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És a nossa Fé!

Crime público

Eu era para ter ficado caladinho neste assunto do arraial de porrada aviado ao um reporter de imagem da TVI pelo Pinto da Costa (se não foi ele, pelo menos estava ao lado e não impediu, nem sequer por palavras), que outros colegas com mais veia já o fizeram.

Mas acabei de ler o comunicado do sindicato de jornalistas e a minha alma ficou parva. E pelo respeito que tenho pela missão e profissão do jornalista (sem género, para me não acusarem de discriminação sexista), os verdadeiros e isentos que os há por aí aos montes felizmente, não posso deixar de ficar inquieto.

Aquilo de ontem, como muito bem diz o sindicato dos jornalistas, é crime público. E então reclama o sindicato dos jornalistas que sendo crime público, deve o ministério da coisa pública agir em conformidade. Assim a modos que "aquele puto bateu-me, toma lá esta pedra e dá-lhe com ela nos cornos". Será que não haverá naquela direcção um jornalista especializado em legislação, justiça, tribunais, o diabo a sete? É que até a minha mãe, que ainda trata o juíz por Vossa Excelência Senhor Doutor Juíz e o conhece desde que o senhor tinha cueiros, sabe que um crime público significa que qualquer pessoa que tenha conhecimento e de preferência testemunho desse crime, pode acorrer junto de qualquer tribunal e dar dele notícia e consequente queixa.

Será que perante um acto de tamanha gravidade, o sindicato dos jornalistas vai esperar sentado pelo ministério público?

Algo vai muito podre, quando uma associação de classe, perante acto tão hediondo, se limita a um comunicadozinho da treta. Até parece que têm rabos de palha, ou devem favores a alguém.

Que diabo, até a TVI diz que vai proceder criminalmente contra os agressores, apesar do peso de gente do Porto na estrutura accionista recente na empresa que a detém.

Um dia depois das comemorações do Dia da Liberdade, o sindicato dos jornalistas, constituido outrora por gente sem medo e que inventava formas de contornar a censura e nos dar novas enfrentando o lápis azul, tem hoje medo de um clube de azul.

À atenção dos homens da profissão. Reflictam...

Tudo isto é uma palhaçada

Texto de AHR

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Se a margem de erro fosse 10cm, uma medição de 12cm não seria questionável. Teria que ser validada como fora-de-jogo.

Senão vejamos: os limites seriam 12cm - 10cm = 2cm (está em fora-de-jogo) e 12cm+10cm=22cm (está em fora-de-jogo). Ou seja, uma medição de 12cm daria sempre fora de jogo de acordo com a margem de erro do equipamento. Não há dúvidas. É assim que funciona.

Pôr em causa a decisão seria pôr em causa a margem de erro do equipamento e isso seria outra discussão. Ao contrário, se a medição fosse de 8cm, por exemplo, para a mesma margem de erro de 10cm, ter-se-ia: 8cm - 10cm = -2cm (não está em fora-de-jogo) e 8cm + 10cm = 18cm (está em fora-de-jogo). Como se vê, neste caso, haveria a possibilidade de não estar em fora-de-jogo, de acordo com a margem de erro, e portanto o fora-de-jogo não poderia ser validado com uma medição de 8cm para uma margem de erro de 10cm.

 

Já aqui escrevi aqui que bastaria ser divulgada a margem de erro admissível das linhas do VAR para se acabar com todas as suspeições.

Enquanto isso não acontecer, irão ainda aparecer foras-de-jogo de 1cm, 0,5cm e, quem sabe, de 1mm. Tudo é possível enquanto não sair cá para fora a margem de erro das medições.

Efectivamente, tudo isto é uma palhaçada. Não vale a pena estar a comentar que um fora-de-jogo de 10, 5, 2, ou 1cm é ridículo sem antes se saber qual a precisão do equipamento. Até pode acontecer que a precisão do equipamento seja de 1cm (o que duvido) e, assim sendo, uma medição de 2cm teria que ser validada. É assim que funciona.

 

Fico incrédulo como até agora fui o único a reclamar a divulgação da margem de erro do equipamento! Coisa tão simples e tão básica.

 

Texto do leitor AHR, publicado originalmente aqui.

Só ganhámos um ponto por culpa nossa

Falhámos golos, muitos. Gerimos o resultado, cedo demais. Para mim foram estas as principais e mesmo únicas razões para sairmos de Moreira de Cónegos sem a confortável vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado do campeonato.

Quero com isto dizer o óbvio: continuamos líderes e ainda com uma folga considerável sobre o rival mais directo, mas isto é mesmo jogo a jogo. E eu nunca atirarei um foguete antes da festa. Nessa esparrela não caio.

