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És a nossa Fé!

Pedro Gonçalves é a antítese de João Mário

Texto de Jô

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Tenho para mim que o Pedro Gonçalves é a antítese do João Mário.

O João Mário dá-se ao jogo como poucos, está sempre com a bola nos pés, mas erra muito na definição e, talvez por ter percepção disso mesmo, acaba quase sempre por jogar pelo seguro, sendo muito raro ver um passe de ruptura ou um remate.

O Pedro Gonçalves aparece pouco em jogo e passa largos períodos sem sequer tocar na bola, mas quando a bola lhe chega aos pés, sai quase sempre magia: ainda no último jogo, isolou o Paulinho com um passe de génio.

Um sabe segurar a bola, o outro sabe soltá-la com mestria.

Enfim, dois grandes jogadores, com características bem diferentes. Como não há jogadores perfeitos, uma equipa faz-se disto mesmo: jogadores que se complementam e que dão coisas diferentes ao jogo.

E este Sporting tem sabido aproveitar bem o que cada um tem de melhor.

Se há quem não goste do Pedro Gonçalves, paciência. Gostamos nós e isso é que interessa.

 

Texto do leitor Jô, publicado originalmente aqui.

Parece que têm raiva ao "Pote"

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Em certas alturas, questiono-me se alguns jornalistas que analisam os jogos na imprensa - e atribuem notas individuais aos profissionais do Sporting - terão visto os mesmos desafios que eu. Aconteceu-me ontem, uma vez mais, ao folhear o Record. Este diário atribui nota 2 (em 5) a Pedro Gonçalves. Um dos jogadores com melhor desempenho no Sporting-Nacional realizado na noite de sábado.

Justifica assim este jornal a nota negativa que entendeu dar ao médio leonino: «Fica a ideia de que poderia passar a noite a "mandar postais" e nalgum momento algo iria correr mal. Podia ter marcado aos 21' e aos 45'+1.»

O que significa isto? Alguém entende esta prosa? Eu tentei meter explicador, mas mesmo assim não consegui perceber patavina.

 

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Defeito meu? Terei visto um jogo diferente?

Parece que não. Porque, consultando os dois outros diários desportivos, verifico que afinal eles coincidem com o meu ponto de vista: o desempenho do nosso n.º 28 foi muito positivo.

Escreve O Jogo: «Fez a diferença entrelinhas e com movimentos de ruptura, só pecou na finalização, apesar de dispor de várias oportunidades. Sem egoísmos, assistiu várias vezes colegas.» Dando-lhe nota 7 (em 10). 

Escreve A Bola: «Abriu as hostilidades com grande tiro para defesa de António Filipe, partiu como um foguete para oferecer o golo a Paulinho, mas estava fora de jogo, voltou a fazer belíssima assistência para o n.º 21 desperdiçar na cara de António Filipe. Pelo meio, teve lances perigosos.» Dando-lhe também nota 7 (em 10). 

 

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Parece mesmo que o Record embirra com Pedro Gonçalves. Ao ponto de nunca o tratar sequer pelo nome, mas por uma alcunha depreciativa. Escreve sempre "Pote", referindo-se ao jogador, desde que ele chegou a Alvalade. Antes, quando actuava no Famalicão, chamava-lhe Pedro Gonçalves. Com nome e apelido, sem alcunhas. Tal como trata Cebolinha, do Benfica, por Everton - evitando a alcunha. 

Dois pesos, duas medidas. E más notas.

Que raio de critério este. Parece que têm raiva ao "Pote". 

Um dia tentarei esclarecer o mistério. Talvez algum leitor me ajude.

 

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"Este Sporting"

Fazendo um voo rasante por redes sociais de supostos adeptos do SCP, leio diversas frases depreciativas para a nossa equipa. Que começam, várias vezes, pela expressão "este Sporting". Escrita com aparente desprezo.

Pois "este Sporting" acaba de superar um recorde de 87 anos da história leonina em campeonatos de futebol: 27 jogos seguidos sem perder na mesma prova.

"Este Sporting" tem de momento o maior artilheiro da Liga: Pedro Gonçalves, com 17 golos. E a defesa menos batida: só 13 golos sofridos.

"Este Sporting" não sofreu golos em 16 das 27 partidas disputadas.

"Este Sporting" acaba de somar mais três pontos, tendo agora 69. Para já, nove acima do FC Porto e 12 acima do Benfica.

"Este Sporting" lidera há 21 jornadas, isolado, a prova máxima do futebol português.

"Este Sporting" está a cinco vitórias do título de campeão nacional.

O dia seguinte

Começando pelo princípio, o Sporting continua na liderança da Liga, invicto, com uma margem ainda confortável relativamente ao mais directo perseguidor e só depende dele mesmo para assegurar o título. Nesta recta final nota-se também um cerrar de fileiras do universo Sportinguista à volta duma equipa maioritariamente jovem e sem experiência nestas andanças, treinadores incluídos, mas de enorme valor. O que nos fez chegar até aqui tem de servir para nos levar a bom porto, não podemos duvidar das nossas qualidades.

Mas parece-me evidente que esta pausa da Liga pelos compromissos das selecções fez mal ao plantel. Por um lado distraiu aqueles que como Nuno Mendes ou Porro foram justamente promovidos à titularidade das selecções respectivas, e falham o que dantes acertavam, por outro impediu a melhor integração de Paulinho. E se é verdade que o Paulinho já contribuiu com um golo e uma assistência para golo, também é que a equipa parece que joga como dantes, quando não tinha ponta de lança. Quantos centros de Nuno Mendes ou Porro já encontraram nestes dois jogos a cabeça ou os pés de Paulinho? Zero? Ontem até o Tiago Tomás, com o Paulinho completamente desmarcado atrás da linha da defesa, centra entre essa linha defensiva e o guarda-redes.

 

Por outro lado, e sabendo que os adversários chegam com a lição bem estudada, Rúben Amorim tem tentado algumas trocas posicionais que sinceramente penso que têm baralhado mais a própria equipa do que o adversário. Ontem até tivemos uma troca de alas que durou alguns minutos sem qualquer proveito. João Mário, nesta altura da carreira e até porque não tem golo, rende muito mais em posições recuadas. E golo é coisa que Daniel Bragança também não tem.

