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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Sinal dos tempos: houve muitos leitores a antever goleadas. Mas o Moreirense-Sporting terminou sem goleada: não pode ser sempre.

Três acertaram no resultado e também em Pedro Gonçalves como marcador de um dos nossos golos:  Fernando, Maximilien Robespierre e Nuno Pinto. Estão de parabéns.

Fica o registo daqueles que também previram o 0-2 final, embora sem conseguirem antever quem marcaria: Fernando LuísJorge LuísJosé SilvaLeão 79Manuel Oliveira e Pedro Batista.

Amanhã há mais.

Vencer e convencer onde o SLB empatou

Moreirense, 0 - Sporting, 2

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Geny cumprimenta Morita, que abriu o marcador logo ao terceiro minuto do jogo

Foto: Hugo Delgado / Lusa

 

Nada melhor, para começar a crónica de mais um jogo do nosso contentamento, do que descrever um belo lance de futebol colectivo. Precisamente aquele que deu origem ao golo da tranquilidade, confirmando o total domínio do Sporting sobre o Moreirense, sexto classificado do campeonato, num estádio onde raras equipas têm facilidade em jogar.

Aconteceu ao minuto 23.

Morten recupera a bola, na linha divisória, e atrasa-a para Coates. O capitão, pressionado, devolveu-a com o pé esquerdo. O dinamarquês, apertado por dois adversários quase em cima da linha esquerda, faz um exímio passe de calcanhar, para Gonçalo Inácio, que logo a adianta uns 20 metros, pondo-a em Gyökeres. Este toca atrasado para Trincão, no corredor central, e o minhoto, após grande recepção no peito, coloca a "redondinha" nos pés de Geny, que progride na ala direita. Trincão desmarca-se entretanto com velocidade, proporcionando uma linha de passe ao jovem moçambicano já perto do limite do campo e num toque subtil entrega-a a Pedro Gonçalves, bem posicionado, e que no interior da área, muito à sua maneira, a introduz na baliza. Mais em jeito do que em força.

Neste excelente lance colectivo - um hino ao futebol - intervieram sete dos nossos dez jogadores de campo. Proporcionando a quem viu o jogo esta certeza cada vez mais inabalável: estamos perante a melhor equipa já treinada por Rúben Amorim. Superior até à que conquistou o campeonato há três anos.

 

Os números não deixam lugar a dúvidas. Com esta vitória por 2-0 em Moreira de Cónegos, anteontem, Amorim cumpriu o oitavo desafio seguido da Liga 2023/2024 a vencer: ainda não perdeu qualquer ponto neste ano civil.

Marcámos 28 golos nas últimas seis partidas que contribuíram para a nossa classificação actual: 55 pontos. A par com o Benfica, por enquanto, mas com menos um jogo disputado. E sem esquecer que o SLB ainda terá de visitar Alvalade.

Desde a época 1975/1976 não havia uma equipa portuguesa a marcar tantos golos à 21.ª jornada. Temos melhores marcas do que tínhamos, nesta fase, na época 2020/2021, em que fomos campeões. Há três anos, 17 vitórias e 4 empates; com 42 golos marcados e 10 sofridos. Agora, 18 vitórias, um empate e duas derrotas; com 60 golos marcados e 19 sofridos.

 

Convém lembrar: o FCP foi a Moreira vencer à tangente, por 0-1 e o SLB tropeçou lá (0-0). Nós, aos 23', já tínhamos o jogo resolvido. O primeiro, marcado logo aos 3' por Morita na sequência de um canto apontado por Trincão, o melhor em campo.

Depois, houve que gerir o resultado - mas sem baixar linhas, controlando sempre as operações com o estado-maior instalado na linha do meio-campo, confiado ao capitão Morten, bem auxiliado pelo tenente Morita. Sem o sapador Viktor insistir nas missões de infiltração em terreno adversário, desta vez num estádio menos ajustado à sua acção desequilibradora. Mas cheio de adeptos leoninos que não se cansaram de incentivar e aplaudir a nossa equipa. Verdadeira equipa de todos nós.

 

É sempre assim quando o Sporting marca golos. E tem marcado em todos os jogos das competições internas na temporada em curso. E há cerca de meio século que não marcava tantos golos.

É sempre assim, quando o Sporting ganha. E há muitos anos que não ganhava tanto.

Estamos aptos a receber amanhã o Young Boys. Sem lesões: até nisto a estrelinha de Rúben voltou a reluzir. Porque não há campeão sem sorte.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Ao contrário do que ele certamente suporia, teve pouco trabalho nesta partida. Só fez a primeira defesa, aliás fácil, ao minuto 88. O único calafrio aconteceu no minuto final, após um canto, aos 90'+6.

Eduardo - Mais contido do que nas partidas anteriores, o que em nada prejudicou a nossa organização colectiva. Quando a linha defensiva avançava, ficava ele a resguardar a retaguarda. Missão cumprida.

Coates - Um pilar de estabilidade. Após um jogo em que foi poupado, tendo em atenção este intenso calendário de Fevereiro, voltou em grande forma como patrão da defesa. Cortes cirúrgicos, concentração total.

Gonçalo Inácio - Inesperadamente, foi o mais intranquilo do nosso sector mais recuado. Nem sempre acertou nos passes e teve uma perda de bola comprometedora. Mas interveio bem no segundo golo.

Geny - Já sentou Esgaio como titular da nossa ala direita. Muito mais ofensivo do que o nazareno, pôs o lateral adversário sempre em sentido durante toda a primeira parte. Só lhe faltou o golo. Mas vai tentando sempre.

Morten - Joga sempre de cabeça bem levantada, com visão panorâmica do terreno. Teve pormenores de inegável classe. Dominou o corredor central, impondo voz de comando. Vital para o equilíbrio da equipa.

Morita - Complemento ideal do dinamarquês no controlo do meio-campo. Menos subtil do que o companheiro, não hesitou em usar o corpo para travar investidas do Moreirense. E foi dele o golo inaugural.

Nuno Santos - O batalhador do costume em missão atacante. Foi tentando o golo. E esteve prestes a conseguir aos 32', num remate ao canto da baliza que o guarda-redes travou com brilhantismo.

Pedro Gonçalves - Regressado ao trio mais ofensivo, é lá que exibe os seus melhores atributos. Confirmados com o golo da tranquilidade, aos 23'. Já marcou 13 nesta epoca. E ainda mandou uma bola ao poste (47'). 

Trincão - Melhor em campo: está a ser uma das grandes figuras do Sporting. Embora sem marcar, assistiu duas vezes. Ao cobrar o canto que deu golo e ao pôr a bola bem redondinha nos pés de Pedro Gonçalves.

Gyökeres - Esforçou-se muito, num campo menos comprido do que os restantes, o que lhe condicionou alguns movimentos. Tentou o golo, desta vez sem conseguir. Mas sem nunca baixar os braços.

