Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Salazar das Antas já com proto-sucessor

dimetrodon_image-not-available.jpg

 

O FCP está em pé de guerra. Nunca vendeu tanto e nunca, ao mesmo tempo, a dívida da SAD portista disparou para níveis tão elevados. Uma charada que talvez só alguém pertencente ao bunker do parque jurássico saiba explicar.

Aquilo já não é um buraco: é uma cratera.

Dois dos "tesouros" da formação estão na porta de saída: ainda há pouco beijavam o emblema e já se preparam para dizer "hasta la vista, baby" à massa adepta que tanto os acarinhava. A caótica situação financeira do clube explica esta rápida dissolução do plantel recém-vencedor do título, já com quatro ou cinco baixas conhecidas. O que deve encher de alegria o maldisposto treinador.

Entretanto, um carismático pré-candidato à liderança quebra o tabu mandando o respeitinho às malvas e atreve-se a dizer que irá avançar para a presidência na próxima contagem de boletins. Anuncia-se enfim um sucessor do Salazar das Antas: André Marcello Caetano Villas-Boas.

 

O 25 de Abril ficará para mais tarde.

Mesmo assim, o mero anúncio de uma primavera "marcelista" bastou para pôr aquela gentinha a tremer. E levou até o dinossauro excelentíssimo a mobilizar o vice-grunho para dar as primeiras cacetadas - por enquanto só verbais - a quem se atreveu a desafiá-lo.

De caminho, o dito cujo dedicou-se à arte que pratica com mais esmero: a mentira. Dizendo que o antigo técnico de sonho foi afinal um quase-traidor por ter abandonado o barco a meia dúzia de dias do início de uma nova época. Quando os factos são bem diferentes: saiu cerca de dois meses antes e permitiu à agremiação empochar 15 milhões de euros, depositados pelo Chelsea para o tirar de lá.

Enfim, a coisa promete. É bom que eles, lá em cima, apertem os cintos de segurança. A turbulência será enorme.

Um aplauso ao Eduardo Dâmaso

Dâmaso.jpg

 

«Passaram esta quinta-feira 18 anos de um dos maiores escândalos da justiça e mais uns quantos da perpetuação de uma das maiores mentiras que alimenta o mundo do futebol.

Há dezoito anos, incomodado com as escutas do Apito Dourado, o Governo de Durão Barroso despachou os dois coordenadores da investigação, Teófilo Santiago e Massano de Carvalho. As escutas a Valentim Loureiro revelavam a velha central de favores no futebol mas também na política. Isso incomodou o governo. De telemóvel na mão, o major metia cunhas para a sua vida de autarca, pedia ajuda para o seu amigo Sousa Cintra construir na paisagem protegida da Costa Vicentina, exigia favores a ministros e secretários de Estado, insultava funcionários do Estado mais apegados a cumprir a lei.

A PJ do Porto respeitou escrupulosamente a investigação, resistiu a pressões e respeitou a separação de poderes, nada dizendo ao Governo sobre o que estava no processo. Os coordenadores do caso foram afastados, o director da PJ do Porto exonerado e quase ia sendo preso.

Esses dias negros para a Justiça ficam por conta do Governo de Barroso e é, também por isso, que estas escutas são importantes. Para memória futura. É nesse momento, aliás, que começa a grande mentira sobre a propalada ilegalidade das escutas. Esse primeiro ataque ao processo abriu a porta para quem tinha interesse em destruí-lo, sobretudo na parte mais quente, no que mostrava sobre o poder de Pinto da Costa.

As escutas do Apito Dourado foram totalmente legais, autorizadas e validadas judicialmente. Serviram, aliás, para condenar os arguidos no processo que envolvia o Gondomar. O que aconteceu foi que não eram, como não são, admissíveis para processos disciplinares na justiça desportiva, essa aberração, não apenas portuguesa, onde os estados abdicam de parte da sua própria soberania, entregando a justiça ao mundo do futebol e retirando-a dos tribunais.

