Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Enganei-me

Pensava eu que, após a humilhação de que o clube foi vítima, até com ecos além-fronteiras, os responsáveis do Nacional iriam avançar com nova equipa técnica e novos jogadores para substituir aquele bando de abéculas que embrulhou dez no bornal.

Afinal, enganei-me: vão antes «avançar com queixas-crime» a quem, exercendo o livre direito à crítica, os verberou pela inenarrável postura em campo.

Adoram ser vergastados, estes totós. Depois da derrota em campo, aguarda-os a derrota nos tribunais. Outra cabazada em perspectiva.

Pontapé para baixo

Screenshot 2019-02-12 at 15.35.31[1].png

 

Alguns pensarão de maneira diferente, mas eu resolvia o problema desta forma: equipa que perdesse por 10-0 ou uma diferença ainda maior, perante um rival pertencente ao mesmo escalão do futebol português, seria logo despromovida ao escalão imediatamente inferior.

Fala-se tanto na necessidade de promover a verdade desportiva. Aqui fica esta sugestão.

Vão-se habituando

RYCEI8L7.jpg

 

Eu já disse que gosto deste tipo de futebol e que estou com o treinador quando ele diz que prefere ganhar por 3-2, que por 1-0.

Mas o futebol do Sporting vai ser isto, tipo "dar e levar", tentando dar sempre mais um murro (salvo seja) que o adversário.

Hoje não jogámos uma pevide na primeira meia-hora e o resultado nessa altura (0-2) era lisonjeiro para nós. Pronto, é verdade que estávamos a jogar com nove, mas a culpa não é do Jefferson nem do Bruno César, que não são eles que escalam a equipa. Se quanto ao brasileiro, talvez não haja volta a dar (Lumor, por onde anda?) quando Acuña está impedido, já quanto ao outro brasileiro (eheh), ficou hoje provado, talvez, que o miúdo que o substituiu, Miguel Luís é o substituto natural de Wendel (por enquanto). Bom, não seria justo para com Jefferson, se não referisse a falta de apoio que teve do ala, Nani( que hoje não esteve lá, também), que o deixou quase sempre só e abandonado, tendo quase sempre que se haver com dois adversários.

Os insulares vieram com intenções claras de marcar cedo, tão cedo que logo no primeiro minuto quase iam marcando. Não foi ali, foi por volta dos sete, que a primeira lá bateu dentro. E os nossos estavam tão a leste do jogo, que se adivinhava o segundo, que acabou por aparecer aos vinte e seis e só não veio o terceiro, porque Renan fez uma bela defesa a negar mais um aos comandados do ministro Costinha.

Depois há um descuido de um nacionalista que faz um penalti daqueles completamente desnecessários (se há algum penalti necessário), que Dost converteu à matador. As coisas mudaram então e aí adivinhava-se o nosso segundo que só foi interrompido pelo intervalo.

Eu não sei o que foi feito lá no balneário ao intervalo, mas os equipamentos eram os mesmos, os jogadores eram os mesmos (com a nuance de vir ML no lugar de BC), mas havia no ar um outro sentimento e a previsão da sócia que ao intervalo dizia que iríamos ganhar por 3-1 (assim mesmo, que a gente com os nervos às vezes engana-se), acabou por tomar corpo, mas apenas aos setenta minutos, com um golo de B. Fernandes, a recarga de um remate de Dost, que o redes defendeu para a frente. Aos 75', Mathieu fez levantar o estádio, com um golo daqueles... de fazer levantar o estádio! A partir daí ainda Dost bisou (literalmente, já que o árbitro se esqueceu que tinha apitado e mandou repetir), novamente de penalti e Bruno Fernandes, já depois dos 90', selou os cinco que eu previra nos prognósticos do Pedro Correia ("esqueci-me" foi dos dois do adversário, damn!).

De modo, como vos aviso lá em cima no título, vão-se habituando a isto. Calafrios, golos sofridos, mas uma vontade séria e enorme de vencer, que fez com que parecesse fácil marcar 5 golos. Não foi, o Nacional jogou muito bem.

É esta a diferença, para melhor, do Sporting de Keizer em relação ao de Peseiro (e até de Jesus). Tenho sérias dúvidas se qualquer deles daria a volta aos 0-2 que o marcador mostrava aos 26, mas isto é apenas um "achismo".

