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És a nossa Fé!

Os jogadores de Varandas (6)

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NETO

Não é sportinguista desde pequenino, longe disso, mas soube cativar os adeptos com afirmações de indiscutível profissionalismo em defesa do grupo de trabalho e do emblema que defende em campo desde o Verão passado. Ao assinar pelos Leões por três épocas, em Março de 2019, confessou-se «grato e feliz por representar o Sporting». Não foram meras declarações de circunstância: percebiam-se que eram sentidas. 

Luís Neto veio do Zenit, onde cumpriu as obrigações contratuais até ao fim, e foi apresentado em Alvalade como primeiro reforço da temporada 2019/2020, ainda com Marcel Keizer ao comando técnico da equipa. Feitas as contas, representou um investimento de 800 mil euros - preço mais que módico por um defesa central com lugar na selecção nacional: Fernando Santos convocou-o várias vezes para os desafios da equipa das quinas. Neto tem 19 internacionalizações do primeiro escalão no seu currículo - a mais recente ocorreu em Outubro de 2018, num confronto na Escócia em que vencemos a selecção anfitriã (1-3).

A sua estreia de verde e branco foi pouco auspiciosa: integrou o onze titular no desafio da Supertaça, que terminou com goleada do SLB. Mas aos poucos este central de 31 anos foi-se impondo como terceiro central mais utilizado, aproveitando castigos ou lesões de Coates ou Mathieu, e configura-se como substituto natural do francês caso este decida pendurar as chuteiras no Verão.

É um jogador posicional, dotado de grande disciplina táctica e que aprendeu a fazer da experiência uma virtude embora ainda falhe por vezes o tempo ideal de corte. Falta-lhe o arrojo técnico de Mathieu, capaz de iniciar lances ofensivos com passes de ruptura e excelente visão de jogo, mas é daqueles profissionais que costumam transmitir confiança a qualquer equipa técnica. E revela espírito combativo: em Dezembro contraiu até uma lesão em campo, na recepção ao Moreirense, sofrendo fractura na grelha costal com pneumotórax associado num choque dentro da grande área leonina, o que o levou a ser evacuado aos 27', entre aplausos dos adeptos. Permaneceu mais de um mês fora dos relvados. Agora, inactivo por outros motivos, já confessa ter muita vontade de jogar. «Começo a pensar que quero esticar a carreira um par de anos», revelou esta semana em entrevista à Sporting TV.

Aposta-se muito nele como titular absoluto do Sporting na nova época que há-de vir. A aposta é bem capaz de se revelar segura.

 

Nota: 6

Armas e viscondes assinalados: Equipa pequena consegue ponto fora de casa e contra a corrente do jogo

Rio Ave 1 - Sporting 1

Liga NOS - 21.ª Jornada

15 de Fevereiro de 2020

 

Luís Maximiano (3,5)

Contrariou a estatística, pois nenhum dos outros 44 golos do Rio Ave que se adivinhavam após sofrer o primeiro antes dos dois minutos de jogo encontrou o caminho das redes. Entre as excelentes intervenções que contribuíram para que o Sporting saísse de Vila do Conde com um ponto, apesar de mais uma exibição digna de dó e que desta vez nem sequer teve o álibi da falta de apoio das claques, destaca-se a leitura que fez da jogada mesmo ao cair do pano em que o ex-leão Carlos Mané teve nos pés a hipótese de dar justiça ao marcador. À medida que os sobreviventes do Sporting que contava para o Totobola são vendidos, acabam expulsos por apitadores sempre prontos a ajudar e sofrem lesões, a importância do jovem guarda-redes aumenta. Pelo seu valor intrínseco e pela triste realidade (tão triste que chega a ser “estriste”) de uma equipa apequenada como raras vezes se viu entre a rapaziada de leão ao peito.

 

Ristovski (2,0)

Apontaram-lhe a “autoria moral” do golo do Rio Ave, visto que a assistência ocorreu na sua área de jurisdição, mas não deixa de ser verdade que havia dois adversários para o macedónio cobrir (um dos quais até lhe deu um empurrão nas costas, sem que o sempre atento videoárbitro desse por isso). Ultrapassado o primeiro embate, procurou ofereceu soluções à incipiente manobra ofensiva, ainda que o seu melhor cruzamento tenha encontrado a cabeça desvairada de Rafael Camacho em vez de alguém que soubesse o que andava por ali a fazer. Mas, tal como todo o resto à sua volta, não deu para mais. Pensar que a expulsão de Coates levou a que Ristovski fosse até ao apito final o elemento com maior número de jogos pela equipa principal do Sporting deveria fazer pensar todos os adeptos.

