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És a nossa Fé!

O momento Paulinho


Era provável que um dos heróis de um título de campeão nacional do Sporting fosse o Paulinho, mas não se imaginaria que fosse o jogador que começou a época no Minho, ao serviço do Braga. O outro Paulinho, técnico de equipamentos, é uma figura carismática do desporto em Portugal, mas defendo que foi a contratação do avançado, na chamada janela de janeiro, que deu o título ao Sporting, dezanove anos depois do último.

Mais: até defendo que o Momento Paulinho entre para o léxico da gestão autóctone, para definir aquela decisão em que o CEO demonstra que confia na equipa que tem, a ponto de investir a sério. Com  o objetivo “Champions”, a gestão do Sporting já cometera uma loucura, ao contratar um treinador por (cerca de) 15 milhões de euros (mais o salário). Em futebol profissional, e espantosamente, não se costuma fazer isso, embora 15 milhões por um jogador de que nunca ninguém ouviu falar não levante o sobrolho a ninguém.

O futebol paga por executantes, mas não é costume pagar por pensantes e estrategistas. Curioso, não é?

Rúben Amorim, o treinador do Sporting, beneficiou de ser um homem de ideias fixas. A seu favor, o facto de estar bem na vida e poder aceitar os desafios profissionais que entende, impondo condições. Treinava o Braga, depois de vindo do Casa Pia, e terá aceitado o Sporting talvez porque pensasse que há comboios que não passam duas vezes, porque acreditasse que em dois ou três anos conseguiria chegar à Champions e houvesse então dinheiro para disputar a liga doméstica, ombro a ombro com os rivais.

Escudados pelos dirigentes que o compraram caro, Amorim teve a intuição certa e, na constituição do plantel, usou de uma pragmática que deveria ser óbvia. Em caso de dúvida, privilegiou os jovens da formação, que conhecem as especificidades da liga portuguesa, têm custo zero e salários muito menos pesados, em detrimento de jogadores de outros países e campeonatos, mais caros, com vencimentos superiores e que precisam de se acostumar. A somar a esses miúdos da formação, os dirigentes do Sporting, do presidente ao treinador, escolheram meia dúzia de jogadores mais velhos que aportassem calo, sabedoria, manha e experiência ao grupo. Sendo o Sporting um clube pobre, nenhum dos jogadores que chegaram era propriamente disputado pelos potentados europeus.   

A meio do trajeto, mais ou menos por janeiro, o Sporting liderava por larga margem, mas ainda era possível soçobrar e contrata Paulinho, um português de Barcelos, que fará 29 anos em novembro. Os adeptos não exultaram e muitos acharam que não fazia falta nenhuma.

Discreto, com ar de boa pessoa, sem pinta de futebolista mediático, nem lento, nem veloz, joga na posição mais ingrata de todas (ponta de lança) e tornou-se no jogador mais caro de sempre para o Sporting. A contratação do internacional português ao Braga foi vista como uma exigência do treinador, a que a direção finalmente anuiu, supostamente com travo amargo.

O que me parece que não se percebeu foi que este momento Paulinho marca o instante em que dirigentes e treinador compreendessem e aceitassem mutuamente que estavam mesmo comprometidos a ser campeões. A direção comprou Paulinho para o treinador e este deixou de ter capital de queixa (e a comichão) de não o ter e pôde concentrar-se na conquista do campeonato. 

Que o Momento Paulinho sirva de inspiração e ilustração para duas verdades elementares. Para se vencer é preciso investir. Pode ser pouco ou muito, mas é preciso investir. E para se vencer é preciso dar condições e confiança a quem se escolhe para estar ao leme.

 

p.s. Outra dinâmica que tem passada despercebida é a alusão que Amorim faz à sua equipa técnica. Guarda-redes, linha defensiva, bolas paradas para meter golos, linha atacante, tudo isto (e por certo muito mais) tem liderança de Amorim e ciência e competência dos seus tenentes. Ninguém faz nada sozinho. 

Pódio: Paulinho, Coates, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Rio Ave-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Paulinho: 20

Coates: 18

Palhinha: 18

Gonçalo Inácio: 17

Pedro Gonçalves: 16

Feddal: 16

Nuno Mendes: 16

João Mário: 15

Adán: 15

João Pereira: 15

Matheus Nunes: 15

Jovane: 13

Nuno Santos: 13

Daniel Bragança: 7

Neto: 6

 

Os três jornais elegeram Paulinho como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do triunfo tranquilo do Sporting em Vila do Conde. Pela segunda semana consecutiva, vencemos por 2-0. Domínio leonino absoluto na primeira parte, em que condicionámos toda a manobra do Rio Ave. A vantagem começou a ser construída aos 34', na conversão de uma grande penalidade (a nona de que beneficiámos nesta época), por Pedro Gonçalves, e ficou selada aos 63', quando Paulinho marcou um grande golo. Que só não fez levantar o estádio porque - apesar do desconfinamento geral - o público continua impedido de frequentar as bancadas.

 

Da nossa solidez defensiva. Não é por acaso que o Sporting mostra os melhores números nesta matéria de todos os campeonatos europeus: apenas 15 golos consentidos em 31 jogos, menos de meio golo por partida. Fora de casa, até agora, só sofremos seis. Uma vez mais, este desafio travado no estádio dos Arcos demonstrou a excelente organização da nossa equipa no plano defensivo, desta vez com um trio de centrais composto por Gonçalo Inácio (regresso em boa forma), Coates e Feddal. Com Neto a entrar aos 83', para ala direito, sem alterações no sistema táctico.