Matheus Reis - Em campo desde o minuto 82, substituindo Nuno Santos, já amarelado. Muito concentrado, demonstrou a sua utilidade com um corte oportuníssimo aos 90'+5.

Daniel Bragança - Substituiu Morita ao minuto 89. O nipónico estava muito fatigado, havia que refrescar o meio-campo para evitar desequilíbrios. Funcionou.

Edwards - Rendeu Pedro Gonçalves aos 89'. Entrou sobretudo para segurar a bola no tempo extra, que durou seis minutos.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De outra vitória leonina. Desta vez aconteceu em Moreira de Cónegos: 0-2. No mesmo estádio onde o Benfica tropeçou (0-0) há dois meses. Respeitámos o adversário, mas impusemos o nosso ritmo, dominando em absoluto. Antes do minuto 25 já tínhamos fixado o resultado, com golos de Morita (3') e Pedro Gonçalves (23'). Depois foi tempo de gerir este domínio traduzido em números, já a pensar na recepção ao Young Boys, para a Liga Europa, na próxima quinta-feira. Mas estivemos sempre mais perto do 0-3 do que o Moreirense de marcar. 

 

De Trincão. Desta vez não a meteu no fundo das redes, mas esteve envolvido nos nossos dois golos. No primeiro, ao cobrar de forma exímia o canto que nos pôs em vantagem mal estavam concluídos 120 segundos de jogo. No segundo, é inegável protagonista - em dois momentos - do excelente lance colectivo do Sporting, de longe o melhor do desafio, que culmina na assistência dele para Pedro Gonçalves concretizar. Além dos golos que já marcou (facturou nos cinco jogos anteriores a este), soma quatro assistências no campeonato. Melhor em campo. 

 

De Pedro Gonçalves. Devolvido à linha dianteira, com proveito para a equipa, pelo segundo desafio consecutivo. Não desperdiçou tempo nem oportunidade: marcou o seu 13.º golo da temporada, igualando Paulinho na lista dos nossos artilheiros. Só Gyökeres está à frente dele. Falhou por muito pouco o 3-0 num remate em que a bola foi caprichosamente embater no poste (47'). Está em grande forma, tanto física como anímica. Esteve igualmente muito bem, nas declarações prestadas no fim do jogo, quando apresentou condolências ao jovem João Neves, do Benfica, que acaba de perder a mãe: exemplo de desportivismo e de civilidade no futebol ainda mais de enaltecer por ser raro nos dias que vão correndo.

 

De Morten.  Nota-se cada vez mais: é mesmo o pêndulo da equipa. Fechou o corredor central, em parceria perfeita com Morita, forçando assim o Moreirense a encarreirar jogo ofensivo pelas faixas laterais, onde Nuno Santos e (esquerda) e Geny (direita) foram praticamente intransponíveis. Com forte sentido posicional e excelente visão de jogo, o dinamarquês tornou-se elemento imprescindível do onze titular leonino - não apenas na recuperação mas igualmente na construção. Desta vez jogou ligeiramente mais adiantado no terreno e a equipa não perdeu com isso, antes pelo contrário. Teve intervenção no início do segundo golo, com excelente passe de calcanhar, vencendo o duelo com dois adversários que o cercavam.

 

De continuarmos a demonstrar excelente produção ofensiva. Marcámos pelo menos dois golos em cada um dos últimos dez jogos do campeonato. Lideramos com enorme vantagem a lista das equipas mais goleadoras, já com 60 concretizados - mais oito do que o Benfica, que surge em segundo. Marcámos em todas as rondas da prova, sem falhar uma. 

 

De termos mantido as nossas redes intactas. Quarto desafio consecutivo para competições internas sem sofrermos golos, após os encontros em Leiria (3-0) para a Taça de Portugal, contra o Casa Pia em Alvalade (8-0) e contra o Braga, igualmente no nosso estádio (5-0). Balanço destas três partidas em números: 18 marcados, nenhum sofrido. 

 

Da grande dinâmica colectiva. Entrámos com a atitude certa, pressionando muito em cima da baliza adversária e procurando resolver a contenda logo na fase inicial - desígnio estratégico concretizado, sem dar oportunidades aos de Moreira de Cónegos para reagirem, reagrupando-se no terreno. Na primeira parte, em quatro oportunidades, concretizámos duas. O 2-0 que se registava ao intervalo deu-nos muita tranquilidade para temporizar o jogo, pausar a construção e impor o ritmo da partida, de acordo com os nossos interesses. A vitória acabou por ser muito mais tranquila do que quase todos os comentadores previam e do que os adeptos mais ansiosos receavam.

 

Do forte apoio nas bancadas. Mais de cinco mil espectadores no estádio do Moreirense - segunda melhor casa da temporada, até ao momento. Destes, muitos eram adeptos do Sporting. Que incentivaram a equipa do princípio ao fim com os seus cânticos. Pormenor a destacar: viam-se várias bandeiras da Suécia. Gyökeres merece, embora desta vez não tenha marcado.

 

Do árbitro. Nem parecia ele. Mas desta vez Fábio Veríssimo fez bom trabalho. Só um amarelo exibido (a Nuno Santos), critério largo, arbitragem à inglesa - tal como já havia sido a do Sporting-Braga, apitada por António Nobre na jornada anterior. Diferença enorme em relação às habituais exibições de Veríssimo, que costuma protagonizar festivais de apito, interrompendo incessantemente as partidas para assinalar todo o tipo de faltas e faltinhas, reais ou imaginárias.

 

De continuarmos lá em cima. Agora com 55 pontos, igualamos o Benfica no comando, mas mantendo um jogo a menos. E somos a única equipa deste campeonato que ainda não perdeu um só ponto em 2024.

 

 

Não gostei

 

Do  Moreirense. Equipa sem chama, incapaz de um remate perigoso, rendida à marcação, subjugada pelo Sporting e com dois centrais tão obcecados em secar Gyökeres que se esqueciam de reparar nos outros. A gente agradeceu.

 

Que tivéssemos jogado quase a passo em largos períodos da segunda parte. Sabia a pouco, como espectáculo, mas certamente nenhum adepto leonino levou a mal: esta foi uma jornada entalada entre duas partidas europeias, ambas com o líder destacado do campeonato suíço. Há que poupar forças e dosear energias nesta fase em que jogamos de três em três dias. O campeonato é a meta principal, mas a nossa participação na Liga Europa não pode ser menosprezada.

 

De ver o Sporting jogar de preto. Este equipamento alternativo parece imitar o principal da Académica de Coimbra. Mas proporcionou um bom título à crónica do jogo feita pelo SAPO Desporto: «Leão vestiu-se de preto, mas voltou a jogar a cores». Aprecio títulos criativos e chamativos, como este.

