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És a nossa Fé!

Regresso às vitórias com estreia de Marsà

Sporting, 3 - Gil Vicente, 1

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Morita e Ugarte, dois dos melhores em campo

 

Boa notícia: após esta oitava jornada subimos ao sétimo lugar - ultrapassando o Estoril, que não fez melhor do que empatar em Chaves.

Isto só se tornou possível porque anteontem cumprimos o nosso papel, derrotando em casa o Gil Vicente. Não pelos 4-1 da época passada, mas também por margem inequívoca: 3-1. Com 2-0 ao intervalo. Golos surgidos cedo, por Morita (estreante como artilheiro leonino) e o suspeito do costume, Pedro Gonçalves. 

Rochinha - outra estreia como goleador - fechou a conta pelo nosso lado, aos 82'. Num desafio em que podíamos ter duplicado o número de golos, tanto foi o desperdício junto às redes adversárias. Ainda a enfiámos mais duas vezes (Paulinho, 11'; Trincão, 62'), mas não valeu por haver fora-de-jogo.

 

Domínio leonino e boa exibição dos nossos jogadores, sobretudo na primeira parte. A equipa recuperou a alegria em campo que parecia andar eclipsada. Apenas Trincão, com excesso de individualismo, pareceu deslocado daquele filme.

St. Juste regressou de lesão, aparentando boa forma.

Morita - o melhor em campo - confirma que é reforço de qualidade.

O jovem catalão José Marsà estreou-se em grande nível como titular na equipa principal - e logo num lugar de enorme responsabilidade, que costuma estar entregue ao agora ausente Coates, um dos lesionados.

Rochinha esteve muito bem ao saltar do banco: promete ser uma das nossas armas secretas ao longo da temporada.

 

Pena o golo sofrido mesmo ao cair do pano, na última jogada do desafio. Confirmando o Sporting, neste momento, como quinta equipa com pior defesa da Liga 2022/2023. Algo que tem de ser corrigido sem demora.

Com Navarro a facturar pelo conjunto de Barcelos, mostrando a quem pudesse ter dúvidas que é um dos melhores avançados do campeonato português. Confesso que não me importaria nada de vê-lo de verde e branco.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Ajudou a consolidar esta importante vitória com duas defesas fundamentais, numa delas (69') em lance que tinha selo de golo. 

Gonçalo Inácio - Regressou a central pela direita com exibição irregular. Nem sempre feliz no passe longo, deixou-se ultrapassar duas vezes por Navarro.

Marsà - Fez de Coates, no eixo da defesa, e passou com distinção nesta estreia como titular do Sporting. Aos 20 anos, demonstra que o técnico pode confiar nele.

Matheus Reis - Pendular e eficaz como central adaptado. Precioso, um corte aos 65' que pôs fim a perigosa ofensiva da equipa minhota.

Esgaio - Lateral, substituindo o lesionado Porro. Assistiu Rochinha no nosso terceiro, mas foi ultrapassado por Navarro no lance de golo gilista.

Ugarte - Campeão das recuperações, combinou muito bem com Morita. Andam a formar uma dupla de respeito no futebol leonino. Saiu aos 72', já amarelado.

Morita - A sua melhor exibição de Leão ao peito. Estreou-se a marcar, aos 16', e fez soberba assistência para Pedro Gonçalves no segundo golo.

Nuno Santos - Grande actuação do ala esquerdo, voluntarioso e combativo. Foi dele a assistência para o golo de Morita. Tentou marcar também, mas sem sucesso.

Trincão - Teima em repetir erros que deve corrigir sem demora. Agarra-se demasiado à bola e dá sempre um toque a mais, perdendo tempo de passe. Improdutivo.

Pedro Gonçalves - Voltou a marcar (22'), destacando-se como artilheiro da equipa nesta temporada. Jogou lá na frente, local do terreno onde rende mais. 

Paulinho - Vem buscar bolas atrás, serve os companheiros, abre linhas de passe. Só lhe vai faltando aquilo que mais exigimos de um avançado: marcar golos.

Edwards - Entrou só aos 64', rendendo Trincão, e desta vez não soube fazer a diferença. Mostrou-se algo displicente, rendendo pouco.

Sotiris - Em campo desde o minuto 72', quando substituiu Ugarte. É um médio com clara propensão ofensiva que não vira a cara à luta. Remate defeituoso aos 89'.

St. Juste - Regressou após ausência por lesão, entrando aos 72' (por troca com Marsà). Cumpriu no essencial, parecendo agora em boa forma física.

Rochinha - Último a entrar: substituiu Paulinho aos 78'. Quatro minutos depois, assinou o terceiro golo, com boa execução técnica. Estreou-se a marcar pelo Sporting.

Pódio: Morita, P. Gonçalves, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Gil Vicente pelos três diários desportivos:

 

Morita: 20

Pedro Gonçalves: 19

Nuno Santos: 18

Marsà: 17

Ugarte: 17

Adán: 17

Esgaio: 16

Gonçalo Inácio: 16

Matheus Reis: 16

Rochinha: 15

Paulinho: 14

Trincão: 14

Sotiris: 12

St. Juste: 11

Edwards: 11

 

Os três jornais elegeram Morita como melhor em campo.

