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És a nossa Fé!

Pódio: Paulinho, Edwards, Ugarte

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tottenham, para a Liga dos Campeões, pelos três diários desportivos:

 

Paulinho: 20

Edwards: 20

Ugarte: 19

Arthur: 18

Nuno Santos: 18

Adán: 18

Gonçalo Inácio: 18

Pedro Gonçalves: 18

Morita: 17

Coates: 17

Trincão: 16

Porro: 16

Matheus Reis: 16

Sotiris: 15

 

O Jogo e o Record elegeram Paulinho como melhor em campo. O Jogo optou por Edwards.

O dia seguinte

Foi um excelente jogo de futebol entre um dos "big3" portugueses e um dos "big5" ingleses, um jogo digno duma Champions onde temos mesmo de estar ano após ano, duas equipas que têm muitas coisas em comum mesmo com orçamentos e valores de plantel completamente distintos. Uma equipa portuguesa que vinha cansada por três jogos numa semana, uma equipa inglesa que vinha descansada pela anulação da jornada da Premier League pelos motivos conhecidos.

Desde logo o mesmo sistema táctico 3-4-3, o mesmo tipo de guarda-redes experiente, tremendamente concentrado e extraordinariamente eficaz, o mesmo tipo de patrão defensivo imponente, o mesmo tipo de ponta de lança associativo que funciona como pivot de toda a manobra ofensiva da equipa. Mas também todo um modelo de jogo que previlegia as transições e os avanços em profundidade dos dois interiores.

Se Lloris conseguiu duas defesas do outro mundo a remates de Edwards e Porro, Adán esteve seguríssimo. Se Eric Dier mostrou bem porque é titular da selecção inglesa, quase 10 anos depois de ter sido lançado por Jesualdo Ferreira como trinco na equipa principal do Sporting, com uma capacidade de passe à distância notável, Coates esteve ao seu nível e foi uma parede intransponível para o ataque adversário. Se tudo passava por Harry Kane no ataque do Tottenham embora desperdiçando ele um dos melhores centros do encontro (acontece aos melhores), Paulinho entrou e logo se antecipou ao mesmo Kane para desviar para a baliza contrária uma bola que entrou como um missil na baliza de Lloris.

Mas um Edwards ou um Arthur Gomes como estes é que não havia no Tottenham. Foram dois lances que os melhores do mundo não desdenhariam assinar, no primeiro ainda Lloris deve estar a tentar perceber como conseguiu defender, no segundo não teve hipóteses.

 

O Sporting entrou em campo com a lição bem estudada: construir desde trás para atrair, conseguir colocar a bola atrás da linha de pressão para partir em velocidade em direcção à baliza contrária. O Tottenham saía fácil, Kane recuava para atrair a defesa e facilitar a colocação de bolas nos dois interiores atrás da nossa linha defensiva. Ao intervalo tinham sido três oportunidades claras do Sporting, contra apenas outras três situações de fora de jogo por parte do adversário.

Na 2.ª parte as coisas complicaram-se para o Sporting, a fadiga acumulada começou a pesar especialmente em Morita e Trincão, o Tottenham começou a ter uma facilidade muito maior em ganhar os duelos e circular a bola e as situações de verdadeiro perigo começaram a acontecer na baliza de Adán. Valeu que o Tottenham nunca forçou verdadeiramente o jogo aéreo, porque aí é que estava o grande problema do Sporting, como naquele lance em que Nuno Santos é facilmente batido, a cabeçada vai ao solo e Adán salva.

Com as entradas de Sotiris e Paulinho, Rúben Amorim equilibra o jogo, as duas equipas parecem conformadas com o empate e eu também, quando Porro tem um daqueles lances "à Porro" que Lloris defende milagrosamente, no canto Paulinho marca da forma atrás descrita, e ainda andava eu meio louco aos pulos na bancada quando olho para o relvado vejo o Arthur, que nem sequer tinha reparado que tinha entrado, ir por ali fora tipo futebol de praia e marcar o segundo.

Inacreditável, tive de me beliscar para ver se não estava mesmo a sonhar, mas também tudo à minha volta me dizia que não. E foi verdade mesmo, uma grande vitória do Sporting, a quarta consecutiva sem sofrer qualquer golo, 6 pontos na Champions e quase 6M€ de encaixe, bem mais próximos de repetir o feito do ano passado e passar aos oitavos de final da competição.

 

Um dia de glória para Rúben Amorim. A ele, mais que a ninguém, devemos este feito, duma resiliência e duma competência a toda à prova. Glória a este punhado de jogadores com uma alma de leão incrível, um dia de glória para uma equipa com vários estreantes na Champions, e especialmente um dia de glória para um brioso jogador que não merecia a campanha idiota e vergonhosa (que não se confunde com a crítica legítima e fundamentada) que alguns dentro e fora do clube não se cansaram de fazer talvez apenas para chegar a outros objectivos: desestabilizar este treinador, desestabilizar este presidente, desestabilizar este clube, o Sporting Clube de Portugal.

