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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Apesar da crise, apesar do momento turbulento, houve prognósticos. E vários deles acertaram no resultado do Sporting-Paços de Ferreira do passado domingo.

Aqui fica o registo: a vitória leonina por 2-0 foi antecipada pelos leitores José Vieira, Leoa Maria, Noureddine e Orlando, o que merece especial aplauso.

Aplicado o critério do desempate, três destes leitores chegaram-se à frente: José Vieira, Leoa Maria e Orlando. Vencedores por terem adivinhado que um dos golos seria marcado por Bas Dost.

Esperemos que a próxima ronda de prognósticos ocorra num contexto bastante mais calmo.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - In your Face...

Gosto sempre mais de vêr os jogadores comunicarem em campo, assim quem ganha é o Sporting. Hoje, apesar de algumas mensagens não terem chegado ao seu destino (muitos passes falhados), a equipa jogou bem a (es)paços e ganhou. 

 

Tinha de haver jogo e tinha de haver jogo com os melhores. Isso, felizmente, foi conseguido e assim se defendeu o Sporting e os seus sócios e adeptos. Apesar de tudo, os sinais foram inquietantes. A obstinação presidencial em ir para o Facebook conheceu mais um insólito episódio horas antes do início do jogo. Em resposta, aquando do segundo golo, os jogadores uniram-se em círculo junto ao banco onde estava Bruno de Carvalho, mostrando na cara do presidente que o poder caiu na rua. Uma parte das bancadas corroborou e Jesus solidarizou-se com os jogadores.

 

O Sporting foi algo intermitente na pressão sobre a bola e teve, na primeira parte, algumas dificuldades em criar ocasiões de golo. Ainda assim, aos 19 minutos, uma bela triangulação entre Bryan Ruiz, Bruno Fernandes e Bas Dost acabou no fundo das redes do Paços.

 

Na segunda parte, os leões mostraram melhor dinâmica e criaram mais oportunidades. Numa única jogada, Battaglia, Ruiz e Coates falharam 3 golos. Mais tarde, Bruno descobriu Gelson à entrada da área e este centrou atrasado para Bryan Ruiz colocar em jeito dentro da baliza de Mário Felgueiras. Dost ainda bisaria após magistral assistência de Bruno Fernandes, mas Bruno Esteves anularia (mal) o golo perante a complacência dos comentadores da SportTV e sua interpretação da linha de fora-de-jogo.

 

Desse lance resultaria a lesão do guarda-redes pacense e o defesa Rui Correia ocupou o seu lugar. Ainda assim, conseguimos, nesses 13 minutos, não efectuar um único remate à baliza, dando razão ao velho desabafo de Bobby Robson de que o leão não tinha (tem) "killer instinct".

 

Os destaques foram Bruno Fernandes, Battaglia (recuperou inúmeras bolas) e Wendel (que se estreou a titular e a fazer a tal pressão alta que tempos atrás recomendei que um "8" deveria executar).

 

Ganhámos o jogo, mas não ganhámos um clube. À hora em que escrevo estas palavras, Carlos Manuel e Sousa, nos estúdios de um operador televisivo, gozam com a dor nas costas do presidente. Bruno Carvalho, em conferência de imprensa, volta a dirigir-se aos sócios de forma menos própria, falando das bancadas poente e nascente. Que o Sol se venha a pôr de novo em Alvalade e que o renascimento a que assistimos da maior potência desportiva nacional possa ser continuado. Isto, como está, simplesmente não dá. 

 

P.S. os adeptos, nas bancadas, gritam SPORTING, SPORTING, SPORTING!!! Esse sim, é inalienável...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

SportingPFerreira1.jpg

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso triunfo desta noite em Alvalade. Vitória por 2-0 contra o Paços de Ferreira, que nunca é uma equipa fácil. Mas o Sporting dominou sempre a partida e o triunfo leonino nunca esteve em discussão. Os nossos jogadores revelaram capacidade colectiva e grande espírito de entreajuda. Que deu bons frutos.

 

Da equipa. Acusada de falta de profissionalismo pelo presidente, que nesta mesma tarde voltou a denegrir o grupo de trabalho em novo comunicado pessoal no Facebook, deu a volta por cima. Mostrando-se mais empenhada e unida que nunca, como ficou bem demonstrado na forma como festejou os dois golos, com os jogadores todos abraçados em campo. Há gestos que valem mais que dez mil palavras, ditas ou escritas nas redes sociais.

 

De Bas Dost. O holandês voltou aos golos, marcando o nosso primeiro aos 20', cabeceando como mandam as melhores regras. E ainda marcou outro, aos 77', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves. O nosso ponta-de-lança já leva 24 golos apontados na Liga 2017/18.

 

De Bryan Ruiz. Grande partida do internacional costarriquenho, que teve participação directa no primeiro golo, com um cruzamento perfeito para a grande área, e marcando o segundo, aos 65'. Saiu aos 84', sob calorosa e merecida ovação.

