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És a nossa Fé!

Orgulho leonino à flor da pele

Chegado ao trabalho, de sorriso rasgado, logo procurei os leões. Somos muitos! Apesar disso quis o destino que a primeira reacção à gloriosa vitória leonina de ontem contra o Tottenham me chegasse vinda de um benfiquista.  A coisa foi proferida num misto de bazófia, ressabiamento, inveja:

- Todos pavões! Rotulou-nos.

- Orgulhosos, pá. Orgulhosos e muito.

De rajada fiz-lhe o desenho: pavões seria sinal de que nos consideramos por direito os maiores, os melhores, os naturais vencedores de qualquer desafio; já sentirmos orgulho no clube que é o nosso é fruto do júbilo com a vitória que contrariou a esmagadora maioria das casas de apostas e que foi inteira, absoluta, indiscutivelmente justa, também porque assente numa verdadeira equipa guiada por um líder humilde, consciente das fraquezas e das forças do conjunto de jogadores que orienta e que neles incute o espírito ganhador que a todos contagia. Do rectângulo de jogo a todos os cantos do mundo onde há sportinguistas. Cada vez mais orgulhosos de o sermos.  

Até ao fim

 

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A sul está bom tempo. Estranhamente, está ainda melhor por, às 5:11 da manhã, ter acordado ao som das razoavelmente desafinadas vozes que, na rua, em Portimão, entoavam os cânticos conhecidos de todos os Sportinguistas. Algures entre o susto causado pelo despertar abrupto e aquela fracção de segundo em que se reconhece o que estamos a ouvir, sorri. Será que ganhámos o campeonato e eu que estou a dormir me esqueci? Foram segundos prazenteiros. Tive vontade de ir à janela rugir Sporting (seria praticamente impossível que os vizinhos não associassem à minha leonina pessoa; uma grande chatice isto dos 'entas', sabem?). Escusado será dizer que seria bem mais do que um grito pelo Sporting, do que validar o esforço dos vespertinos (ou matutinos) leões-cantores. Para além da quase incontrolável vontade de irmanar-me neste avassalador afecto por um clube, seria dar corpo ao enorme orgulho que sinto. 

As vozes que ouvi (não seriam mais de quatro, apostaria em três), cuja afinação denunciava uma soma conjunta nunca superior a 5% na "rubrica" sobriedade, mas as vozes, caríssimos, as vozes só se deixaram de ouvir à medida que se sumiram pela rua. Nas vozes, o mesmo sentir e a mesma intensidade com que iniciámos a época.

Ao despertar do dia, algures na cidade que hoje serve de palco para a exibição da nossa equipa, contra todas as probabilidades, há quem acredite e lute, literalmente, até ao fim. Mesmo quando tudo joga a favor do adversário maior. 

Até ao fim, leões.

Até ao fim.

Orgulho

O folhetim em curso no Benfica demonstra ainda com mais evidência como são hoje gritantes as diferenças entre o Sporting e o nosso mais velho rival.

Por contraste, tudo isto realça ainda mais o contraste entre o amadorismo reinante no SLB e o profissionalismo que prevalece em Alvalade.

Parece-me que é fundamental sublinharmos estas evidências. Sem arrogância. Mas com genuíno e compreensível orgulho.

Orgulho

Temos uma verdadeira equipa. Onde o colectivo suplanta largamente a mera soma das partes. E onde os jovens são hoje parte integrante dum projecto tornado realidade em campo, jogo após jogo.

 

Basta reparar: dos 14 jogadores leoninos que actuaram no Farense-Sporting de sexta-feira, metade são sub-23.

Estes sete magníficos:

Pedro Gonçalves, 22 anos.

Matheus Nunes, 22 anos.

Daniel Bragança, 21 anos.

Pedro Porro, 21 anos.

Gonçalo Inácio, 19 anos.

Tiago Tomás, 18 anos.

Nuno Mendes, 18 anos.

 

Obra e mérito de Rúben Amorim.

