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És a nossa Fé!

A manifesta incompetência

Podemos confiar nos "especialistas da arbitragem" para deslindar lances polémicos que ocorrem durante os jogos? Nem por isso.

Basta reparar naquilo que o País inteiro já viu, com base na repetição das imagens televisivas: o golo do Paços de Ferreira, na noite de quinta, foi marcado por um jogador chamado Tanque que confunde futebol com andebol. A tal ponto que usou o bracinho para introduzir a bola dentro da nossa baliza. Como as imagens elucidam para lá de qualquer dúvida recorrendo à câmara lenta de que eles (e o vídeo-árbitro) dispõem.

É verdade que o lance é muito rápido e algo confuso pois envolve a movimentação simultânea de vários jogadores dentro da grande área leonina, o que terá baralhado o árbitro Rui Costa. Mas os supostos especialistas são colaboradores remunerados dos jornais precisamente para mostrarem o que valem nestas ocasiões. E, valha a verdade, demonstraram valer muito pouco - ou quase nada.

 

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Recapitulemos o que escreveram estes senhores nas folhas-de-couve onde costumam perorar.

Duarte Gomes:

«Douglas Tanque foi o autor do golo dos visitados, não de cabeça como pareceu à primeira, mas (aparentemente) com o ombro esquerdo. A bola não parece ter resvalado para o braço, o que tornaria o lance ilegal. Benefício da dúvida para Rui Costa.» (A Bola)

Fortunato Azevedo:

«Não há irregularidade, boa decisão da equipa de arbitragem em validar o golo. Houve dúvidas inicialmente, mas estas foram desfeitas depois.» (O Jogo)

Jorge Coroado:

«Apesar do braço fora do plano do corpo, a bola terá sido jogada pela parte superior do ombro. Nesta circunstância, não há infracção.»  (O Jogo)

Jorge Faustino:

«Muitas dúvidas sobre se a bola bateu no braço, o que faria anular o golo, ou no ombro. As imagens não são esclarecedoras quanto ao local desse contacto. Assim, benefício da dúvida para a decisão de validar o golo.» (Record)

José Leirós:

«Não houve qualquer infracção em toda a jogada. Rui Costa, atento e com a confirmação do VAR, correctamente validou o golo.» (O Jogo)

Marco Ferreira:

«Golo do Paços levanta dúvidas no local onde a bola bate antes de entrar na baliza. Fica a dúvida: braço ou ombro. O árbitro valida o golo e sendo um lance em que as imagens não são claras, o VAR não deve intervir. Aceito a decisão.» (Record)

 

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Ao contrário do que estas sumidades presumiam, o escândalo foi de tal ordem que o vídeo-árbitro Carlos Xistra vai ser castigado. E só não foi maior ainda devido ao segundo golo do Sporting, caso contrário deixaríamos dois pontos em Paços de Ferreira nesta Noite de Bruxas em memória do campeonato 2006/2007 que nos foi roubado pela famigerada mão de Ronny. Validada por um apitador chamado João Ferreira.

Quanto aos tais especialistas, ficamos definitivamente conversados sobre o mérito de todos eles: padecem de manifesta incompetência. Visual e anatómica.

Merecem ir para a jarra. Todos.

Os melhores prognósticos

Desta vez o palpite que prevaleceu foi, de longe, o 2-0 - vitória nossa. Como se muitos dos caros leitores não estivessem a par das fragilidades defensivas do Sporting: 11 golos sofridos em nove jornadas do campeonato. Neste caso, valha a verdade, o golo nunca devia ter sido validado pois o jogador do Paços de Ferreira marcou-o com o braço esquerdo sem que o vídeo-árbitro tivesse feito qualquer reparo. Tratando-se de Carlos Xistra, não causa qualquer surpresa.

Andaram lá perto, os que previram este resultado. Mas esteve melhor quem antecipou o 2-1 final na Mata Real: CAL, DGBR, Fernando Albuquerque, José Vieira e Luís Ferreira.

Aplicado o critério do desempate, relativo aos marcadores de golos, registou-se um triunfo tripartido: DGBR, Fernando Albuquerque e Luís Ferreira.

Amanhã há mais.

A rainy night in... Paços...

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Foi realmente uma noite de chuva e nevoeiro em Paços de Ferreira e em todo o norte do país, um pesadelo andar na estrada, mas o vício falou mais forte e lá fui de Tondela a Paços com um leitão pelo meio, para estar numa bancada com grande mistura de apoiantes e ver o Sporting ganhar com muita dificuldade à equipa treinada por Pepa, aquele treinador que já nos tirou muitos pontos na Liga.

O Sporting entrou em grande nivel e fez uns óptimos 20 minutos, podia ali mesmo ter resolvido o assunto, mas não conseguiu e aos poucos e poucos o Paços ganhou confiança, correu e pressionou, o empate aconteceu e podia ter acontecido pior, se não fossem as defesas de Renan e o disparate do Luiz Carlos.

Ainda bem, porque se calhar a rapaziada que andou à chuva a aproveitar o intervalo a insultar o Varandas (se bem percebi), em vez de os aplaudir no final, ia cantar mais uma vez que "eram uma vergonha",  e ainda iam organizar alguma espera nas garagens ou ameaçá-los com visitas às residências fora de horas. 