 

De Gelson Martins.  Injustamente apontado a dedo pelo presidente no lamentável texto do Facebook logo após o desafio de Madrid, o nosso extremo deu a melhor resposta em campo, onde foi o melhor do Sporting numa noite em que quase todos estiveram muito bem. Municiou Bas Dost com um óptimo cruzamento aos 38', proporcionou ao guardião Mário Felgueiras a defesa da noite com um remate fortíssimo aos 52' e foi ele a inventar o segundo golo, com uma belíssima incursão pela ala direita culminada na assistência para Bryan Ruiz. Mais uma.

 

Da estreia de Wendel. Três meses depois de chegar ao Sporting, o brasileiro que veio do Fluminense estreou-se enfim como titular leonino. Boa exibição do jovem reforço, que revelou bons pormenores técnicos, capacidade de fazer circular a bola no eixo do terreno, demonstrando confiança e personalidade.

 

Da união clara entre os adeptos e a equipa.  A demonstração de confiança dos adeptos que acorreram a Alvalade nesta noite chuvosa e fria foi impressionante: os sportinguistas confiam na sua equipa, valorizam e acarinham os profissionais leoninos e demarcam-se com clareza da inacreditável sucessão de disparos de Bruno de Carvalho contra o plantel, ameçando com processos disciplinares e suspensões. Hoje ficou bem evidente que o presidente está mais isolado que nunca e perdeu irremediavelmente a aura de popularidade que foi mantendo até à semana que agora termina.

 

De continuarmos invictos em casa.  Mantemo-nos sem derrotas no campeonato, com dez triunfos consecutivos em Alvalade e sem golos sofridos para as competições internas desde que recebemos o Braga, no já longínquo mês de Novembro.

 

De vermos agora o Braga mais distante, com menos três pontos.  Consolidamos a terceira posição na Liga. É o mínimo que se exige a este grupo de trabalho em troca do apoio incondicional que lhe manifestamos, faça sol ou faça chuva.

 

 

Não gostei

 

 

Do golo anulado aos 77'. Bas Dost meteu a bola na baliza do Paços. Lance limpo, legal. Invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves e sem intervenção do vídeo-árbitro, que não quis repor a verdade desportiva.

 

Das ausências de William e Coentrão. Assistiram ambos ao jogo na bancada, por questões físicas. Esperamos contar com o nosso capitão já recuperado na quinta-feira, quando recebermos o Atlético de Madrid em Alvalade.

 

Dos insultos. A crítica é legítima, os assobios são compreensíveis, mas não gosto de ouvir insultos e expressões grosseiras em alta voz no estádio. Sobretudo quando proferidas em coro. Mesmo quando o visado (neste caso o presidente) passa o tempo a achincalhar tudo e todos - incluindo jogadores, membros dos órgãos sociais e agora até o conjunto dos adeptos, como fez esta noite numa lamentável conferência de imprensa logo após o jogo.

O melhor prognóstico

Não há uma sem duas, nem duas sem três. Foram precisamente três os nossos estimados leitores que acertaram no resultado do Paços de Ferreira-Sporting do passado domingo.

Bosko, Fernando Albuquerque e Leão de Queluz são estes amigos do És a Nossa Fé que vaticinaram com precisão o resultado final na Capital do Móvel. Empataram nisto, mas só o primeiro acertou no nome de um dos marcadores, mencionando o argentino Battaglia.

Motivo para lhes deixar aqui os meus parabéns - e, em particular, ao Bosko, vencedor absoluto desta ronda. Que venha a próxima: não vai tardar.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Na Mata Real, Sporting deu dois "Paços" a caminho da coroação

Um jogo do Sporting não seria a mesma coisa se Jorge Jesus não realizasse uma substituição, a equipa caísse vertiginosamente e, em consequência, os adeptos fizessem fila para uma visita ao psicólogo. Menos mal, porque na capital do móvel os divãs devem ser mais em conta...

A partida até começou bem para a equipa leonina e, com 17 minutos jogados, já o Sporting perdera duas soberanas oportunidades de golo, através de Gelson e de Bas Dost. Em sequência, num lance de carambola que envolveu Bruno Fernandes, William, Battaglia, Mário Felgueiras, Dost e, outra vez, o guardião pacense, "Batman" daria a tacada final, colocando de cabeça a bola na rede.

O golo, mais do que tranquilizante, serviu de soporífero e o Sporting começou a jogar demasiadamente cedo para o lado e para trás, até que se chegou ao intervalo. No reatamento, algumas arrancadas de Battaglia ameaçaram abanar o jogo. Uma delas seria concluída por Bruno Fernandes com um remate ao poste. Até que Gelson - que tinha perdido um saco cheio de bolas por más decisões - decidiu desligar o complicómetro e com uma rotação surpreendente e tiro rápido apontou o segundo da noite.

