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És a nossa Fé!

Eu devo estar maluco

Ontem, ganhamos ao Paços. Ora o que vi, li e ouvi um pouco por todo o lado é que o Paços de Pepa jogou mal, esteve mal, que no fundo batemos em mortos. 

Eu vi um jogo em que o Paço jogou de igual para igual e que mesmo nos minutos finais, a perder por três, atacava, combinava, tentava chegar ao golo. O Paços não deu sarrafada, não se fez ao penalty, os seus jogadores não fizeram teatro. Tiveram cabedal, força física, têm ideia de jogo, alguns jogadores ótimos, outros galhardos, outros ainda com excelente técnica. Mantiveram-se sempre no jogo, não houve tempos mortos, nem o Sporting pôde nunca baixar a pressão. Por exemplo, o nosso Matheus Nunes, que entrou à hora de jogo, nunca conseguiu impor-se no meio-campo. Sporar foi presa fácil, Antunes nunca subiu. Porquê? Por causa do Paços. 

Achar que o Sporting limpou porque o Paços não deu uma para a caixa parece-me errado e típico da precipitação comentarista. E desvaloriza os nossos jogadores, a nossa equipa e a nossa equipa técnica.

Uma grande equipa em formação

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Por acaso tive a oportunidade de ver ao lado de dois colegas do blogue o primeiro jogo e a primeira vitória de Rúben Amorim à frente do Sporting. Foi um jogo estranho a vários níveis: uma manifestação fora do estádio patrocinada pelas claques ressabiadas a anteceder a partida, duas expulsões que colocaram o adversário encostado à sua baliza desde muito cedo, uma modificada equipa do Sporting pouco confiante e muito preocupada em reproduzir o que tinha treinado, um desconforto notório nas bancadas e discussões acesas entre sócios no átrio central ao intervalo, indignação de alguns pelos milhões que tinha custado o treinador, um grande ponto de interrogação relativamente ao futuro. E o futuro imediato foi mesmo a paragem da competição, o confinamento, treinos em casa, tudo aquilo que sabemos.

Mas, logo ali na bancada, dizia um deles com o seu olho clínico bem verde e branco, qualquer coisa como "pelo menos, os jogadores estão bem mais juntos ali no meio-  campo".

 

Passados nove meses, o que podemos efectivamente dizer é isso mesmo. Realmente estão bem mais juntos. E isso faz toda a diferença. O Sporting domina os jogos, e os golos acontecem muito através de combinações no meio-campo que projectam alguém para a decisão final. Foi assim ontem nos dois primeiros golos. Foi assim também no golo de Pedro Gonçalves em Famalicão e tem sido normalmente assim noutros encontros.

Mas para que isso aconteça, tem de existir espaço e tempo no miolo, e isso é conseguido construindo a partir dos defesas, chamando os atacantes contrários à pressão, rodando o jogo para o ala contrário, ou colocando a bola em profundidade atrás das costas da defesa contrária. Também isso é conseguido com um João Mário que baila por ali, acelera, trava, temporiza, ao mesmo tempo que os colegas se aproximam ou desmarcam, criando linhas de passe e movimentos de ruptura.

E tudo isso é suportado por um sistema táctico 3-4-3 estranho ao futebol português, que sempre pensei indigno de equipa grande ao colocar em campo mais um defesa central e menos um médio, num campeonato em que os grandes atacam muito mais do que defendem.

 

Além da crescente segurança defensiva, através do maior acerto nos passes e na pronta reacção à perda de bola, lentamente estão a aparecer outras coisas indispensáveis a uma grande equipa: golos de livres directos (Porro em Famalicão) e indirectos (Palhinha ontem, Inácio no Jamor), golos de cantos (Coates no Jamor), e penáltis conquistados (um no Jamor, dois em Famalicão, um subtraído pelo "senhor" Soares Dias).

Faltam "apenas" aqueles lances em que Porro ou Nuno Mendes centram largo e um Bas Dost ou um Slimani encosta a testa ou o pé sem hipóteses para o guarda-redes adversário, como aquele do Bas Dost na taça ganha no Jamor. Ontem, já no final do jogo, houve uma ocasião assim com Antunes a centrar muito bem em linha recta paralela à linha de defesas adversários e Sporar a esconder-se nessa mesma linha.

 

Temos de facto uma grande equipa em formação, que não está dependente de nenhum jogador em particular. Ontem o melhor foi Tiago Tomás, noutros jogos foi Pedro Gonçalves, que ali não esteve, com muito ainda para crescer e para demonstrar.

Um grande e jovem treinador, um conjunto de jovens focalizado e de imenso potencial, contratações muito bem conseguidas para o pouco dinheiro existente e duas delas fundamentais: Pedro Gonçalves e Nuno Santos, para grande azia e manobras de vingança de Pinto da Costa.

É importante agora também que os sócios e adeptos prossigam ao lado do treinador, mesmo na hora duma derrota pesada como contra o Lask, que sempre poderá vir a acontecer (Porto, Benfica e Braga já as sofreram também), inspirados pelo amor ao Sporting e pelo lema que em boa hora Amorim ou alguém por ele se lembrou de lançar,

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito da exibição do Sporting, ao triunfar ontem frente ao Paços de Ferreira em Alvalade, por 3-0, cumprindo a quarta eliminatória da Taça de Portugal e transitando para os oitavos da competição que conquistámos em 2015 (com Marco Silva) e em 2019 (com Marcel Keizer). Mandámos no jogo do princípio ao fim: ao intervalo já vencíamos por 2-0 e estivemos sempre mais perto de marcar o quarto do que o Paços de marcar o primeiro. Notável desempenho da nossa equipa, acolhida com entusiásticos aplausos no exterior do estádio, quando o autocarro chegou a Alvalade: organização colectiva, velocidade de execução, constante abertura de linhas de passe, bola ao primeiro toque, boa condição física de quase todos os titulares. Levamos dez jogos consecutivos sem perder e marcámos 35 golos nos 12 desafios disputados esta temporada: em nenhum deles ficámos em branco.

