa direito tipo Mathieu, um trinco tipo William/Danilo e um ponta de lança móvel tipo Slimani. Nada de nada e estamos na iminência de perder Acuña.

3. Aumentar a quota da formação, do ADN do Sporting, fazendo regressar jogadores como Adrien e/ou F.Geraldes e/ou Matheus e promovendo jogadores como B.Paz e/ou Thierry. Vieram Ilori e Geraldes, mas M.Luis deixou de jogar.

4. Aumentar a quota dos portugueses contratados, contratando um ou outro rapaz com talento e raça que se tenha destacado nas selecções, como Eustáquio. Nada de nada.

 

E vieram Doumbia, Luiz Phellipe, Borja e Plata, se calhar para a classe dos Suficientes, ainda é muito cedo para dizer alguma coisa.

 

Resumindo e concluindo, saindo Acuña a manta corre o risco ficar ainda mais curta e vai ser difícil escapar ao 4º lugar na Liga, eliminação na Taça e eliminação numa das eliminatórias seguintes da Liga Europa. E Keizer corre o risco de ter uma passagem "à Vercauteren" pelo Sporting Clube de Portugal. Obviamente espero que esteja redondamente enganado.

 

Não estou com isto a desancar Varandas e as contratações de inverno, parte do trabalho ficou feito. Como dizia o Luís Duque "tragam-me o livro de cheques e a vassoura e eu resolvo o problema", e o livro de cheques ficou perdido algures no assalto terrorista de Alcochete e na actuação alucinada do destituido até ao último dia em que se manteve entricheirado em Alvalade. 

 

SL

Reforços ou nem tanto (parte 3)

A poucos dias de fecho do mercado, e com a grande dúvida ou não de Acuña (passou muito ao lado da festa, os colegas bem puxaram por ele, mas parece estar mesmo de saida), vai-se conhecendo a esperada arrumação de casa no plantel do Sporting:

Saem: Viviano (GR), Marcelo (DC), Lumor (DE), Misic (M), Bruno César (M), Mané (E),  possivelmente Castaignos (PL) e (que pena) Acuña (DE/E).

Entram: Ilori (DC), Borja (DE), Doumbia (M), Francisco Geraldes (M), Luiz Phellype (PL)

Plantel emagrecido, mais jovem, menos despesa, mais peso da formação, tudo coisas boas, mas... plantel reforçado?  Tenho dúvidas...

Entretanto os milhões das rescisões continuam em parte incerta, Patrício e William ajudaram o presidente na resolução do problema no que respeita a cada um deles, mas os restantes continuam bem complicados. A falta de rendimento do Gelson Martins no Atlético Madrid tambem em nada ajudou.

Vamos ver o que acontece ainda até ao fecho do mercado.

SL

Os três melhores: Bruno, Bas Dost, Mathieu

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2018/2019, quando ia decorrido metade do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ: registei 39. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

Bruno Fernandes: 100 pontos

Bas Dost                    42 pontos

Mathieu:                   39 pontos

Nani:                          24 pontos

Acuña:                        10 pontos

Jovane:                        8 pontos

Wendel:                       5 pontos

Raphinha:                   2 pontos

Miguel Luís:                2 pontos

Gudelj:                         1 ponto

Bruno Paz:                  1 ponto

Coates:                         1 ponto

 

Breves comentários:

  • Há pouco mais de dois meses, Bruno Fernandes nem sequer subiu ao pódio. Agora, fechada a primeira volta, lidera sem contestação.
  • Inversamente, o vencedor em Novembro, Nani, desta vez nem ascende ao pódio. Apesar de ter continuado a jogar sem interrupções.
  • Mathieu e Bas Dost - lesionados no primeiro terço da época - disparam nas votações, completando assim um pódio totalmente diferente do que foi eleito há pouco mais de dois meses.
  • Montero, o segundo mais votado no escrutínio anterior, agora não recolhe sequer um voto de consolação: zero absoluto.
  • Entradas directas de quatro jogadores que ainda não tinham sido mencionados: Wendel, Miguel Luís, Gudelj e Bruno Paz.
  • Acuña em queda: cai do terceiro posto, com 38 pontos, para o quinto lugar, com apenas dez.
  • Raphinha também com clara tendência descendente: ao fim da oitava jornada era o quinto, com 21 pontos; agora é o oitavo, só com dois.
  • Salin, que anteriormente tinha recebido uma votação simpática, desta vez ficou esquecido. Aliás, nenhum guarda-redes é mencionado. Há 15 meses, no campeonato anterior, o mais pontuado foi Rui Patrício.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

