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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Prioridades

Os resultados, bem mais que as exibições, foram criando uma ilusão, um placebo. É sempre errado avaliar alguém apenas pelos resultados, sem cuidar de querer entender o processo. Se o processo não é bom, se as escolhas não se entendem, quando os resultados falham o que nos resta? Esta é a encruzilhada em que estamos: o que fazer quando um treinador essencialmente resultadista não tem resultados? Sim, porque o processo, a rendibilização do investimento feito na Academia há muito que se percebeu que regrediu na sua optimização, por muitos méritos que se possam atribuir à venda de João Mário ou ao valor de mercado de Gelson. Com esta reflexão - sem prejuízo dos comentários que vier a fazer aos jogos por disputar, na rúbrica "Tudo ao molho e FÉ em Deus" - encerro aqui, até ao final da época, a análise mais geral, neste espaço "Hoje giro eu", ao trabalho do nosso treinador actual.

 

Em tempo de crise é necessário definir prioridades. Se a ideia não é despedir o treinador de imediato, de que serve aos adeptos perorarem sobre os deméritos de Jorge Jesus? Algo melhorará com essa atitude? Passará a ser mais fácil termos sucesso nas competições que nos restam? A relação entre jogadores e treinador ficará fortalecida com os ecos desse descontentamento? 

 

Há uma época por terminar e objectivos ainda por atingir. Especificamente, temos a obrigação de lutar pelo 2º lugar no campeonato nacional - posição que nos permitirá o acesso à 3ª pré-eliminatória da Champions (imediatamente anterior ao "play-off") - , a meta de tentar ganhar a Taça de Portugal e a ilusão de ir o mais longe possível na Liga Europa, não descurando que uma eventual vitória nesta última garantiria o acesso directo à fase de grupos da Champions.

 

Até ao final da época é nisto que nos temos TODOS de concentrar, com o mínimo ruído possível. Depois sim, será o tempo da avaliação, das opções a tomar para o futuro. Só espero que a decisão final seja estratégica e não conjuntural e que não sacrifique a rendibilização da nossa Formação em detrimento de cantos de sereia de vitórias a curto-prazo. Até porque ainda me estão para provar que as duas coisas não sejam possíveis de obter, em simultâneo. Basta ver o Mónaco de Leonardo Jardim, na época transacta, e retirar daí as devidas conclusões...

 

Estabilidade

Concentremo-nos no essencial: o objectivo prioritário do Sporting para a temporada em curso é conquistar a Taça de Portugal, prova onde somos a equipa claramente favorita. E, por via da Taça, conquistar também a Supertaça. Dois troféus que não vencemos desde 2008.

No campeonato, e dada a impossibilidade de defrontarmos um SLB reforçado com árbitros e "bandeirinhas", a nossa meta para a segunda volta deve estar igualmente muito  bem definida: atingir o mesmo lugar da época passada, com acesso directo à Champions. Nada impossível, atendendo aos quatro pontos que nos separam do Porto, equipa que já derrotámos no estádio do Dragão.

Taça, supertaça e segundo no campeonato garantindo a Champions: eis o que chamo uma época bem sucedida atendendo às circunstâncias e lembrando sempre de onde partimos apenas há dois anos.

Claro que nada disto se consegue sem estabilidade. Na direcção, na estrutura técnica e no plantel. A todos os níveis é essencial falar menos. Para fazer mais e cada vez melhor.

Cumprir

Objectivo da época cumprido, tal como já tinha antecipado aqui. Sem euforias, porque euforias só com títulos. Estamos de novo no nosso habitat, entre os "maiores da Europa". Grande época. Bruno de Carvalho e Leonardo Jardim merecem todos os louros. Cabeça fria, responsabilidade, gestão sólida e sustentabilidade a médio/longo-prazo. Os títulos chegarão. O trabalho está começado, é só continuar. Viva o Sporting Clube de Portugal! SEMPRE!

O lado teleológico do futebol

O Sporting joga para o quê? Depois da derrota em Carnide, a intelligentsia desportiva que palra nos vários títulos de media foi consensual - os leões estão afastados da luta pelo título. O Sporting (isto é, quem oficialmente fala pelo clube: equipa técnica, estrutura de futebol e direcção) nunca comentou nem se comprometeu de forma clara ou difusa com a "candidatura" ao título. O discurso assente nas premissas dos parcos recursos, da equipa jovem, da nova fase e considerandos semelhantes levava ao possível objectivo de honrar a camisola em cada jogo, averbando sempre que possível a vitória. É o célebre jogo-a-jogo. Vendo o enquadramento geral, estes propósitos são responsáveis, coerentes e até aceitáveis (mesmo ferindo um pouco a nossa grande história). Com a equipa a melhorar e os rivais a claudicar aqui e ali, a malta foi ficando mais tempo no topo do que o previsto inicialmente pelas Mayas do comentadorismo nacional. Era o desabar da tese "jogo-a-jogo", pregavam muitos por aí. O Sporting estava na luta pelo caneco. Este revés de um ou dois empates estúpidos e a derrota no pré-fabricado levaram a que se volte novamente à ladaínha. Compreendo o discurso inicial de contenção, mas ele acaba agora por se virar contra o clube, nomeadamente nas expectivas e frustações da massa adepta e associativa. Devemos apontar hoje sem receios um objectivo para o que resta do campeonato, seja o título, o 2º lugar ou o último lugar do pódio que ainda nos leva à entrada da Liga dos Campeões. Não devemos ter receio em assumir com frontalidade os nossos propósitos. Precisamos de saber todos, com selo oficial, para o que é que andamos a lutar até Maio. Se não conseguirmos esse desiderato, temos então de avaliar se fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para chegar ao objectivo proposta. Apenas isso. Precisamos claramente de um telos neste final de época 2013/2014. 

{ Blog fundado em 2012. }

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