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És a nossa Fé!

Os almofadinhas

Vou ser curto.

Se há seres que detesto são aqueles que quando numa situação de saudação com aperto de mão ( agora proibido, mas que um dia voltará ) a estendem e a gente quando a aperta sente que está mais mole que a almofada que usa para repousar a cabeça.

Eu sou daqueles que gosta de apertar a mão com força, de fazer sentir ao outro que ele está do outro lado e eu lhe reconheço a importância que ele tem como pessoa e ele retribui.

Ora não sendo almofadinha, gosto de botar opinião própria. Opinião que mesmo aqui, num espaço colectivo, apenas me vincula a mim, sou eu que assino, a responsabilidade é só e apenas minha. Nos jornais, quando alguém não tem tomates para assumir o que escreve, subscreve-se a coisa com "a redacção". Aqui, em concreto neste blogue, cada autor é responsável pelo que publica e isso não compromete mais nenhum dos outros, portanto nenhum de nós, penso, se sentirá molestado com as publicações de outros, já que elas reflectem a visão de Sporting de cada um.

A razão para o êxito deste blogue é precisamente a diversidade de visões de clube, que não tenho dúvida que concorrem todas para o mesmo, o engrandecimento do Sporting. Fosse este um blog de autor e as visitas e comentários seriam bem menos, estou certo disso.

Sou por formação engajado, gosto de causas. Aceitei ser autor do És a Nossa Fé porque sentia que, perdoem a imodéstia, podia dar um contributozinho para ajudar o Sporting de outra forma que não ser "apenas" mais um associado.

Assumindo tudo o que escrevo e não vinculando com isso ninguém a não ser a mim próprio, continuarei, sempre que achar oportuno, a pugnar pela destituição do CD em funções e pelo aparecimento de um candidato que apresente uma proposta sólida que torne o Sporting um clube e uma SAD viáveis e ganhadoras. E defender que Pedro Azevedo personifica essa candidatura, uma vez mais só me compromete a mim.

 Com toda a liberdade de opinião. Não pisando ninguém. Pensando unicamente no Sporting.

Prospecto de venda da SAD

Quatro pilares.

Pessoas; Estrutura; Sistemas de Suporte e Interacção com o Sócio.

É clara a intenção por parte desta direcção de continuar a cavalgar a onda da culpabilização alheia. Este pobre documento, hoje apresentado, demonstra-nos a incapacidade desta direcção. Ao fim de quase dois anos é aqui que estamos, num documento de 14 páginas em que para lá do folclore habitual desta direcção, ficamos a saber que vai ser desta. Não sabemos é o que é que vai ser. O documento - Visão estratégica para o futuro - traz-nos as ideias que esta direcção demorou quase dois anos a preparar. Ficamos a saber que as pessoas são importantes, devem ser retidos os talentos, e farão esta retenção dos melhores, por um processo holístico na transformação organizacional interna. Nem sei que diga a isto. Qualquer clube, qualquer empresa poderia ter esta visão. Os talentos? São para reter, claro. Como? através da nossa organização. Bem vindos à Varandas & Filhos, Lda., fazemos por medida.

Depois temos a Estrutura, a famosa estrutura. Era dela que Varandas falava, no início da época passada, sentado no meio do relvado do nosso estádio, e afirmava que esta época havia já uma estrutura sólida, silenciosa, que permitia almejar o sucesso. Afinal não havia, os reforços foram um flop, a equipa foi dizimada, os seus melhores jogadores foram vendidos e da formação apenas outros clubes puderam aproveitar. Bem, mas afinal parece que vai ser para o ano e ainda por cima uma estrutura eco-friendly. Sim, no prospecto de venda da sad a nossa estrutura aspira a ser eco-friendly. É óbvio que isto nada quer dizer, mas havia espaço em branco para preencher.

Vamos ao terceiro pilar, Sistemas de Suporte. Não, não pense que é aqui que entram os Sócios, ainda não. Aqui somos informados que vão implementar um software. É verdade, esta direcção considerou que a implementação de um software é um dos pilares do Sporting. Uma dica: não é a implementação do software que é o pilar, mas sim o modelo de gestão integrado, que um ERP permite. Não havendo um modelo integrado de gestão, um software de nada serve. 