Nota-se que Silas está a dar o seu melhor. Se mais não faz é porque não pode ou não sabe. A equipa já está a sair com critério, baixando um médio e projectando os laterais, o duplo trinco foi trocado por um 4-3-3 com Doumbia claramente a 6, Quaresma está na posição que mais gosta, mas ontem tivemos Vietto em sub-rendimento, Jesé dura 45 minutos e permanece a questão física de todos eles que torna os finais de jogo num tormento.

Bas Dost, Raphinha e Gudelj já se foram, há quem esteja com uma vontade enorme de despachar Acuña e Wendel... não falando da questão Bruno Fernandes. Daqui a pouco estamos com o plantel do Braga... e depois não se admirem com os resultados. Ontem perderam no Bessa, onde conseguimos apesar de tudo empatar num jogo que de futebol pouco teve. Graças a... Bruno Fernandes. O mesmo que fez a assistência ontem para o primeiro, marcou o livre que deu o penálti e marcou o penálti.

Querem mesmo que saia ?

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados em Paços de Ferreira. Triunfo leonino por 2-1, inaugurado logo aos 11' por Luiz Phellype, que assim regressou aos remates vitoriosos após quase um mês de jejum. O ponta-de-lança brasileiro marcou mas não festejou, por respeito à massa adepta do clube onde jogava há um ano, ainda na segunda divisão. Fez bem.

 

Da nossa primeira parte. Domínio absoluto do Sporting neste período do jogo, com destaque para o nosso processo defensivo, onde não se registou qualquer falha, e para diversas acções ofensivas de inegável qualidade, com abertura de linhas de passe e pressões constantes sobre os adversários quando conduziam a bola. Percebe-se que a equipa vem assimilando as ideias de Silas, estando a consolidar automatismos. Ao intervalo, vencíamos por 1-0. Com toda a justiça.

 

De Bruno Fernandes. Após duas partidas em que esteve muito apagado, o capitão voltou a destacar-se. É dele a assistência para o golo de Luiz Phellype, com um remate cruzado de longa distância. Serviu também da melhor maneira o brasileiro aos 68', num lance que poderia ter terminado igualmente em golo, como já havia acontecido logo aos 3'. E foi ainda ele a apontar de modo impecável a grande penalidade que nos assegurou os três pontos, estavam decorridos 79'. O melhor em campo.

 

De Renan. Protagonizou um conjunto de grandes defesas, confirmando a titularidade absoluta na nossa baliza. Evitou golos do Paços aos 47', aos 68' e num livre mesmo antes do apito final, aos 90'+4. Balanço muito positivo, mesmo considerando que podia ter feito melhor no golo sofrido, quando optou por abandonar os postes na marcação de um canto.

 

De Idrissa Doumbia. Foi o "rei" das recuperações de bola, vital para estancar o fluxo atacante do Paços de Ferreira, destacando-se por exemplo aos 3' e aos 19', quando interceptou lances potencialmente muito perigosos. Mesmo no segundo tempo, quando já acusava alguma fadiga física, manteve um nível exibicional bastante elevado. Em perfeito contraste com a exibição do passado domingo, frente ao V. Guimarães.

 

Do regresso de Ristovski. O macedónio retomou o lugar a quem tem direito no onze titular após prolongada lesão, estreando-se nesta temporada. E voltou com manifesta vontade de mostrar serviço, revelando-se muito dinâmico nas incursões atacantes pelo seu corredor, sem descurar o processo defensivo. Está claramente mais confiante e em melhor condição física do que o anterior titular, Rosier, que desta vez nem chegou a sentar-se no banco.

 

Da nossa terceira vitória consecutiva. Em seis jogos desde que assumiu o comando do futebol leonino, Silas venceu cinco. E acaba de conduzir a equipa a um trio de triunfos sucessivos - algo que sucede pela primeira vez na temporada oficial em curso - após suplantarmos o Rosenborg (1-0) e o V. Guimarães (1-0). Pormenor a registar: o actual treinador ainda não perdeu em jogos da Liga 2019/2020 ao serviço do Sporting.

 

De termos conquistado dois pontos ao FC Porto. Conservamos para já o quarto posto, mas reduzimos a distância para a equipa azul e branca, que soma agora mais cinco pontos - os mesmos que também nos separam do Famalicão. Isto significa que só dependemos de nós para atingirmos o segundo lugar.

 

 

Não gostei

 
 

Da segunda parte do Sporting. A nossa equipa regressou irreconhecível do intervalo. Com menos volume ofensivo, recuando linhas, parecendo nervosa, perdendo demasiadas vezes a bola e acusando até um notório desgaste físico. Foi neste período que sofremos o golo, confirmando o ascendente do Paços de Ferreira. E só não sofremos mais devido aos bons reflexos de Renan.

 

De termos estado cinco minutos empatados. O Paços de Ferreira reduziu a desvantagem aos 74' na sequência de um canto em que Eduardo e Coates, na tentativa de cobertura defensiva, não se entenderam no momento do salto. Logo nos preparámos para mais uma sessão de sofrimento. Felizmente aos 78' o jogador pacense Luiz Carlos cometeu uma grande penalidade infantil, desviando ostensivamente a bola com a mão. E no minuto seguinte, na conversão do penálti, Bruno Fernandes tranquilizou-nos.

 

Do festival de cartões. O árbitro Rui Costa, sem atender ao péssimo estado do terreno, foi amarelando impiedosamente os jogadores. Só do nosso lado, sete viram o amarelo: Ristovski (44'), Acuña (60'), Coates (64'), Idrissa Doumbia (69'), Borja (84'), Renan (87') e Eduardo (90'+3). Não havia necessidade.

