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És a nossa Fé!

João Palhinha

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Quase todos os comentadores de futebol elegeram João Palhinha como melhor jogador em campo no desafio Wolverhampton-Braga, de quinta-feira, que terminou com a vitória da equipa braguista por 1-0.

Escreveu A Bola sobre a exibição do médio defensivo:

«Onde havia um jogador do Wolverhampton havia também Palhinha. Incrível como o médio do SC Braga se multiplicou no terreno, revelando qualidades quase inumanas, como se a sua omnipresença e omnipotência tivessem algo de profundamente sobrenatural. Força de bloqueio maior à quantidade absurda de ataques adversários vislumbrados no segundo período, acabou o jogo como começou.» Dando-lhe nota 8 (em 10).

Escreveu o Record:

«O melhor em campo a par de Ricardo Horta. O médio-defensivo minhoto esteve em todo o lado e foi o pêndulo do meio-campo.» Dando-lhe nota 4 (em 5).

 

Andamos carecidos, em absoluto, de um verdadeiro médio defensivo - um trinco, como antes se dizia. Um jogador posicional com as características de Palhinha, capaz de aliar a técnica ao rigor táctico e à excelente condição física, funcionando como o elemento mais avançado da linha defensiva e primeiro construtor do processo ofensivo.

Em Alvalade, Palhinha estava remetido para o banco - ou para a bancada. No Verão do ano passado, foi emprestado ao Braga, por duas épocas e sem cláusula de resgate antes de esgotado esse prazo. Logo ao Braga, espantosamente - uma espécie de sucursal minhota do Benfica. Sem que ninguém no Sporting corasse de vergonha.

Andamos desde então a experimentar jogadores nesse lugar tão decisivo. Enquanto o jogador que formámos brilha noutro clube, que usa o nome Sporting embora equipe de vermelho.

Se isto não é uma indesculpável estupidez, não sei que outro nome lhe devo chamar.

As minhas felicitações ao Braga

Por aproveitar mais e melhor a formação leonina do que o Sporting. Refiro-me concretamente ao seguinte trio: Wilson Eduardo (que já tinha marcado um grande golo ao Moreirense, na primeira jornada do campeonato), Ricardo Esgaio e João Palhinha (este a abrir o marcador) pelo desempenho que tiveram na vitória de ontem contra o Brondby, por 3-1. Este triunfo coloca a equipa bracarense - agora comandada por Ricardo Sá Pinto, que enquanto jogador do Sporting venceu um campeonato, uma Taça de Portugal e duas supertaças - no play off de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Recordo que o Sporting, sob a gerência de Bruno de Carvalho, cedeu Wilson Eduardo em definitivo ao Braga em Agosto de 2015 e abdicou de Esgaio para o mesmo clube no âmbito do negócio com António Salvador que trouxe Battaglia para Alvalade em Junho de 2017. Já no breve mandato da Comissão de Gestão encabeçada por Sousa Cintra, em Agosto de 2018, Palhinha foi cedido por empréstimo até 2020, igualmente ao Braga.

Nós formamos os jogadores, eles beneficiam deles. É para isto que vai servindo, afinal, a Academia de Alcochete.

Palhinha

Grande exibição de João Palhinha esta noite, na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal entre o Braga e o FC Porto (1-1), disputada na Pedreira.

Infelizmente, enquanto este jogador formado na nossa Academia se destaca num clube rival, nós optamos por Gudelj como solução de recurso para a mesma posição.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Geraldes contra os burocratas

Fico atónito quando leio que o Sporting está a tentar o sérvio Filip Kostic. Não está em causa o valor do atleta, mas depois não me venham falar em Formação, nem em modelo de sustentabilidade. Tudo isto é uma falácia e amontoam-se os exemplos de que as coisas há décadas que são feitas sem grande critério. Neste momento para as alas temos os jovens Matheus Pereira e Raphinha, foi recentemente incorporado Nani, Acuña vai regressar e ainda temos a promessa Jovane Cabral, pelo que deverá haver posições mais carenciadas para gastar os parcos recursos de que dispomos. Uma coisa destas tira-me do sér(v)io...

 

Hoje, na Suiça, o Sporting bateu o Stade Lausanne (!) por 4-1. Frustrada que foi a presença dos turcos do Fenerbahçe - e contrariando os rumores de que jogaríamos com os holandeses do PSV - acabámos por defrontar uns helvéticos que militam na terceira divisão daquele país, o que fez todo o sentido dado que a organização desta viagem do Sporting, com 2 jogos cancelados, teve tantos buracos que se assemelhou a um queijo suiço Emmenthal (o Gruyère apesar de tudo não tem tantos...).