Por fim temos os Sócios. Não é bem assim. Temos a interacção com o Sócio. Basicamente passámos a clientes do nosso clube. Bem sei que sim, o somos de certa forma. Somos aqueles para quem, em teoria, a direcção trabalha. Mas o conceito de interacção diz-nos muito. Diz-nos que de sócios, passámos a experiências. Vamos experimentar, ser experimentados.

Isto está na página 1 do prospecto de venda da SAD. As outras 13 páginas não passam de exercícios de mitómanos, distorcendo a realidade a seu favor.

Precisamos urgentemente de parar isto. 

Precisamos urgentemente de salvar o nosso clube.

Precisamos urgentemente de Ser Sporting.

 

Ser Sporting. A cultura de clube

A aparente ultrapassagem pelo Porto em número de adeptos (digo aparente porque sou um céptico das sondagens), relegando-nos para terceiro grande, será fruto de um sem número de razões, mas é sobretudo fruto da perda de uma cultura de clube que paulatinamente se tem vindo ao longo de anos verificando.

Os dezoito anos entre João Rocha e José Roquette, não me parece terem sido muito significativos em termos de perda de massa adepta, os números foram sempre empíricos atribuindo uma preferência clubística a cada um dos portugueses, quando sabemos que os há que ou não têm clube, ou torcem pelo clube da terra, mas fomos sempre o segundo grande, apesar das vitórias "douradas" do FCPorto. A perda de cultura de clube tornou-se mais evidente após Dias da Cunha (porque entre Roquette e Cunha se ganharam dois campeonatos quase seguidos) e com a chegada, por cooptação (sem a audição dos sócios nas urnas - se calhar não havia ninguém, se calhar foi uma golpada...) de Soares Franco ao poder. Se desportivamente o consulado de Soares Franco não se pode considerar trágico antes pelo contrário, não sendo grandioso cumpriu os mínimos, já em termos de gestão foi uma tragédia. Não tanto pelos números, mas pelo início da venda de património. Aquilo que os sócios e adeptos consideravam como adquirido, a grandeza também patrimonial do clube, começou a ser delapidada. E foi aqui que os sócios começaram a ser oficialmente (lembro-me claramente de o ter ouvido da boca de FSF) tratados como clientes. Sobrepôs-se o interesse dos novos clientes ao interesse dos sócios que não quiseram ser clientes e as pessoas começaram a afastar-se. Lembro da miséria de assistências, apesar das boas prestações das equipas de Paulo Bento, que não fora uma mão atrevida de Rony e teria sido campeão.

E seguiu-se a tragicomédia Bettencourt, que sem pulso deixou sair um treinador (amado/odiado, faz parte) forever e contratou mais três em pouco mais de ano e meio, acelerando a dança de cadeiras no banco (passe o absurdo) que é hoje a imagem de marca do Sporting. É verdade que Bettencourt levou a efeito uma campanha de angariação de sócios que nos fez atingir os 100 mil, mas rapidamente esse capital foi desbaratado por ele próprio e também pelo seu sucessor no cargo, Godinho Lopes, outra tragédia enquanto presidente, que conseguiu levar o clube quase à extinção. Em boa hora apareceu Bruno de Carvalho, com uma nova ideia de clube e de relação com os sócios e adeptos, colocando-os no centro da vida do clube, em suma devolvendo-lhes o que era deles. E as hostes, apesar dos resultados serem os mesmos de sempre naquilo que a quase todos nós importa, o caneco no futebol, andaram entusiasmadas durante cinco anos, encheram estádios, o nosso e outros um pouco por todo o país, o número de sócios quase que chegou aos 200 mil. Parecia que finalmente se via uma ideia de clube, um caminho a traçar para as tão desejadas vitórias, concordasse-se ou não com ele e mais de 90% dos votantes concordaram, numa segunda eleição. Depois... Depois o resto é história, eu tenho a minha opinião muito bem formada sobre o que aconteceu, não tenho que maçar os leitores com ela.

E chegámos, após um mandato de gestão de Torres Pereira que para o assunto pouco conta, a Frederico Varandas, que se apresentou a eleições com um programa que conseguiu cativar a maioria dos votos em renhida corrida com João Benedito, convencendo sócios que haviam estado incondicionalmente com Bruno de Carvalho e que, desapontados com o seu desnorte (para ser simpático) viram no programa e na pessoa de Varandas, um meio de equilibrar o clube e a SAD no campo financeiro, mas também para juntar os cacos que em nove meses se partiu o clube.

