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És a nossa Fé!

Esta Taça também é tua, Nani

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Melhor em campo contra o Loures, em Outubro. Uma assistência para golo e participação em outro contra o Lusitano Vildemoinhos, em Novembro. Intervenção activa na vitória contra o Feirense, em Janeiro. 

A Taça de Portugal 2019 também é tua, Nani. Como já foram as de 2007 e de 2015. 

Daqui te mando um grande abraço de parabéns. Para mim nunca deixarás de ser Leão.

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

Obrigado Nani…

… também por isto:

«William Carvalho revelou que Nani foi determinante para o seu ingresso no Sporting há nove anos, quando ainda jogava no Mira Sintra. O internacional luso-angolano despertou a atenção dos olheiros do Sporting em 2005, quando ainda representava o Mira Sintra, e em declarações aos órgãos oficiais da Liga dos Campeões.

"Comecei no Mira Sintra e com 13 anos fiz um jogo contra o Sporting. Fui chamado e nem hesitei. Sou do Sporting, sempre fui e o meu pai também. A possibilidade de integrar a equipa principal era muito grande e aceitei logo", começou por recordar William Carvalho.

"É uma história engraçada. Quando vim para o Sporting falei com o Aurélio Pereira e ele passou o telefone ao Nani, que já estava na equipa A. Contou-me o que passou para chegar à equipa principal e que o Sporting apostava na formação. Sendo do Sporting, tinha no Nani e no Veloso jogadores que admirava", acrescentou William Carvalho.»

Nani

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Não me parece que seja caso para agradecimento, que este e outros jogadores são muito bem pagos para exercerem a sua profissão, mas aqui fica todo o meu enorme reconhecimento pelo sportinguismo, profissionalismo, amor à verde-e-branca, sempre demonstrados por Luís Nani, que nunca nos envergonhou, antes pelo contrário, elevou bem alto o nome do seu e nosso clube do coração. As maiores felicidades nas américas é o que te desejo, campeão! Saudações Leoninas.

Nani não merecia isto

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O presidente ainda não falou: limitou-se a mandar dizer que só romperá o silêncio na próxima sexta-feira. Nem sequer emitiu duas frases de público alento aos jogadores e à equipa técnica antes do confronto de logo com o Braga. Ao menos para ajudar a compor as bancadas, que deverão estar bastante desguarnecidas. Tal como o plantel, agora sem Montero e sobretudo já sem Nani - decisivo para a conquista da Taça da Liga, há um par de semanas. Justificar a partida do nosso capitão, formado no Sporting e campeão europeu em título, pela necessidade de "poupar dinheiro" à SAD leonina, é culminar com uma pitada de inaceitável injúria este episódio tão pouco edificante.

Nani não merecia isto.

 

O silêncio, num momento destes, dá pasto a todas as especulações. Não falta portanto, entre os que são próximos de Frederico Varandas, quem se apresse a emitir mensagens contraditórias: por um lado sopram-se "notícias" para os jornais garantindo que o holandês está de pedra e cal; por outro, nas redes, já se conclui que o homem afinal não serve. Tudo e o seu contrário. É uma regra básica da comunicação: se quem devia falar se cala, alguém menos qualificado para o efeito acaba por preencher esse vazio.

Acreditam que isto possa dar saúde anímica à nossa triste equipa? Pois: eu também não.

Muito obrigado, Montero e Nani

Segundo parece estão estes dois excelentes futebolistas de saída do Sporting, rumo a campeonatos menos exigentes mas muito interessantes em termos de fase final duma carreira e transição para outro tipo de vida.

Quer um quer outro tiveram momentos notáveis com a camisola do clube, e Nani é apenas o capitão de equipa, um dos expoentes máximos da Academia de Alcochete, e o porta-bandeira do ADN Sportinguista no plantel do clube e um exemplo para os jovens da formação.

Se calhar estamos mais uma vez como naquelas situações de divórcio de comum acordo em que ambas as partes sentem que o amor do outro já não é o mesmo que era quando eram mais novos e sendo assim sentem que podiam ser mais felizes noutro lado.  

Do lado do Sporting as saídas representam um alívio importante na tesouraria, pois trata-se de salários dos mais altos do plantel. Do lado dos futebolistas têm tempo para preparar uma nova época e para Nani se integrar numa nova realidade.

Nani e Montero são daqueles artistas da bola que tanto podem passar ao lado do jogo como podem dum momento para o outro fazer o que ninguém espera e resolver as situações mais complicadas. Golos fantásticos, únicos. E olhando para o plantel quem mais temos assim ? Bruno Fernandes, só. Cada vez mais vamos ser BF e mais 10 ? Ele não é o super-homem...

E em que posição fica Keizer no meio disto, quando sabemos que Nani tem sido substituido com frequência no decorrer dos jogos, a última vez no intervalo do jogo em casa com o Benfica, e Montero pouco tem estado disponível? Que responsabilidade teve ele, por acção ou omissão, nas saídas?

E os sócios? Como vão aceitar estas saídas, que parecem significar o atirar a toalha ao chão no que respeita aos objectivos da temporada?

Enfim, seria altamente conveniente que depois do jogo contra o nosso concorrente directo ao 3º posto, o Braga, e do fecho completo do mercado,  Frederico Varandas viesse esclarecer os sócios e dissipar as legítimas dúvidas que tudo isto merece. Incluindo o que quis efectivamente dizer no final da Taça da Liga sobre a qualidade do plantel e o que pensa agora, depois de todas estas entradas e saídas. 

Se explicar nós entendemos e podemos dizer melhor de nossa justiça. 

Mas voltando ao início, muito obrigado, Montero e Nani, e muitas felicidades para a vossa aventura americana.  

SL

Desilusão das grandes

Num ano muito delicado, a viver a pior fase da época, o Sporting deixa Nani e Montero irem embora???

Logo dois dos mais virtuosos e dedicados jogadores do plantel?!

Desculpem, mas esta notícia fere mais a nossa alma de leão do que a derrota de ontem. 

E tenho especialmente pena pelo Nani, que ainda em Dezembro disse que voltou pelo prazer de representar novamente o Sporting, ao invés de seguir carreira na China ou Arábia de onde surgiam propostas financeiramente bastante mais apelativas.

Não merecemos este golpe. Que desilusão das grandes.

Boa Sorte, Nani

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Acabo de ler. Aqui alertado nos comentários da partida de Montero (fica o Phyllepe ou lá como se chama; fica o diabo do Diaby) fui aos jornais e sei que parte também Nani - um dos grandes jogadores que o Sporting formou e que por duas vezes regressou a casa. Emagrecimento salarial, anuncia o jornal ser a causa destas duas saídas. A de Montero, apesar de o considerar um jogador de muita classe - e vou crente que a sua transferência para a China, na primeira passagem pelo clube, dizem que por nossas dificuldades de tesouraria, nos custou um título - posso compreender. Agora Nani? Numa contabilidade de "deve/haver" porventura. Mas há jogadores de classe no clube? E que tenham formação sportinguista? Que sirvam para construir equipas e reproduzir clubes?

Não há dinheiro para o manter? Talvez. Mas mais exigência se deverá ter a analisar o efectivo valor dos recém-contratados. Para os quais houve dinheiro. Valor no jogo jogado. Valor na classe transmitida. Valor na contribuição para que o clube se vá transferindo de geração em geração.