O dia seguinte

A única vez que fui ao estádio do Moreirense, nos arredores de Guimarães, nem o Sporting fez grande exibição, nem conseguiu os 3 pontos. Foi na maldita época do assalto a Alcochete. O Sporting de Jorge Jesus tinha começado em grande a época, eliminado o Steaua de Bucareste e conseguido o acesso à Champions, vinha de seis vitórias na Liga incluindo um 5-0 em Guimarães, uma vitória fora na Champions contra o Olympiakos, e na semana seguinte seguiam-se o Barcelona e o Porto em casa. Que terminariam com 0-1 e 0-0.

O Sporting esteve muito mal nesse jogo, com Alan Ruiz nas costas do Bas Dost e Gelson Martins desterrado na ponta direita. O Moreirense marca antes do intervalo, Alan Ruiz fica na cabina, Bruno Fernandes pouco mais tempo ficou no relvado e foi preciso um autogolo para sairmos de lá com o empate. Do que me recordo, as oportunidades no jogo todo foram menos que nos primeiros 15 minutos do jogo de hoje.

Foi mesmo em Moreira de Cónegos que começou a desgraça daquela época.

 

Mas neste jogo de hoje nada disso aconteceu. O Sporting fez talvez a melhor 1.ª parte da temporada, um verdadeiro rolo compressor feito de posicionamento, compromisso na pressão alta, capacidade de passe e de "pequenas sociedades" em zonas do campo, com dois ou três jogadores que combinavam muito bem em pequenos espaços. Lição muito bem estudada, realização perfeita. O 2-0 sabia a pouco. Adán viu o jogo.

Na 2.ª parte forçosamente o ritmo teria de baixar. A equipa passou a esperar mais pelo adversário para recuperar a bola e saltar no contra-ataque e o apitador Veríssimo começou a entrar em jogo marcando faltas em situações que os jogadores do Moreirense se atiravam para o chão a berrar como se tivessem partido uma perna ou algo pior. Mesmo assim, nem livres nem cantos conseguiram criaram algum perigo, exceptuando aquela cabeçada  num canto no último minuto dos descontos.

Entretanto Gyökeres foi dando muito trabalho à defesa do Moreirense e o Sporting foi desperdiçando várias oportunidades para chegar ao terceiro golo, em particular uma bola no poste de Pedro Gonçalves e outra de Trincão que o guarda-redes defendeu nem sabe como. Além de dois remates frontais para o parque de estacionamento, um do sueco e outro do dinamarquês.

A excelência do desempenho do Sporting até levou a que Rúben Amorim retardasse as substituições. Nem esgotou as cinco permitidas.

 

Pior em campo só pode ter sido o Adán, que não fez uma defesa digna desse nome. Apanhou bolas mais ou menos mortas. Brincando, claro.

Melhor mesmo, quanto a mim, foi Hjulmand. Ele e Morita fizeram um trabalho notável no meio-campo, não falhando passes, encontrando sempre colegas desmarcados, caindo em cima dos jogadores do adversário sem faltas desnecessárias. Do trinco lento e faltoso que chegou para este médio-centro dominador do jogo de hoje muito Hjulmand evoluiu sob as ordens de Amorim. Mas todos estiveram muitissimo bem.

Arbitragem? Critério que foi variando conforme os minutos de jogo, uma armadilha a que a equipa soube escapar.

E agora? Rodar a equipa para quinta-feira cumprir a obrigação de passar sem riscos desnecessários, e focar na deslocação a Vila do Conde com todos disponíveis.

Jogo a jogo vamos lá. "In Amorim we trust."

SL

Prognósticos antes do jogo

Mais um confronto em perspectiva. É logo à noite, a partir das 20.15, em Moreira de Cónegos. Qual será o resultado? Quem marcará golos?

Recordo: no desafio da primeira volta, vencemos em Alvalade por 3-0. Com golos marcados por Morten, Gyökeres e Diomande. Na época anterior, fomos ao Minho ganhar por dois golos sem resposta.

Aguardo os vossos prognósticos para este Moreirense-Sporting.

Os melhores prognósticos

Desta vez houve muitos vencedores: sete no total. Aqui fica o quadro de honra: Cristina Torrão, Fernando, Leoa 6000, Luís Ferreira, Maximilien Robespierre, Tiago Elias e Tiago Oliveira. Todos acertaram no resultado do Sporting-Moreirense (3-0). Vaticinando, com acerto, em Gyökeres como um dos marcadores - os outros foram Morten e Diomande, que nenhum deles anteviu.

Também justifica registo um quarteto de leitores que, tendo previsto o desfecho leonino nesta quinta ronda do campeonato, só "atirou ao poste" no capítulo dos goleadores. De qualquer modo fica a menção, também merecida: João Paulo Palha, Manuel Parreira, Paulo Batista e Salgas.

Melhor exibição e maior vitória até agora

Sporting, 3 - Moreirense, 0

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Gyökeres: mais um golo (e vão três) e uma assistência para Morten. Nenhuma dúvida: é craque

Foto: Rodrigo Antunes / Lusa

 

Valeu a pena este compasso de espera, imposto no calendário futebolístico pelos jogos das selecções. No Sporting houve vários ausentes - desde logo Gonçalo, na selecção nacional. Mas também Gyökeres pela Suécia, Morten pela Dinamarca, Morita pelo Japão, Diomande pela Costa do Marfim e até Geny por Moçambique.

Certamente não por acaso, todos estes jogadores surgiram em campo com grande frescura mental, disponibilidade táctica e robustez física. Fundamentais naquele que foi até ao momento o nosso melhor desafio da Liga 2023/2024 e na construção da mais dilatada vitória que registámos igualmente até agora nesta prova.

Certamente não por acaso, três deles revelaram veia goleadora nesta recepção ao Moreirense, que ocupava o 12.º lugar da tabela classificativa antes da deslocação a Alvalade. Morten estreou-se a marcar com um disparo fortíssimo de meia-distância (55'). Gyökeres confirmou vocação para artilheiro ao fuzilar de cabeça a baliza forasteira (61'). Diomande, também de cabeça, selou a contagem no último suspiro do desafio (90'+6), concluindo da melhor maneira um canto... marcado por Geny.

Não há coincidências.

 

Custa-me entender por que motivo alguns adeptos do Sporting resmungam sempre contra os jogos das selecções. Representar os países de origem é um factor de motivação adicional para qualquer profissional de futebol que não opte pela "deserção", imitando os maus exemplos de Rafa e João Mário.

Eu gosto muito do meu clube. E também gosto muito das selecções do meu país - não apenas da selecção A. Nada disto é incompatível.

Por isso aplaudi o seleccionador Roberto Martínez ao convocar Gonçalo Inácio como titular contra o Luxemburgo. Foi recompensado: impecável a defender, o nosso esquerdino brilhou também como goleador, bisando contra o onze do grão-ducado. É fácil prever que agarrou a titularidade na equipa das quinas.

 

Voltando ao Moreirense-Sporting. Desde logo, há que sublinhar isto: a turma visitante deu-nos muito trabalho na primeira parte, que terminou empatada a zero.