Pelo contrário, Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa, não pode abandonar a zona onde faz a diferença. Também Nuno Santos rende golos e faz assistências, o Tiago joga mal de cabeça e desperdiça mais oportunidades do  que marca. Marcar golos fica mais fácil contando com quem tem mais facilidade de os marcar...

E ontem a questão passou muito por aqui. Com este treinador e alguns reforços o Famalicão acertou agulhas e mostrou-se uma equipa organizada e perigosa, muito pelo talento dum ou doutro, tapando bem a sua baliza e lançando contra-ataques venenosos. O Sporting na primeira parte, num 3-5-2 muito assimétrico, sentiu muitas dificuldades em assentar o seu jogo, o amarelo cirúrgico a Palhinha cedo o condicionou, na ala esquerda a articulação Nuno Mendes-João Mário deixava muito a desejar, na outra ala a coisa era ainda pior. Pedro Gonçalves, vagabundo, compensava muita coisa, como no lance do golo onde caiu em cima e desarmou o miúdo adversário e ainda foi receber o passe de Paulinho para encostar para golo.

Mas logo a seguir veio o golo muito consentido do Famalicão: mais uma falha de Porro, no princípio daquilo tudo, impediu que a equipa serenasse e estabilizasse o seu jogo. 

 

Veio o intervalo e o Rúben entendeu (e bem) que tinha de agitar o jogo. Tentou melhorar a construção desde trás com Matheus Reis e Daniel Bragança. E tivemos um segundo tempo com menos controlo e mais intensidade, mais oportunidades de golo, mas todas ingloriamente desperdiçadas por outros jogadores que não Paulinho. A equipa parecia ignorá-lo na sua pressa para despachar o assunto.

Aqui temos de falar na saída de João Mário que levou Pedro Gonçalves para organizador de jogo. O melhor marcador do Sporting foi trocado por mais um Daniel Bragança. Os dois chegaram a atropelar-se em campo. E depois o Pedro falhava aquela bola que Jovane falhou? Se calhar não.

 

Concluindo, parece-me - e o meu sofá concorda - que nesta fase final do campeonato se deveria insistir na fórmula que nos ajudou a conquistar a liderança, o 3-4-3, com três avançados claramente assumidos, se calhar Nuno Santos - Paulinho - Pedro Gonçalves, e apostar num futebol menos rendilhado e mais directo aproveitando a capacidade de centro dos dois alas. Mas Rúben é que sabe, ou não tivesse sido ele quem inventou a dita fórmula.

Mas chega de resmunguices. Este período em que os remates saem prensados e os cabeceamentos para longe da baliza vai ter de terminar: Faro será o melhor local do mundo para voltarmos às vitórias. 

 

Força rapazes, nós acreditamos em vocês !!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Pódio: Pedro Gonçalves, Daniel, Adán

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Famalicão pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 17

Daniel Bragança: 15

Adán: 15

Nuno Mendes: 15

Coates: 14

Paulinho: 14

Neto: 13

Tiago Tomás: 13

Matheus Reis: 12

João Mário: 12

Porro: 12

Eduardo Quaresma: 11

Jovane: 10

Feddal: 10

Palhinha: 10

Nuno Santos: 8

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate em casa contra o Famalicão. Segundo consecutivo, o que já não acontecia desde Janeiro: acabamos por perder quatro pontos nestas duas jornadas. Ontem o resultado (1-1) foi construído muito antes do intervalo, com um golo de Pedro Gonçalves aos 25' seguido de um lapso defensivo da nossa equipa que se deixou empatar dois minutos depois. No primeiro lance ofensivo da turma minhota, que só voltaria a rematar uma outra vez até ao fim da partida.

 

Da atitude dos nossos jogadores. Entre o golo marcado e os vinte minutos finais, em que acentuaram enfim a pressão sobre a baliza adversária, voltaram a abusar da "posse de bola" inconsequente, feita de saída a passo, sucessivas trocas entre os centrais, passes curtos no miolo do terreno, lateralizados e à retaguarda, sem variações de flanco, sem explorar as alas, sem arriscar no remate de meia-distância. Dando quase a sensação de que o empate já servia.

 

De Feddal. Talvez por falta de condição física, esteve irreconhecível. Logo aos 2', fez um atraso de bola inconcebível, gerando situação de perigo. Falha a cobertura no lance do golo do Famalicão. Foi substituído ao intervalo, dando lugar a Matheus Reis, que esteve num plano superior.

 

Da nossa ala esquerda. Toda confiada a Nuno Mendes, que vinha de lesão e foi incapaz de assegurar em simultâneo o vaivém que aquele dispositivo táctico lhe impunha. Com prejuízo evidente para as acções ofensivas. A prestação da equipa neste sector melhorou claramente com a entrada - demasiado tardia - de Nuno Santos, que aos 76' rendeu Tiago Tomás e se fixou como extremo no flanco esquerdo.

 

Da ausência de Gonçalo Inácio. Sofreu uma entorse num treino e ficou fora da convocatória. Fez falta. Neto, que jogou na sua posição, é incapaz de assegurar a saída com passe longo e preciso, como o jovem esquerdino faz. A equipa ressentiu-se desta ausência.

 

Dos golos desperdiçados. Só podemos queixar-nos de nós próprios: perdas escandalosas à boca da baliza, quase sempre por lapsos de ordem técnica que nem nos juvenis são toleráveis. Aos 56', Tiago Tomás falha a 10 metros da baliza, disparando para as nuvens. Aos 80', Porro prefere rematar de ângulo difícil, também a uns 10 metros da linha de meta, quando tinha um colega isolado em posição frontal, acabando por atirá-la para a bancada. Aos 90'+1, a perda mais escandalosa: Jovane, sem marcação a 5 metros da linha de golo, põe o pé de forma deficiente, conseguindo o mais difícil - atirar torto, muito ao lado. Assim, sem golos, não há vitórias. E sem vitórias a nossa distância torna-se menos dilatada. Já estivemos a dez pontos do segundo, agora vamos com mais seis.

 

Dos dois golos sofridos nestas duas jornadas. Mesmo assim continuamos, de longe, a ser a equipa menos batida do campeonato. Só vimos as nossas redes violadas 13 vezes em 26 jornadas.

 

De continuarmos sem derrotar o Famalicão. Desde que os minhotos regressaram à Liga 1, após longa ausência, fomos incapazes de os vencer.