Enfim, mais significativo é o facto do clube seguir de derrota em derrota e o afã ser em transferir os jogadores mais sonantes. Borrasca orçamental óbvia. Mas também um enorme sinal de des-ilusão para esta época, um ululante baixar dos braços.

No próximo defeso? Sairá o Bruno Fernandes, decerto que pronto para procurar outro rumo para a carreira. E ficaremos com o Acuña, a besta quadrada. E com os phelllypes ou lá como se chamam.

Boa sorte, Nani.

Armas e viscondes assinalados: Quando a cabeça não tem juízo o Sporting é que paga

Vitória de Setúbal 1 - Sporting 1

Liga NOS - 19.ª Jornada

30 de Janeiro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,5)

Salvou o ponto possível nos descontos, quando Nani fez um atraso de bola calamitoso e ofereceu um segundo golo dos setubalenses que o brasileiro não deixou acontecer. Teria sido o pior castigo imaginável para quem começara a tornar-se mero observador depois de uma primeira parte trabalhosa, e na qual foi deixado à mercê do adversário no lance do golo que ajudou as duas equipas que não chegaram à final da Taça da Liga a adiantarem-se na luta pelo outro lugar de acesso à Liga dos Campeões que não implica vencer o campeonato.

 

Ristovski (2,0)

Pareceu-lhe que era boa ideia gritar com um árbitro que aos dez minutos já tinha amarelado o colega que evitou ser expulso por acumulação e preferiu deixar escapar o autor do golo da equipa da casa. Tudo bem que o macedónio teve uma ligeira atenuante: Hélder Malheiro nem falta marcou ao adversário que lhe desferiu uma cotovelada capaz de fazer nascer de imediato um enorme galo na testa. Expulso quando a equipa tentava inverter o resultado negativo, ainda demonstrou dotes de ninja ao partir uma bandeira de canto com um pontapé, pelo que a suspensão que irá receber por ter sido agredido à cotovelada enquanto o videoárbitro metia sal nas pipocas é capaz de o afastar de mais jogos além da recepção ao Benfica. Diga-se, em abono da verdade, que não estava a fazer um jogo brilhante antes de perder a cabeça em mais do que um sentido.

 

Coates (4,0)

Terminou o jogo como único central leonino e, tendo em conta que toda a gente que joga ao seu lado acaba por sucumbir à fadiga muscular ou partir o nariz, talvez seja altura de apostar no 3-3-4 depois de o 3-2-4 ficar muito perto de valer três pontos. O uruguaio voltou a mostrar a razão para, se houver justiça antes do reino dos céus, acreditar que ainda conseguirá grandes conquistas ao serviço do Sporting. Incansável a defender, com uma única falha que teve de resolver com o agarrão que lhe valeu um cartão amarelo que ficou colado no bolso em intervenções homólogas de adversários, manteve a média de cortes providenciais e integrou-se com extrema raça e critério em jogadas de contra-ataque. Não conseguiu marcar, mas pode ser que se esteja a guardar para os principais beneficiários dos dois pontos deixados em Alvalade.

 

Petrovic (2,5)

Já habituado a estar em campo com o nariz fracturado, desta vez teve direito a uma máscara facial para o proteger após ter sido operado. Infelizmente faltou-lhe protecção contra quem lhe mostrou o amarelo aos dez minutos, o que o dissuadiu de derrubar o autor do golo do Vitória de Setúbal. Compensou a falta de velocidade, perigosa ao enfrentar avançados rápidos, com entrega e bom timing nos cortes, acabando por ver-se sacrificado na hora do tudo por tudo.

 

Jefferson (3,5)

Com Acuña de partida e Borja de chegada, ninguém mais havia para titular. Facto: no primeiro quarto de hora de jogo fez dois cruzamentos aos quais só faltava um lacinho, mas Bas Dost desperdiçou os presentes do brasileiro com duas cabeçadas muito aquém dos mínimos. Jefferson não esmoreceu e passou o jogo inteiro a cruzar bolas, quase sempre em boas condições, sem que ninguém quisesse corresponder ao esforço de quem terminou só com dois colegas na linha defensiva.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Os primeiros minutos ao serviço do Sporting mostraram que pode ser uma solução muito mais dinâmica do que Gudelj para a posição 6. Ainda que não tenha convencido completamente no que toca a poder de choque, o reforço de Inverno é capaz de acelerar jogadas, tem visão de jogo e poderá ser muito útil em jogos vindouros. No desafio em apreço acabou por ser substituído para que o 3-2-4 aparecesse em Setúbal, sem o efeito obtido aquando de outra aparição, cento e tal quilómetros mais a norte.

 

Wendel (3,0)

Tentou resolver o problema com remates de média distância, após desperdiçar uma ocasião dentro da grande área, e em posição frontal, devido a uma overdose de fintas. Terminou muito cansado, visto que o ónus de jogar com menos um recaiu em grande parte sobre o meio-campo, o que não o impediu de a poucos minutos do final embrenhar na área e servir Bruno Fernandes para uma das melhores oportunidades de consumar a reviravolta.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Conseguiu três grandes proezas - o remate oportuno que Bas Dost desviou para golo, resistir às recorrentes cacetadas dos adversários e chegar ao fim sem o segundo amarelo ao engolir palavras perante as artimanhas de um novo valor da arbitragem nacional -, e só lhe faltou um pouco de sorte para manter o Sporting próximo das duas equipas que não foram à final da Taça da Liga e lutam pelo lugar de acesso à Liga dos Campeões que não implica vencer o campeonato. Voltou a fazer passes emolduráveis e mesmo um cruzamento que só não foi perfeito porque Raphinha provou ser bastante mau a cabecear.

 

Raphinha (3,0)

Tirando aquela parte de ter recebido um cruzamento perfeito no coração da grande área e ter cabeceado sem nexo ao lado da baliza? O brasileiro voltou a agitar o ataque leonino, produzindo uma sucessão de jogadas que ninguém fez o favor de aproveitar. Na hora de desespero, sendo necessário Nani em campo, foi ele a sair em vez de Diaby, por razões que só Keizer conhece.

 

Diaby (2,0)

Bem tentou disputar bolas dentro da grande área adversária, mas Oliver Torres não foi emprestado ao Vitória de Setúbal, pelo que ninguém o chegou a carregar de forma tão flagrante que nem o ‘dream team’ para ali mobilizado pudesse ignorar. Particularmente penoso foi assistir à tentativa de pontapé de baliza em que se estatelou após falhar a bola.

 

Bas Dost (3,0)

Marcou um golo de elevada nota artística, com um toque com “a parte lateral do pé” e de costas para a baliza, mas passou o resto do tempo a recordar os adeptos e colegas de que anda de cabeça perdida no que respeita a utilizá-la para desviar bolas para o fundo das redes. Qualquer momento será apropriado para retomar aquela média de concretização que chegava a parecer demasiado boa para o rectângulo à beira-mar plantado.

 

Bruno Gaspar (3,0)

Chamado a jogo após a expulsão de Ristovski, combinou bem com Nani e fez um bom cruzamento que contribuiu o golo do empate. Também se aguentou bastante bem nas missões defensivas, ainda que uma linha de três com Coates no meio seja meio caminho andado para o sucesso.

