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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Ciências

... E pronto, parece que o assunto de momento são os méritos da nova Comunicação do Sporting. Ao bom estilo português, como se não houvesse todo um mundo entre a verborreia desenfreada de antigamente e o silêncio dos inocentes (no original, "silence of the lambs", não confundir com "lamps"). Como se a linguagem corporativa, não apenas reactiva, quando centrada em nós e nas nossas realizações, não fosse uma ferramenta essencial da cultura de uma Organização, da sua coesão, no sentido em que pode motivar, entusiasmar e direccionar todos os que directa ou indirectamente com ela se relacionam para um objectivo comum, promovendo assim a união. Sendo um tema a merecer uma maior reflexão, não me vou alongar nele, até porque no domínio das ciências (e da administração) há outras realidades que me preocupam mais e que certamente também preocuparão uma Direcção que apanhou o comboio já em movimento, sem a oportunidade de delinear, desde o início, a sua própria estratégia para o futebol e de pôr o seu cunho pessoal no processo (importante ter isto presente), razão mais do que suficiente para não ser julgada precocemente. A saber:

  • Aritmética - à sétima jornada, estamos a 4 pontos do duo da frente (Benfica e Sporting de Braga), a 2 do FC Porto e a 1 do Rio Ave;
  • Estatística - somos apenas o sétimo melhor ataque e a oitava melhor defesa da Liga 2018/19;
  • Electromagnetismo - não existe magnetismo no nosso futebol, porque a corrente eléctrica é interrompida no meio-campo;
  • Mecânica - em Portimão, foi visível que em alguns jogadores a estática se sobrepôs à dinâmica;
  • Psicologia - em momentos determinantes, a equipa entra apática, como se tivesse receio de ser feliz. Foi assim, no final da época passada, na Madeira, no jogo dos 70 milhões (menos 25 milhões para nós, mais 45 milhões para o Benfica), assim foi Domingo em Portimão, jogo onde, imagine-se, até se viu jogadores a bocejar no campo. Se o ano passado, a razão apontada foi Bruno de Carvalho, este ano queixamo-nos do quê?;
  • Sociologia - o comportamento da Estrutura do futebol perante o meio envolvente e o processo que interliga colaboradores, atletas, sócios, adeptos e simpatizantes com o clube;
  • Economia - o modelo de sustentabilidade do clube, o qual vai ser testado na forma como a Direcção actuar no mercado de Inverno;
  • Finanças - chamado à colação devido ao constante fracasso do modelo de gestão, consequência de uma política desportiva sucessivamente desastrosa. Renegociação das VMOCs, empréstimo obrigacionista e rescisões são os temas mais urgentes;
  • Álgebra - falta uma teoria que explique a desconexão existente entre os números de investimento anual e a metemática que nos é apresentada ano-após-ano, de há 17 temporadas a este parte. E assim, sem sabermos onde falhamos, continuamos a persistir no(s) erro(s);
  • Investigação Operacional - Gestão de stocks: temos uma série de jogadores excedentários por colocar, que pesam na conta de exploração e não têm rendimento desportivo; Filas de espera: os anos que vão passando sem que consigamos chegar na frente - sem que uma qualquer Gertrudes desbloqueie o tráfego - que influenciam a nossa auto-estima e as nossas finanças;

 

Decerto, a econometria poder-nos-ia também dar pistas para a resolução dos nossos problemas. E, em última análise (desespero), o ocultismo, tão do agrado dos supersticiosos do nosso ludopédio. Sim, como diria a Alcina Lameiras, com a bola de cristal sobre a mesa, não negue à partida uma ciência que não conhece. É que eu não creio em bruxas, mas que as há, há...

 

 

{ Blog fundado em 2012. }

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