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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De amealhar mais três pontos. Já levamos 67 - mais três do que os somados na época de 2016/2017, na mesma fase do campeonato, quando tínhamos o milionário Jorge Jesus como treinador. Saímos hoje da Madeira com uma vitória: 1-0, na Choupana, frente ao Nacional. Acentuamos a pressão sobre o Braga, consolidando o terceiro posto.

 

De ter dominado a partida do princípio ao fim. Supremacia absoluta do Sporting nesta partida em que dispusemos de várias oportunidades de golo enquanto a equipa adversária nunca chegou verdadeiramente a incomodar o nosso guarda-redes. Revelámos dinâmica ofensiva e boa reacção à perda de bola, pecando apenas no capítulo da finalização dada a discrepância entre as oportunidades criadas (20 remates) e o único golo conseguido.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: leva cinco golos marcados em quatro jogos consecutivos da Liga. Hoje valeu-nos três pontos, ao carimbar a nossa vitória, que saiu do pé direito dele, sem deixar cair a bola, correspondendo da melhor maneira a um livre muito bem marcado por Acuña, aos 62'. Podia ter marcado antes: dispôs de uma boa oportunidade aos 35', junto ao primeiro poste. Boas movimentações na área, disponibilidade para o jogo colectivo, pressão constante na primeira fase de construção dos adversários. Temos goleador. 

 

De Acuña. O melhor em campo. Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados. Chegou ao fim da partida certamente orgulhoso por ter feito outra assistência para golo e pelo bom desempenho uma vez mais evidenciado.

 

De Gudelj. Talvez a melhor exibição do médio defensivo sérvio vestido de verde e branco. Fazendo desta vez parceria inicial com Idrissa Doumbia, devido ao castigo interno aplicado a Wendel, anulou todas as incursões ofensivas da equipa madeirense e recuperou várias bolas, sendo um elemento vital desta vitória. Muito melhor também no capítulo do passe. Viu o amarelo aos 55', na sequência de uma falta cirúrgica que pôs fim a um lance perigoso do Nacional: este cartão coloca-o fora da próxima partida, em Alvalade, contra o V. Guimarães. Falta acrescentar que já fala muito bem português, como ficou bem evidente na zona de entrevistas rápidas. Merece elogio também por isso.

 

De ver jogadores da formação a jogar. Jovane foi aposta inicial do técnico, alinhando como extremo: foi dele a melhor oportunidade de golo na primeira parte, com um remate em arco muito bem colocado, aos 27', proporcionando ao guardião Daniel Guimarães a defesa da noite. Miguel Luís entrou aos 85' para o lugar de Gudelj. E até Francisco Geraldes pôde actuar durante cinco minutos, no tempo extra, rendendo Diaby. No banco, estavam Maximiano, Ilori e Pedro Marques. O caminho faz-se caminhando.

 

De voltar a ver a nossa baliza intacta. Segundo jogo disputado fora de casa em que não sofremos golos. Merece registo.

 

De vencer mesmo sem vários titulares em campo. De fora desta partida - convém lembrar - ficaram Renan, Raphinha e Wendel (por castigo), Bas Dost, Battaglia e Borja (por lesão). Todos com lugar no onze titular leonino.

 

De somar oito vitórias seguidas. O Sporting não perde há onze jogos: dez triunfos e um empate. Atravessamos o melhor momento desde a chegada de Marcel Keizer. 

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. Sobretudo por Diaby, hoje de longe o mais perdulário entre os nossos jogadores. O maliano podia ter marcado pelo menos em três ocasiões, aos 31', aos 52' e aos 83'. Continua a faltar-lhe um suplemento de classe.

 

Do empate a zero ao intervalo. Face ao futebol jogado e à diferença de valor entre as duas equipas, este empate era altamente lisonjeiro para a equipa madeirense, que nada fez para justificar o nulo só desfeito após mais de uma hora decorrida desde o apito inicial.

 

Do NacionalEsta derrota poderá ter confirmado o regresso dos madeirenses à II Liga. Tem um futebol medíocre e deixou-se golear por dez a zero na Luz - o que devia bastar para a despromoção automática de qualquer equipa em idênticas circunstâncias. Não deixa saudades.