 

 

Gostei

 

De Pedro Gonçalves. Surgiu com novo visual, que o torna inconfundível em campo, e talvez isso tenha contribuído para o devolver às boas exibições. Pareceu ocupar o campo todo, influente não só nas manobras ofensivas mas também no processo defensivo, fazendo jus ao facto de ser o nosso jogador menos posicional em campo. Voltou aos golos, marcando o seu 16.º neste campeonato, desta vez com assistência de Paulinho - o que o mantém na corrida pelo título de artilheiro da Liga 2020/2021. Um golo que começou a ser construído por ele, com uma excelente recuperação de bola.

 

De Coates. Nem sempre o passe longo lhe saiu com precisão, e não está isento de culpa no golo do Famalicão, à semelhança dos seus parceiros no eixo da defesa. Mas fez duas quase-assistências, servindo de forma exemplar Tiago Tomás aos 56' e Jovane aos 90'+1 em lances que os colegas desperdiçaram. E aos 88' protagonizou a habitual incursão pelo meio-campo ofensivo em forma de slalom, tirando vários adversários do caminho e mostrando aos companheiros qual é a atitude correcta a ter em campo.

 

De Daniel Bragança. Ajudou a dar equilíbrio e acutilância ao meio-campo leonino na segunda parte, quando o treinador o mandou render Palhinha, já amarelado. É um dos nossos jogadores tecnicamente mais evoluídos. E podia mesmo ter marcado, aos 90'+1. Mas o problema principal do Sporting não estava no corredor central, onde ele actua: estava nas alas.

 

Do regresso de Eduardo Quaresma. Voltou após longa ausência, entrando aos 76' para render Neto, que saiu com queixas físicas. Não tremeu nem comprometeu. 

 

De termos feito melhor do que na época passada. No campeonato 2019/2020 fomos derrotados em casa pelo Famalicão, num jogo que acabou 1-2. Já é um progresso.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Igualamos a nossa melhor série sem derrotas alguma vez alcançada num campeonato. O melhor registo, nunca repetido até agora, foi alcançado pelo Sporting campeão em 2001/2002, sob o comando de Laszlo Bölöni. É o que voltarmos a ter agora: 26 jogos consecutivos sem perder.

 

Dos 66 pontos já somados. Levamos seis de avanço face ao FC Porto de Sérgio Conceição, nove ao Benfica de Jorge Jesus e 12 ao Braga de Carlos Carvalhal. 

O dia seguinte

Com quatro levezinhos de Palhinha para a frente, a táctica do Sporting só podia ser o "tikitaka", e foi isso que houve na primeira parte do jogo de ontem: grande mobilidade do quarteto no meio-campo adversário, altenando a circulação com o ataque interior à base de tabelinhas, com Porro e Nuno Mendes a dar a necessária largura e Palhinha imperial na recuperação.

O Guimarães, também uma equipa levezinha que joga e deixa jogar, foi vendo os minutos passar sempre à beira de sofrer golo, até que quase do nada teve duas bolas na trave. O Sporting continuou como se nada fosse e finalmente conseguiu marcar num lance de bola parada de "laboratório".

Chegámos ao intervalo em vantagem no marcador, com 70% de posse, uma bola na trave, um golo bem anulado a culminar uma grande jogada colectiva e mais duas ou três oportunidades. Grande primeira parte de Pedro Gonçalves e Tiago Tomás.

Na segunda parte o Sporting controlou o jogo, baixou de velocidade, tentou não cometer erros e não incorrer em riscos desnecessários, esteve sempre mais perto de marcar do que de sofrer até porque não consentiu qualquer oportundidade ao Guimarães, deixou os minutos passar, refrescando a equipa no final e anda dando uns minutos ao rapazinho de 16 anos que tinha acabado de assinar contrato de profissional. 

Claro que muitos sócios e adeptos torceram mais uma vez o nariz: é como começar com champagne da viúva e depois passar para um espumante Aliança, mas... podia ser diferente? Se calhar podia, mas se é esta a formula que comprovadamente dá resultados, com estes jogadores que não são os do Bayern ou os do Barcelona, para quê alterar?

E lá vieram mais três pontos. Ainda faltam uns quantos... vamos com calma.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Pódio: P. Gonçalves, Antunes, Matheus

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Marítimo-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Antunes: 18

Matheus Nunes: 18

Porro: 18

Coates: 17

Gonçalo Inácio: 17

Paulinho: 16

Nuno Santos: 15

Adán: 15

Feddal: 15

Palhinha: 15

Tabata: 12

Tiago Tomás: 12

Daniel Bragança: 11

João Pereira: 10

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vingança consumada contra o Marítimo. Fechamos com chave de ouro a primeira volta, derrotando sem discussão a equipa madeirense, que a 11 de Janeiro nos eliminara da Taça de Portugal, em partida também disputada no estádio dos Barreiros. A desforra foi requintada: dominámos esta partida do primeiro ao último minuto e saímos vencedores por 2-0 - invertendo os números da derrota anterior, única até agora sofrida frente a uma equipa portuguesa na temporada em curso. As estatísticas desta partida dizem tudo. Marítimo: cinco remates, nenhum enquadrado. Sporting: 19 remates, quatro enquadrados. Aproveitámos metade das oportunidades de golo.

 

De Pedro Gonçalves. Outra excelente partida do nosso médio criativo, que volta a bisar. Marcou o primeiro logo aos 9', conduzindo a bola dominada quase desde a linha divisória e fazendo um túnel ao guarda-redes antes de a meter lá dentro. As 56', sentenciou a partida com um remate rasteiro, culminando uma rápida jogada de futebol colectivo, com a bola trocada sempre ao primeiro toque. Melhor em campo e agora reforçado como líder dos marcadores do campeonato, mesmo sem ser ponta-de-lança: já leva 14 golos no seu pecúlio. E transmite todos os sinais de que não pretende parar aqui.

 

De Matheus Nunes. Outra excelente exibição do jovem luso-brasileiro, desta vez numa sólida parceria com Palhinha a meio do campo. Segura sempre bem a bola, transporta-a com qualidade, nunca dá um lance por perdido. Exibe um domínio técnico e uma segurança muito acima da média, sendo um dos responsáveis pela grande dinâmica da equipa. É um caso sério de progressão espectacular neste campeonato, às ordens de Rúben Amorim.

