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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Não me lembro de tantos prognósticos certos numa jornada antes desta: houve nada menos de 13 autores e leitores do És a Nossa a antecipar o desfecho do Nacional-Sporting (vitória leonina por 2-0 na Choupana, em noite diluviana, com golos de Nuno Santos e Jovane).

Aqui ficam registados todos os nomes, por ordem alfabética: Carlos Estanislau AlvesEdmundo GonçalvesFernandoGasparJosé da XãJosé VieiraLeão do AlgarveLuís BarrosLAF, Pedro BatistaRicardo Roque e Verde Protector.

Aplicado o critério de desempate, nove ficaram de fora. O triunfo nesta ronda cabe, portanto, a um quarteto composto por FernandoLAFPedro BatistaRicardo Roque: todos mencionaram Nuno Santos como marcador de um dos golos. Venceram com inegável mérito - e a indispensável sorte.

O dia seguinte

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Foi mesmo um leão indomável que ontem na Choupana enfrentou a fúria da natureza, que claramente beneficiava quem não tinha nada a perder e tudo a ganhar, e quem, de lugares distantes, fazia os possíveis para aproveitar a oportunidade para o derrubar.

Foi uma viagem de avião atribulada para um local em alerta vermelho, uma falsa partida, um relvado impróprio para jogar, que propiciava lances que poderiam acabar com a época de algum menos fortunado, muita coisa junta que poderia levar a pontos perdidos e a rombos significativos no plantel. Segundo a tal directora da Liga, o jogo tinha mesmo de se fazer, o avião tinha mesmo de aterrar, se não houvesse avião que fossem a nado, se morressem todos que fosse a equipa B. A estupidez não tem limites. 

O leão enfrentou tudo isso com um misto de raça e competência que tornou o desafio de sentido único, as oportunidades foram surgindo e o resultado só pecou por escasso porque Pedro Gonçalves não teve com ele a sorte doutros dias. Do outro lado, nem uma oportunidade séria durante os 90 minutos.

Uma equipa tremendamente corajosa e solidária, todos a saber o papel que deviam desempenhar, condição física de topo, lances de laboratório do qual o primeiro golo é exemplo, uma cópia perfeita do primeiro golo contra o Braga, um sistema táctico que facilitou o resto, e acima de tudo um grande comandante no banco que soube perceber bem as insuficiências da equipa no Jamor, introduzir as mudanças necessárias no modelo de jogo, e chamar todo o plantel às suas responsabilidades. Não tem o 4.º nível de treinador? Por enquanto não, mas pelo menos temos nós um general de cinco estrelas. 

Ultrapassado o Nacional, e com os resultados dos rivais, nada está ganho, nada está garantido, os 4 pontos de vantagem não querem dizer nada. Receberemos o Rio Ave enquanto no Porto-Benfica alguém irá perder pontos, vamos conseguir chegar ao período reservado à Taça da Liga no topo da classificação. E depois se verá.

Uma palavra para Frederico Varandas, que ontem por lá andou no meio de toda aquela confusão, e que no meio duma época tenebrosa a todos os níveis teve a inteligência, a humildade ou o sentido de sobrevivência, ou tudo isso junto, para arrepiar caminho, perceber os erros cometidos e juntar a um grupo de elite que vinha a ser preparado com jovens de Alcochete o comandante certo para os liderar, apontar o caminho à estrutura no que respeita a reforços e conduzir a equipa para uma época que está a honrar sobremaneira o lema e a história do Sporting Clube de Portugal.

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Ainda bem que o equipamento era branco

Texto de Sol Carvalho

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Eu não sei quanto numa equipa ganhadora é qualidade técnica e quanto é "o resto". O que sei é que sem o "resto" nunca se ganha. Temos qualidade técnica sem dúvida, grandes jogadores e temos margem clara de melhoria.

Mas o resto, caramba...

 

Agora sobre o resto:

1) Sporar e Tiago Tomás numa das mais belas competitividade que vi e que me parece absolutamente saudável. Como acontece com os outros. Ainda há ajustes a fazer mas temos banco...

2) Ainda bem que o equipamento era branco porque deixou claro que os nossos jogadores comeram a relva e ainda se foram ao matope.

3) A comemoração do golo de Jovane é um hino à união de um equipa e ao "onde vai um vão todos".