 

Nani (3,0)

Tinha pouco mais de meia hora para ajudar a virar o resultado e livrar-se de ver o amarelo que o afastaria da recepção ao Benfica. Cumpriu o segundo objectivo e fez tudo o que estava ao seu alcance para atingir o primeiro, incluindo driblar um quarteto de adversários até ser derrubado. Pena é que tivesse ficado a um passo de oferecer a vitória ao Setúbal com um atraso incrivelmente disparatado.

 

Luiz Phellype (2,0)

Voltou a não conseguir fazer a diferença nos minutos que ficou em campo. Aguarda-se que isso suceda, mais cedo ou mais tarde, pois até ao presente momento não justificou a contratação.

 

Marcel Keizer (2,5)

Viu-se forçado a entregar a titularidade ao facialmente desafiado Petrovic, face à ausência de Mathieu e à falta de coragem para arriscar no corpulento Abdu Conté, apostou na estreia de Idrissa Doumbia face ao castigo de Gudelj, e deixou Nani no banco. Podia ter corrido bem, mas não era noite para isso, e se a desvantagem não levou o holandês a ser particularmente criativo, talvez por crer que o seu compatriota acabaria por cabecear decentemente , ficar com menos um jogador teve o condão de agitar a imaginação do pioneiro das tácticas 3-3-3 e 3-2-4, essa última prejudicada pela ineficácia do segundo avançado-centro. Mais difícil de explicar é o critério para prescindir de Raphinha em vez de Diaby.

Armas e viscondes assinalados: Renan defendeu direito pela arbitragem torta

Sporting 1 - Sp. Braga 1 (4-3 nos pénaltis)

Taça da Liga - Meias-finais

23 de Janeiro de 2019

 

Renan Ribeiro (4,0)

Ainda mal chegara à baliza e já tinha sofrido um golo, como lhe está sempre a acontecer desde que foi emprestado ao Sporting. Mas o certo é que resolveu uma segunda ocasião flagrante, beneficiando da má execução de Wilson Eduardo, e engrenou para uma noite positiva, ainda que tenha sido o videoárbitro a anular novo golo no primeiro lance da segunda parte e que nada pudesse fazer num cabeceamento de Raul Silva que embateu no poste. Foi depois do apito final que se tornou o herói do jogo, garantindo o acesso à final da Taça da Liga com uma sucessão de defesas nas grandes penalidades que compensaram o desacerto de Bas Dost, Coates e Nani.

 

Ristovski (2,5)

Mostrou aos habituais especialistas da equipa como se marca uma grande penalidade e esteve seguro a defender ao longo do jogo. Mas desta vez não conseguiu apoiar tanto o ataque quanto é seu hábito.

 

Coates (3,5)

Seria o herói da noite caso o árbitro Manuel Oliveira não fosse um renomado especialista na avaliação visual da intensidade de agarrões nas camisolas de adversários que se fazem à bola dentro da grande área, ignorando o pénalti que foi cometido sobre o uruguaio mesmo depois de ser convidado a visionar imagens inequívocas. Foi o seu poder de impulsão a permitir o empate que levou à decisão por grandes penalidades, voando sobre os centrais como Jardel para um cabeceamento indefensável. Na defesa teve muito trabalho e decidiu quase sempre bem, lamentando-se apenas que no desempate por pénaltis tenha acertado em cheio no poste.

 

Mathieu (2,5)

Saiu ao intervalo, com claros problemas físicos e o estigma de ter deixado Dyego Sousa à vontade no lance do 1-0. Pela idade e pelas particularidades físicas é um dos mais necessitados de maior rotatividade nos onzes por parte de Marcel Keizer.

 

Acuña (3,0)

Poucos minutos antes de ceder o lugar a Jefferson, numa fase em que a sua cara poderia servir de emoji para designar exaustão, conseguiu chegar ao passe de Nani e rematar contra um adversário dentro da grande área contrária. Já na primeira parte desperdiçara outra oferta do capitão leonino, rematando para a pedreira à entrada da área, pelo que as finalizações foram o calcanhar de Aquiles de mais uma exibição cheia de raça do internacional argentino, responsável acidental pelo chilique colectivo de Abel Ferreira e António Salvador ao sofrer uma falta de Dyego Sousa que levou à anulação daquele que seria o segundo golo dos bracarenses.

 

Gudelj (2,5)

Voltou a denotar carências no arranque de jogadas de ataque e foi um dos responsáveis por um domínio dos adversários no meio-campo que prometia impedir o Sporting de revalidar um dos dois únicos títulos que (pelo menos até agora) resultaram do investimento multimilionário na contratação de Jorge Jesus. Assim como está, não pode ficar.

 

Wendel (2,5)

Ninguém precisa de VAR para ver que o jovem brasileiro não está a conseguir manter a intensidade neste ciclo interminável de jogos, mas Marcel Keizer aparenta não confiar em Miguel Luís ou Francisco Geraldes. Sem virar a cara à luta, Wendel foi bastante menos esclarecido do que é habitual, e o Sporting ressentiu-se disso.

 

Bruno Fernandes (2,5)

Também pareceu ligeiramente fora, perpetrando uma sucessão de passes descalibrados quando pretendia servir os colegas. Sem bons resultados nesse campo durante os 90 minutos, honra seja feita ao facto de ter sido o primeiro jogador leonino a conseguir marcar a Marafona no desempate por grandes penalidades.

 

Raphinha (3,0)

Prometeu ser o herói da noite quando se desenvencilhou de dois adversários, entrou pela grande área do Braga e desferiu um remate forte, rasteiro e colocado que foi desviado para canto. Aliando técnica e velocidade (assim como um Diaby com técnica), o brasileiro tinha tudo para provocar calafrios aos adversários, mas houve um ponto de viragem no lance, ainda na primeira parte, em que se isolou para receber a abertura perfeita de Nani e, completamente à vontade, fez mais um passe do que um chapéu a Marafona. Talvez afectado pelo desperdício daquilo que seria o golo do empate, perdeu fulgor e até ao apito final não mais electrizou a noite.

 

Nani (3,5)

Três grandes passes, diligentemente subaproveitados por Acuña e Raphinha, marcaram uma exibição em que o capitão do Sporting foi o cérebro que faltou a outros e esteve em melhores condições físicas do que a maioria. Também ele ficou em branco nos pénaltis, mas se no sábado a equipa revalidar o título frente ao FC Porto já terá cumprido o primeiro objectivo deste segundo regresso.

 

Luiz Phellype (2,0)

Teve a oportunidade para demonstrar o seu valor, rendendo Bas Dost no onze titular, e não convenceu treinador e adeptos de que é uma alternativa credível. Muito encaixado na combativa defesa bracarense, pouco ou nada fez de útil para os seus e de perigoso para os outros.

 

André Pinto (3,0)

Entrou no início da segunda parte, como sucede quando Mathieu não pode continuar em campo, e desta vez foi o bom “understudy” que na maioria das vezes consegue ser. Um corte a um remate perigoso de Wilson Eduardo, já dentro da área, e outro desarme providencial à entrada da dita, após grande disparate do recém-entrado Jefferson, foram os destaques de uma exibição em que teve de vigiar Dyego Sousa, actual melhor marcador da Liga - e, a avaliar pelo estado de forma de um certo holandês, candidato a manter tal estatuto até ao fim.