 

Do descontrolo emocional de Acuña. O argentino, titular indiscutível do Sporting, é um grande jogador mas perde a cabeça com demasiada facilidade. Desta vez voltou a ser amarelado por protestos e arriscou-se, minutos depois, a ser brindado com um segundo cartão pois continuou a reclamar por tudo e por nada, com gestos e palavras muito exuberantes. Ao ponto de Silas, por elementar precaução, tê-lo mandar avançar no terreno por troca com Borja, numa primeira fase (81'), e depois dar-lhe ordem de saída, substituindo-o por Ilori (88').

 

De ver a nossa equipa remetida ao reduto defensivo no quarto de hora final. Terminámos o jogo com cinco defesas: os laterais Ristovski e Borja, e três centrais (Coates, Mathieu e Ilori). Mas havia que segurar a magra vantagem para garantir os três pontos, Silas fez bem em vedar os acessos à nossa baliza. O bom espectáculo ficará para outra oportunidade.

 

Do relvado empapado. É certo que o futebol é um desporto de Inverno e é verdade que Portugal anda carente de água. Mas o espectáculo desportivo foi claramente prejudicado, sobretudo na vertente técnica, pela chuva copiosa que caiu durante toda esta partida em Paços de Ferreira, com reflexos óbvios na qualidade do tapete verde.

 

Dos imbecis da Juve Leo que gritaram contra Varandas no estádio da Capital do Móvel. Andam tão obcecados com o presidente responsável pelo fecho da torneira de onde lhes escorria o dinheirinho, que nem repararam que o Sporting venceu mais um jogo. Frederico Varandas só pode agradecer-lhes tamanha estupidez: a cada protesto deles, vai consolidando o seu poder em Alvalade.

Os melhores prognósticos

Apesar da crise, apesar do momento turbulento, houve prognósticos. E vários deles acertaram no resultado do Sporting-Paços de Ferreira do passado domingo.

Aqui fica o registo: a vitória leonina por 2-0 foi antecipada pelos leitores José Vieira, Leoa Maria, Noureddine e Orlando, o que merece especial aplauso.

Aplicado o critério do desempate, três destes leitores chegaram-se à frente: José Vieira, Leoa Maria e Orlando. Vencedores por terem adivinhado que um dos golos seria marcado por Bas Dost.

Esperemos que a próxima ronda de prognósticos ocorra num contexto bastante mais calmo.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - In your Face...

Gosto sempre mais de vêr os jogadores comunicarem em campo, assim quem ganha é o Sporting. Hoje, apesar de algumas mensagens não terem chegado ao seu destino (muitos passes falhados), a equipa jogou bem a (es)paços e ganhou. 

 

Tinha de haver jogo e tinha de haver jogo com os melhores. Isso, felizmente, foi conseguido e assim se defendeu o Sporting e os seus sócios e adeptos. Apesar de tudo, os sinais foram inquietantes. A obstinação presidencial em ir para o Facebook conheceu mais um insólito episódio horas antes do início do jogo. Em resposta, aquando do segundo golo, os jogadores uniram-se em círculo junto ao banco onde estava Bruno de Carvalho, mostrando na cara do presidente que o poder caiu na rua. Uma parte das bancadas corroborou e Jesus solidarizou-se com os jogadores.

 

O Sporting foi algo intermitente na pressão sobre a bola e teve, na primeira parte, algumas dificuldades em criar ocasiões de golo. Ainda assim, aos 19 minutos, uma bela triangulação entre Bryan Ruiz, Bruno Fernandes e Bas Dost acabou no fundo das redes do Paços.

 

Na segunda parte, os leões mostraram melhor dinâmica e criaram mais oportunidades. Numa única jogada, Battaglia, Ruiz e Coates falharam 3 golos. Mais tarde, Bruno descobriu Gelson à entrada da área e este centrou atrasado para Bryan Ruiz colocar em jeito dentro da baliza de Mário Felgueiras. Dost ainda bisaria após magistral assistência de Bruno Fernandes, mas Bruno Esteves anularia (mal) o golo perante a complacência dos comentadores da SportTV e sua interpretação da linha de fora-de-jogo.

 

Desse lance resultaria a lesão do guarda-redes pacense e o defesa Rui Correia ocupou o seu lugar. Ainda assim, conseguimos, nesses 13 minutos, não efectuar um único remate à baliza, dando razão ao velho desabafo de Bobby Robson de que o leão não tinha (tem) "killer instinct".

 

Os destaques foram Bruno Fernandes, Battaglia (recuperou inúmeras bolas) e Wendel (que se estreou a titular e a fazer a tal pressão alta que tempos atrás recomendei que um "8" deveria executar).

 

Ganhámos o jogo, mas não ganhámos um clube. À hora em que escrevo estas palavras, Carlos Manuel e Sousa, nos estúdios de um operador televisivo, gozam com a dor nas costas do presidente. Bruno Carvalho, em conferência de imprensa, volta a dirigir-se aos sócios de forma menos própria, falando das bancadas poente e nascente. Que o Sol se venha a pôr de novo em Alvalade e que o renascimento a que assistimos da maior potência desportiva nacional possa ser continuado. Isto, como está, simplesmente não dá. 

