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És a nossa Fé!

Breves notas pós-jogo em Braga

1. Aponto sempre William Carvalho - a par de Rui Patrício - como o jogador mais imprescindível do Sporting. Sábado à noite entrámos em campo semi-derrotados por não contarmos com ele.

 

2. Não foi dos piores jogos de Bryan Ruiz. Mas vê-lo integrar o onze titular, ainda por cima vindo de uma viagem à Costa Rica, é termos a certeza antecipada de um flagrante défice de intensidade. Voltou a acontecer. Mais do mesmo.

 

3. Faz algum sentido trazer Wendel do Fluminense, apresentá-lo como grande reforço de Inverno do Sporting e metê-lo três meses no congelador? O rapaz até agora jogou sete ou oito minutos, tendo sido lançado aos 91' em Braga.

 

4. Não adianta apontar o dedo a terceiros, como tantas vezes se tem feito: só podemos queixar-nos de nós próprios. Basta ver que nos últimos sete jogos fora para a Liga o Sporting só conseguiu somar oito pontos.

 

5. Há dois anos, Bruno de Carvalho decidiu despedir Abel Ferreira, treinador do Sporting B. Foi um disparate. Agora tem o treinador que despediu apenas a um ponto de distância do técnico milionário que entretanto contratou.

 

6. Chamar a António Salvador, escassos dias antes do Braga-Sporting, "presidente do Benfica B", tem riscos destes: quem levou Bruno de Carvalho à letra concluirá agora que o Sporting perdeu... com o Benfica B.

 

7. O presidente do Sporting, ao trocar Esgaio por Battaglia (e ainda remetendo Jefferson como brinde acessório), fez um péssimo negócio com Salvador. Foi comido de cebolada, como dizia o outro.

 

8. Dispensámos Francisco Geraldes para o Rio Ave e trouxemos de lá Rúben Ribeiro. Tudo errado nesta história, como já me cansei de escrever aqui.

 

9. A melhor prestação de Jorge Jesus no Sporting ocorreu com o orçamento do futebol mais limitado, em 2015/2016. E com uma equipa que, no essencial, não tinha sido escolhida por ele.

 

10. Dezasseis anos após a conquista do último campeonato nacional de futebol, eis-nos a lutar pelo terceiro lugar com o Braga. Valeu a pena este investimento milionário numa equipa técnica que prometeu tanto e rendeu tão pouco?

Hoje giro eu - A Paixão segundo um Leão

Todos nós, homens e mulheres, temos a necessidade de fazer parte de algo mais grandioso que a nossa própria individualidade. Tal como a religião, o futebol é um aglutinador de massas. As cerimónias do ludopédio são celebradas em comunhão por pessoas de diferentes étnias, géneros e classes e estratos sociais. A razão porque escolhemos o clube da nossa devoção é muitas vezes um ritual de passagem de pai para filho, mas também tem o seu quê de misterioso. 

 

Nos seus tempos aureos, o Benfica era visto como o clube vencedor por excelência. Em consonância, muitos adeptos nascidos nas décadas de 60 e de 70 do século passado tornaram-se benfiquistas. Os ecos da popularidade de Eusébio e da equipa que conquistou duas taças europeias encontraram respaldo no desejo, humano, de fazer parte de um projecto vencedor. Assim, homens e mulheres passaram a vencer através da sua ligação ao clube encarnado, compensando provavelmente as derrotas e/ou vitórias muito mais árduas que iam tendo nas suas vidas privadas.

 

Os adeptos portistas encontraram abrigo na bandeira de uma região. Nesse sentido, e até pela estratégia desde o primeiro momento montada pelo presidente Pinto da Costa, o FC Porto foi um fenómeno da causa do regionalismo, mesmo antes de este ser aceite nacionalmente. Como não há bela sem senão, a política de "contra tudo e contra todos" não lhe permitiu crescer a nível nacional na medida daquilo que foram os seus retumbantes êxitos nacionais e internacionais, continuando a ser o terceiro clube nacional a nível de adeptos e de simpatizantes.