O ónus da sua utilização está, portanto, em quem quis fazê-lo na dita justiça desportiva e não no processo judicial, nem nos investigadores. Elas não só foram completamente legais como, sim, é verdade, mostraram a corrupção activa e passiva reinante no futebol. Mostraram o ‘sistema’ de poder que fabricava resultados, a fruta que o alimentava e as cumplicidades que dispunha na construção e destruição de carreiras de árbitros, dentro da própria Federação Portuguesa de Futebol e nas associações. Mostraram, finalmente, dirigentes desportivos que, pese embora os sucessos desportivos ao longo de 40 anos, são tudo menos exemplares. De resto, ao contrário do que disse há dias um membro do actual governo e, de outro modo, confirmando tudo o que pensa e disse o presidente de um dos três grandes sobre a dita corrupção activa.»

 

Na edição de 3 de Junho do Record

As contas que ninguém fez

202205302930_235629.png

Frase chave:

"Nunca fui eleito sem ter o maior número de votantes".

Como a farpa é para Frederico Varandas, comparemos então as duas eleições em que participou e as duas últimas eleições disputadas pelo lançador da boca.

Em 2016, Pinto da Costa foi eleito por cerca de 1500 votantes.

Em 2018, Frederico Varandas foi eleito por cerca de 8700 votantes.

Em 2020, Pinto da Costa foi eleito por cerca de 5400 votantes.

Em 2022, Frederico Varandas foi eleito por cerca de 12 500 votantes.

Maior número de votantes?

Honestamente, quem teve mais votantes, Pinto da Costa ou Varandas?

«Um país que reconhece Pinto da Costa como referência é um país sem valores»

O que diz Frederico Varandas

VV.jpg

 

«A base do Sporting Clube de Portugal são os valores. (...) Os nossos valores são a nossa força motriz.»

«O caminho da vitória do Sporting é sempre um caminho difícil, duro, mas sempre assente na integridade, na rectidão e na honra. Não procuramos atalhos assentes em condutas ilícitas.»

«Mais valiosos do que os 23 títulos do futebol, do que os 42 títulos europeus, do que os milhares de títulos nas modalidades, são os nossos valores, a nossa integridade e o nosso carácter.»

«Como é motivador, hoje, os nossos sócios e adeptos já só ficarem realmente realizados com o título de campeão...»

«Temos hoje um clube mais bem preparado do que há um ano. Temos um clube mais forte, mais estável, mais sustentável e batemos vários recordes de receitas, como a do merchandising, da bilhética e da quotização. Temos também o maior número de sócios com as quotas em dia da história do Sporting.»

«Há quatro anos, era unânime que o Sporting estava a grande distância dos seus dois rivais. Hoje é igualmente unânime que o Sporting passou a ser um natural, sério e óbvio candidato ao qualquer título em Portugal.»

«É maravilhoso ouvir o senhor Pinto da Costa [PdC] com saudades e a elogiar o Sporting do passado recente.»

«Há gente que, por muito que ganhe, continuará sempre a ser muito pequena e muito pobre. Não existe maior pobreza do que a pobreza do carácter, da integridade e de valores. Serão sempre gente muito pobre, ao contrário da grandíssima e honrosa instituição que representam - instituição essa que jamais será chamada em Alvalade, pelo nosso speaker, por outro nome que não seja Futebol Clube do Porto e jamais terá os seus jogadores agredidos por elementos da organização do Sporting (...), instituição essa que jamais verá em Alvalade jornalistas agredidos, ameaçados, coagidos por colocarem questões no exercício da sua profissão.»

«Sobre o senhor PdC sou obrigado a discordar veementemente do senhor secretário de Estado do Desporto, que recentemente tomou posse. O senhor PdC não é nem nunca poderá ser uma referência do desporto nacional.»

