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És a nossa Fé!

Mais expressões novas para o vocabulário de futebolês

Penalti tecnológico!

Claro que a criatividade envolve o Sporting, quem mais poderia ser, designadamente o lance que envolveu Paulinho e o guarda redes do Paços de Ferreira, no recente jogo em Alvalade e que culminou na marcação de grande penalidade. Uns artistas da TV e dos jornais e ainda a newsletter de um certo clube (não há pior dor que a dor de...aquela tal...), apesar de toda a evidência das imagens, do levantar da bandeirinha do fiscal de linha, da chamada de atenção do VAR e da revisão da decisão pelo árbitro, enveredaram pelo caminho da desvalorização da vitória leonina e de tentar enlamear o que foi limpinho, criando o "penalti tecnológico": penalti, pelo toque no pé direito do Paulinho que lhe provocou a queda. No dia seguinte jornais houve que, na capa, titularam o que nas páginas interiores não era sustentado pelas opiniões de profissionais da arbitragem que neles avaliam as decisões arbitrais. Ainda hoje, no Record, o antigo árbitro espanhol Iturralde Gonzalez reforçava as opiniões dos seus colegas, na coluna Tira-Teimas, e que passo a citar: "Neste...lance não há muito a dizer. O Paulinho dribla o guarda redes que, com a perna esquerda, contacta e derruba o avançado do Sporting, cometendo penalti. Falta bem assinalada e cartão amarelo bem exibido...". Que chatice para as virgens ofendidas e viúvas do velho sistema!

O VAR veio mudar muita coisa no futebol (estou convencido que só com o VAR o Sporting foi campeão e está na luta este ano), mas ainda tem um caminho  a percorrer no sentido de ainda maior verdade desportiva. Pelo menos e para já, acabaram muitas das vergonhas que assistiamos nos campos pois agora alguns rapazes pensam duas vezes antes de saltarem o muro para ir à fruta ou de se sentarem à mesa para refeições grátis. Dá mais nas vistas a inclinação dos relvados... Mas como dizia, ainda há caminho, muito para percorrer (e os jogadores também têm de ajudar, quanto a disciplina e simulações, não são nadadores nem mimos). Veja-se o escândalo dos cartões amarelos ao nosso jogador Palhinha. Pelo menos 3 mal exibidos, dos 5 que o excluem do próximo jogo. A "field of play doctrine" não pode continuar a ser a vaca sagrada das leis do futebol, caso contrário transforma-se antes em reiterada doutrina de injustiça autoritária ou numa "reveange doctrine" como no caso Palhinha. Ainda que não se atualize as normas de intervenção corretora do VAR quanto a injustiças cometidas por um árbitro em campo (revertendo cartões amarelos manifestamente mal exibidos ou pontapés de canto mal assinalados e que podem resultar em golos, por exemplo), não há razão para que os diálogos entre os diversos intervenientes das equipas de arbritragem não sejam públicos. E que a justiça dos órgãos jurisdicionais competentes se demita de julgar e aplicar as leis de acordo com os factos subjacentes à realidade, preferindo continuar à sombra da bananeira da "field of play doctrine". Por uma questão de justiça e de verdade desportiva.

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(fotografia Jornal Record)

PS- Para complementar e até porque foi referido num comentário a questão dos especialistas não serem unânimes, aqui ficam os recortes dos principais opinadores especialistas: 

 

 

Pódio: Paulinho, Sarabia, Pedro Gonçalves

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no V. Guimarães-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Paulinho: 19

Sarabia: 17

Pedro Gonçalves: 16

Ugarte: 16

Adán: 16

Gonçalo Inácio: 16

Matheus Reis: 16

Edwards: 15

Coates: 15

Neto: 14

Nuno Santos: 14

Slimani: 13

Palhinha: 13

Matheus Nunes: 13

Esgaio: 13

Daniel Bragança: 8

 

Os três jornais elegeram Paulinho como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da reviravolta operada em Guimarães. Estivemos a perder desde o minuto 23, na única falha colectiva da nossa equipa no plano defensivo, mas fomos capazes de dar a volta. Chegando ao empate mesmo à beira do intervalo e fazendo dois excelentes golos no segundo tempo. Há 13 anos que não conseguíamos virar o resultado neste estádio, sempre difícil para as equipas forasteiras. Após este triunfo por 1-3, levamos agora 67 pontos na classificação do campeonato, aumentando a pressão sobre o FC Porto.

 

De Paulinho. Destacou-se como melhor Leão em campo. Vai no segundo jogo consecutivo a marcar - e desta vez merece nota artística sem qualquer discussão, com um golo de letra aos 70'. Batalhou muito, abriu espaços, baralhou marcações - sobretudo desde que Rúben Amorim trocou Slimani por Pedro Gonçalves, devolvendo-o ao centro do ataque. O golo fez esquecer uma perdida aos 56', quando falhou o chapéu ao guarda-redes ao encaminhar-se isolado para a baliza.

 

De Pedro Gonçalves. Era a arma secreta do treinador. E funcionou nesse papel. Em campo desde o minuto 56, abriu linhas de passe e teve o condão de confundir a defesa vitoriana, já desgastada e condicionada por três amarelos. É de uma jogada de insistência dele, junto à linha final, que nasce a assistência para o nosso segundo golo. 

 

De Sarabia. Outra partida em excelente nível neste seu regresso ao onze titular. Chamado a converter o penálti, não vacilou na linha dos 11 metros, inaugurando o marcador. Tem intervenção directa no segundo golo, viu o guarda-redes negar-lhe outro e ainda sofreu falta para grande penalidade que ficou por assinalar aos 58' - aqui o erro é sobretudo do vídeo-árbitro. Como se já não fosse pouco, ainda esteve na origem de dois amarelos exibidos a jogadores adversários que o travaram à margem das regras.

 

Da estreia de Edwards a marcar de Leão ao peito. O ex-vitoriano desta vez ficou de início no banco. E só entrou aos 86' - aliás brindado com generosos aplausos de muitos adeptos da equipa da casa, lembrando as duas épocas e meia que passou em Guimarães. Mas apareceu a tempo de marcar o primeiro golo ao serviço do Sporting. Um golaço, em arco ao ângulo superior esquerdo da baliza, sem hipótese de defesa. Aconteceu aos 90'+8: a partida terminava da melhor maneira para nós.

