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És a nossa Fé!

Pódio: P. Gonçalves, Nuno Santos, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no V. Guimarães-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 21

Nuno Santos: 18

Coates: 18

Nuno Mendes: 18

Jovane: 17

Matheus Nunes: 17

Porro: 17

Adán: 17

Palhinha: 17

João Mário: 16

Sporar: 16

Feddal: 16

Neto: 15

Tiago Tomás: 14

Daniel Bragança: 12

Plata: 6

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da segunda goleada seguida, desta vez em Guimarães. Triunfo leonino frente ao Vitória minhoto, num terreno sempre difícil, e quase sempre sob chuva copiosa, o que em nada facilita a tarefa de equipas tecnicistas. Depois de termos dado quatro ao Tondela em Alvalade, repetimos a marca: 4-0. Com golos apontados por Nuno Santos (11'), Pedro Gonçalves (43' e 55') e Jovane (75'). No mesmo estádio onde há seis anos saímos derrotados por 0-3. Pormenor a destacar: todos os nossos golos nasceram de transições rápidas.

 

Da nossa entrada neste jogo. Pressão alta e fulgurante do Sporting no mesmo palco onde nos anteriores seis confrontos só tínhamos vencido um (em 2017/2018). Logo no primeiro minuto podíamos ter marcado duas vezes, primeiro por Sporar e logo a seguir por João Mário. Destaque para o disparo do campeão europeu, que foi bater com estrondo na trave.

 

Do onze titular. Rúben Amorim parece ter estabilizado o elenco-base da equipa: foi aquele que jogou desta vez de início. Com Adán na baliza; Neto, Coates e Feddal no tridente defensivo; Porro e Nuno Mendes nas alas; Palhinha e João Mário no meio-campo; Pedro Gonçalves e Nuno Santos como interiores ofensivos; e Sporar a ponta-de-lança. 

 

De Pedro Gonçalves. Caminha, a passos largos, para se tornar um digno sucessor de Bruno Fernandes, confirmando-se como o melhor reforço desta temporada. Marcou mais dois, facturou sete golos em sete jornadas e figura já no topo dos artilheiros do campeonato. E ainda assistiu Nuno Santos a iniciar esta goleada em Guimarães. Novamente o melhor em campo.

 

De Sporar. Desta vez não marcou, mas revelou-se essencial na manobra ofensiva da equipa. De uma tabelinha sua com Porro nasce a assistência para o segundo golo. Cria desequilíbros lá à frente e mantém sempre em sentido os defensores contrários. A equipa melhorou bastante desde que passou a contar com ele a titular.

 

De Nuno Santos. Foi ele o primeiro a empurrar o Sporting para a baliza adversária, logo a abrir o jogo, ganhando a bola na velocidade. Notável a movimentação no primeiro golo, com a sua assinatura. É já o terceiro que marca de Leão ao peito. Não custa vaticinar que vários outros virão a caminho.

 

De João Mário. Primeira parte muito positiva do nosso médio criativo. Além do petardo à barra, destacou-se a criar lances ofensivos, com bom domínio técnico e segurança no transporte de bola. Numa dessas ocasiões, correu 50 metros com ela, galgando terreno e driblando adversários, dando assim início à construção do segundo golo. Quebrou na etapa complementar, acusando desgaste físico, sendo bem substituído aos 58' por Matheus Nunes, autor da assistência a Jovane no remate que selou a nossa goleada em Guimarães.

 

De Adán. O guarda-redes espanhol - outro bom reforço desta temporada - já merece destaque. Notável, a assistência que fez para o terceiro golo, com um passe longo a que Pedro Gonçalves deu a melhor sequência, lá na frente. Golo marcado com apenas dois toques na bola. Como de costume, transmitiu segurança à equipa. Grande defesa aos 22', a parar um livre apontado por Ricardo Quaresma. Saiu muito bem dos postes aos 64', anulando uma situação de perigo. É um dos principais responsáveis pelo facto de o Sporting ser neste momento a equipa menos batida do campeonato, com apenas quatro golos sofridos.

 

Da nossa dinâmica ofensiva. Este foi o nosso quarto jogo seguido a ganhar. Foi também a nossa quarta vitória consecutiva fora de casa na Liga 2020/2021 - algo que não acontecia à sétima jornada desde a época 1996/1997, sob o comando técnico do belga Robert Waseige. Somos a equipa com mais golos marcados: 19. 

 

De terminar este jogo com cinco jogadores da formação. Mantém-se a aposta nos jovens oriundos da Academia de Alcochete: quando soou o apito final, estavam em campo Nuno Mendes, Palhinha, Jovane, Daniel Bragança e Tiago Tomás.

 

De continuar a ver o Sporting no comando da Liga. Desde Setembro de 2016 que não estávamos duas jornadas seguidas isolados no primeiro posto. Ficaremos assim pelo menos mais três semanas, devido à pausa para jogos das selecções. Neste momento temos mais quatro pontos do que o Benfica e mais nove do que o FC Porto, que ainda não actuaram na sétima ronda do campeonato.

 

 

Não gostei
 

 

Do V. Guimarães. Prometia muito no início da época, exibindo até um vídeo algo ridículo com Quaresma montado a cavalo junto ao paço ducal. Reforçou-se com jogadores como Bruno Varela e Sílvio, que já foram do Benfica, e o ex-Leão Miguel Luís (que continua sem agarrar a titularidade). Mas está muito longe do brilho de outras épocas, algo bem reflectido nas estatísticas: até agora ainda só marcou um golo em casa, de penálti. 