4) A entreajuda dos jogadores ao longo de todo o jogo é outro hino ao que se pode chamar "equipa".

5) A frescura fisica é incrível. É caso para perguntar: o que aconteceu nos outros anos?

6) A união treinador/balneário esta óptima. Vê-se e quase se respira...

7) O palco é dos artistas. A estrutura trabalha nos bastidores, aparece menos e está mais assertiva.

8) A comunicação começa a dar um ar da sua graça.

9) E finalmente, sem carneirismos como alguns detractores logo tentaram, parece-me bem que onde vai um vão todos (ou a esmagadora maioria) também um pouco fora das quatro linhas.

 

Não sei se este ano "é que é", mas que este caminho me está a dar um gozo danado, ai isso está!

A tempestade

Foi o pior jogo da época, foi o melhor dos desafios até agora. Num lodaçal abjecto a alvura do equipamento ficou borrada como se uma equipa de râguebi o tivesse envergado. A rapaziada fez-se à vida sem contemplações demonstrado uma atitude formidável que não se via numa equipa do Sporting há anos e anos - imagina-se o pedante William Carvalho naqueles preparos? O sirigaita Wendel a rojar-se na lama?
E depois Jovane  regressado de uma lesão marcou um golo e todos o festejaram, cada um como se fosse seu.
Uma dinâmica destas chega ser comovente, sobretudo num Sporting com um balneário famosamente descortês.  Se ganharmos o campeonato poderemos dizer que foi aqui que o ganhamos, porque é em desafios deste que se vê o estofo de uma equipa.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da grande vitória do Sporting na Choupana. Num terreno absolutamente impróprio para a prática desportiva, muito menos para uma competição de futebol profissional, o onze leonino dominou do primeiro ao último minuto, vulgarizando o Nacional, que não produziu qualquer lance de perigo para a nossa baliza. Vencemos por 2-0, com um golo em cada parte, e podíamos ter marcado pelo menos mais dois. Mas melhor do que o resultado foi a exibição, num autêntico futebol de lama, sob um dilúvio implacável que se abateu sobre o Funchal: triunfo da vontade, da atitude competitiva, do espírito colectivo, da garra leonina. Quem vence um jogo destes arrisca-se mesmo a ganhar o campeonato.

 

Da inegável superioridade da nossa equipa. Grande parte do jogo foi disputado só em metade do terreno, designadamente na segunda parte, quando o vento soprou com força a nosso favor. O Nacional quase não conseguiu sair do seu meio-campo. Uma diferença que pode medir-se, por exemplo, no número de cantos: dez a nosso favor e apenas um para os madeirenses.

 

Da adaptação da equipa ao lamaçal. Rúben Amorim percebeu de imediato que, dado o péssimo estado do terreno e a chuva que caía sem cessar, não podia impor aos jogadores o habitual futebol controlado, com a bola a sair em passes curtos desde a baliza. Até porque muitas vezes ela não rolava, ficando presa em diversas partes daquele relvado absolutamente impróprio para consumo. Restava o pontapé para a frente, à moda antiga, imitando o fio de jogo dos campeonatos distritais. Os nossos jogadores rapidamente se adaptaram às circunstâncias, nunca virando a cara à luta, apesar do risco acrescido de lesões. A verdade é que ganhámos quase sempre os lances divididos e foi irrepreensível a nossa reacção a ocasionais perdas de bola.

 

De Pedro Gonçalves. Para mim, o melhor em campo. Veio buscar a bola atrás, actuando como terceiro médio na faixa central. Desta vez sem rendilhados nem virtuosismo técnico, pois o campo não permitia, mas sempre com fulgor ofensivo. É dele a primorosa assistência para o primeiro golo, marcado por Nuno Santos aos 43', indo recuperar quase junto à linha final, do lado direito, a bola centrada por Nuno Mendes e colocando-a nos pés do colega, que só teve de empurrar à boca da baliza. Aos 34' e aos 64', com remates rasteiros, pôs à prova os reflexos do guardião Daniel Guimarães. E aos 83' fez embater a bola no poste - seria um golo bem merecido.

