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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória. O mais importante foi conseguido: amealhámos mais três pontos em Alvalade ao vencermos o Moreirense por 1-0. Resultado magro e escasso, que soube a pouco. Mas comparado com outros nesta temporada em que já fomos goleados pelo Benfica e deixámos o modesto Alverca afastar-nos da Taça de Portugal, não podemos queixar-nos. Objectivo mínimo cumprido.

 

De Mathieu. Já me referi a ele aqui: foi de longe o melhor em campo neste Sporting-Moreirense. Destacou-se à frente e atrás. Lançando Borja aos 11', abrindo espaço para um golo que viria a ser anulado por fora-de-jogo milimétrico. Fazendo a bola embater num poste na soberba conversão de um livre directo aos 49'. Cortando de forma irrepreensível um perigoso ataque do adversário aos 64'. E sobretudo fazendo a assistência para o golo de Luiz Phellype, aos 70'. O mais maduro, o mais eficaz,  o mais acutilante: aos 36 anos, é um excelente exemplo para jogadores com metade da idade dele.

 

De Bolasie. Continua a ser um lutador. Nem sempre as coisas lhe saem bem, mas ninguém pode acusá-lo de falta de entrega ou falta de atitude. Actua com muita intensidade nos lances divididos, nunca dando uma bola como perdida. Aos 11' chegou mesmo a introduzi-la na baliza, mas a jogada acabou anulada por milimétrica deslocação de Borja, que fizera o cruzamento. Aos 18', coube ao congolês fazer um centro perfeito, que Bruno Fernandes desperdiçou. Aos 20', de cabeça, obrigou o guarda-redes a uma defesa aparatosa. Não é por ele que o Sporting continua com exibições que estão longe de agradar aos adeptos.

 

Da aposta de Silas em Max. Boa exibição do jovem guarda-redes formado em Alcochete. Autoritário entre os postes e seguro nas saídas, como naquela em que defendeu de cabeça, aos 41'. Aos 22' e aos 66' demonstrou ao técnico que vale a pena continuar a confiar nele. Devemos-lhe também o facto de termos chegado ao fim desta partida sem sofrer qualquer golo.

 

Da entrada de Luiz Phellype. O brasileiro entrou aos 64' e seis minutos depois marcava o golo decisivo, que nos valeu três pontos. Um golo de belo efeito, à ponta-de-lança, com forte cabeceamento (a fazer recordar Mário Jardel). Foi o melhor momento deste jogo, que praticamente só nos deu este motivo de alegria.

 

De ver Battaglia no banco. O argentino não chegou a calçar, mas o simples facto de Silas o ter chamado ao lote dos suplentes já é boa notícia para todos quantos admiramos este jogador e lamentamos que o Sporting há mais de um ano não possa contar com ele.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu com o V. Guimarães e está apenas com mais um ponto que o Sporting. A partir de agora também vemos mais perto o FC Porto, que empatou no Jamor com o Belenenses SAD.

 

 

Não gostei

 
 

De Jesé. Silas voltou a transmitir-lhe confiança ao deixar Luiz Phellype no banco e ao incluir o espanhol no onze titular. Mas o rapper revelou-se presa fácil para a defesa contrária: movimentou-se pouco, lutou ainda menos e foi sempre inofensivo no último passe. Diga o que disser Frederico Varandas, influenciado sabe-se lá por quem, não tem instinto nem gestos de ponta-de-lança. O que colocou o Sporting em notório défice ofensivo neste jogo até aos 64', quando Jesé foi enfim tomar duche e passámos a ter em campo o único avançado posicional do plantel leonino. Não por acaso, o golo surgiu seis minutos depois.

 

Da exibição apagada de outros jogadores. Bruno Fernandes esteve em subrendimento, falhando um número incrível de passes e mostrando-se incapaz de aproveitar os lances de bola parada e de ensaiar até os pontapés de meia-distância a que já nos habituou. Wendel, por sua vez, foi incapaz de imprimir dinâmica na nossa construção ofensiva, empastelando o jogo a meio-campo e rodopiando o tempo todo para chegar a lugar nenhum. E Vietto é desperdiçado a jogar junto à linha quando rende muito mais a movimentar-se na faixa central. Falta mencionar Camacho, que voltou a ter uma oportunidade: entrou aos 79', para render Vietto, mas nada fez de útil, pois foi facilmente neutralizado pela defensiva adversária, que o colocava em sistemático fora-de-jogo. E parece também ter uma relação difícil com o golo.

 

Da lesão de Neto. Desta vez Silas decidiu emparceirá-lo com Mathieu (quarta experiência diferente no eixo da defesa leonina em quatro jogos). O internacional português até estava a fazer uma exibição positiva, mas aos 22' fracturou uma costela na sequência de uma bola dividida no nosso reduto defensivo. Vai estar semanas fora dos relvados.

 

Da ausência de Acuña. O argentino, a cumprir castigo, faz sempre falta ao nosso onze titular - sobretudo na posição de ala, onde prefiro vê-lo jogar: é um desperdício tê-lo como lateral esquerdo. Mas valha a verdade que desta vez Borja cumpriu no essencial. Foi até um dos melhores jogos do colombiano pelo Sporting.

