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És a nossa Fé!

Balanço (16)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre NUNO SANTOS:

 

José Navarro de Andrade: «O que verdadeiramente conta é o que cada peça faz no seu lugar. Por exemplo: quando joga Jovane em vez de Nuno Santos, porque são jogadores diferentes, que fazem coisas diferentes na mesma posição, é claro que a bola tem de lá chegar de maneira diferente e é óbvio que sairá de lá de maneira também diferente.» (22 de Agosto)

- Edmundo Gonçalves: «À parte algumas paragens cerebrais de Neto, Inácio e Nuno Santos, que nos custaram o encaixe de três golos, numa boa parte do tempo de jogo até nos batemos de igual para igual com os holandeses (eu sou antigo), que jogaram quase na força máxima, ao invés de nós.» (7 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Tem a cabeça no ataque e descura as tarefas defensivas.» (14 de Janeiro)

Eu: «Com transbordante energia, impondo-se no seu corredor como extremo à moda antiga, em contínuo desgaste da defesa contrária. Numa das suas movimentações cheias de velocidade, foi derrubado em falta: o lance, aos 20', originou penálti, convertido por Sarabia no minuto seguinte. Destacou-se pela qualidade dos seus cruzamentos (...). Mesmo sem marcar, desta vez, destacou-se como melhor em campo.» (2 de Maio)

Pódio: Nuno Santos, Palhinha, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Gil Vicente pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 18

Palhinha: 17

Sarabia: 17

Porro: 16

Edwards: 15

Pedro Gonçalves: 15

Matheus Nunes: 15

Matheus Reis: 15

Neto: 15

Gonçalo Inácio: 14

Rodrigo Ribeiro: 13

Adán: 13

Ugarte: 12

Vinagre: 12

Paulinho: 12

Daniel Bragança: 6

 

Os três jornais elegeram Nuno Santos como melhor em campo.

O dia seguinte

Sem Slimani nem Paulinho, um na porta de saída outro a contas com uma mazela qualquer, Rúben Amorim recorreu mais uma vez à frente móvel Edwards-Sarabia-Pedro Gonçalves, apoiada por dois alas bem abertos e através duma circulação de bola mais rápida que o habitual (excepto quando chegava a Neto), o Sporting dominou, criou oportunidades e conseguiu o 2-0 contra o Gil Vicente.

No entretanto alguns jogadores davam umas baldas (Inácio e Neto à cabeça) que originavam lances perigosos do Gil, felizmente sem resultado.

No entretanto também, Adán com a bola nas mãos choca com um adversário que não disputa a bola e apenas se mete à frente dele, o árbitro vê aquilo que eu vi, e o VAR ao contrário daquele João Pinheiro do Sporting-Braga, não interfere, como também não interferia se tivesse sido marcado penálti. É um lance de interpretação, mas falar em "negligência, imprudência e força exagerada" como faz o ressabiado Duarte Gomes quando Adán consegue chegar e agarrar a bola e obviamente não consegue saltar por cima do adversário, é mais que negligência como comentador de arbitragem, é má fé mesmo.

Mais inteligente foi o comentador da Sport TV que andou para ali 5 minutos a tentar demonstrar que antes do contacto a bola já tinha escorregado das mãos de Adán e por isso ele chocou com o adversário, que se tivesse a bola segura não era mas que assim havia uma bola em disputa e era. Temos então dois comentadores separados no entendimento da lei, mas juntos na certeza do penálti. É o que temos. Dois medíocres ex-árbitros com contas para saldar.

 

Voltando ao jogo. A seguir ao segundo golo, estranhamente ou talvez não, o Sporting relaxou, começou a correr mais para a frente e menos para trás, deixou partir o jogo, a velocidade dos jogadores do Gil começou a fazer mossa, surgiu o 2-1 e podiam ter surgido outros. Resumindo, para o que foi a primeira parte, o 2-1 acabava por ser lisonjeiro para o Sporting.

A segunda parte foi completamente diferente. Um Sporting mais competente e um Gil mais cansado, o terceiro golo não demorou muito, os lances de perigo para o Gil sucederam-se e só a enorme exibição do seu guarda-redes brasileiro de 20 anos, ex-Botafogo (Alô, Hugo Viana), impediu um resultado mais volumoso.

 

Desta vez as substituições pouco adiantaram, excepto no caso do jovem Rodrigo Ribeiro que tem mesmo pinta de jogador, embora para alguns não estivesse ali a fazer nada, devia era estar a lutar pelos títulos dos juvenis ou dos juniores.

Melhor em campo, de longe, Nuno Santos. Sarabia acertou um remate, falhou uma dúzia.

E assim conseguimos um dos objectivos mais importantes, talvez o maior de todos, desta época, o acesso directo à Champions, que vai permitir desafogo financeiro, retenção de talento e preparação atempada da próxima época.

Supertaça, Taça da Liga, passagem da fase de grupos da Champions, acesso directo à Champions da próxima época, nada mau mesmo. Graças a Rúben Amorim.

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada em Alvalade. Vencemos por 4-1 - sem margem para discussão - a brava equipa de Barcelos, que ocupa o quinto lugar no campeonato e ambiciona aceder à Liga Europa. Este Gil que tinha vencido em Braga e na Luz, e conseguiu impor um empate no Dragão mesmo a jogar só com dez durante quase toda a partida. Fomos, portanto, o único dos três "grandes" a derrotar este conjunto muito bem orientado por Ricardo Soares - treinador que desta vez não esteve no banco por cumprir castigo. 

 

Do nosso caudal atacante. Dominámos todo o desafio - desde os minutos iniciais, em que entrámos de pé no acelerador. Tivemos posse de bola com qualidade, fazendo-a rolar rumo à baliza adversária, sem a desperdiçar com trocas inconsequentes e estéreis no nosso reduto. No final da primeira parte já tínhamos 12 remates, sete dos quais enquadrados.

 

Do bom registo ofensivo sem ponta-de-lança. Nestes dois últimos jogos, marcámos sete golos dispensando um avançado fixo dentro da grande área. Eficaz ataque móvel, com dinâmica colectiva e constantes rotações de posição funcionaram para baralhar as defesas adversárias. Os resultados falam por si.

