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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Os nossos leitores - e os meus estimados colegas de blogue - esbanjaram optimismo na jornada anterior. Revendo os prognósticos que aqui chegaram, não faltavam expectativas de goleada - aliás com lógica, atendendo ao facto de defrontarmos em casa o último classificado do campeonato, que promete cair para a Liga de Honra.

Infelizmente as coisas são o que são e a dura realidade encarrega-nos tantas vezes de nos fintar os vaticínios. Mais realista do que os demais, houve apenas um leitor que acertou: Ângelo. Só ele anteviu o golito solitário que nos permitiu arrancar três pontos ao 'lanterna vermelha" já na fase dos descontos finais.

Está de parabéns pela pontaria. Ainda mais por ser tão rara.

Calma

Razões para optimismo:

1. Vejo os meus confrades sportinguistas muito torturados com o que se tem passado. Até parece que nem ganhámos o jogo ontem. Eu cá continuo na minha: do que eles têm medo não é de equipas todas espectaculares e tal, têm medo é de equipas que ganham, mesmo que não se perceba bem como. Mais medo têm ainda de equipas que ganham mesmo tendo tudo contra elas, como o Sporting nos dois últimos jogos. Ganhar com tapetinhos estendidos, como o Porto no Estoril ou em Portimão, é uma coisa. Ganhar como o Sporting ganhou os dois últimos jogos é outra. Logo veremos na sexta-feira o que acontece.

2. É capaz de ter sido desta vez que os idiotas do assobio aprenderam a lição: esteve bem o Jorge Jesus a mandá-los calar. Cito: "esta equipa murece carinho".

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Cu bo ti fim do mundo(*)

O Sporting joga muito pouco. Em 24 jogos, temos menos 1 golo marcado que o Sporting de Braga, menos 14 que o Benfica e menos 18 que o Porto. Em contrapartida, no que diz respeito a estrelinha da sorte, ninguém nos bate

 

O Sporting iniciou o jogo com Battaglia a lateral direito - só tinha jogado nessa posição em Santa Maria da Feira, após lesão de Piccini - , Acuña a lateral esquerdo e Petrovic a trinco. Discursar sobre táctica nesta partida seria o mesmo que debater o papel de um conjunto vazio na teoria dos conjuntos. O jogo leonino foi de uma anarquia total, apenas abanada pela raça de Bruno Fernandes (foi ele que foi estorvar Bilel no golo anulado ao Moreirense), pelas arrancadas de Gelson - sempre a definir mal o último passe, até no golo, em que beneficiou de uma carambola - e por alguns movimentos interessantes de Bryan Ruiz (durante a primeira parte).

 

A equipa leonina podia e devia ter matado o jogo durante a primeira parte. Contra o último colocado na Liga, uma equipa "petite" treinada por um treinador Petit, o Sporting desperdiçou várias oportunidades nesse período, com Bruno Fernandes (por duas vezes), Battaglia e André Pinto a falharem a concretização. Também Bryan Ruiz perdeu a habitual oportunidade quando isolado perante Jhonatan. Este, sem saber (como), chegou ao intervalo com a sua baliza inviolada. É de familia, os seus pais também não sabem (onde) pôr os "h"...

 

O que Jhonatan sabe muito bem fazer é antijogo. Ele e os cónegos que o acompanham. A partida ficou marcada por um estranho critério técnico e disciplinar do juíz Tiago Martins, o qual, por indicação errada do quarto-árbitro, viria a expulsar Petrovic na segunda parte. Não que isso tivesse um grande efeito na nossa equipa, afinal continuámos a jogar com 10, embora sem termos 11 em campo a partir sensivelmente da hora de jogo.

 

Com 2 inocentes na frente de ataque, um (Montero) sem raça para ganhar a bola e fazer jogo entrelinhas, outro (Doumbia) com uma relação péssima com qualquer tipo de objecto esférico, o "frisson" vinha apenas dos pés de Gelson e Bruno Fernandes. Até que entrou o jovem Leão, naquele seu jeito de quem está a jogar uma peladinha, o qual, já no segundo minuto do período de compensação, ziguezagueou entre dois adversários e serviu Gelson para um golo feliz. 

 

Como referi em cima, os melhores foram Bruno Fernandes, Gelson e Bryan Ruiz (deu dois golos cantados). Para além destes, Rui Patrício (2 grandes defesas e uma antecipação providencial numa bola perdida). Battaglia foi muito esforçado, mas fez essencialmente falta no meio campo, onde Petrovic ficou claramente aquém e Misic estreou-se discretamente. Os centrais estiveram algo irregulares e Acuña mostrou a raça do costume, mas esteve menos certeiro no cruzamento.