 

 

O jogo valeu pela primeira parte, altura em que brilharam os jovens da nossa Formação (!), que tão poucos minutos ainda tinham tido (à excepção de Matheus Pereira). Era para ser apenas só mais um dia no escritório, mas Francisco Geraldes destacou-se com um golo extraordinário em que evidenciou a sua vasta gama de recursos técnicos: Xico tirou um adversário do caminho com uma recepção orientada de pé direito, fintou outros dois com o mesmo pé e, seguidamente, enviou uma bomba de pé canhoto junto ao ângulo superior esquerdo da baliza do Lausanne. 

Mais tarde, Geraldes voltaria a estar em evidência quando esperou até ao limite pela desmarcação de Jovane para lhe fazer uma assistência açucarada que daria o quarto golo leonino. De destacar, também, o passe para o golo de Castaignos, da autoria de Matheus Pereira, e alguns roubos de bola vistosos - um deles a fazer lembrar um "desplante" taurino, entrando de costas e, ao rodar, sacando a bola - por parte de Palhinha. Nota ainda para o golo de Mattheus Oliveira - boa execução (t)técnica - e para a assistência de Bruno Gaspar, sempre muito voluntarioso pelo corredor direito.

 

Na segunda parte entraram as "vedetas" e o jogo teve a emoção de uma partida de 3 dias de cricket. Proliferaram os "home runs" - bolas disparadas para fora das 4 linhas - e regressaram os burocratas da repartição do Campo Grande com particular destaque para Misic (continua a "sentar" Ryan Gauld) e Bruno César. Montero mostrou bons pormenores e a moleza de sempre, Jefferson não tirou um centro em condições, Piccini subiu, mas nunca definiu bem, Wendel teve bons apontamentos, mas não o suficiente para justificar os 8,7 milhões investidos na sua contratação. Acabaria por ser Demiral, em dois lances, a levar mais perigo à baliza suiça, um para grande defesa  do guardião do Lausanne, outro com a bola a terminar no poste direito. Lumor voltou a mostrar a sua velocidade, pese embora tenha sido vítima de uma daquelas invenções que os treinadores tanto gostam de fazer quando à procura de aprovação da Academia Real das Ciências.

 

Perante as evidências, julgo ser a altura de finalmente corrermos o "risco" de aproveitarmos a "prata da casa". A verdade é que outras estratégias tentadas no passado não resultaram e só contribuiram para o nosso endividamento. Por isso, é chegada a hora de se fazer uma aposta real na nossa Formação, única forma possível de garantir a sustentabilidade financeira do clube. Com Bruno Fernandes de regresso, se conseguirmos Bas Dost e Battaglia temos o plantel quase fechado e garantias de enquadramento aos nossos jovens. Compre-se mais um ponta-de-lança, vendam-se alguns excedentários e ficaremos bem. Insistindo no outro caminho, será só mais uma volta no carrossel. Havendo quem pague a viagem...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Francisco Geraldes

 

#savingprivateryan

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Balanço (12)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre PALHINHA:

 

Eu: «Grande exibição do nosso médio defensivo, que se adiantou várias vezes no terreno, em benefício da equipa, sem perder o sentido posicional. Abriu o marcador aos 23', com um remate forte à boca da área, e bisou aos 62', com um espectacular pontapé de moinho, à ponta-de-lança. E cumpriu com rigor a missão defensiva: grande corte aos 50' frente à grande área. O melhor em campo.» (12 de Outubro)

- Pedro Azevedo: «É um jogador com condições físicas excepcionais para a posição de trinco: é alto e com envergadura, o que lhe permite explorar com vantagem os duelos aéreos, podendo dominar assim o jogo directo italiano; é intenso e rápido nos espaços curtos e compensa bem nas alas, o que pode dar algum extra de foco atacante a Acuña ou Gelson, jogadores que habitualmente se desgastam muito no constante vai-vém que lhes é pedido. E já mostrou ter golo, principalmente na sequência de bolas paradas, algo que pode vir a fazer a diferença num momento de jogo em que os bianconeri são exímios..» (31 de Outubro)

Edmundo Gonçalves: «Obviamente que da academia não saem apenas grandes craques, mas que diabo, o que devem a Alan Ruiz, Matheus Pereira e Iuri Medeiros, ou o que deve a Montero o Chico Geraldes, ou o que deve a Petrovic, João Palhinha?» (5 de Março)

Hoje giro eu - Não mexer um(a) Palhinha

Se hoje, contra a toda poderosa Juve, William não puder jogar, Palhinha deverá ser o seu substituto natural. Contra uma equipa italiana cínica e mortal na exploração dos desequilibrios, alterar o sistema de 4-3-3 que temos vindo a utilizar na Champions poderá ser um suícidio. Assim, a entrada do ex-sacavenense para a posição de trinco permitir-nos-á manter a coesão a meio-campo, com Battaglia como box-to-box e Bruno Fernandes a criar jogo entrelinhas. 