Agora aguentem e vão chatear o Taremi.

 

Melhor em campo?

Foram tantos que é difícil escolher, se for pelos que entraram de início e duraram o tempo todo talvez Ugarte. Se for para quem decidiu o jogo, claro que terá de ser o Paulinho.

 

SL

Muitas dúvidas, algumas perguntas e poucas respostas

Ontem à noite saí de Alvalade irritado, aziado com uma derrota que nos deixa a 8 pontos da liderança, com muitas perguntas e poucas respostas, a escassos dias do encerramento da presente janela de transferências, não sei se ainda vamos a tempo de salvar algo, mas aqui vou partilhar com os leitores o meu estado de espírito:

-Por razões de contabilidade, o SCP não poderia deixar de vender Matheus Nunes por 45+5 milhões de euros, mesmo que a oportunidade tenha surgido em vésperas de clássico. Alguém já contabilizou quanto se irá perder, em caso de não presença na fase de grupos da UCL na próxima época?

-Por que razão não havia um plano B? A saída de Matheus Nunes não deveria implicar uma substituição imediata? Para mais, sabendo que o substituto natural, Daniel Bragança, está desde há várias semanas afastado dos relvados por um longo período.

-A saída de I. Slimani do plantel, não vou aqui alimentar polémicas ou teorias conspirativas, estou completamente ao lado do treinador nesta matéria, mas sabendo que se perdeu um dos dois avançados mais importantes do plantel, não teria sido avisado, atempadamente, substitui-lo? Para cúmulo do azar, goste-se ou não de Paulinho, o único avançado lesiona-se, ficando a equipa privada de jogar num dos dois sistemas tácticos que treinou, passando a frente móvel no ataque a ser plano único, sem alternativa.

-A não ser que algo de muito extraordinário aconteça, como por exemplo a chegada de D. Sebastião de Manchester, só poderemos tirar a conclusão que houve má gestão na construção do plantel. E mesmo que tal acontecesse, não apagaria a má-gestão do dossier meio-campo. Por muitas culpas que possam ser atribuídas a Rúben Amorim, que não está isento, a verdade é que o nosso treinador está longe de ter os poderes dos treinadores da Premier League.

-Quanto ao jogo de ontem, para além do factor sorte e azar, que não nos favoreceu na primeira parte, poderíamos ter chegado ao intervalo com o jogo resolvido, foi um daqueles jogos que pedia mesmo uma referência na área. Que falta fez ontem Paulinho. Mas a falta de alternativas levou a jogarmos com vários jogadores móveis na frente de ataque, que desequilibraram, mas não finalizaram. E como alguém sempre diz, quem não marca, arrisca-se a sofrer.

-Não compreendi algumas mexidas na equipa. Para começar, o recuo de Pedro Gonçalves, para a entrada de Rochinha, implicando a saída de Morita. O meio campo perdeu clarividência. Depois a substituição de Luís Neto no início da segunda-parte, que quanto a mim decidiu o jogo, porque intranquilizou a defesa, que até aí chegava e sobrava para as investidas dos flavienses. Refiro-me à entrada de Matheus Reis e passagem de G. Inácio da esquerda para a direita, quando para substituir L. Neto estava no banco, em condições de jogar, tanto assim é que acabou por entrar mais tarde, St. Juste. O futebol também é simples, tirar um central de pé direito e colocar outro com as mesmas características, teria sido preferível.

-Após os golos do D. Chaves, foram dois seguidos, o segundo resulta de erro dos nossos defesas, antes de marcarem o primeiro, já A. Adán havia feito uma enorme defesa, o SCP deixou de existir. Tivéssemos tido um agitador no banco, poderia ter sido Rochinha se não tivesse sido aposta inicial, talvez hoje estivéssemos a criticar algumas opções, a falar da necessária abordagem ao mercado, mas não a lamentarmos a perda de pontos em Alvalade.

A época 2019/2020 ainda está relativamente perto, não foi uma época para esquecer, bem pelo contrário, convém sempre revisitá-la, para que não se repita. Desde logo agora com o mercado a encerrar, precisamos reforços, mas não como então, quando vimos chegar, Fernando, Jesé e Bolasie.

Também não faz sentido algum pedirmos a cabeça do treinador. Já percebemos que também erra, a estrelinha nem sempre o acompanha, mas colocou-nos num patamar que há muito não alcançávamos. Precisamos estabilidade. E que os responsáveis se sentem à mesa, analisem o que está a faltar e corrijam.

 

P.S. – Os comentários estão moderados, não publicarei comentários insultuosos, sejam para quem forem, nem irei tolerar linguagem inapropriada. Para explanar uma ideia ou criticar, não é necessário ofender seja quem for.