E se é certo que no próximo embate ainda poderemos dar-nos ao luxo de falhar golos e gerir o resultado cedo no jogo, também espero que assim não seja. Primeiro porque não tenho nervos para uma coisa dessas e depois porque penso que o Sporting é equipa grande, capaz de vitórias categóricas, feitas de controlo e domínio do jogo. Como tão bem tem demonstrado ao longo da esmagadora maioria das jornadas desta época.

O dia seguinte

Ontem ficou mais uma vez evidente que não vale a pena lançar foguetes antes da festa, e que a vantagem conquistada rapidamente pode desaparecer, basta acontecerem mais uns jogos como os de ontem, onde tudo o que havia para correr mal ao Sporting correu, e tudo o que havia para correr bem aos outros também, com Porto e Braga a resolverem os seus jogos bem perto do apito final, e Benfica a ter uma prenda de Páscoa dum seu ex-jogador. O Marítimo especializou-se no assunto e o seu presidente bate palmas.

Que dizer dum jogo em que chegados à vantagem tivemos um jogador lesionado por uma entrada brutal, dois golos anulados por fora de jogo de centímetros, mais algumas oportunidades desperdiçadas por evidente falta de sorte, e levamos com um golo no final dum remate do outro mundo sem que Adán conseguisse fazer uma defesa que se visse o jogo inteiro?

Obviamente que a primeira parte do Sporting foi superior à segunda, o desgaste físico e mental dos jogos das selecções fez-se sentir para alguns menos habituados àquelas andanças, faltou alguma intensidade no final e Porro não estava no lugar para travar o Abdu Conté (tinha de ser mais uma vez um ex-jogador nosso a intervir no lance decisivo). Mas João Mário fez um jogo tremendo, muito bem acompanhado por Bragança. Paulinho e Pote mostraram que vão fazer uma dupla de categoria lá na frente, Palhinha esteve ao seu nível, e da defesa nada a dizer em desabono.

Sofremos mais um golo, é verdade, mas aquele remate era indefensável. Como o foi o do Famalicão que deu o empate final.

Segue-se agora esse mesmo Famalicão, no momento em grande crescendo de forma, e temos mesmo que ganhar. E vamos ganhar.

Nós acreditamos em vocês!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

De perder dois pontos em Moreira de Cónegos. Empate 1-1 perante uma equipa habitualmente difícil nos confrontos que ali travamos. Nas últimas quatro épocas só vencemos uma vez o Moreirense no seu terreno.

 

De termos sofrido o empate mesmo ao cair do pano. A celebrada "estrelinha", desta vez, funcionou a nosso desfavor. Com o golo da equipa anfitriã marcado por Walterson ao minuto 90. E também nos terrenos onde os nossos principais adversários actuaram nesta jornada: o FC Porto venceu 2-1 o Santa Clara, no Dragão, com o golo que lhes valeu três pontos apontado no minuto final do tempo extra. E o Benfica viu-se aflito para derrotar o Marítimo na Luz, por 1-0, com um penálti mais que duvidoso e outro evidente perdoado à turma da Luz. Que já anda a ser levada ao colo para aceder aos milhões da Champions.

 

Da atitude da equipa na segunda parte. Começámos cedo a ganhar vantagem, podíamos ter marcado o segundo (e marcámos mesmo) aos 45', e após o intervalo adquirimos a convicção de que bastaria gerir o resultado para virmos do Minho com os três pontos. Nos 20 minutos finais, a equipa usou e abusou das trocas de bola entre os centrais e dos atrasos ao guarda-redes, atitude imprópria de um emblema que sonha ser campeão nacional. Tentar segurar 1-0 com tão estéril "posse de bola" conta apenas para as estatísticas. E basta um deslize para correr mal. Foi precisamente o que aconteceu.

 

De Feddal. Nem estava a fazer má exibição, apesar de não lhe saírem bem os passes verticais a queimar linhas, mas no mesmo minuto falha o 2-0 ao cabecear para fora na sequência de um canto e acaba por oferecer o golo ao Moreirense com um alívio mal concretizado na nossa grande área. A pausa para jogos de selecção parece ter sido prejudicial ao internacional marroquino.

 

Do árbitro João Pinheiro. Este nosso velho conhecido, oriundo da Associação de Braga mas adepto confesso do Benfica, deixou passar incólume uma entrada assassina sobre Nuno Mendes que lesionou o jovem jogador e poderia tê-lo inutilizado para a prática do futebol. Forçando Rúben Amorim a queimar uma substituição logo aos 39', trocando-o por Matheus Reis. O jogador do Moreirense, um tal Gonçalo Franco, devia ter visto vermelho directo, mas nem amarelo recebeu por esta conduta lesa-desporto. Com a chancela do mesmo árbitro que no recentíssimo Braga-Benfica expulsou Fransérgio aos 39' por acumulação de amarelos, sancionando por duas vezes o jogador braguista em lances de gravidade muito inferior a este.