Palhinha é um jogador com condições físicas excepcionais para a posição de trinco: é alto e com envergadura, o que lhe permite explorar com vantagem os duelos aéreos, podendo dominar assim o jogo directo italiano; é intenso e rápido nos espaços curtos e compensa bem nas alas, o que pode dar algum extra de foco atacante a Acuña ou Gelson, jogadores que habitualmente se desgastam muito no constante vai-vém que lhes é pedido. E já mostrou ter golo, principalmente na sequência de bolas paradas, algo que pode vir a fazer a diferença num momento de jogo em que os "bianconeri" são exímios.

Por mim, na estratégia para o jogo, em termos da disposição das "pedras" no terreno, não mexeria um(a) Palhinha...

 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Respirar por um(a) Palhinha foi suficiente para pôr Ordem na Malta

Podence e muito Palhinha foram suficientes para bater a briosa equipa da antiga vila pertencente à Ordem de Malta. Destaque ainda para um Leão (Rafael) que marcou na estreia.

Do outro lado, o treinador oleirense, Natan (do hebraico, Nathan) Costa, aproveitou o "presente de Deus" que foi o mediatismo provocado pela visita do Sporting para suscitar importantes temas como a desertificação do interior do país, de uma forma simples e sintéctica.

Agora, ponham-se "a pau": quarta-feira há jogo de Champions, em Turim, contra a "velha senhora". Eu estou confiante. Afinal, o lema "FIAT na virgem e não corras" não pode ser aplicado a uma tão provecta anciã...

 

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Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De seguir em frente na Taça de Portugal.  Eliminámos o modesto Oleiros, do Campeonato de Portugal, cumprindo a nossa missão num jogo agradável em que a equipa da casa deu boa réplica. Seguimos para a quarta ronda do segundo mais prestigiado troféu do futebol português. Queremos conquistar a nossa 17.ª Taça.

 

De romper um ciclo de quatro jogos sem ganhar. A vitória foi natural e merecida, além de reconfortante. Era tempo de mudar as coisas.

 

Do comportamento da nossa equipa. Os nossos jogadores entraram em campo com atitude profissional e responsável, sem arrogância nem deslumbramento. Houve concentração e respeito pela equipa adversária, o que é de louvar.

 

Dos quatro golos marcados. Dois de Palhinha, um de Mattheus Oliveira, outro do estreante Rafael Leão. É sempre bom saber que não estamos dependentes do ausente Bas Dost para levar a bola ao fundo da baliza.

 

De Palhinha. Grande exibição do nosso médio defensivo, que se adiantou várias vezes no terreno, em benefício da equipa, sem perder o sentido posicional. Abriu o marcador aos 23', com um remate forte à boca da área, e bisou aos 62', com um espectacular pontapé de moinho, à ponta-de-lança. E cumpriu com rigor a missão defensiva: grande corte aos 50' frente à grande área. O melhor em campo.

 

De Podence. Recuperou da lesão prolongada, regressando em boa forma. Baralhou a defesa contrária com as suas incursões velozes pela ala direita, a partir do flanco. Boa exibição coroada com três assistências para golos, estatística que confirma a sua influência neste jogo.

 

Da aposta de Jorge Jesus numa equipa alternativa. Estes desafios servem para rodar jogadores pouco ou nada utilizados no campeonato, poupando os titulares para outros confrontos. Neste caso o treinador optou por mudar a equipa toda: não alinhou nenhum dos habituais titulares, excepto Jonathan Silva, que tem alternado com Fábio Coentrão. Aposta ganha em termos gerais, com destaque para a entrada de Gelson Dala como titular e para a estreia absoluta dos três suplentes utilizados - Rafael Leão, Jovane Cabal e Demiral - em jogos oficiais pela equipa principal.

