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És a nossa Fé!

Nani

Nani acaba de rescindir contrato com o Venezia, que não conseguiu evitar a despromoção à segunda divisão italiana.

Aos 35 anos, o ex-craque leonino é agora um jogador livre.

Alguém ainda acredita que poderemos voltar a vê-lo de verde e branco?

A voz do leitor

«Nani é, seguramente, um dos melhores jogadores portugueses dos últimos 15 anos. A sua imagem de marca, dentro das quatro linhas, era a forma determinada como disputava os jogos, nunca baixando os braços. Tecnicamente, Nani é um predestinado e os seus pés produziam autênticas obras de arte. Nem sempre foi bem compreendido pela massa adepta, mas foi dos jogadores que mais gostei de ver envergar a braçadeira de capitão. Nani tem 35 anos e devia voltar, investido num papel semelhante ao de João Pereira ou ao de Luís Neto.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

Nuno Mendes, João Mário, Nani

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Duas das três maiores receitas de sempre no Sporting, obtidas com transferências de jogadores, foram concretizadas durante o mandato presidencial de Frederico Varandas. A segunda acaba de confirmar-se: o Paris Saint-Germain accionou a cláusula de opção por Nuno Mendes, que foi ala titular na temporada agora concluída, participou em 37 jogos e chegou até a ser eleito para o melhor onze da Liga francesa 2021/2022.

Com esta operação, a SAD leonina receberá 38 milhões de euros, a liquidar no prazo de um ano, acrescidos dos 7 milhões da taxa de empréstimo embolsados no Verão passado. Total: 45 milhões de euros.

Só a saída de Bruno Fernandes no mercado de Inverno 2019/2020, por 55 milhões mais 8 milhões por objectivos já concretizados, foi ainda mais rendosa.

Mas Nuno Mendes ocupa o topo da lista num aspecto que merece destaque: ele é o jogador mais lucrativo de sempre da nossa formação. O segundo foi João Mário, transferido em Agosto de 2016 para o Inter por 40 milhões de euros, acrescidos de 3 milhões por objectivos. A maior proeza financeira do consulado Bruno de Carvalho.

O pódio dos craques da formação leonina que renderam mais dinheiro ao Sporting encerra com a saída de Nani, em 2007, por 25,5 milhões de euros para o Manchester United. Quantia que à época constituiu a melhor venda leonina de sempre, concretizada durante o mandato de Filipe Soares Franco.

A voz do leitor

«Cabe a Frederico Varandas e a Rúben Amorim decidir sobre a importância de promover o regresso do jogador [Nani]. Pessoalmente, veria com muito entusiasmo o regresso a casa do filho pródigo, sabendo que se trata de um sportinguista de alma cheia e, no plano desportivo, de um futebolista com qualidades suficientes para poder tornar-se um elemento útil à consecução dos objectivos da turma leonina.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

A voz do leitor

Nani foi sem dúvida uma referência do Sporting e de amor à camisola. Para mim devia mais ter mais tarde um lugar na academia para influenciar os futuros atletas. A minha opinião sobre esses básicos do "não há ídolos"? São a prova de que os maiores inimigos do Sporting são os próprios sportinguistas, por nossa infelicidade.»

 

Manuel Barbosa, neste meu texto

Nani e o clube perfeito

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Penso como Nani, o Sporting é o clube perfeito.

Nani foi o Garrincha de 1962, o jogador que para além de o ser, foi, também, Pelé.

Foi-o na final de 2016, outros eram atormentados por borboletas gigantes, choravam, atiravam com a braçadeira de capitão para o chão, entravam em campo, saíam de campo, enervavam os campanheiros, os adversários, os milhões de pessoas que assistiam ao jogo no campo ou na transmissão televisiva, às vezes como diz o povo: "não podes, arreia".

Arriou.

Nani nesse jogo foi o capitão de Portugal, foi-o desde os 24 minutos de jogo, foi-o em toda a segunda parte, foi-o no prolongamento, foi-o sempre, até o jogo acabar, depois passou a ser aqueles dois olhos que espreitam sob o sovaco de Fonte, o palco era de outros.