 

Gostei de ver mais um jogo em que não sofremos golos. E da promissora estreia de Tabata como titular, rendendo Pedro Gonçalves, ausente por castigo: o ex-Portimonense cumpriu, com uma exibição de grande nível coroada com um soberbo golo marcado aos 44' - disparo fortíssimo, com o pé canhoto, confirmando que existem diversas soluções neste Sporting 2020/2021 em matéria de rematadores. Gostei também de ver Palhinha estrear-se esta época como goleador ao metê-la de cabeça lá dentro, aos 64', dando a melhor sequência a um livre cobrado por João Mário. Mas o melhor em campo foi Tiago Tomás, em boa hora escolhido como titular na frente do ataque. Foi ele a marcar o nosso primeiro, batendo em velocidade a defesa adversária e rematando sem hipóteses ao ângulo superior direito da baliza, após preciosa assistência de Nuno Santos. O jovem avançado da formação leonina tem participação nos restantes golos: no segundo, é ele quem assiste Tabata; no terceiro, conquista o livre directo que sentenciará a partida - e a nossa continuação na Taça de Portugal.

 

Gostei pouco, uma vez mais, do desempenho de Sporar. Em boa hora ficou fora do onze titular, cedendo lugar a Tiago Tomás - que deu conta do recado muito melhor do que ele daria. Entrando enfim aos 72', como substituto de Tabata, o esloveno conseguiu dar nas vistas pela negativa em dois lances que noutros pés produziriam golos. Bem servido por Feddal em posição frontal, aos 77', desperdiçou a oportunidade atirando para a bancada. Novamente isolado, aos 82', não soube o que fazer com a bola, atrapalhando-se e permitindo a intercepção. Outro jogo para esquecer.

 

Não gostei do árbitro, sobretudo no critério disciplinar. Numa partida sem qualquer problema digno de registo, João Pinheiro conseguiu exibir quatro cartões amarelos, três dos quais a elementos leoninos (Porro, Palhinha, Nuno Santos). Foi fazendo soar o apito durante todo o jogo, insistindo em roubar protagonismo aos jogadores, vislumbrando faltas em qualquer bola disputada, esquecendo-se de aplicar a lei da vantagem em diversos lances prometedores do Sporting. Arbitragem "à portuguesa", sem noção de que o futebol é um desporto de contacto físico, cada vez mais afastada dos exigentes padrões europeus.

 

Não gostei nada de novo jogo à porta fechada no estádio José Alvalade, há nove meses interditado ao público. Quando noutros países, como em Inglaterra, já se permite o regresso de espectadores às bancadas, naturalmente em número escasso e em rigoroso cumprimento das normas sanitárias. Também não gostei nada de ver o nosso treinador, Rúben Amorim, remetido para um lugar discretíssimo na bancada, sem possibilidade de aceder ao banco, cumprindo assim o primeiro dos três jogos de castigo a que o condenou o incompetente árbitro Luís Godinho. O direito ao trabalho, consagrado na Constituição da República, no futebol é posto em causa a todo o momento por qualquer senhor com apito na boca.

 

Mais que incompetência

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Já poucas coisas me surpreendem. Mesmo assim, confesso: abri a boca de espanto ao ver ontem o Paços de Ferreira-FC Porto, jogo dominado do princípio ao fim pela turma da casa. Não havia público, visto não se tratar de uma competição de fórmula 1, mas a equipa de arbitragem funcionou como "12.º jogador" dos portistas, puxando de forma inequívoca pelo onze visitante. Que mesmo assim saiu derrotado.

Valha a verdade: o desaire dos azuis-e-brancos - que já perderam oito pontos à sexta jornada - não aconteceu por culpa do árbitro. Nem do vídeo-árbitro. Ambos fizeram o que podiam para que o FCP saísse vitorioso da Capital do Móvel. O primeiro, assinalando um penálti contra o Paços que nunca existiu. O segundo, mandando o primeiro invalidar um golo limpo quando os da casa já venciam por 1-0. 

Mesmo assim, com um penálti sofrido sem qualquer base legal e tendo visto anulado um golo marcado de forma irrepreensível, o Paços de Ferreira conquistou os três pontos. Merece parabéns redobrados.

 

Em qualquer outro país supostamente civilizado, estes dois senhores não voltariam a apitar jogo algum.

Refiro-me ao nosso velho conhecido árbitro Nuno Almeida, mais conhecido por Ferrari Vermelho (e que a partir de agora pode ficar a ser conhecido também por Porsche Azul), e ao vídeo-árbitro André Narciso, um alegado "jovem promissor" do apito que há três dias, em Alvalade, amarelou Palhinha aos 36 segundos e exibiu cartões a Feddal sem que o defesa leonino tivesse sequer tocado no adversário e a Sporar por hipotética "simulação" que nunca existiu.

Mas de uma coisa podemos estar certos: estes dois continuarão a andar por aí. Cometendo atentados à verdade desportiva.

 

Nestas ocasiões, em tempos mais recuados, sentia a tentação de atribuir tudo isto à pura incompetência. Mas quando verifico que o FCP, em seis jornadas, foi escandalosamente favorecido em quatro (contra Sporting, Braga, Marítimo e Paços) e que metade desses seis desafios terminou com treinadores adversários expulsos (Rúben Amorim, Lito Vidigal e agora Pepa), tenho de concluir que se trata de algo mais. Não pode ser só incompetência.

Ontem à noite, não sei porquê, lembrei-me daquelas palavras de Frederico Varandas: «Um bandido será sempre um bandido.»

Os melhores prognósticos

Primeiro jogo do Sporting nesta Liga 2020/2021, com dois golos marcados e dois palpites que aqui acertaram em cheio. Estão, pois, de parabéns os nossos leitores Allfacinha e Pedro Batista: não apenas previram o resultado mas também anteciparam que os golos leoninos seriam marcados por Jovane e Coates, como viria a acontecer.

Além deles, quatro menções honrosas. Para os leitores Fernando, João Gil e Tiago Oliveira, e a minha colega de blogue Madalena Dine. Por terem acertado no 0-2 deste Paços de Ferreira-Sporting.

Uma equipa competente

Ontem em Paços de Ferreira vimos uma equipa do Sporting que, embora atravessando as maiores dificuldades em termos de disponibilidade do plantel, treinador incluido, para treinar e jogar, entrou em campo lançada ao ataque para resolver o jogo bem depressa. Assim deverá ser sempre: contra as equipas pequenas o tempo joga sempre a desfavor.

