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És a nossa Fé!

Binde pá feeesta! - I

 

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P.G. Foi daqui que pediram mais um troféu?

EaNF: Arrisco dizer que, nós por cá, estamos muito receptivos a troféus, títulos, vitórias em geral, Pedro. Sinta-se à vontade!
De caminho, já sabe, acuda Paulinho que parece mais receptivo a... água. Normal, para quem está... no gelo. E, já agora, peça a alguém para ver do DJ.

 

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PG: DJ? É para já!

 

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G.I.: Chamaram?

Todos nós queremos à felicidade, à felicidade,

todos nós queremos... à felicidade

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Pódio: P. Gonçalves, M. Nunes, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 16

Matheus Nunes: 15

Palhinha: 14

Adán: 14

Ugarte: 13

Tabata: 13

Feddal: 13

Esgaio: 13

Matheus Reis: 12

Paulinho: 12

Sarabia: 11

Jovane: 10

Coates: 9

Gonçalo Inácio: 9

 

O Jogo e o Record elegeram Pedro Gonçalves como melhor em campo. A Bola optou por Matheus Nunes.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Desta estreia em 2022 no nosso estádio com uma derrota. Saímos vencidos (1-2) frente ao Braga após uma segunda parte calamitosa e um tempo extra (quase 10') em que andámos de mal a pior. Perante a mais fraca equipa braguista dos últimos anos, classificada antes deste jogo 15 pontos abaixo da nossa, com o treinador Carlos Carvalhal ausente por castigo e desfalcada de vários jogadores (David Carmo, Paulo Oliveira, Iuri Medeiros). Fomos derrotados em campo e levámos um banho táctico, sobretudo após o intervalo, em que o onze leonino surgiu irreconhecível: desligado, desconcentrado e displicente.

 

De mais dois golos consentidos. Onde foi parar a muralha defensiva leonina, ainda há pouco tão elogiada pela sua segurança e consistência? Sete golos sofridos nos últimos quatro desafios do campeonato (dois contra o Portimonenses, três contra o Santa Clara, agora outros dois). Mais do que nas 15 partidas anteriores.

 

De Coates. Segundo jogo consecutivo com o nosso capitão em má forma. Na ronda anterior, perante o Vizela, viu-se forçado a fazer uma falta desnecessária logo aos 3' que lhe valeu o amarelo. Agora ia enterrando a equipa com uma entrega de bola em zona proibida aos 47' que só não deu golo por falha clamorosa do Braga. Nos 20 minutos finais, já em desespero, o treinador mandou-o avançar como ponta-de-lança improvisado, mas desta vez o pronto-socorro estacionou na berma: a eficácia não estava lá. Tapado com cartões, falha a próxima partida do campeonato.

 

De Gonçalo Inácio. A pior partida de Leão ao peito: exibição calamitosa do central que actua há demasiado tempo de pés trocados. Começou mal, oferecendo a bola ao adversário aos 3' e aos 9'. Errou passes, foi incapaz de construir com qualidade. Insistiu nos disparates aos 77' e aos 87', dando brindes ao Braga. Anda a precisar de uma pausa urgente no banco leonino. Mas onde está o suplente se ele próprio já funciona como uma adaptação?

 

Do golo aos 52'. De grande penalidade, muito duvidosa, assinalada pelo VAR João Pinheiro por alegado toque de Matheus Reis no pé de apoio de Galeno e após consulta às imagens pelo árbitro Hugo Miguel. O mesmo que aos 24' tinha "visto" uma alegada deslocação de Pedro Gonçalves no lance do legalíssimo golo leonino, felizmente revertida por intervenção do vídeo-árbitro. O penálti, justo ou injusto, foi convertido repondo o empate para o Braga. Depois tivemos mais de 40 minutos para virar o resultado, mas não fomos competentes para atingir tal fim. E ainda sofremos o segundo, aos 90'+7, marcado por Gorby, um miúdo em estreia absoluta pelos minhotos.