Missão cumprida na Choupana

Não foi um grande jogo de futebol, não se assistiu a uma grande exibição do Sporting, não houve um grande resultado, mas foi uma vitória "sem espinhas", tão esmagadora que foi a superioridade da nossa equipa, traduzida em posse de bola, numa dúzia de oportunidades de golo não concretizadas por azelhice, azar ou boas defesas do guarda-redes adversário, sem uma sequer oportunidade de golo do adversário. Tarde mais que tranquila para Salin.

O duplo trinco Gudelj-Doumbia (fórmula para o Jamor?)  funcionou em pleno, dominou por completo o meio campo e proporcionou uma tarde tranquila da defesa. Gudelj o melhor em campo.

Os atacantes fartaram-se de falhar golos mais ou menos fáceis, mas para falhar tiveram pelo menos de estar lá e fazer por isso. Diaby entre aquilo que falhou, e aquilo que acertou mas alguém bloqueou, é responsável por 4 ou 5.

Não há comparação possível para já entre Bas Dost (um dos melhores pontas de lança de sempre do Sporting) e Luiz Phellype (o meu LP9). Mas também não entre o LP9 e o Castaignos, Barcos, André Balada e outros flops ($$$) que por aqui têm passado. Hoje mais uma vez esteve muito bem, peitudo, lutador e marcador de golos. Bela descoberta no mercado de Inverno.

Keizer esteve muito bem nas substituições, acautelando cansaços e cartões, e Jefferson a ala (a defesa é um susto) entrou para dar conforto a Acuña e centrar bolas para golo.

Sobre M. Luís e F. Geraldes, sou ferozmente a favor de quota para a formação no plantel, mas não no 11, e tem de justificar nos treinos e nos jogos que são melhores do que os titulares. Eles e os outros são para entrarem quando e como se justificar. Se calhar Jovane perdeu hoje uma oportunidade para demonstrar que é melhor que Diaby ou Raphinha, e eu até acredito que sim.

Resumindo e concluindo, tendo estado em Tondela, Chaves, Feira e Setúbal, tudo equipas do nível do Nacional, esta foi de longe a exibição mais segura e a vitória mais fácil e categórica.

Missão cumprida na Choupana, 3º lugar mantido, venha o Guimarães.

SL

Enganei-me

Pensava eu que, após a humilhação de que o clube foi vítima, até com ecos além-fronteiras, os responsáveis do Nacional iriam avançar com nova equipa técnica e novos jogadores para substituir aquele bando de abéculas que embrulhou dez no bornal.

Afinal, enganei-me: vão antes «avançar com queixas-crime» a quem, exercendo o livre direito à crítica, os verberou pela inenarrável postura em campo.

Adoram ser vergastados, estes totós. Depois da derrota em campo, aguarda-os a derrota nos tribunais. Outra cabazada em perspectiva.

Pontapé para baixo

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Alguns pensarão de maneira diferente, mas eu resolvia o problema desta forma: equipa que perdesse por 10-0 ou uma diferença ainda maior, perante um rival pertencente ao mesmo escalão do futebol português, seria logo despromovida ao escalão imediatamente inferior.

Fala-se tanto na necessidade de promover a verdade desportiva. Aqui fica esta sugestão.

Vão-se habituando

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Eu já disse que gosto deste tipo de futebol e que estou com o treinador quando ele diz que prefere ganhar por 3-2, que por 1-0.

Mas o futebol do Sporting vai ser isto, tipo "dar e levar", tentando dar sempre mais um murro (salvo seja) que o adversário.