 

De termos agora três jogadores entre os melhores artilheiros da equipa. Acontece pela primeira vez nesta temporada: Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho estão igualados no topo dos goleadores leoninos - todos com 14 já marcados em diversas competições. Uma "luta" que vale a pena ir acompanhando com atenção.

 

De Bruno Varela. Não costumo destacar jogadores da equipa adversária, mas abro uma excepção para elogiar o guardião vitoriano, um dos melhores portugueses na sua posição. Sem ele, a nossa vantagem teria sido mais dilatada. Com grandes intervenções, negou golos a Sarabia (21'), Slimani (27') e Paulinho (62'). Merece elogio.

 

De consolidarmos o nosso estatuto de equipa menos batida. Em 27 jornadas da Liga 2021/2022, apenas 17 golos sofridos. Menos dois que o FC Porto, líder da prova, e menos sete que o Benfica quando estes nossos dois rivais ainda não jogaram.

 

 

Não gostei

 

Dos 23 minutos em que estivemos a perder. Entre o golo marcado por Estupiñán aos 23' e o empate estabelecido por Sarabia já no tempo extra da primeira parte, concedemos demasiada iniciativa de jogo ao Vitória, sempre muito incentivado pelo seu público. No segundo tempo voltou a haver períodos ocasionais de predomínio vimaranense, embora inconsequente: a nossa equipa fechou-se bem atrás, apostando sem complexos no contra-ataque que produziu bons frutos. 

 

De Matheus Nunes. Volta a fazer uma partida muito apagada, em que foi incapaz de revelar todos os seus dotes técnicos que chegaram a merecer um elogio público do treinador do Manchester City. Demasiado remetido à linha esquerda, foram raros os desequilíbrios que conseguiu criar no meio-campo, exceptuando um bom cruzamento aos 57'. Dele espera-se muito mais.

 

De Nuno Santos. Outro jogador em défice exibicional. Tirando um centro bem medido para Slimani, que só Varela impediu que se transformasse em golo, esteve muito discreto na sua missão de municiar o ataque a partir do corredor esquerdo. Ao falhar o domínio de uma bola, permitiu o rápido contra-ataque de que resultou o solitário golo vimaranense. Parece longe da melhor forma física.

 

Da ausência de Porro. O internacional espanhol voltou a ficar fora do onze titular por debilidade física, desta vez queixando-se de uma tendinopatia na anca direita. Uma ausência que forçou Amorim a trocá-lo por Esgaio, jogador claramente mais limitado no plano ofensivo, o que afectou o nosso rendimento colectivo.

 

Dos desacatos nas bancadas. Já na metade final do segundo tempo, o jogo esteve interrompido mais de seis minutos devido a uma intervenção musculada da polícia de intervenção que distribuiu bastonadas a eito, forçando a evacuação de parte da bancada central do estádio. Os adeptos vitorianos responderam arremessando largas dezenas de cadeiras. Já antes tinham brindado alguns jogadores com uma chuva de isqueiros. Cenas lamentáveis num estádio que começa a ficar tristemente célebre pela falta de civismo de muitos espectadores, havendo também a suspeita de que a polícia terá revelado excesso de zelo naquela actuação.

Quente & frio

Gostei muito de ver o Sporting qualificar-se ontem, em Leiria, para a final da Taça da Liga, a disputar no próximo sábado contra o Benfica - com menos 24 horas de descanso para o nosso lado. Somos favoritos à conquista do troféu: nas últimas quatro épocas levámos três destas taças para o museu leonino. A maior responsabilidade, portanto, é nossa. Queremos sagrar-nos novamente campeões de Inverno.

 

Gostei dos primeiros 20 minutos da actuação do Sporting nesta partida contra o Santa Clara, que vencemos 2-1. Pressão alta, velocidade, passes de ruptura, bom desempenho de Matheus Reis e Nuno Santos na ala esquerda. Infelizmente, neste melhor período não construímos qualquer lance de verdadeiro perigo. E foi até a equipa açoriana a marcar primeiro, aos 32', de livre directo, aproveitando a deficiente formação da nossa barreira. 

 

Gostei pouco que só tivéssemos chegado à vitória graças à "estrelinha" do nosso treinador, que ontem voltou a brilhar. Fixámos o resultado sem criar uma só oportunidade de golo. O primeiro, aos 40', entrou na baliza do Santa Clara devido a um caricato lapso do central Villanueva, que apareceu na área como se fosse ponta-de-lança leonino, metendo-a lá dentro na sequência de um cruzamento de Nuno Santos, sem nenhum jogador nosso a pressionar a bola. O segundo resultou de um penálti assinalado por António Nobre, após advertência do VAR, Nuno Almeida: lance que com outros árbitros talvez passasse em claro. Somado a isto, foi expulso Rui Costa, o jogador que fez a falta. Chamado a converter, Sarabia não falhou: a nossa passagem à final deve-se ao internacional espanhol, para mim o melhor em campo também pelos desequilíbrios que criou à frente em jogadas de bom recorte técnico. Além de ter sido ele a pressionar o adversário no lance de que resultou a grande penalidade.

 

Não gostei da falta de energia anímica dos nossos jogadores, que mesmo em superioridade numérica desde o minuto 65 (e houve oito minutos de tempo extra) quase se limitaram só a trocar a bola no meio-campo ofensivo, sem aproximação à baliza, proporcionando um espectáculo deplorável aos 7332 adeptos presentes no estádio leiriense. E fiquei perplexo por termos entrado em campo com dois médios defensivos, Palhinha e Ugarte. Nada digno de um plantel que é campeão nacional. Atitude de equipa pequena, resultadismo no seu pior.