«Convido o senhor secretário de Estado do Desporto a ouvir apenas uma escuta - uma entre várias que estão disponíveis para qualquer pessoa na internet, do processo Apito Dourado. Destaco esta, de 24 de Janeiro de 2004, horas antes do FC Porto-Estrela da Amadora, (...) onde o senhor PdC, por intermédio do empresário de jogadores António Araújo, ofereceu os serviços sexuais de três prostitutas à equipa de arbitragem liderada pelo árbitro Jacinto Paixão, a quem PdC, nessa escuta, chama carinhosamente JP.»

«Se é verdade que essas escutas não puderam ser usadas como prova, também é verdade que são reais e aconteceram mesmo. Aqui, senhor secretário de Estado, não é preciso a justiça portuguesa dizer o que quer que seja. Porque sabemos que o senhor PdC é um corruptor activo e alguém que devia estar banido do dirigismo desportivo há décadas. Difícil é explicar a qualquer cidadão como é que uma pessoa apanhada a dizer isto não é condenada.»

«Eu aqui estarei para lhe recordar, até ao último dia da sua presidência, que é um corruptor activo e uma vergonha para o desporto português. Ao mesmso tempo que aguardarei com expectativa o desfecho do processo Cartão Azul.»

«Um país que reconhece o senhor PdC como referência é um país sem valores. E um país sem valores é um país sem futuro.»

 

Declarações de Frederico Varandas, proferidas domingo, na comemoração do 19.º aniversário do núcleo leonino de Carregal do Sal

Os amigos de Pinto

pintodacosta.jpg

 

«Foram várias [as mensagens que mais o tocaram quando o FC Porto venceu o campeonato]. Do D. Américo Aguiar, que é agora bispo auxiliar "lá de baixo", e de grande parte dos dirigentes... do Valentim Loureiro, de antigos presidentes do Sporting... e recebi uma que me sensibilizou muito, do José Maria Ricciardi.»

Pinto da Costa, ontem, no Jornal da Noite da SIC. Quem teriam sido os ex-presidentes do Sporting que se apressaram a felicitá-lo, tal como fez Ricciardi?

O Porto-Sporting

1473882.jpg

Escrevi um postal sobre o recente Porto-Sporting. Alguns amigos (sportinguistas e lampiões) leram e responderam-me, grosso modo resmungando: "pois, lá estás tu com as tuas croniquetas, a escrever redondo mas sem falar do que realmente aconteceu" e depois lançam-se, cada um à sua maneira, a botar impropérios sobre aquelas ocorrências. Eu encolho os ombros: blogo há 18 anos, no És a Nossa Fé! há 10, já botei tudo que teria para dizer, já só ando a rapar o tacho e a requentar restos bolorentos do que me ocorreu, in illo tempore. Ainda por cima porque - como é tão visível a quem me leia - tenho uma espantosa capacidade para prever o futuro, áugure aclamado que venho sendo. E provo-os, a esses meus dotes divinatórios: no dia 27 de Abril de 2021 botei a antevisão do Porto-Sporting de 11 de Fevereiro de 2022. Está ali tudo o que agora ocorreu. E replico o texto aqui mesmo, para que todos possam apreciar e comprovar essas minhas capacidades. 

Chamei então ao texto "Rui Moreira", o qual acalenta o desejo de ser califa no lugar do califa. E agora vou-me preparar para jogo com o Manchester City: 

São 40 anos disto. O historial das influências manipuladoras dos resultados desportivos nunca será completado, muitas esquecidas na voragem dos tempos, outras silenciadas, por falta de provas e de coragens. Modo de estar amparado por acólitos que tendiam a sovar jornalistas - ainda me recordo da impunidade com que, no Aveiro de 1988, foi agredido o grande jornalista Carlos Pinhão, aos seus 64 anos. E modo de estar catapultado pela inércia judicial e pela cumplicidade política, em particular autárquica - poucos ainda se lembrarão quando o presidente da câmara Fernando Gomes, encavalitado no clube, desceu a Lisboa arvorado em ministro e com sonhos de conquistar não o Jamor mas sim São Bento. Foi-lhe breve o enleio, logo tendo regressado, capachinho entre as pernas, para a administração do F.C. Porto entre outras sinecuras. 