 

De Paulinho. Sem favor algum o melhor em campo. É ele que ganha o penálti aos 32', numa jogada de insistência em que fez embater a bola no braço de um defensor adversário (a falta foi assinalada pelo vídeo-árbitro Tiago Martins, que levou o árbitro Fábio Veríssimo a ver com atenção as imagens no monitor). E é ele a apontar o grande golo que ficou o 2-0 como resultado desta partida. Excelente disparo de meia distância, fortíssimo e muito bem colocado, fazendo jus à fama de artilheiro do jogador que veio do Braga. Foi o seu segundo vestido de verde e branco.

 

De Pedro Gonçalves. Irrequieto, sem posição definida, funcionou como abre-latas na muralha rioavista, articulando muitos lances com Paulinho, definindo linhas de passe. Sem nunca deixar de participar na manobra defensiva. Momento alto: chamado a converter o penálti, cumpriu a missão da melhor maneira, rematando sem hipóteses para o guarda-redes. Foi o seu 18.º golo deste campeonato - e o primeiro de penálti - que o recoloca no topo da lista dos artilheiros da Liga 2020/2021.

 

De Palhinha. Parece imune ao desgaste físico que começa a notar-se em certos jogadores. Varreu com mestria toda a zona do terreno que lhe estava confiada, desarticulando com desarmes cirúrgicos a construção ofensiva do Rio Ave. Excelente no desarme e nas recuperações, também se destacou nos passes longos. Podia ter marcado aos 87, num forte pontapé de recarga que saiu por cima.

 

Do regresso de João Pereira. Estreia a titular, nesta época, do veterano defesa leonino agora na terceira passagem pelo Sporting. Aos 37 anos, demonstra não ter perdido qualidades. Destacou-se num centro aos 13' que permitiu a Pedro Gonçalves recolher a bola junto à linha final do lado esquerdo. Entregou muito bem a Paulinho, aos 56'. Grande corte aos 69'. Manteve-se 83 minutos em campo. Missão cumprida.

 

De ver Rúben Amorim de volta ao banco. O Conselho de Disciplina fez tudo, uma vez mais, para afastar o nosso treinador. Mas o diligente departamento jurídico do Sporting trocou as voltas ao incompetente órgão ainda liderado pela deputada benfiquista Cláudia Santos, interpondo uma providência cautelar prontamente aceite pelo Tribunal Administrativo. E lá esteve o técnico, como lhe compete, a dirigir a equipa em directo, ao vivo e a cores. Também no capítulo jurídico vamos somando pontos. 

 

De termos garantido o acesso à Liga dos Campeões. Meta cumprida à 31.ªjornada, quando assegurámos também o segundo posto no campeonato. Regressamos à prova máxima do futebol europeu de que estávamos afastados desde a época 2017/2018. O que garante à SAD leonina cerca de 25 milhões de euros logo de início.

 

De ver mais um recorde batido. Trinta e uma jornadas consecutivas sem perder: acabamos de bater um máximo absoluto no futebol português. Rúben Amorim supera assim a fasquia de 30 jogos sem derrotas alcançada por quatro treinadores: dois do Benfica (Jimmy Hagan e John Mortimore) e dois do FC Porto (André Villas-Boas e Vítor Pereira). Mérito absoluto do nosso técnico, que devolveu a alegria e a esperança aos adeptos. Balanço da Liga até agora: 24 vitórias e sete empates. Nenhuma derrota.

 

De estarmos à beira de conquistar o título. Faltam-nos três partidas: contra Boavista, Benfica e Marítimo. Mas bastam quatro pontos para nos sagrarmos campeões nacionais de futebol. Uma vitória e um empate. Se o FC Porto perder hoje, no clássico da Luz, facilita-nos a tarefa. E se empatar contra o Farense, na próxima segunda-feira, podemos desde logo celebrar o título ainda antes do nosso confronto contra o Boavista.

 

Dos 79 pontos que já somámos. A fria linguagem dos números diz tudo sobre o desempenho do Sporting após 31 jornadas, quando só faltam três rondas para o campeonato chegar ao fim. Ainda podemos ultrapassar a melhor pontuação alcançada desde sempre pela nossa equipa - na Liga 2015/2016, quando somámos 86 pontos.

 

 

Não gostei

 

Dos golos falhados. Podíamos ter ampliado a vantagem pelo menos quatro vezes. Em duas ocasiões a bola foi aos ferros, por cabeceamentos de Coates aos 7' e Palhinha aos 15'. Aos 13', Nuno Santos disparou para as redes mas Kieszek defendeu muito bem. E Paulinho podia ter marcado aos 29'.

 

Da ausência de Porro. O internacional espanhol, por fadiga muscular, não pôde participar neste desafio. Mas João Pereira - jogador com mais 16 anos - cumpriu bem como seu substituto.

 

De ver quatro sportinguistas na equipa errada. Jogaram de verde e branco, mas as riscas são verticais. Quatro Leões que alinharam pelo Rio Ave: Fábio Coentrão (o melhor da equipa adversária), Francisco Geraldes, Gelson Dala e Carlos Mané.

