Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Cada vez mais difícil

21962295_hL34q (1).jpeg

(Foto de Bola na Rede, https://bolanarede.pt/nacional/sporting/sporting-cp-2-1-moreirense-fc-um-leao-com-garras-menos-afiadas-mas-que-acabou-por-vencer/)

 

Está realmente cada vez mais difícil manter a sequência de vitórias. A forma de jogar do Sporting é por demais conhecida, os pontos fortes e fracos também, e as equipas adversárias aparecem motivadas para fazer o que outros não fizeram. Sendo assim, o Sporting precisa de todo o onze a render e a inspiração dum ou outro a fazer a diferença. Um dia destes isso não vai acontecer e o Sporting vai perder. Não pode é acontecer no próximo jogo. Esse é mesmo para ganhar.

Ontem, e para quem acusava Rúben Amorim de ser um treinador defensivo, o que vimos foi um Sporting em turbilhão ofensivo desde o apito inicial, com a defesa bem subida e os três avançados em linha com os defesas adversários, com sucessivas bolas nas costas da defesa adversária e incursões do João Mário e dos dois alas que criavam situações locais de superiodidade numérica. Mas tudo tem um preço: um passe perfeito para as costas da linha defensiva, uma incursão rapidissima, um corte na queima, um auto-golo, o objectivo de marcar primeiro falhado e a necessidade de correr atrás do prejuízo.

Ao contrário do que poderia ter acontecido, a equipa continuou como se nada fosse, confiante no seu processo de jogo. As oportunidades foram-se sucedendo e Sporar ia falhando. Foi preciso Pedro Gonçalves fazer de ponta de lança, aproveitando uma defesa incompleta do guarda-redes adversário, para chegarmos ao intervalo empatados.

Foi uma bela primeira parte de futebol bem jogado, em que o Sporting passou ao lado duma vantagem folgada.

 

A segunda já foi completamente diferente. O ritmo da primeira deixou marcas, o Moreirense encolheu o campo confinando-se à sua metade, imperou a batalha de meio-campo onde Palhinha foi o imperador, a velocidade baixou, os passes errados sucederam-se, foi preciso mais uma vez Pote resolver o assunto: um chapéu soberbo que bateu na linha de golo, um remate traiçoeiro que passou mesmo a dita linha. Tempo para Amorim pôr trancas na porta e, depois dum desastrado Jovane, fazer entrar Tiago Tomás, Matheus Nunes e Antunes para matar o jogo.

Melhor em campo, com um bis e o tal chapéu terá mesmo de ser Pedro Gonçalves. Mas Palhinha esteve imperial nos 90 minutos: um trinco subido que desempenha um papel essencial neste modelo de Amorim. A continuar assim, Danilo e William têm o lugar em perigo no onze da selecção. 

Quem esteve mal mesmo foi Sporar e a ala esquerda, Feddal e Nuno Mendes, estes com a desculpa de virem de lesões que desconcentram e quebram o ritmo. Sporar cada vez mais parece um segundo avançado para concorrer com Jovane e Tiago Tomás: recua, bascula, tabela, assiste, mas lá no sítio não está quando a bola chega. Ou está mas a bola não chega. Ou chega à bola mas falha. 

O que seria desta equipa com Mathieu e Bas Dost quando chegaram ao Sporting? Fica à imaginação de cada um.

SL

Palhinha do Verão ao Outono

21956974_i35U4.jpeg

 

1

 

«Palhinha em Inglaterra»

Título d' A Bola, 31 de Julho

 

«Palhinha "paga" Pedro Gonçalves»

Título d' A Bola, 15 de Agosto

 

«CSKA para Palhinha» 

Título d' A Bola, 25 de Agosto

 

«João Palhinha aguarda CSKA»

Título d' A Bola, 26 de Agosto

 

«Palhinha olha para Inglaterra»

Título d' A Bola, 27 de Agosto

 

«Palhinha no CSKA rende 12 milhões»

Título d' A Bola, 28 de Agosto

 

«Palhinha para fechar esta semana»

Título d' A Bola, 30 de Agosto

 

«Palhinha fechado esta semana»

Título d' A Bola, 31 de Agosto

 

............................................................