Neste longo consulado de "Jorge Nuno", como o saúdam os apaniguados, o hábito de atiçar jagunços para espancar jornalistas seguiu algo viçoso nas suas duas primeiras décadas. Depois feneceu, pois a sucessão de triunfos internos desestruturou clubes rivais, amainou a competição. Nesse rumo mais favorável impôs-se a procura de respeitabilidade pública. E nisso o culto da "mística" do clube foi apelando cada vez mais a uma qualquer "alma" feita de arreganho desportivo, depurando-se da imagem de corsários em abordagem: a fleuma de Robson e a sua versão lusa, por isso algo mais arisca, em Santos, Jesualdo Ferreira, e mesmo no júnior Villas-Boas, foi-se sedimentando, apesar da alguma irascibilidade bem-sucedida de Pereira ou Mourinho.

É certo que a vigência de uma placidez - democrática - nunca foi absoluta, e que a vertigem provocatória e agressiva nunca desapareceu, com a própria conivência da imprensa. Lembro-me que há alguns anos um conhecido comentador televisivo atreito ao SLB foi "abanado" num restaurante portuense por um famigerado líder de claque portista. Como tantos deixei eco disso no meu mural de FB, lamentando o facto. De imediato recebi um bem-disposto comentário desvalorizando o abanão no sexagenário mediático, algo tipo "foi coisa pouca". Respondi-lhe, indignado, "como é possível que sendo V. o nº 1 da LUSA desvalorize uma situação destas em nome do seu clubismo?". Logo o arauto me insultou e cortou a ligação-FB. Lembro este "fait divers" para sublinhar isso da vontade agressora não residir apenas nos aprendizes de proxeneta medrados na Invicta, pois sempre seguiu robusta naquele mundo de "senhores doutores".

As décadas passaram. O natural ocaso do octogenário "Jorge Nuno" é este, o que agora acontece. O controlo do jogo algo se reduziu, devido à dança de poderes nos meandros nacionais mas também à introdução de tecnologias electrónicas na arbitragem. E nisso, no envelhecimento do prócere e no crescimento do imprevisto futebolístico, voltou-se ao culto do "pancadarismo". O rufia treinador, desde ontem cognominado "Sérgio Confusão", cujo histrionismo passa incólume, afirma-se como "imagem de marca" do clube ressuscitando a velha ideia da tal "mística" corsária. O que inclui, claro, o espancamento avulso de jornalistas - agora já não por obscuros seguranças de bordéis portuenses mas por "empresários" montados em carros de estatuto, uma óbvia gentrificação da escroqueria portista.

No meio de tudo isto, antigo exaltado porta-voz televisivo das manobras clubísticas e agora eleito figura-maior dos órgãos do clube - apesar da propalada actual renitência do poder político em associar-se aos mariolas do futebol -, qual putativo Delfim, flana Rui Moreira, o presidente da Câmara do Porto. De (quase) tudo soube, de tudo sabe, a tudo anui. E assim ... a tudo conspurca.

Futebol ou quadrilha de meliantes?

Como gostaria que fosse o futebol?

Em primeiro lugar, que cenas como as de ontem não acontecessem nunca. Que os jogadores se limitassem a jogar futebol e que não se atirassem para o chão e tentassem enganar os árbitros, que os treinadores treinassem e que os dirigente cumprissem a sua função de representação dos associados.

Em segundo lugar, que os prevaricadores (aqueles que destroem o jogo) fossem punidos e que em relação a actividades moralmente inaceitáveis houvesse um juízo de condenação generalizado e não um sistemático movimento tribal de defesa dos nossos contra os outros.

Infelizmente, o futebol em Portugal não é significativamente diferente de outras actividades. Talvez seja pior.