 

De ver dois golos anulados ao Sporting. O primeiro, marcado por Paulinho ainda na primeira parte, por alegada deslocação de Pedro Gonçalves que ninguém conseguiu ver nas imagens da Sport TV: seria o 2-0 num momento crucial do jogo, acabando praticamente por decidir o destino da partida. O segundo, por suposta deslocação ao mesmo jogador, autor do golo, que o VAR Bruno Esteves considerou estar 2 cm - dois centímetros! - fora de jogo. Estes árbitros e estes vídeo-árbitros andam a fazer tudo para matar o futebol em Portugal.

 

De ver o FC Porto menos distante. A turma azul-e-branca, segunda classificada da Liga, tem agora menos oito pontos que o Sporting. Quando faltam cumprir nove jornadas.

 

 

Gostei

 

De Paulinho. Merece ser designado como melhor em campo. Pelos dois golos que marcou, aos 21' e aos 45', embora só o primeiro tivesse sido validado. O segundo, anulado pelo VAR por motivos que ninguém entendeu, foi um prodígio de requinte técnico, ao picar a bola no momento crucial quando o guarda-redes Pasinato já lhe havia reduzido margem de manobra. Quebrou enfim um jejum de nove jogos oficiais sem marcar, ainda pelo Braga e já pelo Sporting, e estreou-se como artilheiro de Leão ao peito. Faço votos para que tenha sido o primeiro de muitos.

 

De João Mário. O campeão europeu cumpriu com a eficácia habitual, assegurando a ligação entre o meio-campo e o ataque. Todas as acções ofensivas passaram pelos pés deste jogador, o terceiro maior recuperador e quarto médio da Liga portuguesa em eficácia de passe. Transmite segurança à equipa no transporte de bola, que nos pés dele nunca é desperdiçada. Muito bom também na marcação de cantos.

 

De Daniel Bragança. Enquanto teve pernas, foi um dos nossos melhores em campo. Não precisa de correr com a bola: a sua melhor arma é colocá-la no sítio certo. Assim foi na primorosa assistência para o golo leonino, num passe longo com precisão cirúrgica para o coração da grande área, onde estava Paulinho. Como se jogassem juntos há muito tempo. Este jovem oriundo da nossa formação merece figurar no onze titular, mesmo que isto implique alterar o sistema habitual de Rúben Amorim de 3-4-3 para 3-5-2, como ontem aconteceu. Com missão cumprida mas já desgastado fisicamente, Daniel deu lugar a Tiago Tomás aos 60', voltando a equipa ao molde clássico embora sem vantagem aparente para a eficácia colectiva.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Concluimos a 25.ª jornada sem derrotas. Somos a equipa com melhor registo defensivo não apenas de toda a história leonina mas também ao nível do futebol europeu actual: apenas 12 golos encaixados nas nossas redes. Balanço até ao momento: 20 vitórias e cinco empates. 

 

Dos 65 pontos já somados. Oito de avanço face ao FC Porto de Sérgio Conceição, 11 ao Benfica de Jorge Jesus e 12 ao Braga de Carlos Carvalhal. 

Prognósticos antes do jogo

Na época passada, o desafio similar a este não foi nada fácil: fomos a Moreira de Cónegos arrancar um sofrido empate a zero, já com Rúben Amorim ao comando da nossa equipa. A defesa esteve maioritariamente bem, o ataque nem por isso.

Coates foi o melhor em campo. Má nota mereceram o esloveno Sporar ("pareceu estar sempre no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações", escrevi aqui), o argentino Battaglia ("está em manifesta quebra de forma: nunca combinou com Matheus Nunes, seu parceiro no meio-campo e foi incapaz de fazer passes de ruptura") e o colombiano Borja ("nunca saiu da chamada zona de conforto, incapaz de acelerar o jogo ou de iniciar a construção com qualidade"). Coincidência ou não, nenhum deles actua já de Leão ao peito.

Será diferente desta vez? Espero que sim. Mas o melhor é aguardar pelos vossos prognósticos: qual será o resultado deste Moreirense-Sporting, que vai disputar-se logo, a partir das 21 horas?

Amanhã à noite em Moreira de Cónegos

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Depois da paragem pelos compromissos das selecções, temos amanhã o quarto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). Com excepção do Famalicão, vencemos todos na primeira volta. 

Vamos então visitar um estádio simples e funcional nos arredores de Guimarães, onde estive na bancada do outro lado para ver o Sporting de Jorge Jesus de há três anos, que vinha só com vitórias na Liga, fazer uma pobre exibição e deixar dois pontos na véspera de receber o Barcelona, com Gelson Martins anulado, Alan Ruiz numa sinfonia de disparate que o fez sair ao intervalo e um Iuri Medeiros que entrou depois e confessou pela última (?) vez a sua incapacidade de aguentar o peso da camisola do Sporting. 