 

De Nuno Santos. Excelente exibição do filho da D. Fátima - desta vez os jogadores tinham os nomes das mães estampados nas camisolas - com transbordante energia, impondo-se no seu corredor como extremo à moda antiga, em contínuo desgaste da defesa contrária. Numa das suas movimentações cheias de velocidade, foi derrubado em falta: o lance, aos 20', originou penálti, convertido por Sarabia no minuto seguinte. Destacou-se pela qualidade dos seus cruzamentos - aos 24', 60' e 75' (este a partir do corredor direito). Um desses passes a rasgar, lá na frente, originou autogolo de Lucas Cunha, aos 53'. O nosso terceiro. Mesmo sem marcar, desta vez, destacou-se como melhor em campo.

 

De Porro. O  jovem internacional espanhol está de volta às grandes exibições. O filho de D. Carmen recuperou bolas, ganhou lances divididos, acelerou o jogo na ala direita, fez soberbos cruzamentos aos 26' e aos 51'. Novamente em grande forma.

 

De Adán. Sem culpa no golo sofrido, aos 45'+2, o filho de D. Toni merece destaque por este simples facto: tornou-se ontem no único jogador de todas as equipas utilizado em todos os minutos da Liga 2021/2022, cumprida agora a 32.ª jornada. Demonstração inequívoca da sua extrema utilidade e da sua qualidade entre os postes. Titular indiscutível, a ele muito devemos o facto de o Sporting ser a equipa menos batida do campeonato, com apenas 21 golos sofridos.

 

De Edwards. Não deslumbrou, mas justifica destaque por ter apontado o segundo golo leonino, num remate de ressaca, aproveitando da melhor maneira uma bola que lhe sobrou após defesa incompleta do guardião gilista a cabeceamento de Neto, aos 36'. Um golo importante: foi a estreia do inglês vindo de Guimarães como goleador de Leão ao peito no nosso estádio. 

 

Do regresso de Pedro Gonçalves aos golos. Ganhou um penálti e foi ele a convertê-lo, aos 63'. O filho da D. Maria voltou assim a fazer o gosto ao pé após mais de dois meses de jejum, selando o resultado desta partida após uma primeira parte muito apagada. Os adeptos compensaram-no com fortes aplausos ao ser substituído por Vinagre, ia decorrido o minuto 67.

 

De Rodrigo Ribeiro. Estreia do promissor júnior formado em Alcochete, com 17 anos recém-festejados, como sénior em Alvalade. Rendeu Sarabia aos 84' e correspondeu às expectativas com um remate cruzado muito perigoso a rasar a baliza, aos 86' e uma boa acção individual aos 89', empolgando os adeptos. O filho da D. Mariana tem bom toque de bola, sem margem para dúvida. Valor a ter em conta no Sporting do futuro.

 

Dos remates de meia-distância. Tem havido vários jogos sem um só para amostra, do nosso lado. Desta vez houve pelo menos três. Por Nuno Santos (5'), Porro (32') e Pedro Gonçalves (57'). A merecer destaque pela positiva.

 

De Andrew. O jovem guarda-redes da equipa minhota, com apenas 20 anos, foi uma das figuras da partida. Impedindo o Sporting de avolumar a vantagem. Eis um nome a reter.

 

Do árbitro. Estreia de Miguel Nogueira, aos 28 anos, a apitar um jogo com equipa grande. Merece nota positiva. E votos para que tenha sucesso nesta actividade. 

 

De termos assegurado o segundo maior objectivo da época. Com esta vitória, garantimos o acesso directo à próxima edição da Liga dos Campeões. Segunda presença consecutiva na prova máxima do futebol europeu ao nível de clubes. E mais cerca de 40 milhões de euros a caminho do cofre de Alvalade.

 

De vermos adiada a decisão definitiva do título. O FCP, que jogará com o Benfica na tarde do próximo sábado, queria celebrar por antecipação. O nosso triunfo frente ao Gil Vicente impediu os portistas de concretizarem este sonho. Agora, concentração máxima para o nosso embate. Também no sábado, mas só após o outro jogo: vamos enfrentar o Portimonense.

 

De somarmos agora 79 pontos. Podemos igualar a pontuação da época passada, que nos garantiu o título de campeões nacionais. Faltam dois jogos.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Coates. Com queixas físicas, o nosso capitão desta vez ficou de fora. E fez falta. O Gil Vicente marcou três golos, dois dos quais anulados por foras-de-jogo milimétricos, dando a ideia, sobretudo na primeira parte, que podia desestabilizar o nosso reduto defensivo, ontem desprovido do seu líder natural.

 

Do amarelo a Neto. Capitão em vez do internacional uruguaio, o filho da D. Rosa ficará ausente do próximo desafio por acumulação de cartões. Foi bem sancionado por falta dura - e desnecessária - aos 83'. Mas até podia tê-lo visto mais cedo, noutro lance ríspido que protagonizou.

 

Do 2-1 que se registava ao intervalo. Sabia a pouco.

 

De outro desperdício de Paulinho. Suplente utilizado, o avançado ex-Braga rendeu Edwards aos 56'. Com uma actuação que voltou a saber a pouco. Isolado por Sarabia aos 60' com um primoroso toque de calcanhar, rematou sem a devida acutilância, permitindo a defesa de Andrew a cerca de 6 metros da baliza. De golo "cantado" a golo falhado. As oportunidades perdidas vão-se acumulando no seu currículo.

 

Da fraca adesão dos adeptos. Bancadas demasiado despidas nesta bem disputada partida de futebol. Apenas 25.425 espectadores no Estádio José Alvalade.

Pódio: Nuno Santos, Coates, Edwards

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Boavista-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 18

Coates: 18

Edwards: 18

Matheus Nunes: 17

Palhinha: 16

Tabata: 15

Adán 15

Vinagre: 14

Ugarte: 14

Esgaio: 14

Neto: 14

Pedro Gonçalves: 13

Sarabia: 13

Gonçalo Inácio: 13

Daniel Bragança: 12

Feddal: 12

 

A Bola elegeu Nuno Santos como melhor em campo. O Record optou por CoatesO Jogo escolheu Matheus Nunes.

