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És a nossa Fé!

Rúben Amorim sem desculpa

Texto de Luís Barros

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Sem desculpa.

Rúben Amorim falha em dois jogos consecutivos e era bem dispensável o discurso sobre a atitude dos jogadores, muito ao estilo de um seu antigo treinador. Ele é o responsável máximo pela equipa e pelas opções e desta vez não se pode escudar em Emanuel Ferro. Neste momento qualquer adversário já sabe como condicionar a equipa e tendo em conta que Amorim só faz alterações quando o prejuízo está feito, será necessário ele próprio fazer um pouco de introspecção em relação ao tipo de jogo que quer continuar a implementar em relação às soluções que tem no plantel.

Há vários jogadores em défice físico e mental. De repente deixou-se de ser uma equipa e nota-se mais os jogadores optarem por jogadas individuais completamente descabidas e por remates completamente ridículos. Nuno Santos, Tabata, Plata, Borja, Quaresma, João Mário estiveram mal ou muito mal, Tiago Tomás, Pedro Gonçalves e Coates estiveram sofríveis. Apenas Palhinha consegue sair da mediania, mantendo-se sempre disponível e lutando até à exaustão. Um verdadeiro Leão.

Com todas as carências que se conhecem no plantel, continuo a não aceitar o ostracismo a que o Pedro Marques é arremetido. Para um jogador que leva mais de dez golos marcados nesta época entre as duas equipas onde jogou, no mínimo merecia alguns minutos de jogo. Agarrando nas palavras do próprio Amorim, se não for em jogos destes quando é que será lançado?

Segunda desilusão seguida apenas atenuada por mais uma vitória da equipa de basquetebol, que continua 100% vitoriosa. Esses sim, uns verdadeiros Leões.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Deve ser inédito no mundo do futebol um jogador que marca o sexto golo de uma equipa que já estava a ganhar por 5-1 ir buscar a bola do golo que marcou às mãos do guarda-redes para recomeçar o jogo quanto antes, ainda acreditando que pudessem ser marcados mais golos num jogo sem história e praticamente no fim. E não é que o Pedro Marques tinha razão? Foi marcado mais um golo. Já tinha visto gestos desses em equipas que estão a perder, muito poucos em equipas que estão a ganhar e nunca em equipas que estão a golear.»

 

AHR, neste meu texto

Pedro Marques

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Pedro Marques chegou a ser lançado por Marcel Keizer na equipa principal, numa prova europeia contra o Vorskla, em Dezembro de 2018, quando também entrou Bruno Paz. Iniciativa sem continuação, em qualquer dos casos.

Mas só agora marcou pela primeira vez - e logo a bisar. Dando sequência ao bom trabalho revelado no Sporting B, em que leva quatro golos facturados em quatro jogos. Como já salientou o Luís Lisboa, isto comprova o acerto da decisão tomada pela SAD leonina de recuperar a equipa B, num patamar competitivo mais exigente do que o da chamada Liga Revelação.

 

Creio que só agora Pedro Marques começa a estar verdadeiramente maduro para se firmar no escalão maior. Até à partida de segunda-feira contra o Sacavenense, para a Taça de Portugal, foi um jogador em formação. O antigo médio defensivo dos escalões juniores tem a idade certa para dar um salto na carreira: 22 anos

Há uma coisa que aprecio muito nele - e que falta, por exemplo, a Pedro Mendes: a atitude combativa, bem simbolizada neste desafio da Taça no facto de ter ido logo a correr à baliza adversária para recuperar a bola após ter marcado o nosso sexto golo (segundo dele). E fez muito bem: ainda houve tempo para outro.

Não se contenta com pouco: quer sempre mais.

 

Precisamos de jogadores como ele.

São os jogadores adequados a este Sporting que tão bem está a comportar-se sob o comando de Rúben Amorim.

Quente & frio

Gostei muito da exibição do Sporting, com o belo equipamento Stromp, nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal - a nossa estreia na edição deste ano. Goleada por 7-1 frente ao modesto Sacavenense, do terceiro escalão do futebol nacional, que nos vingou da humilhante derrota sofrida há um ano perante o Alverca, também do Campeonato de Portugal. Aos 3' já vencíamos, ao intervalo já ganhávamos por 3-0. Exibição ao nível do resultado: equipa dinâmica, ágil, bem ligada, praticando um futebol fluido e veloz, sem nunca tirar o pé do acelerador mesmo quando a goleada já se desenhava. A prova ficou à vista: fizemos três golos nos seis minutos finais. Desde Maio de 2019 que não marcávamos pelo menos sete num só jogo.