 

Dos falhanços de Luiz Phellype. Devemos-lhe o golo que nos valeu três pontos, é certo. Mas o avançado brasileiro ficou a dever outros golos a si próprio - e à massa adepta do Sporting. Aos 69', bem desmarcado, finalizou com um passe inócuo ao guarda-redes. Aos 77', igualmente bem servido, atrapalhou-se com a bola. E aos 81' voltou a desperdiçar. Falta-lhe aumentar a intensidade e melhorar a pontaria.

 

Do 0-0 ao intervalo. Era um resultado profundamente decepcionante para os 26 mil que acompanhámos nas bancadas de Alvalade este jogo iniciado às 17.30 de domingo. Desta vez ninguém pôde queixar-se do horário: só pudemos queixar-nos do fraco espectáculo desportivo. Merecíamos melhor neste último desafio disputado em 2019 no nosso estádio. O próximo será na recepção ao FC Porto, a 5 de Janeiro.

Algum conforto

Algum conforto que todos os Sportinguistas precisam, ou melhor quase todos, menos aqueles que passam os jogos a insultar jogadores e a salivar pelo insucesso.

Conseguimos vencer o Moreirense e consolidar a 3.ª posição na Liga (o Famalicão não é destas coisas nem destas contas), vencemos no Funchal e somos os líderes nos sub-23, no andebol esmagámos o Benfica e no basquetebol o Porto, vencemos também no hóquei em patins e no futsal.

Infelizmente o Luís Neto aleijou-se quando estava até em muito bom plano e não sabemos quando vamos voltar a contar com ele. Foi o pior deste fim de semana.

Quanto à exibição contra o Moreirense, foi a do costume. Difícil pedir mais a um onze que nunca deve ter jogado junto e sem ponta de lança. Foi improvisar e lutar, lutar e improvisar, rematar e rematar seja o que for que esteja à frente, até que entrado finalmente o único ponta de lança do plantel, o melhor em campo, Mathieu, improvisou um centro, e LP9 correspondeu com um golo... à ponta de lança. Coisa que nem Jesé, Vietto ou Bolasie conseguiriam fazer numa centena de jogos, ou conseguiram fazer em toda a sua carreira (aqui é um mero palpite, se alguém me conseguir mostrar um golo assim, tenho que pedir desculpa).

Depois veio Silas falar em boa exibição, quase 8 em 10 e... desisto.

SL

O melhor prognóstico

Não sei o que aconteceu aos nossos leitores e aos meus colegas de blogue: na esmagadora maioria, desataram a prognosticar goleadas do Sporting frente ao Moreirense. Os vaticínios mais repetidos aqui foram 4-0 e 4-1. Como se Marcel Keizer tivesse acabado de chegar e a derrota em Tondela não houvesse ocorrido, infelizmente.

A realidade no Sporting teima em desmentir o nosso optimismo. Assim, houve apenas um vencedor nesta ronda de palpites: o nosso leitor Ângelo. Só ele foi capaz de antever o 2-1 final em Alvalade. Chama-se a isto ser realista. O tempo das goleadas já lá vai.

Rui Costa

Para as considerações técnico-tácticas, outros colegas de blog cá virão dizer de sua justiça. Eu só quero dizer que estou satisfeito com a vitória sobre uma equipa que, salvo erro, deu um baile de bola na Luz e venceu o jogo por 1-3.

Quero também dizer, pela enésima vez, que repudio veementemente os assobios aos nossos durante o decorrer dos jogos. Estão insatisfeitos, demonstrem-no no final, rasguem os cartões que quiserem então.

Mas eu vim aqui apenas com a intenção de mandar para o real cesto da gávea o árbitro desta noite, Rui Costa.

Rui Costa e incompetência são sinónimos. E o VAR, que não recordo quem foi, parafraseando Lobo Antunes, "é outra merda". Quem assinala fora de jogo no lance do golo de Raphinha, ou é cego ou incompetente, ainda p'ra mais com uma dúzia de câmaras à disposição.

O lance de penalti claro sobre Bas Dost, não assinalado (é dentro, é fora?) e que acabou no golo do Moreirense, vem trazer uma nova necessidade para as equipas, para o Sporting em particular: Era preciso mandar a bola para fora, para que o VAR interviesse, já que o protocolo assim o determina. A treinar, o que não invalida que tivesse ficado no mínimo um livre perigoso por marcar e um vermelho por mostrar.

O Rui Costa é mau, muito mau, mas quem lhe dá notas para que ainda continue a apitar, é muito pior que ele.

Mal vai o futebol em Portugal, com gente como esta de apito na boca, a espalhar incompetência por esses campos fora.

Sim, hoje só me apetece mandar um gajo para um certo sítio. Rui Costa, "uma merda" de árbitro, como provavelmente diria Lobo Antunes.

Tangerina espremida

Dos primeiros jogos do Sporting com Keizer até ao jogo de hoje, parece que tivemos um citrino que deu um sumo delicioso ao princípio mas que cada vez está mais seco.

A verdade é que, como dizia alguém, os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos. Atacar bem desgasta muito mais do que defender bem. E para defender bem, forçosamente se correrão menos riscos no ataque. E haverá temporizações e deixar passar o tempo quando se está a ganhar. Descansar com bola, como dizia o Mourinho. Como fazem as grandes equipas.