 

Das bancadas vazias. Cada vez acho mais incompreensível que as mesmas autoridades sanitárias que autorizam espectadores nas competições motorizadas, provas hípicas, circos, touradas, manifestações de várias tonalidades e até em jogos de futebol da selecção nacional e das equipas que disputam competições europeias persistam na interdição absoluta de público quando se trata de jogos do campeonato. Absolutamente deplorável, ver o Estádio D. Afonso Henriques assim deserto.

And the winners are... Porro e Pedro Gonçalves

Concluídas as primeiras seis jornadas da Liga, com base nas apreciações dos três jornais desportivos diários que o Pedro Correia aqui nos traz e, se não me enganei a transcrever alguma pontuação, já podemos começar a fazer uma ideia do desempenho dos jogadores, e assim também do que foram as contratações deste mercado de Verão.

 

1. Pontuação Total

1 Porro 95
Nuno Santos 94
Nuno Mendes 93
Pedro Gonçalves 89
Adan 86
Tiago Tomás 86
Feddal 84
Coates 83
Matheus Nunes 82
10  Neto 82
11  Sporar 68
12  Palhinha 60
13  Jovane 57
14  Vietto 44
15  João Mário 44
16  Daniel Bragança 42
17  Wendel 29
18  Plata 21
19  Antunes 18
20  Tabata 12
21  Inácio 11

 

Desempenho Médio:

Pedro Gonçalves 17,8
Porro 15,8
Nuno Santos 15,7
Nuno Mendes 15,5
Palhinha 15,0
Vietto 14,7
João Mário 14,7
Wendel 14,5
Adan 14,3
10  Tiago Tomás 14,3
11  Feddal 14,0
12  Daniel Bragança 14,0
13  Coates 13,8
14  Matheus Nunes 13,7
15  Neto 13,7
16  Sporar 13,6
17  Tabata 12,0
18  Jovane 11,4
19  Inácio 11,0
20  Plata 10,5
21  Antunes 9,0

 

3. Melhores em campo (Considerando o Gil Vicente na jornada 1):

Pedro Gonçalves 18
Porro, Coates e Wendel 19
Nuno Mendes 19
Pedro Gonçalves e Nuno Santos 18
Pedro Gonçalves 20
Pedro Gonçalves e Sporar 20

 

 

Que observações posso fazer:

1. A importância de Alcochete

Nunca é demais realçar a importância da Academia de Alcochete, fundada por José Roquette, no sucesso do Sporting. O actual presidente tem o mérito de ter percebido isso bem cedo e de a ter recuperado duma decadência causada por miopia, desleixo e falta de investimento. Com uma política de formação baseada no jogador e não na equipa do seu escalão etário, a definição e fidelização dum grupo de elite, a participação dos mesmos na pré-época do ano passado, a recuperação da equipa B, temos agora nesta lista nove jogadores formados ou acabados de formar em Alcochete. E ainda faltam Max, Quaresma, Joelson e Pedro Marques que um dia destes também aqui estarão.

2. Mercado de Verão muito bem conseguido

No topo das pontuações estão Porro, Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Adán e Feddal. Os únicos que destoam são Antunes, que veio para suplente de Nuno Mendes, e Tabata. Quando pensamos que gastámos menos de 20M€ com estas aquisições para vendermos pelo dobro (Matheus Pereira, Vietto, Wendel e mais um ou outro), não há dúvida que desta vez Varandas e Hugo Viana estão de parabéns, mas isto só é possível porque Rúben Amorim veio no momento certo, com tempo: testou, escolheu, afastou quem teve de afastar, disse o que pretendia e veio quem ele entendeu que devia vir com o pouco dinheiro que existia. Só faltou o tal... ponta de lança. 

3. Dois futuros craques

Ainda com ambos nas selecções de sub-23 de Portugal e Espanha, não é difícil vaticinar que Porro e Pedro Gonçalves, com o grande potencial que demonstram, estão na calha para as selecções A e vão valer algumas dezenas de milhões de euros num futuro não muito distante. Depois de Bruno Fernandes, foram duas excelentes contratações e, tal como Bruno, não precisaram de grande tempo de adaptação: chegaram, viram e demonstraram.

4. Pontos fracos

Analisando as pontuações, facilmente se comprova que os sectores mais fracos são o centro do ataque e o centro da defesa. Em nenhum destes sectores existem jogadores no topo. Esperemos que a situação se altere para melhor.

 

Fica aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

SL

Pódio: Pedro Gonçalves, Porro, Sporar

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Porro: 20

Sporar: 20

João Mário: 17

Nuno Santos: 16

Tiago Tomás: 16

Feddal: 16

Palhinha: 15

Nuno Mendes: 15

Coates: 15

Neto: 15

Adán: 14

Matheus Nunes: 12

Jovane: 6

Plata: 1

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor em campo.

Um passeio em Alvalade

Foi uma noite tranquila que tivemos ontem em Alvalade, contra um adversário que se espalhou pelo terreno todo libertando o talento dos nossos jovens, os lances de golo foram-se sucedendo, a falta de pontaria dos nossos e o engenho ou a sorte do guarda-redes deles ditaram o resultado final. A Bola conta 21 remates enquadrados do Sporting contra um do adversário. Tratou-se dum Tondela tenrinho, bem diferente para pior daqueles de Petit, Pepa ou do espanhol do ano passado que nos roubaram pontos preciosos, desde logo com aquele golo a cair do pano em Alvalade no primeiro ano de Jorge Jesus que deu o empate.

Teríamos sido campeões com esses dois pontos.

 

Mas também fizemos por isso. Rúben Amorim acudiu às nossas preces e voltámos a ter ponta de lança.

