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És a nossa Fé!

Uma oportunidade perdida

A selecção de Portugal foi eliminada anteontem pela da França nas grandes penalidades, depois do 0-0 nos 120'. Exactamente como tinha sido apurada contra a Eslovénia. 

E Portugal foi eliminado sem razão de queixa de seja o que for. O jogo foi repartido, as oportunidades de golo aconteceram para ambos os lados, cada equipa tinha a sua forma de ferir o adversário, uma demorando mais com a bola outra menos, os guarda-redes e as defesas conseguiram manter as balizas invictas até ao fim. Depois vieram as grandes penalidades. Se alguém ainda pensa que as grandes penalidades são questão de sorte, que veja a forma como Ronaldo marcou a sua e o Félix falhou a dele. 

 

Portugal foi eliminado por uma França com a qual sempre poderia ser eliminado, mas depois duma campanha que deixou muito a desejar contra adversários de menor estatuto, que incluiu uma derrota humilhante contra a Geórgia. Foram 2-1, 3-0, 0-2, 0-0 e 0-0 os resultados, 5-3 em golos, sendo que, dos cinco, dois foram autogolos, outro um ressalto num defensor e outro um escorreganço dum defesa contrário que quebrou a linha de fora de jogo.

A selecção portuguesa dispunha dum meio-campo de luxo. Com Palhinha (agora Bayern de Munique), Bruno Fernandes (Man. United), Vitinha (PSG) e Bernardo Silva (Man. City) e dois alas perfurantes de grande classe como Nuno Mendes (PSG) e Cancelo (Barcelona). E depois Diogo Costa, Rúben Dias (Man. City), Pepe, Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (Milan). Como é que com tanta qualidade não se consegue ter uma jogada colectiva que resulte num golo numa sequência de cinco jogos?

Não é difícil adivinhar a resposta.

 

Sendo assim, a selecção fracassou na Alemanha. Não há minutos de posse de bola nem choros convulsivos nem conversa da treta que prove o contrário. Para mim o grande responsável chama-se Roberto Martínez e a selecção Ronaldo & Pepe que montou sob o alto patrocínio de Jorge Mendes. Como é que um João Félix, a acumular fracassos por onde passa, que se ausenta para "jogar às cartas" enquanto a Itália joga, é seleccionado, joga pessimamente e mesmo assim vai marcar um penálti decisivo? 

No final do jogo, enquanto os dois manos choravam agarradinhos, alguns outros passavam ao lado de tanta ternura. Pepe fez um grande jogo de facto, mas a selecção já podia estar em casa à conta dele contra a Eslovénia. Ronaldo fez um péssimo jogo contra a França, também é um facto, mas tanto minuto de jogo e tanto livre marcado dá cabo do melhor jogador do mundo. Ainda assim converteu dois penáltis nos desempates finais.

Depois veio Martínez a falar no exemplo de Pepe para os portugueses. Qual Pepe? Aquele do murro ao Coates, da bofetada ao Matheus Reis, aquele do pontapé ao adversário caído no chão quando ao serviço no Real Madrid, aquele que colecciona expulsões e goza com os árbitros, o Pepe exemplo de quê? De que alguém pode ser um santo na selecção e um bandido no clube? De alguém já despedido do clube pelo novo presidente e que vai não sei para onde e que se calhar a Portugal não volta, já facturou o que pôde? Se gosta tanto, que compre o livro da história da vida dele quando for publicado. Já agora, se tivesse apostado de início numa dupla de centrais Rúben Dias-Gonçalo Inácio, com Nuno Mendes a lateral esquerdo e Rafael Leão a extremo, não teríamos outro desenvolvimento de jogo pela esquerda?

Sobre Rafael Leão, prometo nunca mais dizer mal dos cruzamentos do Nuno Santos. Nunca mais. 

 

Tínhamos jogadores de elite para muito mais. E no que respeita ao lançamento duma nova geração, Gonçalo Inácio, António Silva e João Neves vão precisar de psicólogos, como os dois guarda-redes suplentes, e o Gonçalo Ramos vai precisar de psiquiatra. Safou-se mesmo assim o Francisco Conceição que, com alguma trapaceirice "genética", conseguiu demonstrar a sua utilidade. O seu a seu dono.

