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És a nossa Fé!

Da arte de furtar

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Críticas unânimes dos especialistas de arbitragem a Nuno Almeida, que ontem, em Alvalade, deixou por marcar um penálti cometido por Ricardo Costa sobre Plata - de pitons em riste, num lance em que poderia ter inutilizado o jovem equatoriano para a prática do futebol - e manteve o sarrafeiro impune em campo, sem lhe mostrar o mais que merecido cartão. Da cor do Ferrari do apitador. *

 

Duarte Gomes (A Bola): «Penálti por assinalar, por infracção clara de Ricardo Costa sobre Gonzalo Plata. A entrada tem velocidade, intensidade e perigo para a integridade física do jogador leonino. O central devia ter sido expulso.»

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Grande penalidade por assinalar. Ricardo Costa, ao atacar a bola de lado com uma das pernas, com força excessiva, pôs em perigo a integridade física de Gonzalo Plata. Falta grosseira, para cartão vermelho directo.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Ricardo Costa projectou-se a alguma distância com a sola da bota e atingiu o pé de Gonzalo Plata. Conduta violenta justificadora de grande penalidade que não foi assinalada

Jorge Faustino (Record): «Ricardo Costa, num tackle em salto e de sola, acertou no pé de Plata de forma perigosa (por acaso também tocou na bola). O VAR chamou, mas o árbitro, mal, não aceitou. Ficou penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «Nuno Almeida errou ao ver no campo e voltou a errar ao ver as imagens no VAR. Ricardo Costa foi à bola e ao adversário, atingindo Gonzalo Plata e derrubando-o. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Ricardo Costa entra de forma negligente sobre Plata na tentativa de jogar a bola. Árbitro é alertado pelo VAR que, após visionar as imagens, assinala pontapé de canto. Penálti por assinalar e cartão amarelo por exibir.»

Rogério Azevedo (A Bola): «Penálti claro por assinalar por falta de Ricardo Costa sobre Plata. O VAR chamou a atenção de Nuno Almeida, mas este insistiu no erro. Caiu, assim, em duplo erro. Aliás, triplo: Ricardo Costa deveria ter sido expulso.»

 

* À atenção do Sr. Rui Santos, que na SIC Notícias tem insistido, com base em critérios pseudo-rigorosos, que o Sporting é o clube «mais beneficiado pelas arbitragens».

Assim, quem é que quererá treinar o Sporting?

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O Sporting venceu, esta semana, o Boavista e o İstanbul Başakşehir com exibições personalizadas e, acima de tudo, qualidade.

Uma pequena declaração de interesses: Já tive oportunidade de falar com Silas. Gosto do Silas enquanto Homem, acho que inventou em alguns jogos e nem sempre estou de acordo com o que diz. Mas há algo importante: Silas é treinador do Sporting e tenho a certeza que faz sempre o melhor possível pelo Clube. Aliás, qualquer treinador sentiria imenso a falta de Bruno Fernandes e Jorge Silas conseguiu estabilizar o Sporting e metê-lo a jogar à bola.

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Em dia de jogo, o Record faz uma capa onde deturpa as palavras de Jorge Silas, dizendo que "Silas atira-se a Bruno". Jorge Silas sempre manteve uma excelente relação com Bruno Fernandes e na conferência de imprensa disse apenas o normal: o mercado traz instabilidade aos jogadores. E tanto traz ao Bruno, como ao Manuel, como ao Joaquim. O Record, talvez por não suportar o Sporting ter sido o único clube português a vencer na Liga Europa, não se conteve e decidiu lançar carvão.

A imprensa ser hostil ao Sporting não é novidade nenhuma. Desde que me conheço como pessoa que sinto isso. O que é novidade é total inércia da direção do Sporting no que toca a defender o seu treinador. Uma total insolidariedade institucional para com quem, por muitos defeitos que se lhe encontrem, é quem dá a cara todos os dias pelo Sporting.