O dia seguinte

Foi uma equipa ainda convalescente do desastre dos Açores a que entrou em Vizela. A vontade de voltar ao modelo de jogo que conduziu às vitórias estava lá, o atrevimento ofensivo com Nuno Santos e Daniel Bragança em vez de Feddal e Matheus Nunes também, mas a pressão do adversário intranquilizou, Coates não estava nos seus dias e estivemos perto de sofrer um golo depois duma perda de bola no meio-campo. Valeu-nos o Santo Adán.

Depois a equipa reagiu bem. Inácio e Matheus Reis garantiam uma boa saída de bola, o lado direito com Esgaio e Sarabia começou a carburar, na primeira oportunidade Pedro Gonçalves marcou um grande golo e partir daí só deu Sporting. Ao intervalo a ganhar por 2-0, o Sporting entrou na 2.ª parte para não dar hipóteses ao adversário, estivemos sempre muito mais perto do 3-0 do que o Vizela de marcar algum golo até a dupla do meio-campo dar o berro. Depois quase voltámos ao registo inicial e o Vizela até poderia ter marcado.

Ficou assim com final feliz um jogo que só não foi mais tranquilo pelo dia menos positivo do "El Patrón" (não sei se distraído pelo fazer de malas para ir ao Uruguai com o "afilhado") e pelo desperdício de golos do tridente ofensivo, o tal PSP que cada vez articula melhor mas concretiza bem menos do que poderia.

Daniel Bragança esteve excelente como "playmaker" e é de facto uma alternativa válida ao "box to box" Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco. Mais um amarelo, mesmo que tenha sido muito injusto. Mas independentemente das características dum ou doutro, a questão é que são quatro médios para dois lugares e convém ter todos nas melhores condições. Todos têm que jogar aqui ou ali.

Concluída esta jornada, estamos em segundo lugar a 3 pontos dum Porto que lá vai ganhando conforme pode e sabe (desta vez foi um sul-africano que fez os possíveis para ir tomar banho mais cedo) e com 6 pontos de vantagem dum Benfica à deriva. Andamos a jogar contra tudo e contra todos, defrontamos equipas que mais parecem filiais dos rivais, arbitragens que nos castigam com cartões e nos limitam a possibilidade de discutir o jogo, mas mesmo assim a verdade é que tudo depende de nós, melhor equipa nacional não existe.

 

PS: Claro que Nuno Santos esteve mal ontem, como esteve em Alvalade, mas comparar o rapaz a alguns artistas de circo do Porto... por amor da Santa. Ou da tal Bruxa, funcionária. 

Isto vai lá... Jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

Pódio: Nuno, Daniel, Gonçalo Esteves

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Gil Vicente-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 19

Daniel Bragança: 18

Gonçalo Esteves: 18

Gonçalo Inácio: 17

Paulinho: 17

Matheus Reis: 16

Ugarte: 15

Matheus Nunes: 15

Adán: 14

Palhinha: 13

Coates: 13

Pedro Gonçalves: 13

Sarabia: 9

Neto: 4

 

Os três jornais elegeram Nuno Santos como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa vitória categórica em Barcelos. Triunfo por 3-0 num campo sempre muito difícil, onde há duas épocas saímos derrotados por 1-3. Os golos tardaram mas apareceram, todos na segunda parte. Confirma-se: este Sporting que persegue o sonho do bicampeonato está ainda melhor do que aquele que em Maio conquistou o título nacional.

 

Do nosso segundo tempo. Mandámos por completo no jogo, desboqueámos o nulo inicial e podíamos até ter terminado a partida com goleada. Destaque para os 11 minutos em que fizemos dois golos e para o quarto de hora final, com domínio absoluto do Sporting, continuamente incentivado por muitos adeptos presentes no estádio.

 

De Nuno Santos. Lançado na partida aos 31', quando jogávamos já só com dez, passou a dominar o corredor esquerdo em movimentos pendulares que tão bem conhece. Mas os frutos desta sua entrada em campo só foram colhidos na segunda parte, quando o esquerdino funcionou como abre-latas da nossa equipa: recuperou uma bola já no meio-campo ofensivo, progrediu alguns metros com ela e disparou uma bomba que foi aninhar-se nas redes adversárias. Aconteceu ao minuto 64: assim começou a construir-se o triunfo leonino, com Nuno Santos a revelar-se o melhor em campo.

 

De Ugarte. Saiu cedo, aos 57', por já estar amarelado. Mas voltou a destacar-se com uma exibição muito positiva, confirmando a validade da aposta de Rúben Amorim nele como titular a médio defensivo. Extremamente útil na recuperação da bola e a colocá-la na frente, transportando-a por vezes ele também. Numa destas incursões foi derrubado em falta, aos 33', originando uma grande penalidade para o Sporting.

 

De Matheus Reis. Continua a confirmar-se como um dos melhores elementos deste Sporting 2021/2022, para surpresa de muitos adeptos. Voltou a fazer duas posições e em ambas - lateral e  central - teve exibição impecável. Competente na construção, eficaz no passe, seguro no domínio de bola. É um dos jogadores que mais têm progredido sob o comando de Amorim.

 

De Daniel Bragança. Foi um dia grande para o jovem médio formado em Alcochete: ontem, actuando como médio ofensivo, marcou pela primeira vez de verde e branco para o campeonato. Um grande golo, aos 90'+3, correspondendo da melhor maneira a um passe milimétrico de Paulinho. Em campo desde o minuto 77, substituindo Gonçalo Esteves, fez três quase-assistências para Pedro Gonçalves (86', 88', 90'+1), infelizmente desperdiçadas, antes de ele próprio marcar. Impecável com e sem bola. Fez tudo para merecer o golo.

 

Da estreia de Gonçalo Esteves como titular no campeonato. Com apenas 17 anos e 9 meses, tornou-se o mais jovem no onze inicial do Sporting desde Cristiano Ronaldo, estreante em 2002. Correspondeu às expectativas do treinador, sobretudo no segundo tempo, em que actuou com maior liberdade de movimentos, quase como um extremo. Saiu aos 77', já muito fatigado, tendo aproveitado da melhor maneira esta oportunidade gerada pelo impedimento simultâneo de Porro e Esgaio. Não custa augurar-lhe uma carreira de grande sucesso.

