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És a nossa Fé!

O plantel é curto, muito curto (2)

Este post vem na sequência daquele que publiquei no dia do jogo dos "5 violinos", quando muitos andavam a sonhar com o Cristiano Ronaldo, e que motivou o nosso comentador e amigo David Rodrigues, um Sportinguista de grande fé, a notar a minha "angústia", que dalguma forma achou deslocada face ao momento.

Duas semanas depois, sem Cristiano e após o inglório empate em Braga (inglório porque quase, quase, íamos saindo de lá com os 3 pontos, merecidos ou não, e tudo seria diferente), fui reler o que escrevi, e se pequei por alguma coisa foi por defeito. Duas semanas depois, o Tabata e o Hevertton já cá não moram.

 

Nesse dia dos "5 violinos", o Sporting apresentou um plantel de 29 jogadores: 4 guarda-redes e 25 jogadores de campo, na prática reduzidos a 23 pela lesão de Bragança e pela saída de Tabata.

Pois em Braga o Sporting recorreu a 15 jogadores de campo desses 23. Ficaram sem minutos Neto, Essugo, Nazinho, Marsà, Chermiti, Rodrigo Ribeiro, Mateus Fernandes e Fatawu, dos quais apenas um "adulto". Os outros são, por enquanto, jovens promessas.

Ora, independentemente do desempenho desses 15 mais o guarda-redes, por muito engenho e arte que tenha (e tem) Rúben Amorim, esta é uma situação deveras invulgar para um clube com as responsabilidades do Sporting e que terá de ser encarada de frente nesta janela de mercado até na protecção do treinador. Se calhar em Inglaterra há exemplos assim, mas em Portugal e no Sporting francamente não me recordo.

 

Não interessa agora falar das qualidades dos jogadores que ficaram, daqueles que tiveram oportunidades e falharam, dos outros que estavam num bom momento e desatinaram, dos que até poderiam lá chegar mas resolveram sair. Importa é reflectir sobre os pontos fracos do plantel existente e o tipo de jogadores que poderiam acrescentar valor de acordo com os objectivos da época, aumentar a concorrência interna e prevenir eventuais lesões e castigos.

No meu entender, e analisando os guarda-redes, defesas, alas, médios, interiores e pontas de lança utilizados por Amorim de acordo com o seu modelo de jogo, estamos bem servidos de interiores (Sarabia foi muito bem substituído), bem servidos de guarda-redes e alas (e está aí o Fatawu pronto a explodir), com desequilíbrios evidentes nos defesas e médios, e carenciados mesmo em termos de pontas de lança.

Depois vem a questão física, muito em particular as estaturas, e também aí penso que estamos carenciados, com muito poucos jogadores de campo com mais de 1,85m. São eles Coates, St. Juste, Inácio, Neto, Paulinho nos adultos, Marsà, Essugo, Chermiti e Rodrigo Ribeiro nos jovens.

 

Sendo assim, e recordando que saíram Sarabia, Feddal, Palhinha e Slimani, sem qualquer menosprezo para quem lá está e muito menos para os jovens, é uma evidência que precisamos de reforços, mas não de quaisquer reforços. O tempo dos autocarros anuais de reforços, metade a ficar como entulho na época seguinte, acabou. 

O Sporting precisa de alguns/poucos jogadores altos e possantes no eixo central, talvez um em cada sector carenciado. Um defesa central / trinco para poder jogar à frente dele na protecção à defesa ou substitui-lo se for caso disso, um médio centro "abafador" e com grande capacidade de comando e um ponta de lança goleador e massacrante para as defesas contrárias.

Porque tudo o resto até temos e de muito boa qualidade. 

E temos um grande enorme treinador. Que tem toda a razão quando diz que primeiro é preciso segurar quem está. 

Pode ser que Marsà, Essugo e Chermiti, principalmente estes, me demonstrem que não tenho razão, que estão prontos para a guerra e que são eles a solução. Eu calo-me no minuto seguinte.

 

PS1: Antes o Paulinho, agora o Esgaio. Basta. Eu digo NÃO ao bullying exercido sobre os jogadores do Sporting através das redes sociais, muitos oriudos de cobardes anónimos, e darei para isso o meu contributo. Qualquer comentário vexatório (o que nada tem a ver com a opinião e a crítica sobre o desempenho) sobre seja quem for que defenda as nossas cores em campo segue directamente para o lixo. Vão gozar com o Taremi!

PS2: Deixo aqui o testemunho de Leão do Núcleo da Nazaré, grande abraço para todos vocês:

 

«Estamos Contigo! Nos Momentos Bons e nos menos bons, sabemos que ninguém mais do que TU quer que tudo corra bem!

Tal como o mister Amorim, acreditamos em ti!

Apoiamos todos os Nossos Atletas! Em todos os momentos! Nas vitórias, nas derrotas e nos empates.

Força, Ricardo Esgaio, continua a trabalhar e a acreditar! Os Sportinguistas da Nazaré e o Núcleo Sporting Clube de Portugal da Nazaré estão contigo...»

SL

O plantel é curto, muito curto

Começaram no início da semana com histórias…”, aponta Amorim. “Se está um  lá dentro, temos de ajudar”, diz sobre confusão – Observador(Qualquer dia ainda o vemos entrar num anúncio duma cadeia de "fitness")

Todos sabemos que Rúben Amorim se dá mal com egos e birras, prefere trabalhar com plantéis curtos, com líderes de balneário bem marcados e grande peso da formação, de modo a ter toda a gente satisfeita e motivada.

Sabemos também que o Sporting está a fazer um grande esforço de redução da folha salarial, mais de 20 jogadores seniores já saíram, como aqui dei nota, e como isso é importante para o necessário equilíbrio financeiro da SAD.

No entanto, todo este emagrecimento começa a parecer como o daquelas pessoas que se metem em dietas radicais. Quanto mais peso perdem mais se acham gordas ao espelho, perdem a noção de onde parar, e sujeitam-se ao que não querem. Não digo que seja o caso de Amorim, está muito bem assim.

Sempre ouvi dizer que um plantel equilibrado deveria ter dois jogadores por posição de valor tanto quanto possível idêntico, mais um terceiro guarda-redes, e dois ou três jogadores polivalentes tipo Tabata, "jokers" tipo Jovane ou "estagiários" tipo Essugo.

Então podemos fazer o exercício seguinte: compor três equipas com os jogadores que têm treinado com Amorim, incluindo o infeliz Bragança a quem volto a desejar a melhor recuperação:

A - Adán; St.Juste, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, M.Nunes e M.Reis; Trincão, Paulinho e Pedro Gonçalves.

B - Israel; Neto, Marsà e Nazinho; Esgaio, Morita, Daniel Bragança e Nuno Santos; Edwards, Tabata e Rochinha.

C - André Paulo; Hevertton, Essugo, Chico Lamba; Travassos, Renato Veiga, Mateus Fernandes e Fatawu; Chermiti, Rodrigo Ribeiro e Luís Gomes

 

A equipa A vale 195M€ no TM, e podemos considerar que está ao nível das dos rivais.

A equipa B vale 48,5M€ no TM, quatro vezes menos do que a anterior, se calhar teria muitas dificuldades em competir com as melhores equipas dos dois ou três clubes candidatos à Liga Europa.

A equipa C vale quase nada no TM e é basicamente a que vai alinhar na 3.ª Liga contra adversários como Belenenses, V. Setúbal e Académica, e poucas hipóteses tem de ficar nos lugares cimeiros.

Então salta à vista de todos que faltam aqui dois ou três jogadores de qualidade para equilibrar os plantéis, desde logo na coluna vertebral da equipa, por exemplo um defesa central (um novo Coates), um médio-centro mais defensivo (um novo Palhinha) e um avançado centro/ponta de lança mais goleador (um novo Slimani/Bas Dost). 

Se alguém sair até ao fecho do mercado, pior um pouco...

Bom, de qualquer forma as gameboxes já chegaram. Logo à noite, com um destes onzes ou com outro qualquer, lá estarei para desfrutar em Alvalade de mais uma grande noite de futebol e aproveitar para rever Acuña e Gudelj.

SL

Entradas & Saídas

Desta vez sem grandes ou pequenas considerações, apenas um update que penso interessar a todos.

Entradas :

1. Hidemasa Morita (27) 

2. Rochinha (27)

3. Jeremiah St Juste (25)

4. Francisco Trincão (22) 

5. Franco Israel (22) 

6. Diogo Abreu (19)

7. Fatawu Issahaku (18)

8. Jesús Alcántar (18)

9. Francisco Canário (18)

10. Papuna Beruashvili (18)

 

Empréstimos para rodar e regressar (A reserva estratégica):

1. Rúben Vinagre (23) (?)

2. Geny Catamo (21) (Marítimo)

3. Eduardo Quaresma (20) (?)

4. Gonçalo Esteves (18) (Estoril)

 

Saídas confirmadas :

1. Renan Ribeiro (32)

2. Zouhair Feddal (32)

3. Pablo Sarabia (30)

4. Luiz Phellyppe (27) 

5. João Palhinha (26) 

6. Bruno Paz (24)

7. Eduardo Pinheiro (24)

8. Pedro Marques (24)

9. João Virgínia (22)

10. João Goulart (22)

11. Diogo Brás (22)

12. Bernardo Sousa (22) 

13. Gonçalo Costa (22)

14. Anthony Walker (21)

15. Gonzalo Plata (20) (Valladolid)

16. Edson Silva (20)

17. Rodrigo Rêgo (20)

18. Rafael Fernandes (19)

19. Adriano Almeida (19)

20. Bruno Tavares (19)

21. Saná Fernandes (16) 

 

Empréstimos com opções de compra que podem conduzir a saídas definitivas :

1. Tiago Tomás (22) 

2. Rafael Camacho (22)

3. Joelson Fernandes (18)

De empréstimo a empréstimo até à saída final :

1. Tiago Ilori (28) (Paços de Ferreira)

Casos ainda pendentes de decisão cujas saidas podem representar alguns milhões de Euros de encaixe:

1. Islam Slimani (33)

2. Rodrigo Battaglia (30)

3. Filipe Chaby (27)

4. Andraž Šporar (27) (Est. Vermelha ?)

5. Eduardo Henrique (26)

6. Carlos Jatobá (26)

7. Idrissa Doumbia (23)

8. Marco Túlio (23)

9. Jovane Cabral (23) (Besiktas ?)

10. Pedro Mendes (22) (Rio Ave ?)

 

SL

Entradas & Saídas

A pré-época já começou e o plantel alargado (A/B/emprestados) começa a ficar mais definido.