Ainda sobre as obrigações da Direção: vimos ontem Nuno Almeida a ser chamado pelo VAR para assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting e a ignorar olimpicamente a entrada de carrinho de Ricardo Costa sobre o pé de Gonzalo Plata. Mais uma vez, silêncio total da direção sobre o não ter sido assinalado o penalty. Silêncio total sobre um árbitro ignorar um VAR. Silêncio total sobre o Sporting ter sido, mais uma vez, prejudicado por Nuno Almeida.

 

A direção do Sporting é eleita para defender os interesses do Sporting. Nesses interesses estão os adeptos, sócios, profissionais, resultados, títulos, etc etc. Num só dia, a Direção conseguiu-se alhear de duas ofensas gravas aos interesses do Sporting.

Assim, sem solidariedade, sem querer proteger o Clube, quem é que quererá treinar o Sporting Que compromisso podemos pedir a um treinador quando o deixamos assim desprotegido?

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória do Sporting. Derrotámos o Boavista em casa (2-0) num jogo praticamente de sentido único, com a nossa equipa a marcar cedo, a fixar o resultado ainda na primeira parte e a controlar a partida do princípio ao fim. Com entrosamento, boa organização defensiva, capacidade de desequilíbrio em zonas ofensivas e manifesta vontade de satisfazer os cerca de 30 mil espectadores presentes no Estádio José Alvalade. Objectivos atingidos: os três pontos foram conquistados e desta vez ninguém se queixou do espectáculo. Segundo triunfo leonino em quatro dias. Com cinco golos marcados e apenas um sofrido - primeiro para a Liga Europa, agora para o campeonato nacional.

 

De Plata. Silas desta vez apostou nele como titular, confiando-lhe a ala direita ofensiva. O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo. Manteve-se veloz e acutilante até ao apito final, demonstrando ao técnico que tem lugar no onze leonino.

 

De Sporar. O avançado esloveno - única contratação do Sporting neste mercado de Inverno - fez o segundo jogo consecutivo a marcar, destacando-se ao metê-la lá dentro na nossa primeira oportunidade de golo: assim se estreou como goleador na Liga portuguesa. E podia ter marcado novamente três minutos depois, aos 16', quando tentou um disparo à baliza com nota artística, de calcanhar, após cruzamento de Vietto. A continuar assim, confirma-se como verdadeiro reforço numa equipa que tem andado tão carente de goleadores.

 

De Vietto. Não marcou, mas foi uma peça essencial da dinâmica leonina, revelando-se cada vez mais influente no onze orientado por Silas enquanto segundo avançado com liberdade para se movimentar entre as alas e o eixo. Tem excelente domínio técnico, grande capacidade de leitura de jogo e parece sempre saber muito bem o que fazer com a bola. A saída de Bruno Fernandes soltou mais o argentino, que agora pode actuar na posição em que é mais útil para a equipa.

 

De Battaglia. Manteve-se como titular, demonstrando ter readquirido a boa forma que lhe conhecíamos antes da grave lesão que o retirou dos relvados durante quase um ano. Pendular no nosso meio-campo defensivo, foi determinante na travagem dos movimentos ofensivos do Boavista e na recuperação de bolas, destacando-se igualmente no início da construção da manobra atacante do Sporting. Sempre pronto para apoiar a linha defensiva, ontem desguarnecida do habitual quarteto titular (Rosier, Neto, Ilori e Borja actuaram nos lugares que têm vindo a ser ocupados por Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña). Ficou-lhe bem a braçadeira de capitão.

 

De Luís Maximiano. Vai cimentando a titularidade como guardião leonino: aos 21 anos, partida após partida, consolida a popularidade junto dos adeptos. Tem motivos de sobra para se sentir orgulhoso: manteve as redes intactas graças a uma enorme defesa no último lance do jogo, aos 90'+4, quando voou ao segundo poste para impedir um golo num remate em arco, muito bem colocado. A baliza é dele.