 

Bas Dost (2,0)

Até a expressão do avançado denuncia que não está em condições físicas e anímicas. Dos poucos minutos que esteve em campo destaca-se a incapacidade de desviar um bom cruzamento rasteiro de Jefferson. Deixou claro que precisa de ‘reboot’ quando marcou o primeiro pénalti contra o corpo de Marafona mesmo após o guarda-redes se ter atirado nessa direcção.

 

Jefferson (2,5)

Entrado para o merecido descanso de Acuña, o quinto brasileiro de leão ao peito nesta meia-final só pecou por um atraso mal medido que não teve piores consequências graças à intervenção de André Pinto. Quando chegou a sua vez de bater o pénalti rematou com tanta força que talvez tivesse sido golo mesmo que o ex-colega que conhece da temporada passada em Braga agarrasse a bola em vez de apenas lhe tocar.

 

Marcel Keizer (3,0)

Chegou à primeira final e está a 90 minutos de ganhar o menos desejado título do futebol português. São motivos para ter ficado menos triste num dia que, anunciou o presidente do Sporting, foi dramático para o treinador holandês por motivos pessoais. No entanto, a baixa de forma de vários elementos-chave permite questionar o que levará Keizer a não dar oportunidades a outros jogadores do plantel. Lá por Luiz Phellype ter feito fraca figura, nada impede Geraldes ou Jovane Cabral de abanarem algo que começa a estar demasiado parado.

Armas e viscondes assinalados: Provavelmente a pior vitória da temporada

Sporting 2 - Moreirense 1

Liga NOS - 18.ª Jornada

19 de Janeiro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

O desvio atabalhoado para canto de um cruzamento-remate, quando o jogo caminhava para o seu triste fim, foi a principal intervenção do brasileiro, quase sempre limitado a reposições de bola. Também sofreu um golo, sem grande culpa, restando-lhe a compensação de que os três jogadores leoninos que estiveram melhor (Coates, Mathieu e Acuña) do que os marcadores dos dois golos que valeram esta tristonha vitória tiveram maiores responsabilidades nesse lance.

 

Ristovski (3,0)

Atrapalhou-se com a bola duas vezes quando poderia ter entrado com perigo na grande área do Moreirense, mas deve-se-lhe o remate que ajudou Bruno Fernandes a fazer o 2-0, bem como um excelente cruzamento que demonstrou a presente propensão de Bas Dost para encaminhar para fora da baliza qualquer bola que receba frente à baliza.

 

Coates (3,0)

Fez uma assistência de longa distância para o golo de Raphinha no universo alternativo em que Rui Costa e João Capela não foram escolhidos para serem o árbitro e videoaárbitro de um jogo em que o Sporting se arriscou a perder pontos para os três primeiros classificados. Também fez os cortes do costume, ainda que por vezes assaz aquém de perfeitos nas bolas altas, e contribuiu para que o desnorte da segunda parte não tivesse piores consequências.

 

Mathieu (3,5)

Desta vez não alvejou a baliza adversária, até porque Rui Costa só marcou (e ainda assim raramente) faltas contra Moreirense a uma distância segura da baliza dos visitantes. Dedicou-se a desarmes arriscados na grande área e a tentar suprir as insuficiências de colegas do meio-campo na construção de jogadas.

 

Acuña (4,0)

Teve um ataque de fúria quando o colega Petrovic o desarmou no instante em que se preparava para fazer o 3-1, mesmo na última jogada, e esse momento insólito serve de metáfora perfeita para um jogo em que o argentino pareceu estar num plano diferente do que a esmagadora maioria dos colegas. Além de marcar o canto que resultou no primeiro golo e de fazer o cruzamento para Diaby cabecear, o guarda-redes defender para a barra e o 2-0 aparecer dentro de momentos, manteve um ritmo alucinante ao longo de noventa e tal minutos, mostrando-se impecável na abordagem a todos os lances à excepção de um corte na grande área que só não deu pénalti porque João Capela deveria estar a ver o que se dizia na CMTV acerca do destino do “hacker do Benfica”. Se o Zenit contratar o internacional argentino no fecho do mercado de Inverno será a pior afronta que russos fazem ao Sporting desde que o CSKA Moscovo venceu a final da Taça UEFA em Alvalade.

 

Gudelj (1,5)

O melhor momento da sua exibição foi o amarelo que o exclui da visita a Setúbal, próximo compromisso após o jogo ou jogos para a ‘final four’ da Taça da Liga. Desfasado do jogo, incapaz de colaborar na construção de jogadas e com frequentes atrasos nas movimentações, pecou pelo tipo de falta de agressividade na disputa de bolas que certamente será motivo para perda de nacionalidade se a constituição da Sérvia for como deverá ser. Voltou a subir no terreno quando Petrovic voltou a saltar do banco de suplentes, sem bons resultados.

 

Wendel (2,0)

Falhou na missão de acelerar o meio-campo leonino e limitou-se a lutar, raramente com muito critério, não obstante uma ou outra arrancada para contra-ataques que não resultavam em nada. Saiu muito cansado e talvez seja melhor alguém recordar ao treinador que Miguel Luís e Francisco Geraldes podem ser utilizados ao longo do ciclo infernal de jogos que vem a caminho.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Marcou um golo que deverá ser mostrado a Bas Dost e outros colegas para que aprendam como se faz uma recarga quando o guarda-redes teve que se atirar ao relvado. E fez por servir os colegas em diversas ocasiões, sem que os passes lhe saíssem tão bem quanto é costume. Embora a má forma de alguns desses colegas também possa explicar o baixo aproveitamento.

 

Nani (2,5)

Começou com um prenúncio de exibição de gala, inaugurando o marcador aos três minutos, num raro golo de cabeça. Pena que tenha começado a perder gás minutos mais tarde, abusando da lentidão responsável pela morte de mais jogadas do que os japoneses matam baleias. Foi substituído a meio da primeira parte e o melhor elogio que se lhe pode fazer é que não estava a ser o pior do Sporting.

 

Diaby (2,0)

Um cabeceamento para defesa incompleta que deu origem ao 2-0 foi o melhor que o maliano fez num jogo em que a sua titularidade em detrimento de Raphinha é um mistério comparável ao que seria a sua presença no banco em detrimento de Jovane Cabral. As insuficiências técnicas voltaram a ser gritantes - o melhor exemplo foi o modo como (des)controlou a bola ao receber uma abertura extraordinária do recém-entrado Raphinha -, e a quantidade de dinheiro paga pelo seu passe só não é o pior acto da gestão de Sousa Cintra porque se lembrou de incluir uma cláusula de venda escandalosa no empréstimo do jovem central turco Demiral, afastado do plantel principal para que Marcelo pudesse ficar.

 

Bas Dost (2,0)

Mais uma demonstração de que o melhor avançado de Dezembro ainda não entrou em 2019. A única ocasião de golo que teve foi transformada num desvio para longe da baliza, na melhor triangulação que fez estava (mesmo) em fora de jogo, e foi numerosas vezes displicente nas disputas aéreas, as quais têm sido o seu título de Miss Simpatia quando não cumpre nos desfiles de finalização. Ficou muito irritado quando os irmãos Arbitralha ignoraram o empurrão nas costas que sofreu à entrada da grande área no instante em que ia receber isolado o cruzamento de Diaby, mas seria mais pedagógico e construtivo ficar irritado com o cidadão holandês que lhe aparece no espelho.

