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És a nossa Fé!

Três ausentes: o que fazer?

Nas semanas mais próximas, abrangendo já esta 16.ª jornada do campeonato nacional de futebol, não poderemos contar com três dos nossos habituais titulares: Diomande, Geny e Morita. Ausentes ao serviço das respectivas selecções (Costa do Marfim, Moçambique e Japão) no Campeonato Africano das Nações (de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro) e na Taça Asiática (de 12 de Janeiro a 10 de Fevereiro).

Fica a pergunta aos leitores do És a Nossa Fé: na ausência deles, que jogadores devem assumir a titularidade no onze leonino?

Pódio: Morita, Adán, Gyökeres

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Portimonense-Sporting, pelos três diários desportivos:

 

Morita: 19

Adán: 18

Gyökeres: 18

Nuno Santos: 17

Paulinho: 17

Pedro Gonçalves: 16

Eduardo Quaresma: 15

Edwards: 15

Matheus Reis: 15

Geny: 14

Diomande: 13

Neto: 12

Daniel Bragança: 11

Esgaio: 7

Trincão: 1

 

O Record e O Jogo elegeram Morita como melhor em campo. A Bola optou por Gyökeres.

All garves

Creio que o jogo é marcado pela excelente disponibilidade física dos 10 do Farense. Aguentaram os quase cem minutos com uma energia tal que até parecia que podiam começar outro jogo logo a seguir. Parabéns! Quem me dera ter aquele potência quando corro na passadeira...

O Sporting continua a jogar de forma enervante (para o adepto). Devagarito a sair, alas a tentar acelerar, muita movimentação na área, pouca eficiência. O primeiro golo é um brinde do defesa do Farense, o segundo inventado por Pote e o terceiro sacado por Edwards. 

Tenro como um pastel, Huljamand não é Palhinha, ainda se está a adaptar ao nosso futebol, creio que não será o patrão que todas as equipas grandes portugueses necessitam. Educado e correto, Morita sozinho, também não chega. Bragança é de um tempo de outro futebol. 

Sobre o refilanço dos rivais. Quem com ferros coiso, com ferros coiso. O ambiente geral do futebol português, em que qualquer falta (repito, qualquer falta) é refilável para sacar amarelo ao adversário e qualquer lance (repito, qualquer lance) na grande área é refilável para sacar penalti, dão nisto. A competitividade está transformada num ódio que as bancadas fazem crescer para os jogadores e vice-versa. Pela televisão, quantas vezes não vimos os bravos e inesgotáveis jogadores do Farense com cara de quem disputa uma guerra?

Certos rivais, que gostam e adubam estes contextos, não gostam que de ser só eles a beneficiar do ambiente de guerrilha, de um futebol que mais parece estar a ser jogado no pátio de uma cadeia como nos filmes. 

De uma vez por todas, creio que devemos uma palavra aos árbitros e aos VAR. Ninguém consegue ser competente quando os 22 em campo se esforçam no sentido de enganar os árbitros e subjugar os adversários com todo o tipo de estratagemas, simulando quedas e agressões em qualquer lance de contacto. 

O dia seguinte

Foram os melhores 45 minutos desta época, mesmo sem a enorme qualidade do sueco ponta de lança, muito pelas extraordinárias prestações de Edwards e Morita. Os dois golos foram pouco para o completo controlo do jogo e as oportunidades criadas, mas o de longe melhor jogador do plantel e essencial no jogo de compensações com a dupla do meio-campo, Pedro Gonçalves, estava naqueles dias em que podia chutar 50 vezes sem acertar na baliza. Isto contra um Rio Ave que ainda há pouco tempo esteve a ganhar ao Porto até quase aos 90 minutos e foi preciso o árbitro inclinar o campo para perder o jogo.

Veio a 2.ª parte, veio o desgaste da jornada europeia, veio um golo invalidado ao Rio Ave que podia ter complicado as coisas, vieram as substituições que enfraqueceram o onze, Pedro Gonçalves continuou a falhar e Paulinho encontrou a sua vertente de santo, em vez de marcar o seu segundo golo resolveu tentar "ressuscitar" o no momento "morto" Trincão, com péssimos resultados, nem marcou nem o Trincão "ressuscitou". Que se passa com o talentoso internacional A por Portugal, que passou pelo Barcelona e pelo Wolves, para dar a triste imagem que deu ontem em Alvalade? Qual será o melhor remédio ?  Não faço ideia.

Sou completamente contra o bullying através das redes sociais aos jogadores. Alimentar ódios aos jogadores para além do que são os gostos e apreciações de cada um sobre o valor dos mesmos, é  como cuspir na sopa que se come. Quem andou no tiro ao alvo ao Paulinho descobre agora que é um dos melhores marcadores do campeonato. Quem andou a gozar com o "soneca" descobre agora que foi o melhor em campo, com um golo simplesmente genial.