 

2

 

«Tenho esse sonho [ser campeão pelo Sporting], mas não é algo com que viva completamente obcecado. Fazendo-se as coisas com calma, trabalho e responsabilidade, tem tudo para chegar a bom porto.»

 

«Se o for [capitão do Sporting], é com grande orgulho e extrema motivação, dados os anos da formação que conto. Tenho contrato com o Sporting há muitos anos. Não é para qualquer um ser capitão do Sporting, é uma grande responsabilidade. Se acontecesse, era mais um momento de felicidade que teria na minha carreira.»

 

«Temos muito bom balneário, com união. A estrutura arranjou um misto de experiência e juventude. As pessoas olhavam para a nossa equipa como miúdos, mas acabamos por ser um misto das duas coisas.»

 

«É normal todo o ruído que se tem feito porque estamos a fazer bem o nosso trabalho. Quando se ganham jogos como temos ganho, com esforço e sacrifício, é normal que as pessoas na televisão comentem e que os jornalistas façam capas a valorizar o nosso trabalho.»

 

«Quero é fazer um bom trabalho no Sporting, evoluir como jogador, fazer o máximo de jogos possível pelo clube. Quanto ao resto, é deixar as coisas acontecerem.»

 

João Palhinha em entrevista ao Record, 21 de Novembro

Se saísse iria ficar um vazio

21956974_i35U4.jpeg

 

A frase é do nosso Palhinha, e penso que é mesmo por aqui que a relação entre o Sporting e os seus jovens deve ser construída, por uma afectividade construída nos bons e maus momentos, no seio dum grupo a defender as cores do clube, e com as amizades que ficam para a vida.

Muitos desses jovens terão propostas irrecusáveis e sairão, mas muitas vezes também irá ficar um vazio.

E depois, um dia, alguns desses voltarão. Porque, como o Nani e o João Mário, se sentiram e sentem bem na casa que os fez crescer e que também é a deles. Para preencher o tal vazio.

SL

Palhinha, o patrão

Há talento nesta equipa do Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Pedro Porro, João Mário acrescentaram muita qualidade ao plantel leonino. Não que essa qualidade não existisse na época passada: Raphinha, Wendel, Acuña, Bas Dost, Mathieu e, acima de qualquer outro, Bruno Fernandes eram jogadores muito acima da média e dos melhores que passaram por Alvalade nos últimos anos. Mas, quase todos, viveram o ataque de Alcochete e ficaram, certamente, marcados pelo que então aconteceu.

No entanto, quando olho para este equipa, o nome que me salta imediatamente à vista é o de João Palhinha. Desde que o vi jogar pela primeira vez na equipa B que achei que seria o homem que iria substituir William de Carvalho no centro do meio-campo da equipa. Não se conseguiu impor e, creio, também não lhe deram as oportunidades que merecia. Apesar de tudo, é hoje, creio, absolutamente indispensável para os equilíbrios de uma equipa que ataca bem melhor do que aquilo que defende. Para mim, tem sido o grande destaque deste início de campeonato.

Por agora, parecem existir razões para sorrir. Vamos em primeiro lugar e as últimas vitórias quase que nos deixam sonhar. Mas não tenhamos ilusões. Só agora o campeonato começou e a equipa tem muitas fragilidades, sobretudo na zona defensiva. Feddal não me encanta e Neto, bem, de Neto prefiro nem falar. Talvez Quaresma possa ter uma oportunidade, embora não resolva o problema para uma equipa que tem muitas dificuldades em sair a jogar a partir da defesa. Vamos ver, pode ser que possamos ter uma boa surpresa no final do ano.

 

Um passeio em Alvalade

Foi uma noite tranquila que tivemos ontem em Alvalade, contra um adversário que se espalhou pelo terreno todo libertando o talento dos nossos jovens, os lances de golo foram-se sucedendo, a falta de pontaria dos nossos e o engenho ou a sorte do guarda-redes deles ditaram o resultado final. A Bola conta 21 remates enquadrados do Sporting contra um do adversário. Tratou-se dum Tondela tenrinho, bem diferente para pior daqueles de Petit, Pepa ou do espanhol do ano passado que nos roubaram pontos preciosos, desde logo com aquele golo a cair do pano em Alvalade no primeiro ano de Jorge Jesus que deu o empate.

Teríamos sido campeões com esses dois pontos.