O Moreirense não foi uma equipa fácil em Alvalade, já mudou mais uma vez de treinador e encontra-se numa posição tranquila no meio da tabela, empatando recentemente em casa com o Benfica.

Felizmente temos todo o plantel disponível, Plata reintegrado (um jogador em que acredito muito) e alguns vindos com a moral em alta das selecções, como Porro, Nuno Mendes, Palhinha e Bragança.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro, Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata,  Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

E apostava no seguinte onze que mantém a linha avançada que funcionou bem contra o Guimarães e permite ter um Paulinho no banco para dar a volta ao texto quando for necessário:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Bragança e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Moreirense e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na outra semana ninguém previu a entrada do Bragança no onze inicial. 

SL

Os melhores prognósticos

O facto de irmos em primeiro no campeonato (que lideramos isolados), continuarmos invictos e termos a melhor pontuação à oitava jornada registada no último quarto de século entusiasmou muitos dos habituais participantes nestas nossas rondas de prognósticos. Não faltou até quem antevisse goleadas estratosféricas ao Moreirense, daquelas que raras vezes se registam em desafios da nossa Liga de futebol. 

O resultado foi bem mais comedido do que havia sucedido contra o Tondela, em Alvalade, e o Vitória minhoto, em Guimarães. Mesmo assim, vencemos: sétima vitória em oito desafios. Cá por casa, nos prognósticos, dois triunfadores: os nossos prezados leitores Lindomaia e Luís Ferreira, que previram o 2-1 final.

Parabéns aos dois.

Cada vez mais difícil

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(Foto de Bola na Rede, https://bolanarede.pt/nacional/sporting/sporting-cp-2-1-moreirense-fc-um-leao-com-garras-menos-afiadas-mas-que-acabou-por-vencer/)

 

Está realmente cada vez mais difícil manter a sequência de vitórias. A forma de jogar do Sporting é por demais conhecida, os pontos fortes e fracos também, e as equipas adversárias aparecem motivadas para fazer o que outros não fizeram. Sendo assim, o Sporting precisa de todo o onze a render e a inspiração dum ou outro a fazer a diferença. Um dia destes isso não vai acontecer e o Sporting vai perder. Não pode é acontecer no próximo jogo. Esse é mesmo para ganhar.

Ontem, e para quem acusava Rúben Amorim de ser um treinador defensivo, o que vimos foi um Sporting em turbilhão ofensivo desde o apito inicial, com a defesa bem subida e os três avançados em linha com os defesas adversários, com sucessivas bolas nas costas da defesa adversária e incursões do João Mário e dos dois alas que criavam situações locais de superiodidade numérica. Mas tudo tem um preço: um passe perfeito para as costas da linha defensiva, uma incursão rapidissima, um corte na queima, um auto-golo, o objectivo de marcar primeiro falhado e a necessidade de correr atrás do prejuízo.

Ao contrário do que poderia ter acontecido, a equipa continuou como se nada fosse, confiante no seu processo de jogo. As oportunidades foram-se sucedendo e Sporar ia falhando. Foi preciso Pedro Gonçalves fazer de ponta de lança, aproveitando uma defesa incompleta do guarda-redes adversário, para chegarmos ao intervalo empatados.

Foi uma bela primeira parte de futebol bem jogado, em que o Sporting passou ao lado duma vantagem folgada.

 

A segunda já foi completamente diferente. O ritmo da primeira deixou marcas, o Moreirense encolheu o campo confinando-se à sua metade, imperou a batalha de meio-campo onde Palhinha foi o imperador, a velocidade baixou, os passes errados sucederam-se, foi preciso mais uma vez Pote resolver o assunto: um chapéu soberbo que bateu na linha de golo, um remate traiçoeiro que passou mesmo a dita linha. Tempo para Amorim pôr trancas na porta e, depois dum desastrado Jovane, fazer entrar Tiago Tomás, Matheus Nunes e Antunes para matar o jogo.

Melhor em campo, com um bis e o tal chapéu terá mesmo de ser Pedro Gonçalves. Mas Palhinha esteve imperial nos 90 minutos: um trinco subido que desempenha um papel essencial neste modelo de Amorim. A continuar assim, Danilo e William têm o lugar em perigo no onze da selecção. 

Quem esteve mal mesmo foi Sporar e a ala esquerda, Feddal e Nuno Mendes, estes com a desculpa de virem de lesões que desconcentram e quebram o ritmo. Sporar cada vez mais parece um segundo avançado para concorrer com Jovane e Tiago Tomás: recua, bascula, tabela, assiste, mas lá no sítio não está quando a bola chega. Ou está mas a bola não chega. Ou chega à bola mas falha. 