São esses sócios que hoje reclamam e bem, pela saída de Frederico Varandas. Porque estão desiludidos, porque se sentem traídos e sobretudo porque a cultura de clube que estava a enraizar-se na gestão anterior, se perdeu por completo. Hoje o estádio é uma enorme e vazia tristeza, a militância clubística anda pelas ruas da amargura, as notícias que vão aparecendo apenas desqualificam o clube, as entrevistas que vão sendo dadas por dirigentes cavam ainda mais o fosso entre sócios e adeptos e o clube, a tragédia é uma inevitabilidade, querem-nos fazer crer (já escrevi no post anterior sobre o afã de vender a maioria da SAD).

De bode expiatório em bode expiatório, primeiro BdC, depois as claques, o consulado de Varandas tem conseguido afastar do clube aqueles sócios que o seu antecessor conquistou. O número de sócios que deixaram de pagar quotas é disso "O" exemplo! O simples facto de se apelidarem, estratificando, aqueles que não se revendo neste desgoverno, de brunistas, brunecos, etc. revela uma enorme falta de sentido de cultura de clube, o da agregação de todos em torno do mesmo objectivo. Foi isso que Varandas prometeu, "Unir" o Sporting. Tem-se visto...

Ser Sporting - A ética

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.

(Mário Sá-Carneiro)

 

Ontem ne edição escrita do Record, Miguel Poiares Maduro, político, ex-ministro, professor, comentador de temas vários, deu a sua opinião sobre o estilo de governação que deverá ser a ideial para o nosso clube. Como gosto sempre de ler, lá fui e qual não foi o espanto quando, ao ler, ficar com a sensação que nada do que lia era novidade. Como podem ver aqui Pedro Azevedo numa publicação neste blog, em 2018, sim em 2018, leram bem, já tinha elencado, e de forma original, a sua visão, o caminho que ele próprio, com as suas ideias, achava, e sei que continua a achar, ser o caminho ideal para o nosso clube, sobre o que deve ser um presidente, o que se deve esperar dele.

Custa um pouco, admito, porque não é a primeira vez que alguém que "mete a cabeça de fora" numa putativa candidatura não anunciada, utiliza ideias publicadas pelo Pedro Azevedo. Não estou a afirmar que as ideias quando tornadas publicas não devam ser utilizadas por outros. É alias essa umas das intenções de as publicar. Mas não custa, deve ser sempre assim, reconhecer a sua autoria. 

Até porque o original é sempre melhor que a cópia. Sempre.

Modelo Presidencialista - Miguel Poiares Maduro

Na sequência do texto que confrontou duas propostas de gestão do Clube/SAD, a de Tomás Froes e a de Pedro Azevedo, apresento-vos, hoje, excertos de um modelo defendido por Miguel Poiares Maduro (artigo de opinião publicado no Record). Entende que o modelo que propõe pode e deve exceder a realidade do Clube e alargar-se à própria gestão do futebol português.

«Qual é a probabilidade de encontrar nos associados do clube uma equipa altamente profissional de gestão desportiva? Nós somos apaixonados pelo clube mas poucos são profissionais de gestão desportiva.» 

«Devem ser eleições para escolher quem melhor representa os associados na escolha da gestão da SAD (e no clube onde isso também seja necessário). Desta forma alargamos substancialmente o campo de recrutamento para escolher os melhores (nacionais ou estrangeiros).»

«A concentração de poderes (na figura do presidente) que o atual modelo promove limita fortemente os instrumentos de escrutínio, responsabilização e controlo de poder. Dá-se o poder absoluto durante o seu mandato.»