 

Mas também fizemos por isso. Rúben Amorim acudiu às nossas preces e voltámos a ter ponta de lança.

Numa simulação Sporar começou por dar o golo a marcar a Pedro Gonçalves que falhou na cara do guarda-redes, esteve no seu sítio no 1.º golo, se calhar teria sido penálti se o Pedro não tivesse marcado, assistiu para o 2.º, marcou o 4.º. Ainda falhou um golo que não devia falhar, mas lutou muito e foi a referência atacante que faltava. João Mário voltou aos tempos de voz de comando do meio-campo, como fazia na equipa B anos atrás, com a classe do campeão europeu que é (salvo no capítulo do remate), Tiago Tomás foi um operário muito útil na faixa direita, e Pedro Gonçalves (a melhor aquisição do Sporting depois de Bruno Fernandes?) mais uma vez fez a diferença.

 

Todos os outros estiveram mais ou menos bem, Porro e Palhinha mesmo muito bem, e os três defesas cumpriram a sua missão,  Coates conseguiu mesmo provocar o fora de jogo que evitou o golo contra.

Até nas bolas paradas estivemos bem, criando perigo nessas situações com Coates a falhar o alvo por muito pouco numa delas. Onde continuamos a não estar bem é nos remates de longe, ou por falta de sorte, ou de treino, ou de jeito ou doutra coisa qualquer.

Uma palavra para a arbitragem, sóbria e competente, nos antípodas dos artistas de apito na boca que sempre nos enviam. Nada a dizer sobre os amarelos. Completamente escusados nos casos de Matheus Nunes e Nuno Santos.

 

Enfim, há dias assim, têm sido é muito poucos. Aproveitemos o momento, mas não nos esqueçamos que o caminho é longo e difícil, a começar pelo Guimarães. E o Braga continua próximo.

2.ª feira, 2 de Novembro de 2020: o Sporting a liderar  a 1.ª Liga. Quem diria?

SL

Soube a pouco

Desculpem lá mas este resultado contra o Tondela foi escandaloso. Podia e devia ter sido 8 ou 9 a zero, pelo menos. 

Sporar, que foi maravilhoso nas 3 assistências que fez a Pedro Gonçalves, a primeira bastando abrir as pernas deixando-lhe a bola limpa e a baliza escancarada para Pote falhar, não pode desperdiçar tantas oportunidades e até o golo que acabou por marcar foi às 3 pancadas. João Mário, formidável de lucidez e visão como maestro, não pode atirar tantos remates para a cadeira 17 da fila 21 do topo norte.

O Tondela, fosse por uma táctica aparvalhada fosse por desmembramento provocado pelo carrossel sportinguista, ficou tão escachado como um peru de Natal - fizemos o que nos apeteceu dele. Aquilo por volta do minuto 60' já não era futebol, era matrecos, com tiro atrás de tiro ao boneco. Lembrava o BrasilxAlemanha do mundial de 2014.

Este é o melhor Sporting dos últimos 5 anos, mesmo com jogadores que aparentemente chegaram ao limite das suas capacidades como Jovane ou Matheus (comparável à homeopatia: gosta-se dele por crença não por prova) e um TT que ainda está aquém da média do colectivo (mas a este tudo se perdoa, pois se não jogar não evoluirá como promete.)

A diferença que um Palhinha faz: por ali não passa nada, ali tudo começa. E a surpresa que Nuno Santos é: parecia ter vindo para ser suplente e conquistou o lugar de maneira indiscutível, mesmo que só jogue 20'.

Por fim comprova-se que ser sportinguista é mesmo maldição: agora que daria tanto gozo ir aos jogos é quando não podemos.

Um empate improvável

Começando pelo aspecto pessoal da coisa, foram muitos kms na estrada para chegar a casa a tempo de alapar no sofá e ver o jogo, com o pressentimento que muito iria sofrer e com muita azia iria ficar. Foi assim logo no início, depois a coisa ficou risonha para ficar outra vez triste e depois foi aquela situação no final do primeiro tempo, quando já não consegui ver mais e fui a certo sítio dando tempo para ouvir o comentador anunciar o golo do empate. Mas como sabemos regressei do tal sítio sem ouvir nada, foi mais uma fantochada desta arbitragem que temos, com um lance dúbio que nunca poderia ter tido intervenção do VAR. Nem ele, nem nós, nem ninguém pode ter a certeza que a decisão do árbitro tenha sido errada. Nem a visão pela TV do árbitro lhe pode ter demonstrado a 100% que a decisão que tinha antes tomado tinha sido errada. E em igualdade no marcador e com um a mais no relvado, a vitória estava facilitada.