Como prémio da sua liderança, do seu querer, da sua capacidade de ser não só ele mas mais do que ele, como prémio, dizia, Nani; foi excluído. Jogadores como William Carvalho (suplente do Bétis) ou João Félix (suplente do Atlético de Madrid [lesionado]) foram convocados mas o capitão dos leões de Orlando City ficou no sofá a assitir pela televisão.

Com Nani em campo a selecção portuguesa teria sido goleada pela Alemanha?

Com Nani em campo a selecção portuguesa teria empatado com a Framça?

Com Nani em campo a selecção portuguesa teria sido eliminada pela Bélgica?

Ficam as dúvidas e uma certeza, gostaria de ver Nani a erguer mais uma Taça da Liga dos Campeões (já levantou uma pela Manchester United) desta vez sem estar escondido sob o sovaco de ninguém, na linha da frente com o leão rampante no peito e a braçadeira amarela de capitão bem ajustada no braço.

Insúa e Nani: e se voltassem?

Digam o que disserem, o Sporting parece que tem mel. A prova está à vista: nunca faltam ex-jogadores do clube a declarar publicamente que ambicionam voltar a equipar de verde e branco. Nos últimos dias sucedeu com mais dois.

O nosso antigo capitão Nani, campeão europeu em título, agora actua no Orlando City, da Liga norte-americana, mas garante que gostaria de regressar pela terceira vez a Alvalade: «Se houver possibilidade de voltar, era bonito, nem que seja para terminar a carreira», afirmou em declarações à RTP.

O argentino Emiliano Insúa, que jogou duas épocas no Sporting e é lateral esquerdo titular no Los Angeles Galaxy, também na Major League Soccer, diz sem rodeios em entrevista ao Record: «Ainda tenho idade para voltar ao Sporting. Não abro nem fecho nenhuma porta. (...) Sempre quis voltar.»

Insúa tem 31 anos, Nani já completou 33. Apetece-me fazer-vos esta pergunta: gostariam de vê-los novamente no Sporting?

A voz do leitor

«Muito se falou na altura e também serviu de narrativa a esta direcção patética que o Nani ia aproveitar uma oportunidade única de carreira para ter um vencimento anual superior que não conseguiria noutro tipo de campeonatos. Pois a MLS acabou de publicar o top 10 dos jogadores mais bem pagos, do qual Nani faz parte com um vencimento anual de 2,3M USD. Até o Battaglia deve estar a ganhar mais e lembrem-se que ainda pagámos comissão para o Nani sair a custo zero.»

 

Dante, neste meu texto

Os rostos do fracasso

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Todos os anos, jornada após jornada, anoto aqui os jogadores que a imprensa desportiva elege como melhores em cada partida disputada pelo Sporting. Estive há pouco a lembrar a lista dos eleitos na temporada 2018/2019: Bruno Fernandes, Raphinha e Nani

 

Oito meses depois, nenhum deles está no Sporting. Nani até saíra antes, por motivos nunca explicados, quando era capitão da equipa e peça vital do plantel reconstruído durante a gestão provisória protagonizada por Sousa Cintra na SAD leonina que possibilitou a conquista da Taça de Portugal e da Taça da Liga. A 19 de Fevereiro de 2019, o Sporting anunciou a saída deste campeão europeu em simultâneo com o afastamento definitivo de um tal Castaignos, o que me levou a protestar: «Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.»

Com razão ou sem ela, circulou o rumor de que Nani fora afastado por incompatibilidade com Bruno Fernandes. Um rumor que dava jeito à Direcção liderada por Frederico Varandas, pelos vistos incapaz de gerir dois egos na mesma equipa - como se isso fosse um problema quando a qualidade impera. À época, a narrativa dominante - e que logo dois papagaios de turno se apressaram a difundir nos seus púlpitos televisivos - jurava que Varandas «faria tudo» para manter Bruno Fernandes no Sporting. Isto quando o Daily Mirror já noticiava que Bruno iria rumar ao Manchester United por 63 milhões de libras.