Há um conluio permanente entre responsáveis políticos, judiciais, económicos e desportivos (dos maiores aos mais pequenos) e um regime de impunidade quase absoluto. Desde que comecei a ver futebol que assisto a cenas absolutamente lamentáveis e, em alguns casos (demasiados) criminosas. O mais grave, creio, é a placidez com que tanta gente convive tranquilamente com tudo. Gente, em muitos casos, que é geralmente cordata, capaz e inteligente. Isto é uma porcaria. Quem me dera nunca ter entrado num estádio de futebol.

A invasão do Dragão pelo macacão

22245218_D06b8.png

22245220_DMjs3.png

O FC Porto em comunicado oficial afirma que Pinto da Costa nunca se aproveitou da invasão de um treino.

Ai aproveitou, aproveitou.

Não só aproveitou como, provavelmente, fomentou a invasão de um treino no Dragão no início da época 2004/2005.

Cerca de 40 meliantes comandados pelo Macaco invadiram o estádio do Dragão e disseram isto aos jogadores (pág. 182 e 183):

"Quando a equipa perde toda a gente tem de ficar fodida e revoltada"

"No próximo domingo com o Guimarães, têm de ganhar, senão vai ser o caralho, alertei de forma directa e frontal'

(palavras de Fernando Madureira, o Macaco).

Pinto da Costa e as macacadas, a fama e o proveito.

Luís Filipe e Jorge Nuno

lv.jpg

 

Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira fizeram, durante largos anos, um percurso comum no futebol. Com muito mais encontros do que desencontros. Houve até um tempo em que Vieira foi sócio do FC Porto: para onde ia um, seguia o outro. Depois amuaram, fizeram birrinha, houve uns arrufos entre eles. Coisa sem grande importância. A prova é que voltaram a ser compinchas e a partilhar suculentos repastos de leitão na Mealhada. 

Seguem linhas tão convergentes que até recebem visitas da Polícia Judiciária e do Ministério Público com poucos meses de intervalo. Em Julho, Vieira foi detido no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de burla, abuso de confiança e branqueamento de capitais - juntamente com o filho, o Rei dos Frangos e o "empresário" Bruno Macedo. A operação Cartão Vermelho, como lhe chamou a Judiciária - nome bem apropriado.

 

Ontem houve buscas policiais à sede da SAD portista e à residência de Pinto da Costa. Cumprindo 33 mandados de busca numa operação conjunta da PJ e da Autoridade Tributária. Por suspeitas da prática de crimes de fraude fiscal, burla, abuso de confiança e branqueamento relacionados com transferências de jogadores de futebol e com circuitos financeiros que envolvem os intermediários nesses negócios. Que, segundo o Expresso, envolverão pelo menos 40 milhões de euros. Revela o Observador que Pinto da Costa é suspeito de desviar fundos da SAD e o filho, Alexandre, também está sob mira das autoridades. Além do tal "empresário" Bruno Macedo, que parece estar em todas. Será coincidência?

 

Unidos na prosperidade e no infortúnio: parece uma fórmula matrimonial. Um já caiu, o outro está em vias disso. Até nisto estão próximos. É mais que tempo.

Alguns capangas podem lamentar, mas nenhum deles faz falta ao futebol português. O desporto não se quer obscuro e trapaceiro: quer-se limpo. Dentro e fora dos relvados, agora e sempre.

Tão amigos (2)...

j_.jpg

... que eles andam!

 

«[Manuel Fernandes] nota que está a imperar o silêncio a respeito do almoço de trabalho entre Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa. “Calou-se tudo”, nota Manuel Fernandes, desafiando a imprensa a perceber o que aconteceu nesse repasto.

“É preciso descodificar esse almoço, tem que se saber o que se passou nesse almoço”, sublinhou o ex-jogador verde e branco, dizendo que se foi para tratar de assuntos que interessam ao futebol português, então, outros clubes deveriam ter sido chamados.»

Eu acho que Manuel Fernandes está enganado. Esse jantar foi de amigos e tratou-se disso mesmo: de um jantar de amigos, somente isso. Quiçá falou-se de um ou outro jogador que pode trocar de camisola.