 

Dos regressos de Paulinho e Palhinha. O primeiro recuperado do coronavírus, o segundo já recomposto da lesão que o tinha afastado dos cinco jogos anteriores. O avançado jogou o tempo todo e revelou ainda energia para construir toda a jogada que viria a resultar no terceiro golo, o médio defensivo entrou aos 57' para render Ugarte e cumpriu no essencial, embora ainda longe do nível a que nos habituou.

 

De concluir outra partida sem qualquer golo sofrido. Em 15 desafios deste campeonato que vai quase a meio, apenas sofremos cinco: só um a cada três jogos.

 

Da nossa décima vitória consecutiva na Liga. Há 15 anos que não conseguíamos uma campanha interna com tanto sucesso como esta. Sem perder qualquer ponto desde 11 de Setembro.

 

De ver o Sporting no comando do campeonato. Com 41 pontos em 45 possíveis, lideramos isolados - pelo menos até amanhã. Já com melhor registo na comparação com a 15.ª jornada da época anterior enquanto nos mantemos em todas as frentes desportivas, ao contrário do que sucedia nesta mesma altura em 2020/2021. Tendo já defrontado os nossos dois rivais directos e o Braga. Este vai ser, para nós, um Natal ainda mais doce.

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Péssimo futebol, com a bola quase sempre parada e o jogo interrompido. Duas expulsões, uma para cada lado. E o 0-0 inicial a manter-se ao intervalo, como espelho de tudo isto.

 

De Pedro Gonçalves. Onde anda o implacável goleador de outros jogos? Falhou (pela segunda vez) um penálti, aos 37', permitindo a defesa do guardião adversário. E desperdiçou diversas oportunidades soberanas de que foi dispondo, sobretudo nos sete minutos finais, assistido por Daniel Bragança. É verdade que o segundo golo nasce de um pontapé rasteiro dele, aos 64', na ressaca de um lance confuso na grande área do Gil Vicente, mas mesmo aí a bola só entra por tabelar em Gonçalo Inácio, a quem a proeza foi creditada.

 

De Neto. Expulso aos 22' por ter encostado a cabeça em Pedrinho, do Gil Vicente, quando o Sporting estava em superioridade numérica, desde a expulsão de Fujimoto aos 12'. Atitude inaceitável do segundo elemento mais velho e experiente do plantel, que tem a obrigação de resistir a todas as provocações. Obrigou Amorim a alterar primeiro o sistema, jogando dez minutos com uma defesa a quatro, e depois a trocar Sarabia por Nuno Santos, repondo a linha de três centrais mas vendo-se forçado a prescindir do internacional espanhol, que vinha de três jogos consecutivos a marcar. Desta vez viu-se condenado a ficar em branco.

 

De ver meia equipa amarelada. Além de Neto, brindado com vermelho directo, cinco dos nossos também foram "premiados" com cartões: Pedro Gonçalves (7'), Ugarte (20'), Matheus Nunes (45'+3), Coates (61') e Gonçalo Esteves (63'). Cortesia do senhor Tiago Martins, incapaz de perceber que o futebol é um jogo de contacto e que o árbitro não está em campo para ser a figura em máximo destaque, como ele tanto gosta.

 

Das lacunas no plantel. Por lesão, por covid ou por impedimento disciplinar, Amorim não contou nesta partida com sete jogadores: Jovane, Vinagre, Feddal, Porro, Esgaio, Tabata e Tiago Tomás. Por isso viu-se forçado a sentar no banco três juniores: Geny, Nazinho e Marsà. É urgente haver dois reforços cirúrgicos já no mês que vem.

 

De Tiago Martins. Confirma-se: é um dos piores árbitros portugueses. Actuação lamentável em Barcelos: quase tudo de relevante lhe passou ao lado. Não viu uma agressão de Fujimoto a Matheus Reis evidente para qualquer pessoa que acompanhasse o jogo, passou-lhe ao lado uma grande penalidade cometida contra Ugarte, exibiu indevidamente um cartão vermelho (forçado depois a retirar) ao jovem internacional uruguaio, teve um critério errático no plano disciplinar, continua a ser o árbitro que mais apita em desafios da Liga. Acabou por ser salvo em momentos cruciais pelo vídeo-árbitro João Pinheiro: este sugeriu-lhe que observasse as imagens da agressão a Matheus (mesmo assim demorou quatro minutos a decidir!) e do penálti cometido sobre Ugarte, além de impedir a expulsão deste jogador. Uma noite negra para este incompetente que continua a arrastar-se nos relvados portugueses.

Pódio: Nuno Santos, Ugarte, M. Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Famalicão pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 17

Ugarte: 16

Matheus Nunes: 16

Gonçalo Inácio: 16

Palhinha: 15

Esgaio: 15

Feddal: 15

Matheus Reis: 14

Sarabia: 14

Neto: 14

Vinagre: 13 *

João Virgínia: 13

Paulinho: 12

Pedro Gonçalves: 12

Jovane: 10

Tabata: 7

 

A Bola e o Record elegeram Ugarte como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Matheus Nunes.

 

* Estranhamente, o Record omitiu classificação a Vinagre no espaço próprio para o efeito. Informa-me entretanto um leitor (e eu agradeço) que essa nota surge na ficha do jogo

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De vencer em Arouca. Desafio difícil, triunfo sofrido por 2-1, num relvado encharcado, com chuva persistente durante toda a partida. O mais importante foi conseguido: viemos de lá com os três pontos.

 

Do golo marcado cedo. Desta vez não esperámos muito para ver o Sporting adiantar-se no marcador: apenas 14 minutos. Bela jogada colectiva, concretizada em sete toques rápidos. Intervenientes: Porro, Daniel Bragança, Sarabia, Paulinho, Nuno Santos, de novo Sarabia e Matheus Nunes, que a meteu lá dentro. Sem perdoar, à ponta-de-lança.

 

Da primeira parte. Domínio claro da nossa equipa. Indiscutível. Com processos simples, sem complicar. O 1-0 registado ao intervalo sabia a pouco para o jogo que desenvolvemos. 