 

Jorge Jesus montou mais uma vez uma "táctica" em que expôs desnecessáriamente a equipa, dado o despovoamento do miolo central, mais potenciado pelo curto raio de acção e ausência de ritmo de Petrovic. Houve momentos do jogo onde Bruno Fernandes ou Gelson eram o último homem. Noutros, Coates era o homem mais adiantado. Bem sei que JJ sonha com a Laranja Mecânica, mas o que vimos ontem foi um limão espremido à mão. Definitivamente, ficou provado nos 2 jogos com o Moreirense que não temos boa ligação com cónegos...

 

No final do jogo, na "flash-interview" e na conferência de imprensa, Jesus queixou-se dos adeptos que "não souberam ajudar a equipa". Eu sei que, para o Mister, os adeptos do Boavista é que são bons, mas dizer mal dos bravos que desafiaram a intempérie, numa segunda-feira à noite, não me parece bem. Ainda acabou a dizer que a vitória foi dos jogadores do Sporting. Pudera!... Sinal de esperança, e contrariando declarações recentes, foi quando JJ afirmou que "não jogam esses, jogam outros". That`s the spirit!!!

 

A arbitragem esteve desastrada. Tiago Martins esteve muito mal, o quarto-árbitro influenciou-o negativamente e o vídeo-árbitro não reparou a injustiça da expulsão de Petrovic, embora tenha anulado, bem, o golo do Moreirense, por mão na bola de Bilel que escapou à visão do auxiliar.

 

Em resumo, um jogo muito pouco conseguido e uma vitória à Pirro que vai fazer com que Gelson não esteja presente no Dragão e Bruno Fernandes chegue a essa partida ainda mais desgastado que a estrelinha que nos tem acompanhado (Dost jogará?). Na sexta-feira, no Porto, ou ganhamos ou a disputa pelo campeonato termina para nós. Espero, por isso, que deixemos de jogar à italiana, para que na próxima época não tenhamos de jogar à albanesa (do antigamente), isto é, isolados do resto da Europa. 

 

(*) em crioulo, "estou contigo até ao fim". Mensagem destinada a Ruben Semedo, mas que bem podia ser aquela que melhor define o apoio incondicional proveniente das bancadas a este clube, a esta equipa.

 

Tenor "Tudo ao molho": Gelson Martins

gelson.jpg

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Segunda vitória consecutiva por margem mínima ao cair do pano. Há uma semana, 2-1 em Tondela aos 98'. Hoje, um pouco mais cedo: iam decorridos 92' quando Gelson Martins conseguiu enfim introduzir a bola na baliza do Moreirense. Saímos nesta noite chuvosa de Alvalade com um resultado muito escasso: 1-0, frente ao último classificado da Liga. Mas o que interessa são os três pontos que conseguimos amealhar. Mantemo-nos na segunda posição, com a mesma pontuação do Benfica, e a cinco pontos do comandante, FC Porto, que defrontaremos na próxima sexta-feira na Invicta.

 

De Gelson Martins. Foi sempre o nosso jogador mais inconformado, mais veloz, mais irreverente, o que mais acelerou o jogo e mais procurou a baliza adversária. Foi recompensado pelo golo, que procurou sem desfalecimentos e que mantém o Sporting na corrida pelo título. Municiou muito bem Bryan Ruiz aos 31', teve uma grande arrancada pela direita aos 46', rematou com boa colocação aos 58', conduziu de forma exemplar um contra-ataque ao 64'. E ainda fez de lateral sempre que foi necessário, indo à dobra de Battaglia, hoje defesa direito improvisado. Pena ter despido a camisola quando marcou o golo: valeu-lhe o segundo cartão amarelo e vai falhar o jogo do Dragão. Uma lamentável infantilidade daquele que foi o melhor jogador em campo.

 

De Rafael Leão. Jorge Jesus voltou a apostar nele, lançando-o aos 59'. Valeu a pena: o avançado júnior formado em Alcochete protagonizou o momento crucial do jogo ao conduzir o lance do golo, progredindo com a bola controlada e deixando três adversários para trás numa sequência de dribles antes de servir Gelson. Primeira assistência na equipa principal deste jovem tão promissor.

 

De Bruno Fernandes. Tentou muito, faz várias vezes a diferença: faltou-lhe apenas aprimorar a finalização em dois lances na primeira parte, aos 14' e aos 40'. Revelou sempre boa leitura de jogo, mas foi condicionado pelo duplo pivô do onze adversário que lhe travou a manobra enquanto médio de construção, desta vez mais recuado em função da ausência de William. Melhorou de rendimento quando subiu para segundo avançado, aos 59', com a saída do inútil Montero. E chegou até a funcionar como improvisado defesa central num perigoso contra-ataque do Moreirense, aos 52', em que acompanhou sempre o adversário que transportava a bola, forçando-o a cometer falta, o que levou à anulação do golo que surgiu nesse lance da equipa comandada por Petit.