O jogo de Tondela parece ter provocado uma mudança de rumo na cabeça de Keizer. Duma aposta na novidade no plantel, passou para uma aposta num onze mais rotinado e capaz de lhe garantir mais equilíbrio entre atacar e defender. E com isso conseguiu fugir à vergonha de perder em casa com o Porto, o apuramento para as meias-finais da Taça e a vitória de hoje.

Mas com isso, Keizer está rapidamente a ganhar a consideração que merecia Peseiro na dividida massa adepta do Sporting, alguma ressabiada com a destituição do alucinado, outra armada em exigente esquecendo-se de como começámos a temporada, enfim, assobiar a sua equipa quando está a ganhar em casa por 2-0 depois duma vitória fora de casa para a taça três dias antes é mesmo muito estúpido. Ou doentio. Deviam pagar o dobro da quota que eu pago. Pelo menos.

E agora ? Vem aí a taça da Liga, alguém que diga ao Keizer para deixar de fora os seis magníficos ou pelo menos parte deles dessa treta. Ponha lá o F. Geraldes, o M. Luís, o J. Cabral e o Luiz Phellype. Dê minutos a quem precisa de se mostrar, poupe os melhores para o que vem por aí. E não deixem sair o Acuña, sff...

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da vitória. Esta tarde, em casa, frente ao Moreirense. Triunfo difícil, por 2-1, contra uma equipa muito bem orientada e que tem mantido um bom desempenho na Liga 2018/2019, onde figura no sexto posto.

 

Dos golos marcados cedo. Aproveitamento em larga percentagem das escassas oportunidades que tivemos: aos 26', tinham sido três, duas das quais concretizadas em golo - por Nani, logo aos 3', na sequência de um canto apontado por Acuña, e por Bruno Fernandes, aos 26', na recarga após um remate fortíssimo de Ristovski com defesa incompleta do guarda-redes Jhonatan. Na terceira oportunidade, também aos 26', Diaby cabeceou à trave.

 

De Mathieu. Outra exibição de grande nível do central francês, comandante indiscutível da sua zona. Num lance muito difícil, em que ameaçava ser batido em velocidade, fez um corte impecável, com noção exacta do seu tempo de intervenção, no minuto 40. Outros cortes oportuníssimos aos 41', 54' e 86'. Sempre muito concentrado, com inegável capacidade de intervenção e notável leitura de jogo.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, para mim o melhor em campo. Foi dele a assistência para o nosso golo inicial, ao cobrar muito bem um canto. Grandes cruzamentos aos 26' e 47'. Lutou sempre muito, disputou bolas, causou desequilíbrios na sua ala, nunca desistiu de um lance.

 

De Bruno Fernandes. Foi um dos nossos jogadores com exibição mais positiva - e dos raros que fizeram questão de não baixar os braços até ao fim. Valeu dois pontos à equipa ao apontar o golo da vitória tangencial. Leva já 16 marcados nesta temporada - sete dos quais no campeonato. Tantos como conseguiu ao longo de toda a época anterior.

 

Do balanço do Sporting em casa. Continuamos invictos em Alvalade nesta Liga 2018/2019. Com nove vitórias e um empate (com o FC Porto, na jornada anterior).

 

 

 

Não gostei

 

 

Da medíocre exibição da nossa equipa no segundo tempo. Neste período complementar, estivemos sempre dependentes de um rasgo esporádico de um dos nossos jogadores com maior qualidade - algo que raras vezes sucedeu. Regressando do intervalo a vencer por 2-1, abdicámos do ataque continuado, passando a defender a magra vantagem até ao fim, com inócuas trocas de bola muito longe da zona de tiro. A troca de Wendel por Petrovic aos 85' coroou esta ideia de jogo, própria de equipa pequena: Marcel Keizer reeditou a táctica do detestado José Peseiro, trancando o meio-campo com duplo pivô (Gudelj+Petrovic).

 

Da falta de energia anímica. A partir da meia hora de jogo, a equipa já pareceu jogar cansada. Movimentos desenvolvidos com extrema lentidão, sem acelerar nem criar situações de perigo, revelando automatismos muito previsíveis, com posse de bola passiva. O golo sofrido aos 34' castigou esta displicência, nada adequada aos pergaminhos leoninos - ainda por cima actuando em Alvalade. O treinador não ajudou, ao manter demasiado tempo a equipa inalterada: a primeira substituição, trocando Nani por Raphinha, ocorreu só aos 68'.

 

Da anulação de um golo limpo a Raphinha. Iam decorridos 80' quando o extremo entrado 12 minutos antes, aproveitando muito bem um passe longo de Coates, se isolou na grande área do Moreirense e introduziu a bola na baliza. A equipa de arbitragem dirigida por Rui Costa, mesmo alertada pelo vídeo-árbitro, manteve a decisão errada. Na sequência de outro erro grave, ainda na primeira parte, quando pouparam um cartão vermelho e um livre directo ao Moreirense por derrube de Bas Dost quase em cima da linha da grande área.

 

De Diaby. Marcel Keizer continua a apostar nele para o onze titular sem que o maliano justifique esta aposta. Hoje voltou a passar quase ao lado do jogo. Nos momentos de decisão, falhou: aos 5', cabeceou por cima, aos 26' acertou na barra. Revela dificuldades técnicas na recepção de bola e falta de entrosamento com a equipa. Inexplicável, a decisão de mantê-lo em campo durante os 90 minutos.

