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És a nossa Fé!

Palhinha, Nuno Mendes e mais alguém

Nuno Mendes e João Palhinha, cada qual com apenas três presenças na selecção A, já estão a dar nas vistas. O primeiro, desde logo, com aquele passe teleguiado para o que seria (e foi, em termos reais, embora não em termos "legais") o terceiro golo português contra a Sérvia e ao protagonizar ontem, frente ao Luxemburgo, uma das melhores jogadas individuais de todo o desafio. O segundo, que saltou do banco nestas partidas, chegou a tempo de marcar de cabeça, também ontem, o golo que sentenciou a nossa vitória num embate mais difícil do que se previa. O seu primeiro como internacional A, confirmando 2020/2021 como uma época de sonho para ele. Um sonho bem merecido.

Venho perguntar-vos, a propósito de qualquer deles, se entendem que devem ambos ser titulares da equipa das quinas no próximo Campeonato da Europa. E também, já agora, se consideram que mais algum jogador do Sporting deve ser convocado para o Europeu.

De olhos em bico

É como deverão estar todos os que acompanham futebol e o "caso" Palhinha em particular.

Para não me enganar, até transcrevo a nota emitida pelo TAD, que será claríssima para todos os que a leiam:

“Resulta claríssimo, por tudo quando o Colégio Arbitral não disse e por tudo quanto o Colégio Arbitral disse, que não houve – nem podia haver – qualquer anulação do cartão amarelo exibido pelo árbitro Fábio Veríssimo ao Demandante no jogo subjudice. Resulta claríssimo, isso sim, que o que o Colégio Arbitral decidiu foi que tal cartão amarelo – face ao teor da referida pronúncia formalmente solicitada ao árbitro Fábio Veríssimo e embora por este efetivamente exibido durante o jogo sub judice – não pode integrar a hipótese, a previsão, o tatbestand, a facti species da norma sancionatória tipificada no artigo 164.º, n.º 7, do RDLPFP, não devendo, portanto, produzir quaisquer efeitos no âmbito desta mesma norma sancionatória”.

Ou seja, o cartão amarelo mostrado por Fábio Veríssimo, pura e simplesmente não existiu, não foi anulado, não foi retirado, não existiu. Ou seja, ele foi mostrado mas é mais ou menos como o golo do Tiago Tomás no jogo de Sábado com o Guimarães. O árbitro sancionou a jogada, mas o golo não existiu, porque precedido de uma irregularidade, não foi anulado porque não foi golo. Como este cartão, precedido de uma má decisão que não consubstanciava a amostragem de cartão amarelo.

Confusos?

Doutra forma, há quem defenda que o cartão se mantém. Nada mais errado! A manter-se, como seria a contagem dos amarelos? O próximo a aparecer seria o primeiro de uma nova série?

Parece claro que este "esclarecimento" diz que o próximo cartão será o quinto, mas estou tão de olhos em bico como os leitores...

Pódio: Palhinha, Gonçalo, Adán, Porro

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-V. Guimarães pelos três diários desportivos:

 

Palhinha: 20

Gonçalo Inácio: 19

Adán: 16

Porro: 16

Daniel Bragança: 15

Pedro Gonçalves: 15

Feddal: 15

João Mário: 15

Neto: 15

Tiago Tomás: 14

Nuno Mendes: 14

Paulinho: 13

Jovane: 12

Tabata: 12

Dário: 11

Matheus Reis: 11

 

A Bola e o Record elegeram  Gonçalo Inácio como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Palhinha.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De voltar a vencer o V. Guimarães, agora em casa. Domínio total do jogo e conquista de mais três pontos nesta recepção à turma minhota, apanhada de surpresa pela mudança do sistema táctico intoduzida por Rúben Amorim na nossa equipa, que actuou sobretudo em 3-5-2, com Daniel Bragança como médio colocado logo atrás do duo de avançados (Pedro Gonçalves e Tiago Tomás). Desta forma o corredor central foi todo nosso. E os de Guimarães viram-se incapazes de desatar o nó. 