Os minhotos actuaram com as linhas muito avançadas, travando a nossa progressão sobretudo nos corredores laterais. E até causaram perigo num par de oportunidades. Mas a partir da meia-hora começaram a acusar o esforço físico, o que os levou a recuar e gerou alguma desorganização da equipa.

Nós aproveitámos. Poderíamos até ter marcado mais cedo. Logo aos 14', quando Morita atirou ao ferro após cobrança de livre lateral. Depois Morten disparou ao mesmo poste (29'). Esgaio, numa emenda quase perfeita a um passe cruzado do médio japonês, introduziu a bola na baliza (31'). Mas o VAR invalidou por suposta "deslocação" de 5 centímetros! Já escrevi e repito: decisões destas são um atentado ao futebol sem prestarem o menor serviço à verdade desportiva. 

 

Após o  intervalo, fomos para cima deles - com alegria, desenvoltura, velocidade, abertura constante de linhas de passe, progressão com bola. Num sufoco que se traduziu nos golos. Que poderiam ter sido ainda mais. Paulinho (que só entrou aos 75') cabeceou à trave (79'), confirmando o velho ditado: não há duas sem três.

Rúben Amorim gostava do que ia vendo. Os mais de 36 mil espectadores no estádio também. As substituições desta vez não prejudicaram o nosso fio de jogo. E foi possível até haver poupanças pontuais com vista ao desafio de quinta-feira na Áustria para a Liga Europa. Havendo ainda tempo para o tal golo mesmo no último suspiro do desafio. Golo de estreia de Diomande nesta temporada. Já Morten também se estreara como artilheiro de Leão ao peito.

Esta vontade, esta energia, esta capacidade de entrega à luta até ao apito final caracteriza as equipas com aspirações ao título. É o que vemos e sentimos neste Sporting 2023/2024. Para alegria de todos nós.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Saiu em falso num lance que poderia ter gerado um golo totalmente imerecido para o Moreirense (51'). Antes, havia visto a bola embater no poste (6'). Parece longe da melhor forma.

Diomande - Impecável a defender, útil na construção de jogo, irrepreensível no passe. E agora até goleador de mérito. Foi ele a marcar o terceiro, justa recompensa para uma óptima exibição.

Coates - O patrão Coates está de volta. Comandou com pé seguro o trio defensivo. Fez cortes providenciais (33', 64', 90'+3) e ainda tentou o golo de cabeça (85', 90+4), desta vez sem êxito.

Gonçalo Inácio - O jogador leonino com maior acerto no passe, segundo rezam as estatísticas. Cometeu apenas um deslize, logo aos 6', mas foi melhorando sempre. Merece nota elevada.

Esgaio - Seguro, disciplinado. Muito útil. Dono absoluto do corredor direito, ainda marcou um golo que devia ter sido validado. Saiu muito desgastado, mas com a certeza do dever cumprido.

Morten - Boa leitura de jogo, eficaz nas recuperações. Anda de pé quente, como mostrou duas vezes, com fortes disparos. Na primeira, acertou no poste. Na segunda foi lá para dentro.

Morita - Eficaz parceria com Morten: parece que actuam juntos há anos. Enquanto o colega joga de frente para a baliza, o japonês cobre todo o meio-campo, ligando ao ataque. Grande exibição.

Nuno Santos - Ninguém cruzou tanto e tão bem como ele. Um desses cruzamentos resultou em assistência para o segundo golo. Quase marcou, num disparo aos 42'. Está em grande forma.

Pedro Gonçalves - Foi útil, sobretudo, a abrir espaços para os colegas. Mas teve uma exibição demasiado apagada e revelou-se algo displicente no capítulo do passe. Dele exige-se mais.

Edwards - O mais fraco do onze titular. Funcionou como elemento dissonante, parecendo sempre algo desligado da equipa. Sem fazer a diferença nos lances individuais. Facilmente desarmado.

Gyökeres - Um poço de energia. Segunda parte sempre em crescendo. Assistiu no primeiro golo, marcou o segundo e nunca deixou de disputar a bola. Com força e técnica. Melhor em campo.

Paulinho - Fora do onze titular, substituiu Edwards aos 75'. Já a equipa estava com a vitória garantida e o Moreirense mantinha-se acantonado. Ainda teve tempo de cabecear à barra.

Matheus Reis - Substituiu Nuno Santos (75'). Protagonizou lance de cinco estrelas quatro minutos depois ao ir à linha final e centrar a meia altura para Paulinho. Assistência para um quase-golo.

Geny - Entrou aos 60', rendendo Esgaio. Actuando como extremo, num momento em que a turma minhota já quase não saía, venceu vários duelos. É dele o pontapé de canto que gerou o golo 3.

Daniel Bragança - Substituiu Morten aos 82'. Não deu nas vistas nem isso já era necessário.

Trincão - Entrou aos 82', substituindo Pedro Gonçalves. Sem nada de especial a registar.

Os melhores do mundo

Quem faz o favor de perder algum tempinho a ler os meus gatafunhos por aqui (embora seja em letra de imprensa), sabe que sempre considerei, apesar das críticas a maior parte das vezes merecidas, que os nossos jogadores são os melhores do Mundo, Esgaio incluído.

Esgaio que ontem fez uma óptima partida (Sporting 3-0 Moreirense), coroada com um golo pleno de oportunidade*, que revela que o nazareno não sendo um portento tecnicamente, que não é, é um jogador que dá tudo e é bastante útil neste sistema de jogo de Amorim. Não brinco se disser que o espanhol Fresneda terá de mostrar muito empenho para agarrar o lugar. 

Prometi que viria aqui falar de aquisições após o fecho do mercado e aqui estou, porque não gosto de comentar mentideros e "supônhamos". Assim, se em demais anos critiquei de forma clara a direcção, Hugo Viana e Amorim por alguns flops e tiros completamente ao lado, coerentemente não posso deixar de lhes reconhecer o mérito de este ano terem feito o pleno (falta ver actuar o espanhol Fresneda ainda, mas estou com a esperança de que não desiluda) nas contratações mais ou menos cirúrgicas que fizeram e felicitá-los por isso.

Para uns pode ainda faltar um defesa, para outros um médio, para outros um avançado, mas a confirmação dessas lacunas ver-se-á em Janeiro. Seria interessante não haver necessidade de contratar ninguém nesse período, o que quereria dizer que as coisas estariam a correr bem e que se aplicaria a máxima de "em equipa que ganha não se mexe". Seria também importante que ninguém saísse, claro!