Porque é que foram convocados Rúben Neves e Danilo? Para proteger o Pepe? E Pedro Neto? Para recuperar o valor de mercado do rapaz?

E pronto. Lendo e ouvindo o que se diz nos jornais e nas tvs, já temos um bode expiatório, o Cristiano Ronaldo, é malhar à vontade. Eu ofereço-me para ocupar a mansão na Quinta da Marinha. E não o deixo entrar.

 

PS: Se vier algum morcão a dizer que perdemos o Europeu pela falta do Otávio e do Galeno... ou do Evanilson... faça favor.

SL

Ecos do Europeu (18)

Temos uma das oito melhores selecções da Europa

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Há jogos épicos. Ontem à noite vimos um deles. Um jogo que parecia interminável: durou duas horas (prolongamento incluído) e terminou empatado a zero. Enfrentámos a Eslovénia, em Frankfurt, nos oitavos-de-final do Campeonato da Europa e seguimos em frente. Com muito esforço, muito suor, muita ansiedade - mas valeu a pena.

Graças a um herói em campo: o melhor guarda-redes português da actualidade, Diogo Costa. Super-herói. Foi decisivo para esta vitória em vários momentos. Primeiro, ao minuto 115 com uma defesa extraordinária após suicida perda de bola de Pepe, que parecia querer rivalizar com António Silva na partida contra a Geórgia: o nosso guardião não se atemorizou perante o esloveno que se isolara à sua frente. Depois, superando-se a si próprio, ao defender três penáltis sucessivos: voou uma vez para o seu lado esquerdo e duas para o lado direito. A selecção adversária não marcou nenhum.

Devemos-lhe o triunfo. Devemos-lhe o passaporte para o próximo desafio, a disputar na sexta-feira contra a França. Foi o melhor em campo. Superior até ao gigante Oblak, que pontificava na outra baliza. 

 

Terminou bem, milhões de portugueses festejam. Caso para isso: a equipa das quinas confirma-se como uma das oito melhores da Europa.

Mas antes da festa houve drama: aconteceu aos 105', quando Cristiano Ronaldo, chamado a converter um penálti sobre Diogo Jota, permitiu a defesa do guarda-redes esloveno que já alinhou no Benfica. Ficou de rastos, incapaz de conter as lágrimas. Raras vezes lhe aconteceu tal coisa ao longo de 21 anos de carreira como futebolista profissional.

Felizmente as lágrimas duraram pouco. Um quarto de hora depois, Ronaldo redimiu-se ao regressar à marca dos 11 metros, por vontade própria: foi ele a bater o primeiro da ronda final. E desta vez não falhou. Seguiram-se Bruno Fernandes e Bernardo Silva, que também a meteram lá dentro.

Fomos mais fortes, mais competentes. Fizemos sempre mais por vencer nesta partida quase por inteiro disputada no meio-campo defensivo da Eslovénia. Tentámos muito, mas faltou-nos maior rapidez na circulação de bola e melhor pontaria no disparo final. Os números são concludentes: fizemos 20 remates, mas apenas quatro à baliza.

A França, nossa adversária daqui a três dias em Dusseldorf, não fez melhor também ontem, contra a Bélgica: 20 remates, só um dirigido à baliza. E apurou-se graças a um autogolo belga, de  Vertonghen, aos 85'. O nono autogolo neste Euro 2024. 

Além da Bélgica, também a Itália e a Croácia - outras das mais cotadas - já ficaram pelo caminho.

 

Regressando ao Portugal-Eslovénia: boas exibições de Palhinha, Cancelo, Nuno Mendes, Rafael Leão. Tivemos sempre superioridade nos corredores laterais.

Substituições tardias decididas pelo seleccionador: até ao minuto 117 só haviam entrado Diogo Jota (para render Vitinha aos 65') e Francisco Conceição (que entrou para o lugar de Rafael Leão aos 76'). A três minutos dos penáltis finais, Roberto Martínez trocou o desastrado Pepe por Rúben Neves, com Palhinha a recuar para central, e Cancelo por Nelson Semedo.

