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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Não ter golo

O Sporting entra na última jornada do campeonato nacional com 62 golos marcados, menos 12 que o Braga, 17 que o Benfica e 19 que o Porto. Em termos de golos sofridos, a equipa leonina consentiu 22, os mesmos que o Benfica e mais 4 que o Porto. Já agora, o Braga só consentiu mais 6 do que nós pelo que o seu "goal-average" é melhor (!) do que o nosso.

 

Como está bom de ver, o nosso problema tem sido a criação de oportunidades de golo bem como a sua concretização. Sabendo-se que Bas Dost tem o melhor rácio da Liga na proporção golo/remate e que Bruno Fernandes e Gelson têm números interessantes, como se explica isto? Tenho uma teoria.

 

Optando Jorge Jesus muitas vezes por um sistema de 4-4-2, seria obrigatório que o jogador posicionado nas costas de Dost marcasse um bom número de golos. Bruno Fernandes, jogando como terceiro médio ou segundo avançado, fê-lo, o problema é que houve muitos jogos em que JJ optou por colocar Alan Ruiz, Podence, Ruben Ribeiro ou até Bryan Ruiz nessa posição. No conjunto da época, considerando todas as competições, os Ruizes marcaram em conjunto 3 golos e Podence e Ribeiro nunca fizeram "abanar o véu da noiva". Curiosamente, alguns destes jogos coincidiram com uma inesperada perda de pontos. Foi assim em Moreira de Cónegos, um campo para homens de barba rija onde Alan entrou de saltos altos, ou em Setúbal, onde o ex-vilacondense jogou atrás do holandês. Por outro lado, na ausência de Dost, os pontas-de-lança alternativos também não mostraram eficácia. Doumbia foi titular no Estoril e no Dragão, jogos em que o Sporting perdeu e o costa-marfinense ficou em branco. 

 

Perante este cenário, eis o que mudaria para a temporada 18/19: contratar um ponta-de-lança que seja, efectivamente, uma boa alternativa ao titular, de preferência sem tendência para engordar, algo que costuma acontecer com avançados "peitudos" que visitam muito o banco de suplentes. Ir ao mercado buscar um segundo avançado com golo e que não jogue apenas em pequenos espaços, capaz de desenhar umas hipérboles que desestabilizem as marcações adversárias, ao melhor estilo de um Teo mas com pelo menos dois neurónios na cabeça. Terminar com a invenção de Podence a segundo avançado, desviando-o para uma ala (esquerda, se Gelson ficar). Adaptar Acuña à lateral esquerda, pois não desequilibra no 1x1. Fazer evoluir o sistema de 3-5-2 (onde se retiraria o melhor de Acuña e de Ristovski, por exemplo), que a meu ver deveria ser utilizado em todos os jogos em Alvalade, com a possível - mas não obrigatória, veja-se o encontro com o Atlético de Madrid - excepção das partidas contra Benfica e Porto. A não sair ninguém, não mudaria mais nada para além do regresso obrigatório de Geraldes, Gauld, Mané, Domingos Duarte e Matheus (só com um T, não aquele que Bebeto andou a embalar no Mundial dos Estados Unidos) e a saída daqueles jogadores que ficaram aquém dos serviços mínimos, como Doumbia, Ruben Ribeiro, Bruno César (se é para jogar numa ala não serve) e, talvez, Petrovic (aos 30 anos estará a tirar o lugar ao jovem Palhinha) e Bryan Ruiz (poderia ir completar a sua Enciclopédia de Mil e Uma Maneiras de Falhar um Golo para outras paragens).

 

Em resumo, duas contratações apenas, cinco regressos e cinco saídas, com alguma oportunidade de venda de um dos nossos jogadores "top" a ser colmatada pela contratação de um jogador de idêntico perfil (exceptuando se for William a sair, pois temos Battaglia, Wendel, Palhinha e até Misic para essa posição), proveniente de um mercado emergente ou adjacente (mais barato). Estou certo de que assim, não só melhoraríamos o nosso desempenho desportivo como também as nossas Contas, nomeadamente a nível de Passivo (depois do encaixe de uma venda "top") e de Resultados Liquidos, estancando a enxurrada de jogadores que todos os anos chegam a Alvalade. 