Hoje não jogámos uma pevide na primeira meia-hora e o resultado nessa altura (0-2) era lisonjeiro para nós. Pronto, é verdade que estávamos a jogar com nove, mas a culpa não é do Jefferson nem do Bruno César, que não são eles que escalam a equipa. Se quanto ao brasileiro, talvez não haja volta a dar (Lumor, por onde anda?) quando Acuña está impedido, já quanto ao outro brasileiro (eheh), ficou hoje provado, talvez, que o miúdo que o substituiu, Miguel Luís é o substituto natural de Wendel (por enquanto). Bom, não seria justo para com Jefferson, se não referisse a falta de apoio que teve do ala, Nani( que hoje não esteve lá, também), que o deixou quase sempre só e abandonado, tendo quase sempre que se haver com dois adversários.

Os insulares vieram com intenções claras de marcar cedo, tão cedo que logo no primeiro minuto quase iam marcando. Não foi ali, foi por volta dos sete, que a primeira lá bateu dentro. E os nossos estavam tão a leste do jogo, que se adivinhava o segundo, que acabou por aparecer aos vinte e seis e só não veio o terceiro, porque Renan fez uma bela defesa a negar mais um aos comandados do ministro Costinha.

Depois há um descuido de um nacionalista que faz um penalti daqueles completamente desnecessários (se há algum penalti necessário), que Dost converteu à matador. As coisas mudaram então e aí adivinhava-se o nosso segundo que só foi interrompido pelo intervalo.

Eu não sei o que foi feito lá no balneário ao intervalo, mas os equipamentos eram os mesmos, os jogadores eram os mesmos (com a nuance de vir ML no lugar de BC), mas havia no ar um outro sentimento e a previsão da sócia que ao intervalo dizia que iríamos ganhar por 3-1 (assim mesmo, que a gente com os nervos às vezes engana-se), acabou por tomar corpo, mas apenas aos setenta minutos, com um golo de B. Fernandes, a recarga de um remate de Dost, que o redes defendeu para a frente. Aos 75', Mathieu fez levantar o estádio, com um golo daqueles... de fazer levantar o estádio! A partir daí ainda Dost bisou (literalmente, já que o árbitro se esqueceu que tinha apitado e mandou repetir), novamente de penalti e Bruno Fernandes, já depois dos 90', selou os cinco que eu previra nos prognósticos do Pedro Correia ("esqueci-me" foi dos dois do adversário, damn!).

De modo, como vos aviso lá em cima no título, vão-se habituando a isto. Calafrios, golos sofridos, mas uma vontade séria e enorme de vencer, que fez com que parecesse fácil marcar 5 golos. Não foi, o Nacional jogou muito bem.

É esta a diferença, para melhor, do Sporting de Keizer em relação ao de Peseiro (e até de Jesus). Tenho sérias dúvidas se qualquer deles daria a volta aos 0-2 que o marcador mostrava aos 26, mas isto é apenas um "achismo".

 

Match Point

Foi um filme de Woody Allen, tudo girava sobre aquele momento em que o futuro se determinava e o "e se" ficava a pairar, num eternos debate entre o que foi e o que poderia ter sido.

Hoje em Alvalade lembrei-me disso com Bas Dost e Bruno Fernandes. Como poderia ter sido se quando Sousa Cintra foi falar com eles e com os seus representantes, tivesse ouvido a resposta do tipo "Vai para Punta Cana". Ou como teria sido se nem sequer Sousa Cintra tivesse tido a coragem de ir falar com eles, e desse ouvidos à ladainha de "traidores", "mercenários" e tudo o mais que muitos pobres de espírito e alguns doutores sem vergonha foram dizendo. Muitos que nunca demoraram um minuto a pensar no que aconteceria às suas vidas se um conjunto de bandalhos entrasse de repente no seu local de trabalho e transformasse o que devia ter sido uma jornada normal de trabalho num filme de terror.

Pois hoje e depois de tudo o que podia ter corrido mal ter acontecido, com exibições deprimentes de alguns e mérito de outros, e com dois golos para recuperar, foram exactamente esses dois que deram a volta ao infortúnio e transformaram uma derrota expectável numa brilhante goleada. 

Se estamos hoje a viver o clube que temos, com o Brunismo mais uma vez reduzido a uma minoria mal educada e trauliteira, com corpos gerentes a desempenhar um papel a muito elogiar, e com um futebol profissional a conseguir, pelo que consegue fazer no campo, colocar o clube no lugar devido e unir a massa adepta, isso deve-se ao "homem dos tremoços", Sousa Cintra. 

