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És a nossa Fé!

A aposta na formação... de capital em Braga

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(A Bola)

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(Correio da Manhã)

A ser isto verdade, vamos receber à volta de 10 milhões de Euros pelo jogador revelação da liga deste ano. (LER) Um jogador de selecção. E lá vamos dar mais uns milhões ao Braga, depois dos 10 milhões de Euros (mais juros, mais penalizações) por um treinador com quase zero experiência de Primeira Liga. 

Entretanto, no Sporting do Dr. Varandas os títulos são coisa do passado, reduziu-se a ambição do clube a níveis do Braga (se formos à Champions, maravilha!). O título deixou de ser para nós (apesar de no triste dia em que o inacreditável Dr. Varandas tomou conta do Clube estarmos no topo da tabela). Só se fala de vendas e de promover jogadores para vender. O próprio Amorim - diz Varandas com um ar meio-tolo, meio-ufano - estará num "grande europeu" dentro de algum tempo. 

E assim continua o processo de saque do Sporting. Suspiros de gente contente por mais voltas no carrossel.

Demissão. Três vezes demissão. Demissão, Já! (LER)

Que vá o Dr. Varandas para o Departamento médico do Braga. (Sim, porque não creio que os adeptos do Braga sejam tolos o suficiente para tolerar tamanha destruição do seu clube)

Palhinha é para deitar fora?

«Rúben Amorim quer central e trinco.» Exigência do técnico, segundo noticia hoje o jornal mais próximo da Direcção leonina. 

Traduzido em linguagem corrente, isto significa que João Palhinha - o melhor trinco que formámos na última década e um dos melhores jogadores a actuar nesta posição no campeonato português, como demonstrou em Braga - será mesmo deitado fora, aos 24 anos e uma carreira promissora pela frente. Apesar de ter contrato válido com o Sporting até 2023, que prevê uma cláusula de rescisão avaliada em 60 milhões de euros. E apesar de Frederico Varandas ter garantido há três meses, em entrevista ao mesmo jornal: «Vai regressar. Foi um empréstimo da Comissão de Gestão. É jogador do Sporting.»

Palavras leva-as o vento.

Divagações em tempo de quarentena (4)

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(De A Bola, "João Palhinha, 24 anos, está na mira de clubes espanhóis e ingleses para a próxima temporada e tem novo empresário, uma vez que passou a ser representado pela Traquifoot, empresa liderada por Luís Neves e Pedro Traquino.")

 

Longe vai o tempo em que Manuel Fernandes assinava de cruz o contrato que lhe estendia João Rocha, o tempo em que presidentes e jogadores se entendiam directamente na base da exigência e do incentivo, muitas vezes nos momentos mais improváveis das épocas e dos jogos.

Depois disso a profissionalização dos jogadores de futebol foi avançando em paralelo com a industrialização do próprio jogo, e foram surgindo as obrigações fiscais, as SADs e as obrigações de mercado, os agentes, os investidores, os fundos, a separação entre direitos económicos e desportivos, os acordos sobre mais-valias, os mecanismos de solidariedade, etc. Hoje em dia cada jogador transporta consigo todo um conjunto de responsabilidades que importa entender.

Apesar disso, a ideia de muitos ainda é que os jogadores continuam a ser carne para canhão, podem ser maltratados pelas claques ou enxovalhados publicamente pelos presidentes quando as coisas correm mal, e até existem aqueles presidentes que dizem que estão lá para defender os interesses do clube e os jogadores que defendam os deles. Ou seja, parece que muita gente ficou no tempo do... Manuel Fernandes.

O Sporting sofreu na pele as consequências dessa atitude com o assalto a Alcochete e o processo litigioso que se seguiu demonstrou a complexidade actual da relação entre clubes e jogadores, bem como as diferenças de entendimento entre as instâncias jurídicas chamadas a resolver os conflitos, a nacional (TAD) e a da UEFA.