 

De Nuno Santos. Melhor em campo. E o mais influente no desfecho da partida. Teve intervenção decisiva no primeiro golo e marcou o segundo, aos 54'. Um golo que nos valeu os três pontos. Logo aos 9', fez excelente cruzamento que Paulinho não conseguiu converter em golo. 

 

De Daniel Bragança. O nosso "Modric" estreia-se enfim a titular nesta época. Boa prestação, com notória qualidade de passe e grande capacidade para fazer circular a bola com critério e visão de jogo. Influente na construção ofensiva. Tem envolvimento nos dois golos. Saiu esgotado, aos 81'. Dever cumprido.

 

De Sarabia. O internacional espanhol vem apurando as exibições de jogo para jogo. Esta foi, de longe, a seu melhor. Coroada nas assistências para os dois golos. Quase marcou ele próprio, em dois remates consecutivos aos 40' travados a custo pelo guarda-redes. Após ser substituído, aos 71', a prestação da equipa baixou.

 

De Coates. Não foi uma das suas melhores actuações, longe disso, mas merece referência. Por ter cumprido o 250.º jogo vestido de verde-e-branco. É quanto basta para o nosso bravo capitão merecer destaque pela positiva.

 

De manter a tradição. Quinto jogo disputado pelo Sporting em Arouca para o campeonato nacional de futebol, quinta vitória. Sem hipóteses para a turma anfitriã.

 

De ver o Sporting ainda invicto. À oitava jornada, continuamos sem perder. 

 

Da nossa prestação como equipa visitante. Três vitórias em quatro desafios disputados fora de portas na Liga 2021/2022. E marcamos há sete meses em jogos do campeonato.

 

Do apoio dos adeptos. Foram muitos, e sempre a puxar pela equipa, no estádio do Arouca. Indiferentes ao frio e à chuva que já revelam a mudança de estação. 

 

Da estrelinha. Está de regresso. Três jogos, três triunfos tangenciais, três brindes dos guarda-redes: primeiro o do Estoril, depois o do Marítimo, desta vez o do Arouca, facilitando-nos a vida com a sua péssima intervenção no lance do nosso segundo golo. A sorte faz parte do futebol.

 

 

Não gostei

 

Dos vinte minutos finais. Entregámos a iniciativa ao Arouca, que nos confinou ao nosso reduto defensivo nesse período crucial do encontro. Jogámos aos repelões, perdendo o controlo do meio-campo, acusando cansaço físico e até emocional. Comportamento impróprio de campeão nacional. 

 

De haver só um central de raiz no onze inicial. Nada é mais revelador das carências do plantel leonino do que ver o tridente defensivo composto por Coates ao meio, coadjuvado por Matheus Reis à esquerda e Esgaio à direita. Apenas o uruguaio actuou na sua posição natural: os colegas foram adaptados. Isto contribuiu para o desposicionamento de Esgaio no lance do golo que sofremos, aos 51', muito facilitado pela nossa desorganização defensiva. 

 

De Paulinho. Oitavo jogo cumprido neste campeonato, apenas um golo marcado - na jornada inaugural, frente ao Vizela. Voltou a ficar em branco. E até teve duas oportunidades, aos 9' e aos 35'. Na primeira, permitiu a defesa; na segunda, cabeceou ao lado. Parece andar de relações cortadas com a baliza.

 

De Tiago Tomás. Em teoria, é alternativa a Paulinho. Mas também ele está muito longe da veia goleadora de outros tempos. Parece desmotivado ou com falta de confiança, até na forma displicente como recebe a bola. Actuação decepcionante.

 

De Jovane. Desta vez calçou apenas aos 81', rendendo Matheus Nunes. Prestação negativa: passou mal, perdeu a bola. Pareceu ter entrado em campo já cansado. 

 

Das substituições. Amorim esgotou-as entre os 64' e os 81'. Trocando Porro, Sarabia, Paulinho, Daniel e Matheus Nunes por Neto, Tabata, Tiago Tomás, Ugarte e Jovane. Nenhuma destas alterações beneficiou a exibição leonina. 

 

Das ausências de Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. Continuam a fazer falta.

 

Da comparação com a época passada. À oitava jornada, temos agora menos dois pontos do que em 2020/2021. Seguimos em terceiro, quando há um ano comandávamos. Pior: levamos menos oito golos marcados.

 

De continuarmos a registar só vitórias tangenciais. Felizmente qualquer delas nos tem valido três pontos.

Pódio: Nuno Santos, Porro, Matheus Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FC Porto pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 19

Porro: 18

Matheus Nunes: 16

Palhinha: 16

Coates: 15

Neto: 14

Paulinho: 14

Esgaio: 13

Vinagre: 13

Adán: 13

Sarabia: 12

Jovane: 12

Feddal: 12

Matheus Reis: 11

Tabata: 5

 

A Bola e o Record elegeram Porro como melhor sportinguista em campo. O Jogo optou por Nuno Santos.

Balanço (18)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre NUNO SANTOS:

 

Leonardo Ralha: «(...) Com Nuno Santos a deixar indicações interessantes» (29 de Agosto)

António de Almeida: «É um jogador de plantel, que mostra empenho e oferece alternativas ao treinador.» (29 de Agosto)

Pedro Boucherie Mendes: «Os nossos golos foram grandes golos, um inventado pelo Nuno Mendes, o outro uma criação excelente de jogo de equipa e uma enorme e rara concretização do Nuno Santos.» (7 de Outubro)

João Goulão: «A bola chega a Nuno Santos, vá lá avança, vai para cima do defesa, o nosso corpo inclina-se para ajudar no drible.» (29 de Outubro)

José Navarro de Andrade: «A surpresa que Nuno Santos é: parecia ter vindo para ser suplente e conquistou o lugar de maneira indiscutível, mesmo que só jogue 20'.» (1 de Novembro)

Filipe Arede Nunes: «Há talento nesta equipa do Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Pedro Porro, João Mário acrescentaram muita qualidade ao plantel leonino.» (9 de Novembro)

Eu: «Autêntico dínamo da equipa: foi ele a abrir o marcador, com um tiro disparado aos 3', fez a assistência para o quarto, quase marcou aos 14' e aos 69'. Imprimiu sempre grande velocidade ao jogo leonino. Já vai em quatro golos e seis assistências. Alguém ainda duvida de que foi reforço?» (24 de Novembro)