«É verdade que outros têm tido vitórias com tais modelos, mas com duas características: a criação de cultos de personalidade, independentemente do que faça para vencer; a eternização no poder e a perda de controlo sobre o que se passa dentro do clube. Na prática, teme-se a venda do clube mas, depois, dá-se de graça a alguns para porem e disporem…»

«O modelo que defendo permite e exige ainda a criação adicional de um conjunto de princípios de bom governo interno: limitação de mandatos; controlos de integridade para os titulares dos órgãos sociais e os gestores da SAD; declaração de interesses e de património e controlo dos conflitos de interesse; código de conduta para dirigentes, atletas e funcionários do clube; promoção da transparência, desde a situação financeira e contratações de jogadores aos concursos para funcionários e prestações de serviços; uma unidade de ‘compliance’ e uma comissão independente de ética no clube que monitorize estas diferentes dimensões (separando as funções do Conselho Fiscal e Disciplinar).»

«Num clube com a cultura certa de gestão estas diferentes dimensões são não apenas necessárias como se alimentam mutuamente. É essa cultura que temos de promover.»

«Se passarmos a escolher quem nos representa em vez de escolhermos o ‘Imperador’ do Sporting retiramos boa parte dos incentivos perversos que fraturam o clube.»

«Esta semana tivemos um debate de qualidade entre o Tomás Froes e o Samuel Almeida iniciado nas páginas do Record. Eu estou mais de acordo com o Samuel [1], mas reconheço que ambos querem o melhor para o Sporting.»

«(…) temos de retirar o ‘Santo Graal’ do poder absoluto à presidência. Quem for eleito deve antes de mais moderar várias sensibilidades numa proposta aos sócios de um modelo de gestão profissional e na escolha dos gestores que o irão implementar. Não precisamos de mais dirigentes arrogantes mas sim de quem conheça os limites do que sabe. Não precisamos de quem queira mandar na SAD, mas de quem esteja disposto a representar os sportinguistas na escolha dos profissionais que a irão gerir.»

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Imagem: Record

[1] Está contra a venda da maioria da SAD.

Ser Sporting. Terra queimada...

Anda por aí um grupo de sócios do Sporting, a reboque desta pandemia que veio pôr a nu que as contas da SAD estão também elas de pantanas, que pensou apanhar os sócios preocupados com a sua saudinha e vai daí toca de lançar a ideia de que a solução milagrosa é vender a maioria do capital da sociedade, para a salvar e para salvar o clube. Ora bem, o clube, se forte nas modalidades, gerará certamente receita que baste para se manter, estando portanto o problema da saúde financeira do clube resolvida, o dinheirinho das quotas continuará a pingar.

Já quanto à sociedade, com o enorme passivo que tem e que se prevê que piore, a ver pela amostra dos últimos meses e das ameaças que quase diariamente saem nos jornais (o affaire João Palhinha foi o mais recente), é terreno que cativa a sementeira de dinheiros que costumam brotar do meio de nenhures e florir entusiasticamente com cheiro a lavadinho. Dispenso! Dispenso a venda da SAD, quero é que quem vier rapidamente substituir Frederico Varandas seja de boas contas e que tenha um projecto decente, capacitado com gente honesta e "trabalhadeira", isso sim, um futuro que será difícil porque se parte do inferno, mas com um objectivo claro: o saneamento financeiro da SAD sem perda da competitividade mínima. Competitividade que passa pela exigência de transparência dentro e também, com a mesma veemência, fora de portas. Não vale a pena, não sejamos ingénuos (ficou demonstrado no primeiro ano de Jorge Jesus), mesmo com as contas limpinhas e a casa arrumada, só seremos competitivos se conseguirmos dar a volta ao futebol português, doutra forma não iremos lá ou só lá chegaremos por mero acaso.

Não, vender a maioria do capital da SAD, é capitular perante o inimigo. É entregar o ouro ao bandido, é vender ao desbarato um activo com um capital incalculável.

E não, não é inocente esta tomada de posição. Todos sabemos quem são e o que fizeram e como fizeram quando por eles próprios ou por interpostas pessoas estiveram à frente dos destinos do clube.

Não gosto de estigmatizar e dividir os sportinguistas em "castas", mas que há uma enorme mão-cheia de associados e adeptos do Sporting que muito contribuiram e continuam a contribuir para este estado de coisas e a pobreza franciscana em que estamos, disso não tenho qualquer dúvida. Agora "acham" que será bom vender a maioria da SAD. Todos sabemos quem são, todos sabemos o que pretendem...

Tempo de Paz?