O dia seguinte

Ontem em Alvalade, contra um Gil Vicente que apresentou uma defesa subida do terreno arriscando no fora de jogo e procurando sempre jogar no campo todo, o Sporting entrou muito bem no jogo e fez uma bela primeira parte.

Para isso foi fundamental a frescura da equipa decorrente da paragem do campeonato. A equipa apresentou-se solta, disponível e intensa nos duelos físicos. A entrada de Paulinho deu organização e tracção à frente, Pedro Gonçalves rende muito mais com ele ao lado. Os dois médios regressados das suas selecções estiveram a excelente nível a destruir e a distribuir jogo com critério. E finalmente um trio defensivo impecável com um Marsà a exibir todo o seu pedigree “La Masia” e a substituir muito bem Coates. Nota negativa apenas para os dois alas, que foram desperdiçando sucessivas oportunidades de centros para golo e para um Trincão em dia para esquecer.

A ganhar por 2-0, e com o Gil sempre a tentar sair em velocidade para reduzir a vantagem, o Sporting foi tendo espaço para contra-ataques perigosos sempre desperdiçados no último passe ou tentativa de remate até que vieram as substituições e entrou Rochinha que, solicitado por Esgaio, fez aquilo que os outros não fizeram.

Com mais meia dúzia de oportunidades perdidas, incluindo os “tiros ao boneco” de Nuno Santos e uma de Sotiris de bradar aos céus, chegámos ao prolongamento e consentimos o golo de honra, aliás merecido, do adversário.

Simplesmente incrível o número de foras de jogo que coleccionaram os dois alas, Nuno Santos e Esgaio, e os cruzamentos desperdiçados pelos mesmos, ou porque o trio atacante não oferecia linhas de passe e se escondia no meio dos defensores contrários, ou quando isso acontecia o passe era invariavelmente falhado por força a mais ou direcção a menos. Que saudades do Nuno Mendes, ai, ai.

E assim ganhámos por 3-1 um jogo cujo resultado poderia ter sido muito mais dilatado. Saímos de Alvalade com uma sensação agridoce, mas depressa o realismo se sobrepôs. Foi uma vitória preciosa no início dum ciclo intenso que vai decidir muita coisa sobre o futuro do Sporting nesta temporada.

Melhor em campo : Hidemasa Morita o legítimo sucessor de Bruno Fernandes e Matheus Nunes.

Algumas notas negativas:

  • A primeira para o “speaker” do estádio. Não faz sentido nenhum anunciar golos e resultados dependentes dum lance em validação no VAR e ter o estádio a comemorar uma coisa que não existe. No golo anulado a Paulinho, como estava no enfiamento da jogada, logo fiquei com impressão de fora de jogo e mantive-me sossegado a aguardar o desfecho.
  • A segunda para Rúben Amorim. Já deve mais que conhecer Tiago Martins e alguns “artistas” que tem no plantel para saber que teria de os avisar para se absterem de atitudes de meninos mimados que não tiveram o “doce”. Num jogo sem casos, com o árbitro a deixar jogar e cometendo um outro erro de avaliação daí decorrente, é inadmissível acabarmos com quatro cartões amarelos.
  • A terceira para a ocupação do estádio, abaixo do que seria desejável. Um jogo a começar numa sexta-feira às 19h em Alvalade, com o trânsito em Lisboa naturalmente em estado caótico, não facilita nada e muitos sócios com gamebox não se deram ao trabalho de ir. Eu só consegui chegar um minuto ou dois depois do jogo começar e depois duma odisseia automobilística pelos arredores de Lisboa para fugir aos engarrafamentos normais do dia e da hora em questão.

SL

Rescaldo do jogo de hoje

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Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Triunfo inequívoco no nosso estádio perante um Gil Vicente que dominámos durante toda a partida. Vencemos 3-1, com golos de Morita (16'), Pedro Gonçalves (22') e Rochinha (82'). Ainda marcámos mais dois - Paulinho aos 11', Trincão aos 62' - mas não valeram, por fora-de-jogo. Pela equipa de Barcelos marcou o espanhol Navarro, no último minuto.

 

De Morita. A melhor exibição do internacional japonês vestido de verde e branco. Estreou-se a marcar pelo nosso emblema e fez uma assistência de sonho para o segundo golo, com um túnel de calcanhar. Protagonista de vários passes de ruptura, combinou muito bem com Ugarte no meio-campo leonino. A figura do jogo.

 

De Marsà. Outra estreia, desta vez como titular na nossa equipa principal. E logo para o lugar habitualmente ocupado por Coates, no eixo da defesa. O jovem catalão, apenas com 20 anos, correspondeu à confiança que nele depositou o treinador: exibiu segurança, maturidade e bom domínio técnico. É dos pés dele que tem início o segundo golo do Sporting, com uma soberba abertura de 50 metros. O golo sofrido aconteceu já com ele fora de campo: aos 72', entre aplausos do público, cedeu lugar a St. Juste.

 

De Pedro Gonçalves. Retomou o estatuto de goleador nesta sua partida n.º 100 na Liga portuguesa actuando onde mais gosta: lá na frente, sem posição fixa. Deu a melhor sequência ao magnífico passe de Morita, metendo-a lá dentro. Aos 75', foi ele a oferecer o golo com um centro muito bem medido que Edwards desperdiçou.