Não só tardias, mas algumas até incompreensíveis: Vitinha era o maior acelerador no corredor central e Leão desequilibrava na ala esquerda, onde Conceição passou a jogar, fora da zona em que mais rende. Como se não tivéssemos a ambição de marcar um golo antes dos penáltis finais. Como se não tivéssemos avançados no banco de suplentes.

Mas o que importa é valorizar o magnífico desempenho de Diogo Costa, primeiro guarda-redes a defender três penáltis em jogos de fases finais de Europeus. Fica imortalizado a partir de agora em imagens que já dão a volta ao mundo. E na gratidão dos adeptos portugueses.

 

Portugal, 0 - Eslovénia, 0 (3-0 nos penáltis)

Bélgica, 0 - França, 1

A selecção de todos nós

Portugal encerrou ontem com a Geórgia a sua fase de grupos com uma derrota humilhante por 2-0 (que podia ser até mais pesada), conquistando mesmo assim o 1º lugar do grupo mais fraco em competição. Aquilo que podia ter sido uma oportunidade de afirmação das segundas linhas da selecção, considerada uma dos melhores de sempre, transformou-se numa das maiores vergonhas duma selecção portuguesa numa fase final. Agora segue-se uma selecção "menor" como a Eslóvénia, mas depois seguir-se-ão provavelmente a França, a Espanha, na final talvez a Itália, isto se lá chegarmos.

Depois de tudo o que se passou no Catar, Martínez recebeu a tarefa de construir uma selecção à volta de Cristiano Ronaldo e do seu fiel escudeiro, o Pepe, e tudo o resto passou para segundo plano. Inclusivamente a pouca vergonha de naturalizar a martelo brasileiros do balneário do Porto e tão arruaceiros em campo como ele ao serviço do seu clube. Felizmente Otávio e Galeno ficaram fora desta selecção que ignorou alguns dos melhores jogadores da Liga deste ano, por acaso do Sporting. Mas ficou o conceito, que o Paulo Futre bem explicou, o "animal" tem de jogar sempre para estar feliz e contente, se o Gonçalo Ramos calha entrar e marcar três golos lá se vai a felicidade, por muito que o Pepe lhe faça massagens e calce os chinelos, e o balneário entra em crise. E o Pepe para fazer feliz o Ronaldo também tem de estar feliz e contente, por isso tem lá o Danilo, o Conceição, o Diogo Costa e muitos outros. Uma corte.

 

Depois temos o 3-4-3, sistema táctico que passámos a conhecer muito bem com Rúben Amorim, mas com outra interpretação: extremos agarrados à linha e alas a explorar espaços anteriores. Um sistema que precisa de muito tempo e muitos jogos para articular movimentos e permitir à equipa atacar com muitos e defender com muitos também. E porquê o 3-4-3 na selecção com tamanha riqueza de médios? Para o Pepe não ser comido em velocidade por falta de rins, e tê-lo sempre de frente para o jogo? Ontem a mesma coisa com o Danilo?

Porquê o 3-4-3 com extremos na selecção quando não temos nenhum de topo, Conceição, Neto ou Rafael Leão sem espaço pouco rendem, e quando o centro sai está o Ronaldo sózinho na área? Quantas vezes ontem entrou um médio nas costas do lateral para receber a bola do extremo? A única forma de Portugal criar perigo foi explorar os remates de meia-distância de Palhinha e Dalot. O resto foi o agarrão ao Ronaldo.

Podemos falar também dos mega-craques produzidos no Seixal: João Félix, António Silva, João Neves, João Cancelo, Gonçalo Ramos, todos endeusados pela comunicação social e pela máquina de propaganda lampiónica. A diferença entre o que dizem deles e o que demonstram em campo é colossal. Infelizmente Gonçalo Inácio já parece contaminado pelo virus "Félix".

 

Bom, e agora? É deixar de inventar e voltar ao "pão com manteiga", o 4-3-3 que todos conhecem, com um extremo mais fixo do lado esquerdo e dando liberdade a Bernardo Silva para vagabundear pelo lado direito, e tendo Vitinha e Bruno Fernandes na organização de jogo. E ajustar as outras peças ao adversário em questão. 