O que seria desta equipa com Mathieu e Bas Dost quando chegaram ao Sporting? Fica à imaginação de cada um.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa vitória desta noite em Alvalade. Vencemos o Moreirense por 2-1 num jogo que dominámos por completo e em que o nosso guarda-redes, Adán, não fez uma só defesa digna desse nome. Partida bem dirigida pelo árbitro Vítor Ferreira, que merece uma referência elogiosa.

 

De Pedro Gonçalves. A melhor contratação do Sporting desde a vinda de Bruno Fernandes. Voltou a bisar - é a quarta vez que comete tal proeza nesta Liga 2020. Marcou logo aos 8', num lance de insistência, à ponta-de-lança, e assinou o golo da vitória com um remate potente e bem colocado aos 55'. E ainda atirou à barra, aos 69', num disparo que esteve a centímetros de ser um dos melhores golos do campeonato. Veio de lesão, mas nem se deu por isso. Mantém os olhos fixos na baliza e o resultado está à vista: nove golos em sete jogos, quinta partida seguida a marcar. O melhor em campo.

 

De Palhinha. Grande exibição do nosso médio mais recuado, figura pendular da equipa tanto no domínio defensivo como no momento da construção ofensiva. Mandou no meio-campo e voltou a ser excelente nas acções de desarme e nas recuperações de bola. Cada vez mais influente no onze titular.

 

De Nuno Santos. Outra boa exibição. Foi dele a assistência para o primeiro golo - a sétima com a sua assinatura nesta temporada. Impôs-se pela velocidade e pela qualidade dos cruzamentos, sobretudo na primeira parte, tendo servido de bandeja Sporar aos 22' num lance que o esloveno desperdiçou isolado frente ao guarda-redes. Tomou conta de todo o corredor esquerdo desde que saiu Nuno Mendes, aos 61', até à entrada de Antunes, aos 84'.

 

Da nossa reacção ao golo sofrido. Um autogolo de Neto, quando estavam decorridos apenas 3', colocou em vantagem o Moreirense, que chegou ao fim sem ter criado uma oportunidade de marcar. Vantagem que durou só cinco minutos: a nossa equipa nunca se atemorizou nem deixou de acreditar na reviravolta, mesmo com alguns jogadores abaixo do nível a que nos habituaram.

 

De ver o Sporting firme no comando. Continuamos a liderar o campeonato, agora com 22 pontos - mais seis que o FC Porto, mais sete (à condição) do que Benfica e Braga. Facto a registar: esta é a nossa melhor pontuação à oitava jornada desde que as vitórias passaram a valer três pontos, na já distante época 1995/1996.

 

Das estatísticas favoráveis. Os números confirmam: com 21 golos marcados e só cinco sofridos, mantemos o melhor ataque e a melhor defesa da Liga. Conseguimos a sétima vitória em oito jogos, com o melhor registo ofensivo desde 1990/1991, quando a equipa era treinada por Marinho Peres. E continuamos invictos na prova cimeira do futebol português.

 

 

Não gostei
 

 

Das duas bolas à trave. Primeiro por Sporar, que desperdiçou um golo cantado aos 22'. Depois por Pedro Gonçalves, num disparo com selo de golo aos 69'. Merecíamos um triunfo mais volumoso neste jogo de recomeço do campeonato após três semanas de paragem.

 

Do desempenho de Neto e Feddal. O primeiro, precipitando-se, colocou em jogo um adversário e acabou por introduzir a bola na própria baliza. O segundo, mostrando-se muito intranquilo, perdeu duas vezes a bola em zonas proibidas, possibilitando contra-ataques perigosos do Moreirense e nunca fez a diferença com passes bem colocados na fase de construção. No mercado de Inverno é fundamental a vinda de um reforço para o eixo da defesa neste Sporting que sonha ser campeão.

 

De Sporar. Outro desempenho medíocre do avançado esloveno, que falhou várias vezes no momento da decisão. Mesmo isolado perante o guarda-redes, o melhor que fez foi cabecear à trave. Péssimas decisões aos 50' e aos 57'. Matou uma excelente oportunidade criada por Nuno Santos aos 58', optando por um passe ao guardião. Incapaz de uma recarga aos 69'. Lento a reagir, sem antecipar as jogadas nem capacidade de atacar a bola. Falta-lhe instinto goleador, algo imperdoável num ponta-de-lança.

 

De Nuno Mendes. Talvez a partida menos conseguida do nosso ala esquerdo, que pareceu inferiorizado em termos físicos - o que não admira, pois veio de lesão contraída ao serviço da selecção sub-21. Saiu aos 61', com a noção clara de ter passado ao lado do jogo, nomeadamente quando abriu uma avenida ao ala adversário no lance que culminou no autogolo de Neto.

