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És a nossa Fé!

Il Capo

Diz Pedro Proença: "Não é ao acaso que digo que temos o melhor jogador do mundo, o melhor agente e, com toda a convicção, os melhores árbitros do mundo".

Assim sendo também "não é ao acaso" e é "com toda a convicção" que percebemos o recado: o Sporting bem pode pôr a viola no saco e é uma questão de tempo até que Gyökeres leve um vermelho.

Ainda há dúvidas?

De volta

Não, não sou eu, que apesar de estar "calado" continuo por cá.

Quem voltou e em grande, foi a camarilha da filha-da-putice.

Pensámos todos, os que gostamos do futebol jogado pelos jogadores, que as coisas com a ausência de apitadores lusos no último europeu poderiam mudar e na primeira jornada a coisa até parecia estar encaminhada.

Sol de pouca dura.

Nós que até contratámos um avançado que só joga à bola, coisa rara no futebol tuga, mais parece que contratámos um saco de boxe. Mas do último modelo, daqueles que vêm com braços, porque pelo critério dos apitadeiros o moço leva uns bons sopapos e também é ele que leva os amarelos.

Sinceramente, para quem tanto diz preocupar-se com a imagem da Liga Portugal, o senhor Fontelas e por arrasto o senhor "querido, partiram-me os dentes", Proença, a bandalheira a que se assistiu nestes três jogos só justifica o desinteresse que televisões de países como França e Brasil demonstram ao não garantirem transmissões de jogos desta pantominice em que se transformou o campeonato em Portugal.

Tenho amigos, naturais e portugueses, a residir nalguns países europeus. Os primeiros gozam comigo, os segundos têm vergonha quando lhes apontam a falta de qualidade, o teatro dos jogadores, a incompetência dos árbitros e por aí fora. Um mistério é como a selecção vai fazendo uns brilharetes, mas enquanto houver Ronaldo, pelo que joga ainda e pelo que lidera e com a maioria dos jogadores a jogar fora do país, a coisa pode até continuar a correr bem, mas parece-me que o reinado do frete não terminou com Fernando Santos.

Hoje, principalmente pelo efeito Ronaldo, mas não só, até o campeonato saudita suscita mais interesse que o português. E quando muitos de nós cá por dentro damos uma bicadinha em Ronaldo por não regressar ao Sporting, coloquem-se no lugar do homem. Um jogador com o estatuto de Ronaldo, que conhece todos os podres do futebol português, por muito que lhe apetecesse voltar a Alvalade, não está virado para uma situação onde terminaria a carreira num campeonato dirigido por incompetentes e comprometidos com interesses duvidosos.

Presto cada vez menos atenção a este futebol, vou deixando de ter paciência para aturar incompetentes e o que me mantém ligado a ele é apenas o facto de ter um espaço onde posso espetar a merecida farpa nesta cambada que se aproveita de um jogo bonito para subir na escala social. E para denunciar as filhadaputices todas de que é alvo o Sporting, como ontem em Braga, com mais um roubo descarado ao anular um golo limpinho. Limpinho!

Não analiso as falhas da equipa e do treinador, que as houve, já foram tratadas pelo Pedro Correia e pelo Luís Lisboa, só quero dizer que com 0-2 talvez o Braga não empatasse, apesar de tudo.

Não tenham dúvidas, estamos na mira desta canalha.

Que não nos doa a voz, a nós que a temos em espaço público e ao clube, que tem obrigação de se defender.

Bilhete a Pedro Proença

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Prezado presidente da Liga Portugal,

 

Há que dizer isto com toda a frontalidade: não faz o menor sentido a inexistência de vídeo-arbitragem nesta fase da Taça da Liga em que já intervêm equipas de primeiro plano do futebol português. 

É algo que deve ser revisto. Já.

Meu caro, se quiser prestigiar a instituição a que preside e a competição futebolística a que a Liga empresta o nome, permito-me sugerir-lhe que solucione isto sem demora. Em nome da transparência, do rigor e da verdade, valores indissociáveis da prática desportiva.

 

Cordiais cumprimentos.

Imunidade futebolística

Pedro Proença anda numa azáfama a defender que os adeptos de futebol devem voltar aos estádios já na abertura da nova época da liga portuguesa. "Exigimos o nosso público", tem dito o presidente da Liga de Clubes.
O ex-árbitro parece ignorar por completo o que se passa ao dia de hoje em Espanha e em Itália ou pensará que o futebol está imune? Em Itália há mil novos casos diários de infeção por COVID-19 e na capital espanhola há nova recomendação para não se sair de casa. Era bom que Pedro Proença fosse mais cauteloso e não tentasse usar os maus exemplos para justificar a abertura dos estádios a milhares de pessoas, famílias inteiras podiam ficar em risco. Um pouco mais de bom senso na liderança da liga, não?

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Estádios, aviões e televisão

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2 de Maio:
O transporte aéreo de passageiros vai ser limitado a dois terços da lotação normalmente prevista para cada aeronave, definiu o Governo, em portaria no Diário da República.

21 de Maio:
A partir de 1 de Junho, o transporte aéreo vai deixar de ter um limite máximo de lotação, anunciou o Ministério das Infraestruturas.