 

P.S. os adeptos, nas bancadas, gritam SPORTING, SPORTING, SPORTING!!! Esse sim, é inalienável...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

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Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso triunfo desta noite em Alvalade. Vitória por 2-0 contra o Paços de Ferreira, que nunca é uma equipa fácil. Mas o Sporting dominou sempre a partida e o triunfo leonino nunca esteve em discussão. Os nossos jogadores revelaram capacidade colectiva e grande espírito de entreajuda. Que deu bons frutos.

 

Da equipa. Acusada de falta de profissionalismo pelo presidente, que nesta mesma tarde voltou a denegrir o grupo de trabalho em novo comunicado pessoal no Facebook, deu a volta por cima. Mostrando-se mais empenhada e unida que nunca, como ficou bem demonstrado na forma como festejou os dois golos, com os jogadores todos abraçados em campo. Há gestos que valem mais que dez mil palavras, ditas ou escritas nas redes sociais.

 

De Bas Dost. O holandês voltou aos golos, marcando o nosso primeiro aos 20', cabeceando como mandam as melhores regras. E ainda marcou outro, aos 77', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves. O nosso ponta-de-lança já leva 24 golos apontados na Liga 2017/18.

 

De Bryan Ruiz. Grande partida do internacional costarriquenho, que teve participação directa no primeiro golo, com um cruzamento perfeito para a grande área, e marcando o segundo, aos 65'. Saiu aos 84', sob calorosa e merecida ovação.

 

De Gelson Martins.  Injustamente apontado a dedo pelo presidente no lamentável texto do Facebook logo após o desafio de Madrid, o nosso extremo deu a melhor resposta em campo, onde foi o melhor do Sporting numa noite em que quase todos estiveram muito bem. Municiou Bas Dost com um óptimo cruzamento aos 38', proporcionou ao guardião Mário Felgueiras a defesa da noite com um remate fortíssimo aos 52' e foi ele a inventar o segundo golo, com uma belíssima incursão pela ala direita culminada na assistência para Bryan Ruiz. Mais uma.

 

Da estreia de Wendel. Três meses depois de chegar ao Sporting, o brasileiro que veio do Fluminense estreou-se enfim como titular leonino. Boa exibição do jovem reforço, que revelou bons pormenores técnicos, capacidade de fazer circular a bola no eixo do terreno, demonstrando confiança e personalidade.

 

Da união clara entre os adeptos e a equipa.  A demonstração de confiança dos adeptos que acorreram a Alvalade nesta noite chuvosa e fria foi impressionante: os sportinguistas confiam na sua equipa, valorizam e acarinham os profissionais leoninos e demarcam-se com clareza da inacreditável sucessão de disparos de Bruno de Carvalho contra o plantel, ameçando com processos disciplinares e suspensões. Hoje ficou bem evidente que o presidente está mais isolado que nunca e perdeu irremediavelmente a aura de popularidade que foi mantendo até à semana que agora termina.

 

De continuarmos invictos em casa.  Mantemo-nos sem derrotas no campeonato, com dez triunfos consecutivos em Alvalade e sem golos sofridos para as competições internas desde que recebemos o Braga, no já longínquo mês de Novembro.

 

De vermos agora o Braga mais distante, com menos três pontos.  Consolidamos a terceira posição na Liga. É o mínimo que se exige a este grupo de trabalho em troca do apoio incondicional que lhe manifestamos, faça sol ou faça chuva.

 

 

Não gostei

 

 

Do golo anulado aos 77'. Bas Dost meteu a bola na baliza do Paços. Lance limpo, legal. Invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves e sem intervenção do vídeo-árbitro, que não quis repor a verdade desportiva.

 

Das ausências de William e Coentrão. Assistiram ambos ao jogo na bancada, por questões físicas. Esperamos contar com o nosso capitão já recuperado na quinta-feira, quando recebermos o Atlético de Madrid em Alvalade.

 

Dos insultos. A crítica é legítima, os assobios são compreensíveis, mas não gosto de ouvir insultos e expressões grosseiras em alta voz no estádio. Sobretudo quando proferidas em coro. Mesmo quando o visado (neste caso o presidente) passa o tempo a achincalhar tudo e todos - incluindo jogadores, membros dos órgãos sociais e agora até o conjunto dos adeptos, como fez esta noite numa lamentável conferência de imprensa logo após o jogo.

O melhor prognóstico

Não há uma sem duas, nem duas sem três. Foram precisamente três os nossos estimados leitores que acertaram no resultado do Paços de Ferreira-Sporting do passado domingo.

Bosko, Fernando Albuquerque e Leão de Queluz são estes amigos do És a Nossa Fé que vaticinaram com precisão o resultado final na Capital do Móvel. Empataram nisto, mas só o primeiro acertou no nome de um dos marcadores, mencionando o argentino Battaglia.

Motivo para lhes deixar aqui os meus parabéns - e, em particular, ao Bosko, vencedor absoluto desta ronda. Que venha a próxima: não vai tardar.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Na Mata Real, Sporting deu dois "Paços" a caminho da coroação

Um jogo do Sporting não seria a mesma coisa se Jorge Jesus não realizasse uma substituição, a equipa caísse vertiginosamente e, em consequência, os adeptos fizessem fila para uma visita ao psicólogo. Menos mal, porque na capital do móvel os divãs devem ser mais em conta...

A partida até começou bem para a equipa leonina e, com 17 minutos jogados, já o Sporting perdera duas soberanas oportunidades de golo, através de Gelson e de Bas Dost. Em sequência, num lance de carambola que envolveu Bruno Fernandes, William, Battaglia, Mário Felgueiras, Dost e, outra vez, o guardião pacense, "Batman" daria a tacada final, colocando de cabeça a bola na rede.