 

Da ausência de Pedro Marques. Após ter marcado dois golos em 20 minutos no desafio contra o Sacavenense, para a Taça de Portugal, o jovem avançado merecia pelo menos ter integrado a lista dos 18 convocados para esta oitava jornada do campeonato. Mas nem no banco se sentou, o que só parece explicar-se por algum problema físico.

Dois penáltis roubados ao Sporting

A imprensa desportiva de hoje é unânime: o árbitro Tiago Martins cometeu ontem um atentado à verdade desportiva ao não assinalar duas grandes penalidades claríssimas favoráveis ao Sporting - uma a abrir, outra a fechar o jogo que disputámos em Moreira de Cónegos.

Até árbitros que estão muito longe de ter qualquer simpatia pelo Sporting reconhecem isto. E assinam por baixo.

 

Passo a citá-los:

 

Minuto 3: João Aurélio derruba Jovane dentro da área.

 

Duarte Gomes (A Bola): «João Aurélio, no interior da sua grande área, chegou tarde à bola dividida e acabou por atingir Jovane, derrubando-o. Pontapé de penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «João Aurélio aborda tarde o lance, não jogou a bola e, de forma negligente, atinge Jovane. Falta merecedora de penálti.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Há falta, obviamente. João Aurélio chegou tarde, não jogou a bola e atingiu um pé de Jovane. Penálti que ficou por assinalar

Jorge Faustino (Record): «Jovane foi mais rápido do que João Aurélio a chegar à bola desviando-o do seu adversário, que não conseguiu travar o movimento que a sua perna levava, pontapeando a canela de Jovane. Penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «João Aurélio não joga a bola e atinge uma perna de Jovane, que estava em cima da linha, logo dentro da área. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Jovane cai na área depois de ser rasteirado por João Aurélio - o avançado consegue fazer o passe antes de ser atingido pelo defesa dentro da grande área. Penálti por assinalar

 

Minuto 90+5: Coates é agarrado e imobilizado por Djavan em zona proibida.

 

Duarte Gomes (A Bola): «Djavan e Coates tocam-se, mas, na sequência, o central do Moreirense puxa a camisola do sportinguista em lance que o VAR sinalizou. Penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Coates é agarrado de forma persistente pela camisola, acabando por ser derrubado e impedido de jogar a bola. Falta merecedora de penálti

Jorge Coroado (O Jogo): «Coates foi claramente agarrado, impedido de se deslocar e derrubado. No campo, admite-se que o árbitro não tivesse visto, mas com o recurso às imagens trata-se de dupla incompetência não assinalar penálti

José Leirós (O Jogo): «Há empurrão mútuo para melhor se posicionarem, mas, no momento crucial, Djavan agarrou e puxou a camisola de Coates de forma evidente. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Coates cai na área, após ser agarrado pela camisola, o que o impede de disputar a bola. Pontapé de penálti por assinalar, após o VAR alertar para a situação.»

A pré-época

Chamem-me o que quiserem mas para mim estamos já na pré-época 2020/2021. Esta é, parece-me, a aposta e orientação da Direcção e da Equipa Técnica, e concordo com ela. Afinal, no final desta tão atípica temporada resta-nos deixarmos de fazer figuras tristes em campo, abandonando definitivamente o péssimo e errático jogo que durante meses, meses de mais, foi sendo praticado por um conjunto de jogadores, e substituirmos aquilo que tantas vezes nos envergonhou e exasperou por uma equipa de futebol com cabeça, tronco e membros. Uma equipa que saiba o que está a fazer em campo - que já tantas vezes o faz bem! Uma equipa que nos dê indicações que no futuro estará melhor. Uma equipa, enfim, que nos dê esperança e horizonte.

Antes de Rúben Amorim, e pegando na ilustração anatómica, cabeça não havia. Nem nos jogadores e treinadores, e menos ainda na massa adepta, que a perdíamos com os nervos a cada jornada de novo e repetido desaire e desnorte. Quanto ao tronco, esse, só o comum. Do qual quase todos partilhávamos que aquilo era tudo um desastre. E membros faltavam sempre aos nossos na hora do passe certeiro, do remate decisivo, no momento tão ansiado do chuto matador. Goleador.

Ontem, em Moreira de Cónegos, faltou-nos acerto, sim, é verdade, mas também o é que essa conclusão tiramo-la sem termos de recorrer a bitolas antigas de anos, décadas mesmo, mas porque temos já a bitola Amorim.

Como tantos, também não gostei de ver Wendel e Nuno Mendes no banco. Muitos defendem que em equipa ganhadora não se mexe. Outros sentenciarão que não é preciso aplicar a rotatividade no plantel.