O dia seguinte

Muitas vezes os bons desempenhos não correspondem a bons resultados, jogos houve onde o Sporting foi feliz no resultado para aquilo que conseguiu fazer, e outros, bem mais, onde fomos mesmo infelizes tendo em conta o que produzimos.

Mas ontem juntou-se "a fome à vontade de comer", tivemos uma das melhores senão a melhor exibição da época que conduziu a uma vitória tranquila: o resultado só pecou por escasso. O Rio Ave não teve uma única oportunidade de golo durante todo o encontro. O Sporting teve, para além dos golos, duas bolas nos postes e mais algumas a que só faltou sorte na conclusão.

Para que isso acontecesse, e além do grande desempenho de todos, os que entraram de início e os que vieram depois, houve uma peça que se revelou essencial no bom funcionamento da máquina 3-4-3: um avançado-centro que tardava em demonstrar o seu valor e que ontem conquistou o penálti que deu o primeiro golo e marcou o segundo, a todos os títulos um golão. Paulinho mistura coisas de médio avançado com a de ponta de lança, nada egoísta, defende, bascula e assiste, articula muito bem com Pedro Gonçalves, e marca golos. Slimani era assim, Bas Dost era assado, Paulinho é outra coisa, e provou finalmente que era a peça que faltava nesta máquina concebida por Amorim.

Esta máquina, além de ser a melhor do campeonato português, está na calha para ter sucesso também na Champions, uma equipa muito bem articulada no tal 3-4-3, um plantel que roda nas posições conhecendo bem o que tem de fazer em cada uma delas, um balneário coeso ancorado numa estrutura de capitães liderada por "El Patrón" Coates. Claro que poderá sair um ou outro, mas alguns hão-de vir também, a estrutura está montada.

Tal como no futsal, esta nova fórmula Sporting (um grande treinador, uma grande estrutura de capitães, um conjunto de miúdos formados no clube "com a força toda") está a conduzir-nos às maiores vitórias, aos maiores sucessos. Nuno Mendes no futebol, Zicki Té no futsal, são os porta-bandeiras da nova geração. Simplesmente fantásticos.

E sendo assim... segue-se o Boavista. Mas antes disso temos mais logo... Será que mais logo os deuses me farão a vontade e a viúva vai mesmo para o frigorífico?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Por alguma desincronização da plataforma relativamente ao meu portátil, o post saiu com data diferente daquela que era suposto acontecer. Para todos os efeitos, considerem este meu post como de 6/5/2021.

SL

Todos somos Paulinho.

O que alguns pseudo-adeptos do nosso clube fizeram ao ponta-de-lança é incompreensível e só prejudica o próprio e a equipa do Sporting Clube de Portugal. Nestes seis jogos que faltam temos que estar unidos mais que nunca e não podemos estar desavindos, não devemos apontar o dedo a ninguém e vamos dar tudo. Mas tudo mesmo.

 

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Rescaldo do jogo de anteontem

Não gostei

 

 

Do resultado do Sporting-Belenenses SAD. Terminou empatado 2-2: foi o nosso terceiro empate nos últimos quatro jogos, indício evidente de quebra global da equipa. Mas pior foi a exibição: só por volta dos 70' os nossos jogadores parecem ter despertado da letargia que se apoderou deles em campo. Jogando sem ritmo, falhando passes, abusando dos atrasos ao guarda-redes, com lentíssima circulação de bola. Pareciam estar a cumprir uma tarefa burocrática na repartição. Como se não quisessem ser campeões. 

 

De Adán. Tinha brilhado no jogo anterior. Desta vez borrou a pintura, com um erro inadmissível, daqueles que podem custar campeonatos: apertado por Cassierra, hesitou quanto ao pé a utilizar na saída de uma bola e acabou por chutar no ar, desequilibrando-se. Ofereceu assim ao Belenenses SAD o segundo golo. Iam decorridos 54', passávamos a perder 0-2. Nos minutos imediatos instalou-se o descontrolo emocional na equipa. A partir daí foi tremideira até ao fim.

 

De João Mário. Exibição apática do campeão europeu, que abusou de jogar a passo e das lateralizações sem rasgo, incapaz de queimar linhas ou de um passe de ruptura. Pior ainda: ao ser chamado para converter um penálti, aos 42', permitiu a defesa de Kritciuk. Foi substituído aos 67', tendo saído tarde de mais.

 

De Gonçalo Inácio. O pior jogo do jovem central desde que ascendeu à nossa equipa principal. Está de algum modo envolvido nos dois golos: no primeiro, logo aos 13', deixou-se fintar por Miguel Cardoso, que colocou a bola na área; no segundo, quando o Sporting precisava de construir um rápido lance ofensivo, optou por mais um burocrático atraso a Adán num passe de risco, que precipitou o erro do guarda-redes.

 

De Tiago Tomás. Outra exibição para esquecer. Aos 4' já estava a ser amarelado por uma entrada negligente, por trás, no meio-campo defensivo do Belenenses SAD, sem qualquer necessidade. Depois falhou três vezes a possibilidade de atirar com sucesso às redes azuis: aos 18' chutou para a bancada; aos 23', saiu-lhe um remate frouxo; aos 28', bem servido, desperdiçou a melhor oportunidade. Péssimo no capítulo da finalização. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Sucedem-se as jornadas com o nosso ponta-de-lança sem demonstrar em campo as qualidades que fizeram dele a contratação mais cara do Sporting. Atravessa uma evidente crise de confiança: nunca está no sítio certo quando é necessário. Foi preciso Coates, um central, ir lá à frente mostrar-lhe como se faz. O ex-artilheiro do Braga já parece ter esquecido. E nem serve para marcar penáltis. Como se implorasse ao treinador para o deixar fora do onze titular.