A forma em crescendo como a equipa vem evoluindo perspectiva uma época que nos pode trazer boas alegrias, se entretanto os factores externos, como a habilidosa arbitragem de ontem à noite, mais uma, não nos forem aqui e ali, cirurgicamente, prejudicando. Ontem, que o VAR tenha conseguido descortinar um fora de jogo de 5cm eu até dou de barato, mesmo sabendo que 5cm é uma fracção ínfima de segundo, ou seja, muito subjectivo. Já que o bandeirinha tenha olho de lince para ver o mesmo é que é surpreendente, se até a regra e a recomendação que tem é que deixe o lance andar, deixando para o VAR a tarefa de o analisar. É disto que eu tenho receio e é contra isto que temos que lutar, a começar pela direcção. Ontem o central do Moreirense deveria ter ido tomar banho mais cedo, porque o senhor de azul lhe perdoou um amarelo alaranjado ainda o jogo ia no adro e o que lhe mostrou mais tarde dava-lhe guia de marcha para o balneário.

Temos hoje talvez a melhor equipa do campeonato e pedindo a todos os santinhos que não sejamos prejudicados, podemos ter a forte e fundada esperança de chegar na frente lá para Maio. E se porventura não chegarmos na frente, há uma certeza que é clara: Os reforços são mesmo de gabarito e não havendo factores esquisitos, tratar-se-ia de azar, incompetência do técnico, ou aquilo que por vezes acontece, os outros seriam melhores.

Eu por mim estou satisfeito e repito: Belo trabalho de pesquisa!

 

* O golo, como já referi no texto, foi anulado por 5cm. A FIFA está a realizar jogos piloto em que o fora-de-jogo só será assinalado quando todo o corpo do atacante estiver para além do último defesa. Em abono e favor do futebol espectáculo, o meu aplauso veemente.

Rescaldo do jogo de ontem

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Confirma-se: Viktor Gyökeres e Morten são dois grandes reforços deste Sporting 2023/2024

Foto: Rodrigo Antunes /EPA

 

Gostei

 

Da vitória clara, indiscutível e com todo o mérito do Sporting. Contra o Moreirense, em Alvalade, fizemos melhor do que nos três jogos anteriores a receber a mesma equipa. Ao contrário desses triunfos sempre por margem mínima, desta vez vencemos por 3-0. Com todos os golos feitos na segunda parte.

 

De Gyökeres. Trabalha, disputa a bola, não dá um lance por perdido. Tem impressionante robustez e uma capacidade técnica invulgar. Grande reforço do Sporting para esta temporada, o ponta-de-lança que veio do Championship fez o nosso segundo golo desta noite, de cabeça, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Nuno Santos. Foi aos 61': aí ficou evidente que a vitória seria mesmo nossa. Já tinha ajudado a construir o primeiro golo. Mas nem assim o internacional sueco abrandou a marcha: continuou a lutar até ao fim, inconformado, em pressão constante sobre a defesa visitante. Correu quase 11 km nesta partida. Muito importante: sacou três amarelos (um deles convertido em vermelho) aos adversários. Melhor em campo.

 

De Diomande. Outra excelente contratação. Vai melhorando de jogo para jogo. Dando segurança ao nosso bloco defensivo, fazendo circular a bola com qualidade. E ainda foi à frente, no último lance do desafio, marcar o nosso terceiro golo, de cabeça, na sequência de um canto (90'+6). Merecido golo, coroando óptima exibição. O seu primeiro nesta temporada.

 

De Morita. Um dos motores do onze leonino, patrão do meio-campo. Fez duas posições, primeiro como médio de construção e a partir dos 82' como médio defensivo. Sempre com inegável competência. Quase marcou por duas vezes (14' e 42'). Ganhou numerosos duelos. Titular absoluto, é um elemento-chave da nossa equipa.

 

De Nuno Santos. Após um par de jogos algo apagado, voltou a estar em foco. Qualidade irrepreensível nos centros para a área: saíram dos pés dele, sem sombra de dúvida, os melhores lances cruzados do desafio - aos 31', 48' e 65'. Sem esquecer, claro, aquele em que assiste Gyökeres no nosso segundo golo recuperando in extremis uma bola junto à linha de fundo. Além de ter feito um disparo fortíssimo que só não entrou devido a intervenção aparatosa do guarda-redes Kewin Silva (42')  Merecida ovação quando foi substituído, aos 75'. Tem de ser chamado à selecção nacional.

 

De Morten a revelar-se como artilheiro. Foi ele a abrir o marcador, aos 55'. Com um disparo rasteiro, colocadíssimo, aproveitando da melhor maneira uma bola ganha por Gyökeres, estreou-se como goleador do Sporting dias após se ter estreado como internacional pela Dinamarca. Confirma-se: é um grande reforço. Muito atento e concentrado, recuperou várias bolas, impedindo investidas do Moreirense.

 

Da qualidade do jogo. Sem dúvida a melhor exibição leonina nesta temporada 2023/2024 perante um Moreirense que deu boa réplica durante a meia hora inicial. Futebol de ataque, pressionante, fazendo correr a bola. Vinte remates nossos à baliza, nove dos quais enquadrados - e ainda três bolas aos ferros, por Morten (29'), Morita (42') e Paulinho (79').

 

De não termos sofrido golos. Pormenor que merece ser sublinhado, tal como o facto de este ter sido o primeiro jogo que vencemos na Liga em curso por mais de um golo de diferença. O caminho faz-se caminhando.

 

Do apoio incessante à equipa. Grande ambiente nas bancadas, com cânticos e ovações e palavras de incentivo aos profissionais leoninos. Isto sim, é o chamado "12.º jogador". Apesar de ser segunda-feira, de o jogo ter começado já depois das 20.30 e de a noite estar chuvosa, havia 36.813 espectadores em Alvalade.

 

De seguirmos no comando do campeonato. Em 15 pontos possíveis nestas cinco primeiras jornadas, conquistámos 13. Estamos lá em cima, com pontuação igual à dos portistas mas melhor relação entre golos marcados e sofridos. Com o Benfica atrás e o Braga a perder terreno. 

 

De termos cumprido 19 jogos seguidos sem perder. Se somarmos o de ontem às 14 rondas finais da Liga 2022/2023 e aos desafios das quatro jornadas iniciais deste campeonato, já levamos quase duas dezenas de jogos sem conhecer o mau sabor da derrota em partidas oficiais. 

 

 

Não gostei

 

De chegar ao intervalo com empate a zero. Domínio claro do Sporting, com quatro grandes oportunidades goradas pelo guarda-redes ou pelos ferros da baliza. Morita (duas vezes), Morten e Nuno Santos estiveram muito à beira de marcar neste período.

 

Do golo anulado a Esgaio aos 31'. Emendou muito bem um remate cruzado de Morita, encaminhando-o para o fundo das redes. Mas viria a ser anulado por ridículos 5 cm, segundo as linhas virtuais. É tempo de pôr fim a alegadas "deslocações" do tamanho de meio dedo: não faz qualquer sentido e ajuda a liquidar o futebol como espectáculo.

 

De Edwards. Foi o elemento mais apagado do Sporting neste jogo. Rúben Amorim voltou a apostar nele como titular, deixando desta vez Paulinho fora do onze, mas o inglês não aproveitou a oportunidade. Continua a mostrar-se desligado da equipa: falta-lhe intensidade, capacidade de pressão e poder de choque. Saiu aos 75', deixando novamente a sensação de que é capaz de fazer muito mais do que mostrou.