 

Raphinha foi, precisamente, um dos jogadores-chave na conquista da Taça de Portugal ao marcar uma das grandes penalidades ao FC Porto no Jamor. Também ele acabou por ser despachado de Alvalade, a 2 de Setembro de 2019, numa transferência para o Rennes concretizada no último dia do mercado que apanhou de surpresa o próprio atleta, dias antes fundamental para a vitória do Sporting contra o Portimonense no Algarve - jogo em que marcou dois golos e nos colocou na liderança do campeonato, à condição. 

Capitalização financeira, mas descapitalização no plano desportivo: a equipa então orientada por Marcel Keizer perdia outra peça essencial para a conquista de objectivos na época futebolística ainda mal iniciada. Mas a narrativa anterior manteve-se: Raphinha saía para que Bruno ficasse. Tal como sucedera com Nani.

 

Afinal Bruno Fernandes também não ficou, o que invalidava tudo quanto antes se dissera. Saiu a 28 de Janeiro de 2020, por 55 milhões de euros (mais objectivos fixados no acordo entre as partes), precisamente para o clube que o Mirror assinalara seis meses antes num furo jornalístico de longo alcance.

E assim, em etapas desenroladas ao longo de onze meses, perdemos os três jogadores nucleares da temporada 2019/2020. Assim passámos da liderança à condição no campeonato para o quarto posto na tabela, com Rio Ave e V. Guimarães a morderem-nos os calcanhares. Assim passámos de titulares de duas taças para a eliminação na reconquista desses troféus.

Tudo envolto numa retórica com mais buracos do que um queijo suíço: Nani saía para se manter Bruno; Raphinha saía para que Bruno ficasse; o próprio Bruno saía afinal porque nada do que se dissera antes fazia sentido.

 

O rumo errante aqui lembrado comprova que os fracassos não sucedem por acaso. Ocorrem por más escolhas, opções desastradas e incompetente gestão dos recursos disponíveis. Conduzindo o Sporting à irrelevância desportiva e aprofundando o divórcio entre equipa e adeptos, com a consequente deserção dos lugares no estádio e fatal perda de receita.

Este fracasso concreto tem rostos e nomes. Por esta ordem: Frederico Varandas, Salgado Zenha e Hugo Viana.

Soma e segue

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Luís Carlos Almeida da Cunha, o grande Nani. Contabiliza 12 golos e nove assistências pelo seu novo emblema, o Orlando City.

Ainda hoje estamos para saber por que motivo foi há oito meses escorraçado do Sporting. Como se não devesse, por mérito próprio, figurar como titular absoluto neste clube que o formou.

Os escarros dos papagaios

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Dada a argumentação agora em curso que alude à necessidade imperiosa de «alívio salarial» na SAD leonina para estancar o seu alegado «sufoco financeiro», vale a pena fazer algumas perguntas na expectativa de que possam ser respondidas.

Por fontes autorizadas, não por bonecos de ventríloquos.

 

- Porque dispensámos Nani - capitão do Sporting, prestigiado internacional português e campeão europeu em título - a "custo zero"?

- Porque aceitámos, no âmbito da negociação com o Atlético de Madrid como hipotética forma de compensação pela aquisição fraudulenta de Gelson Martins por aquele clube, metade do passe de Vietto avaliado em 7,5 milhões de euros, quando este jogador tem um valor global de mercado de apenas sete milhões?
- Porque adquirimos, igualmente por 7,5 milhões de euros (acrescidos da dispensa de Mama Baldé a título definitivo), o lesionado lateral direito francês Rosier, que passou 465 dias lesionado nas últimas três épocas, este ano só jogou cerca de dez minutos em Fevereiro e pretende preencher uma posição para a qual já existem pelo menos três jogadores sob contrato?

- Porque não houve prioridade máxima à contratação de um novo ponta-de-lança se é verdade que Bas Dost terá comunicado à equipa técnica a intenção de abandonar o Sporting ainda em Maio, mês em que estava recém-valorizado devido ao decisivo golo que marcou ao FC Porto na final da Taça de Portugal?

- Por que motivo - aceitando ainda a tese de que a SAD já sabia desde Maio que o jogador pretendia sair - deixámos arrastar a resolução do assunto durante três meses, acabando por estabelecer com o Eintracht, em vésperas do fecho do mercado, um acordo que fontes do clube alemão qualificam de «pechincha», pois terá baixado dos 20 milhões de euros exigidos no início para os sete milhões finais?