 

De Palhinha e Porro. Dois dos nossos melhores jogadores nesta época 2020/2021 vieram irreconhecíveis da mais recente pausa para desafios das selecções A em que ambos se estrearam. Em nítida quebra de forma, contribuíram ambos para a apagada exibição da equipa. 

 

Dos ataques inconsequentes. Em remates, o desequilíbrio neste dérbi lisboeta dificilmente podia ter sido maior: 28 do nosso lado e apenas três do Belenenses SAD. Problema: os nossos foram quase todos muito ao lado ou resultaram em pontapés frouxos que o guarda-redes deles facilmente interceptou. 

 

Das substituições tardias. Este desafio, contra uma equipa que defende com linhas muito baixas, pedia desequilibradores e criativos. Mas eles estavam quase todos no banco. E só foram lançados na segunda parte, por esta ordem: Nuno Santos (46'), Tabata (61'), Jovane (67'), Daniel Bragança (67') e Matheus Nunes (77'). Foi quanto bastou para o empate, alcançado no último lance do desafio. Mas já não chegou para a reviravolta que se impunha: ficaram mais dois pontos pelo caminho.

 

Das hesitações do treinador. Rúben Amorim, ausente do banco por castigo, demorou muito a desmanchar o sistema dos três centrais que já não fazia qualquer sentido com a nossa equipa a perder por 0-2 e o Belenenses SAD totalmente remetido ao seu reduto defensivo. Impunha-se reforçar as linhas dianteiras, o que só aconteceu aos 77', quando Coates - quase em desespero táctico - passou de central a ponta-de-lança improvisado. Lá atrás ficavam Gonçalo e Matheus Reis, que chegaram e sobraram. Não fazia falta mais nenhum.

 

 

Gostei

 

De Coates. Voltou a fazer a diferença, marcando o seu sétimo golo desta temporada. Este Sporting 2020/2021 - que já conquistou nove pontos no tempo extra - deve muito ao internacional uruguaio, não apenas no domínio defensivo, onde é um baluarte, mas também quando é preciso desatar os nós lá na frente. O nosso primeiro golo resultou de um forte cabeceamento do nosso capitão, elevando-se acima da muralha defensiva azul, aos 83'. Voto nele como melhor em campo.

 

De Jovane. Parece ser uma espécie de patinho feio no Sporting de Rúben Amorim. A verdade, porém, é que costuma corresponder quando é chamado. Voltou a acontecer: entrou aos 67', rendendo Palhinha, e funcionou como talismã leonino. Aos 90'+4 ganhou um penálti que ele próprio converteu num pontapé imparável. Valeu-nos um ponto e mostrou a João Mário como se faz. 

 

De Nuno Santos. Faltava quem soubesse cruzar com critério e qualidade. E foi do pé esquerdo dele que saiu esse centro que tanta falta nos fazia. Com precisão cirúrgica, a partir da linha, para a cabeça de Coates. Outra assistência para golo de um jogador que tão útil nos foi na primeira volta mas deixou de ser titular com a chegada de Paulinho. Tem de voltar ao onze inicial. O Sporting precisa dele em campo, não no banco.

 

De Nuno Mendes. Foi o único que na primeira parte sobressaiu da mediocridade e da mediania. Se alguém merecia a vitória, era ele. Bom nos duelos individuais, sem ter medo de transportar a bola, aos 41' foi ele a sofrer a falta que deu origem ao primeiro penálti de que beneficiámos neste jogo - o tal que João Mário foi incapaz de converter.

 

De termos cumprido o 28.º jogo seguido sem perder. Outro máximo ultrapassado: continuamos a ser a única equipa invicta na Liga 2020/2021. A seis jornadas do fim. 

 

Dos 70 pontos já atingidos. Estamos a três vitórias de conseguir o acesso directo à Liga dos Campeões.

 

De Nuno Almeida. Actuação impecável do árbitro algarvio, com critério largo e sem hesitar nos momentos potencialmente mais controversos, apontando duas vezes para a marca da grande penalidade. 

 

Da atitude da equipa nos 20 minutos finais. A perder por 0-2, os nossos jogadores encheram-se de brios, carregaram no acelerador e fizeram enfim enorme pressão sobre o Belenenses SAD, que passou a aliviar de qualquer maneira. Só foi pena terem esperado tanto tempo para mostrarem como se deve fazer. Não podiam ter despertado mais cedo?

 

De termos contrariado Petit. O benfiquista que treina o falso Belenenses, com a boçalidade que o caracteriza, tinha expressado na véspera do jogo o desejo de «tirar a virgindade» ao Sporting. A ele é que ninguém consegue tirar a grunhice. Trata-se de um caso irrecuperável.

O dia seguinte

Começando pelo princípio, o Sporting continua na liderança da Liga, invicto, com uma margem ainda confortável relativamente ao mais directo perseguidor e só depende dele mesmo para assegurar o título. Nesta recta final nota-se também um cerrar de fileiras do universo Sportinguista à volta duma equipa maioritariamente jovem e sem experiência nestas andanças, treinadores incluídos, mas de enorme valor. O que nos fez chegar até aqui tem de servir para nos levar a bom porto, não podemos duvidar das nossas qualidades.