Aquele que me parece ser o melhor onze de Portugal, e pondo lá os obrigatórios Ronaldo e fiel escudeiro, que nesta altura já deveria ter tido minutos e jogos que criassem rotinas colectivas que não se vislumbram, é o seguinte:

Diogo Costa; Nelson Semedo (Cancelo), Rúben Dias, Pepe e Nuno Mendes; Vitinha, Palhinha e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (Jota).

Enfim, é assim que vejo esta selecção: muita experiência internacional, muito talento, muita capacidade de improvisação, muitos jogadores parecidos uns com os outros, sete ou oito jogadores de topo mas pouca capacidade física, poucas rotinas de jogo, pouca capacidade de sofrimento. Uma selecção acomodada pela sucessão de vitórias com adversários de menor valia, pela comunicação social enfeudada aos grandes interesses e pelo "lançar das canas antes da festa" de todos nós.

 

Oxalá consiga aprender com esta bofetada na cara, porque senão vai conhecer o outro lado de ser português.

Independentemente de quem seja o presidente, de quem seja o treinador, de quem sejam os empresários dos jogadores e da "macacada" que se autoproclama claque, estamos todos com a Selecção Nacional, a selecção de todos nós.

SL

O empregado do mês

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Quase 20% dos treinadores do campeonato português votaram em Pepe como o melhor defesa durante o mês de Março.

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Javi Garcia diz-nos que é uma espécie de Madre Teresa de Calcutá (a albanesa também se vestia de branco e azul). "Pepe é admirável e invejável" afirma Garcia.

Admiro-me com a boa imprensa que o lutador de capoeira brasileiro português tem, invejo-lhe a capacidade de inspirar Di Maria, foi Pepe o primeiro a esmurrar um jogador do Sporting e a ficar impune.

A choraminguice nortenha é tão grande, que chega a dizer que Pepe foi mal expulso em Alvalade, as imagens da selvajaria estão aí, Matheus Reis a esvair-se em sangue (O Rh -).

Parabéns a Pepe, o avançado do mês de Abril deve ser Di Maria.

It takes two to tango

No sopé da serra da Freita, numa vila da Área Metropolitana do Porto repleta de andrades, num estádio que conheço bem, a belíssima vitela Parlamentar também, o FC Porto praticamente ficou fora da corrida ao título nacional deste ano. 

Para isso muito contribuiu o seu capitão Pepe com um penálti infantil que abriu o caminho à vitória do Arouca, em Alvalade meteu a mão na cara do Matheus Pereira, em Arouca a mão na bola, e futebol é com os pés e a cabeça.

Assim fica a corrida ao título deste ano reservada a Sporting e Benfica, tal como acontece no futebol feminino, no voleibol e provavelmente acontecerá no futsal.

It takes too to tango. Let´s tango.

 

Entretanto, e perante o desconsolo que reina pelas bandas do maior clube do Porto (Conceição "chora" baba e ranho e autoflagela-se nas conferências de imprensa, Pinto da Costa na apresentação da recandidatura, a mulher do Macaco no tribunal, o Catão na cela), é preciso mandar-lhes uma palavra de ânimo, não vale a pena ser calimero, não vale a pena pensar de onde virá o dinheiro para tapar o buraco, agora que o da TV se foi. É tempo de trabalhar, pôr o espanhol que custou quase 10M€ a acertar na baliza, para chegar a 3 de Março e vencer. Vamos a isso?

Dedico-vos esta belíssima canção do Rui Veloso escrita por alguém que penso ser associado. Chama-se... Canção de Alterne.

SL

É uma injustiça, pois é

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Coitado do Pepe, não respeitam o clube. Diz ele que "falta respeito ao nosso clube. Muita gente fala mal do FC Porto, muita gente critica o FC Porto… As capas dos jornais… Muito tendenciosas naquilo que escrevem sobre nós. Fala-se pouco do nosso bom futebol. É sempre coisas negativas."

Tudo coisas negativas realmente, plantel a desfazer-se, jogadores contratados a crédito de "casas de penhores", pancadaria na AG, Operação Pretoriano, vice-presidente e funcionários envolvidos, chefe da claque e filho adoptivo do Pinto da Costa a contas com o juiz, comissário que lidera a investigação com assassino contratado para o matar e respectiva família ameaçada... enfim, tanta coisa. 