Paulo Guilherme Figueiredo: «Conseguiu, finalmente, fazer contratações que acrescentaram à equipa: Pote, Nuno Santos, Tabata. Felizmente, hoje podemos dizer que a aposta em Amorim deu certo.» (21 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Rende golos e faz assistências.» (12 de Abril)

- CAL: «Seria possível que hoje, mais de 48 anos depois [de Rui Jordão marcar pelo SLB], por exemplo, Nuno Santos, que fez a sua formação pelos de encarnado, devolvesse a gracinha?» (15 de Maio)

Rescaldo do jogo de anteontem

Não gostei

 

 

Do resultado do Sporting-Belenenses SAD. Terminou empatado 2-2: foi o nosso terceiro empate nos últimos quatro jogos, indício evidente de quebra global da equipa. Mas pior foi a exibição: só por volta dos 70' os nossos jogadores parecem ter despertado da letargia que se apoderou deles em campo. Jogando sem ritmo, falhando passes, abusando dos atrasos ao guarda-redes, com lentíssima circulação de bola. Pareciam estar a cumprir uma tarefa burocrática na repartição. Como se não quisessem ser campeões. 

 

De Adán. Tinha brilhado no jogo anterior. Desta vez borrou a pintura, com um erro inadmissível, daqueles que podem custar campeonatos: apertado por Cassierra, hesitou quanto ao pé a utilizar na saída de uma bola e acabou por chutar no ar, desequilibrando-se. Ofereceu assim ao Belenenses SAD o segundo golo. Iam decorridos 54', passávamos a perder 0-2. Nos minutos imediatos instalou-se o descontrolo emocional na equipa. A partir daí foi tremideira até ao fim.

 

De João Mário. Exibição apática do campeão europeu, que abusou de jogar a passo e das lateralizações sem rasgo, incapaz de queimar linhas ou de um passe de ruptura. Pior ainda: ao ser chamado para converter um penálti, aos 42', permitiu a defesa de Kritciuk. Foi substituído aos 67', tendo saído tarde de mais.

 

De Gonçalo Inácio. O pior jogo do jovem central desde que ascendeu à nossa equipa principal. Está de algum modo envolvido nos dois golos: no primeiro, logo aos 13', deixou-se fintar por Miguel Cardoso, que colocou a bola na área; no segundo, quando o Sporting precisava de construir um rápido lance ofensivo, optou por mais um burocrático atraso a Adán num passe de risco, que precipitou o erro do guarda-redes.

 

De Tiago Tomás. Outra exibição para esquecer. Aos 4' já estava a ser amarelado por uma entrada negligente, por trás, no meio-campo defensivo do Belenenses SAD, sem qualquer necessidade. Depois falhou três vezes a possibilidade de atirar com sucesso às redes azuis: aos 18' chutou para a bancada; aos 23', saiu-lhe um remate frouxo; aos 28', bem servido, desperdiçou a melhor oportunidade. Péssimo no capítulo da finalização. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Sucedem-se as jornadas com o nosso ponta-de-lança sem demonstrar em campo as qualidades que fizeram dele a contratação mais cara do Sporting. Atravessa uma evidente crise de confiança: nunca está no sítio certo quando é necessário. Foi preciso Coates, um central, ir lá à frente mostrar-lhe como se faz. O ex-artilheiro do Braga já parece ter esquecido. E nem serve para marcar penáltis. Como se implorasse ao treinador para o deixar fora do onze titular.

 

De Palhinha e Porro. Dois dos nossos melhores jogadores nesta época 2020/2021 vieram irreconhecíveis da mais recente pausa para desafios das selecções A em que ambos se estrearam. Em nítida quebra de forma, contribuíram ambos para a apagada exibição da equipa. 

 

Dos ataques inconsequentes. Em remates, o desequilíbrio neste dérbi lisboeta dificilmente podia ter sido maior: 28 do nosso lado e apenas três do Belenenses SAD. Problema: os nossos foram quase todos muito ao lado ou resultaram em pontapés frouxos que o guarda-redes deles facilmente interceptou. 

 

Das substituições tardias. Este desafio, contra uma equipa que defende com linhas muito baixas, pedia desequilibradores e criativos. Mas eles estavam quase todos no banco. E só foram lançados na segunda parte, por esta ordem: Nuno Santos (46'), Tabata (61'), Jovane (67'), Daniel Bragança (67') e Matheus Nunes (77'). Foi quanto bastou para o empate, alcançado no último lance do desafio. Mas já não chegou para a reviravolta que se impunha: ficaram mais dois pontos pelo caminho.

 

Das hesitações do treinador. Rúben Amorim, ausente do banco por castigo, demorou muito a desmanchar o sistema dos três centrais que já não fazia qualquer sentido com a nossa equipa a perder por 0-2 e o Belenenses SAD totalmente remetido ao seu reduto defensivo. Impunha-se reforçar as linhas dianteiras, o que só aconteceu aos 77', quando Coates - quase em desespero táctico - passou de central a ponta-de-lança improvisado. Lá atrás ficavam Gonçalo e Matheus Reis, que chegaram e sobraram. Não fazia falta mais nenhum.

 

 

Gostei

 

De Coates. Voltou a fazer a diferença, marcando o seu sétimo golo desta temporada. Este Sporting 2020/2021 - que já conquistou nove pontos no tempo extra - deve muito ao internacional uruguaio, não apenas no domínio defensivo, onde é um baluarte, mas também quando é preciso desatar os nós lá na frente. O nosso primeiro golo resultou de um forte cabeceamento do nosso capitão, elevando-se acima da muralha defensiva azul, aos 83'. Voto nele como melhor em campo.

 

De Jovane. Parece ser uma espécie de patinho feio no Sporting de Rúben Amorim. A verdade, porém, é que costuma corresponder quando é chamado. Voltou a acontecer: entrou aos 67', rendendo Palhinha, e funcionou como talismã leonino. Aos 90'+4 ganhou um penálti que ele próprio converteu num pontapé imparável. Valeu-nos um ponto e mostrou a João Mário como se faz. 

