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És a nossa Fé!

Orgulho de todos nós

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Ser do Sporting é, desde logo, um estado de espírito. Próprio de quem é incapaz de ganhar a todo o preço, de quem gosta de jogar limpo, de quem jamais confunde um adversário com um inimigo.

 

Alguns apontam-nos, com um desdém que mal oculta a inveja, como um clube ligado à nobreza. Não se equivocam: há, de facto, uma atitude nobre que caracteriza o adepto sportinguista, a quem repugnam a batota, o golpe baixo, o desrespeito das regras, a desconsideração pelos mais fracos.

 

O sportinguista de gema não apoia só quando a equipa está na mó de cima: está sempre com ela. Mesmo quando resmunga, mesmo quando barafusta, mesmo quando sente que se aproxima do fim outra época que será desprovida dos troféus mais cobiçados. Porque a nossa convicção clubística não depende da alternância ciclotímica das exibições nos relvados: é muito mais sólida do que a de outros, useiros e vezeiros em ausentar-se quando os triunfos escasseiam.

 

Se a nobreza norteia a nossa maneira de estar no desporto, isto não invalida que o Sporting Clube de Portugal seja um clube genuinamente popular, com milhões de adeptos espalhados pelo território nacional – no continente e nas ilhas – e nos mais diversos países estrangeiros, em todos os continentes. Falo do que vi, ao longo dos anos, ao visitar ou frequentar as sedes do Sporting Clube de Goa, do Sporting Clube de Macau e do Sporting Clube de Timor. Gente simples, pessoas de poucas posses, os chamados cidadãos comuns.

 

Do povo autêntico vieram quase todos os ídolos leoninos. Esse magnífico Carlos Lopes das grandes passadas, que assombrou o mundo ao tornar-se o primeiro herói olímpico português, arrebatando o ouro da maratona em Los Angeles – um príncipe das pistas que iniciou a carreira profissional, ainda muito jovem, como simples serralheiro em Vildemoinhos (Viseu). Tal como esse outro desportista de vontade indómita a quem chamávamos rei do pedal – o saudoso Joaquim Agostinho, único compatriota nosso que até hoje subiu, por duas vezes, ao pódio da Volta à França. Não podia ser um sportinguista mais convicto. Não podia ter origens mais humildes – oriundo da aldeia de Brejenjas, em Torres Vedras.

 

Ser do Sporting é ser um pouco de tudo isto. Local e universal. Aristocrata e popular. Intrinsecamente português, mas com a largueza de vistas própria de um cidadão do mundo. Fiel ao emblema nas horas felizes e nos momentos amargos. Ter ânimo de vitória com a noção clara de que nunca deve valer tudo para vencer. Motivo de orgulho para mim e para ti, que me lês. Motivo de orgulho para todos nós.

 

Texto meu, publicado no blogue Tribuna Leonina

{ Blog fundado em 2012. }

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