Antes desse golo, JJ já tirara Acuña (substituído por Bruno César) e Battaglia saíra, aparentemente lesionado, embora a sua expressão corporal indicasse descontentamento, no que pareceu a repetição do episódio de Coentrão em Turim. Para substituir o box-to-box, Jesus realizaria o seu habitual número de suspense, colocando o ressuscitado Lázaro, perdão, Ruiz, dando nova vida a Bryan. A ideia inerente à entrada do costa-riquenho era controlar a bola, mas para tal seria necessário tê-la e nos últimos 15 minutos, de bola, o Sporting teve "bola". Assim, o treinador leonino adicionaria um jogador sem ritmo (estreou-se nesta época) e sem vocação defensiva a um desgastado e pouco intenso William e cedo se viu que iríamos sofrer. Pedrinho, aos 76 e 77 minutos, e Whelton, aos 81 e 84, ameaçaram as nossas redes - sempre sem qualquer oposição dos nossos médios - até que, finalmente, após enorme defesa de Patrício, sem grande alarido, o Paços falou Baixinho e marcou.

Os últimos 3 minutos terão sido pródigos em AVCs em muitos lares portugueses, com toda a gente, menos Jorge Jesus, a ver que a vitória poderia fugir, especialmente de cada vez que Mabil, o aditivado - ou o seu nome não se assemelhasse ao de uma conhecida gasolineira - jogador proveniente do Sudão do Sul, pegava na bola e avançava em velocidade.

No final, recuperámos dois pontos ao Porto e temos a possibilidade de passar a liderar caso ganhemos ao Belenenses e os dragões não vençam o Benfica, na próxima jornada. Essa esperança acabou por ser o melhor desta noite. 

 

 

 

Falta-nos um nome para isto

Vencer na Mata Real tem sempre um sabor especial. Sem consultar estatísticas, diria que é difícil mais pelas adversidades regulares, época após época, no decorrer dos jogos, do que propriamente pelo resultado final dos mesmos. Jogar contra o Paços caseiro faz-me recordar como, por norma, os nossos rivais costumam golear facilmente a equipa na cidade do Móvel. É um elemento curioso. O Sporting teve uma grande vitória, mais especial quando olhamos para o calendário da próxima ronda, mas é desnecessário terminar os jogos assim. É uma sina. O Sporting a vencer por 2 ou 3 golos acaba sempre com um golo manhoso sofrido entre os 80/85, e a sofrer até ao apito final. Às vezes, a coisa acaba mesmo por correr mal. Braga na penúltima jornada é um exemplo. Não sei se estas coisas se treinam, mas se há realidade a mudar é esta. Nem sei se tem nome, devíamos arranjar um conceito para os finais sofridos do Sporting. E é importante mudar porque é recorrente, não-ocasional e custa pontos e títulos. Afinando isto de forma a evitar embaraçosos empates, ainda vamos lá. 

Os nossos jogadores, um a um

Missão cumprida. Trouxemos três pontos de Paços de Ferreira, com uma vitória por 2-1 alcançada num dos mais difíceis estádios das competições nacionais de futebol. Com dois golos marcados em quatro oportunidades - revelando assim 50% de aproveitamento, o que é de assinalar - e o golo sofrido já no tempo extra da segunda parte, confirmando-se uma tendência deste Sporting 2017/18 para facilitar a vida aos adversários mesmo à beira do fim.

Esta vitória não valeu apenas pelos três pontos. Valeu também por nos ter feito aproximar do líder do campeonato, o FC Porto, que ontem empatou no reduto do Aves. Estamos portanto separados por apenas dois pontos: isto significa que voltamos a depender só de nós para nos sagrarmos campeões nacionais.

O desafio desta noite assinalou dois regressos: o de Acuña, enfim recuperado da lesão embora longe da desenvoltura física anteriormente revelada, e o de Bryan Ruiz, após uma paragem de seis meses. Nem o argentino, substituído aos 56', nem o costarriquenho, em campo desde o minuto 72, deslumbraram. Mas contaremos certamente com eles na melhor forma em próximas jornadas.

A figura do jogo, indiscutivelmente, foi Gelson Martins. Devemos-lhe o golo da vitória e os pontos que agora nos permitem voltar a sonhar de forma ainda mais intensa com o título.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Duas boas defesas. A primeira logo aos 6', a segunda no minuto 90'+1'. Neste último lance já não foi capaz de evitar a recarga, sofrendo assim um golo solitário. Recebeu o primeiro cartão amarelo por queimar tempo.

PICCINI (6). Continua quase intransponível como guardião da nossa ala direita defensiva e vai ganhando ousadia em terrenos mais avançados. Teve um corte decisivo, em lance muito perigoso, aos 67'.

COATES (7).  É um elemento pendular do onze leonino, impondo-se pela disciplina táctica e pelo sentido posicional. Vital a sua intervenção para pôr fim a um ataque adversário no minuto 82.

MATHIEU (8). É um prazer vê-lo jogar. E ele também parece ter muito prazer em jogar, como se estivesse em início de carreira. Cortes preciosos aos 32' e aos 63'. Peça basilar deste Sporting 2017/18 que ambiciona ser campeão.

COENTRÃO (7). Terceiro jogo consecutivo a aguentar 90 minutos, indiciando boa condição física. Enfrentou com êxito Mabil, talvez o melhor adversário. Bons cruzamentos à frente - um deles serviu de assistência para o segundo golo.