 

De Paulinho. Outro jogo sem marcar: já nem é notícia. Quando precisávamos dele dentro da área, para a meter lá dentro, andava colado à linha, na zona do meio-campo, como se fosse um ala, transmitindo a ideia de algum desnorte posicional. Aos 13', Palhinha ofereceu-lhe o golo: com um remate inútil, ele foi incapaz de fugir à marcação. Matheus Reis ofereceu-lhe outro, aos 60': o melhor que fez foi cabecear para que a bola rasasse o poste. No minuto seguinte Pedro Gonçalves serviu-o de bandeja com um cruzamento a partir da direita: ele ficou em posição de estátua, imóvel, permitindo que o defesa anulasse o lance. Aos 90'+7, novamente com a baliza à sua mercê, atirou para o lado. Volta a ser um avançado sem golo quando o primeiro que tem obrigação de marcar é ele.

 

Das substituições. Enquanto o treinador-adjunto do Braga, seguindo as  instruções do ausente Carvalhal, melhorava a equipa a cada troca de jogadores, no Sporting ia sucedendo ao contrário. Amorim não esgotou as substituições: deixou Daniel Bragança no banco mantendo um esgotado Matheus Nunes em campo, mandou sair Sarabia, trocando-o por Jovane, que não tocava na bola desde meados de Novembro. Tabata substituiu Feddal actuando como lateral com todo o corredor esquerdo a seu cargo mas minutos depois passou a ser ala-direito. Matheus Reis deslocou-se de lateral para central. Coates avançou para ponta-de-lança (estando Tiago Tomás no banco) e Ugarte, que rendeu Palhinha, passou a funcionar como central. Um caos em termos de organização que só conseguiu partir ainda mais o nosso jogo. Terminámos a partida com uma inútil linha avançada composta por cinco elementos, um meio-campo quase inexistente e... a sofrer o segundo golo. 

 

Do fim do toque de Midas. A "estrelinha" migrou para parte incerta: acabou-se a invencibilidade de Rúben Amorim nas partidas disputadas em casa. Foi bom enquanto durou: quase dois anos. Trinta e cinco jogos sem perder.

 

De vermos o título ainda mais longe. Já não dependíamos só de nós antes do apito inicial deste Sporting-Braga. Após esta segunda derrota em três desafios seguidos do campeonato, preparamo-nos para ver o FC Porto ainda mais longe: seis pontos de distância, se os portistas hoje ultrapassarem o Famalicão em casa. Teremos de vencer no Dragão, mas nem isso basta: há que aguardar por um tropeção dos azuis-e-brancos, que estão em muito melhor forma do que na época passada. E temos agora o fraco Benfica apenas a três pontos. 

 

Das ausências de Porro e Nuno Santos. O primeiro por lesão que tem vindo a prolongar-se, o segundo por castigo. Não há jogadores insubstituíveis, mas o Sporting tem melhor dinâmica colectiva com estes dois futebolistas em campo, dominando cada qual as suas alas, à direita e à esquerda. 

 

 

Gostei

 

Do resultado ao intervalo (1-0). Era até lisonjeiro para o Braga. Matheus Nunes comandou o meio-campo, transportando a bola com qualidade e assinando um passe magistral para o regresso de Pedro Gonçalves aos golos em Alvalade - não marcava desde a recepção ao Borussia Dortmund, em Novembro. Este golo relativamente madrugador, aos 24', abria boas perspectivas para um triunfo confortável. Que acabou por não acontecer.

 

De Pedro Gonçalves. Segundo jogo consecutivo a marcar, procurando compensar as insuficiências do nosso avançado-centro. Impecável gesto técnico na recepção da bola e um espectacular túnel ao guarda-redes Matheus, metendo-a lá dentro. Foi sempre o mais inconformado do onze leonino, mantendo acesa a chama até ao fim. Grandes cruzamentos aos 61' e 73'. Aos 90'+2, fez pontaria à baliza mas permitiu a defesa do guardião braguista. Dos nossos, foi o melhor. 