 

De Rafael Leão. Entrou aos 71' e daí a um quarto de hora estava a marcar um golo - o seu primeiro pela equipa principal do Sporting e quarto da temporada, pois leva já três golos pela equipa B. Boa estreia do jovem internacional sub-17, que tem apenas 18 anos e um futuro promissor.

 

Da ausência de lesões. Apesar de jogarmos num piso sintético, o que traz riscos acrescidos, os nossos jogadores terminaram a partida ilesos. Ainda bem.

 

Do altruísmo leonino. A parte da receita do jogo que coube ao Sporting foi doada aos Bombeiros Voluntários de Oleiros. Louvável decisão do presidente Bruno de Carvalho.

 

 

Não gostei

 

 

Dos dois golos sofridos. É verdade que levámos a Oleiros um onze alternativo. Mas encaixar dois golos de uma equipa do terceiro escalão do futebol português é algo a roçar o inaceitável.

 

De Iuri Medeiros. Jesus apostou nele como atacante por um dos flancos, dando-lhe relativa liberdade de movimentos. Mas Iuri passou ao lado do jogo. Já ao cair do pano, isolado, permitiu a intervenção do guarda-redes, faltando-lhe o toque de classe para solucionar o lance. Uma vez mais, não soube agarrar a oportunidade.

 

De Bruno César. O brasileiro está irreconhecível nesta época. Para muito pior. Trapalhão, faltoso, complicativo - hoje quase nada lhe saiu bem.

 

De Petrovic. Central improvisado, esteve sempre como peixe fora de água. Levou um cartão amarelo muito cedo, logo aos 15'. Lento, preso de movimentos, falhou a intercepção aos 80' no lance do primeiro golo do Oleiros. Sem espaço neste Sporting 2017/2018.

 

De André Pinto. Irregular, intranquilo, entregou a bola a um adversário quando pretendia conduzi-la pela ala, num lance que poderia ter terminado num golo contra nós. Teve responsabilidade directa no segundo golo da equipa da casa, a escassos momentos do apito final. Decepcionante.

 

Que Gelson Dala ficasse em branco. O jovem angolano que se tem evidenciado na equipa B foi titular, tentou bastante mas não conseguiu marcar. Valeu pelo esforço. Oxalá tenha novas oportunidades em breve para ganhar mais disciplina táctica e sentido posicional. Talento não parece faltar-lhe.

Balanço (14)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre PALHINHA:

 

- Eu: «É prioritário equacionar o regresso de João Palhinha no mercado de Inverno. Formado em Alcochete, vale mais que o importado Petrovic como suplente natural de William.» (21 de Outubro)

- Francisco Vasconcelos: «Porque se empresta Palhinha e se contrata um jogador para o seu lugar que nunca é opção?» (29 de Outubro)

- Edmundo Gonçalves:  «Digam-me lá o que tem Petrovic que não tem Palhinha, se fazem o favor.» (30 de Novembro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Palhinha será titular do Sporting, na próxima época. Só não será nesta porque ainda lá anda William.» (6 de Fevereiro)

- Rui Cerdeira Branco: «Parece ter servido para tapar um buraco conjuntural e calar um clamor numa altura em que crescia o desconforto. Talvez fique no plantel, mas perante um Adrien esgotado o treinador deixa substituições para fazer em jogos onde o que há de mais importante em disputa é a preparação da próxima época.» (14 de Maio)

#aculpanaofoidopalhinha

O Sporting perdeu no Dragão. Não estava à espera. Estava optimista e mais fiquei quando vi Nuno a apostar em cinco homens de características ofensivas num jogo à chuva. Desconfiei da chamada de Matheus, que me parece que vai ser o próximo Gelson mas está sem ritmo, mas mantive-me optimista. O problema foi quando o jogo começou e sofremos dois golos de Soares. Palhinha falhou nos dois mas também Marvin e Semedo também. Este trio fez um jogo ao lado mas a culpa é sempre do treinador. Ponto. Tal como o mérito de lançar Esgaio, Podence e Alan, foi seu. Para bem e para o mal, a culpa é de Jesus. Ele que nos valha. Se não for esta, que seja na próxima época. 

PS: Palhinha será titular do Sporting, na próxima época. Só não será nesta porque ainda lá anda William. 

Ainda o mister e o pequeno Palha

Ouvi as declarações que o Frederico aqui transcreveu. Não dei grande importância, é de Jorge Jesus que falamos. A meu ver, é um meet halfway. Não é capaz de dizer "eu não vi bem isto", mas também não vi ali intenção de queimar o Palhinha. Já o conheciamos, já sabiamos que não é de se conter, muito menos em flashes. Não adoro o estilo, sou sempre pelo recato nestas coisas, mas também não me surpreende ou ofende.

