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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«Que saudades desse tempo! Lembro-me de ouvir o relato do nosso primeiro jogo para o campeonato (fora contra o Santa Clara) e um dos jornalistas a dizer que Schmeichel se devia estar a perguntar porque é que veio para o Sporting devido à falta de qualidade da equipa (empatámos 2-2 nos Açores). No fim do ano bem soube porquê... Grande Schmeichel! Obrigado pelas duas épocas ao serviço do nosso Clube!»

 

Daniel Borges, neste texto da Marta Spínola

Este campeão faz 56 anos hoje

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Acompanhei grande parte da sua carreira, mas são as duas épocas no Sporting que me estão cá marcadas. 

Schmeichel veio para o Sporting numa altura em que para mim, a Europa, o futebol dos maiores, estava longe. Havia já portugueses por lá, mas eram as estrelas, os melhores dos melhores, eram menos que hoje, durante anos fora Futre, Rui Barros, só há relativamente pouco tempo eram Figo, Rui Costa, Fernando Couto. 

Naquela pré-época de 99/00 dizia-se que Peter Schmeichel vinha para o Sporting. O Schmeichel. Não podia ser... Mas foi mesmo. Não só veio Schmeichel, como trouxe consigo a estrelinha de campeão. 

Lembro-me de entrar no café, já depois de o Gigante Dinamarquês estar confirmado, toda eu sorrisos e alegria, nem ligava às piadolas dos do costume. E dizia sempre "O Schmeichel... O Schmeichel é Liga dos Campeões!"

Soube não há muito tempo, contado por Augusto Inácio, que Schmeichel jogou com uma mão partida - porque queria ir ao Europeu -e a defesa à andebol frente ao Salgueiros, depois dos 2-0, foi mesmo nessas condições. Campeões são assim. Parabéns a este nosso! 

Trabalho específico

Rui Patrício não teve uma boa exibição em Atenas.

Jogar com os pés nunca foi o seu forte e então quando está inseguro no jogo, cada atraso para o nosso redes é um ai Jesus! Com o capital de experiência acumulado e créditos firmados, já era tempo de o guardião leonino gerir melhor a sua relação com a bola no pé.

Peter Schmeichel volta e meia, nas peladinhas, gostava de treinar noutra posição que não à baliza. Era do modo que ia trabalhando o seu jogo de pés. Não sei se em Alcochete Rui Patrício costuma fazer esse trabalho específico, mas convirá que o faça, porque mesmo que nunca se venha a tornar um primor no jogo com os pés, sempre poderá mitigar esse seu handicap e, consequentemente, os inevitáveis calafrios de cada vez que o jogo não estiver a correr de feição.

Senadores

A quem não teve ainda oportunidade de ver, recomendo, vivamente, a excelente entrevista de Augusto Inácio no programa «Senadores» que passou ontem na Sporting TV.

De modo especial, destaco as recordações da temporada 1999/2000, ano em que vi, pela primeira vez na vida, o Sporting sagrar-se campeão. É sempre emocionante voltar a essa época e quando o regresso se faz pela voz de um dos seu principais protagonistas, ainda melhor.

Só fiquei com pena por Inácio não ter desvendado o famoso segredo de Schmeichel. Para quem não está enquadrado, no final desse campeonato, depois de ter sido questionado sobre a utilidade do guarda-redes dinamarquês (Schmeichel estivera fora uns jogos, tendo sido substituído em grande nível por Nélson, o que levou muitos a defenderem a continuidade do português na baliza), Inácio disse que Schmeichel fizera algo que fora determinante para a conquista do campeonato e que permanecia segredo, mas que ele um dia haveria de contar. Até hoje não sei do que se trata. Mas acalento a esperança de um dia encontrar o Inácio e perguntar-lhe directamente...

Um jogador memorável

 

Peter Schmeichel.

Celebra hoje 50 anos de vida.

Todas as referências que se fizerem hoje à efeméride, em Inglaterra, na Dinamarca, ou em qualquer outro lugar do mundo, irão sempre incluir o nome do Sporting Clube de Portugal.