 

Da primeira parte de Matheus Nunes. Arrancou calorosos aplausos dos 26 mil adeptos que enfrentaram o frio no estádio com a sua dinâmica neste regresso ao onze titular. Queimando linhas, saindo com qualidade, desequilibrando, assistindo para o golo. Anulado na segunda parte: o Braga, com Al Musrati mandatado para esse efeito, cortou-lhe espaço. E o cansaço começou a pesar-lhe nas pernas, roubando-lhe discernimento.

 

De ver o Sporting marcar há 32 jornadas seguidas. Desta vez, infelizmente, serviu-nos de pouco. Ou nada.

2021 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: PEDRO GONÇALVES

Pelo segundo ano consecutivo, figura aqui como elemento mais destacado. Agora por motivos reforçados. Porque 2021 foi memorável, inesquecível. Um ano em que o Sporting não registou qualquer derrota em casa nas competições internas. O ano da reconquista do título máximo do futebol português que nos fugia desde 2002.

Pedro Gonçalves, um dos obreiros dessa campanha vitoriosa que devolveu o emblema leonino ao posto máximo do nosso desporto-rei. Elemento crucial da imparável dinâmica que além do campeonato nos rendeu também a conquista da Taça da Liga, logo a 23 de Janeiro, e da Supertaça, a 31 de Julho.

Campeões de Inverno, campeões de Verão, equipa-sensação em todas as estações. Muito graças a ele, Pedro António Pereira Gonçalves, transmontano de Chaves, 23 anos de idade. Médio ofensivo com irresistível atracção pelas balizas adversárias. Sem este seu talento, o percurso vitorioso do Sporting não teria a mesma eficácia nem o mesmo brilho.

Os números confirmam: 34 golos marcados nestas duas épocas por Pedro Gonçalves - que o jornal Record, estupidamente, insiste em nunca mencionar pelo nome de baptismo, designando-o sempre por uma velha alcunha do tempo de escola. Apetece perguntar aos membros da direcção deste jornal se preferem ser tratados por alcunhas em vez dos nomes profissionais que lhes são reconhecidos.

No futebol, desporto colectivo, há lugar garantido ao mérito individual. Daí Pedro ser hoje um dos maiores ídolos da massa adepta verde-e-branca. Sem favor algum: basta lembrar que na temporada 2020/2021 sagrou-se rei dos marcadores do campeonato, com 23 golos. Há um quarto de século - desde Domingos Paciência, em 1996 - que um jogador português não figurava no topo da lista dos goleadores da nossa Liga. E foi a primeira vez que a Bola de Prata coube a um médio de raiz. 

Como se isto não bastasse, o jovem oriundo do Famalicão que assinou contrato com o Sporting em Agosto de 2020 já leva onze golos apontados na temporada em curso - 21 em todas as competições disputadas ao longo deste ano civil. É imperioso que Fernando Santos o convoque para a selecção nacional. Não para aquecer o banco ou ver os desafios da bancada, mas para jogar. A equipa das quinas precisa dele no local certo: o relvado. 

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

Jogador do ano em 2020: Pedro Gonçalves

Arte em movimento

No segundo golo do jogo contra o Varzim para a taça Sarabia vai à linha de fundo muito perto da baliza e centra para dentro in extremis quando a jogada parecia perdida. Paulinho recebe a bola rodeado de defesas, dá-lhe uma biqueirada sem jeito e ela é rechaçada pelo guarda-redes que se fizera "à mancha" como se dizia dantes. É aqui que a coisa se torna interessante. É que entretanto Pote, depois de correr na direcção da baliza acompanhando o movimento de Paulinho, dá uns passos atrás, afastando-se do fulcro da acção. O resultado é que a bola sobra para ele apanhando-o isolado e na posição absolutamente certa para a meter lá dentro.