Concluída a primeira volta do campeonato, eis-me novamente a questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiverem cumpridos dois terços da Liga 2018/2019. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Lacunas

Há lacunas graves no plantel leonino. Eis o que agora todos reconhecem.
É curioso: durante a breve passagem de José Peseiro pelo Sporting, muitos dos que agora assim falam recusavam reconhecer tal evidência. Foram sempre dizendo que a culpa era do treinador. Foram sempre insistindo que bastaria mudar o técnico para nascer em Alvalade um plantel pujante, capaz de conquistas formidáveis.
Acontece que agora ficou bem à vista qual é o problema. «Alguém acredita que com o actual plantel outro treinador faria muito diferente?», escrevi aqui a 8 de Outubro.

Caramba, perceberam finalmente. Três meses depois.

Cambada de imbecis

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Temos um plantel cheio de lacunas (um dos mais fracos laterais direitos da nossa última década, um lateral esquerdo adaptado à posição, só um ponta-de-lança digno desse nome, nenhum médio defensivo de raiz no onze titular). Na quinta-feira, em Alvalade, actuámos com dois jogadores vindos de lesão e sem o nosso melhor elemento, ausente por castigo.

Já jogámos esta época em três dos quatro estádios dos adversários mais fortes: falta-nos apenas ir ao Dragão.

Mesmo assim seguimos, isolados, no segundo lugar do campeonato, continuando a depender só de nós. Vencemos nove dos dez jogos disputados sob o comando do novo treinador.

 

Alegria entre os adeptos? Quase nenhuma.

Li o que se foi escrevendo por essa blogosfera leonina e pelos adeptos do Sporting nas redes sociais e fiquei com a sensação de ter visto um jogo diferente do que viram. Refiro-me ao que travámos na quinta-feira frente ao Belenenses SAD, que já venceu o Benfica, encostou o FC Porto às cordas e chegou a Alvalade com nove dos 11 jogadores titulares poupados pelo técnico no desafio anterior, para a Taça da Liga.

Renan? É frangueiro. Coates? Mais lento que William Carvalho (antigo alvo de estimação). Acuña? Tem paragens cerebrais. Gudelj? Só sabe jogar para trás. Miguel Luís? Demasiado inexperiente. Diaby? Nunca devia ter vindo.

Quem ouça ou leia estas carpideiras fica com a sensação de que o Sporting perdeu ou foi até goleado pela turma da SAD pasteleira treinada por Silas. Nada disso: vencemos, amealhámos mais três pontos, somamos 36 em 14 jornadas do campeonato.

 

Típica nota de masoquismo sportinguista: faz parte da nossa identidade, este péssimo costume de dizer mal de tudo quanto é nosso.

Mas o que eu acho mesmo imperdoável é verificar que - uma vez mais - centenas de alegados adeptos leoninos vaiaram neste jogo mais recente esse grande jogador que é o Nani. Filho da casa, formado entre nós, campeão europeu em título. Um dos mais inteligentes e experientes profissionais de futebol a actuar em Portugal.

Assobiam-no em vez de o aplaudirem por terem o privilégio de vê-lo actuar ao vivo - e ainda dizem ser do Sporting. Cambada de imbecis.

A manta é curta... e quando tapa a cabeça, destapa os pés.

Quantidade de qualidade é o que falta ao plantel do Sporting esta época, e que está na raiz dos altos e baixos a que vimos assistindo. Problema esse agravado pelas lesões, se calhar muitas delas derivadas da indigente pré-época que tivemos. Peseiro pagou a factura, Keizer já veio de mansinho deixar o aviso à navegação.

 

Dividindo o plantel em quatro grupos, os "Bons", aqueles que fazem quase sempre a diferença, os craques, os "Suficientes", que justificam plenamente o lugar que ocupam e que fazem a diferença de vez em quando, os "Insuficientes", que por muito esforçados que sejam estão aquém das necessidades, e os "Maus", que estão a fazer número e que nunca se percebeu porque ali foram parar, se por miopia ou comixão, temos o seguinte:

Bons (21%): Acuña, Coates, Mathieu, Nani, Bas Dost, B. Fernandes

Suficientes (36%): Renan, Salin, M.Luís, Jovane, Montero, Raphinha, Gudelj, Diaby, Battaglia, Wendel

Insuficientes (25%): B. Gaspar, Ristkovski, Jefferson, B. César, A. Pinto, Petrovic, Mané

Maus (18%): Viviano, Marcelo, Lumor, Misic, Castaignos

Ora facilmente se constata que pouco mais de metade do plantel reúne condições para ajudar o Sporting a conquistar títulos, todo o restante muito precisa de melhorar ou então ser substituído.