Por certo alguém do SLBenfica irá vestir a camisola do FCPorto, para gáudio dos adeptos de ambos os clubes.

 

Tão amigos...

j.jpg

... que eles andam!

Diz ‘A Bola’ que “Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa almoçaram ontem juntos num conhecido restaurante da Mealhada, onde discutiram o momento do futebol português. As primeiras notícias davam conta de que o presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, tinha também sido convidado para o almoço entre os presidentes de Benfica e FC Porto, mas A BOLA sabe que Proença esteve apenas presente em parte do encontro, ou seja, [só para o cheirinho, pois nem para a sobremesa e para o café foi chamado] boa parte da reunião entre Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa decorreu sem a presença do presidente da Liga, naquele que parece ser um evidente sinal de aproximação entre dois presidentes que passaram muitos anos de relações cortadas, tendo-se, aparentemente, aproximado nos últimos meses, na sequência das dificuldades que se abateram sobre [estes dois] clubes portugueses na sequência da [conquista, inesperada para eles, do último campeonato pelo Sporting]”.

O ódio do decano

tvi-ingleses-de-norte-a-sul_1-767x427.jpg

 

Desta vez Pinto da Costa esqueceu-se de usar a palavra "vergonha" para qualificar a rebaldaria anglófila no Porto e até motivou críticas expressas do Presidente da República.

As normas sanitárias foram lançadas às malvas, o "dever geral de recolhimento" foi atirado às urtigas e o "uso obrigatório de máscara" foi ignorado por completo pelos ingleses ululantes. Enquanto a polícia acorria às praias para fiscalizar... os portugueses.

 

O decano só emprega o tal vocábulo quando se refere a Lisboa.

Com o ódio que o caracteriza sempre que alude à capital portuguesa, como se estivesse a referir-se a uma cidade estrangeira. E com a duplicidade moral que todos lhe conhecemos.

«Tenho a certeza que tudo irá correr da melhor forma [final da Champions no Dragão com a presença de quase 20 mil ingleses]», dizia ele há dias, depois de lançar mais um escarro contra o Sporting. 

 

Estava redondamente enganado.

O País inteiro viu

E a Europa também.

Crime público

Eu era para ter ficado caladinho neste assunto do arraial de porrada aviado ao um reporter de imagem da TVI pelo Pinto da Costa (se não foi ele, pelo menos estava ao lado e não impediu, nem sequer por palavras), que outros colegas com mais veia já o fizeram.

Mas acabei de ler o comunicado do sindicato de jornalistas e a minha alma ficou parva. E pelo respeito que tenho pela missão e profissão do jornalista (sem género, para me não acusarem de discriminação sexista), os verdadeiros e isentos que os há por aí aos montes felizmente, não posso deixar de ficar inquieto.

Aquilo de ontem, como muito bem diz o sindicato dos jornalistas, é crime público. E então reclama o sindicato dos jornalistas que sendo crime público, deve o ministério da coisa pública agir em conformidade. Assim a modos que "aquele puto bateu-me, toma lá esta pedra e dá-lhe com ela nos cornos". Será que não haverá naquela direcção um jornalista especializado em legislação, justiça, tribunais, o diabo a sete? É que até a minha mãe, que ainda trata o juíz por Vossa Excelência Senhor Doutor Juíz e o conhece desde que o senhor tinha cueiros, sabe que um crime público significa que qualquer pessoa que tenha conhecimento e de preferência testemunho desse crime, pode acorrer junto de qualquer tribunal e dar dele notícia e consequente queixa.

Será que perante um acto de tamanha gravidade, o sindicato dos jornalistas vai esperar sentado pelo ministério público?

Algo vai muito podre, quando uma associação de classe, perante acto tão hediondo, se limita a um comunicadozinho da treta. Até parece que têm rabos de palha, ou devem favores a alguém.