 

Match Point

Foi um filme de Woody Allen, tudo girava sobre aquele momento em que o futuro se determinava e o "e se" ficava a pairar, num eternos debate entre o que foi e o que poderia ter sido.

Hoje em Alvalade lembrei-me disso com Bas Dost e Bruno Fernandes. Como poderia ter sido se quando Sousa Cintra foi falar com eles e com os seus representantes, tivesse ouvido a resposta do tipo "Vai para Punta Cana". Ou como teria sido se nem sequer Sousa Cintra tivesse tido a coragem de ir falar com eles, e desse ouvidos à ladainha de "traidores", "mercenários" e tudo o mais que muitos pobres de espírito e alguns doutores sem vergonha foram dizendo. Muitos que nunca demoraram um minuto a pensar no que aconteceria às suas vidas se um conjunto de bandalhos entrasse de repente no seu local de trabalho e transformasse o que devia ter sido uma jornada normal de trabalho num filme de terror.

Pois hoje e depois de tudo o que podia ter corrido mal ter acontecido, com exibições deprimentes de alguns e mérito de outros, e com dois golos para recuperar, foram exactamente esses dois que deram a volta ao infortúnio e transformaram uma derrota expectável numa brilhante goleada. 

Se estamos hoje a viver o clube que temos, com o Brunismo mais uma vez reduzido a uma minoria mal educada e trauliteira, com corpos gerentes a desempenhar um papel a muito elogiar, e com um futebol profissional a conseguir, pelo que consegue fazer no campo, colocar o clube no lugar devido e unir a massa adepta, isso deve-se ao "homem dos tremoços", Sousa Cintra. 

Parece que a única coisa que resta ao Brunismo, depois das derrotas nas votações do Clube e na Justiça,  é lembrar aqueles tempos em que o megafone de Alvalade falava em grandes audiências, e se olhava para o lado e se via o estádio com muitas cadeiras vazias. O estádio está mais vazio nalguns sectores, isso é certo, desde logo no sector das claques, se calhar não lhes oferecem os bilhetes do tempo do Bruno, o lider da JuveLeo também não comparece se calhar a poupar para o pagamento da caução, mas também um pouco por todo o lado se vê cadeiras vazias, mas só faz falta quem está e quem não quer vir que não venha. Mas não chateie. 

Entretanto quem foi muito sofreu, mas só com muito "sangue, suor e lágrimas" ganharemos alguma coisa. 

SL

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Nacional por 5-2. Marcel Keizer continua de vento em pôpa ao comando da equipa técnica do Sporting. Mesmo em jogos que não começam bem para nós, como sucedeu com este. Depois de meia-hora inicial de domínio da equipa forasteira, que surpreendeu o conjunto leonino com as suas linhas avançadas e dois golos marcados nos primeiros 25 minutos, soubemos dar a volta à adversidade e fazer uma segunda parte avassaladora, concluída com nova goleada. A quinta em seis jogos da era Keizer.

 

De Bruno Fernandes. Exibição discreta na primeira parte, como médio mais de contenção do que de construção. Mas soltou-se no segundo tempo e contribuiu muito para a remontada da equipa, projectando-a para diante com passes longos e bom domínio da bola. E apontou mais dois golos - o segundo (70') e o quinto do Sporting (90'+2), este último acabando por empolgar ainda mais as bancadas de Alvalade, onde o nervosismo imperou durante dois terços da partida.

 

De Bas Dost. Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário, Daniel Guimarães. Aliás, acabou por meter a bola três vezes na baliza, pois na segunda ocasião o árbitro deu-lhe ordem para repetir. O internacional holandês continua sem falhar: já leva dez marcados neste campeonato, ostentando um total de 71 golos marcados em 69 jogos da Liga portuguesa. E hoje ficou a sensação de ter visto invalidar um golo limpo, aos 18', pelo árbitro Fábio Veríssimo, além de ter proporcionado aos 67' a defesa da noite ao guarda-redes do Nacional com um remate de primeira em posição frontal e assistido Bruno Fernandes no segundo do Sporting. O melhor em campo.