 

Raphinha (3,0)

Poderia ter esmorecido ao ver-se relegado para o banco, o que não se verificou. Procurou dinamizar a ala direita, fez uma abertura notável para Diaby desperdiçar e até marcou um golo extraordinário, recebendo um passe longo de Coates e desviando-se do guarda-redes antes de rematar de ângulo complicado para o fundo das redes. A divulgação pública das comunicações entre Rui Costa e João Capela, discernindo o seu “tronco adiantado” em relação à linha de fora de jogo, poderá resultar num Prémio Gazeta. Quiçá um Pulitzer.

 

Petrovic (1,5)

Entrou nos últimos minutos, como entra sempre que o treinador enterra um pouco mais fundo a sua filosofia de futebol-espectáculo para garantir o resultado possível. Tentou impor a presença física para afastar o fantasma do empate, mas a segundos do apito final optou por roubar a bola a Acuña, evitando o 3-1 de uma forma tão eficaz que, havendo justiça, o sérvio deveria ser integrado na folha de vencimentos da equipa de arbitragem.

 

Marcel Keizer (2,0)

Manteve a distância de oito, três e dois pontos em relação a FC Porto, Benfica e Braga. Termina aqui a parte positiva do desempenho do holandês num jogo em que insistiu em Diaby, ignorou a má forma de Gudelj e Bas Dost, nem sequer esgotou as três substituições (esclarecendo Francisco Geraldes e Luiz Phellype quanto às expectativas que neles deposita) e demonstrou uma clareza de análise quanto à fraca qualidade do Sporting na segunda parte só comparável com a incapacidade de melhorar a dita qualidade. Seguem-se embates com Braga, Benfica, talvez com FC Porto, e ainda Villarreal, pelo que se alguém encontrar o Marcel Keizer que chegou a Portugal é favor devolvê-lo a Alvalade.

Isto é ser Leão

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«Agradeço a todos que me ajudaram a chegar aqui e tenho apenas um grande desejo: ser campeão nacional pelo meu Sporting.»

Nani, no Instagram, ao assinalar os 100 jogos que já cumpriu na Liga portuguesa

Cambada de imbecis

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Temos um plantel cheio de lacunas (um dos mais fracos laterais direitos da nossa última década, um lateral esquerdo adaptado à posição, só um ponta-de-lança digno desse nome, nenhum médio defensivo de raiz no onze titular). Na quinta-feira, em Alvalade, actuámos com dois jogadores vindos de lesão e sem o nosso melhor elemento, ausente por castigo.

Já jogámos esta época em três dos quatro estádios dos adversários mais fortes: falta-nos apenas ir ao Dragão.

Mesmo assim seguimos, isolados, no segundo lugar do campeonato, continuando a depender só de nós. Vencemos nove dos dez jogos disputados sob o comando do novo treinador.

 

Alegria entre os adeptos? Quase nenhuma.

Li o que se foi escrevendo por essa blogosfera leonina e pelos adeptos do Sporting nas redes sociais e fiquei com a sensação de ter visto um jogo diferente do que viram. Refiro-me ao que travámos na quinta-feira frente ao Belenenses SAD, que já venceu o Benfica, encostou o FC Porto às cordas e chegou a Alvalade com nove dos 11 jogadores titulares poupados pelo técnico no desafio anterior, para a Taça da Liga.

Renan? É frangueiro. Coates? Mais lento que William Carvalho (antigo alvo de estimação). Acuña? Tem paragens cerebrais. Gudelj? Só sabe jogar para trás. Miguel Luís? Demasiado inexperiente. Diaby? Nunca devia ter vindo.

Quem ouça ou leia estas carpideiras fica com a sensação de que o Sporting perdeu ou foi até goleado pela turma da SAD pasteleira treinada por Silas. Nada disso: vencemos, amealhámos mais três pontos, somamos 36 em 14 jornadas do campeonato.

 

Típica nota de masoquismo sportinguista: faz parte da nossa identidade, este péssimo costume de dizer mal de tudo quanto é nosso.

Mas o que eu acho mesmo imperdoável é verificar que - uma vez mais - centenas de alegados adeptos leoninos vaiaram neste jogo mais recente esse grande jogador que é o Nani. Filho da casa, formado entre nós, campeão europeu em título. Um dos mais inteligentes e experientes profissionais de futebol a actuar em Portugal.

Assobiam-no em vez de o aplaudirem por terem o privilégio de vê-lo actuar ao vivo - e ainda dizem ser do Sporting. Cambada de imbecis.

E você?

Eu devo estar maluco na medida em que ontem vi um belo jogo de futebol pela televisão, a partir de Alvalade. Pelo que assisti, em especial na primeira parte, Belenenses e Sporting jogaram uma partida intensa, com oportunidades criadas (e aproveitando erros do oponente), sem cacetada, autocarros, perdas de tempo ou arbitragens protagonistas. Se o SCP não espetou quatro foi porque não se pode sempre espetar quatro e sobretudo porque a equipa de Silas defendeu bem, pressionou e se tornou venenosa no contragolpe. Também vi um onze do SCP com dois jogadores em posições nucleares vindos de lesões (e do Natal e do Ano novo), um risco que o treinador quis assumir e que, obviamente, se notou a espaço, embora tanto Wendel como Nani tenham estado bastante bem. E sem o nosso melhor jogador, óbvio.
No segundo tempo, vi boas combinações no jogo interior, que acabaram por dar dois golos.
Vi uma equipa solidária nos últimos minutos (já sem Wendel e sem Nani), a defender contra uma bela equipa orientada por um Silas que merece todo o aplauso.
Viemos de um jogo recente – em Santa Maria da Feira – e se o Belenenses também, é verdade que a equipa de Silas poupou quase todos, apostando as fichas neste jogo de ontem. Perdeu e ganhamos nós. É assim, ganhando estes jogos complicados e disputados, que se vai longe. E cá para mim, e felizmente, foi uma bela e intensa partida de futebol em 60 a 70% do tempo.

Eu ainda sou do tempo de mestres da tática, de gelo nos jogos e teimosias em jogadores em posições que não lembram ao careca, com desenho tático imutável. E você?

Armas e viscondes assinalados: Nem com um a menos se repetiu o Jamor

Sporting 4 - Desportivo das Aves 1

Liga NOS - 12.ª Jornada

9 de Dezembro de 2018

 

Renan Ribeiro (3,5)

Sabia que o último guarda-redes do Sporting a sofrer dois golos do Desportivo das Aves num só jogo é agora titular de um clube da Premier League, mas nem assim o brasileiro consentiu que a bola voltasse a transpor a linha de golo após o tento que abriu o marcador em Alvalade. Sem nada poder fazer para desviar o cabeceamento de Defendi, Renan Ribeiro cobriu bem o ângulo para evitar que Amilton fizesse o 0-2 num contra-ataque muito rápido, e voltou a dificultar a missão de Elhouini, servido por um péssimo atraso de Coates, mesmo antes de o intervalo chegar e de Nani selar a reviravolta. Manteve-se atento na segunda parte, encaixando remates perigosos e controlando o tráfego aéreo na sua grande área de jurisdição.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Ficou a dever o 5-1 a Bas Dost, sendo incompreensível como conseguiu cruzar mal ao ponto de os metros de avanço do holandês em relação à linha defensiva de nada servirem. Por essa altura já era evidente que o lateral-direito assumira o papel de coveiro de jogadas prometedoras, tão manifesta a sua incapacidade de conseguir desequilíbrios ou de sequer fazer chegar a bola aos colegas de equipa. Melhor defensivamente, distinguiu-se por um alívio milagroso que evitou um segundo golo capaz de levar a que também Renan Ribeiro fosse para o Wolverhampton. Muito pouco, ainda assim, para justificar titularidade (até a presença) numa equipa que luta para ser campeã.

