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És a nossa Fé!

O que eles dizem

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«O Ministério Público pediu a absolvição de Bruno de Carvalho neste tristíssimo e dramático caso - o mais vergonhoso da história do Sporting Clube de Portugal - mas ele ainda não foi absolvido. Mas os brunistas mais empedernidos - aqueles que ainda existem, e são alguns - fizeram já disto uma razão suficiente para se acharem no direito de exigir o regresso dele não apenas à condição de sócio do Sporting, da qual foi expulso, mas também à reocupação do lugar do qual foi destituído. Os brunistas sabem o que estão a fazer: é mais um embuste, mais uma batotice, mais uma vigarice. Inflamam as massas com mais uma cortina de fumo para enganar toda a gente.

A expulsão de sócio e a destituição de Bruno de Carvalho não teve nada a ver com Alcochete. Rigorosamente nada. Ele até podia ter estado à porta de Alcochete a defender a honra do clube e a integridade física dos jogadores e dos técnicos que foram agredidos por aquela gentinha. Ele foi destituído e expulso por tentar impedir a realização da assembleia geral de 23 de Junho e pela violação da suspensão preventiva a que estava sujeito; pela usurpação de funções e pela tentativa de bloqueio das contas do Sporting;  pela criação de órgãos fantasmas completamente à revelia dos estatutos do clube; e pelo uso indevido de meios do clube.»

António Macedo, Sport TV+, 13 de Março

 

 

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«Espero que perante este comportamento do Ministério Público que, provavelmente, conduzirá à sentença de absolvição do ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, se não confunda a responsabilidade criminal com justa causa e responsabilidade disciplinar.

Os sócios do Sporting Clube de Portugal reunidos em assembleia geral fizeram justiça ao deliberarem a sua destituição com justa causa e a confirmação da pena de expulsão aplicada - deliberações com as quais [Bruno de Carvalho] se conformou. Não há que misturar absolvição de um crime público com destituição, ou expulsão e readmissão, no seio de uma associação privada. 

Uma coisa são os factos criminosos praticados em Alcochete; outra coisa são os desvarios e as infracções disciplinares praticadas em Alvalade. Aqueles foram testemunhados por menos de uma centena de pessoas; a estes assistiram milhões, estupefactos e incrédulos.»

Dias Ferreira, A Bola, 14 de Março

O que eles dizem (actualizado)

 

Alexandre Pais:

«O líder leonino foi à concorrência buscar um técnico - com potencial, é certo, mas por enquanto um epifenómeno - com o objectivo de dar um salto para a frente quando em frente está o abismo. Repete, aliás, a estratégia que levara à contratação de Silas: salvar a face, se tudo corresse bem. Como não correu, o dr. Varandas tirou da cartola um novo coelho que confessou, nas suas barbas, nunca ter pensado que alguém desse 10 milhões por ele... Por vezes, a frontalidade mata. Existe agora uma diferença: se Amorim falhar, não depois mas já neste horrível final de temporada, não haverá mais rede que suporte a loucura à solta que varre Alvalade. E aos dois mil que ontem reclamaram a demissão da gestão do manicómio, muitos outros se juntarão.»

 

Dias Ferreira:

«A rulote do Dr. Zenha tem uma especialidade que a torna inédita, face às congéneres: não tem janelas, mas… varandas! (...) Não tinham dinheiro, mas mandaram às malvas José Peseiro, com todas as consequências financeiras e não só. Depois a prata da casa, Tiago Fernandes, e adquiriram um treinador de marca branca, Marcel Kaizer. E depois Leonel Pontes, Silas e Rúben Amorim, este por dez milhões, mais juros e encargos.»

 

Jesualdo Ferreira:

«É impressionante a facilidade com que o Sporting muda de treinador. Rúben Amorim é o quarto na época. Foi Silas quem acabou por anunciar que se ia embora e também o nome do substituto, o que também não é uma situação normal ou pelo menos não é habitual. De todo o modo, Silas foi de uma grande dignidade na hora da saída e tenho a certeza que a sua seriedade e o seu profissionalismo não foram afectados. Falhou nos objectivos, mas é muito fácil falhar no Sporting.» 

