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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Parabéns ao nosso leitor Pedro Batista: acertou em cheio no resultado e nos marcadores do Sporting-Paços de Ferreira (3-0).

É raro acontecer, com tanta precisão cirúrgica.

Não faltaram outros comentadores que andaram lá perto, acertando no desfecho mas sem revelarem idêntica pontaria nos marcadores. Foi o que sucedeu com Carlos Estanislau Alves, João Gil, Leão 79, Manuel Parreira e Orlando Santos. Todos, de qualquer modo, a merecerem um cumprimento especial também.

Alegre despedida de um ano agridoce

Sporting, 3 - Paços de Ferreira, 0

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Nuno Santos, em grande forma, celebra o segundo golo leonino da noite de anteontem

Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

Acabou por saber a pouco. Com 3-0 ao intervalo, e o triunfo a começar a ser construído logo aos 3', num golo de cabeça de Porro correspondendo a primoroso passe de Nuno Santos, adivinhava-se goleada em Alvalade. Acabou por não acontecer. No segundo tempo tirámos o pé do acelerador e passámos a gerir o resultado contra ao Paços de Ferreira, "lanterna vermelha" do campeonato, que apenas tem 2 pontos em 14 jogos.

É verdade que o primeiro tempo decorreu a um ritmo vertiginoso, com o Sporting a acelerar pelas alas: os dois extremos deram nas vistas. Pareciam concorrer ao título de melhor em campo, competição acentuada quando Nuno Santos marcou o segundo, de frente para a baliza, empurrando-a por gentileza de Edwards. Estávamos no minuto 22: os 31 mil adeptos presentes no nosso estádio tinham motivos para se sentirem satisfeitos.

Em ambos os golos Pedro Gonçalves - que fez duo com Dário na linha do meio-campo, competindo-lhe a ligação imediata à linha ofensiva - marcou presença. No primeiro, foi ele a servir Nuno Santos, em pré-assistência. No segundo, conduziu o veloz contra-ataque colectivo. 

Faltou ao transmontano brilhar naquilo em que foi exímio na sua primeira época de verde-e-branco: metê-la lá dentro. Teve duas oportunidades para isso: aos 48', após centro milimétrico de Nuno Santos, fez a bola rasar o poste; e aos 72', quando o excesso de ansiedade o levou a rematar por cima. Não podemos pedir-lhe que construa jogo e converta, tudo em simultâneo. Ao jogar mais recuado, por imperativo táctico, a veia goleadora vai esmorecendo.

 

Quem parece renascido como goleador é Paulinho. Neste encontro com o Paços encerrou a contagem, aos 45', desta vez com assistência de Porro, num cabeceamento cheio de pontaria. Foi o seu sétimo golo em seis partidas consecutivas, contando com a Taça da Liga. Este é o Paulinho dos melhores tempos em Braga. Mereceu brinde e ovação dos adeptos ao ser substituído, aos 79'. Cinco minutos antes, o lateral esquerdo Antunes, da equipa forasteira, teve o mesmo tratamento das bancadas: os adeptos não esquecem que ele foi um dos obreiros do nosso título de campeão em 2020/2021.

O nosso sector mais recuado esteve irrepreensível (Adán fez a primeira defesa aos 41'), o meio-campo interior não se ressentiu da inédita parceria Dário-Pedro Gonçalves e ao trio mais ofensivo só faltou maior produção de golos: Trincão e Edwards desta vez ficaram em branco, com o inglês a centímetros de marcar aos 8' e aos 38'. 

 

Rúben Amorim está a cumprir o que prometeu: aposta mesmo nos jovens. Além de Dário, desta vez titular, mandou saltar do banco Rodrigo, Mateus Fernandes (aos 79') e Sotiris (em campo desde os 85'). O jovem médio, de apenas 17 anos, assumiu o papel mais ingrato na desgastante missão de substituir Ugarte, ausente por castigo. Já muito fatigado, acabou por entrar de sola num lance dividido junto à linha do meio-campo, o que lhe valeu um vermelho directo. Saiu em lágrimas, confortado com os aplausos do público. É assim que se cresce. É assim que se ganha experiência.

Mateus Fernandes, em menos de um quarto de hora, voltou a demonstrar que merece a confiança do técnico com pormenores de classe. Como quando isolou Rodrigo na grande área, aos 89'. Não custa vaticinar que vai ser craque na equipa principal.

Assim nos despedimos, em ambiente alegre e até festivo, de um ano agridoce para o futebol leonino. Com Coates a ser distinguido pelo presidente Frederico Varandas com um brinde especial, após o fim do jogo, pela tricentésima partida já feita de Leão ao peito. O mais veterano da equipa, um verdadeiro capitão, um verdadeiro campeão.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Foi pouco mais que um espectador durante grande parte do encontro. Mas, quando chamado a intervir, revelou bons reflexos. Renovou contrato: é um bastião desta equipa.

Gonçalo Inácio - O mais discreto dos nossos defesas, pautou a sua exibição pela segurança e pela eficácia. Sem falhas nem deslizes. Canhoto à direita: não tem concorrentes ali.

Coates - Inspira tranquilidade e segurança como comandante da defesa e patrão da equipa. Acalma os colegas quando estão mais ansiosos, pauta o ritmo de jogo na construção.

Matheus Reis - Combina cada vez melhor com Nuno Santos na ala esquerda. Impõe o físico nas bolas divididas. Grande passe para Edwards (8'). Tentou o golo de meia-distância (49').

Porro - Autêntico dínamo do onze titular leonino. Marcou o primeiro, à ponta-de-lança, de cabeça, o que lhe deu ainda mais confiança para uma grande exibição. Assistiu no terceiro.