Acima de tudo, a sensação que tive quando o ouvi, foi que tinha estado a ler o mesmo que eu no twitter. Justificou a escolha de Palhinha, de Matheus, o abraço a Casillas e elogiou a nossa segunda parte.

O que me ofende, isso sim, é depois de Gelson e Palhinha serem bastante claros, ver jornalistas e outros tentarem fazer de quem os lê, parvo, descontextualizando e levantando falsas suspeitas em palavras claras. Os rapazes foram bem explícitos nas suas palavras. Se são eles ou não, pouco me importa, o que está lá escrito não deixa dúvidas. O que não me ofende, mas custa, é ver spotinguenses saltarem borda fora quando as coisas correm mal: aquele adepto que nestas alturas "até nem ligo muito". Já sei, vão dizer-me que não devo conhecer os adeptos do Sporting. Conheço lindamente, e é por isso que estas raridades me chamam tanto a atenção. Querem estar do lado certo, que nem sabem bem qual é. Acham que é o de quem ganha, e até pode ser, mas neste clube isso não tem acontecido muitas vezes (no futebol... já sei que o Sporting é mais que isso), portanto, ou se tem estofo ou não se tem. Não tendo, agradece-se que se pense antes de se disparatar.

Sigamos em frente, agora há espaço e tempo para experimentar miúdos, reforços, uns com os outros ou isolados. Ponha-se Esgaio na esquerda, não pareceu mal. 

Ah, e há eleições pela frente. Saibamos não perder a cabeça, não quero receber o meu leão de 25 anos de sócia de um erro de casting.

Um passo atrás para dar dois à frente

"O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo (...) O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel e o Bruno lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente."

 

Jesus culpa Palhinha pela derrota. Jesus não é líder. Jesus culpa jogador da formação. Jesus não assume erros. Jesus peca. Jesus falha. Jesus 6,7, 20 milhões época. Jesus devia ser substituído por treinador argentino. Jesus devia dar a cara. Jesus é o diabo. Diabo é Jesus. Judas do Jesus. Jesus na cruz, já!

E agora tiramos o som - risos - e ficamos a olhar, mas sem som. Pão vai-se tendo, e o circo está montado. Os flautistas vão tocando, enfeitiçando-nos com a melodia. E seguimos sem ver para onde nos querem levar e como nos querem levar. Destino: enfraquecer Bruno de Carvalho, despedir Jesus e voltar ao "Croquetismo sportinguista" - Benfica e Porto voltam a mandar no futebol, e os outros tipos voltam a mandar o Sporting para sétimo lugar, ou pior, para a inexistência.

Tenho para mim não fazer eco das palavras dos pasquins desportivos. Tanto é o veneno que sai daquelas folhas que ao simples lamber do dedo, para virar a página, saímos contaminados - julgando-nos mortos. E este é um exemplo. Quem quer perceber, percebe. Quem não quer, continue a esfregar as mãos à espera do carrasco que nos vai levar de vez. O projecto em curso tem de ir avante, se sonhamos nos tempos próximos dominar - com transparência, verdade, e mérito desportivo - o futebol nacional.

E para isso os jogadores da formação não podem ser endeuzados, ao ponto de não poderem ser alvo de críticas do treinador. Têm de ser responsabilizados, quando falham com culpa, para aprenderem com os seus erros. Foi o caso de hoje, nos dois golos. Durante trinta minutos Palhinha encenou a peça errada. Porque assim que afinou, demos um banho de táctica e de futebol jogado. E embora não tenha sido suficiente para trazer os três pontos, uma certeza trouxemos: temos futuro!

Agora não o deitem a perder.

Muita sorte para ti, Palhinha

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Em 2012/13, Jesualdo Ferreira lançou Bruma e Eric Dier na equipa principal.

Em 2013/14, Leonardo Jardim lançou Carlos Mané e William Carvalho.

Em 2014/15, Marco Silva lançou João Mário e Tobias Figueiredo.

Em 2015/16, Jorge Jesus lançou Esgaio, Gelson Martins, Matheus Pereira e Rúben Semedo.

 

No sábado foi a vez de Jesus lançar pela primeira vez um talento da nossa formação nesta temporada oficial: João Palhinha. Já era tempo, para manter a dinâmica das épocas anteriores.

E não faz favor nenhum: este jovem médio, de 21 anos, bem merece. Daqui lhe desejo toda a sorte do mundo.

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