Parece que a única coisa que resta ao Brunismo, depois das derrotas nas votações do Clube e na Justiça,  é lembrar aqueles tempos em que o megafone de Alvalade falava em grandes audiências, e se olhava para o lado e se via o estádio com muitas cadeiras vazias. O estádio está mais vazio nalguns sectores, isso é certo, desde logo no sector das claques, se calhar não lhes oferecem os bilhetes do tempo do Bruno, o lider da JuveLeo também não comparece se calhar a poupar para o pagamento da caução, mas também um pouco por todo o lado se vê cadeiras vazias, mas só faz falta quem está e quem não quer vir que não venha. Mas não chateie. 

Entretanto quem foi muito sofreu, mas só com muito "sangue, suor e lágrimas" ganharemos alguma coisa. 

SL

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Nacional por 5-2. Marcel Keizer continua de vento em pôpa ao comando da equipa técnica do Sporting. Mesmo em jogos que não começam bem para nós, como sucedeu com este. Depois de meia-hora inicial de domínio da equipa forasteira, que surpreendeu o conjunto leonino com as suas linhas avançadas e dois golos marcados nos primeiros 25 minutos, soubemos dar a volta à adversidade e fazer uma segunda parte avassaladora, concluída com nova goleada. A quinta em seis jogos da era Keizer.

 

De Bruno Fernandes. Exibição discreta na primeira parte, como médio mais de contenção do que de construção. Mas soltou-se no segundo tempo e contribuiu muito para a remontada da equipa, projectando-a para diante com passes longos e bom domínio da bola. E apontou mais dois golos - o segundo (70') e o quinto do Sporting (90'+2), este último acabando por empolgar ainda mais as bancadas de Alvalade, onde o nervosismo imperou durante dois terços da partida.

 

De Bas Dost. Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário, Daniel Guimarães. Aliás, acabou por meter a bola três vezes na baliza, pois na segunda ocasião o árbitro deu-lhe ordem para repetir. O internacional holandês continua sem falhar: já leva dez marcados neste campeonato, ostentando um total de 71 golos marcados em 69 jogos da Liga portuguesa. E hoje ficou a sensação de ter visto invalidar um golo limpo, aos 18', pelo árbitro Fábio Veríssimo, além de ter proporcionado aos 67' a defesa da noite ao guarda-redes do Nacional com um remate de primeira em posição frontal e assistido Bruno Fernandes no segundo do Sporting. O melhor em campo.

 

De Mathieu. Grande exibição do central francês. Praticamente fez duas posições, pois acorreu sempre à dobra de Jefferson, hoje uma autêntica nulidade. E foi ainda ele a começar a construir diversas jogadas ofensivas, infiltrando-se no corredor central como se fosse um médio ofensivo e assim incutindo força e ânimo aos colegas. Coroou o seu desempenho com um livre directo marcado de forma exímia, aos 75': nasceu assim o nosso terceiro - e decisivo - golo. Uma obra-prima: assim se estreou a marcar neste campeonato.

 

De Jovane. Voltou a ser talismã: Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 68', por troca com um exausto Nani, e dois minutos depois o jovem sub-21 formado em Alcochete contribuía para a reviravolta no resultado ao iniciar o lance de que resultou o nosso segundo golo com um passe longo para Bas Dost. Viria ainda a participar na construção do quinto, já no tempo extra.

 

Da emoção desta partida. Sete golos, reviravolta no marcador, jogo aberto por parte das duas equipas. Nós, os 31.408 espectadores que esta noite comparecemos em Alvalade, gostámos do que vimos: assim se faz a festa do futebol.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria. E de que maneira: em seis jogos, somamos 25 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave, quatro ao Aves, três ao Vorskla e agora cinco ao Nacional. Honrando as melhores tradições leoninas, já somos a equipa mais goleadora na Liga 2018/2019.