Mais uma vez a falta dum artilheiro fez-se sentir. Se contra os escoceses foi Jovane, agora foi Tiago Tomás que esteve particularmente desastrado em frente à baliza adversária e foi preciso o apitador de serviço, no intervalo da sinfonia de amarelos com que brindou o Sporting, descortinar um penálti pelo facto de Tanque ter levado com uma bolada no braço, para nos adiantarmos no marcador. Valha a verdade que pelo menos estava de frente para a bola: em Portugal já vimos muitas vezes coisas semelhantes e em Inglaterra a coisa foi ainda bem pior, com o nosso Eric Dier, de costas para o adversário, a levar também com a bola no braço, o Mourinho a perder dois pontos nos descontos e o treinador adversário a dizer que "é um total disparate... isto tem de acabar". Isto é a lei da "bola na mão" ou a interpretação da mesma feita pelos árbitros. 

O golo, a lesão de Jovane poucos minutos depois e o teatro constante dos jogadores do Paços acabaram por desconcentrar o Sporting. Tiago Tomás foi egoísta e estragou uma jogada de golo. Chegámos ao intervalo com a vantagem mínima. O intervalo fez bem à equipa e passámos a controlar o adversário sem grandes problemas, ganhando tranquilamente. Adán, que esteve muito bem a desfazer dois centros do Paços e a colocar a bola à distância, não teve um remate enquadrado para defender.

Se a equipa valeu pelo todo, com Coates "el patron" imperial, os dois alas, Porro e Nuno Mendes, estiveram particularmente bem. Matheus Nunes é aquele jogador de que muitos não gostam, mas luta que se farta, varia jogo com qualidade, tem sido o carregador do piano que Wendel toca naquele meio-campo.

Bragança dá gosto ver jogar. Com Palhinha, Matheus Nunes, Wendel e também Pote temos um meio-campo com muitas soluções, sendo que Wendel se assume como titular indiscutível.

No ataque Amorim tem procurado tirar o melhor partido do plantel disponível e fisicamente capaz. Esta ideia de alinhar com três avançados móveis bem perto uns dos outros está a dar frutos, retirando referências e baralhando marcações às equipas adversárias, mas não chega para o que aí vem. Embora reconhecendo o esforço de Sporar, falta mesmo alguém que do pouco faça golos.

 

PS: Entretanto parece que se confirma que Ristovski é uma carta fora do baralho de Amorim. Depois de Plata, ontem foi Nuno Mendes que substituiu Porro na ala direita. A Bola fala na possível promoção de Bruno Gaspar. Já que ninguém pega num jogador que custou 5M€...

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De começar o campeonato com uma vitória. Três pontos conquistados, num estádio sempre difícil: triunfo claro e sem margem para discussão do Sporting frente ao Paços de Ferreira, na Mata Real, por 2-0. Mais expressivo do que o suado 2-1 que lá conseguimos na época anterior, num onze que ainda integrava Bruno Fernandes, Mathieu e Acuña.

 

Da nossa organização defensiva. As equipas começam a construir-se de trás para a frente. É o que tem vindo a acontecer neste Sporting 2020/2021. Sem esquecer que a manobra defensiva, para ter sucesso, deve iniciar-se na zona mais adiantada do relvado. Os números confirmam que estamos no bom caminho: dois jogos oficiais disputados com apenas três dias de diferença, nenhum golo sofrido e apenas uma defesa do guardião Adán (no desafio anterior, em Alvalade, frente ao Aberdeen). Já quer dizer alguma coisa.

 

De Coates. Incansável na posição de libero, em que comanda o sector mais recuado, o nosso capitão insiste em marcar presença nas bolas paradas ofensivas e até consegue marcar em lance corrido, como desta vez aconteceu, ao sentenciar a vitória com um remate certeiro, aos 63', às redes do Paços. Foi o nosso segundo golo, pondo fim às dúvidas sobre o desfecho da partida. Voto nele como melhor em campo.

 

De Nuno Mendes. É um caso muito sério de talento, energia e disponibilidade criativa posta ao serviço da equipa. Com apenas 18 anos, assenta-lhe como uma luva a função de titular da ala esquerda neste sistema táctico, cabendo-lhe a pesada responsabilidade de suceder a Acuña nesta posição. Teve intervenção directa no segundo golo e fez uma sucessão de excelentes cruzamentos. O primeiro, logo aos 2', foi a régua e esquadro para Tiago Tomás, que desperdiçou a oportunidade isolado perante o guarda-redes. A partir dos 79', com a entrada de Antunes, fixou-se na ala direita, onde continuou a dar boa conta do recado.

 

De Wendel. Nem sempre se dá por ele, mas é um elemento pendular no onze do Sporting. Pauta o ritmo e o modo do ataque com a sua visão de jogo e a sua inegável capacidade técnica: com a  bola nos pés, é talvez o melhor elemento do plantel leonino. Isto permite-lhe pausar e acelerar o jogo, adequando-o às prioridades tácticas da equipa, e fazer variações de flanco com uma capacidade de passe muito acima da média. Desempenho positivo, uma vez mais.

 

De Daniel Bragança. O jovem médio entrou aos 65', rendendo Vietto, e posicionou-se no eixo do trio de avançados, contribuindo para a eficácia ofensiva da equipa, que nunca cessou de pressionar a saída de bola do Paços. Grande pormenor aos 75', deixando pregado ao chão um adversário com o seu virtuosismo técnico. Merecia uma ovação das bancadas, que continuam lamentavelmente vazias por incompreensível discriminação da Direcção-Geral da Saúde contra o futebol.

 

Dos reforços. Dos que jogaram hoje de início, todos aprovados. Adán muito seguro na baliza, com bons reflexos e competente a jogar com os pés. Porro, dono e senhor do corredor direito, confirmando a excelente impressão que já causara no jogo contra o Aberdeen. Feddal fazendo boa parceria com Coates - o que até ficou confirmado no lance do segundo golo. Nota positiva também para Nuno Santos, que entrou aos 31', substituindo o lesionado Jovane.

 

Do nosso jogo colectivo. A equipa joga mais ligada, mais organizada e até com mais alegria do que na época anterior. Exemplo disto é o lance do nosso segundo golo: Nuno Santos toca para Tiago Tomás junto à linha direita, o jovem avançado dribla um adversário e cruza em arco para o segundo poste, com a bola a ser aliviada em esforço e a sobrar para Nuno Mendes, que mesmo de pé direito a devolve à área, onde Feddal a recolhe e assiste de cabeça para Coates, que se liberta de marcação e a mete lá dentro. Este lance ilustra a magia do futebol como desporto colectivo.