 

#savingprivateryan

 

O golo de Rui

Em nome do plantel criticado publicamente, Rui Patrício, capitão e estrela maior do Sporting, acaba de contraatacar:

 

"Somos Sporting Clube de Portugal, em nome do plantel, somos a informar o seguinte... Suamos, lutamos e honramos sempre a camisola que vestimos"

 

"Não podemos pensar apenas no “Eu”, mas sim “Nós” e sempre na equipa, porque só assim poderemos vencer"


"Por esta razão, em nome de todo o plantel do SCP, espelhamos neste texto o nosso desagrado, por vir a publico as declarações do nosso Presidente, após o jogo de ontem, no qual obtivemos um resultado que não queríamos… a ausência de apoio, neste momento…, daquele que deveria ser o nosso líder. Apontar o dedo para culpabilizar o desempenho dos atletas publicamente, quando a união de um grupo se rege pelo esforço conjunto, seja qual for a situação que estejamos a passar, todos os assuntos resolvem-se dentro do grupo"

Bruno de Carvalho sobrevive às palavras do plantel? 

Os melhores: Bruno, Rui Patrício, Bas Dost

O prometido é devido: aqui fica o resultado do inquérito que lancei há dias no És a Nossa Fé, junto dos leitores e dos meus colegas de blogue, para apurar quem são os três jogadores mais valorizados do nosso plantel, numa altura em que estão decorridos três quartos do campeonato nacional 2017/18.

Dou assim sequência a uma iniciativa semelhante, concretizada no termo da oitava jornada, ao cumprir-se um quarto do total dos jogos desta prova, e prosseguida quando chegámos a meio desta Liga.

Desta vez houve bastante menos adesão à iniciativa do que nas duas ocasiões anteriores. Se no primeiro inquérito obtive 56 respostas e no segundo o número aumentou para 60, desta vez caiu para 28. O que reflecte seguramente algum desânimo pelo desempenho da equipa ao longo das semanas mais recentes.

Como de costume, pedi-vos para indicarem os nomes dos três jogadores do Sporting que mais valorizam, por ordem decrescente.

Atribuí três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação, desta vez, ficou assim estabelecida:

 

Bruno Fernandes:    25 pontos

Rui Patrício:               19 pontos

Bas Dost                     14 pontos

Gelson Martins:          9 pontos

Fábio Coentrão           3 pontos

Mathieu:                       2 pontos 

 

Breves comentários:

  • À oitava jornada, estiveram dez jogadores entre os preferidos pelos adeptos leoninos que frequentam este blogue. A lista reduziu-se em Janeiro para oito e desta vez abrangeu só seis.
  • Bruno Fernandes, terceiro em Outubro, manteve  o primeiro posto já alcançado em Janeiro.
  • Embora baixando (de 44 para 19 pontos, entre Outubro e Março), Rui Patrício segura o segundo lugar no pódio da votação anterior.
  • Bas Dost mantém-se como terceiro mais votado. Na primeira votação da época, curiosamente, tinha ficado quase esquecido.
  • Gelson oscila: recebeu 4 votos na primeira votação, subiu para 20 na segunda e cai agora, obtendo apenas 9.
  • Dos seis agora mencionados, metade são reforços desta época: Bruno, Fábio e Mathieu. Mas o francês, que fora o segundo com mais votos em Outubro, caiu a pique de então para cá, baixando de 35 para 2 pontos.
  • William Carvalho e Piccini desaparecem pela primeira vez da lista dos preferidos.
  • Battaglia e Acuña, mencionados em Outubro, ficaram esquecidos em Janeiro e continuam de fora.
  • Coates parece um mal-amado: é o único jogador do onze-tipo do Sporting nesta época que nunca mereceu uma referência.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas na caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

A dez jornadas do fim do campeonato, e superados portanto dois terços da prova, venho perguntar-vos pela terceira vez quais consideram ser os três melhores jogadores deste Sporting 2017/2018.

Por ordem decrescente e com apenas três nomes, para não ser demasiado fácil.

Recordo que comecei por fazer esta pergunta aqui no blogue a 9 de Outubro e voltei a fazê-la a 12 de Janeiro. No final será interessante verificar a oscilação de opiniões que foram sendo registadas ao longo da época.

Os melhores: Bruno, Rui Patrício, Bas Dost

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado do inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando já decorreu metade do campeonato. Dando sequência a uma iniciativa semelhante, concretizada no termo da oitava jornada, ao cumprir-se um quarto do total dos jogos desta prova.

Houve novamente muitas respostas. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Bruno Fernandes:    49 pontos

Rui Patrício:               29 pontos

Bas Dost                     21 pontos

Gelson Martins:        20 pontos

Mathieu:                    19 pontos

William Carvalho:      5 pontos

Piccini:                          3 pontos

Fábio Coentrão           1 ponto

 

 

Breves comentários:

