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És a nossa Fé!

Arte em movimento

No segundo golo do jogo contra o Varzim para a taça Sarabia vai à linha de fundo muito perto da baliza e centra para dentro in extremis quando a jogada parecia perdida. Paulinho recebe a bola rodeado de defesas, dá-lhe uma biqueirada sem jeito e ela é rechaçada pelo guarda-redes que se fizera "à mancha" como se dizia dantes. É aqui que a coisa se torna interessante. É que entretanto Pote, depois de correr na direcção da baliza acompanhando o movimento de Paulinho, dá uns passos atrás, afastando-se do fulcro da acção. O resultado é que a bola sobra para ele apanhando-o isolado e na posição absolutamente certa para a meter lá dentro.

No primeiro golo contra o SLB Pote desce quase até à linha de meio-campo enquanto Porro sobe junto à lateral. Rodeado de três jogadores Porro devolve a Pote pelo buraco da agulha deixando-o isolado e à vontade nuns bons 2 metros quadrados graças ao seu movimento contrário ao curso da jogada. Decide então rematar um longo arco que tele-guiado vai ter precisamente à ponta da bota esquerda de Sarabia. Ou então foi a ponta da bota de Sarabia que percebeu ao milímetro onde a bola iria ter. O resto é história escrita pelos pés de filigrana do super-crack espanhol. 

Quando a inteligência dos jogadores se junta ao instinto, quando estes dotes se articulam com os movimentos dos restantes parceiros e quando tudo isto é treinado exaustivamente conseguem-se desenhar estas obras-primas de futebol.

Quatro portugueses

Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, José Fonte e Pedro Gonçalves: quatro compatriotas que mereceram destaque da UEFA como homens do jogo nas partidas da Liga dos Campeões em que intervieram. Com a vantagem acrescida, para Pedro Gonçalves, de ter sido eleito também o melhor futebolista desta semana europeia.

Fazem-nos sentir ainda mais orgulhosos do futebol português.

Pódio: Pedro G., Coates, Matheus Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Borussia Dortmund pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 21

Coates: 20

Matheus Nunes: 18

Porro: 18

Adán: 17

Feddal: 17

Palhinha: 17

Gonçalo Inácio: 16

Nuno Santos: 15

Paulinho: 15

Matheus Reis: 14

Sarabia: 14

Esgaio: 13

Tiago Tomás: 12

Ugarte: 6

Nazinho: 5

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

O apuramento para o Catar-22

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E para que não se resmungue que esta questão sobre o jogador da semana na Liga dos Campeões é remoque advindo de "costela sportinguista" - a qual é sempre invocada quando alguém reclama Palhinha a titular, por exemplo, mas que não se impõe quando um tipo (eu) anda há anos a reclamar que Rúben (não o Amorim sim o Neves) tem que jogar na selecção - que tal ler como Guardiola (mais uma vez) louva Bernardo Silva, quando este joga tanto que é o "homem do jogo" na vitória frente ao PSG de Mbappé, Messi, Neymar? E perguntar porque é Bernardo um jogador fulgurante na sua equipa e não engrena na equipa de todos nós? Ou até perguntar porque não são os titulares indiscutíveis campeões nacionais chamados à selecção, quando tão bons desempenhos têm tido?

Isto é um naufrágio anunciado. Lamento, mas já não tenho qualquer crença em Fernando Santos. E não serei o único. Entre os adeptos e, acredito, entre muitos jogadores.

 

NOTA: colocara no postal um gráfico que mostrava os jogadores seleccionados para a equipa da semana da Liga dos Campeões, no qual constavam Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. Um comentador, a quem agradeço esclareceu-me que era errado, pois a selecção oficial é algo diferente - nela está Pedro Gonçalves mas não Inácio (e está Otamendi do Benfica, entre outras diferenças). Quero crer que esse meu erro, tendo seguido um "fake graphic" não torpedeia o que quero aqui recordar, o défice que as opções do actual seleccionador vêm provocando na nossa selecção.

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo. Antes de mais nada, da histórica vitória contra o Borussia Dortmund, actual segundo classificado do campeonato alemão: vencemos por 3-1, com golos nossos apontados por Pedro Gonçalves (30' e 39') e Porro (81'). E do apuramento directo para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões quando ainda falta disputar uma jornada - algo que não nos sucedia desde a temporada 2008/2009 - já com três triunfos e 12 golos marcados em cinco desafios. E da nossa décima vitória consecutiva, em várias competições. E de termos cumprido o 32.º jogo seguido sempre a marcar em casa. 