Estando esse processo praticamente terminado, importa agora é que o clube consiga enfim ter uma gestão de activos eficaz e suportada pela formação, que permita extrair o máximo de cada jogador do ponto de vista financeiro e desportivo, de acordo com os condicionalismos e oportunidades do mercado. Para isso importa conjugar a defesa intransigente dos seus interesses com um espírito de parceria com os jogadores e as entidades que os representam, com vista a garantir tranquilidade, focalização e espírito de corpo no balneário, tudo isto necessário à superação do grupo e às conquistas.

Parece simples, parece óbvio, mas estamos num clube que ao longo dos anos tem sido muito incompetente nesta área, desperdiçando talento que fugiu do clube ou foi vendido ao desbarato, como Paulo Futre, Fernando Mendes, João Moutinho e muitos mais, que acabaram por ir reforçar e ajudar a ganhar títulos nos clubes rivais. E de muitos ex-jogadores que passaram ou foram formados em Alvalade, muito ao contrário do que acontece noutras paragens, apenas se ouvem mágoas e ressentimentos para com o clube.

Mas também tivemos e temos casos em que as coisas funcionaram bem para todos, e no caso Bruno Fernandes conseguimos resgatá-lo duma saída pela porta pequena, mantê-lo como capitão e melhor jogador em campo até ao momento em que conseguimos uma grande transferência e ele saiu para um grande clube e um grande contracto. Ainda por cima, ficámos com um “tiffosi” que à distância não deixa de moralizar e incentivar os ex-colegas. Parabéns a todos os envolvidos, incluindo os agentes envolvidos no negócio.

Para terminar, apenas referir que se procurarmos os agentes dos jogadores do plantel principal do Sporting no Transfermarkt chegamos à lista seguinte: alguns pais e familiares, Ultimate Sports, LeaguePro, Invictus Team, Nomi Sports, TF Tribe, CLK Foot, Teixeira Players, Positionumber, Eleven Talent Group, Juan Manuel, TFM Agency, Gines Carvalhal, Eurodata Sport, MVP Group, Leonardo Corsi, Interlex Sport, First Acess Sports, AR Sports Management e... Bruno Carvalho (outro).

Agora veio o Rúben Amorim, agenciado pela Nomi Sports, a mesma de... Idrissa Doumbia. A Gestifute não consta, Rodrigo Fernandes não faz parte ainda do plantel principal. E agora, com o regresso de Palhinha, a Traquifoot.

SL

Eu dou-te o frustrante

Frustrante mesmo é dar uma oportunidade para o indivíduo que nos últimos anos mais tem gozado com o Sporting ainda se armar em vítima. Por culpa do Sporting. Espero que ele devolva o Palhinha, e se quiser devolver o Esgaio, não seja por isso. O Wilson Eduardo não está em fim de contrato? (Refiro-me ao topo direito desta capa deste jornal que também adora colocar o Sporting ao nível dos clubes regionais.)

 

Desnorte e descalabro

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Palhinha - o nosso Palhinha - por um treinador com menos qualificações e menos experiência do que Silas?

Palhinha, a jovem revelação/ confirmação da Liga deste ano, por um treinador promessa?

Palhinha, um potencial capitão do Sporting, por um símbolo do SLB?

E para director do futebol? Simão? 

É por estas e outras que a próxima época não pode ser preparada pela direcção que assinou o desastre que está a ser esta. 

Braga vence Taça da Liga com ajuda de Bruno de Carvalho e Sousa Cintra

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O Sporting de Braga acaba de se sagrar campeão de Inverno, conquistando a Taça da Liga. E não vale a pena dizer que é uma competição menor pois ainda está para nascer o título do qual nós podemos abdicar.

O onze inicial do Braga contou com João Palhinha e Ricardo Esgaio. No banco esteve Wilson Eduardo. Três jogadores que o Sporting ofereceu, de borla, ao Sporting de Braga.

Estes três jogadores hoje conquistaram um título enquanto nós estamos no sofá. Obrigado, Jorge Jesus e José Peseiro. Obrigado, Sousa Cintra e Bruno de Carvalho. Reforçaram um rival, goste-se ou não, e contribuiram directamente para esta conquista.