A propósito de João Palhinha, António de Almeida reafirmava, no dia de ontem, a sua posição face ao desempenho da actual Direcção, da qual comungo plenamente:

«Frederico Varandas não pode continuar autista, ou percebe os sócios, ou tem de sair. Pela minha parte, não lhe quero dar mais benefício da dúvida, já lhe demos tempo mais que suficiente, ou mudamos de rumo, ou mudamos de presidente.»

Temo, contudo, que enquanto socialmente procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, a urgência que encontro (amos?) no esclarecimento da posição dos sócios, se esbata fatalmente. Estaremos, no Sporting, em paz? No rumo certo?

Há um rumo, sugerido por Tomás Froes, em artigo de opinião publicado no jornal Record que defende, aberta e frontalmente, a venda da SAD:

«Um caminho que se deverá iniciar com a venda da maioria do capital da SAD a um grupo de investidores, nacionais, que o deverão fazer por paixão clubística e simultaneamente como acionistas e gestores de um negócio que exige investimento (alto), competência (muita) e ADN (‘cheiro’ a futebol). Com um modelo de governance que deverá ser liderado por profissionais com elevado grau de experiência no futebol profissional. Sem olhar a nacionalidades ou preferências clubísticas, mas apenas e só aos seus CV e competência. Com um plano de investimento focado em talento, competência e profissionalismo, neste caso fora e dentro das quatro linhas. E com um plano financeiro que deverá estar comprometido com um plano estratégico a cinco anos e sustentado em três eixos. Portugal, formar! Europa, competir! Mundo, projetar.»

Há quem - para sempre parte desta casa - se oponha à venda da maioria da SAD, falo-vos de Pedro Azevedo que, de resto, já se assumiu disponível para encabeçar lista em futuras eleições para os órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal.

«Simplesmente, sou frontalmente contra a perda de maioria da SAD por parte do Sporting. Desde logo porque seria um atestado de menoridade a todos os sócios do clube, também porque o Sporting que me deram a conhecer não é esse nem essa era a filosofia dos fundadores do clube, finalmente porque a simples mudança de mãos da gestão não significaria à partida a garantia de qualquer melhoria. Aliás, o que provocaria certamente seria maior endividamento e , caso a política desportiva continuasse no seu percurso de Titanic, seria o naufrágio total. E depois? Pedia-se ao Estado para nacionalizar o Sporting

Há, quero eu crer, quem mais no universo de adeptos, simpatizantes e sócios do Sporting Clube de Portugal, esteja disponível para constituir alternativa e sinta premência em agir.

Enquanto procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, há quem, muito legitimamente, use os instrumentos ao seu dispor para demarcar território. É neste espírito, que vos peço, Sportinguistas, que reflictam de forma fundamentada e que se posicionem. Muito para além desta caixa de comentários. No espaço cibernético de jornais desportivos. Em telefonemas para os Sportinguistas que reconheçam como alternativas válidas, às aqui enunciadas (projectos e pessoas). Para aquele jornalista realmente amigo, disponível para dar voz mediática à alternativa Pedro Azevedo. Através do envio de e-mail para os jornais desportivos, na qualidade daquilo que são, leitores atentos e interessados em ver consideradas todas as propostas apresentadas a favor do Sporting Clube de Portugal. Chamem-se os proponentes Pedro Azevedo ou John Doe.  

Não sei se os sócios decidirão ser tempo de PAz. Sinto, contudo, que a aparente paz que se vive, está podre.

O Sporting? Pela parte que me toca, estará de pedra e cal.

O recuar final? Absolutamente estratégico, acreditem. Típico leoa sabida: marco posição e, logo de seguida, deixo-te acreditar que quem manda, és tu, querido. 

Dúvidas dissipadas

Para que não restem dúvidas, num mais que provável acto eleitoral num futuro próximo (se o Covid-19 deixar), o meu candidato será Pedro Azevedo! Já expliquei aqui os motivos da minha decisão e do meu apoio, consolidado no seu programa excelentemente estruturado e confiante de que conseguirá reunir uma equipa competente e séria, que conduzirá os destinos do clube a bom porto.

Vem este postal a propósito da decisão do Ministério Público retirar todas as acusações contra Bruno de Carvalho e por conseguinte se antever que sem acusação formada pelo MP, a decisão do colectivo de juízes será em conformidade, não antevejo outro desfecho e o ex-presidente e ex-sócio será ilibado de todas as acusações.