O dia seguinte

Um adversário (Moreirense) empenhado, uma arbitragem vergonhosa nos pormenores dum portuense que parecia portista, uma equipa que não encontrou o melhor timing na saída a jogar, a sorte que parecia brincar com os dois lados, e um jogo que se decidiu na competência de três últimos reforços, Huljmand, Gyökeres e Diomande.

Valem ouro estes três, e o scouting do Sporting só pode estar de parabéns. 

Os três vieram dar outra dimensão física ao futebol do Sporting. É verdade que ainda não existe a melhor articulação entre eles e a facção levezinha do plantel, como Edwards, Trincão e Pedro Gonçalves, mas quando existir teremos mesmo uma grande equipa.

Com muito para conquistar internamente, mas com uma arbitragem Apaf que aparentemente está cada vez mais pressionada pelas duas máfias e colaborante na viciação dos resultados.

Concluindo, um óptimo resultado e uma vergonha de arbitragem.

SL

Prognósticos antes do jogo

Voltamos a jogar às 20.30 de domingo, véspera de dia laboral ou estudantil para a maioria dos adeptos leoninos. Está a tornar-se um horário quase obrigatório, em contraste com o que sucede aos nossos principais rivais. Felizmente a Liga fez-nos o especial favor, nesta época 2023/2024, de interditar partidas com início às 21.15. Do mal, o menos.

Vamos agora receber o Moreirense. Nas últimas três vezes que defrontámos esta equipa minhota em nossa casa vencemos sempre à tangente: 1-0 em 2019/2020 (golo do brasileiro Luiz Phellype); 2-1 em 2020/2021 (Pedro Gonçalves bisou); e novamente 1-0 em 2021/2022 (golo de Coates). 

Agora como será? Aguardo os vossos prognósticos.

O melhor prognóstico

Vitória do Sporting sobre o Moreirense, no Minho, com oito autores e leitores do És a Nossa Fé a acertarem no resultado. Mas só uma genuína vencedora: a minha colega de blogue Madalena Dine: apenas ela mencionou também Slimani e Paulinho como autores dos golos.

Muitos parabéns!

Segue-se o quadro de honra dos restantes, por ordem alfabética: Cristina TorrãoFernandoJoão GilJoão RafaelLeão 79Manuel Parreira (que mencionaram o craque argelino como marcador) e Verde Protector (só previu o 0-2 final).

O dia seguinte

Foi uma das vitórias mais fáceis do campeonato esta de ontem contra um Moreirense de más memórias para nós e  que ainda há pouco só uma arbitragem encomendada os impediu de roubarem pontos ao Porto. 

Para isso muito contribuíram as duas contratações de inverno. Com Slimani passamos a ter o ponta de lança que não tínhamos libertando Paulinho para zonas onde se sente bem melhor, e com Edwards o extremo clássico que enfrenta o defesa e sabe centrar a preceito.

Na falta de Inácio, Rúben Amorim montou a equipa num 3-4-3 assimétrico e um pouco desequilibrado, em que Porro e Edwards combinavam bem na ala direita mas Matheus Nunes, Matheus Reis e Paulinho se confundiam na esquerda. Assim foi preciso, na sequência duma bola parada, Edwards aparecer no lado contrário para o golo acontecer. E pouco tempo depois o segundo, Edwards-Porro-Slimani a arrastar- Paulinho a concluir. Noutro lance Edwards fez tudo bem menos acertar no defesa contrário. Ugarte era o patrão do meio-campo habitual, levou um amarelo que na altura me pareceu mal mostrado mas que aceito revendo o lance.

Com 2-0 ao intervalo, um terreno pesado e as pernas a pesarem pelo desgaste da Champions, a segunda parte foi de controlo do adversário e do anti-Sportinguismo do Pinheiro (aquele segundo amarelo poupado ao jogador do Moreirense depois do que fez no Dragão a Coates diz tudo sobre a canalhice do apitador) , aproveitada para rodar jogadores e ter todos motivados para a recta final do campeonato.

Sábado voltamos lá perto. Temos o V. Guimarães, que vem duma vitória fora.

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos alcançados num estádio difícil. Vencemos o Moreirense como visitantes, algo que não nos acontecia desde a época 2018/2019. Há dois anos, empatámos ali 0-0 e na época passada - em que fomos campeões - não conseguimos melhor do que outro empate, desta vez a uma bola. Agora foi um triunfo indiscutível, sem qualquer margem de contestação. Por 2-0, resultado construído em dez minutos de domínio avassalador, aos 29' e aos 39'. A segunda parte foi de contenção, com ocasionais concessões de iniciativa de jogo ao adversário mas sem nunca perder o controlo da partida.

 

De Slimani. Soma e segue: três jogos consecutivos a marcar. Volta a ser decisivo, valendo pontos. Foi ele o autor do nosso primeiro, num cabeceamento impecável ao segundo poste, bem servido por Edwards. Merece ser distinguido como melhor em campo, também pela pressão intensa que fez lá na frente, dificultando a saída de bola do Moreirense, e do apoio que nunca deixou de dar aos colegas, nomeadamente nas bolas paradas defensivas. Grande passe aos 67' para Sarabia: podia ter dado golo. Enfim, temos ponta-de-lança.

 

De Porro. Enorme intensidade competitiva: brilhou no primeiro tempo. Dominou na ala direita, impondo a sua técnica superior, aliada à velocidade. O nosso segundo golo resulta de um cruzamento perfeito do jovem internacional espanhol, teleguiado para Paulinho. Deram nas vistas outros centros, aos 28' e ao 34'. Na segunda parte quebrou de rendimento, arriscando menos nas acções ofensivas, mas manteve-se como um dos elementos mais em destaque.

 

Da estreia de Edwards a titular. Reforço de Inverno, o ex-vimaranense está finalmente a demonstrar que merece figurar no onze leonino. Rúben Amorim transmitiu-lhe esta prova de confiança e o inglês correspondeu da melhor maneira, com uma grande exibição no primeiro tempo. Está nos dois golos leoninos: no primeiro, é dele a assistência directa; no segundo, inicia a jogada com um soberbo passe de calcanhar para Porro a justificar nota artística com distinção. Promete tornar-se imprescindível.

 

Do inédito trio de avançados. Pela primeira vez, Amorim desenhou uma equipa titular contando com um triângulo ofensivo composto por Edwards, Paulinho e Slimani - com o argelino em zona mais central. Teste superado com distinção: acertou à primeira. Quem dizia que estes jogadores poderiam não combinar se actuassem juntos estava a ver o filme errado. Deixou de ser necessário inventar expedientes alternativos, como quando Coates tinha de avançar para ponta-de-lança improvisado. Foi assim que perdemos dois pontos em casa contra o Braga.