 

De Palhinha. Absolutamente indispensável no onze titular leonino - e jogos como este ainda o tornam mais imprescindível. Muito eficaz nas acções de cobertura, funcionou como dique para travar a manobra ofensiva do Nacional. E foi mantendo acesa a vontade de marcar, quase o conseguindo: aos 36', cabeceou ligeiramente ao lado, na sequência de um canto; aos 78', num disparo de meia distância, fez a bola roçar o poste.

 

De Nuno Santos. Poço de energia, pulmão inesgotável, vontade indómita. Funcionou como acelerador permanente do jogo leonino, procurando eficácia máxima. Esforço recompensado com o nosso golo inaugural. É já o seu quinto de Leão ao peito. E promete muitos mais.

 

Do regresso de Jovane. Já tínhamos saudades dele, após mês e meio de afastamento - primeiro por lesão, depois por opção técnica. Entrou aos 87', substituindo Nuno Santos, e três minutos bastaram para marcar o golo da tranquilidade, fixando o resultado. Não podia ter sido mais feliz.

 

Do nosso bloco defensivo. Voltou a funcionar com simetria perfeita e uma irrepreensível organização, sem tremer perante as péssimas condições atmosféricas nem temer a lama que crescia no lugar da relva. Não é por acaso que o Sporting apresenta a melhor defesa da Liga 2020/2021: apenas oito golos sofridos em 13 jogos já disputados. Continuamos a ser a única equipa invicta no campeonato. 

 

De Rúben Amorim. Uma vez mais, o treinador soube ler muito bem o jogo e fazer as alterações que se impunham, sobretudo para refrescar a equipa - mas sem esgotar as substituições. Aos 66', trocou Sporar por Tiago Tomás. Aos 76', fez entrar Matheus Nunes por troca com João Mário. Aos 87, deu ordem para Jovane substituir Nuno Santos. Dois dos jogadores que saltaram do banco - Tiago Tomás a assistir, Jovane a marcar - foram cruciais para ampliar o resultado e consolidar a vitória. Haverá "estrelinha" do técnico, decerto. Mas há sobretudo muita competência - desde logo nas instruções iniciais que deu à equipa para posicionar-se em campo, adaptando-a aos obstáculos concretos deste desafio.

 

De ver seis portugueses no onze titular. Neto, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Nuno Santos. Com a entrada de Tiago Tomás e Jovane, esta noite alinharam oito. Que diferença em relação aos nossos principais rivais, que entram em campo quase só com estrangeiros.

 

Que só um dos nossos tivesse visto o amarelo. Feddal, somando cinco cartões, fica fora do próximo jogo. Mas poderemos contar com Coates, Neto, Nuno Santos e Palhinha, que passaram incólumes.

 

De vermos a liderança reforçada. Somamos já 35 pontos, em 39 possíveis. Cumprimos a sexta vitória consecutiva, há 16 jogos que não perdemos em casa para a Liga. Vencemos 11 dos últimos 12 jogos do campeonato. Estamos há sete jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todas as partidas já cumpridas desde o início da temporada. 

 

 

Não gostei
 

 

Das condições do terreno. Reza o lugar-comum que o futebol é desporto de Inverno. Mas hoje abusou-se da invernia - ainda por cima no Funchal, que costuma ser terra de clima ameno: chuva torrencial, vento fortíssimo, granizo, trovoada, muito frio. Mas pior foi o estado miserável do tapete que em vez de ser verde, como mandam os regulamentos, era afinal castanho. Indigno de futebol da primeira divisão. Noutros países, onde as condições atmosféricas são muito mais inclementes, não se encontra nada disto. Uma vergonha. E um perigo, até por potenciar lesões de alto risco.

 

Do adiamento do jogo. Este Nacional-Sporting devia ter-se disputado ontem. Mas as rajadas de vento quase ciclónico que ontem se registavam na Choupana, a 632 metros de altitude, tornaram impossível a utilização do estádio, que só hoje pôde ser utilizado. Passámos assim do péssimo para o simplesmente mau. E a nossa equipa fica com menos 24 horas para preparar o próximo desafio, que irá desenrolar-se também no Funchal: o Marítimo-Sporting, dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, a realizar nesta segunda-feira.

Prognósticos antes do jogo

Há quase dois anos que não jogamos na Choupana. Na última vez que lá defrontámos o Nacional, a 19 de Abril de 2019, vencemos por 1-0. O treinador da equipa era Marcel Keizer, Acuña foi o melhor em campo e Luiz Phellype marcou o nosso golo.