No primeiro golo contra o SLB Pote desce quase até à linha de meio-campo enquanto Porro sobe junto à lateral. Rodeado de três jogadores Porro devolve a Pote pelo buraco da agulha deixando-o isolado e à vontade nuns bons 2 metros quadrados graças ao seu movimento contrário ao curso da jogada. Decide então rematar um longo arco que tele-guiado vai ter precisamente à ponta da bota esquerda de Sarabia. Ou então foi a ponta da bota de Sarabia que percebeu ao milímetro onde a bola iria ter. O resto é história escrita pelos pés de filigrana do super-crack espanhol. 

Quando a inteligência dos jogadores se junta ao instinto, quando estes dotes se articulam com os movimentos dos restantes parceiros e quando tudo isto é treinado exaustivamente conseguem-se desenhar estas obras-primas de futebol.

Quatro portugueses

Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, José Fonte e Pedro Gonçalves: quatro compatriotas que mereceram destaque da UEFA como homens do jogo nas partidas da Liga dos Campeões em que intervieram. Com a vantagem acrescida, para Pedro Gonçalves, de ter sido eleito também o melhor futebolista desta semana europeia.

Fazem-nos sentir ainda mais orgulhosos do futebol português.

Pódio: Pedro G., Coates, Matheus Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Borussia Dortmund pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 21

Coates: 20

Matheus Nunes: 18

Porro: 18

Adán: 17

Feddal: 17

Palhinha: 17

Gonçalo Inácio: 16

Nuno Santos: 15

Paulinho: 15

Matheus Reis: 14

Sarabia: 14

Esgaio: 13

Tiago Tomás: 12

Ugarte: 6

Nazinho: 5

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

O apuramento para o Catar-22

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E para que não se resmungue que esta questão sobre o jogador da semana na Liga dos Campeões é remoque advindo de "costela sportinguista" - a qual é sempre invocada quando alguém reclama Palhinha a titular, por exemplo, mas que não se impõe quando um tipo (eu) anda há anos a reclamar que Rúben (não o Amorim sim o Neves) tem que jogar na selecção - que tal ler como Guardiola (mais uma vez) louva Bernardo Silva, quando este joga tanto que é o "homem do jogo" na vitória frente ao PSG de Mbappé, Messi, Neymar? E perguntar porque é Bernardo um jogador fulgurante na sua equipa e não engrena na equipa de todos nós? Ou até perguntar porque não são os titulares indiscutíveis campeões nacionais chamados à selecção, quando tão bons desempenhos têm tido?

Isto é um naufrágio anunciado. Lamento, mas já não tenho qualquer crença em Fernando Santos. E não serei o único. Entre os adeptos e, acredito, entre muitos jogadores.

 

NOTA: colocara no postal um gráfico que mostrava os jogadores seleccionados para a equipa da semana da Liga dos Campeões, no qual constavam Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. Um comentador, a quem agradeço esclareceu-me que era errado, pois a selecção oficial é algo diferente - nela está Pedro Gonçalves mas não Inácio (e está Otamendi do Benfica, entre outras diferenças). Quero crer que esse meu erro, tendo seguido um "fake graphic" não torpedeia o que quero aqui recordar, o défice que as opções do actual seleccionador vêm provocando na nossa selecção.

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo. Antes de mais nada, da histórica vitória contra o Borussia Dortmund, actual segundo classificado do campeonato alemão: vencemos por 3-1, com golos nossos apontados por Pedro Gonçalves (30' e 39') e Porro (81'). E do apuramento directo para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões quando ainda falta disputar uma jornada - algo que não nos sucedia desde a temporada 2008/2009 - já com três triunfos e 12 golos marcados em cinco desafios. E da nossa décima vitória consecutiva, em várias competições. E de termos cumprido o 32.º jogo seguido sempre a marcar em casa. 