 

De Neto. Com Gonçalo Inácio ausente, voltou a ser titular como central à direita. Está em grande, confirmando a excelente nota da recente partida de Manchester. Foi o melhor elemento da nossa defesa, com cortes decisivos aos 58' e aos 86'. Competente a construir jogo, não perdeu um duelo. 

 

Dos regressos de João Palhinha e Pedro Gonçalves. Estiveram no banco até aos 64' mas acabaram por entrar - o primeiro para render Ugarte, já amarelado; o segundo para substituir Paulinho. Ambos de volta à equipa: Palhinha não jogava há 27 dias, Pedro permanecia fora desde 20 de Fevereiro. Estão ainda longe da melhor forma, mas já é bom saber que o técnico volta a contar com eles. 

 

De consolidarmos o nosso estatuto de equipa menos batida. Em 26 jornadas da Liga 2021/2022, apenas 16 golos sofridos. Menos três que o FC Porto, líder da prova, e menos oito que o Benfica.

 

Do nosso banco. Desta vez tínhamos como suplentes os seguintes jogadores: Palhinha, Tabata, Nuno Santos, Sarabia, Pedro Gonçalves, Esgaio e Daniel Bragança - além dos guarda-redes. Quase todo o plantel disponível, vale a pena sublinhar. É pouco frequente nesta fase do campeonato.

 

 

Não gostei

 

De alguns períodos da segunda parte. Excessiva retenção de bola, um certo adormecimento talvez ditado pela sensação de que o resultado estava construído (de facto assim era) e escassa ambição para ditar a vantagem alcançada antes do intervalo. Alguns suplentes utilizados pouco adiantaram - como Nuno Santos, que rendeu o amarelado Feddal aos 75'. Felizmente o Moreirense, incapaz de fazer um remate enquadrado nesta etapa complementar do jogo, deu pouca luta.

 

De Matheus Nunes. Pode ser mera coincidência, mas parece uma sombra do que já foi desde que Pep Guardiola lhe fez rasgados elogios na visita a Lisboa do Manchester City, ao considerá-lo um dos melhores médios actuais do futebol europeu. O luso-brasileiro empastelou o jogo, continuou a abusar do individualismo no corredor central e entregou duas vezes a bola ao adversário no minuto 82, dando origem a contra-ataques perigosos. Comportamento a rever.

 

Da imprevista ausência de Gonçalo Inácio. O jovem internacional, titular indiscutível deste Sporting 2021/2022, ficou de fora por estar com gripe.

 

De continuarmos seis pontos atrás do FC Porto. É verdade que ainda há 24 pontos em disputa até ao fim do campeonato, mas deixámos de depender de nós e temos de aguardar por duas derrotas do nosso principal adversário. Esta é a parte má. A parte boa é que nesta jornada ampliámos a vantagem face ao Benfica, agora situados seis pontos atrás de nós, com menos hipóteses de atingir um lugar que dá acesso directo à cobiçada Liga dos Campeões.

Amanhã à noite em Moreira de Cónegos

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Foi exactamente nesta bancada, um pouco para o outro lado, que tive oportunidade de presenciar se calhar o princípio do fim de Jorge Jesus ao comando do Sporting Clube de Portugal. Foi em 23/09/2017, era a terceira época dele no clube, tinham sido 6 vitórias em 6 jornadas na Liga, tinhamos entrado na Champions eliminando o Steaua de Bucareste e logo fomos conquistar 3 pontos a casa do Olympiakos, iamos receber o Barcelona, era só despachar depressa o assunto e concentrar a atenção nos catalães.

Foi tudo ao contrário. Um Gelson Martins a levar porrada lá exilado na esquerda, um Alan Ruiz ao centro num recital de disparate, um Jesus pasmado no banco e um golo contra a fechar a primeira parte. O argentino já não voltou, entrou o (8M€ mais trocos) Doumbia para se juntar a Bas Dost, o Sporting foi carregando mas foi preciso um autogolo para o empate. Que se manteve até ao fim. Ainda entrou um Iuri Medeiros que deve ter tido o desempenho mais miserável da sua vida, e os meus vizinhos da bancada ainda insultavam toda a família conhecida e desconhecida do árbitro por causa dum fora de jogo qualquer que lhes podia ter dado a vitória. Depois perdemos com o Barcelona em casa, empatámos com o Porto e lá fomos ganhando até ao empate na Luz ao fechar do pano já no início de 2018, a que seguiu a débacle no Estoril, naquele jogo em que estava muito vento e o presidente tinha desertado, já amuado com o dito Jesus, que entretanto lhe tinha posto os respectivos fazendo as pazes com o Vieira.

Estive em todos estes jogos, lembro-me bem do que aconteceu. Bom, agora perdi-me...

 

Voltando ao jogo de amanhã: o Moreirense, já sob o comando de Sá Pinto, só mesmo sendo roubado não tirou pontos ao Porto como aconteceu na época passada. Agora vai jogar com 14, é o Pinheiro a arbitrar, e vai ser mesmo muito complicado.

O 3-4-3 post-Slimani já deu provas de ser o sistema de futuro do Sporting. Um primeiro ponta de lança possante e experiente na ocupação dos espaços, um segundo a jogar como interior dum dos lados mas a entrar na área confundindo marcações e fazendo dupla com o primeiro, e o outro interior mais dedicado à assistência e ao remate de meia distância. Agora com Sarabia, amanhã com Pedro Gonçalves, sendo que este é de origem um médio atacante e pode sempre jogar como tal.

Por outro lado, o jogo exterior do Sporting tem estado fraco, muito pouca articulação entre central-ala-interior do mesmo lado. Inácio-Porro-Sarabia e Matheus Reis-Nuno Santos-Paulinho (ou Pedro Gonçalves) parecem-me garantir o melhor encaixe.

 

Sendo assim, prevejo que o Sporting apresente de início o seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Nuno Santos; Sarabia, Slimani e Paulinho.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em Moreira de Cónegos para conquistar mais 3 pontos perante o Moreirense.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

A 26.ª jornada do campeonato encerra com a nossa participação na segunda-feira, a partir das 20.15, em Moreira de Cónegos. Jogo fácil? Nem pensar, ainda por cima na ressaca do desgastante empate alcançado em Manchester, frente ao City. 

Recordo que a 23 de Outubro, no jogo da primeira volta, vencemos a equipa minhota por margem tangencial: apenas 1-0 em Alvalade, com Coates a marcar de cabeça. E na época passada, em que fomos campeões, trouxemos de Moreira um magro ponto que nos soube a pouco: empate 1-1. Nas últimas cinco épocas, aliás, só registámos ali uma vitória.

Agora como será? Aguardo os vossos prognósticos para este Moreirense-Sporting.

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da vitória. Triunfo claro e justo em Alvalade contra o Moreirense, embora pela margem mínima. Tal como sucedera nos desafios face à mesma equipa nas duas épocas anteriores. É nestes confrontos que se ganham ou perdem campeonatos. Seguimos em frente pressionando o Benfica.