 

Luís Figo:

«Na minha opinião, é uma loucura pagar esse valor por um treinador, mas é uma decisão de quem gere o clube e, certamente, tem mais informação do que eu para poder falar sobre a parte financeira. (...) A troca de treinadores é sempre uma decisão de gestão das pessoas competentes para tomarem esse tipo de decisões. Significa que os resultados desportivos não são os melhores ou aqueles que o clube pretende. Em relação ao Sporting, ter quatro treinadores numa época não é normal, ainda mais pela situação financeira do Sporting. E, para Portugal, ter de gastar uma quantia como aquela que foi gasta no novo treinador é uma aposta importante.»

 

Manuel José:

«Ele [Frederico Varandas] é médico mas deve ser Dr. Jekyll and Mr. Hyde de vez em quando. (...) Vão sair os dois de mão dada [de Alvalade], quase de certeza. Espero enganar-me. Tenho o maior respeito pelo Sporting, pelo Rúben Amorim. (...) É evidente que um treinador que tem um passado ligado ao Benfica como jogador de oito ou nove anos... ali não há perdão. Só se ganhar e este ano não vai ganhar. A mim chamavam-me o melancia quando cheguei. Mas depois calaram-se. Era verde por fora e vermelho por dentro. Ali não há perdão.»

  

Manuel Queiroz:

«É óbvio que Frederico Varandas fez de Rúben Amorim a sua bala de prata - ou o novo treinador resolve tudo, ou cai o presidente daqui a uns meses. E de outro ponto de vista não foi bonito - pegar em tantos milhões (que não tinha) e ir buscar o treinador da equipa que está imediatamente à frente não é o máximo da ética de que Varandas tem falado. (...) Não conheço ninguém que não diga maravilhas de Rúben e fez algo extraordinário no Braga, um grande (quase) início de carreira. Mas ainda lhe falta muito para ser treinador, se me permitem. Pelo menos, o nível e o tempo...»

 

Paulo Andrade:

«Recuso acreditar que o Sporting tenha dado dez milhões de euros por um treinador que há seis meses era estagiário num clube de terceiro nível. Esta situação que se viveu, neste ano, de termos mais-valias no primeiro semestre de 37 milhões mais a venda de Bruno Fernandes deu uma capacidade de tesouraria muito forte ao Sporting, mas não é para ser desbaratada e é evidente que o Sporting gasta com o Rúben Amorim uma parte da mais-valia que conseguiu com o Bruno Fernandes. Um acto de gestão destes, para mim, é inqualificável.»

 

Rogério Casanova:

«Pagar dez milhões por um treinador com 13 jogos, e que há um mês e meio teria custado zero milhões, não é, evidentemente, uma "decisão" de quem se acha competente para executar um "projecto", mas o gesto de quem já percebeu que não vai convencer o mundo da sua competência e a quem só resta convencer o mundo do seu génio. Vasculhando o repositório de instintos que repousam em câmara-ardente no interior da sua cabeça, encontrou aquilo que achou mais semelhante a um golpe de asa: pagar dez milhões de euros ao Braga por Rúben Amorim.»

 

Rui Calafate:

«Em 16 meses não são seis treinadores, é falta de rumo, estratégia de ziguezagues sem sentido, perda de coerência, desconhecimento da história do clube, desunião com adeptos. Gerir um clube com a grandeza do Sporting não é uma brincadeira de meninos mimados nem de licenciados em Football Manager. (...) Todos perceberam que esta contratação não é audaz, é apenas a demonstração cabal da insanidade e desespero de um presidente autista que deu mais um passo para o abismo.»