 

Coates (2,0)

Impotente para contrariar o desastre no golo do Rio Ave, o uruguaio mostrou aos colegas como se faz uma jogada de ataque ao galgar terreno com bola até ficar perto de provocar um autogolo do defesa que arriscou cortar a bola à entrada da grande área. Melhor nota teria não fosse ter caído nas armadilhas do avançado iraniano que no jogo da primeira volta também lhe valera um vermelho por acumulação. Repetiu-se o mesmo cenário em Vila do Conde, com o árbitro Fábio Veríssimo a ser tão implacável quanto todos adivinhavam que iria ser, mas pelo menos foram-lhe assinalados três pénaltis a menos do que no jogo da primeira volta em Alvalade.

 

Neto (3,0)

Foi uma barreira quase intransponível ao ataque do Rio Ave, ao ponto de levar Fábio Veríssimo a pedir perdão à equipa da casa, quiçá esfolando os joelhos, por não ter assinalado pénalti na jogada em que o central viu um remate embater-lhe no braço encostado ao corpo. Quase sempre eficaz a afastar o perigo da sua baliza, Neto foi um dos dois esteios que permitiram o melhor resultado desta época em confrontos com o Rio Ave. Calha bem que tenha acabado com a braçadeira de capitão, um adereço que já esteve mais longe de ser oferecido nas embalagens de corn flakes.

 

Borja (2,5)

Permitir o cruzamento que deu origem ao golo do Rio Ave foi a única falha grave do colombiano. Elevado à titularidade devido à ausência de Acuña, Borja esforçou-se por dinamizar um ataque impregnado de espírito pacifista e fechar os caminhos para a baliza de Maximiano. Um ou outro cruzamento que poderia levar perigo ao Rio Ave se houvesse alguém para corresponder constituíram um fogacho numa exibição apenas esforçada, sendo evidente que raramente se poderá pedir mais do que isso ao lateral-esquerdo colombiano.

 

Idrissa Doumbia (1,5)

Recuperou a titularidade sem ter aprendido grande coisa no banco de suplentes. Deambulou pelo relvado sem razão e sem sentido, enquanto no Estádio da Luz um cavalheiro chamado João Palhinha marcou o golo que permitiu ao Sporting de Braga derrotar o Benfica. Dizem que cada um tem aquilo que merece, mas o Sporting Clube de Portugal merece certamente melhor do que o jovem e honrado meio-campista poderá dar.

 

Eduardo (2,0)

Deve-se-lhe o melhor remate do Sporting em todo o jogo, num disparo potente de longa distância que embateu com estrondo na barra. Um lance que pareceu inserido digitalmente por um estúdio de Hollywood numa exibição miserável de toda a equipa e também do seu autor, incapaz de tomar as rédeas do jogo e mais empenhado em fazer atrasos do que em progredir com a bola. É tristemente provável que Eduardo tenha sentido alívio no momento em que foi retirado do campo.

 

Wendel (1,5)

A saída de Bruno Fernandes, já patrão do meio-campo do Manchester United após dúzia e meia de treinos, exigia que o brasileiro desse o passo em frente, assumindo a liderança que tarda a confirmar. Dos noventa e muitos minutos que esteve em campo nada de particularmente positivo há a registar. Apenas uma tristeza latente perante a incapacidade demonstrada uma e outra vez por Wendel de cumprir todo o potencial do seu futebol.

 

Rafael Camacho (1,0)

Conseguiu ser ainda mais nulo enquanto extremo a flectir para o centro do terreno do que como segundo avançado descaído para as alas. Não é preciso ter excesso de má vontade para constatar que não teria sido nada diferente (a não ser que fosse para melhor) caso o Jubas ocupasse o seu lugar no onze titular. Talvez possa vir a ser útil para o clube em dificuldades financeiras que investiu meia-dúzia de milhões de euros no seu passe, mas neste momento já seria muito bom para a atual realidade do Sporting se algum clube aceitasse uma cláusula de compra obrigatória de dez milhões de euros no seu futuro empréstimo.

 

Bolasie (2,5)

Da lei da irrelevância se libertou mesmo ao cair do pano, quando tirou partido da força para irromper pela grande área do Rio Ave até ser derrubado em falta. Pouco importa que não tenha convertido a grande penalidade por si conquistada, pois a si e apenas a si se deve um dos pontos mais injustos que o Sporting amealhou neste século. Até então pouco se distinguira da esmagadora maioria dos colegas, especializando-se em floreados, perdas de bola e incapacidade de justificar o estatuto de elemento do plantel profissional de um dos trinta e tal melhores do ranking da UEFA.

 

Sporar (1,0)

Questão de ovo e galinha: terá sido Sporar inútil na deslocação a Vila do Conde por nunca ter sido servido pelos colegas ou será que os colegas nunca o serviram porque o avançado se revelou inútil do primeiro ao último minuto? Seja qual for a resposta, é inegável que nada andou a fazer no relvado, fazendo recordar que o seu país natal terá sido provavelmente o menos belicista de todos aquando da implosão da Jugoslávia.