 

Foi mesmo mais uma fantochada. E depois foi sofrer até ao fim, numa segunda parte com muita porrada e pouco futebol, sem grande esperança de alguma coisa que não fosse mais uma derrota, até mesmo no final, de pouca coisa tivesse surgido um empate que teve tanto de improvável como de saboroso. E logo pelo "pé-frio" do plantel.

Em termos de jogo, foi uma grande primeira parte: duas equipas com diferentes argumentos a procurar a vantagem, o que se traduziu em boas jogadas, três belos golos e diversas oportunidades desperdiçadas, com Pedro Gonçalves em evidência nesse aspecto. Depois o cansaço ditou leis, saiu e entrou muita gente, o futebol foi piorando, o Porto foi jogando com o cronómetro e com a certeza que com árbitros e VARs deste tipo teria sempre as costas bem quentes, Amorim foi pondo a carne toda no assador, o molho também, Coates já atacava à maluca, e fomos recompensados num corte senhorial do Palhinha e dum belo centro do tal Pedro Gonçalves.

 

Que balanço fazer deste encontro? 

O Sporting conta com um grande treinador, conseguiu fazer este ano boas contratações e construir um plantel que conta com muito talento. Falta-lhe no entanto algumas coisas essenciais, fora e dentro do campo, para ter condições para atingir os objectivos: lutar com os dois rivais e conseguir a entrada na Champions.

Faz-me muita confusão como não existe no banco alguém mais velho, um novo Manolo Vidal, para gerir as emoções e ser o único a reagir para o árbitro, e deixar o treinador à mercê das suas emoções. E depois de Amorim, os jogadores, alguns de nervos em franja, a receber amarelos completamente escusados. Os jogadores em campo têm que jogar com o árbitro, por muito ranhoso que seja, e não contra ele, o que apenas serve para lhe aumentar a ranhosice.

Também me faz muita confusão que não exista um ponta de lança inquestionável no plantel, e que tenhamos de entrar com um extremo adaptado, e depois prosseguir com um falso ponta de lança, até finalmente entrar Sporar para enfim intervir decisivamente no lance do golo.

 

Melhor em campo do Sporting para mim foi mesmo o Pote, Pedro Rodrigues, que em três ou quatro ocasiões tentou sempre atirar para o golo, ainda que sem sorte, e que depois fez o centro decisivo. 

Quanto a João Mário, vai ter de trabalhar muito para encontrar o seu lugar, porque Palhinha e Matheus Nunes são simplesmente imprescindíveis no meio-campo e mais à frente há talento para dar e vender.

SL

Palhinha em discurso directo

«É sempre bom estar aqui. Destaco o trabalho da equipa: o mais importante nesta fase é ganhar ritmo para que, quando se comece a sério, termos o ritmo e competitividade necessária. Queremos sempre ganhar, é espírito de equipa grande. Temos feito uma boa pré-temporada. Já represento o Sporting há muitos anos e é sempre um prazer representar este clube e jogar aqui.»

 

João Palhinha, em declarações aos jornalistas após o Sporting-Valladolid (2-1). Desmentindo, de viva voz, todos quantos - inclusive em caixas de comentários deste blogue - tinham garantido que o jogador não queria jogar mais no Sporting e havia até jurado nunca mais vestir a camisola verde-e-branca.

Deixo um singelo conselho a todos esses: não confundam desejos com realidades.

Depois do jogo de hoje

7IQBTKGY.jpg

Jogadores do Sporting festejam o golo da vitória (2-1) contra o Valladolid

 

O quarto jogo de preparação do Sporting, desta vez contra a equipa espanhola do Valladolid, levou-me a concluir que tenho agora ainda mais razão para reiterar, linha por linha, tudo quanto escrevi aqui há dois dias, não apenas no texto principal como nas caixas de comentários: João Palhinha deve ficar e tem lugar de caras no onze titular do Sporting, como médio defensivo. Está bem adaptado ao modelo de jogo de Rúben Amorim, com quem trabalhou no Braga, e a nossa equipa precisa dele.