Uma lição para a maneira como gerimos os nossos recursos. Quanto mais talento vamos ver desperdiçado a vencer títulos por outros clubes?

Inqualificável

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O comportamento do destituído presidente do Sporting perante o colectivo de juízas que aprecia o caso de Alcochete no Tribunal de Monsanto é inqualificável.

Compareceu no início e depois, alegando não ter meios de subsistência, solicitou autorização para faltar às sessões. Tem estado quase sempre ausente.

Num caso que lhe diz directamente respeito e em que é parte interessada, até por estar acusado de quase uma centena de crimes, Bruno de Carvalho comporta-se em estado de negação. Recusando ouvir os depoimentos que têm desfilado, presencialmente ou através de câmaras televisivas, nas sessões de audiência.

 

Evitou assim, por exemplo, escutar Mathieu a dizer isto:

«Nunca mais esquecerei o medo que senti. Ainda hoje, no final dos jogos, penso nesse dia. Tenho medo que isto volte a acontecer.»

 

Não teve ocasião de ouvir Palhinha dizer isto:

«Fiquei receoso pela minha integridade. Liguei logo ao meu pai, num estado de nervos… Só dizia que queria ir embora, que ia recolher as minhas coisas, chuteiras e afins, porque nunca mais queria voltar à Academia depois daquilo.»

 

Não se apercebeu, em primeira mão, de que Ristovski declarou isto: «Ficámos alojados num hotel nessa noite, mandei a minha esposa e filho menor para Macedónia e no dia seguinte saí do país.»

 

Nem ficou ao corrente, de viva voz, deste depoimento de Acuña perante o tribunal: «Disseram que me iam matar, que sabiam onde é que eu vivia e onde é que os meus filhos iam à escola.»

 

No fundo, age como na recta final do seu mandato enquanto presidente do Sporting. Nos momentos decisivos, nunca estava lá.

Não esteve no estádio do Estoril, quando o Sporting perdeu um jogo decisivo que nos custou o comando do campeonato.

Não esteve em Madrid, na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa disputada frente ao Atlético.

Não esteve no confronto com o Marítimo, no Funchal, que nos custou a despedida do acesso à Liga dos Campeões.

Não esteve na final da Taça de Portugal, de tão má memória, contra o Desportivo das Aves.

 

Em todas essas ocasiões, não foi por "falta de meios de subsistência", como agora invoca: foi por elementar falta de coragem.

Inqualificável antes, inqualificável agora. É o comportamento de alguém com jeito para soltar uns bitaites mas que não nasceu com capacidade para liderar.

Alcochete nunca mais

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Os jogadores começaram a ser ouvidos no Tribunal de Monsanto e os seus testemunhos permitem perceber a dimensão dos danos causados, bem como explicar em que condições chegaram ao Jamor para perderem ingloriamente uma final da Taça de Portugal e serem insultados nas escadarias por alguns adeptos do próprio clube.

Foi todo um plantel atacado, jogadores de diversas origens e idades, cada um reagiu à sua maneira, mas se calhar os jogadores da formação, os jogadores da casa, sentiram bem mais que os outros.

Por exemplo, João Palhinha revelou em tribunal que, após o acontecimento, desabafou ao pai que "não queria voltar mais à academia" e que só queria "ir embora" do clube.

Acrescentou: "Os primeiros tempos não foram fáceis. Tive pesadelos por causa desse ataque, mas agora está completamente ultrapassado. Mas esse ataque à academia retirou um pouco da segurança que tinha dentro daquele clube. Fica-se com receio de que as coisas voltem a acontecer."

E a verdade é que João Palhinha não voltou, seguiu emprestado para Braga. E diz-se que poderá ir fazer companhia a William no Bétis.

Como não voltaram, estes duma forma mais radical, Rui Patrício, William, Podence, Gelson Martins e Rafael Leão. Enquanto Sousa Cintra conseguiu convencer Bruno Fernandes, Battaglia e Bas Dost a voltarem, com os da casa que rescindiram não teve hipótese.