Mas parece-me evidente que esta pausa da Liga pelos compromissos das selecções fez mal ao plantel. Por um lado distraiu aqueles que como Nuno Mendes ou Porro foram justamente promovidos à titularidade das selecções respectivas, e falham o que dantes acertavam, por outro impediu a melhor integração de Paulinho. E se é verdade que o Paulinho já contribuiu com um golo e uma assistência para golo, também é que a equipa parece que joga como dantes, quando não tinha ponta de lança. Quantos centros de Nuno Mendes ou Porro já encontraram nestes dois jogos a cabeça ou os pés de Paulinho? Zero? Ontem até o Tiago Tomás, com o Paulinho completamente desmarcado atrás da linha da defesa, centra entre essa linha defensiva e o guarda-redes.

 

Por outro lado, e sabendo que os adversários chegam com a lição bem estudada, Rúben Amorim tem tentado algumas trocas posicionais que sinceramente penso que têm baralhado mais a própria equipa do que o adversário. Ontem até tivemos uma troca de alas que durou alguns minutos sem qualquer proveito. João Mário, nesta altura da carreira e até porque não tem golo, rende muito mais em posições recuadas. E golo é coisa que Daniel Bragança também não tem.

Pelo contrário, Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa, não pode abandonar a zona onde faz a diferença. Também Nuno Santos rende golos e faz assistências, o Tiago joga mal de cabeça e desperdiça mais oportunidades do  que marca. Marcar golos fica mais fácil contando com quem tem mais facilidade de os marcar...

E ontem a questão passou muito por aqui. Com este treinador e alguns reforços o Famalicão acertou agulhas e mostrou-se uma equipa organizada e perigosa, muito pelo talento dum ou doutro, tapando bem a sua baliza e lançando contra-ataques venenosos. O Sporting na primeira parte, num 3-5-2 muito assimétrico, sentiu muitas dificuldades em assentar o seu jogo, o amarelo cirúrgico a Palhinha cedo o condicionou, na ala esquerda a articulação Nuno Mendes-João Mário deixava muito a desejar, na outra ala a coisa era ainda pior. Pedro Gonçalves, vagabundo, compensava muita coisa, como no lance do golo onde caiu em cima e desarmou o miúdo adversário e ainda foi receber o passe de Paulinho para encostar para golo.

Mas logo a seguir veio o golo muito consentido do Famalicão: mais uma falha de Porro, no princípio daquilo tudo, impediu que a equipa serenasse e estabilizasse o seu jogo. 

 

Veio o intervalo e o Rúben entendeu (e bem) que tinha de agitar o jogo. Tentou melhorar a construção desde trás com Matheus Reis e Daniel Bragança. E tivemos um segundo tempo com menos controlo e mais intensidade, mais oportunidades de golo, mas todas ingloriamente desperdiçadas por outros jogadores que não Paulinho. A equipa parecia ignorá-lo na sua pressa para despachar o assunto.

Aqui temos de falar na saída de João Mário que levou Pedro Gonçalves para organizador de jogo. O melhor marcador do Sporting foi trocado por mais um Daniel Bragança. Os dois chegaram a atropelar-se em campo. E depois o Pedro falhava aquela bola que Jovane falhou? Se calhar não.

 

Concluindo, parece-me - e o meu sofá concorda - que nesta fase final do campeonato se deveria insistir na fórmula que nos ajudou a conquistar a liderança, o 3-4-3, com três avançados claramente assumidos, se calhar Nuno Santos - Paulinho - Pedro Gonçalves, e apostar num futebol menos rendilhado e mais directo aproveitando a capacidade de centro dos dois alas. Mas Rúben é que sabe, ou não tivesse sido ele quem inventou a dita fórmula.

Mas chega de resmunguices. Este período em que os remates saem prensados e os cabeceamentos para longe da baliza vai ter de terminar: Faro será o melhor local do mundo para voltarmos às vitórias. 

 

Força rapazes, nós acreditamos em vocês !!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Paulinho ainda nos vai dar muitas alegrias

Texto de Leão do Algarve

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Falamos de ter ADN Sportinguista quando nos referimos à nossa resiliência e à nossa forma de contornar desafios. Mas infelizmente também faz parte do nosso ADN esta tendência para a autoflagelação e não saber valorizar o que é nosso. Paulinho, quer queiram quer não, chegou a uma realidade completamente diferente, chegou a um clube com um nível de exigência muito superior ao que estava acostumado no anterior clube. Não é com nove ou dez dias de Sporting que iria começar a jogar como se cá estivesse há nove ou dez meses.

Não esteve muito tempo a ser treinado por Rúben Amorim aquando da passagem pelo Braga, por isso os processos não estão assim tão bem assimilados. Até porque de Braga para o Sporting de certeza que houve nuances de um sistema para o outro.

[Ele] tem de interiorizar ainda muita coisa, seja a forma de jogar da equipa ou a própria forma de jogar dos colegas dentro do sistema de jogo.

Aliás, este jogo em Barcelos foi a prova de que o Sporting não está acostumado a [ter] uma referência na área, como é o caso agora com a inclusão de Paulinho no onze. Quando tudo estiver mais oleado o papel dele vai-se tornar mais preponderante...