 

Aqui chegados, importa falar do nosso Sporting. O clube é um "case study" de fidelização de adeptos. Com grande implantação nacional, fortíssimo na região Oeste do país e em distritos como o de Leiria, por exemplo, onde se travaram batalhas decisivas para a afirmação da nossa nacionalidade, o Sporting permanece irreedutível como um grande clube português e um dos maiores da Europa a nível de associados. Não ganhando tanto como os seus rivais e não sendo um clube exclusivamente representativo de uma região, como pôde o clube leonino resistir e manter-se como um grande? Na minha opinião, isto tem a ver com a identificação que se criou com uma determinada cultura e valores.

 

Muitas vezes acusado de ligações ao Estado Novo, na verdade o Sporting foi sempre o clube mais progressista de todos e o que compreendeu melhor a dimensão sócio/cultural do desporto. Nunca olvidando tratar-se de um clube de futebol, o Sporting soube atrair adeptos através da prática desportiva. Foi assim com a ginástica (quem não se lembra das "Sportinguíadas") ou com a natação, com as célebres piscinas do Campo Grande. Para além disso, o clube sempre teve uma visão empresarial. Infelizmente, a condicionante de instabilidade política e concomitante falta de investimento minou o importante projecto que João Rocha tinha para o Sporting através da Sociedade de Construções e Planeamento (SCP), mas a visão estava lá. Hoje em dia, o clube aproveita os talentos surgidos nas suas camadas jovens para internacionalizar as suas academias, exportando o "know-how" único da nossa Formação.

 

O Sporting é também um clube de figuras ímpares do desporto nacional. Com as cores verde-e-brancas desfilaram Carlos Lopes - o primeiro português medalhado de ouro nuns Jogos Olimpicos - , Fernando Mamede - durante uma década recordista mundial dos 10.000 metros - , António Livramento - melhor hóquista mundial de sempre - ou Joaquim Agostinho, duas vezes no pódio da Volta a França em bicicleta, entre várias outras figuras de relevo do desporto nacional e internacional. Pelo seu ecletismo, o clube tem o terceiro melhor palmarés do velho continente, a nível de competições europeias vencidas.

 

O Sporting é o clube de Cristiano Ronaldo e de Luis Figo, de Carlos Lopes e de Fernando Mamede, os rostos da projecção internacional ímpar do clube, mas é também uma fábrica de talentos com artesãos de primeira qualidade como Aurélio Pereira, César Nascimento ou João Couto e Mário Moniz Pereira, capazes de cuidadosa e porfiadamente lapidar diamantes, longe das luzes da ribalta e sem os estragar prematuramente em razão de um qualquer "soundbyte" de ocasião.

 

Enfim, este arrozoado já vai longo e o que eu gostaria de saber dos NOSSOS Leitores/Comentadores/Autores - e permitam-me que Vos roube algum do Vosso precioso tempo, mas é por uma leonina boa razão... - são, essencialmente, 4 coisas:

 

  1. O que Vos identifica mais com o clube?
  2. Qual a razão que apontam para a fidelização dos NOSSOS adeptos?
  3. O momento mais marcante para cada um de Vós da Vossa ligação ao Sporting?
  4. A maior figura (historicamente) do NOSSO clube?

 

Saudações Leoninas

 

sportinggloria.jpg

 

Karma?

Nos dias de hoje, ser sportinguista é o que mais se aproxima de uma experiência mística. Ser sportinguista leva a considerar se não estarão certas as religiões que crêem na reincarnação, pois só alguém que muitas malfeitorias terá praticado em vida anterior merece voltar à terra nesta condição sumamente punitiva e sofredora.

Bryan Ruiz também ajuda a tal crise de fé. Juro-vos, pelos santinhos que lá no céu se riem de mim, que ao vê-lo falhar um golo de baliza aberta e a dois palmos dela, revi, como se a vida me fosse acabar, o filme daquele 5 de Março de 2016 e prognostiquei que isto estava perdido.

Ao treinador-Jesus-que-se-senta-no-banco ("Senta" é força de expressão porque ele desespera tão histrionicamente como eu o faria se tivesse a desdita de orientar aqueles zombies) é impossível responsabilizar por tantos e tão clamorosos falhanços individuais como os de ontem. Até o sr. árbitro, benza-o Deus, nos fez o favor de oferecer um penalti e Dost que uma vez só falhou 1 em 3, deu uma biqueirada amorfa para não se realçar dos camaradas.