Dário - Desta vez substituiu como titular o ausente Ugarte. E cumpriu a missão, no essencial, como médio defensivo. Viu o vermelho directo aos 82' por falta desnecessária.

Pedro Gonçalves - Sacrifica a veia goleadora pela construção de lances ofensivos em prol do colectivo. Missão de sacrifício bem executada: dois dos golos começaram nos pés dele.

Nuno Santos - Está em grande forma: isso nota-se cada vez que busca a bola e a endossa aos colegas lá na frente. Foi assim logo aos 3'. E também marca: o segundo foi dele.

Edwards - Parece às vezes algo apático e até fora das jogadas, mas é uma questão de estilo. Porque poucos tratam bem a bola como ele neste onze. Assistiu no segundo, aos 22'.

Trincão - Rende mais como interior esquerdo, onde evidencia todos os seus dotes técnicos. Bom trabalho aos 31' e 36'. Podia ter feito melhor aos 60', quando atirou ao lado.

Paulinho - Estará, em definitivo, recuperado como goleador? Se não é, parece. Desperdiçou aos 31, mas aos 45' meteu-a lá dentro. E podia ter bisado, aos 58', num remate à queima.

Jovane - Primeiro suplente utilizado, em estreia na Liga 2022/2023, rendeu Edwards aos 71'. Ainda distante da boa forma que chegámos a ver-lhe noutras épocas. Falta-lhe confiança.

Arthur - Substituiu Nuno Santos aos 71' já em fase de alguma contenção da nossa parte. Desta vez não protagonizou nenhum daqueles vistosos lances a que nos tem habituado.

Mateus Fernandes - Entrou muito bem, substituindo Pedro Gonçalves aos 79'. Tem bom toque de bola, visão estratégica, gosta de disputar a bola. Está no rumo certo.

Rodrigo - Rendeu Paulinho aos 79'. Cheirou o golo aos 89', quando atirou ao lado. Agora que renovou contrato será certamente utilizado bastante mais vezes.

Sotiris - Último a entrar: substituiu Trincão aos 85'. Continua a não saber utilizar da melhor maneira a força física. Podia ter visto novo cartão amarelo em lance dividido.

Rescaldo do jogo de ontem

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Porro e Nuno Santos: grande dupla em campo frente ao Paços de Ferreira

(Foto: Miguel A. Lopes / Lusa)

 

Gostei

 

Da nossa vitória categórica contra o Paços de Ferreira. Triunfo muito facilitado frente ao último classificado da Liga 2022/2023, que chega à 14.ª jornada apenas com 2 pontos - sem um só jogo ganho. Mas não temos culpa disso. Fizemos o nosso trabalho, com tanta eficácia que arrumámos o desafio logo no primeiro tempo, com 3-0 ao intervalo. A segunda parte foi muito mais pausada: deu para gerir o resultado sem a preocupação de ampliar a vantagem.

 

De Porro. Coincidência ou não, melhor em campo num momento em que tanto se fala dele como potencial candidato a trocar o campeonato português pela Premier League. O espanhol - escandalosamente ignorado pelo ex-seleccionador Luis Enrique na convocatória para o Mundial do Catar - deslumbrou os adeptos com uma exibição de excelência. A inaugurar o marcador, de cabeça, à ponta-de-lança, logo aos 3', na primeira oportunidade do desafio, e a assistir no terceiro, num cruzamento primoroso para Paulinho, aos 45'. 

 

De Nuno Santos. Outra exibição superlativa, iniciada com o centro para Porro que funcionou como assistência no nosso golo inaugural. Foi ele a marcar o segundo, assistido por Edwards, aos 22', também à ponta-de-lança. Viria a distinguir-se ainda com óptimos cruzamentos para Pedro Gonçalves (48') e Paulinho (56').

 

Do regresso de Paulinho aos golos na Liga. Selou o resultado momentos antes do fim da primeira parte, marcando o seu segundo neste campeonato. Número escasso, mas se lhe juntarmos os desafios da Taça da Liga já leva sete golos marcados nos últimos seis jogos. É talvez o futebolista leonino a quem fez melhor a pausa na principal competição desportiva portuguesa forçada pelo Mundial.

 

De Mateus Fernandes. Entrou apenas aos 79', rendendo um fatigado Pedro Gonçalves, mas ainda a tempo de exibir bom toque de bola em dois lances à entrada da área, num deles isolando Rodrigo, aos 89'. Valor em ascensão numa equipa em que os jovens voltam a merecer oportunidades.

 

Da homenagem a Coates. O capitão leonino cumpriu o jogo 300 de Leão ao peito. Isto motivou uma cerimónia especial depois do jogo, ainda no relvado, com a participação de Frederico Varandas e dois históricos capitães do Sporting, Manuel Fernandes e Carlos Xavier. Merecida distinção ao uruguaio, hoje o mais veterano do plantel e que tão bem continua a trabalhar pela nossa equipa.

 

Da homenagem a Pelé. Pouco antes do apito inicial, soube-se que o melhor jogador de todos os tempos tinha falecido, aos 82 anos. O minuto de silêncio foi transformado numa sessão de aplausos em memória de Edson Arantes do Nascimento, o genial Rei do Futebol. 

 

Do vibrante aplauso a Antunes. Ao ser substituído, no minuto 74, escutou uma sentida ovação dos 31 mil adeptos presentes em Alvalade à qual o próprio Rúben Amorim se associou. Saiu comovido, apontando para o coração. Não esquecemos que o bravo lateral hoje no Paços foi um dos nossos campeões na gloriosa temporada 2020/2021.