Numa simulação Sporar começou por dar o golo a marcar a Pedro Gonçalves que falhou na cara do guarda-redes, esteve no seu sítio no 1.º golo, se calhar teria sido penálti se o Pedro não tivesse marcado, assistiu para o 2.º, marcou o 4.º. Ainda falhou um golo que não devia falhar, mas lutou muito e foi a referência atacante que faltava. João Mário voltou aos tempos de voz de comando do meio-campo, como fazia na equipa B anos atrás, com a classe do campeão europeu que é (salvo no capítulo do remate), Tiago Tomás foi um operário muito útil na faixa direita, e Pedro Gonçalves (a melhor aquisição do Sporting depois de Bruno Fernandes?) mais uma vez fez a diferença.

 

Todos os outros estiveram mais ou menos bem, Porro e Palhinha mesmo muito bem, e os três defesas cumpriram a sua missão,  Coates conseguiu mesmo provocar o fora de jogo que evitou o golo contra.

Até nas bolas paradas estivemos bem, criando perigo nessas situações com Coates a falhar o alvo por muito pouco numa delas. Onde continuamos a não estar bem é nos remates de longe, ou por falta de sorte, ou de treino, ou de jeito ou doutra coisa qualquer.

Uma palavra para a arbitragem, sóbria e competente, nos antípodas dos artistas de apito na boca que sempre nos enviam. Nada a dizer sobre os amarelos. Completamente escusados nos casos de Matheus Nunes e Nuno Santos.

 

Enfim, há dias assim, têm sido é muito poucos. Aproveitemos o momento, mas não nos esqueçamos que o caminho é longo e difícil, a começar pelo Guimarães. E o Braga continua próximo.

2.ª feira, 2 de Novembro de 2020: o Sporting a liderar  a 1.ª Liga. Quem diria?

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Desta goleada em casa. Derrotámos por 4-0 o Tondela, equipa que nas cinco épocas anteriores viera empatar três vezes em Alvalade. Triunfo claro e sem a menor margem de discussão do onze leonino, que só peca pela escassez dos números: face às oportunidades criadas, com domínio total da nossa equipa, poderíamos ter vencido por sete ou oito. Não marcávamos quatro golos na Liga há 11 meses, desde a vitória frente ao Santa Clara, nos Açores, na primeira volta do campeonato anterior.

 

Da exibição. O Sporting não empolgou apenas pelo resultado, mas também pela exibição, a melhor desde que o actual técnico foi contratado. Conjunto organizado, com boas movimentações colectivas, simplicidade de processos e sem perder de vista a baliza adversária. Também a evoluir na condição física, após os percalços iniciais desta temporada. É uma equipa jovem, coesa, confiante, ambiciosa - e que promete ir longe, sob a condução de Rúben Amorim. Que hoje apostou num onze titular com nove jogadores que há um ano não integravam o plantel principal leonino: só Coates e Neto já cá estavam. Mas todos parecem jogar juntos há muito tempo. E mostram uma alegria em campo que vem contagiando os adeptos.

 

Das mudanças na equipa. Amorim deixou no banco Jovane, Matheus Nunes e Nuno Santos, por opção técnica, fazendo alinhar Sporar, João Mário e Tiago Tomás. Acerto do treinador, em termos globais: a equipa funcionou com mais acutilância do meio-campo para a frente, como os números bem demonstram.

 

De Pedro Gonçalves. Alguém tinha dúvidas de que era mesmo reforço? Se tinha, já as dissipou. O jovem ex-Famalicão marcou mais dois golos - os nossos primeiros nesta partida, aos 45' e aos 49', ambos à ponta-de-lança. Terceiro jogo consecutivo a facturar. Destaca-se já como o nosso artilheiro desta época, ainda no início: cinco golos só à sua conta. E continua em excelente nível nos duelos individuais. Volta a ser o melhor em campo.

 

De Sporar. Falhou algumas oportunidades claras nesta sua primeira actuação como titular em 2020/2021, mas foi sempre um elemento de grande utilidade no ataque leonino. Fez a assistência para o segundo golo com um cruzamento perfeito e marcou enfim, acreditando sempre, aos 90'+3. Era a referência no ataque posicional que estava a faltar ao jogo do Sporting. Útil também no trabalho sem bola, arrastando marcações e abrindo opções de passe. 

 

De Porro. Outro reforço que já ninguém se atreve a discutir. O jovem internacional sub-21 espanhol traz um evidente acréscimo de qualidade em relação às anteriores opções leoninas naquela posição - basta lembrar Bruno Gaspar, Ristovski e Rosier para se fazer a comparação. Hoje esteve em três dos quatro golos. No primeiro, centra com precisão milimétrica. No segundo, inicia o lance com um passe vertical de 40 metros junto à linha que Sporar recolheu lá à frente, livre de marcação. E o terceiro é dele, na sua estreia como goleador de verde-e-branco, com um remate de primeira aos 79', após centro de Nuno Santos. Excelente exibição - mais uma. 

 

De João Mário. Pura classe em campo. Faz toda a diferença termos de novo um campeão europeu na nossa equipa. Alinhando pela primeira vez a titular, desde o seu regresso ao Sporting, o médio criativo traz um futebol artístico mas também eficaz, imprimindo fluidez ao jogo leonino e funcionando como referência para os mais jovens, incutindo-lhes confiança e espírito de grupo. Tentou, sem conseguir, o golo de meia-distância. Mas foi dele a assistência para o quarto, no último minuto da partida, com um passe longo a isolar Sporar. É um prazer vê-lo de volta a uma casa onde foi muito feliz.

 

Da contínua aposta na formação. Outros prometeram sem cumprir, mas Amorim continua firme nas suas convicções nesta matéria. Entre titulares e suplentes, havia 11 elementos oriundos da Academia de Alcochete convocados para este Sporting-Tondela.