 

De mantermos este registo nos jogos em casa. Não perdemos em Alvalade há um ano e sete meses. Merece destaque.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer tanto com o 13.º classificado no campeonato. Tal como sucedeu na jornada anterior, frente ao Aves, a equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do adversário em campo e cedemos-lhe o comando das operações. O Nacional entrou com forte dinâmica, exercendo pressão alta sobre o portador da bola, com todas as linhas avançadas no terreno, condicionando a nossa construção ofensiva. Neste período sofremos dois golos, de bola corrida, e deixámos a equipa madeirense superiorizar-se.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 1-2. O desconforto e até a irritação começaram a instalar-se nas bancadas. Seria que a estrelinha de Keizer começava a empalidecer? Felizmente soubemos recuperar muito bem desse resultado desfavorável e transformar um resultado negativo em nova goleada.

 

De Jefferson. Péssima exibição do lateral brasileiro, que transformou a sua ala numa avenida onde os adversários circulavam livremente, deixando-o quase sempre para trás - como sucedeu no segundo do Nacional. Outra falha sua só não resultou em golo, aos 79', devido a uma enorme defesa de Renan. Os adeptos sentiram certamente saudades de Acuña, hoje ausente por castigo.

 

De Bruno César. Keizer apostou nele, após longo período de afastamento do onze titular leonino. Mas esta experiência destinada a colmatar a ausência do lesionado Wendel foi mal-sucedida: enquanto o brasileiro esteve em campo, jogámos sempre com menos um no centro do relvado. O treinador apercebeu-se a tempo de corrigir o erro: Bruno César já não voltou do intervalo, sendo rendido - com inegável vantagem pelo jovem Miguel Luís.

 

Dos amarelos exibidos a três jogadores nossos. Mathieu, Coates e Bruno Fernandes foram os alvos. Pior para o internacional uruguaio, titular absoluto no Sporting, que ficará ausente da próxima partida por acumulação de cartões.

 

Dos assobios aos nossos jogadores. O "tribunal de Alvalade" continua implacável: ao mínimo deslize, escutaram-se vaias a diversos profissionais leoninos. Incompreensíveis, de todo, os apupos dirigidos a Renan, durante grande parte da partida, por alegada demora em recolocar a bola em jogo. Não perceberão estes adeptos que esta atitude de profundo desagrado só transmite nervosismo para o relvado?

O melhor prognóstico

Bastou uma senhora para destronar todos os cavalheiros. A nossa Cristina Torrão destacou-se, solitária, a antecipar com sucesso o desfecho do Sporting-Nacional. Um 2-0 que nos soube a pouco mas que a confirma como uma das mais argutas antecipadoras de resultados deste frustrante campeonato leonino.

Faltam oito jornadas para saber quem conquista a Liga 2016/17 e - muito mais importante - quem vence a nossa "liga" dos prognósticos...

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

De ganhar o jogo.  Segunda vitória leonina consecutiva no campeonato. Desta vez em casa, por 2-0, frente ao Nacional.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue: marcou os dois golos do Sporting na sequência de cantos bem apontados por Bryan Ruiz, aos 13' e aos 34'. Reforça a liderança da lista dos artilheiros da Liga 2016/17 e ganha terreno na corrida à Bota de Ouro europeia. Com 24 golos marcados em 23 jogos do campeonato. Foi novamente o nosso melhor jogador em campo - e já com direito a cântico personalizado em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo direito. Os dois golos são antecedidos de grandes jogadas do jovem internacional formado na Academia leonina, ambas desviadas in extremis para canto. Quase marcou aos 16' e aos 88'. Protagonizou ainda grandes lances na sua ala (25', 34' e 66').

 

De Podence. Após uma hora de jogo, o Sporting começou a esmorecer, com muito toque inconsequente, muito atraso de bola, fraca velocidade e falta de vontade de construir um resultado mais dilatado frente ao modestíssimo Nacional. Jorge Jesus mandou então sair Alan Ruiz, hoje com uma pálida exibição, e fez entrar Podence, que sacudiu o jogo, imprimindo-lhe dinâmica e velocidade. Boa prestação do jovem reforço, sublinhada com aplausos das bancadas.