 

Da sétima vitória seguida. Se juntarmos os desafios do campeonato aos da Taça da Liga, este foi o nosso sétimo jogo vitorioso, permitindo-nos igualar provisoriamente o Braga no terceiro posto e ultrapassar o surpreendente Casa Pia. Boa maneira de terminarmos este ano civil de que iremos despedir-nos amanhã. Segue-se um embate no Funchal, frente ao Marítimo, já em 2023. Melhor ainda: esta foi a nossa quinta partida consecutiva sem sofrermos golos. Com 21 marcados e as nossas redes intactas.

 

 

Não gostei

 

Da expulsão de Dário. Num jogo em que o árbitro António Nobre utilizou o chamado "critério largo", talvez inspirado no Mundial de Futebol, o jovem médio leonino viu o cartão vermelho por uma entrada de sola absolutamente escusada, quando o nosso domínio era absoluto e vencíamos por margem confortável. Estavam decorridos 82': Dário saiu de campo em lágrimas, acarinhado pelo público. Aplausos merecidos, pois fez boa exibição - a melhor na equipa principal, sobretudo no primeiro tempo, vencendo vários duelos individuais com o veterano Gaitán, o mais destacado jogador do Paços.

 

Das ausências de Morita e Ugarte. O primeiro por estar ainda lesionado, na sequência do Mundial do Catar, o segundo por cumprir castigo. Dois médios titulares substituídos por Pedro Gonçalves e Dário sem prejuízo para a dinâmica global da equipa. Também ausentes, três lesionados de longa duração: Daniel Bragança, Neto e St. Juste.

 

Dos falhanços de Edwards e Pedro Gonçalves. Desta vez nenhum deles marcou - e não foi por falta de oportunidades. O inglês rematou a rasar o poste, bem servido por Matheus Reis (8') e Paulinho (38'). O transmontano, que interviera nos dois primeiros golos, podia também ter marcado: falhou por pouco num cabeceamento aos 48' e atirou por cima aos 72'. Com tantas oportunidades por concretizar, o nosso triunfo só pecou por escasso.

O dia seguinte

Foi mais ou menos como antecipei, felizmente o Sporting marcou cedo num bom golpe de cabeça de Porro de cima para baixo que traiu o guarda-redes adversário, e assim tudo se tornou mais fácil. O Paços de Ferreira tentou atacar e os contra-golpes do Sporting eram cada vez mais fulminantes. Assim se chegou ao final do primeiro tempo com 3-0 que reflectia muito bem a superioridade do Sporting. Se Edwards estivesse em dia sim a vantagem seria mais dilatada.

A segunda parte já foi diferente, a toada de jogo foi a mesma mas o cansaço notou-se e com isso falhou-se o último passe ou o remate, os lances prometedores davam coisa nenhuma, Pedro Gonçalves e Trincão destacaram-se nesse aspecto

Rúben Amorim foi tardando nas substituições e quem pagou por isso foi Essugo. Na primeira parte esteve excelente, sempre a ganhar posição e a impor o físico, na segunda parte foi decaindo e a pôr o pé antes de pôr o físico até ser expulso por falta evitável. Mas também o Pedro Gonçalves na segunda parte foi uma caricatura da primeira, Edwards idem idem, enfim, se calhar todos, uns mais, outros menos.

No final, com Essugo e as entradas depois de Sotiris, Mateus Fernandes e Rodrigo Ribeiro (este tinha mesmo de ser), o Sporting tinha posto em jogo quatro jovens de imenso potencial, três deles com idade de júnior. Nenhum desiludiu ou comprometeu. O lance que ditou a expulsão do Essugo é bem discutível, mas enfim. Mais uma prova do excelente trabalho de Rúben Amorim.

O segundo golo é um tratado de futebol colectivo. Dum livre contrário desenvolve-se uma jogada em que intervém meia-equipa e liquida o adversário. E acaba o ala esquerdo a marcar o golo como interior direito.

Sobre Pedro Gonçalves, parece que estamos a ganhar um bom médio e a perder um óptimo avançado. Hoje recuperou muitas bolas e falhou todos os remates...

Melhor em campo? Porro, um golo, uma assistência e 90 minutos sempre a procurar criar lances perigosos desde a banda direita. É mesmo o melhor defesa direito/ala direito do meu tempo de bancada em Alvalade. Antes, não sei dizer. Nuno Santos muito bem também, com Trincão daquele lado rende muito mais.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez a cores e ao vivo em Alvalade.

Depois do Sp.Braga para a Taça da Liga segue-se agora o Paços de Ferreira para a Liga. O pior que se pode fazer é pensar que se ganhámos por 6 agora vamos ganhar por 7 ou 8. Desta vez o empate serve o adversário, e toda a despesa do jogo vai correr à conta do Sporting.

Não jogando Ugarte e Morita, o desequilíbrio causado pelo recuo de Pedro Gonçalves vai notar-se, Essugo terá de refrear-se com medo dos amarelos, trocando o meter o pé pelo controlo do adversário pelo físico, e a coisa pode complicar-se se... não entrarmos com tudo e marcarmos cedo. Mas é preciso dizer que o Essugo está melhor de jogo para jogo, joga com critério e raramente falha um passe, experiência acumulada de jogos sucessivos por equipas de escalões diferentes, cada vez mais um exemplo de sucesso desta política de focagem no jogador.

De resto o trio atacante que destroçou o Sp.Braga nunca esteve tão bem esta temporada. Paulinho voltou à boa forma e a correr o tempo todo, Trincão é outro desde que mudou de lado e começou a jogar de "pé certo" e Edwards é... o "soneca". Um pequeno mágico com muitos coelhos na cartola. Fala-se no regresso de Sarabia, mas francamente se há posição onde estamos bem servidos é na de interior/extremo.