 

Samuel Almeida:

«O que distingue a contratação de Rúben Amorim de Keizer ou Silas? Nada, excepto o pequeno pormenor que o primeiro implica um investimento de cerca de 20 milhões de euros pela SAD leonina (10 milhões mais IVA e cerca de 7 milhões de salários até 2023). São todos jovens, sem currículo,  sem habilitações e todos apostariam na formação e são os homens certos para levar adiante o projecto para o futebol sportinguista. O problema é que já toda a gente percebeu que não existe qualquer projecto desportivo. (...) Esta administração já desbaratou, até ao momento, cerca de 67 milhões de euros em aquisições, dos quais 52 milhões em aquisições mais os 12 milhões de Rúben e cerca de 3 milhões em indemnizações a treinadores.»

 

Sérgio Abrantes Mendes:

«Este silêncio ensurdecedor dos responsáveis leoninos, motivado ou não por estratégias de gosto duvidoso, poucos ou nenhuns resultados tem produzido. Daí que o anúncio do novo treinador Rúben Amorim pela boca de Silas - trata-se, estou certo, de uma nova política comunicacional que a CMVM não entendeu capazmente - a par dos valores envolvidos na contratação de um treinador que ainda não é detentor do nível IV exigido. (...) É também uma realidade o facto de ser cada vez maior o número de sócios que não vê capacidade de liderança e gestão nos actuais responsáveis leoninos.»

 

Tiago Fernandes:

«Silas tinha condições para ficar até ao final da época. Já era uma época perdida. A 11 jornadas do final poderiam programar a próxima com mais tranquilidade e não de uma forma tão precipitada. (..) Se o Sporting não conseguiu ser campeão com Leonardo Jardim, Marco Silva e Jorge Jesus, o problema não é o treinador. O Sporting tem de contratar mais jogadores com nível para vestir aquela camisola.»

O Benfica bateu no fundo...

"Só alguém muito distraído ou muito tonto é que pode reduzir a Operação e-toupeira a um pequeno caso de um funcionário judicial fanático do Benfica, que, a troco de uns bilhetes para si e para os amigos, passava informações inócuas sobre processos envolvendo o clube. Convém que não nos façam passar por parvos. As suspeitas que recaem sobre o Benfica e sobre o próprio Luís Filipe Vieira são de uma gravidade extrema. Altos dirigentes daquela que é a maior e mais popular instituição do país terão decidido infiltrar-se no sistema judicial, recorrendo a funcionários de tribunais e a peritos informáticos, de forma a recolher informação em segredo de justiça e conhecer o conteúdo de processos, antever buscas e até mesmo formar funcionários do clube sobre como receber a polícia, e envolvendo pelo caminho grandes sociedades de advogados. Se isto não é uma coisa séria, então não sei o que uma coisa séria possa ser.

Quem faz isto, faz quase tudo. Uma coisa são as famosas fugas ao segredo de justiça que acabam em notícia de jornal, e que incomodam tanta gente neste país que para as criticar há sempre uma longa fila de advogados que alternam nas televisões a bater no Ministério Público. Outra coisa é a fuga ao segredo de justiça que agora está em causa, cuja gravidade é infinitamente superior a qualquer capa do Correio da Manhã, mesmo que motive menos indignação por parte dos tais advogados – este é o tipo de fuga que afunda processos, alerta investigados e conspira na sombra a favor dos poderosos.

Aquilo a que temos assistido é verdadeiramente assustador. Quando juntamos operações como a Fizz, a Lex e agora a e-toupeira, em que estão envolvidos procuradores do Ministério Público e até mesmo juízes, somos obrigados a concluir que uma parte significativa do sistema judicial parece ter estado (ainda está?) à venda pelo melhor preço. O preço feito ao Benfica, pelos vistos, era particularmente baixo, aproveitando a malfadada paixão clubística – mas isso de forma alguma torna aquilo que aconteceu mais aceitável.

Aos benfiquistas mais fervorosos, que nas caixas de comentários irão desconversar com os pagamentos do Porto ao Estoril, devo recordar isto: o Benfica é dirigido por um presidente que já foi sócio do FC Porto; o CEO do grupo Benfica, Domingos Soares de Oliveira, é regularmente acusado de ser do Sporting; o agora tão popular Paulo Gonçalves passou pelo Porto e pelo Boavista; Luís Bernardo, director de comunicação do Benfica, estava há três anos a dirigir a comunicação do Sporting (através da sua empresa WL Partners). E eu acho tudo isto muito bem: uma empresa como o Benfica deve contratar as melhores pessoas que encontra no mercado, e a dedicação ao clube mede-se através da qualidade do trabalho de cada um.