 

Jovane Cabral (2,5)

Voltou a entrar com a missão de alterar o resultado e o certo é que cumpriu mais uma vez: depois de fazer uma assistência para o autogolo do Portimonense, encarregou-se desta vez de marcar de forma exímia um pénalti que o forçou a tirar a bola das mãos de Bolasie. Mas é de inteira justiça fazer notar que o seu contributo ficou por aí, pois as restantes jogadas e remates que protagonizou estiveram em linha com a mediocridade que grassa no futebol leonino.

 

Gonzalo Plata (1,5)

Chegou tarde ao jogo e nada de positivo logrou fazer.

 

Battaglia (2,0)

Contribuiu para que o segundo golo do Rio Ave não chegasse a acontecer, mas também esteve longe de deslumbrar.

 

Silas (1,0)

Ponto prévio: não tem culpa de que Matheus Pereira e Domingos Duarte tenham sido rifados, de que Raphinha e Bas Dost tivessem sido transferidos para que Bruno Fernandes permanecesse em Alvalade, de que o mesmo Bruno Fernandes tivesse acabado por sair na reabertura de mercado, de que Vietto tivesse completado uma série de cartões amarelos e de que Mathieu e Acuña se tivessem juntado a Luiz Phellype no rol de lesionados. Bem vistas as coisas, Silas não é o principal culpado da amarga realidade de o onze inicial do Rio Ave parecer manifestamente superior ao onze inicial do Sporting. Mas ficam por aqui as atenuantes: o treinador que escalou aqueles jogadores, regressados ao 4-3-3 com a mesma falta de qualidade que revelam no 3-5-2, 3-4-3 e no 4-4-2, tem de ser responsabilizado pela inexistência de um fio de jogo, pelas falhas nas marcações que originaram o golo do Rio Ave, pelo pavor de praticar futebol que impele dez em cada onze a privilegiarem os atrasos de bola (a bem dizer, só Luís Maximiano não os faz, até porque isso resultaria certamente em autogolo) e por escolhas de titulares que começam a tornar-se inexplicáveis, com Rafael Camacho à cabeça. A expressão derrotada de Silas quando se viu a perder tão cedo é o espelho de um vírus de conformismo e de, passe o neologismo, perdedorismo que só não atravessa por inteiro o futebol leonino porque decerto o mítico Paulo Gama continua a entregar os equipamentos sem buracos e as bolas sem estarem furadas. Isto para não falar na falta de oportunidades que a equipa técnica concede a jogadores como Francisco Geraldes e Pedro Mendes, os quais nada mais puderam além de fazer uns minutos de aquecimento e que, perante a falta de qualidade e de compromisso demonstrada pelos colegas que estavam no relvado, precisarão de uma auto-estima elevadíssima para não se considerarem escumalha – isto para não falar de Miguel Luís, de quem já começa a ser difícil recordar o nome quando se pensa no plantel principal do Sporting, ou de Rodrigo Fernandes e Matheus Nunes, promovidos ao plantel principal num golpe de teatro desprovido de consequências práticas. Pouco importa que Silas tenha a humildade de reconhecer a péssima figura do Sporting na visita ao Rio Ave, apresentando-se como uma equipa pequena que conseguiu um ponto fora de casa e contra a corrente do jogo. Mais importante seria que pudesse contrariar esse estado de coisas. Algo que a cada jogo se vai tornando mais improvável. Ao ponto de, como já li de um excelso jornalista da nossa praça, este Sporting se arriscar a ficar no segundo lugar se for a única equipa inscrita numa competição.

Joguem à bola, pá!

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Não perdemos, mas foi a pior exibição do Sporting esta época - exceptuando o jogo em Alverca, de péssima memória, que nos afastou da Taça.

O Rio Ave-Sporting terminou apenas com dez da nossa equipa em campo, devido à expulsão (mais uma) do capitão Coates, e um sofrido empate 1-1 graças a um penálti aos 84' bem convertido por Jovane, um dos raros que fugiram à mediocridade.

 

Para se perceber melhor como foi confrangedora a exibição dos pupilos de Silas, vou descrever aqui, detalhadamente, quatro minutos terríficos em que o onze das riscas horizontais - um Sporting quase irreconhecível - acabou por ser protagonista pelos piores motivos.

 

Minuto 2

Filipe Augusto faz um cruzamento longo, da ala direita, a variar o flanco ofensivo. Ristovski, na sua zona de cobertura, falha o tempo de salto permitindo a Al Musrati cruzar para a área. Piazón, totalmente solto à boca da baliza, mete-a lá dentro. Coates estava junto ao primeiro poste, no segundo não havia ninguém. O estático Eduardo Henrique deixou-se antecipar por dois rivais, que baralharam marcações, e Neto limitou-se a ver.

Não tinha ainda decorrido minuto e meio de jogo e já perdíamos em Vila do Conde.