 

Eis vários temas que deviam justificar séria reflexão aos loquazes papagaios "multicolores" (de bico encarnado) que agora debitam suposta propaganda verde em incessante verborreia nas pantalhas.

Se eles soubessem reflectir, claro. O problema é que só sabem... papaguear.

 

São úteis a qualquer poder, enquanto estiver na mó de cima.

Quando fica na mó de baixo, acotovelam-se para figurarem na primeira fila dos que irão escarrar em quem antes serviram.

Bruno de Carvalho que o diga.

O que diz Nani

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Tenho sido muito crítico da orientação editorial do jornal A Bola, mas não ignoro que na redacção deste jornal existem jornalistas de inegável competência. Muitos deles, aliás, em oposição declarada à orientação do periódico, que já foi um dos mais prestigiados títulos da imprensa portuguesa.

Vem isto a propósito da excelente entrevista que A Bola hoje dá à estampa. Uma entrevista com Nani, conduzida pelo jornalista Paulo Alves, que para o efeito se deslocou aos Estados Unidos. O ex-capitão do Sporting, hoje profissional do Orlando City, equipa de que é o melhor marcador (oito golos em 19 jogos), abre o livro e diz o que pensa sobre a realidade leonina. Falando com a autoridade de ter sido quase tudo no futebol: um dos mais brilhantes frutos da nossa formação, um dos mais prestigiados internacionais portugueses de todos os tempos, campeão europeu pelo Manchester United, campeão europeu ao nível de selecções.

Um dos maiores craques de sempre com a marca leonina, aliás detentor de dois títulos no momento: Taça de Portugal e Taça da Liga. A milhares de quilómetros de distância, ele confessa: «Só há um clube onde me sinto em casa.»

O Sporting, claro.

 

................................................................................

 

Seguem-se excertos desta entrevista.

 

«[Há um ano] fui contactado, em primeiro lugar, pelo mister Peseiro e depois pelo presidente Sousa Cintra, e avaliei a situação. Tinha outras propostas de países mais distantes que me ofereciam muito mais dinheiro. Mas pensei e concluí que não estou a precisar de dinheiro, graças a Deus... (...) Precisava de voltar a casa, de respirar os nossos ares, recuperar energias. Já estava há muito tempo fora de casa.»

«[O Sporting] tem de ser um clube mais fechado. Todos os que estão lá dentro têm de querer a mesma coisa e correr para o mesmo lado. Quando isso acontecer o Sporting voltará a ser campeão.»

«Benfica e FC Porto são muito fortes nesses momentos vitais: se tiverem de passar por cima, eles não pensam duas vezes, vão e atropelam. Seja a ganhar por 1-0 ou a golear, mas ganham. É esse tipo de experiência que o Sporting também tem de ter. E isso tem de vir de dentro. Uma das falhas dos últimos anos é que, internamente, muitas pessoas que trabalham no Sporting são o problema do Sporting...»

«Nunca direi que não ao Sporting. (...) Disse um até já porque pertenço ao Sporting, cresci lá, permitiu-me que me formasse, abriu-me as portas do estrelato, foi ali que tudo começou e devo a minha lealdade eterna ao Sporting e estarei sempre disponível para ajudar seja no que for.»

«A Academia perdeu um pouco da mística que tinha, a organização não é a mesma. Lembro-me que no meu tempo não se facilitava a vida a ninguém nem com nada. Os responsáveis eram exigentes e muito rigorosos, faziam com que os jogadores estudassem, que se aplicassem nos treinos, puxavam por nós para sabermos o que queríamos para o nosso futuro.»

«Na época passada, quando voltei ao Sporting, tinha também uma proposta do FC Porto. (...) Era um bonito clube para jogar, ia competir na Champions, quem é que não gosta de estar na Champions? Mas tinha o Sporting também e não ia deixar os adeptos do meu clube tristes e revoltados comigo por causa de fazer três ou quatro jogos na Champions. Preferi ir para o Sporting, voltar a casa. Fui lutar por uma causa positiva, ajudar o clube a reerguer-se. Essa era a minha Champions pessoal.»