 

De Mathieu. Grande exibição do central francês. Praticamente fez duas posições, pois acorreu sempre à dobra de Jefferson, hoje uma autêntica nulidade. E foi ainda ele a começar a construir diversas jogadas ofensivas, infiltrando-se no corredor central como se fosse um médio ofensivo e assim incutindo força e ânimo aos colegas. Coroou o seu desempenho com um livre directo marcado de forma exímia, aos 75': nasceu assim o nosso terceiro - e decisivo - golo. Uma obra-prima: assim se estreou a marcar neste campeonato.

 

De Jovane. Voltou a ser talismã: Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 68', por troca com um exausto Nani, e dois minutos depois o jovem sub-21 formado em Alcochete contribuía para a reviravolta no resultado ao iniciar o lance de que resultou o nosso segundo golo com um passe longo para Bas Dost. Viria ainda a participar na construção do quinto, já no tempo extra.

 

Da emoção desta partida. Sete golos, reviravolta no marcador, jogo aberto por parte das duas equipas. Nós, os 31.408 espectadores que esta noite comparecemos em Alvalade, gostámos do que vimos: assim se faz a festa do futebol.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria. E de que maneira: em seis jogos, somamos 25 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave, quatro ao Aves, três ao Vorskla e agora cinco ao Nacional. Honrando as melhores tradições leoninas, já somos a equipa mais goleadora na Liga 2018/2019.

 

De mantermos este registo nos jogos em casa. Não perdemos em Alvalade há um ano e sete meses. Merece destaque.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer tanto com o 13.º classificado no campeonato. Tal como sucedeu na jornada anterior, frente ao Aves, a equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do adversário em campo e cedemos-lhe o comando das operações. O Nacional entrou com forte dinâmica, exercendo pressão alta sobre o portador da bola, com todas as linhas avançadas no terreno, condicionando a nossa construção ofensiva. Neste período sofremos dois golos, de bola corrida, e deixámos a equipa madeirense superiorizar-se.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 1-2. O desconforto e até a irritação começaram a instalar-se nas bancadas. Seria que a estrelinha de Keizer começava a empalidecer? Felizmente soubemos recuperar muito bem desse resultado desfavorável e transformar um resultado negativo em nova goleada.

 

De Jefferson. Péssima exibição do lateral brasileiro, que transformou a sua ala numa avenida onde os adversários circulavam livremente, deixando-o quase sempre para trás - como sucedeu no segundo do Nacional. Outra falha sua só não resultou em golo, aos 79', devido a uma enorme defesa de Renan. Os adeptos sentiram certamente saudades de Acuña, hoje ausente por castigo.

 

De Bruno César. Keizer apostou nele, após longo período de afastamento do onze titular leonino. Mas esta experiência destinada a colmatar a ausência do lesionado Wendel foi mal-sucedida: enquanto o brasileiro esteve em campo, jogámos sempre com menos um no centro do relvado. O treinador apercebeu-se a tempo de corrigir o erro: Bruno César já não voltou do intervalo, sendo rendido - com inegável vantagem pelo jovem Miguel Luís.

 

Dos amarelos exibidos a três jogadores nossos. Mathieu, Coates e Bruno Fernandes foram os alvos. Pior para o internacional uruguaio, titular absoluto no Sporting, que ficará ausente da próxima partida por acumulação de cartões.

 

Dos assobios aos nossos jogadores. O "tribunal de Alvalade" continua implacável: ao mínimo deslize, escutaram-se vaias a diversos profissionais leoninos. Incompreensíveis, de todo, os apupos dirigidos a Renan, durante grande parte da partida, por alegada demora em recolocar a bola em jogo. Não perceberão estes adeptos que esta atitude de profundo desagrado só transmite nervosismo para o relvado?

O melhor prognóstico

Bastou uma senhora para destronar todos os cavalheiros. A nossa Cristina Torrão destacou-se, solitária, a antecipar com sucesso o desfecho do Sporting-Nacional. Um 2-0 que nos soube a pouco mas que a confirma como uma das mais argutas antecipadoras de resultados deste frustrante campeonato leonino.

Faltam oito jornadas para saber quem conquista a Liga 2016/17 e - muito mais importante - quem vence a nossa "liga" dos prognósticos...

