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És a nossa Fé!

Gostava de saber

Se a Direcção do SCP mandatou Pedro Proença para negociar a criação de uma Liga Ibérica de Futebol, se está de acordo ou se pelo menos anuíu à ideia. Dado o nome que ostenta, o mínimo que se pede ao SCP é que se pronuncie sobre o projecto. A coisa coloca-nos abaixo da Escócia, e rés-vés a Catalunha - mas suponho que, para cabeças com mais gel do que massa cinzenta, dê trabalho a mais pensar nas suas implicações. Sinal dos tempos.

A brigada da azia

A eleição de Pedro Proença, derrotando Luís Duque para a presidência da Liga de Clubes, causou revolta e mágoa e dor em vários comentadores de futebol. Como ontem à noite ficou bem patente nas televisões:

 

«Eu estou muito preocupado. Este é um dia negro para o futebol português.»

Pedro Guerra, na TVI 24

 

«Eu estou contra este tipo de promessas [de Pedro Proença].»

Joaquim Rita, na SIC Notícias

 

«Há aqui uma viragem perfeitamente incompreensível e que vai continuar a causar fracturas na Liga.»

Ribeiro Cristóvão, na SIC Notícias

 

«Luís Duque estava a resolver os problemas, tinha encontrado soluções para as dificuldades mais importantes.»

Idem, ibidem

Já não têm mesmo vergonha nenhuma na cara!

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Escarrapacha o jornal Record uma foto, que infelizmente está protegida e não consegui copiar (daí este link), do líder dos super dragões e do  árbitro de futebol Pedro Querido Proença, que se encontraram no  XIII Encontro Nacional do Árbitro Jovem, em Leiria.

O painel, ou palestra, denominava-se "Arbitragem vista de vários ângulos".

A minha pergunta nem é o que estava o Madureira a fazer ali,  é apenas de que nádega viu o Querido a pelestra...

Saídas inglórias

A selecção saiu na fase de grupos, o Pedro Proença nos oitavos: ambos inglórios. À selecção sugiro uma renovação profunda, a PP uma viagem a Mexico City, onde será certamente recebido com muito carinho e amizade. Eu acho a Holanda uma selecção mais interessante, e mais capaz de "coisas bonitas" (Artur Jorge dixit) do que a do México: mas o que eu acho (ou qualquer outro ache) sobre o assunto, vale zero: porque o futebol não é um jogo a pontos mas sim a golos, e, pelas leis do Association, qualquer equipa de m. tem o direito de ganhar a outra melhor se souber defender um resultado - e o árbitro (arbitrariamente) não a desapossar desse direito no último minuto de jogo, com um penálti igualmente de m. Por isso, Pedro, fizeram bem em mandar-te para casa, porque o beautiful game não é um jogo para habilidosos como tu (embora muitas vezes pareça).

O fim do jejum

 

Mais de dois anos depois, Pedro Proença volta a arbitrar um jogo no estádio da Luz: está nomeado para apitar o Benfica-Porto de hoje. Termina assim o veto decretado pelo presidente benfiquista ao "melhor árbitro do mundo" em Março de 2012. "O senhor Pedro Proença, se se sente condicionado a apitar o Benfica, não apite mais nenhum jogo do Benfica. É um favor que presta a todos os benfiquistas e presta ao futebol. (...) Ele não está à altura de apitar um jogo", disse na altura Luís Filipe Vieira. Mostrando assim a Vítor Pereira quem manda na arbitragem portuguesa.

E a verdade é que Proença não apitou mesmo. Assim foi durante vinte e cinco longos meses. Um favor prestado a todos os benfiquistas.

Um obituário ainda em vida

 

A forma é a costumeira nestes tempos: música de fundo para melhor enquadramento dramático, a câmara em cima do entrevistado, dando a ideia de uma maior proximidade ou mesmo familiaridade para quem vê, depois passando para planos gerais onde pudemos observar imagens a lembrar séries americanas de grande audiência. Embora gasta, é a forma que hoje se usa. E capta a atenção do espectador.

Sobre o conteúdo, o que de facto interessa numa reportagem, temos duas dimensões: por um lado a parte mais pessoal do árbitro, e nesta incluo as suas considerações sobre a sua maneira de estar na arbitragem, e o lado reactivo dos seus amigos/colegas. Impressionou-me positivamente a forma como Pedro Proença e a sua equipa preparam os jogos, o método meticuloso como estudam todas as variantes e possibilidades que lhes possam surgir no jogo seguinte. Não me parece que haja muitos a fazer o mesmo.

Não gostei da forma como Pedro Proença é apresentado, digamos, à sociedade. Estamos na presença de um triunfador sem mácula, sem erro, com um percurso de vida exitoso. Esta imagem é ainda mais reforçada com o depoimento de colegas e outros actores do futebol. Não há ali defeito, o trilho do sucesso foi feito com dedicação extrema, a família, humildemente aceita e resigna-se perante a sua ausência. O trabalho vem como prioridade sobre o lado pessoal, o paradigma actual.

É-nos dado também a conhecer o outro lado da vida profissional de Pedro Proença. Também aqui, estranho é que não fosse, o sucesso impera naturalmente: de gestor de várias empresas a administrador de insolvências, a sua vida desmultiplica-se e flui de forma tão fácil que julgamos estar perante, pelo menos, duas pessoas, tal o volume de actividades que tem. E, pasme-se, tem ainda tempo para desfrutar na sua (?) quinta do Alentejo, qual actor sex-symbol a vaguear pensativo na sua moto 4 pelos estradões alentejanos.