Foi o Paulinho, depois o Esgaio, depois o Edwards, agora o Trincão, um dos melhores jogadores da época passada e que atravessa um péssimo período, quando nada sai bem. Quem é do Sporting só pode mesmo apoiar o rapaz. Tudo o resto é de andrade ou lampião. Mas se querem ser isso, estão à vontade para irem para lá bater palmas aos craques que custaram mais e renderam metade do que o Trincão. 

No final do jogo veio o pior: a lesão de Diomande nem ele sabe porquê, depois uma entrada sobre Morita que o deixou combalido. Com Gyökeres no banco, são três jogadores que estavam em grande forma a ter uma semana complicada em vésperas da visita ao Farense. 

Melhores em campo? Edwards e Morita, um no primeiro tempo, outro no segundo. Morita e Huljmand, enquanto não fraquejam fisicamente, fazem um meio-campo de excelência, como se viu ontem na primeira parte.

 

Algumas notas finais.

1. Para a Juveleo, que desta vez esteve impecável no apoio à equipa, reconhecida pela mesma no final. Todos teriamos a ganhar se a claque  controlasse a javardice criminosa de alguns lá dentro que certamente se sabe quem são (ainda agora na Áustria tentaram que o Sporting fosse punido pela UEFA e que não existam adeptos leoninos no próximo jogo fora, penso que na Polónia) e que encontrasse uma forma de convivência com a Direcção eleita no Sporting. É óbvio que o Sporting precisa duma Juveleo forte e entusiástica, e que a Juveleo precisa do Sporting. E que se ultrapasse de vez o triste e vergonhoso episódio do assalto a Alcochete, onde diferentes membros da claque, incluindo um ex-lider, estiveram envolvidos.

2. Para o árbitro, do qual tinha a pior opinião a partir dos jogos em que apitou o Sporting e em que se mostrou um palhaço presunçoso. Desta vez, mesmo mal auxiliado, esteve quase impecável num estilo europeu bem diferente dos APAFs do costume, e dos Duartes Gomes do comentário e putativos candidatos a qualquer coisita. Deveria ter sido o VAR a alertá-lo para a expulsão do Ventura naquela entrada sobre Morita.

3. Para a hora do jogo, 20h15m, demasiado cedo para um dia de semana em Lisboa. Demorei cerca de 1h25m a fazer 20kms, estacionar a quase 2kms, e andar o resto. E a prova é que já o Sporting tinha marcado e ainda havia quem andasse a subir as bancadas para se sentar. Mesmo assim, quase 34 mil em Alvalade numa segunda-feira à noite, vitória clara para o Sporting, cânticos para o Paulinho, cânticos para Amorim, uma noite em cheio.

SL

Os nossos jogadores nas Selecções

O fim de semana de jogadores Sportinguistas ao serviço das selecções foi excelente, tanto que acho que merece um pequeno destaque.

 

Tivemos várias estreias, nomeadamente as de Diomande e Hjulmand nas selecções A da Costa do Marfim e Dinamarca, respectivamente, e de Dário Essugo e Mateus Fernandes nos nossos sub-21.

Em termos de destaques individuais, Morita foi titular na vitória do Japão por 4-1 à Alemanha, Gyökeres marcou pela Suécia e Geny Catamo fez uma assistência por Moçambique.

Também as selecções portuguesas de sub-20, sub-19, sub-18 e sub-17 jogaram todas nos últimos dias, e todas contaram com vários jogadores do Sporting, demasiados para estar a enumerar.

Tivemos ainda Gonçalo Inácio e Franco Israel, convocados mas não utilizados até ao momento.

Isto é tudo um indicador da atenção e valorização que vários seleccionadores dão ao Sporting.

Pode haver um seleccionador ou outro que valoriza mais os jogadores do campeonato saudita, ou de clubes que lutam para não descer de divisão em Inglaterra ou até jogadores que não jogam pelos seus clubes, mas isso é uma gota no oceano de jogadores que o Sporting fornece às selecções e não merece a nossa atenção.

Voltaríamos a Rio Maior, onde fomos felizes

Por mim mandava repetir o jogo.

A vitória acabou por ser manhosa e ainda por cima com um golo bem bonito, mas marado. É que daqui a uma semana, ou um mês, talvez ganhássemos por margem mais justa e confortável. Porque de certeza que Gyökeres e Paulinho vão afinar cada vez mais a capacidade de enlouquecerem as defesas contrárias; Edwards pode já ter aprendido o que é uma assistência; Inácio pode ter evoluído para só falhar 1 passe em 3, e não 4 em 5; Sua Eminência o Cardeal Pote talvez já tenha vontade de jogar, mesmo na posição que tanto pediu e em que nada faz. Por seu lado esse samurai de abnegação que é Morita já não precisa de acorrer a todas e poderá estabilizar o seu jogo e Hjulmand já terá desenvolvido a segurança,  bom posicionamento e simplicidade de passe que demonstrou.

Foi comovente ver a excitação do locutor - acho que agora se diz "jornalista" - da SporTv com a bota branca, não se calava com a bota branca que via despontar atrás do defesa Casa Pia, como se tivesse detetado o maior crime lesa futebol da história do dito. Quem ligar futuramente para esse caneiro decrépito que diga se irão ser tão veementes com outros erros de arbitragem decisivos.