 

Comecei por não entender. Agora, até julgo que entendo. E, por isso mesmo, fiquei irritado. Refiro-me ao duplo critério que o Governo tem vindo a adoptar, distinguindo o futebol de outras actividades.

Há dias, numa das suas conferências de imprensa quase diárias, a ministra da Saúde revelou-se muito firme na contínua recusa de jogos presenciados nos estádios. «Haver as habituais concentrações em determinados espaços, por ocasião das competições desportivas, é evidente que é algo que não vai poder acontecer da forma a que estávamos habituados a assistir», declarou Marta Temido.

Atalhando neste discurso cheio de rendilhados, isto significa que todos continuaremos proibidos de frequentar os estádios. Os jogos que faltam para completar a temporada 2019/2020 ocorrerão à porta fechada. E, aparentemente, não serão transmitidos pela televisão em sinal aberto. Duas espécies de encerramento, portanto.

 

Há aqui vários erros que convém denunciar desde já. Que imperiosa lógica sanitária leva o Governo a interditar em absoluto estádios com capacidade para largos milhares de lugares sentados, ao ar livre, enquanto acaba de dar o dito por não dito, autorizando que sejam retomadas viagens aéreas - em cubículos estreitos, com ar rarefeito e onde as pessoas estão a centímetros umas das outras por vezes durante horas - sem qualquer limite máximo ao número de passageiros?

Alegam os decisores políticos que é vital proteger e revitalizar a aviação civil. Pois esta mesma lógica pode e deve aplicar-se à chamada indústria do futebol, que gera cerca de 80 mil postos de trabalho, directos e indirectos em Portugal e movimenta receitas que abrangem quase 1% do PIB nacional. 

É um absurdo manter as bancadas dos estádios vazias enquanto se enchem as cabinas dos aviões, em condições sanitárias de muito maior risco. Autorizar que pelo menos um terço dos lugares sentados nos estádios fossem preenchidos - nomeadamente pelos sócios que pagaram lugares de época - seria uma opção razoável. Tanto mais que o Governo - contrariando outra intenção inicial expressa em sinal oposto - acaba de dar luz verde à utilização de 14 estádios para disputar os jogos que faltam. Na prática, só não jogará em campo próprio quem não quiser.

 

Ao contrário do que sustenta a ministra da Saúde, as concentrações de maior risco a pretexto do futebol não ocorrerão junto aos estádios, mas longe deles. Em locais públicos e numa infinidade de reuniões privadas onde irá aglomerar-se muita gente, em todos os recantos do País, para assistir aos jogos caso se mantenha a intenção de que estes só sejam exibidos em canais codificados, nada acessíveis ao actual rendimento médio dos portugueses.

E é por isto que não entendo, de todo, o sururu criado em torno de Pedro Proença, só porque o presidente da Liga se atreveu a sugerir, em carta ao Presidente da República, a intervenção do poder político para que as partidas de futebol remanescentes possam ser exibidas em canais abertos, com a devia compensação financeira proporcionada com verbas públicas aos operadores televisivos.

Caiu o Carmo e a Trindade quando afinal Proença estava cheio de razão. Como o futuro próximo demonstrará.

A terceira volta

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Imagine-se um estádio onde se "joga" à porta fechada, sem público, com som de "música ambiente" para evitar o silêncio e fotografias de adeptos nas bancadas para fingir que há gente a ver ao vivo.

Imagine-se um "jogo" em que os jogadores tudo fazem para manter distância física dos rivais em vez de procurarem o contacto, se abstêm de tossir, espirram sempre para a dobra do cotovelo, engolem o cuspo e fogem da bola para evitarem contagiar ou ser contagiados num lance dividido. Com receio permanente de que lhes sejam imputadas responsabilidades por opções que não tomaram, como está patente no ponto 1 do "código de conduta" elaborado pela Direcção-Geral de Saúde: se algo correr mal, a culpa será deles.

Eis a "nova normalidade" da terceira volta da Liga 2019/2020. Com regresso agora previsto para 4 de Junho, como anunciou Pedro Proença, alterando a data inicialmente apontada pelo primeiro-ministro e assinalando que se trata da "25.ª jornada".

Está equivocado: o que vai acontecer - se acontecer - será algo inteiramente novo. Com regras diferentes e sem a salvaguarda de elementares princípios da equidade desportiva, fundamentais para a credibilidade da competição.

 

Sou contra a realização desta "terceira volta", inédita no futebol português. Por ferir de forma grosseira a verdade desportiva. Na primeira divisão, ao estabelecer regras diferentes para os clubes (umas equipas jogarão nos próprios estádios e outras não voltarão a jogar em casa). Entre a primeira e a segunda divisão, ao aplicar critérios antagónicos para o desfecho das respectivas ligas profissionais (prolongando uma e anulando outra). E sobretudo ao nível do chamado "Campeonato de Portugal", como o meu colega João Goulão já escreveu neste blogue em termos inequívocos.