 

Minuto 27

Bolasie, sentindo-se bloqueado na ala direita do nosso meio-campo, atrasa para Ristovski e este endossa a Coates, que lateraliza para Neto. Este tenta progredir mas prefere devolver ao uruguaio, que deixa em Eduardo, com Ristovski desmarcado lá adiante. O ex-Belenenses toca a bola para Idrissa Doumbia, que logo a devolve. Eduardo deposita-a então em Neto, que avança três ou quatro metros antes de deixar em Idrissa, que não tarda a passá-la a Coates, como se ela lhe queimasse as chuteiras. Sem progredir com a bola, o capitão toca-a para Eduardo, que dá para Idrissa. Este, sempre de costas para a baliza, deposita-a nos pés do uruguaio, que volta a tocar para Neto, que torna a despejar para Eduardo.

Com tudo isto passou um minuto inteirinho. O Sporting perdia por 0-1 e mostrava-se incapaz de avançar no terreno.

 

Minuto 34

Neto atrasa para Max, que entrega com o pé a Eduardo. Este, colocado no corredor central, toca para Ristovski, que a restitui ao guarda-redes. Max passa a bola a Neto, que volta a confiá-la à guarda de Eduardo. Incapaz de progredir, o médio que veio de Belém devolve-a a Neto, que a entrega a Camacho, entretanto recuado na ala esquerda. Camacho roda e repõe em Neto, que logo volta a depô-la em Max. O guardião toca para Eduardo, que trota uns metros com ela mas ainda na meia-lua do nosso meio-campo deposita-a nos pés de um adversário. Rápida ofensiva vilacondense conduzida por Nuno Santos, solto no lado esquerdo, com Ristovski perdido lá na frente e Wendel incapaz de fechar o corredor.

O Sporting continuava a perder, mostrando-se totalmente incapaz de uma atitude competitiva. Havia "posse de bola", sim, como Silas tanto gosta. Mas não servia para nada.

 

Minuto 76

O Sporting, ainda a perder, precisa de procurar o empate. Borja, junto à linha já no meio-campo adversário, não consegue melhor do que atrasar para Neto. Este lateraliza para Ristovski, colocado junto à linha divisória do terreno. O macedónio coloca em Wendel, que atrasa para Battaglia. O argentino passa a Borja, que atrasa para Neto, no nosso meio-campo defensivo. O português toca para Wendel, que logo a devolve. Depois coloca-a em Plata, que devolve também. Neto volta a pô-la em Wendel, que insiste em atrasá-la no corredor central, parecendo alheado de qualquer desígnio atacante. Metro a metro, a equipa vai recuando. Neto ensaia então um passe longo, esticando a bola para Sporar, que não consegue dominá-la.

Perdeu-se mais um minuto, perdeu-se mais um lance que se pretendia ofensivo.

 

Para mais tarde recordar

Lembro qual foi o onze inicial escolhido por Silas para este jogo: Max; Ristovski, Coates, Neto, Borja; Idrissa, Eduardo, Wendel; Camacho, Bolasie, Sporar.

Sete destes jogadores já foram contratados pela actual administração da SAD.

Pódio: Neto, Luís Maximiano, Jovane

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Rio Ave-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Neto: 17

Luís Maximiano: 17

Jovane: 15

Eduardo: 14

Bolasie: 14

Borja: 14

Battaglia: 12

Sporar: 12

Plata: 11

Idrissa Doumbia: 11

Ristovski: 11

Wendel: 11

Camacho: 10

Coates: 9

 

O Record e A Bola elegeram  Neto  como melhor em campo. O Jogo optou por  Luís Maximiano.

Armas e viscondes assinalados: “Fast-forward” para o minuto 88

Gil Vicente 0 - Sporting 2

Taça da Liga - 2.ª Jornada da Fase de Grupos

4 de Dezembro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Acabou por ter uma noite de relativo sossego, apesar do lamentável e já expectável ascendente que os suplentes da equipa da casa chegaram a ter na primeira parte, e até foi o guarda-redes brasileiro a encarregar-se de arranjar calafrios, cabeceando à entrada da área uma bola directamente para os pés de um avançado do Gil Vicente que teve a infelicidade de sair do Seixal antes do complexo futebolístico-mediático encarregue de produzir “golden boys” estar devidamente oleado. Certo é que chegou ao apito final sem ir buscar a bola ao fundo das redes, o que por estes dias passa por ser um homem que mordeu o cão.

Ristovski (3,0)

É combativo, aparenta sentir o peso da camisola bem mais do que a média do plantel e não tem culpa de não haver um lateral-direito melhor do que ele, transformando-o naquilo que é: um profissional digno, com talento quanto baste, que dá o melhor que tem - e até aparenta ter abandonado a maré de azar e descontrolo que lhe valeu tantas expulsões na época passada.

Coates (3,5)

O xerife uruguaio voltou à equipa e impôs a sua lei aos galos de Barcelos, anulando sucessivas tentativas de ataque pelo ar e ainda mais pela relva, demonstrando um “timing” perfeito nos muitos cortes que se encarregou de fazer. Ter um dos poucos jogadores de elevado nível que restam no plantel em campo é sempre uma garantia.