 

De Antunes. Titular devido a lesão de Nuno Mendes, o n.º 55 cumpriu plenamente a missão que lhe estava incumbida como ala esquerdo, dominando por completo o seu corredor. Exibição coroada na assistência para o segundo golo, cruzando com intenção da esquerda para o corredor central. Bom também em vários outros centros (13', 39' e 83', por exemplo) e nos pontapés de canto. Ainda tentou o golo, num remate aos 4' que passou a curta distância do poste direito da baliza adversária. Saiu aos 87', cansado mas consciente do bom contributo que deu à equipa.

 

De Gonçalo Inácio. Foi uma das quatro novidades no onze titular para este jogo, rendendo o castigado Luís Neto (as outras apostas de Amorim em comparação com o jogo anterior foram Paulinho, Antunes e Palhinha, este compensando a ausência de João Mário). Cumpriu com brilhantismo a missão que lhe foi atribuída como central mais encostado à direita. Ponto alto: assistência para o primeiro golo, com um passe vertical, de 30 metros, a que Pedro Gonçalves deu a melhor sequência. Isto apesar de ser esquerdino, o que valoriza ainda mais a sua actuação.

 

Da estreia de Paulinho. Rúben Amorim apostou nele, sem reservas de qualquer espécie, como titular no nosso vértice mais ofensivo. O ex-bracarense não marcou mas teve bons apontamentos, mostrando-se já entrosado com os colegas apesar de esta ser a sua primeira partida de Leão ao peito. Eficaz a arrastar os defesas, competente na recepção e no passe, ensaiando até dois toques artísticos, de calcanhar, esteve 66 minutos em campo, dando então lugar a Tiago Tomás. A primeira impressão foi positiva.

 

Do regresso de João Pereira. É a sua terceira passagem por Alvalade. Com quase 37 anos, o veterano internacional cumpriu hoje o 150.º jogo oficial com a camisola do Sporting, que sempre envergou com dedicação e devoção. Entrou só ao minuto 87, substituindo Antunes, mas percebia-se que o fazia com o entusiasmo de sempre. E até acabou brindado com um cartão amarelo por Hugo Miguel num dos raros momentos de desacerto deste árbitro, que no geral merece nota muito positiva. 

 

De continuarmos na frente. Estamos há onze jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência, contrariando todos os profetas da desgraça. Sublinhemos, sem falsas modéstias: hoje somos a equipa a jogar melhor futebol em Portugal.

 

Da nossa pontuação. Chegamos ao fim da primeira volta com 45 pontos amealhados. Mais seis do que o FC Porto, mais nove do que o Braga, mais onze do que o Benfica e o Paços de Ferreira. Com mais 37, portanto, do que estes nossos quatro rivais somados. É a melhor pontuação da história do futebol leonino nesta fase dum campeonato desde a época 1946/1947, em que jogavam os Cinco Violinos: motivo não apenas de legítima satisfação mas de imenso orgulho. Sabendo, ainda por cima, que esta proeza é conseguida com uma equipa muito jovem e formada em larga medida por portugueses. Basta reparar na ficha deste jogo: o Marítimo, em 20 jogadores, só tinha um português; no Sporting, pelo contrário, eram 15. Todos menos Adán, Porro, Coates, Feddal e Tabata.

 

De chegarmos a esta fase sem derrotas. Dezassete jogos cumpridos, vamos exactamente a meio do campeonato. Somando 14 vitórias e apenas três empates - dois dos quais (frente a FCP e Famalicão) com pontos injustamente perdidos, devido à intervenção incompetente dos árbitros. Outro indicador que merece destaque: temos só nove golos sofridos. Motivo, desde logo, para elogiar o trio de centrais (Coates, Feddal e Neto) e, naturalmente, o guarda-redes titular, Antonio Adán. Que tem confirmado no Sporting a boa fama que trouxe como profissional oriundo da formação do Real Madrid.

 

De ver o Sporting ainda invicto. Extraordinário: somamos 17 jogos sem perder no campeonato. Estamos há onze jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência. Mérito do treinador e de toda a equipa de trabalho, que revela uma unidade inquebrantável. E uma alegria que é bem visível em todos os estádios onde vai exibindo o seu talento.

 

 

Não gostei
 

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos apenas por 1-0, número que não reflectia o domínio total do Sporting durante os primeiros 45 minutos. Sabia a pouco, aliás à semelhança do 2-0 final - bastante aquém da superioridade revelada pela nossa equipa frente ao Marítimo durante o jogo todo. 

 

Da ausência de Nuno Mendes. O nosso promissor ala esquerdo, massacrado pelo sarrafeiro Gilberto quatro dias antes no clássico de Alvalade, nem chegou a viajar para o Funchal. Amorim, por precaução, deixou fora da convocatória o jogador, que acusava dores numa coxa. Esperemos que recupere a tempo da partida contra o Gil Vicente, a disputar terça-feira em Barcelos. Mas cumpre reiterar que Antunes deu muito boa conta do recado.

 

De termos visto Tabata desperdiçar um golo. Em campo desde os 77', tendo substituído Nuno Santos, o brasileiro isolou-se tendo apenas pela frente o guarda-redes Amir, que foi incapaz de desfeitear. Um golo cantado, daqueles que não se devem falhar. Seria o terceiro - e teria feito inteira justiça à exibição da nossa equipa num estádio onde voltámos a ser felizes.

Pódio: P. Gonçalves, Tiago Tomás, Plata

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rio Ave pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 16

Tiago Tomás: 15

Plata: 14

Adán: 14

Coates: 14

Nuno Santos: 14

Palhinha: 14

Porro: 14

Jovane: 12

Eduardo Quaresma: 12

João Mário: 12

Tabata: 11

Borja: 10

 

O Jogo e o Record elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo. A Bola optou por Tiago Tomás.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei
 

 

De termos cedido dois pontos em casa. Deixámo-nos empatar frente ao Rio Ave, segunda equipa com pior ataque do campeonato. Dois pontos perdidos, com um sabor muito amargo. Ainda por cima tivemos o jogo na mão: ao intervalo vencíamos por 1-0. Inexplicavelmente, entrámos muito mal no recomeço, cedendo terreno ao adversário, que se foi aproximando da nossa baliza e marcou aos 61'. Na meia hora final fomos incapazes de mostrar eficácia para operar a reviravolta.