 

De Gonçalo Inácio. Grande exibição do jovem promovido por Amorim à equipa principal. Para este jogo, o treinador atribuiu-lhe uma pesada responsabilidade: substituir Coates no eixo defensivo, ficando Neto (regressado ao onze titular, como capitão) à direita e Feddal à esquerda. Ele cumpriu com brilho e distinção: rendeu o internacional uruguaio como patrão do sector mais recuado, foi de longe o que mais acertou nos passes longos e ainda foi à frente, marcar de cabeça o golo da vitória, aos 42', na sequência de um livre.

 

De Palhinha. Para a enorme eficácia da nossa equipa, que lidera há 18 jornadas o campeonato, muito contribuiu o nosso médio defensivo, enfim chamado à selecção nacional, mesmo nunca tendo sido convocado para a selecção sub-21. Parece estar em todo o lado: tão depressa vai à dobra de um central apanhado fora de posição como integra uma segunda linha ofensiva. Mas é sobretudo ele quem domina no meio-campo: ganha ali todos os duelos, impedindo a progressão dos adversários. Excelentes e sucessivos cortes do princípio ao fim: aos 11', 14', 16', 22', 54', 56', 86' e 90'+5. É dele a assistência para o golo. E ainda esteve quase a marcar, num disparo a meia-distância que rasou a barra aos 46'. Melhor em campo.

 

De Tiago Tomás. Dois momentos de exemplar nota artística, driblando adversários na grande área com toques de calcanhar, demonstram que este avançado ainda júnior não é apenas combativo e tem faro de golo: vem requintando também os seus atributos no domínio técnico. Marcou um belo golo aos 26', coroando a melhor jogada colectiva do Sporting - infelizmente viria a ser anulado, por intervenção correcta do vídeo-árbitro, porque a bola havia saído totalmente de campo antes de Porro cruzar para Nuno Mendes que tocou em Daniel Bragança que deixou em Pedro Gonçalves que assistiu para o golo que não valeu. Saiu aos 71', dando lugar a Paulinho: uma vez mais, com a missão cumprida.

 

De Daniel Bragança. Em estreia absoluta como titular no campeonato, o médio leonino revelou os seus melhores atributos sobretudo na primeira parte: visão periférica, capacidade técnica, velocidade de execução em cada lance. Quebrou fisicamente a partir da hora de jogo, dando lugar a Tabata aos 71'. Mas merece nota muito positiva.

 

Da estreia de Dário Essugo. Ainda juvenil, cumpridos os 16 anos poucos dias antes, o jovem médio entrou aos 84' para render João Mário. Foi um momento emocionante para os adeptos: desde logo por ser um acto de coragem de Amorim, quando o resultado ainda era incerto. E também por representar um marco histórico: nunca um jogador tão jovem havido actuado no principal escalão do futebol português. Emocionante sobretudo para ele: Dário não conteve as lágrimas após o apito final, proporcionando as melhores fotos desta partida que ele guardará para sempre na memória. E nós também.

 

Do remate rasteiro de João Mário aos 15'. Levava selo de golo: só difícil intervenção de Bruno Varela, guardando a baliza vimaranense, travou a bola in extremis. Três minutos depois, foi Pedro Gonçalves a enviá-la com estrondo ao poste. Para compensar, os de Guimarães viram a bola embater duas vezes nos nossos ferros, aos 34' - numa das ocasiões após enorme defesa de Adán, outra vez baluarte do onze leonino. Estrelinha? Talvez. Mas muita competência, acima de tudo.

 

Da confiança da equipa. Excelente primeira parte, com um dos nossos melhores desempenhos colectivos nesta Liga 2020/2021. Na segunda, o Sporting quase se limitou a guardar a bola e a impedir as rotas de acesso à nossa baliza. Pausando o jogo, sempre com segurança, sem nervosismo nem ansiedade. Parecia exibição de campeão antecipado. 

 

Da aposta sempre renovada na formação leonina. Começámos o jogo com oito portugueses no onze titular (Gonçalo, Neto, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás). Seis formados na Academia de Alcochete, portanto. Aos quais se juntaram Dário e Jovane (que entrou aos 89' para substituir Pedro Gonçalves). Outros proclamam a "aposta na formação", nós praticamo-la. Sem complexos. Com muito orgulho.