No restante onze é preciso destacar Porro, finalmente em boa forma física, além de tudo o resto tecnicamente perfeito a centrar, para mim claramente o melhor ala/lateral direito do Sporting de todo o meu tempo. 

Quem acredito que vá ter minutos é Rodrigo Ribeiro, que renovou contrato. Tem sido essa a estratégia de Amorim para premiar os jovens e ao mesmo tempo lhes traçar objectivos a atingir face ao desempenho demonstrado. Este Rodrigo Ribeiro lembra por vezes o falecido Fernando Gomes, tem aproveitado muito bem a Liga 3 para evoluir na luta contra defesas possantes e experientes, mas que ninguém espere dele que esteja em condições de fazer agora o que Paulinho faz em campo. Vamos com calma.

 

O onze inicial deverá ser então o seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Essugo, Pedro Gonçalves e Nuno Santos; Edwards, Paulinho e Trincão.

No banco deverão estar Israel, Esgaio, Arthur Gomes, Sotiris, Rochinha, Jovane e Rodrigo Ribeiro.

Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

Prognósticos antes do jogo

Chegamos enfim à 14.ª jornada da Liga 2022/2023: parecia que a prova máxima do futebol em Portugal nunca mais recomeçava.

O jogo anterior, de que alguns já mal se lembram, foi o Famalicão-Sporting (1-2). Que nos permitiu subir ao quarto lugar da classificação - atrás de Benfica, FC Porto e Braga.

Amanhã, a partir das 21.15, vamos receber o Paços de Ferreira. Sempre com o pensamento na vitória: nem pode ser de outra forma.

Na época passada, vencemos esta equipa em Alvalade por 2-0. Com golos convertidos por Sarabia e Nuno Santos.

Desta vez como vai ser?

Os melhores prognósticos

Um par de vencedores nesta mais recente ronda de prognósticos: Leão 79Madalena Dine. Além de preverem o desfecho do Sporting-Paços de Ferreira (2-0), também anteciparam o nome de um dos marcadores, Pablo Sarabia.

Houve um trio igualmente com pontaria: Cristina Torrão, João Gil e Leoa 6000 (as meninas estiveram em maioria desta vez, o que muito me satisfaz). Mas prevendo outros marcadores dos nossos golos, portanto sem acesso ao lugar cimeiro do pódio.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do triunfo em casa. Derrotámos o Paços de Ferreira por 2-0 num jogo quase de sentido único em que a equipa adversária não fez um só remate enquadrado. O resultado foi superior à exibição, mas o que importa são os três pontos: já somamos 70. Colocamos pressão sobre o FC Porto, que recebe hoje o Santa Clara.

 

De Sarabia. Tornou-se, neste desafio, o maior marcador leonino desta temporada 2021/2022. Apontou o nosso primeiro, aos 20', de grande penalidade: chamado a convertê-la, cumpriu o que lhe competia com categoria e sem sombra de hesitação. Nesta partida, fez sete dos 13 remates do Sporting - números que confirmam a sua influência no onze titular. Protagonista de um dos melhores lances individuais ao conduzir a bola dominada durante cerca de 40 metros, aos 70', culminando com um disparo à baliza que embateu na barra: esteve a centímetros de marcar o que seria um dos melhores golos deste campeonato.

 

De Ugarte. O nosso meio-campo funcionava a meio-gás, com um Palhinha longe da melhor forma física e Matheus Nunes sempre a abusar do individualismo, quando Amorim fez entrar aos 57' o jovem internacional uruguaio, que com um par de recuperações esticou o jogo leonino, tornando-o mais ofensivo e veloz. Grande remate aos 65'. Aos 72', assistiu para o segundo golo com um espectacular passe de 40 metros. Merece jogar de início. 

 

De Nuno Santos. Dinâmico, acutilante, influente tanto na manobra defensiva como na condução do ataque pelo seu corredor. Bons cruzamentos aos 32' e aos 68'. Regressou aos golos, marcando o segundo com uma magnífica recepção orientada e um perfeito tempo de intervenção, tirando o guarda-redes do caminho. É já o quarto melhor marcador do Sporting.

 

De Edwards. Entrou bem quando Amorim lhe deu ordem para saltar do banco, aos 57'. Ele e Ugarte sacudiram o torpor que parecia ter-se apoderado da equipa desde o recomeço da partida. Grande passe de calcanhar para Matheus Nunes dentro da área aos 66'. No mesmo minuto, fez a bola embater duas vezes nos ferros. É um futebolista de inegável destreza técnica, acima da média.

 

De confirmar que temos um banco com qualidade. Neste aspecto estamos ainda melhor do que na época passada. Como ficou evidente com as entradas de Ugarte (57'), Edwards (57'), Slimani (75') e Daniel Bragança (84'). Qualidade a duplicar em quase todas as posições.

 

Da nossa defesa de betão. Outro jogo termina com as redes leoninas imaculadas. Em 28 jogos da Liga 2021/2022, este foi o 16.º em que não sofremos golos. Reforçamos a nossa posição como equipa mais intransponível. Elogio para o trio de centrais desta recepção ao Paços: Gonçalo Inácio, Coates e Matheus Reis. Além de Adán, claro. 

 

De somarmos 22 vitórias em 28 jogos. Marca muito positiva. Reforçada com este quarto triunfo consecutivo no campeonato. E com o facto de marcarmos há 41 jogos seguidos em várias competições. 

 

De termos dado um passo de gigante para garantir um lugar na Champions. O segundo lugar na Liga dificilmente nos fugirá: temos agora mais nove pontos do que o Benfica, derrotado em Braga (2-3) nesta jornada. Algo importantíssimo para assegurar os milhões da liga milionária. Deixando a larga distância uma equipa que tem quase o dobro do orçamento da nossa.