Como também depressa saíram emprestados - muitos também por vontade própria, com ou sem opção de compra - Matheus Pereira, Francisco Geraldes e até Demiral (o melhor dos sub-23). 

Não podemos saber o que sentiram os restantes jogadores dos sub-23 e das camadas jovens, os então emprestados que pensavam regressar ou os jovens craques em vias de optar pelo Sporting, bem como as respectivas famílias. Desses não há testemunhos em Monsanto.

O único jogador da formação ainda no plantel presente no balneário aquando do assalto é Max. No seu testemunho disse que ficou "bloqueado e sem acção".  Antes disso tinha comentado a sua admiração por Rui Patrício. Para alguns passou rapidamente de bestial a traidor. Nos Açores foi, como os restantes, ameaçado de que "as coisas poderão mesmo de novo acontecer". É caso para dizer: só ele sabe porque ficou no Sporting.

Concluindo, o assalto terrorista a Alcochete constituiu antes do mais um atentado sem precedentes à nossa Academia, concebido, facilitado e executado por gente do próprio clube, do qual o Sporting vai levar muito tempo a recuperar.

No meu entender e de quase todos os Sportinguistas, o dia mais negro da história do Sporting Clube de Portugal.

Que a justiça tenha mão pesada.

SL

Competência e falta dela

Esta jornada dupla em Barcelos (que nos custou a aproximação perigosa do Braga e Guimarães na Liga e não nos livrou da eliminação na Taça da Liga) e aquilo que continuamos a ler e a saber do futebol do Sporting vieram ainda mais pôr a nu a incompetência da actual estrutura e o consequente estado de abandono e descontrolo emocional dos jogadores, entre os excessos de alguns e a falta de alegria e confiança e o olhar cabisbaixo doutros.

Temos um director desportivo que não dá a cara e que sonha em "encaixar no mercado de Janeiro para reforçar o plantel", e ouvimos que Acuña, Coates, Wendel e agora Palhinha estão à venda por tuta e meia e o Sporting anda à procura de Olas Johns algures, temos um team-manager que assiste impávido e sereno às provocações e pancadas sobre Acuña e não levanta o traseiro do banco para o defender, temos um treinador que mete a viola no saco quando o treinador contrário desvaloriza os seus jogadores, tem de ser chamado à razão pelos jogadores para se deixar de mudanças constantes que apenas os desorientam,  e se queixa (muito se queixa ele) que o Bruno Fernandes conhece o plantel melhor que ele, que os jogadores fazem o que querem em campo, e que não tem tempo, nunca tem tempo para treinar como deve ser. E fica enfadado, protestando com o adjunto quando o Bruno tenta um chapéu longo ao guarda-redes adversário.

Que chatice ser treinador do Sporting. No Belenenses não era assim?

 

O que ainda vai valendo é a competência do capitão de equipa, que vai marcando e dando a marcar golos decisivos, puxando pelos colegas e exigindo atitude, levando pancada mais ou menos tolerada pelos árbitros (no Bessa foi uma caça ao homem) mas não deixando de meter o pé sem medo mesmo incorrendo em faltas e cartões, ou seja, fazendo o trabalho dele e às vezes os dos outros. Se estamos assim com ele, o que seria do Sporting esta época sem Bruno Fernandes?

E se ele se aleija? Nem quero pensar nisso...

 

Confesso que não entendo como há gente do Sporting (do Benfica e do Porto entendo) que acha que o problema do Sporting é o que diz ou o que faz Bruno Fernandes, e que até advoga que devia deixar a braçadeira. Para ficar tudo nivelado na incompetência.

Por mim, e já que se dispôs a assinar um novo contrato, pelo menos era promovido já a treinador-jogador. Como no caso do Tiririca, pior não fica. 

Entretanto, amanhã, mais um confronto crucial em Alvalade: o penúltimo para a Liga antes dos embates com os dois rivais. Por muito desagradado e pessimista que esteja, lá estarei a apoiar nos 90 minutos e convido todos a fazer o mesmo.