 

Do árbitro. Tiago Martins apitou pouco e quase sempre bem. Dizem alguns, em futebolês, que isto é "arbitar à inglesa". Prefiro dizer que é arbitrar com competência. Pena acontecer tão poucas vezes no campeonato português.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Concluimos a 24.ª jornada sem derrotas. Somos a equipa com melhor registo defensivo não apenas de toda a história leonina mas também ao nível do futebol europeu actual: apenas 11 golos encaixados nas nossas redes. Não sofremos golos em 15 destes 24 jogos. E já somamos 12 jornadas sem perder em casa. 

 

De já somarmos 64 pontos. Correspondentes a 20 vitórias e quatro empates. Mantemos dez pontos de avanço face ao FC Porto, segundo classificado. Levamos agora 14 de avanço ao Braga e 16 ao Benfica de Jorge Jesus, que se enfrentarão esta noite.

 

 

Não gostei
 

 

Deste resultado em comparação com o da primeira volta. Soube a pouco, este 1-0 em Alvalade, após termos derrotado o Vitória por 4-0 em Guimarães há quatro meses.

 

De Paulinho. Recuperado de lesão, o ex-artilheiro do Braga regressou quatro jogos depois. Entrou aos 71', mas quase só se viu em missões defensivas. Desperdiçou um golo cantado, após impecável assistência de Jovane: rematou para as nuvens quando tinha apenas Bruno Varela à sua frente. Foi o último lance do desafio - pouco lisonjeiro para a sua fama como goleador.

 

Da ausência de Coates. Primeiro jogo desta Liga 2020/2021 em que não pudemos contar com o nosso capitão, excluído por acumulação de amarelos: Adán é agora o único titular absoluto da equipa no campeonato. Mas Gonçalo Inácio deu boa conta do recado. 

 

De ver Matheus Nunes e Antunes fora da convocatória. Ambos acusaram positivo em teste à Covid-19. Oxalá recuperem depressa. E bem.

O dia seguinte

Com quatro levezinhos de Palhinha para a frente, a táctica do Sporting só podia ser o "tikitaka", e foi isso que houve na primeira parte do jogo de ontem: grande mobilidade do quarteto no meio-campo adversário, altenando a circulação com o ataque interior à base de tabelinhas, com Porro e Nuno Mendes a dar a necessária largura e Palhinha imperial na recuperação.

O Guimarães, também uma equipa levezinha que joga e deixa jogar, foi vendo os minutos passar sempre à beira de sofrer golo, até que quase do nada teve duas bolas na trave. O Sporting continuou como se nada fosse e finalmente conseguiu marcar num lance de bola parada de "laboratório".

Chegámos ao intervalo em vantagem no marcador, com 70% de posse, uma bola na trave, um golo bem anulado a culminar uma grande jogada colectiva e mais duas ou três oportunidades. Grande primeira parte de Pedro Gonçalves e Tiago Tomás.

Na segunda parte o Sporting controlou o jogo, baixou de velocidade, tentou não cometer erros e não incorrer em riscos desnecessários, esteve sempre mais perto de marcar do que de sofrer até porque não consentiu qualquer oportundidade ao Guimarães, deixou os minutos passar, refrescando a equipa no final e anda dando uns minutos ao rapazinho de 16 anos que tinha acabado de assinar contrato de profissional. 

Claro que muitos sócios e adeptos torceram mais uma vez o nariz: é como começar com champagne da viúva e depois passar para um espumante Aliança, mas... podia ser diferente? Se calhar podia, mas se é esta a formula que comprovadamente dá resultados, com estes jogadores que não são os do Bayern ou os do Barcelona, para quê alterar?

E lá vieram mais três pontos. Ainda faltam uns quantos... vamos com calma.

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SL

Outro futebol

Como todos sabemos, o futebol também se joga fora das quatro linhas. Se o Sporting não ganha um campeonato há 18 anos, também há muito que pouco ou nada ganhava fora das quatro linhas. Podemos até dizer que éramos devidamente toureados, com bandarilhas e tudo, e ficava apenas a tal atitude de protesto que apenas serve para entreter o pagode.

Mas tal como no relvado estamos a ganhar, com o adversário mais próximo já a 10 pontos de distância, fora dele estamos a ganhar também. 