 

De Bas Dost. O que se passa com o internacional holandês, que não marca há quatro jogos? Hoje voltou a ter uma exibição apagadíssima, totalmente ineficaz na linha de tiro. Aos 17', muito bem servido por Bruno Fernandes, não conseguiu melhor do que um remate frouxo. Aos 31', protagonizou um inacreditável falhanço à boca da baliza. Apanhado em sucessivas situações de fora-de-jogo, nada acrescentou à equipa. Apetece perguntar se Luiz Phellype não merecia ter entrado, ao menos para acumular mais uns minutos.

 

Do afastamento de Jovane e Miguel Luís. Nenhum dos dois voltou a ser convocado - e, tanto quanto se sabe, em ambos os casos não terá sido por lesão. É assim que se aposta nos valores da formação neste Sporting 2018/2019?

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Desta vez foi convocado, mas não calçou. O treinador mandou-o aquecer durante cerca de 40 minutos, na segunda parte. Em vão: o nosso médio criativo formado na Academia de Alcochete continua sem merecer a confiança do técnico holandês - apesar de termos acabado com diversos jogadores à beira da exaustão e Keizer não ter sequer esgotado as substituições. Pelos vistos Geraldes só serve para fazer publicidade às gameboxes.

 

Dos assobios no estádio. Iam decorridos 22 minutos quando começaram a ser escutadas as primeiras vaias. Dirigidas, sobretudo, à nossa linha defensiva - precisamente a que menos mereceu escutá-las. Não consigo entender por que motivo os sócios e simpatizantes do Sporting se deslocam a Alvalade, numa tarde invernosa de chuva, para protestarem com os jogadores que deviam merecer incentivos da massa adepta. A própria visão das bancadas já era desoladora: só 30 mil adeptos no estádio - muito abaixo dos 45 mil que compareceram ao Sporting-FC Porto.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Com 38 pontos, seguimos a oito do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga. Treze, no total. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

Vale a pena comparar

Não ganhávamos um jogo oficial desde Abril.

Vencemos domingo em Moreira de Cónegos, com uma equipa ainda cheia de remendos, treinada desde há poucas semanas por José Peseiro num dos mais difíceis contextos de sempre da história do Sporting. No onze titular, recordo, alinharam Salin (na época passada suplentíssimo de Rui Patrício), Petrovic (suplentíssimo de William Carvalho), Ristovski (suplente de Piccini) e Jefferson (que fora emprestado ao Braga).

Há um ano, com um treinador que recebia um salário sete ou oito vezes superior ao de Peseiro, o Sporting tropeçou no mesmo campo, saindo de lá com um empate. Apesar de contarmos então com Rui Patrício, William, Gelson Martins e Fábio Coentrão.

Vale a pena comparar.

Os melhores prognósticos

Entrámos bem no campeonato, com uma vitória por 3-1 em Moreira de Cónegos. Conquistando três pontos onde no ano passado perdemos dois: nesse jogo de má memória começámos por dizer adeus ao título apesar de termos um treinador que ganhava sete ou oito vezes mais do que José Peseiro.

Também aqui, na roleta de palpites do És a Nossa Fé, se entrou com o pé direito. Com nada menos do que três vencedores: o meu colega de blogue António de Almeida e os leitores FMJC e Leão de Queluz acertaram em cheio não apenas no resultado mas no nome dos marcadores de dois dos três golos.

Sobem portanto os três, logo à primeira, ao lugar mais alto do pódio. Merecem.

Prova superada

Pode não parecer, mas este era provavelmente o encontro mais importante da época que agora se inicia. Por todo o passado recente, obviamente, mas pela desconfiança que a pré-época lançou sobre a equipa.

Começou mal, com um golo sofrido a frio, mas a equipa reagiu muito bem, ainda que um pouco atabalhoadamente. Conseguiu chegar ao empate com um bom golo de B. Fernandes e viu não ser-lhe validado o segundo, da autoria de Bas Dost. Perdeu-se um pouco durante 15/20 minutos da segunda parte, em que Salin (quem diria que está na lista das dispensas) demonstrou que podem confiar nele e em que o Moreirense teve a iniciativa do jogo. Veio o segundo de penalti e veio o terceiro num "chapeaux" muito vistoso de Bas Dost, fazendo parecer que o jogo foi fácil. Não foi. A equipa actuou de forma desgarrada a maior parte do tempo, mas conseguiu o objectivo essencial, ganhar. E ganhou sem espinhas! Venha o Setúbal.

Uma referência final para o rapaz do apito. Se isto já começa assim e já que ainda estamos no início, senhores da federação, tenham lá atenção que em Moreira de Cónegos, hoje, não houve qualquer batalha campal. Dêm lá instruções aos apitadeiros...

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Herói improvável

Em terra de cónegos, o Sporting foi abençoado pelo baptismo de fogo de um francês que estava (está?) para ser dispensado e que só acidentalmente entrou em campo, por lesão durante o aquecimento do titular Viviano. De facto, Romain Salin foi decisivo na fase em que o Sporting andou à deriva, nomeadamente nos primeiros 25 minutos da segunda parte, realizando 3 grandes defesas. 