 

De Matheus Pereira. Hoje voltou a ser titular. E voltou a demonstrar ao treinador que justifica a aposta que está a ser feita nele. Nota positiva.

 

De Rui Patrício. Decisivo em dois momentos do jogo para travar o Nacional. Logo aos 9', com uma aparatosa defesa de cabeça no limite da grande área. Depois, aos 76', respondendo da melhor maneira a um remate rasteiro de meia distância, muito bem colocado.

 

De ver a nossa defesa invicta. Ao contrário do que vem sendo habitual, desta vez as nossas redes permaneceram invioladas. É caso para celebrar.

 

De ver o estádio muito preenchido. Segundo números oficiais, hoje fomos 43.167 em Alvalade. Viam-se muitas famílias nas bancadas, o que é sempre de louvar. Consequência do dia e da hora (sábado, pelas 18.15) e também da tarde muito amena, com temperaturas acima da média já a antecipar a Primavera.

 

De ver diminuída a distância para o Benfica. De pouco nos vale, mas o tropeção dos encarnados em Paços de Ferreira fez reduzir de 12 para 10 pontos a nossa diferença pontual com a equipa que ainda lidera o campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do adormecimento da equipa nos últimos 25'. Vários jogadores pareceram conformados com o 2-0 e sem vontade de ampliar a vantagem. Perderam-se em pequenos toques no nosso meio-campo e sucessivos atrasos ao guarda-redes. Comportamento de equipa pequena frente ao lanterna vermelha do campeonato, o que é inaceitável.

 

Da goleada que não aconteceu. Ao intervalo vencíamos com uma vantagem confortável. Não faltou quem pressentisse uma goleada - seria a primeira deste campeonato em Alvalade. Os adeptos esperam sempre o melhor da sua equipa. Infelizmente, não foram correspondidos. Para desapontamento do próprio treinador.

 

De Marvin. Segundo jogo como titular, mas transmitindo novamente a sensação de que tanto lhe faz jogar ou não. Falhou demasiados passes, não soube articular-se com Matheus no corredor esquerdo. Tem uma atitude displicente: parece faltar-lhe sempre um suplemento de ânimo.

 

De Bruno César. Substituiu Matheus Pereira a meio da segunda parte, quando o treinador quis imprimir velocidade ao jogo leonino. Mas entrou mal: não foi o "chuta-chuta" de outros tempos, longe disso.

 

Da última substituição, a um minuto do fim. Não havia que queimar tempo, pois a vitória estava garantida. Achei incompreensível a inútil troca de Bryan Ruiz por Palhinha.

 

Dos assobios à equipa. Nota-se uma irritação crescente no "tribunal" de Alvalade: as bancadas não perdoam ao mínimo deslize dos jogadores, sobretudo quando detectam falta de empenho e falta de combatividade. Mas hoje, sobretudo na última meia hora, abusou-se dos assobios: William Carvalho, Bryan Ruiz, Marvin e Schelotto foram alguns dos mais visados. Não havia necessidade.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade

Os nossos jogadores, um a um

Uma equipa à deriva, sem médio de construção, com a ala esquerda coxa, um segundo avançado ausente e erros primários que não se perdoam na alta competição - incluindo um penálti falhado por William Carvalho, como se não houvesse outros jogadores mais indicados para apontar o castigo máximo. Terceiro empate consecutivo do Sporting no campeonato - desta vez a zero, frente ao Nacional. Já com o líder do campeonato a sete pontos.

Hoje o descalabro colectivo contaminou alguns dos nossos melhores jogadores - de Rui Patrício a William, de Coates a Bruno César.

Markovic e Marvin foram as nulidades habituais, Elias só não os imitou porque apenas entrou ao minuto 87. E o argentino Alan Ruiz, também suplente utilizado, continua sem demonstrar porque foi um jogador adquirido por tão elevado preço.