Veio então agora o TAD nacional fazer justiça no caso do cartão amarelo mostrado a Palhinha por uma árbitro que reconheceu o erro junto do CD da FPF e julgar a favor dele o recurso efectuado. Obviamente que a FPF irá recorrer, mas ela própria já corrigiu o erro processual que abriu a porta ao recurso. Sobre a matéria em questão, a Drª Cláudia Santos, deputada do PS e adepta do Benfica, bem podia pedir a demissão, por acentuada incompetência e falta de isenção para exercer o cargo, e os deputados da Nação que autorizaram esta acumulação de funções bem podem arrepender-se pela decisão completamente atentatória do que deve ser o Serviço Público. 

Há poucos dias o mesmo TAD deu razão ao Sporting num processo contra a FPF devido a mais uma decisão do CD, de 4 de Setembro de 2018, que obrigava o Sporting ao pagamento de uma multa de 3 mil e tal euros, por alegado mau comportamento dos adeptos (arremesso de moedas contra o árbitro assistente) num jogo em Portimão da época 2017/18.

Já tinha também o mesmo TAD dado razão ao Sporting no caso Rafael Leão obrigando-o a pagar 16,5M€ por rescisão ilícita do contrato.

Passando para a FIFA, também ela deu razão ao Sporting e obrigou o Sport Recife a pagar 900 mil Euros pela transferência do André "Balada", que está a ser paga agora mesmo.

Outros assuntos e outras questões continuam por julgar. Esta Direcção apanhou o futebol destroçado pelo assalto a Alcochete e pelas decisões irresponsáveis do ex-presidente na véspera de ser destituído. Por isso aconteceram algumas decisões desfavoráveis ao Sporting, nomeadamente a daquele treinador sérvio, com muitas responsabilidades de Inácio e Sousa Cintra na decisão final que foi tomada no TAD de Lausanne.

Poderíamos juntar aqui outros processos e outras decisões a nosso favor ou desfavoráveis. Podemos ir buscar o caso Unilabs ou os negócios fechados a contento de ambas as partes que conseguimos fazer com grandes clubes europeus e clubes nacionais, mas fica feito um retrato do que é hoje o Sporting fora das quatro linhas. Muito diferente para melhor do que há poucos anos, quando tudo era confusão, onde tudo era estardalhaço. Falta ainda muito, falta o Sporting estar devidamente representado nos centros de decisão do futebol português, mas como diz o Pedro Correia o caminho faz-se caminhando.

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SL

O dia seguinte

Sabia que não ia ser fácil e não foi nada fácil. Este Tondela "ibérico" foi crescendo durante a temporada e ontem foi muito competente. Mais uma vez Rúben Amorim precisou de recorrer ao plano C (de Caos, de C... vamos a eles) para conseguirmos sair com os 3 preciosos pontos.

Foi um jogo de sentido único, com o Sporting a querer construir com critério, circulando bem a bola e falhando muito poucos passes, e o Tondela num pressing intenso a todo o campo que originava situações de contra-ataque perigosas. Neste tipo de jogos muita falta faz o tal ponta de lança alto e forte: Tiago Tomás muito lutava mas quando a bola lhe chegou pelo ar redondinha e pronta a facturar, mostrou mais uma vez que não é ele o tal.

Os minutos foram passando, o Tondela foi cedendo fisicamente, e Rúben mexeu muito bem na equipa, dando-lhe uma energia nova que ajudou a que novos espaços fossem encontrados. Dum aproveitamento de Pedro Gonçalves veio então o golo do Tiago, que se redimiu assim do falhanço anterior.

 

Melhores do lado do Sporting? Claro que o TT pelo que lutou e pelo golo que marcou, Palhinha e Nuno Mendes. 

Mais uma vez, duma forma competente e eficaz, o Sporting atingiu o seu objectivo, sem penáltis oferecidos por seus ex-jogadores, sem favores arbitrais, antes pelo contrário, com uma equipa assente na prata da casa e que custa metade das dos dois rivais.

Este treinador e esta equipa merecem todo o nosso apoio. Não vale a pena colocarmos exigências descabidas senão parecemos aquele pobre habituado a sardinha de lata a quem saiu a lotaria e que depois, no melhor restaurante, protesta sobre a frescura do "robalo ao sal". Mas se calhar é apenas este nervoso miudinho que se está a apoderar de nós, o desgaste de toda a temporada a fazer-se sentir, o estamos perto mas nunca mais lá chegamos. A "última milha".