 

Da veia goleadora da equipa. Levamos 15 golos marcados à sexta jornada - tantos, até agora, como o Benfica e o FC Porto. Continuamos a marcar pelo menos dois em cada ronda do campeonato. E permanecemos invictos, com cinco vitórias e um empate.

 

De ver o Sporting em primeiro. Pelo menos por 24 horas, à condição, lideramos isolados a Liga 2020/2021. Algo que já não acontecia desde o início do campeonato 2016/2017. E levamos seis pontos de avanço ao FC Porto. Uma diferença inédita, à sexta ronda, desde que as vitórias passaram a valer três pontos, na já longínqua temporada 1995/1996.

 

 

Não gostei
 

 

Do tardio golo inicial. O marcador só foi inaugurado nos instantes finais da primeira parte, quando já tínhamos criado 12 oportunidades e pensávamos ir para o intervalo com o resultado ainda em branco. Muito desperdício, sobretudo nessa fase da partida. O remate vitorioso de Pedro Gonçalves acabou por funcionar como uma espécie de saca-rolhas, pondo fim à débil oposição do Tondela, que desta vez não nos causou qualquer verdadeiro problema em Alvalade. Se não marcámos mais cedo, foi só por alguma falta de pontaria - e graças à excelente exibição do guarda-redes Pedro Trigueira.

 

Dos cartões amarelos. É incompreensível que o Sporting, sendo apenas a 13.ª equipa mais faltosa da Liga portuguesa, seja a primeira em número de cartões. Desta vez o árbitro exibiu mais três - um a Palhinha, outro a Matheus Nunes (que rendeu o primeiro aos 66'), outro a Nuno Santos (em campo também desde os 66', tendo substituído Tiago Tomás). Balanço: 21 amarelos à sexta jornada. Parece uma turma de vândalos, mas nada pode estar mais distante da realidade. É apenas consequência do duvidoso critério dos senhores do apito, que teimam em inclinar o campo, sempre em benefício dos mesmos.

 

Do público mantido à distância. Continuamos escorraçados do nosso estádio. O mesmo estádio que, apesar da pandemia, chegou a ter cinco mil espectadores num recente Portugal-Suécia, disputado a 14 de Outubro, com organização da Federação Portuguesa de Futebol. Mas para o campeonato, prova organizada pela Liga, nem cinco são admitidos nas bancadas de Alvalade. Alguém consegue descortinar o menor sentido nesta absurda discriminação imposta pelas mesmas autoridades sanitárias que há poucos dias autorizaram 27 mil pessoas no autódromo de Portimão? Eu não. 

Pódio: P. Gonçalves, Palhinha, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Santa Clara-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Palhinha: 17

Nuno Santos: 16

Jovane: 15

Matheus Nunes: 15

Feddal: 15

Nuno Mendes: 15

João Mário: 14

Neto: 14

Porro: 14

Adán: 13

Tiago Tomás: 12

Sporar: 10

Coates: 9

Gonçalo Inácio: 1

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor em campo.

Amanhã talvez

A importância do golo que a gente fez, amanhã talvez.

Olho para as capas dos três diários desportivos de ontem.

Um feito fantástico, um avançado do líder do campeonato português marcou três golos ao 11° do campeonato da Polónia (que já sofrera quatro golos em casa).

A Bola titulou: "Uma espécie rara", primeira página inteira para tamanho feito, Record: "Darwin dá festival" outra primeira página inteira, o Jogo não se ficou: "Entradas a rasgar" mais uma primeira página quase inteira.

O que nos estará reservado para amanhã?

O Santa Clara era segundo classificado do campeonato português ainda não tinha sofrido golos em casa; o médio sportinguista Pedro Gonçalves marca-lhes dois golos, terminando com a inviolabilidade das redes do até então segundo classificado.

Repito, o que dirão as primeiras páginas dos desportivos amanhã?

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do desafio superado contra o Santa Clara. Vitória leonina por 2-1 no estádio de São Miguel - um  terreno sempre difícil de onde acabamos de trazer mais três pontos. E vão dez, em quatro desafios: três vitórias e um empate (com o FC Porto), com apenas um jogo cumprido em casa.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor em campo pelo segundo jogo consecutivo. Decisivo, foi ele a marcar os dois golos, em estreia absoluta de verde e branco. O primeiro, aos 20', muito bem isolado por Jovane: domina, supera a marcação e de um ângulo muito fechado, quase em cima da linha final, dispara com o seu pé menos bom, o esquerdo. O segundo, aos 81', dando a melhor sequência a um passe longo de Feddal e aproveitando a saída extemporânea do guardião adversário. É um caso sério de competência e virtuosismo. 

 

Do nosso meio-campo. Palhinha e Matheus Nunes parecem jogar juntos há muito tempo. E, no entanto, foi apenas a segunda partida em que formaram dueto no miolo da equipa. O português exímio na recuperação de bolas e o jovem brasileiro cada vez mais influente na manobra ofensiva. Ambos com arcaboiço para todos os confrontos imediatamente antes e depois da linha divisória do terreno. 

 

Da nossa primeira parte. Superioridade absoluta do Sporting neste período, em que podíamos ter dilatado mais a vantagem. Com vários jogadores a fazer a diferença, além dos já mencionados: Nuno Mendes como lateral adiantado junto à linha esquerda, Porro em constante vaivém no flanco oposto e Nuno Santos em contínuas acelerações no último terço do terreno, também à esquerda. Criando sucessivos desequilíbrios. 

 

De João Mário. Ainda sem ritmo competitivo, entrou só aos 65', rendendo um fatigado Matheus Nunes. E trouxe inegável qualidade ao processo ofensivo da nossa equipa. Com visão de jogo, precisão de passe, capacidade de drible e frieza quando havia necessidade de temporizar os lances. É um privilégio voltarmos a contar com um campeão europeu nas nossas fileiras. 