  • À oitava jornada, estiveram dez jogadores entre os preferidos pelos adeptos leoninos que frequentam este blogue. A lista reduz-se agora para oito.
  • Bruno Fernandes, terceiro em Outubro, sobe desta vez para primeiro. A larga distância dos restantes.
  • Embora baixando (de 44 para 29 pontos, do primeiro para o segundo posto), Rui Patrício continua a ser visto como imprescindível.
  • Bas Dost tinha ficado praticamente esquecido na votação anterior. Destaca-se desta vez, subindo para o pódio.
  • Entre os cinco primeiros, só dois reforços desta época: Bruno e Mathieu.
  • William Carvalho baixa muito: há três meses recolheu 28 pontos, ficando-se agora pelos 5.
  • Inversamente, Gelson Martins sobe bastante: de 4 para 20.
  • Battaglia e Acuña, mencionados há três meses, não constam desta lista. Omissão mais significativa no caso do primeiro, que em Outubro fora o quinto mais votado.
  • Coates, ausente há três meses e ausente desta vez também. O uruguaio parece ser um mal-amado entre os adeptos.
  • Coentrão tinha ficado esquecido no final do primeiro quarto do campeonato. Aparece desta vez, embora com votação residual.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas na caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

Concluída a primeira volta do campeonato, eis-me novamente a questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiverem cumpridos dois terços da Liga 2017/2018. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Hoje giro eu - Onze indomáveis e outros leões

Embora apenas 11 possam estar em campo em simultâneo, uma equipa de futebol para ser competitiva tem de ser muito mais do que a soma das onze individualidades que vão a jogo mais aqueles que ficam no banco e os que nem se equipam. Aqui entra a função do treinador: num balneário de 25 jogadores, todos têm a legítima ambição de serem titulares. Cabe ao líder do grupo manter todos motivados, alinhados, irmanados, focados num objectivo comum. Enfim, penso que isso será matéria interessante para um próximo "post", mas para este importa-me trazer ao conhecimento dos nossos leitores e comentadores as minhas ideias sobre quais os jogadores do actual plantel que me parecem estar à altura de, no caso concreto, ajudar o Sporting a ser campeão esta época, enaltecendo as suas qualidades e apontando alguns aspectos a melhorar. Aqui vai então, à laia de exercício teórico:

 

Rui Patrício: quem viu aquele miúdo espigadote estrear-se de leão, e algum tempo depois ouvir os primeiros assobios, estaria longe de imaginar que, um dia, o guardião se tornaria consensual. Mérito dele que muito trabalhou, potenciando as suas qualidades entre os postes e na "mancha" e melhorando os outrora pontos fracos na saída aos cruzamentos e no jogo com os pés. Sem contestação, Rui é hoje o melhor guarda-redes do campeonato português e um dos melhores da Europa. Um valor seguro que se deseja poder, um dia, terminar a sua carreira em Alvalade, sem nunca ter jogado noutro clube.

 

Piccini: o italiano enganou-nos bem. Com um início titubiante, várias vozes se levantaram contra a sua contratação, conhecida que foi a dispensa de Schelotto. A verdade é que Piccini a todos tem conquistado, ele que teve uma estreia de fogo contra adversários do calibre de um Barcelona, Juventus, Porto ou Benfica. Em todos esses jogos cumpriu, inclusivé em Barcelona mostrou que se adapta com facilidade a um esquema de 3 centrais. O italiano talvez seja mais um defesa do que propriamente um lateral, no sentido em que não dá uma grande profundidade à equipa, mas tem uma leitura de jogo típica da escola transalpina, com grande cultura táctica, defende muito bem e executa diagonais no terreno que permitem um outro leque de desdobramentos ofensivos à equipa. Um bom jogador, ainda jovem, e que ainda nos vai render bom dinheiro.

 

Ristovski: uma boa alternativa a Piccini. Perde para o italiano em técnica, nomeadamente a de recepção de bola, ganha-lhe na profundidade que é capaz de dar ao jogo atacante leonino. Esta característica, no entanto, seria mais decisiva se o Sporting jogásse num 4-4-2, sistema que pede mais profundidade aos laterais. No actual sistema de 4-3-3, talvez se exija uma melhor leitura dos espaços interiores. Não defende mal, mas perde para Piccini em altura e envergadura física. De qualquer forma, outra boa contratação e um substituto à altura, quer para dar outro tipo de soluções à equipa, quer para garantir a rotatividade e proporcionar descanso à primeira opção.

 

Coates: o nosso Ministro da Defesa. O uruguaio parece ter isolado o calvário de lesões que o assolaram antes da chegada a Alvalade e constitui-se hoje como um dos baluartes da espinha dorsal leonina. Azares à parte (2 autogolos), Coates é o patrão da defesa, compensando alguma falta de velocidade de base com um excelente posicionamento no terreno. Forte no jogo aéreo nas duas áreas e com um excelente lançamento (de pé direito) desde lá atrás, o Ministro já contribuiu em 7 golos do Sporting, esta época. Jogador fundamental, de grande alma, merece a aposta que nele foi feita pelo presidente aquando do accionamento da cláusula de rescisão que tinha com o Sunderland.