 

Não gostei nada de um falhanço inacreditável de Paulinho em recarga à boca da baliza, a um metro da linha de golo e sem opositor pela frente: fez quase o impossível, atirando ao lado com o seu melhor pé. Parecia uma rábula humorística, para os "apanhados". Mas sem graça alguma. Desta vez fora do onze titular, o ex-avançado do Braga entrou aos 67' para substituir Pedro Gonçalves, que andou perdido no campo, sem nada ter feito digno de nota. Paulinho desperdiçou três oportunidades para o 3-1: aos 83' optou por um passe ao guarda-redes; aos 89' rematou sem eficácia, permitindo a defesa; no minuto seguinte, teve aquela perdida incrível. Não nos iludamos: temos um sério problema lá na frente. E a nossa consistência defensiva deixou de ser o que já foi, como comprova o golo sofrido de bola parada. Sem a tal "estrelinha" que costuma acompanhar o nosso técnico, não teríamos vingado ontem a derrota sofrida frente ao Santa Clara para o campeonato a 7 de Janeiro. Foi aí que a maré baixa começou.

Pódio: Paulinho, Nuno S., Matheus Reis

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Portimonense pelos três diários desportivos:

 

Paulinho: 21

Nuno Santos: 18

Matheus Reis: 17

Daniel Bragança: 16

Adán: 15

Pedro Gonçalves: 15

Sarabia: 15

Geny: 14

Palhinha: 14

Coates: 14

Matheus Nunes: 14

Esgaio: 12

Gonçalo Inácio: 12

Tiago Tomás: 1

 

Os três jornais elegeram Paulinho como melhor jogador em campo.

O dia seguinte

Lá em Alvalade onde eu estava, bem de frente para a saída dos jogadores para o intervalo, a ideia que me ficava era que desta vez iríamos voltar aos velhos tempos: sair de Alvalade vergados por uma derrota completamente estúpida, no final dum ano e quase ao final da primeira volta.

Uma primeira parte onde o Sporting até começou em grande estilo mas sempre desequilibrado, um lado esquerdo com Matheus Reis e Nuno Santos a combinar na perfeição, e ainda com Matheus Nunes e Pedro Gonçalves no jogo interior a criar linhas de passe que confundiam a defesa contrária, um lado direito muito pífio, com Esgaio, Sarabia e até Palhinha completamente desinspirados. E todo o esforço ofensivo esbarrava num 6-3-1 muito elástico do Portimonense, que construia uma muralha no momento defensivo e saltava para o ataque de forma muito objectiva, com um internacional japonês realmente doutro patamar. Além disso, Pedro Gonçalves e Sarabia estavam completamente desinspirados no remate, as bolas saíam todas à figura, parecia que se rematassem 50 vezes acertavam no guarda-redes as mesmas 50.

 

O Sporting entrou na segunda parte com vontade de dar a volta à situação. O lado direito começou a funcionar, mas a bola teimava em não entrar. Rúben decide mexer, tirou um Palhinha a recuperar a forma perdida para meter um Bragança com a força toda. Mas, antes de se poder apreciar a justeza da decisão, Matheus Reis foi por ali fora e provocou a expulsão do capitão adversário. 

Assim se decidiu o encontro. A partir daí houve mais espaço no meio-campo, Bragança tomou a batuta, Geny Catamo substituiu com vantagem Esgaio na direita, Nuno Santos desfez o lado direito contrário, as bolas pingaram na área e Paulinho, que até aí estava a um nível sofrível, fez um "hat trick".

Depois do 3-1 o jogo parecia terminado, mas o Portimonense ainda teve ânimo para falhar por pouco um golo de cabeça e pouco depois marcar um daqueles golos que uns dizem grandes, e outros chamam "chouriço".

 

Se calhar acabou direito por linhas tortas. O 3-2 final representa bem o que foi o jogo: um Sporting superior mas com muitas dificuldades em lidar com um muito bem organizado adversário, que além do que jogou não se coibiu das palhaçadas do costume, simulação de lesões para quebrar o ritmo do Sporting e teatralização de contactos para provocar faltas e cartões por parte do árbitro.

Se calhar para Paulo Sérgio tudo isso são as ferramentas do seu ofício, mas se calhar por isso Rúben Amorim é... Rúben Amorim e Paulo Sérgio é... Paulo Sérgio.

 

Falando do árbitro, a verdade é que fez uma excelente arbitragem, muito longe da mediocridade corporativista reinante cá no burgo. Deixou fluir o jogo, desvalorizou aproveitamentos de contactos, salvaguardou a sua autoridade, deixou o VAR decidir onde tinha que decidir, e fez o que podia nas palhaçadas, obrigando o jogador contrário a sair do campo e aguardando para lhe permitir a reentrada.

Não merecia a pateada ao intervalo. Quem não gosta desta arbitragem francamente não sei do que gosta, só se for do Tiago Martins ou do Luís Godinho.

 

Melhor em campo? Apesar do autogolo cometido no limite para impedir o golo adversário, Matheus Reis foi um canivete suiço extremamente eficiente, e esteve no lance capital, a expulsão do jogadior adversário. 

Sobre Paulinho? Passou tanto tempo a trabalhar imenso e a lutar contra a sorte que mais que merece este "hat trick". Agora venham outros. Quem o critica por assistir em vez de rematar, que veja o terceiro golo...

E os outros? Estiveram bem e fizeram parte duma grande equipa, que vale muito mas muito mais do que o somatório das individualidades. Mérito do treinador, Rúben Amorim.

 

Assim chegámos ao final do ano a competir em todos os palcos. Vamos desfrutar com o Man. City dois belos jogos na Champions, se calhar disputar com o Benfica a Taça da Liga, com o Porto a Taça de Portugal e amanhã se verá como e com quem na Liga, sendo que pelo menos ficaremos com o máximo de pontos no final desta jornada.

Quando é que alguma vez estivemos em melhor situação ao encerrar o ano? Se alguém souber, pode dizer.

No meu tempo não foi, com certeza.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso triunfo esta noite em Alvalade. Espectacular reviravolta conseguida já na segunda parte, depois de termos estado a perder por 0-1 frente ao Portimonense entre os 21' e os 65'. Aos 84', vencíamos por 3-1. Pena termos sofrido um segundo golo, aos 90'+2. Faltava pouco mais de um minuto para terminar a partida. Mas vitória incontestada da nossa equipa.