 

Da estreia de Misic.  Contratação de Inverno do Sporting, o médio defensivo croata só esta noite se estreou de verde e branco, entrando aos 69'. Não deu muito nas vistas, numa fase em que a equipa já denotava bastante nervosismo por não conseguir desfazer o 0-0 inicial, mas também não comprometeu. Precisa de mais tempo de jogo.

 

Dos dois jogadores poupados ao amarelo.  Bruno Fernandes e Coates entraram em campo "tapados" com quatro amarelos: bastava terem visto mais um para falharem o decisivo clássico do Dragão. Felizmente nenhum deles mereceu advertência disciplinar neste jogo. Vamos contar com eles na sexta-feira.

 

Da nossa boa organização defensiva. Levamos já um total de 630 minutos consecutivos sem sofrermos golos em casa para o campeonato. Hoje voltámos a ver a nossa baliza invicta, apesar de termos jogado com dois médios adaptados a laterais - algo nada comum.

 

Da sorte que nos vai sorrindo. Outro jogo disputado, outra vez a "estrelinha" da fortuna a brilhar sobre a equipa do Sporting. Mesmo em noite de chuva. Será a "estrelinha de campeão"? Se não é, imita muito bem. Ela que apareça: será sempre bem-vinda.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências. O Sporting entrou em campo com uma equipa totalmente retalhada. Bas Dost ficou de fora por lesão, Mathieu esteve ausente por castigo. Uma síndrome viral impediu outros jogadores de alinhar: Fábio Coentrão, William Carvalho, Piccini, Ristovski e Palhinha. Jesus viu-se forçado a formar o onze titular com o irrelevante Petrovic como médio defensivo enquanto Battaglia e Acuña asseguravam as laterais e André Pinto colmatava a ausência de Mathieu no eixo da defesa. Demasiadas alterações para um jogo só.

 

Das oportunidades perdidas. Neste jogo foram diversas, para não variar. Duas de Bruno Fernandes (14' e 40'), uma de Battaglia (17'), outra de Bryan Ruiz (31'), outra ainda de André Pinto (45'+1'), mais duas de Coates (64' e 89'). Uns atiraram por cima, outros remataram ao lado, alguns permitiram a intervenção do guarda-redes. Continuamos a revelar problemas sérios em zona de finalização, algo inadmissível num candidato ao título.

 

De Montero. Actuando como segundo avançado, o colombiano voltou a desiludir. Nunca combinou com Doumbia, desta vez o ponta-de-lança de serviço, não esticou o jogo, não deu profundidade nem agressividade ao nosso ataque, não abriu linhas de passe nem soube procurar as entrelinhas. Falta-lhe intensidade e a equipa reflecte-se disso. Saiu aos 59', dando lugar a Rafael Leão.

 

Da expulsão de Petrovic. O sérvio, que jogou na posição habitual de William Carvalho, recebeu um cartão amarelo aos 39'. Por falta que existiu. Mas foi advertido com um segundo - e a consequente expulsão - por falta que só ocorreu na imaginação do auxiliar da equipa de arbitragem comandada por Tiago Martins. Estavam decorridos 60'. O Sporting, lesado por tamanha incompetência, jogou mais de meia hora só com dez jogadores. A expulsão de Gelson - também por acumulação de amarelos - ver-nos-ia reduzidos a nove já ao cair do pano.

 

Dos assobios. Jesus, no final, estava furioso com os adeptos. E percebia-se porquê. Uma vez mais, quando as coisas não correm de feição, as bancadas de Alvalade desatam a vaiar os jogadores. Como se isso resolvesse algum problema. É um comportamento inaceitável, que merece a mais severa reprovação. Quem vai para o estádio assobiar os jogadores durante a partida, mais vale ficar em casa.

Acabámos

Com nove.

Contra o Moreirense, que conseguiu desde o primeiro minuto (foi dos forasteiros o primeiro remate, pouco passava do minuto de jogo) contrariar a invenção, vim a saber após o jogo, forçada, de Jesus (um síndrome gripal atacou mais de meia equipa e parece que alguns até jogaram inferiorizados).

Já se percebeu que é muito fácil contrariar a táctica de Jesus: Defender alto e não deixar iniciar a fase de construção, é simples! A isto junta-se uns jogadores que sabem que não é daqui que lhes chegará o ordenado e uma equipa de arbitragem rafeira e está o caldo entornado.

Apesar de tudo a equipa criou algumas oportunidades de golo, algumas, duas pelo menos na primeira parte, falhadas infantilmente (mais uma vez) em cima da linha de golo.

Depois o quarto árbitro inventou uma falta que deu a expulsão de Petrovic, que até nem estava mal no jogo e o adversário cresceu mais ainda, mas curiosamente não chegou a rematar com perigo.

A entrada de Leão, ao que parece também ele um pouco combalido, não acrescentou grande coisa talvez mesmo por causa disso, mas a classe está lá e aquela assistência que acabou no golo é de craque!