 

Gostei do desempenho de Pedro Gonçalves, que volta a bisar, algo que lhe sucede pela quarta vez nesta época: homem do jogo, foi ele o grande obreiro deste triunfo no plano individual, somando já quatro remates certeiros em três desafios da Liga dos Campeões. Gostei, uma vez mais, da exibição superlativa de Coates, autor do excepcional passe de 50 metros que funcionou como assistência para o primeiro golo, obra-prima da eficácia, construída com apenas dois toques na bola. Mas gostei sobretudo de ver a equipa consistente, compacta e muito bem organizada, sobretudo no plano defensivo. Sem esquecer o encaixe financeiro que este triunfo nos proporcionou: mais 12,4 milhões de euros entram de imediato nos cofres leoninos - 2,8 milhões pela vitória, 9,6 milhões pelo apuramento. Rúben Amorim está mais que pago: não restam dúvidas nem ao mais feroz militante antivarandista. 

 

Gostei pouco de ver a equipa desconcentrada, pela primeira vez, no longo tempo extra (sete minutos) concedido pelo árbitro quando vencíamos por 3-0 nos 90' regulamentares. E da aposta arriscada em excesso de Amorim, que estreou o ala esquerdo Flávio Nazinho aos 88'. É outro talento da formação lançado na equipa principal: merece aplauso. Mas talvez devesse ter ocorrido noutro palco. A verdade é que foi neste período que o Borussia marcou o golo de consolação, quando já estava reduzido a dez por justa expulsão de Emre Cam.

 

Não gostei da equipa alemã, que actuou sem ponta-de-lança e exibiu uma defesa precária e alas pouco acutilantes. A verdade é que o Borussia apresentou em Alvalade um onze muito desfalcado, com várias baixas: Haaland, Hummels, Thorgan Hazard e Raphael Guerreiro - em benefício da "estrelinha" deste Sporting treinado por Rúben Amorim. Mas alegados craques, como Reinier e Witsel, passaram ao lado do jogo.

 

Não gostei nada das "coreografias" com tochas e petardos que algumas claques insistem em exibir na topo sul do estádio, o que levará o Sporting - uma vez mais - a ser alvo de duras sanções pecuniárias da UEFA, que nestas coisas não perdoa. Nem do tapete verde, que continua a provocar perigosas escorregadelas mesmo após a intervenção de emergência ali ocorrida desde a recepção ao Varzim. Eram também escusados aqueles "olés" finais, muito mais apropriados para praças de toiros do que para estádios de futebol: acabaram por desconcentrar os jogadores num período crucial da partida e revelar uma arrogância mais própria de outros emblemas.

Pódio: Pedro Gonçalves, Porro, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Varzim pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 19

Porro: 16

Sarabia: 15

Gonçalo Esteves: 15

Nuno Santos: 15

Daniel Bragança: 15

João Virgínia: 15

Jovane: 14

Tabata: 14

Matheus Nunes: 14

Matheus Reis: 14

Esgaio: 13

Feddal: 13

Neto: 11

Paulinho: 11

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Quente & frio

Gostei muito de Pedro Gonçalves. Não foi titular, só entrou aos 58' (substituindo o lesionado Jovane), mas não tardou a desembrulhar o jogo. Por duas vezes. Na primeira, emendando da melhor maneira um cruzamento atrasado de Sarabia (após falhanço de Paulinho): parece fácil, mas só ele consegue. Foi aos 67': esperámos mais de uma hora para abrir o marcador. Após o inesperado empate do Varzim, foi ainda o nosso n.º 28 a solucionar, carimbando a vitória. De penálti, impecavelmente marcado aos 88', fixando o resultado em Alvalade: 2-1. Terceiro bis da temporada para o jovem transmontano. Melhor em campo. Foi ele de novo a fazer a diferença.