 

Gostei do desempenho de Pedro Gonçalves, que volta a bisar, algo que lhe sucede pela quarta vez nesta época: homem do jogo, foi ele o grande obreiro deste triunfo no plano individual, somando já quatro remates certeiros em três desafios da Liga dos Campeões. Gostei, uma vez mais, da exibição superlativa de Coates, autor do excepcional passe de 50 metros que funcionou como assistência para o primeiro golo, obra-prima da eficácia, construída com apenas dois toques na bola. Mas gostei sobretudo de ver a equipa consistente, compacta e muito bem organizada, sobretudo no plano defensivo. Sem esquecer o encaixe financeiro que este triunfo nos proporcionou: mais 12,4 milhões de euros entram de imediato nos cofres leoninos - 2,8 milhões pela vitória, 9,6 milhões pelo apuramento. Rúben Amorim está mais que pago: não restam dúvidas nem ao mais feroz militante antivarandista. 

 

Gostei pouco de ver a equipa desconcentrada, pela primeira vez, no longo tempo extra (sete minutos) concedido pelo árbitro quando vencíamos por 3-0 nos 90' regulamentares. E da aposta arriscada em excesso de Amorim, que estreou o ala esquerdo Flávio Nazinho aos 88'. É outro talento da formação lançado na equipa principal: merece aplauso. Mas talvez devesse ter ocorrido noutro palco. A verdade é que foi neste período que o Borussia marcou o golo de consolação, quando já estava reduzido a dez por justa expulsão de Emre Cam.

 

Não gostei da equipa alemã, que actuou sem ponta-de-lança e exibiu uma defesa precária e alas pouco acutilantes. A verdade é que o Borussia apresentou em Alvalade um onze muito desfalcado, com várias baixas: Haaland, Hummels, Thorgan Hazard e Raphael Guerreiro - em benefício da "estrelinha" deste Sporting treinado por Rúben Amorim. Mas alegados craques, como Reinier e Witsel, passaram ao lado do jogo.

 

Não gostei nada das "coreografias" com tochas e petardos que algumas claques insistem em exibir na topo sul do estádio, o que levará o Sporting - uma vez mais - a ser alvo de duras sanções pecuniárias da UEFA, que nestas coisas não perdoa. Nem do tapete verde, que continua a provocar perigosas escorregadelas mesmo após a intervenção de emergência ali ocorrida desde a recepção ao Varzim. Eram também escusados aqueles "olés" finais, muito mais apropriados para praças de toiros do que para estádios de futebol: acabaram por desconcentrar os jogadores num período crucial da partida e revelar uma arrogância mais própria de outros emblemas.

Pódio: Pedro Gonçalves, Porro, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Varzim pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 19

Porro: 16

Sarabia: 15

Gonçalo Esteves: 15

Nuno Santos: 15

Daniel Bragança: 15

João Virgínia: 15

Jovane: 14

Tabata: 14

Matheus Nunes: 14

Matheus Reis: 14

Esgaio: 13

Feddal: 13

Neto: 11

Paulinho: 11

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Quente & frio

Gostei muito de Pedro Gonçalves. Não foi titular, só entrou aos 58' (substituindo o lesionado Jovane), mas não tardou a desembrulhar o jogo. Por duas vezes. Na primeira, emendando da melhor maneira um cruzamento atrasado de Sarabia (após falhanço de Paulinho): parece fácil, mas só ele consegue. Foi aos 67': esperámos mais de uma hora para abrir o marcador. Após o inesperado empate do Varzim, foi ainda o nosso n.º 28 a solucionar, carimbando a vitória. De penálti, impecavelmente marcado aos 88', fixando o resultado em Alvalade: 2-1. Terceiro bis da temporada para o jovem transmontano. Melhor em campo. Foi ele de novo a fazer a diferença.