"Quando eu joguei em Alvalade, com aquela música do...

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... 'O mundo sabe que', eish, arrepiei-me. 'tava com medo de que o meu presidente me despedisse na altura..."

Às vezes, a melhor forma (se não única) de avançar com confiança é mesmo reinstalar cenários passados. O hardware é o mesmo, o software precisa de uma actualização para voltar a funcionar em pleno. Que a pausa actual, proporcionada pela lesão, sirva para conseguir recuperar tudo o que é importante, Paulinho.

Entretanto, deixo o convite para vermos ou revermos o episódio ADN de Leão protagonizado pelo jogador.

Crónica de uma derrota anunciada

Em vésperas de clássico, a preparação do SCP iniciou-se com a inenarrável venda de Matheus Nunes. Mandaria a prudência e bom senso que os dirigentes recusassem qualquer negociação e remetessem para a cláusula até ao final do jogo no Dragão, mas há décadas que somos crónicos campeões no tiro nos pés.

Com ou sem Matheus Nunes, seria sempre difícil vencer o campeão no seu estádio, até criámos oportunidades para marcar, mas a diferença esteve nas balizas, de um lado, Diogo Costa, com excelentes intervenções, do outro, A. Adán, clamorosamente batido em 2 saídas, que resultaram em golo e grande penalidade, respectivamente.

Bora lá culpar Paulinho, R. Esgaio e exigir a cabeça de Ruben Amorim...

Orgulho e raça de leão

Para lá do resultado e agradável jogo de futebol, ontem Alvalade assistiu a dois momentos de grande significado. Primeiro aos 80 minutos, quando Ricardo Esgaio substituiu Pedro Porro, entrou em campo aplaudido pelos sportinguistas nas bancadas, que mostraram aos energúmenos que espalham ódio e insulto nas redes sociais, o Sporting C.P. que somos, não o gang de rufias que gostariam que fossemos.

Após o final do jogo, o herói da noite, Pedro Gonçalves, sobre Paulinho afirmou “é um grande jogador, não merece tudo o que dizem dele”. Se dúvidas houvessem, o grupo de trabalho sob a orientação de mister Ruben Amorim está unido e quando assim acontece, é imune a críticas ou assobios e não será fácil a qualquer prima donna conquistar um lugar na equipa, por maior que seja a pressão das bancadas. Quem chega terá que somar e mostrar trabalho árduo, para se tornar um dos que estão. Temos equipa. Somos Sporting C.P.

Sem Paulinho

De hoje a oito dias vamos jogar ao Porto sem Paulinho. A confirmação surgiu da boca de Rúben Amorim logo após o final do Sporting-Rio Ave (3-0).

Desejando as melhoras a Paulinho, que ontem se lesionou no treino, creio que esta baixa acaba por ser uma notícia pouco preocupante para o clássico do próximo sábado.

Vitória três vezes desperdiçada na Pedreira

Braga, 3 - Sporting, 3

 

O carteiro toca sempre duas vezes. O comboio, no filme, apitou três vezes.

Nós, ontem, desperdiçámos três ocasiões para trazer uma vitória de Braga. A linha avançada, no geral, cumpriu a missão - com a excepção que não tardarei a referir. Já a defesa, tanto no plano colectivo como individual (e neste aspecto apenas absolvo Coates) esteve muito abaixo daquilo a que nos habituou.

Esta foi apenas a terceira vez em que Rúben Amorim sofreu três golos, pelo Sporting, numa partida do campeonato. É motivo para soarem sinais de alarme em Alvalade: o plantel ainda necessita de reforços. Desde logo no plano defensivo: ontem voltámos a actuar com dois jogadores fora das posições de origem e houve um terceiro (Esgaio) que esteve quase a fazer o mesmo, quando se suspeitava que o estreante St. Juste teria de abandonar o campo por lesão.

A ausência de Palhinha faz-se sentir: estamos também sem um número 6 de origem. Tanto Morita como o próprio Ugarte têm propensão mais ofensiva e menos posicional do que o nosso ex-médio agora lançado na Liga inglesa. A ausência desse ferrolho incentiva as movimentações ofensivas adversárias e torna mais complicado o trabalho à retaguarda.

E é cada vez mais urgente a vinda de um n.º 9. Já sem Tiago Tomás, já sem Jovane, já sem Tabata (que estaria a ser trabalhado para avançado-centro), com Slimani remetido à equipa B e Rodrigo Ribeiro ainda demasiado inexperiente para ser presença habitual na nossa frente de ataque, não é possível termos aspirações ao título contando apenas com Paulinho como pivô ofensivo.

Sobretudo o Paulinho deste jogo em Braga, que foi inexistente.