Eh pá repitam lá o jogo, a ver se para a próxima consigo arranjar bilhete.

O dia seguinte

O Sporting foi a Rio Maior conquistar uns merecidos 3 pontos perante uma equipa do Casa Pia muito bem treinada, com grande intensidade de jogo, e que não vai ser pera-doce para ninguém. 

Para este jogo Rúben Amorim apostou na dupla de médios que muito tinha deixado a desejar na segunda metade do jogo com o Vizela, e se Pedro Gonçalves foi massacrado com cargas e faltas e passou ao lado do jogo, Morita fez uma das melhores exibições que lhe vi com a camisola do Sporting, se calhar ao nível de Turim. Depois, quando entrou Hjulmand a fazer o que um 6 tem de fazer em benefício da defesa, logo pensei que o problema do meio-campo está resolvido e muito bem resolvido.

Apostou também numa dupla de avançados, Paulinho e Gyokeres, que também tem tudo para correr bem. O arrasto de um é a oportunidade de outro, e com isso a defesa contrária fica ali com muito para resolver. E a equipa contrária muito condicionada.

Na defesa Coates fez um jogo de sofrimento, pouca coisa lhe correu bem, mas teve em Diomande e Inácio fiéis escudeiros.

Nas alas nenhum dos quatro utilizados se destacou pela positiva ou pela negativa.

Edwards e Trincão continuam em pré-época.

Sobre a arbitragem, um golo a favor do Sporting pelos vistos mal validado, um penálti por assinalar a favor do Sporting, uma carga ofensiva mal assinalada na jogada que deu o golo contrário, amarelos por mostrar aos jogadores do Casa Pia, dizer o quê ?  E depois do comunicado do CA APAF, que descobriu que o primeiro erro grosseiro de todos os tempos das linhas de fora de jogo colocadas pelo VAR afinal beneficiou o Sporting? Afinal a Carolina Salgado era virgem quando o Pinto da Costa a descobriu no Calor da Noite? Só pode.

SL

No fim nem deu gozo

Há que chegar à conclusão que Trincão é estúpido, pois só um estúpido insiste em fazer sempre a mesma coisa à espera de um resultado diferente. Ou que ao fim de um ano não tenha aprendido a fazer mais outra coisa além daquela que faz sempre.

Há que suspeitar do estado de espírito de Pote: será que vamos ter de aturar os seus ciúmes toda uma época, como há 2 anos com Sarabia, por não ser a vedeta da equipa?

Há que temer a evolução de Inácio: passa cada vez pior (gorando a sua eventual evolução para trinco), está cada vez mais lento, é cada vez mais analfabeto a ler o jogo.

Há que receitar tranquilizantes a Reis, desde a pré-época que anda sobre brasas, instável e refilão, cada vez mais inseguro.

Tirando Gyökeres da equação vieram ao de cima todos os defeitos do Sporting do ano passado. E se o sueco foi genial, há que fazer a vénia a Morita, que se desdobra a cumprir missões para que não está inteiramente talhado, e Diomande  cada vez mais seguro.

 

PS: comentários em tom insultuoso seja para quem for não entram.

Quente & frio

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Morita, dínamo da nossa equipa com exibição de luxo contra a Juventus em Turim

Foto: Marco Bertorello / AFP

 

Gostei muito da nossa grande exibição em Turim. Neutralizámos a Juventus na primeira parte, vulgarizando-a. A histórica equipa italiana - vencedora de duas Ligas dos Campeões e 36 vezes campeã do seu país - mal conseguiu sair da sua área, empurrada pelos nossos jogadores em constante posse de bola e domínio claro nos dois corredores, com Esgaio a deter Chiesa e Nuno Santos a pôr Cuadrado em sentido. No primeira metade do segundo tempo, até por opção táctica após o empate a zero que se mantinha ao intervalo, a partida esteve equilibrada, mas com o Sporting a manter mais posse, a construir mais oportunidades e a beneficiar de mais cantos. O jogo terminou, após terem-se escutado assobios das bancadas à turma liderada por Massimiliano Allegro, com a vecchia signora toda remetida à sua área, como equipa pequena, sob pressão intensa do onze leonino.

 

Gostei das exibições de vários jogadores. Com destaque muito especial para Morita, que parecia ocupar o campo inteiro. Sem Ugarte, ausente por castigo, o internacional japonês foi dono e senhor da zona intermédia, cortando numerosas iniciativas de construção atacante dos italianos, mas também se assumiu como médio criativo, aparecendo com frequência em posições mais adiantadas, e funcionou como pronto-socorro em missões defensivas: calou de vez aqueles que ainda suspiram por Matheus Nunes. Também gostei de Coates, irrepreensível como patrão da defesa (até no lance do golo que sofremos) e a mandar a equipa para a frente, dando ele próprio o exemplo. Nuno Santos esteve em grande nível, Pedro Gonçalves foi batalhador do princípio ao fim em duas posições diferentes e Arthur voltou a dar sinais de ser um elemento positivo ao saltar do banco. Sem esquecer a extrema mobilidade de Trincão, disponível como nunca para apoio à defesa, algo que ainda não lhe tínhamos visto.