 

Do nosso segundo tempo. Total domínio leonino, com três golos construídos em transições rápida, sem os momentos de apatia registados nos 45 minutos iniciais. A equipa veio do intervalo com vontade indómita de virar o jogo e manter-se no topo da classificação, aguardando agora o desfecho do FC Porto-Benfica de amanhã. Partimos com vantagem, seja qual for o resultado dessa partida. E temos, para já, garantidas 24 horas no comando isolado do campeonato.

 

De Paulinho. O homem do jogo. Noite de gala para o avançado que fomos buscar ao Braga: nunca tinha marcado sequer dois golos num mesmo desafio vestido de verde e branco. Desta vez marcou três - aos 65', 76' e 84'. Graças a ele, conquistámos mais três pontos: já amealhámos 44 neste campeonato. Tinha anteriormente demonstrado ser muito útil nas movimentações dentro da área, a fazer tabelinhas e a arrastar marcações. Mas desta vez o n.º 21 mostrou aos adeptos aquilo que todos pretendemos dele acima de tudo o resto: instinto goleador. Passou com distinção.

 

De Nuno Santos. Grande partida do nosso ala esquerdo que neste jogo actuou quase sempre como extremo. Tem intervenção directa nos três golos do Sporting - o primeiro com assistência directa. Mentalidade competitiva e pulmão inesgotável. Pena a grande maioria dos cruzamentos dele terem sido desperdiçados por falta de sequência na área do Portimonense. Merece ser titular sem favor algum.

 

De Matheus Reis. Teve um mau momento ao marcar involuntariamente na própria baliza, dando vantagem ao Portimonense, quando tentava ir à dobra de Gonçalo Inácio, batido em velocidade num fulminante contra-ataque. Mas não revelou qualquer fragilidade psicológica decorrente desse lance: pelo contrário, voltou a rubricar outra excelente exibição. É ele a sacar o cartão vermelho a Pedro Sá, que travou à margem da lei do jogo uma perigosa condução com bola do brasileiro. E é ele também a iniciar o lance do golo 2, com um passe vertical muito bem medido. Começa a tornar-se imprescindível.

 

De Daniel Bragança. Saltou do banco aos 55', rendendo Palhinha, e fez a diferença. Com clarividência na condução da bola, exemplar visão de jogo e grande capacidade de queimar linhas, funcionou como talismã da equipa. Com ele em campo, todo o colectivo melhorou. É ele a iniciar o nosso primeiro golo.

 

Da estreia de Geny. O jovem moçambicano, com apenas 20 anos, vestiu pela primeira vez a verde e branca numa partida do primeiro escalão. Confirmando como Rúben Amorim confia nos jogadores formados na Academia leonina. Entrou aos 59' para o lugar de Esgaio, quando a equipa ainda estava a perder, e deu nas vistas com os desequilíbrios que foi criando no flanco direito, apesar de ser esquerdino. Momento alto: o livre directo que conseguiu aos 72'. Descomplexado, mostra confiança na condução da bola. 

 

Do Portimonense. A equipa algarvia deu-nos boa réplica em Alvalade e foi recompensada com dois golos, algo que não sofríamos há oito meses em casa, para o campeonato. Foi uma digna vencida. Convém não esquecer que o onze comandado por Paulo Sérgio já impôs uma derrota ao Benfica, na Luz, nesta Liga 2021/2022.

 

Do árbitro António Nobre. Não quis ser a estrela da partida, adoptou um critério largo na avaliação dos lances, ajuizou bem nos momentos capitais. Em perfeito contraste com o habitual desempenho de muitos dos seus colegas.

 

Da nossa 11.ª vitória consecutiva na Liga. Igualamos um recorde já com mais de 30 anos, alcançado na época 1990/1991, quando Marinho Peres era o nosso treinador. Amorim soma e segue, mantendo-se invicto enquanto treinador do primeiro escalão nas partidas disputadas em casa.

 

De ver o Sporting marcar há 29 jornadas seguidas. É um prazer redobrado ver esta nossa equipa em campo. Segura atrás, criativa a meio, eficaz à frente.

 

De terminar 2021 sob o signo das vitórias. Ano encerrado com dupla chave de ouro: este triunfo contra o Portimonense no futebol e a concludente vitória por 7-2 frente ao Benfica que pouco antes nos havia garantido a 10.ª Supertaça de futsal

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Praticamente não construímos uma oportunidade de golo neste período. Vimos o Portimonense adiantar-se no marcador e ainda desperdiçar um segundo quando Nakajima dispara um petardo muito bem colocado que Adán desviou com brilhantismo, fazendo a bola embater no poste.

 

De Matheus Nunes. Foi talvez o nosso elemento mais apagado. Falhou passes, acusou falta de dinâmica, revelou-se incapaz de fazer a diferença nas acções ofensivas. Muito abaixo do que tem demonstrado noutros jogos.

 

Dos dois golos sofridos. Já não estávamos habituados. Foi a primeira vez que se registou tal facto nas competições internas desta temporada. Com a agravante de o primeiro ter sido autogolo.

 

De só ver cerca de 21 mil adeptos em Alvalade. Consequência directa das mais recentes medidas governamentais, que forçam quem queira ir ao futebol não apenas a apresentar um certificado digital de vacinação completa anti-covid mas também a fazer um teste PCR ou um teste rápido de antigénio antes de comparecer no estádio - além do uso obrigatório de máscara e da medição de temperatura. Tudo conjugado para manter um número máximo de pessoas em casa, evitando que assistam a espectáculos desportivos. Uma vez mais, o futebol como suspeito. Quando não existem normas similares nas fábricas, nos transportes públicos, nas grandes superfícies ou nos centros comerciais. 

Derby é derby. Eles e nós

Aqui, como no estádio, onde tantas vezes pauso vida e pensamentos, onde estou só com o Sporting e os nossos.

Era sexta e dia de derby. O melhor Sporting que vimos nos últimos anos, sem dois dos nossos mais valorosos, mas a confiança inabalável. Era à noite, eram precisos testes, era dia de derby.

Estou aqui porque não há como desabafar a quem não sente como nós.