WILLIAM (6). Mostrou-se aquém do William a que estamos habituados, parecendo um pouco preso de movimentos. Sólido na missão defensiva, teve algum défice no capítulo do passe longo - uma das suas inegáveis mais-valias.

BATTAGLIA (7). Pode não ter movimentos muito estéticos, mas é um dos elementos mais eficazes do onze. Estreou-se a marcar aos 20' - prémio à determinação deste jogador que nunca vira a cara à luta. Saiu magoado, aos 72'.

GELSON MARTINS (8). O melhor em campo. Correu, lutou, atacou, defendeu, quebrou os rins à defesa do Paços, serviu os colegas e sobretudo marcou um grande golo. Trouxemos os três pontos de Paços de Ferreira graças a ele.

ACUÑA (5). Recebeu um amarelo, por protestos, logo aos 2' e pareceu muito condicionado por essa sanção. Esforçou-se bastante, mas raras vezes com real eficácia. Denota ainda algumas limitações físicas. Substituído aos 56'.

BRUNO FERNANDES (5). Andou desaparecido durante quase todo o jogo numa posição que não tira o melhor da sua capacidade. De meia distância, disparou uma bola ao poste (65'). Foi o melhor que fez. Substituído já no tempo extra.

BAS DOST (4). A um ponta-de-lança exige-se que marque. O holandês tem cumprido bem essa missão, de Leão ao peito. Mas hoje não esteve nos seus dias. Falhou o golo de baliza aberta aos 18' e foi incapaz de uma recarga aos 20'.

BRUNO CÉSAR (5).  Confirma-se: é sempre o primeiro reforço a saltar do banco. Aconteceu desta vez aos 56', entrando para o lugar de Acuña. Sem revelar maior brilhantismo do que o argentino. Recebeu mais um cartão amarelo.

BRYAN RUIZ (5).  Regressou à equipa seis meses depois, iam decorridos 72', rendendo Battaglia. A posição de médio de construção, na ala central, não é a que mais potencia as suas qualidades. Mas ganhou dinâmica: pode vir a ser útil.

ANDRÉ PINTO (-). Substituiu Bruno Fernandes ao minuto 90'+1'. Ajudou a queimar tempo e a fechar o caminho para a nossa baliza, garantindo a conquista dos três pontos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo em Paços de Ferreira, campo sempre difícil, por 2-1. Há um ano vencemos ali por 1-0, com golo de Adrien. Desta vez voltámos a trazer três pontos da capital do móvel, impondo a primeira derrota caseira da temporada à equipa anfitriã. Motivo natural para celebrar.

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo. Começou por partir os rins à defensiva adversária, incapaz de o travar senão em falta. Participou sempre com inegável generosidade no processo defensivo. Culminou a sua actuação com um grande golo, aos 75': recebeu bem a bola no centro da área, fez uma magnífica rotação para se libertar de marcação e disparou para a baliza. Foi o seu quarto golo nesta Liga - um golo decisivo, que nos valeu os três pontos.

 

De Mathieu. De regresso à boa condição física, o francês voltou a fazer uma exibição de gala. É impressionante a sua capacidade de ler o jogo, antecipando-se à manobra adversária, o que confere tranquilidade a toda a equipa. Decisivos cortes aos 32' e aos 63'.

 

De Battaglia. Nem sempre se dá por ele, mas é fundamental no processo colectivo deste Sporting 2017/18, não apenas porque funciona como dique contra as ofensivas adversárias mas também porque sabe empurrar os colegas para a frente. Numa dessas jogadas, aos 20', nasceu o primeiro golo do Sporting, marcado por este argentino que assim se estreia como goleador de verde e branco no campeonato nacional.

 

Do regresso de Bryan Ruiz. Decorria o minuto 72 quando Jorge Jesus o lançou em campo, após seis meses de ausência dos relvados portugueses por aparente questão disciplinar já superada. Em boa hora voltou. Não porque tenha feito uma grande exibição, como substituto de Battaglia num lugar que não costuma ser o seu, mas porque ganhou minutos de jogo que poderão revelar-se muito úteis à equipa num futuro próximo.

 

Da eficácia do nosso ataque. Em quatro oportunidades evidentes, aproveitámos duas. E ainda houve um remate de Bruno Fernandes que embateu no poste.

 

Que não tivéssemos acusado o desaste europeu. O jogo de quarta-feira contra o Olympiacos, em Alvalade, não pesou na dinâmica leonina. Ao contrário do que sucedeu na época passada, desta vez a nossa participação nas provas da UEFA não faz diminuir o rendimento da equipa no campeonato. Este Sporting ganhou maturidade.

 

Da arbitragem de Tiago Martins. Num jogo sem grandes focos de polémica, o árbitro merece ser destacado porque teve uma actuação competente, tanto no capítulo técnico como disciplinar. Oxalá pudéssemos dizer isto de vários outros.