Devo confessar que concordo com essas máximas, mas quando seguidas e aplicadas em tempos de casa arrumada e totalmente definida. Infelizmente, o Sporting ainda não está assim. Mas felizmente para lá caminha. Caminha, acredito e tudo farei para que assim seja, para alcançar vitórias de forma consistente e, por isso, natural. O desejado reencontro com o estatuto de clube grande ganhador.

Posto isto, aceito e aplaudo a experiência e até mesmo experimentalismo que Rúben Amorim tem realizado nas equipas que monta. 

Há nele consistência. As equipas têm todas por base a formação. E esta aposta continuada e reforçada nos nossos principais activos é preciosa. É a que verdadeiramente nos dá futuro e inda rumo. É raro, muito raro, que ao discurso, às palavras se juntem os actos. O clube, esta direcção, disse-nos em tempos que iria apostar na Academia e suas muitas jóias e (depois de enganos e atrasos) está finalmente a fazê-lo.

Acreditando que não mais voltaremos a fazer figuras tristes esta temporada, convicto que no pódio ficaremos (fraco consolo!), espero e disso estou mesmo convencido que estas derradeiras jornadas estão já a ser a preparação de uma época vitoriosa.

Começámos 2020/2021 mais cedo que os outros. Tiremos proveito disso e assim sendo nem a incompetência (será só isso?) dos árbitros como os de ontem em Moreira de Cónegos nos impedirá de alcançar a glória que inscrevemos na nossa insígnia. 

A mãezinha dele até pode ser uma senhora muito digna

Só pude ver o jogo de ontem na Ucrânia. O comentador lá ia arrastando a voz ao ritmo tropeçante e pastoso do desafio. Uma partida em que para dar tempo a uma substituição o guarda-redes atira-se lesionado para o chão o tempo necessário a que o suplente dispa o fato de treino e oiça as indicações do treinador. E o "árbitro" ou lá o que era aquilo nada insatisfeito com a cena. 

Mas no final, quando Coates sofre um penalty do tamanho da Catedral de Santa Sofia de Kiev, mesmo não percebendo nada do que dizia o comentador percebia-se tudo o que queria dizer pela excitação em que entrou. Como foi possível ter ido ver ao vídeo e não ver o que toda a gente via? Era isto de certeza que dizia o comentador ucraniano no tom claramente intrigado e surpreendido com que falava.

Como não percebo nada da língua ucraniana, nem dos costumes locais, não sei se o comentador terá chamado gatuno e filho da puta ao árbitro - não  posso jurar, mas fazia sentido.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa organização defensiva. Há números que não se alcançam por acaso: levamos sete jogos consecutivos sem perder. Isto deve-se ao facto de o actual técnico estar a construir uma equipa, como mandam as regras: de trás para diante. Mesmo tendo perdido o grande esteio do nosso bloco defensivo - Mathieu, internacional francês ex-Barcelona - Rúben Amorim tem sabido apetrechar o sector mais recuado de um dispositivo táctico eficaz, traduzido em números: apenas quatro golos sofridos nos últimos sete jogos, contra 12 marcados. Apenas sofremos em três desses sete desafios. Ontem, fora de casa contra o Moreirense, a nossa baliza manteve-se intocável (0-0).

 

De Coates. Destacou-se no jogo como baluarte da defesa, dando-lhe voz de comando. É o mais veterano desde a saída de Mathieu, que abandonou o futebol por lesão. Atento, sempre que foi necessário, a limpar qualquer investida adversária - assim foi, com cortes providenciais, aos 15' e aos 53'. E ainda foi o mais perigoso lá à frente, nas bolas paradas. Venceu um lance aéreo aos 37', cabeceando por cima, e viu-se impedido de disputar uma bola ao ser ostensivamente agarrado dentro da grande área, mesmo no fim da partida, num lance que o árbitro ignorou. Num jogo em que quase todos os seus colegas estiveram abaixo do nível que nos habituaram, foi dos raros que se mantiveram em bom estilo e grande classe. O melhor em campo.

 

De Wendel. Ficou, estranhamente, sentado no banco e só entrou aos 61'. Erro do técnico, que viu a equipa jogar mais de uma hora sem o seu pêndulo no meio-campo, que organiza jogo e transporta a bola com qualidade. Mal entrou, viu-se a diferença: a equipa ganhou fôlego ofensivo, subiu o patamar de qualidade e só não alcançou os três pontos por imperícia na finalização e incompetência do dono do apito.

 

De Nuno Mendes. Outro jogador que devia ter alinhado de início. Difícil de entender a opção de Rúben Amorim, que o manteve sentado no banco de suplentes até ao minuto 61', quando entrou para render o inoperante Borja. Só aí passámos verdadeiramente a ter um ala esquerdo: Acuña, ontem muito apagado, nunca pareceu combinar com o colombiano e funcionou melhor quando recuou para a posição de central esquerdino, enquanto o jovem da formação leonina se adiantava no terreno, acelerando o jogo no corredor e cruzando com intenção deliberada de servir os companheiros na grande área.