 

Gostei dos nossos alas, à esquerda e à direita. Nuno Santos incansável a percorrer o corredor esquerdo e a centrar quase sempre com precisão, Gonçalo Esteves (com apenas 17 anos) confirmando que é um jovem muito promissor: arrisca no confronto individual, não vira a cara à luta, é tecnicamente muito evoluído. Gostei da boa réplica do Varzim, sem esquecer que é penúltimo classificado da Segunda Liga. Gostei também que o Sporting transitasse para a quinta eliminatória da Taça de Portugal. Somamos já 36 jogos sem perder em Alvalade para as competições internas (desde o Sporting-Benfica de 17 de Janeiro de 2020), cumprimos 31 jogos seguidos sempre a marcar em casa e alcançámos o nono triunfo consecutivo. Aguarda-nos o decisivo confronto de quarta-feira contra o Borussia, com a possibilidade de ascendermos ao segundo lugar do nosso grupo da Liga dos Campeões. Só dependemos de nós.

 

Gostei pouco de ver quatro oportunidades flagrantes de golo ficarem por concretizar para o nosso lado. Três travadas pelo guarda-redes Isma, com exibição superlativa em Alvalade: só ele impediu Daniel Bragança (aos 29'), Matheus Nunes (aos 41') e Matheus Reis (56') de a meterem lá dentro - sem esquecer um tiro de Jovane à barra, na conversão de um livre directo (36'). Ficou também evidente que a rotação de jogadores ensaiada por Rúben Amorim para poupar parte dos titulares já a pensar no desafio de quarta-feira ficou aquém do pretendido. Seis que não costumam integrar o onze inicial alinharam desta vez de início: João Virgínia, Esgaio, Gonçalo Esteves, Daniel Bragança, Tabata e Jovane. Mas perante o empate a zero registado ao intervalo que ameaçava prolongar-se pelo segundo tempo o treinador mexeu na equipa. Entraram Pedro Gonçalves, Sarabia e Porro (estes dois aos 66') e logo o Sporting se revelou mais dinâmico. Sarabia assistiu para o golo um minuto depois de entrar, Pedro marcou e Porro ganhou o penálti que nos permitiu a vitória. Os três fizeram a diferença.

 

Não gostei de Paulinho. Exibição medíocre do nosso avançado-centro, que voltou a ficar em branco apesar de se ter mantido em campo até ao apito final. Pior: não fez sequer um remate à baliza. Mal posicionado, sem presença na área, foi incapaz de aproveitar um só dos numerosos cruzamentos feitos por Nuno Santos e Matheus Reis pela esquerda e Gonçalo Esteves pela direita. Falta-nos claramente um homem de área, que não é o ex-avançado do Braga. Reforço urgente e eficaz, precisa-se.

 

Não gostei nada do sofrimento desnecessário na noite fria de Alvalade, onde só compareceram 9786 adeptos - incluindo uma ruidosa falange de varzinistas. Esperar mais de uma hora para ver o Sporting marcar frente a uma equipa de um escalão inferior torna-se penoso. Pior só a deplorável condição do relvado, sobretudo na segunda parte - mesmo sem ter chovido. Jovane sofreu uma lesão no joelho esquerdo que parece ser grave devido aos buracos que se abriam na terra castanha, outrora verde. Podia ter acontecido o mesmo, pouco depois, a Matheus Nunes e Matheus Reis. Inaceitável que o tapete do nosso estádio se apresente assim, quase despromovido a pelado.

200 milhões no banco

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Numa equipa todos têm uma função específica.

No caso do Sporting, Adán, defende, Coates, marca golos e defende, Pedro Gonçalves, marca golos mágicos, Paulinho, defende e marca golos, cada um tem a sua tarefa definida.

Na selecção é igual, uns têm a tarefa de jogar, Rui Patrício, Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo outros são convocados para ficar no banco.

Fernando Santos acertou ao convocar dois jogadores com muita prática nessa área, acredito que não o vão deixar ficar mal, têm muita experiência a jogar nessa posição.

Pódio: Pedro Gonçalves, M. Nunes, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Besiktas pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Matheus Nunes: 20

Sarabia: 20

Paulinho: 19

Palhinha: 19

Matheus Reis: 17

Coates: 17

Esgaio: 16

Adán: 16

Feddal: 16

Gonçalo Inácio: 15

Vinagre: 14

Nuno Santos: 14

Daniel Bragança: 14

Jovane: 13

Porro: 6

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Quente & frio

Gostei muito da espectacular noite europeia do Sporting ontem em Alvalade. Goleámos o Besiktas, desta vez por 4-0 - no desafio de Istambul tínhamos vencido por 4-1. A primeira parte, que terminou com 3-0, foi uma das melhores da nossa equipa de que me recordo em muitos anos de competições da UEFA. Vencemos também no plano financeiro: estes dois triunfos asseguram 5,6 milhões de euros aos cofres leoninos. Garantimos desde já presença na Liga Europa. Mas continuamos com expectativas intactas em transitar para os oitavos da Liga dos Campeões: basta derrotarmos o Borussia Dortmund quando recebermos a turma alemã no próximo dia 24, aproveitando o facto de ter sido derrotada (1-3) pelo Ajax. Certamente o Sporting-Borussia contará com tanto público como desta vez, em que mais de 40 mil adeptos acorreram às bancadas incentivando a equipa do princípio ao fim.

