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És a nossa Fé!

A ver o Mundial (19)

Três minutos, à beira do fim, ditaram uma das mais impressionante reviravoltas em jogos do Campeonato do Mundo. Em benefício da Holanda contra uma das equipas-sensação da prova: o México de Herrera, Guardado, Aquino, Guillermo Ochoa e Rafa Márquez. Com arbitragem de Pedro Proença.

Foi um jogo muito calculista, disputado com extrema lentidão na primeira parte, na tarde húmida, viscosa e soalheira de Fortaleza. Com o técnico mexicano, Miguel Herrera, a vencer o duelo táctico nesse período da partida ao montar a sua equipa com um dispositivo eficaz, impedindo as habituais cavalgadas ofensivas dos holandeses. Foi recompensado logo a abrir o segundo tempo quando o México pareceu embalado para a vitória com um golo de Giovani dos Santos em que o guardião Cillessen pareceu mal batido.

 

A partir daí, a supremacia táctica coube ao treinador holandês. Herrera mandou recuar demasiado as linhas, defendendo o resultado tangencial quando ainda havia mais de 40 minutos para jogar. Por sua vez Van Gaal trocou Van Persie, hoje marcadíssimo, por Huntelaar: a partir daí, e pela primeira vez neste desafio, a Laranja Mecânica fez jus ao cognome, comandando as operações. Poderia até ter chegado à vitória mais cedo: uma defesa extraordinária de Ochoa aos 57' travou-lhe o passo na sequência de um canto marcado por De Vrij. Depois, aos 74, o excepcional guardião mexicano impediu Robben de chegar ao golo.

Mas a pressão holandesa era fortíssima: adivinhava-se o empate a qualquer momento. Que chegou enfim aos 88', com um potente remate de Sneijeder, aproveitando uma bola de ressalto. Três minutos depois, já no período complementar, Robben voltou a ser protagonista de um lance polémico dentro da área mexicana: aparentemente, Rafa Márquez prendeu-lhe o pé de apoio em zona proibida. Pedro Proença não hesitou, apontando para a marca de grande penalidade.

Já aos 44' um lance semelhante - culminando com outra queda de Robben, derrubado por Andújar - motivara fortes protestos holandeses, aos quais o árbitro português fez orelhas moucas. Desta vez tudo foi diferente: Huntelaar, chamado a converter o penálti, não falhou. Herrera protestou contra Proença, como lhe competia, mas a meu ver sem razão.

 

Já não havia tempo para reagir. Caía o mito Ochoa - até ao momento, o melhor guarda-redes do Mundial. Caía a selecção mexicana. Mas de pé, com o orgulho de quem se bate sem temor até ao fim. Merecia ter seguido em frente. Mas esta Holanda, já se percebeu, está imparável. Até onde chegará?

 

Holanda, 2 - México, 1

A ver o Mundial (6)

Pode um jogo que termina empatado a zero ser um bom espectáculo? Pode. Aconteceu esta noite, no Brasil-México. Um jogo aberto, emotivo, bem disputado. Futebol de alto nível, com várias oportunidades de golo para ambas as equipas. Mas o destaque vai por inteiro para o guardião mexicano, Guillermo Ochoa, que fez uma das melhores exibições de que me recordo de um guarda-redes numa fase final de um campeonato do mundo.

O momento da partida aconteceu aos 25', dando fama planetária ao defensor da baliza mexicana: Dani Alves faz um centro muito comprido, da lateral direita, para um cabeceamento fulminante de Neymar na grande área adversária. Ochoa voa para a bola, num espectacular mergulho para o seu lado direito, desviando-a para canto em cima da linha de baliza. Um movimento fabuloso que fez irromper aplausos espontâneos nas bancadas do estádio Castelão, em Fortaleza.

Confiante como nunca, o guarda-redes de 28 anos que há dias sofreu um golo marcado por Bruno Alves no último minuto do Portugal-México desta vez não deixou entrar nada. Neymar (por três vezes), Paulinho, Bernard e Thiago Silva bem tentaram, de diversas maneiras, mas em vão. O Brasil teve mais oportunidades de golo, mas o México também não deu tréguas às redes brasileiras. Júlio César que o diga: salvou dois golos quase certos.

Com uma equipa muito organizada, os mexicanos souberam pressionar e ocupar espaços no terreno, cortando as vias de acesso à sua área. Apresentando um colectivo digno desse nome, em que se destacaram nomes tão diversos como o veterano Rafa Márquez (35 anos, quatro campeonatos mundiais no seu currículo), Vázquez, Giovani dos Santos, Moreno, Guardado e Herrera. Embora nenhum tão influente no desfecho como o espectacular Ochoa, que foi guarda-redes titular do Ajaccio - clube da Córsega que acaba de descer à segunda divisão francesa - e vai ficar sem contrato a partir deste Verão.

Havemos de ouvir falar mais dele, não tenho a menor dúvida.

 

Brasil, 0 - México, 0

 

Ochoa, herói do jogo

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