E falta respeito dentro do campo também. Quantos mergulhos são necessários para os árbitros marcarem penaltis ou expulsarem adversários? Ontem foi desde o minuto 3 até ao 95: o VAR lembrou-se de dizer ao árbitro que aquilo era mais uma palhaçada do aprendiz de Taremi que faz de avançado, o Conceição pequeno lá conseguiu a muito custo amarelar um que o treinador do Rio Ave entretanto substituiu, e só mesmo no final é que expulsou outro. Entretanto o Varela distribuia pancada sem dó nem piedade. E lá foram mais 2 pontos.

Mas há coisas positivas também, Pepe. Corres e saltas como se tivesses 20 anos, bates também sem amor ao próximo, a dieta criteriosa ou o guaraná não falham, a insubordinação dos polícias não entra no Dragão, António Oliveira está na calha para a SAD e o Pinto da Costa comprou mais 5,000€ de acções da SAD. Não desesperes.

SL

Tapar o (Estoril) Sol com as peneiras

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Miguel Sousa Tavares percebe pouco de futebol e ainda menos de geografia.

"Na Europa nunca veria o vermelho: quanto muito amarelo "

Miguel, Lisboa, ao contrário, do que tu e Jorge Nuno, pensam, não fica no Norte de África, fica na Europa, Portugal, também, fica na Europa. Quanto a geografia estamos conversados (já te coloco aí um mapa). 

"Quanto muito amarelo", dois amarelos fazem um vermelho, Miguel. "Na Europa", Pepe seria, obviamente, expulso.

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"Um dia jogaremos com onze"

Miguel, Miguel, jogaste com onze no Dragão contra o Estoril e perdeste, voltaste a jogar com onze no Estoril e voltaste a perder, as evidências são o que são, o Sporting pratica um futebol fantástico, excelente e invejável, nas tuas palavras: "Inveja, sim, confesso: muita inveja".

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Quanto a prevenires as expulsões é fácil, é só retirar o "wrestler" da equipa.

"Pepe para quem o conhece pessoalmente trata-se de um homem excepcional"

Tal e qual como o marido da Miquelina, Miguel. Ninguém acreditava como é que um homem tão bom, tão simpático, dava tamanhas cargas de porrada na mulher. O marido da Miquelina (tal como Pepe) sempre teve quem o defendesse, era um homem excepcional, diziam, até que um dia a cabeça da Miquelina ficou espatifada no tanque da roupa.

Nessa altura ninguém defendeu o marido, ninguém o foi visitar à prisão, nem ninguém o acompanhou na última viagem, que ele antecipou com uns lençóis entrelaçados e um nó de correr.

Às vezes as pessoas não são tão excepcionais como nós as pensamos, Miguel.

Pepe é um animal

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Não sou eu que digo, foi Sérgio Conceição que o disse (é só seguir as pistas sugeridas pela imagem).

Taremi é um animal, digo eu.

Qual a razão para a cotovelada de Paulinho em Otávio ter dado expulsão e a cotovelada de Taremi em Gonçalo Inácio, não?

(depois da frangalhada com Marrocos, dois perús de Natal, hoje, a selecção de Fernando Gomes está bem servida com o Costa)

"Todos os animais são iguais mas há uns mais iguais que outros" *

* George Orwell

Uma pergunta

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Imaginam possível nos tempos que correm um jogo assim como a Supertaça de ontem em Aveiro entre o Sporting e o Porto, com o Luís Godinho, depois dum festival de apito com amarelos para todos os gostos, uns mal dados a começar por um originado por mais uma canalhice do Otávio, outros por dar, alertado pelo João Pinheiro, a expulsar o arruaceiro Pepe e depois o Conceição?

Eu não consigo. Nunca aconteceu, e enquanto esta arbitragem APAF se mantiver ao serviço de Porto e Benfica não vai acontecer. 

SL

Noite de azia para os profetas da desgraça

Portugal, 6 - Suíça, 1

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Jogadores abraçados após goleada: a nossa terceira melhor prestação de sempre em Mundiais

 

Mais que nunca, os profetas da desgraça parecem condenados ao desemprego. A selecção portuguesa teve ontem um desempenho brilhante, no Mundial do Catar, goleando a Suíça por 6-1. Foi a nossa vitória mais dilatada de sempre em fases a eliminar de campeonatos do mundo, superando os 5-3 à Coreia do Norte em 1966. E coroando uma partida brilhante, com golos para todos os gostos, num jogo que encerrou com 2-0 ao intervalo.