«Ganhar um título em representação do nosso país [Europeu de 2016] é o ponto mais alto da carreira de qualquer jogador, eu pelo menos penso assim. Muitos andam à procura disso há anos e não conseguem, e se calhar até têm outros troféus e títulos importantes, mas não tendo troféus pela selecção não é a mesma coisa.»

«Sempre gostei de fazer golos, desde miúdo que sempre assim foi. É claro que fico satisfeito, mas sempre fui muito mais um jogador criativo: criar lances ofensivos, dar assistências para golo, desbloquear o jogo para a minha equipa.»

«São importantes as convivências com pessoas ligadas a diversos meios, a diferentes realidades e culturas. O futebol não é só o que se vê cá fora, mas é preciso saber guardar aquilo que cada país nos oferece.»

«Houve dois treinadores que me marcaram muito: Paulo Bento e Alex Ferguson. Paulo Bento foi meu treinador ainda nos juniores e aí ele teve muitas conversas comigo e nunca, nunca me facilitou a vida. Mas era, e sabia disso, o jogador preferido dele. Ele chamava-me nomes, gritava comigo, mas olhava para mim como se fosse um filho dele. (...) Muitas vezes foi ele que me levou a casa, outras vezes pagava-me o táxi, estava sempre presente.»

 

Balanço (20)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre NANI:

 

- José Navarro de Andrade: «É um problema, tem ideias, sabe o que faz, sabe explicar-se; irreverências que para um sargento que gosta de fazer voz grossa, de miolo-mole e pouco articulado, são muito desestabilizadoras.» (7 de Outubro)

Pedro Azevedo: «Procurou o espaço entrelinhas e deixou a sua marca no jogo (e não, não me refiro só às pernas de Mamadu). Foi um verdadeiro capitão e nunca se rendeu.» (5 de Novembro)

Leonardo Ralha: «Três grandes passes, diligentemente subaproveitados por Acuña e Raphinha, marcaram uma exibição em que o capitão do Sporting foi o cérebro que faltou a outros e esteve em melhores condições físicas do que a maioria.» (24 de Janeiro)

- Francisco Melo: «Num ano muito delicado, a viver a pior fase da época, o Sporting deixa Nani e Montero irem embora??? Logo dois dos mais virtuosos e dedicados jogadores do plantel!?Desculpem, mas esta notícia fere mais a nossa alma de leão do que a derrota de ontem.» (15 de Fevereiro)

- JPT: «Não há dinheiro para o manter? Talvez. Mas mais exigência se deverá ter a analisar o efectivo valor dos recém-contratados. Para os quais houve dinheiro. Valor no jogo jogado. Valor na classe transmitida. Valor na contribuição para que o clube se vá transferindo de geração em geração.» (15 de Fevereiro)

Edmundo Gonçalves: «Não me parece que seja caso para agradecimento, que este e outros jogadores são muito bem pagos para exercerem a sua profissão, mas aqui fica todo o meu enorme reconhecimento pelo sportinguismo, profissionalismo, amor à verde-e-branca, sempre demonstrados por Luís Nani, que nunca nos envergonhou, antes pelo contrário, elevou bem alto o nome do seu e nosso clube do coração.» (18 de Fevereiro)

Eu: «Melhor em campo contra o Loures, em Outubro. Uma assistência para golo e participação em outro contra o Lusitano Vildemoinhos, em Novembro. Intervenção activa na vitória contra o Feirense, em Janeiro. A Taça de Portugal 2019 também é tua, Nani. Como já foram as de 2007 e de 2015.» (27 de Maio)

Luís Lisboa: «A tendência para Nani procurar espaços anteriores e temporizar o jogo chocava com a tendência de Bruno Fernandes para esticá-lo e solicitar a profundidade. O certo é que Nani começou melhor a temporada que Bruno Fernandes, depois foram-se equivalendo.» (24 de Junho)

Ovo de Colombo

 