Mas, sendo isto assim, convinha que os adeptos fervorosos abrissem os olhos e percebessem de uma vez por todas que o seu fanatismo é apenas uma arma de arremesso e de pressão, utilizada quando convém por pessoas que muitas vezes nem sequer partilham a sua paixão clubística. No actual estado do futebol português, aquilo que temos diante de nós não são camisolas vermelhas, azuis ou verdes; é uma mesma história de dinheiro, poder e corrupção, em que a bola é apenas um meio particularmente eficaz para pessoas sem escrúpulos subirem depressa na vida e praticarem as mais variadas trafulhices, enquanto os ministros pedem bilhetes para ir ao futebol e as bancadas batem palmas à passagem da águia Vitória."  

 

 

João Miguel Tavares, lampião dos quatro costados, in Público 

Delito de opinião

Oiço e leio por aí gente apostada em dividir os sportinguistas, fragmentando-os entre bons e maus consoante as opiniões que emitem. O que é grave. E preocupante, sobretudo nesta fase crucial da temporada desportiva, em que o apoio de todos aos nossos jogadores e atletas jamais será em excesso.

Acontece que não há "verdadeiros sportinguistas".

Há sportinguistas. Ponto.

No Sporting Clube de Portugal nunca vigorou nem vigorará o delito de opinião.

Há quem não perceba a Liberdade

«Será que os membros do Conselho de Disciplina sabem em que País vivem?

Será que eles (ou elas) já nasceram depois do 25 de Abril e ninguém lhes explicou que em Portugal houve, há 43 anos, um Movimento que derrubou o fascismo e o colonialismo e abriu as portas à Liberdade? E que dessa Liberdade, é bom acentuá-lo, pois há quem não perceba, faz parte a capacidade de todos e de cada um expressarem a sua opinião, de forma livre e aberta, desde que não coloquem em causa a Liberdade dos outros? Parece que não, que há quem não saiba isso ou, pelo menos, o queira ignorar.»

 
Vasco Lourenço, capitão de Abril e membro do Conselho Leonino, hoje no Record

Palavra de benfiquista!

"O motivo principal disto é a arbitragem. Não tenho dúvidas nenhumas". Foi assim, em entrevista à Sporting TV, que Jorge Jesus justificou os sucessivos desaires da equipa de futebol que ele próprio treina. Pois bem, concordo com Jorge Jesus. Sem ironia, concordo mesmo.

 Não se trata de assentir com teorias de conspiração, nem de acusar polícias e ladrões, mas sendo certo que cada um vê de acordo com a sua opinião, a opinião do que vejo é que o Sporting tem sido prejudicado sucessivamente ao longo do campeonato. Não em todos os jogos, não nos jogos inteiros, mas sempre naquele lance decisivo que basta para mudar o rumo do resultado. E assim foi até o Sporting ficar derrotado e desmoralizado, a equipa em baixo com o presidente em cima, e já tudo ser mais ou menos irrecuperável.

 Agora, o Sporting já não conta para o Totobola, já não compete pela liderança do campeonato, agora já não são as arbitragens, são mesmo as más exibições, porque agora o leão já está de juba mansa. É opinião, não é facto, mas também não é tendência. Da mesma maneira que na época passada aqui escrevi que o Sporting teria sido um justo vencedor do campeonato, este ano acho que ninguém chega para o Benfica, que de uma forma ou de outra está a limpar a competição. O FC Porto ainda está na peugada, mas aquele futebol não enche a alma.

 Independentemente disso, e da boa organização desportiva, dos negócios milionários (como a venda de Guedes ao PSG) que resultam de uma estratégia acertada da administração com o treinador do Benfica, o Sporting foi arrumado por um punhado de decisões erradas de árbitros. Não a tem em muito mais mas, nisso, Jorge Jesus tem razão. O Sporting perdeu muitos pontos por erros de arbitragem. Pontos de mais


 

Pedro Santos Guerreiro, in Record

Palas nos olhos

Palas nos olhos quem usa, em regra, são outros animais que não nós, humanos.