Facilmente se percebe por esta lista que o Sporting está a tentar manter o músculo cortando a direito na gordura e no desperdício e construir um plantel equilibrado em termos de idade e origem de formação.

Longe vão os tempos do autocarro de reforços, agora as entradas são de elementos comprovadamente de qualidade para determinados lugares ou jovens para apostar a médio prazo. Existe um vasto número de saídas definitivas que muito vai aliviar a folha de pagamentos.

Em cima da mesa está a manutenção de Matheus Nunes por mais um ano antes de rumar a um grande inglês e parece assegurada a vinda de Francisco Trincão do Barcelona. Sobre o primeiro não digo mais nada, pois já disse muito e sempre bem. Sobre o segundo acho que tem tudo para ser um novo Pedro Gonçalves, o jogador sensação do campeonato.

 

Confundir o Sporting com um entreposto de jogadores e fazer contas sobre o retorno económico deste e daquele, protestar contra o "futebol moderno" e o poder de Jorge Mendes, (que pelos vistos não chegou para evitar a lesão grave dum dos raros agenciados pela Gestifute do plantel), ficar indignado por não contratarmos jogadores com 100% do passe, nada disso para mim faz muito sentido num clube que luta por vitórias e títulos. Passes a 100% temos de alguns que deveríamos ter adquirido a 1%. 

Interessante é também falar sobre uma questão que muita gente não percebe ou faz por não perceber que é o treino dos jogadores com contrato. Existe um plantel comprometido com o clube e com o qual Amorim conta para a temporada, e esses seguem com ele um plano de preparação bem intenso. Existem os outros, no último ano de contrato e sem pretender renovar e/ou com quem Amorim não conta para esta época, que chegam mais tarde e treinam num grupo separado. Isso não corresponde a nenhuma falta de respeito pelos profissionais nem a nenhuma quebra de direitos dos mesmos por parte do clube, trata-se apenas de adequar o treino à situação profissional de cada um, assegurando a focalização do grupo de elite nos objectivos que tem para cumprir.

Se Palhinha se treinou em instalações do Sacavenense com o seu PT, ou se um ou outro corre na Aroeira ou noutro sítio qualquer para manter a forma enquanto aguardam a apresentação ao Sporting ou ao clube de destino, fazem muito bem.

 

Posto isto, temos então a seguinte situação:

Entradas :

1. Hidemasa Morita (27) 

2. Rochinha (27)

3. Jeremiah St Juste (25)

4. Francisco Trincão (22) (A confirmar)

5. Franco Israel (22) 

6. Geny Catamo (21) (Regressado de empréstimo)

7. Diogo Abreu (19)

8. Fatawu Issahaku (18)

9. Jesús Alcántar (18)

10. Francisco Canário (18)

11. Papuna Beruashvili (18)

 

Empréstimos para rodar e regressar (A reserva estratégica):

1. Rúben Vinagre (23) (?)

2. Eduardo Quaresma (20) (?)

3. Gonçalo Esteves (18) (Estoril)

 

Saídas confirmadas :

1. Zouhair Feddal (32)

2. Pablo Sarabia (30)

3. João Palhinha (26) 

4. Bruno Paz (24)

5. Eduardo Pinheiro (24)

6. Pedro Marques (24)

7. João Virgínia (22)

8. João Goulart (22)

9. Diogo Brás (22)

10. Bernardo Sousa (22) 

11. Gonçalo Costa (22)

12. Pedro Mendes (22) (Rio Ave ?)

13. Anthony Walker (21)

14. Gonzalo Plata (20) (Valladolid)

15. Edson Silva (20)

16. Rodrigo Rêgo (20)

17. Rafael Fernandes (19)

18. Adriano Almeida (19)

19. Bruno Tavares (19)

20. Saná Fernandes (16) 

 

Empréstimos com opções de compra que podem conduzir a saídas definitivas :

1. Tiago Tomás (22) 

2. Rafael Camacho (22)

3. Joelson Fernandes (18)

 

Casos ainda pendentes de decisão cujas saidas podem representar alguns milhões de Euros:

1. Islam Slimani (33)

2. Renan Ribeiro (32)

3. Rodrigo Battaglia (30)

4. Tiago Ilori (28)

5. Filipe Chaby (27)

6. Andraž Šporar (27) (Est. Vermelha ?)

7. Luiz Phellyppe (27) (Inter Porto Alegre ?)

8. Eduardo Henrique (26)

9. Carlos Jatobá (26)

10. Idrissa Doumbia (23)

11. Marco Túlio (23)

12. Jovane Cabral (23) (Besiktas ?)

 

Até ao fecho do mercado ainda muito vai acontecer. Parece realmente que mais uma vez falta qualidade ao plantel para os objectivos da época e que mais um ou outro candidatos a titular poderão vir, e Matheus Nunes poderá de facto sair. Noutro post, e depois de ver os primeiros jogos de preparação, direi de minha justiça sobre isso mesmo.

 

PS: Muita coisa para discutir e reflectir sobre estes 12... Alguns só o presidente da altura pode dizer sobre a contratação, uma coisa é chegar, jogar e falhar, outra coisa é estar a jogar e acontecer uma lesão grave e nunca mais ser o mesmo, outra ainda é estar a jogar até bem e acontecer alguma coisa que ninguem conseguiu explicar cabalmente, outra ainda ninguém mesmo o conhecer no campo, só de nome... Se calhar vinha regar as plantas à marquise do presidente.

SL

Entradas & Saídas, Carregadores de Piano & Pianistas

Carregadores de piano: os produtores culturais como protagonistas dos espectáculos

 

A lista de entradas & saídas continua a crescer, agora mais lentamente, muito mais pelas saídas do que pelas entradas. Algumas situações estarão a aguardar o fecho do ano fiscal para serem concretizadas.

As equipas A e B do Sporting começaram já na segunda-feira os trabalhos, duma forma um pouco estranha. Rúben Amorim arrancou com um misto de A´s e B´s enquanto aguarda pelas contratações e pelos internacionais, Filipe ficou com o resto. Nem faço ideia que equipa B vamos ter este ano com tanta limpeza feita no escalão etário 20-22.

Obviamente falta ainda muito para termos o plantel da equipa A completo e de acordo com os objectivos da época, mas nota-se uma estratégia de arrumar a casa do ponto de vista financeiro e de ter uma base bem assente, a partir do núcleo duro da época passada, antes de partir para as contratações de craques para as duas ou três posições mais carenciadas, que para mim, até pelas saídas de Matheus Nunes (provável), Sarabia e Slimani, são a "8" (box-to-box), "7" (interior) e "9" (goleador). 

Ou seja, carregadores de piano já temos, venham agora os pianistas.

 

Entradas :

1. Hidemasa Morita (27)  (A confirmar)

2. Jeremiah St Juste (25)

3. Franco Israel (22) (A confirmar)

4. Geny Catamo (21) (Regressado de empréstimo)

5. Eduardo Quaresma (20) (Regressado de empréstimo)

6. Diogo Abreu (19)

7. Fatawu Issahaku (18)

8. Jesús Alcántar (18)

9. Francisco Canário (18)

 

Saídas definitivas :

1. Islam Slimani (33) (A confirmar)

2. Zouhair Feddal (32)

3. Pablo Sarabia (30)

4. Rodrigo Battaglia (30) (A confirmar)

5. João Palhinha (26) (A confirmar)

6. Bruno Paz (24)

7. Eduardo Pinheiro (24)

8. Pedro Marques (24)

9. Matheus Nunes (23) (A confirmar)

10. João Virgínia (22)

11. João Goulart (22)

12. Diogo Brás (22)

13. Bernardo Sousa (22) 

14. Gonçalo Costa (22)

15. Pedro Mendes (22) (Rio Ave, a confirmar)

16. Anthony Walker (21)

17. Edson Silva (20)

18. Rodrigo Rêgo (20)

19. Rafael Fernandes (19)

20. Bruno Tavares (19)

21. Saná Fernandes (16) 

 

Empréstimos para rodar e regressar :

1. Rúben Vinagre (23) 

2. Gonçalo Esteves (18)

 

Empréstimos que podem conduzir a saídas definitivas :

1. Tiago Tomás (22) 

2. Joelson Fernandes (18)

 

Casos ainda pendentes de decisão (com algum entulho que algum dia chegou de para-quedas) :

1. Renan Ribeiro (32)

2. Tiago Ilori (28)

3. Filipe Chaby (27)

4. Andraž Šporar (27)

5. Luiz Phellyppe (27)

6. Eduardo Henrique (26)

7. Carlos Jatobá (26)

8. Idrissa Doumbia (23)

9. Marco Túlio (23)

10. Jovane Cabral (23)

11. Rafael Camacho (21)

12. Gonzalo Plata (20)

 

PS: No primeiro jogo da pré-época, contra a equipa B, o Sporting alinhou com:

André Paulo; Esgaio, Neto, Marsà, Matheus Reis e Nuno Santos; Renato Veiga e Daniel Bragança; Pedro Gonçalves, Bruno Tabata e Geny Catamo.

Parece que Marsà esteve a fazer de Coates, Daniel Bragança de Matheus Nunes e Tabata de Sarabia na versão ponta de lança móvel.

SL

Gestão de activos

Estamos quase a chegar ao fim da temporada, as coisas estão mais ou menos definidas. O Sporting conquista o segundo lugar da Liga com acesso directo à Champions, a Supertaça, a Taça da Liga, ultrapassa a fase de grupos da Champions, e projectou dois ou três jogadores que podem render muitos milhões de euros. 

Foi uma temporada com Covid a rondar, muitas lesões e castigos. Vários jogadores não conseguiram reproduzir a grande época do ano passado, como aconteceu com Porro e Pedro Gonçalves. Mas que permitiu a explosão de outros, como Matheus Nunes e Matheus Reis.

Foi uma temporada em que os dois reforços de Inverno deviam ter chegado no Verão, com tempo para se ajustarem às ideias e à liderança de Amorim.

Foi uma temporada com várias derrotas e duas bem pesadas para a Champions. Nunca vi Rúben Amorim levar um banho táctico de ninguém, o que vi foi um Sporting dentro do seu sistema táctico a ser impotente para travar a superioridade individual ou a eficácia ou a intensidade física ou a concentração defensiva do adversário. E a arriscar demasiado no final de alguns jogos para conseguir a vitória mas acabando por transformar empates em derrotas.