Tudo diferente agora. A começar pela turbulenta viagem da comitiva leonina ao Funchal, que ontem esteve quase para terminar em Porto Santo - ou até num regresso a Lisboa, devido às péssimas condições atmosféricas na ilha da Madeira.

As previsões meteorológicas são pouco ou nada animadoras: a Protecção Civil regional tem emitido alertas para o agravamento do estado do tempo. Mas à hora a que escrevo (7.45) o jogo continua marcado para as 18.30 de hoje. Quais são os vossos palpites para o resultado?

 

ADENDA das 19.45: O jogo foi adiado, como era previsível. Em princípio, para amanhã. Os prognósticos mantêm-se.

Amanhã à tarde no Funchal

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Ultrapassado que foi o Braga, vamos amanhã visitar o Nacional na Choupana, a sua casa do Funchal, cidade para onde voltaremos dias depois para defrontar o Marítimo para a Taça de Portugal. Parece que nos vamos deparar com condições atmosféricas bem diferentes das retratadas na foto.

Se nunca fui ao estádio dos Barreiros, à Choupana fui um par de vezes, com uns 4 ou 5 anos de distância, o que deu para ver a evolução tremenda que o complexo conheceu. Da primeira vez já não posso precisar o ano, mas recordo-me de subir os vários kms da rampa mais ou menos em linha recta do Caminho do Terço, que liga o estádio à baixa do Funchal, com um Nissan Micra alugado, a precisar de reforma, sempre em 1.ª velocidade, sempre a ver que não chegava lá ao cimo e ficava pelo caminho. A segunda, essa consigo dizer com certeza, foi no início de 2009, no tempo do Paulo Bento com Liedson e Rochemback, em que acabámos por empatar 1-1. No Nacional alinhava um excelente ponta de lança formado no Cruzeiro que marcou um grande golo nesse jogo, Nenê, poderia ter vindo para o Sporting mas foi vendido ao Cagliari e há pouco voltou para o Moreirense, agora está no Leixões, já com 38 anos. 

O Sporting chega a este jogo na máxima força em termos de plantel, mas temos cinco jogadores à beira do quinto cartão, sendo que o jogo seguinte da Liga é com o Rio Ave. Não sei qual a ideia de Amorim para chegar ao jogo com o Benfica com todos eles disponíveis. Mas antes importa é vencer amanhã na Choupana.

 

Sendo assim, imagino que convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Jovane, Tabata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

E apostava no onze habitual:

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Funchal para conquistar mais uma vitória e continuar na liderança da Liga com 4 pontos de vantagem sobre os rivais. Então propunha duas questões:

1. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

2. Que deveria o Sporting alterar no seu sistema de jogo relativamente aos últimos encontros menos bem conseguidos?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De amealhar mais três pontos. Já levamos 67 - mais três do que os somados na época de 2016/2017, na mesma fase do campeonato, quando tínhamos o milionário Jorge Jesus como treinador. Saímos hoje da Madeira com uma vitória: 1-0, na Choupana, frente ao Nacional. Acentuamos a pressão sobre o Braga, consolidando o terceiro posto.

 

De ter dominado a partida do princípio ao fim. Supremacia absoluta do Sporting nesta partida em que dispusemos de várias oportunidades de golo enquanto a equipa adversária nunca chegou verdadeiramente a incomodar o nosso guarda-redes. Revelámos dinâmica ofensiva e boa reacção à perda de bola, pecando apenas no capítulo da finalização dada a discrepância entre as oportunidades criadas (20 remates) e o único golo conseguido.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: leva cinco golos marcados em quatro jogos consecutivos da Liga. Hoje valeu-nos três pontos, ao carimbar a nossa vitória, que saiu do pé direito dele, sem deixar cair a bola, correspondendo da melhor maneira a um livre muito bem marcado por Acuña, aos 62'. Podia ter marcado antes: dispôs de uma boa oportunidade aos 35', junto ao primeiro poste. Boas movimentações na área, disponibilidade para o jogo colectivo, pressão constante na primeira fase de construção dos adversários. Temos goleador. 