 

 

Não gostei

 

De termos estado 35' sem fazer um remate. A equipa afrouxou desde o golo de penálti, marcado cedo, e abrandou de tal maneira que acabou por conceder iniciativa de jogo e domínio de bola ao adversário. Os nossos jogadores pareciam adormecidos, sem vontade de procurar a baliza do Paços. Pedia-se mexida no onze - fez bem Amorim em fazer duas trocas antes de se esgotar a hora do jogo.

 

De Pedro Gonçalves. Apagadíssimo. Com falta de ritmo, falta de dinâmica, incapacidade de criar desequilíbrios. Voltou a ser titular mas não justificou a aposta: o melhor que fez foi um remate frontal, aos 33', fazendo a bola sobrevoar a baliza. Passou ao lado do jogo, dando lugar a Edwards.

 

De Porro. Outro jogador em défice exibicional. Evidencia má forma física desde a mais recente lesão muscular. Foi incapaz de fazer a diferença, sobretudo nas movimentações rápidas junto à linha a que habituou os adeptos. 

 

Do 1-0 registado ao intervalo. Apenas uma oportunidade de golo nos 45 minutos iniciais - tirando o penálti convertido. Muito pouco.

 

Das quatro bolas aos ferros. Matheus Nunes atirou ao poste aos 66'. No mesmo minuto, Edwards viu o golo travado duas vezes pelo guarda-redes, que desviou em sequência para o poste e para a barra. Aos 70', foi a vez de Sarabia acertar em cheio na trave. Pontaria a mais, mas não no sítio certo.

 

Dos assobios. O jogo não estava a ser brilhante, o espectáculo era pobre, mas foi um sintoma de estupidez ouvir adeptos vaiarem os jogadores no minuto 53. Algo que já não acontecia há muito tempo e não fazia falta, surpreendendo até Rúben Amorim. Conclusão: entre os 28.788 presentes nas bancadas, havia pelo menos algumas centenas de imbecis. Quase tão mau como a debandada mal terminou o jogo: poucos foram os que ficaram para aplaudir a equipa.

Amanhã à noite em Alvalade

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Dizia eu num destes posts que "O Sporting Clube de Portugal entra amanhã em campo em Alvalade para tentar somar mais três pontos na corrida para a revalidação do título nacional. Por muito que o campo esteja inclinado, por muito que o Porto tenha os árbitros no bolso, por muito batoteiro que seja o Conceição, ainda há coisas que não consegue fazer, nem sequer vencer em casa um Gil Vicente que quase entrou em campo com 10 jogadores. E sendo assim..."

E se era assim, assim continua...

O pior momento da época parece ultrapassado, alguns dos jogadores mais influentes na época passada - como Pedro Gonçalves e Porro - parecem recuperados, Slimani e Edwards demonstraram ser verdadeiros reforços, houve tempo para descansar e treinar, pelo menos para a maior parte deles.

Vamos entrar na recta final do campeonato e na decisão da Taça de Portugal. A derrota do Benfica ontem em Braga abre-nos as portas para o acesso directo à Champions do próximo ano que para mim continua a ser o objectivo n.º 1 da época, aquele que distingue uma boa duma má, e que permite abordar da melhor forma o mercado de Verão. Só temos então de não desperdiçar a oportunidade e aproveitar. Irmos à procura de ainda algo melhor.

Com seis avançados de boa qualidade para três posições fica bem mais fácil a Amorim ajustar o onze inicial às características do adversário e corrigir conforme o decurso do jogo. Neste momento parece-me que vai voltar ao modelo de base, com Paulinho como pivot ofensivo e Pedro Gonçalves e Sarabia como interiores, entrando Slimani e Edwards na parte final do jogo.

Mais atrás se calhar volta também o modelo inicial desta temporada com Palhinha e Matheus Nunes, descansando Ugarte.

 

Assim prevejo que o Sporting apresente de início o seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Santos; Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em Alvalade para conquistar mais 3 pontos perante o Paços de Ferreira.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

Regressa o futebol à escala nacional após a pausa dos mundiais que mobilizou em três continentes Matheus Nunes (um golo contra a Turquia), o argelino Slimani (um golo contra os Camarões e lesão no jogo seguinte) e os uruguaios Coates e Ugarte (vencedores no Chile, com a selecção do seu país já qualificada para o Catar).

Recebemos o Paços de Ferreira neste domingo, a partir das 20.30. Quais são os vossos prognósticos?

Os melhores prognósticos

Houve nada menos de oito vencedores na anterior ronda de prognósticos, entre leitores e autores do blogue. Todos a vaticinarem não apenas o desfecho (vitória do Sporting por 2-0 em Paços de Ferreira) mas também o marcador de um dos golos, Pedro Gonçalves (o outro foi Gonçalo Inácio).

Aqui fica o quadro de honra, por ordem alfabética: AHREdmundo GonçalvesLeoa 6000Luís BarrosLuís LisboaMadalena DineRicardo RoqueVerde Protector.

Registo ainda dois outros leitores que acertaram no resultado sem acertarem em nenhum dos artilheiros: João Luís e Leão do Fundão.

Palpites ainda mais certeiros haveria se tanta gente não teimasse em mencionar Paulinho como provável marcador dos nossos golos...