 

De Nuno Santos. Procurou o golo, desta vez sem o conseguir. Mas foi um dos obreiros deste triunfo leonino pela dinâmica que imprimiu ao nosso corredor esquerdo. Assistiu Morita no primeiro do Sporting, cinco minutos após ter servido Paulinho no golo anulado por deslocação do ponta-de-lança. Sempre inconformado, com energia inesgotável.

 

De Adán. Não teve muito trabalho, mas voltou a ser útil. Atento, concentrado, com reflexos rápidos, fez uma grande defesa aos 60'. Nove minutos depois, evitou um golo que parecia quase certo. Pena ter sido batido no último minuto, em lance no qual não teve culpa.

 

Da estreia de Rochinha a marcar. Entrou apenas ao 78', rendendo Paulinho. Bastaram quatro minutos em campo para facturar, na primeira vez em que tocou na bola. Golo à ponta-de-lança, dando ao ex-avançado do Braga uma lição prática de como se marca sem complicar. Junta-se à lista dos nossos artilheiros desta época.

 

Do regresso de St. Juste. Lesão muscular debelada enfim: oxalá possamos a partir de agora contar sempre com ele. Por precaução, Amorim só lhe deu ordem para entrar aos 72': até aí, a nossa linha de centrais estava totalmente preenchida por canhotos. O holandês parece estar em boa forma. A tal ponto que até arriscou progressões no terreno, como aquela em que cruzou recuado quase junto à linha final, aos 89', oferecendo um golo que Sotiris desperdiçou com um remate disparatado.

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-0, resultado que deixava antever uma segunda parte tranquila. Assim foi: construímos oportunidades e só pecámos na finalização. A vitória pareceu-nos sorrir bastante cedo, para compensar o que tem sucedido noutras partidas já disputadas desta Liga 2022/2023. 

 

Da homenagem à nossa equipa de futsal. Os nossos grandes campeões da modalidade exibiram a Supertaça recém-conquistada aos adeptos no estádio José Alvalade, minutos antes do início deste Sporting-Gil Vicente. Momento emotivo, com o nosso capitão João Matos em evidência ao segurar o troféu.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido ao cair do pano. Quando tudo deixava antever que sairíamos desta vez com as nossas redes intactas, um lapso colectivo da nossa defesa, algo desconcentrada, propiciou o "tento de honra" do Gil Vicente. Não havia necessidade.

 

De Trincão. Foi o nosso jogador com exibição mais fraca. Agarra-se à bola, parece com vontade de actuar sozinho, perde-se em fintas inconsequentes e desperdiça boas oportunidades. Aconteceu duas vezes, aos 34' e aos 41', para desagrado dos colegas e do próprio treinador. Nunca fez a diferença pela positiva.

 

De Paulinho. Continua sem marcar no campeonato nacional 2022/2023.

 

Das lesões. Continuamos com vários jogadores indisponíveis. Três só na defesa: Coates, Neto e Porro. Além de Jovane e Daniel Bragança. Isto forçou Amorim a montar um onze titular com sete esquerdinos - facto invulgar. 

 

Dos amarelos por protestos. Nuno Santos e Esgaio viram cartões desnecessários por algum excesso temperamental. E Pedro Gonçalves arriscou um segundo amarelo pelo mesmo motivo. Nada justifica isto, muito menos num jogo em que vencíamos desde o minuto 16.

 

Do desperdício na segunda parte. O golo da tranquilidade só ocorreu na recta final do jogo. Podia ter acontecido mais cedo se não falhássemos tantas oportunidades - por Edwards, Nuno Santos e Trincão.

 

Da fraca assistência. Menos de 28 mil adeptos nas bancadas num jogo iniciado às 19 horas de sexta-feira. É verdade que o nosso desempenho nas competições internas tem sido decepcionante. Mas isso não é motivo para desertar do nosso estádio.

 

Da classificação. Com os três pontos agora conquistados, subimos para já ao sétimo lugar do campeonato. Oxalá o Estoril empate ou perca para não voltarmos ao oitavo.

Muitas dúvidas, algumas perguntas e poucas respostas

Ontem à noite saí de Alvalade irritado, aziado com uma derrota que nos deixa a 8 pontos da liderança, com muitas perguntas e poucas respostas, a escassos dias do encerramento da presente janela de transferências, não sei se ainda vamos a tempo de salvar algo, mas aqui vou partilhar com os leitores o meu estado de espírito:

-Por razões de contabilidade, o SCP não poderia deixar de vender Matheus Nunes por 45+5 milhões de euros, mesmo que a oportunidade tenha surgido em vésperas de clássico. Alguém já contabilizou quanto se irá perder, em caso de não presença na fase de grupos da UCL na próxima época?

-Por que razão não havia um plano B? A saída de Matheus Nunes não deveria implicar uma substituição imediata? Para mais, sabendo que o substituto natural, Daniel Bragança, está desde há várias semanas afastado dos relvados por um longo período.

-A saída de I. Slimani do plantel, não vou aqui alimentar polémicas ou teorias conspirativas, estou completamente ao lado do treinador nesta matéria, mas sabendo que se perdeu um dos dois avançados mais importantes do plantel, não teria sido avisado, atempadamente, substitui-lo? Para cúmulo do azar, goste-se ou não de Paulinho, o único avançado lesiona-se, ficando a equipa privada de jogar num dos dois sistemas tácticos que treinou, passando a frente móvel no ataque a ser plano único, sem alternativa.