 

Da qualidade dos reforços. Nada a ver com o início da época 2019/2020: desta vez houve acerto nas escolhas. Seis dos titulares na partida de hoje em Ponta Delgada não integravam o nosso plantel da temporada anterior: Adán, Porro, Feddal, Palhinha, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Faz toda a diferença.

 

Da aposta na formação. Hoje actuaram seis elementos formados na Academia de Alcochete: Nuno Mendes, Palhinha, Jovane, João Mário, Tiago Tomás (substituiu Neto aos 56', quando Rúben Amorim procurou, com sucesso, desfazer o empate registado ao intervalo) e Gonçalo Inácio (substituiu Nuno Santos aos 88'). O caminho faz-se caminhando.

 

De ver público nas bancadas. Quase oito meses depois, um jogo do Sporting voltou a ter alguma assistência ao vivo. Só é lamentável a disparidade de critérios: a Direcção-Geral da Saúde autoriza nos Açores o que nega no continente. Como se a Liga não fosse uma prova de âmbito nacional, com regras que devem aplicar-se de modo uniforme em todos os estádios da primeira divisão portuguesa.

 

 

Não gostei
 

 

Do erro clamoroso de Coates. Com inaceitável displicência, o capitão leonino depositou a bola em zona proibida nos pés dum adversário, abrindo-lhe uma avenida rumo à nossa baliza. Num momento em que ninguém o pressionava, quando o Sporting dominava por completo a partida. Foi no minuto 42: o uruguaio ofereceu assim de bandeja a única oportunidade de golo ao Santa Clara, que o avançado Thiago Santana não desperdiçou. Falha de principiante protagonizada pelo central, que já no desafio anterior contribuíra para o primeiro golo portista em Alvalade.

 

De Sporar. Nova oportunidade desperdiçada pelo avançado esloveno, lançado pelo técnico leonino ao minuto 56, rendendo Jovane. Estático, sem reflexos, neutralizado pela marcação, falhou dois golos cantados: o primeiro aos 73', num centro teleguiado de Porro, cabeceando para fora quando estava em posição frontal; o segundo aos 77', quando só precisava de encostar o pé para dar a melhor sequência a um soberbo cruzamento de João Mário. Uma nulidade.

 

De termos encaixado o primeiro golo fora de casa. Após duas vitórias com as nossas redes invictas (em Paços de Ferreira e Portimão), o erro infantil de Coates estragou-nos esta média. Ao quarto jogo, levamos oito marcados e três sofridos.

 

Do "ervado" de São Miguel. Vergonhoso, o estado do terreno, empapado e cheio de socalcos: mais parecia uma terra de cultivo, com os jogadores a escorregar e a cair continuamente. Isto contribuiu para a má qualidade do espectáculo, sobretudo na segunda parte. Ainda assim, o Sporting foi de longe a equipa que dispôs de mais oportunidades de golos neste tapete impraticável. A derrota tangencial acaba por ser lisonjeira para a turma açoriana.

Isto assim não pode ser

Este Pedro Gonçalves é uma desgraça que aconteceu ao Sporting. A jogar assim e a marcar golos destes vai-nos prejudicar muito a segunda volta pois já não deve passar cá os Reis. Bem estiveram os comentadores da Sport TV a desvalorizar a exibição do atrevido,  culpando as falhas do defesa açoriano pelos golos metidos. Melhor ainda o árbitro - muito justamente elogiado pelos supracitados tele-inteligentes - que deixou o Santa Clara fazer da primeira parte um espectáculo de gladiadores, nomeadamente aquele animal de nome Carvalho, mais uma esses jagunços recrutados às palettes do sertão baiano para darem alguma virilidade ao futebol nacional. Que só haja visto cartão não antes dos 60' ter-se-á de certeza devido ao facto de não ter logrado partir nenhum osso aos irreverentes e abusadores rapazes do Sporting. É uma falta de respeito esta equipa.

Pódio: P. Gonçalves, Nuno Santos, Vietto

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FC Porto pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 18

Nuno Santos: 18

Vietto: 16

Palhinha: 16

Sporar: 15

Matheus Nunes: 15

Porro: 15

Adán: 15

Tiago Tomás: 13

João Mário: 13

Nuno Mendes: 13

Coates: 12

Plata: 11

Feddal: 11

Jovane: 10

Neto: 10

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor Leão em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De termos enfrentado sem temor o Porto no clássico disputado em Alvalade. Dominámos no quarto de hora inicial, em que marcámos um golo e estivemos quase a marcar outro (Marchesín, com uma grande defesa, impediu aos 7' que Matheus Nunes a metesse lá dentro), e estivemos por cima durante quase toda a segunda parte, em que o melhor jogador adversário foi de longe o veterano central Pepe. Superioridade traduzida no segundo golo, o do empate, já com os campeões nacionais encostados às cordas. O empate 2-2 acabou por nos saber a pouco.

 

De Pedro Gonçalves. Para mim, o melhor em campo. Foi o elemento mais acutilante da nossa equipa, sempre em jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Viu Marchesín negar-lhe o golo com uma defesa muito apertada, aos 37', e foi carregado em falta dentro da grande área portista no tempo extra da primeira parte - lance que originou um penálti afinal revertido por intervenção do VAR, lesando a verdade desportiva. Incansável, foi ainda este jogador - verdadeiro reforço do Sporting - a cruzar para o nosso segundo golo, aos 87', marcado por Vietto, à ponta-de-lança.