 

Por outro lado, e quanto à origem temos o seguinte:

Da formação:  4

Portugueses contratados: 3

Europeus: 9

Africanos: 2

Sul-americanos: 10

Ou seja, o plantel é dominado por uma verdadeira legião estrangeira (75%), sendo a parcela da formação diminuta. Também aqui o desequilíbrio é gritante.

 

Sendo assim, parece realmente que as expectativas criadas na cabeça de alguns pelos últimos resultados são exageradas, o próprio modelo de jogo desgasta e cria condições para lesões e baixas de forma, e o plantel tem de levar uma volta importante em Janeiro para que possa corresponder às necessidades do Sporting.

Alguns pontos que acho essenciais para essa volta:

1. Despachar pelo menos meia dúzia de estrangeiros que nada acrescentam.

2. Aumentar a quota dos craques, indo buscar dois ou três jogadores de eleição, altos e pesados, que levezinhos já temos muitos, um defesa direito tipo Mathieu, um trinco tipo William/Danilo e um ponta de lança móvel tipo Slimani.

3. Aumentar a quota da formação, do ADN do Sporting, fazendo regressar jogadores como Adrien e/ou F.Geraldes e/ou Matheus e promovendo jogadores como B.Paz e/ou Thierry.

4. Aumentar a quota dos portugueses contratados, contratando um ou outro rapaz com talento e raça que se tenha destacado nas selecções, como Eustáquio.

 

Até lá temos que ter alguma calma, acho eu, e sempre e em todas as situações, apoiar a equipa e deixar o assobio em casa.

SL 

Os três melhores: Nani, Montero, Acuña

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2018/2019, quando vai decorrido cerca de um quarto do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ: registei 48. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Nani:                        104 pontos

Montero:                   44 pontos

Acuña:                        38 pontos

Bruno Fernandes:   28 pontos

Raphinha:                  21 pontos

Jovane:                         9 pontos

Salin:                             9 pontos

Coates:                          6 pontos

Mathieu:                       4 pontos

Bas Dost                       2 pontos

 

Breves comentários:

  • Há um ano, por esta altura, os três jogadores mais valorizados pelos leitores e autores deste blogue foram Rui Patrício, Mathieu e Bruno Fernandes.
  • Dos jogadores destacados no ano passado, só Mathieu, Bruno Fernandes, Bas Dost e Acuña repetem.
  • Apenas Nani (um regresso a Alvalade, onde se formou) e Raphinha são jogadores que vieram como reforços desta nova época.
  • As modestas votações de Bas Dost e Mathieu reflectem o facto de terem estado lesionados durante grande parte deste tempo, com prejuízo óbvio para a equipa.
  • Ausência total de alguns nomes: Battaglia, André Pinto, Wendel, Gudelj, Renan e Ristovski.
  • Jovane, na minha opinião, merecia mais votos: foi a grande revelação deste início de temporada.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

Decorridas oito jornadas do campeonato, e estando portanto já quase superado um quarto da prova, creio ter chegado a altura de questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os três melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiver cumprida metade da Liga 2018/2019. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Responda quem souber

Garantem-me que José Peseiro exigiu à administração da SAD leonina, como reforços de Inverno, um defesa central, um lateral esquerdo e um avançado.

Cada vez percebo menos. Se detectou estas lacunas no plantel, por que motivo o treinador terá autorizado os empréstimos de Demiral e Domingos Duarte em simultâneo? E porque deixou sair Gelson Dala, também por empréstimo, para o Rio Ave? E porque terá vetado o regresso de Fábio Coentrão?

Dado o contexto, estas perguntas impõem-se. Responda quem souber.