Rescaldo do jogo de hoje

2017-03-18 19.20.37.jpg

 

 

Gostei

 

De ganhar o jogo.  Segunda vitória leonina consecutiva no campeonato. Desta vez em casa, por 2-0, frente ao Nacional.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue: marcou os dois golos do Sporting na sequência de cantos bem apontados por Bryan Ruiz, aos 13' e aos 34'. Reforça a liderança da lista dos artilheiros da Liga 2016/17 e ganha terreno na corrida à Bota de Ouro europeia. Com 24 golos marcados em 23 jogos do campeonato. Foi novamente o nosso melhor jogador em campo - e já com direito a cântico personalizado em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo direito. Os dois golos são antecedidos de grandes jogadas do jovem internacional formado na Academia leonina, ambas desviadas in extremis para canto. Quase marcou aos 16' e aos 88'. Protagonizou ainda grandes lances na sua ala (25', 34' e 66').

 

De Podence. Após uma hora de jogo, o Sporting começou a esmorecer, com muito toque inconsequente, muito atraso de bola, fraca velocidade e falta de vontade de construir um resultado mais dilatado frente ao modestíssimo Nacional. Jorge Jesus mandou então sair Alan Ruiz, hoje com uma pálida exibição, e fez entrar Podence, que sacudiu o jogo, imprimindo-lhe dinâmica e velocidade. Boa prestação do jovem reforço, sublinhada com aplausos das bancadas.

 

De Matheus Pereira. Hoje voltou a ser titular. E voltou a demonstrar ao treinador que justifica a aposta que está a ser feita nele. Nota positiva.

 

De Rui Patrício. Decisivo em dois momentos do jogo para travar o Nacional. Logo aos 9', com uma aparatosa defesa de cabeça no limite da grande área. Depois, aos 76', respondendo da melhor maneira a um remate rasteiro de meia distância, muito bem colocado.

 

De ver a nossa defesa invicta. Ao contrário do que vem sendo habitual, desta vez as nossas redes permaneceram invioladas. É caso para celebrar.

 

De ver o estádio muito preenchido. Segundo números oficiais, hoje fomos 43.167 em Alvalade. Viam-se muitas famílias nas bancadas, o que é sempre de louvar. Consequência do dia e da hora (sábado, pelas 18.15) e também da tarde muito amena, com temperaturas acima da média já a antecipar a Primavera.

 

De ver diminuída a distância para o Benfica. De pouco nos vale, mas o tropeção dos encarnados em Paços de Ferreira fez reduzir de 12 para 10 pontos a nossa diferença pontual com a equipa que ainda lidera o campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do adormecimento da equipa nos últimos 25'. Vários jogadores pareceram conformados com o 2-0 e sem vontade de ampliar a vantagem. Perderam-se em pequenos toques no nosso meio-campo e sucessivos atrasos ao guarda-redes. Comportamento de equipa pequena frente ao lanterna vermelha do campeonato, o que é inaceitável.

 

Da goleada que não aconteceu. Ao intervalo vencíamos com uma vantagem confortável. Não faltou quem pressentisse uma goleada - seria a primeira deste campeonato em Alvalade. Os adeptos esperam sempre o melhor da sua equipa. Infelizmente, não foram correspondidos. Para desapontamento do próprio treinador.

 

De Marvin. Segundo jogo como titular, mas transmitindo novamente a sensação de que tanto lhe faz jogar ou não. Falhou demasiados passes, não soube articular-se com Matheus no corredor esquerdo. Tem uma atitude displicente: parece faltar-lhe sempre um suplemento de ânimo.

 

De Bruno César. Substituiu Matheus Pereira a meio da segunda parte, quando o treinador quis imprimir velocidade ao jogo leonino. Mas entrou mal: não foi o "chuta-chuta" de outros tempos, longe disso.

 

Da última substituição, a um minuto do fim. Não havia que queimar tempo, pois a vitória estava garantida. Achei incompreensível a inútil troca de Bryan Ruiz por Palhinha.

 

Dos assobios à equipa. Nota-se uma irritação crescente no "tribunal" de Alvalade: as bancadas não perdoam ao mínimo deslize dos jogadores, sobretudo quando detectam falta de empenho e falta de combatividade. Mas hoje, sobretudo na última meia hora, abusou-se dos assobios: William Carvalho, Bryan Ruiz, Marvin e Schelotto foram alguns dos mais visados. Não havia necessidade.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade

Os nossos jogadores, um a um

Uma equipa à deriva, sem médio de construção, com a ala esquerda coxa, um segundo avançado ausente e erros primários que não se perdoam na alta competição - incluindo um penálti falhado por William Carvalho, como se não houvesse outros jogadores mais indicados para apontar o castigo máximo. Terceiro empate consecutivo do Sporting no campeonato - desta vez a zero, frente ao Nacional. Já com o líder do campeonato a sete pontos.