 

Aqui podemos questionar porque não recorre mais Rúben Amorim ao 3-5-2, colocando uma unidade adicional no meio-campo e deixando dois elementos soltos no ataque. Até porque existem elementos no plantel adequados ao papel de médio ofensivo, o tal 10. Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Tabata, até Paulinho. A verdade é que na época passada Amorim experimentou isso algumas vezes e as coisas não correram bem, parece que ficou vacinado e desistiu da ideia.

A verdade é que insistindo nos dois médios, Matheus Nunes vai com 3623 minutos de jogo, Palhinha com 2575, Ugarte com 1755, Daniel Bragança com 1136, Tabata com 929, Essugo com 55. Ou seja, enquanto Palhinha e Ugarte dividiram o tempo na posição 6, e hoje não sei qual rende mais, Bragança e Tabata não demonstraram argumentos a Amorim para rodar com Matheus Nunes na posição 8. E se para mim Bragança não tem físico nem intensidade defensiva para a posição, Tabata poderia fazer de Matheus Nunes mais vezes.

Outra coisa que me faz confusão é porque deixou transformar Paulinho dum interessante pivot ofensivo num inútil ponta de lança plantado lá na frente. Deixou de ser influente na construção e não passou a marcar mais golos.

 

Além do palco, convém dar atenção aos bastidores. Uma equipa B com um desempenho que deixou muito a desejar e não conseguiu a promoção à 2ª Liga. E um conjunto de jogadores emprestados / encostados que dariam para formar outro plantel e que na maior parte dos casos pouco rendimento tiveram nos clubes de empréstimo:

GR: Anthony Walker, Renan Ribeiro.

D: Eduardo Quaresma, Tiago Ilori, Rodrigo Rêgo.

M: Carlos Jatobá, Marco Túlio, Eduardo Henrique, Filipe Chaby, Bruno Paz, Rodrigo Battaglia, Idrissa Doumbia.

A: Pedro Mendes, Pedro Marques, Andraž Šporar, Rafael Camacho, Luiz Phellyppe, Joelson Fernandes, Gonzalo Plata, Bruno Tavares, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Geny Catamo.

Qual destes todos é titular indiscutível no clube de empréstimo? Eduardo Henrique... 

Quantos não calçam? Muitos...

Aqui há realmente muito trabalho a fazer.

 

Desde logo importa reajustar o plantel principal de acordo com as saídas previstas, e disso deu conta o Pedro Correia no post de ontem. Sempre numa óptica de ter dois jogadores de valor aproximado por posição, de forma a promover a competitividade interna e equilibrar a utilização.

Depois, fazer diminuir drasticamente esta lista de emprestados, da qual muito poucos terão futuro em Alvalade, vendendo ou libertando, assegurando algum ganho no futuro. 

Depois ainda, parece-me que a equipa B tem de ser repensada. Mais que um espaço de crescimento de jovens em rodízio com outras equipas da formação (que a equipa sub23 pode muito bem continuar a fazer), importaria fazer da mesma a reserva da equipa principal, jogar no mesmo sistema táctico, partilhar jogadores, conseguir ser competitiva na 2.ª Liga. E com isso ser um espaço de evolução muito mais atractivo para os jogadores/empresários do que na actual 3.ª Liga.

Não vou dizer nomes, mas não faz sentido ter na equipa B jogadores medianos sem qualquer hipótese de algum dia entrarem em campo pela equipa A. 

 

Temos o mais importante. Um grande treinador, um grande capitão, uma cadeia de comando sólida, uma estrutura consolidada.

Falta afinar os detalhes para que a próxima temporada seja ainda melhor que a deste ano e a do ano passado. Que de facto foram as melhores desde há muito, graças a Rúben Amorim.

 

PS: A gestão de activos tem como principal objectivo acompanhar o ciclo de vida dos activos na organização, desde o momento da sua entrada até ao do seu abandono, procurando extrair o maior valor dos mesmos de acordo com a missão e os objectivos da organização. No caso da SAD do Sporting estamos basicamente a falar dos jogadores profissionais sob contrato, provenientes da formação ou contratados externamente.

 

#JogoAJogo

SL

Que plantel para 2022/2023?

Texto de Pedro Batista

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Claramente teremos que reforçar o ataque: vamos perder Sarabia e também é muito provavel que saia Slimani.

Iremos ver Geny regressar?

Jovane regressa (eu gostava muito de o ver de volta!)?

Skoglund ou Chermiti, Rodrigo e Pedro Marques terão oportunidade de mostrar serviço?

Trincão virá por empréstimo?

 

Na defesa, o regresso de Eduardo Quaresma, integração de Marsà e mais um defesa central deverão ser necessários (creio que Feddal sairá).

Na ala direita estamos bem servidos. Na ala esquerda, Matheus Reis está seguro e podemos contar com ele.

Temos as dúvidas Ruben Vinagre e Nazinho: servem ou não?

Nazinho deve ser emprestado ou não?

Nuno Santos, para mim, é mais útil na frente de ataque.

 

No meio-campo, creio que teremos uma ou duas saídas (Palhinha e Matheus?).

Talvez seja necessário mais um médio, mas também creio que Bragança, Ugarte, Tabata e Dário podem dar conta do recado.

Virá algum novo jogador?

 

Há que resolver alguns casos pendentes de épocas passadas que não contam para Rúben Amorim. Actualmente estão emprestados: Ilori, Eduardo, Luiz Phellype, Pedro Marques, Plata... quase todos difíceis de colocar noutros clubes com mais-valia financeira.

Finalmente, gostaria de ver uma nova aposta nos jogadores da formação.

Mas quem pode subir e fixar-se? Dário? Nazinho? Marsà? Esteves?

 

Haverá dinheiro disponível, mesmo com a ida à Liga dos Campeões e com um ou dois jogadores "vendidos" por um bom valor?

 

Texto do leitor Pedro Batista, publicado originalmente aqui.

Preparar a próxima época já agora

Faltam um avançado, dois defesas e mais golos

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A época desportiva está quase no fim. Este é o momento de começar a preparar a próxima. 

Rúben Amorim tem problemas concretos a resolver.

O quadro, como sabemos, está longe de perfeito.

 

Vou dar um exemplo: é incompreensível, para uma equipa que retomou o gosto de lutar pelo título, chegarmos quase ao fim do campeonato com menos 17 golos marcados que o FCP e menos 13 que o SLB, nossos principais competidores.

Há que corrigir este problema.

Precisamos de reforçar não apenas o ataque mas a própria relação global da equipa com a baliza adversária. 

Também a nossa linha defensiva exige um reforço urgente. Ou mesmo dois, sabendo-se que Feddal irá sair no fim da época.

 

Continuo ainda preocupado com o guarda-redes alternativo a Adán.

Neste domingo, no Bessa, sentaram-se dois no banco de suplentes - facto insólito. Nenhum deles - João Virgínia e André Paulo - me parece guardião para a equipa principal do Sporting.

 

Tudo isto deve ser debatido?

Claro que sim.

São dúvidas compreensíveis e pertinentes, não é "contestação" generalizada, ao contrário do que alguns logo imaginam. Muito menos um movimento revolucionário para decapitar dirigentes ou técnicos.

E em nada se confunde com a berraria dos letais, aliás cada vez menos e cada vez mais insignificantes. Até porque perderam de vez o líder, facto que os mergulhou numa inconsolável e pungente orfandade.

Não adianta iludir estes factos

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Chega a ser exasperante, por vezes, vermos a nossa equipa jogar com tão baixa intensidade. Voltou a acontecer nesta jornada, frente ao Marítimo.

Mas é lícito concluir: o Sporting não "joga lento" por opção.

Joga assim porque está nos limites da exaustão física. E porque já soma 40 jogos disputados desde o início da temporada com um plantel muito mais curto do que os dos nossos principais rivais.

As coisas são o que são, não aquilo que gostaríamos que fossem.

 

Isto parece-me o essencial da questão.

Quando acompanhamos um campeonato, não devemos olhar só para aquilo que se vai desenrolando no relvado. Há que pensar também no contexto, no enquadramento, nas condições de equidade. Existirão de facto?

 

A verdade é que o campo este ano tem estado sempre mais inclinado contra nós.

E não me refiro a questões de arbitragem. Quem me lê sabe que não costumo justificar falhas nossas apontando o dedo, em piloto automático, aos homens do apito. Que são os mesmos que já arbitravam quando fomos campeões, quando vencemos a Supertaça, quando nos sagrámos campeões de Inverno em três das últimas quatro edições da Taça da Liga.

Falo de responsabilidades próprias.

 

Reafirmo aquilo que escrevi neste blogue várias vezes desde o início da época: entrámos em 2021/2022 desfalcados em duas posições fundamentais - defesa central à direita e ponta-de-lança.

Tiago Tomás não era esse avançado, Paulinho não cumpre alguns dos requisitos fundamentais para a posição.

Sem golos não há vitórias, sem vitórias não há pontos, sem pontos os títulos tornam-se mais difíceis em provas de continuidade.

 

Adenda, a propósito: Incrível (diria até inadmissível) falhanço de Paulinho, bem servido por Slimani em zona frontal, no Marítimo-Sporting. Foi aos 85'. Como sermos campeões se durante quase toda a época só tivemos Paulinho como hipotético "goleador"?

Agora ou nunca

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Desculpem a insistência, mas trago outra vez o tema à baila. E faço-o por dois motivos. Primeiro, porque o mês está quase a acabar. Segundo, porque são cada vez mais óbvias para mim as carências deste plantel leonino 2021/2022 - e venho insistindo nesta tecla desde o início da temporada. Por um lado só temos cinco jogadores para três posições de defesa central, por outro torna-se demasiado evidente que necessitamos de um avançado-centro com verdadeiro instinto de goleador. Estar à espera que sejam sempre os defesas ou os médios a marcar golos é abusar da sorte.

Acrescento que o plantel também me parece insatisfatório na posição de guarda-redes. Num eventual impedimento de Adán, tenho dificuldade em olhar para João Virgínia como um substituto à sua altura.

Motivos de sobra para voltarmos a debater este tema quando só falta uma semana para o fecho do mercado de Inverno. É agora ou nunca.

 

Adenda:Record especula hoje sobre as possíveis saídas de Palhinha e Matheus Nunes.