 

Do apoio à equipa. Apesar do frio, muitos adeptos leoninos compareceram no Estádio Capital do Móvel, com cânticos e palavras de constante incentivo aos nossos jogadores. É justo sublinhar a importância das nossas claques, que funcionam de facto como "12.º jogador". Chova ou faça sol.

 

De termos encurtado a distância para o FC Porto. Separa-nos apenas um par de pontos a partir desta jornada. Isto significa que voltamos a depender só de nós.

 

 

 

Não gostei

 

 

Dos dois falhanços de Bas Dost com a baliza à sua mercê. Primeiro aos 18', tendo à sua frente apenas o guarda-redes: preso de movimentos, acabou por rematar à figura de Mário Felgueiras. Na segunda, dois minutos depois, falhando uma recarga quase em cima da linha de baliza: da carambola daí resultante acabou por beneficiar Battaglia, que cabeceou para golo.

 

Do calafrio aos 70'. Na sequência de um canto, o Paços de Ferreira fez embater a bola na barra. Tivemos muita sorte nesse lance, num período em que sentimos dificuldade de controlar o jogo no corredor central.

 

Que Podence não tivesse saltado do banco. A criatividade e a combatividade do jovem avançado fazem falta à equipa.

Prognósticos antes do jogo

Depois de um relance pelo paupérrimo desempenho de outras equipas, voltemos a falar de coisas relevantes, como o nosso próximo desafio do campeonato nacional. É o Paços de Ferreira-Sporting, que se disputa a partir das 18 horas deste domingo, com a 12.ª jornada a ser assegurada pelos habituais árbitros de turno, já superada a maré de "perturbações psicológicas" que parecia tê-los afectado no início da semana.

Eles falam, falam, falam, mas no fim o dinheirinho proporcionado pelo apito é que conta. Assim ninguém consegue levá-los a sério, como há dois dias aqui escrevi.

Mas isso agora não interessa nada. Vamos ao que importa: quais são então os vossos prognósticos para este jogo?

Os nossos jogadores, um a um

Regresso às vitórias, que nos fugiam desde 8 de Janeiro, quando derrotámos por 2-1 o Feirense em casa. Esta noite recebemos e vencemos o Paços de Ferreira - a mesma equipa que nas duas épocas anteriores tinha vindo empatar a Alvalade.

Foi uma primeira parte brilhante, com três golos leoninos. O primeiro através de uma grande penalidade convertida por Adrien, o segundo conretizado pelo matador holandês que cada vez mais destaca na liderança dos goleadores deste campeonato e o terceiro coroando uma magnífica jogada individual de Gelson Martins, que voltou a ter outra noite mágica em Alvalade, logo após ter visto renovado o contrato que o liga ao clube.

O desafio prometia uma goleada que não chegou a suceder porque os jogadores se desconcentraram no segundo tempo, William Carvalho passou a jogar condicionado por ter recebido um amarelo aos 45' e Adrien também se mostrou mais retraído por recear ficar igualmente amarelado, o que o deixaria de fora da deslocação ao Dragão, a 4 de Fevereiro. Foi o pior período do Sporting, em que a nossa defesa voltou a tremer, concedendo dois golos da equipa visitante.

O cenário só não se agravou porque Bas Dost - sempre ele - voltou a acertar com a baliza, com um impressionante grau de eficácia. O quarto golo leonino sentenciava enfim o jogo, presenciado por uma entusiástica falange de apoio nas bancadas. Prova evidente de que, por mais crises que surjam, o 12.º jogador nunca vira a cara à luta. É bom sabermos que os nossos jogadores fazem o mesmo.

Deles não exigimos menos que isso.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Com duas grandes defesas, aos 45' e aos 58', demonstrou não ter ficado abalado pelos frangos consentidos frente ao Marítimo. Nos golos foi atraiçoado por uma defesa displicente.

SCHELOTTO (5). Teve o melhor momento com a assistência feita para o segundo golo - cruzamento perfeito para Bas Dost marcar. Correu imenso mas nem sempre com nexo. Demasiado passivo nos dois golos do Paços.

PAULO OLIVEIRA (5). Regular, mas sem rasgos. Pareceu intranquilo em diversas fases do jogo. O adiantamento de Schelotto forçou-o a acorrer com frequência às dobras na lateral direita, nem sempre com acerto.

RÚBEN SEMEDO (5). Dotado de técnica superior à do colega do eixo defensivo, voltou ao onze após castigo. Bom desarme aos 24'. No entanto, não está isento de culpa no segundo golo sofrido.

BRUNO CÉSAR (6). Dinâmico como lateral esquerdo, nunca se desconcentrou nas tarefas defensivas. E foi um poço de energia no apoio ao ataque, embora sem tentar os remates de meia-distância a que nos habituou. Saiu aos 89'.

WILLIAM CARVALHO (5). Sabia que não iria ao Dragão se visse um amarelo. Acabou por vê-lo antes do intervalo. Imprudência do subcapitão, que teve o melhor momento na assistência para o golo de Gelson num passe longo.

ADRIEN (6). Finalmente o Sporting marcou um golo de penálti neste campeonato. A proeza coube a Adrien, que não vacilou na marca dos onze metros abrindo caminho ao triunfo leonino. O capitão saiu aos 60' para evitar um amarelo.