Neto (3,5)

Espera-se que tenha retirado de vez qualquer dúvida quanto à ordem hierárquica dos centrais leoninos. Em vez da calamidade protagonizada por Tiago Ilori no domingo, Neto distinguiu-se pela voz de comando, por alguns cortes incisivos e bem arriscados e até pela forma como suplicou em vão a Rui Costa que não expulsasse Acuña.

Acuña (2,0)

Ultrapassado em velocidade por Romário Baldé, e provocado de modo sistemático pelos jogadores do Gil Vicente ao longo do jogo, o argentino depressa se viu à cunha do segundo amarelo. Descontrolado como há muito não se via, conseguiu manter-se no relvado bem mais do que seria expectável, sendo já em tempo de descontos que selou o destino – que o excluirá da recepção ao Moreirense no domingo – ao berrar com o quarto árbitro após ser esbofeteado por um adversário. No outro prato da balança está a garra de um dos raros elementos do plantel que nenhum Vítor Oliveira consegue rebaixar.

Idrissa Doumbia (2,5)

Aguentou melhor os suplentes do Gil Vicente do que tinha controlado os titulares no jogo anterior, o que também não quer dizer muito. Mas o certo é que desta vez não houve golos contrários a registar.

Miguel Luís (2,5)

Talvez tenha regressado à equipa titular por motivos estritamente regulamentares, pois não abundam formados na Academia de Alcochete que não tenham rescindido contrato ou entrado no carrossel dos empréstimos com cláusula de compra manhosa, mas não demorou a fazer-se notar. Pena é que tenha sido por um lance a que só um laureado com o Nobel da Paz pode chamar remate e por levar uma reprimenda do capitão de equipa. Melhorou ao longo do jogo, destacando-se um bom cruzamento para a cabeça de Luiz Phellype, o que não impediu que fosse o candidato óbvio à saída logo que Silas percebeu o impasse que por ali ocorria.

Wendel (3,0)

Tem mais talento do que tende a demonstrar, ainda que provavelmente menos do que considera ter, o que voltou a ser demonstrado neste segundo jogo da fase de grupos da Taça da Liga. Ganha pontos pela dinâmica que procurou dar ao anémico fio de jogo da equipa e por uma desmarcação genial que Bruno Fernandes encontrou forma de desperdiçar à boca da baliza.

Bruno Fernandes (4,0)

Falhou dois grandes golos, um dos quais numa tentativa de surpreender o guarda-redes do Gil Vicente ainda aquém da linha de meio-campo e o outro num excesso de confiança que o levou a tentar um toque acrobático quando bastava empurrar a bola para a linha de golo mesmo em frente. Pelo meio ainda fez a bola balançar as redes, só que em posição irregular, e serviu Luiz Phellype para um daqueles “expected goals” de que o inferno sportinguista está cheio. Pouco importa: façamos “fast forward” para o minuto 88, quando foi carregado por um adversário junto à grande área, encarregando-se de desfazer com um livre directo impecável o empate que retirava ao Sporting qualquer hipótese (ainda que remota) de defender os dois títulos consecutivos de “campeão de Inverno” na fase final da Taça da Liga. Não satisfeito, numa altura em que a equipa tinha menos um em campo, serviu Vietto para o argentino fazer o resultado final. Não tem o número 31 na camisola, mas tal como no célebre fado como ele não há nenhum.

Bolasie (3,0)

Chegou a ser o melhor da equipa na primeira parte, devendo-se-lhe um excelente remate que poderia ter desbloqueado o marcador, e lutou com todas as forças que tinha contra a desgraça que mais uma vez se anunciava. Ninguém lhe pode questionar o empenho, mesmo sem se traduzir necessariamente em resultados práticos.

Luiz Phellype (2,0)

Atravessa uma má fase e mesmo quando cabeceou como mandam as regras a bola cruzada por Miguel Luís não impediu a boa defesa do guardião do Gil Vicente. Pior foi a sua tentativa de inaugurar o marcador com um toque de calcanhar que lhe saiu truncado, num símbolo cruel das limitações técnicas que já deu provas de conseguir ultrapassar com força de vontade e capacidade de trabalho.

Rafael Camacho (2,5)

Continua a ser o talismã de Silas, sendo apenas triste que raras vezes traga sorte. Desta vez teve mais minutos, aproveitando-os melhor do que é hábito, tanto nas alas como no miolo.

Jesé Rodríguez (3,0)

Entrou para o lugar do infeliz Luiz Phellype, numa lógica “és avançado-centro e não sabias” que lembra um cartaz do Iniciativa Liberal, e não se lhe pode negar impacto no resultado final. No lance de contra-ataque que culminou no livre directo cobrado por Bruno Fernandes foi ceifado por um adversário (que recebeu um amarelo do daltónico Rui Costa) quando se encaminhava para a baliza, e a jogada do 0-2 começa com uma recuperação de bola quando a equipa lidava com a expulsão de Acuña.