Assim sendo e conhecendo o homem, parece-me que o passo seguinte, até porque já anunciou publicamente que será candidato à presidência do Sporting, será a luta em tribunal (ou numa AG, conforme os estatutos, com o apoio de 2/3 dos votos presentes) pela reintegração como associado, condição essencial para se (re)candidatar. Mas indo até mais longe, não creio que BdC se fique por aqui (eu não ficava, se como ele me achasse com razão e injustiçado) e peça junto da justiça a anulação da AG destitutiva. Sabemos que o motivo "Alcochete" não constava das razões apresentadas para a destituição, mas foi "Alcochete" a causa de toda a loucura que se passou a seguir (de um lado e de outro) e foi a espoleta para o pedido de destituição. Quanto a esta forma de  conseguir o regresso estou apenas a especular, nada nem ninguém me "soprou" sobre o assunto, mas creio que não andarei muito longe da verdade.

Não faço a mais pequena ideia se num hipotético processo de reintegração e anulação da destituição o tribunal decidiria favoravelmente, não me pronunciarei se ele vier a existir tal como nunca me pronunciei sobre este, para além do "a justiça decidirá". E o que a justiça decidir, gostemos ou não, estará decidido.

Sou por convicção um democrata e um crente na justiça, embora uma e outra por vezes andem de candeias às avessas, portanto havendo uma não pronuncia (não o será tecnicamente, mas se o MP acusou, não tem provas e pede absolvição, o mais sensato seria retirar as acusações), não quero deixar de recordar o que aqui fui escrevendo a propósito do exagero que foi todo o modus operandi da detenção, acusação e posterior obrigatoriedade de apresentação na esquadra de polícia. Depois de assistirmos ao pedido de absolvição pelo MP, com o argumento de que não há provas que consubstanciem a acusação, será legítimo perguntar o porquê da detenção a um Domingo com a convocação dos OCS, que em directo transmitiram o acto e sem qualquer pudor devassaram a privacidade de um cidadão. Será legítimo perguntar porque não foi revisada toda a hipotética prova (que parecia ser tão irrefutável e afinal não existia sequer), na presunção legal de inocência. E será legítimo perguntar qual foi o critério de obrigar um suspeito de cometer crimes tão hediondos, tão hediondos que afinal não se conseguiu provar que os tivesse cometido, a ter que, durante meses, apresentar-se diariamente, quer dizer, todos os dias, numa esquadra de polícia, como se de um perigoso terrorista se tratasse. Disse-o na altura e reafirmo-o agora: As medidas foram exageradas, desadequadas e aviltantes para o cidadão Bruno de Carvalho, como seriam para outro qualquer cidadão. O facto de o MP ou alguém por ele, ter convocado a CS para cobrir este assunto com o aparato que se previria ensurdecedor, não passou de um enorme assassinato de carácter e de um ataque não só ao cidadão Bruno de Carvalho mas, estou perfeitamente convencido, ao Sporting Clube de Portugal, que era quem queriam atingir. E conseguiram!

Deixemos portanto ou os tribunais ou os sócios decidir do futuro de Bruno de Carvalho se ele assim o desejar.

Ainda que continue convicto que tudo não passou duma golpada como disse atrás, mais para atingir o Sportig do que a ele próprio e de desaprovar os métodos também muito pouco democráticos do então PMAG, não gostei dos tiques ditatoriais (que também se vêem em Varandas, curiosamente) que se começaram a notar logo no início do seu segundo mandato e que o conduziram numa espiral de "loucura" que não teria outro fim que não o da sua queda, por isso se hipoteticamente voltar e se se candidatar, não terá o meu apoio. Já o disse, Pedro Azevedo é para mim quem melhor estará preparado para dirigir o Sporting. Também muito claramente digo, se o Pedro por alguma razão não for candidato e BdC se apresentar, apesar das minhas muitas reticências, se não aparecer um super candidato que pulverize tudo,  para a urna irá uma cruz em frente ao seu nome! Quem sabe não aprende com os erros, com aquela vontade de ter unanimidade, tanta unanimidade que até o tio Ricci coube na sua lista e tanta gente que como Marta Soares na primeira oportunidade lhe espetou a faca nos rins? Mas como diria "o outro", isto é apenas um "supônhamos".