 

Tudo isto para salientar pontos negativos. Nem poderia ser de outra forma, tendo começado esta Liga 2022/2023 já em desvantagem face a FC Porto e Benfica, que golearam nas respectivas partidas, muito mais fáceis por serem em casa e perante adversários de nível muito inferior.

A comparação é também pouco lisonjeira face à Liga 2021/2022: nessa altura vencemos na Pedreira por 2-1. 

Quanto aos reforços, Morita merece o maior destaque pelo seu desempenho: surgiu como titular, fazendo parceria com Matheus Nunes, e promete ser uma das figuras deste campeonato. Francisco Trincão - também ontem titular - está ainda longe de mostrar o seu valor. St. Juste, que só entrou aos 60', teve apontamentos de qualidade. Oxalá esteja no plano físico tão bem como parece estar no plano técnico.

Também Rochinha merece elogio. Jogou poucos minutos mas foi quanto bastou para construir todo o lance do terceiro golo, oferecido a Edwards. A melhor jogada individual do desafio.

 

Outros pontos positivos? Matheus Nunes voltou às boas exibições: foi ele a criar o nosso primeiro golo, aos 9', isolando Porro que serviu Pedro Gonçalves; foi ele também a fazer a assistência para o segundo, de Nuno Santos, com um passe cruzado de longa distância e alta precisão. 

Também positivo é haver vários jogadores com vocação para a meter lá dentro. Ontem foram três, contribuindo para o excelente espectáculo futebolístico em Braga proporcionado por duas equipas com vocação ofensiva, sem momentos mortos nem antijogo. Parecia quase um desafio da Liga inglesa. Teria sido perfeito, para nós, se soubéssemos gerir a vantagem que mantínhamos até ao fatídico minuto 88. 

Usando outra metáfora: o pássaro esteve três vezes na mão. Mas em todas permitimos que voasse lá na Pedreira. 

E nunca há segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Voltou refeito do problema físico que chegou a assustar. Fundamental para evitar golo a Vitinha (90'+3) que seria um pesadelo para nós.

Gonçalo Inácio - Desconcentrado, somando erros de posicionamento e falhas de intercepção da bola. Não melhorou quando passou da direita à esquerda.

Coates - O melhor do nosso reduto defensivo. Fez até de improvisado guarda-redes, com Adán fora da baliza, num lance que seria anulado.

Matheus Reis - Intranquilo como central à esquerda, incapaz de fazer a diferença na saída de bola. Tem responsabilidades nos dois primeiros golos.

Porro - Dinâmico na ala direita, começa a época a assistir para golos com um centro milimétrico que Pedro Gonçalves converteu. Aos 65', atirou ao poste.

Morita - Precisão no passe, olhar sempre atento ao posicionamento dos colegas, capacidade de movimentar a bola. Estreia promissora de verde e branco.

Matheus Nunes - Após uma pálida pré-temporada, foi o melhor em campo. Com participação em dois golos, assumindo-se como patrão do meio-campo.

Nuno Santos - Fez um golo, o segundo, de levantar o estádio num disparo acrobático aos 18'. Grande cruzamento aos 29', infelizmente sem sequência.

Trincão - Outro estreante oficial com a verde e branca. Tentou ser útil, sem conseguir. Incapaz de criar desequilíbrios ou de jogar com eficácia.

Pedro Gonçalves - Após sete golos na pré-temporada, voltou a fazer o gosto ao pé, logo aos 8'. Precisamos dele como há dois anos, quando fomos campeões.

Paulinho - Incapaz de criar diagonais para desposicionar a defesa, só rematou uma vez - e muito por cima. Inoperante, inofensivo. Destaque pela negativa.

Edwards - Substituiu Paulinho aos 60'. Não brilhou, mas marcou um golo. O nosso terceiro, aos 83'. Cumpriu, portanto. 

Ugarte - Rendeu Morita aos 60'. Substituição algo estranha, pois o japonês estava a ser um dos melhores. Desta vez o uruguaio não se destacou.

St. Juste - Terceira estreia oficial, como central à direita. Venceu lances aéreos e mostrou bom toque de bola. Inicia o nosso terceiro golo.

Rochinha - Outro estreante, em campo desde os 84', substituindo Trincão. Mais útil, mais eficaz, mais combativo. Assiste no terceiro golo, inventado por ele.

Esgaio - Entrou para o lugar de Porro, aos 84'. Perdeu um duelo junto à linha ao ser ultrapassado por Álvaro Djaló. Custou-nos dois pontos.

O dia seguinte

O Sporting desperdiçou ingloriamente em Braga a oportunidade que teve de conquistar os 3 pontos, três vezes esteve em vantagem no marcador, três vezes consentiu o empate, a segunda mesmo a terminar a 1.ª parte, a terceira a poucos minutos do fim do jogo.