O golo, mais do que tranquilizante, serviu de soporífero e o Sporting começou a jogar demasiadamente cedo para o lado e para trás, até que se chegou ao intervalo. No reatamento, algumas arrancadas de Battaglia ameaçaram abanar o jogo. Uma delas seria concluída por Bruno Fernandes com um remate ao poste. Até que Gelson - que tinha perdido um saco cheio de bolas por más decisões - decidiu desligar o complicómetro e com uma rotação surpreendente e tiro rápido apontou o segundo da noite.

Antes desse golo, JJ já tirara Acuña (substituído por Bruno César) e Battaglia saíra, aparentemente lesionado, embora a sua expressão corporal indicasse descontentamento, no que pareceu a repetição do episódio de Coentrão em Turim. Para substituir o box-to-box, Jesus realizaria o seu habitual número de suspense, colocando o ressuscitado Lázaro, perdão, Ruiz, dando nova vida a Bryan. A ideia inerente à entrada do costa-riquenho era controlar a bola, mas para tal seria necessário tê-la e nos últimos 15 minutos, de bola, o Sporting teve "bola". Assim, o treinador leonino adicionaria um jogador sem ritmo (estreou-se nesta época) e sem vocação defensiva a um desgastado e pouco intenso William e cedo se viu que iríamos sofrer. Pedrinho, aos 76 e 77 minutos, e Whelton, aos 81 e 84, ameaçaram as nossas redes - sempre sem qualquer oposição dos nossos médios - até que, finalmente, após enorme defesa de Patrício, sem grande alarido, o Paços falou Baixinho e marcou.

Os últimos 3 minutos terão sido pródigos em AVCs em muitos lares portugueses, com toda a gente, menos Jorge Jesus, a ver que a vitória poderia fugir, especialmente de cada vez que Mabil, o aditivado - ou o seu nome não se assemelhasse ao de uma conhecida gasolineira - jogador proveniente do Sudão do Sul, pegava na bola e avançava em velocidade.

No final, recuperámos dois pontos ao Porto e temos a possibilidade de passar a liderar caso ganhemos ao Belenenses e os dragões não vençam o Benfica, na próxima jornada. Essa esperança acabou por ser o melhor desta noite. 

 

 

 

Falta-nos um nome para isto

Vencer na Mata Real tem sempre um sabor especial. Sem consultar estatísticas, diria que é difícil mais pelas adversidades regulares, época após época, no decorrer dos jogos, do que propriamente pelo resultado final dos mesmos. Jogar contra o Paços caseiro faz-me recordar como, por norma, os nossos rivais costumam golear facilmente a equipa na cidade do Móvel. É um elemento curioso. O Sporting teve uma grande vitória, mais especial quando olhamos para o calendário da próxima ronda, mas é desnecessário terminar os jogos assim. É uma sina. O Sporting a vencer por 2 ou 3 golos acaba sempre com um golo manhoso sofrido entre os 80/85, e a sofrer até ao apito final. Às vezes, a coisa acaba mesmo por correr mal. Braga na penúltima jornada é um exemplo. Não sei se estas coisas se treinam, mas se há realidade a mudar é esta. Nem sei se tem nome, devíamos arranjar um conceito para os finais sofridos do Sporting. E é importante mudar porque é recorrente, não-ocasional e custa pontos e títulos. Afinando isto de forma a evitar embaraçosos empates, ainda vamos lá. 

Os nossos jogadores, um a um

Missão cumprida. Trouxemos três pontos de Paços de Ferreira, com uma vitória por 2-1 alcançada num dos mais difíceis estádios das competições nacionais de futebol. Com dois golos marcados em quatro oportunidades - revelando assim 50% de aproveitamento, o que é de assinalar - e o golo sofrido já no tempo extra da segunda parte, confirmando-se uma tendência deste Sporting 2017/18 para facilitar a vida aos adversários mesmo à beira do fim.

Esta vitória não valeu apenas pelos três pontos. Valeu também por nos ter feito aproximar do líder do campeonato, o FC Porto, que ontem empatou no reduto do Aves. Estamos portanto separados por apenas dois pontos: isto significa que voltamos a depender só de nós para nos sagrarmos campeões nacionais.

O desafio desta noite assinalou dois regressos: o de Acuña, enfim recuperado da lesão embora longe da desenvoltura física anteriormente revelada, e o de Bryan Ruiz, após uma paragem de seis meses. Nem o argentino, substituído aos 56', nem o costarriquenho, em campo desde o minuto 72, deslumbraram. Mas contaremos certamente com eles na melhor forma em próximas jornadas.

A figura do jogo, indiscutivelmente, foi Gelson Martins. Devemos-lhe o golo da vitória e os pontos que agora nos permitem voltar a sonhar de forma ainda mais intensa com o título.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Duas boas defesas. A primeira logo aos 6', a segunda no minuto 90'+1'. Neste último lance já não foi capaz de evitar a recarga, sofrendo assim um golo solitário. Recebeu o primeiro cartão amarelo por queimar tempo.

PICCINI (6). Continua quase intransponível como guardião da nossa ala direita defensiva e vai ganhando ousadia em terrenos mais avançados. Teve um corte decisivo, em lance muito perigoso, aos 67'.