 

Da contínua aposta em jovens. Média de idades do conjunto leonino neste jogo: 24 anos. Com seis jogadores sub-23 no onze titular: Porro, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Wendel, Jovane e Tiago Tomás. Três deles oriundos da nossa formação. E ainda contámos com um quarto elemento da Academia de Alcochete: Daniel Bragança.

 

 

Não gostei
 

 

Da ausência de Rúben Amorim. O técnico leonino, diagnosticado com Covid-19, mantém-se de quarentena, afastado fisicamente da equipa. Um obstáculo que já deve ser superado na próxima jornada da Liga, a 4 de Outubro, quando nos deslocarmos a Portimão.

 

Do curto intervalo entre o jogo anterior e este. Decorreram apenas 69 horas entre o fim da partida em Alvalade frente ao Aberdeen, na passada quinta-feira, e o apito inicial deste Paços de Ferreira-Sporting. Sem sequer serem cumpridas as 72 horas recomendadas nos manuais para atenuar os índices de fadiga física. E segue-se outro desafio, já na quinta-feira: vamos receber o Lask Linz na campanha de pré-qualificação para a Liga Europa.

 

De Vietto. O argentino teve bons apontamentos ocasionais, mas foi o que esteve menos em evidência na nossa frente atacante: o melhor que fez foi um passe de calcanhar para Tiago Tomás aos 38'. Continua mal adaptado ao sistema táctico de Rúben Amorim - à semelhança do que sucede com Sporar, que ontem só entrou aos 79' (substituindo TT). E parece estar longe da melhor condição física: aos 65', visivelmente esgotado, foi rendido por Daniel Bragança.

 

Da lesão de Jovane. O luso-caboverdiano saiu aos 31', com muitas queixas musculares, agarrado a uma coxa. Já depois de ter marcado o nosso primeiro golo, convertendo da melhor maneira um penálti, logo aos 23'. Esperemos que não seja nada de grave. Este Sporting precisa de um Jovane na melhor forma.

 

Do árbitro Fábio Veríssimo. Típico apitador à portuguesa. Interrompeu o jogo a todo o momento e demonstrou uma chocante dualidade de critérios, aliás bem expressa nas estatísticas: os jogadores do Paços cometeram 18 faltas e só viram dois cartões, enquanto os do Sporting, com apenas 12 faltas, foram brindados com seis amarelos. Entre eles, um a Adán por "retardar" a reposição de bola (aos 48') e outro a Porro por falta inexistente. Estes árbitros que teimam em dar nas vistas pelos piores motivos deviam ver muitos jogos do campeonato inglês. Para aprenderem como e quando devem apitar.

Prognósticos antes do jogo

Tendo sido adiado o nosso previsto jogo de estreia, frente ao Gil Vicente, só amanhã acontecerá o pontapé de saída do Sporting nesta Liga 2020/2021. Vamos defrontar o Paços de Ferreira na capital do móvel: nunca é uma deslocação fácil.

Na época passada ganhámos lá por 2-1, com golos de Luiz Phellype e Bruno Fernandes.

Como será desta vez? Venham daí os vossos prognósticos para esta partida, que tem início às 18.30 de domingo.

 

ADENDA: Recordo que na temporada anterior o pódio foi ocupado pela minha colega Cristina Torrão (vencedora absoluta), pelos meus colegas António de Almeida e Edmundo Gonçalves, e ainda pelos leitores Leão do Fundão e Verde Protector.

Os prognósticos passaram ao lado

Houve muito optimismo nos prognósticos para esta jornada. Direi mesmo: houve excesso de optimismo. Entre todos os vaticínios aqui recebidos, onde não faltaram antevisões de goleadas, ninguém se lembrou de antecipar um dos desfechos mais frequentes no futebol português: a vitória tangencial por 1-0. É certo que o triunfo leonino esteve a centímetros de ampliar-se no último lance do desafio, quando Jovane atirou o segundo tiro à barra, mas sem ter repetido a proeza anterior: dessa vez a bola bateu no ferro mas não entrou.

Tudo isto para concluir que ninguém acertou. Os prognósticos passaram ao lado.

 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Deste regresso da nossa equipa a casa. Mais de três meses depois (o jogo anterior tinha sido a 8 de Março, vitória por 2-0 contra o Aves), o Sporting voltou ao seu estádio, com relvado impecável. Infelizmente sem público: apesar de ser um espectáculo ao ar livre, as autoridades sanitárias e o poder político insistem em manter os portugueses longe dos recintos desportivos. Enquanto nos chamam para teatros, cinemas, salas de concerto, museus, restaurantes, centros comerciais e casinos - tudo à porta fechada. Alguém entende isto? Eu não.

 

Dos três pontos conquistados. Vitória leonina por 1-0, frente ao Paços de Ferreira agora treinado por Pepa - um técnico que costuma mostrar uma animosidade muito especial sempre que defronta o Sporting, vá lá saber-se porquê. Vitória sem contestação da que foi a melhor equipa em campo. Com uma exibição ao nível da conseguida na jornada anterior, em Guimarães (2-2). Vale a pena registar: este foi o nosso sexto triunfo consecutivo em Alvalade.

 

De Jovane. Já tinha sido crucial na jornada anterior, com uma assistência para golo e ao sofrer uma falta que fez expulsar um adversário. Desta vez não teve rival em campo: foi mesmo ele o melhor, fazendo a diferença. Marcou um golão, de livre directo, aos 65': a bola embateu na barra, cheia de colocação e força, entrando de seguida. No último minuto do tempo extra (97') esteve quase a repetir a proeza, mas em lance corrido. No entanto a bola, caprichosamente, voltou a embater na trave, agora sem entrar. Ainda (48') ofereceu um golo a Sporar que o esloveno desperdiçou.

 

De Max. Redimiu-se da pálida exibição em Guimarães com uma actuação de grande nível, impedindo o Paços de pontuar. Destaque para quatro grandes defesas, todas na segunda parte: aos 67'; duas vezes aos 79', na marcação de um livre e respectiva recarga; e aos 86'. Impecável, desta vez, a jogar com os pés.

 

De Eduardo Quaresma. Segunda partida de grande nível do benjamim da equipa, o mais jovem central titular de sempre no Sporting. Impecável no desarme, sempre atento e concentrado, resolveu vários lances sem nunca recorrer à falta e demonstrou capacidade também na construção de lances ofensivos pelo corredor direito. Rúben Amorim só pode estar satisfeito com a prestação deste jovem: ainda júnior, Eduardo integra-se bem no sistema de três centrais, ombreando com o veterano Coates (Borja foi desta vez o terceiro elemento, por ausência de Mathieu).