Que plantel vamos ter para o resto da época?

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Estamos já na segunda metade da época 2021/2022. Ganhámos a Supertaça, ultrapassámos a fase de grupos da Champions, da Youth League também, vamos disputar a continuidade nessas provas com grandes equipas europeias, vamos para a fase final da Taça da Liga com Santa Clara e provavelmente Benfica, a Taça de Portugal com Porto e logo se verá o outro finalista, e no campeonato seguimos em segundo lugar, entre Porto e Benfica. 

É tempo de olharmos para o plantel existente, pontos fortes e fracos, na perspectiva dos objectivos a alcançar esta época, sem deixar de olhar para o médio prazo.

A primeira constatação é que existe uma equipa titular bem definida, com Adán, Porro, Inácio, Coates, Feddal, Matheus Reis, Palhinha, Matheus Nunes, Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves. Depois os outros, que sabem bem o papel que têm de desempenhar quando são chamados, e que são tão importantes como os titulares. Isto é primeiro caminho andado para um balneário saudável.

A segunda é que com Frederico Varandas mudámos completamente de paradigma de gestão de activos no que ao futebol diz respeito. Não existem plantéis fixos em nenhum escalão competitivo, tudo funciona em função da evolução dos jogadores e dos interesses da equipa principal. Assim, não é possível dizer se Catamo ou Essugo fazem ou não parte do plantel principal. Fazem quando são precisos, quando não são jogam na B, nos sub23 ou na Youth League. Conforme se justificar.

A terceira é que se passou a preferir manter do que comprar, os contratos são sistematicamente renovados de acordo com o sucesso desportivo, as saídas acontecem apenas pelo peso dos milhões ou por questões da carreira dos atletas, tudo de acordo com a vontade do Sporting e dos jogadores. Por isso, para este mercado de Inverno, a ideia é ninguém sair mas também ninguem vir para titular, virá apenas para ajudar pontualmente no imediato ou numa perspectiva de médio prazo.

Repetindo o que desde há muito tenho vindo a dizer, Rúben Amorim instituiu no Sporting um balneário muito coeso, uma disciplina de trabalho muito forte e um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica.  Com o sistema táctico definido, podemos então reavaliar o plantel, havendo jogadores que poderão ocupar diferentes posições do mesmo.

Para cada jogador coloquei a idade, altura e valor no Transfermarkt.

 

Guarda-Redes - Antonio Adán (34, 1,90m, 3M€), João Virgínia (22, 1,92m, 1M€)  e André Paulo (25, 1,88m, 0,1M€)

Adán continua a estar a um altíssimo nível, nada deixando a dever a grandes guarda-redes estrangeiros que  tivemos no passado e que chegaram ao Sporting também na parte final das suas carreiras, como Meszaros e Schmeichel.

Mas João Virgínia não faz esquecer Luis Maximiano. E André Paulo, um guarda-redes sóbrio e tranquilo, ainda não foi testado a grande nível. Se Adán tiver algum azar, podemos ter aqui um problema, ou até um grande problema. Concluindo, valha-nos o Santo Adán.

 

Ala Direito - Pedro Porro (22 anos, 1,76m, 25M€), Ricardo Esgaio (28, 1,73m, 6M€) e Gonçalo Esteves (17, 1,71m, 3M€)

Claro que Esgaio não esteve bem na única derrota do Sporting na primeira volta, e que Porro denota alguma fragilidade física, mas entre aqueles três temos a melhor ala direita de sempre. Porro está na calha para a titularidade da selecção A espanhola, Esgaio tem escola de avançado e é habitualmente fiável, e o Gonçalo é simplesmente um portento. Não me parece que seja por aqui que não chegaremos aos objectivos da época. 

 

Defesa  - Sebastián Coates (31, 1,96m, 14M€), Luís Neto (33, 1,85m, 2M€), Gonçalo Inácio (20, 1,86m, 16M€), Zouhair Feddal (32, 1,92m, 5M€) e Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€)

Desde logo salta à vista que falta aqui alguém, porque são cinco jogadores para três posições num sector muito marcado por castigos e lesões. Esgaio desempenhou pontualmente estas funções mas para mim francamente mal. Depois, a condição física de Feddal e Coates tem de ser gerida com pinças, Neto continua a sofrer dos nervos, o que francamente já chateia, Matheus Reis tem deficiências de posicionamento naturais, ficando apenas um Gonçalo fiel escudeiro de Coates.

Faltaria outro Gonçalo de pé direito, coisa que Quaresma não conseguiu ser e continua no banco do Tondela. Depois olhamos para a equipa B - Goulart, Chico Lamba, Marsà - e não vemos ninguém que se destaque. Nem nos sub23, não sei onde pára o Gilberto Baptista. Concluindo: temos aqui o mesmo cenário do que na baliza. Uma coisa é o trio Inácio-Coates-Feddal, outra coisa é outra coisa.

 

Ala Esquerdo - Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€), Rúben Vinagre (22, 1,74m, 5M€) e Flávio Nazinho (17, 1,80m, 0,5M€), Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€) e... Marsà (22, 1,85m, 0,2M€)?

Parece muita gente para um lugar, mas a verdade é que nenhum deles nem de perto nem de longe se compara a Nuno Mendes. Para mim o melhor ala que temos é Matheus Reis: empenhado, fisicamente resistente, duro a defender, versátil a atacar. Vinagre tem sido uma desilusão, sem intensidade defensiva e monocórdico a atacar. Nazinho estã muito verde, Nuno Santos tem a cabeça no ataque e descura as tarefas defensivas, e Marsà fez uma excelente exibição a defesa esquerdo pela B e algumas bem medíocres a defesa central. O futuro será Matheus Reis e Marsà?

 

Médios Centro - João Palhinha (26, 1,90m, 26M€), Matheus Nunes (23, 1,83m, 22M€), Daniel Bragança (22, 1,69m, 8M€) e Ugarte (20, 1,82m, 8,5M€)

Aqui não resisto a copiar o que escrevi em Setembro: "O Sporting está a todo o custo a tentar assegurar a continuidade de João Mário. Ele é o maestro da equipa e, depois duma época de recuperação a todos os níveis, a próxima poderá ser melhor. Palhinha e João Mário formam uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição, outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Saindo João Mário, Ryan Gauld seria muito bem-vindo, jogo mais directo e intenso. Ficando João Mário, seria melhor o Sporting apostar num jogador diferente, tipo Oceano, para servir de alternativa a Palhinha. Na equipa B, e pelo que vi, Rodrigo Fernandes - que sem dúvida muito evoluiu esta época - ainda não tem a intensidade necessária. Já Bruno Paz ainda muito "a gasóleo", precisaria dum empréstimo na 1.ª Liga para conseguir outro andamento competitivo. Concluindo, aqui tudo depende de conseguirmos manter ou não a dupla titular."

E lá saiu João Mário, lá veio um "Oceano" chamado Ugarte, um excelente jogador também na calha para titular da sua selecção, lá foram à sua vida Rodrigo Fernandes e Bruno Paz, mas a verdade é que ninguém esperaria a explosão tremenda de Matheus Nunes. Que veio resolver muita coisa.

Assim ficámos com uma linha média duma enorme qualidade, quatro belos jogadores para duas posições, aos quais em caso de necessidade se podem juntar Tabata ou Pedro Gonçalves. Um dos pontos mais fortes deste plantel.

 

Interiores - Pedro Gonçalves (23, 1,73m, 38M€), Tabata (24, 1,78m, 4M€), Jovane (23, 1,76m,7M€),  Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€), Sarabia (29, 1,74m, 25M€),  Catamo (20, 1,74m, -) ... Marcus Edwards (23, 1,68m, 13M€)?

Esta é a posição Balakov, sempre ocupada por baixinhos com remate ao golo e uma grande capacidade quer para jogar entrelinhas quer para ir à linha de fundo. Jovane é o tal o joker que pode decidir títulos e troféus vindo do banco, não lhe peçam mais do que isso. Pedro Gonçalves e Sarabia assumem a titularidade. Nuno Santos e Tabata são suplentes fiáveis. A vinda de Marcus Edwards só se justifica em termos de prevenir a saída de Sarabia no final da temporada, porque de resto a posição está bem fornecida. Qualidade não falta a qualquer um, só precisam de estar em dia sim quando entrarem em campo.

Pontas de lança - Paulinho (29, 1,87m, 13M€), Tiago Tomás (19, 1,80m, 5M€) e ... ???

Sobre Paulinho pouco mais haverá a dizer, o muito de bom que traz à equipa e os seus pontos fracos. Tiago Tomás encontra-se numa fase de transformação física que faz com que se perca em campo e talvez justificasse o empréstimo. Faz mesmo falta um outro avançado-centro, forte a jogar de cabeça, faz mesmo falta um... Coates lá na frente, porque quando ele para lá vai o Sporting cria mesmo perigo.

Olhando para os emprestados, Sporar deve ficar por Inglaterra, os dois Pedros não estão a justificar, fica o Luiz Phellype, que pouco joga no Santa Clara e que se estiver mais parecido no físico com Matheus Reis do que quando foi para os Açores, poderá ajudar. Na B e nos sub23, temos um Chermiti ainda muito verde, um Paulo Agostinho alto e trapalhão, o Sogklund não sei onde pára. Sobre o novo menino de Amorim, o Rodrigo, não tenho opinião.

Que avançado-centro a alinhar em Portugal seria interessante para o Sporting? Só vejo um que mora do outro lado da 2.ª circular e que foi o vice-artilheiro do campeonato no ano passado. Onde é que anda o Bas Dost?

 

Resumindo:

Tem sido uma época muito intensa. Já conseguimos dois grandes feitos, muito temos ainda para ganhar, as oscilações de forma são naturais, os castigos e as lesões vão fustigar-nos. Precisamos de ter engenho, arte e muita sorte do nosso lado.

O plantel é curto e está espremido ao máximo, Conviria assegurar dois ou três reforços nas zonas críticas da defesa e do ataque. Mas o mais importante é manter este plantel e que a sorte (ou o Antero, conforme quiserem) nos ajude... 

 

#JogoAJogo

SL

Avisei

6 de Agosto:

«Quanto ao plantel, é mesmo curto. Basta uma lesão de Coates e uma exclusão de Palhinha em simultâneo para a trave mestra ficar abalada. Andamos a jogar sem um central de pé direito há muito tempo.»