 

Mathieu: o outro patrão da defesa leonina. O gaulês, de 33 anos, enganou todos aqueles que não quiseram (ou não souberam) fazer o trabalho de casa. Talvez sugestionados pela sua idade, os jornais apontavam-lhe falta de velocidade, a ele que tinha sido segundo classificado nesse item nos testes do Barça. Com excelente leitura dos lances, o que lhe permite antecipar muitas vezes o que fazer, Mathieu tem características de líbero, basculando em acelerações fortes na dobra aos seus colegas de sector. Como se já não chegassem estas qualidades, o francês é dotado de um soberbo pé esquerdo e gosta de subir no terreno com a bola controlada. Importante nas bolas paradas, seja por via dos livres que ele próprio executa (já marcou um golo de livre directo), seja pelo seu bom jogo de cabeça na área adversária, características que fazem com que já tenha contribuido para cinco golos. Jogador muito importante, mas que exige uma boa gestão de esforço, pelo que a forma como JJ conseguir promover a rotação será importante. Diria que, depois de Bruno Fernandes, é o jogador com mais classe do plantel do Sporting.

 

André Pinto: é, provavelmente, o melhor terceiro central da Primeira Liga. Tem jogo aéreo, bom posicionamento e boa leitura dos lances. Não tem a saída de bola dos outros dois centrais, nem a velocidade de Mathieu, aspectos limitativos, mas é um jogador interessante e que sempre que foi chamado não comprometeu. Uma boa contratação, importante pela sua boa integração no grupo e que dá garantias face a qualquer lesão dos agora titulares.

 

Fábio Coentrão: a gestão de esforço implementada por JJ parece estar a dar resultados. Quando se temia fadiga muscular, decorrente da ausência de rotação no posto devido à lesão de Jonathan, eis que Fábio surge cada vez mais solto e afoito nos movimentos atacantes. Prova disso, os 7 golos que já tiveram contribuição sua. Para além disso, percebe-se claramente que conhece muito bem os terrenos defensivos que pisa, que sabe encostar-se ao ala adversário e retirar-lhe espaço como ninguém nos últimos anos em Alvalade. Um jogador fundamental até ao final da época e que também tem um toque de classe.

 

William: há bons jogadores com má imprensa e outros assim-assim com boa imprensa. Não me interpretem mal, William, nos seus dias é um jogador insuperável no plano nacional. O que se passa é que a intensidade do seu jogo não está lá, nomeadamente na transição defensiva, a cobertura perfeita da bola na rotação do seu corpo por vezes vacila, originando perdas de bola à saída da nossa área e o passe tem-lhe saído incerto e mais para os lados, ele que era fenomenal no encontrar de soluções entrelinhas, através do seu passe vertical. William parece acusar algum desgaste e a ausência de competição para o lugar. Temo que a insistência de JJ por a sua colocação a "6", com Battaglia a "8" esteja a estragar duas posições. Na Luz, simplesmente, este duo não funcionou e a equipa ressentiu-se disso. Posto isto, o nosso capitão é um jogador que a qualquer momento pode voltar a elevar o seu nível de jogo, tornando-se assim imprescindível. Dependerá muito dessa evolução, o futuro do Sporting no campeonato.

 

Palhinha: já se percebeu que JJ não o põe a jogar por "dá cá aquela palha". Creio que o ex-sacavenense merecia mais oportunidades, ele que não joga, salvo erro, desde a partida contra o Barcelona em Alvalade. Os ciclos de motivação dos jogadores têm de ser mais bem explorados e Palhinha, após os dois golos em Oleiros, teve muito pouca utilização. Médio defensivo forte na marcação, de características diferentes das de William e mais parecidas com as de Danilo e de Fejsa, a sua utilização - para além de permitir algum descanso a William - permitiria soltar mais Battaglia (que parece muito amarrado tacticamente) ou mesmo Bruno Fernandes (no 4-4-2 com Podence).

 

Battaglia: o argentino provou a sua utilidade nos jogos da Champions, mas parece estar demasiadamente amarrado atrás, eventualmente por via da forma menos exuberante de William. Nos jogos de início de época surgiu mais envolvido nos movimentos atacantes, ele que já marcou 2 golos e que contribuiu para um total de 5 (contra 2 de William). Atrás, como "6", cumpriu com distinção enquanto William esteve de fora, como foram os casos das visitas a Guimarães (5-0) ou Bucareste (5-1). Um jogador de equipa, de grande alma e que, entrando de início ou substituindo alguém, é sempre solidário e tem uma boa atitude. Aliás, fala tão bem ou melhor fora do campo do que dentro das quatro-linhas.