 

De Acuña. O melhor em campo. Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados. Chegou ao fim da partida certamente orgulhoso por ter feito outra assistência para golo e pelo bom desempenho uma vez mais evidenciado.

 

De Gudelj. Talvez a melhor exibição do médio defensivo sérvio vestido de verde e branco. Fazendo desta vez parceria inicial com Idrissa Doumbia, devido ao castigo interno aplicado a Wendel, anulou todas as incursões ofensivas da equipa madeirense e recuperou várias bolas, sendo um elemento vital desta vitória. Muito melhor também no capítulo do passe. Viu o amarelo aos 55', na sequência de uma falta cirúrgica que pôs fim a um lance perigoso do Nacional: este cartão coloca-o fora da próxima partida, em Alvalade, contra o V. Guimarães. Falta acrescentar que já fala muito bem português, como ficou bem evidente na zona de entrevistas rápidas. Merece elogio também por isso.

 

De ver jogadores da formação a jogar. Jovane foi aposta inicial do técnico, alinhando como extremo: foi dele a melhor oportunidade de golo na primeira parte, com um remate em arco muito bem colocado, aos 27', proporcionando ao guardião Daniel Guimarães a defesa da noite. Miguel Luís entrou aos 85' para o lugar de Gudelj. E até Francisco Geraldes pôde actuar durante cinco minutos, no tempo extra, rendendo Diaby. No banco, estavam Maximiano, Ilori e Pedro Marques. O caminho faz-se caminhando.

 

De voltar a ver a nossa baliza intacta. Segundo jogo disputado fora de casa em que não sofremos golos. Merece registo.

 

De vencer mesmo sem vários titulares em campo. De fora desta partida - convém lembrar - ficaram Renan, Raphinha e Wendel (por castigo), Bas Dost, Battaglia e Borja (por lesão). Todos com lugar no onze titular leonino.

 

De somar oito vitórias seguidas. O Sporting não perde há onze jogos: dez triunfos e um empate. Atravessamos o melhor momento desde a chegada de Marcel Keizer. 

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. Sobretudo por Diaby, hoje de longe o mais perdulário entre os nossos jogadores. O maliano podia ter marcado pelo menos em três ocasiões, aos 31', aos 52' e aos 83'. Continua a faltar-lhe um suplemento de classe.

 

Do empate a zero ao intervalo. Face ao futebol jogado e à diferença de valor entre as duas equipas, este empate era altamente lisonjeiro para a equipa madeirense, que nada fez para justificar o nulo só desfeito após mais de uma hora decorrida desde o apito inicial.

 

Do NacionalEsta derrota poderá ter confirmado o regresso dos madeirenses à II Liga. Tem um futebol medíocre e deixou-se golear por dez a zero na Luz - o que devia bastar para a despromoção automática de qualquer equipa em idênticas circunstâncias. Não deixa saudades.

Missão cumprida na Choupana

Não foi um grande jogo de futebol, não se assistiu a uma grande exibição do Sporting, não houve um grande resultado, mas foi uma vitória "sem espinhas", tão esmagadora que foi a superioridade da nossa equipa, traduzida em posse de bola, numa dúzia de oportunidades de golo não concretizadas por azelhice, azar ou boas defesas do guarda-redes adversário, sem uma sequer oportunidade de golo do adversário. Tarde mais que tranquila para Salin.

O duplo trinco Gudelj-Doumbia (fórmula para o Jamor?)  funcionou em pleno, dominou por completo o meio campo e proporcionou uma tarde tranquila da defesa. Gudelj o melhor em campo.

Os atacantes fartaram-se de falhar golos mais ou menos fáceis, mas para falhar tiveram pelo menos de estar lá e fazer por isso. Diaby entre aquilo que falhou, e aquilo que acertou mas alguém bloqueou, é responsável por 4 ou 5.

Não há comparação possível para já entre Bas Dost (um dos melhores pontas de lança de sempre do Sporting) e Luiz Phellype (o meu LP9). Mas também não entre o LP9 e o Castaignos, Barcos, André Balada e outros flops ($$$) que por aqui têm passado. Hoje mais uma vez esteve muito bem, peitudo, lutador e marcador de golos. Bela descoberta no mercado de Inverno.

Keizer esteve muito bem nas substituições, acautelando cansaços e cartões, e Jefferson a ala (a defesa é um susto) entrou para dar conforto a Acuña e centrar bolas para golo.