Começava o derby e eles nem nos permitiram tremer ou desacreditar. Destemidos, Sarabia e Pote abrem as hostilidades. Tive a certeza que nenhum daqueles rapazes pensa sequer "quem vem lá", vão em frente e vencem o próximo. Precisávamos disto. Merecíamos isto. 

O persistente e apoiado (por nós e por Matheus Nunes) Paulinho, lá foi. Se mostrou os dentes ou não, não sei, sei que o celebrou olhos nos olhos connosco. Foi para nós.

O intrépido Matheus, que se agiganta ainda mais em jogos grandes, acreditou e avançou. Naquele salto com que celebrou, estavam 3 milhões de leões.

Venho aqui, como ao estádio, que é onde está quem sente como eu.

Foi noite de derby e saímos felizes.

Paulinho, o Fantasma

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«A anatomia de Paulinho é especial. Tanto por parecer ter um gosto peculiar por golos robustos como por ser como um jogador “fantasma” – quase invisível aos olhos de uns, assim como a essas disputas de melhores marcadores comuns entre avançados, mas imprescindível a uma equipa como o Sporting. É um homem com muito que se lhe diga.

Assenta, desde logo, que nem uma luva no sistema de Amorim, começa por notar o analista Afonso Cabral, que tem estado especialmente atento ao jogador de 28 anos. “No 3-4-3 do Sporting, o avançado tem de ter algumas características específicas. O Paulinho casou bem com as características que quis Amorim no Sp. Braga e por isso mesmo o treinador terá feito um esforço enorme para trazê-lo em janeiro. O que é que Amorim vê no Paulinho para funcionar bem neste 3-4-3? Muito. Neste modelo, sempre que quiseres pressionar, vais ter a tua linha de cinco, composta pelos dois laterais e três centrais, dois no meio-campo e os três da frente a pressionar alto para caso queiras recuperar a bola em zonas adiantadas. Os homens da frente vão ter de ser muitos fortes a pressionar porque, à partida, vais estar sempre em inferioridade no meio-campo, mesmo que um dos médios seja Palhinha, que defensivamente é um monstro, mas que não consegue fazer tudo - e vimos muitas dessas dificuldades contra o Ajax porque a pressão não estava a ser feita”, explica o especialista da ProScout.

E é aí – no “pressionar” – que Paulinho é importantíssimo na cena. “É um jogador que consegue tapar linhas de passe, consegue pressionar o portador da bola, vence vários duelos, tanto no chão como aéreos, e, tal, como ontem, ainda consegue recuperar algumas bolas durante o jogo e ganhar algumas divididas”, concretiza.

A fisionomia de Paulinho também é algo que joga a seu favor, ressalva Afonso Cabral: “É um jogador alto, com alguma capacidade física a segurar o jogo de costas, a segurar e devolver aos seus colegas e, mais do que isso, também muito visível ontem, consegue trazer muitas vezes o seu consigo nos seus movimentos de recuo. O central acompanha e abre espaço a que os extremos apareçam. Abre-se um fosso entre o central e o lateral e os extremos aproveitam. Também consegue ganhar alguns duelos aéreos. Temos visto nos cantos, quando surge ao primeiro poste para depois aparecer Coates ao segundo. Imprime algum físico à equipa.”

Mas quando um avançado não tem uma relação íntima com os golos… bem se sabe que está mais perto de ser crucificado. “Os adeptos, por prazer, pedem, golos. E é verdade que ainda não tem grandes números. Mas se acho que os golos são determinantes? Para qualquer avançado o são, porque dão confiança, alento e fazem com que tentem coisas novas. Mas neste caso específico, e olhando ao modelo em que se insere, os golos não serão de todo o mais importante. Porque se virmos no ano passado, por exemplo, quem mais marcou foi um extremo, o Pote, e a tendência é que seja outra vez um dos extremos. A função de Paulinho é mais a de movimento de arrastamento de jogadores para abrir espaços para a equipa. Parece-me que agora tem procurado muito mais do que no ano passado esses movimentos de ataque à área e zonas de finalização para receber cruzamentos tanto de Sarabia como de Pote”, nota o analista.

Perito em “movimentos contrários”

Paulinho enquadra-se na perfeição naquilo que os peritos de futebol entendem por ‘movimentos contrários’. “Fala-se muito, no futebol, dos movimentos contrários, algo que acontece muito entre extremos e avançados: por vezes, o movimento de ruptura não tem, por si só, qualquer efeito prático se o avançado não fizer em simultâneo o movimento contrário de aproximação para tirar de lá o defesa que o estava a marcar”, alerta. “Acho que este ano, os golos podem aparecer mais pela inclusão de Sarabia no onze, mas toda a importância do Paulinho é muito maior do que os golos que marca e isso tem muito a ver com a forma como o Sporting joga e se posiciona tanto a atacar como a defender. Depois, em termos colectivos, é uma equipa que não sofre muitos golos – algo que também tem a ver com a forma como os jogadores do ataque defendem, pressionam e são agressivos. Parece-me que o objetivo do Paulinho é ser um jogador ‘fantasma’ que faz brilhar os colegas de equipa e muitas vezes sem que as pessoas se apercebam”, remata Afonso Cabral.»

retirado do Record, ligação aqui

Das habilidades críticas

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A bela vitória de ontem na Turquia é muito importante, em termos desportivos e morais - para além dos financeiros e dos sempre necessários pontos para o "ranking" europeu, os quais necessários serão para futuros sorteios -, potenciando o ambiente de maturação da equipa e de vários dos seus jogadores, e sendo decerto factor de sua galvanização. Tudo isto é crucial, mas o impulso moral - e até acalmia após o rombo Ajax - é precioso. Pois mostra algo: a época está a correr bem. E isso é fundamental num clube que não ganha um bicampeonato há 70 anos, longuíssimo período durante o qual os raros títulos nacionais têm sido sucedidos por épocas deslustrantes. Ou seja, onde a continuidade no sucesso (relativo, que seja) é um bem raríssimo, esquecido.