Ainda hoje parece inacreditável como é que conseguimos contratar, para a nossa equipa, um dos melhores guarda-redes do mundo da história do futebol. Recordo-me bem da inveja dos meus amigos portistas e benfiquistas por termos um guarda-redes daquela categoria a defender a nossa baliza.

Foi um regalo ver Peter Schmeichel jogar. Um espectáculo dentro do espectáculo. Quem não se lembra daquela recepção da bola com o peito, e consequente alívio com um pontapé de bicicleta, no jogo contra o Salgueiros que nos deu o título?

Outro episódio pitoresco foi o da final da taça de Portugal, contra o Porto, em que o jogo foi a prolongamento e no final dos 30m o árbitro deu por encerrada a partida. Peter Schmeichel pensava que o jogo seguia para os penalties quando alguém lhe explicou que no futebol à portuguesa, final que terminasse empatada após prolongamento dava em...finalíssima!

Um jogador extraordinário, campeão no meu clube e para sempre ligado à sua história. Valerá muito a pena, recordar, a entrevista que deu ao jornal do Sporting.

Os nossos ídolos (11): Peter Schmeichel

 

Último ano do século e do milénio, 1999. Começo de outro século e de outro milénio com o ano 2000. O meu primeiro ano enquanto adepto do Sporting Clube de Portugal. Não sei se nasci Leão, como se costuma dizer, sei apenas que em 99 quando comecei a ver bola era um leão ferrenho. Um catraio que delirava com os primeiros jogadores que viu jogar de verde e branco. Beto, César Prates, Duscher, Pedro Barbosa, Delfim, De Franceschi ou Acosta são alguns dos nomes desse momento ancestral na minha ligação ao Sporting.

 

Nesta altura, já sabem quem falta: a estrela da companhia da equipa de 99/00, Peter Schmeichel. Sem margem para dúvidas, e apesar da concorrência de qualidade, ele continua a ser o meu ídolo verde e branco. Lembro-me, apesar da minha tenra idade, da euforia aquando da sua chegada. Não podia ser de outra forma, o Sporting acabava de contratar um dos melhores guarda-redes da Europa ao Man. United, clube no qual havia ganho tudo o que há para ganhar e onde se tinha consagrado como um dos melhores de sempre na baliza. Schmeichel enchia a baliza, apresentava a experiência de um jogador com 36 anos, destoava dos seus colegas do alto do seu 1 metro e 93 num país de rodas baixas e de cabeça loira num país de feições mais mouriscas.

 

O motivo da sua chegada deu sempre azo a muita conversa, sendo que uma das teses mais repetidas é a que refere a vontade do gigante dinamarquês de jogar num campeonato menos competitivo e menos cansativo que o inglês após 8 anos num ritmo de 3 jogos por semana, que lhe valeram 15 troféus. Também se diz que o sol português deu uma ajudinha no casamento. Não negando estes factos, quer parecer-me que o nome e história do Sporting também foram importantes no processo liderado por Luís Duque.

 

Peter Schmeichel, desde cedo se percebeu, vinha para ser o titularíssimo da baliza leonina e nesse papel fascinou-nos (e, por vezes, assustou-nos) com o seu estilo pouco ortodoxo e hiperbólico. As suas defesas eram um regalo para a vista e a forma como incutia medo aos seus colegas com o seu génio era única, que o digam Beto e André Cruz. A forma destemida de lidar com os adversários fazia com que estes tremessem quando se deparavam com a sua imponente figura pela frente.

 

No último jogo da época 99/00, em Paranhos contra o Salgueiros, a cara de felicidade de Schmeichel espelhava aquilo que sentiam milhões de adeptos e muito recentemente, num regresso a Portugal, o gigante voltou a lembrar essa noite e a recepção que a equipa teve em Lisboa. Nas duas épocas em que jogou no Sporting, registam-se 65 jogos, um Campeonato e uma Supertaça Cândido Oliveira e não menos importante que isso, ter Peter Schmeichel como guarda-redes significa ter um dos nomes mais sonantes do futebol mundial como jogador desta mui nobre instituição que é o Sporting Clube de Portugal. 

{ Blog fundado em 2012. }

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