 

De Porro. Tornou-se já indiscutível como titular da ala direita leonina. Mesmo tendo sido alvo de um pisão por Zaidu logo aos 20', em lance que o deixou em evidente inferioridade física até ao intervalo, nunca virou a cara à luta nem deixou de criar perigo pelo seu flanco. Fez a assistência para o nosso golo inicial e esteve ele mesmo quase a marcar, aos 75', rematando a rasar o poste direito já com Marchesín batido.

 

De Palhinha. Regressou enfim a Alvalade, num jogo oficial, após o longo empréstimo ao Braga, durante duas temporadas. E cumpriu a missão que lhe foi pedida, funcionando como tampão do fluxo ofensivo portista no corredor central. Em excelente forma física, muito combativo, protagonizou várias recuperações de bola. Uma delas foi decisiva, aos 87', abortando a construção ofensiva da equipa adversária e dando logo início ao contra-ataque que origina o golo do empate. 

 

De Adán. Sem culpa nos golos, revelou segurança entre os postes e também a repor a bola, tanto com as mãos como com os pés. Decisivo a evitar que o Porto marcasse logo no minuto inicial, fez outra grande defesa aos 22'. Ao 85', funcionando como um líbero, saiu muito bem da baliza, gorando um ataque adversário que prometia ser perigoso.

 

Do golo de Nuno Santos. Surgiu cedo, aos 9', e foi mais um golo de grande qualidade - o segundo marcado no Sporting por este reforço leonino, correspondendo da melhor maneira a um centro de Porro: disparou ao primeiro poste, com o pé esquerdo, sem deixar a bola tocar na relva. Um golo de fazer levantar o nosso estádio - se houvesse público nas despidas bancadas de Alvalade, neste nosso primeiro jogo em casa para a Liga 2020/2021.

 

Do regresso de João Mário. Voltamos a ter um campeão europeu em título a jogar de verde e branco. Emprestado pelo Inter ao Sporting, o médio formado em Alcochete entrou em campo aos 77'. Tempo suficiente para mostrar toda a sua capacidade técnica em espaços curtos e a uma excelente leitura de jogo. Ajudou a empurrar a equipa para a frente com critério e qualidade, contribuindo para a reviravolta no marcador: conseguimos empatar a partida quando o Porto já acreditava que sairia do nosso estádio com os três pontos.

 

De ver um Sporting superior ao da época passada. Em Janeiro, perdemos 1-2 com o FCP em Alvalade. E saímos derrotados de todos os embates com Benfica e Porto nessa triste época 2019/2020. Melhorámos logo ao primeiro jogo grande da temporada em curso. Apesar de termos em campo cinco jogadores que só agora disputaram o primeiro clássico do futebol profissional em Portugal: Adán, Feddal, Pedro Gonçalves, Porro e Nuno Santos.

 

 

Não gostei
 

 

Do árbitro Luís Godinho. Fez tudo para influenciar o resultado - e conseguiu. Aos 20', poupou Zaidu a um vermelho directo por falta clamorosa sobre Porro que podia ter causado uma lesão prolongada no nosso jogador. Aos 45'+1, perdoou ao mesmo defesa do FCP - que já nem devia estar então em campo - outra expulsão por ter cometido penálti sobre Pedro Gonçalves: quando este se encontrava à sua frente, já com a posição ganha, colocou-lhe a mão no ombro, travando-lhe a impulsão no momento da recepção de uma bola na grande área. Inicialmente, o apitador exibiu o vermelho e apontou para a marca dos 11 metros. Mas foi sensível ao reparo do VAR Tiago Martins, revertendo tudo. E, para coroar este péssimo desempenho, expulsou logo de seguida Rúben Amorim, forçado a acompanhar toda a segunda parte nas bancadas, bem longe do relvado.

 

De ver o FCP marcar por duas vezes. Falhanços da nossa organização defensiva em dois momentos cruciais do jogo permitiram que a equipa adversária marcasse, por Uribe aos 25' e por Corona aos 44'. Em jogos desta importância, qualquer falta de sincronização no bloco mais recuado pode causar danos, como se comprovou.

 

De termos consentido os primeiros golos. Após duas vitórias (em casa do Paços de Ferreira e do Portimonense) sem golos sofridos, empatamos ao terceiro jogo. Ainda com um desafio em atraso - a recepção ao Gil Vicente, que vai ocorrer só no dia 28. 

 

De Jovane. Amorim apostou nele como falso ponta-de-lança, abdicando de Sporar no onze titular, mas o luso-caboverdiano - que regressou de uma lesão - parece não estar calhado para esta missão de desgaste e sacrifício, pressionado entre os centrais. Foi o elemento mais apagado da nossa equipa. Quando cedeu o lugar a Vietto, aos 56', dava a sensação de já sair tarde

 

De continuar a haver jogos sem público. Uma tristeza, vermos o nosso estádio vazio num jogo grande do campeonato. O mesmo estádio que já acolheu espectadores em dois recentes desafios da selecção nacional. Não se entende tal disparidade de critérios, com a chancela da Direcção-Geral da Saúde. Até parece que a Federação Portuguesa de Futebol é filha e a Liga de Clubes é enteada.

Um empate improvável

Começando pelo aspecto pessoal da coisa, foram muitos kms na estrada para chegar a casa a tempo de alapar no sofá e ver o jogo, com o pressentimento que muito iria sofrer e com muita azia iria ficar. Foi assim logo no início, depois a coisa ficou risonha para ficar outra vez triste e depois foi aquela situação no final do primeiro tempo, quando já não consegui ver mais e fui a certo sítio dando tempo para ouvir o comentador anunciar o golo do empate. Mas como sabemos regressei do tal sítio sem ouvir nada, foi mais uma fantochada desta arbitragem que temos, com um lance dúbio que nunca poderia ter tido intervenção do VAR. Nem ele, nem nós, nem ninguém pode ter a certeza que a decisão do árbitro tenha sido errada. Nem a visão pela TV do árbitro lhe pode ter demonstrado a 100% que a decisão que tinha antes tomado tinha sido errada. E em igualdade no marcador e com um a mais no relvado, a vitória estava facilitada.