Que diabo, até a TVI diz que vai proceder criminalmente contra os agressores, apesar do peso de gente do Porto na estrutura accionista recente na empresa que a detém.

Um dia depois das comemorações do Dia da Liberdade, o sindicato dos jornalistas, constituido outrora por gente sem medo e que inventava formas de contornar a censura e nos dar novas enfrentando o lápis azul, tem hoje medo de um clube de azul.

À atenção dos homens da profissão. Reflictam...

Diz-me com quem andas...

image.jpg

 

Para o ex-presidente Bruno de Carvalho, "Pinto da Costa foi quem mais me surpreendeu pela positiva". Já para o actual, "Um bandido será sempre um bandido".

Para o saudoso João Rocha também não havia dúvida nenhuma de quem era Pinto da Costa: foi à guerra, ganhou umas batalhas, perdeu outras. Perdemos Futre, Inácio e Eurico, fomos buscar Oliveira, Jaime Pacheco, Sousa (adorava saber a quem Manuel José, outro que conhece bem Pinto da Costa, se referia quando falava dum certo Sporting-Porto onde alguns de verde e branco facilitaram a vitória ao adversário), e no campo perdemos mais do que ganhámos. Para Dias da Cunha, também não havia dúvidas sobre "o sistema" comandado por Pinto da Costa, bem explicado no livro "Golpe de Estádio" de Márinho Neves. Jornalista que foi também ameaçado e agredido.

Entre João Rocha e Bruno de Carvalho sucederam-se presidentes no Sporting da linha Bruno de Carvalho ou da linha Varandas / João Rocha / Dias da Cunha. Negócios foram feitos, uns melhores outros piores. O caso João Moutinho foi exemplar dum "chito" à moda do Porto.

Pinto da Costa sempre percebeu que o Porto nunca teria sucesso contra os dois grandes da capital se eles se unissem, e assim sempre procurou estar em paz com um e em guerra com o outro. Foi assim com Fernando Martins e João Rocha, foi assim também com Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho.

E a verdade é que com este presidente, que teve a coragem de "chamar os bois pelos nomes" (ao contrário do ex-treinador do B-SAD no túnel do Jamor), 1 Taça de Portugal e 2 Taças da Liga já cá moram, conquistadas a esse "senhor". 

E estou em crer que a coisa não vai ficar por aqui...

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Guarda Abel revisitado

horse-head-godfather.png

Fotograma do filme O Padrinho, de Francis Ford Coppola

 

O velho crocodilo, acolitado pelos jagunços, deu ordem de investida: um repórter de imagem da TVI foi agredido à pantufada no exterior do estádio do Moreirense. Com o País a ver.

Regressam os tempos tenebrosos do guarda Abel e da sarrafada a eito para garantir vitórias mafiosas fora de campo.

Não me admirava que o árbitro Hugo Miguel, que apitou o Moreirense-FC Porto, acordasse amanhã com uma cabeça de cavalo bem aconchegada na cama. 

Se for tudo NORMAL, o Porto é campeão (cont)

Parece realmente que anda por aqui alguma ANORMALIDADE, uma ANORMALIDADE fruto dum treinador arruaceiro e  descontrolado, dum presidente a dar o canto do cisne que não consegue o que dantes conseguia, e dum Sporting que ocupou o lugar que há muito também não conseguia.

ANORMAL é mesmo um VAR anular um golo ao Porto a cair o pano, já não é tanto ANORMAL o labrego treinador do Porto ser expulso,  ANORMAL será mesmo isso ter alguma consequência.

SL

 

Os Costas

22072643_jZTMN.jpeg

 

30 dezembro 1999 - A convicção de Jorge Costa sobre a superioridade do FC Porto é tanta, que, em resposta à pergunta ”por si, podia encomendar-se as faixas de campeão para esta época?”, não ”disfarçou” nada: ”Pela minha confiança na equipa poderiam."

23 abril 2021 - "Estamos de tal maneira envolvidos no campeonato, que penso que ainda vamos ganhar se tudo for normal." 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D