 

Sentimento com que acabei o jogo: orgulho

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Sim, não vencemos. Sim, não foi uma exibição de encher o olho. Sim, temos um treinador que foi caro e não vence todos os jogos. Todas estas conclusões são óbvias e até justas. Mas não consigo deixar de sentir orgulho no meu/nosso Clube.

Foi dito que iria ser feita uma aposta na formação e que Rúben Amorim tinha sido contratado para potenciar jogadores e foi isso que vi ontem em campo. Matheus Nunes (21) e Eduardo Quaresma (18) fizeram o seu primeiro jogo pela equipa A. E que jogão de Eduardo Quaresma, diga-se! Jovane Cabral (21) foi o grande motor ofensivo da equipa e meteu quatro (4!) bolas de golo nos pés de Vietto e Sporar. Infelizmente só um entrou mas o princípio está lá.

Rafael Camacho (20), numa posição diferente, também deixou muito boas indicações. Com mais calma será um jogador top mundial.

Ainda na baliza esteve Max (21) e a primeira substituição foi Gonzalo Plata (19).

Há futuro para o Sporting. Por muito que isso doa a quem prefere a terra queimada.

Orgulho de todos nós

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Ser do Sporting é, desde logo, um estado de espírito. Próprio de quem é incapaz de ganhar a todo o preço, de quem gosta de jogar limpo, de quem jamais confunde um adversário com um inimigo.

 

Alguns apontam-nos, com um desdém que mal oculta a inveja, como um clube ligado à nobreza. Não se equivocam: há, de facto, uma atitude nobre que caracteriza o adepto sportinguista, a quem repugnam a batota, o golpe baixo, o desrespeito das regras, a desconsideração pelos mais fracos.

 

O sportinguista de gema não apoia só quando a equipa está na mó de cima: está sempre com ela. Mesmo quando resmunga, mesmo quando barafusta, mesmo quando sente que se aproxima do fim outra época que será desprovida dos troféus mais cobiçados. Porque a nossa convicção clubística não depende da alternância ciclotímica das exibições nos relvados: é muito mais sólida do que a de outros, useiros e vezeiros em ausentar-se quando os triunfos escasseiam.

 

Se a nobreza norteia a nossa maneira de estar no desporto, isto não invalida que o Sporting Clube de Portugal seja um clube genuinamente popular, com milhões de adeptos espalhados pelo território nacional – no continente e nas ilhas – e nos mais diversos países estrangeiros, em todos os continentes. Falo do que vi, ao longo dos anos, ao visitar ou frequentar as sedes do Sporting Clube de Goa, do Sporting Clube de Macau e do Sporting Clube de Timor. Gente simples, pessoas de poucas posses, os chamados cidadãos comuns.

 

Do povo autêntico vieram quase todos os ídolos leoninos. Esse magnífico Carlos Lopes das grandes passadas, que assombrou o mundo ao tornar-se o primeiro herói olímpico português, arrebatando o ouro da maratona em Los Angeles – um príncipe das pistas que iniciou a carreira profissional, ainda muito jovem, como simples serralheiro em Vildemoinhos (Viseu). Tal como esse outro desportista de vontade indómita a quem chamávamos rei do pedal – o saudoso Joaquim Agostinho, único compatriota nosso que até hoje subiu, por duas vezes, ao pódio da Volta à França. Não podia ser um sportinguista mais convicto. Não podia ter origens mais humildes – oriundo da aldeia de Brejenjas, em Torres Vedras.

 

Ser do Sporting é ser um pouco de tudo isto. Local e universal. Aristocrata e popular. Intrinsecamente português, mas com a largueza de vistas própria de um cidadão do mundo. Fiel ao emblema nas horas felizes e nos momentos amargos. Ter ânimo de vitória com a noção clara de que nunca deve valer tudo para vencer. Motivo de orgulho para mim e para ti, que me lês. Motivo de orgulho para todos nós.

 

Texto meu, publicado no blogue Tribuna Leonina

{ Blogue fundado em 2012. }

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