Foi o tal jogo "electrizante" de grande espectáculo, mas também de sofrimento para os adeptos dos dois lados, com um Sp. Braga sempre perigoso num futebol intenso e directo, uma arbitragem de nível elevado, VAR incluído, alias extraordinário para o nível dos apitadores "de lentes azuis" de Porto e Braga, os Soares Dias e os Pinheiros.

Mais do que por questões tácticas, porque o jogo depressa se partiu e os ataques alternavam, ele foi muito marcado pelos desempenhos individuais, e no Sporting demasiada gente esteve muito aquém do que pode e deve render, a começar num desinspirado Paulinho e a acabar num St. Juste ainda ao "pé coxinho". 

Por outro lado, se a defesa que entrou em campo esteve mal, Porro-Inácio-Coates-Matheus Reis-Nuno Santos, com dois golos a acontecerem nas costas de Matheus Reis, aquela que acabou, Esgaio-St.Juste-Coates-Inácio-Matheus Reis esteve ainda pior, o último golo é mesmo daqueles que não se pode sofrer. Lances de ataque daqueles teve o Sporting três ou quatro e em todos a defesa do adversário soube parar o centro.

Valeu Adán, safou dois golos, o primeiro pondo fora de jogo o atacante contrário e o segundo impedindo o chapéu do atacante do Braga ao cair do pano, mesmo incorrendo em duas asneiras no passe, uma à queima para Inácio, que perdeu a bola para o adversário, outra para um Porro que passeava pela lateral pelo lado de fora dado ter sido substituído...

O meio-campo (Morita, Matheus Nunes, Ugarte) esteve bem, soube destruir e construir, mas nota-se a falta de Palhinha nas duas áreas de rigor.

Os interiores (Pedro Gonçalves, Trincão, Rochinha, Edwards) fizeram as despesas do ataque e com Nuno Santos marcaram os três golos.

O ponta de lança... não existiu. Eu, que sempre defendi e continuarei a defender Paulinho face a críticas que julgo injustas e desprovidas de sentido face ao modelo de jogo de Amorim, HOJE não consigo. Esteve muito mal e a prova disso é que o Musrati foi o melhor em campo do lado do Braga. 

Por outro lado, o ponta de lança, quer seja Paulinho, quer seja Edwards, ou seja quem for, é estruturante para a tomada de decisão no processo ofensivo, quem tem a oportunidade de passar ou centrar tem de saber para quem e para onde. Trocar um por outro, jogadores de características completamente distintas durante o jogo, não acho que seja a melhor opção, de calhar atrapalha mais a própria equipa do que a do adversário. Muitas vezes se assitiu aos alas e médios sem saber bem o que fazer frente à área.

Por isso muito bem esteve Rochinha. Entrou com poucos minutos para jogar, soube tomar a melhor decisão naquele contexto de entrada na área com a bola dominada, e do quase nada surgiu o golo.

Melhor em campo? Matheus Nunes pelas duas assistências para golo no primeiro tempo, embora pouco relevante no processo defensivo.

Enfim, pior mesmo que o resultado foi mesmo a sensação de descontrolo e de incapacidade de respeitar a matriz que fez do Sporting campeão, uma grande segurança defensiva, a quase certeza de terminar com os 3 pontos quando nos apanhamos a ganhar a poucos minutos do fim.

Disse Amorim: "Temos de ser uma equipa mais adulta." Bom, então a solução mais óbvia é reforçar a equipa com... adultos. Tudo o resto é colocar em cima dos seus ombros uma responsabilidade que não lhe compete. Os miúdos precisam de tempo e de oportunidades nos momentos certos para crescer e têm um papel essencial num plantel equilibrado do ponto de vista etário, e já agora também em termos de kgs e cms.

Disse o treinador do Sp. Braga qualquer coisa que tinha a ver com o resultado do jogo com um rival. Mas qual rival? O Sp. Braga jogou com o V. Guimarães ou com o Rio Ave? Vai dizer a mesma coisa quando jogar com o Benfica e Porto? Já agora, e se não fosse pedir muito, podia fazer por ganhar os jogos respectivos da mesma forma que fez para ganhar a uma equipa doutro nível que um clube regional como o Sp.Braga claramente não tem. Já agora o Porto e o Benfica vão pagar o IVA pelas contratações com prazos a perder de vista lá no clube regional ou ficam isentos?

Concluindo, se realmente foram 2 pontos ingloriamente perdidos, contra o mesmo Braga na época passada perdemos 3. Isto não é como começa, é como acaba: confiança total em Amorim para fazer e ajudar a fazer as correcções adequadas.