Por norma, não costumo dar muita importância a artigos de opinião de adeptos de clubes, porque é lógico que puxem a brasa à sua sardinha e a deixem mais loirinha e apetitosa que as outras, esturricadas e "moídas".

Mas o artigo deste senhor (que até já teve responsabilidades governativas e que, com a mesma liberdade com que ele escreve baboseiras n' A Bola de hoje, lhe digo eu que de forma péssima e incompetente), dá-se ao desfrute de questionar acordos assinados entre o Sporting e os seus jogadores.

Este pintassilgo, que nunca por lá vi a questionar as vendas, pelos mesmos 15 milhões, de tudo quanto tem duas pernas e sai do cubo do Seixal, mostra-se incomodado (dor de co... tovelo?) com as cláusulas de rescisão dos nossos jogadores.

Alguém lhe explica que para pagar a segurança social (de que foi responsável no governo) e outras dívidas ao Estado o Sporting nunca necessitou de dar como caução acções não cotadas e que, por conseguinte, valiam zero?

Isto há com cada um...

Coliseu dos recreios

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"Haja o que hajar" como proferiu imortalmente um presidente do Vasco da Gama, este enredo da eventual contratação de Jorge Jesus já deu para gozar uma delirante comédia burlesca de contornos escatológicos, talvez a melhor da década.

É ver os bocas de charroco de TV e coluna posta, que debitam sempre a favor do vento de pó vermelho, como lhes deu da noite para o dia em denegrir o coitado do Jorge, cabriolando à hora de fecho as loas de ontem em apoucamentos de hoje. E as peças de "A Bola" ou do "Record" (versão gratuita online, obviamente)? Que prodígios de contorcionista chinês, que 1984 orwelliano - mandem os estagiários ao arquivo apagar tudo que fora escrito há menos de um mês aquando do 34 - que apagões estalinistas da foto.

Outra aspecto desta comédia é a grotesca figura de certas paxás do pior Sporting, que desde a primeira hora se arreliaram muito com a palavra "auditoria" e desataram a escoicear em Bruno Carvalho - pudera... - e agora têm direito a parangonas como se fossem senadores sisudos e avisados, sem telhados de vidro nem muito que esclarecer, como o inepto cavalheiro da foto, que nela se apresenta rodeado da sua habitual companhia, empresário de truz e célebre amante de jardinagem, no qual honrosamanente nunca votei. 

Então ainda ninguém foi pedir opinião ao duque? Esse é que eu dava meio tostão furado para ouvir... Vá lá, senhores editores, só mais um esforço.

Remate certeiro

«A má-fé com que muitos opositores internos e externos de Bruno de Carvalho acompanharam a crise do Sporting teve algumas vantagens para o futuro. Fez com que vários coelhos saíssem das suas tocas, mostrando como estão mortinhos para que se regresse ao passado, aos negócios ruinosos para o Clube, mas excelentes para outros, à delapidação de património, a compras e vendas inexplicáveis de alguns jogadores, ao exército de avençados à volta das direcções, ao estado de pré-falência.»

Daniel Oliveira, hoje, no Record

A mini silly season

Pouco me importa qual seja a resposta do presidente do Sporting logo à noite.

Ela certamente não será crítica dos jogadores que lhe responderam, terá isso sim um alvo concreto, a comunicação social, que nestes dez dias se vai entreter a malhar no ferro, com o claro propósito de desestabilizar.

Eu não tenho dúvida nenhuma que uma parte da notícia do DN é verdadeira: Bruno de Carvalho não terá ficado nada agradado com a resposta dos três jogadores em causa! mas como "o 25 de Abril já chegou ao futebol", pelo menos nalguns aspectos, era o que mais faltava os visados numa crítica não terem direito de resposta.

Se o fizeram nos termos correctos? é irrelevante! cada um interpreta à sua maneira.