Hoje o descalabro colectivo contaminou alguns dos nossos melhores jogadores - de Rui Patrício a William, de Coates a Bruno César.

Markovic e Marvin foram as nulidades habituais, Elias só não os imitou porque apenas entrou ao minuto 87. E o argentino Alan Ruiz, também suplente utilizado, continua sem demonstrar porque foi um jogador adquirido por tão elevado preço.

Incapazes de marcar, sofremos ainda um enorme calafrio à beira do fim do encontro, quando o Nacional viu uma bola embater na trave. Podemos, portanto, ainda concluir que tivemos sorte.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (4). Grandes reflexos aos 26', impedindo um golo. Mas pareceu quase sempre  intranquilo. Uma defesa atabalhoada quase originou autogolo (64'), uma saída em falso da baliza foi brinde que o Nacional desperdiçou (89').

SCHELOTTO (5). Vontade não lhe faltou. Mas faltou-lhe talento para centrar com ponderação. Desperdiçou demasiadas energias em lances inconsequentes. No seu melhor cruzamento, aos 72', a bola não encontrou ninguém.

COATES (4). Ganhou um penálti aos 7': de nada nos valeu. Corte primoroso aos 14'. Depois foi acumulando erros e falhando sucessivos passes. Ultrapassado aos 64' por Ricardo Gomes, que esteve a centímetros de marcar.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do Sporting. Desequilibrou diversas vezes, conduzindo a bola de trás para a frente. Tentou remar contra a maré, quase sempre sem sucesso. Podia ter marcado na sequência de um livre (87').

MARVIN (2). Incapaz de fazer um cruzamento enquanto se arrastou em campo, tornando inútil todo o nosso flanco esquerdo. Nunca fez a diferença em lance algum. Substituído - muito tardiamente - aos 87'.

WILLIAM CARVALHO (3). O jogador que parece mais perdido com a ausência de Adrien. A forma desleixada como apontou o penálti, deixando o guardião Rui Silva defender, foi um forte contributo para o desaire anímico da equipa.

BRUNO CÉSAR (4).  Entrou como médio de construção mas nunca foi eficaz, sem conseguir rasgar linhas de passe. Incapaz de fazer a diferença na marcação das bolas paradas: aos 81' marcou muito mal um livre. Acabou a lateral.

GELSON MARTINS (5).  Fez talvez o jogo mais apagado desta época. Ainda assim, esteve quase a marcar com um grande remate (21'). Tentou melhorar a mecânica colectiva da equipa nas transições ofensivas, mas foi um homem só.

BRYAN RUIZ (4).  Continua a ser uma sombra do que foi na época passada. Triste, apagado, pouco dinâmico, errante em campo, aparentando falta de pulmão. Bom cruzamento aos 29': Bas Dost desperdiçou. Substituído aos 64'.

MARKOVIC (2). Passou ao lado do jogo: começa a tornar-se um hábito. Revelou frequentes erros de posicionamento, perturbando o raio de acção de Gelson. Quando Jesus o mandou sair de campo, aos 59', já foi tarde..

BAS DOST (3). Fraco balanço do internacional holandês: fez dois remates enquadrados com a baliza, desperdiçando ambas as oportunidades, atirando a bola por cima e ao lado. Incompreensível não ter sido ele a marcar o penálti.

ALAN RUIZ (2). Reapareceu na equipa, entrando aos 59'. Aos 68', falhou ridiculamente um pontapé de meia distância - espelho perfeito do desnorte da equipa. Parece incapaz de abordar um lance sem fazer falta.

CAMPBELL (5). Entrou aos 64', rendendo Bryan Ruiz. Revelou mais vontade de domínio de bola e mais confiança do que o compatriota, patente num grande passe aos 75' para Bruno César, derrubado com penálti não assinalado.