 

Gostei do profissionalismo da nossa equipa: este era um jogo decisivo, em que só a vitória interessava. E entrámos em campo com essa atitude, decididos a marcar tão cedo quanto possível. Os golos foram aparecendo: aos 31', de penálti, por Pedro Gonçalves; aos 38', também marcado por ele, num remate muito bem colocado precedido de simulação; aos 41', por Paulinho; num disparo de meia-distância que fez levantar o estádio; e aos 56', por Sarabia, de pé direito, aproveitando da melhor maneira um ressalto em posição frontal. Pedro Gonçalves, que se estreou a marcar na Champions, regressa aos golos após um jejum de quase três meses: foi ele a sofrer o penálti e a construir excelentes jogadas que podiam ter inaugurado o marcador aos 8' e aos 10'. Merece, sem favor, o título de melhor em campo. Quando saiu, aos 72', escutou uma justíssima ovação - aliás à semelhança de Paulinho. 

 

Gostei pouco que tivéssemos posto o pé no travão na meia-hora final, desperdiçando uma oportunidade soberana de ampliarmos o resultado, como o público ia pedindo e o próprio treinador também. Mesmo assim registámos a segunda goleada consecutiva na Champions e cumprimos uma série de 30 jogos sempre a marcar no nosso estádio para todas as competições - algo que não nos sucedia há 27 anos. Com este, já são sete desafios seguidos a vencer na temporada 2021/2022. E temos melhor quociente de golos (9-7) na comparação com o Borussia (4-8), o que pode ser fundamental como critério de desempate para prosseguirmos na Liga dos Campeões.

 

Não gostei de ver vários golos desperdiçados. Foram pelo menos três. Por Paulinho, que atirou ao poste aos 8' após excelente centro de Sarabia; por Daniel Bragança, que fez a bola rasar o poste aos 77'; e por Nuno Santos, ao rematar para fora quando estava isolado, aos 85'. Em qualquer dos casos, fizeram o mais difícil. Quase-golo aconteceu também, aos 48', quando Sarabia (outra exibição superlativa) fez a bola embater na barra. Também não gostei de ver sair Porro logo aos 17, por lesão: felizmente foi bem substituído por Esgaio.

 

Não gostei nada de continuar a ver uma parte da bancada sul despovoada. Ninguém frequenta aquela espécie de reserva de índios destinada àquilo a que o Governo atribuiu o nome de "cartão de adepto". Iniciativa totalmente fracassada, sem qualquer adesão. Aguardo que o secretário de Estado do Desporto, antes de cessar funções, anuncie o fim desta medida inútil que nunca devia ter sido tomada.

Volta mesmo hoje?

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Tudo indica que sim. Pedro Gonçalves não alinha pelo Sporting desde 28 de Agosto. Já temos saudades dele. Será excelente vê-lo logo à noite na partida do estádio do Restelo para a Taça de Portugal, contra o Belenenses verdadeiro.

Aguardo também com expectativa a provável estreia de Gonçalo Esteves na equipa principal, como ala direito. O miúdo que veio do Porto merece. Ou muito me engano ou irá longe vestido de verde e branco.

Diferenças

Para melhor

Quando contamos com Coates, capitão indiscutível do onze leonino, toda a equipa melhora. Não apenas na organização defensiva: também lá na frente. As duas verdadeiras oportunidades de golo do Sporting, ontem contra o Borussia, foram dele.

 

Para pior

Faz uma diferença enorme - para pior - a ausência de Pedro Gonçalves, que começa a tornar-se demasiado longa, por lesão nada fácil de tratar. Ele é sempre um trunfo, tanto na inteligência em campo como na qualidade que empresta ao jogo. E sobretudo nos golos que marca.

 

Igual

Dez jogos oficiais na temporada, apenas dois golos marcados: é este o balanço de Paulinho, que ficou novamente em branco, agora na Alemanha. Dele se dirá tudo menos que é um goleador. Preocupante, pois foi contratado para marcar. E não ficou nada barato. 