Na vertente meramente desportiva acho que se tentou por um lado humanizar a figura do árbitro, um paradoxo enfim, entrando na sua vida e expondo-a. Houve também, e essa parte foi descarada, a tentativa de elevar a profissão de árbitro a um patamar na qual ninguém a vê.

Em resumo: os elogios, adjectivos, em excesso matam a mensagem. Ao longo da entrevista vieram-me à memória os obituários, onde os elogios são a única regra: marido extremoso, pai dedicado, profissional exemplar. Ao Pedro Proença fizeram-lho em vida.

Cartão encarnado para Duarte Gomes

 

A "excelente arbitragem" que Jorge Magoo Jesus tanto enalteceu acaba de ser classificada como a terceira pior desta época: Duarte Gomes, o benfiquista assumido que suprimiu dois penáltis ao Sporting na Luz, ascende à galeria da fama com esta nota negativa agora atribuída pelos observadores. Confirmando-se o que aqui ficou assinalado no rescaldo imediato do Benfica-Sporting.

Duarte Gomes é até capaz de gostar de receber este cartão encarnado. Pelo menos é da cor de que ele mais gosta.

Uma classificação que também atesta o péssimo critério de avaliação do senhor Pedro Proença, autêntico poeta da bola. Quando está calado.

Cuidados Intensivos (2)

Buster Keaton

 

O Sr. Pedro Proença disse nesta Terça-Feira, a acreditar no Record, que Sei que o que vou dizer pode parecer polémico, mas o Duarte [Gomes] fez uma excelente arbitragem. Teve de tomar perto de 150 decisões naquele jogo e se errou numa ou noutra não é isso que fará uma arbitragem negativa. Está no lote dos melhores árbitros portugueses e assim continuará. Algum conselho? Não, Duarte Gomes tem muita experiência e não precisará que o aconselhe. Para o Sr. Pedro Proença, os meus mais vivos e sinceros votos de um pronto restabelecimento.

Sobre arbitragens

1. Se Pedro Proença não se tivesse associado às comemorações do 120º aniversário do FC Porto, oferecendo uma grande penalidade ao clube de Pinto da Costa, o Sporting era agora líder do campeonato.

 

2. Os limpinhos andam "revoltados" com as arbitragens. Os mesmos que na época passada beneficiaram da mais escandalosa arbitragem do campeonato e ainda vieram elogiá-la, como já tinham feito numa tristemente célebre taça da liga.

Deviam ter vergonha.

Tira-teimas

Hoje, sobre o penálti que selou a vitória do FCP contra o V. Guimarães, reina a unanimidade no Tribunal d'O Jogo:

 

Jorge Coroado: "[Grande penalidade] mal assinalada. Foi Quintero que se projectou sobre o adversário, ludibriando a atenção do árbitro. Talvez este lance faça jurisprudência, porque foi decidido pelo melhor do mundo."

 

Pedro Henriques: "Luís Rocha tem a posição ganha e limita-se a rodar o corpo para proteger a bola, e é Quintero que força a passagem e choca com o jogador do Vitória de Guimarães. Não houve por isso motivo para grande penalidade."

 

José Leirós: "Em velocidade, Quintero entra na área pelo meio de dois adversários. Luís Rocha vira de direcção, a procurar a bola, sem cometer obstrução. Quintero choca contra Luís Rocha, sendo mal assinalada a grande penalidade."

 

NOTA: Lamentavelmente, a equipa redactorial do diário O Jogo, que alberga esta rubrica - uma das raras que fazem a diferença no pouco imaginativo panorama da imprensa desportiva portuguesa - foi incapaz de criticar Pedro Proença. Na crónica do jogo de ontem, assinada por Carlos Pereira Santos, o "melhor árbitro português" é apenas contestado por... não ter admoestado o guarda-redes vimaranense, Douglas, demasiado lento na reposição de bolas!

Títulos da imprensa de hoje

"Erro de Proença"

Manchete do Record

 

"Dragão vence com erro de arbitragem"

Antetítulo de capa d'A Bola

 

"Penálti inexistente livra campeão de segundo empate consecutivo"

Antetítulo de capa do Record

 

"Depois da jornada anterior de falhas dos árbitros, a 'doença' contagiou o melhor do mundo"

Chamada de capa d'A Bola

 

"Penálti salva campeão"

Título da crónica do jogo, no Record

 

"O 'penalty' assinalado pelo Pedro que o Paulo não tinha visto bem"

Título da crónica do jogo, n'A Bola

Como o mundo muda em cinco dias

"Quero dar os parabéns ao Jorge Jesus porque ganhou em três campos."

Paulo Fonseca, treinador portista, usando a ironia para queixar-se da arbitragem após o empate do FCP com o Estoril (22 de Setembro)

 

"Pareceu-me que este, pelo menos, foi dentro da grande área. Ainda não tive oportunidade de rever o lance na televisão."

Paulo Fonseca assobiando para o ar após o FCP ter vencido o Guimarães com um penálti que só o árbitro viu (27 de Setembro)

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