Vietto (3,0)

Entrou, viu e venceu. Muito bem servido por Bruno Fernandes, não hesitou perante a tentativa de mancha do guarda-redes e sossegou os corações leoninos.

Silas (3,0)

Os trejeitos que fez quando Bruno Fernandes tentou marcar de antes da linha de meio-campo ficaram-lhe mal, mas há que reconhecer que montou a equipa melhor do que no embate anterior com o Gil Vicente, assumindo o objectivo de manter a esperança na qualificação para a “final four” da Taça da Liga. Dito isto, não há motivos para optimismo quando falta um mês para os embates com o FC Porto e o Benfica, restando-lhe sobreviver aos próximos jogos, pois como tantas vezes se diz em Portugal, “depois mete-se o Natal”...

Incompetência e negligência

O que sucedeu no jogo desta noite, com a foto da equipa a ser feita sem incluir Luís Maximiano (que se estreava pela equipa principal em desafios oficiais) e Jovane forçado a esperar 11 minutos, junto à linha, sem possibilidade de entrar no relvado - como se impunha - porque tinha vestida a camisola do colega Plata, são mais dois exemplos, muito concretos, de inaceitável incompetência e negligência no futebol leonino. E que explica, em larga medida, os desaires sofridos em campo, jogo após jogo. Perante o silêncio de toda a estrutura dirigente.

São mais dois exemplos, enfim, de falta de comando. Como se o barco não tivesse timoneiro.

 

P. S. - Mais um: o jogador escolhido para representar o Sporting nas entrevistas rápidas do pós-jogo, Luís Neto, estava afónico: foi literalmente incapaz de chegar ao fim. Ninguém repara nestas coisas em tempo útil? 

Armas e viscondes assinalados: Descalabro para mais tarde recordar

Benfica 5 - Sporting 0

Supertaça

4 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (2,0)

Consolidou o seu lugar na história do Sporting, já garantido com as duas taças conquistadas no desempate por grandes penalidades, mas desta vez pelos piores motivos: tornou-se o primeiro guarda-redes leonino a sofrer um 5-0 (Lemajic chegaria mais tarde à meia-dúzia, naquele funesto 3-6) frente ao Benfica desde... Vítor Damas, num pesadelo a contar para a Taça de Portugal na época que antecedeu o memorável 7-1. Dos cinco golos que sofreu tem sobretudo responsabilidades no terceiro, pois a magnífica execução de Grimaldo não bastaria caso não tivesse decidido posicionar-se tão distante do poste para onde tentou estirar-se, enquanto nos restantes limitou-se a não fazer milagres. Ainda assim, perante o erro de sistema que assolou tantos dos seus colegas, evitou um resultado ainda mais catastrófico com um punhado de  boas defesas, especializando-se em tirar o pão da boca de Seferovic.

 

Thierry Correia (3,0)

Teve uma primeira parte agridoce, pois múltiplas intervenções positivas, tanto a defender, nomeadamente o corte “in extremis” ao remate do isolado Seferovic, como a criar jogo (apesar da difícil coabitação com Raphinha na direita), não apagam a gravosa consequência do seu calcanhar de Aquiles: a tendência para deixar que apareçam adversários nas suas costas à hora e no local mais inconveniente, como voltou a acontecer no golo inaugural de Rafa. Na segunda parte manteve a chama o mais que pôde, ainda que pudesse fazer melhor no lance que resultou no 4-0. Único representante da Academia de Alcochete nas escolhas do treinador que supostamente iria retirar proveito da formação leonina – e apenas porque a presente gerência contratou um lateral-direito lesionado, tem outro lateral-direito lesionado e um terceiro lateral-direito ainda a recuperar da CAN (aquele que, ao contrário de Gelson Dala, teve direito a número de camisola na apresentação da equipa) –, chorou copiosamente no final do jogo. As lágrimas de quem sentiu a humilhação, enquanto o treinador optava pela táctica do escapismo mental como se fosse o Houdini neerlandês e o presidente do clube fazia as declarações mais desprovidas de noção desde a reacção de Bruno de Carvalho ao “ataque terrorista” à Academia de Alcochete, são para mais tarde recordar, de preferência após serem aprendidas todas as lições daquilo que aconteceu no Estádio do Algarve.

 

Neto (1,5)

Surpresa no onze titular, com o regresso ainda mais surpreendente de Keizer à experiência dos três centrais, distinguiu-se no início do jogo pelo poder de choque e pela facilidade com que lançou jogadas de ataque, tendo sempre a mira no espaço de progressão de Raphinha. Espelho perfeito da sua equipa, iniciou a descida aos infernos perto do intervalo, naquele lance em que deixou Thierry a cobrir dois adversários, o que facilitou a tarefa de Rafa. Dono e senhor do eixo da defesa, ao ponto de o provável futuro capitão de equipa ser encaminhado para o banco de suplentes quando o treinador do Sporting desfez o triunvirato de centrais, foi mais um a ver passar papoilas saltitantes a caminho da baliza defendida por Renan.