Esta noite o Sporting teve duas faces: uma sem Palhinha, até ao minuto 66'; outra com ele em campo. Mal o treinador o mandou ocupar o lugar no meio-campo que antes estivera confiado a um apático e errático Matheus Nunes, a equipa transfigurou-se. Virámos um resultado desfavorável (o Valladolid vencia por 1-0), marcámos dois golos (por Feddal e Jovane), houve um terceiro (por Vietto) invalidado por decisão errada do árbitro Tiago Martins e ainda atirámos uma bola ao poste (por Nuno Santos, bom nas bolas paradas). Quase todos os jogadores cresceram em rendimento - com destaque para Jovane Cabral e Pedro Porro, o novo lateral direito que a partir do minuto 80 recuou para central. Tudo terminou bem, com a terceira vitória consecutiva nesta pré-temporada, num estádio (o do Alverca) de péssima memória para nós.

Por isso repito: não consigo vislumbrar qualquer lógica na alegada intenção de enviar Palhinha para longe de Alvalade. Se isso acontecer, será um grande erro desta SAD leonina. Mais um.

No futebol não deve valer tudo

Texto de João Gil

image.jpg

 

Temos de perguntar a Frederico Varandas e a Rúben Amorim porque dispensaram Palhinha e onde é que para eles será mais útil ao Sporting.

Porque se não houver uma razão desportiva e o jogador é imprescindível nesta equipa por não ter quem faça o seu lugar natural e o treinador o quer(ia), há uma razão económica de certeza. O jogador tem contrato com o Sporting, não faz propriamente o que lhe apetece nem está em roda livre. Se for por uma questão desportiva podemos queixar-nos da opção de dispensar Palhinha como de dispensar qualquer dos outros. O treinador acha que ele não serve e ele é que treina e escolhe os jogadores. Se a razão for económica, é uma questão que transcende o treinador e se situa puramente no plano de negócio e de dinheiro.

Sendo, não faz sentido deixar de fora da possível resolução do problema com o Braga um jogador que o Braga quer(ia) e pelo qual o Sporting estabeleceu um contrato de empréstimo com um modelo que amarrava os dois clubes um ao outro no destino futuro do jogador. Indignidade, nestas coisas, é não pagar atempadamente os contratos.

 

Por mim vai dar ao mesmo se venderem hoje o jogador e amanhã transferirem o que devem para a conta do Braga, uma vez que desportivamente acham que não é útil. Acharia preferível, até. Mas isso não vai acontecer, presumivelmente e a julgar por declarações de gente afecta ao Sporting e que comenta nas tv e que acha que o Sporting pagará quando quiser e nos seus termos...

Esse é o caminho errado, penso eu. Porque esse é o que cria inimigos e mete toda a gente contra o Sporting. Como se o Sporting precisasse de mais inimigos e já tivesse poucos. No futebol não deve valer tudo. Costuma dizer-se que as boas contas fazem os bons amigos. O Sporting não precisa de ser amigo do Braga, precisa é de manter o Braga no seu lugar natural.

 

Ser devedor do Braga e depender de favores do Braga é que me parece uma inversão perigosa daquilo que são os interesses superiores do nosso SCP.

Se Palhinha porventura servir para devolver a ordem natural à posição e à relação entre o Sporting e o Braga (que tem uma direcção histórica, um ascendente e um descendente), não veria nisso necessariamente um mal. Jogador por jogador, pessoalmente prefiro Matheus Nunes e Daniel Bragança, embora menos tarimbados.

Não seria pacífico ver Palhinha pagar Amorim, isso admito, mas ilógico não seria.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Não consigo ver qualquer lógica nisto

img_920x518$2017_11_15_18_31_39_1334511.jpg

 

Andamos desesperadamente à procura de um médio defensivo. Battaglia já não está, Idrissa Doumbia é para despachar, Miguel Luís não se adaptou à posição e deve ser emprestado, Eduardo Henrique foi um dos maiores fiascos impingidos por Hugo Viana ao presidente do Sporting, Mattheus Oliveira nem consigo classificá-lo como jogador.