Paulinho não é Mário Jardel, não vai marcar 40 golos por época. Mas, bem entrosado na equipa, pode aportar 40 golos ao conjunto.

É com esta ideia que Rúben Amorim deve ter insistido tanto na aquisição deste ponta de lança. Vamos aguardar pelo desenrolar do que falta do campeonato e observar a progressão da equipa com Paulinho no onze. Tenho esperança de que [ele] ainda nos vai dar muitas alegrias.

 

Texto do leitor Leão do Algarve, publicado originalmente aqui.

Um recado às almas sensíveis

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Andam por aí umas almas muito apoquentadas com os 16 milhões de euros investidos pelo Sporting em Paulinho (estando neste montante já incluídos os 3 milhões pelos quais foi avaliado o passe de Borja, cedido pela SAD leonina ao Braga). 

Lembro a essa gente tão sensível que o Sporting tem, entre os seus rivais directos, um clube como o Benfica, que só nesta época gastou 24 milhões de euros em Darwin (oriundo da segunda divisão espanhola), 20 milhões em Cebolinha18 milhões em Pedrinho, 15 milhões em Otamendi e outros 15 milhões em Waldschmidt, por exemplo. E há um ano investira 20 milhões de euros em Weigl, então apontado como a contratação mais cara de sempre dos encarnados - recorde já superado pelo avançado uruguaio. 

Lembro-lhes também que já em 2016 o SLB adquirira Rafa Silva por 16,4 milhões de euros ao mesmo Sporting Clube de Braga de onde veio Paulinho, recém-chegado a Alvalade.

 

Para alargar as comparações, recordo que outro dos nossos rivais, o FC Porto, adquiriu há ano e meio metade do passe de Nakajima pela módica quantia de 12 milhões de euros. Com os brilhantes resultados que sabemos. Dois anos antes, tinha batido o seu próprio recorde de aquisições ao contratar o espanhol Óliver Torres por 20 milhões.

Este é o quadro competitivo que enfrentamos. Se mantemos o sonho de atingir patamares mais elevados, não podemos destoar demasiado dos investimentos feitos por quem rivaliza connosco. Sem atingir a loucura do Benfica, que ao trazer Lucas Veríssimo por 6,5 milhões de euros acaba de elevar para 105 milhões os gastos em reforços para a temporada em curso. Excluindo Jorge Jesus e os restantes membros da equipa técnica.

Contando já com Paulinho, a factura da SAD leonina é muito menos pesada: totaliza 28,9 milhões de euros. E ninguém dirá que foi dinheiro mal gasto atendendo ao plantel que apresentamos nesta época 2020/2021 em que já conquistámos um título (Taça da Liga) e lideramos com larga vantagem o campeonato nacional de futebol à 18.ª jornada. O que só demonstra competência, dentro e fora de campo.

 

Mas o nosso maior investimento desta temporada relaciona-se com a inédita valorização dos jovens que formamos em Alcochete. Jogadores lançados nos últimos meses na equipa principal, como Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Tiago Tomás, Daniel Bragança ou Eduardo Quaresma - já para não falar nos "veteranos" Jovane Cabral e João Palhinha. 

Isto é o que mais interessa. E deve constituir motivo de orgulho acrescido para os sportinguistas, que há dois dias viram a equipa virar um resultado negativo com quatro jogadores da formação saídos do banco. Enquanto o Benfica, 24 horas antes, alinhara sem qualquer português no onze titular. Contrariando todas as promessas bacocas do seu presidente.

Confiemos pois em quem joga, em quem treina e em quem dirige. E, ao menos por uns meses, deixemos de parte a modalidade preferida de tantos "verdadeiros adeptos" do Sporting: dar tiros no próprio pé.

O dia seguinte

Com a vitória de ontem e os empates dos rivais, o Sporting não só vinga a derrota que lhe custou a eliminação da Taça, como encerra a primeira volta com apenas 6 pontos perdidos, enquanto o Porto perdeu 12 e o Benfica 17. Então, mesmo que o Benfica não perdesse mais ponto nenhum até ao fim do campeonato, o que é tão provável como eu ir amanhã para a praia de Copacabana e para o Carnaval do Rio, o Sporting teria de perder 11 pontos na segunda volta para perder o acesso directo à Champions, ou seja, fazer uma segunda volta ao nível da primeira do Porto. Pode acontecer, mas não parece provável da forma como está a jogar o Sporting. E cada vitória conseguida, cada escorregadela do Benfica, cada jornada que passe, irão tornando o objectivo principal da temporada mais perto de ser atingido.

 

A vitória de ontem num batatal pouco melhor que o Jamor e contra uma equipa abrasileirada e bem chatinha, foi talvez a mais tranquila do Sporting nesta Liga, sem que Adán tenha feito uma defesa digna desse nome, não contando a do fora de jogo do atacante contrário, e com as oportunidades de golo a sucederem-se.

Marcámos dois golos, podiam ter sido quatro ou cinco. Antunes, Porro, Tabata e outros desperdiçaram ocasiões claras de golo.