-A não ser que algo de muito extraordinário aconteça, como por exemplo a chegada de D. Sebastião de Manchester, só poderemos tirar a conclusão que houve má gestão na construção do plantel. E mesmo que tal acontecesse, não apagaria a má-gestão do dossier meio-campo. Por muitas culpas que possam ser atribuídas a Rúben Amorim, que não está isento, a verdade é que o nosso treinador está longe de ter os poderes dos treinadores da Premier League.

-Quanto ao jogo de ontem, para além do factor sorte e azar, que não nos favoreceu na primeira parte, poderíamos ter chegado ao intervalo com o jogo resolvido, foi um daqueles jogos que pedia mesmo uma referência na área. Que falta fez ontem Paulinho. Mas a falta de alternativas levou a jogarmos com vários jogadores móveis na frente de ataque, que desequilibraram, mas não finalizaram. E como alguém sempre diz, quem não marca, arrisca-se a sofrer.

-Não compreendi algumas mexidas na equipa. Para começar, o recuo de Pedro Gonçalves, para a entrada de Rochinha, implicando a saída de Morita. O meio campo perdeu clarividência. Depois a substituição de Luís Neto no início da segunda-parte, que quanto a mim decidiu o jogo, porque intranquilizou a defesa, que até aí chegava e sobrava para as investidas dos flavienses. Refiro-me à entrada de Matheus Reis e passagem de G. Inácio da esquerda para a direita, quando para substituir L. Neto estava no banco, em condições de jogar, tanto assim é que acabou por entrar mais tarde, St. Juste. O futebol também é simples, tirar um central de pé direito e colocar outro com as mesmas características, teria sido preferível.

-Após os golos do D. Chaves, foram dois seguidos, o segundo resulta de erro dos nossos defesas, antes de marcarem o primeiro, já A. Adán havia feito uma enorme defesa, o SCP deixou de existir. Tivéssemos tido um agitador no banco, poderia ter sido Rochinha se não tivesse sido aposta inicial, talvez hoje estivéssemos a criticar algumas opções, a falar da necessária abordagem ao mercado, mas não a lamentarmos a perda de pontos em Alvalade.

A época 2019/2020 ainda está relativamente perto, não foi uma época para esquecer, bem pelo contrário, convém sempre revisitá-la, para que não se repita. Desde logo agora com o mercado a encerrar, precisamos reforços, mas não como então, quando vimos chegar, Fernando, Jesé e Bolasie.

Também não faz sentido algum pedirmos a cabeça do treinador. Já percebemos que também erra, a estrelinha nem sempre o acompanha, mas colocou-nos num patamar que há muito não alcançávamos. Precisamos estabilidade. E que os responsáveis se sentem à mesa, analisem o que está a faltar e corrijam.

 

P.S. – Os comentários estão moderados, não publicarei comentários insultuosos, sejam para quem forem, nem irei tolerar linguagem inapropriada. Para explanar uma ideia ou criticar, não é necessário ofender seja quem for.

Adán e Porro em noite para esquecer

FC Porto, 3 - Sporting, 0

 

Primeiro clássico da temporada. Correu-nos mal. Viemos do Porto com uma derrota pesada - e que podia ter sido maior ainda se o árbitro não tivesse anulado um golo limpo à turma da casa, quase ao cair do pano. Numa partida em que as oportunidades de golo até se equivaleram. Mas a diferença fundamental esteve entre os postes: Adán fez talvez a pior exibição desde que está no Sporting enquanto o jovem Diogo Costa, novo titular da selecção nacional, brilhou na baliza portista, negando por três vezes o golo aos nossos.

Morita - para mim o melhor Leão em campo - pôs os anfitriões em sentido com um remate de pé esquerdo que levou a bola a embater no poste logo ao minuto 11. Ainda na primeira parte, o guardião azul e branco impediu que Trincão e Gonçalo Inácio marcassem. Já no declinar da partida, aos 83', travou um tiro de Fatawu que também levava selo de golo. 

 

Este foi o primeiro jogo do Sporting sem Matheus Nunes, que entretanto já se estreou pelo Wolverhampton (derrota por 1-0 frente ao Tottenham). Mas o grande problema da equipa não esteve na ausência do luso-brasileiro, que rendeu de imediato 45 milhões de euros aos cofres leoninos. Voltámos a pecar por lapsos defensivos, na linha do que já havia ocorrido nos desafios da pré-temporada. Em três jogos oficiais do campeonato, sofremos seis - dois em média por partida, números impensáveis para uma equipa que sonha com o título.

Neste aspecto, nota muito negativa para Porro. Que anteontem fez tudo mal no Dragão: perdeu a bola, errou atrás de passes, desperdiçou um golo de bandeja que Trincão lhe ofereceu e - cereja em cima do bolo - cometeu um penálti absolutamente disparatado ao desviar a bola com a mão em cima da baliza, com Adán fora dos postes. Fazendo-se expulsar pelo árbitro Nuno Almeida. Nessa altura, aos 75', o jogo estava 1-0. Foi penálti, que o FCP converteu. A partir daí, com menos um, o Sporting resvalou de mal a pior.