 

Gostei pouco das excelentes oportunidades de golo que desperdiçámos na noite de anteontem. Umas por mero azar, algumas por imperícia no momento da decisão e outras tantas devido a grandes defesas dos dois guarda-redes da equipa anfitriã presentes neste desafio dos quartos-de-final da Liga Europa - primeiro o polaco Szczesny, depois o italiano Perin. Contei oito: Morita aos 19', Coates aos 29', Pedro Gonçalves aos 30', Nuno Santos aos 33', Pedro Gonçalves aos 47', Morita aos 89', Pedro Gonçalves e o reaparecido Bellerín em sequências do mesmo lance, aos 90'+1. As duas últimas, sobretudo, foram de bradar aos céus: disparos à queima-roupa a curtíssima distância da baliza e com o guarda-redes em desequilíbrio. Devemos a nós próprios não ter saído de Turim com um empate ou até com uma vitória folgada. Viemos de lá com uma derrota tangencial (1-0), mas mantêm-se em aberto as expectativas para irmos às meias-finais.

 

Não gostei da troca de Nuno Santos, que estava a ser um dos nossos melhores, pelo trapalhão e desastrado Matheus Reis. Incompreensível decisão de Rúben Amorim - que esteve muito bem em quase tudo o resto, começando pela leitura minuciosa da equipa adversária - assumida aos 62', quando o 0-0 inicial se mantinha. Nuno saiu visivelmente insatisfeito e compreende-se porquê. Tinha a noção clara de que estava a desempenhar muito bem a missão, municiando o ataque a partir da ala esquerda e tentando também ele o golo, com os italianos postos em sentido. A nossa equipa piorou com o brasileiro em campo. 

 

Não gostei nada de Adán. Após a brilhante exibição em Londres, frente ao Arsenal, o guarda-redes volta a prejudicar a equipa - como já tinha feito nas duas partidas da Liga dos Campeões, contra o Marselha, no jogo inicial do campeonato, no estádio do Dragão, e na final da Taça da Liga, entre outros jogos. Agora com uma saída em falso, abandonando a baliza numa tentativa falhada de socar a bola sem estar sequer sob forte pressão adversária, permitindo o golo de Gatti (73'). Estes lapsos em momentos decisivos começam a ser demasiado frequentes, ao ponto de se tornar necessário prepararmos desde já um sucessor para o espanhol na baliza leonina.

O ponta de lança

Depois duns dias bem longe, onde apesar de em diferido consegui ver os jogos pelo site TV da minha operadora, tenho finalmente algum tempo para voltar aos posts.

Sobre o jogo de ontem os dois Pedros já debateram quase tudo. Banzai, Banzai, Banzai!!!

Fica apenas a nota do ponta de lança. Parece que para alguns o Chermiti foi o culpado da derrota, se tivéssemos um ponta de lança a sério tínhamos ganho aquilo.

Ora bem. Em Outubro de 2017 tínhamos um mesmo a sério, o Bas Dost, gostava imenso dele. E fomos (eu também) a Turim com Jorge Jesus ao comando da equipa perder com esta mesmo Juventus (Allegri incluído, Cuadrado também) por 1-2, num jogo em que marcámos de chouriço/autogolo, e depois fomos defendendo e defendendo até à derrota final. Dominio total da Juve. Remates enquadrados fizemos um, não sei se foi do Bas Dost.

 

Ontem o domínio foi nosso, remates para golo tivemos meia dúzia. Chermiti fez um trabalho de sapa muito importante para libertar os três baixinhos lá na frente.

Claro que nesse tempo os seguidores devotos do grande timoeiro tudo engoliam, desde logo o que o grande mestre da táctica debitava no seu pre-tuguês, enquanto agora reduzem a Juve a um Chaves qualquer  na sua Arena. Acabar por  perder o jogo devido a duas falhas individuais claras nas duas áreas já é motivo para caça às bruxas.

 

Falando por mim, sem Ugarte nem Paulinho, com jogadores vindos de jogos pelas suas selecções no outro lado do mundo, com lesões, doenças e "ramadões",  nunca pensei assistir a tamanho desempenho.

Só posso ter orgulho nesta equipa e neste treinador. Chermiti incluído.

 

Em Alvalade, na quinta-feira, lá estarei confiante na ultrapassagem da eliminatória mas bem ciente da capacidade competitiva desta Juventus.

Até porque Porto e Benfica ja sentiram o veneno do Inter e o Braga sentiu o mesmo da Fiorentina.

SL

Pódio: Morita, Coates, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Juventus-Sporting, da Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Morita: 21

Coates: 19 

Nuno Santos: 17

Pedro Gonçalves: 17

Trincão: 16

Arthur: 15

Diomande: 15

Edwards: 15

Esgaio: 15

Gonçalo Inácio: 15

St. Juste: 14

Chermiti: 14

Bellerín: 13

Dário: 13

Matheus Reis: 12

Adán: 11

 

Os três jornais elegeram Morita como melhor em campo.