ELIAS (4). Substituiu Marvin aos 87', com pouco tempo para dar a volta ao jogo. Mas o brasileiro ainda tentou, ao infiltrar-se na grande área do Nacional já no tempo extra, servindo Bas Dost, que concluiu mal o lance.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do desempenho do Sporting. Foi um jogo lamentável - tão mau ou pior do que o anterior, frente ao Tondela. A equipa anda à deriva, apática, com uma gritante falta de atitude e uma clamorosa falta de empenho por parte de vários jogadores. Hoje não conseguiram melhor do que um empate a zero frente ao Nacional, na Choupana. No mesmo palco e perante o mesmo conjunto que há um ano tínhamos vencido 6-0.

 

De William Carvalho. Aos 7', Coates foi derrubado dentro da grande área. Penálti claro, desperdiçado pelo capitão da equipa com um remate frouxo e muito denunciado. Oportunidade perdida. Não voltámos a ter outra assim.

 

Do treinador. É incompreensível que Jorge Jesus tenha indicado William como marcador da grande penalidade, quando é sabido que esta não é uma especialidade do capitão, que já tinha falhado um penálti na final do Europeu sub-21 frente à Suécia. Bruno César não poderia ter assumido essa tarefa? Bas Dost não sabe marcar penáltis?

 

Do onze titular. Jesus parece aprender muito pouco com os sucessivos desaires da equipa. Tirou Elias, mas Bruno César não foi superior enquanto médio de construção. E voltou a dar oportunidades a jogadores que nada contribuem para um bom desempenho do onze leonino, como Marvin e Markovic. Continua a optar pelo apagadíssimo Bryan Ruiz, quase sem dar oportunidades a Campbell. E anda à deriva, tal como a equipa, sem conseguir fixar um titular na posição de segundo avançado.

 

De Bas Dost. Mal se deu por ele em campo. Fez-nos sentir saudades de Slimani. E até de Teo Gutiérrez.

 

De Alan Ruiz. Suplente utilizado, voltou a ser uma nulidade. Sem nunca ganhar um lance, sem visão de jogo, sem capacidade de abrir linhas de passe. Podia ter continuado no banco.

 

Do número de passes falhados. A partir de certa altura deixei de contá-los, tantos eram e tão disparatados. Em todas as zonas do terreno.

 

Do penálti perdoado ao Nacional aos 75'. Bruno César foi claramente derrubado em falta, sem que o árbitro Vacso Santos assinalasse o castigo máximo. Embora nada garantisse que, havendo penálti, desta vez a bola entrasse.

 

Da incapacidade de construirmos lances ofensivos. Processo de construção lento atrás, domínio de bola atabalhoado à frente. O lesionado Adrien nunca fez tanta falta como agora.

 

Do nosso terceiro empate consecutivo na Liga 2016/17. Depois de tropeçarmos frente ao Guimarães e em casa contra o Tondela. Não há duas sem três.

 

De mais dois pontos perdidos. Estamos já a sete do Benfica, que hoje somou mais três.

 

 

Gostei

 

De Rúben Semedo. Foi talvez o jogador do Sporting que errou menos nesta partida. Foi também um dos poucos que revelaram genuína atitude leonina, bem patente na forma como nos últimos minutos procurou empurrar a equipa para diante. Podia ter marcado, aos 87', com um bom cabeceamento na sequência de um canto, defendido pelo guarda-redes do Nacional. Voto nele como o melhor jogador da nossa equipa nesta partida. Ou o menos mau, para ser mais rigoroso.

 

De Gelson Martins. Inconformado com o marasmo dos colegas, tentou remar contra a maré fazendo valer a sua boa técnica individual. Desta vez os lances não lhe saíram tão bem e teve ainda por cima Markovic, mal posicionado, a estorvar-lhe o seu raio de acção. Mas merece nota positiva pelo empenho - ao menos isso.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Depois de termos levado três do Rio Ave, dois do Estoril, mais três do Guimarães e outro do Tondela, ao menos hoje mantivemos as nossas redes invictas.

 

Da sorte. Um inacreditável falhanço de Coates, incapaz de interceptar a bola na zona que lhe estava confiada, e uma defesa sem nexo de Rui Patrício quase geraram um autogolo do nosso guarda-redes. Felizmente a trave impediu esse mal maior.

Os prognósticos passaram ao lado

Mais uma jornada, mais uma série de prognósticos falhados. Os nossos colegas e os nossos leitores foram muito comedidos nos seus vaticínios: o melhor que se arranjou, na antevisão do Nacional-Sporting, foi a vitória leonina por 0-3. Ninguém ousou esticar um pouco mais o palpite.