Para terminar, fosse eu o cidadão Bruno de Carvalho e o Estado português "bateria com os costados" no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e aí seria certamente condenado a pagar-"me" uma choruda indemnização e a um voto de censura do tamanho da golpada que contra "mim" foi levada a cabo. Podem apostar!

Ser Sporting - Liderar e promover a mudança

Fizemos o pleno. Todos os clubes portugueses foram hoje eliminados da liga europa. Não, não foi sequer da liga dos campeões, foi mesmo na segunda divisão europeia. Agora, e estamos ainda em Fevereiro, resta a todos os clubes hoje eliminados, a disputa do campeonato português, sendo que Benfica e Porto têm para Maio a final da taça de Portugal.

A falta de competitividade do nosso campeonato pode ajudar a explicar esta total incapacidade dos clubes portugueses perante adversários que não fazem parte dos chamados colossos europeus. Hoje em dia qualquer clube português é encarado na europa como um clube acessível, da terceira divisão europeia. E este cenário só tende a piorar. Andamos meses atrás de meses, épocas atrás de épocas, enredados num futebol menor, clubes sem adeptos, sem estádio, assistências miseráveis que se conjugam com um futebol também ele miserável e pobre, muito pobre. É este o nosso estado actual.

Mas, houvesse coragem e podia, aliás devia ser diferente.

O Sporting não pode ter medo de liderar, de promover uma mudança radical no futebol português e ibérico. Temos as condições para o fazer, poderá ser mesmo a salvação dos clubes portugueses e mesmo uma solução para um problema político e social dos nossos vizinhos. Já vimos como funciona a Uefa quando confrontada por clubes poderosos. Poderia inclusive ser o motor de arranque de outras ligas supranacionais na Europa, uma forma de ligação de Estados, de Nações, onde o futebol seria o elo perfeito. 

Temos no Sporting quem tem coragem de o propor e de o fazer.

Não há mais tempo

Depois da entrevista de Frederico Varandas tivemos no jornal Expresso, uma pequena entrevista do responsável financeiro do Sporting. Entre contradições e lugares comuns, a única certeza com que ficamos é que os dois acham que, embora com alguns erros cometidos, desvalorizados por ambos, o caminho a seguir será o definido há cerca de dezasseis meses. Isto é, a política desportiva vai ter por base o histórico apresentado por esta direcção. 

Como o Pedro Azevedo aqui explica de forma tão clara, o grande problema do nosso clube está a montante, isto é, na gestão desportiva que assenta em custos com pessoal, vulgo salários de jogadores e equipa técnica, totalmente incomportáveis para a actual realidade do nosso clube. A juntar a esta opção suicida, temos o péssimo planeamento, digno do mais incompetente gestor, que transforma um investimento de cerca de 47 (quarenta e sete) milhões de euros, fruto da incompetência generalizada, num dos piores planteis de que há memória. Como se isto não bastasse, assistimos, incrédulos, a declarações surreais sobre a menor valia da nossa formação e ao desbaratar de jogadores valiosos, vendidos por valores que até os clubes compradores acharam estranhos, de tão baixos. 

O caminho que esta direcção está a trilhar leva-nos, de uma forma imparável, a défices anuais crónicos e monstruosos. O fim desta gestão imprudente, amadora e danosa só pode acabar com a inevitável entrada de um qualquer fundo que esteja disposto a injectar umas centenas de milhões de euros para "salvar" a sad da falência. Mas, há sempre um mas, as centenas de milhões de euros nada resolverão, antes pelo contrário. Sabemos, pela experiência de outros clubes, que o aparecimento destes fundos, com reservas de capitais prontos a "investir" em clubes em pré falência, nada trazem de mais valias aos clubes. Se num curto prazo existe a ilusão de um super plantel, do fim das dificuldades de tesouraria, a médio prazo o resultado é sempre o mesmo, um aumento astronómico da dívida, jogadores que afinal não acrescentam nada e o final definitivo da ligação entre clube e sad. 

É para este cenário que esta direcção nos está a levar. 

E eu questiono: vamos esperar quanto tempo mais? 

 

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  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D