 

De Wendel. Longe ainda da melhor forma, neste seu regresso à equipa após lesão, fez uma dupla bem mais consistente com o jovem Matheus Nunes do que a anterior parceria Battaglia-Matheus (o argentino nem chegou a ser convocado para esta partida). Desequilibra, constrói jogo e abre contínuas linhas de passe no corredor central. Numa destas arrancadas, aos 63', foi ceifado em falta - e da cobrança do livre nasceu o nosso golo. Esteve em campo até ao minuto 83', quando cedeu lugar a Francisco Geraldes.

 

Da aposta na formação. Parece consistente e promete dar bons frutos. Rúben Amorim - ao contrário de técnicos anteriores, que apregoavam as virtudes da formação mas não demonstravam confiar nos jovens - fez desta vez alinhar oito sub-23. Seis de início: Max, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes, Wendel, Rafael Camacho e Jovane. E mais dois como suplentes utilizados: Plata (que rendeu o lesionado Vietto aos 43') e o júnior Nuno Mendes, em estreia absoluta na equipa principal (aos 73', e logo com a responsabilidade de substituir Acuña. O caminho faz-se caminhando. Isto é, jogando.

 

Do vídeo-árbitro. Aos 67', o árbitro Rui Costa assinalou uma grande penalidade inexistente favorável ao Paços de Ferreira por alegada falta que Borja não cometeu. Alertado pelo VAR, foi ver as imagens do lance e reconheceu que se tinha equivocado. Sem este recuo ter-se-ia cometido uma enorme injustiça em Alvalade, distorcendo a verdade desportiva. 

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora doze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses doze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista duas vitórias (Aves e Paços) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero ao intervalo. Os jogadores recolheram aos balneários deixando uma impressão geral de falta de intensidade, falta de velocidade e falta de perícia no último passe. Desenvolvendo um jogo mastigado, com muita "posse de bola" mas longe da baliza. A pausa fez-lhes bem: o melhor período do Sporting foram os 20 minutos iniciais da segunda parte, coroados no golo de Jovane.

 

De ver a equipa recuar após o 1-0. Em vez de prosseguir o ímpeto ofensivo, procurando de imediato ampliar a vantagem, o Sporting concedeu a iniciativa de jogo ao adversário, que a partir daí se instalou no nosso meio-campo, procurando o empate. Que só foi impedido pela boa actuação de Max. 

 

Da lesão de Vietto.  O argentino saiu aos 42', com fortes dores numa clavícula, após ter sido derrubado em falta num lance em que o árbitro deixou o cartão por mostrar e nem sequer sancionou com livre. Momentos antes, o avançado leonino protagonizara um excelente lance, com um passe a rasgar a defesa, oferecendo de bandeja a Sporar um golo que este desperdiçou.

 

De Sporar  Do oito para o oitenta: de uma eficácia extrema em Guimarães, passou ao lado deste desafio. E nem sequer pode queixar-se de não lhe terem feito chegar a bola em condições. Vietto encarregou-se disso aos 37', Jovane fez o mesmo aos 48' e a seguir foi Acuña a centrar para ele. Esforço escusado: o esloveno parecia não estar lá.

 

Das exibições apagadas de Camacho e Plata.  O primeiro, actuando como um lateral avançado no corredor direito neste sistema posto em prática por Amorim, parece ainda desconfortável nas missões defensivas e ontem foi demasiado trapalhão na metade dianteira do terreno. O segundo entrou desconcentrado e com falta de atitude competitiva, parecendo em má forma física. Passaram ambos ao lado do jogo.

 

De Eduardo. Suplente utilizado, em campo desde o minuto 73', ocupou o lugar de Matheus Nunes, que já tinha visto um cartão (por falta inexistente). Revelou-se uma autêntica nulidade: foi amarelado mal entrou em jogo e distinguiu-se apenas pelos passes errados, que nele são uma espécie de marca autoral. Confirma-se: não tem qualidade mínima para jogar no Sporting.

 

Da ausência de público. Futebol sem assistência ao vivo não chega a ser espectáculo. É uma espécie de atentado ao futebol. De positivo, desta vez, só encontro isto: ao menos não se ouviram assobios aos nossos jogadores num período nada entusiasmante da partida. Se houvesse adeptos nas bancadas, as vaias eram garantidas. Dirigidas sobretudo aos jogadores mais jovens, cumprindo assim uma lamentável tradição em Alvalade. Se assobios ajudassem a vencer jogos, o Sporting era campeão todos os anos.

Prognósticos antes do jogo

Hoje - finalmente - a bola volta a rolar no relvado do Estádio José Alvalade. Mais de três meses após o último desafio ali travado. Mas será um jogo sem público: as autoridades sanitárias insistem em negar ao futebol aquilo que permitem aos teatros, aos cinemas, às salas de concertos, aos restaurantes, aos centros comerciais e até aos casinos. Algo verdadeiramente incompreensível.

Hei-de voltar a escrever sobre este assunto. Agora só vos venho pedir palpites para este jogo. Qual será o resultado do Sporting-Paços de Ferreira, com início previsto para as 21.15?

A manifesta incompetência

Podemos confiar nos "especialistas da arbitragem" para deslindar lances polémicos que ocorrem durante os jogos? Nem por isso.

Basta reparar naquilo que o País inteiro já viu, com base na repetição das imagens televisivas: o golo do Paços de Ferreira, na noite de quinta, foi marcado por um jogador chamado Tanque que confunde futebol com andebol. A tal ponto que usou o bracinho para introduzir a bola dentro da nossa baliza. Como as imagens elucidam para lá de qualquer dúvida recorrendo à câmara lenta de que eles (e o vídeo-árbitro) dispõem.

É verdade que o lance é muito rápido e algo confuso pois envolve a movimentação simultânea de vários jogadores dentro da grande área leonina, o que terá baralhado o árbitro Rui Costa. Mas os supostos especialistas são colaboradores remunerados dos jornais precisamente para mostrarem o que valem nestas ocasiões. E, valha a verdade, demonstraram valer muito pouco - ou quase nada.

 

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Recapitulemos o que escreveram estes senhores nas folhas-de-couve onde costumam perorar.