 

Bruno César: jogador muito sacrificado em prol da equipa e algo injustiçado pelos adeptos. Sem velocidade base, Bruno é pêra doce para os adversários quando lançado em profundidade na ala esquerda. Por isso, com ele em campo, a equipa não estica tanto o jogo pelo seu flanco, mastiga-o mais e espera pelos seus movimentos interiores. Ele não é um ala, nem um lateral, é um médio interior, com uma razoável leitura de jogo e um óptimo remate, como o demonstra os quatro golos em 2 edições da Champions contra equipas do nível de um Real Madrid, Borussia Dortmund, Juventus ou até Olympiacos. Parece ser um jogador comprometido com a equipa, que faz bom banco, inteligente e útil na exploração de espaços interiores. 

 

Bruno Fernandes: aquele movimento contra o Marítimo, em que vê uma bola potencialmente perdida, acredita, sente que lhe vai chegar primeiro que o adversário e, antes de tocar na bola, já incorporou dar as costas ao oponente, rodar e servir Bryan Ruiz - que sentiu pelo canto do olho desmarcar-se - é elucidativo do tipo de jogador que é. Bruno é, simplesmente, o elemento com maior classe do plantel leonino. Pode dizer-se que já nasceu para o futebol, tal a forma natural como encara jogar num clube com a pressão que um eterno candidato ao título confere. Há quem diga que perde muitas bolas. É verdade, como também não é falso que tal decorra de uma assunção de riscos não ao alcance de qualquer outro jogador. O maiato vê coisas em campo que outros olham, mas não vêem, essa é a realidade. Imprescindível, é o jogador mais influente da equipa com 30 contribuições nos golos, uma média de uma contribuição por cada 71 minutos jogados.

 

Gelson: no futebol, por vezes simplificar é o mais difícil. O ala leonino parece que tem uma velocidade a mais do que qualquer outro jogador, mas nem sempre conjuga bem as suas acelerações com o tempo certo de execução do drible ou do centro. Tem vindo a melhorar o seu jogo interior, as compensações defensivas e o remate. Já tem 9 golos marcados esta época, o que para um ala são números muito interessantes (Acuña tem apenas 5). Ainda vai melhorar mais como jogador e continuar a beneficiar muito do facto de jogar com melhores e mais experientes futebolistas, dada a crescente qualidade do plantel leonino. Fundamental para continuar a alimentar o sonho do título.

 

Acuña: o ala argentino chegou a Alvalade em sobrecarga de esforço. Ainda assim tem dado nas vistas pela sua robustez, força, protecção de bola, movimentos interiores e solidariedade defensiva. Não é um habilidoso, um virtuoso da finta, mas tem óptima técnica, nomeadamente de recepção, remate e cruzamento. Embora pense que o plantel teria a ganhar com a inclusão de um ala que assegurasse maior profundidade - Acuña tem dificuldade em chegar à linha pois não é rápido -, o argentino é sempre um elemento a contar no futuro, até pela leitura táctica que evidencia, nomeadamente necessária quando jogamos em 4-4-2 com Bruno Fernandes a "8" e ele, com os seus movimentos interiores, garante sempre um terceiro homem no centro.

 

Podence: tem na finta e na capacidade de cruzamento as suas melhores qualidades. Nos antípodas, a capacidade concretizadora e a velocidade (numa primeira leitura parece ser mais rápido do que efectivamente é). JJ vê nele um jogador de vir do centro para a ala (e não o contrário) e talvez não esteja errado nisso. A verdade é que provou contra o Portimonense que pode fazer a função e com brilhantismo. Devia treinar mais o remate à baliza, a fim de os seus números de eficácia atacante poderem subir. Ainda assim, sem golos, contribuiu até agora para 9 dos golos leoninos. Jogador a manter e a desenvolver, pois pode dar mais.

 

Bryan Ruiz: está a ter uma "second life" com Jesus, um remake da "Vida de Bryan", do grande ecrã para os relvados portugueses, onde também se joga em Belém. Parecia um caso perdido, mas deixou alguma esperança nos adeptos, essencialmente pela inteligente desmarcação e golo contra o Marítimo. Ainda a suscitar dúvida, um caso a rever.

 

Doumbia: não é o segundo avançado que pensei pudesse vir a ser. Antes, é um animal de área, cujos movimentos se circunscrevem a esse espaço. Fora de casa, pode ser uma arma lançado em contra-ataque. Perde para Dost no jogo aéreo - não só na área, mas também como farol das bolas despejadas pela defesa ou guardião - e na compreensão do jogo colectivo da equipa. Ainda assim tem-se revelado útil, marcando 2 golos na Champions e outros cinco nas Taças internas.