 

Gostei dos nossos alas, à esquerda e à direita. Nuno Santos incansável a percorrer o corredor esquerdo e a centrar quase sempre com precisão, Gonçalo Esteves (com apenas 17 anos) confirmando que é um jovem muito promissor: arrisca no confronto individual, não vira a cara à luta, é tecnicamente muito evoluído. Gostei da boa réplica do Varzim, sem esquecer que é penúltimo classificado da Segunda Liga. Gostei também que o Sporting transitasse para a quinta eliminatória da Taça de Portugal. Somamos já 36 jogos sem perder em Alvalade para as competições internas (desde o Sporting-Benfica de 17 de Janeiro de 2020), cumprimos 31 jogos seguidos sempre a marcar em casa e alcançámos o nono triunfo consecutivo. Aguarda-nos o decisivo confronto de quarta-feira contra o Borussia, com a possibilidade de ascendermos ao segundo lugar do nosso grupo da Liga dos Campeões. Só dependemos de nós.

 

Gostei pouco de ver quatro oportunidades flagrantes de golo ficarem por concretizar para o nosso lado. Três travadas pelo guarda-redes Isma, com exibição superlativa em Alvalade: só ele impediu Daniel Bragança (aos 29'), Matheus Nunes (aos 41') e Matheus Reis (56') de a meterem lá dentro - sem esquecer um tiro de Jovane à barra, na conversão de um livre directo (36'). Ficou também evidente que a rotação de jogadores ensaiada por Rúben Amorim para poupar parte dos titulares já a pensar no desafio de quarta-feira ficou aquém do pretendido. Seis que não costumam integrar o onze inicial alinharam desta vez de início: João Virgínia, Esgaio, Gonçalo Esteves, Daniel Bragança, Tabata e Jovane. Mas perante o empate a zero registado ao intervalo que ameaçava prolongar-se pelo segundo tempo o treinador mexeu na equipa. Entraram Pedro Gonçalves, Sarabia e Porro (estes dois aos 66') e logo o Sporting se revelou mais dinâmico. Sarabia assistiu para o golo um minuto depois de entrar, Pedro marcou e Porro ganhou o penálti que nos permitiu a vitória. Os três fizeram a diferença.

 

Não gostei de Paulinho. Exibição medíocre do nosso avançado-centro, que voltou a ficar em branco apesar de se ter mantido em campo até ao apito final. Pior: não fez sequer um remate à baliza. Mal posicionado, sem presença na área, foi incapaz de aproveitar um só dos numerosos cruzamentos feitos por Nuno Santos e Matheus Reis pela esquerda e Gonçalo Esteves pela direita. Falta-nos claramente um homem de área, que não é o ex-avançado do Braga. Reforço urgente e eficaz, precisa-se.

 

Não gostei nada do sofrimento desnecessário na noite fria de Alvalade, onde só compareceram 9786 adeptos - incluindo uma ruidosa falange de varzinistas. Esperar mais de uma hora para ver o Sporting marcar frente a uma equipa de um escalão inferior torna-se penoso. Pior só a deplorável condição do relvado, sobretudo na segunda parte - mesmo sem ter chovido. Jovane sofreu uma lesão no joelho esquerdo que parece ser grave devido aos buracos que se abriam na terra castanha, outrora verde. Podia ter acontecido o mesmo, pouco depois, a Matheus Nunes e Matheus Reis. Inaceitável que o tapete do nosso estádio se apresente assim, quase despromovido a pelado.

200 milhões no banco

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Numa equipa todos têm uma função específica.

No caso do Sporting, Adán, defende, Coates, marca golos e defende, Pedro Gonçalves, marca golos mágicos, Paulinho, defende e marca golos, cada um tem a sua tarefa definida.

Na selecção é igual, uns têm a tarefa de jogar, Rui Patrício, Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo outros são convocados para ficar no banco.

Fernando Santos acertou ao convocar dois jogadores com muita prática nessa área, acredito que não o vão deixar ficar mal, têm muita experiência a jogar nessa posição.