O golo. A gente sabe que aquilo é muita adrenalina, havia a ânsia de dedicar o golo a um amigo em dificuldades, mas caramba, estamos a falar de um profissional que tendo acabado de "meter" a equipa na luta pelo campeonato, veio a prejudicar a equipa precisamente nessa luta, porque aquele vermelho impede-o de jogar na sexta próxima contra o FCPorto e todos sabemos a falta que fará.

E acabou então com nove. E com assobios a Doumbiá que me irritaram mais uma vez. Os nossos são para apoiar, sempre! E muito bem esteve Bruno Fernandes (um moiro de trabalho mais uma vez), a "exigir" as palmas aos adeptos.

Estamos vivos, pode ser por pouco tempo, mas estamos vivos e isso é o mais importante.

Um recadinho para Jesus: Eu repudio os assobios, mas não é ao treinador que compete criticar os adeptos. Jesus não se pode esquecer que já lá vão quinze anos que não ganhamos nada e que continuamos lá, todos os jogos, mais de quarenta mil. Se os jogadores, para ele, hoje foram leões, os adeptos são o quê, todas as semanas?

Entusiasmos

Acho que tenho de discordar do grande entusiasmo da nação sportinguista com a exibição frente ao Barcelona. Não que não tenha sido uma bela exibição, mas esse é o problema dos jogos contra o Barcelona ou o Real Madrid ou outra equipa do género: a exibição das nossas vidas quase nunca basta diante delas; elas têm recursos que nós não temos e, quase invariavelmente, conseguem arranjar maneira de ganhar (se não é pelos jogadores, que são melhores, é pelo complexo de inferioridade, que aparece sempre num ou noutro momento, ou então é pelos árbitros, que gostam de lhes estender o tapete). O jogo do Barcelona está dentro de um ciclo, que começou de maneira horrorosa contra o Moreirense e só termina no domingo, contra o Porto. Ora, por ter "batido o pé" ao Barcelona, por ter jogado "olhos nos olhos", a equipa vai chegar a domingo mais cansada (porque o jogo do Porto com o Mónaco não foi tão cansativo) e com menos um dia de descanso. Esse jogo é que era para tentar ganhar com todas as nossas forças, e não as vamos ter. Assim como era para ganhar mesmo contra o Moreirense. Até agora, isto está muito parecido com o ano passado, quando"batemos o pé" ao Real, jogámos "olhos nos olhos", e depois fomos perder escandalosamente com o Rio Ave por 3-1. A redenção deste ciclo está, portanto, no jogo com o Porto. Lembro-me bem quando, há três anos, "batemos o pé" ao Wolfsburgo (então uma das melhores equipas da Europa) e, no jogo imediatamente a seguir, fomos perder 3-0 às Antas, visivelmente por exaustão da equipa. Só espero que desta vez sobrem as forças. Felizmente para o meu coração, não vou poder ir ao estádio, por ter sido convocado para uma mesa de voto: durante o tempo em que decorre o jogo, devo estar a contar votos. Acho que vou ter uma boa surpresa no fim.

Os prognósticos passaram ao lado

Não admira: houve muita gente a apostar mas ninguém conseguiu acertar no resultado do Moreirense-Sporting - primeiro jogo em que perdemos pontos neste campeonato. Desta vez não houve goleada, nem sequer vitória. Apenas um empate sofrido, por 1-1.

Faço votos desde já para que a nossa exibição depois de amanhã em Alvalade, frente ao Barcelona, seja bastante melhor.

A maldição da Champions volta a atacar

Já estava a estranhar: ainda não tínhamos ido do oitchenta e otcho ao otcho, com jogos da Champions de permeio. Este ano, aconteceu antes e, vá lá, não perdemos 1-3. Só espero agora não estarmos na 4ª à noite a dizer que "pusemos o Barcelona em sentido" com uma derrota "honrosa" no bucho. Por muito que goste do William, o seu adversário directo na 4ª vai ser o Messi. Os centrais vão ter que parar o Suárez e o Piccini vai ter pela frente o Iniesta. Vai ser preciso lidar com estes gajos e ainda sobrarem forças para o Porto no domingo. In Jesus we (have to) trust.

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting não mereceu mais do que o pontinho que trouxe hoje de Moreira de Cónegos. Com Acuña fora do onze, Battaglia no banco de suplentes, o inútil Alan Ruiz a titular, Bruno Fernandes fora da posição 10, em que mais rende, e um sistema táctico incapaz de desmontar a teia montada pela equipa do Moreirense.

Talvez já a pensar naquilo que não devia (o jogo de quarta-feira em Alvalade frente ao Barcelona), Jorge Jesus descurou demasiado este desafio. Não é de mais lembrar que os campeonatos perdem-se ou ganham-se nestes jogos com equipas que alguns erradamente consideram "pequenas".