 

De Coates. Voltamos a dever-lhe uma vitória. Foi ele o marcador do solitário golo deste triunfo leonino. Logo aos 16', do modo que ele tão bem faz: na sequência de um canto, num belo remate de cabeça, elevando-se acima dos centrais adversários. O capitão leonino - homenageado antes do jogo por já ter envergado 250 vezes a camisola verde e branca - parece querer repetir as excelentes exibições da época anterior, coroada com o título de campeão nacional para o Sporting e com ele a sagrar-se o melhor jogador do campeonato.

 

De Daniel Bragança. Alinhou desta vez como titular, formando parceria com Palhinha no meio-campo. Cumpriu, por vezes com brilhantismo, confirmando-se um dos maiores talentos da nossa equipa no capítulo técnico. E também na leitura de jogo. Memorável o passe longo, do meio para a esquerda, que fez aos 42' para Sarabia, iniciando um dos nossos ataques mais perigosos. Acertou em 89% dos passes nesta partida. Merece cada vez mais figurar entre os titulares.

 

De Sarabia. O internacional espanhol coloca a bola onde quer. Anda a evidenciar-se de jogo para jogo. Foi dele a assistência para o golo, na marcação de um canto, e é dos pés dele que saem três soberbos passes a pedir emenda à boca da baliza, desperdiçados por Paulinho. Quase marcou de livre, aos 56'.

 

De Matheus Reis. Rúben Amorim apostou nele desta vez como central mais à esquerda. O ex-lateral do Rio Ave correspondeu, com uma partida de grande nível em que não perdeu um confronto individual, raras vezes falhou um passe e foi sucessivamente às dobras no corredor do seu lado quando Nuno Santos, lateral titular, se adiantava no terreno. Outro jogador que vem melhorando a cada jogo.

 

De Adán. Teve pouco trabalho. Mas, chamado a intervir, correspondeu com bons reflexos e domínio técnico perfeito entre os postes. Assim aconteceu aos 13' ao negar o golo a Rafael Martins.

 

Do bom trabalho nas bolas paradas. Quatro dos nossos últimos cinco golos resultaram de cantos ou penáltis. Sinal evidente de treino específico neste aspecto, que noutros tempos era um dos nossos pontos fracos.

 

De continuar a ver o Sporting invicto. Em casa, já somamos 31 jogos seguidos sem derrotas. 

 

Do excelente ambiente no estádio. Quase 36 mil comparecemos nas bancadas de Alvalade para apoiar a equipa - o maior número desde os 41.017 registados no Sporting-Benfica de Janeiro de 2020. Os adeptos nunca regatearam aplausos aos jogadores, mesmo àqueles que tiveram exibição mais fraca, como aconteceu com Paulinho: quando foi substituído por Tiago Tomás, aos 77', o avançado leonino ouviu muitas palmas e nenhum assobio. Diferença assinalável do comportamento do público em comparação com o que acontecia noutras épocas.

 

 

Não gostei

 

De Paulinho. Um festival de golos falhados. Teve cinco oportunidades claríssimas para marcar - e desperdiçou todas. Aos 5', isolado por Sarabia frente ao guarda-redes. Aos 11', muito bem servido por Porro. Aos 42' e aos 47', novamente com excelentes passes de Sarabia. E, aos 48', por Pedro Gonçalves. Os números não enganam: em 27 jogos já disputados pelo Sporting, o ex-avançado do Braga ainda só marcou seis golos.

 

De Pedro Gonçalves. Exibição muito apagada e algo apática do melhor marcador do campeonato passado. Dá a sensação de que ainda não está cem por cento recuperado da recente lesão: precisa de mais algum tempo e novas oportunidades para voltar à excelente forma a que nos habituou. O primeiro passo foi este seu regresso aos desafios da Liga várias semanas depois.

 

Do cansaço visível em alguns jogadores. Isto tornou-se evidente sobretudo no segundo tempo. Porro, Nuno Santos e Palhinha foram alguns dos titulares leoninos que acusaram falta de frescura física. Consequência da recente partida na Turquia e do ritmo muito acelerado de jogos nesta altura: o Sporting irá disputar sete em pouco mais de um mês. Felizmente temos alternativas de qualidade no banco, ao contrário do que sucedia em temporadas anteriores.

 

Das oportunidades perdidas. Podíamos e devíamos ter terminado esta partida com uma vitória mais dilatada face às oportunidades criadas, sobretudo nos 45 minutos iniciais. Embora o Sporting mantivesse o jogo controlado, estivemos à mercê de um empate que poderia surgir num inesperado lance de bola parada junto à nossa baliza. 

 

De continuarmos a registar só vitórias tangenciais. Sabe a pouco, é verdade. Mas, felizmente, qualquer delas nos tem valido três pontos.

 

Foto minha, captada esta noite em Alvalade

O dia seguinte

Do pouco que consegui entender do jogo, pela distração natural derivada do sítio onde estava, foi um jogo mais lutado que jogado, e o Sporting foi equipa cansada mental e fisicamente depois da brilhante jornada de Istambul.

O importante era mesmo ganhar e ganhámos. Importante também foi ver um estádio bem composto e estava. E ainda mais importante é que os sócios fizeram a sua parte minutos ou horas antes ao derrotarem por goleada aqueles que queriam a destruição da confiança e da estabilidade que tanto custaram a conquistar no clube em geral e no futebol do clube em particular depois do dia mais negro da história leonina, pelo menos desde que me recordo, o dia do assalto a Alcochete.

Agora é seguir em frente, manter a mentalidade ganhadora, fazer evoluir os mecanismos da equipa, encarar as coisas jogo a jogo, porque a felicidade conquista-se.

Parabéns a todos os Sportinguistas que disseram presente. O Sporting é dos sócios. Sporting Sempre !!!

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Regressa o campeonato, renovam-se as nossas expectativas. Oito jornadas depois, seguimos em terceiro - mas em igualdade pontual com o segundo e só um ponto abaixo do primeiro. Tudo permanece em aberto.

Logo à noite, a partir das 20.30, defrontamos o Moreirense em Alvalade. Não vai ser fácil. Lembro que na época passada, no jogo homólogo, vencemos à justa a turma minhota, por 2-1. Foi a 28 de Novembro. Com Pedro Gonçalves a bisar e duas bolas ao poste (uma do mesmo jogador, de longe o melhor em campo), outra de Sporar. Adán não fez uma defesa e Neto esteve em noite infeliz, marcando autogolo. 

Também na época 2019/2020, ainda com Silas ao comando da equipa, a vitória foi apertada: um modesto 1-0, a 8 de Dezembro. Com Luiz Phellype a valer-nos os três pontos perto da recta final, já aos 70'. Melhor em campo: Mathieu.

E agora, como vai ser? Aguardo os vossos prognósticos para este Sporting-Moreirense.

{ Blogue fundado em 2012. }

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