 

Bas Dost: o carteiro, o "flying dutchman", o bombardeiro, o goleador. Para além da sua capacidade concretizadora, Dost é um jogador de equipa, um gentleman, quase sempre o primeiro a chegar para abraçar um colega. Viu-se a efusividade com que se aprestou a festejar com Bryan Ruiz, consciente do que aquele momento poderia significar para o costa-riquenho - em termos de "turaround" de uma época - e, concomitantemente, também para a equipa. Não há volta a dar, marcar um golo tem um sinónimo: dostar. À atenção da Porto Editora, sempre sensível a este tipo de neologismos.

 

Fico-me por aqui. Os outros jogadores do plantel ainda não me convenceram tendo em conta o objectivo e, dos novos, vi e gostei de Wendel e Ruben Ribeiro, mas foi pela televisão. Aguardo com expectativa poder observá-los (também a Misic) ao vivo. 

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Os melhores: Rui Patrício, Mathieu, Bruno

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando vai decorrido cerca de um quarto do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Rui Patrício:             44 pontos

Mathieu:                   35 pontos

Bruno Fernandes:  30 pontos

William Carvalho:  28 pontos

Battaglia:                   9 pontos

Gelson Martins:        4 pontos

Bas Dost                      3 pontos

Gelson Dala:                1 ponto

Acuña                            1 ponto

Piccini                            1 ponto

 

Breves comentários:

  • Não deixa de ser curioso que o elemento mais votado, a larga distância dos restantes, tenha sido igualmente aquele que figura há mais tempo no plantel leonino.
  • Fiquei surpreendido com a baixíssima votação de Gelson Martins, que considero injusta.
  • Mais surpreendido fiquei com a irrelevância de Bas Dost, artilheiro da equipa, aos olhos dos nossos adeptos.
  • Surpreendem também as exclusões de Fábio Coentrão e Coates.
  • A menção a Gelson Dala só pode ser entendida como brincadeira.
  • Mais de metade dos nomes referidos são reforços desta época, confirmando-se assim a satisfação dos adeptos pelas contratações efectuadas durante o defeso.

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

 

Quem são os três melhores?

Decorridas oito jornadas do campeonato, e estando portanto já quase superado um quarto da prova, creio ter chegado a altura de questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os três melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiver cumprida metade da Liga 2017/2018. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Hoje giro eu - Jesus quer mais discípulos

A fazer FÉ no Jornal "O Jogo", Jorge Jesus entende que não tem segundas linhas à altura e quer ir ao mercado em Janeiro para reforçar 5 posições: defesa central, lateral esquerdo, médio ofensivo, extremo e ponta-de-lança.

Fazendo FÉ no Relatório e Contas da Sporting SAD, os proveitos ordinários (operacionais) originados pela sociedade não são suficientes para garantir a sua sustentabilidade (obrigando a vendas - proveitos extraordinários) atendendo ao necessário investimento na equipa de futebol, o qual tem crescido bastante nos últimos 2 anos.

Ora, uma coisa está intrínsecamente ligada a outra e é tempo de Bruno de Carvalho pôr termo a estas constantes exigências de Jorge Jesus, à sua impaciência, incapacidade de aproveitar o plantel ao seu dispor e melhorar os jogadores - que contrasta fortemente com o que Sérgio Conceição está a fazer no FC Porto - e permanente desculpabilização.

Em primeiro lugar, é necessário fazer o exercício de analisar se não temos em casa as soluções para as lacunas detectadas: começando pelo defesa central, JJ manifestou vontade em contar com André Pinto, tendo o Sporting contratado o atleta, o qual estava em final de contrato com o Braga. Inclusivé, após acordo com António Salvador, o atleta chegou a Alvalade ainda antes do final da época transacta o que lhe permitiu ambientar-se ao clube e aos métodos do treinador. A entrada deste atleta implicou a saída de Paulo Oliveira, um jogador que fez uma óptima dupla com Naldo em 15/16 antes de JJ ter mudado os centrais, colocando Coates e Semedo a titulares. O ex-vimaranense nunca comprometeu e constituiu-se sempre como uma confortável solução partindo do banco pelo que a sua venda só pode ter significado que Jesus apostava forte em André Pinto. Além disso, Tobias regressou e ainda temos o turco Demiral na equipa B. Assim sendo...

Na lateral esquerda, Jesus colocou de lado Jefferson e Marvin Zeegelaar (e até Esgaio que chegou a jogar no Dragão), apostando no empréstimo de Fábio Coentrão e no regresso de Jonathan Silva. Com o vilacondense a ser gerido com pinças, o argentino tem tido oportunidades, mas não se tem mostrado à altura do desafio, o que põe em causa as dispensas promovidas pelo treinador. Atendendo a que Coentrão terá de regressar ao Real Madrid, no final da época, aqui concordo que teremos de ir ao mercado.