«Vieram Vinagre e Esgaio mas continuamos com carências no plantel. Falta-nos, obviamente, outro central que jogue preferencialmente com o pé direito. Neto - que nem tem jogado - é manifestamente insuficiente. Andarmos a jogar com três centrais esquerdinos é solução de recurso. Que tem os seus riscos, como se viu no golo do Braga na Supertaça.»

«No ano passado, que eu tivesse reparado, nunca ouvi o treinador dizer que o plantel era curto. Agora já disse, o que faz bastante diferença. É uma espécie de aviso, também aos adeptos cujo ânimo varia muito: tanto põem a equipa nos píncaros como a rasgam de alto a baixo, conforme os casos.»

 

11 de Agosto:

«Quantos avançados tem o Porto? Quantos tem o Benfica? Quantos tem o Sporting? Porto e Benfica precisam de colocar defesas lá na frente para dar a volta a jogos quando faltam golos? Basta responder a estas perguntas, creio, para se iluminar o dilema de Amorim neste início da nova época.»

 

(perdoem as autocitações...)

É chato

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Durante três anos, andaram umas dúzias de fervorosos militantes anti-Varandas a bradar contra a alegada "submissão" do Sporting à Gestifute, garantindo que o nosso emblema iria tornar-se refém desta empresa a muito curto prazo. Por ironia, eram os mesmos que bateram palminhas e soltaram urros de alegria quando Jorge Jesus, um dos principais treinadores do catálogo de Jorge Mendes, assumiu as funções de técnico principal do futebol leonino. Nessa altura, ao que parece, a Gestifute não era produto tóxico...

Como tem acontecido em tantas outras matérias, a realidade encarregou-se de desmentir as fábulas da tal legião anti-Varandas. Aos poucos, o nosso plantel profissional foi-se preenchendo com futebolistas representados por outros empresários. O penúltimo ainda representado por Mendes, Rodrigo Fernandes, acaba de rumar ao Dragão após ter sido lançado por Silas na equipa principal, onde não singrou. 

Neste momento, dos nossos jogadores do primeiro escalão, só Daniel Bragança e Manuel Ugarte mantêm vínculo à Gestifute. Apenas dois em vinte e três, portanto. Conclusão: fica a narrativa dos tais reduzida a coisa quase nenhuma.

É chato.

Mais fortes ou mais fracos?

Encerrou ontem o mercado de Verão nos principais mercados e o Sporting conseguiu reduzir a folha salarial através da dispensa/venda/empréstimo de algumas dezenas de excedentários, encaixar de imediato uns bons milhões do saldo bem positivo de 36M€ entre compras e vendas, e, mais importante que tudo, segurar quase todas as suas jóias e receber do Porto dois diamantes por lapidar, Gonçalo Esteves e Marco Cruz. Até nos conseguimos libertar dum tal Mattheus Oliveira, filho do Bebeto, um daqueles casos em que com certeza alguém deve ter alguma explicação para dar...

Mas não há bela sem senão. Depois disso ficámos com um plantel chupado até ao tutano. Claro que os plantéis curtos têm a vantagem de ninguém andar aborrecido. Vai haver oportunidades para todos, mas com uma época tão exigente, com Champions, talvez Liga Europa, mais as três provas nacionais, muitos jogadores nas selecções, as lesões e os castigos são incontornáveis, os Godinhos andam por aí e não perdoam, faltariam de facto mais três ou quatro  jogadores distribuídos pelos sectores mais carentes.

 

Podemos assim olhar para o plantel resultante e perguntar se estamos mais fortes ou mais fracos que na época passada.Temos então o seguinte:

1. GR: Igual

Mantém-se Adán, João Virgínia troca com Luis Maximiano como suplente. Tratando-se de dois jovens com idades e percursos nas selecções jovens semelhantes, pode-se pensar que estamos mais ou menos iguais.

2. AL: Melhor

Na época passada Amorim foi testando vários jogadores como alternativa a Porro, como Matheus Nunes e Plata, e a verdade é que teve de vir João Pereira para dar tranquilidade na posição. Vindo Esgaio ficamos com dois alas direitos de qualidade aproximada, pelo que estamos melhor. E ainda existem o Gonçalo Esteves e o Heverthon nos B, os dois de enorme potencial.

3. AE: Igual 

Nuno Mendes tem um potencial incrível e vai ser um tremendo lateral esquerdo, mas veio Vinagre que já provou que assegura bem o lugar. Depois existem Esgaio, Matheus Reis e Nuno Santos como alternativas, para titulares ou entrarem em determinados momentos do jogo. Também temos Nazinho na B e o tal Marco Cruz. Digamos que trocámos a magia do Nuno pela competência do Vinagre.

3. DC: Pior.

Com a saída de Quaresma ficamos reduzidos a quatro defesas centrais mais um defesa lateral adaptado para três posições, o que me parece francamente pouco. Olhando para a B, acabada de ser derrotada 4-3 em Torres Vedras, vejo um Chico Lamba muito verdinho e um Goulart limitado. Nos sub23 não vejo ninguém que se destaque. Vamos ver o rendem o Marsá contratado ao Barcelona e o Catena ao Roma. Depois há o Frobenius nos juniores que tem mesmo pinta de Eric Dier. Concluindo, se a inflamação do joelho de Coates continuar ou algo ainda pior acontecer,  temos aqui um grande sarilho.

3. MC: Melhor

Neste sector saiu João Mário e entrou Ugarte, mas a grande diferença está no rendimento de Matheus Nunes e na adaptação de Tabata. Ficamos assim com cinco jogadores para 2/3 posições, por ordem de intensidade defensiva: Palhinha, Ugarte, Matheus Nunes, Tabata e Daniel Bragança. E ainda com Essugo nos B. Penso que estamos bem servidos e mais equilibrados do que na época passada.

4. ID/E: Muito melhor

No esquema de Amorim, os dois interiores não têm posição fixa, vagueiam entre o ala e o pivot central/ponta de lança e trocam diversas vezes de lado para confundir marcações. A vinda de Sarabia, consagrado internacional A pela Espanha proveniente dum PSG, obviamente veio melhorar muito este sector, que conta com Nuno Santos e Jovane, podendo ainda recorrer a Tabata e TT. Plata e Joelson nunca foram opção firme para Amorim, pelo que a saída dos dois não se fará sentir. Na B o mais próximo de integrar o plantel será Catamo, vamos ver como evolui. Pelo que estamos muito melhor do que na época passada.

5. PL: Igual

O Sporting passou grande parte da época anterior a jogar sem ponta de lança, com três interiores/avançados vagabundos, e não foi por isso que deixou de ser campeão. Mas a entrada de Paulinho deu outra dimensão ao futebol do Sporting, fazendo muito bem um triângulo central com os dois médios centros e projectando os interiores para o ataque. TT está a ser trabalhado como uma alternativa a Paulinho para jogos onde a necessidade de atacar a profundidade seja mais evidente. O grande problema de momento é que quer um quer outro jogam bem mais do que marcam, e especialmente jogam mal de cabeça, conseguindo falhar golos de forma escandalosa. Pedro Marques, Pedro Mendes e Luiz Phellype não constituem apostas para Amorim, se calhar porque para ele é mais importante o trabalho de sapa em benefício da equipa do que a marcação de golos oferecidos por essa mesma equipa. Olhando para a B, o Paulo Agostinho, muito trapalhão, não me parece com futuro na posição, mas já nos sub23, Sogklund ameaça ser um caso sério, com potência física, capacidade de desmarcação e remate ao golo. Será que entre os três, Paulinho, TT e Sogklund, vamos começar a ver golos "à ponta de lança" em catadupa, ou vão ter de ser os interiores mais uma vez a tratar do assunto? E quando é que vamos ver um golo de cabeça marcado por algum dos pontas de lança?

 

Concluindo, o Sporting melhorou significativamente o plantel em termos qualitativos, mas parece curto em dois sectores essenciais: o eixo da defesa e o ataque (ou melhor o cabeceamento) ao golo.

Grande confiança em Amorim, capacidade de liderança, obsessão pelo trabalho, ideias claras, sempre à procura de novas soluções para tornear o conhecimento adversário, o melhor treinador do Sporting desde o "dobradinha" Boloni, e uma equipa que inevitavelmente vai crescer muito com a Champions. 

Vamos com tudo e que a sorte nos ajude.

E eu vou aos bilhetes para o Porto, PSV e Dortmund...

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quem vai ser a próxima revelação?

É um desafio que proponho aos leitores do És a Nossa Fé. Tal como Pedro Gonçalves foi quem mais se destacou no plantel leonino que se sagrou campeão nacional na época 2020/2021, venho pedir-vos opiniões sobre quem será a próxima grande revelação do Sporting nesta época recém-iniciada.

Com a promessa de que lá para Maio de 2022 virei fazer o balanço, enaltecendo aqueles que aqui tiveram maior capacidade de antever os factos antes de acontecerem.

Alerta de Amorim: «O plantel é curto»

«Nós temos um plantel bastante curto.» Não se repararam, mas Rúben Amorim fez ontem esta declaração na conferência de imprensa destinada a lançar o Sporting-Vizela de logo à noite. Uma frase que ganha ainda mais premência caso se confirmem as notícias que dão como certa a saída de Matheus Nunes até ao final do mês. Neste cenário, ficamos com dois rombos no meio-campo - o primeiro foi a partida de João Mário, sem surpresa o melhor em campo no Spartak-Benfica da passada quarta-feira.

Neste contexto, venho perguntar-vos que posições devem ser reforçadas com mais urgência no plantel leonino que hoje inaugura a temporada futebolística 2021/2022. E, se quiserem, adiantem nomes de eventuais alternativas que podem chegar a Alvalade.

Que plantel para a próxima época?

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Terminou a época 2020/2021 e o grande vencedor foi o Sporting Clube de Portugal. Conquistámos o campeonato e a taça da Liga, o Braga conquistou a taça de Portugal, o Porto conquistou uns milhões de euros via uma carreira interessante na Champions, o Benfica conquistou a taça desgraçados do Covid, seja lá isso o que for.

É tempo de pensarmos que plantel vamos ter na próxima época. E vai ser uma época tremendamente exigente. Vamos ter a defesa do título, a participação na Champions, temos muitos jogadores nos compromissos das selecções A e sub21 que inevitavelmente a vão começar mal, e depois de atingirem sucesso vai ser complicado para todos se superarem.