 

O Sporting colocou a intensidade no jogo que lhe faltou no jogo da Taça, a bola girava rápida a toda a largura do campo e chegava depressa a zonas avançadas. Um futebol ao primeiro toque, prático e objectivo, criando situações sucessivas de último passe e remate. Paulinho fazia de pivot atacante, movimentava-se num rectângulo central, concentrando atenções, tabelando de costas para a baliza, e criando um rodízio à sua volta, com Pedro Gonçalves e Nuno Santos nas suas sete quintas. Matheus Nunes era o motor da equipa, sempre em alta rotação, e Porro e Antunes os snipers, sempre à procura da assistência perfeita para golo.

Paulinho (mais do tipo Slimani do que do tipo Bas Dost) está para o ataque como Palhinha para a defesa. Não é tanto pelo que joga, ou pelos golos que marca - e vai marcar muitos, seguramente - é bem mais pelo que faz os outros jogar. Com Paulinho, o Sporting tem enfim uma coluna vertebral a sério: Adán-Coates-Palhinha-Paulinho.

Quem não tem uma boa coluna vertebral sofre muito das costas, que o diga o Benfica.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS:  Concluída a 1ª volta e o mercado de Inverno fechado, podemos contrastar os pontos obtidos com os valores de mercado actualizados dos plantéis.

Assim, temos:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

Impressionante, não é? Quanto é que valiam muitos destes jogadores do Sporting há um ano e quanto poderão valer daqui a um ano, se os conseguirmos colocar na montra milionária da Champions?

SL

Paulinho foi um óptimo negócio

Texto de Gonçalo Ferreira

paulinho3.jpg

 

Paulinho foi um óptimo negócio. O comunicado do [António] Salvador é para lançar areia nos olhos dos sócios do Braga e descrédito da direcção do Sporting junto de brunistas encapotados. As transferências [de jogadores] têm sempre IVA, só nesta é que [isso] foi expressamente falado.

O Paulinho é o melhor marcador do Braga e internacional português. Poderoso na grande área. Habituado ao nosso campeonato. Por este preço arranjavam melhor ou viria um Sporar 2? Vem para o clube que o Braga diz ser o seu maior rival e que nem lhe pagou o treinador. Ui, se fosse ao contrário!

 

O Sporar, que todos injuriavam, agora já é do outro mundo. E que seja no Braga para tirar pontos a Porto e Benfica. Contra nós não pode jogar.

Pagamos-lhe o ordenado sim, por seis meses. Se cá ficasse não jogava e pagávamos também. Se gostarem dele pagam 7,5 milhões e o ordenado todo. É mau?

 

O Borja, sempre que entrava afundava. Agora é óptimo. A diferença de ordenados não será muita e só por 2,5 anos que é o que falta ao seu contrato original com o Sporting. Depois é tudo Braga.

Se cá ficasse seria bem mais caro e duvido que alguém desse 3 milhões pelo homem.

 

Temos Camacho e os Pedros [Mendes e Marques] a rodar na primeira liga aqui pertinho do nosso olhar.

Estamos em primeiro, destacadissimos.

Já ganhámos a Taça da Liga.

E as bruníssimas almas ainda refilam...


Esta gente não existe realmente. São nicks do Vieira, que a cozer o covid vem meter veneno na internet, ou do pinto calçudo, que entre uns saltos a sites de brasileiras aproveita para lançar a cizânia entre os leões.

Não passarão.

 

Texto do leitor Gonçalo Ferreira, publicado originalmente aqui.

Avançados que não são Paulinho

Não quero crer que seja Paulinho o ponta-de-lança que irá reforçar o Sporting nesta janela. Não é mau jogador, mas tem quase trinta anos e um custo absurdo, pronto a ir para os cofres de um clube da mesma liga. Pelo que se lê e ouve, é uma pequena obsessão de Amorim e hoje, todos confiamos em Amorim mas se temos 12 a 15 milhões a mais, acredito que haja melhores opções, em ligas periféricas. A saber:

Dennis Man, 22 anos, romeno, Steua Bucareste, 6,5 milhões de euros (valorização do Transfermarkt) – É jovem, buscará outro patamar competitivo e é um goleador que leva 17 golos em 20 jogos esta época. Está rodeado de outros jogadores de qualidade e um deles, o extremo Florian Coman, também seria bem-vindo, numa operação mais para o verão.

Bruno Pektovic, 26 anos, croata, Dínamo Zagreb, 11 milhões de euros – Mais experiente e corpulento do que a opção anterior, Pektovic é um jogador que me enche as medidas. Internacional croata, leva 8 golos esta época depois de 25 nas duas últimas. Não teve grande sucesso em Itália e terá a ambição de se afirmar fora do seu país.

Giorgos Giakoumakis, 26 anos, grego, VVV-Venlo, 0,8 milhões de euros – Opção mais desconhecida e barata da lista, este grego soma 20 remates certeiros na liga holandesa, depois de alguns anos interessantes no seu país. É bem verdade que esta não é a liga mais competitiva do mundo mas a verdade é que soma mais golos do que nomes mais sonantes ou a quem apontam grande futuro como Malen, Boadu, Antony ou Tadic.

Paul Onuachu, 26 anos, nigeriano, Genk, 12 milhões de euros – É o goleador da liga belga e tem sido um marcador de golos consistente na Europa. Experiente, mas com margem de progressão seria uma adição de primeira linha. É companheiro do compatriota Cyril Dessers, da mesma idade, que fez grande época no ano passado e que seria uma opção também interessante.