Bloco central

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Foto: Miguel A. Lopes / EPA

 

Houve a dupla Lennon-McCartney. E o duo Simon & Garfunkel. Sem esquecer a extraordinária parceria Vinicius-Jobim. Isto na música.

No futebol leonino, tivemos grandes duplas no meio-campo nas duas épocas anteriores: Palhinha-João Mário e Palhinha-Matheus Nunes.

Nesta temporada, sobretudo na volta agora em curso, outro duo se vai impondo no nosso bloco central: Ugarte-Morita. Dois internacionais - um pelo Uruguai, outro pelo Japão. Ambos estiveram no Campeonato do Mundo.

É caso para dizer: por eles, não tem Rúben Amorim nada que recear. Esperemos que esta dupla se consolide. E possa brilhar muito mais na época que vai seguir-se.

Segunda "manita" em mês e meio

Sporting, 5 - Braga, 0

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Morita, melhor em campo, marca o primeiro golo anteontem em Alvalade

Foto: António Cotrim / EPA

 

Rúben Amorim tem razão: o Sporting, nesta época, parece uma equipa bipolar. Capaz do pior e do melhor com poucos dias de diferença.

Voltou a acontecer nesta jornada de abertura da segunda volta do campeonato, quando recebemos o Braga na fria noite de quarta-feira. Poucos diriam - e este blogue serve de testemunho disso - que venceríamos com facilidade a turma minhota, não faltando até quem previsse uma derrota no nosso estádio. Quase ninguém vaticinou uma goleada.

Mas ela aconteceu mesmo. Derrotámos o Braga - que seguia oito pontos à nossa frente quando soou o apito inicial -- por marca concludente: 5-0. Repetindo a dose aplicada à mesma equipa 44 dias antes, em confronto também no estádio José Alvalade, para a Taça da Liga.

Desta vez faltavam-nos três titulares habituais. Por motivos diferentes. Porro já não está: acabou de transferir-se para o Tottenham, naquele que foi o segundo melhor negócio de sempre da SAD leonina com um futebolista do plantel. Paulinho esteve ausente por castigo: foi-lhe aplicada a pena de três jogos de suspensão na recente - e malograda - final da Taça da Liga frente ao FCP. Matheus Reis foi remetido ao banco de suplentes, talvez para ser poupado no plano físico: tem sido um dos jogadores mais utilizados.

 

Tinha tudo para dar errado, segundo os pessimistas do costume. Mas funcionou.

St. Juste foi titular, como central à direita - e cumpriu com nota muito elevada a missão que o treinador lhe confiou, permitindo a Gonçalo Inácio transitar para o lado esquerdo, sua posição natural.

Esgaio voltou a ser aposta, mais de dois meses depois, suprindo a ausência de Porro - e também cumpriu, a tal ponto que fez a melhor exibição desde que regressou ao Sporting, oriundo do Braga. Irrepreensível tanto a atacar como a defender.

A terceira surpresa, e sem dúvida a maior, foi a inclusão de Chermiti no lugar de Paulinho: aos 18 anos, este avançado formado na Academia de Alcochete estreou-se como titular entre os "grandes" - e cumpriu também, recebendo vibrantes aplausos dos 26 mil espectadores que anteontem compareceram no nosso estádio. Nasceu uma nova estrela leonina? Está, pelo menos, a caminho disso. O que é sempre motivo para celebrar.

 

Foi um desafio de sentido único, com avassalador domínio da nossa equipa perante um Braga irreconhecível. As ausências de Vitinha (transferido para o Marselha) e Ricardo Horta (lesionado) não explicam a abrupta quebra dos minhotos, que somaram erros defensivos e foram incapazes de progredir no terreno sem serem de imediato desarmados pelo nosso meio-campo. Ali brilhou a dupla Ugarte-Morita, reforçada por Pedro Gonçalves e Edwards, que recuavam para vir buscar a bola e mantê-la dentro do meio-campo defensivo do Braga.

O resultado ao intervalo (1-0) espelhava pouco o nosso domínio, concretizado num golo logo aos 9' por Morita, com assistência de St. Juste. O japonês ampliou a vantagem no minuto inicial da segunda parte, sossegando os espíritos mais apreensivos: a vitória já não nos fugia. E não iam faltando notas artísticas em Alvalade, como a assistência de Chermiti, de calcanhar, para o colega nipónico a meter lá dentro.

 

Os mais belos golos da noite foram o terceiro, marcado por Edwards aos 61', e o quarto, assinado por Matheus Reis aos 86', pouco depois de saltar do banco. Ambos com assistências de Pedro Gonçalves, que ia deambulando entre linhas, sem posição fixa no terreno. É assim que funciona melhor.