Desta vez nem as substituições saíram bem ao treinador, batido em termos tácticos pelo sólido losango que Sérgio Conceição instalou no meio-campo, pautando o ritmo da equipa: os da casa aceleraram quando era preciso e concederam a iniciativa ao Sporting quando lhes interessavam. Sem nunca perderem a supremacia. 

 

Confirma-se: este Sporting de início de temporada - privado de Palhinha, Tabata e agora Matheus Nunes - tem um plantel curto para as frentes em que está envolvido. O que vai notar-se sobretudo quando começarem as nossas partidas da Liga dos Campeões. Falta um central, falta um médio defensivo, falta um ponta-de-lança. E talvez falte também um bom guarda-redes suplente, como há muito venho alertando.

Algumas destas lacunas ficarão colmatadas com a promoção de jovens da formação? É duvidoso. Outras serão resolvidas até ao fecho do mercado ainda em curso? É bem provável.

Agora há que digerir esta derrota no grupo de trabalho. E pensar já no próximo desafio, contra o Chaves. Jogo a jogo, como Amorim dantes dizia. É assim que devemos pensar - e não de outra forma. Lembrando que no fim de Agosto do ano passado quem liderava o campeonato era o Benfica, com mais quatro pontos do que o Sporting e o FC Porto.

Sabemos como tudo terminou.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Lento a reagir, intranquilo entre os postes, provocou um penálti desnecessário. Parece mal recupeado da lesão sofrida no fim da pré-temporada.

Neto - Teve noite difícil por ter acorrido várias vezes a dobrar Porro, que parecia perdido em campo. Batido por Taremi no lance do primeiro golo portista.

Coates - Desta vez, ao contrário do que é costume, não se impôs nos lances aéreos. Corte precioso aos 55', mostrando bons reflexos.

Gonçalo Inácio - O mais regular dos nossos defesas - e também aquele que revelou mais precisão no passe. Ia marcando de cabeça, aos 45'+4. 

Porro - Noite de pesadelo. Entregou a bola aos 13', 23', 24', 27', 31' e 55'. Aos 57', falha o golo que Trincão lhe ofereceu. Expulso aos 75' por confundir futebol com andebol.

Ugarte - Jogou condicionado por ter visto o amarelo logo aos 16' sem qualquer necessidade. Quando era preciso, já não podia pôr o pé. Demasiado nervoso.

Morita - Precisão de passe, boa condução de bola. Capacidade de jogar entre linhas. Recebeu um amarelo injusto. Depois de sair, aos 70', aconteceu o descalabro.

Matheus Reis - Outro jogador muito intranquilo: chegou a pegar-se com um apanha-bolas, algo inaceitável. Podia ter feito melhor em dois dos golos. 

Trincão - Exibiu classe num remate em arco que levava selo de golo (45'+3) e num passe de calcanhar para Porro dentro da área que merecia melhor desfecho (57').

Pedro Gonçalves - Combinou bem com Morita no lance em que a bola vai ao poste. Ao recuar no terreno, na segunda parte, tornou-se menos influente.

Edwards - Falso 9: não é avançado-centro. Muito marcado, foi incapaz de fazer as movimentações de que tanto gosta, da direita para o meio.

Nuno Santos - Substituiu Morita aos 70'. Tentou cruzamentos mas não havia ninguém para receber a bola. E andou algo perdido nos apoios defensivos.

Rochinha - Em campo desde os 70', substituindo Neto. Tentou penetrar na área, recorrendo à finta, mas esbarrou na muralha defensiva portista.

St. Juste - Rendeu Matheus Reis aos 79', passando Gonçalo para central à esquerda. Entrou para estabilizar a defesa, mas ainda não parece em grande forma.

Fatawu. Deu mais nas vistas desde que entrou, aos 79', do que Edwards até então. Podia ter marcado, aos 83', mas permitiu a defesa na cara do guarda-redes.

Esgaio. Entrou aos 90'+1, aparentemente só para evitar que Ugarte recebesse um segundo amarelo que o impedisse de alinhar no próximo jogo. Mal tocou na bola.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Dos três golos sofridos no Dragão. Derrota no confronto da noite passada frente ao campeão em título num estádio com 49.430 espectadores. Dois golos sofridos de penálti em noite desastrosa para a nossa organização defensiva, guarda-redes incluído. 

 

De Adán. Noite péssima para o guardião espanhol que tantas alegrias nos tem dado. Preso de movimentos, sai tarde em duas ocasiões - primeiro aos 42', acorrendo ao choque com Taremi sem evitar o golo em lance corrido, depois aos 85', ao cometer grande penalidade - totalmente escusada, quando Galeno está já sem ângulo propício ao remate. Para esquecer.

 

De Porro. Também ele com exibição desastrosa. Na primeira parte entregou a bola cinco vezes aos adversários. Voltou a fazê-lo uma sexta vez, na etapa complementar. E faz-se expulsar de forma infantil aos 75', quando meteu a mão à bola na linha da baliza, com Adán fora do lance, como se fosse guarda-redes. Alegadamente para evitar um golo. Que acabou por acontecer de qualquer modo logo a seguir (78'), num penálti convertido por Uribe, passando o Sporting a jogar só com dez por expulsão do lateral espanhol. Iniciou-se aí o descalabro.