Nada do que se tem passado nesta época é gravoso: a equipa joga melhor do que o ano passado - quando foi campeã com justiça, mas também é justo dizer que tudo o que podia ter corrido bem correu... bem. Até agora (e longe vá o agoiro) nada piorou em termos de resultados: no campeonato tudo igual ao que se passou na época transacta, e a um ponto do líder. Na Europa um mau jogo inicial - tal como o ano transacto -, com alguma nervoseira e algum azar (que faz parte do jogo), contra um poderoso adversário, recente semi-finalista da Liga dos Campeões. E com esta vitória o percurso europeu associa-se, quantitivamente falando, às duas últimas participações nesta Liga (16/17, 17/18) - as quais foram muito boas, pois jogou-se contra colossos (Juventus, Barcelona [o verdadeiro], Real Madrid, Dortmund) e jogou-se muitíssimo bem, memória que aliás poderia servir para reduzir o actual e anacrónico afã crítico sobre o antigo treinador Jesus, que então comandou grandes campanhas futebolísticas tendo sossobrado pois diante de clubes extraordinariamente poderosos. E é isso a Liga dos Campeões. Insisto, ainda que seja algo lateral ao tema do postal: continuar a criticar Jesus é fazer por esquecer o excelente futebol com que o Sporting então se apresentou no grande palco europeu. É apoucar o recente historial do clube.

 

 

O dia seguinte

Não é Ajax quem quer, é quem pode. O Ajax entrou em Alvalade em modo tracção à frente, destruiu a defesa do Sporting colocando muitos jogadores em zonas avançadas, jogando em velocidade e dando uma lição do que é o "passing game" de que falava Keizer. E foram 5-1, mesmo com um golo anulado ao Paulinho que poderia ter mudado muita coisa. Hoje o Dortmund provou do mesmo veneno. E foram 4-0.

O Besiktas entrou em campo com a mesma ideia do Ajax. Frenesim ofensivo, jogar no limite do fora de jogo, destruir a construção de jogo do Sporting, usar a velocidade. E nos primeiros minutos o Sporting passou mal, muito desconfortável na saída a jogar com a pressão imediata do adversário, e por vezes querendo jogar bem quando não havia espaço para isso.

Mas a verdade é que a todo aquele frenesim ofensivo do Besiktas faltava a qualidade individual e colectiva do Ajax e desta vez não havia dia santo na loja, "El Patron" estava lá, e com ele uma muralha defensiva central de elevada qualidade. E quando o Sporting conseguia ultrapassar o "pack ofensivo" do Besiktas, deparava-se com um mar de facilidades que foi desaproveitando.

Estávamos nesta corda bamba entre a derrota e a vitória por goleada, quando dum canto "El Patron" marcou o primeiro, sofremos um golo dum canto também daqueles que parecem que as leis do futebol tem variantes geográficas como o código da estrada, logo a seguir doutro canto marcou o segundo, e doutro canto ainda marcaria o terceiro, mas o defesa adversário estragou-lhe o "hat trick" com um belo gesto de andebol. E ainda evitou um golo adversário, gerindo com mestria a linha defensiva.

Na segunda parte o Besiktas tentou muito mas conseguiu muito pouco, Palhinha e Matheus Nunes melhoraram muito de rendimento, e os três avançados foram cada vez mais tendo situações de contra-ataque em igualdade ou até superioridade numérica que foram desperdiçando, por falta de articulação entre eles (se calhar foi a primeira vez que alinharam os três pelas razões conhecidas), por egoísmo de algum deles, ou por azar puro naquelas duas bolas nos ferros do Paulinho.

E finalmente, em mais um lance desperdiçado por Pedro Gonçalves, a bola sobra para Paulinho e... golaço! De nível Cristiano Ronaldo, se calhar o melhor desta jornada da Champions. Aquele que ele devia aos Sportinguistas pelo outro que falhou em Dortmund quando quis fazer a mesma coisa. 

Se calhar foi o melhor jogo de sempre de Coates com a camisola do Sporting, pelo comando brilhante da linha defensiva, pelos dois golos marcados, e um penálti provocado e pela excepcional capacidade de liderança em campo demonstrada. 

Depois um Palhinha que foi melhorando com os minutos e que na segunda parte esteve ao nível que nos habituou, essencial para quebrar o ânimo atacante do Besiktas.

E a seguir obviamente aquele que marcou um belo golo, enviou duas bolas aos ferros, fez uma assistência para golo, o sempre esforçado, dedicado e devoto, mesmo que nem sempre glorioso Paulinho.

Sinal menos apenas para Matheus Reis, que desaproveitou completamente a oportunidade de se afirmar na ala esquerda, e um Pedro Gonçalves naturalmente fora de forma.

E agora como vai ser neste grupo da Champions? Bom, agora é ganhar ao Besiktas em Alvalade, depois ganhar ao Dortmund em Alvalade e depois ganhar ao Ajax em Amsterdão. É simples. Se não conseguirmos logo se vê. Não faltarei em nenhum dos jogos, acredito neste treinador, acredito nesta equipa, alguma coisa de bom vai acontecer.

 

PS: Lembrar ao Besiktas que temos um defesa lateral direito disponível de enormíssima qualidade, muito melhor ainda que o Rosier, com grande experiência internacional multicontinental e que se chama Bruno Gaspar. Vendemos barato. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Isto é uma vergonha!

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Tantos golos falhados.

Não sei o que foram fazer a Istambul.

E o Paulinho, que deve andar em Alcochete a treinar a acertar nos ferros da rede da cerca da Academia? Tem dado resultado!

E o redes, não estava bem a aquecer o banco do Atlético? Ainda por cima vestido de azul e com sapatos encarnados?

O Coates, que falhou um golo feito, que seria o terceiro, deve pensar que o Sporting é a Santa Casa...

Isto é tudo uma fantochada, os turcos estavam comprados.

Gostava de saber o que é que vão fazer aos dois milhões e oitocentos mil euros, deve ser para arranjar o relvado se forem homenzinhos!

Ainda bem que eu vi o jogo na InácioTV! Perder tempo com jogos destes? Mais que fazer!

Deixem o Paulinho trabalhar


No ano passado, por esta altura, julgava que lutaríamos pelo terceiro lugar com o Braga. Agora, acho que lutaremos também pelo terceiro, talvez com menos incómodo vindo do Minho.