Lamento portanto anunciar que ninguém acertou - pela terceira semana consecutiva. Espero que da próxima vez haja prognósticos mais ousados e variados. E que ninguém receie arriscar um bom resultado para o nosso Sporting.

Os nossos jogadores, um a um

Terceira goleada leonina na Liga 2015/16 - e a segunda fora de casa, após termos vencido o Setúbal no Bonfim por seis golos sem resposta. Desta vez o triunfo acabou por ter um sabor especial por ter ocorrido na Choupana, único palco de onde até agora saímos derrotados, frente ao União. Agora, contra o Nacional, nunca a nossa vitória esteve em questão: pelo contrário, dominámos o tempo todo e começámos a construir o resultado muito cedo, logo aos 3', num remate indefensável de Slimani, cabeceando como gosta e aproveitando da melhor maneira um canto muito bem marcado por João Mário.

Os outros golos foram surgindo a um ritmo pendular, traduzindo a supremacia leonina neste desafio: Adrien de penálti aos 52', João Mário de recarga aos 63', novamente Slimani convertendo uma grande penalidade aos 86'. E a goleada podia ter sido ainda mais expressiva: Bryan Ruiz introduziu aos 17' a bola na baliza mas o lance foi (mal) invalidado pela equipa de arbitragem.

Com um inédito par de defesas centrais que deu boas provas no terreno, Teo Gutiérrez desta vez no banco e Barcos mantido em Lisboa, o Sporting alinhou com seis jogadores da formação - prova evidente de que, ao contrário do que alguns diziam, Jorge Jesus não só aproveita os jovens talentos portugueses como faz questão de torná-los protagonistas dos seus processos de jogo.

A figura da partida, para mim, foi Slimani. Marcou dois golos, serviu Bryan para o que foi injustamente anulado e ainda disparou uma bola à barra. Cada vez tem mais vontade de se sagrar rei dos goleadores neste campeonato. Estamos todos a torcer por isso.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Fez a primeira defesa do desafio, aliás pouco difícil, quando já estavam decorridos 89'. Foi a primeira e única. No resto do tempo limitou-se a estar atento entre os postes.

JOÃO PEREIRA (7). Introduziu grande vivacidade à ala direita da equipa, ganhando praticamente todos os confrontos individuais. É um dos jogadores mais em evidência neste Sporting 2015/16.

RÚBEN SEMEDO (8). Intransponível. Seguro nos cortes, colocando a bola sempre bem direccionada no início do processo ofensivo, actuou de modo irrepreensivel no lugar do lesionado Paulo Oliveira.

COATES (8). Impecável no jogo aéreo, combinou muito bem com o parceiro do eixo central da defesa. Nem parecia que era apenas o seu segundo jogo no Sporting. Excepcional passe longo para Slimani aos 77'.

MARVIN (6). O mais irregular elemento da nossa defesa. Teve bons apontamentos, mas continua sem fazer esquecer o ausente Jefferson - sobretudo nos centros com conta, peso e medida para a grande área.

WILLIAM CARVALHO (8). Atento às dobras dos laterais, foi crucial no domínio indiscutível do Sporting no meio-campo. Grande passe criativo aos 18', demonstrando que volta a estar em excelente forma.

ADRIEN (7). Um pouco abaixo no nível superlativo a que nos tem habituado, confirmou-se como o nosso melhor marcador de penáltis ao converter o que resultou no segundo golo. Saiu aos 72', poupado a maiores esforços.

JOÃO MÁRIO (8). Mestre do passe curto, senhor de inegável domínio técnico, nos pés dele começou a construir-se a vitória ao apontar muito bem um canto à cabeça de Slimani. Numa recarga, marcou o nosso terceiro golo.

BRUNO CÉSAR (4). Veio de uma lesão, jogou pouco mais de meia hora e voltou a lesionar-se. Enquanto esteve em campo denotou dificuldades físicas. Substituído por Carlos Mané aos 35'.

BRYAN RUIZ (7). Esteve algo apagado de início, mesmo tendo marcado um golo mal anulado. Soltou-se no segundo tempo, abrindo aos 51' um túnel na grande área de que resultou um penálti - e o nosso segundo golo.