 

Do cartão exibido a Ugarte. O médio uruguaio viu o amarelo muito cedo, logo aos 15', por entrar de sola em riste numa bola disputada sem qualquer necessidade. Passou a jogar o resto da partida condicionado, com receio de ver um segundo que o fizesse sair de campo. Tem responsabilidade, por isso, no início da construção do lance de que resultará o 3-0: não podia meter o pé.

 

Das oportunidades falhadas. Tivemos quatro ocasiões flagrantes para marcar. Na primeira, aos 11', Morita atirou ao poste. Nas outras, Diogo Costa - a figura deste clássico, comprovando ser o melhor guarda-redes português da actualidade - evitou golos de Trincão (45'+3), Gonçalo Inácio (45'+4) e Fatawu (83'). Cumprindo-se um dos princípios básicos do futebol: quem não marca, arrisca-se a sofrer. E a perder jogos - e até campeonatos.

 

Do nosso descalabro defensivo. Seis golos sofridos nos três primeiros desafios da Liga 2022/2023 - à média de dois por jogo. Nunca tinha acontecido na era Amorim, com lances imperdoáveis, como o do golo de Evanilson, aos 42', em que o brasileiro se movimenta sem a menor oposição na nossa área. É caso para soarem todas as campainhas de alarme. Algo insólito porque a única baixa da defesa entretanto ocorrida foi a saída de Feddal, que não participou na maioria dos desafios do campeonato anterior. Isto significa que é necessário rever processos também ao nível do meio-campo. E reforçá-lo com urgência máxima.

 

Das substituições. Desta vez creio que Rúben Amorim mexeu mal na equipa, ao fazer uma enorme alteração na linha defensa aos 70'. Saíram Neto e Morita, entraram Rochinha e Nuno Santos. Voltou-se à confusão gerada noutras partidas: Gonçalo passou de central à esquerda para central à direita e Matheus transitou de lateral para central, com a instabilidade daí decorrente. Por coincidência ou talvez não, a partida deixou de estar equilibrada e sofremos o segundo golo escassos minutos depois.

 

Das ausências. Está a ser um início de temporada muito complicado para o Sporting - aliás na linha do que já havia sido detectado nos desafios da pré-época. Perdemos três titulares da época passada (Sarabia, Palhinha e agora Matheus Nunes), além de Tabata, que tinha golo e dava mais uma opção ao treinador para o corredor central. Estranho seria que sem estas baixas tudo ficasse como se nada tivesse acontecido. Mas a verdade é que o FCP perdeu três jogadores nucleares da época passada (Vitinha, Mbemba e Fábio Vieira, além de Luis Díaz, que havia saído em Janeiro) sem ter sofrido qualquer abalo.

 

De uma espécie de regresso ao passado. Desde 2015 que não sofríamos três golos do FC Porto, na condição de visitantes, para o campeonato. Derrota pesada, que pode ter consequências no estado anímico da equipa.

 

De termos ficado em branco tendo um goleador sob contrato. Slimani ainda está no Sporting, mas proscrito. Dava-nos jeito? Claro que sim. Ontem disputámos o clássico sem um avançado centro no onze. Cenário absurdo numa equipa que sonha ser campeã.

 

Da distância face ao FC Porto. Em nove pontos disputados, já perdemos cinco. Isto significa que deixámos de depender só de nós para lutarmos pelo título de campeão nacional. Quando ainda faltam 31 jornadas. Isto pode ter algo de positivo? Só o facto de acontecer tão cedo: há tempo de sobra para darmos a volta. Mas precisamos de aguardar erros dos nossos principais adversários nesta corrida de longo curso.

 

 

Gostei

 

De Morita. Não é Matheus Nunes, claro: tem características muito diferentes. Mas não foi por ele que saímos derrotados do Dragão. Pelo contrário, o primeiro sinal de perigo neste clássico saiu dos pés do japonês, num lance de infiltração na grande área portista culminado num potente pontapé que embateu no poste direito da baliza. Mais uns centímetros ao lado e toda a história deste jogo teria sido diferente. Talvez mereça ser considerado o melhor Leão em campo.

 

De Fatawu. Entrou bem, embora só aos 79', quando Rúben Amorim decidiu retirar Edwards. O jovem internacional ganês anda com vontade de mostrar serviço como profissional do Sporting e percebe-se que sente atracção pela baliza. Quatro minutos depois de saltar do banco esteve quase a marcar, isolando-se perante o guarda-redes, num lance que Diogo Costa abortou com excelente defesa.

 

Do tempo extra na primeira parte. Duas oportunidades de golo nesta fase, em que o FCP esteve em contínuo sobressalto. Só faltou concretizá-las.

 

Do início do segundo tempo. Domínio claro do Sporting nos 20 minutos iniciais deste período, procurando desfazer o 1-0 que se registava ao intervalo, com o FCP a conceder-nos iniciativa de jogo. Boas subidas pelos flancos, sobretudo no esquerdo, em que Matheus Reis ganhou consecutivos confrontos individuais. Só faltou traduzir este domínio em golos.

 

Que desta vez não houvesse chavascal no Dragão. Certas tradições começam a perder-se. Se forem péssimas, como esta, é um excelente sinal.