Para falar do plantel temos de falar dos jogadores com contrato para a próxima época, dos que podem sair por propostas irrecusáveis. Aqui falamos no trio que vai ao Europeu, e também dos que estiveram emprestados ou nas equipas B e sub23. E há muita gente, mesmo demasiada, nestas últimas situações. Quem é que desses tem condições para reforçar o plantel principal? Vejo poucos ou nenhuns, os melhores dos jovens já lá estão, muito trabalho para Hugo Viana gerir vendas e dispensas, baixar a folha salarial e encaixar capital.

 

Que objectivos se podem colocar para a próxima época? Em primeiro lugar o apuramento directo para a Champions do ano seguinte, porque é isso que permite sustentação financeira e desportiva do Sporting como clube grande. Depois podem acontecer coisas melhores, desde logo revalidar o título, ultrapassar a fase de grupos da Champions ou até conseguir a dobradinha. Seria fantástico, mas se calhar seria sonhar de mais. Vamos com calma. 

Repetindo o que desde há muito que tenho vindo a dizer, Rúben Amorim instituiu no Sporting um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica, e que no meu entender se baseia na segurança defensiva e na posse paciente, a toda a largura do campo, à procura dos momentos certos de ruptura atacante, contando para isso com um trio de avançados muito móveis apoiados por dois alas de costa a costa. Com Amorim não existem planos B e C, são os ajustamentos de pormenor e as alterações de protagonistas que trazem coisas diferentes ao jogo de acordo com o que o mesmo está a pedir. Amorim, como eu, acredita que é fazendo muitas vezes a mesma coisa que a fazemos melhor.

Por outro lado, e muito ajudado por alguns jogadores "do tempo dele", conseguiu criar um balneário muito coeso e uma disciplina de trabalho muito forte. Quem não consegue corresponder sabe que poderá ter retiros sabáticos na equipa B, e sabe também que tem nessa e nas outras equipas da formação quem possa no dia seguinte ocupar o seu lugar. Por tudo isto, não vejo que Amorim esteja interessado em contratações de grandes craques e muito menos de "primas donas" que venham estragar o que lhe custou tanto a construir. Obviamente que Cristiano Ronaldo seria sempre muito bem-vindo, para o melhor jogador de todos os tempos haveria sempre lugar, os mais novos se calhar lutariam por lhe engraxar as botas, mas isso por enquanto também não passa de sonho.

 

Com o sistema táctico definido, podemos então pensar o plantel, havendo jogadores que poderão ocupar diferentes posições do 3-4-3.

Para cada jogador coloquei a idade, altura e valor no Transfermarkt.

 

Guarda-Redes - Luis Maximiano (22 anos, 1,90m, 5M€), Antonio Adán (34, 1,90m, 3M€), André Paulo (24, 1,88m, -), Diego Callai (16, 1,91m, -) 

Adán fez uma época tremenda, embora com dois deslizes que custaram pontos, e Max quando foi chamado mostrou que está em condições de fazer qualquer coisa de semelhante. Além das lesões, que podem acontecer a qualquer momento, numa época exigente haverá espaço para os dois, e não fará sentido nenhum Max trocar o banco do Sporting pelo banco doutra equipa qualquer. Renan continua sem contar para Amorim, em regime de ocupação dos tempos livres e sem vontade de sair. Depois temos um guarda-redes sóbrio e regular como André Paulo e um miúdo muito promissor, Diogo Callai, falado para integrar a pré-época. Concluindo, nesta posição estamos muito bem servidos.

 

Ala Direito - Pedro Porro (20 anos, 1,76m, 17M€), Hevertton Santos (20, 1,82m, -) e... Ricardo Esgaio (28, 1,73m, 6M€) ?

Porro fez uma época tremenda, chegou à selecção A de Espanha e é o titular da posição. Hevertton, capitão dos sub23, agora integrado na  equipa B, demonstra enorme potencial. Quer um quer outro têm o ponto forte no ataque e garantem intensidade, resistência e capacidade de cruzamento, obviamente com o Porro já a outro nível. Bruno Gaspar e Ristovski já se foram, Rosier fez uma boa época na Turquia e pretende ficar por lá, nenhum deles se pode comparar a Porro. Para termos uma alternativa de nível semelhante ao titular, Esgaio era a solução ideal. Dispensa apresentações, é da casa e trabalhou com Amorim, um óptimo rapaz, ficávamos com esta posição muito bem preenchida.

 

Defesa Central Direito - Eduardo Quaresma (19, 1,85m, 5M€), Neto (33, 1,85m, 2M€), Gonçalo Inácio (19, 1,86m, 9M€)  e...  ???

O lado direito da defesa foi o calcanhar de Aquiles do Sporting esta temporada, muitos dos golos sofridos nasceram de arrancadas e/ou cruzamentos por este lado aproveitando o adiantamento do Porro. Nessa posição Neto sai fora da sua zona de conforto, Quaresma tarda em dar o salto, Gonçalo Inácio joga de pé trocado e em termos de futuro não é bom nem para a equipa nem para o rapaz, se calhar por isso não integrou a convocatória de Rui Jorge para os sub21. Olho para a equipa B e vejo centrais que comprometem a equipa, olho para os sub23 e vejo um baixote a jogar. Parece-me que aqui o Sporting tem de contratar alguém de valor firmado para chegar e ser logo titular. Dava imenso jeito um Mathieu dextro, muito forte no jogo aéreo e a marcar livres directos. Quem?

 

Defesa Central - Sebastian Coates (30, 1,96m, 14M€), Luís Neto (33, 1,85m, 3M€) e Gonçalo Inácio (19, 1,86m, 9M€)

Esta é a posição tradicional de defesa central onde "El patrón" Coates está como peixe na água. Por outro lado, Neto e Inácio até parecem render mais nesta posição central do que nos lados. Pelo que estamos muito bem servidos.

 

Defesa Central Esquerdo - Gonçalo Inácio (19, 1,86m, 9M€), Zouhair Feddal (31, 1,92m, 6M€) ? e Matheus Reis (26, 1,83m, 2,5M€)

Feddal fez uma época regular mas Matheus Reis tem dificuldades na posição. O lugar mais tarde ou mais cedo é de Gonçalo Inácio. Mesmo que Feddal saia, o problema maior está do outro lado da defesa. 

 

Ala Esquerdo - Nuno Mendes (18, 1,84m, 25M€) ?, Vitorino Antunes (34, 1,76m, 1M€), Matheus Reis (26, 1,83m, 2,5M€), Flávio Názinho (17, 1,80m, -) e... Rúben Vinagre (22, 1,74m, 5M€) ?

Aqui devemos perder a estrela da companhia e precisamos de contratar. Rúben Vinagre parece uma cópia de Porro em termos físicos, tem o mesmo agente que Pedro Gonçalves e Nuno Santos, fez boa parte da formação em Alcochete, é uma solução mais que óbvia. Antunes poderá sair também, mas temos em Matheus Reis um suplente fiável. Flávio Názinho é aposta a médio prazo.

 

Médios Centro - João Palhinha (25, 1,90m, 15M€), Matheus Nunes (21, 1,83m, 5M€), Daniel Bragança (22, 1,69m, 5M€), João Mário (27, 1,79m, 12M€), Dário Essugo (16, 1,79m, -)

O Sporting está a todo o custo a tentar assegurar a continuidade de João Mário. Ele é o maestro da equipa e, depois duma época de recuperação a todos os níveis, a próxima poderá ser melhor. Palhinha e João Mário formaram uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição, outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Saindo João Mário, Ryan Gauld seria muito bem-vindo, jogo mais directo e intenso. Ficando João Mário, seria melhor o Sporting apostar num jogador diferente, tipo Oceano para servir de alternativa a Palhinha. Na equipa B e pelo que vi, Rodrigo Fernandes - que sem dúvida muito evoluiu esta época - ainda não tem a intensidade necessária. Já Bruno Paz, ainda muito "a gasóleo", precisaria dum empréstimo na 1.ª Liga para conseguir outro andamento competitivo. Concluindo, aqui tudo depende de conseguirmos manter ou não a dupla titular.

 

Interiores - Pedro Gonçalves (23, 1,73m, 15M€), Tabata (24, 1,78m, 4M€), Jovane (22, 1,76m, 6M€),  Nuno Santos (26, 1,76m, 6M€), Tiago Tomás (18, 1,80m, 6M€), Gonzalo Plata (20, 1,78m, 4M€), Joelson Fernandes (18, 1,72m, 6M€) e... Marcus Edwards (22, 1,68m, 10M€) ?

Esta é a posição Balakov. Na falta dum artilheiro eficaz, foram alguns destes jogadores o abono de família da equipa, uns mais verticais, outros a render mais entre-linhas no passe e remate. No conjunto marcaram mais de 2/3 dos golos esta temporada e foram fundamentais para a excelente carreira do Sporting na Liga. Pedro Gonçalves destacou-se esta temporada, mas nos outros há também muita qualidade e capacidade de crescimento. É preciso mais alguém? Para vir mais um baixinho, algum outro baixinho vai ter de sair... tudo vai depender das propostas que existirem. Se calhar faria falta um jogador de características diferentes, tipo... Balakov.

 

Pontas de lança - Paulinho (28, 1,88m, 15M€), Andraz Sporar (27, 1,86m, 5M€), Luiz Phellype (27, 1,88m, 3M€), Pedro Marques (23, 1,81m, 0,9M€), Pedro Mendes (21, 1,87m, 0,5M€) e ... ???

Esta é a posição Yazalde. O problema é que não há Yazalde, nem sequer Bas Dost, nem nenhum dos grandes artilheiros que por aqui passaram, e o que o trio Paulinho, Sporar e LP tem em comum, não discutindo o muito que Paulinho dá ao jogo de equipa, é mesmo a grande dificuldade de marcar golos. Depois temos Pedro Marques, já com uma apetência maior para o efeito. Pedro Mendes, para grande pena minha, continua a desperdiçar oportunidades. E nenhum destes cinco se destaca pelo seu jogo de cabeça, falta um "cabecinha de ouro" no plantel. Aqui seria de vender Sporar, Luiz Phellype e Pedro Mendes, preferir Pedro Marques a Tiago Tomás como ponta de lança isolado quando isso tiver que acontecer, e contratar algum Jardel que por aí ande.

 

Resumindo:

Preparar a nova época como campeão português, e com entrada no pote 1 da Champions assegurada, é bem melhor que prepará-la como quarto classificado e duas eliminatórias da Liga Europa para ultrapassar antes da fase de grupos. Isso também quer dizer que o Sporting vai ter mais facilidade esta época em contratar melhor, e que mais jogadores do plantel quererão ficar, recusando propostas mais vantajosas. 