O herói do desafio foi um estreante como titular na equipa das quinas: Gonçalo Ramos. Ponta-de-lança digno deste nome. Marcou três (17', 51', 67') e deu outro a marcar (55'). Mais ninguém conseguiu fazer o mesmo até agora no Mundial do Catar. Jamais esquecerá esta goleada que o teve como protagonista.

Mas outros estiveram em grande nível: Pepe, impecável a defender e marcando de cabeça o segundo golo (33'); Raphael Guerreiro (dono da lateral esquerda, autor do belo golo 4 e da assistência para o último, aos 90'+2); João Félix (sem golos mas com duas assistências, no primeiro e no quinto); Dalot confirmando-se como titular indiscutível da ala direita ao assistir no terceiro e impedir que a Suíça marcasse aos 38'; Bruno Fernandes, com outra assistência (para o golo de Pepe, a terceira que faz neste Mundial).

Rafael Leão desta vez entrou bem, a tempo de encerrar a contagem com outro grande golo. Também Otávio e William Carvalho merecem elogio.

 

Perante 83.720 espectadores, a Suíça - que vencera Camarões e Sérvia na fase de grupos - procurou travar a nossa manobra ofensiva nos primeiros minutos, mas acabou encostada às cordas, vergada ao peso da derrota. Faz a mala, de regresso a casa, seguindo o exemplo da medíocre selecção de Espanha, eliminada também ontem por Marrocos após 120 minutos em que foi incapaz de marcar um golo e de uma ronda final de penáltis em que não converteu nenhum.

A equipa das quinas, pelo contrário, confirma a presença nos quartos-de-final - algo que antes só nos aconteceu em 1966 e 2006. Sagrando-se desde já como uma das oito melhores selecções à escala planetária com a nossa terceira melhor prestação de sempre até ao momento. Vamos defrontar precisamente Marrocos no próximo sábado. Com a legítima ambição de atingirmos as meias-finais. Agora não nos contentamos com menos.

 

Caíram alguns mitos persistentes neste jogo. Que a equipa portuguesa "só ganha por sorte", que apenas vence "por influência da santinha", que Fernando Santos é "incapaz de pôr a equipa a jogar ao ataque", que "faz alinhar sempre os mesmos", que esta selecção "tem vocação para o empate". Ninguém diria: levamos já 12 golos marcados em quatro jogos - à média de três por desafio. E ontem Santos mudou oito jogadores em relação ao desafio anterior, frente à Coreia do Sul. Mantendo no onze inicial apenas três titulares do Euro-2016.

Acabou-se também o mito de que o seleccionador era "incapaz de deixar Cristiano Ronaldo no banco". Aconteceu isso, levando os que repetiam essa ladainha a enfiar a viola no saco. Ronaldo entrou apenas aos 73', quando quase todo o estádio pedia em coro que ele calçasse: rendeu Gonçalo Ramos, novo herói das quinas, enquanto Ricardo Horta e Vitinha substituíam Otávio e João Félix.

Ainda entrariam Rúben Neves (para o lugar de Bernardo Silva, 81') e Leão (substituindo Bruno Fernandes, 87'). Quando a vitória e a passagem à fase seguinte já estavam garantidas.

 

Vários marcos assinalados. O nosso melhor resultado na etapa mata-mata de um Mundial. Ramos, com 21 anos, o mais jovem autor de três golos num só jogo desde o Campeonato do Mundo de 1962. Pepe, com 39 anos, o segundo mais velho a marcar em desafios a eliminar de uma fase final após o camaronês Roger Milla em 1994.

Todos satisfeitos em Portugal? Quase todos. Resta um pequeno círculo de irredutíveis aziados incapazes de celebrar vitórias das cores nacionais. São aqueles que inventam qualquer pretexto para desejar desaires à nossa selecção.

Andam todo o tempo em contramão: só festejam se houver derrota. Felizmente vão permanecer uns dias longe daqui.