Para mim, que apoiei a chamada de atenção do presidente, qualquer resposta que não seja proferida na forma de ofensa pessoal (e não foi) é admitida e nunca deverá ser considerada falta de respeito, ou sequer quebra de dever profissional. Não, não defendo que o Clube vire uma república das bananas, mas quando o presidente se expõe, propositadamente, da forma como o faz, tem que admitir respostas em conformidade! (ainda que esteja carregado de razão). E, recorde-se, eu concordei com a comunicação do presidente. É o seu estilo, sabíamos com o que contávamos, quando o elegemos.

 

Já aqueles que criticaram Bruno de Carvalho pela "heresia" no facebook, e que vêm, por antecipação, atacar uma eventual condenação, fica-lhes mal a "preocupação". Deveriam pautar a sua pose pela coerência, no mínimo: se criticaram o presidente pela mensagem extemporânea (para ser simpático) ou inadequada, terão agora que agir em conformidade com os atletas em causa e repudiar as suas respostas, também em público, uma delas até durante um estágio da selecção nacional, o local menos adequado para falar de clubes e do Sporting em particular (sim, eu sei que o mesmo jogador foi bastante incisivo na resposta logo a seguir ao jogo da CL), sob pena de aí sim, com o jargão do "quem cala, consente", se correr o risco de transformar o Clube na tal república das bananas.

 

Contradigo-me? de todo!

O que defendo é que o presidente tem legitimidade para agir/reagir da forma que quiser, sendo umas vezes mais feliz que outras, errando como todos nós que não sendo presidente, somos humanos como ele, e que, sentindo-se, como bons filhos de boa gente, os jogadores injustiçados, eles podem, dentro das mais elementares regras da boa urbanidade, defenderem-se do que considerem criticas infundadas.

 

E isto é um pouco diferente de condenar intervenções deste tipo por parte do presidente, considerando que incendeiam o Clube, mas defender que já que o presidente falou, os jogadores devem responder e estas respostas serem tidas por normais e nada incendiárias. Opiniões...

 

Sabem que mais? nunca mais recomeça o campeonato!

Em defesa de William Carvalho

 

Sim, foi um balde de água gelada. Porque consentimos o empate no último lance de jogo quando já antevíamos a vitória, aliás merecida. Estamos todos irritados - e com razão. O que não entendo é o regresso das habituais proclamações catastrofistas, como se este empate em terreno alheio ao fim de cinco anos e meio de ausência da Liga dos Campeões fosse um cataclismo.

Até já nem falta quem queira tirar William Carvalho do onze titular, imagine-se, alegando que o nosso médio defensivo nada fez no desafio contra o Maribor. Ou a confusão foi minha ou não devemos ter visto a mesma partida. Socorro-me portanto de dois jornais desportivos, o Record e O Jogo, na avaliação que hoje fazem do desempenho de William.

Escreve o Record: «Preenche uma cada vez maior faixa do terreno. Apareceu na área contrária e evitou problemas à defesa.» (Nota 3, só inferior à de Nani)

Escreve O Jogo: «Aos 31' carimbou a bola de cabeça com selo de golo, mas um defesa contrário evitou-o. Efectuou várias dobras aos centrais e esteve seguro no passe.» (Nota 6, só inferior às de Nani e Carrillo)

 

Invoco estas opiniões insuspeitas na expectativa de acalmar os ânimos de alguns que, reeditando uma das piores tradições do Sporting, já querem pendurar treinador e vários jogadores no pelourinho. Por causa de um empate fora de casa contra uma equipa que já tinha eliminado o Celtic numa pré-eliminatória.

Claro que William Carvalho tem lugar no onze titular do Sporting: quem sustenta o contrário passa a si próprio um atestado de incompetência enquanto espectador de futebol.

Alguns destes adeptos hoje tão apostados em correr com tudo e todos por causa deste empate devem ter preferido os jogos que o Sporting (não) fez na Champions em 2009/10, 2010/11, 2011/12, 2012/13 e 2013/14. É capaz de ser isso.

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