GELSON MARTINS (9). Fabulosa exibição do jovem internacional, com um golo de bandeira (35') que se candidata a um dos melhores do campeonato. Único titular absoluto desta equipa, tornou-se imprescindível. O melhor em campo.

BRYAN RUIZ (6). Talvez a melhor exibição do costarriquenho na Liga 2016/17. Mais dinâmico e com bom sentido posicional. Deslumbrou com uma vistosa jogada individual aos 16'. Foi influente até quebrar fisicamente.

ALAN RUIZ (7).  Nota muito positiva para o argentino, com intervenção no lance de que resultou o penálti e protagonista da grande abertura para Schelotto de que resultou o segundo golo. Substituído aos 74'.

BAS DOST (8). Mais dois golos, à ponta de lança. O primeiro incutiu ainda mais energia ofensiva à equipa: foi um verdadeiro tónico. O segundo sossegou os ânimos, garantindo a vitória. Já soma 16 remates vitoriosos.

PALHINHA (5). Estreia em Alvalade como jogador da equipa principal. Começou nervoso, ao substituir Adrien aos 60', com alguma falta de sentido posicional. Foi melhorando. Bons apontamentos na fase final, ao reter bem a bola.

MARVIN (3). Entrou aos 74', rendendo Alan Ruiz e fazendo avançar Bruno César. Dois minutos depois destacou-se pela negativa, com responsabilidade no segundo golo da equipa visitante. Oscilou entre a mediana e a mediocridade.

MATHEUS PEREIRA (-). Substituiu Bruno César aos 89'. Estreia absoluta deste jovem da nossa formação no campeonato em curso. Um sinal do treinador de que pretende apostar mais nele? Esperemos que sim.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Apos os empates em Chaves e no Funchal, regressámos hoje aos triunfos com uma vitória expressiva (4-2) sobre o Paços de Ferreira em Alvalade. A partir de agora não podemos voltar a perder pontos se queremos manter a esperança numa qualificação directa para a Liga dos Campeões.

 

De Bas Dost. O holandês voltou a bisar. Foram dele o segundo golo, aos 32', e o último, aos 78'. Marcou oito nos últimos cinco jogos. E vão 16 desde o início do campeonato - à média de um por cada partida disputada. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo, deslumbrou o público de Alvalade com apontamentos de grande requinte técnico - com destaque para o golo que marcou, aos 35'. Um belíssimo golo que fez levantar o estádio.

 

De Adrien. Fez a diferença, com serenidade e frieza, ao marcar muito bem o penálti de que resultou o nosso golo inaugural, logo aos 12'. Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão não vacilou. Ao nível do estatuto que granjeou como campeão europeu.

 

De Alan Ruiz. Fez a melhor partida pelo Sporting, confirmando que é um jogador de classe. Inicia a jogada de que resulta o penálti e inventou o lance que culminaria no nosso segundo golo. Esteve em grande evidência durante toda a primeira parte: os melhores passes partiram dele.

 

De Matheus Pereira. Jogou apenas os cinco minutos finais, mas Jorge Jesus deu um sinal ao plantel e aos adeptos de que conta com este jovem da nossa formação para o resto da temporada.

 

Da nossa primeira parte. Foram os melhores 45 minutos do Sporting desde o início deste campeonato. Com a equipa muito organizada, compacta, veloz, a trocar bem a bola e uma alegria que contagiou as bancadas. Chegámos ao intervalo a vencer 3-0: um resultado que prometia goleada.

 

Do apoio do público. Segundo números oficiais, esta noite Alvalade recebeu 43.843 espectadores. Prova inequívoca de que a equipa jamais poderá queixar-se de falta de incentivo por parte da mais fervorosa massa adepta do futebol nacional. 

 

De termos visto dois jogadores escapar ao amarelo. Adrien e Bruno César, já com quatro cartões acumulados, podiam falhar o clássico do próximo sábado no Dragão se fossem sancionados neste jogo. Mas escaparam, mesmo tendo sido a partida arbitrada por Fábio Veríssimo, o maior distribuidor de cartões no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a William Carvalho. Jorge Jesus arriscou muito ao fazer entrar o nosso médio defensivo titular, que se sujeitava a ficar fora da partida no Dragão se recebesse outro amarelo. Assim aconteceu, mesmo a acabar a primeira parte: não contaremos com William contra o FC Porto. Melhor teria feito o treinador em convocar João Palhinha desde o início para o lugar de William. Até porque já tinha feito o mesmo no jogo anterior, frente ao Marítimo - uma partida mais problemática do que a de hoje, em que enfrentámos o 14.º classificado da Liga.

 

Do risco acrescido que Jesus correu. Adrien, também quase "tapado" com cartões, permaneceu em campo até ao minuto 60. Num lance fortuito poderia receber um amarelo que o deixaria igualmente ausente do Dragão. Felizmente isso não aconteceu.