Estes são apenas alguns nomes, muitos mais existem, de avançados que não são Paulinho e que nos impedem de enriquecer ainda mais o Braga e sobretudo, nos dão garantias de golos.

Paulinho? Nem pensar

Texto de Luís Barros

paulinho-sc-braga-1582263758-32089.jpg

 

Paulinho no Sporting, só mesmo o que já lá está há mais de 30 anos.

Agora a sério. Não consigo perceber e aceitar a paixão pelo jogador mediano do Braga, que nunca fez parte do pódio dos melhores marcadores nacionais. Nas últimas épocas o Sporting teve quase sempre um goleador no trio do pódio e nenhum deles foi aposta superior a 10 milhões (Bas Dost), sendo que um custou umas centenas de milhares de euros (Slimani). Agora, apostar num jogador com 28 anos, pertencente a uma agremiação que tem sujado o nome do Sporting e que reclama valores completamente irreais, nem pensar.

Rúben Amorim falou que se deve fazer contratações como aposta de futuro e aí concordo com ele.

 

Como já escrevi algumas vezes, há jogadores no mercado europeu que se adaptam ao perfil adoptado pela equipa.

João Klauss, com 23 anos, tem jogado pouco este ano, mas na época anterior esteve emprestado ao Lask Linz e marcou 20 golos em 45 jogos. Antes esteve emprestado ao HJK da Finlândia onde marcou 24 golos e foi o melhor marcador do campeonato. Este jogador tem um físico considerável e joga bem com os pés e de cabeça - no fundo um jogador tipo Paulinho, mais barato, mais novo e mais possante.

Uma proposta de empréstimo com opção de compra poderia ser uma aposta ganha.

 

Se o estilo é mais do género de Slimani, então porque não Arthur Cabral, de 22 anos, do Basel e que já conta com experiência no campeonato suíço, onde leva 8 golos em 16 jogos nesta época e marcou 18 em 39 jogos na época anterior.

E se as finanças estivessem mais abonadas há ainda Odsonne Édouard, avançado internacional pelas camadas jovens da França e que joga actualmente no Celtic, clube com uma camisola semelhante à nossa. Portanto, sem dificuldade de adaptação ao traje.

 

Estes três nomes mostram que opções há muitas, e certamente mais atractivas em todos os aspectos, do que comprar um avançado que ao fim destes anos nem chamou atenção ao Clube-mãe da agremiação bracarense.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

Mais que marcar golos

p.vs.p.jpg

Recebi um e-mail da NOS em 2020.12.31 com esta imagem.

Paulinho pode não ser muito dotado como futebolista mas como adivinho, upa, upa.

Reparem no diálogo.

Diz Pedro Gonçalves: "vamos marcar dois"; responde Paulinho: "mas tu só marcas um".

Leitura complementar, uma reportagem do Mais Futebol, Pedro Gonçalves? Bah! Nunca chegará a profissional de futebol, pelo menos um tal Salvador, de Braga, dispensou-o aos 17 anos.

Slimani teria sido óptima escolha

Texto de Rautha

slimanisporting.jpg

 

Foi preciso ano e meio para termos uma janela de mercado relativamente razoável, comparando com três janelas de mercado onde vendemos ao desbarato (nem todos, mas Bas Dost, Nani e El Avioncito foram, literalmente, jogados fora) e comprámos entulho, do qual teremos muitas dificuldades em nos livrar.

 

Relativamente razoável porque comprámos alguns reforços dignos desse nome, até ver - casos de Pote, Nuno Santos, João Mario e Porro.

Mas ainda não fomos capazes de comprar/arrendar um avançado forte e bom no jogo aéreo, o que torna bastante infrutíferos os bons cruzamentos de Nuno Mendes e Porro.

 

Não trouxemos Paulinho, o que é sempre bom, [para não] dar dinheiro ao Braga por um jogador que marcou muitos golos esta época, mas que marcou apenas cinco na Liga 2018/2019, em 29 jogos.

A ser verdade que considerámos dar 15/20/25 milhões por Paulinho mas considerámos incomportável trazer o Slimani, fico estupefacto.

O argelino marcou, esta época que findou, nove golos em 18 jogos, com sete assistências.

Mesmo com 32 anos, continua aguerrido, capaz de pressionar o primeiro defesa da equipa. Boa constituição, boa capacidade física, disponbilidade, poucas lesões.

Teria sido uma óptima escolha para este plantel, com amor pelo clube e uma experiência que seria benéfica.

Na minha opinião de bancada, claro.

 

Voltando [à] "vaca fria", João Mário é um excelente regresso. Um campeão da Europa. Desaproveitado e desmotivado, retorna a casa para dar novo rumo à sua carreira, como Nani fez.

Se, no mínimo, tiver o impacto que Nani teve, ficámos indubitavelmente mais fortes.

 

Ficamos com excelentes opções no meio-campo.

No primeiro jogo pós-Wendel, vimos um Matheus mais solto, mais dinamizador, menos preocupado em equilibrar as correrias de Wendel. Que se mantenha assim e temos um Matheus renovado, Palhinha, João Mário, Pedro Gonçalves. Tudo gente capaz de solidificar aquele meio-campo.

 

Fica a faltar o tal Slimani (similar) e um defesa central capaz de empurrar Feddal para o banco. Ou então aproveite-se Gonçalo Inácio ao máximo, o rapaz tem dado boa conta de si.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

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