Mas ao treinador-Jesus-que-treina-todos-os-dias haveria muitas perguntas a fazer. Como se chegou a esta paralisia mental em campo? Porque erram tantos os jogadores em momentos decisivos? Por que razão cada um que entra de novo é como se nunca tivesse visto os outros na vida? Porque sobe a equipa ao campo claramente sem saber muito bem ao que vai? Por que diabo me parece que se jogarmos contra o Caldas na final da Taça, jogaremos ao nível do Caldas e no fim lá ganharemos por 1-0?

Efectivo, eficiente, eficaz

A propósito do jogo de ontem e da «brilhante partida que o nosso oponente realizou», lembrei-me desta pergunta que consta no ciberdúvidas e, com a devida vénia ao autor, vou copiar:

«Recentemente, numa alegre conversa, surgiu uma discussão acerca da diferença entre eficácia e eficiência. Posteriormente consultei este sítio para tirar dúvidas, mas não fiquei satisfeito. Em minha opinião, ser eficaz implica concretizar um objectivo, independentemente dos meios usados, enquanto ser eficiente é alcançar o mesmo objectivo, mas com menos meios, ou com os mesmos meios fazer mais. Resumindo, ser eficiente implica ser eficaz, no entanto o contrário não é necessariamente verdade. Posso ser eficaz sem ser eficiente.
Aguardo esclarecimentos.»

 

P.S.: Sendo este o meu primeiro texto de 2018, aproveito a oportunidade para desejar a todos os sportinguistas (e a todos os leitores deste espaço) um Bom Ano Leonino!

Peço igualmente desculpa (na pessoa do Pedro Correia a todos os colegas deste espaço) o facto de não ter oportunidade de participar tão frequentemente como seria meu desejo.

Portugal – Suíça

Ontem, no jogo que nos apurou para o Mundial’18 na Rússia, estiveram em campo pela equipa de Portugal:

- Um Imperador, um pouco ausente;

- Um Rei, William Carvalhosoberbo!;

- Dois príncipes, João Mário e André Silva;

- Nove Infantes, uns mais activos que outros;

- Um bobo, Eliseu – por ter sido o único jogador de Portugal a ver um, desnecessário, cartão amarelo.

 

Observação:

No jogo de ontem estiveram em campo dois jogadores do Sporting (Rui Patrício e William Carvalho) e dois jogadores do Benfica (Eliseu e Seferovic).

 

Pergunta:

Tendo os dois jogadores disponibilizados pelo Benfica actuado ontem, um em cada equipa (um por Portugal outro pela Suíça), por quem estariam os adeptos deste clube a “torcer”?

Perguntas para fazer antes de votar

Em que candidato mais confio?

 

Qual deles amará mais o Sporting?

 

Quem tem uma equipa mais completa?

 

Quem tem mais capacidade de liderança?

 

Quem merece mais ter uma oportunidade?

 

Quem pode ser mais eficaz perante os adversários?

 

Quem parece mais indicado para dar vitórias ao clube?

 

Qual deles fará mais parte da solução do que do problema?

O filho do pai

pinho[1].JPG

Foto: O Artista do Dia

 

Lanço a pergunta à nossa "bancada central": depois daquela óbvia tentativa de agressão em Arouca ao Manuel Fernandes em Setembro de 2012, documentada por tantas imagens indesmentíveis; depois das inqualificáveis injúrias de que foram alvo no mesmo local diversos dirigentes sportinguistas em Novembro de 2015, detalhadas por Luís Gestas, vogal da direcção leonina; depois do "chega para lá" ao director desportivo do Benfica em Setembro de 2016 relatado em pormenor no diário O Jogo, por que motivo o reincidente filho do pai tarda em ser definitivamente irradiado dos estádios de futebol pela justiça desportiva?

Pode ser que alguém me esclareça.

Responde a isto, Jesus

 

Desde quando o William Carvalho é marcador de penáltis?

 

Que mais é preciso o Markovic (não) fazer para o deixares no banco?

 

Ainda não percebeste que o Marvin nem na equipa B deve jogar?

 

Quanto tempo vais demorar a apostar no Matheus Pereira?

 

O Podence, o Palhinha e o Francisco Geraldes voltam em Janeiro?

 

Porque continua o Castaignos sem calçar neste tempo de castanhas?

 

Mandaste vir o Meli para quê?

 

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