O dia seguinte

Começando pelo mais importante, regressámos de Paços de Ferreira com mais uma vitória, a sexta depois da última paragem das competições devido aos compromissos das selecções. Foram Belenenses (F), Besiktas(F), Moreirense (C), V.Guimarães(C), Besiktas(C) e agora o Paços de Ferreira. Um período intenso, onde todos os jogadores do plantel tiveram as suas oportunidades, o que só veio reforçar a extraordinária saúde do grupo e o seu total compromisso com os objectivos do clube. Foi também um período de acerto de contas com prémios e renovações de contratos, ninguém a fazer contas de sumir, todos a querer ficar, sem jogadores amuados nem empresários a mandar recados pela comunicação social.

Depois há que dizer que esta deslocação tinha tudo menos de fácil. Um campo de dimensões reduzidas, um relvado que faz do de Alvalade um pano de bilhar, uma equipa raçuda e muito bem orientada para contrariar os pontos fortes do Sporting e explorar os fracos, com um Antunes a querer demonstrar tudo aquilo que não conseguiu atingir no Sporting na época passada.

 

O Sporting entrou com tudo, a encostar às cordas a equipa contrária, com um flanco esquerdo Matheus Reis - Nuno Santos - Sarabia em grande estilo, a criar situações de perigo sucessivas bem contrariadas por um Paços bem fechado junto lá atrás. Faltou nessa altura a dimensão aérea ao jogo do Sporting, a concentração de jogadores limitava muito as possibilidades de centros rasteiros com sucesso. Ou seja, faltou um... Coates lá na frente. Tendo conseguido ultrapassar essa fase sem sofrer golos, o Paços foi-se libertando a pouco e pouco e criando uma ou outra situação complicada. Chegámos ao intervalo com a sensação de que já tinhamos gasto quase toda a munição sem resultados, e que as coisas se poderiam tornar bem complicadas.

Mas o Sporting reentrou em campo para resolver depressa a questão. De mais um canto veio a assistência de Coates para o desvio com muita classe do Benkenácio (ainda vai aparecer por aqui alguém que vai dizer que Coates queria rematar à baliza e falhou...), o Paços teve de abrir e ir à procura do empate, e o Sporting foi ficando cada vez mais confortável no jogo.

O segundo golo foi uma daquelas jogadas "à Sporting" que dá gosto ver. Tabata lança Esgaio, este levanta a cabeça (o que nem sempre acontece) e centra atrasado, Paulinho deixa passar, Pedro Gonçalves passa para dentro da baliza, mais um golo aconteceu na sequência dum canto mas foi bem anulado, e quer Paulinho quer Bragança falharam a sua oportunidade de golo de forma que mereceriam umas horas de trabalhos forçados. Como se fazia na antiga primária, com grandes resultados para o ensino da tabuada.

 

Melhor em campo? Não consigo escolher entre Matheus Reis, Nuno Santos, Ricardo Esgaio, todos eles integrantes duma segunda linha do plantel, todos eles foram magníficos, todos eles disseram presente, como também o disse Tabata. E ninguém destoou pela negativa.

Uma equipa sólida, competente, extremamente bem orientada, na luta pelo bi-campeonato. E pelo resto...

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Cartão de adepto? 'Tá bem abelha!

Calhou ontem a transmissão da InácioTV ter transmitido, passe a redundância, a SportTV lusa.

Em regra, quando isso acontece, desligo o som à pantalha e vou acompanhando as imagens, mas ontem deixei correr o marfim.

Os comentários foram de Vítor Paneira, conhecido apoiante da lampionagem, no entanto a minha alma foi ficando parva ao longo do jogo com os elogios do ex-futebolista encarnado para com a equipa do Sporting. Não que não fossem merecidos, que o foram, no entanto registo o facto não pelo óbvio, mas como um sinal de que o Sporting conta, reconhecendo o bom trabalho do comentador.

Não foi por isso que aqui vim.

Parafraseando Pedro Oliveira, vim aqui para dizer mal, mais uma vez!

Na mesma transmissão, dizia o papagaio de serviço que a zona reservada aos espectadores com o cartão de adepto, estava completamente vazia. Isto, para quem vai escondendo a cabeça na areia como o secretário de estado do desporto e juventude, deveria ser matéria de reflexão, tal o fracasso da medida e a quase nula adesão.

Sei que há uma proposta na AR para terminar com esta medida sem sentido, mas se aí não for votada com tino, esperemos que o próximo governo saia ele de onde sair, olhe com olhos de ver para esta aberração e se for do mesmo partido, que ofereça uns patins ao senhor secretário de estado, que tão incompetente tem sido, benza-o Deus...

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da conquista de mais três pontos. Desta vez num estádio tradicionalmente difícil, o de Paços de Ferreira. Um recinto de dimensões mais curtas, mas que pareceu ser enorme para a equipa da casa, sem uma oportunidade de golo. Vencemos tranquilamente por 2-0, com o jogo sempre dominado. Somamos oito vitórias seguidas - as três últimas sem qualquer golo sofrido.

 

De Coates. Voltou a dar nas vistas. Foi dele o primeiro remate com muito perigo, de cabeça, na sequência de um canto: o guarda-redes André Ferreira defendeu com dificuldade. Revelou-se decisivo aos 47' com assistência para o primeiro golo, também de cabeça. E ainda marcou (de pé direito) aos 76', mas desta vez não valeu por fora-de-jogo de Nuno Santos nesse lance. Influente na defesa e no ataque. Cumpre uma época ao mesmo nível da anterior.

 

De Gonçalo Inácio. Regressou aos golos. O primeiro foi dele, imitando Coates, com assistência do capitão. Meteu-a lá dentro de cabeça. Até parece fácil, mas não é. Merece a convocatória à selecção nacional sub-21 já anunciada pelo seleccionador Rui Jorge.