Sobre M. Luís e F. Geraldes, sou ferozmente a favor de quota para a formação no plantel, mas não no 11, e tem de justificar nos treinos e nos jogos que são melhores do que os titulares. Eles e os outros são para entrarem quando e como se justificar. Se calhar Jovane perdeu hoje uma oportunidade para demonstrar que é melhor que Diaby ou Raphinha, e eu até acredito que sim.

Resumindo e concluindo, tendo estado em Tondela, Chaves, Feira e Setúbal, tudo equipas do nível do Nacional, esta foi de longe a exibição mais segura e a vitória mais fácil e categórica.

Missão cumprida na Choupana, 3º lugar mantido, venha o Guimarães.

SL

Enganei-me

Pensava eu que, após a humilhação de que o clube foi vítima, até com ecos além-fronteiras, os responsáveis do Nacional iriam avançar com nova equipa técnica e novos jogadores para substituir aquele bando de abéculas que embrulhou dez no bornal.

Afinal, enganei-me: vão antes «avançar com queixas-crime» a quem, exercendo o livre direito à crítica, os verberou pela inenarrável postura em campo.

Adoram ser vergastados, estes totós. Depois da derrota em campo, aguarda-os a derrota nos tribunais. Outra cabazada em perspectiva.

Pontapé para baixo

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Alguns pensarão de maneira diferente, mas eu resolvia o problema desta forma: equipa que perdesse por 10-0 ou uma diferença ainda maior, perante um rival pertencente ao mesmo escalão do futebol português, seria logo despromovida ao escalão imediatamente inferior.

Fala-se tanto na necessidade de promover a verdade desportiva. Aqui fica esta sugestão.

Vão-se habituando

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Eu já disse que gosto deste tipo de futebol e que estou com o treinador quando ele diz que prefere ganhar por 3-2, que por 1-0.

Mas o futebol do Sporting vai ser isto, tipo "dar e levar", tentando dar sempre mais um murro (salvo seja) que o adversário.

Hoje não jogámos uma pevide na primeira meia-hora e o resultado nessa altura (0-2) era lisonjeiro para nós. Pronto, é verdade que estávamos a jogar com nove, mas a culpa não é do Jefferson nem do Bruno César, que não são eles que escalam a equipa. Se quanto ao brasileiro, talvez não haja volta a dar (Lumor, por onde anda?) quando Acuña está impedido, já quanto ao outro brasileiro (eheh), ficou hoje provado, talvez, que o miúdo que o substituiu, Miguel Luís é o substituto natural de Wendel (por enquanto). Bom, não seria justo para com Jefferson, se não referisse a falta de apoio que teve do ala, Nani( que hoje não esteve lá, também), que o deixou quase sempre só e abandonado, tendo quase sempre que se haver com dois adversários.

Os insulares vieram com intenções claras de marcar cedo, tão cedo que logo no primeiro minuto quase iam marcando. Não foi ali, foi por volta dos sete, que a primeira lá bateu dentro. E os nossos estavam tão a leste do jogo, que se adivinhava o segundo, que acabou por aparecer aos vinte e seis e só não veio o terceiro, porque Renan fez uma bela defesa a negar mais um aos comandados do ministro Costinha.

Depois há um descuido de um nacionalista que faz um penalti daqueles completamente desnecessários (se há algum penalti necessário), que Dost converteu à matador. As coisas mudaram então e aí adivinhava-se o nosso segundo que só foi interrompido pelo intervalo.

Eu não sei o que foi feito lá no balneário ao intervalo, mas os equipamentos eram os mesmos, os jogadores eram os mesmos (com a nuance de vir ML no lugar de BC), mas havia no ar um outro sentimento e a previsão da sócia que ao intervalo dizia que iríamos ganhar por 3-1 (assim mesmo, que a gente com os nervos às vezes engana-se), acabou por tomar corpo, mas apenas aos setenta minutos, com um golo de B. Fernandes, a recarga de um remate de Dost, que o redes defendeu para a frente. Aos 75', Mathieu fez levantar o estádio, com um golo daqueles... de fazer levantar o estádio! A partir daí ainda Dost bisou (literalmente, já que o árbitro se esqueceu que tinha apitado e mandou repetir), novamente de penalti e Bruno Fernandes, já depois dos 90', selou os cinco que eu previra nos prognósticos do Pedro Correia ("esqueci-me" foi dos dois do adversário, damn!).