A situações idênticas aplicam-se princípios que não podiam ser mais diferentes. Perante o aplauso dos basbaques e com o monolitismo acrítico a imperar entre os colunistas da imprensa. Opinando em causa própria, quase todos defendem que o futebol "regresse", mesmo que as regras sejam mandadas às malvas.



Fariam bem melhor os clubes em montar estruturas desportivas que atenuassem os efeitos de uma potencial segunda vaga desta pandemia, estabelecer regras de competição em reforço da transparência e salvaguardar os seus direitos numa altura em que se aproxima o fim do vínculo contratual de muitos jogadores. 

Acima de tudo, fariam bem melhor em rever de alto a baixo as suas precárias bases financeiras. O que vale para o conjunto da indústria futebolística, que tem movimentado fortunas muito mal distribuídas e tornou-se prisioneira de uma rede de intermediários sem escrúpulos. Estes agem como verdadeiros parasitas dos clubes ao ponto de lhes determinarem as prioridades orçamentais enquanto arruinam as carreiras de muitos futebolistas promissores, alvos de indecorosos leilões que mais parecem versões actualizadas das antigas "praças de jorna" para recrutar mão-de-obra.

E não adianta varrer a porcaria para debaixo do tapete: é cada vez mais evidente que o negócio não gera liquidez suficiente para manter tanta prosperidade de fachada e tanta ostentação postiça. Que sirvam de alerta peças jornalísticas como a da Eurosport, que há dias aludia ao FC Porto como «monumento em perigo».

 

Se este período de paralisia forçada imposto pela pandemia não serviu para reflectir sobre tudo isto, não serviu para nada.

Gostava de saber

Se a Direcção do SCP mandatou Pedro Proença para negociar a criação de uma Liga Ibérica de Futebol, se está de acordo ou se pelo menos anuíu à ideia. Dado o nome que ostenta, o mínimo que se pede ao SCP é que se pronuncie sobre o projecto. A coisa coloca-nos abaixo da Escócia, e rés-vés a Catalunha - mas suponho que, para cabeças com mais gel do que massa cinzenta, dê trabalho a mais pensar nas suas implicações. Sinal dos tempos.

A brigada da azia

A eleição de Pedro Proença, derrotando Luís Duque para a presidência da Liga de Clubes, causou revolta e mágoa e dor em vários comentadores de futebol. Como ontem à noite ficou bem patente nas televisões:

 

«Eu estou muito preocupado. Este é um dia negro para o futebol português.»

Pedro Guerra, na TVI 24

 

«Eu estou contra este tipo de promessas [de Pedro Proença].»

Joaquim Rita, na SIC Notícias

 

«Há aqui uma viragem perfeitamente incompreensível e que vai continuar a causar fracturas na Liga.»

Ribeiro Cristóvão, na SIC Notícias

 

«Luís Duque estava a resolver os problemas, tinha encontrado soluções para as dificuldades mais importantes.»

Idem, ibidem

Já não têm mesmo vergonha nenhuma na cara!

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Escarrapacha o jornal Record uma foto, que infelizmente está protegida e não consegui copiar (daí este link), do líder dos super dragões e do  árbitro de futebol Pedro Querido Proença, que se encontraram no  XIII Encontro Nacional do Árbitro Jovem, em Leiria.

O painel, ou palestra, denominava-se "Arbitragem vista de vários ângulos".

A minha pergunta nem é o que estava o Madureira a fazer ali,  é apenas de que nádega viu o Querido a pelestra...

Saídas inglórias

A selecção saiu na fase de grupos, o Pedro Proença nos oitavos: ambos inglórios. À selecção sugiro uma renovação profunda, a PP uma viagem a Mexico City, onde será certamente recebido com muito carinho e amizade. Eu acho a Holanda uma selecção mais interessante, e mais capaz de "coisas bonitas" (Artur Jorge dixit) do que a do México: mas o que eu acho (ou qualquer outro ache) sobre o assunto, vale zero: porque o futebol não é um jogo a pontos mas sim a golos, e, pelas leis do Association, qualquer equipa de m. tem o direito de ganhar a outra melhor se souber defender um resultado - e o árbitro (arbitrariamente) não a desapossar desse direito no último minuto de jogo, com um penálti igualmente de m. Por isso, Pedro, fizeram bem em mandar-te para casa, porque o beautiful game não é um jogo para habilidosos como tu (embora muitas vezes pareça).

O fim do jejum

 

Mais de dois anos depois, Pedro Proença volta a arbitrar um jogo no estádio da Luz: está nomeado para apitar o Benfica-Porto de hoje. Termina assim o veto decretado pelo presidente benfiquista ao "melhor árbitro do mundo" em Março de 2012. "O senhor Pedro Proença, se se sente condicionado a apitar o Benfica, não apite mais nenhum jogo do Benfica. É um favor que presta a todos os benfiquistas e presta ao futebol. (...) Ele não está à altura de apitar um jogo", disse na altura Luís Filipe Vieira. Mostrando assim a Vítor Pereira quem manda na arbitragem portuguesa.

E a verdade é que Proença não apitou mesmo. Assim foi durante vinte e cinco longos meses. Um favor prestado a todos os benfiquistas.

{ Blogue fundado em 2012. }

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