 

Das substituições. Contra uma equipa que não fez um só remate enquadrado à nossa baliza e ficou reduzida a dez aos 51', só conseguimos ocupar com eficácia o corredor central após mais de uma hora de jogo, quando o treinador fez as substituições que há muito se impunham. Tempo desperdiçado, quando a energia física já não era a mesma e a capacidade anímica do colectivo leonino estava longe do seu melhor. Além das já mencionadas, registou-se ainda a troca de Ristovski pelo ainda júnior Joelson, em campo desde os 66'. Benjamim do plantel, teve bons pormenores, dinamizando o flanco direito do nosso ataque e ganhando mais meia hora de experiência entre os adultos.

 

De Plata. Foi sempre um dos mais inconformados, causando sucessivos desequilíbrios ao transitar da ala para o centro, com a bola dominada no pé esquerdo, na habitual manobra que costuma confundir os defesas adversários, tentando servir Sporar - e assim foi, num bom centro aos 33´, infelizmente desperdiçado. Alvo de faltas consecutivas: uma delas levou à expulsão de Halliche, aos 51'.

 

Da contínua aposta na formação. Terminámos o jogo com cinco jovens oriundos da Academia em campo: Luís Maximiano (que não fez qualquer defesa digna desse nome durante toda a partida), Matheus Nunes, Jovane, Nuno Mendes e Joelson. Só assim, dando-lhes oportunidades, estes jovens conseguirão evoluir e mostrar aquilo que realmente valem.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora dezasseis jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses jogos tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e dois empates (em Guimarães e Moreira de Cónegos).

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero. Não apenas pela ausência de golos mas também pela quase inexistência de verdadeiras oportunidades de os criar. Só fizemos dois remates dignos desse nome: aos 69', quando Sporar, num remate cruzado da direita, atirou com força mas à figura do guarda-redes, e aos 84', quando Wendel também foi incapaz de ludibriar o guardião do Moreirense. Voltámos a perder pontos, quatro jogos depois: soube a muito pouco.

 

De Sporar. Terceiro jogo consecutivo do internacional esloveno sem marcar. Pareceu estar sempre no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações. Como se lhe faltasse instinto goleador. Demorou mais de uma hora a conseguir o primeiro remate e, quando o fez, permitiu intervenção fácil do guarda-redes. De algum modo símbolo da partida, nesta que foi a pior exibição do Sporting na era Rúben Amorim.

 

De Battaglia. O técnico apostou nele como titular, enquanto médio mais próximo do eixo da defesa, numa partida em que não precisávamos de um trinco, dadas as características da equipa adversária, nada vocacionada para o ataque. O argentino está em manifesta quebra de forma: nunca combinou com Matheus Nunes, seu parceiro no meio-campo, foi incapaz de fazer passes de ruptura e pareceu perdido naquela função de funcionar como tampão de um fluxo ofensivo que nunca existiu.

 

De Matheus Nunes. Amorim continua a confiar nele, mas desta vez o jovem brasileiro não correspondeu: falta de intensidade no transporte de bola, falta de criatividade para desenhar lances, manifesta incapacidade para ligar sectores. Passe disparatado aos 60', péssimos remates para a bancada aos 72' e aos 75', pontapé sem nexo aos 78'. Custa perceber por que se manteve em campo durante todo o jogo.

 

De Borja. Central improvisado desde a saída de Mathieu neste rígido sistema de defesa a três (ou a cinco) imposto pelo novo treinador, o colombiano nunca sai da chamada "zona de conforto", incapaz de acelerar o jogo ou de iniciar a construção com qualidade. Disto se ressentiu Acuña, o elemento que actuava mais próximo dele no corredor esquerdo e que acabou por substituí-lo quando o técnico alterou enfim o inoperante onze inicial. Cada vez se percebe com mais nitidez que precisamos de um verdadeiro central esquerdino como reforço do plantel.

 

Do árbitro Tiago Martins. Deixou passar em claro uma grande penalidade cometida sobre Jovane, logo aos 3', sendo ainda mais incompreensível que o vídeo-árbitro (ontem era Jorge Sousa) não o tenha advertido para este lance. Quase ao cair do pano, voltou a fazer vista grossa a outro penálti, sobre Coates, numa bola disputada dentro da área. Aqui foi avisado e ainda se dignou espreitar as imagens, mas manteve a decisão inicial: tratou como "casual" um derrube à margem das leis do jogo. Péssima actuação, confirmando ser um dos piores apitadores que se pavoneiam na Liga portuguesa.

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