Pódio: P. Gonçalves, Vinagre, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Vizela pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 21

Vinagre: 18

Paulinho: 18

Matheus Nunes: 17

Nuno Santos: 15

Palhinha: 15

Feddal: 15

Adán: 15

Coates: 15

Esgaio: 15

Gonçalo Inácio: 15

Daniel Bragança: 13

Jovane: 11

Matheus Reis: 7

Tabata: 1

Tiago Tomás: 1

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

 

ADENDA: Na época passada, os três jogadores mais votados na imprensa desportiva devido às exibições pelo Sporting campeão foram Pedro Gonçalves, Palhinha e Coates.

Condicionar o custo ao rendimento

Texto de Sol Carvalho

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Parece haver muitas dúvidas pela actual política repetida da “compra de parte do passe”. Sempre gostava de ouvir opiniões sérias ou, pelo menos, reflectidas. Vamos?

 

Hoje parece claro a toda a gente que teria sido muito melhor comprar a totalidade do passe de Pedro Gonçalves. Quando o comprámos era uma promessa, hoje o clube velorizou-o bastante. Mas, na altura, se comprássemos a totalidade do passe, o que não se diria?

O outro lado da moeda: O facto de só ter metade do passe faz com que Sporting não tenha especial interesse na sua venda, a não ser pela cláusula (área que já acautelou, bem como o salário). Logo, vejo a situação de Pedro Gonçalves como positiva do ponto de vista desportivo pois só será vendido pela cláusula ou lá perto.

Mas pareceu-me que o Sporting aprendeu com o caso e no processo Ugarte está a fazer uma política ainda mais inteligente: Se ele for um sucesso no clube (o que sera provado pelo facto de realizar 40 jogos) compra-se mais percentagem do passe até ao limite possível, que é de 80%, pois o resto pertence ao clube de origem. Confesso que parece-me a forma ideal de lidar com jogadores promissores que conheçam a liga portuguesa. Ou seja, condiciona-se o custo ao rendimento, o que me parece bastante mais racional.

Já Vinagre é um empréstimo e o que vi anteontem deixou-me bastante satisfeito. Aliás, o clube tem neste momento os quatro melhores laterais a jogar em Portugal. É obra.

 

A minha sugestão, que mais não vale do que um palpite, era que, se se encontrasse um defesa central direito e um avançado possante que pudessem ajudar, poder-se-ia tentar um negócio neste formato. Com um detalhe: Se Rúben Amorim diz que Coates pode ser uma opção de avançado, então, na verdade, só precisaríamos (dentro do realismo do possivel) de mais um central direito que poderia entrar para a posição de Coates, fazendo avançar este se necessário. Um modelo que Rúben Amorim já usou no Sporting com bons resultados.

Venham mais dias assim...

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Dezassete meses depois, os políticos hipocondríacos que governam Portugal permitiram que regressasse a um local de culto, onde me sinto em casa. Por mim, nunca teria deixado de ir, mas isso são outras contas que não quero aqui discutir. Digo apenas que nunca tive medo de estar com os meus e considero que faço parte da família leonina desde 1973/74.

Nem tudo foi perfeito. Continuo impedido de cumprir um ritual que pratico desde os tempos em que, criança, ia pela mão do meu pai, refiro-me a degustar uma bela bifana e saborear um fino, bem, aqui para ser verdadeiro tenho que admitir que quando comecei a ir ao futebol era mais um Sumol, passe a publicidade. Para cúmulo da pouca sorte, até os bares onde tomo sempre um café estavam encerrados por ordem da tirania sanitária. Melhores dias virão em Alvalade...

Mas foi um fim de tarde, início de noite, que superou em muito as expectativas, começando pelo prazer que me deu olhar para as cadeiras verdes, assim que entrei no estádio. A cerimónia de abertura da Liga, com as bandeiras de todos os clubes participantes evoluindo no relvado, motivou da minha parte um sorriso de confiança no trabalho que está a ser feito na construção do plantel e sobretudo na liderança técnica do mister Ruben Amorim. Vamos jogo a jogo e no final, quem sabe...

E por falar em jogo a jogo, ontem foi apenas o primeiro, diante do primodivisionário F.C.Vizela, que aguentou um nulo até ao intervalo, muito por demérito dos nossos avançados.