COATES (7).  É um elemento pendular do onze leonino, impondo-se pela disciplina táctica e pelo sentido posicional. Vital a sua intervenção para pôr fim a um ataque adversário no minuto 82.

MATHIEU (8). É um prazer vê-lo jogar. E ele também parece ter muito prazer em jogar, como se estivesse em início de carreira. Cortes preciosos aos 32' e aos 63'. Peça basilar deste Sporting 2017/18 que ambiciona ser campeão.

COENTRÃO (7). Terceiro jogo consecutivo a aguentar 90 minutos, indiciando boa condição física. Enfrentou com êxito Mabil, talvez o melhor adversário. Bons cruzamentos à frente - um deles serviu de assistência para o segundo golo.

WILLIAM (6). Mostrou-se aquém do William a que estamos habituados, parecendo um pouco preso de movimentos. Sólido na missão defensiva, teve algum défice no capítulo do passe longo - uma das suas inegáveis mais-valias.

BATTAGLIA (7). Pode não ter movimentos muito estéticos, mas é um dos elementos mais eficazes do onze. Estreou-se a marcar aos 20' - prémio à determinação deste jogador que nunca vira a cara à luta. Saiu magoado, aos 72'.

GELSON MARTINS (8). O melhor em campo. Correu, lutou, atacou, defendeu, quebrou os rins à defesa do Paços, serviu os colegas e sobretudo marcou um grande golo. Trouxemos os três pontos de Paços de Ferreira graças a ele.

ACUÑA (5). Recebeu um amarelo, por protestos, logo aos 2' e pareceu muito condicionado por essa sanção. Esforçou-se bastante, mas raras vezes com real eficácia. Denota ainda algumas limitações físicas. Substituído aos 56'.

BRUNO FERNANDES (5). Andou desaparecido durante quase todo o jogo numa posição que não tira o melhor da sua capacidade. De meia distância, disparou uma bola ao poste (65'). Foi o melhor que fez. Substituído já no tempo extra.

BAS DOST (4). A um ponta-de-lança exige-se que marque. O holandês tem cumprido bem essa missão, de Leão ao peito. Mas hoje não esteve nos seus dias. Falhou o golo de baliza aberta aos 18' e foi incapaz de uma recarga aos 20'.

BRUNO CÉSAR (5).  Confirma-se: é sempre o primeiro reforço a saltar do banco. Aconteceu desta vez aos 56', entrando para o lugar de Acuña. Sem revelar maior brilhantismo do que o argentino. Recebeu mais um cartão amarelo.

BRYAN RUIZ (5).  Regressou à equipa seis meses depois, iam decorridos 72', rendendo Battaglia. A posição de médio de construção, na ala central, não é a que mais potencia as suas qualidades. Mas ganhou dinâmica: pode vir a ser útil.

ANDRÉ PINTO (-). Substituiu Bruno Fernandes ao minuto 90'+1'. Ajudou a queimar tempo e a fechar o caminho para a nossa baliza, garantindo a conquista dos três pontos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo em Paços de Ferreira, campo sempre difícil, por 2-1. Há um ano vencemos ali por 1-0, com golo de Adrien. Desta vez voltámos a trazer três pontos da capital do móvel, impondo a primeira derrota caseira da temporada à equipa anfitriã. Motivo natural para celebrar.

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo. Começou por partir os rins à defensiva adversária, incapaz de o travar senão em falta. Participou sempre com inegável generosidade no processo defensivo. Culminou a sua actuação com um grande golo, aos 75': recebeu bem a bola no centro da área, fez uma magnífica rotação para se libertar de marcação e disparou para a baliza. Foi o seu quarto golo nesta Liga - um golo decisivo, que nos valeu os três pontos.

 

De Mathieu. De regresso à boa condição física, o francês voltou a fazer uma exibição de gala. É impressionante a sua capacidade de ler o jogo, antecipando-se à manobra adversária, o que confere tranquilidade a toda a equipa. Decisivos cortes aos 32' e aos 63'.

 

De Battaglia. Nem sempre se dá por ele, mas é fundamental no processo colectivo deste Sporting 2017/18, não apenas porque funciona como dique contra as ofensivas adversárias mas também porque sabe empurrar os colegas para a frente. Numa dessas jogadas, aos 20', nasceu o primeiro golo do Sporting, marcado por este argentino que assim se estreia como goleador de verde e branco no campeonato nacional.

 

Do regresso de Bryan Ruiz. Decorria o minuto 72 quando Jorge Jesus o lançou em campo, após seis meses de ausência dos relvados portugueses por aparente questão disciplinar já superada. Em boa hora voltou. Não porque tenha feito uma grande exibição, como substituto de Battaglia num lugar que não costuma ser o seu, mas porque ganhou minutos de jogo que poderão revelar-se muito úteis à equipa num futuro próximo.

 

Da eficácia do nosso ataque. Em quatro oportunidades evidentes, aproveitámos duas. E ainda houve um remate de Bruno Fernandes que embateu no poste.

 

Que não tivéssemos acusado o desaste europeu. O jogo de quarta-feira contra o Olympiacos, em Alvalade, não pesou na dinâmica leonina. Ao contrário do que sucedeu na época passada, desta vez a nossa participação nas provas da UEFA não faz diminuir o rendimento da equipa no campeonato. Este Sporting ganhou maturidade.