Estes não servem. Mas temos João Palhinha: 25 anos, formado em Alcochete, esteve por empréstimo nas últimas duas épocas em Braga, onde foi titular com vários treinadores - Rúben Amorim incluído. Para quê dispensar um jogador que mantém ligação contratual com o Sporting até 2023 se logo a seguir, para compensar esta saída, teremos de ir a correr arranjar alguém para o mesmo lugar?

Tudo isto até pode ter lógica, mas eu não a descortino. Agradeço desde já a quem souber esclarecer-me.

Os ausentes que fazem sombra

Estou a ver o jogo do Sporting contra o Portimonense e fico a pensar na enorme falta que fazem a esta equipa os nossos 'ativos' Acuña e Palhinha. Ainda não estão vendidos e as alternativas são, para já, bem piores. Deviam estar a jogar com a nossa camisola e depois logo se via o que poderia aparecer em termos de negócio para o clube. Rafael Camacho também merecia outra oportunidade, tem qualidade e sempre podia ir ganhando alguma raça e músculo. O resto está lá.

Palhinha a 4.000 quilómetros da Premier

João Palhinha nunca se afirmou no Sporting. Esta época, com um treinador que apostou nele no ano passado e na véspera de um Campeonato da Europa, seria muito bem-vindo a um plantel sem grande qualidade e a precisar de um seis. Mas, Palhinha tem o sonho legítimo de jogar em Inglaterra ou pelos menos numa liga mais competitiva e o Sporting tem a necessidade de fazer dinheiro. O problema é que o trinco estará a caminho do CSKA por 12 milhões. Ou seja, o médio fica a mais de 4.000 quilómetros da Premier League; o Sporting não ganha grande coisa, já que ninguém parece chegar aos 15 milhões pedidos e o Braga a quem já devemos bom dinheiro, ainda fica com uma parte do bolo e o Sporting, continuará sem dinheiro nem médio defensivo. As boas movimentações por Santos e Pote foram sinal de melhoria na estrutura ou sorte? 

A cadeira de Palhinha

Li por aí que o futebolista João Palhinha não seguiu para o estágio com os seus, por agora, companheiros de equipa. O atleta não está vendido, que se saiba, por isso devia acompanhar o plantel às ordens de Rúben Amorim, trabalhando com afinco para quem o formou e lhe paga o salário. É isto que se pede a todos os profissionais do Sporting Clube de Portugal e estas situações de excepção não são um bom exemplo para o futuro.
Quem autoriza isto acha mesmo que estas decisões são boas para a gestão do dia-a-dia do SCP?

Receio o pior

img_920x518$2019_07_10_01_26_23_1573848.jpg

 

1

Temo o pior neste curtíssimo defeso agora iniciado. Porque as decisões serão tomadas pelos mesmos que conduziram a catastrófica pré-temporada do Verão anterior. 

Sem surpresa, já se acumulam os maus indícios. Na imprensa amiga, a administração da SAD pôs a circular que Acuña e Palhinha serão vendidos. Soa a asneira.

Acuña é um dos raros internacionais que subsistem no plantel leonino. Em entrevista ao Record de hoje, Frederico Varandas sublinha a necessidade de «encontrar jogadores experientes»: isto não cola com a prioridade atribuída à saída do argentino.

Por outro lado Palhinha - que fez duas épocas de alto nível no Braga, como emprestado - preenche uma das mais gritantes lacunas do actual onze titular: a de médio defensivo posicional. Despachá-lo já constitui um duplo risco: prescindimos de mais um profissional formado na Academia de Alcochete e continuamos a precisar com urgência de alguém para aquela posição, que pode vir a ser preenchida por outro perna-de-pau importado (lembremos os maus precedentes de Idrissa e Eduardo).

 

2

Já que fiz alusão à entrevista do Record, deixo um apontamento rápido sublinhando a minha estranheza: afinal para que serve a Sporting TV? O presidente da SAD leonina manteve-se vários dias em silêncio, após o fim do campeonato, e rompe-o só agora para prestar declarações a um jornal diário quando tem à sua disposição a televisão do clube. Eis algo incompreensível.

Nesta entrevista, Varandas garante fazer «exercícios de autocrítica diariamente». Não parece. Voltou, por exemplo, a desperdiçar uma oportunidade de elogiar a Comissão de Gestão que o precedeu e conduziu o Sporting no turbulento Verão quente de 2018. Graças a essa equipa, liderada por Artur Torres Pereira no clube e Sousa Cintra na SAD, os estilhaços de Alcochete foram minorados, vários jogadores regressaram a Alvalade e foi possível formar um plantel competitivo.