No intervalo, pude assistir e aplaudi de pé à justa homenagem ao judoca Jorge Fonseca, pela conquista da medalha olímpica de bronze.

E na 2.ª parte fomos brindados com uma excelente exibição da equipa, corolada com 3 golos, destaque para mais dois de Pedro Gonçalves, que inicia a época da mesma forma que terminou a anterior, marcando.

Durante todo o jogo deu para sentir que aquele grupo de trabalho é verdadeiramente uma equipa, unida e motivada.

Ontem senti-me feliz e dei o tempo por bem empregue. Venham mais dias assim.

 

Fotos minhas.

Sporting sinfónico

Para apreciar melhor o segundo golo do Sporting de ontem será de vistas curtas reparar apenas no estupendo passe de Esgaio que leva a bola até aos pés daquele que fabrica algoritmos com a ponta da bota, pois os seus remates saem de geometria perfeita na curva do arco, na altura do voo, na direcção inevitável  que levam. 

Pedro Gonçalves estava nesse momento isolado próximo do segundo poste. E estava sozinho porque foi ali ter em resultado de uma longa jogada em que toda a equipa havia antes, por duas vezes, tomado de assalto a linha defensiva do Vizela por todos os flancos. Duas vezes a bola é rechaçada e de imediato recuperada quase à entrada na área e quando na terceira investida chega aos pés de um Esgaio livre e com espaço à direita, já os adversários estavam completamente desbaratados e desnorteados. 

O segundo golo do Sporting é de antologia: o futebol é um jogo colectivo e dinâmico, onde cada peça deve saber onde estar e o que fazer. O segundo golo do Sporting foi um puro produto do treino e de quem o administra. Pode ser viciante o hábito de se irem vendo maravilhas destas em Alvalade.

O dia seguinte

Como todos se recordarão, o Sporting foi campeão na época passada com muito esforço, dedicação e devoção, mas também muito sofrimento, especialmente contra as equipas mais pequenas do campeonato.

A equipa tinha muita dificuldade em meter intensidade e velocidade no jogo sem comprometer o controlo do mesmo. Depois via os minutos a passar, a vitória por acontecer e tinha mesmo de arriscar tudo num pressing final. Até fazer de Coates o ponta de lança que resolvia jogos.

Este Sporting, no mesmo modelo de jogo da época passada, consegue ser diferente porque Matheus Nunes joga a outro ritmo que João Mário, porque os processos de jogo estão muito mais consolidados, porque Paulinho, Esgaio e Vinagre têm também essas características.

E assim ontem tivemos um jogo que o Vizela (e Jovane) complicaram até não conseguir manter o pressing defensivo a todo o campo, desgastado pelas variações constantes de flanco de jogo, e até o mágico do costume ter dado início ao espectáculo. Foram dois golos do outro mundo, ao nível dum Messi. E depois lá veio o Harry Kane de Alvalade dar início à corrida de melhor marcador desta temporada. Marcou um, outro só não entrou porque foi penálti, falhou outro de cabeça que o original se calhar não falhava (mas são 200M€ e parece que faltou aos treinos) mas foi mais uma vez o pivot de toda a manobra ofensiva.

Como diz Álvaro Magalhães n' A Bola, Esgaio, Vinagre e Ugarte são contratações magníficas de jogadores "nacionais" que se encaixam imediatamente no jogo e no balneário. Como diz Dias Ferreira, e digo eu também, o problema não é o custo deles, o problema é isso poder ser um problema para o Sporting e para as finanças da sua SAD.

 

#OndeVaiUmVaoTodos

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da entrada em grande do Sporting na Liga 2021/2022. Atitude de campeão que sonha revalidar o título, conquistando o primeiro bicampeonato do futebol leonino desde 1954. Sobretudo na segunda parte, em que foram marcados os nossos três golos em casa contra o Vizela. Desempenho brilhante do colectivo treinado por Rúben Amorim, que não abrandou o ritmo atacante mesmo quando já vencíamos por margem confortável.