 

Da arbitragem de Tiago Martins. Num jogo sem grandes focos de polémica, o árbitro merece ser destacado porque teve uma actuação competente, tanto no capítulo técnico como disciplinar. Oxalá pudéssemos dizer isto de vários outros.

 

Do apoio à equipa. Apesar do frio, muitos adeptos leoninos compareceram no Estádio Capital do Móvel, com cânticos e palavras de constante incentivo aos nossos jogadores. É justo sublinhar a importância das nossas claques, que funcionam de facto como "12.º jogador". Chova ou faça sol.

 

De termos encurtado a distância para o FC Porto. Separa-nos apenas um par de pontos a partir desta jornada. Isto significa que voltamos a depender só de nós.

 

 

 

Não gostei

 

 

Dos dois falhanços de Bas Dost com a baliza à sua mercê. Primeiro aos 18', tendo à sua frente apenas o guarda-redes: preso de movimentos, acabou por rematar à figura de Mário Felgueiras. Na segunda, dois minutos depois, falhando uma recarga quase em cima da linha de baliza: da carambola daí resultante acabou por beneficiar Battaglia, que cabeceou para golo.

 

Do calafrio aos 70'. Na sequência de um canto, o Paços de Ferreira fez embater a bola na barra. Tivemos muita sorte nesse lance, num período em que sentimos dificuldade de controlar o jogo no corredor central.

 

Que Podence não tivesse saltado do banco. A criatividade e a combatividade do jovem avançado fazem falta à equipa.

Prognósticos antes do jogo

Depois de um relance pelo paupérrimo desempenho de outras equipas, voltemos a falar de coisas relevantes, como o nosso próximo desafio do campeonato nacional. É o Paços de Ferreira-Sporting, que se disputa a partir das 18 horas deste domingo, com a 12.ª jornada a ser assegurada pelos habituais árbitros de turno, já superada a maré de "perturbações psicológicas" que parecia tê-los afectado no início da semana.

Eles falam, falam, falam, mas no fim o dinheirinho proporcionado pelo apito é que conta. Assim ninguém consegue levá-los a sério, como há dois dias aqui escrevi.

Mas isso agora não interessa nada. Vamos ao que importa: quais são então os vossos prognósticos para este jogo?

Os nossos jogadores, um a um

Regresso às vitórias, que nos fugiam desde 8 de Janeiro, quando derrotámos por 2-1 o Feirense em casa. Esta noite recebemos e vencemos o Paços de Ferreira - a mesma equipa que nas duas épocas anteriores tinha vindo empatar a Alvalade.

Foi uma primeira parte brilhante, com três golos leoninos. O primeiro através de uma grande penalidade convertida por Adrien, o segundo conretizado pelo matador holandês que cada vez mais destaca na liderança dos goleadores deste campeonato e o terceiro coroando uma magnífica jogada individual de Gelson Martins, que voltou a ter outra noite mágica em Alvalade, logo após ter visto renovado o contrato que o liga ao clube.

O desafio prometia uma goleada que não chegou a suceder porque os jogadores se desconcentraram no segundo tempo, William Carvalho passou a jogar condicionado por ter recebido um amarelo aos 45' e Adrien também se mostrou mais retraído por recear ficar igualmente amarelado, o que o deixaria de fora da deslocação ao Dragão, a 4 de Fevereiro. Foi o pior período do Sporting, em que a nossa defesa voltou a tremer, concedendo dois golos da equipa visitante.

O cenário só não se agravou porque Bas Dost - sempre ele - voltou a acertar com a baliza, com um impressionante grau de eficácia. O quarto golo leonino sentenciava enfim o jogo, presenciado por uma entusiástica falange de apoio nas bancadas. Prova evidente de que, por mais crises que surjam, o 12.º jogador nunca vira a cara à luta. É bom sabermos que os nossos jogadores fazem o mesmo.

Deles não exigimos menos que isso.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Com duas grandes defesas, aos 45' e aos 58', demonstrou não ter ficado abalado pelos frangos consentidos frente ao Marítimo. Nos golos foi atraiçoado por uma defesa displicente.

SCHELOTTO (5). Teve o melhor momento com a assistência feita para o segundo golo - cruzamento perfeito para Bas Dost marcar. Correu imenso mas nem sempre com nexo. Demasiado passivo nos dois golos do Paços.

PAULO OLIVEIRA (5). Regular, mas sem rasgos. Pareceu intranquilo em diversas fases do jogo. O adiantamento de Schelotto forçou-o a acorrer com frequência às dobras na lateral direita, nem sempre com acerto.

RÚBEN SEMEDO (5). Dotado de técnica superior à do colega do eixo defensivo, voltou ao onze após castigo. Bom desarme aos 24'. No entanto, não está isento de culpa no segundo golo sofrido.

BRUNO CÉSAR (6). Dinâmico como lateral esquerdo, nunca se desconcentrou nas tarefas defensivas. E foi um poço de energia no apoio ao ataque, embora sem tentar os remates de meia-distância a que nos habituou. Saiu aos 89'.

WILLIAM CARVALHO (5). Sabia que não iria ao Dragão se visse um amarelo. Acabou por vê-lo antes do intervalo. Imprudência do subcapitão, que teve o melhor momento na assistência para o golo de Gelson num passe longo.

ADRIEN (6). Finalmente o Sporting marcou um golo de penálti neste campeonato. A proeza coube a Adrien, que não vacilou na marca dos onze metros abrindo caminho ao triunfo leonino. O capitão saiu aos 60' para evitar um amarelo.