Varandas já apanhou o comboio em andamento - de tal maneira que o Sporting até liderava a Liga no dia em que os actuais corpos sociais tomaram posse.

 

3

Vangloria-se o presidente de ter conseguido «vencer duas Taças no futebol» e de ter superado o difícil teste da «renovação do plantel devido às rescisões». Vai mesmo ao ponto de proclamar: «No ano passado, alcançámos a melhor época dos últimos 17 anos.»

Lamentavelmente, nem uma palavra de apreço por Sousa Cintra - obreiro dessa época que deixou um treinador (José Peseiro) despedido por Varandas quando o Sporting ia a dois pontos do primeiro já depois de termos jogado em Braga e na Luz. Outra oportunidade desperdiçada, portanto, para "unir o Sporting" - lema da candidatura à presidência do antigo director clínico do consulado Bruno de Carvalho.

A prova do algodão da actual gerência não foi a época 2018/2019: foi aquela que agora terminou, a primeira em que este presidente da SAD e este director desportivo lideraram todo o processo do princípio ao fim. Uma época em que se prometeu muito mas chegámos à meta com um recorde de derrotas numa temporada e todos os objectivos falhados: Supertaça, Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga Europa e campeonato.

 

4

Ainda mal se iniciou o defeso e já receio o pior.

Por serem os mesmos a liderar o processo. E por ter a plena convicção de que a actual equipa dirigente nada quis aprender com a sucessão de erros acumulados.

Eric Dier, Zlatan Ibrahimovic e algumas ideias mais ancoradas à realidade

Este jogo com o Santa Clara demonstra que precisamos de um avançado que seja aquilo que Sporar não consegue ser e Pedro Mendes precisaria de um tirocínio numa equipa de meio da tabela para conseguir vir a ser. A este último, recomendaria um regresso às origens, num ano de empréstimo ao Moreirense, levando consigo, nas mesmas condições, Tomás Silva, com quem formou uma excelente dupla no arranque dos sub-23.

O sonho seria Zlatan Ibrahimovic (sonhar não custa) mas na nossa realidade triste já não espero melhor do que um "anjo caído" como Balotelli ou então um veterano como o retornado Slimani ou o emblemático Eder. Mais lúdico do que isso só forçar o miserável Rafael Leão a resolver o imbróglio da indemnização com uns bons anos de trabalhos forçados a marcar golos... Ou, lá está, convencer o empresário que mais lucrou com o ataque a Alcochete a convencer o AC Milan a pagar dois anos de salários ao astro sueco para seguir as pisadas de Schmeichel numa reforma gloriosa em Alvalade.

No meio-campo, como Palhinha aparenta ter a guia de marcha carimbada – juntando-se a Matheus Pereira, Demiral ou Domingos Duarte entre os escorraçados –, há que ter alguém capaz de ser o que Idrissa, Matheus e Battaglia não são: um muro dinâmico que faça acontecer e impeça que aconteça. Adrien Silva? Não sei se não será demasiado tarde, embora seja um jogador admirável. Sonho impossível? Eric Dier, mesmo que por empréstimo com ou sem opção de compra. Solução plausível? Não vender Palhinha ou apostar todas as fichas em Daniel Bragança.


E ainda mais um extremo. Ou uma oportunidade de “scouting” do género Gonzalo Plata ou então o regresso de Nani ou de Wilson Eduardo, para juntar experiência à miudagem. 

São os casos mais gritantes, mas outras trocas haveria para fazer: Beto Pimparel por Renan, um objectivo lateral não identificado (não digo que não ao espanhol Pedro Porro, ainda que seja ciência que desconheça...) por Rosier (fazendo o francês rodar em França e evitando dar meia-dúzia de milhões por Ricardo Esgaio depois de o termos oferecido ao Braga), em vez do marroquino sevilhano Feddal já apalavrado talvez José Fonte ou Marcos Rojo para apadrinharem o crescimento de Gonçalo Inácio ou o regresso de Ivanildo Fernandes, a contratação de Gonda do Portimonense ou o regresso de Lumor em caso de saída de Acuña (sendo a aposta em Nuno Mendes tão assumida quanto a feita em Eduardo Quaresma), Kraev como alternativa a Wendel se este sair ou Francisco Geraldes desistir de lutar, e a reintegração de Gelson Dala no plantel.