Pensamento do dia

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Um sportinguista lê, por estes dias, as loas que se tecem a Pepe, que, não obstante a veterania, parece ainda estar aí para as curvas.

Um sportinguista lê também, nestas últimas horas, que chegou novamente uma proposta das arábias para Cristiano Ronaldo. O desejo de ver Ronaldo voltar ao Sporting é inversamente proporcional à crença de que esse regresso irá mesmo acontecer. Os milhões das arábias, ou de um team de um novo-rico árabe, chinês ou americano, falará mais alto, é o meu feeling.

E, de repente, um sportinguista dá por si a pensar que também Pepe poderia, por estes dias, estar a encher os bolsos no Médio Oriente, ou numa outra liga excêntrica qualquer. Só que não. 

Pepe, há aproximadamente quatro anos, decidiu regressar ao Porto e ao campeonato português, lugares onde tinha sido feliz e onde sentia que deveria estar novamente. Mal andará quem julgar, por estes dias, que Pepe escolheu a aposta errada.

Sabendo-se da forte amizade entre Pepe e Ronaldo, talvez o craque da nossa formação pudesse olhar para o exemplo do seu parceiro de tantas jornadas gloriosas, que tendo escolhido voltar ao seu clube em Portugal e ao nosso campeonato, vai sair pela porta grande no dia em que pendurar as chuteiras.

Pepe é uma raridade nos dias que correm...

O Tiradentes "português"

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Miguel Ángel acordou cedo, a dor no canino continuava a incomodá-lo.

Seria da erva-mate que comprava em Espanha e que não lhe fazia esquecer a do seu país? O dente que se aguentasse, deixar de sorver a sua bebida preferida estava fora de questão.

Javier ainda dormia, os jogos importantes não lhe tiravam o sono.

"Seba?"

"Si, soy yo, te llamo porque soñé que hoy ibas a meter un gol"

"Eh, eh, eh, felicidades por tu debut chico, algun dia seras campeon en Sporting de Portugal"

"Gracias, Miguel, marca tu gol hoy y un día seré campeón y capitán del Sporting"

"No te olvides Seba,  lo Nacional es bueno"

Terminou assim a conversa entre os dois uruguaios.

Mais tarde, Miguel Ángel ligou a Javier a contar-lhe esta estranha conversa, o toledano riu-se:

"Como se puede marcar un gol sentado en el banquillo?"

21 de Abril de 2009, Miguel Ángel, Javier e mais uns quantos, apanham em Getafe a estrada que liga Toledo a Madrid, mais um jogo de futebol numa época que estava a chegar ao fim.

Miguel Ángel Albín saiu do banco aos 58" e aos 83" marcaria o golo sonhado por Seba, que três dias antes se tinha estreado com a camisola  do Nacional de Montevideu.

Javier Casquero falharia um penalty nesse jogo, depois de estar, barbaramente, a ser agredido nas pernas e nas costas, o agressor ainda teve tempo, antes de sair, para esmurrar Albín.

Nem tudo foi mau, Miguel Ángel perdeu o canino e o incisivo que estava ao lado, passou-lhe a dor de dentes.

Pepe, desde esse dia, ficou conhecido como o Tiradentes.

O governo brasileiro, em forma de homenagem, declarou feriado no Brasil, hoje 21 de Abril, dia do célebre Real Madrid - Getafe comemora-se o dia do Tiradentes.

Há males que vêm por bem

Ugarte e Coates convocados para a selecção do Uruguai, que ainda alimenta a esperança de se qualificar para o Campeonato do Mundo. Felizmente nenhum deles «contraiu covid», ao contrário do azarado Pepe, dispensado de disputar o jogo de hoje contra a Turquia e uma segunda partida na próxima terça-feira, contra uma selecção ainda a definir, o que o salvaguarda de eventuais lesões ao serviço da equipa das quinas.

Há males que vêm por bem.

De protocolo a Porto ao colo

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Dantes só havia um Portador de Alegrias, agora existem mais dois, Sérgio Conceição e Pepe.

Ontem o português com duplo P, extravasava tanta alegria que lhe subiu à cabeça.

O mais velho distraiu-se do jogo, catrapiscava uma mademoiselle.

O furibundo manteve-se calado, interiormente, injuriava o protocolo.