Pódio: Pedro Gonçalves, M. Nunes, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Besiktas pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Matheus Nunes: 20

Sarabia: 20

Paulinho: 19

Palhinha: 19

Matheus Reis: 17

Coates: 17

Esgaio: 16

Adán: 16

Feddal: 16

Gonçalo Inácio: 15

Vinagre: 14

Nuno Santos: 14

Daniel Bragança: 14

Jovane: 13

Porro: 6

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Quente & frio

Gostei muito da espectacular noite europeia do Sporting ontem em Alvalade. Goleámos o Besiktas, desta vez por 4-0 - no desafio de Istambul tínhamos vencido por 4-1. A primeira parte, que terminou com 3-0, foi uma das melhores da nossa equipa de que me recordo em muitos anos de competições da UEFA. Vencemos também no plano financeiro: estes dois triunfos asseguram 5,6 milhões de euros aos cofres leoninos. Garantimos desde já presença na Liga Europa. Mas continuamos com expectativas intactas em transitar para os oitavos da Liga dos Campeões: basta derrotarmos o Borussia Dortmund quando recebermos a turma alemã no próximo dia 24, aproveitando o facto de ter sido derrotada (1-3) pelo Ajax. Certamente o Sporting-Borussia contará com tanto público como desta vez, em que mais de 40 mil adeptos acorreram às bancadas incentivando a equipa do princípio ao fim.

 

Gostei do profissionalismo da nossa equipa: este era um jogo decisivo, em que só a vitória interessava. E entrámos em campo com essa atitude, decididos a marcar tão cedo quanto possível. Os golos foram aparecendo: aos 31', de penálti, por Pedro Gonçalves; aos 38', também marcado por ele, num remate muito bem colocado precedido de simulação; aos 41', por Paulinho; num disparo de meia-distância que fez levantar o estádio; e aos 56', por Sarabia, de pé direito, aproveitando da melhor maneira um ressalto em posição frontal. Pedro Gonçalves, que se estreou a marcar na Champions, regressa aos golos após um jejum de quase três meses: foi ele a sofrer o penálti e a construir excelentes jogadas que podiam ter inaugurado o marcador aos 8' e aos 10'. Merece, sem favor, o título de melhor em campo. Quando saiu, aos 72', escutou uma justíssima ovação - aliás à semelhança de Paulinho. 

 

Gostei pouco que tivéssemos posto o pé no travão na meia-hora final, desperdiçando uma oportunidade soberana de ampliarmos o resultado, como o público ia pedindo e o próprio treinador também. Mesmo assim registámos a segunda goleada consecutiva na Champions e cumprimos uma série de 30 jogos sempre a marcar no nosso estádio para todas as competições - algo que não nos sucedia há 27 anos. Com este, já são sete desafios seguidos a vencer na temporada 2021/2022. E temos melhor quociente de golos (9-7) na comparação com o Borussia (4-8), o que pode ser fundamental como critério de desempate para prosseguirmos na Liga dos Campeões.

 

Não gostei de ver vários golos desperdiçados. Foram pelo menos três. Por Paulinho, que atirou ao poste aos 8' após excelente centro de Sarabia; por Daniel Bragança, que fez a bola rasar o poste aos 77'; e por Nuno Santos, ao rematar para fora quando estava isolado, aos 85'. Em qualquer dos casos, fizeram o mais difícil. Quase-golo aconteceu também, aos 48', quando Sarabia (outra exibição superlativa) fez a bola embater na barra. Também não gostei de ver sair Porro logo aos 17, por lesão: felizmente foi bem substituído por Esgaio.

 

Não gostei nada de continuar a ver uma parte da bancada sul despovoada. Ninguém frequenta aquela espécie de reserva de índios destinada àquilo a que o Governo atribuiu o nome de "cartão de adepto". Iniciativa totalmente fracassada, sem qualquer adesão. Aguardo que o secretário de Estado do Desporto, antes de cessar funções, anuncie o fim desta medida inútil que nunca devia ter sido tomada.

Volta mesmo hoje?

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Tudo indica que sim. Pedro Gonçalves não alinha pelo Sporting desde 28 de Agosto. Já temos saudades dele. Será excelente vê-lo logo à noite na partida do estádio do Restelo para a Taça de Portugal, contra o Belenenses verdadeiro.