 

PS: Hoje no João Rocha, às 15h, temos o dérbi do andebol. Na primeira volta ganhámos na Luz e temos todas as condições para vencer de novo. A não perder. 

SL

Gestão danosa

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Será isto verdade?

Vender um jogador de selecção (camadas jovens), que pode chegar aos AA a qualquer altura, em vésperas do Europeu?

Dar a ganhar 1,5ME ao Braga, depois de lhes ceder durante 1,5 anos um jogador titular?

Encaixar (líquidos) 6 a 7 milhões por uma jovem revelação, que vai continuar a mostrar-se na Liga Europa numa equipa que pode ir longe?

Despachar um jogador da formação, de qualidade, que ocupa uma posição de que estamos desfalcados?

O exemplo de Domingos Duarte não terá servido para nada?

Mais importante: alguém no futebol do Sporting tem alguma ideia sobre o que está a fazer, neste momento?

Alguém será responsabilizado por tanta venda mal feita (Domingos Duarte, 2ME... Thierry, 9ME líquidos...)?

Alguém será responsabilizado pelas contratações falhadas do último ano e meio (Ilori, Borja, Eduardo...)?

Depois de tanta contratação falhada, e de tanta venda ao desbarato, que delapidam o património do clube a uma velocidade estonteante, esta direcção tem condições para continuar? 

Por favor não vendam o Palhinha

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O jovem João Palhinha é uma referência do SC Braga, clube onde está há uma época e (quase) meia. E não surpreende ninguém que assim seja.

Muito já foi aqui dito sobre o absurdo que foi a cedência de um jogador com potencial, que ocupa uma posição de que estamos desfalcados, a um clube cujo presidente destila ódio sempre que fala do Sporting - e ternura, quando fala do rival de Carnide. Das várias decisões absurdas da gestão interina de Sousa Cintra (que inclui a forma como varreram Mihajlovic, cujos resultados são agora conhecidos) esta é para mim a mais inexplicável. Isto sem querer crucificar Cintra, a quem se deve também o ingresso de Nani e o regresso de Bruno e outros.

A única parte que saiu a ganhar no negócio de Palhinha foi o Braga, com o empréstimo por 2 anos de um jogador com mentalidade, porte físico, entrega ao jogo, mobilidade, entre outros atributos.

E, nunca esquecendo: ele foi o único jovem jogador da formação que não rescindiu depois da trapalhada armada pela Juve Leo na Academia em 2018. E pressões para que rescindisse e assinasse por outros clubes não faltaram.

Essa dignidade não pode ser esquecida jamais pelos sportinguistas.

Daqui a uns meses teremos Palhinha de volta ao Sporting. Ou será que não teremos? Porque as suas exibições na Liga Europa têm despertado cobiça de clubes lá fora. E não faltarão propostas por ele, seguramente. Haverá certamente a tentação de fazer um encaixe modesto, como nos casos de Thierry e Matheus. Ou se calhar até menos. O próprio jogador deverá sentir a tentação de experimentar outra Liga.

Mas só há uma maneira de acabar com o absurdo que tem sido a ligação de Palhinha (e outros, como Geraldes) ao clube: dar uma oportunidade séria para se afirmar no Clube. Mostrar o que vale, fazer uma grande temporada. Quem sabe, cumprir o sonho de um título de campeão pelo Sporting. Porque Palhinha tem chama de campeão.

Por favor não vendam o Palhinha...

Até dói

O Braga brilha na Liga Europa. Anteontem foi ganhar ao Besiktas, na Turquia - um país onde nunca é fácil disputar uma competição internacional.

No onze titular braguista, três jogadores formados no Sporting. Todos ocupam posições em que agora seriam titular indiscutíveis no onze titular leonino: João Palhinha, médio defensivo; Ricardo Esgaio, lateral direito; Wilson Eduardo, ala ofensivo.

 

.............................

 

O que disseram os jornais desportivos da exibição deste trio na vitória alcançada em Istambul que contribuiu para aumentar a pontuação portuguesa em comparação com a Rússia no quadro de honra da UEFA?