 

De Rúben Amorim. No primeiro desafio desde que assumiu enfim o estatuto formal de técnico principal, por estar inscrito no curso de nível 4 da Federação Portuguesa de Futebol, o treinador montou um onze titular com manifestas lacunas. É verdade que não podia contar com Neto e Nuno Mendes, infectados com Covid-19, nem com Feddal, afastado por acumulação de cartões. Optou por Borja e Eduardo Quaresma para formarem o trio de centrais com Coates, quando tinha Gonçalo Inácio como alternativa viável ao colombiano, e podia ter apostado em Porro como central mais próximo da ala direita, fazendo entrar Matheus Nunes para médio-ala. Mais controversa ainda foi a sua aposta em Plata para fazer o corredor esquerdo, habitualmente entregue a Nuno Mendes: o jovem equatoriano falha clamorosamente nas missões defensivas e andou perdido na missão táctica que lhe cabia. Teria sido preferível pôr Nuno Santos nesse flanco, em posição mais recuada, com Jovane lá na frente frente, como interior esquerdo.

 

Das substituições. Tal como já sucedera contra o Marítimo, no desafio que nos pôs fora da Taça de Portugal, Amorim demorou a reagir - e só mexeu na equipa quando já precisava de correr atrás do prejuízo, após o golo do empate vilacondense. Começou por fazer entrar Tabata, fazendo sair Quaresma, sem produzir efeitos práticos. E só aos 78' trocou enfim Plata por Jovane, quando a equipa já estava partida e acusava forte quebra psicológica. Reacção tardia, difícil de entender. Tanto mais que tinha sido Jovane a confirmar a nossa vitória anterior, no épico jogo da Choupana, com um golo marcado três minutos depois de entrar.

 

Da falta de poder de fogo do Sporting. O nosso primeiro remate enquadrado ocorreu só aos 38', num pontapé de Palhinha que foi morrer às mãos do guarda-redes. Nuno Santos e Tabata, entre outros, abusaram dos pontapés disparatados, para bem longe da baliza. E só Tiago Tomás esteve perto de ampliar a nossa magra vantagem - aos 44', 78' e 85'. 

 

Do abuso de passes para o lado e para trás. Jogadores como Borja e Eduardo Quaresma, por exemplo, pareceram incapazes de fazer progredir o jogo leonino para linhas mais avançadas. A fluidez da nossa construção ofensiva começava a morrer nos pés deles. Prestação insuficiente de ambos: o colombiano continua sem dar a mínima prova de ser reforço digno desse nome - e já teve um ano para o demonstrar - e o jovem Eduardo teve uma estreia pouco auspiciosa na Liga 2020/2021. Melhores dias virão.

 

De ver Pedro Marques tão desaproveitado. O jovem avançado formado na nossa Academia desta vez até se sentou no banco. Mas voltou a não ter oportunidade de dar o seu contributo à equipa. E neste jogo bem precisaríamos dele, dada a inoperância ofensiva global do onze leonino. Não é fácil perceber porque continua sem calçar. Alguma espécie de punição por ter marcado dois golos ao Sacavenense?

 

Do bom desempenho de jogadores ex-Sporting. Carlos Mané, Francisco Geraldes e Gelson Dala foram protagonistas do golo do Rio Ave que nos roubou dois pontos esta noite em Alvalade. Parece ser sina nossa: dispensar profissionais que brilham quando voltam a enfrentar-nos, já ao serviço de outros emblemas.

 

Do árbitro Helder Malheiro. Este cavalheiro entrou em campo disposto a estragar o espectáculo e a inclinar o campo. Aos 7' exibiu um amarelo a Plata num lance em que não houve qualquer falta do nosso jogador: o internacional equatoriano fez um corte limpo, tendo sido brindado de forma inaceitável com aquele cartão, passando a jogar condicionado. Aos 24', num lance casual, também João Mário - um dos jogadores mais correctos do nosso campeonato - viu o amarelo, exibido por este apitador medíocre. Com árbitros destes, nunca o futebol português poderá evoluir para novos patamares de qualidade.

 

 

Gostei 

 

Do golo de Pedro Gonçalves. Bom lance de futebol colectivo, iniciado com um magnífico passe lateral de Porro que atravessou toda a largura do terreno e prosseguido por Plata, com um centro ao primeiro toque. A bola sofreu um ligeiro desvio por embater num defensor do Rio Ave e o nosso n.º 28, com reflexos muito rápidos, evoluiu na área e meteu-a lá dentro, estavam decorridos 42 minutos. Confirmando assim o seu estatuto como goleador máximo da Liga: 12 golos (e duas assistências) em 13 jogos. Motivo suficiente para designá-lo o melhor do Sporting em campo. 

 

De Palhinha. Muito combativo, uma vez mais. Compensa a inferioridade numérica da equipa no meio-campo com uma admirável entrega ao jogo, nunca desistindo de disputar a bola. Grandes recuperações aos 17' e aos 28'. O nosso primeiro remate enquadrado sai dos pés dele. E é também ele quem começa a construir dois lances de muito perigo, aos 44' e aos 45'+1, a que só faltou o golo.

 

De ver Coates, Palhinha e Nuno Santos poupados ao amarelo. Os três andam há várias jornadas tapados com cartões, mas ainda não foi desta que ficaram impedidos de alinhar no desafio seguinte. 

 

De mantermos a liderança intocável. Somamos agora 36 pontos, em 42 possíveis. Há 17 jogos que não perdemos em casa para a Liga. Estamos há oito jornadas consecutivas no primeiro posto. E conservamos a vantagem pontual face aos segundos classificados, FC Porto e Benfica, que esta noite empataram 1-1 no Dragão, permanecendo ambos a quatro pontos do Sporting.

 

De continuarmos invictos. Somos a única equipa da Liga que prossegue sem derrotas. E marcámos golos em todos os jogos já disputados para o campeonato nacional 2020/2021. São motivos mais que suficientes para incutir moral aos nossos jogadores. esperemos que esta quebra de forma seja apenas momentânea. Queremos que regressem rapidamente às boas exibições. E às vitórias, acima de tudo.