Duarte Gomes:

«Douglas Tanque foi o autor do golo dos visitados, não de cabeça como pareceu à primeira, mas (aparentemente) com o ombro esquerdo. A bola não parece ter resvalado para o braço, o que tornaria o lance ilegal. Benefício da dúvida para Rui Costa.» (A Bola)

Fortunato Azevedo:

«Não há irregularidade, boa decisão da equipa de arbitragem em validar o golo. Houve dúvidas inicialmente, mas estas foram desfeitas depois.» (O Jogo)

Jorge Coroado:

«Apesar do braço fora do plano do corpo, a bola terá sido jogada pela parte superior do ombro. Nesta circunstância, não há infracção.»  (O Jogo)

Jorge Faustino:

«Muitas dúvidas sobre se a bola bateu no braço, o que faria anular o golo, ou no ombro. As imagens não são esclarecedoras quanto ao local desse contacto. Assim, benefício da dúvida para a decisão de validar o golo.» (Record)

José Leirós:

«Não houve qualquer infracção em toda a jogada. Rui Costa, atento e com a confirmação do VAR, correctamente validou o golo.» (O Jogo)

Marco Ferreira:

«Golo do Paços levanta dúvidas no local onde a bola bate antes de entrar na baliza. Fica a dúvida: braço ou ombro. O árbitro valida o golo e sendo um lance em que as imagens não são claras, o VAR não deve intervir. Aceito a decisão.» (Record)

 

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Ao contrário do que estas sumidades presumiam, o escândalo foi de tal ordem que o vídeo-árbitro Carlos Xistra vai ser castigado. E só não foi maior ainda devido ao segundo golo do Sporting, caso contrário deixaríamos dois pontos em Paços de Ferreira nesta Noite de Bruxas em memória do campeonato 2006/2007 que nos foi roubado pela famigerada mão de Ronny. Validada por um apitador chamado João Ferreira.

Quanto aos tais especialistas, ficamos definitivamente conversados sobre o mérito de todos eles: padecem de manifesta incompetência. Visual e anatómica.

Merecem ir para a jarra. Todos.

Os melhores prognósticos

Desta vez o palpite que prevaleceu foi, de longe, o 2-0 - vitória nossa. Como se muitos dos caros leitores não estivessem a par das fragilidades defensivas do Sporting: 11 golos sofridos em nove jornadas do campeonato. Neste caso, valha a verdade, o golo nunca devia ter sido validado pois o jogador do Paços de Ferreira marcou-o com o braço esquerdo sem que o vídeo-árbitro tivesse feito qualquer reparo. Tratando-se de Carlos Xistra, não causa qualquer surpresa.

Andaram lá perto, os que previram este resultado. Mas esteve melhor quem antecipou o 2-1 final na Mata Real: CAL, DGBR, Fernando Albuquerque, José Vieira e Luís Ferreira.

Aplicado o critério do desempate, relativo aos marcadores de golos, registou-se um triunfo tripartido: DGBR, Fernando Albuquerque e Luís Ferreira.

Amanhã há mais.

A rainy night in... Paços...

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Foi realmente uma noite de chuva e nevoeiro em Paços de Ferreira e em todo o norte do país, um pesadelo andar na estrada, mas o vício falou mais forte e lá fui de Tondela a Paços com um leitão pelo meio, para estar numa bancada com grande mistura de apoiantes e ver o Sporting ganhar com muita dificuldade à equipa treinada por Pepa, aquele treinador que já nos tirou muitos pontos na Liga.

O Sporting entrou em grande nivel e fez uns óptimos 20 minutos, podia ali mesmo ter resolvido o assunto, mas não conseguiu e aos poucos e poucos o Paços ganhou confiança, correu e pressionou, o empate aconteceu e podia ter acontecido pior, se não fossem as defesas de Renan e o disparate do Luiz Carlos.

Ainda bem, porque se calhar a rapaziada que andou à chuva a aproveitar o intervalo a insultar o Varandas (se bem percebi), em vez de os aplaudir no final, ia cantar mais uma vez que "eram uma vergonha",  e ainda iam organizar alguma espera nas garagens ou ameaçá-los com visitas às residências fora de horas. 

Nota-se que Silas está a dar o seu melhor. Se mais não faz é porque não pode ou não sabe. A equipa já está a sair com critério, baixando um médio e projectando os laterais, o duplo trinco foi trocado por um 4-3-3 com Doumbia claramente a 6, Quaresma está na posição que mais gosta, mas ontem tivemos Vietto em sub-rendimento, Jesé dura 45 minutos e permanece a questão física de todos eles que torna os finais de jogo num tormento.

Bas Dost, Raphinha e Gudelj já se foram, há quem esteja com uma vontade enorme de despachar Acuña e Wendel... não falando da questão Bruno Fernandes. Daqui a pouco estamos com o plantel do Braga... e depois não se admirem com os resultados. Ontem perderam no Bessa, onde conseguimos apesar de tudo empatar num jogo que de futebol pouco teve. Graças a... Bruno Fernandes. O mesmo que fez a assistência ontem para o primeiro, marcou o livre que deu o penálti e marcou o penálti.

Querem mesmo que saia ?

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados em Paços de Ferreira. Triunfo leonino por 2-1, inaugurado logo aos 11' por Luiz Phellype, que assim regressou aos remates vitoriosos após quase um mês de jejum. O ponta-de-lança brasileiro marcou mas não festejou, por respeito à massa adepta do clube onde jogava há um ano, ainda na segunda divisão. Fez bem.

 

Da nossa primeira parte. Domínio absoluto do Sporting neste período do jogo, com destaque para o nosso processo defensivo, onde não se registou qualquer falha, e para diversas acções ofensivas de inegável qualidade, com abertura de linhas de passe e pressões constantes sobre os adversários quando conduziam a bola. Percebe-se que a equipa vem assimilando as ideias de Silas, estando a consolidar automatismos. Ao intervalo, vencíamos por 1-0. Com toda a justiça.

 

De Bruno Fernandes. Após duas partidas em que esteve muito apagado, o capitão voltou a destacar-se. É dele a assistência para o golo de Luiz Phellype, com um remate cruzado de longa distância. Serviu também da melhor maneira o brasileiro aos 68', num lance que poderia ter terminado igualmente em golo, como já havia acontecido logo aos 3'. E foi ainda ele a apontar de modo impecável a grande penalidade que nos assegurou os três pontos, estavam decorridos 79'. O melhor em campo.