 

Sem espaço nas alas e com um miolo sem saída de bola, a equipa leonina teve imensa dificuldade em colocar as suas peças em posição privilegiada no xadrez moreirense. Para piorar a situação, uma má cobertura defensiva de Ristovski permitiu a Heriberto inaugurar o marcador. Estavam decorridos 6 minutos. Valeu ao Sporting a inspiração de Bruno Fernandes, que igualou a partida 10 minutos volvidos, encontrando uma nesga de espaço na área moreirense, após passe do lateral macedónio, que tinha sido servido em profundidade na direita pelo uruguaio Coates.

 

O início do segundo tempo foi tenebroso para os leões, mas Salin revelou-se muito atento e, com excelente posicionamento entre os postes, foi sacudindo o perigo. Com isso, conseguiu comprar tempo à equipa, num momento decisivo do jogo. Petrovic não iluminava (Petromax) o meio campo e Battaglia parecia fora do seu habitat (posição "6").  Jefferson, demasiado passivo (ficou a ver jogar/cruzar no lance do primeiro golo), também não ajudava. No entanto, aos 70 minutos, José Peseiro trocou Nani e Acuña por Raphinha e Jovane Cabral e o Sporting cresceu, passando a criar perigo através de velocidade e desequilíbrios no um-para-um. Num desses lances, Jovane foi derrubado em falta dentro da área e do pénalti daí resultante Bas dostou. Faltavam 16 minutos para o terminus da partida.

 

O Sporting apanhava-se pela primeira vez em vantagem no marcador e podia ter resolvido logo a partida, quando Raphinha, solicitado por Dost, falhou na cara de Jhonatan, guarda-redes que de errado só tem a posição do "h" no nome. Já em período de desconto, uma excepcional assistência de Bruno Fernandes encontrou Bas Dost de frente para a baliza. O holandês, com grande frieza, picou a bola por cima do guardião moreirense, garantindo a tranquilidade.

 

Bruno Fernandes, com um passe e uma assistência, e Bas Dost, dois golos, também mereciam a citação de melhor em campo, mas entendo que Salin foi providencial e numa altura em que a equipa parecia algo desorientada, razão pela qual lhe atribúo essa menção. Ele foi o herói improvável em Moreira de Cónegos.

 

O árbitro, Tiago Martins, recém-chegado do Mundial, onde foi vídeo-árbitro, abusou da cartolina icterícia, especialmente quando puniu, alegadamente por palavras mais exaltadas a si dirigidas, os nossos jogadores Nani, Bruno Fernandes e Jefferson.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Romain Salin 

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Rescaldo do jogo de hoje

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  Bas Dost Marca o segundo golo (imagem: blogue Tu Vais Vencer)

 

 

Gostei

 

De termos começado o campeonato com uma vitória concludente, num terreno sempre difícil. Triunfo por 3-1 frente ao Moreirense, com golos marcados em exclusivo por jogadores que rescindiram com Bruno de Carvalho e voltaram com Sousa Cintra.

 

De Bruno Fernandes. Foi sempre o nosso jogador mais dinâmico e esclarecido. Vital para termos saído de Moreira de Cónegos com um resultado muito positivo. Coube-lhe o golo inaugural do Sporting nesta temporada oficial, marcado aos 16' num bom lance de área em que fez tudo bem: recepção, colocação e remate. E fez a assistência para o terceiro, num excelente passe de ruptura que isolou Bas Dost. O melhor em campo.

 

De Bas Dost. O holandês regressou aos golos e festejou-os com inexcedível entusiasmo, tornando ainda mais intensos os festejos dos adeptos leoninos nas bancadas. Marcou aos 74', com uma grande penalidade apontada de forma irrepreensível aos 74', e aos 90'+2, isolado perante o guarda-redes Jhonatan, picando a bola num soberbo gesto técnico que justificou vibrantes e merecidos aplausos.

 

De Jovane.  Estreia de sonho do jovem caboverdiano formado na Academia de Alcochete. José Peseiro lançou-o em campo aos 69', substituindo o apático Acuña: três minutos depois, numa iniciativa individual, foi derrubado em falta na grande área do Moreirense, arrancando assim a grande penalidade que nos permitiu desfazer o empate que se mantinha desde o minuto 16.

 

De Salin. Chamado de emergência para a baliza leonina, por inesperada lesão de Viviano, o guarda-redes francês agarrou muito bem o lugar, com uma notável defesa aos 68'. Atento entre os postes noutros lances, aos 35' e aos 66'. Sem culpa no golo sofrido logo aos 6'.

 

Do jogo. Mexido, movimentado, muito disputado. Com menos posse mas melhor circulação de bola do Sporting do que estávamos habituados. E com a nossa equipa em crescendo à medida que o tempo decorria e o Moreirense ia quebrando fisicamente.

 

Do apoio nas bancadas.  Forte presença leonina no estádio de Moreira de Cónegos. Uma vez mais se comprova que os adeptos do Sporting são incansáveis e insuperáveis no apoio à equipa. Nos bons e nos maus momentos, chova ou faça sol.

 

De termos superado o resultado de 2017/2018.  Vai fazer um ano, na jornada 7 da Liga 2017/2018, empatámos 1-1 em Moreira de Cónegos. Para já, Peseiro está a fazer melhor do que Jorge Jesus no campeonato anterior.

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer um golo logo aos 6'. Deixámos o Moreirense marcar na primeira iniciativa ofensiva da equipa da casa. Jogada típica de contra-ataque, com Ristovski a falhar a marcação.