O melhor é ficarmos com as palavras do nosso leitor Francisco Gonçalves:

Ontem, embora não sendo habitual, naquele horário, tive tempo para ir espreitando o jogo que opôs o clube das antas ao Olympique Lyonnais. Confesso que não sigo muito de perto o campeonato francês, não obstante, na época em curso, ter um interesse particular chamado Nuno Mendes. Sabia que o Lyon não está a fazer um grande campeonato, mas nem sequer sabia que está em 9º lugar.
Jogando em casa e sendo uma equipa auto-intitulada “de Champions” – adoro estes títulos que os fruteiros, desculpe, os tripeiros, dão à coletividade! -, as minhas suspeitas eram de que o clube das antas passeasse o seu estatuto, face a uma equipa do meio da tabela do campeonato francês. Afinal, não.

Logo, no primeiro minuto, o caceteiro-mor da nossa Liga percebeu que a testa dos rapazes que chegaram de França não é tão vulnerável como aquelas que costuma encontrar na 1ª Liga. E se o caceteiro não regressou dos balneários, após o intervalo, Lucas Paquetá regressou todo fresco e ainda a tempo de marcar o golo que decidiu o jogo. Como parênteses, espero, muito honestamente, que Pepe melhore rapidamente, porque uma coisa é desejar-lhe fracassos desportivos, outra coisa seria desejar-lhe qualquer mal físico.

O Lyon foi, sempre, muito superior ao clube das antas, o que não deixa de causar alguma perplexidade, dada a categoria do conjunto portista reconhecida por todo o conselho de Arbitragem e comentadores especialistas de arbitragem, cá do burgo.

Então, o que falhou ontem? Falhou, tão-somente, um aspeto: a equipa de arbitragem e o VAR não têm qualquer pastelaria, no Porto, nem têm qualquer talho, na zona de Braga.

O jogo protagonizado pelo clube das antas foi igual a tantos outros: Evanilson simula penálti; Taremi simula penálti; Pepê simula penálti; Diogo Costa falha duas abordagens à bola e simula ter sido carregado; Otávio distribui fruta por tudo que é adversário e discute todos os lances com o árbitro. Nada de anormal, não fora o jogo não ser da Liga portuguesa.

No banco de suplentes, a coisa foi ligeiramente diferente: não exisitiram aqueles saltos do staff dos portistas – treinador, adjuntos, diretor desportivo, médico, enfermeiro, roupeiro e jogadores suplentes -, face a decisões de arbitragem de que não gostam e que, invariavelmente, os conduz para dentro do retângulo de jogo. Também a atividade dos funcionários das empresas de publicidade foi mais comedido. Quem tem cu, tem medo e a UEFA não é, exatamente, o conselho de Disciplina cá do burgo, nem o Conselho de arbitragem.

No final do jogo, em declarações à imprensa, Sérgio Conceição foi, mais uma vez, fabuloso. Disse o cavalheiro que o protocolo diz que o VAR não deveria ter intervindo, na reversão do penálti. Pois claro que não, era o que mais faltava. Ainda, recentemente, em Moreira de Cónegos, o VAR interveio – mal, diga-se! -, para reverter um penálti contra o clube das antas e a expulsão de Uribe. Mas, aí, claro, não foi o protocolo, foi o “porto ao colo”.

comentário aqui

Um desafio exemplar

A arbitragem de João Pinheiro foi excelente. Deu uma imagem perfeita do que é o futebol português e do que é disputar um jogo nas Antas. As imagens são explícitas e indesmentíveis. Pinheiro, sintomaticamente avaliado como o melhor árbitro português, merece comenda no 10 de Junho pela patriótica franqueza demonstrada durante o desafio, pois nunca escondeu ao que ia nem se resguardou em meias tintas e com diligente sentido de responsabilidade acatou a pressão a que foi sujeito, não só no estádio como nas secretarias.

A merecer crítica só a Segurança Social ou a Polícia Judiciária que permitem um comprovado psicopata como Pepe andar sem restrição em público em vez de o restringirem e acompanharem clinicamente. 

Quanto aos jogadores do Sporting há felizmente a registar que saíram de campo com todos os dentes e sem ossos quebrados o que, dada a provação sofrida, não é um mau resultado.

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