 

De Nuno Santos. Faltava quem soubesse cruzar com critério e qualidade. E foi do pé esquerdo dele que saiu esse centro que tanta falta nos fazia. Com precisão cirúrgica, a partir da linha, para a cabeça de Coates. Outra assistência para golo de um jogador que tão útil nos foi na primeira volta mas deixou de ser titular com a chegada de Paulinho. Tem de voltar ao onze inicial. O Sporting precisa dele em campo, não no banco.

 

De Nuno Mendes. Foi o único que na primeira parte sobressaiu da mediocridade e da mediania. Se alguém merecia a vitória, era ele. Bom nos duelos individuais, sem ter medo de transportar a bola, aos 41' foi ele a sofrer a falta que deu origem ao primeiro penálti de que beneficiámos neste jogo - o tal que João Mário foi incapaz de converter.

 

De termos cumprido o 28.º jogo seguido sem perder. Outro máximo ultrapassado: continuamos a ser a única equipa invicta na Liga 2020/2021. A seis jornadas do fim. 

 

Dos 70 pontos já atingidos. Estamos a três vitórias de conseguir o acesso directo à Liga dos Campeões.

 

De Nuno Almeida. Actuação impecável do árbitro algarvio, com critério largo e sem hesitar nos momentos potencialmente mais controversos, apontando duas vezes para a marca da grande penalidade. 

 

Da atitude da equipa nos 20 minutos finais. A perder por 0-2, os nossos jogadores encheram-se de brios, carregaram no acelerador e fizeram enfim enorme pressão sobre o Belenenses SAD, que passou a aliviar de qualquer maneira. Só foi pena terem esperado tanto tempo para mostrarem como se deve fazer. Não podiam ter despertado mais cedo?

 

De termos contrariado Petit. O benfiquista que treina o falso Belenenses, com a boçalidade que o caracteriza, tinha expressado na véspera do jogo o desejo de «tirar a virgindade» ao Sporting. A ele é que ninguém consegue tirar a grunhice. Trata-se de um caso irrecuperável.

Serviços mínimos

A culpa de não ter gostado da partida de ontem é de Rúben Amorim. Como disse Jesualdo Ferreira, o Sporting joga "à campeão", ou seja, a vitória, se dantes era custosa, agora tornou-se uma evidência. Por isso ontem a fartura de maus passes e decisões erradas lá na frente, não trouxe sobressalto nem castigo, bastou a confiança e a segurança que a equipa demonstra para garantir o resultado.

Nos primeiros 10 minutos Nuno Santos deu o mote ao festival de oportunidades goradas e falhadas, três vezes rasga por ali fora em campo aberto, três vezes pensa e concretiza deficientemente a derradeira acção. Lembrou-me Sá Pinto. Um jogador com bola dominada tem três opções: correr com ela, driblar o adversário, ou passar - Sá Pinto tomava quase sempre a errada. O próprio golo que Nuno Santos marca é um atrevimento: quando um remate tem, vamos lá, 30% de chance de entrar e um passe para um companheiro mais bem posicionado abriria uma possibilidade de golo de 60%, não é por a realidade ter dado um pontapé nas probabilidades que a decisão foi boa. 

Aborreceu um bocadinho que não se chegasse ao intervalo com um show de 4 ou 5 golos... evidentes. A segunda parte foi sofrível, dir-se-ia que em face da manifesta inépcia do Portimonense o Sporting não esteve para chatices e deu-lhes a bola para se entreterem sabendo que o efeito seria inócuo a não ser o de dar uma desculpa ao treinador deles para se congratular com o esforço e profissionalismo da sua equipa e lamentar a famigerada injustiça do placard. Há que ganhar a vida e haverá sempre um comentador que vá nessa conversa.

Estou a ficar mal habituado, bem sei, mas é culpa de Rúben Amorim.

Agora só espero que Palhinha, ou os Palhinhas, dado que vale por dois como disse Amorim, aproveitem estes 15 dias até ao próximo desafio para manterem a sua altíssima forma, já que como todos sabemos, as decisões do Conselho de Disciplina, esse covil de energúmenos, são acintosas e cirúrgicas e obviamente não irá às Antas.

A voz do leitor

«Tenho de destacar o Nuno Santos. Não é um artista, dos tais que fazem arrancadas bonitas e fintas incríveis. O que me surpreende nele é a capacidade de dominar os aspectos principais (e básicos) do jogo: passe, remate, cruzamento, visão e velocidade. Depois, tem uma [robustez] psicológica enorme e uma garra de leão. Leva o jogo tão a sério que às vezes vai um pouco longe demais. Um tipo que quando sai vai chateado, mesmo que tenha marcado um golo e a equipa esteja a ganhar? Fossem todos assim!»

 

João Rafael, neste meu texto

Pódio: Nuno Santos, Pedro Marques, Tabata

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sacavenense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 20

Pedro Marques: 19

Tabata: 18

Coates: 18

Jovane: 17

Gonçalo Inácio: 17

Daniel Bragança: 15

João Mário: 15

Max: 15

Sporar: 14

Borja: 14

Matheus Nunes: 14

Neto: 14

Antunes: 12

Palhinha: 11

 

Os três jornais elegeram Nuno Santos como melhor em campo.

Quente & frio

Gostei muito da exibição do Sporting, com o belo equipamento Stromp, nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal - a nossa estreia na edição deste ano. Goleada por 7-1 frente ao modesto Sacavenense, do terceiro escalão do futebol nacional, que nos vingou da humilhante derrota sofrida há um ano perante o Alverca, também do Campeonato de Portugal. Aos 3' já vencíamos, ao intervalo já ganhávamos por 3-0. Exibição ao nível do resultado: equipa dinâmica, ágil, bem ligada, praticando um futebol fluido e veloz, sem nunca tirar o pé do acelerador mesmo quando a goleada já se desenhava. A prova ficou à vista: fizemos três golos nos seis minutos finais. Desde Maio de 2019 que não marcávamos pelo menos sete num só jogo.