 

De Matheus Reis. Vem progredindo de jogo para jogo. Com uma polivalência digna de registo. Eficaz no corte, eficiente na recuperação. Desta vez actuou como central, do lado esquerdo, substituindo Feddal. Cumpriu com distinção, combinando bem com Nuno Santos: aquele corredor foi dominado por esta dupla do princípio ao fim.

 

De Nuno Santos. Ala com a incumbência de actuar também como extremo. Assim fez, empurrando sempre a equipa para a frente: justificou o regresso ao onze titular. Grandes cruzamentos aos 10', 16', 43' e 90'. Falhou por pouco o golo, aos 47'. Parece infatigável. 

 

De Esgaio. Por lesão de Porro, actuou desta vez como titular na ala direita. Cumprindo com distinção a missão que o treinador lhe confiou. Momento alto: a assistência para o segundo golo, num centro medido com régua e esquadro. Serviu da melhor maneira Paulinho (36') e Nuno Santos (47'). Foi dos primeiros a tentar o golo, com um disparo fortíssimo logo aos 10'. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Pedro Gonçalves. Primeira parte apagada. Despertou na segunda, voltando a exibir as qualidades que bem lhe conhecemos. A principal está ao nível do remate, sempre mais em jeito do que em força. Assinou o segundo golo leonino, sentenciando a partida aos 70'. E vão sete, marcados em várias competições nesta temporada, apesar da longa lesão que o afastou dos relvados.

 

De Tabata. Entrou aos 68', substituindo o apagado Sarabia. Apesar de não ser aposta frequente de Amorim para a equipa-base, não parece perder motivação. Pelo contrário: no minuto seguinte, foi dos pés dele que começou a jogada do nosso segundo golo, com um passe certeiro para Esgaio assistir. Aos 90' esteve quase a marcar, num remate desviado para canto pelo guardião pacense.

 

Do nosso bloco defensivo. Irrepreensível, uma vez mais. Domínio total - ao ponto de Adán não ter feito uma só defesa digna desse nome. Estes jogadores (Coates, Gonçalo, Matheus Reis) parecem jogar de olhos fechados, antecipando as movimentações uns dos outros. Com Palhinha a confirmar-se como imprescindível à frente da defesa: o bloqueio das acções ofensivas adversárias começa sempre nele. Em 11 jogos, temos apenas quatro golos sofridos: a nossa melhor marca em 31 anos à décima jornada.

 

Do reencontro com Antunes. O lateral do Paços de Ferreira, campeão nacional pelo Sporting, foi o melhor em campo pela sua equipa. Demonstrando que aos 34 anos mantém intactas várias das qualidades que noutros tempos o conduziram à selecção nacional. Foi bom revê-lo: é um excelente profissional.

 

Do apoio incessante dos adeptos. Na noite fria de Paços de Ferreira, nunca esmoreceram. Melhor assistência do estádio da Capital do Móvel nesta época, com mais de cinco mil nas bancadas. Sportinguistas em evidente maioria. As restrições provocadas pela pandemia ficaram felizmente para trás.

 

De continuarmos lá em cima, na classificação. Em segundo, mas em igualdade pontual com o FC Porto. E um ponto acima do Benfica. Somamos 29 pontos à 11.ª jornada - um terço da prova principal do futebol português já cumprida. Tantos como na época anterior pela mesma altura. O caminho faz-se caminhando rumo ao bicampeonato.

 

 

Não gostei

 

Do empate a zero que se registava ao intervalo. Era decepcionante, atendendo ao domínio total do Sporting em campo. Felizmente foi desbloqueado logo após o reatamento, dois minutos depois. A partir daí o destino da partida estava selado. 

 

De Sarabia. O internacional espanhol esteve muito apagado, acabando por dar lugar a Tabata. Em contraste com a partida de quarta-feira, contra o Besiktas. Estaria já a pensar nos confrontos que irão seguir-se ao serviço da selecção espanhola?

 

De ver Paulinho a claudicar de novo. Sempre incentivado pelos adeptos, o nosso avançado-centro voltou a falhar um golo cantado: isolado face ao guarda-redes, aos 73', desperdiçou esta excelente oportunidade de ampliar a vantagem tentando fazer um chapéu ao guarda-redes que este prontamente neutralizou. Onze jogos, apenas um golo marcado no campeonato.

 

Das paragens. Típico futebol à portuguesa: ao menor toque, os jogadores atiram-se para o chão, ficando a contorcer-se com supostas dores que cortam ritmo ao jogo e vão estragando o espectáculo. Não vemos nada disto nos melhores campeonatos europeus. É tempo de começarmos a pôr fim a estas más práticas, que vão contando com a contemporização dos árbitros.

Prognósticos antes do jogo

Na época passada, o jogo correu-nos bem. Fomos a Paços de Ferreira vencer a equipa local por 2-0, com golos de Coates e Jovane. Vitória mais fácil do que na temporada 2019/2020, em que lá ganhámos também, mas por 2-1 - com golos de Luiz Phellype e Bruno Fernandes.

E desta vez, como será? O jogo começa às 19 horas. Até ao apito inicial, receberei com muito gosto os vossos prognósticos para este Paços de Ferreira-Sporting.

Amanhã à noite em Paços de Ferreira

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Depois da magnífica vitória que conseguimos para a Champions, vamos amanhã a Paços de Ferreira defrontar a sempre difícil equipa local, numa jornada que pode ser muito importante. Porque vem depois duma jornada da Champions, e antes de mais uma paragem. O Benfica recebe o Braga e perdeu com ele em casa na época passada, o Porto volta aos Açores para defrontar aquela equipa que lhe acabou de ganhar para a Taça da Liga.