Esgaio

«Alguns sobressaltos a defender foram largamente compensados pelo papel importantíssimo que teve no ataque: foi numa das muitas arrancadas pelo corredor direito que, com Galeno, construiu o golo da vitória.» (O Jogo)

«Em termos defensivos, foi sempre muito seguro, mas deram-lhe liberdade e aproveitou para tocar a bola para a frente. Exemplo disso mesmo foi o lance do 2-1.» (A Bola)

«Rapidíssimo a descobrir Galeno na direita na origem do golo da vitória.» (Record)

Palhinha

«Grande jogo do médio que tomou conta do meio-campo bracarense com enorme classe. Esteve em todo o lado: fez as dobras dos centrais, esticou o jogo até lá à frente e ainda tentou o golo, tudo com uma disponibilidade exemplar e determinante no domínio do jogo.» (O Jogo)

«Fechou vias a meio-campo e não teve espaço para outras acções. No segundo tempo houve um período em que passou por mais problemas.» (A Bola)

«Presença de força no meio-campo.» (Record)

Wilson Eduardo

«Chamado no momento mais difícil da partida, teve duas excelentes oportunidades de golo. Marcou à segunda, a passe de Galeno, e foi o suficiente para garantir a vitória do Braga. Está a regressar em grande.» (O Jogo)

«Saltou do banco e resolveu o jogo com mais um golo. Excelente o momento que atravessa, somando golos e boas exibições.» (A Bola)

«Decisivo a fazer o golo do triunfo, fugindo com esperteza a Vida.» (Record)

 

.............................

 

Estupidamente, cedemos estes três profissionais de matriz leonina ao clube minhoto - dois por venda, outro por empréstimo (de dois anos!).

Qualquer deles nos faria muita falta hoje.

João Palhinha

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Quase todos os comentadores de futebol elegeram João Palhinha como melhor jogador em campo no desafio Wolverhampton-Braga, de quinta-feira, que terminou com a vitória da equipa braguista por 1-0.

Escreveu A Bola sobre a exibição do médio defensivo:

«Onde havia um jogador do Wolverhampton havia também Palhinha. Incrível como o médio do SC Braga se multiplicou no terreno, revelando qualidades quase inumanas, como se a sua omnipresença e omnipotência tivessem algo de profundamente sobrenatural. Força de bloqueio maior à quantidade absurda de ataques adversários vislumbrados no segundo período, acabou o jogo como começou.» Dando-lhe nota 8 (em 10).

Escreveu o Record:

«O melhor em campo a par de Ricardo Horta. O médio-defensivo minhoto esteve em todo o lado e foi o pêndulo do meio-campo.» Dando-lhe nota 4 (em 5).

 

Andamos carecidos, em absoluto, de um verdadeiro médio defensivo - um trinco, como antes se dizia. Um jogador posicional com as características de Palhinha, capaz de aliar a técnica ao rigor táctico e à excelente condição física, funcionando como o elemento mais avançado da linha defensiva e primeiro construtor do processo ofensivo.

Em Alvalade, Palhinha estava remetido para o banco - ou para a bancada. No Verão do ano passado, foi emprestado ao Braga, por duas épocas e sem cláusula de resgate antes de esgotado esse prazo. Logo ao Braga, espantosamente - uma espécie de sucursal minhota do Benfica. Sem que ninguém no Sporting corasse de vergonha.

Andamos desde então a experimentar jogadores nesse lugar tão decisivo. Enquanto o jogador que formámos brilha noutro clube, que usa o nome Sporting embora equipe de vermelho.

Se isto não é uma indesculpável estupidez, não sei que outro nome lhe devo chamar.