Pódio: P. Gonçalves, Palhinha, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Nacional-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Palhinha: 19

Nuno Santos: 18

Coates: 16

Feddal: 16

Neto: 16

Nuno Mendes: 16

Jovane: 15

Tiago Tomás: 15

João Mário: 15

Adán: 15

Sporar: 14

Porro: 14

Matheus Nunes: 12

 

A Bola e o Record elegeram  Palhinha  como melhor jogador em campo. O Jogo optou por  Pedro Gonçalves.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da grande vitória do Sporting na Choupana. Num terreno absolutamente impróprio para a prática desportiva, muito menos para uma competição de futebol profissional, o onze leonino dominou do primeiro ao último minuto, vulgarizando o Nacional, que não produziu qualquer lance de perigo para a nossa baliza. Vencemos por 2-0, com um golo em cada parte, e podíamos ter marcado pelo menos mais dois. Mas melhor do que o resultado foi a exibição, num autêntico futebol de lama, sob um dilúvio implacável que se abateu sobre o Funchal: triunfo da vontade, da atitude competitiva, do espírito colectivo, da garra leonina. Quem vence um jogo destes arrisca-se mesmo a ganhar o campeonato.

 

Da inegável superioridade da nossa equipa. Grande parte do jogo foi disputado só em metade do terreno, designadamente na segunda parte, quando o vento soprou com força a nosso favor. O Nacional quase não conseguiu sair do seu meio-campo. Uma diferença que pode medir-se, por exemplo, no número de cantos: dez a nosso favor e apenas um para os madeirenses.

 

Da adaptação da equipa ao lamaçal. Rúben Amorim percebeu de imediato que, dado o péssimo estado do terreno e a chuva que caía sem cessar, não podia impor aos jogadores o habitual futebol controlado, com a bola a sair em passes curtos desde a baliza. Até porque muitas vezes ela não rolava, ficando presa em diversas partes daquele relvado absolutamente impróprio para consumo. Restava o pontapé para a frente, à moda antiga, imitando o fio de jogo dos campeonatos distritais. Os nossos jogadores rapidamente se adaptaram às circunstâncias, nunca virando a cara à luta, apesar do risco acrescido de lesões. A verdade é que ganhámos quase sempre os lances divididos e foi irrepreensível a nossa reacção a ocasionais perdas de bola.

 

De Pedro Gonçalves. Para mim, o melhor em campo. Veio buscar a bola atrás, actuando como terceiro médio na faixa central. Desta vez sem rendilhados nem virtuosismo técnico, pois o campo não permitia, mas sempre com fulgor ofensivo. É dele a primorosa assistência para o primeiro golo, marcado por Nuno Santos aos 43', indo recuperar quase junto à linha final, do lado direito, a bola centrada por Nuno Mendes e colocando-a nos pés do colega, que só teve de empurrar à boca da baliza. Aos 34' e aos 64', com remates rasteiros, pôs à prova os reflexos do guardião Daniel Guimarães. E aos 83' fez embater a bola no poste - seria um golo bem merecido.

 

De Palhinha. Absolutamente indispensável no onze titular leonino - e jogos como este ainda o tornam mais imprescindível. Muito eficaz nas acções de cobertura, funcionou como dique para travar a manobra ofensiva do Nacional. E foi mantendo acesa a vontade de marcar, quase o conseguindo: aos 36', cabeceou ligeiramente ao lado, na sequência de um canto; aos 78', num disparo de meia distância, fez a bola roçar o poste.

 

De Nuno Santos. Poço de energia, pulmão inesgotável, vontade indómita. Funcionou como acelerador permanente do jogo leonino, procurando eficácia máxima. Esforço recompensado com o nosso golo inaugural. É já o seu quinto de Leão ao peito. E promete muitos mais.

 

Do regresso de Jovane. Já tínhamos saudades dele, após mês e meio de afastamento - primeiro por lesão, depois por opção técnica. Entrou aos 87', substituindo Nuno Santos, e três minutos bastaram para marcar o golo da tranquilidade, fixando o resultado. Não podia ter sido mais feliz.

 

Do nosso bloco defensivo. Voltou a funcionar com simetria perfeita e uma irrepreensível organização, sem tremer perante as péssimas condições atmosféricas nem temer a lama que crescia no lugar da relva. Não é por acaso que o Sporting apresenta a melhor defesa da Liga 2020/2021: apenas oito golos sofridos em 13 jogos já disputados. Continuamos a ser a única equipa invicta no campeonato. 

 

De Rúben Amorim. Uma vez mais, o treinador soube ler muito bem o jogo e fazer as alterações que se impunham, sobretudo para refrescar a equipa - mas sem esgotar as substituições. Aos 66', trocou Sporar por Tiago Tomás. Aos 76', fez entrar Matheus Nunes por troca com João Mário. Aos 87, deu ordem para Jovane substituir Nuno Santos. Dois dos jogadores que saltaram do banco - Tiago Tomás a assistir, Jovane a marcar - foram cruciais para ampliar o resultado e consolidar a vitória. Haverá "estrelinha" do técnico, decerto. Mas há sobretudo muita competência - desde logo nas instruções iniciais que deu à equipa para posicionar-se em campo, adaptando-a aos obstáculos concretos deste desafio.

 

De ver seis portugueses no onze titular. Neto, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Nuno Santos. Com a entrada de Tiago Tomás e Jovane, esta noite alinharam oito. Que diferença em relação aos nossos principais rivais, que entram em campo quase só com estrangeiros.

 

Que só um dos nossos tivesse visto o amarelo. Feddal, somando cinco cartões, fica fora do próximo jogo. Mas poderemos contar com Coates, Neto, Nuno Santos e Palhinha, que passaram incólumes.

 

De vermos a liderança reforçada. Somamos já 35 pontos, em 39 possíveis. Cumprimos a sexta vitória consecutiva, há 16 jogos que não perdemos em casa para a Liga. Vencemos 11 dos últimos 12 jogos do campeonato. Estamos há sete jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todas as partidas já cumpridas desde o início da temporada. 

 

 

Não gostei
 

 

Das condições do terreno. Reza o lugar-comum que o futebol é desporto de Inverno. Mas hoje abusou-se da invernia - ainda por cima no Funchal, que costuma ser terra de clima ameno: chuva torrencial, vento fortíssimo, granizo, trovoada, muito frio. Mas pior foi o estado miserável do tapete que em vez de ser verde, como mandam os regulamentos, era afinal castanho. Indigno de futebol da primeira divisão. Noutros países, onde as condições atmosféricas são muito mais inclementes, não se encontra nada disto. Uma vergonha. E um perigo, até por potenciar lesões de alto risco.