 

De Renan. Protagonizou um conjunto de grandes defesas, confirmando a titularidade absoluta na nossa baliza. Evitou golos do Paços aos 47', aos 68' e num livre mesmo antes do apito final, aos 90'+4. Balanço muito positivo, mesmo considerando que podia ter feito melhor no golo sofrido, quando optou por abandonar os postes na marcação de um canto.

 

De Idrissa Doumbia. Foi o "rei" das recuperações de bola, vital para estancar o fluxo atacante do Paços de Ferreira, destacando-se por exemplo aos 3' e aos 19', quando interceptou lances potencialmente muito perigosos. Mesmo no segundo tempo, quando já acusava alguma fadiga física, manteve um nível exibicional bastante elevado. Em perfeito contraste com a exibição do passado domingo, frente ao V. Guimarães.

 

Do regresso de Ristovski. O macedónio retomou o lugar a quem tem direito no onze titular após prolongada lesão, estreando-se nesta temporada. E voltou com manifesta vontade de mostrar serviço, revelando-se muito dinâmico nas incursões atacantes pelo seu corredor, sem descurar o processo defensivo. Está claramente mais confiante e em melhor condição física do que o anterior titular, Rosier, que desta vez nem chegou a sentar-se no banco.

 

Da nossa terceira vitória consecutiva. Em seis jogos desde que assumiu o comando do futebol leonino, Silas venceu cinco. E acaba de conduzir a equipa a um trio de triunfos sucessivos - algo que sucede pela primeira vez na temporada oficial em curso - após suplantarmos o Rosenborg (1-0) e o V. Guimarães (1-0). Pormenor a registar: o actual treinador ainda não perdeu em jogos da Liga 2019/2020 ao serviço do Sporting.

 

De termos conquistado dois pontos ao FC Porto. Conservamos para já o quarto posto, mas reduzimos a distância para a equipa azul e branca, que soma agora mais cinco pontos - os mesmos que também nos separam do Famalicão. Isto significa que só dependemos de nós para atingirmos o segundo lugar.

 

 

Não gostei

 
 

Da segunda parte do Sporting. A nossa equipa regressou irreconhecível do intervalo. Com menos volume ofensivo, recuando linhas, parecendo nervosa, perdendo demasiadas vezes a bola e acusando até um notório desgaste físico. Foi neste período que sofremos o golo, confirmando o ascendente do Paços de Ferreira. E só não sofremos mais devido aos bons reflexos de Renan.

 

De termos estado cinco minutos empatados. O Paços de Ferreira reduziu a desvantagem aos 74' na sequência de um canto em que Eduardo e Coates, na tentativa de cobertura defensiva, não se entenderam no momento do salto. Logo nos preparámos para mais uma sessão de sofrimento. Felizmente aos 78' o jogador pacense Luiz Carlos cometeu uma grande penalidade infantil, desviando ostensivamente a bola com a mão. E no minuto seguinte, na conversão do penálti, Bruno Fernandes tranquilizou-nos.

 

Do festival de cartões. O árbitro Rui Costa, sem atender ao péssimo estado do terreno, foi amarelando impiedosamente os jogadores. Só do nosso lado, sete viram o amarelo: Ristovski (44'), Acuña (60'), Coates (64'), Idrissa Doumbia (69'), Borja (84'), Renan (87') e Eduardo (90'+3). Não havia necessidade.

 

Do descontrolo emocional de Acuña. O argentino, titular indiscutível do Sporting, é um grande jogador mas perde a cabeça com demasiada facilidade. Desta vez voltou a ser amarelado por protestos e arriscou-se, minutos depois, a ser brindado com um segundo cartão pois continuou a reclamar por tudo e por nada, com gestos e palavras muito exuberantes. Ao ponto de Silas, por elementar precaução, tê-lo mandar avançar no terreno por troca com Borja, numa primeira fase (81'), e depois dar-lhe ordem de saída, substituindo-o por Ilori (88').

 

De ver a nossa equipa remetida ao reduto defensivo no quarto de hora final. Terminámos o jogo com cinco defesas: os laterais Ristovski e Borja, e três centrais (Coates, Mathieu e Ilori). Mas havia que segurar a magra vantagem para garantir os três pontos, Silas fez bem em vedar os acessos à nossa baliza. O bom espectáculo ficará para outra oportunidade.

 

Do relvado empapado. É certo que o futebol é um desporto de Inverno e é verdade que Portugal anda carente de água. Mas o espectáculo desportivo foi claramente prejudicado, sobretudo na vertente técnica, pela chuva copiosa que caiu durante toda esta partida em Paços de Ferreira, com reflexos óbvios na qualidade do tapete verde.

 

Dos imbecis da Juve Leo que gritaram contra Varandas no estádio da Capital do Móvel. Andam tão obcecados com o presidente responsável pelo fecho da torneira de onde lhes escorria o dinheirinho, que nem repararam que o Sporting venceu mais um jogo. Frederico Varandas só pode agradecer-lhes tamanha estupidez: a cada protesto deles, vai consolidando o seu poder em Alvalade.

Os melhores prognósticos

Apesar da crise, apesar do momento turbulento, houve prognósticos. E vários deles acertaram no resultado do Sporting-Paços de Ferreira do passado domingo.

Aqui fica o registo: a vitória leonina por 2-0 foi antecipada pelos leitores José Vieira, Leoa Maria, Noureddine e Orlando, o que merece especial aplauso.

Aplicado o critério do desempate, três destes leitores chegaram-se à frente: José Vieira, Leoa Maria e Orlando. Vencedores por terem adivinhado que um dos golos seria marcado por Bas Dost.

Esperemos que a próxima ronda de prognósticos ocorra num contexto bastante mais calmo.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - In your Face...

Gosto sempre mais de vêr os jogadores comunicarem em campo, assim quem ganha é o Sporting. Hoje, apesar de algumas mensagens não terem chegado ao seu destino (muitos passes falhados), a equipa jogou bem a (es)paços e ganhou. 

 

Tinha de haver jogo e tinha de haver jogo com os melhores. Isso, felizmente, foi conseguido e assim se defendeu o Sporting e os seus sócios e adeptos. Apesar de tudo, os sinais foram inquietantes. A obstinação presidencial em ir para o Facebook conheceu mais um insólito episódio horas antes do início do jogo. Em resposta, aquando do segundo golo, os jogadores uniram-se em círculo junto ao banco onde estava Bruno de Carvalho, mostrando na cara do presidente que o poder caiu na rua. Uma parte das bancadas corroborou e Jesus solidarizou-se com os jogadores.