Os lenços brancos

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Já se agitam lenços brancos, fenómeno cíclico no Sporting. Mas é de elementar bom senso que o presidente aguarde para ver o que este treinador vale com o plantel completo. Ou seja, com Mathieu e Bas Dost ifinalmente de regresso.
Frederico Varandas tem duas prioridades imediatas, ambas pelo mesmo motivo: chegar a acordo com ingleses e espanhóis sobre as rescisões de Rui Patrício e Gelson por valores considerados aceitáveis pelo Sporting e preparar o novo empréstimo obrigacionista, para que não redunde em novo fiasco.
O motivo é o mesmo: o Sporting precisa de uma robusta injecção financeira de curto prazo. Só assim a SAD leonina pode atacar o mercado de Inverno para colmatarmos as evidentes falhas neste plantel. E negociar enfim a saída de jogadores que não interessam: Viviano, Misic, Castaignos, Bruno César, Petrovic, Marcelo, Lumor, Ristovski, talvez Wendel (8,5 milhões e continua sem jogar?), provavelmente Bruno Gaspar. Já sem falar noutros casos que permanecem enguiçados, como os de Douglas e Alan Ruiz. Alguém acredita que com o actual plantel outro treinador faria muito diferente?
Altura também para trazer de volta Gelson Dala, que nesta jornada marcou um grande golo pelo Rio Ave, impondo um empate ao Braga na Pedreira - a passe de Fábio Coentrão, outro que recusámos. Passamos o tempo a disponibilizar talentos à concorrência enquanto insistimos em importar jogadores que não valem nada. Ou em mandá-los para o banco, como José Peseiro fez ontem durante toda a primeira parte com Nani, capitão da equipa e único campeão europeu que permanece em Alvalade. Aqui, sim, acredito que com outro treinador seria bem diferente: se o plantel realmente válido é curto, não há a menor justificação para o encurtarmos mais ainda.

Nova época, novos desafios!

No próximo sábado regressarei a Alvalade, se tudo correr a preceito, para a apresentação do plantel leonino para a próxima época. Não é que tenha rescindido com o clube, mas reconheço que estive muuuuuuuito perto!

Após uma final de época de 2017/2018 e um defeso que não desejo ao meu maior inimigo, eis-me mais ou menos preparado para aplaudir, repito e sublinho aplaudir, o novo Sporting.

Mesmo que alguns dos reforços deste ano sejam… os jogadores do ano passado. Pasme-se!

Ora bem, todos temos consciência que os acontecimentos de Maio passado alteraram, e de que maneira, a visão que muitos de nós, sportinguistas, tínhamos do clube. A verdade é que naquele fatídico dia 15 de Maio aconteceu algo na Academia que nunca deveria ter acontecido. Nunca!

Não conta agora para aqui saber quem foi o mandante ou mandantes, se foi premeditado ou não. O que retirei daquela imbecil violência é que todos estamos sujeitos a sermos vítimas involuntárias de gente sem escrúpulos.

Quanto ao plantel saúdo o regresso (sem nunca terem realmente partido!!!) de algumas figuras, caso de Bruno Fernandes e Bas Dost (já confirmadas), sendo que a minha apreensão, no que respeita ao treinador, mantém-se.

Perante as actuais premissas o que espero desta nova equipa para a próxima época?

Acima de tudo que lute, até ao último segundo, pela vitória. O jogo só termina quando o árbitro apita para tal. E isto serve para ganhar jogos atacando ou ganhar... defendendo. A competência tem de estar nos dois extremos.

Quanto a candidatos para o caneco, diria que temos de ser sempre candidatos… a ganhar o próximo jogo. E no final do campeonato far-se-ão as contas.

Termino com um veemente apelo aos adeptos sportinguistas:

- não apupem os jogadores, treinadores ou dirigentes do Sporting;

- não assobiem jogadas menos conseguidas dos jogadores leoninos.

A equipa necessita, essencialmente, de paz.

Sejamos todos nós, sócios e adeptos, a fornecer aos nossos atletas a serenidade necessária, para que possamos alcançar a Glória inscrita no nosso belo lema!

Hoje giro eu - Não ter golo

O Sporting entra na última jornada do campeonato nacional com 62 golos marcados, menos 12 que o Braga, 17 que o Benfica e 19 que o Porto. Em termos de golos sofridos, a equipa leonina consentiu 22, os mesmos que o Benfica e mais 4 que o Porto. Já agora, o Braga só consentiu mais 6 do que nós pelo que o seu "goal-average" é melhor (!) do que o nosso.

 

Como está bom de ver, o nosso problema tem sido a criação de oportunidades de golo bem como a sua concretização. Sabendo-se que Bas Dost tem o melhor rácio da Liga na proporção golo/remate e que Bruno Fernandes e Gelson têm números interessantes, como se explica isto? Tenho uma teoria.