Temos que pensar como o Carlos Lopes: demos o esticão, ganhámos vantagem, vamos em primeiro, mantemos a passada, tranquilos e serenos. Os outros que corram atrás se quiserem e puderem.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Calado eras um poeta!

Ainda no rescaldo do jogo contra o Porto, que não vi (este coração é fraco e gostaria de comemorar mais tarde outras conquistas), fiquei, por aquilo que ouvi na rádio e li noutras crónicas, com a certeza de que o melhor jogador em campo foi o… Palhinha.

Ora à luz do que fui escutando do treinador portista Sérgio Conceição: que foram melhores, que jogaram mais e bla, bla, bla, pergunto-me como é que não foi eleito o melhor o Adán, pelas enormíssimas e impensáveis defesas (que não teve necessidade de fazer) ou um qualquer jogador do Porto pela forma competente como (não) jogou?

Até o Rita perlado assumiu que Palhinha fora o melhor!

Portanto, Serginho, desculpa lá a coisa… mas calado eras um poeta!

(E já nem falo da educação que não sabe dar aos filhos!)

Pódio: Palhinha, Matheus Nunes, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Palhinha: 17

Matheus Nunes: 17

Coates: 17

João Mário: 16

Feddal: 16

Adán: 15

Nuno Mendes: 14

Gonçalo Inácio: 14

Nuno Santos: 13

Tiago Tomás: 13

Pedro Gonçalves: 13

Porro: 13

Matheus Reis: 7

Tabata: 7

Jovane: 7

 

A Bola e o Record elegeram  Palhinha  como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Matheus Nunes.

O dia seguinte

Não foi um grande jogo. As equipas encaixaram-se e procuraram antes do mais anular os pontos fortes do adversário. O pontapé de saída foi do Porto, a bola lançada na direcção da área do Sporting, mas logo chegava às mãos do guarda-redes do mesmo Porto. E o jogo foi muito assim: o Porto a tentar atacar sem destapar a retaguarda, preferindo explorar erros na construção para apanhar a nossa defesa em contra-pé, o Sporting a defender bem mas sem conseguir espaços para atacar com perigo.

Feito o balanço, em todos os 90 minutos o FCP teve apenas uma oportunidade flagrante por Taremi, como o Sporting também teve por Matheus Nunes. O resto foram remates desenquadrados. Se fosse do Porto estava muito chateado com o Conceição por não ter posto a carne toda no assador logo de início, alinhando com Luis Díaz e Corona nas alas, partindo um jogo que tinha que ganhar, mas como sou do Sporting só tenho de estar satisfeito, a cabecinha pensadora do Conceição connosco não falha, temos ali mesmo um bom "freguês". 

Jogar no Dragão não é nada fácil. O Porto, cujo banco pressionou e protestou como de costume, carregou muito jogo pelo seu lado direito, com Marega e Manafá. Nuno Mendes cedo viu o amarelo e o Pepe, que a sabe toda, conseguiu amarelar Feddal. Depois lá veio o Francisco Conceição cavar faltas por aquele lado, berrando muito enquanto olhava pelo canto do olho para o árbitro. Foi mesmo aquilo que lhe ensinaram em Alcochete, ou teve direito a explicador privativo em casa?

A entrada de Matheus Reis foi muito importante para serenar aquele lado, porque Nuno Mendes estava cada vez mais desgastado e a cometer erros que poderiam ter saído caros.

 

O melhor em campo do Sporting foi claramente Palhinha, que com João Mário e depois Matheus Nunes foi fundamental na guerra do meio-campo. Mas Inácio fez um jogo tremendo, ao nível dos dois pilares da defesa, Coates e Feddal.

Quanto à arbitragem, cada vez estou mais convencido que o trabalho de coaching de David Elleray veio alterar muita coisa, principalmente para os árbitros com ambições ao nível internacional. Agora têm alguém influente a tirar-lhes o retrato, deixaram de ter carta branca para inclinarem o campo ao seu bel-prazer. E assim nada a dizer da arbitragem de ontem: critério uniforme, o jogo foi aquilo que as equipas produziram e não o que o árbitro inventou.

Mais um ponto na caminhada difícil para a Champions ou "algo mais". Ainda faltam muitos para lá chegarmos. Temos de continuar jogo a jogo, focados, competentes, sem bazófias.