O dia seguinte

Depois do Vilarreal, Roma e Sevilha, foi a vez do Wolverhampton, a equipa mais portuguesa da Premier League, servir de adversário exigente e bem adequado para nos preparar uma entrada na época oficial da melhor forma. Tendo o resultado um valor secundário nestes encontros, o Sporting acabou a ganhar um e a empatar três jogos.

Se calhar pelas cargas físicas da semana, a verdade é que muitos jogadores entraram muito "presos" em campo, lentos a pensar, a executar e a intervir, e assim os passes perdem-se, os desarmes são faltosos, os remates saem sem convicção, e o 3-4-3 "plano A" deixou muito a desejar. Ainda assim, quase todos os do onze inicial ficaram até ao fim do jogo para ganhar endurance para o que aí vem.

O melhor do jogo foi mesmo o desempenho de Morita à frente da defesa: combativo enquanto "teve pilhas" e com excelente passe a curta e longa distância. E também a desenvoltura de Israel a mostrar competência em tudo o que teve de fazer, incluindo uma excelente saída aos pés de um adversário isolado que evitou o golo iminente.

Além disso, é claro que Trincão vale dez vezes mais do que hoje mostrou, que Matheus Reis e Edwards são os jogadores que estão a um ritmo superior aos outros, e que com mais uma semana de trabalho teremos equipa para Braga, que é o mais importante.

É verdade, o Paulinho - também ele muito abaixo do que pode e sabe - assistiu para Trincão falhar, e sacou um penálti. 

SL

Ainda falta muita coisa para afinar

Sporting, 1 - Sevilha, 1 (Troféu Cinco Violinos)

 

Péssima primeira parte, muito razoável segunda parte - quase a compensar a confrangedora exibição dos 45 minutos iniciais. Rúben Amorim deve ter dito das boas aos jogadores no intervalo. Mesmo assim, neste confronto com o Sevilha, só conseguimos equilibrar a partida e até ficar por cima depois de o treinador espanhol, o nosso conhecido Julen Lopetegui, desatar a fazer substituições, desarticulando todo o seu onze titular. 

Convém reconhecer mérito ao adversário. O Sevilha ficou em quarto lugar na Liga espanhola, vai disputar a Liga dos Campeões e tem um plantel qualificado - basta dizer que actuou com Corona, Acuña, Fernando, Ratikic, Jesús Navas e Óliver Torres, entre outros.

Mas vários problemas persistem nesta equipa do Sporting. Escassa produção ofensiva, fraca pontaria no momento do remate, incapacidade de progredir com a bola controlada no corredor central, que deixamos ao domínio adversário. Acrescidos agora da ausência de Palhinha, que funcionava como tampão e municiador precisamente na zona mais desguarnecida, e pela manifesta falta de articulação entre Ugarte e Matheus Nunes nessa área.

 

O nosso primeiro remate enquadrado surgiu quando já se haviam esgotado os 45 minutos iniciais, num pontapé de raiva de Nuno Santos para defesa muito apertada do guarda-redes. Os jogadores rumaram ao balneário com resultado desfavorável: aos 15' o Sevilha tinha aberto o marcador, aproveitando muito bem uma falha colectiva da nossa defesa - incluindo má reposição de bola de Adán, ontem intranquilo, o que nele não é habitual.

Ao contrário de Lopetegui, Amorim mexeu pouco: percebe-se que este onze será o titular. Única mudança aos 23', com troca de Ugarte (magoado) por Morita, que pode fazer a posição 6 mas não é um trinco puro até por morfologia física. O japonês acabou por ser um dos melhores em campo: muito móvel, com precisão de passe e boa visão de jogo. 

Trincão foi o único reforço leonino no onze inicial. Ainda com manifesta falta de articulação com os colegas, o que se compreende, e alguma tendência para "adornar os lances", o que aumenta os aplausos nas bancadas mas diminui a nossa eficácia colectiva. Está longe de ser o único com tal tendência, muito cultivada por Matheus Nunes e que parece até ter afectado Porro e contaminado Coates - este em jogada no nosso meio-campo ofensivo que gerou perda de bola.

 

A pressão leonina acentou-se: percebia-se que a equipa procurava o empate. Mas faltava mexer na "casa das máquinas": foi o que Amorim fez ao trocar Matheus Nunes por Edwards e Trincão por Rochinha. Principal efeito destas substituições: o recuo de Pedro Gonçalves, que passou a jogar sempre de frente para a baliza e funcionou como nosso principal distribuidor de jogo. Aos 75', ofereceu um golo a Edwards que o canhoto inglês desperdiçou com o pé direito. Aos 82', novo brinde - desta vez tendo como destinatário Paulinho, que lhe deu a melhor sequência, com um tiro certeiro. Selando o empate que se manteve até ao fim.

Como estava em jogo o Troféu Cinco Violinos, agora na décima edição, havia que desatar o nó nas grandes penalidades. Todas muito bem convertidas, de um lado e do outro, até o recém-entrado Fatuwu (reforço ganês só com 18 anos mas já internacional pelo seu país) fazer disparar a bola com estrondo à trave. O troféu ficou para a equipa sevilhana, onde actuaram dois nossos velhos conhecidos: Acuña e Gudelj. O primeiro viria a sair sob uma chuva de insultos e vaias - numa confirmação de que muitos sportinguistas tratam mal aqueles que honraram e serviram a verde e branca.