Sistematicamente fora da Champions, o Sporting estaria condenado a ser o Braga do sul, e não foi para isso que o Sporting foi criado. Foi para ser "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa". De regresso agora à Champions, existe uma oportunidade real de voltar para ficar e apenas assim o Sporting vai conseguir cumprir o seu destino.

 

Por último:

Fica aqui o convite para dizerem de vossa justiça sobre os ajustamentos a fazer no plantel do Sporting, inclusivamente com sugestões sobre jogadores que seriam bem-vindos para reforçar o plantel de acordo com as ideias e o modelo de jogo de Rúben Amorim.

 

PS: Emprestados e encostados, para além dos mencionados, com um valor de mercado de cerca de 23M€:

1. Renan Ribeiro (encostado, 0,6M€)

2. Lumor (encostado, 1M€)

3. Tiago Ilori (emp. Lorient, 1M€)

4. Battaglia (emp. Alavés, 4M€)

5. Rosier (emp. Besiktas, 7,5M€)

6. Doumbia (emp. Huesca, 3,5M€)

7. Eduardo Henrique (emp. Crotone, 2M€)

8. Ivanildo Fernandes (emp. Almeria, 1 M€)

9. Diaby (emp. Anderlech, 2,8 M€)

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Que plantel para o resto da temporada?

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Com o Sporting destacado na liderança da Liga, tendo decorrido já mais de 1/3 da prova, e o mercado de Inverno prestes a abrir, penso que vale a pena voltar a reflectir sobre o valor do plantel actual de acordo com os objectivos ainda viáveis para esta época. Não para desvalorizar ou desmerecer o brilhante trabalho que estes jogadores e este treinador têm feito, mas para analisar os pontos de melhoria face ao que todos queremos e ansiamos.

E que objectivos são esses? Em primeiro lugar o apuramento directo para a Champions do próximo ano, ou seja, ficar à frente de Porto ou Benfica, e Braga. Depois podem acontecer coisas melhores, uma dobradinha seria óptima. No que respeita a piores, o 3.º lugar deste abre também um caminho (das pedras) para a Champions do próximo ano.

Como sabem, Rúben Amorim instituiu no Sporting um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica, e que no meu entender se baseia na segurança defensiva e na posse paciente, a toda a largura do campo, à procura dos momentos certos de ruptura atacante. Com Amorim não existem planos B e C, são os ajustamentos de posicionamento de pormenor e as alterações de protagonistas que trazem coisas diferentes ao jogo de acordo com o que o mesmo está a pedir. Amorim, como eu, acredita que é fazendo muitas vezes a mesma coisa que a fazemos melhor.

À partida pode dizer-se que esta ideia não é melhor nem pior do que as dos bons treinadores que ultimamente têm passado pelo Sporting, as de Marcel Keizer, Jorge Jesus, Marco Silva ou Leonardo Jardim, mas o que não há dúvida é que está a resultar. Essa ideia patrocinada por Frederico Varandas e Hugo Viana levou a uma selecção criteriosa do melhor que havia internamente, alguns ficaram mesmo pelo caminho, e foram procurados reforços com critério. O Covid atrapalhou a pré-temporada, perdemos o acesso à Liga Europa, mas a equipa reencontrou-se na Liga e os resultados têm sido entusiasmantes.

 

Com o sistema táctico definido, podemos então voltar a avaliar o plantel, notando que existem jogadores que poderão ocupar diferentes posições do 3-4-3.

Vamos então pontuar de 1 a 5 cada posição, sendo 3 o mínimo exigível para o pretendido, um plantel com condições plenas para alcançar os objectivos da época:

 

Guarda-Redes - Max (21 anos, 1,90m), Adán (33, 1,90m), André Paulo (24, 1,88m) - Nota 4 (mantém)

Para esta posição Amorim pretende um híbrido de Damas e Fraguito (ou Rui Patrício e William para os mais novos), o que, convenhamos, é pedir muito. Adán tem sido o titular na posição, veio com a ferrugem de ter estado demasiado tempo a aquecer o banco de grandes clubes espanhóis, mas tem estado globalmente bem, com uma ou outra falha como aquela saída contra o Famalicão, passes que vão parar fora do campo ou aos pés dos adversários, mas esteve a grande nível nestes dois últimos jogos. Max tem estado remetido a uma situação de suplente e de aprendizagem contínua, mas já demonstrou que pode muito bem fazer o lugar, e se calhar mais dia menos dia vai superar Adán. Aparentemente Renan não conta para Amorim, veio o André Paulo que ganha minutos na equipa B. Acho que estamos bem servidos na posição, e Max merece actuar nas competições menores, a começar pela Taça da Liga.

 

Ala Direito - Porro (20 anos, 1,76m), Plata (19, 1,79m) - Nota 4 (era 2,5)

Esta posição é um híbrido de extremo com lateral, o tal "carrillero" argentino. A posição de lateral direito tem sido tradicionalmente o calcanhar de Aquiles do plantel, e só com muita boa vontade e caridade cristã poderíamos considerar Ristovski, Bruno Gaspar, Thierry Correia ou Rosier à altura das necessidades. Ou porque defendem mal ou porque atacam pior. Porro tem vindo a demonstrar coisas dum lateral direito de topo, já é capitão dos sub-23 de Espanha, e candidato à selecção A. Plata está a ser adaptado para ala, e já demonstrou também que pode fazer bem o lugar, nalguns jogos pode até ser uma arma para desequilibrar a partir do banco. Matheus Nunes ou Nuno Mendes podem fazer o lugar em emergência. Estamos bem servidos nesta posição.

 

Defesa Central Direito - Eduardo Quaresma (18, 1,85m), Neto (32, 1,85m) - Nota 2,5 (mantém)

Esta é a posição Mathieu (dextro). O problema é que ele já cá não está, Neto tem muitas dificuldades na construção e Quaresma ainda está muito verde. Pelo que temos aqui um problema. Sério.

 

Defesa Central - Coates (29, 1,96m), Neto (32, 1,85m) e Inácio (18, 1,86m) - Nota 4 (mantém)

Esta é a posição tradicional de defesa central onde "El patron" Coates está como peixe na água. Por outro lado, Neto e Inácio parecem render mais nesta posição central do que nos lados. Pelo que estamos bem servidos.

 

Defesa Central Esquerdo - Inácio (18, 1,86m), Feddal (30, 1,92m)  - Nota 3  (era nota 3)

Feddal tem estado melhor que Neto, e garante uma boa saída de bola pela esquerda e uma protecção das costas de Nuno Mendes. Inácio, tal como Quaresma do outro lado, ainda está muito verde para a posição e Borja parece estar de saída. Pode vir aí Matheus Reis para consolidar a posição. De qualquer forma parece que estamos melhor do que do outro lado.

 

Ala Esquerdo - Nuno Mendes (18, 1,84m), Antunes (33, 1,76m), Nuno Santos (25, 1,76m)  - Nota 4 (era 3)

Falhando aqui ou ali, Nuno Mendes continua a demonstrar valor para ser o titular indiscutível da posição, forte a defender, centra e remata bem a atacar. Antunes continua à procura do ritmo perdido. Quando for preciso pôr a carne toda no assador Nuno Santos faz muito bem a posição. Estamos bem.

 

Médios Centro - Palhinha (25, 1,90m), Matheus Nunes (21, 1,83m), Daniel Bragança (21, 1,69m), João Mário (27, 1,79m) - Nota 4 (era 3)

Palhinha e João Mário têm sido uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Na equipa B existe ainda um Bruno Paz a recuperar o tempo perdido por uma lesão grave. Estamos bem servidos.

 

Interiores Direitos / Esquerdos - Tabata (23, 1,73m), Jovane (22, 1,76m),  Nuno Santos (25, 1,76m), Pedro Gonçalves (22, 1,73m), Tiago Tomás (18, 1,80m) - Nota 4 (Era 3)

Esta é a posição Balakov. Têm sido estes jogadores o abono de família da equipa, uns mais verticais outros a render mais entre-linhas no passe e remate. No conjunto marcaram mais de 2/3 dos golos, têm sido fundamentais para a excelente carreira do Sporting na Liga. Quatro deles vieram/foram promovidos já com Amorim e correspondem à ideia dele de jogo. Obviamente nenhum aguentará estar no topo uma época inteira, existem lesões e ciclos de forma, mas estamos bem servidos nesta posição.

 

Pontas de lança - Sporar (26, 1,86m), Luiz Phellype (27, 1,88m) - Nota 1,5 (era 3)

Aqui continuamos com um problema grave. Sporar é um ponta de lança móvel de qualidade, muito bom no contra-ataque, mas a quem falta instinto de "rato de área", se calhar neste esquema de Amorim será mais um interior que um ponta de lança, e LP29 continua a recuperar de grave lesão. Pedro Mendes está num empréstimo que não está a correr bem, Pedro Marques está muito bem na equipa B. Não existe aquele ponta de lança que a equipa precisa, e se Amorim quer o Paulinho entende-se o tipo de lança que ele pretende. 

 

Mas, dentro do estilo, o Sporting já teve bem melhor que Paulinho. Um bom ponta de lança, como Slimani ou Bas Dost nos seus melhores tempos, é um verdadeiro "canivete suiço" para uma equipa de futebol. Uma referência ofensiva para guarda-redes, defesas e alas, uma presença na área que arrasta marcações e provoca faltas, um grande marcador de golos com os pés e a cabeça, mais um defesa central nas bolas paradas defensivas, e depois disso tudo aquele que resolve por si o que o conjunto não consegue, levando a equipa ao colo e desmoralizando o adversário. Precisamos de alguém assim, até porque aqueles dois deixaram saudades.

Pode-se ganhar sem ponta de lança? Claro que sim, mas tem de se jogar muito e/ou ter muita sorte...

 

Treinador : Rúben Amorim (35, Nível III) - Nota 4,5 (Era 4)

Disciplinador, inspirador, com uma ideia de jogo bem definida da qual não se afasta faça chuva ou faça sol, com relvado luzidio ou pantanal, um discurso assertivo, sem reservas em apostar nos jovens, lembra-me com as devidas distâncias os melhores treinadores ingleses que tivemos, Malcom Allison ou Bobby Robson. Aém disso, tem uma boa leitura de jogo e geralmente mexe na equipa de forma positiva, como aconteceu agora contra o Braga. E está a construir uma equipa que sofre poucos golos, porque todos reagem bem à perda de bola e também porque em vantagem circula muito e bem a mesma, desgastando o adversário e controlando as suas reacções.