Foi bonito ver os adeptos unidos no apoio à equipa. O presidente liderou a comitiva e lá esteve discretamente, no sítio onde devia estar. O resultado foi aquele que nos convinha, o palco foi do treinador e dos jogadores e Rúben Amorim mais uma vez esteve exemplar na conferência de imprensa.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

SL

O dia seguinte

Quando o Sporting, por alturas dos 30 minutos, conseguiu justamente traduzir em dois bons golos a superioridade evidenciada, logo pensei que o jogo tinha terminado, mais valia o árbitro apitar logo para o final da partida que a chuva molhava e a vitória do Sporting estava garantida.

Não foi logo assim. O Portimonense ainda estrebuchou um pouco, mas a segunda parte foi um passeio, deu para aperfeiçoar o que se treina, tentar o remate à baliza e rodar o plantel, sem nunca entrar em situações que podiam pôr de fora do Dragão aqueles que estão "à bica" na questão dos amarelos.

Com tanta chuva, relvado cada vez pior, equipa mais jovem e mais leve que o adversário, como pôde o Sporting passear tão tranquilamente a sua vantagem? Só pode ser mesmo com um grande lider no banco, muito talento no plantel e muito trabalho em Alcochete. Palhinha esteve mais uma vez em grande, William e Danilo correm mesmo o risco de aquecerem o banco da selecção A, Feddal e Nuno Santos também, mas mais importante que um ou outro esteve mais uma vez o colectivo. A orquestra cada vez está mais afinada e torna fácil o que à partida é difícil.

E foram mais três pontos ganhos, vamos entrar no Dragão com pelo menos 10 pontos de vantagem. Se ganharmos podemos mesmo sentenciar ali a temporada, se perdermos ficamos ainda com vantagem confortável na corrida para a Champions.

De qualquer forma agora é fácil elogiar Amorim e o plantel. No final da época passada, terminada no 4.º lugar, ou depois da derrota contra o Lask era bem mais difícil. Para algumas personalidades, e à luz do que disseram na altura, só mesmo o alcatrão e penas dos livros do Lucky Luke.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Pódio: Palhinha, Feddal, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Portimonense pelos três diários desportivos:

 

Palhinha: 19

Feddal: 18

Nuno Santos: 17

Pedro Gonçalves: 17

Coates: 17

Tiago Tomás: 15

Adán: 15

Nuno Mendes: 15

Tabata: 14

Jovane: 14

Gonçalo Inácio: 14

João Mário: 14

Porro: 13

Matheus Nunes: 8

Daniel Bragança: 6

 

A Bola e o Record elegeram  Palhinha  como melhor jogador em campo. O Jogo optou por  Nuno Santos.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da conquista de mais três pontos, novamente em Alvalade. Desta vez derrotámos o Portimonense por 2-0, repetindo o resultado obtido em Portimão na primeira volta. A vantagem foi fixada antes do intervalo, como se fosse a coisa mais natural do mundo, com golos marcados em quatro minutos: primeiro por Feddal (27'), após conversão dum livre por Pedro Gonçalves e assistência de cabeça por Coates, depois por Nuno Santos (31'), aproveitando da melhor maneira um erro defensivo adversário.

 

De Palhinha. Elemento fundamental do onze titular leonino, não apenas na manobra defensiva (desta vez com cinco recuperações de bola no corredor central), onde é o rei dos desarmes, mas também nas acções ofensivas, com inegável qualidade de passe e acutilante visão de jogo. Apresenta-se em excelente forma física, com pulmão inesgotável. O melhor em campo.

 

De Nuno Santos. Uma das melhores exibições do ala leonino, muito dinâmico no corredor esquerdo, onde pôs em sentido a equipa rival. Bom remate rasteiro logo aos 6' dirigido à baliza, suscitando boa defesa do guarda-redes. Fez uma quase-assistência para golo, aos 48', servindo Nuno Mendes, que desperdiçou com um remate disparatado. E marcou ele próprio o segundo, com um disparo bem colocado, de meia-distância, após duas simulações com bola no corredor central. Fatigado, deu lugar a Tabata aos 71'.

 

De Feddal. O central marroquino atravessa a melhor fase desde que joga de verde e branco. Outra grande exibição, coroada com o seu primeiro golo ao serviço do Sporting. Um golo à ponta-de-lança clássico, compensando a ausência de Paulinho. E ainda serviu de bandeja Tiago Tomás, com um remate cruzado que podia ter sido assistência, aos 22'. Só não foi golo por centímetros.