De tal maneira que ainda viria a ser ele a marcar o último. De penálti, já no tempo extra. Quando uma parte dos adeptos gritava por Chermiti e alguns outros por Esgaio, exigindo que fosse um deles a converter o castigo máximo. Pedro Gonçalves - rei dos goleadores leoninos - não deixou e fez muito bem. Homem-golo é mesmo assim: nunca se farta de a ver lá no fundo das redes. Assim aconteceu, para alegria de todos nós.

E até aqueles que momentos antes o assobiavam, estupidamente, se viram forçados a aplaudi-lo.

Como não ficarmos rendidos à melhor exibição do Sporting nesta temporada tão oscilante?

Como não festejarmos esta segunda "manita" ao Braga em mês e meio?

A segunda volta promete. Basta continuarmos a exibir-nos assim. 

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Pouco trabalho. Limitou-se a duas defesas com grau de dificuldade médio, aos 71' e aos 84'. O guardião inseguro do jogo anterior não compareceu em campo. Ainda bem.

St. Juste - Surpresa: foi titular. Surpresa maior: aguentou os 90' sem aparentar desgaste físico. Atento, veloz, interventivo na construção de lances ofensivos. Assistiu no primeiro.

Coates - Serenidade e segurança. Liderou a defesa sem sobressalto. Ao demorar a sair após ceder a braçadeira, viu o amarelo. De propósito, já a pensar no clássico da jornada 20

Gonçalo Inácio - Regressou à posição natural, como o mais esquerdino dos centrais, e cumpriu a missão que lhe estava confiada. Sobretudo nos passes longos, em que é exímio.

Esgaio - Voltou a ser titular enquanto substituto natural de Pedro Porro. Desta vez não ouviu assobios, mas aplausos. Bem merecidos. Reconquistou os adeptos com uma boa exibição.

Ugarte - Transborda energia e revela uma impressionante capacidade de trabalho. Dominou o meio-campo defensivo: os adversários viram nele um obstáculo intransponível.

Morita - Recuperou bolas, distribuiu jogo, venceu confrontos individuais. E marcou os dois primeiros golos, confirmando a vocação de artilheiro. O melhor em campo.

Nuno Santos - Menos exuberante do que em partidas anteriores. Mas foi dele o canto de que resultou o primeiro golo. Quase marcou aos 77': a bola, rasteira, saiu a rasar o poste.

Edwards - Exibiu classe, sobrepondo-se aos adversários nos confrontos individuais e ganhando faltas sucessivas. Iniciou o golo 2. O terceiro, marcado por ele, é uma obra-prima.

Pedro Gonçalves - Sempre muito útil na missão de ligar o meio-campo ao ataque e colocar-se entre linhas para baralhar a defesa. Nota muito elevada: um golo e duas assistências.

Chermiti - Estreia a titular aos 18 anos. Pressionou alto, ocupou bem os espaços, cabeceou para golo aos 21' (defesa difícil de Matheus), assistiu no segundo e participou no terceiro. 

Tanlongo - Substituiu Ugarte (63'). Passa com critério, tem visão de jogo, sabe segurar a bola e  movimentar-se sem ela. Parece ser mesmo reforço.

Trincão - Entrou aos 63', substituindo Morita. Foi talvez o mais apagado dos nossos jogadores anteontem. Atravessa uma crise de confiança que lhe afecta a prestação.

Fatawu - Manteve-se em Alvalade, sem ser emprestado. Entrou aos 77', rendendo Edwards. Encostado à linha esquerda, com incursões para o centro, conquistou penálti (90'+1).

Arthur - Em campo desde o minuto 77, substituindo Nuno Santos já com o resultado em 3-0. Desta vez não agitou o jogo, mas contribuiu para manter-lhe a consistência.

Matheus Reis - Os últimos, com frequência, são os primeiros. Sucedeu com ele: entrou aos 77', quando Coates saiu.  Chegou a tempo de marcar um golaço que fez levantar o estádio.

Pódio: Morita, Edwards, Esgaio, Pedro G.

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga pelos três diários desportivos:

 

Morita: 19

Edwards: 19

Esgaio: 18

Pedro Gonçalves: 18

Chermiti: 17

St. Juste: 17

Matheus Reis: 16

Fatawu: 15

Ugarte: 15

Coates: 15

Nuno Santos: 15

Adán: 15

Gonçalo Inácio: 15

Arthur: 13

Tanlongo: 13

Trincão: 13

 

Os três jornais elegeram Morita como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

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Euforia em Alvalade: os festejos do segundo golo de Morita. Ainda viriam mais três contra o Braga

Foto: António Cotrim / Lusa

 

Gostei

 

De entrarmos da melhor maneira na segunda volta. Com uma goleada ao Braga: 5-0. Repetindo o que já sucedera a 19 de Dezembro, para a Taça da Liga. Duas manitas nestes embates com a turma minhota, que defrontamos pela terceira vez na actual temporada. Com 13 golos marcados e três sofridos: superioridade absoluta leonina.

 

Da atitude. O Sporting foi superior em todos os aspectos. Nos remates, nas oportunidades, no aproveitamento das bolas paradas, nos lances divididos, na reacção à perda de bola. Grande parte do desafio foi disputado no meio-campo braguista por impossibilidade de a equipa adversária se libertar da pressão alta exercida pelos nossos jogadores. Numa palavra: atitude. É preciso mantê-la durante toda a segunda volta agora iniciada.