 

Dos golos sofridos. O Paços chegou a reduzir a desvantagem para 2-3 com dois golos que resultaram de claras desatenções da nossa defesa, apanhada desposicionada em lances que justificavam maior concentração. Durante alguns minutos, pairou a inquietação em Alvalade. Até Bas Dost desfazer as dúvidas ao marcar o quarto golo leonino.

 

Da goleada que vai tardando. Desde o início da época oficial, protagonizámos só uma: frente ao Praiense, por 5-1, para a Taça de Portugal, há mais de dois meses. É muito pouco, quase nada.

O dia seguinte

Rafael Toucedo, O Jogo: «O Sporting voltou a apresentar-se com a identidade da época anterior, o que significa ter elevada eficácia defensiva (na época 2015/16 os verdes e brancos terminaram como a melhor defesa da Liga). Em dois jogos na presente edição da prova o Sporting ainda não encaixou qualquer golo, tranquilizando os adeptos que sofreram ao ver o deficitário registo dos jogos de pré-temporada...»

 

Ricardo Quaresma, A Bola: «O Sporting ganhou por um, podia ter conseguido vantagem maior, mas mais golo menos golo o importante eram mesmo os três pontos. E a bem da verdade o Sporting fez mais do que o suficiente para merecê-los.»

 

Vítor Almeida Gonçalves, Record: «A equipa já exibiu algo que o treinador considera essencial para a construção de um colectivo forte e que é a solidez defensiva, assente em rigor táctico e organização. Aspectos que poderiam resumir-se na exibição de Coates, providencial no corte sobre Cícero que garantiu os três pontos, a dois minutos do fim. Com Coates, Semedo e William Carvalho a unir as pontas soltas, o corredor central do Sporting está já muito próximo da qualidade com que terminou a última temporada.»

Grão a grão

...Enche a galinha (salvo seja, cruzes canhoto, vade retro) o papo.

Ou como diria um amigo, "grelim grelim, papim papim".

O campo é tradicionalmente difícil, mas a equipa vestiu o fato de trabalho e pôs mãos à obra.

Empreitada concluída com êxito e com algum brilhantismo, apesar da falta de um dos artistas.

Equipa de arbitragem com alguns erros de pormenor, mas no essencial esteve bem, concretamente nos foras-de-jogo. Um ou outro amarelo que poderia ser mostrado a jogadores da casa, mas na globalidade, actuação positiva.

Venham os andrades.

Os nossos jogadores, um a um

Segundo desafio, segunda vitória, terceiro jogador a marcar, nenhum golo sofrido. Hoje superámos mais uma etapa, num estádio tradicionalmente difícil. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

Em vez do fato de gala, os jogadores vestiram de ganga. Foram operários. O brio colectivo superou o brilho individual neste primeiro jogo sem João Mário: o campeão europeu, de malas feitas para Itália, ficou fora da convocatória.

O golo solitário aconteceu num momento crucial, pouco antes de o árbitro Hugo Miguel apitar para o intervalo. Coroando uma fulminante manobra atacante em que vários jogadores se destacaram - o regressado Slimani a recuperar uma bola que parecia impossível de travar para lá da linha de fundo, Bruno César a centrar de forma impecável, Gelson Martins a recebê-la muito bem de cabeça e servindo Adrien, exímio a marcar. O nosso capitão foi o melhor em campo.

O onze anfitrião não ameaçou a nossa baliza mas fez os possíveis para desarmar o processo ofensivo leonino em largos momentos do encontro. Ainda sem automatismos, com uma equipa a adaptar-se à ausência de um dos seus maiores talentos, o Sporting cumpriu a missão essencial: trazer três pontos da Mata Real.

Vitória escassa, dirão alguns. Mas é de muitas vitórias escassas que se vai construindo um percurso triunfador: já levamos mais dois pontos do que tínhamos há um ano, por esta altura. As longas caminhadas fazem-se de pequenos passos.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sem uma intervenção em toda a primeira parte e raras vezes solicitado na segunda, não deixou de se mostrar atento, como ficou evidente aos 74' ao defender a pontapé fora da grande área.

JOÃO PEREIRA (6). Segundo jogo consecutivo a titular, confirmando-se que o treinador continua a confiar nele. Voltou a ser combativo mas foi mais contido do que no desafio anterior, doseando o esforço com inteligência.

COATES (7). Exibição muito segura, com intervenções cruciais em pelo menos dois lances: um corte acrobático aos 13' e uma intercepção de risco aos 88', pondo fim com brilho à situação de maior perigo causada pelo Paços.

RÚBEN SEMEDO (7). Outro desempenho muito positivo, com forte sentido posicional. Não falhou uma dobra quando os companheiros das alas se encontravam adiantados. Revela uma maturidade rara num jogador tão jovem.

BRUNO CÉSAR (6). Aposta de Jesus como lateral esquerdo. Aos 29' tentou o chapéu com um remate de 50 metros quando Defendi se encontrava adiantado: teria sido um grande golo. Teve intervenção crucial no lance do golo.

WILLIAM CARVALHO (7). Ocupou-se sobretudo com missões defensivas, contribuindo para a segurança do nosso último reduto. Atento às dobras, acorreu às alas. Fez um excelente passe de ruptura para Slimani aos 64'.