Qualquer coisa como isto:

Luís MaximianoBeto Pimpapel e Diogo Sousa (B e/ou sub-23)

OLNI/Pedro Porro, Ristovski, Coates, Neto, Eduardo Quaresma, Feddal/José Fonte/Marcos Rojo, Ivanildo Fernandes/Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Acuña/Gonda/Lumor

Dier/Adrien Silva/Palhinha, Matheus Nunes/Idrissa Doumbia, Daniel Bragança, Wendel, Francisco Geraldes/Kraev

Jovane Cabral, Gonzalo Plata, Nani/Wilson Eduardo e Joelson Fernandes/Bruno Tavares

Ibrahimovic/Balotelli/Slimani/Eder, Sporar, Vietto, Gelson Dala


Chegaria para o título? Talvez só com Dier e Ibrahimovic. Mas seria um início.

Miserável gestão...

A concretizar-se a notícia avançada pela comunicação social que João Palhinha sairá do SCP após o final de época, estaremos em presença de mais um miserável acto de gestão da SAD, cuja responsabilidade será total e directamente imputada a Frederico Varandas.

O SCP está carenciado na posição 6, João Palhinha fez uma excelente época, o treinador Ruben Amorim conhece as potencialidades do jogador, pelo que o temos tudo a ganhar fazendo regressar o jogador a Alvalade. Concordo que todos os jogadores sejam negociáveis, mas sabendo que a venda no final da época implica o pagamento de 20% ao SCB, a entrada do jogador no plantel da próxima época representaria uma valorização imediata de 20% em caso de transferência no mercado de Inverno ou final da próxima época, evitando-se financiamento a rival directo. Mas ainda poderá ser pior, se descontadas as comissões para o empresário e percentual para o SCB, formos contratar refugo de fundo de catálogo a empresário amigo. E assim o plantel vai ficando cheio de entulho...

Gostaria também de saber as intenções dos dirigentes leoninos para Gelson Dala, Ivanildo e D. Bragança. Também são para continuar a emprestar? Ou servirem de moeda de troca nalgum negócio, que possibilite o ingresso de mais pinos no SCP? 

Os incompetentes que dirigem o clube podem até chegar a 2022, mas fiquem desde já com algumas certezas, não serão reeleitos com os meus votos em circunstância alguma. Até lá votarei contra o orçamento, qualquer que seja o mérito do documento. Se tentarem vender a SAD, votarei contra. Este mandato foi uma oportunidade perdida para reerguer o clube, miseravelmente apenas nos trazem agonia e angústia. Que 2022 chegue depressa...

A aposta na formação... de capital em Braga

WhatsApp Image 2020-05-26 at 05.16.16.jpeg

(A Bola)

WhatsApp Image 2020-05-26 at 05.44.07.jpeg

(Correio da Manhã)

A ser isto verdade, vamos receber à volta de 10 milhões de Euros pelo jogador revelação da liga deste ano. (LER) Um jogador de selecção. E lá vamos dar mais uns milhões ao Braga, depois dos 10 milhões de Euros (mais juros, mais penalizações) por um treinador com quase zero experiência de Primeira Liga. 

Entretanto, no Sporting do Dr. Varandas os títulos são coisa do passado, reduziu-se a ambição do clube a níveis do Braga (se formos à Champions, maravilha!). O título deixou de ser para nós (apesar de no triste dia em que o inacreditável Dr. Varandas tomou conta do Clube estarmos no topo da tabela). Só se fala de vendas e de promover jogadores para vender. O próprio Amorim - diz Varandas com um ar meio-tolo, meio-ufano - estará num "grande europeu" dentro de algum tempo. 

E assim continua o processo de saque do Sporting. Suspiros de gente contente por mais voltas no carrossel.

Demissão. Três vezes demissão. Demissão, Já! (LER)

Que vá o Dr. Varandas para o Departamento médico do Braga. (Sim, porque não creio que os adeptos do Braga sejam tolos o suficiente para tolerar tamanha destruição do seu clube)

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D