 

PS: Desde há muito acompanho o Ricardo Esgaio, como extremo direito foi o melhor marcador da melhor equipa B de sempre, depois andou a penar com Jorge Jesus e em Braga chegou a um patamar muito razoável. Se é verdade que neste regresso ao Sporting ainda não tivemos o melhor Esgaio, que assiste e marca, também é certo que veio da Nazaré muito novo para Alcochete e sempre deu o máximo pela camisola verde e branca. Ontem não entrou bem no jogo, mas merece o apoio de todos os Sportinguistas e o completo repúdio para com a escumalha que o foi insultar para as redes sociais. Onde vai um vão todos, e a pior coisa que podemos fazer é andar em campanhas de tiro ao alvo a este ou aquele jogador que veste a nossa camisola.

SL

Elogios ao homem «invisível»

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Alguns jogadores gozam de excelente imprensa, façam o que fizerem. Ou mesmo que não façam coisa nenhuma.

Como os jogadores que mais me interessam são de longe os do Sporting, aqui ficam dois exemplos do que referi antes. Ambos colhidos na edição de ontem do Record.

Um apontamento sobre o nosso estreante guarda-redes, Franco Israel: «Não dá para formar opinião, mas causa boa impressão.» Sendo-lhe assim atribuída a "medalha de bronze" na habitual secção diária deste jornal.

O texto é disparatado: como é que se tem «boa impressão» de alguém cujo desempenho não deu sequer para «formar opinião»?

 

Outro apontamento visa Paulinho, atribuindo-lhe nota positiva (3 em 5) na partida de véspera frente ao Wolverhampton: «Muito trabalhador e empenhado a defender e pressionar os adversários, acabou por ter um trabalho invisível no ataque. (...) Pouco inspirado na área, deu, porém, soluções nos apoios.»

Como é que um avançado-centro é avaliado positivamente com «trabalho invisível no ataque» e se revela «pouco inspirado na área», onde devia fazer a diferença?

E o que significa «dar soluções nos apoios»?

Alguém descodifica esta prosa freitaslobista que enxameia a imprensa desportiva portuguesa, onde se escreve cada vez pior?

 

De qualquer modo, Paulinho não pode queixar-se do tratamento que recebe nos jornais. Mesmo «invisível», passa no teste.

É obra.

Ainda vem muito a tempo, não vem?

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A imagem foi por mim recolhida no jogo contra a equipa AS Roma. É aquilo a que, em bom algarvio do barlavento, se chamaria um pé virado para a Fóia* e outro para a Picota**. Endereço sinceros votos de que o, agora, camisola 20 tenha tido oportunidade de não só afinar a pontaria, como de ajustar a direcção dos pezinhos. 

* Monchique, Monchique

** Alferce, Monchique

O dia seguinte

Depois do Vilarreal, Roma e Sevilha, foi a vez do Wolverhampton, a equipa mais portuguesa da Premier League, servir de adversário exigente e bem adequado para nos preparar uma entrada na época oficial da melhor forma. Tendo o resultado um valor secundário nestes encontros, o Sporting acabou a ganhar um e a empatar três jogos.

Se calhar pelas cargas físicas da semana, a verdade é que muitos jogadores entraram muito "presos" em campo, lentos a pensar, a executar e a intervir, e assim os passes perdem-se, os desarmes são faltosos, os remates saem sem convicção, e o 3-4-3 "plano A" deixou muito a desejar. Ainda assim, quase todos os do onze inicial ficaram até ao fim do jogo para ganhar endurance para o que aí vem.

O melhor do jogo foi mesmo o desempenho de Morita à frente da defesa: combativo enquanto "teve pilhas" e com excelente passe a curta e longa distância. E também a desenvoltura de Israel a mostrar competência em tudo o que teve de fazer, incluindo uma excelente saída aos pés de um adversário isolado que evitou o golo iminente.

Além disso, é claro que Trincão vale dez vezes mais do que hoje mostrou, que Matheus Reis e Edwards são os jogadores que estão a um ritmo superior aos outros, e que com mais uma semana de trabalho teremos equipa para Braga, que é o mais importante.

É verdade, o Paulinho - também ele muito abaixo do que pode e sabe - assistiu para Trincão falhar, e sacou um penálti. 

SL

Fitas

Não sei o que pensam disto, mas considero que Paulinho anda a "taremizar-se" em excesso. Tal como Edwards.

Detesto ver jogadores nossos fazerem as mesmas fitas que nós criticamos em futebolistas que representam outros emblemas.

Eu não tenho critério duplo. Uso sempre o mesmo, sejam os nossos ou sejam os outros que agem de modo incorrecto, lesando elementares normas do fair play desportivo, nomeadamente quando tentam ludibriar os árbitros.

Mais: nisto sou ainda mais exigente para os nossos do que para os outros.

Será algo fora de moda neste tempo de trincheiras em que qualquer coisa logo se transforma em trombeta de guerra ao menor pretexto, admito. Mas continuarei assim.

O problema do costume

Sporting, 1 - Villarreal, 1 (jogo-treino)

 

O tempo vai passando, outra época já se prepara, alguns nomes novos marcam presença no plantel, mas uma questão de fundo subsiste: continuamos com escassas oportunidades de golo e são raros os desafios em que a metemos mais de duas vezes no fundo das redes.