Uma equipa de futebol não se faz apenas de técnicas e tácticas, faz-se também de lideranças reconhecidas e aceites, no banco e no balneário. Na confusão que foi o início da temporada passada, e na tentativa de conseguir o regresso dos fugitivos e ir repescar símbolos do clube que pudessem obviar à esperada contestação das claques e adeptos, Sousa Cintra arranjou dois galos para o mesmo poleiro, Nani e Bruno Fernandes, o de ídolo da bancada, capitão e líder duma equipa heterógenea no que respeita a origens, vencimentos, e entendimentos. Um que tinha lá estado três anos antes e entretanto saído, outro que tinha vindo no ano anterior, quase dez anos a separá-los, sem grande passado futebolístico comum. Ou seja, tinha tudo para correr mal.

Dentro do campo também a harmonia não era perfeita, a tendência para Nani procurar espaços anteriores e temporizar o jogo chocava com a tendência de Bruno Fernandes para esticá-lo e solicitar a profundidade. 

O certo é que Nani começou melhor a temporada que Bruno Fernandes, depois foram-se equivalendo, a páginas tantas Nani teve uma "boca" evitável sobre o Bruno, até que aos 43 minutos do dérbi caseiro da 20.ª jornada, Nani inflectiu, temporizou, passou e Bruno rematou e marcou, reduzindo a desvantagem para 1-2 numa brilhante jogada conjunta. Depois veio o intervalo, o que se passou na cabina não sabemos, Nani não voltou e dias depois soubemos da sua saída e da de Montero (com certeza um grande apoio de Nani no balneário, as famílias de Montero e Nani davam-se muito bem).

O certo é que depois disso o Sporting foi ganhando uma nova forma de estar em campo, mais objectiva e produtiva, e Bruno Fernandes explodiu, levou a equipa às costas e quebrou records.

E se muito Bruno Fernandes agradeceu a mudança, do que se sabe Nani e Montero encontraram lugares excelentes para os últimos anos das respectivas carreiras, Montero no Canadá, Nani em Orlando, USA, este ao ponto de ganhar o direito de figurar na "Wall of Fame" da época da respectiva Liga. Curiosamente também, Montero vem agora lembrar Bruno Fernandes por um penálti que marcou. Escreveu: "Amigo Bruno Fernandes, obrigado pelas aulas. Estou a pô-las em prática."

Concluindo, se calhar a saída amigável de Nani e Montero, ao contrário do que Sousa Cintra vem agora afirmar e do que foram martelando incessantemente os ressabiados brunistas, foi mesmo o Ovo de Colombo (Colombo descobriu a América, a América resolveu o nosso problema) do sucesso relativo desta temporada que culminou com a tarde de glória do Jamor e da reforma "dourada" dos nossos estimados Nani e Montero.

PS: Melhores em campo, jornada a jornada, sendo que o tal Sporting-Benfica foi na jornada 20:

1 Bruno Fernandes
2 Mathieu, Nani
3 Salin
4 Jovane
5 Salin, Raphinha
6 Montero, Raphinha, Jovane
7 Nani
8 Nani
9 Acuña
10 Bas Dost
11 Bruno Fernandes
12 Bruno Fernandes, Bas Dost
13 Bruno Fernandes
14 Renan
15 Miguel Luís
16 Raphinha
17 Mathieu
18 Acuña
19 Bruno Fernandes, Bas Dost
20 Bruno Fernandes
21 Bruno Fernandes
22 Bruno Fernandes
23 Bruno Fernandes
24 Bruno Fernandes
25 Bruno Fernandes
26 Raphinha
27 Bruno Fernandes
28 Bruno Fernandes
29 Bruno Fernandes
30 Acuña
31 Raphinha
32 Bruno Fernandes
33 Bruno Fernandes, Mathieu, Acuña
34 Renan

SL

Esta Taça também é tua, Nani

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Melhor em campo contra o Loures, em Outubro. Uma assistência para golo e participação em outro contra o Lusitano Vildemoinhos, em Novembro. Intervenção activa na vitória contra o Feirense, em Janeiro. 

A Taça de Portugal 2019 também é tua, Nani. Como já foram as de 2007 e de 2015. 

Daqui te mando um grande abraço de parabéns. Para mim nunca deixarás de ser Leão.

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

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