GELSON MARTINS (9). Fabulosa exibição do jovem internacional, com um golo de bandeira (35') que se candidata a um dos melhores do campeonato. Único titular absoluto desta equipa, tornou-se imprescindível. O melhor em campo.

BRYAN RUIZ (6). Talvez a melhor exibição do costarriquenho na Liga 2016/17. Mais dinâmico e com bom sentido posicional. Deslumbrou com uma vistosa jogada individual aos 16'. Foi influente até quebrar fisicamente.

ALAN RUIZ (7).  Nota muito positiva para o argentino, com intervenção no lance de que resultou o penálti e protagonista da grande abertura para Schelotto de que resultou o segundo golo. Substituído aos 74'.

BAS DOST (8). Mais dois golos, à ponta de lança. O primeiro incutiu ainda mais energia ofensiva à equipa: foi um verdadeiro tónico. O segundo sossegou os ânimos, garantindo a vitória. Já soma 16 remates vitoriosos.

PALHINHA (5). Estreia em Alvalade como jogador da equipa principal. Começou nervoso, ao substituir Adrien aos 60', com alguma falta de sentido posicional. Foi melhorando. Bons apontamentos na fase final, ao reter bem a bola.

MARVIN (3). Entrou aos 74', rendendo Alan Ruiz e fazendo avançar Bruno César. Dois minutos depois destacou-se pela negativa, com responsabilidade no segundo golo da equipa visitante. Oscilou entre a mediana e a mediocridade.

MATHEUS PEREIRA (-). Substituiu Bruno César aos 89'. Estreia absoluta deste jovem da nossa formação no campeonato em curso. Um sinal do treinador de que pretende apostar mais nele? Esperemos que sim.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Apos os empates em Chaves e no Funchal, regressámos hoje aos triunfos com uma vitória expressiva (4-2) sobre o Paços de Ferreira em Alvalade. A partir de agora não podemos voltar a perder pontos se queremos manter a esperança numa qualificação directa para a Liga dos Campeões.

 

De Bas Dost. O holandês voltou a bisar. Foram dele o segundo golo, aos 32', e o último, aos 78'. Marcou oito nos últimos cinco jogos. E vão 16 desde o início do campeonato - à média de um por cada partida disputada. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo, deslumbrou o público de Alvalade com apontamentos de grande requinte técnico - com destaque para o golo que marcou, aos 35'. Um belíssimo golo que fez levantar o estádio.

 

De Adrien. Fez a diferença, com serenidade e frieza, ao marcar muito bem o penálti de que resultou o nosso golo inaugural, logo aos 12'. Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão não vacilou. Ao nível do estatuto que granjeou como campeão europeu.

 

De Alan Ruiz. Fez a melhor partida pelo Sporting, confirmando que é um jogador de classe. Inicia a jogada de que resulta o penálti e inventou o lance que culminaria no nosso segundo golo. Esteve em grande evidência durante toda a primeira parte: os melhores passes partiram dele.

 

De Matheus Pereira. Jogou apenas os cinco minutos finais, mas Jorge Jesus deu um sinal ao plantel e aos adeptos de que conta com este jovem da nossa formação para o resto da temporada.

 

Da nossa primeira parte. Foram os melhores 45 minutos do Sporting desde o início deste campeonato. Com a equipa muito organizada, compacta, veloz, a trocar bem a bola e uma alegria que contagiou as bancadas. Chegámos ao intervalo a vencer 3-0: um resultado que prometia goleada.

 

Do apoio do público. Segundo números oficiais, esta noite Alvalade recebeu 43.843 espectadores. Prova inequívoca de que a equipa jamais poderá queixar-se de falta de incentivo por parte da mais fervorosa massa adepta do futebol nacional. 

 

De termos visto dois jogadores escapar ao amarelo. Adrien e Bruno César, já com quatro cartões acumulados, podiam falhar o clássico do próximo sábado no Dragão se fossem sancionados neste jogo. Mas escaparam, mesmo tendo sido a partida arbitrada por Fábio Veríssimo, o maior distribuidor de cartões no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a William Carvalho. Jorge Jesus arriscou muito ao fazer entrar o nosso médio defensivo titular, que se sujeitava a ficar fora da partida no Dragão se recebesse outro amarelo. Assim aconteceu, mesmo a acabar a primeira parte: não contaremos com William contra o FC Porto. Melhor teria feito o treinador em convocar João Palhinha desde o início para o lugar de William. Até porque já tinha feito o mesmo no jogo anterior, frente ao Marítimo - uma partida mais problemática do que a de hoje, em que enfrentámos o 14.º classificado da Liga.

 

Do risco acrescido que Jesus correu. Adrien, também quase "tapado" com cartões, permaneceu em campo até ao minuto 60. Num lance fortuito poderia receber um amarelo que o deixaria igualmente ausente do Dragão. Felizmente isso não aconteceu.

 

Dos golos sofridos. O Paços chegou a reduzir a desvantagem para 2-3 com dois golos que resultaram de claras desatenções da nossa defesa, apanhada desposicionada em lances que justificavam maior concentração. Durante alguns minutos, pairou a inquietação em Alvalade. Até Bas Dost desfazer as dúvidas ao marcar o quarto golo leonino.

 

Da goleada que vai tardando. Desde o início da época oficial, protagonizámos só uma: frente ao Praiense, por 5-1, para a Taça de Portugal, há mais de dois meses. É muito pouco, quase nada.

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