Ontem, no primeiro-jogo treino da pré-temporada com público, no estádio do Algarve, só conseguimos fazer uma vez o gosto ao pé. Foi aos 40', num vistoso disparo de Pedro Gonçalves - o mais inconformado e mais eficaz dos nossos jogadores. Aproveitando assim a primeira (e talvez única) oportunidade que tivemos nesta partida contra o Villarreal, muito bem orientado por Unay Emery, um dos melhores treinadores espanhóis da actualidade.

Não esqueçamos que esta equipa valenciana foi recente semifinalista da Liga dos Campeões.

 

Houve preocupantes perdas de bolas motivadas por desconcentração (Marsà, logo a começar, Matheus Nunes e Matheus Reis, por exemplo). Num desses lances, que o jovem Hevertton protagonizou pela negativa, o Villarreal aproveitou para empatar. Adán, na baliza, nada podia fazer.

Assinale-se a estreia do recém-chegado Francisco Trincão - que fica com o n.º 17, de tão boa memória pois nos faz recordar a proveitosa passagem de Pablo Sarabia por Alvalade. Entrou só aos 65', sem grande protagonismo. 

De resto, velhos problemas ainda sem solução à vista. O maior de todos é a fraca produção ofensiva traduzida em remates enquadrados.

Alguns cruzamentos na zona mais adiantada que não encontravam ninguém na zona de tiro e Paulinho a «arrastar os defesas» (como repetia o entusiástico comentador da TVI) mas demasiado parcimonioso na hora de ser ele a tentar o golo.

Talvez se sinta mais inspirado a partir de agora, que passa a jogar com o n.º 20 nas costas (repetindo o número que usava em Braga).

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Fez toda a partida, ontem como capitão. Seguro entre os postes. Sem culpa no golo de Baena, sofrido aos 76'.

Gonçalo Inácio - Central do lado direito, pareceu o mais tranquilo do bloco defensivo. Duas boas bolas lançadas em profundidade.

Marsà - Estreia como titular entre os "grandes", no lugar de Coates. Começou muito mal, mas foi ganhando confiança.

Matheus Reis - Bom entendimento com Nuno Santos na ala esquerda, mas sem os rasgos a que nos habituou.

Esgaio - Titular como ala direito, jogou pelo seguro sem exuberância nem nenhum lapso digno de registo.

Ugarte - Início algo atabalhoado, acusando nervosismo. Falta-lhe apurar a condição física neste recomeço dos trabalhos.

Matheus Nunes - Gosta de pautar o jogo, mas agarra-se por vezes em excesso à bola. Perdeu alguns duelos.

Nuno Santos - Muito voluntarioso, tanto a atacar como a defender, comportou-se como dono do corredor. Só lhe faltou afinar a pontaria.

Tabata - Protagonizou alguns dos melhores lances da primeira parte, actuando como interior direito. Tentou três vezes o golo.

Pedro Gonçalves - Serviu duas vezes os colegas, em vão. À terceira, deixou-se de cerimónias e marcou um grande golo, num tiro indefensável. Mostrando como se faz.

Paulinho - Boas movimentações lá na frente, abrindo espaço para os colegas. Mas faltou-lhe o mais importante: golo.

Hevertton - Rendeu Gonçalo aos 65'. Pouco depois abriu uma avenida que possibilitou o golo espanhol.

Dário - Entrou aos 65', para o lugar de Ugarte. Muito combativo, aguentando faltas e sem desistir dos lances.

Trincão - Estreia absoluta de verde e branco. Ainda sem entrosamento com os colegas, valeu pelos aplausos que ouviu ao entrar (65'), substituindo Matheus Nunes.

Rodrigo - Substituiu Paulinho aos 78' quando a equipa já acusava algum cansaço. Mal se deu por ele.

Renato Veiga - Rendeu Pedro Gonçalves aos 87'. Percebe-se que tem vontade e que não lhe falta boa técnica.

Paulinho Simon & Art Danifunkel

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14 de Julho de 2021, Parchal, Lagoa.

Paulinho toca um acorde certeiro e Daniel faz arte.

Um abraço para ambos, desejos de uma recuperação consistente para nos voltarem a dar muitas alegrias.

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No fundo é sempre isto.

Aconteça o que acontecer o lutador tem sempre de ficar, não vai estar o Daniel para o Paulinho passar a bola, vai estar o Manel, não interessa quem marca os golos, interessa é que se marquem golos.

Não interessa marcar um hat-trick (verdadeiro ou falso) ou um poker num jogo, interessa é marcar sempre mais que o adversário (ou adversários se considerarmos, também, os do instrumento de sopro).