 

Coates (2,5)

Dizer que não foi a melhor noite da carreira do central uruguaio é pouco. O golo do Desportivo das Aves teve o seu aval, tamanha a liberdade que permitiu a Defendi, mas também abusou da sorte em contactos com adversários na grande área e fez um passe disparatado a Renan que poderia ter levado a um pesadelo semelhante àquele que viveu na final da Taça de Portugal. Claro que a isto pode contrapor uma sucessão de cortes providenciais e de outras resoluções de problemas, bem como uma incursão pelo meio-campo adversário (em trocas de bola com Bas Dost) menos  fútil do que é habitual, ainda que tão pouco frutífera quanto as anteriores. Mas a ele exige-se sempre mais. 

 

Mathieu (3,0)

Forçado a trabalhar muito na fase inicial de construção de jogadas, devido à apertada vigilância que os adversários impuseram ao meio-campo leonino, o francês deu o que tinha. E ainda lhe sobrou muito para fazer cortes e antecipações que evitaram maiores dissabores ao Sporting.

 

Acuña (2,0)

Viu dois amarelos, o segundo dos quais por derrubar um adversário que se iria isolar, e deixou os colegas com menos um em campo durante quase 40 minutos. Já não seria grande cartão de visitas, mas a parte pior é que a sua exibição ficou mais marcada pelos conflitos com a equipa de arbitragem (sobretudo o fiscal de linha a quem terá declamado alguns dos mais belos versos da poesia em língua castelhana), e pelas picardias que lhe valeram o primeiro amarelo, do que pelo futebol praticado. Tendo recolhido mais cedo ao balneário, talvez tenha podido assistir ao prolongamento da final da Taça Libertadores da América.

 

Gudelj (3,0)

Começou o jogo totalmente manietado pela táctica do Desportivo das Aves, demorando a ganhar espaço. Conseguiu-o sobretudo na segunda parte e revelou-se útil na missão de não se reparar tanto na inferioridade numérica dos jogadores verdes e brancos.

 

Wendel (3,0)

Vítima de uma entrada a puxar para o assassino, mesmo que nem sequer sancionada com falta, o jovem brasileiro regressou ao relvado com uma ligadura e com prioridade na ordem de substituições, sendo descansado por Marcel Keizer quando se tornou evidente que estaria tocado. Até então fizera o possível para assegurar circulação de bola no meio-campo. Mas não tão bem quanto nos jogos anteriores.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Chamar assistência ao passe que fez para Nani antes do 2-1 poderá ser uma tecnicalidade, mas o cruzamento perfeito, tirado da cartola mesmo junto à bandeirola de canto para Bas Dost cabecear para o 3-1, tal como o passe rápido e cheio de efeito que serviu Diaby no 4-1, são obras de arte só ao alcance de um grande jogador. Tão eficaz a construir como solidário a defender, voltou a provar que o melhor jogador da última temporada não se encontra num retiro espiritual tendo deixado um sósia no seu lugar.

 

Nani (3,0)

Marcou um golo magnífico, num remate de fora da área que não perde mérito por ter beneficiado do toque num adversário, daqueles golos que dá valor ao preço que se paga para ver um jogo. Foi o ponto mais alto de uma noite em que andou muitas vezes desaparecido, foi pouco influente na equipa e poderia ter saído mais cedo para permitir a entrada de Jovane Cabral.

 

Diaby (4,0)

Podia ter entrado na história do jogo mais cedo, pois dominou bem a bola dentro da grande área do Aves e rematou com muita força, só que a bola tentou furar as redes pela parte de fora. Precisou de esperar pelo lance em que foi abalroado quando procurava servir Bas Dost de cabeça, valendo o pénalti que permitiu o empate. E mais tarde selou o resultado final, pouco depois da expulsão de Acuña reavivar fantasmas de jogos passados, controlando muito bem a bola oferecida por Bruno Fernandes, flectindo rapidamente em direcção à baliza e fazendo um remate indefensável. Saiu do relvado com a sensação do dever cumprido.

 

Bas Dost (4,0)

O grau de confiança de Bas Dost ficou patente na firmeza com que agarrou a bola quando o árbitro ainda se dirigia para os monitores nos quais reviu várias vezes a falta sobre Diaby. A mesma confiança que lhe permitiu cobrar a grande penalidade de forma simples e eficaz, ou que serviu para cabecear como mandam as regras o cruzamento inesperado que Bruno Fernandes lhe endereçou. Sendo certo que talvez abuse do tempo que passa longe da baliza, nomeadamente em combinações com os colegas, não ficou longe de somar uma assistência para golo à contabilidade, descobrindo o recém-entrado Bruno César em boa posição para marcar.

 

Jefferson (2,5)

Foi chamado ao jogo na sequência da expulsão de Acuña, e foi útil sem deslumbrar, numa eficácia desprovida de brilhantismo que ajudou a assegurar tranquilidade à noite dos mais de 35 mil que foram a Alvalade. Chegou para ser o melhor lateral da equipa.

 

Bruno César (2,5)

Entrou para o lugar de Diaby, mas com a verdadeira missão de substituir Wendel, por sua vez sacrificado para a entrada de Jefferson. Devolveu critério na posse de bola e ficou a centímetros de fazer o 5-1, num remate à entrada da grande área, após uma assistência de Bas Dost.

 

Marcel Keizer (3,5)

Estreou-se no Estádio de Alvalade com uma exibição que não foi isenta dos sustos a que os sportinguistas se devem ir habituando. Desta vez não obteve resultados tão positivos do meio-campo, mas os violinos da orquestra estiveram afinados quanto baste para assegurar bons momentos de futebol e um caudal de golos que coloca o Sporting à beira de ter o melhor ataque da Liga. Bem a reagir à expulsão de Acuña, ainda que a dois tempos, só pecou por não refrescar a equipa com a terceira substituição. Tanto Jovane Cabral como Montero poderiam aproveitar o balanceamento dos adversários para o ataque nos últimos minutos de jogo.