 

Gostei das exibições de vários jogadores. Desde logo Pedro Marques, em estreia absoluta na equipa principal desta época: Rúben Amorim mandou-o entrar aos 72', substituindo Sporar, e o jovem de 22 anos que tem alinhado na equipa B mostrou a diferença como ponta-de-lança: marcou o quinto (de cabeça) e o sexto, aos 87 e aos 90'. Nota muito elevada também para outro estreante, este como titular a defesa central do lado esquerdo: Gonçalo Inácio, que foi lá à frente marcar o sétimo, no último lance da partida. Também Tabata agarrou bem a oportunidade, jogando no flanco direito a partir do minuto 59: foram dele as assistências para o sexto e o sétimo golos. Outras exibições muito positivas: Coates, que fuzilou de cabeça as redes adversárias por duas vezes, aos 24' e aos 48'; Jovane, jogando como interior na ala direita, com assistência para o golo inaugural e marcando ele próprio o terceiro, de penálti, aos 32'; e Daniel Bragança, em campo durante toda a segunda parte: é exímio tecnicista, trata a bola da melhor maneira, como se viu em soberbos passes para Nuno Santos (69') e Tabata (71'). Mas o melhor em campo foi Nuno Santos, autêntico dínamo da equipa: foi ele a abrir o marcador, com um tiro disparado aos 3', fez a assistência para o quarto, quase marcou aos 14' e aos 69'. Imprimiu sempre grande velocidade ao jogo leonino. Já vai em quatro golos e seis assistências. Alguém ainda duvida de que foi reforço?

 

Gostei pouco dos desempenhos de Sporar (que mesmo a defrontar uma equipa amadora foi incapaz de marcar), de Antunes (que teve a seu cargo o corredor esquerdo durante a primeira parte sem intervenções dignas de registo) e de Borja (em estreia esta época, na ala direita durante o primeiro tempo e devolvido ao corredor esquerdo no segundo tempo), incapaz de um rasgo individual que ultrapasse o patamar da mediania. Num jogo em que pelo menos seis titulares habituais estiveram ausentes, em evidente gestão de esforço já a pensar nos próximos desafios: Adán, Feddal, Porro, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás. 

 

Não gostei das duas bolas à barra, disparadas por Nuno Santos (aos 14') e Gonçalo Inácio (aos 67'). Por centímetros, teríamos contabilizado nove golos em vez de sete. Também não gostei do golo sofrido, aos 53', com culpas repartidas por Matheus Nunes e Max, embora tivesse sido um justo prémio para o Sacavenense e para o principal artilheiro da equipa, chamado Iaquinta.

 

Não gostei nada da ausência total de público no Estádio Nacional, onde decorreu a partida, por falta de condições do recinto do Sacavenense: estas draconianas normas sanitárias que interditam em absoluto a presença de espectadores no futebol contrastam com regras muito mais flexíveis para diversos outros espectáculos. Também não gostei do horário do jogo, iniciado às 21.15 de ontem. Mas compreendo que se tenha adequado aos interesses do exibidor televisivo, o que acabou por render 50 mil euros ao Sacavenense - cortesia do Sporting, que abdicou da metade da receita que lhe correspondia.

Soube a pouco

Desculpem lá mas este resultado contra o Tondela foi escandaloso. Podia e devia ter sido 8 ou 9 a zero, pelo menos. 

Sporar, que foi maravilhoso nas 3 assistências que fez a Pedro Gonçalves, a primeira bastando abrir as pernas deixando-lhe a bola limpa e a baliza escancarada para Pote falhar, não pode desperdiçar tantas oportunidades e até o golo que acabou por marcar foi às 3 pancadas. João Mário, formidável de lucidez e visão como maestro, não pode atirar tantos remates para a cadeira 17 da fila 21 do topo norte.

O Tondela, fosse por uma táctica aparvalhada fosse por desmembramento provocado pelo carrossel sportinguista, ficou tão escachado como um peru de Natal - fizemos o que nos apeteceu dele. Aquilo por volta do minuto 60' já não era futebol, era matrecos, com tiro atrás de tiro ao boneco. Lembrava o BrasilxAlemanha do mundial de 2014.

Este é o melhor Sporting dos últimos 5 anos, mesmo com jogadores que aparentemente chegaram ao limite das suas capacidades como Jovane ou Matheus (comparável à homeopatia: gosta-se dele por crença não por prova) e um TT que ainda está aquém da média do colectivo (mas a este tudo se perdoa, pois se não jogar não evoluirá como promete.)

A diferença que um Palhinha faz: por ali não passa nada, ali tudo começa. E a surpresa que Nuno Santos é: parecia ter vindo para ser suplente e conquistou o lugar de maneira indiscutível, mesmo que só jogue 20'.

Por fim comprova-se que ser sportinguista é mesmo maldição: agora que daria tanto gozo ir aos jogos é quando não podemos.

Meirim revisitado em Portimão

Bastaram pouco mais de 20 minutos para o Sporting conseguir deixar umas sementes de esperança de que um plantel insuficiente para disputar o título talvez tenha algumas hipóteses de atingir o terceiro lugar que destranca a primeira das portas de acesso à Liga dos Campeões que seria o início de um caminho de regresso à vida.

Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Matheus Nunes mostraram que têm de ser titulares, Daniel Bragança trouxe uma dinâmica no meio-campo que contrastou com a modorra de Wendel, Tiago Tomás revelou-se mais letal do que Sporar e até Borja pareceu eficaz quando comparado com Feddal, a quem o árbitro até um pénalti-fantasma assinalou.

Da equipa titular só estiveram claramente melhor Luís Maximiano (apesar de uma fífia esteve à altura quando o Portimonense fazia gato-sapato da rapaziada) e Coates, com Pedro Porro e Nuno Santos a deixarem indicações interessantes e Neto melhor à direita do que Feddal à esquerda (enquanto o suplente Eduardo Quaresma voltou a transparecer um certo nervosismo, tal como nos últimos jogos da época passada).

Olhando para os 70 minutos em que Ruben Amorim prescindiu de alguns dos melhores que tem no plantel, com os resultados que ficaram à vista de todos, lembrei-me da velha história do mítico Meirim a explicar ao suplente "melhor do mundo" que ele ficava no banco pois o titular era o "melhor da Europa". Substituindo por "melhor do plantel" e "melhor da SAD".

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