Incapazes de marcar, sofremos ainda um enorme calafrio à beira do fim do encontro, quando o Nacional viu uma bola embater na trave. Podemos, portanto, ainda concluir que tivemos sorte.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Grandes reflexos aos 26', impedindo um golo. Mas pareceu quase sempre  intranquilo. Uma defesa atabalhoada quase originou autogolo (64'), uma saída em falso da baliza foi brinde que o Nacional desperdiçou (89').

SCHELOTTO (5). Vontade não lhe faltou. Mas faltou-lhe talento para centrar com ponderação. Desperdiçou demasiadas energias em lances inconsequentes. No seu melhor cruzamento, aos 72', a bola não encontrou ninguém.

COATES (4). Ganhou um penálti aos 7': de nada nos valeu. Corte primoroso aos 14'. Depois foi acumulando erros e falhando sucessivos passes. Ultrapassado aos 64' por Ricardo Gomes, que esteve a centímetros de marcar.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do Sporting. Desequilibrou diversas vezes, conduzindo a bola de trás para a frente. Tentou remar contra a maré, quase sempre sem sucesso. Podia ter marcado na sequência de um livre (87').

MARVIN (2). Incapaz de fazer um cruzamento enquanto se arrastou em campo, tornando inútil todo o nosso flanco esquerdo. Nunca fez a diferença em lance algum. Substituído - muito tardiamente - aos 87'.

WILLIAM CARVALHO (3). O jogador que parece mais perdido com a ausência de Adrien. A forma desleixada como apontou o penálti, deixando o guardião Rui Silva defender, foi um forte contributo para o desaire anímico da equipa.

BRUNO CÉSAR (4).  Entrou como médio de construção mas nunca foi eficaz, sem conseguir rasgar linhas de passe. Incapaz de fazer a diferença na marcação das bolas paradas: aos 81' marcou muito mal um livre. Acabou a lateral.

GELSON MARTINS (5).  Fez talvez o jogo mais apagado desta época. Ainda assim, esteve quase a marcar com um grande remate (21'). Tentou melhorar a mecânica colectiva da equipa nas transições ofensivas, mas foi um homem só.

BRYAN RUIZ (4).  Continua a ser uma sombra do que foi na época passada. Triste, apagado, pouco dinâmico, errante em campo, aparentando falta de pulmão. Bom cruzamento aos 29': Bas Dost desperdiçou. Substituído aos 64'.

MARKOVIC (2). Passou ao lado do jogo: começa a tornar-se um hábito. Revelou frequentes erros de posicionamento, perturbando o raio de acção de Gelson. Quando Jesus o mandou sair de campo, aos 59', já foi tarde..

BAS DOST (3). Fraco balanço do internacional holandês: fez dois remates enquadrados com a baliza, desperdiçando ambas as oportunidades, atirando a bola por cima e ao lado. Incompreensível não ter sido ele a marcar o penálti.

ALAN RUIZ (2). Reapareceu na equipa, entrando aos 59'. Aos 68', falhou ridiculamente um pontapé de meia distância - espelho perfeito do desnorte da equipa. Parece incapaz de abordar um lance sem fazer falta.

CAMPBELL (5). Entrou aos 64', rendendo Bryan Ruiz. Revelou mais vontade de domínio de bola e mais confiança do que o compatriota, patente num grande passe aos 75' para Bruno César, derrubado com penálti não assinalado.

ELIAS (4). Substituiu Marvin aos 87', com pouco tempo para dar a volta ao jogo. Mas o brasileiro ainda tentou, ao infiltrar-se na grande área do Nacional já no tempo extra, servindo Bas Dost, que concluiu mal o lance.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do desempenho do Sporting. Foi um jogo lamentável - tão mau ou pior do que o anterior, frente ao Tondela. A equipa anda à deriva, apática, com uma gritante falta de atitude e uma clamorosa falta de empenho por parte de vários jogadores. Hoje não conseguiram melhor do que um empate a zero frente ao Nacional, na Choupana. No mesmo palco e perante o mesmo conjunto que há um ano tínhamos vencido 6-0.