Apesar das fraquezas, Porto e Benfica continuam bem à nossa frente em termos de qualidade individual no plantel. O SLB tem pontas de lança suficientes para emprestar um a cada equipa da Liga e ainda sobra e o Porto mantém uma forma de estar em campo – em jogo, nas interrupções e demais artimanhas  - que o torna sempre perigosíssimo, com alas que nunca mais acabam e centro campista de luxo, a que se devem somar este ano os da formação, francamente bons.

Temos uma equipa com bons jogadores e uma equipa técnica que consegue extrair sangue das pedras (ou lá como é a metáfora). Na Champions, levamos um banano do Ajax e fomos insuficientes com o Dortmund e há jogadores abaixo do híper rendimento do ano passado. Pote tem jogado zero (literalmente), Vinagre tem sido encadeado pela grandeza do clube, Tiago Tomás deve estará sentir em demasia que é e será segunda escolha  (e a continuar assim, até pode ser terceira ou quarta). Esgaio começou bem, mas talvez não tenha o pico físico de clube grande, que vê os adversários agigantarem-se para se mostrarem. Feddal, Jovane estão também meio ausentes, Ugarte está em adaptação e não há Nuno Mendes.

Assim, olhando com frieza para a nossa malta e comparando com os equivalentes adversários, um a um, talvez seja mais fácil perceber a importância de um jogador como Paulinho. Sim, ele poderia marcar 15-20 golos por época, mas quem seria então o treinado em campo, o líder de equipa, o chefe de turno, o capitão de pelotão, o encarregado da obra que mete os colegas em sentido, puxa por eles e os força a olhar de frente para a responsabilidade que têm por vestir aquela camisola?

Sporting é campeão e agora está na luta, a um ponto do primeiro, depois de ter ido a Braga e ter recebido o Porto. Deixem o Paulinho trabalhar,  pode ser que consigamos melhor que o terceiro que prevejo.

Atitude, talento, desempenho, etc...

Primeiro queria mais uma vez dizer que o jogador de que vou falar não faz o meu tipo de ponta de lança. Quem tem como ídolo o Yazalde, e depois teve a oportunidade de acompanhar nas bancadas Manuel Fernandes, Jordão, Acosta, Mário Jardel, Liedson, Slimani ou Bas Dost, obviamente que tem de ser exigente na avaliação dum ponta de lança do Sporting. Se o 3-4-3 de Rúben Amorim tem ou não ponta de lança, isso é outra questão, que abordarei noutro post.

Sobre esse jogador, o Paulinho, vamos primeiro a alguns factos, espero não me enganar em nenhum. Se for o caso, desde já agradeço o alerta para poder corrigir.

1. O estádio do Arouca tem por dimensões 106x65m. O record de Portugal dos 100m penso que será de 9,86 obtido pelo "nosso" Francis Obikwelu em 2004. O melhor Francis demoraria cerca de 10,5s a percorrer a distância entre as linhas de fundo do estádio do Arouca.

3. O Paulinho tem 28 anos, 1,87m, é pesadinho, e vinha de dois jogos na mesma semana onde alinhou quase o tempo todo dos mesmos, ou seja, cerca de 180 minutos. 

4. Depois da sequência Marítimo-Dortmund, dois pesos pesados da equipa, Feddal e Neto, não alinharam de início em Arouca, Palhinha esteve irreconhecível, e Coates esteve em regime de serviços mínimos. 

5. Aos 51minutos do 3.º jogo em oioto dias, Paulinho envolve-se numa transição defensiva onde percorre cerca de 90m em 11s e picos...

yyy.jpg

O percurso de Paulinho no lance está assinalado com o círculo vermelho. Como referência assinalei a posição a amarelo dum dos melhores jogadores do Sporting em campo, Daniel Bragança, um talento incrível. Que tem 22 anos, é levezinho, e jogou apenas cerca de 30 minutos nesses dois jogos.

Se os frames que seleccionei esclarecem muita coisa, o vídeo esclarece muito mais:

https://www.youtube.com/watch?v=gFjWTCoHSwI

Uma coisa assim só me faz lembrar esta dum tal Cristiano Ronaldo, mas para a frente. Para trás não sei se alguma vez fez alguma...

https://www.youtube.com/watch?v=TKcd7HUfais

E não digo mais nada, fico a aguardar os vossos comentários. Que poderão incluir indicação de vídeos onde me mostrem algum jogador do Sporting em alguma época a fazer alguma coisa de parecido.

 

PS: Agradecia que trolls anónimos, lampiões e andrades se abstivessem de comentar, libertando o espaço para quem é destinado, os Sportinguistas de coração. 

 

#OndeVãoUmVãoTodos

SL

Um exercício diferente

Por razões que não vêm ao caso, não vi o jogo de ontem, não ouvi o relato na rádio e nem sequer recebi notificação no telefone, que estava desligado, do golo dos adversários alemães de Dortmund.

Vi, já o dia era hoje, quando por volta da uma da manhã liguei o telefone que perdemos por uma bola, 1-0 e a minha primeira reacção foi de alívio, confesso, e depois de esperança.

Vínhamos de um resultado desastroso em casa (olá FCPorto!) que poderia condicionar os rapazes em campo, mas o que me dizia este resultado era que, sem qualquer outra informação que não apenas e só o resultado, as coisas pelo menos no capítulo anímico foram superadas com distinção.

Do jogo, à hora a que escrevo este post, só tenho a informação dos meus colegas Pedro Correia e Luís Lisboa que escreveram sobre ele e apesar de se confirmarem todos os nossos receios em relação a vários jogadores, uns ausentes de campo e outros ausentes em campo, sendo este um resultado negativo e que soma zero pontos e zero euros para o pecúlio do grupo e da tesouraria do clube, pode dar-nos alguma esperança e alento de que pelo menos poderemos lutar pelo terceiro lugar no grupo e usufruir da montra europeia por mais algum tempo e também amealhar uns cobres que tanta falta nos fazem.