 

Foi mesmo mais uma fantochada. E depois foi sofrer até ao fim, numa segunda parte com muita porrada e pouco futebol, sem grande esperança de alguma coisa que não fosse mais uma derrota, até mesmo no final, de pouca coisa tivesse surgido um empate que teve tanto de improvável como de saboroso. E logo pelo "pé-frio" do plantel.

Em termos de jogo, foi uma grande primeira parte: duas equipas com diferentes argumentos a procurar a vantagem, o que se traduziu em boas jogadas, três belos golos e diversas oportunidades desperdiçadas, com Pedro Gonçalves em evidência nesse aspecto. Depois o cansaço ditou leis, saiu e entrou muita gente, o futebol foi piorando, o Porto foi jogando com o cronómetro e com a certeza que com árbitros e VARs deste tipo teria sempre as costas bem quentes, Amorim foi pondo a carne toda no assador, o molho também, Coates já atacava à maluca, e fomos recompensados num corte senhorial do Palhinha e dum belo centro do tal Pedro Gonçalves.

 

Que balanço fazer deste encontro? 

O Sporting conta com um grande treinador, conseguiu fazer este ano boas contratações e construir um plantel que conta com muito talento. Falta-lhe no entanto algumas coisas essenciais, fora e dentro do campo, para ter condições para atingir os objectivos: lutar com os dois rivais e conseguir a entrada na Champions.

Faz-me muita confusão como não existe no banco alguém mais velho, um novo Manolo Vidal, para gerir as emoções e ser o único a reagir para o árbitro, e deixar o treinador à mercê das suas emoções. E depois de Amorim, os jogadores, alguns de nervos em franja, a receber amarelos completamente escusados. Os jogadores em campo têm que jogar com o árbitro, por muito ranhoso que seja, e não contra ele, o que apenas serve para lhe aumentar a ranhosice.

Também me faz muita confusão que não exista um ponta de lança inquestionável no plantel, e que tenhamos de entrar com um extremo adaptado, e depois prosseguir com um falso ponta de lança, até finalmente entrar Sporar para enfim intervir decisivamente no lance do golo.

 

Melhor em campo do Sporting para mim foi mesmo o Pote, Pedro Rodrigues, que em três ou quatro ocasiões tentou sempre atirar para o golo, ainda que sem sorte, e que depois fez o centro decisivo. 

Quanto a João Mário, vai ter de trabalhar muito para encontrar o seu lugar, porque Palhinha e Matheus Nunes são simplesmente imprescindíveis no meio-campo e mais à frente há talento para dar e vender.

SL

Ele joga bem e gosta de marcar

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Pedro Gonçalves: dois golos na estreia como artilheiro da selecção sub-21

 

Foi bom ver ontem o jogo Gilbraltar-Portugal, da selecção nacional sub-21. Para termos mais uma oportunidade de assistir ao desempenho de quatro dos nossos: Luís Maximiano, Pedro Gonçalves, Daniel Bragança e Joelson Fernandes.

Max, como era de esperar, teve muito pouco trabalho. Mas à frente os jovens Leões destacaram-se pela positiva - Daniel no centro do terreno e Joelson, que só entrou na segunda parte, encostado sobretudo à ala esquerda. O primeiro golo nasce de um passe longo do primeiro, que vai confirmando o seu talento em cada oportunidade que lhe dão, seja no Sporting seja com a camisola das quinas.

Mas o destaque vai para Pedro Gonçalves: estreia a marcar na selecção nacional. E logo bisando: são dele o segundo e o terceiro golo dos sub-21. O segundo (primeiro dele) é um golão que merece ser revisto. Conclusão: temos não apenas um tecnicista e criativo no nosso meio-campo ofensivo, mas também alguém que busca a baliza e revela faro de golo. Boa notícia para o Sporting.

 

ADENDA: Vistoso golo de Plata a selar o 4-0 do Equador ao Uruguai.

Tiago, Nuno, Gonçalo... e Pote

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Tiago e Jovane festejam segundo golo (foto: Ricardo Nascimento/Lusa)

 

Confirma-se: está a ser a melhor pré-temporada leonina das últimas três épocas. Segundo jogo de preparação, segunda vitória consecutiva que pudemos ver em directo na SportTV.

Desempenho superior do Sporting, desta vez frente ao Belenenses SAD no Estádio do Algarve, em comparação com a partida de há dois dias, em que enfrentámos o Portimonense.

No jogo anterior, de positivo, só os 20 minutos finais - aqueles em que Rúben Amorim decidiu mudar todos os jogadores de campo. Nesse período conseguimos o golo da vitória frente ao clube de Portimão, marcado por Tiago Tomás. O anterior teve assinatura de Sporar, na conversão de um penálti.

 

Desta vez o onze que entrou em campo foi esse que finalizou o anterior embate. E as impressões voltaram a ser dignas de elogio: equipa dinâmica, veloz, a desdobrar-se em passes verticais, de olhos fitos na baliza adversária. Quase nada daquela "filosofia de posse" estéril que marcou o Sporting da temporada 2019/2020.