A ineficácia foi tanta que só conseguimos empatar graças a um autogolo. O resultado final, 1-1, é um castigo merecido para a nossa equipa, que deu 45 minutos de avanço ao adversário. Já vimos este filme noutros campeonatos.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

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RUI PATRÍCIO (6). Sofreu um golo, em que nada podia fazer. Mas salvou pelo menos outro. Mostrou-se em boa forma.

PICCINI (4). Sem rasgos ofensivos, como já nos habituou. Cedeu todo o terreno ao marcador do golo do Moreirense.

COATES (5).  Podia ter feito melhor no lance do golo que sofremos, em que quase toda a nossa defesa foi apanhada desposicionada. Desta vez não fez a diferença à frente.

MATHIEU (6). O melhor do quarteto defensivo. Embora também abaixo da boa condição exibicional a que já nos habituou.

FÁBIO COENTRÃO (4). A novidade foi ter aguentado 90 minutos em campo. O golo do Moreirense nasce de um corte deficiente dele.

WILLIAM CARVALHO (6). Confinado a um combate desigual na primeira parte, cresceu de intensidade quando o nosso meio-campo conseguiu equilibrar-se. Fez o remate de que nasceria o nosso golo.

BRUNO FERNANDES (4). A mais fraca exibição em jogos oficiais desde que equipa de verde e branco. O melhor que fez foi marcar bem um livre directo, para defesa difícil do guarda-redes. Saiu aos 66'.

GELSON MARTINS (6). Procurou acelerar o jogo, mas desta vez foi incapaz de fazer a diferença. Mas foi dos mais inconformados. Merecia melhor sorte quando levou a bola a embater na barra, aos 67'.

BRUNO CÉSAR (3). Entrou como titular na posição de extremo-esquerdo, mas faltou-lhe inspiração e talento para romper a muralha defensiva contrária. Substituído aos 73'.

ALAN RUIZ (2). Jesus insiste em apostar nele e ele insiste em não corresponder. Foi titular como segundo avançado e com ele em campo o Sporting só jogou com dez. Não voltou do intervalo.

BAS DOST (4). Não foi bem servido pelos seus companheiros, mas a verdade é que parece andar desinspirado. Mais um jogo sem marcar. Nem andou lá perto.

DOUMBIA (4). Fez toda a segunda parte, substituindo Alan Ruiz. Menos posicional do que o holandês, foi igualmente inofensivo.

BATTAGLIA (5). Fora do onze titular, entrou só aos 67', rendendo Bruno Fernandes. Ajudou a tornar o nosso meio-campo mais compacto e imprimiu maior intensidade ao jogo leonino.

IURI MEDEIROS (2). Entrou aos 73' e teve uma actuação confrangedora, culminada já no tempo extra quando transformou uma das melhores oportunidades de golo num passe ao guarda-redes. Assim não.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Dos primeiros pontos perdidos. Empatámos 1-1 com o Moreirense, uma das equipas da cauda da classificação, que ainda não tinha marcado qualquer golo no seu terreno. Hoje não só marcou como foi para o intervalo a vencer. Perante um Sporting que optou por dar 45 minutos de avanço à turma adversária, talvez já a pensar no desafio de quarta-feira em Alvalade contra o Barcelona. Esquecendo uma lição elementar: os campeonatos ganham-se (e perdem-se) frente às equipas chamadas pequenas.

 

Do nosso meio-campo. Com Battaglia no banco, inicialmente, actuámos durante grande parte da partida com um elemento a menos no meio-campo, em comparação com o Moreirense, que assim estrangulou a nossa estratégia ofensiva. Jorge Jesus demorou demasiado tempo a mexer neste sistema táctico, que não potencia as qualidades de Bruno Fernandes: o ex-médio do Sampdoria é mais útil para a equipa quando actua logo atrás da linha mais avançada.

 

Das oportunidades perdidas. A mais flagrante ocorreu aos 67', por Gelson Martins, que parece querer qualificar-se para o "título" de rematador aos ferros. Um disparo à barra que decepcionou os adeptos leoninos. Mas também Bas Dost e William foram perdulários.

 

De Alan Ruiz. Jorge Jesus tem concedido todas as oportunidades ao argentino - e ele insiste em desperdiçá-las. Hoje a história repetiu-se: foi incapaz de acelerar o jogo, de criar desequilíbrios e de compensar a nossa inferioridade numérica no meio-campo. O treinador, impaciente com tanta falta de rendimento, trocou-o por Doumbia ao intervalo. Adivinha-se que o herdeiro da camisola que pertenceu a Bryan Ruiz terá uma cura de banco, eventualmente prolongada.

 

De Bruno César. Com Acuña de fora como medida de precaução, Jesus apostou nele como titular. A aposta saiu furada. O brasileiro não rendeu no flanco esquerdo, não fez melhor na ala direita e mostrou a mesma inaptidão nas raras incursões pelo eixo do ataque. A vontade dele pode ser muita, mas o talento parece ter-se eclipsado.