Segundo o Luís Lisboa, Amorim não abdicou das suas ideias e eu apoio o treinador, por uma razão mais económica que desportiva até e passo a explicar: Jogando todos "fechadinhos cá atrás" (alguém largou esta pérola há alguns anos, mas confesso que agora não me vem à memória quem), poderemos eventualmente conseguir um empate contra uma grande equipa, mas nunca conseguiremos mostrar ao mundo do futebol a qualidade dos nossos melhores jogadores. E ele às vezes há coisas e numa jogada maluca o Paulinh... perdão, o Porro pode fazer um golo!

E pronto, eis uma crónica de um jogo não visto, não ouvido e não acompanhado, mas com a convicção de que as coisas só podem melhorar e com uma confiança absoluta na equipa técnica e nos  jogadores, ainda que alguns ainda fiquem à porta do balneário, apesar de lhes dizerem que há um jogo para disputar.

Diferenças

Para melhor

Quando contamos com Coates, capitão indiscutível do onze leonino, toda a equipa melhora. Não apenas na organização defensiva: também lá na frente. As duas verdadeiras oportunidades de golo do Sporting, ontem contra o Borussia, foram dele.

 

Para pior

Faz uma diferença enorme - para pior - a ausência de Pedro Gonçalves, que começa a tornar-se demasiado longa, por lesão nada fácil de tratar. Ele é sempre um trunfo, tanto na inteligência em campo como na qualidade que empresta ao jogo. E sobretudo nos golos que marca.

 

Igual

Dez jogos oficiais na temporada, apenas dois golos marcados: é este o balanço de Paulinho, que ficou novamente em branco, agora na Alemanha. Dele se dirá tudo menos que é um goleador. Preocupante, pois foi contratado para marcar. E não ficou nada barato. 

Arre Porro!

Ou a gente começa a marcar as oportunidades que cria e raios são tantas, caramba, ou os nossos corações, o meu pelo menos, não aguentam.

Caso para dizer, arre porra que é demais.

Já dizia um treinador narigudo da agremiação do outro lado da rua que um a zero dois ponta, mas que diabo, será pedir muito que a reza que encomendei para o Paulinho comece a fazer efeito? E não me venham cá com a porra da relva que tem dois meses e já está uma vergonha...

Com uma superioridade tão evidente e avassaladora, ter corrido o risco de empatar só demonstra que há que trabalhar mais o factor sorte, que foi isso que também nos faltou naquelas que bateram nos ferros; Mas como a sorte proteje os audazes, aquele assalto à baliza do Marítimo só podia ter um desfecho, Porro! A vitória.

E tudo o vento levou

Depois da trágica jornada europeia de que já falámos de sobra, fomos a casa do segundo (entretanto relegado para terceiro pouco antes do jogo, na sequência da vitória do Porto) numa noite extremamente ventosa como é costume no Coimbra da Mota, que nos poderia prejudicar.

Não sendo o Estoril o Ajax, mas estando para consumo interno a praticar um futebol muito agradável e consistente e onde pontificam alguns ex-jogadores do Sporting que o treinador soube aproveitar muito bem, Amorim conseguiu em três dias reparar os danos emocionais causados na Quarta-feira e este foi um Sporting mais parecido consigo próprio, apesar da falta que sempre faz a ausência de Pedro Gonçalves, perdoem a redundância.

Ao contrário do que era de esperar, o vento não nos prejudicou e curiosamente, apesar de dominarmos durante todo o tempo de jogo, foi na segunda parte, contra ele, que a equipa esteve melhor e causou mais perigo junto da baliza adversária. Caso para dizer que depois duma bela exibição, com uma vitória escassa para o futebol produzido, a equipa recuperou bem duma situação complicada e que afinal tudo o vento levou.

 

PS: Já encomendei que fosse tirado o cobranto ao Paulinho, que aquilo já lá não vai com patas de coelho e afins. Se correr bem, vão vir charters de golos, vocês vão ver! E se o rapaz merece, caramba.

O dia seguinte

Foi um Sporting a lutar com os seus próprios fantasmas que entrou na Amoreira, com uma ala esquerda de compromisso que deixou muito a desejar, mas também foi um Sporting que se concentrou no seu processo de jogo, um 3-4-3 envolvente a campo todo, e que a pouco e pouco, depois dum lance de bola parada excelentemente defendido duplamente por Adán, foi encostando o adversário às cordas até ao golpe fatal.

E o resultado só esteve incerto tanto tempo porque ao melhor em campo faltou sempre a pontinha de sorte de que todo o ponta de lança não abdica, e assim foram duas bolas safadas sobre a linha pelos defensores contrários e outra pelo poste. E foi ele mesmo a resolver o encontro, aproveitando um magnífico passe de Sarabia para provocar um penálti magnificamente convertido por Porro. Só esteve mal foi naquela rábula com o Francisco Geraldes que lhe custou um amarelo.

Mas Paulinho não ganhou o jogo sozinho, todo o restante eixo central Adán - Coates - Palhinha esteve ao seu nível, Neto e Porro acompanharam muito bem também. Dois remates frontais, de Palhinha e Neto, não entraram por muito pouco. Sarabia redimiu-se do fraco jogo que fez com aquele passe para o lance que resolveu o jogo. Palhinha acabou o jogo "à matador", festejando um corte como se fosse um golo, e tendo uma prestação magnífica na "flash interview". 

Muito estranhamente, devo dizer, tivemos direito a uma arbitragem excelente, de nível Champions, que nunca tinha visto antes neste árbitro Tiago Martins, com critérios completamente distintos do que até agora tivemos direito na Liga. O que também quer dizer que o Conselho de Arbitragem não consegue implementar critérios uniformes na arbitragem portuguesa, e intervém a belo prazer nas classificações dos clubes enviando encomendas para os destinos tidos por convenientes. Por falar nisso, onde pára o Hugo Miguel? Foi engavetado pelo Porto?

Muito importantes estes três pontos, depois do que aconteceu na quarta-feira, como serão os próximos que teremos mesmo de conquistar em Alvalade contra o Marítimo, para irmos a Dortmund com o trabalho de casa bem feito. E depois se verá.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Antecipei a antecipação do post devido a ter mais logo um dia muito ocupado, não estranhem se demorar a responder aos comentários.

SL

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