 

Coates (1,5)

Descarregou no banco de suplentes a compreensível frustração por sair do relvado em troca com Diaby, mas a triste verdade é que o provável futuro capitão de equipa nunca se encontrou no esquema dos três centrais e a forma como tendeu a ficar ligeiramente mais recuado do que Neto e Mathieu auxiliou diversas vezes o ataque benfiquista. Da primeira parte deixou como cartão de visitas um excelente passe longo para Bas Dost, que logo serviu Bruno Fernandes para um grande remate, mas depois do intervalo ficou marcado pelo disparate a meias com Mathieu que deu origem ao 2-0.

 

Mathieu (1,5)

Um excelente passe a desmarcar Bruno Fernandes na ala esquerda poderia ter servido de arranque para uma terceira taça consecutiva, mas logo no início do jogo ficou claro que não era noite para tão coisa. Raras vezes bem coordenado com Acuña e com os outros dois centrais, o francês manteve a classe até ao lance aziago em que, desentendendo-se com Coates e com as leis da lógica, perdeu a bola no interior da grande área e ofereceu o 2-0 ao Benfica. Incapaz de trazer tranquilidade a uma equipa cada vez mais fragmentada terá decerto questionado a decisão de adiar a reforma por mais um ano.

 

Acuña (2,0)

Nem a ele saíram assim tão bem os cruzamentos, à excepção de uma magnífica desmarcação que teria mitigado a goleada se Raphinha não tivesse decidido acumular um número de más decisões só comparável ao saudoso passatempo “quantas pessoas cabem num Mini”, embora tenha servido Bruno Fernandes para o que, noutra noite qualquer, poderia ser um bom golo ou uma excelente assistência para Bas Dost empurrar para as redes. Ausente durante a maior parte da desastrosa pré-temporada do Sporting, provavelmente ainda muito aquém da melhor forma física, nunca deixou esgotar a vontade de vencer que o manteve a empurrar a equipa para a frente quando o marcador já estava mesmo muito pesado, mas Diaby encarregou-se de dar maus seguimentos com aquela coerência que caracteriza o maliano.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Viu-se muitas vezes rodeado de adversários no início das jogadas leoninas e saiu-se quase sempre bem, servindo-se da velocidade e capacidade de choque para fazer avançar a bola. E sendo verdade que muito ainda tem a aprimorar no passe e na posse, dir-se-ia que é um dos talentos com maior margem de progressão no plantel. Resta saber se poderá melhorar assim tanto com Keizer e se conseguirá aprender a dosear o ímpeto que o levou a ser o único contemplado com um duplo amarelo entre a legião de advertidos pelo árbitro Nuno Almeida.

 

Wendel (1,0)

Prisioneiro do meio-campo do adversário, raras vezes encontrou sentido para a sua presença naquele relvado. Numa época que terá de ser forçosamente de afirmação, sobretudo se ocorrer a tão adiada quanto aparentemente inevitável transferência de Bruno Fernandes, o jovem e talentoso brasileiro será um dos sportinguistas que mais beneficiará da penosa experiência de ver (e rever) os vídeos deste descalabro.

 

Bruno Fernandes (2,0)

Também chorou no final do jogo, ainda que as suas lágrimas se possam distinguir das vertidas por Thierry sem recurso a análises laboratoriais. O ainda capitão do Sporting poderá ter feito o último jogo de verde e branco, deixando como última memória, aos adeptos e a si próprio, um resultado histórico no pior sentido da palavra. E esteve nas suas mãos, melhor dizendo nos seus pés, a hipótese de fazer uma noite muito diferente. Logo no início, com Bas Dost completamente isolado à entrada da área, fez um cruzamento terrível (que, mesmo assim, Ferro ainda fez questão de encaminhar para a baliza, valendo os reflexos de Vlachodimos), repetindo a asneira bem mais tarde, ao preferir ganhar o duelo com o guarda-redes grego em vez de servir o holandês, tão bem posicionado que só teria de empurrar para o fundo das redes. Terá sentido saudades de Svilar noutro lance, quando um “daqueles” remates de longa distância foi desviado para canto com uma excelente defesa, mas a propensão para rematar à primeira oportunidade, chegando a tentar fazê-lo da linha de meio-campo, num lance em que o árbitro até já tinha assinalado falta contra o Sporting, foi sintoma de duas maleitas assaz preocupantes: a absoluta falta de soluções da equipa e a vontade de tirar um coelho da cartola que desbloqueasse a transferência que parecia certa antes do 5-0 e provavelmente continuará certa, para mal de uma equipa que se tornou demasiado dependente de um enorme futebolista que, também ele, teve uma noite de profunda desvalorização.