Sem surpresa, marcámos logo aos 14' num lance rápido concluído pelo recém-chegado Pedro Gonçalves, também conhecido por Pote (confirmando que é mesmo reforço), bem servido por Tiago Tomás em zona frontal à baliza após iniciativa de Jovane, crucial no aproveitamento dos espaços permitidos pelo Belenenses. Nove minutos depois, Tiago marcou o segundo, culminando outra bela sequência de futebol de ataque, iniciada em Nuno Mendes e conduzida por Jovane, que fez a assistência.

O terceiro foi apontado aos 73' por Sporar: um golo à ponta-de-lança, com o esloveno a isolar-se, ultrapassando com êxito a linha defensiva algarvia. E aos 87' quase viria a marcar outro, de remate cruzado: Moreira, o guarda-redes adversário, defendeu in extremis, fazendo a bola embater no poste.

 

Balanço destes dois jogos de preparação: cinco golos marcados, dois sofridos (um deles devido a um penálti inexistente). Mais robusta, esta vitória por 3-1 contra um adversário orientado por Petit, um treinador que nunca facilita.

Melhores? Desde logo Pedro Gonçalves. E também um trio de miúdos formados em Alcochete que merecem um lugar ao sol: Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás. Este, com um par de golos e uma assistência em dois meios-jogos, promete ser um forte concorrente de Sporar.

Quem disse que a nossa Academia não formava goleadores?

 

ADENDA: A jumentude leonina continua a marcar a diferença. Sempre pela negativa. Qualquer semelhança entre isto e uma claque verdadeira é mera coincidência.

Meirim revisitado em Portimão

Bastaram pouco mais de 20 minutos para o Sporting conseguir deixar umas sementes de esperança de que um plantel insuficiente para disputar o título talvez tenha algumas hipóteses de atingir o terceiro lugar que destranca a primeira das portas de acesso à Liga dos Campeões que seria o início de um caminho de regresso à vida.

Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Matheus Nunes mostraram que têm de ser titulares, Daniel Bragança trouxe uma dinâmica no meio-campo que contrastou com a modorra de Wendel, Tiago Tomás revelou-se mais letal do que Sporar e até Borja pareceu eficaz quando comparado com Feddal, a quem o árbitro até um pénalti-fantasma assinalou.

Da equipa titular só estiveram claramente melhor Luís Maximiano (apesar de uma fífia esteve à altura quando o Portimonense fazia gato-sapato da rapaziada) e Coates, com Pedro Porro e Nuno Santos a deixarem indicações interessantes e Neto melhor à direita do que Feddal à esquerda (enquanto o suplente Eduardo Quaresma voltou a transparecer um certo nervosismo, tal como nos últimos jogos da época passada).

Olhando para os 70 minutos em que Ruben Amorim prescindiu de alguns dos melhores que tem no plantel, com os resultados que ficaram à vista de todos, lembrei-me da velha história do mítico Meirim a explicar ao suplente "melhor do mundo" que ele ficava no banco pois o titular era o "melhor da Europa". Substituindo por "melhor do plantel" e "melhor da SAD".

Talvez seja bom sinal

Bons 20 minutos - os últimos - deste Portimonense-Sporting. Primeiro jogo de preparação a sério desta pré-temporada, com vitória leonina, por 2-1, em desafio disputado no estádio municipal de Portimão.

 

Começou tudo com demasiada lentidão: passes transviados, excessiva "lateralização", sem fio condutor para a baliza. Max, numa fífia, quase ofereceu a bola, redimindo-se logo a seguir com uma grande defesa. Wendel parecia anestesiado. Plata, com a mesma falta de atitude competitiva que já lhe conhecíamos: parece um brinca-na-areia. Neto com preocupante tendência para cortar em falta.

Num penálti inexistente, inventado pelo árbitro ao imaginar ter visto falta de Feddal para castigo máximo, o Portimonense adiantou-se no marcador, aos 54'.

O nosso empate surge também de penálti - com a diferença de este não ter sido falsificado. Sporar invade a área, com a bola dominada, e é derrubado em falta, convertendo a grande penalidade, aos 65', de forma impecável.

 

Rúben Amorim decide então mudar todos os jogadores de campo (na baliza, Max já cedera lugar a Adán logo no recomeço da partida) e só então o Sporting carrega no acelerador e exibe todo o potencial do seu jogo colectivo. Pormenor a destacar: tinha então apenas três jogadores com mais de 23 anos em campo.

Com pouco mais de três toques na bola, metêmo-la lá dentro, aos 75', e vencemos a partida. Gonçalo Inácio (em estreia na equipa principal) serve na perfeição Pedro Gonçalves, este progride junto à linha e cruza de forma impecável para o centro da área, onde Tiago Tomás aparece a disparar em cheio.

Parece fácil, mas não é. E neste vistoso lance de futebol ofensivo já se viu bom trabalho da equipa conduzida por Amorim.

 

Há três anos que não vencíamos um desafio na pré-temporada: talvez seja bom sinal.

 

Nota muito positiva para Pedro Gonçalves, que tem a titularidade garantida no Sporting 2020/2021.

Dos restantes reforços falarei mais tarde. Mas o meu maior elogio vai para estes miúdos que em pouco mais de 20 minutos mostraram ser leões em campo: Nuno Mendes, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Daniel Bragança (outra estreia na equipa A), Matheus Nunes, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio.

O futuro está na nossa formação. Alguém tem dúvidas?

Quarta pergunta aos leitores

Acabam de chegar quatro novos jogadores a Alvalade: o lateral esquerdo internacional Vitorino Antunes  (33 anos), que estava sem clube, o lateral direito espanhol  Pedro Porro  (20 anos), emprestado pelo Manchester City, o central marroquino Feddal (31 anos), vindo do Bétis, e o médio Pedro Gonçalves (22 anos), recrutado ao Famalicão.

Confiam nestes reforços para melhorar o futebol leonino?

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