 

De Morita. Grande exibição do internacional japonês, que foi sempre um médio com características ofensivas, entrando como segundo avançado na grande área do Braga. Numa dessas incursões marcou o nosso golo inicial, logo aos 9'. Noutra, mesmo a abrir a segunda parte, estava no local certo para aproveitar uma recarga, encaminhando-a para as redes. Foi aos 46': fazia assim o primeiro bis da sua carreira de futebolista. E sagrava-se como melhor em campo. 

 

De Pedro Gonçalves. Soma e segue: leva já 11 golos e sete assistências neste campeonato. Voltou a fazer uma grande exibição, em movimentação contínua entre a linha média e o ataque, distribuindo jogo com uma personalidade cada vez mais vincada. Somou mais duas assistências (para o terceiro e o quarto golo) e fechou a contagem, de penálti, ao apontar o quinto golo aos 90'+3.

 

De Chermiti. Estreia a titular do jovem avançado, com apenas 18 anos, aproveitando a ausência de Paulinho por castigo. Cumpriu bem a missão que lhe foi confiada por Rúben Amorim. Assistência perfeita, com nota artística, de calcanhar para o segundo golo de Morita. E movimentação muito competente, arrastando a defesa adversária, no lance de que resulta o nosso terceiro, apontado por Edwards. Mostrou ao treinador que poderá contar com ele. Escutou aplausos bem merecidos em Alvalade.

 

De St. Juste. Enfim, conquistou os adeptos neste seu segundo jogo completo desde que chegou ao Sporting. Actuou como central à direita e cumpriu de modo exemplar a missão, anulando as escassas ofensivas do Braga numa exibição em que foi várias vezes à frente, articulando lances com Esgaio junto à linha. Veloz, acutilante. Assistiu (de cabeça) para Morita no golo inicial.

 

De Esgaio. Quem diria que o mal-amado ouviria sonoros aplausos e palavras de incentivo das bancadas? Titular para colmatar a saída de Porro, não se deixou atemorizar pelas críticas que tem recebido nem mostrou complexos por jogar no lugar do internacional espanhol. Bons cruzamentos aos 21', 25' e 59'. Isolou muito bem Pedro Gonçalves aos 66' num lance que quase resultou em golo. 

 

De Edwards. Acrescenta classe ao jogo leonino. Imbatível nos confrontos individuais, pondo a cabeça em água aos defensores adversários. É também o nosso jogador mais vezes derrubado em falta ao infiltrar-se entre linhas. Iniciou o lance do segundo golo. E marcou ele próprio o terceiro: um daqueles de levantar o estádio, coroando deslumbrante jogada individual. Para ver e rever. 

 

Do golo de Matheus Reis. Foi o quarto - e o mais vistoso. Aos 86', num remate em arco de fora da área, colocadíssimo, sem defesa possível. O brasileiro entrara nove minutos antes, rendendo Coates. Estreou-se a marcar na temporada 2022/2023, também ele com nota artística. Muito festejado por todos os companheiros.

 

De Rúben Amorim. Desfalcado de dois titulares (Porro e Paulinho), montou muito bem a equipa neste confronto com o Braga, surpreendendo com a inclusão de Chermiti como titular a avançado-centro. Todas as apostas dele foram ganhas. Recuperou um jogador (Esgaio), consolidou outro (St. Juste) e demonstrou toda a confiança num terceiro (Chermiti) que ainda pode vir a ser-nos muito útil. Confirma-se que tem estrelinha contra o Braga, sua antiga equipa: venceu como treinador sete dos últimos nove jogos que disputámos contra os minhotos.

 

Que Coates tivesse "limpado" cartões. Tapado com quatro, o capitão uruguaio retardou propositadamente a saída de campo ao ser substituído, acabando amarelado. Não defrontará o Rio Ave, em Vila do Conde, na próxima segunda-feira. Mas estará livre para a partida seguinte: o clássico Sporting-FC Porto, marcado para dia 12.

 

De Nuno Almeida. Nota muito positiva para o árbitro algarvio. 

 

Que tivéssemos encurtado distância para o Braga. Mesmo assim, eles ainda estão cinco pontos à nossa frente, portanto com vantagem na corrida ao acesso à Liga dos Campeões.

 

 

Não gostei

 

Do horário do jogo. Continuamos a ser prejudicados face aos nossos principais adversários, novamente com uma partida iniciada às 21.15 (e o próximo Rio Ave-Sporting começará à mesma hora). O FC Porto, por exemplo, jogou às 19 horas no Funchal. É mais que sabido: os jogos com maior afluência de público são os que se realizam ao fim da tarde. Dai não surpreender que só estivessem 26.338 espectadores ontem em Alvalade.