Baden Powell (não estou a falar do brasileiro) criou uma divisa que dizia isto:

"Be prepared"; sempre prontos, traduziram. No caso do Sporting é preciso estar preparado, pronto e acima de tudo desconfiado, entrar sempre desconfiado, em campo, pode ser a chave do sucesso.

"The figher still remains", como dizia o outro.

Balanço (28)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - III

Paulinho, no Besiktas-Sporting

(19 de Outubro de 2021)

 

Foi uma das nossas melhores exibições no plano internacional dos últimos anos. Resultou em goleada na Turquia (1-4), para a Liga dos Campeões. E o resultado podia ter sido ainda mais dilatado: Paulinho, por exemplo, mandou duas bolas aos ferros, aos 67' e aos 72'. Mas não desperdiçou a terceira oportunidade, metendo-a lá dentro aos 89': um golão que selou o resultado.

As (doces) palavras de um lampião

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Conheci e fui amigo do seu pai, com quem privei e a quem aturei algumas birras e também algumas euforias e leio o filho concedendo-lhe o respeito que o pai me mereceu e que ele conquistou por direito próprio. Com a devida vénia, transcrevo o "postal do dia" de Luis Osório:

"1.

O Sporting voltou aos treinos e com eles, o Paulinho.

Ele é técnico de equipamentos, mas é muito mais do que roupeiro.

Ele é amigo de todos os que se cruzam consigo, dos jogadores, dos treinadores, dos funcionários e também dos adversários - todos são amigos, não há ninguém a quem rejeite oferecer o seu abraço.

Ele é o que chora quando alguém está infeliz, o que move o mundo para "sacar" um sorriso dos que acordam maldispostos. Olham para o Paulinho e caem em si.

Ele é o exemplo de que na vida tudo é mesmo possível, mesmo o impossível.

2.

E como para ele a vida foi difícil.

Abandonado em criança pela mãe, com deficiências psicomotoras relevantes, habituado a ser rejeitado, conformado por ser rejeitado, Paulinho ia levando os seus dias fazendo rir os outros pela sua boa disposição, falando do Sporting, fazendo silêncio sobre a memória de uma família que o deixou desamparado e entregue ao destino.

Na CERCIS e na Santa Casa da Misericórdia tinha amigos e abraços, mas os seus dias não tinham futuro. Era um igual ao outro, sem perspetivas de arranjar um trabalho.

(em meados da década de 1980 poucos eram os que abriam as portas das suas empresas a um portador de deficiência, um problema na sua cabeça foram-lhe dizendo quando perguntava o que tinha de diferente).

Na CERCIS existia o senhor Manuel. E o senhor Manuel era tudo pois levava-o aos fins de semana a ver o Sporting. O que ele gostava desses domingos em Alvalade.

E um dia o senhor Manuel deixou de vir trabalhar e ele deixou de ir ao estádio.

Mas o que a vida retira com uma mão pode oferecer com a outra. O Paulo Gama - assim se chama o Paulinho - não imaginaria que uma psicóloga da CERCIS iria mudar-lhe a vida. A dra. Lina, como ele lhe chamava, uma jovem psicóloga que uns anos depois viria a ter um caminho profissional de referência no apoio a jovens com paralisia cerebral.

Mas contava-lhe que Lina Gameiro mudou-lhe a vida por que numa manhã que ameaçava ser igual a todas as outras lhe perguntou o que o Paulinho gostaria de fazer se pudesse escolher.

Respondeu-lhe com uma única palavra.

"Sporting"

3.

Corria o ano de 1985.

Lina decidiu enviar uma mensagem a João Rocha, então presidente do Sporting.

Mal não faria.

Falou-lhe de um maravilhoso rapaz, do sonho que tinha, das suas qualidades e do projeto "Pirilampo Mágico".

João Rocha respondeu-lhe que sim, que o miúdo viesse.

Foi trabalhar como roupeiro na secção de hóquei em patins e Livramento protegeu-o e amparou-lhe os dias que passaram a ser gastos em Alvalade. Via os treinos do futebol, ouvia os sócios na porta 10 A, e tudo o resto que já sabe.

4.

O Sporting voltou aos treinos e o Paulinho lá está, feliz como no seu primeiro dia de trabalho, faz agora 35 anos.

O miúdo fez-se homem.

Conheceu o mundo, é feliz.

Vai de férias com as estrelas, foi de férias com Frederico Varandas.

Muito feliz por isso, mas mais feliz ainda por ver todos os jogos, em casa e fora, sentado no banco de suplentes do Sporting.

5.

Um dia também gostaria de conhecer o Paulinho.

Um dia espero que ele me leve à bola, mais o senhor Manuel que um dia lhe faltou.

Que ninguém lhe diga em algum momento que sou lampião.

Só depois do último abraço lhe direi."

 

Ah, se todos fôssemos assim, como o Luis e o Paulinho...

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