 

Que o golo do Moreirense tivesse sido marcado por um ex-Sporting. Um toque de classe de Heriberto Tavares, jogador formado na Academia de Alcochete. Mais um que não soubemos aproveitar e acaba por distinguir-se ao serviço de outros emblemas.

 

Do golo anulado a Bas Dost aos 24'. O nosso ponta-de-lança introduziu a bola na baliza adversária, na sequência de um cruzamento de Jefferson. As imagens confirmam que esteve lá dentro. Nem o apitador de turno nem o vídeo-árbitro repararam: este campeonato ainda agora começou e já está a suscitar polémica.

 

De Petrovic. O elemento mais fraco do onze titular leonino. Lento, preso de movimentos, sem capacidade de organizar o ataque com abertura de linhas de passe, deixando-se ultrapassar várias vezes pelos adversários.

 

Da lesão de Viviano. O guarda-redes italiano lesionou-se minutos antes do início da partida, quando fazia o aquecimento já no campo. Lesão que forçou Peseiro a mandar equipar o suplente Salin, que por ironia esteve há dias para ser dispensado do plantel leonino.

 

Que o técnico tivesse deixado de fora Carlos Mané e Matheus Pereira. Nem um nem outro chegaram sequer a sentar-se no banco de suplentes.

 

De ver o árbitro Tiago Martins amarelar os nossos melhores jogadores logo no início. O capitão Nani aos 2' e Bruno Fernandes aos 12' foram brindados com a cartolina amarela, alegadamente por protestos. Por parte de um árbitro que ganhou fama (injusta) de arbitrar à inglesa. Ao intervalo, já tinha exibido seis cartões, como se em Moreira de Cónegos se desenrolasse alguma batalha campal. E fechou a partida mostrando nove - incluindo a mais três jogadores leoninos - Petrovic, Coates e Jefferson. Um sinal evidente de incompetência no campo disciplinar.

Reload

Nao tenho vontade de falar dos últimos tempos, dos próximos. Leio, ouço, acompanho. Não gosto do que vivemos, não gosto dos ataques e faltas de respeito constantes. Custa-me que se confunda a instituição com comuns mortais, mas vivemos tempos assim. Mantenho-me à margem das discussões, votarei no dia para o efeito em quem entender.  Adiante. 

Começa hoje para nós novo campeonato de futebol (senior, A, masculino, não se vá julgar que é preciso dizer que o Sporting é mais que isso). Já aqui foi reforçada a necessidade (cada um fará como entende claro está) de nos unirmos nesta hora. 

Esperei pelo dia de hoje com alguma ansiedade. Agora abstraio de tudo o resto e sigo a equipa. Quero que sejam capazes, quero que estejam à altura. Se somos o underdog, que sejamos dignos.

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O melhor prognóstico

Os nossos leitores - e os meus estimados colegas de blogue - esbanjaram optimismo na jornada anterior. Revendo os prognósticos que aqui chegaram, não faltavam expectativas de goleada - aliás com lógica, atendendo ao facto de defrontarmos em casa o último classificado do campeonato, que promete cair para a Liga de Honra.

Infelizmente as coisas são o que são e a dura realidade encarrega-nos tantas vezes de nos fintar os vaticínios. Mais realista do que os demais, houve apenas um leitor que acertou: Ângelo. Só ele anteviu o golito solitário que nos permitiu arrancar três pontos ao 'lanterna vermelha" já na fase dos descontos finais.

Está de parabéns pela pontaria. Ainda mais por ser tão rara.

Calma

Razões para optimismo:

1. Vejo os meus confrades sportinguistas muito torturados com o que se tem passado. Até parece que nem ganhámos o jogo ontem. Eu cá continuo na minha: do que eles têm medo não é de equipas todas espectaculares e tal, têm medo é de equipas que ganham, mesmo que não se perceba bem como. Mais medo têm ainda de equipas que ganham mesmo tendo tudo contra elas, como o Sporting nos dois últimos jogos. Ganhar com tapetinhos estendidos, como o Porto no Estoril ou em Portimão, é uma coisa. Ganhar como o Sporting ganhou os dois últimos jogos é outra. Logo veremos na sexta-feira o que acontece.

2. É capaz de ter sido desta vez que os idiotas do assobio aprenderam a lição: esteve bem o Jorge Jesus a mandá-los calar. Cito: "esta equipa murece carinho".

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Cu bo ti fim do mundo(*)

O Sporting joga muito pouco. Em 24 jogos, temos menos 1 golo marcado que o Sporting de Braga, menos 14 que o Benfica e menos 18 que o Porto. Em contrapartida, no que diz respeito a estrelinha da sorte, ninguém nos bate

 

O Sporting iniciou o jogo com Battaglia a lateral direito - só tinha jogado nessa posição em Santa Maria da Feira, após lesão de Piccini - , Acuña a lateral esquerdo e Petrovic a trinco. Discursar sobre táctica nesta partida seria o mesmo que debater o papel de um conjunto vazio na teoria dos conjuntos. O jogo leonino foi de uma anarquia total, apenas abanada pela raça de Bruno Fernandes (foi ele que foi estorvar Bilel no golo anulado ao Moreirense), pelas arrancadas de Gelson - sempre a definir mal o último passe, até no golo, em que beneficiou de uma carambola - e por alguns movimentos interessantes de Bryan Ruiz (durante a primeira parte).