As minhas felicitações ao Braga

Por aproveitar mais e melhor a formação leonina do que o Sporting. Refiro-me concretamente ao seguinte trio: Wilson Eduardo (que já tinha marcado um grande golo ao Moreirense, na primeira jornada do campeonato), Ricardo Esgaio e João Palhinha (este a abrir o marcador) pelo desempenho que tiveram na vitória de ontem contra o Brondby, por 3-1. Este triunfo coloca a equipa bracarense - agora comandada por Ricardo Sá Pinto, que enquanto jogador do Sporting venceu um campeonato, uma Taça de Portugal e duas supertaças - no play off de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Recordo que o Sporting, sob a gerência de Bruno de Carvalho, cedeu Wilson Eduardo em definitivo ao Braga em Agosto de 2015 e abdicou de Esgaio para o mesmo clube no âmbito do negócio com António Salvador que trouxe Battaglia para Alvalade em Junho de 2017. Já no breve mandato da Comissão de Gestão encabeçada por Sousa Cintra, em Agosto de 2018, Palhinha foi cedido por empréstimo até 2020, igualmente ao Braga.

Nós formamos os jogadores, eles beneficiam deles. É para isto que vai servindo, afinal, a Academia de Alcochete.

Palhinha

Grande exibição de João Palhinha esta noite, na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal entre o Braga e o FC Porto (1-1), disputada na Pedreira.

Infelizmente, enquanto este jogador formado na nossa Academia se destaca num clube rival, nós optamos por Gudelj como solução de recurso para a mesma posição.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Geraldes contra os burocratas

Fico atónito quando leio que o Sporting está a tentar o sérvio Filip Kostic. Não está em causa o valor do atleta, mas depois não me venham falar em Formação, nem em modelo de sustentabilidade. Tudo isto é uma falácia e amontoam-se os exemplos de que as coisas há décadas que são feitas sem grande critério. Neste momento para as alas temos os jovens Matheus Pereira e Raphinha, foi recentemente incorporado Nani, Acuña vai regressar e ainda temos a promessa Jovane Cabral, pelo que deverá haver posições mais carenciadas para gastar os parcos recursos de que dispomos. Uma coisa destas tira-me do sér(v)io...

 

Hoje, na Suiça, o Sporting bateu o Stade Lausanne (!) por 4-1. Frustrada que foi a presença dos turcos do Fenerbahçe - e contrariando os rumores de que jogaríamos com os holandeses do PSV - acabámos por defrontar uns helvéticos que militam na terceira divisão daquele país, o que fez todo o sentido dado que a organização desta viagem do Sporting, com 2 jogos cancelados, teve tantos buracos que se assemelhou a um queijo suiço Emmenthal (o Gruyère apesar de tudo não tem tantos...).

 

 

O jogo valeu pela primeira parte, altura em que brilharam os jovens da nossa Formação (!), que tão poucos minutos ainda tinham tido (à excepção de Matheus Pereira). Era para ser apenas só mais um dia no escritório, mas Francisco Geraldes destacou-se com um golo extraordinário em que evidenciou a sua vasta gama de recursos técnicos: Xico tirou um adversário do caminho com uma recepção orientada de pé direito, fintou outros dois com o mesmo pé e, seguidamente, enviou uma bomba de pé canhoto junto ao ângulo superior esquerdo da baliza do Lausanne. 

Mais tarde, Geraldes voltaria a estar em evidência quando esperou até ao limite pela desmarcação de Jovane para lhe fazer uma assistência açucarada que daria o quarto golo leonino. De destacar, também, o passe para o golo de Castaignos, da autoria de Matheus Pereira, e alguns roubos de bola vistosos - um deles a fazer lembrar um "desplante" taurino, entrando de costas e, ao rodar, sacando a bola - por parte de Palhinha. Nota ainda para o golo de Mattheus Oliveira - boa execução (t)técnica - e para a assistência de Bruno Gaspar, sempre muito voluntarioso pelo corredor direito.