SLIMANI (9). Dois golos convertidos, uma assistência para um terceiro (mal invalidado) e ainda uma bola atirada à barra. Que mais querem do argelino? É um dos grandes obreiros deste Sporting candidato a campeão.

CARLOS MANÉ (6). Jorge Jesus lançou-o aos 35', para o lugar de Bruno César. Uma bola a rasar o poste foi a maior proeza do jovem da nossa formação neste encontro em que acusou algum excesso de individualismo.

AQUILANI (5). Substituiu Adrien aos 72'. Ajudou a segurar o jogo numa fase em que o Sporting abrandava a velocidade mas rematou sem nexo à baliza. Uma exibição que soube a pouco.

SCHELOTTO (6). Entrada aos 79', rendendo Marvin mas alinhando na ala direita enquanto João Pereira transitava para a esquerda. Irrequieto, cavou a falta de que nasceriam o segundo penálti e o nosso quarto golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Num estádio tradicionalmente difícil, frente ao Nacional, vencemos e convencemos. Com mais uma goleada (4-0), após a que se registou em Alvalade contra o V.Guimarães (5-1) e o categórico triunfo no Bonfim (6-0).

 

Do primeiro golo, que surgiu cedo. Iam decorridos apenas três minutos quando Slimani inaugurou o marcador.

 

Da forma como controlámos o jogo. Dominámos do primeiro ao último minuto, sem qualquer espécie de discussão.

 

Da nossa organização colectiva. Uma vez mais, a superioridade leonina deve-se em grande parte à forma como a nossa equipa soube posicionar-se em campo - com todos os jogadores atentos às linhas de passe, a recuperar bolas, a ir às dobras, a criar desequilíbrios.

 

De Slimani. Marcou mais dois golos (um dos quais de penálti, já com Adrien fora). E ainda mandou uma bola à barra. Merece ser distinguido como melhor em campo. E sobe para 22 o número de golos que já marcou nesta temporada - 18 dos quais no campeonato.

 

De João Mário. Outra grande exibição do nosso médio ofensivo, sobretudo nas suas características movimentações da ala para o centro. Numa dessas manobras marcou o nosso segundo golo, aos 63', aproveitando um ressalto após a bola disparada por Slimani ter embatido na barra. A forma superior como marcou um canto aos 3' funcionou como assistência para o primeiro golo de Slimani.

 

De William Carvalho. Parece regressar à boa forma a que nos habituou nas duas últimas temporadas. Hoje teve uma actuação praticamente irrepreensível, destacando-se na recuperação de bolas e na fase inicial da nossa organização ofensiva.

 

Dos nossos centrais. Rúben Semedo e Coates, categóricos no eixo defensivo, transmitiram personalidade e tranquilidade à equipa. Cortaram tudo quanto havia para cortar e pouparam Rui Patrício a grandes esforços. O nosso guardião fez a primeira e única defesa da partida aos 89'.

 

De vencer com seis portugueses no onze titular. Jogaram Rui Patrício, João Pereira, Rúben Semedo, William, Adrien e João Mário. E ainda Carlos Mané, que entrou logo aos 35'.

 

Da ausência de nevoeiro na Choupana. Desta vez a visibilidade foi total.

 

Do apoio intensivo da claque leonina. Fez-se escutar - e de que maneira - no recinto do Nacional. O 12º jogador continua a empurrar o Sporting na caminhada para o título.

 

Do regresso à liderança isolada no campeonato. Vamos com 55 pontos: mais três do que o Benfica e seis acima do FC Porto. Serenos, tranquilos, concentrados. Mantendo o respeito pelos nossos adversários mas cada vez mais confiantes de que o título será nosso.

 

 

Não gostei

 

Do golo limpo anulado a Bryan Ruiz. Iam decorridos 17' quando o costarriquenho introduziu a bola na baliza. Jogada sem mácula, a passe de Slimani, que o árbitro no entanto invalidou alegando um fora-de-jogo afinal inexistente.

 

De ver Bruno César lesionado. O brasileiro teve de sair aos 35' devido a problemas musculares. Outra baixa na nossa equipa por lesão.

 

Do cartão amarelo a William Carvalho. O médio defensivo falhará o próximo embate, frente ao Boavista em Alvalade, por acumulação de cartões.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D