 

A equipa leonina podia e devia ter matado o jogo durante a primeira parte. Contra o último colocado na Liga, uma equipa "petite" treinada por um treinador Petit, o Sporting desperdiçou várias oportunidades nesse período, com Bruno Fernandes (por duas vezes), Battaglia e André Pinto a falharem a concretização. Também Bryan Ruiz perdeu a habitual oportunidade quando isolado perante Jhonatan. Este, sem saber (como), chegou ao intervalo com a sua baliza inviolada. É de familia, os seus pais também não sabem (onde) pôr os "h"...

 

O que Jhonatan sabe muito bem fazer é antijogo. Ele e os cónegos que o acompanham. A partida ficou marcada por um estranho critério técnico e disciplinar do juíz Tiago Martins, o qual, por indicação errada do quarto-árbitro, viria a expulsar Petrovic na segunda parte. Não que isso tivesse um grande efeito na nossa equipa, afinal continuámos a jogar com 10, embora sem termos 11 em campo a partir sensivelmente da hora de jogo.

 

Com 2 inocentes na frente de ataque, um (Montero) sem raça para ganhar a bola e fazer jogo entrelinhas, outro (Doumbia) com uma relação péssima com qualquer tipo de objecto esférico, o "frisson" vinha apenas dos pés de Gelson e Bruno Fernandes. Até que entrou o jovem Leão, naquele seu jeito de quem está a jogar uma peladinha, o qual, já no segundo minuto do período de compensação, ziguezagueou entre dois adversários e serviu Gelson para um golo feliz. 

 

Como referi em cima, os melhores foram Bruno Fernandes, Gelson e Bryan Ruiz (deu dois golos cantados). Para além destes, Rui Patrício (2 grandes defesas e uma antecipação providencial numa bola perdida). Battaglia foi muito esforçado, mas fez essencialmente falta no meio campo, onde Petrovic ficou claramente aquém e Misic estreou-se discretamente. Os centrais estiveram algo irregulares e Acuña mostrou a raça do costume, mas esteve menos certeiro no cruzamento.

 

Jorge Jesus montou mais uma vez uma "táctica" em que expôs desnecessáriamente a equipa, dado o despovoamento do miolo central, mais potenciado pelo curto raio de acção e ausência de ritmo de Petrovic. Houve momentos do jogo onde Bruno Fernandes ou Gelson eram o último homem. Noutros, Coates era o homem mais adiantado. Bem sei que JJ sonha com a Laranja Mecânica, mas o que vimos ontem foi um limão espremido à mão. Definitivamente, ficou provado nos 2 jogos com o Moreirense que não temos boa ligação com cónegos...

 

No final do jogo, na "flash-interview" e na conferência de imprensa, Jesus queixou-se dos adeptos que "não souberam ajudar a equipa". Eu sei que, para o Mister, os adeptos do Boavista é que são bons, mas dizer mal dos bravos que desafiaram a intempérie, numa segunda-feira à noite, não me parece bem. Ainda acabou a dizer que a vitória foi dos jogadores do Sporting. Pudera!... Sinal de esperança, e contrariando declarações recentes, foi quando JJ afirmou que "não jogam esses, jogam outros". That`s the spirit!!!

 

A arbitragem esteve desastrada. Tiago Martins esteve muito mal, o quarto-árbitro influenciou-o negativamente e o vídeo-árbitro não reparou a injustiça da expulsão de Petrovic, embora tenha anulado, bem, o golo do Moreirense, por mão na bola de Bilel que escapou à visão do auxiliar.

 

Em resumo, um jogo muito pouco conseguido e uma vitória à Pirro que vai fazer com que Gelson não esteja presente no Dragão e Bruno Fernandes chegue a essa partida ainda mais desgastado que a estrelinha que nos tem acompanhado (Dost jogará?). Na sexta-feira, no Porto, ou ganhamos ou a disputa pelo campeonato termina para nós. Espero, por isso, que deixemos de jogar à italiana, para que na próxima época não tenhamos de jogar à albanesa (do antigamente), isto é, isolados do resto da Europa. 

 

(*) em crioulo, "estou contigo até ao fim". Mensagem destinada a Ruben Semedo, mas que bem podia ser aquela que melhor define o apoio incondicional proveniente das bancadas a este clube, a esta equipa.

 

Tenor "Tudo ao molho": Gelson Martins

gelson.jpg

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Segunda vitória consecutiva por margem mínima ao cair do pano. Há uma semana, 2-1 em Tondela aos 98'. Hoje, um pouco mais cedo: iam decorridos 92' quando Gelson Martins conseguiu enfim introduzir a bola na baliza do Moreirense. Saímos nesta noite chuvosa de Alvalade com um resultado muito escasso: 1-0, frente ao último classificado da Liga. Mas o que interessa são os três pontos que conseguimos amealhar. Mantemo-nos na segunda posição, com a mesma pontuação do Benfica, e a cinco pontos do comandante, FC Porto, que defrontaremos na próxima sexta-feira na Invicta.