Aguardo também com expectativa a provável estreia de Gonçalo Esteves na equipa principal, como ala direito. O miúdo que veio do Porto merece. Ou muito me engano ou irá longe vestido de verde e branco.

Diferenças

Para melhor

Quando contamos com Coates, capitão indiscutível do onze leonino, toda a equipa melhora. Não apenas na organização defensiva: também lá na frente. As duas verdadeiras oportunidades de golo do Sporting, ontem contra o Borussia, foram dele.

 

Para pior

Faz uma diferença enorme - para pior - a ausência de Pedro Gonçalves, que começa a tornar-se demasiado longa, por lesão nada fácil de tratar. Ele é sempre um trunfo, tanto na inteligência em campo como na qualidade que empresta ao jogo. E sobretudo nos golos que marca.

 

Igual

Dez jogos oficiais na temporada, apenas dois golos marcados: é este o balanço de Paulinho, que ficou novamente em branco, agora na Alemanha. Dele se dirá tudo menos que é um goleador. Preocupante, pois foi contratado para marcar. E não ficou nada barato. 

Pódio: P. Gonçalves, Vinagre, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Vizela pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 21

Vinagre: 18

Paulinho: 18

Matheus Nunes: 17

Nuno Santos: 15

Palhinha: 15

Feddal: 15

Adán: 15

Coates: 15

Esgaio: 15

Gonçalo Inácio: 15

Daniel Bragança: 13

Jovane: 11

Matheus Reis: 7

Tabata: 1

Tiago Tomás: 1

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

 

ADENDA: Na época passada, os três jogadores mais votados na imprensa desportiva devido às exibições pelo Sporting campeão foram Pedro Gonçalves, Palhinha e Coates.

Condicionar o custo ao rendimento

Texto de Sol Carvalho

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Parece haver muitas dúvidas pela actual política repetida da “compra de parte do passe”. Sempre gostava de ouvir opiniões sérias ou, pelo menos, reflectidas. Vamos?

 

Hoje parece claro a toda a gente que teria sido muito melhor comprar a totalidade do passe de Pedro Gonçalves. Quando o comprámos era uma promessa, hoje o clube velorizou-o bastante. Mas, na altura, se comprássemos a totalidade do passe, o que não se diria?

O outro lado da moeda: O facto de só ter metade do passe faz com que Sporting não tenha especial interesse na sua venda, a não ser pela cláusula (área que já acautelou, bem como o salário). Logo, vejo a situação de Pedro Gonçalves como positiva do ponto de vista desportivo pois só será vendido pela cláusula ou lá perto.

Mas pareceu-me que o Sporting aprendeu com o caso e no processo Ugarte está a fazer uma política ainda mais inteligente: Se ele for um sucesso no clube (o que sera provado pelo facto de realizar 40 jogos) compra-se mais percentagem do passe até ao limite possível, que é de 80%, pois o resto pertence ao clube de origem. Confesso que parece-me a forma ideal de lidar com jogadores promissores que conheçam a liga portuguesa. Ou seja, condiciona-se o custo ao rendimento, o que me parece bastante mais racional.

Já Vinagre é um empréstimo e o que vi anteontem deixou-me bastante satisfeito. Aliás, o clube tem neste momento os quatro melhores laterais a jogar em Portugal. É obra.

 

A minha sugestão, que mais não vale do que um palpite, era que, se se encontrasse um defesa central direito e um avançado possante que pudessem ajudar, poder-se-ia tentar um negócio neste formato. Com um detalhe: Se Rúben Amorim diz que Coates pode ser uma opção de avançado, então, na verdade, só precisaríamos (dentro do realismo do possivel) de mais um central direito que poderia entrar para a posição de Coates, fazendo avançar este se necessário. Um modelo que Rúben Amorim já usou no Sporting com bons resultados.

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