A posição de médio ofensivo é actualmente preenchida por Bruno Fernandes e Alan Ruiz. A confirmar-se a saída do argentino - "cut your losses short" - o Sporting deveria promover o regresso de Francisco Geraldes. Num 4-3-3, volta a haver lugar para Xico, um médio com larga visão de jogo, a merecer uma oportunidade desde que o treinador não insista num ensaio sobre a cegueira.

Nas alas, JJ possui Iuri e Podence como alternativas. O açoriano precisa de algum acompanhamento psicológico que lhe reforce os índices de confiança, Daniel é um extremo de raíz que se perde como "mezzapunta".

Finalmente, à frente, Jorge Jesus tem actualmente um jovem internacional angolano de grande potencial. Gelson Dala é um jogador com finta, recepção orientada, rapidez e capacidade de concretização, qualidades que merecem a aposta do técnico.

Em resumo, as finanças do clube e o exemplo que vem do Norte - aproveitamento dos proscritos Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, Diego Reyes e Ricardo Pereira, além da reabilitação de Brahimi - atestam a necessidade de desenvolver as competências internas e de promover soluções dentro do plantel (a excepção deveria ser a lateral esquerda). O trabalho meritório desta direcção não pode ser comprometido pela falta de atenção que o treinador parece devotar a algumas putativas opções.

Esta época navegamos sobre gelo fino. Não vendendo mais jogadores não há espaço para mais aquisições, se quisermos ter as contas equilibradas. 

Tem a palavra Bruno de Carvalho...

 

P.S. Tantas vezes se tem criticado aqui (com alguma razão, diga-se) a política de comunicação do clube e do seu presidente que ficaria mal não elogiar as palavras de Bruno de Carvalho a propósito da visita a Oleiros, independentemente da contrariedade de ter de jogar num sintéctico, evidenciando uma sensibilidade fora do comum para com o sofrimento de uma população, mostrando aquilo que o futebol tem de melhor: paixão, festa e, já agora, solidariedade. Chapeau!!

 

 

Descubra as diferenças

Na época passada e à terceira jornada o Sporting era já líder da classificação. Mais ou menos um ano depois, estamos novamente na frente só que desta vez com a companhia do Porto. Todavia aquela liderança em 2016 de nada valeu…

O problema da nossa equipa não é normalmente o início, mas o fim. Porém desta vez e olhando com atenção para o nosso plantel, creio que estamos melhor apetrechados. Vejamos então:

Rui Patrício é sem dúvida insubstituível. Daí Beto ter saído, mas creio que Salin foi uma boa escolha para alguma eventualidade.

Na defesa ficou o defesa central Coates. O resto foi à sua vida e muito bem. Vieram Piccini, Mathieu (que grande e agradável surpresa) e o “coiso”.

Há ainda Tobias, André Pinto e Jonathan, além do recém chegado Ristovski. Tudo jogadores com créditos mais ou menos firmados.

A meio campo o Sporting acaba de perder Adrien, mas pelo que temos observado está a ser bem substituído por Battaglia. Entraram também Bruno Fernandes e Matheus Pereira. Deste modo a linha média está bem resolvida.

Para a frente, além dos já conhecidos Bas Dost, Gelson e Alan Ruiz, eis que chegaram Acuña e Doumbia, além do regresso de Podence e Iuri Medeiros.

Ora bem… do que já vi e de todos os jogadores que chegaram este ano há três que se destacam de todos os outros: falo de Mathieu, Acuña e, como não podia deixar de ser, Bruno Fernandes.

E é neste último atleta que reside muito da minha esperança para não voltarmos a ter uma época como a anterior. Este jogador é de uma qualidade muito acima da média. Tem bom toque de bola e inteligência no passe. Sabe o que faz e é muito rigoroso.

Depois… marca golos fantásticos. Um regalo para os verdadeiros amantes do futebol.

Finalmente assumo que entre perder Adrien e William preferi que fosse o primeiro, porque William é assim uma espécie de pêndulo. Viu-se esta semana na selecção.

Portanto, meus amigos… creio que temos equipa. Basta que o nosso treinador não invente e podemos ir (muito) longe. A ver vamos!

Reagrupar

Apesar de muitos milhões gastos, os problemas continuam: os laterais não são bons o suficiente e não há banco. A isso juntou-se uma saída que tem feito diferença: Téo. Pareceu boa ideia despachar um jogador que rendeu desportivamente mas que tinha a cabeça algures na lua. Não se encontrou uma solução alternativa de qualidade. Se Dost não está inspirado, não há golos. 

O Sporting tem que ir ao mercado. E tem que se livrar de uma série de pesos mortos. Há que admitir erros, fazer algum dinheiro e comprar. O problema é que sem Europa e com a decisão da Doyen, dinheiro é coisa que escasseia. Ainda assim, vejamos o plantel:

Guarda-redes: Patrício e Beto dão toda a tranquilidade. A Jug não fazia mal jogar e devia ser emprestado. Talvez até por ano e meio. 