De modo, como vos aviso lá em cima no título, vão-se habituando a isto. Calafrios, golos sofridos, mas uma vontade séria e enorme de vencer, que fez com que parecesse fácil marcar 5 golos. Não foi, o Nacional jogou muito bem.

É esta a diferença, para melhor, do Sporting de Keizer em relação ao de Peseiro (e até de Jesus). Tenho sérias dúvidas se qualquer deles daria a volta aos 0-2 que o marcador mostrava aos 26, mas isto é apenas um "achismo".

 

Match Point

Foi um filme de Woody Allen, tudo girava sobre aquele momento em que o futuro se determinava e o "e se" ficava a pairar, num eternos debate entre o que foi e o que poderia ter sido.

Hoje em Alvalade lembrei-me disso com Bas Dost e Bruno Fernandes. Como poderia ter sido se quando Sousa Cintra foi falar com eles e com os seus representantes, tivesse ouvido a resposta do tipo "Vai para Punta Cana". Ou como teria sido se nem sequer Sousa Cintra tivesse tido a coragem de ir falar com eles, e desse ouvidos à ladainha de "traidores", "mercenários" e tudo o mais que muitos pobres de espírito e alguns doutores sem vergonha foram dizendo. Muitos que nunca demoraram um minuto a pensar no que aconteceria às suas vidas se um conjunto de bandalhos entrasse de repente no seu local de trabalho e transformasse o que devia ter sido uma jornada normal de trabalho num filme de terror.

Pois hoje e depois de tudo o que podia ter corrido mal ter acontecido, com exibições deprimentes de alguns e mérito de outros, e com dois golos para recuperar, foram exactamente esses dois que deram a volta ao infortúnio e transformaram uma derrota expectável numa brilhante goleada. 

Se estamos hoje a viver o clube que temos, com o Brunismo mais uma vez reduzido a uma minoria mal educada e trauliteira, com corpos gerentes a desempenhar um papel a muito elogiar, e com um futebol profissional a conseguir, pelo que consegue fazer no campo, colocar o clube no lugar devido e unir a massa adepta, isso deve-se ao "homem dos tremoços", Sousa Cintra. 

Parece que a única coisa que resta ao Brunismo, depois das derrotas nas votações do Clube e na Justiça,  é lembrar aqueles tempos em que o megafone de Alvalade falava em grandes audiências, e se olhava para o lado e se via o estádio com muitas cadeiras vazias. O estádio está mais vazio nalguns sectores, isso é certo, desde logo no sector das claques, se calhar não lhes oferecem os bilhetes do tempo do Bruno, o lider da JuveLeo também não comparece se calhar a poupar para o pagamento da caução, mas também um pouco por todo o lado se vê cadeiras vazias, mas só faz falta quem está e quem não quer vir que não venha. Mas não chateie. 

Entretanto quem foi muito sofreu, mas só com muito "sangue, suor e lágrimas" ganharemos alguma coisa. 

SL

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Nacional por 5-2. Marcel Keizer continua de vento em pôpa ao comando da equipa técnica do Sporting. Mesmo em jogos que não começam bem para nós, como sucedeu com este. Depois de meia-hora inicial de domínio da equipa forasteira, que surpreendeu o conjunto leonino com as suas linhas avançadas e dois golos marcados nos primeiros 25 minutos, soubemos dar a volta à adversidade e fazer uma segunda parte avassaladora, concluída com nova goleada. A quinta em seis jogos da era Keizer.

 

De Bruno Fernandes. Exibição discreta na primeira parte, como médio mais de contenção do que de construção. Mas soltou-se no segundo tempo e contribuiu muito para a remontada da equipa, projectando-a para diante com passes longos e bom domínio da bola. E apontou mais dois golos - o segundo (70') e o quinto do Sporting (90'+2), este último acabando por empolgar ainda mais as bancadas de Alvalade, onde o nervosismo imperou durante dois terços da partida.