 

Do regresso do público. Dezassete meses depois, 516 dias depois, o estádio José Alvalade voltou a ter público nas bancadas. Cerca de 10 mil adeptos nos lugares disponíveis, vários dos quais agora integralmente verdes. Foi um momento por que há muito esperávamos, este de podermos aplaudir ao vivo os nossos campeões - incentivados fervorosamente do princípio ao fim. Não podia haver melhor maneira de assinalar o 18.º aniversário da inauguração do actual estádio.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor jogador em campo. Nenhum fez a diferença como ele - desde logo ao apontar os dois primeiros golos do Sporting, que foram também os dois primeiros golos do novo campeonato, contribuindo como nenhum outro para estes três pontos iniciais da equipa campeã. Marcou aos 48', com um primoroso chapéu ao guarda-redes, a passe de Paulinho após recuperação de Palhinha. Dezasseis minutos depois, aos 64', assinou uma obra de arte após cruzamento de Esgaio, com óptima recepção na grande área e remate muito bem colocado de pé direito, à meia-volta, sem a menor hipótese para Charles. Já leva três golos marcados em dois jogos oficiais. Tem claramente a ambição de voltar a sagrar-se rei dos goleadores no campeonato.

 

De Paulinho. Não dá espectáculo, dirão. Mas é um elemento cada vez mais influente no nosso onze titular. Sai deste jogo com um golo - o nosso terceiro, aos 74', com soberba assistência de Nuno Santos - e uma assistência. Trabalha muito para a equipa, abrindo espaços, arrastando marcações. Bom cabeceamento aos 26', para defesa apertada do guardião forasteiro.

 

De Vinagre. Estreia absoluta de verde e branco na equipa principal do Sporting - e logo como titular, colmatando ausência de Nuno Mendes por lesão. Desempenho muito positivo do ala esquerdo emprestado pelo Wolverhampton. Dinâmico, veloz, com bom drible, sem receio dos duelos individuais. Cruzamentos muito bem medidos aos 22' e aos 26'. É ele quem inicia o terceiro golo, com um passe vertical que desmarcou Nuno Santos, numa fase do jogo em que já acusava alguma fadiga física.

 

De Esgaio. No corredor direito, também ele cumpriu com distinção. Como reforço do Sporting, clube que o formou e a que regressa quatro anos depois. Com Porro ausente por lesão, foi dono e senhor da sua ala, tanto no plano defensivo como ofensivo. Cruzamentos dignos de nota aos 12', 30', 53' e 63'. Ponto alto desta exibição: a assistência para o segundo golo, servindo Pedro Gonçalves com boa execução técnica e excelente visão de jogo.

 

De ver a nossa baliza inviolada. Adán fez uma única defesa complicada, quando se viu forçado a socar uma bola aos 71'. O trio de centrais - Gonçalo Inácio, Coates e Feddal - comportou-se da melhor maneira, ao nível a que habituou os adeptos na época passada. 

 

Da consistência colectiva do Sporting. Jogo desenrolado ao primeiro toque, constantes aberturas de linhas de passe, atenção permanente às dobras, pressão intensa no portador da bola sem deixarmos a equipa adversária em posse mais que uns segundos. Entramos neste campeonato melhor ainda do que há um ano. Ninguém se iluda: existe treino muito competente por detrás disto.

 

De Rúben Amorim. O treinador entra com o pé direito neste regresso a casa, com nova competição já em marcha. Pormenor a destacar: nunca perdeu um jogo em Alvalade desde que orienta a equipa principal do Sporting.

 

Da ovação a Jorge Fonseca ao intervalo. O nosso campeão olímpico, bronze no judo em Tóquio, exibiu a medalha recém-conquistada nos Jogos Olímpicos tanto no relvado como nas bancadas. Recebeu merecida chuva de aplausos e um pequeno banho de multidão.

 

 

Não gostei

 

Do empate a zero que se mantinha ao intervalo. Boa réplica do Vizela neste seu regresso à primeira divisão do futebol português 36 anos depois, o que dificultou a nossa capacidade ofensiva nos 45 minutos iniciais.

 

De Jovane. Não foi a sua noite - longe disso. Pela primeira vez na carreira, enquanto profissional, falhou a marcação de uma grande penalidade atirando por cima, a rasar a barra. Foi aos 32', o que pareceu afectá-lo em termos anímicos. Aos 45'+1 desperdiçou outra oportunidade, rematando ao lado. No minuto seguinte, atirou para a bancada. Bem substituído por Nuno Santos aos 68'.

 

Da lentidão das decisões do VAR. Foi muito demorada, a análise do vídeo-árbitro Nuno Almeida ao nosso terceiro golo, apontado por Paulinho. Que foi de uma legalidade irrepreensível. Não havia necessidade de manter o jogo interrompido por tanto tempo.

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