 

De Iuri Medeiros. Este ano não pode queixar-se de falta de oportunidades. O problema é que não tem sabido aproveitá-las. Hoje esteve em campo desde o minuto 73', rendendo Bruno César. Teve meia hora para mostrar o que vale. Mostrou muito pouco. Exasperando os adeptos sportinguistas, entre os quais me conto, já no tempo extra quando sem oposição, com boa oportunidade de remate, fez um autêntico passe ao guarda-redes do Moreirense. Lamento, mas assim não vai lá.

 

De Piccini. Onde andava o lateral direito no lance do golo da equipa da casa, aos 43'? Rafael Costa teve todo o tempo e todo o espaço para receber a bola, enquadrá-la com a baliza e rematar de forma bem colocada. Provavelmente agradeceu ao italiano este brinde tão inesperado.

 

De termos perdido a liderança. Vimos o FC Porto adiantar-se no campeonato, agora com mais dois pontos, na pior altura. A oito dias de recebermos os portistas em Alvalade, naquele que será o primeiro clássico da temporada. Vamos entrar em campo com mais pressão. E esta, como sabemos, nem sempre é boa conselheira.

 

 

 

Gostei

 

 

Da segunda parte do Sporting em Moreira de Cónegos.  Comandámos o jogo, revelámos dinâmica, marcámos um golo e tivemos oportunidades - infelizmente desperdiçadas - de marcar outros. Contraste total com o nosso desempenho nos primeiros 45 minutos. Mas faltou o mais importante: um golo que virasse o resultado.

 

De Rui Patrício. Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido. Foi para mim o melhor jogador leonino.

 

De William Carvalho. Muito desamparado, com um Bruno Fernandes quase irreconhecível e sem Battaglia perto de si na primeira parte, ainda assim foi o nosso jogador de campo mais inconformado. Melhorou o desempenho com a alteração táctica do segundo tempo e pôde evidenciar as qualidades que lhe reconhecemos, arriscando até incursões na grande área do Moreirense. O golo nasce de um ressalto após um remate seu.

 

Do autogolo do Moreirense. Num lance infeliz, o defesa Aberhoune introduziu a bola na própria baliza, na sequência de um remate de William. Chegámos assim ao empate. Com mais de meia hora para virar o jogo, o que infelizmente não sucedeu.

Hoje giro eu - Foco em Moreira

Com o aproximar das grandes emoções da Champions League - recepção ao todo-poderoso Barcelona - , a que se seguirá um jogo de extrema importância, em Alvalade, contra o rival FC Porto, é preciso não esquecer que antes de tudo isso temos um jogo fundamental para as nossas aspirações no Campeonato Nacional ainda por disputar. 

Sábado, em Moreira de Cónegos, o Sporting defende a liderança (partilhada ou não, logo à noite se verá) na competição maior do futebol português e o foco de técnicos e jogadores tem de estar nesta partida, jogada num campo que habitualmente nos coloca algumas dificuldades.

Imaginando que na cabeça dos jogadores já esteja o sonho europeu, é preciso descer à terra e não esquecer que temos este difícil obstáculo por ultrapassar, importante para a concretização daquela que deve ser encarada como a prioridade da época: a conquista do título de Campeão Nacional.

Por isso, o meu desejo é que Jesus coloque bem as suas peças no xadrez verde-e-branco dos cónegos e que, na altura certa, saibamos fazer o xeque-mate às aspirações minhotas. 

Para os jogadores, foco,foco, foco, Sporting, Sporting, Sporting!

 

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A culpa foi do Inácio

O Moreirense trocou o sportinguista Augusto Inácio pelo benfiquista Petit no comando técnico da equipa. De nada valeu Inácio ter levado o clube à conquista do seu primeiro troféu nacional - a Taça da Liga, que arrebatou ao Braga após uma empolgante meia-final contra o Benfica.

Hoje, defrontando novamente o Benfica já com o sucessor de Inácio ao leme, o Moreirense foi derrotado. É verdade que o campo estava inclinado - houve um golo solitário precedido de falta duvidosa, foram perdoadas expulsões de dois sarrafeiros do SLB (Luisão e Samaris) e o árbitro desta partida foi Tiago Martins, uma espécie de "12.ºjogador" encarnado pronto a decretar a lei da impunidade.

Mas sou capaz de apostar que o Petit ficou satisfeito com este tangencial triunfo do seu clube do coração. Quanto aos responsáveis do Moreirense, ainda são capazes de dizer que a culpa foi do Inácio.

Os ingratos de chicote

Augusto Inácio foi o único treinador que conquistou alguma coisa até agora nesta época desportiva em Portugal, levando o Moreirense a vencer a Taça da Liga - primeiro troféu nacional do clube de Moreira de Cónegos.

Apesar disso, os responsáveis do clube apontaram-lhe a porta de saída, de chicote na mão. Preferem Petit, o que diz tudo sobre a forma como encaram o futebol.