 

De William Carvalho. Aos 7', Coates foi derrubado dentro da grande área. Penálti claro, desperdiçado pelo capitão da equipa com um remate frouxo e muito denunciado. Oportunidade perdida. Não voltámos a ter outra assim.

 

Do treinador. É incompreensível que Jorge Jesus tenha indicado William como marcador da grande penalidade, quando é sabido que esta não é uma especialidade do capitão, que já tinha falhado um penálti na final do Europeu sub-21 frente à Suécia. Bruno César não poderia ter assumido essa tarefa? Bas Dost não sabe marcar penáltis?

 

Do onze titular. Jesus parece aprender muito pouco com os sucessivos desaires da equipa. Tirou Elias, mas Bruno César não foi superior enquanto médio de construção. E voltou a dar oportunidades a jogadores que nada contribuem para um bom desempenho do onze leonino, como Marvin e Markovic. Continua a optar pelo apagadíssimo Bryan Ruiz, quase sem dar oportunidades a Campbell. E anda à deriva, tal como a equipa, sem conseguir fixar um titular na posição de segundo avançado.

 

De Bas Dost. Mal se deu por ele em campo. Fez-nos sentir saudades de Slimani. E até de Teo Gutiérrez.

 

De Alan Ruiz. Suplente utilizado, voltou a ser uma nulidade. Sem nunca ganhar um lance, sem visão de jogo, sem capacidade de abrir linhas de passe. Podia ter continuado no banco.

 

Do número de passes falhados. A partir de certa altura deixei de contá-los, tantos eram e tão disparatados. Em todas as zonas do terreno.

 

Do penálti perdoado ao Nacional aos 75'. Bruno César foi claramente derrubado em falta, sem que o árbitro Vacso Santos assinalasse o castigo máximo. Embora nada garantisse que, havendo penálti, desta vez a bola entrasse.

 

Da incapacidade de construirmos lances ofensivos. Processo de construção lento atrás, domínio de bola atabalhoado à frente. O lesionado Adrien nunca fez tanta falta como agora.

 

Do nosso terceiro empate consecutivo na Liga 2016/17. Depois de tropeçarmos frente ao Guimarães e em casa contra o Tondela. Não há duas sem três.

 

De mais dois pontos perdidos. Estamos já a sete do Benfica, que hoje somou mais três.

 

 

Gostei

 

De Rúben Semedo. Foi talvez o jogador do Sporting que errou menos nesta partida. Foi também um dos poucos que revelaram genuína atitude leonina, bem patente na forma como nos últimos minutos procurou empurrar a equipa para diante. Podia ter marcado, aos 87', com um bom cabeceamento na sequência de um canto, defendido pelo guarda-redes do Nacional. Voto nele como o melhor jogador da nossa equipa nesta partida. Ou o menos mau, para ser mais rigoroso.

 

De Gelson Martins. Inconformado com o marasmo dos colegas, tentou remar contra a maré fazendo valer a sua boa técnica individual. Desta vez os lances não lhe saíram tão bem e teve ainda por cima Markovic, mal posicionado, a estorvar-lhe o seu raio de acção. Mas merece nota positiva pelo empenho - ao menos isso.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Depois de termos levado três do Rio Ave, dois do Estoril, mais três do Guimarães e outro do Tondela, ao menos hoje mantivemos as nossas redes invictas.

 

Da sorte. Um inacreditável falhanço de Coates, incapaz de interceptar a bola na zona que lhe estava confiada, e uma defesa sem nexo de Rui Patrício quase geraram um autogolo do nosso guarda-redes. Felizmente a trave impediu esse mal maior.

Os prognósticos passaram ao lado

Mais uma jornada, mais uma série de prognósticos falhados. Os nossos colegas e os nossos leitores foram muito comedidos nos seus vaticínios: o melhor que se arranjou, na antevisão do Nacional-Sporting, foi a vitória leonina por 0-3. Ninguém ousou esticar um pouco mais o palpite.

Lamento portanto anunciar que ninguém acertou - pela terceira semana consecutiva. Espero que da próxima vez haja prognósticos mais ousados e variados. E que ninguém receie arriscar um bom resultado para o nosso Sporting.

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