 

Do adiamento do jogo. Este Nacional-Sporting devia ter-se disputado ontem. Mas as rajadas de vento quase ciclónico que ontem se registavam na Choupana, a 632 metros de altitude, tornaram impossível a utilização do estádio, que só hoje pôde ser utilizado. Passámos assim do péssimo para o simplesmente mau. E a nossa equipa fica com menos 24 horas para preparar o próximo desafio, que irá desenrolar-se também no Funchal: o Marítimo-Sporting, dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, a realizar nesta segunda-feira.

Mais que marcar golos

p.vs.p.jpg

Recebi um e-mail da NOS em 2020.12.31 com esta imagem.

Paulinho pode não ser muito dotado como futebolista mas como adivinho, upa, upa.

Reparem no diálogo.

Diz Pedro Gonçalves: "vamos marcar dois"; responde Paulinho: "mas tu só marcas um".

Leitura complementar, uma reportagem do Mais Futebol, Pedro Gonçalves? Bah! Nunca chegará a profissional de futebol, pelo menos um tal Salvador, de Braga, dispensou-o aos 17 anos.

And the winners are... Porro e Pedro Gonçalves

Concluídas as primeiras onze jornadas da Liga, com base nas apreciações dos três jornais desportivos diários que o Pedro Correia aqui nos traz e, se não me enganei a transcrever alguma pontuação, podemos então avaliar o desempenho dos jogadores deste plantel.

1. Pontuação Total:

Porro 175
Pedro Gonçalves 166
Nuno Santos 162
Adan 158
Coates 156
Tiago Tomás 151
Nuno Mendes 147
Neto 147
Feddal 140
10  Palhinha 137
11  Sporar 127
12  Matheus Nunes 126
13  João Mário 110
14  Jovane 85
15  Tabata 56
16  Daniel Bragança 54
17  Antunes 49
18  Vietto 44
19  Plata 39
20  Wendel 29
21  Inácio 23
22  Borja 5

 

2. Desempenho Médio:

Pedro Gonçalves 16,6
Porro 15,9
Palhinha 15,2
Nuno Santos 14,7
Nuno Mendes 14,7
Vietto 14,7
Wendel 14,5
Adan 14,4
Coates 14,2
10  Feddal 14,0
11  Tabata 14,0
12  João Mário 13,8
13  Tiago Tomás 13,7
14  Daniel Bragança 13,5
15  Neto 13,4
16  Sporar 12,7
17  Matheus Nunes 12,6
18  Jovane 12,1
19  Inácio 11,5
20  Antunes 9,8
21  Plata 9,8
22  Borja 5,0

 

3. Melhores em campo :

Pedro Gonçalves 18
Porro, Coates e Wendel 19
Nuno Mendes 19
Pedro Gonçalves e Nuno Santos 18
Pedro Gonçalves 20
Pedro Gonçalves e Sporar 20
Pedro Gonçalves 21
Pedro Gonçalves 19
Porro 19
10  Tabata 16
11  Adan 18

 

As contratações de Verão continuam a dominar estas classificações: Porro, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Adán estão no topo, Feddal está bem colocado, Tabata está em movimento ascendente, o único que destoa é Antunes.

Quanto aos jovens de Alcochete, Nuno Mendes e Tiago Tomás continuam em plano de destaque.

Coates, Palhinha e João Mário seguem num bom registo.

Sporar, Jovane e Neto continuam sem corresponder ao esperado.

Fica aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

SL

2020 em balanço (1)

pedro-goncalves-pote-sporting-1.jpg

 

JOGADOR DO ANO: PEDRO GONÇALVES

Quando Bruno Fernandes saiu rumo ao Manchester United, em Janeiro de 2020, instalou-se um vazio no plantel verde-e-branco. E compreende-se porquê: era não apenas o melhor jogador do Sporting, mas o melhor do futebol português. Não faltou quem dissesse, com aparente razão, que essa lacuna seria muito difícil de preencher. 

Felizmente a realidade encarregou-se de contrariar os piores vaticínios, sempre férteis no universo leonino. Devido à contratação de Pedro Gonçalves, médio-centro natural de Chaves que se destacara em 2019/2020 ao serviço do Famalicão - equipa que nos derrotou duas vezes nessa temporada. Não por acaso, o jovem transmontano foi considerado o melhor jogador sub-21 desse campeonato.

Pedro Gonçalves - a quem o jornal Record insiste em chamar sempre "Pote", tratando-o por uma alcunha de infância, como se o jogador não merecesse nome próprio - não tardou a distinguir-se de Leão ao peito. Fundamental no nosso jogo ofensivo, actuando entre linhas com grande mobilidade e uma destreza técnica muito acima da média, o jovem flaviense cedo se tornou ídolo da massa adepta. 

Os números confirmam: marcou dez golos em dez jogos do campeonato, além de fazer uma assistência, liderando a lista de artilheiros da Liga 2020/2021. Ninguém como ele tem sido tão decisivo para que o Sporting comande há cinco jornadas consecutivas, desde a ronda n.º 7, a prova máxima do futebol português.

Com apenas 22 anos, Pedro já foi chamado à selecção sub-21, tendo apontado dois golos frente a Gibraltar. É notória, aliás, a sua capacidade de bisar quando tem as redes por alvo: marcou dois golos também nas partidas do campeonato contra Moreirense, V. Guimarães, Tondela e Santa Clara. Na memória de todos está o magnífico golo com a sua assinatura, já em Dezembro, no desafio contra o Famalicão, fuzilando a baliza minhota num remate colocadíssimo após tirar três adversários do caminho. Numa partida em que foi injustamente expulso pelo árbitro Luís Godinho.

É fácil vaticinar um percurso brilhante a este médio criativo com faro de golo e que não pede licença para rematar à baliza. Não fará esquecer Bruno Fernandes. Mas é, desde já, um seu digno sucessor neste Sporting que volta a sonhar com o título de campeão.

 

Jogador do ano em 2013: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

«Não deixaram o Sporting ganhar o jogo»

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António Oliveira - glória do futebol português - deixou ontem tudo bem claro, em palavras lapidares, no Trio d' Ataque da RTP 3: «Não deixaram o Sporting ganhar o jogo.»