Armas e viscondes assinalados: Seguro dos três pontos saiu do banco

Rio Ave 1 - Sporting 3

Liga NOS - 11.ª Jornada

3 de Dezembro de 2018

 

Renan Ribeiro (3,0)

Duas defesas apertadas consecutivas (uma delas com a cara) que impediram o empate a 2-2 e uma estirada felina que roubou o 2-3 a Fábio Coentrão limparam uma noite de calafrios auto-infligidos. Mal o jogo tinha começado e já o guarda-redes emprestado pelo Estoril-Praia demorou tempo infinito a despachar uma bola, ficando perto de oferecer o golo ao Rio Ave. Embora pouco pudesse fazer no golo do empate, tão boa foi a execução do livre directo, não recolheu aos balneários sem antes sair dos postes de forma atabalhoada e hesitante, coroada com um alívio disparado contra o corpo de Acuña que só por sorte não foi aproveitado pelos adversários. Na segunda parte melhorou bastante, ao ponto de não fazer nada mais grave do que ceder um canto quando a bola se dirigia tranquilamente para a linha de fundo.

 

Bruno Gaspar (2,5)

O lateral-direito oriundo da Florentina difere de Winston Churchill no que toca a promessas de sangue e de lágrimas, embora os adeptos possam chorar ao recordarem-se de César Prates, de Abel, de Cédric Soares e mesmo de Schelotto e de Piccini. Uns poucos cruzamentos bem medidos, tristemente desaproveitados, são tudo o que de bom tem para mostrar em mais um jogo de muito suor, pois enfrentou adversários de grande talento a atacar e a defender, e em que deu o que tem. A mais não é obrigado, infelizmente.

 

Coates (3,5)

A forma acelerada como marcou o livre que permitiu inaugurar o marcador foi a expressão ofensiva das muitas antecipações que evitaram males maiores às balizas do Sporting. Juntou mais dois grandes cortes à colecção permanente do seu museu, esteve mais uma vez perto de marcar com a mesma cabeça com que serviu Diaby para uma ocasião que só não deu golo devido a uma grande defesa do guarda-redes adversário. E não se intimidou por ter sido um dos muitos sportinguistas contemplados com um amarelo por travar o irrequieto extremo Galeno.

 

Mathieu (3,5)

Mostrou o que é ter experiência e velocidade ao fazer um corte de carrinho na grande área tão arriscado que deveria ser antecedido por um aviso aos cardíacos. Também esteve perto de marcar de cabeça, mas teve mais pontaria com as mãos que deram o chega-para-lá ao adversário que cacarejava junto a Jefferson depois de o brasileiro ter sofrido uma entrada punida com um vermelho desbotado ao ponto de ficar amarelo.

 

Acuña (3,0)

Amarelado desde o primeiro quarto de hora de jogo, por culpa de José Peseiro e do amigo de Sousa Cintra que sabe tudo acerca de futebol, presumíveis culpados por Fábio Coentrão não poder terminar a carreira no clube do seu coração, o argentino teve um jogo atípico. Claro que somou mais uma assistência com um cruzamento perfeito para Bas Dost fazer o 1-2, mas nem sempre conseguiu expor o seu futebol e teve como segundo maior mérito o relativo controlo emocional que o impediu de juntar-se ao clube de amarelados por influência directa de Galeno. Após ficar a um xistrésimo de segundo de ser expulso por acumulação de amarelos foi substituído pelo cauteloso Marcel Keizer.

 

Gudelj (2,5)

Muitas vezes assoberbado pela avalancha ofensiva da equipa da casa, o sérvio ficou uns bons furos abaixo das exibições anteriores na contenção de danos e na construção de jogo. Já nos abundantes remates demonstrou coerência, mantendo o hábito de apontar para a baliza imaginária que só ele vê a pairar cinco metros acima do relvado.

 

Wendel (3,5)

Voltou a ser a formiga incansável do meio-campo leonino, batalhando em cada lance para ganhar posse de bola ou tecer a sucessão de passes rápidos em que assenta o regime keizeriano. Viu tanto esforço recompensado com uns minutos de descanso após a vitória ficar praticamente garantida.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Começou por marcar o primeiro golo do jogo, com um remate em diagonal perfeita após excelente desmarcação dentro da grande área. Só não bisou com um dos remates que são a sua marca registada, disparados de longe com muita força, direcção e efeito, porque Léo Jardim resolveu ser um desmancha-prazeres e desviou para canto. Quase sempre mais recuado do que Wendel, assumiu o transporte criterioso da bola e tentou ajudar Gudelj a ajudar-se, assim permanecendo até ao fim de um jogo facilitado pelo instante em que poderia rematar em posição frontal mas viu o recém-entrado Jovane Cabral à sua direita e permitiu que outros fizessem arte.

 

Nani (3,5)

Assistiu Bruno Fernandes no lance do 0-1 com a mesma mestria serena que lhe permitiu armar jogo, vigiar os adversários e até queimar tempo nos minutos que antecederam o apito final. Assenta-lhe mesmo bem aquela braçadeira.

 

Diaby (2,5)

Raphinha já treina e será uma questão de tempo até recuperar aquilo que é legitimamente seu. Enquanto esse dia não chega, cabe ao maliano ocupar-se de demonstrar que não cumpre os mínimos para seguir as pisadas de Figo, Quaresma e Cristiano Ronaldo. Melhor enquanto segundo avançado, ficou perto de marcar pelo terceiro jogo consecutivo, o que poderia ser encarado como um sinal de iminência do apocalipse.

 

Bas Dost (3,0)

Lutou com ninguém, demonstrou que deve ser o melhor colega que qualquer um pode desejar, mas a triste realidade é que não foi, nem por sombras, tão eficaz e letal quanto é seu bom hábito. Acumulou oportunidades desperdiçadas nos seus primeiros remates até que viu Acuña a preparar a mira, antecipou-se ao central e fez um magnífico cabeceamento que elevou para a meia-dúzia a sua contabilidade de golos na Liga NOS. Mais discreto na segunda parte, como quase toda a equipa, ‘limitou-se’ a ganhar duelos aéreos e a trocar cada vez melhor a bola com os colegas.

 

Jefferson (2,5)

Entrou para poupar o Sporting a jogar com menos um, numa noite em que Acuña não esteve tão inspirado e a comparação directa foi menos cruel. Resolveu alguns problemas na defesa, fez um cruzamento que Léo Jardim encaixou antes de Bas Dost lá chegar e sofreu o tipo de entrada que poderia tê-lo desconjuntado e daria à equipa médica leonina a hipótese de fazer aquilo que uma empresa sinistra fez ao polícia Murphy no clássico de ficção científica ‘Robocop’.

 

Jovane Cabral (3,5)

Recebeu com o pé a bola como se esta fosse colorida nas mãos de uma criança e fez o arco em ogiva que sossegou o espírito dos sportinguistas que tremiam com a desvantajosa vantagem do 1-2 que parecia eterno enquanto durasse. O golo que marcou fica como o melhor momento de um jogo movimentado e torna menos ridícula a ladainha do “para quem gosta verdadeiramente de futebol” que se ouvia na televisão. Ao seguro dos três pontos que saiu do banco só faltou bisar num contra-ataque em que permitiu o desvio para canto quando poderia flectir para o centro da grande área.

 

Bruno César (2,0)

Escassos minutos em campo serviram para fazer prova de vida, com bom toque de bola misturado com perdas de bola evitáveis. 