 

Optando Jorge Jesus muitas vezes por um sistema de 4-4-2, seria obrigatório que o jogador posicionado nas costas de Dost marcasse um bom número de golos. Bruno Fernandes, jogando como terceiro médio ou segundo avançado, fê-lo, o problema é que houve muitos jogos em que JJ optou por colocar Alan Ruiz, Podence, Ruben Ribeiro ou até Bryan Ruiz nessa posição. No conjunto da época, considerando todas as competições, os Ruizes marcaram em conjunto 3 golos e Podence e Ribeiro nunca fizeram "abanar o véu da noiva". Curiosamente, alguns destes jogos coincidiram com uma inesperada perda de pontos. Foi assim em Moreira de Cónegos, um campo para homens de barba rija onde Alan entrou de saltos altos, ou em Setúbal, onde o ex-vilacondense jogou atrás do holandês. Por outro lado, na ausência de Dost, os pontas-de-lança alternativos também não mostraram eficácia. Doumbia foi titular no Estoril e no Dragão, jogos em que o Sporting perdeu e o costa-marfinense ficou em branco. 

 

Perante este cenário, eis o que mudaria para a temporada 18/19: contratar um ponta-de-lança que seja, efectivamente, uma boa alternativa ao titular, de preferência sem tendência para engordar, algo que costuma acontecer com avançados "peitudos" que visitam muito o banco de suplentes. Ir ao mercado buscar um segundo avançado com golo e que não jogue apenas em pequenos espaços, capaz de desenhar umas hipérboles que desestabilizem as marcações adversárias, ao melhor estilo de um Teo mas com pelo menos dois neurónios na cabeça. Terminar com a invenção de Podence a segundo avançado, desviando-o para uma ala (esquerda, se Gelson ficar). Adaptar Acuña à lateral esquerda, pois não desequilibra no 1x1. Fazer evoluir o sistema de 3-5-2 (onde se retiraria o melhor de Acuña e de Ristovski, por exemplo), que a meu ver deveria ser utilizado em todos os jogos em Alvalade, com a possível - mas não obrigatória, veja-se o encontro com o Atlético de Madrid - excepção das partidas contra Benfica e Porto. A não sair ninguém, não mudaria mais nada para além do regresso obrigatório de Geraldes, Gauld, Mané, Domingos Duarte e Matheus (só com um T, não aquele que Bebeto andou a embalar no Mundial dos Estados Unidos) e a saída daqueles jogadores que ficaram aquém dos serviços mínimos, como Doumbia, Ruben Ribeiro, Bruno César (se é para jogar numa ala não serve) e, talvez, Petrovic (aos 30 anos estará a tirar o lugar ao jovem Palhinha) e Bryan Ruiz (poderia ir completar a sua Enciclopédia de Mil e Uma Maneiras de Falhar um Golo para outras paragens).

 

Em resumo, duas contratações apenas, cinco regressos e cinco saídas, com alguma oportunidade de venda de um dos nossos jogadores "top" a ser colmatada pela contratação de um jogador de idêntico perfil (exceptuando se for William a sair, pois temos Battaglia, Wendel, Palhinha e até Misic para essa posição), proveniente de um mercado emergente ou adjacente (mais barato). Estou certo de que assim, não só melhoraríamos o nosso desempenho desportivo como também as nossas Contas, nomeadamente a nível de Passivo (depois do encaixe de uma venda "top") e de Resultados Liquidos, estancando a enxurrada de jogadores que todos os anos chegam a Alvalade. 

 

#savingprivateryan

 

O golo de Rui

Em nome do plantel criticado publicamente, Rui Patrício, capitão e estrela maior do Sporting, acaba de contraatacar:

 

"Somos Sporting Clube de Portugal, em nome do plantel, somos a informar o seguinte... Suamos, lutamos e honramos sempre a camisola que vestimos"

 

"Não podemos pensar apenas no “Eu”, mas sim “Nós” e sempre na equipa, porque só assim poderemos vencer"


"Por esta razão, em nome de todo o plantel do SCP, espelhamos neste texto o nosso desagrado, por vir a publico as declarações do nosso Presidente, após o jogo de ontem, no qual obtivemos um resultado que não queríamos… a ausência de apoio, neste momento…, daquele que deveria ser o nosso líder. Apontar o dedo para culpabilizar o desempenho dos atletas publicamente, quando a união de um grupo se rege pelo esforço conjunto, seja qual for a situação que estejamos a passar, todos os assuntos resolvem-se dentro do grupo"

Bruno de Carvalho sobrevive às palavras do plantel? 

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