 

De Adán. Voltou a ser fundamental, desta vez ao abortar a única real oportunidade que o Portimonense teve para depositar a bola nas nossas redes. Aconteceu aos 66', quando saiu muito bem aos pés de Salmani, concentrado e rápido de reflexos. É um dos baluartes deste Sporting 2020/2021.

 

Do árbitro. Rui Costa teve o defeito - infelizmente generalizado nos estádios portugueses - de apitar em excesso. Mas adoptou critérios uniformes, sem inclinar o campo, e poupou os nossos jogadores aos cartões: este foi um dos raros jogos em que nenhum saiu amarelado. Incluindo Coates, Nuno Santos e Matheus Nunes, já com quatro cada. Assim qualquer deles poderá defrontar o FC Porto na próxima jornada.

 

Da atitude inteligente da equipa. Procurámos adiantar-nos no marcador tão cedo quanto possível. Alcançado o 2-0 antes do intervalo, soubemos gerir a vantagem durante todo o segundo tempo, defendendo em bloco compacto e garantindo com inegável competência a posse de bola, sem riscos desnecessários, até porque a chuva ia caindo com intensidade e o relvado de Alvalade foi-se tornando impraticável para a prática de um futebol artístico.

 

Das alternativas que vamos encontrando. Com o ponta-de-lança titular lesionado, soubemos apontar mais dois golos - um deles marcado por um defesa e novamente na sequência de uma bola parada. Mais uma prova da existência de várias soluções no plantel. E reforça-se a tendência: até agora, neste campeonato, o Sporting nunca ficou em branco. Temos marcado em todos os jogos.

 

De ver o Sporting ainda invicto. Vinte jogos, 17 vitórias, oito triunfos consecutivos em duas competições (Liga e Taça da Liga), nenhuma derrota até ao momento no campeonato. E reforçamos o nosso estatuto de equipa com menos golos sofridos: apenas dez, o que perfaz a excelente média de meio golo por desafio. Zero derrotas, 54 pontos amealhados: basta-nos um para atingirmos um "lugar europeu" nesta Liga 2020/2021.

 

Da contínua aposta na formação leonina. Rúben Amorim destacou Nuno Mendes (18 anos), Tiago Tomás (18 anos) e Gonçalo Inácio (19 anos) para o onze inicial. Que tinha mais dois jogadores formados em Alcochete (Palhinha e João Mário). E que incluía dois outros portugueses (Pedro Gonçalves e Nuno Santos). Depois entraram mais três, dois deles oriundos da nossa Academia (Joavane, Daniel Bragança e Matheus Nunes). Um contraste cada vez mais gritante com Benfica e FC Porto.

 

Da esperança que se vai consolidando. Reforçamos o nosso estatuto de equipa favorita a vencer o campeonato, que lideramos há 14 jornadas. Faltam-nos 11 vitórias em campo para conquistar o título. O próximo desafio será no Dragão, contra um rival directo.

 

 

Não gostei
 

 

Da ausência de Paulinho. Lesionado num treino antes do jogo, o ponta-de-lança recentemente contratado ao Braga não pôde alinhar contra o Portimonense. Também deverá ficar de fora no clássico da próxima jornada. Não será tão cedo, portanto, que o veremos marcar de verde e branco.

 

Da tendência crescente para o futebol "aquático". Começa a tornar-se banal que joguemos sob o signo do dilúvio nesta temporada. Voltou a acontecer neste desafio em Alvalade, com chuva forte do princípio ao fim. Todos sabemos que o futebol é um desporto de Inverno, mas já apetece ver uma partida da nossa equipa sem o terreno tão enlameado.

 

De Paulo Sérgio. No final do jogo, o treinador do Portimonense atribuiu a vitória leonina a meros erros defensivos da sua equipa e declarou que não tivemos qualquer oportunidade antes da marcação do nosso primeiro golo, esquecendo que Nuno Santos esteve quase a inaugurar o marcador, aos 6', e Tiago Tomás falhou por escassos centímetros o pontapé goleador à boca da baliza, aos 22'. Confirma-se: este é um técnico sem sucesso em Alvalade. Até a falar.

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