São uns ingratos.

Os nossos jogadores, um a um

Num relvado transformado em lamaçal, debaixo de chuva copiosa, o Sporting superou hoje uma prova difícil: regressou às vitórias que lhe fugiam desde 22 de Dezembro (data do triunfo tangencial sobre o Belenenses no Restelo por 1-0), batendo o Moreirense por 3-2. Vitória muito suada depois de termos estado a perder por 1-0 e 2-1, concretizada só no segundo tempo, quando Jorge Jesus decidiu enfim tirar Bryan Ruiz de campo, mandando entrar Podence.

O avançado da nossa formação, no segundo desafio pela equipa principal do Sporting, dinamizou o jogo leonino: quatro minutos depois de entrar rematou em jeito ao poste, possiblitando a recarga de Bas Dost que empatou a partida. Cinco minutos depois seria Adrien a marcar o golo da vitória, culminando uma belíssima jogada iniciada por ele próprio.

O capitão, com este golo decisivo, creditou-se como o melhor em campo. Logo seguido de Podence e de Alan Ruiz, autor do nosso primeiro golo, aos 40'. Três profissionais que remam contra a corrente da apatia e da desconcentração que parece ter contaminado metade da equipa do Sporting - a começar por Rui Patrício, com culpas evidentes nos dois golos da equipa anfitriã.

A sorte desta vez esteve connosco. O Moreirense poderia ter marcado o terceiro, empatando a partida. Felizmente a bola foi à barra e o nosso final acabou por ser feliz.

 

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RUI PATRÍCIO (4). O que se passa com o nosso guarda-redes titular? Falta de coordenação com Bruno César no primeiro golo sofrido, penálti desnecessário na origem do segundo. Intranquilo, sobretudo quando sai dos postes.

SCHELOTTO (5). Capaz do melhor e do pior. Aos 73', assistiu Adrien no segundo golo com um cruzamento perfeito. Logo a seguir, deixou-se ultrapassar por Dramé num lance que quase originou o terceiro do Moreirense.

COATES (5). Falhou a intercepção da bola no contra-ataque rápido de que resultou o golo inicial da equipa da casa. Várias vezes desposicionado atrás, procurou o golo em bolas paradas à frente, sempre sem sucesso.

RÚBEN SEMEDO (4). Um dos jogadores mais nervosos do Sporting. Perdeu infantilmente a bola quando a conduzia a meio-campo: daí nasceu o primeiro golo do Moreirense. Boateng deixou-o com a cabeça em água.

B. CÉSAR (6). De novo adaptado a lateral esquerdo, teve culpas no primeiro golo sofrido. Redimiu-se com boa exibição posterior. Passe longo, com notável precisão, para Bas Dost aos 40': daí nasceu o nosso primeiro golo.

WILLIAM CARVALHO (5). Não parece o mesmo William. Lento, melancólico, tristonho, sem exuberância. Tentou alguns passes de ruptura, sem grande êxito, e falhou outros em zonas proibidas. Uma sombra do que foi.

ADRIEN (7). Protagonista da melhor jogada do desafio, iniciada e concluída por ele. Resultou no golo da vitória leonina, aos 73'. Sempre inconformado, sempre combativo, sempre a abrir linhas de passe. O melhor em campo.

GELSON (6). Muito marcado, teve um adversário suplementar: o péssimo estado do terreno, que não o deixou mostrar os seus dotes de virtuoso. Aos 37', ia marcando de cabeça: grande defesa do guardião do Moreirense.

BRYAN RUIZ (4). Pálida exibição do internacional da Costa Rica. Com ele na ala esquerda, o caudal ofensivo do Sporting foi lento e previsível. Pareceu desconcentrado e sem energia anímica. Jesus mandou-o sair aos 64'.

ALAN RUIZ (7).  Voltou a ser titular. E mereceu. Foi o melhor jogador leonino da primeira parte. Exibição coroada com um golo aos 40'. Demonstrou capacidade de luta, fez passes com precisão cirúrgica. Substituído aos 80'.

BAS DOST (7). Continua a facturar. Hoje marcou mais um - o segundo golo do Sporting - e reforçou a posição como rei dos goleadores na Liga. Antes já tinha feito a assistência para o golo de Alan Ruiz. Cada vez mais útil.

PODENCE (7). Entrou aos 64', substituindo Bryan Ruiz. E logo o rendimento global da equipa melhorou. Rematou ao poste, aos 67', possibilitando a Bas Dost a recarga vitoriosa que gerou o segundo golo. Grande desequilibrador.

ESGAIO (5). Entrou aos 80', substituindo Alan Ruiz e possibilitando o adiantamento de Bruno César. Cumpriu o essencial da tarefa, fechando a lateral esquerda leonina. Era o momento de reter a bola e segurar a vitória.