 

O Sporting foi algo intermitente na pressão sobre a bola e teve, na primeira parte, algumas dificuldades em criar ocasiões de golo. Ainda assim, aos 19 minutos, uma bela triangulação entre Bryan Ruiz, Bruno Fernandes e Bas Dost acabou no fundo das redes do Paços.

 

Na segunda parte, os leões mostraram melhor dinâmica e criaram mais oportunidades. Numa única jogada, Battaglia, Ruiz e Coates falharam 3 golos. Mais tarde, Bruno descobriu Gelson à entrada da área e este centrou atrasado para Bryan Ruiz colocar em jeito dentro da baliza de Mário Felgueiras. Dost ainda bisaria após magistral assistência de Bruno Fernandes, mas Bruno Esteves anularia (mal) o golo perante a complacência dos comentadores da SportTV e sua interpretação da linha de fora-de-jogo.

 

Desse lance resultaria a lesão do guarda-redes pacense e o defesa Rui Correia ocupou o seu lugar. Ainda assim, conseguimos, nesses 13 minutos, não efectuar um único remate à baliza, dando razão ao velho desabafo de Bobby Robson de que o leão não tinha (tem) "killer instinct".

 

Os destaques foram Bruno Fernandes, Battaglia (recuperou inúmeras bolas) e Wendel (que se estreou a titular e a fazer a tal pressão alta que tempos atrás recomendei que um "8" deveria executar).

 

Ganhámos o jogo, mas não ganhámos um clube. À hora em que escrevo estas palavras, Carlos Manuel e Sousa, nos estúdios de um operador televisivo, gozam com a dor nas costas do presidente. Bruno Carvalho, em conferência de imprensa, volta a dirigir-se aos sócios de forma menos própria, falando das bancadas poente e nascente. Que o Sol se venha a pôr de novo em Alvalade e que o renascimento a que assistimos da maior potência desportiva nacional possa ser continuado. Isto, como está, simplesmente não dá. 

 

P.S. os adeptos, nas bancadas, gritam SPORTING, SPORTING, SPORTING!!! Esse sim, é inalienável...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

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Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso triunfo desta noite em Alvalade. Vitória por 2-0 contra o Paços de Ferreira, que nunca é uma equipa fácil. Mas o Sporting dominou sempre a partida e o triunfo leonino nunca esteve em discussão. Os nossos jogadores revelaram capacidade colectiva e grande espírito de entreajuda. Que deu bons frutos.

 

Da equipa. Acusada de falta de profissionalismo pelo presidente, que nesta mesma tarde voltou a denegrir o grupo de trabalho em novo comunicado pessoal no Facebook, deu a volta por cima. Mostrando-se mais empenhada e unida que nunca, como ficou bem demonstrado na forma como festejou os dois golos, com os jogadores todos abraçados em campo. Há gestos que valem mais que dez mil palavras, ditas ou escritas nas redes sociais.

 

De Bas Dost. O holandês voltou aos golos, marcando o nosso primeiro aos 20', cabeceando como mandam as melhores regras. E ainda marcou outro, aos 77', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves. O nosso ponta-de-lança já leva 24 golos apontados na Liga 2017/18.

 

De Bryan Ruiz. Grande partida do internacional costarriquenho, que teve participação directa no primeiro golo, com um cruzamento perfeito para a grande área, e marcando o segundo, aos 65'. Saiu aos 84', sob calorosa e merecida ovação.

 

De Gelson Martins.  Injustamente apontado a dedo pelo presidente no lamentável texto do Facebook logo após o desafio de Madrid, o nosso extremo deu a melhor resposta em campo, onde foi o melhor do Sporting numa noite em que quase todos estiveram muito bem. Municiou Bas Dost com um óptimo cruzamento aos 38', proporcionou ao guardião Mário Felgueiras a defesa da noite com um remate fortíssimo aos 52' e foi ele a inventar o segundo golo, com uma belíssima incursão pela ala direita culminada na assistência para Bryan Ruiz. Mais uma.

 

Da estreia de Wendel. Três meses depois de chegar ao Sporting, o brasileiro que veio do Fluminense estreou-se enfim como titular leonino. Boa exibição do jovem reforço, que revelou bons pormenores técnicos, capacidade de fazer circular a bola no eixo do terreno, demonstrando confiança e personalidade.

 

Da união clara entre os adeptos e a equipa.  A demonstração de confiança dos adeptos que acorreram a Alvalade nesta noite chuvosa e fria foi impressionante: os sportinguistas confiam na sua equipa, valorizam e acarinham os profissionais leoninos e demarcam-se com clareza da inacreditável sucessão de disparos de Bruno de Carvalho contra o plantel, ameçando com processos disciplinares e suspensões. Hoje ficou bem evidente que o presidente está mais isolado que nunca e perdeu irremediavelmente a aura de popularidade que foi mantendo até à semana que agora termina.

 

De continuarmos invictos em casa.  Mantemo-nos sem derrotas no campeonato, com dez triunfos consecutivos em Alvalade e sem golos sofridos para as competições internas desde que recebemos o Braga, no já longínquo mês de Novembro.

 

De vermos agora o Braga mais distante, com menos três pontos.  Consolidamos a terceira posição na Liga. É o mínimo que se exige a este grupo de trabalho em troca do apoio incondicional que lhe manifestamos, faça sol ou faça chuva.

 

 

Não gostei

 

 

Do golo anulado aos 77'. Bas Dost meteu a bola na baliza do Paços. Lance limpo, legal. Invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves e sem intervenção do vídeo-árbitro, que não quis repor a verdade desportiva.

 

Das ausências de William e Coentrão. Assistiram ambos ao jogo na bancada, por questões físicas. Esperamos contar com o nosso capitão já recuperado na quinta-feira, quando recebermos o Atlético de Madrid em Alvalade.

 

Dos insultos. A crítica é legítima, os assobios são compreensíveis, mas não gosto de ouvir insultos e expressões grosseiras em alta voz no estádio. Sobretudo quando proferidas em coro. Mesmo quando o visado (neste caso o presidente) passa o tempo a achincalhar tudo e todos - incluindo jogadores, membros dos órgãos sociais e agora até o conjunto dos adeptos, como fez esta noite numa lamentável conferência de imprensa logo após o jogo.

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