 

De Gelson Martins. Foi sempre o nosso jogador mais inconformado, mais veloz, mais irreverente, o que mais acelerou o jogo e mais procurou a baliza adversária. Foi recompensado pelo golo, que procurou sem desfalecimentos e que mantém o Sporting na corrida pelo título. Municiou muito bem Bryan Ruiz aos 31', teve uma grande arrancada pela direita aos 46', rematou com boa colocação aos 58', conduziu de forma exemplar um contra-ataque ao 64'. E ainda fez de lateral sempre que foi necessário, indo à dobra de Battaglia, hoje defesa direito improvisado. Pena ter despido a camisola quando marcou o golo: valeu-lhe o segundo cartão amarelo e vai falhar o jogo do Dragão. Uma lamentável infantilidade daquele que foi o melhor jogador em campo.

 

De Rafael Leão. Jorge Jesus voltou a apostar nele, lançando-o aos 59'. Valeu a pena: o avançado júnior formado em Alcochete protagonizou o momento crucial do jogo ao conduzir o lance do golo, progredindo com a bola controlada e deixando três adversários para trás numa sequência de dribles antes de servir Gelson. Primeira assistência na equipa principal deste jovem tão promissor.

 

De Bruno Fernandes. Tentou muito, faz várias vezes a diferença: faltou-lhe apenas aprimorar a finalização em dois lances na primeira parte, aos 14' e aos 40'. Revelou sempre boa leitura de jogo, mas foi condicionado pelo duplo pivô do onze adversário que lhe travou a manobra enquanto médio de construção, desta vez mais recuado em função da ausência de William. Melhorou de rendimento quando subiu para segundo avançado, aos 59', com a saída do inútil Montero. E chegou até a funcionar como improvisado defesa central num perigoso contra-ataque do Moreirense, aos 52', em que acompanhou sempre o adversário que transportava a bola, forçando-o a cometer falta, o que levou à anulação do golo que surgiu nesse lance da equipa comandada por Petit.

 

Da estreia de Misic.  Contratação de Inverno do Sporting, o médio defensivo croata só esta noite se estreou de verde e branco, entrando aos 69'. Não deu muito nas vistas, numa fase em que a equipa já denotava bastante nervosismo por não conseguir desfazer o 0-0 inicial, mas também não comprometeu. Precisa de mais tempo de jogo.

 

Dos dois jogadores poupados ao amarelo.  Bruno Fernandes e Coates entraram em campo "tapados" com quatro amarelos: bastava terem visto mais um para falharem o decisivo clássico do Dragão. Felizmente nenhum deles mereceu advertência disciplinar neste jogo. Vamos contar com eles na sexta-feira.

 

Da nossa boa organização defensiva. Levamos já um total de 630 minutos consecutivos sem sofrermos golos em casa para o campeonato. Hoje voltámos a ver a nossa baliza invicta, apesar de termos jogado com dois médios adaptados a laterais - algo nada comum.

 

Da sorte que nos vai sorrindo. Outro jogo disputado, outra vez a "estrelinha" da fortuna a brilhar sobre a equipa do Sporting. Mesmo em noite de chuva. Será a "estrelinha de campeão"? Se não é, imita muito bem. Ela que apareça: será sempre bem-vinda.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências. O Sporting entrou em campo com uma equipa totalmente retalhada. Bas Dost ficou de fora por lesão, Mathieu esteve ausente por castigo. Uma síndrome viral impediu outros jogadores de alinhar: Fábio Coentrão, William Carvalho, Piccini, Ristovski e Palhinha. Jesus viu-se forçado a formar o onze titular com o irrelevante Petrovic como médio defensivo enquanto Battaglia e Acuña asseguravam as laterais e André Pinto colmatava a ausência de Mathieu no eixo da defesa. Demasiadas alterações para um jogo só.

 

Das oportunidades perdidas. Neste jogo foram diversas, para não variar. Duas de Bruno Fernandes (14' e 40'), uma de Battaglia (17'), outra de Bryan Ruiz (31'), outra ainda de André Pinto (45'+1'), mais duas de Coates (64' e 89'). Uns atiraram por cima, outros remataram ao lado, alguns permitiram a intervenção do guarda-redes. Continuamos a revelar problemas sérios em zona de finalização, algo inadmissível num candidato ao título.

 

De Montero. Actuando como segundo avançado, o colombiano voltou a desiludir. Nunca combinou com Doumbia, desta vez o ponta-de-lança de serviço, não esticou o jogo, não deu profundidade nem agressividade ao nosso ataque, não abriu linhas de passe nem soube procurar as entrelinhas. Falta-lhe intensidade e a equipa reflecte-se disso. Saiu aos 59', dando lugar a Rafael Leão.

 

Da expulsão de Petrovic. O sérvio, que jogou na posição habitual de William Carvalho, recebeu um cartão amarelo aos 39'. Por falta que existiu. Mas foi advertido com um segundo - e a consequente expulsão - por falta que só ocorreu na imaginação do auxiliar da equipa de arbitragem comandada por Tiago Martins. Estavam decorridos 60'. O Sporting, lesado por tamanha incompetência, jogou mais de meia hora só com dez jogadores. A expulsão de Gelson - também por acumulação de amarelos - ver-nos-ia reduzidos a nove já ao cair do pano.

 

Dos assobios. Jesus, no final, estava furioso com os adeptos. E percebia-se porquê. Uma vez mais, quando as coisas não correm de feição, as bancadas de Alvalade desatam a vaiar os jogadores. Como se isso resolvesse algum problema. É um comportamento inaceitável, que merece a mais severa reprovação. Quem vai para o estádio assobiar os jogadores durante a partida, mais vale ficar em casa.

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