PALHINHA (-). Entrou já no tempo extra, substituindo Bruno César. Ainda a tempo de fazer uma vistosa recuperação de bola. Dois minutos que o treinador lhe proporcionou, desta vez com o guião correcto.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Pela primeira vez em 2017 chegamos ao fim de um jogo com os três pontos somados. Após cinco desafios consecutivos sem vencer, em mais do que uma competição, batemos esta tarde o Moreirense por 3-2.

 

De Bas Dost. O holandês marcou o segundo golo leonino, aos 68'. Foi o 17.º dele, só para o campeonato. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17, parecendo cada vez mais bem colocado para alcançar o título de rei dos marcadores.

 

De Alan Ruiz. Voltou à titularidade, com todo o mérito. Tal como já devia ter acontecido na jornada anterior, disputada no estádio do Dragão. Acutilante, combativo, com excelente visão de jogo. Foi dele o primeiro golo do Sporting, apontado aos 40'. Confirma-se em absoluto: o argentino é mesmo reforço.

 

De Adrien. Protagonizou o melhor momento do desafio no decisivo lance do nosso terceiro golo, iniciado e concluído nos pés dele - primeiro numa tabelinha para Gelson, depois a finalizar muito bem um centro de Schelotto. Justa recompensa para um dos mais inconformados jogadores do Sporting, batalhador do princípio ao fim. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Podence. Não foi titular, mas ajudou a dar a volta ao encontro quando Jorge Jesus o lançou na partida para o lugar do apático Bryan Ruiz. Iam decorridos 64', o Sporting perdia 1-2. Nove minutos depois, já vencíamos 3-2. O jovem extremo formado na Academia leonina foi decisivo para esta reviravolta ao incutir dinâmica no nosso flanco esquerdo, baralhando as marcações do Moreirense. De um seu remate ao poste aos 67', surgiu o empate, após recarga de Bas Dost. Não custa vaticinar que já espreita a titularidade. Está a fazer por isso.

 

Do apoio dos adeptos. Apesar da chuva copiosa, a claque leonina fez-se ouvir ruidosamente do primeiro ao último minuto da partida.

 

Da nossa segunda parte. Pressionámos o tempo todo, confinando a equipa adversária ao seu reduto defensivo. Um perfeito contraste com a primeira parte, marcada por longos períodos de desconcentração e até alguma desorientação. Cumpre perguntar uma vez mais: por que motivo insistimos em dar 45 minutos de avanço aos nossos adversários?

 

 

Não gostei

 

Dos 45 minutos iniciais. A equipa mostrou-se lenta, com movimentos previsíveis, a trocar a bola sem progressão, facilmente anulada pela defensiva contrária e novamente posta em sentido por contra-ataques fulminantes, com a linha defensiva demasiado adiantada. Jesus, também como de costume, só ao intervalo corrigiu os erros de movimentação dos jogadores. Desta vez acabou por não correr mal. Mas os adeptos voltaram a ficar com os nervos em franja.

 

De Bryan Ruiz. Começa a ser um mistério: por que motivo o treinador insiste em conceder a titularidade ao costarriquenho, que há muito devia estar confinado ao banco de suplentes? Bryan continua sem render - nem na posição de segundo avançado, como jogou no Dragão, nem como avançado-ala, onde hoje foi colocado. Com ele em campo, tínhamos um a menos. Quando enfim cedeu lugar a Podence a equipa melhorou de forma quase instantânea.

 

De Rui Patrício. O que se passa com o campeão europeu? O nosso guarda-redes insiste em pregar-nos sustos, sobretudo quando sente necessidade de sair dos postes. Depois dos dois frangos frente ao Marítimo, hoje voltou a evidenciar-se por maus motivos. É o maior culpado do primeiro golo do Moreirense, marcado logo aos 17', e o segundo nasce de um penálti totalmente desnecessário que cometeu já com o lance controlado pela defensiva leonina. Intranquilo, transmite esse nervosismo aos colegas. Estará a precisar de uma pausa no banco?

 

De termos sofrido mais um par de golos. Quarto jogo consecutivo a encaixar dois golos. Levamos já, à 21.ª jornada, 24 sofridos - algo que era impensável no início do campeonato, algo inimaginável numa equipa que chegou a ter ambições ao título. Muito atrás do FC Porto (só 11 sofridos) ou Benfica (12). E atrás também do Marítimo (16), Braga (18), Belenenses (19), Chaves (19) e V. Setúbal (20).

 

De termos esperado 73 minutos para ficar em vantagem. Só quando Adrien marcou o seu belo golo pudemos respirar de alívio. o Sporting adiantava-se enfim no marcador. Até esse momento estivemos a perder ou empatados.

 

Das condições do terreno. O relvado de Moreira de Cónegos, todo empapado devido à forte chuva que caía, estava impróprio para um espectáculo de qualidade. O que não impediu o jogo de ser emotivo do princípio ao fim.

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