A equipa parece bem fisicamente, os guarda-redes parecem bem entregues a Vital, continua apenas a faltar alguém mais experiente no banco para o proteger de intervenções desnecessárias.

 

Resumindo: Com cerca de 1/3 dos jogos realizados estamos na liderança da Liga, com Benfica e Porto à perna, os dois com plantéis com outra dimensão e um ou outro craque que faz a diferença nos grandes jogos. Conviria muito que finalmente viesse um ponta de lança de qualidade, e também, se possível, um defesa central para actuar do lado direito. No fundo encontrar os sucessores de Bas Dost e Mathieu, porque de Bruno Fernandes, Acuña ou Raphinha já encontrámos.

De onde vem o dinheiro? Não há clube nenhum no mundo que não tenha dívidas, nem nenhum que compre tudo a pronto pagamento (parece que há um clube português de grande passivo a contratar jogadores pagando a meia dúzia de anos), importa é ser sustentável, desportiva e financeiramente, e para isso o acesso aos milhões da Champions é crucial. Sistematicamente fora da Champions, o Sporting está condenado a ser o Braga do sul, e não foi para isso que o Sporting foi criado. Foi para ser "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa".

Para isso ajudava muito libertar o plantel e as finanças da SAD dos excedentes, frutos da incompetência duns e doutros ou simplesmente da falta de sorte: Renan, Ristovski, Bruno Gaspar, Rosier, Doumbia, Battaglia, Paulista, Camacho, Ilori, Diaby, Ivanildo e não sei quantos mais. 

SL

Que plantel vamos ter este ano? (5.ª parte)

Quando terminou o estágio de pré-época do Sporting em Lagos publiquei a minha avaliação do plantel do Sporting, numa óptica de estar em condições de atingir os objectivos, que para o Sporting são e serão sempre os mesmos: ultrapassar os dois rivais nas provas internas, chegar o mais longe possível nas provas europeias e ficar apurado para a  Champions do próximo ano.

Entretanto o Covid atacou o plantel, ficámos eliminados da Liga Europa, estamos na Liga com duas vitórias e um jogo em atraso, e o mercado de verão do futebol mais ou menos fechou.

Nos dois rivais também foram acontecendo coisas, muitas entradas e saídas, e o Benfica acabou por ser relegado para a Liga Europa.

Então que avaliação fazer ao plantel de acordo com o racional atrás exposto e com o modelo táctico 3-4-3 de Rúben Amorim, pontuando de 1 a 5 cada posição, sendo 3 o mínimo exigível para o pretendido (note-se que existe repetição de jogadores, porque já se viu que podem actuar numa ou noutra)? 

 

Qualquer coisa como:

Guarda-Redes - Max (21 anos, 1,90m), Adán (33, 1,90m), Renan (30, 1,93m) - Nota 4 (mantém)

Com o confinamento de Max, Adán agarrou o lugar, tem estado globalmente bem, se calhar melhor do que Max esteve, mas a ideia que tenho é que Max pode ser bem melhor. Renan já demonstrou estar à altura, se for chamado. Pelo que estamos bem servidos na posição.

Ala Direito - Porro (20 anos, 1,76m), Plata (19, 1,79m), Nuno Mendes (18, 1,84m) - Nota 2,5 (era 1,5)

Esta posição tem sido tradicionalmente o calcanhar de Aquiles do plantel, e só com muita boa vontade e caridade cristã poderíamos considerar Ristovski, Bruno Gaspar ou Therry Correia à altura das necessidades. Porro tem sido uma boa surpresa, falhando aqui e ali mas ocupando bem a ala, e Plata já demonstrou que pode fazer bem o lugar, e nalguns jogos até ser uma arma para desequilibrar a partir do banco. Nuno Mendes também pode fazer o lugar. Pelo que já estamos bem mais próximos do necessário.

Defesa Central Direito - Eduardo Quaresma (18, 1,85m), Neto (32, 1,85m) - Nota 2,5 (mantém)

Enquanto Quaresma esteve de quarentena, Neto agarrou o lugar e tem vindo a subir de jogo. para jogo. Ainda acho que tem de melhorar, especialmente na saída de bola pela direita, para estar ao nível das necessidades.

Defesa Central - Coates (29, 1,96m), Neto (32, 1,85m) e Inácio (18, 1,86m) - Nota 4 (mantém)

Coates está como peixe na água na posição: é internacional A do Uruguai e o "presidente da junta". Na sua ausência, quer Neto quer Inácio parecem corresponder, Inácio com a vantagem de fazer lançamentos longos fenomenais.

Defesa Central Esquerdo - Inácio (18, 1,86m) e  Feddal (30, 1,92m) - Nota 2,5  (era nota 3)

Borja parece estar de saída, Feddal teve um mau arranque de temporada, Inácio ainda está muito verde, e esta posição não parece melhor do que a do outro lado.

Ala Esquerdo - Nuno Mendes (18, 1,84m), Antunes (33, 1,76m), Nuno Santos (25, 1,76m) e Gonçalo Costa (20, 1,70m) - Nota 4 (era 3)

Se Nuno Mendes está a demonstrar todo o seu valor, e até com direito a nota artística, as ideias arrumadas e um discurso assertivo, está ali o titular da Selecção A, Antunes anda ainda à procura do ritmo perdido, e quando for preciso pôr a carne toda no assador Nuno Santos faz muito bem a posição. Gonçalo Costa, dos sub-23, foi também inscrito. A saída de Acuña ficou muito bem colmatada.

Médios Centro - Palhinha (25, 1,90m), Matheus Nunes (21, 1,83m), Daniel Bragança (21, 1,69m), João Mário (27, 1,79m), Pedro Gonçalves (22, 1,73m), Rodrigo Fernandes (19, 1,84m) - Nota 3 (era 2,5)

Relativamente à ultima avaliação, saiu Wendel, entraram Palhinha e João Mário, e Matheus Nunes (só não vê quem não quer) está a caminho de ser um enorme e completo n.º 8: tem físico, intensidade, visão de jogo, passe longo e remate de meia distância, vai ser difícil roubar-lhe a titularidade. Mas depois temos Palhinha, que dá uma dimensão física extra ao meio-campo, e os levezinhos são mesmo muito bons de bola. Entre os cinco temos um belo meio-campo e dentro em pouco ninguem se vai lembrar de Wendel. Rodrigo Fernandes não deve ter qualquer hipótese, ainda precisa de crescer muito.

Interiores Direitos / Esquerdos - Vietto (26, 1,73m), Tabata (23, 1,73m), Jovane (22, 1,76m),  Nuno Santos (25, 1,76m), Pedro Gonçalves (22, 1,73m), Tiago Tomás (18, 1,80m), Joelson Fernandes (17, 1,72m) - Nota 3 (mantém)

Parecem muitos jogadores para poucos lugares, mas estas posições são as de maior desgaste, mais sujeitas a lesões e muitas vezes acabam por entrar quatro ou cinco numa partida. Jogadores de características diferentes, uns mais verticais outros a render mais entre-linhas no passe e remate, importa que marquem golos, coisa em que Jovane, Tiago Tomás e Nuno Santos se destacam relativamente aos restantes. Vietto continua a ser um irritante "pé frio". Falta o tal jogador diferente, mais carro de assalto, um "Marega", mas no conjunto, penso que temos a posição satisfatoriamente preenchida. 

Pontas de lança - Sporar (26, 1,86m), Luiz Phellype (27, 1,88m) - Nota 1,5 (era 3)

Aqui é que a porca torce o rabo. Sporar atravessa uma crise existencial e falha golos feitos, LP29 recupera de grave lesão, Pedro Mendes saiu, e continua a faltar um verdadeiro jogador de área, alto e forte, a aproveitar os centros dos alas e interiores e a facturar de cabeça com regularidade. Assim poucos penáltis vamos ter a favor, golos inesperados de cabeça, referência para o passe longo, e ajuda aos defesas nos lances de bola parada. Como quem não tem cão, caça com gato, Rúben Amorim inverteu o tridente ofensivo, pondo o falso ponta-de-lança entre linhas e libertando os dois interiores. Mas isso não vai chegar em muitas ocasiões, muito menos quando tivermos de reverter desvantagens no marcador no final das partidas. E então lá teremos Coates a ponta de lança...

 

Treinador : Rúben Amorim (35, Nível II) - Nota 4,0

Da outra vez não fiz, faço agora. Um pouco como Paulo Bento em seu tempo, um jovem treinador português de grande potencial que corresponde na perfeição ao que o Sporting precisa neste momento em que não tem argumentos financeiros para outros voos, mas antes uma guerra civil no clube descontrolada, com um bando de ressabiados apostados em desestabilizar a equipa. Disciplinador, com uma ideia de jogo bem definida da qual não se afasta faça chuva ou faça sol, um discurso assertivo, sem reservas em apostar nos jovens, lembra-me com as devidas distâncias os melhores treinadores ingleses que tivemos. Precisaria duma equipa técnica com outra experiência, a começar por um preparador físico de topo, como já aconteceu no que respeita ao treinador de guarda-redes. Por outro lado, falta um Manolo Vidal sentado ao lado dele no banco. Mas o essencial está lá e devemos lembrar-nos que Mourinho esteve para vir para o Sporting se não fossem os do costume que pensam que o Sporting são eles. Depois Mourinho fez a carreira que sabemos.

 

Resumindo: com um plantel com jovens de imenso valor, bem orientado, mas sem grandes craques nem um ponta de lança de peso, continuará a ser difícil competir com Benfica e Porto, mas para os restantes é mais que suficiente.

Quanto aos excedentários ainda por Alvalade (Camacho, Bruno Gaspar, Paulista, Ilori, Misic, Ivanildo Fernandes, Lumor e Ristovski) que tiveram obrigatoriamente de ser inscritos no dia de fecho de mercado, não acho que façam falta, e se for possível uma saída boa (no caso de Camacho era mais um empréstimo) para ambas as partes, é aproveitar. Senão, existe a equipa B, onde temos o Estrela da Amadora e o Oriental para ultrapassar na corrida para a 2.ª Liga.

 

Fico a aguardar os vossos comentários.

SL

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