 

Na segunda parte entraram as "vedetas" e o jogo teve a emoção de uma partida de 3 dias de cricket. Proliferaram os "home runs" - bolas disparadas para fora das 4 linhas - e regressaram os burocratas da repartição do Campo Grande com particular destaque para Misic (continua a "sentar" Ryan Gauld) e Bruno César. Montero mostrou bons pormenores e a moleza de sempre, Jefferson não tirou um centro em condições, Piccini subiu, mas nunca definiu bem, Wendel teve bons apontamentos, mas não o suficiente para justificar os 8,7 milhões investidos na sua contratação. Acabaria por ser Demiral, em dois lances, a levar mais perigo à baliza suiça, um para grande defesa  do guardião do Lausanne, outro com a bola a terminar no poste direito. Lumor voltou a mostrar a sua velocidade, pese embora tenha sido vítima de uma daquelas invenções que os treinadores tanto gostam de fazer quando à procura de aprovação da Academia Real das Ciências.

 

Perante as evidências, julgo ser a altura de finalmente corrermos o "risco" de aproveitarmos a "prata da casa". A verdade é que outras estratégias tentadas no passado não resultaram e só contribuiram para o nosso endividamento. Por isso, é chegada a hora de se fazer uma aposta real na nossa Formação, única forma possível de garantir a sustentabilidade financeira do clube. Com Bruno Fernandes de regresso, se conseguirmos Bas Dost e Battaglia temos o plantel quase fechado e garantias de enquadramento aos nossos jovens. Compre-se mais um ponta-de-lança, vendam-se alguns excedentários e ficaremos bem. Insistindo no outro caminho, será só mais uma volta no carrossel. Havendo quem pague a viagem...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Francisco Geraldes

 

#savingprivateryan

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Balanço (12)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre PALHINHA:

 

Eu: «Grande exibição do nosso médio defensivo, que se adiantou várias vezes no terreno, em benefício da equipa, sem perder o sentido posicional. Abriu o marcador aos 23', com um remate forte à boca da área, e bisou aos 62', com um espectacular pontapé de moinho, à ponta-de-lança. E cumpriu com rigor a missão defensiva: grande corte aos 50' frente à grande área. O melhor em campo.» (12 de Outubro)

- Pedro Azevedo: «É um jogador com condições físicas excepcionais para a posição de trinco: é alto e com envergadura, o que lhe permite explorar com vantagem os duelos aéreos, podendo dominar assim o jogo directo italiano; é intenso e rápido nos espaços curtos e compensa bem nas alas, o que pode dar algum extra de foco atacante a Acuña ou Gelson, jogadores que habitualmente se desgastam muito no constante vai-vém que lhes é pedido. E já mostrou ter golo, principalmente na sequência de bolas paradas, algo que pode vir a fazer a diferença num momento de jogo em que os bianconeri são exímios..» (31 de Outubro)

Edmundo Gonçalves: «Obviamente que da academia não saem apenas grandes craques, mas que diabo, o que devem a Alan Ruiz, Matheus Pereira e Iuri Medeiros, ou o que deve a Montero o Chico Geraldes, ou o que deve a Petrovic, João Palhinha?» (5 de Março)

Hoje giro eu - Não mexer um(a) Palhinha

Se hoje, contra a toda poderosa Juve, William não puder jogar, Palhinha deverá ser o seu substituto natural. Contra uma equipa italiana cínica e mortal na exploração dos desequilibrios, alterar o sistema de 4-3-3 que temos vindo a utilizar na Champions poderá ser um suícidio. Assim, a entrada do ex-sacavenense para a posição de trinco permitir-nos-á manter a coesão a meio-campo, com Battaglia como box-to-box e Bruno Fernandes a criar jogo entrelinhas. 

Palhinha é um jogador com condições físicas excepcionais para a posição de trinco: é alto e com envergadura, o que lhe permite explorar com vantagem os duelos aéreos, podendo dominar assim o jogo directo italiano; é intenso e rápido nos espaços curtos e compensa bem nas alas, o que pode dar algum extra de foco atacante a Acuña ou Gelson, jogadores que habitualmente se desgastam muito no constante vai-vém que lhes é pedido. E já mostrou ter golo, principalmente na sequência de bolas paradas, algo que pode vir a fazer a diferença num momento de jogo em que os "bianconeri" são exímios.

Por mim, na estratégia para o jogo, em termos da disposição das "pedras" no terreno, não mexeria um(a) Palhinha...

 

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