 

Do Braga. Exibição paupérrima da turma orientada por Artur Jorge, que só uma vez (71') obrigou Adán a uma defesa apertada. É verdade que jogaram sem o melhor avançado (Vitinha, que rumou ao Marselha) e sem o melhor jogador (Ricardo Horta, que está lesionado). Mas isto não chega para explicar tão notório apagamento da equipa que segue em terceiro no campeonato.

 

Dos assobios a Pedro Gonçalves. Há coisas que não dá para entender. Uma delas foi esta: já no tempo extra, após Fatawu ter sido carregado em falta e o árbitro ter assinalado grande penalidade. Encarregado de a bater? Pedro Gonçalves, claro: é o rematador de serviço, demonstra grande confiança na marca dos 11 metros, lidera a lista dos nossos goleadores na Liga e quanto mais golos averbar mais se valoriza. Uma parte dos adeptos, sabe-se lá porquê, preferia que fosse Esgaio a marcar o penálti, mas o nosso n.º 28 - apoiado por Amorim - nem quis admitir tal hipótese. Escutou portanto uma enorme vaia, momentos antes de cumprir o castigo máximo com a eficácia de sempre. Quem o assobiou talvez até preferisse que falhasse. Cenas assim só acontecem neste "clube de malucos", como lhe chamava o outro.

O futebol é o momento

Bastou uma vitória caseira por 5-0 contra um clube que é o melhor de Portugal tirando os 3 grandes para que tudo o que de pior aconteceu até agora nesta temporada fosse esquecido, para que o Paulinho fosse o maior e não importasse o que custou, para que o Trincão afinal até seja um bom jogador, para que Amorim seja um génio táctico do 3-4-3 e não o burro e teimoso doutros momentos.

E no entanto o que aconteceu nesse e nos últimos jogos apenas reflecte o tempo e a tranquilidade que existiu para treinar, e a evolução dos jogadores dentro do modelo de jogo e de treino, especialmente daqueles que chegaram esta temporada. E como Trincão e Edwards já conquistaram o seu espaço, também outros lá chegarão.

Mas tudo o que de bom aconteceu não pode servir para esquecer os problemas que continuam a afectar o plantel, nomeadamente a escassez de soluções para determinadas posições e a falta global de envergadura física. Basta tentar alinhavar um onze alternativo ao que entrou em campo em Alvalade no último jogo para perceber quais as posições em causa.

Bragança infelizmente parece que perdeu a época, e logo esta que poderia ter sido a da sua afirmação. Neto também a perdeu naquela entrada descuidada do jogador do Portimonense. Quanto a St.Juste, a lesão sofrida na pré-época condicionou tudo o resto, e agora tem de ser gerido "com pinças". 

Depois há aqueles como Esgaio, Jovane e Rochinha, que quanto mais querem menos conseguem. Algum deles poderá dar a volta, mas duvido.

Valores emergentes para o resto da temporada, sempre disponíveis para aproveitar da melhor forma as oportunidades que surgirem, parecem-me Marsà, Essugo, Fatawu e Arthur.

Quem poderia vir no mercado de inverno para reforçar o plantel? Para mim o principal problema está no eixo central e nas posições 6, 8 e 9, os seja os 2 médios-centros e o ponta de lança, pela falta de alternativas válidas para as posições de alto desgaste de Ugarte, Morita e Paulinho. Virá mesmo alguém? Não sei.

O futebol é o momento. Vem aí um conjunto de desafios muito complicados, outra vez as competições europeias no meio da semana, e podemos depressa voltar a uma situação pouco desejável e nessa altura lá virão os bota-abaixo do costume, os ressabiados com contas para saldar, os candidatos da treta, as claques a insultar os jogadores, etc.

Importa ter confiança mas importa também cuidar do escoamento de águas da casa enquanto não chove...

SL

Parabéns, Morita!

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A partir de hoje, a cotação do nosso Morita passa a valer bastante mais no mercado futebolístico internacional - bem acima dos 7 milhões de euros que agora lhe atribuem. Motivo: foi titular no surpreendente jogo de ontem em que a selecção nipónica derrotou a super-favorita Espanha repetindo o triunfo da jornada inaugural, frente à Alemanha.

Actuando como médio interior, o jogador leonino teve um desempenho muito positivo neste desafio, mantendo-se em campo até ao apito final. Elogio merecido para ele e vários dos seus colegas de selecção, como Doan, Tanaka (marcadores dos golos), Ito, Mitoma, Kamada, Asano e Itakura. Obreiros desta proeza inédita: o Japão transita para os oitavos do Campeonato do Mundo classificando-se em primeiro no seu grupo após neutralizar a propalada "fúria espanhola". A selecção roja, orientada por Luis Enrique, não conseguiu melhor do que quatro pontos (uma vitória, um empate, uma derrota).

Pior esteve a Alemanha, campeã mundial em 2014, já afastada do Catar. Tal como as selecções da Bélgica (segunda na tabela da FIFA), da Dinamarca e do México. Todas de malas feitas. 

 

E Portugal? Jogamos contra a Coreia do Sul mais logo, a partir das 15 horas (portuguesas). Mas isso é outra história.

Agora o que importa é isto: parabéns, Morita!

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