Defesas-laterais: Esgaio não é aposta e começa a ser tarde para ele. Um empréstimo pode ser solução. Pereira é esforçado mas não é de topo. Schelotto parece o menos mau mas é inconstante. No sistema de Jesus, os laterais são essenciais. Se o Boca Juniors aceitasse Meli de volta, não me importava de trazer para Lisboa, Gino Peruzzi, já com experiência na Europa (Catania). Seria titular de caras. Na esquerda, o Jefferson deste ano, é um a menos. Marvin é limitado. É urgente trazer um titular. Apostava em Insúa mas sei que três milhões podem ser muito dinheiro. Más seria mais barato mas não conhece o futebol europeu e Vangioni, se nem neste Milan joga, pode não ser grande opção, apesar da fama que tem na Argentina. 

Defesas centrais: Coates, Semedo e Oliveira dão garantias. Acredito que são os laterais os maiores culpados pelos golos sofridos. Sem Europa, dava-me ao luxo de despachar Douglas, com nome, para China ou Rússia, à melhor oferta. Sempre que necessário, o quarto central seria Fidel Escober, interessante jogador da B. 

Médios centro: William e Adrien são o pulmão da equipa e devem ser rejeitadas propostas por eles. O problema é que é necessário quem faça os seus lugares em caso de lesão, castigo ou previsível cansaço. A seis, Petrovic e Paulista são falhanços. Devem ser emprestados e deve apostar-se no regresso de Palhinha. Aliás, creio que William será transferido no verão e vejo no jovem alentejano o seu perfeito substituto. Também Meli e Elias nada trouxeram e devem ser "despachados". Meli deve regressar ao seu país como moeda de troca num negócio e Elias, vendido à melhor oferta. Bruno César é o melhor oito suplente. Não desdenharia, no entanto, a contratação de um homem experiente. Uma vez mais, lembro-me do mercado argentino e de Tino Costa (San Lorenzo), com larga experiência no futebol europeu. 

Alas: Neste momento, Gelson e Campbell dão conta do recado. Bruno César, Bryan e Matheus podem ser opções na esquerda e Markovic, no máximo, pode aspirar a jogar uns minutos na direita. 

Avançados: Alan falhou redondamente como segunda opção e não podemos esperar muito mais por ele. Vejo duas opções. Empréstimo a um clube europeu para ganhar rotação ou regresso à Argentina, como moeda de troca. Alan é um dez e o Sporting joga com um oito e um "nove e meio" atrás do ponta de lança. Alan não faz sentido aqui. Venha um craque (sim, bem sei que isso custa). Aqui apostava em Bou, várias vezes apontado ao Sporting, apostando em enviar Alan, Téo e/ou Jonathan para Avellaneda. Bou pegaria de estaca e seria um Téo, com cabeça. Na frente, Dost, quando lhe chega a bola, faz o seu trabalho. André serve para suplente. Spalvis vem aí e ainda há Leonardo Ruiz. Castaignos é para emprestar. 

 

Nota: Os jogadores indicados são apenas da minha preferência e reflectem o perfil que considero interessante. O seu valor de mercado anda à volta dos três milhões de euros. 

Males que vêm por bem?

As derrotas têm sempre o seu lado positivo. Quando são a feijões e sem implicações nas classificações, tanto melhor. 

Com estes resultados bastante desnivelados neste estágio na Suiça (esqueçamos o clube da terceira divisão), deu para ver as lacunas do plantel.

Deu para ver quem está engajado e quem, por outro lado, desperdiçou esta ou uma nova oportunidade.

O treinador tem hoje, certamente, uma ideia mais clara sobre com quem conta e o que precisa para implementar o seu modelo de jogo.

Quem viu os jogos, sabe o que é preciso. Haja dinheiro e vontade de o usar com critério.

Estratégia intacta

Dilema desfeito, num jogo em que Jorge Jesus - como era fácil prever - apostou em vários elementos das chamadas "segundas linhas". Um jogo em que ficou evidente como o Sporting dispõe de um plantel curto para acorrer a várias frentes. Alguns dos supostos reforços desta época voltaram a arrastar-se em campo - refiro-me sobretudo a Aquilani e Teo Gutiérrez. Outros, mais compreensivelmente, acusaram quebra de condição física (por exemplo Jefferson, ainda assim autor de um belo remate que nos podia ter dado golo aos 18') ou falta de maturidade competitiva (Rúben Semedo).

Fomos derrotados em casa frente ao Bayer Leverkusen. Mas o nosso desígnio estratégico mantém-se intacto apesar desta derrota. E todos sabemos qual é.

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