 

De Bas Dost. Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário, Daniel Guimarães. Aliás, acabou por meter a bola três vezes na baliza, pois na segunda ocasião o árbitro deu-lhe ordem para repetir. O internacional holandês continua sem falhar: já leva dez marcados neste campeonato, ostentando um total de 71 golos marcados em 69 jogos da Liga portuguesa. E hoje ficou a sensação de ter visto invalidar um golo limpo, aos 18', pelo árbitro Fábio Veríssimo, além de ter proporcionado aos 67' a defesa da noite ao guarda-redes do Nacional com um remate de primeira em posição frontal e assistido Bruno Fernandes no segundo do Sporting. O melhor em campo.

 

De Mathieu. Grande exibição do central francês. Praticamente fez duas posições, pois acorreu sempre à dobra de Jefferson, hoje uma autêntica nulidade. E foi ainda ele a começar a construir diversas jogadas ofensivas, infiltrando-se no corredor central como se fosse um médio ofensivo e assim incutindo força e ânimo aos colegas. Coroou o seu desempenho com um livre directo marcado de forma exímia, aos 75': nasceu assim o nosso terceiro - e decisivo - golo. Uma obra-prima: assim se estreou a marcar neste campeonato.

 

De Jovane. Voltou a ser talismã: Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 68', por troca com um exausto Nani, e dois minutos depois o jovem sub-21 formado em Alcochete contribuía para a reviravolta no resultado ao iniciar o lance de que resultou o nosso segundo golo com um passe longo para Bas Dost. Viria ainda a participar na construção do quinto, já no tempo extra.

 

Da emoção desta partida. Sete golos, reviravolta no marcador, jogo aberto por parte das duas equipas. Nós, os 31.408 espectadores que esta noite comparecemos em Alvalade, gostámos do que vimos: assim se faz a festa do futebol.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria. E de que maneira: em seis jogos, somamos 25 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave, quatro ao Aves, três ao Vorskla e agora cinco ao Nacional. Honrando as melhores tradições leoninas, já somos a equipa mais goleadora na Liga 2018/2019.

 

De mantermos este registo nos jogos em casa. Não perdemos em Alvalade há um ano e sete meses. Merece destaque.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer tanto com o 13.º classificado no campeonato. Tal como sucedeu na jornada anterior, frente ao Aves, a equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do adversário em campo e cedemos-lhe o comando das operações. O Nacional entrou com forte dinâmica, exercendo pressão alta sobre o portador da bola, com todas as linhas avançadas no terreno, condicionando a nossa construção ofensiva. Neste período sofremos dois golos, de bola corrida, e deixámos a equipa madeirense superiorizar-se.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 1-2. O desconforto e até a irritação começaram a instalar-se nas bancadas. Seria que a estrelinha de Keizer começava a empalidecer? Felizmente soubemos recuperar muito bem desse resultado desfavorável e transformar um resultado negativo em nova goleada.

 

De Jefferson. Péssima exibição do lateral brasileiro, que transformou a sua ala numa avenida onde os adversários circulavam livremente, deixando-o quase sempre para trás - como sucedeu no segundo do Nacional. Outra falha sua só não resultou em golo, aos 79', devido a uma enorme defesa de Renan. Os adeptos sentiram certamente saudades de Acuña, hoje ausente por castigo.

 

De Bruno César. Keizer apostou nele, após longo período de afastamento do onze titular leonino. Mas esta experiência destinada a colmatar a ausência do lesionado Wendel foi mal-sucedida: enquanto o brasileiro esteve em campo, jogámos sempre com menos um no centro do relvado. O treinador apercebeu-se a tempo de corrigir o erro: Bruno César já não voltou do intervalo, sendo rendido - com inegável vantagem pelo jovem Miguel Luís.

 

Dos amarelos exibidos a três jogadores nossos. Mathieu, Coates e Bruno Fernandes foram os alvos. Pior para o internacional uruguaio, titular absoluto no Sporting, que ficará ausente da próxima partida por acumulação de cartões.

 

Dos assobios aos nossos jogadores. O "tribunal de Alvalade" continua implacável: ao mínimo deslize, escutaram-se vaias a diversos profissionais leoninos. Incompreensíveis, de todo, os apupos dirigidos a Renan, durante grande parte da partida, por alegada demora em recolocar a bola em jogo. Não perceberão estes adeptos que esta atitude de profundo desagrado só transmite nervosismo para o relvado?

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