ADRIEN (8). O mais influente em campo. Ninguém como ele ligou tão bem os sectores, ninguém revelou tão boa visão de jogo. Protagonizou uma jogada extraordinária aos 31', deixando três adversários para trás. Marcou um grande golo.

BRYAN RUIZ (5). Exibição apática do costarriquenho, com um rendimento claramente inferior ao demonstrado em grande parte da época passada. Teve o melhor momento no lance de construção do golo. Substituído aos 90'.

GELSON MARTINS (7). É o jogador mais bem posicionado para herdar a posição de João Mário. Segunda assistência para golo no segundo jogo consecutivo. Passe soberbo que Slimani desperdiçou por muito pouco (59'). Saiu aos 80'.

ALAN RUIZ (6). Falta-lhe criar rotinas, mas continua a revelar apontamentos que merecem destaque. Tem uma boa técnica de remate, evidenciada em disparos à baliza pacense (34' e 49'). Manteve-se em campo até aos 66'.

SLIMANI (7). Estreia neste campeonato com uma característica que sempre revelou: nunca desiste de um lance. Foi crucial na recuperação da bola no lance do golo. Quase marcou de cabeça (38') e podia ter marcado com o pé (59').

MARVIN (5). Jesus fê-lo entrar aos 66', encostando-o à ala ofensiva. Protagonizou uma vistosa jogada individual aos 69': a concorrência parece fazer-lhe bem. Aos 76' fez uma falta desnecessária na zona frontal que lhe valeu um cartão.

CARLOS MANÉ (4). Recém-chegado dos Jogos Olímpicos, teve a primeira oportunidade nesta Liga ao alinhar a partir do minuto 80. Tempo insuficiente para mostrar o que vale. Precisa de ganhar confiança. E de trabalhar para isso.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90', essencialmente para queimar tempo. Mostra vontade de jogar e parece querer aproveitar bem cada minuto que o técnico lhe concede.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Fomos arrancar um triunfo ao Paços de Ferreira, por 1-0, num dos estádios tradicionalmente mais difíceis do campeonato português. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

 

De ver a nossa equipa invicta. Segundo jogo a ganhar, segundo jogo sem sofrer golos. É a confirmação de que temos uma defesa muito sólida, como já tinha sido demonstrado na segunda volta da época passada.

 

Dos centrais leoninos. Exibições impecáveis de Coates e Rúben Semedo, perfeitamente articulados e de uma concentração sem falhas, facilitando muito a tarefa de Rui Patrício.

 

Do golo de Adrien. Excelente execução técnica do capitão leonino, numa semi-rotação, disparando para fora do alcance do guarda-redes. Este golo, a um minuto do fim da primeira parte, valeu-nos três pontos. E confirmou o nosso n.º 23 como o melhor jogador em campo. Absolutamente decisivo.

 

De Slimani. Estreou-se a actuar na Liga 2016/17, após um jogo de castigo na jornada inaugural, ainda referente à última época. Não marcou, mas ajudou a marcar: é dele a recuperação da bola junto à linha de fundo, permitindo prosseguir o lance que terminaria no golo. O espírito combativo e a acutilância do argelino continuam em evidência.

 

De toda a jogada do golo. Exemplar trabalho colectivo, que começou com uma boa reposição de bola por Rui Patrício, prosseguiu numa eficiente escala pelo corredor esquerdo protagonizada por Bryan Ruiz, ganhou novo fôlego com a recuperação de Slimani, desenvolveu-se num cruzamento a cargo de Bruno César, prolongou-se com a boa recepção e assistência de Gelson Martins e foi coroado com o golo de Adrien.

 

De Alan Ruiz. Recém-chegado, ainda não está rotinado a jogar com Slimani, mas voltou a demonstrar bons pormenores: é jogador de área e tem vocação para o remate. Como comprovou por duas vezes, suscitando defesas difíceis do guardião Defendi.

 

Do regresso de Carlos Mané. O nosso olímpico, que parecia fora dos planos de Jorge Jesus para esta época, volta a ter uma oportunidade. Foi suplente utilizado, a partir dos 80': merece mais esta oportunidade.

 

De ver seis portugueses no nosso onze inicial. Mesmo com João Mário ausente, o Sporting continua a marcar a diferença também neste pormenor. Que é pormaior.

 

Do apoio dos adeptos. Nas bancadas do estádio Capital do Móvel os cânticos de incentivo das claques leoninas fizeram-se ouvir do princípio ao fim.

 

Do estado do terreno. Excelente relvado, o da Mata Real. Oxalá se pudesse dizer o mesmo de todos os palcos deste campeonato nacional de futebol.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu não viajou a Paços de Ferreira, estando eventualmente em vésperas de rumar ao Inter. Faz-nos falta, sem dúvida alguma.

 

Das escassas oportunidades de golo. O jogo esteve muito embrulhado a meio-campo, faltando-lhe acutilância ofensiva - sobretudo da parte da equipa anfitriã.

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