 

Marcel Keizer (3,5)

Teve uma boa estreia na Liga NOS e viu os seus jogadores interpretarem bem uma filosofia de aceleração do processo ofensivo e outras expressões utilizadas por quem gosta verdadeiramente de ganhar o sustento a falar de futebol. Compensou a entrada mais fraca na segunda parte com as substituições, tirando Acuña por cautela, Diaby por oportunidade e Wendel por cansaço, permitindo que Jefferson, Jovane Cabral e Bruno César assegurassem a conquista dos três pontos que mantêm o Sporting a dois pontos da liderança e com dois jogos teoricamente fáceis em Alvalade antes da deslocação a Guimarães.

Armas e viscondes assinalados: O azar dos azeris veio à meia-dúzia de Alvalade

Qarabag 1 - Sporting 6

Liga Europa - 5.ª Jornada

29 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Nem no Azerbaijão se livrou de sofrer um golo sem ter grande culpa disso. Depois de ter as redes arrombadas, com o Qarabag a repor a igualdade que pouco tempo durou, pôs trancas à porta da grande área, de onde saiu em duas ocasiões, e com grande estilo, para travar ataques da equipa da casa. Mesmo assim, e apesar de ser um espectador pouco participante na maior parte do jogo, quase sofreu um segundo golo que só não existiu devido à rapidez de raciocínio e de execução demonstrada por Bruno Fernandes. É possível que o brasileiro emprestado pelo Estoril-Praia seja um guarda-redes à altura do Sporting, mas raramente tem oportunidades para o provar.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Começou em grande, fazendo o cruzamento que Bas Dost transformou no lance do pénalti que abriu o marcador, mas ficou marcado pelo lance do golo do Qarabag, no qual nada pôde fazer contra dois adversários que apareceram sozinhos na grande área. Primou pela mediania esforçada e pela ausência de novos cruzamentos, voltando a mostrar que o Sporting tem um problema na direita tanto grande quanto as sondagens do PSD.

 

Coates (3,5)

Habituado a ser o patrão da defesa leonina, patrão continuou a milhares de quilómetros de Lisboa. Começou por resolver todos os problemas aéreos e terrestres na sua área de intervenção, mas com o passar do tempo integrou-se cada vez mais no ataque. Só lhe faltou o golo que deveras mereceria.

 

André Pinto (3,0)

Voltou a interpretar na perfeição o papel de suplente de Mathieu. O central português é o mais próximo de um bom ‘understudy’ da Broadway que se pode encontrar nos relvados, pois raramente ou nunca desilude quem nunca pagaria bilhete para o ver jogar. Assim voltou a fazer e os azeris foram postos em respeito.

 

Jefferson (2,0)

Todas as boas indicações deixadas no jogo anterior, aquele em que fez duas assistências para golos de Bas Dost, não chegaram a embarcar no avião que transportou a comitiva leonina. Inofensivo no ataque, e incapaz de fazer um cruzamento que fosse, o brasileiro só não foi pior porque não comprometeu por aí além nas missões defensivas. Felizmente haverá Acuña ao luar de Vila do Conde na segunda-feira.

 

Gudelj (3,5)

Começou o jogo algo manietado pelos jogadores do Qarabag, incapaz de participar na construção do ataque. Mas depressa se impôs na floresta do meio-campo e foi um dos intérpretes da nova filosofia de jogo que Marcel Keizer veio trazer ao Sporting. Outro ponto positivo: num festival de cartões amarelos, em que os azeris foram admoestados a torto e a direito, escapou incólume.

 

Wendel (4,0)

Outro que demorou alguns minutos a encontrar o seu lugar no relvado, até porque jogar ao primeiro toque é mais complicado do que o futebol mastigado e contemplativo dos tempos do outro senhor. Quando encontrou o lugar trouxe ilimitado azar aos azeris, acumulando assistências para golo e contribuindo de todas as formas para um resultado que poderia ser ainda mais impressionante se não tivesse cabeceado de olhos fechados, mesmo em frente da baliza, de uma forma equivalente à do célebre e infausto falhanço de Bryan Ruiz.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Tranquilizou as hostes com o remate de meia-distância que resultou no 1-2, contando com força, colocação, ressalto na relva e alguma ajuda do guarda-redes. Déspota iluminado do meio-campo ofensivo, combinou com os colegas de um modo que merece nota artística elevada, e bisou na segunda parte, numa desmarcação rápida e decidida ao passe de Wendel. É verdade que foi o único sportinguista amarelado, mas compensou-o ao chutar para longe a bola que ameaçava reduzir a desvantagem do Qarabag para 2-3.

 

Nani (4,0)

Venceu em drible e velocidade metade da equipa da casa para fazer um golo espantoso e claramente merecedor de ser comemorado com o salto mortal que deve provocar calafrios às seguradoras. Antes disso já se fazia notar pela forma como recuava no relvado para construir jogadas. Saiu alguns minutos antes para a ovação dos poucos adeptos leoninos sentados numas bancadas que também não tinham muito mais adeptos do Qarabag.

 

Diaby (3,5)

Encaminhava-se para mais um festival de inconseguimentos, embora tivesse participado na jogada que deu origem ao primeiro golo, oscilando entre perdas de bola e falhas de cobertura (a mais flagrante conduziu ao golo do empate), mas não só voltou a marcar um golo como, já depois de passar a referência atacante para o descanso de Bas Dost, ainda sucedeu que bisasse. 

 

Bas Dost (3,5)

Não muito distante do Azerbaijão, Jorge Jesus também decerto exclamou ter sido ele a ensinar o holandês a dominar a bola como dominou, forçando um adversário a derrubá-lo, e a marcar o penálti com uma perfeição maquinal. Não satisfeito com isso, o ponta de lança voltou a empenhar-se nas combinações com os colegas, compensando a falta de novas oportunidades de golo provocada pela ausência de cruzamentos dos desinspirados laterais. Teve direito a descanso antecipado, pois na segunda-feira há três pontos para amealhar frente ao Rio Ave.

 

Jovane Cabral (3,0)

Chegou, viu e assistiu para golo. Wendel desperdiçou um cruzamento perfeito, mas Diaby mostrou ser bem-agradecido e facturou. Pena que tenha entrado para o lugar de Bas Dost, pois o holandês teria finalmente quem lhe colocasse bolas na cabeça. Pena também que numa belíssima jogada individual não tenha rematado melhor.

 

Thierry Correia (2,0)

Teve direito à estreia na equipa principal e, sem nunca deslumbrar, esteve à altura da responsabilidade e não destoou do substituído Bruno Gaspar - o que também não é dizer assim tanto. Se o campeão europeu de sub-17 e sub-19 se consciencializar que é o elemento dos sub-23 para quem as circunstâncias do plantel do Sporting são mais favoráveis, tudo terá para ser um caso sério.

 

Carlos Mané (2,0)

Já passava dos 90 minutos quando fez uma arrancada pelo meio-campo adversário que fez recordar as esperanças que nele depositavam antes do advento de Jesus, do exílio alemão e das lesões recorrentes. Foi pena não ter um pouco mais de energia.

 

Marcel Keizer (4,5)

Disse que o Sporting não fez o jogo perfeito, ainda que a goleada à antiga, tão grande quanto as maiores da Europa, e a exibição muito bem conseguida tenham sido uma boa aproximação. Parece evidente que os jogadores estão a assimilar bem as suas ideias, algo que não deixa de ser verdadeiro só por soar ao pior tipo de futebolês. E se conseguir solucionar os problemas laterais do Sporting poderá ser um caso sério.

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