Nada de novo. Tanto se fala na ingratidão dos jogadores: devíamos reflectir mais na ingratidão dos adeptos. 

 

Algo que começa a tornar-se frequente também em todos os nossos jogos: houve sururu e chega-p'ra-lá junto à linha. Mesmo nos supostos "amigáveis". Mesmo nos chamados "jogos de preparação". É uma tendência que espero não ver prolongada, mas sou capaz de apostar que veio para ficar, acompanhando a progressiva radicalização dos adeptos bem patente ao menor pretexto nas redes sociais e num canal de TV que se alimenta disto com quatro ou cinco mecos aos berros serão após serão.

Não levámos o troféu, não vencemos o jogo, mas termino com algumas notas positivas: boa "moldura humana" em Alvalade (éramos 31.075 no estádio), relvado em excelente condição e desta vez não houve petardos nem tochas. E temos pelo menos cinco eficazes marcadores de penáltis: Porro, Pedro Gonçalves, Rochinha, Tabata e Edwards. Na época passada, o agora ausente Sarabia encarregou-se de convertê-los quase todos.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Teve responsabilidade no golo sofrido, ao entregar a bola numa reposição. Não conseguiu defender nenhum dos penáltis no fim.

Gonçalo Inácio - Regressou à posição que já bem conhece - central do lado direito. Actuação certinha. Boa capacidade de passe longo.

Coates - Causa calafrios quando improvisa, saindo de posição, o que nos custou um golo contra a Roma. Repetiu a proeza duas vezes, desta vez sem estragos.

Matheus Reis - Apanhado em contrapé no lance do golo, deu a sensação de que podia ter feito melhor. Rende mais como lateral do que como central à esquerda.

Porro - Oscilou muito, como a própria equipa. Perdeu vários duelos, falhou vários passes, mas foi sempre dos mais inconformados.

Ugarte - Má abordagem no lance do golo, deixando Óliver Torres antecipar-se e tocar para Corona. Saiu pouco depois, aos 23'.

Matheus Nunes - Parece andar com a cabeça algures. Ontem quase nada lhe saiu bem, nem no passe nem na criação de lances. Saiu demasiado tarde, aos 72'.

Pedro Gonçalves - Melhor em campo. Fabuloso passe a isolar Paulinho (52'), outro para Edwards (75'). Assistência no golo (82'). Tentou ele próprio marcar (59' e 80').

Trincão - Bons apontamentos quando jogou do lado direito do ataque, com Acuña pela frente, mas ainda não criou automatismos. Substituído aos 72'.

Nuno Santos - Cruzou algumas vezes, mas ninguém dava sequência aos passes. Foi o primeiro a tentar o golo (45'+1). Saiu aos 85'.

Paulinho - Nem remates, nem capacidade para abrir espaços. Andava perdido até ao momento culminante: um grande golo aos 82'. Saiu logo a seguir, para os aplausos.

Morita - Em campo desde o minuto 23. Revela boa técnica, domínio de bola, visão de jogo, capacidade de passe. Pode ascender ao onze titular. 

Rochinha - Único reforço dextro numa equipa cada vez com mais canhotos, entrou aos 72 para criar desequilíbrios. Mas ficou aquém do pretendido.

Edwards - Em campo desde os 72'. Desperdiçou um golo "cantado" aos 75'. Aos 88', tentou cavar um penálti sem ser tocado, iludindo o árbitro (mas não o VAR).

Tabata - Rendeu Paulinho aos 85'. Pouco tempo para mostrar o que vale - apesar dos 6' de tempo extra concedidos. Converteu muito bem o penálti final.

Fatawu - O mais jovem reforço leonino, em campo desde os 85' (substituiu Nuno Santos). Procurou agitar o jogo, como extremo esquerdo. Pena ter falhado o penálti.

O dia seguinte

Começo aqui mais uma época de comentários aos jogos do Sporting, sempre feitos na base da sensação que me deixou o encontro, sem pensar muito na coisa e muito menos me deixar influenciar pela opinião dos outros, jornalistas ou comentadores.

Contra o 2.º classificado da liga  belga, Amorim fez alinhar um misto AB que à partida deixava muito a desejar, mas a verdade é que a equipa entrou bem no jogo e foi superior em toda a primeira parte, onde Morita pautou o jogo com classe e Edwards escarafunchou aquilo tudo. Israel demonstrou pinta de guarda-redes, Fatawu parece um mistura bem feita de Plata e Nuno Mendes, Mateus só lhe falta o "h" e mais uns centímetros para ser o novo Matheus do meio-campo, e Chermiti é o Essugo lá da frente. Vão todos lá chegar com tempo e paciência.

A segunda parte já foi diferente, as substituições dos belgas e a quebra física dos melhores da primeira parte do Sporting inverteu o comando do encontro, os belgas vieram com um futebol prático e eficaz, depressa empataram e podiam até ter ganho.

Concluindo, foi um encontro onde os titulares cumpriram os mínimos, os novos fizeram pela vida e uns estiveram melhores que outros.

Homem do jogo: Morita. O maestro de olhos em bico.

SL

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