 

Raphinha (1,5)

Vítima do seu próprio talento, apaixonado pelos seus dribles, esteve muito em jogo mas decidiu quase sempre muito mal. O exemplo acabado disso ocorreu no final do jogo, ao receber a bola cruzada por Acuña no coração da grande área benfiquista. Em vez de arriscar o remate em esforço procurou controlar a bola, perdendo ângulo, e acabou por encaminhá-la para as mãos de Vlachodimos quando tinha dois colegas na grande área. Também se distinguiu pela falta de ligação com Thierry, optando por ignorar o jovem lateral nos lances de ataque, e pelos remates descabelados. Precisa de, em bom português, acordar para a vida.

 

Bas Dost (2,0)

Pois que é lento, pois que aparenta ser um corpo estranho quando a equipa não se dedica a jogar para a sua cabeça, mas a verdade é que esteve em posição de marcar em dois lances em que Bruno Fernandes errou no cruzamento ou preferiu desfeitear a grande baleia branca greco-germânica que tinha pela frente. Também combinou bem com o capitão e outros colegas, servindo Bruno Fernandes para o remate que permitiu a defesa da tarde a Vlachodimos. Na segunda parte começou realmente a desaparecer do relvado até à inevitável substituição.

 

Luiz Phellype (1,0)

Entrou em campo em vez daquele cavalheiro argentino avaliado em 7,5 milhões de euros por metade do organismo que Jorge Mendes e o Atlético de Madrid incluíram na negociata de Gelson Martins. Nada fez e ainda teve umas boas dezenas de minutos.

 

Diaby (1,0)

O velocista maliano que Sousa Cintra legou ao Sporting em troca do dobro do dinheiro obtido com a venda de Demiral recebeu vários passes de Acuña, chegou primeiro do que o adversário e... nada conseguiu. A culpa é, sobretudo, de quem o mantém num plantel sem espaço para Gelson Dala e Matheus Pereira. E que vai travando a progressão de Gonzalo Plata.

 

Borja (1,5)

Acostumado a ser um dos piores em campo, teve a felicidade de entrar tarde, só para evitar que Acuña recebesse um segundo amarelo.

 

Marcel Keizer (0,5)

Tentou surpreender Bruno Lage com a táctica dos três centrais, e talvez até o conseguisse caso o capitão prestes a zarpar tivesse as chuteiras mais calibradas. Resultou, mais ou menos, até perto do intervalo, mas o golo de Rafa foi o prenúncio de uma segunda parte de profundo pesadelo a que nunca soube reagir, tal como foi ainda mais incapaz de evitar. Nada conseguiu melhorar com as substituições, às quais não poderia faltar o seu “fétiche” Diaby, e ainda pior sucedeu depois do apito final. Passou a imagem, seguindo o exemplo do homem responsável pela sua contratação, de que perder por 5-0 com o Benfica é “business as usual”, perdendo todo o capital decorrente da conquista de dois troféus na temporada passada. Depois de uma pré-temporada muitíssimo negativa, com uma nova falsa aposta na formação, fica com tolerância abaixo de zero para um início de temporada com visitas ao Marítimo e ao Portimonense, a meio da recepção ao Braga, aquele Sporting que aposta a sério na formação leonina, com Sá Pinto no banco e Ricardo Esgaio, Diogo Viana, João Palhinha e Wilson Eduardo no relvado.

Rumo ao Mundial (22)

 

 

LUÍS NETO

Eis um caso que dá que pensar: estamos perante aquele que é hoje, provavelmente, o terceiro melhor defesa central português. No entanto, Luís Neto nunca teve uma oportunidade de jogar num clube grande em Portugal. Formado no Varzim, o clube da terra onde nasceu há 24 anos, actuou nesta agremiação minhota que noutros tempos chegou a brilhar no campeonato nacional e mais tarde rumou à Madeira, onde serviu o Nacional durante uma época.

Restou-lhe depois ser emigrante. Primeiro no Siena, em Itália, e agora no campeonato russo, defendendo com brilhantismo as cores do Zenit de Sampetersburgo (onde jogam também Danny e Hulk), classificado em segundo lugar nas duas últimas temporadas.

Resta-lhe envergar a camisola das quinas para poder actuar junto dos seus compatriotas. Já actuou nove vezes na selecção A - primeiro na fase de qualificação para o Mundial do Brasil, depois nos jogos de preparação, onde esteve em grande nível, designadamente no confronto com o México. Calmo, atento, seguro, eficaz nos cortes, estabelecendo boas parcerias com Bruno Alves e Ricardo Costa. Deu boas indicações ao seleccionador nacional: Paulo Bento contará certamente com ele para o eixo da defesa em caso de impedimento de um dos habituais titulares por lesão ou impedimento disciplinar.

Em Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, Neto bem merece este destaque. Por ser mais um entre milhões de portugueses que, mesmo no estrangeiro, continuam a honrar o país que os viu nascer.

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