 

Que o Sporting terminasse o jogo com seis da formação. Além de Max, estavam em campo Ilori (desta vez com exibição positiva), Jovane, Pedro Mendes (que substituiu Sporar aos 75'), Francisco Geraldes (em estreia na Liga 2019/2020 aos 82', entrando para o lugar de Vietto sob calorosa ovação) e Gonzalo Plata - este, sendo equatoriano, não deixa de pertencer à formação, pois tem apenas 19 anos. Quem disse que não se ganham partidas com aposta forte na prata (ou plata) da casa? 

 

Que Madjer tivesse dado o pontapé-de-saída. Justa homenagem - com o estádio a aplaudi-lo - ao melhor jogador mundial de futebol de praia, que agora se despede de uma carreira de sucesso ímpar em que representou o Sporting e a selecção nacional.

 

 

Não gostei
 
 

Da arbitragem fraudulentaO senhor Nuno Almeida, cuja péssima reputação já vem de longe, contrariou todas as evidências - e o próprio vídeo-árbitro - ao fazer vista grossa a uma falta cometida pelo veterano Ricardo Costa, que na grande área boavisteira derrubou Plata de carrinho, à margem das leis do jogo. Grande penalidade do tamanho da Torre dos Clérigos: o vetusto central chega atrasado e só toca na bola após varrer o jovem equatoriano. No entanto, mesmo depois de alertado pelo VAR e de visionar o lance de vários ângulos, o dono do apito manteve o veredicto, beneficiando a equipa visitante, poupando o cartão vermelho ao sarrafeiro e impedindo o Sporting de chegar aos 3-0 através da marcação de um penálti que só ele parece não ter enxergado.

 

De ver a nossa equipa tão desfalcada.  Bruno Fernandes rumou a Inglaterra. Acuña ficou de fora por acumulação de cartões. Coates cumpriu castigo. Mathieu continua lesionado. Com quatro titulares absolutos do início da época agora ausentes, Silas viu-se forçado a fazer mexidas. Felizmente todas resultaram.

 

Dos javardos da claque boavisteira.  Estiveram aos urros durante o minuto de silêncio inicial em memória do sócio n.º 2 do Sporting, há dias falecido. Será que só guinchos a imitar macacos justificam a reprovação das figuras bem-pensantes no futebol cá da terra?

 

De quase já não ouvirmos O Mundo Sabe Que.  Aquele que se tornou o segundo hino do Sporting, entoado com entusiasmo antes dos jogos durante vários anos, anda a ser subalternizado de forma inaceitável pela Direcção leonina. Agora só começa a entoar-se no estádio praticamente em cima do apito inicial, sem a letra projectada nos ecrãs gigantes e quando todas as atenções já estão viradas para a bola pronta a rolar na relva. Um disparate, este tratamento dispensado a um cântico que tem funcionado como vibrante traço de união entre todos os adeptos.

Hoje giro eu - Triste futebol português

Um golo invalidado a Miguel Cardoso, quando é Luisão que levanta mais o pé que Tyler Boyd, um cartão vermelho perdoado a Ruben Dias (Nuno Almeida nem falta marcou) - e concomitante ausência no derby - quando Tomané ia isolado para a baliza e o treinador tondelense, Pêpa, expulso. Junte-se a tudo isto cinco minutos de descontos quando só houve 3 substituições antes dos 90 minutos. Ainda assim, vitória do Tondela, no Estádio da Luz, por 3-2. Atenção a Tomané, que belo jogador!

Factos


  • A melhor oportunidade de golo na meia-final de ontem foi do Sporting, naquele petardo do Coates, aos 64', que fez tremer o poste de Casillas.

  • O árbitro perdoou um penálti grosseiro e clamoroso de Danilo sobre Bas Dost logo aos 5 minutos de jogo.

  • Nuno Almeida perdoou ainda uma expulsão a Marega, que apertou o pescoço a Fábio Coentrão com manifesta agressividade e ficou impune.

  • Fomos mais competentes na marcação dos penáltis.

  • Estamos na final da Taça da Liga. O FC Porto foi afastado.

{ Blog fundado em 2012. }

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