 

Gostei das exibições de vários jogadores. Desde logo Pedro Marques, em estreia absoluta na equipa principal desta época: Rúben Amorim mandou-o entrar aos 72', substituindo Sporar, e o jovem de 22 anos que tem alinhado na equipa B mostrou a diferença como ponta-de-lança: marcou o quinto (de cabeça) e o sexto, aos 87 e aos 90'. Nota muito elevada também para outro estreante, este como titular a defesa central do lado esquerdo: Gonçalo Inácio, que foi lá à frente marcar o sétimo, no último lance da partida. Também Tabata agarrou bem a oportunidade, jogando no flanco direito a partir do minuto 59: foram dele as assistências para o sexto e o sétimo golos. Outras exibições muito positivas: Coates, que fuzilou de cabeça as redes adversárias por duas vezes, aos 24' e aos 48'; Jovane, jogando como interior na ala direita, com assistência para o golo inaugural e marcando ele próprio o terceiro, de penálti, aos 32'; e Daniel Bragança, em campo durante toda a segunda parte: é exímio tecnicista, trata a bola da melhor maneira, como se viu em soberbos passes para Nuno Santos (69') e Tabata (71'). Mas o melhor em campo foi Nuno Santos, autêntico dínamo da equipa: foi ele a abrir o marcador, com um tiro disparado aos 3', fez a assistência para o quarto, quase marcou aos 14' e aos 69'. Imprimiu sempre grande velocidade ao jogo leonino. Já vai em quatro golos e seis assistências. Alguém ainda duvida de que foi reforço?

 

Gostei pouco dos desempenhos de Sporar (que mesmo a defrontar uma equipa amadora foi incapaz de marcar), de Antunes (que teve a seu cargo o corredor esquerdo durante a primeira parte sem intervenções dignas de registo) e de Borja (em estreia esta época, na ala direita durante o primeiro tempo e devolvido ao corredor esquerdo no segundo tempo), incapaz de um rasgo individual que ultrapasse o patamar da mediania. Num jogo em que pelo menos seis titulares habituais estiveram ausentes, em evidente gestão de esforço já a pensar nos próximos desafios: Adán, Feddal, Porro, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás. 

 

Não gostei das duas bolas à barra, disparadas por Nuno Santos (aos 14') e Gonçalo Inácio (aos 67'). Por centímetros, teríamos contabilizado nove golos em vez de sete. Também não gostei do golo sofrido, aos 53', com culpas repartidas por Matheus Nunes e Max, embora tivesse sido um justo prémio para o Sacavenense e para o principal artilheiro da equipa, chamado Iaquinta.

 

Não gostei nada da ausência total de público no Estádio Nacional, onde decorreu a partida, por falta de condições do recinto do Sacavenense: estas draconianas normas sanitárias que interditam em absoluto a presença de espectadores no futebol contrastam com regras muito mais flexíveis para diversos outros espectáculos. Também não gostei do horário do jogo, iniciado às 21.15 de ontem. Mas compreendo que se tenha adequado aos interesses do exibidor televisivo, o que acabou por render 50 mil euros ao Sacavenense - cortesia do Sporting, que abdicou da metade da receita que lhe correspondia.

Vitória na Liga Europa

Bom, só isso já seria bom. Uma vitória que vale pontos e algumas centenas (?) de euros.

Mas foi uma vitória com um misto de titulares e suplentes, dando descanso a outros titulares que muito bem precisam, e que na segunda parte serviu também para lançar três jovens dos sub-23.

Por isso mesmo, não foi bom, foi óptimo.

Resultado à parte, se calhar o melhor seria tirar conclusões para o futuro próximo da nossa equipa, começando pelas piores:

- Más - Mais uma lesão, e logo do Montero. Que surgiu do nada, quando o jogador estava cheio de energia e moral pelos 1,5 golos marcados. Quantos meses ?

- Medíocres - Nenhumas, não se pode dizer que algum jogador tivesse desiludido. Mesmo Mané fez uma péssima primeira parte mas na segunda já fez as pazes consigo mesmo.

- Boas - Os três jovens lançados, em especial Bruno Paz, um belo transportador de jogo. Thierry tem que entender que se quer ser defesa direito tem de mudar o chip. Para passador já temos o Jefferson. Pedro Marques a verdade é que já o vi várias vezes e não me seduz, mas os pontas de lança amadurecem mais lentamente que os demais. 

- Óptimas - Encontrado o substituto de Wendel no imediato, o novo Adrien Silva do Sporting, chama-se Miguel Luís. Não perde uma bola, não falha um passe, e ainda consegue ter presença na área e marcar golos. Pedir mais o quê ? Agora é ganhar quilómetros...

Além disso, Keizer continua a escolher uma equipa que faz sentido para o momento actual, consegue replicar nela o modelo de jogo da equipa titular e também fazer substituições lógicas e no tempo certo. Que se pode pedir mais ?

Por mim, fico (muito) satisfeito.

SL

 

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