O jogo de Famalicão dalguma forma mostrou o que não deve acontecer neste tipo de jogos. Não ter paciência na construção, insistir no ataque à profundidade e ficar com a equipa partida em campo e exposta ao contra-ataque adversário. Com o Estoril e o Arouca já fizemos as coisas de forma bem diferente, e assim os jogos tornaram-se mais fáceis. De negativo ficou apenas o grande desaproveitamento das oportunidades criadas.

Depois da grande afinação já conseguida do trio defensivo, o grande desafio do momento para Rúben Amorim é a afinação do trio ofensivo, cada um deles quando recebe a bola perceber o que os outros vão fazer, quando um deles vai centrar os outros dois desmarcarem-se e darem-lhe linhas de passe libertas de defesas. São pequenas coisas que existem nas grandes equipas e que precisam de muito talento e trabalho para acontecerem. E talento temos na linha avançada, então só resta trabalhar. Aquele trio, e interessa pouco quem a mete lá dentro, tem de marcar muito mais do que tem conseguido até aqui.

 

Com Tiago Tomás talvez ainda lesionado, imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Virgínia.

Defesas: Neto, Coates, Inácio e Feddal.

Alas: Esgaio, Vinagre, Porro e Matheus Reis.

Médios: Palhinha, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Avançados: Sarabia, Jovane, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Tabata e Paulinho.

 

E volto a insistir no último onze. Matheus Reis está finalmente a libertar-se e até a conseguir fazer uma coisa que francamente não esperava, a conseguir combinar muito bem com Sarabia. Enquanto conseguir entender as desmarcações de Sarabia e pôr-lhe a bola no momento certo, o lugar é dele.

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Matheus Reis; Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Paços de Ferreira para ultrapassar a equipa local e prosseguir na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: Relativamente ao jogo de quarta-feira, quem é que acertou? Quase todos, menos os adeptos do Bragança. Isto está a ficar fácil demais.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O melhor prognóstico

Venho saudar o nosso leitor Luís Ferreira. Só ele acertou não apenas no resultado mas também em João Mário como marcador no Sporting-Pacos de Ferreira de segunda-feira passada. 

Merece parabéns por isto.

Sem terem triunfado nesta ronda de prognósticos, doze leitores e colegas de blogue merecem igualmente felicitações. Por terem antecipado o 2-0 final, embora prevendo outros marcadores dos nossos golos. O segundo, como sabemos, foi apontado por Palhinha - um grande golo, por sinal.

Fica o registo, por ordem alfabética: AHRAlexandroCarlos CorreiaCarlos DuarteDavid CraveiroEdmundo GonçalvesGasparLeão de QueluzLuís LisboaPedro BatistaTiago OliveiraVerde Protector.

Coisas sensacionais


Mais uma vitória, límpida e onde qualquer um com dois dedos de testa percebe que Amorim a) não vai correr riscos só porque sim b) os amarelos são uma questão importante para as jornadas seguintes c) as lesões outra d) é a bola que corre e) quem está a perder é quem tem de tentar igualar.

Em cada jogo estão três pontos em disputa, não óscares da academia ou bolsas de mérito artístico.
Devo ter sido o único a ver isto. Ontem, ouvindo comentário (até de sportinguistas), no fundo, o Sporting não joga nada e ganhou ao Paços (do super hiper mega Pepa) por TRÊS vezes porque, precisamente, não joga muito. Foi não jogando grande coisa que sofremos ZERO golos do super Paços.

Entenda-se: eu acho que o Paços joga bem e não faz anti-jogo. Acho que tem bons jogadores e um bom treinador. Mas também acho que em NENHUM DOS TRÊS JOGOS esteve sequer perto do empate.

 

Uma outra coisa. Os jornalistas, comentadores e repórteres têm de deixar de ser tão tugas-espertinhos. Ou então, atirem mesmo cascas de banana, sempre é mais divertido e as imagens correm mundo. As perguntas sobre lances polémicos – e mesmo quando não os há, qualquer lancezinho polémico serve – são exercícios de sadismo e cinismo coletivo.

Os treinadores e jogadores – de todas as equipas – andam ali hora e meia, à vista de milhões de pessoas, nervos em franja, tensão emocional. É evidente que o venenozinho do “acha que o lance não sei quê é penalty” pode muito bem ser a gota de água para que estes descarreguem a frustração.

De seguida, para se sentirem bem, os mesmos jornalistas, repórteres e comentadores vociferam que assim não pode ser, que o futebol português não aguenta mais este clima de suspeição e de ameaças.

Dica: EXPERIMENTEM perguntar apenas por lances de óbvia e clara dúvida. Haverá dois ou três por jornada. E talvez haja menos clima de suspeição.

Se precisarem de um estímulo, pensem que pode ser o vosso irmão, tio, pai, que é o árbitro ameaçado de morte ou o jogador que leva multas, castigos e fica marcado para o resto da carreira só porque se passou dos carretos por causa de perguntas venenosas sobre lances polémicos na área.

Ontem, nem vi o jogo do princípio, mas basta ver a flash e a conferência de imprensa para perceber que há um manto de suspeição e injustiça em cima da vitória de ontem. Talvez Feddal tivesse de ser preso, ali em campo. Talvez um penalty não assinalado pudesse ter valido uma vitória do Paços por 18 a zero. Ah, se o penalty do João Mário fosse repetido, se calhar ele teria dado uma cotovelada ao árbitro (ou uma cabeçada, embora aí só levasse um jogo), ia expulso, era penalty para o Paços tipo lances livres da NBA e o Paços ganhasse por 67 a zero… Quem sabe, quem sabe… E porquê? Porque o Paços é a equipa sensação e as narrativas escrevem-se sozinhas.

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