Referia-se à miserável actuação do árbitro Luís Godinho no Famalicão-Sporting da véspera. O inenarrável apitador que já conseguiu expulsar Rúben Amorim em dois jogos: o Sporting-FC Porto, da terceira jornada, e agora este, relativo à nona jornada. 

 

A primeira pergunta deve ser feita ao presidente da Liga, Pedro Proença (ele próprio antigo árbitro), e ao presidente do Conselho de Arbitragem, José Fontelas Gomes. Como é que o mesmo homem de apito é nomeado duas vezes para dirigir jogos do Sporting com escassas sete semanas de intervalo sabendo-se da enorme celeuma que suscitara no clássico de Alvalade?

Seguem-se outras, que a SAD leonina tem o dever de apresentar em sede própria, junto dos órgãos jurisdicionais, e na praça pública. Como é que aquele que todos consideram o melhor jogador do campeonato português, Pedro Gonçalves, acaba expulso aos 80', por acumulação de amarelos, numa partida em que só cometeu duas faltas? Alega Godinho que terá simulado penálti num caso e terá pontapeado a bola em protesto noutro caso: acontece que jogadores do Famalicão, ao longo do mesmo jogo, fizeram uma coisa e outra ficando impunes.

Basta isto para qualificar de vergonhosa a actuação do expulsador. E já nem menciono o penálti sobre João Mário que Godinho fez de conta que não viu. Nem da suposta falta sobre o guarda-redes cometida por Coates num lance em que é indiscutível ter sido ele a saltar primeiro. E regresso aqui às palavras de Oliveira: «Não me pareceu que houvesse qualquer falta no golo do Coates. Primeiro, porque é fora da pequena área. E, antes do guarda-redes, já ele lá estava à procura da bola.»

 

O mais revoltante, no entanto, é verificar que Rúben Amorim já contabiliza duas expulsões. De nada lhe vale ser enaltecido por todos os comentadores como um dos treinadores com mais fair play e menos incendiários do futebol português. Basta comparar: como jogador, ao serviço de Belenenses, Braga e Benfica, efectuou 337 jogos sem nunca ter sido expulso; como treinador, antes de vir para Alvalade, cumpriu 13 jogos no Braga, sem qualquer expulsão.

No Sporting, onde está apenas há nove meses, já vai no segundo cartão vermelho em 21 jogos  - ambos exibidos pelo mesmo apitador. Isto diz tudo sobre os critérios da arbitragem portuguesa. Critérios de nomeação, desde logo. E critérios de  justiça desportiva, depois.

Passsam os anos, mudam as décadas, é a miséria de sempre. Parafraseando o sábio António Oliveira: eles não deixam o Sporting ganhar jogos. Nem campeonatos.

Pódio: P. Gonçalves, Palhinha, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Moreirense pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 19

Palhinha: 18

Nuno Santos: 17

Nuno Mendes: 14

Porro: 14

Coates: 14

João Mário: 13

Adán: 13

Sporar: 12

Neto: 12

Matheus Nunes: 11

Tiago Tomás: 11

Jovane: 11

Feddal: 11

Antunes: 5

 

O Jogo e A Bola elegeram  Pedro Gonçalves como melhor em campo. O Record optou por  Nuno Santos.

Cada vez mais difícil

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(Foto de Bola na Rede, https://bolanarede.pt/nacional/sporting/sporting-cp-2-1-moreirense-fc-um-leao-com-garras-menos-afiadas-mas-que-acabou-por-vencer/)

 

Está realmente cada vez mais difícil manter a sequência de vitórias. A forma de jogar do Sporting é por demais conhecida, os pontos fortes e fracos também, e as equipas adversárias aparecem motivadas para fazer o que outros não fizeram. Sendo assim, o Sporting precisa de todo o onze a render e a inspiração dum ou outro a fazer a diferença. Um dia destes isso não vai acontecer e o Sporting vai perder. Não pode é acontecer no próximo jogo. Esse é mesmo para ganhar.

Ontem, e para quem acusava Rúben Amorim de ser um treinador defensivo, o que vimos foi um Sporting em turbilhão ofensivo desde o apito inicial, com a defesa bem subida e os três avançados em linha com os defesas adversários, com sucessivas bolas nas costas da defesa adversária e incursões do João Mário e dos dois alas que criavam situações locais de superiodidade numérica. Mas tudo tem um preço: um passe perfeito para as costas da linha defensiva, uma incursão rapidissima, um corte na queima, um auto-golo, o objectivo de marcar primeiro falhado e a necessidade de correr atrás do prejuízo.

Ao contrário do que poderia ter acontecido, a equipa continuou como se nada fosse, confiante no seu processo de jogo. As oportunidades foram-se sucedendo e Sporar ia falhando. Foi preciso Pedro Gonçalves fazer de ponta de lança, aproveitando uma defesa incompleta do guarda-redes adversário, para chegarmos ao intervalo empatados.

Foi uma bela primeira parte de futebol bem jogado, em que o Sporting passou ao lado duma vantagem folgada.

 

A segunda já foi completamente diferente. O ritmo da primeira deixou marcas, o Moreirense encolheu o campo confinando-se à sua metade, imperou a batalha de meio-campo onde Palhinha foi o imperador, a velocidade baixou, os passes errados sucederam-se, foi preciso mais uma vez Pote resolver o assunto: um chapéu soberbo que bateu na linha de golo, um remate traiçoeiro que passou mesmo a dita linha. Tempo para Amorim pôr trancas na porta e, depois dum desastrado Jovane, fazer entrar Tiago Tomás, Matheus Nunes e Antunes para matar o jogo.

Melhor em campo, com um bis e o tal chapéu terá mesmo de ser Pedro Gonçalves. Mas Palhinha esteve imperial nos 90 minutos: um trinco subido que desempenha um papel essencial neste modelo de Amorim. A continuar assim, Danilo e William têm o lugar em perigo no onze da selecção. 

Quem esteve mal mesmo foi Sporar e a ala esquerda, Feddal e Nuno Mendes, estes com a desculpa de virem de lesões que desconcentram e quebram o ritmo. Sporar cada vez mais parece um segundo avançado para concorrer com Jovane e Tiago Tomás: recua, bascula, tabela, assiste, mas lá no sítio não está quando a bola chega. Ou está mas a bola não chega. Ou chega à bola mas falha. 

O que seria desta equipa com Mathieu e Bas Dost quando chegaram ao Sporting? Fica à imaginação de cada um.

SL

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