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És a nossa Fé!

Sporting 2020

Começo por aproveitar o texto para desejar um excelente 2020 a todos os sportinguistas. Entrámos em 2020, ano que será muito importante para o futuro do Sporting Clube de Portugal. Estamos divididos como nunca, é a pesada herança deixada pela presidência anterior, que transformou em inimigos todos os que não partilhavam da visão estratégica do iluminado líder de então. Apesar de sermos todos sportinguistas, desde 2013 que se instalou no clube uma cultura de procurar as diferenças entre nós, acentuar clivagens desnecessárias, buscando os puros, os acéfalos para tecerem loas ao aclamado presidente. Tal estratégia resulta sempre por prazo limitado e aconteceu o óbvio, a queda do pedestal.

Em 2018 elegemos um novo presidente, com o lema “unir o Sporting”. A pacificação seria impossível, porque existe uma minoria de apoiantes do destituído, viúvas e órfãos do passado, ávidos por regressar aos tempos da beligerância, do insulto, que confundem com luta e exigência. Apesar disso, a esmagadora maioria dos sócios foi apoiando os actuais órgãos sociais do clube, confiantes no crescimento da equipa de futebol, que apesar de exibições inconstantes até conseguiu conquistar duas taças de forma surpreendente.

Quando tudo fazia prever que continuaríamos no rumo certo, o presidente Frederico Varandas até reclamou para si em campanha eleitoral um conjunto de competências no futebol, eis que o mercado de transferências se revelou um pesadelo para todos os sportinguistas. Saídas de jogadores por valor demasiado baixo, alguns até a custo zero, para baixar massa salarial, ao mesmo tempo que se contratam verdadeiros cepos, que não chegaram barato, ou emprestados de interesse e valor duvidoso nesta fase da carreira, foram decisões incompreensíveis para muitos adeptos, entre os quais me incluo.

O Sporting tem que manter o ADN de clube formador, pode e deve contratar jogadores com potencial de desenvolvimento, para valorizar, ou jogadores de créditos firmados que entrem de imediato como titulares. Empréstimos só em casos muito pontuais, por exemplo para colmatar algum jogador que se lesionou por longo período. Que sentido faz trazer Jesé Rodríguez, Bolasie ou Fernando? Que ganhos resultariam para o clube na eventual valorização destes atletas?

O início de 2020 traz consigo a reabertura do mercado de transferências, última oportunidade para Frederico Varandas e Hugo Viana mostrarem aos sportinguistas que têm condições para permanecer no cargo. Temo o pior, mas venho defendendo há algum tempo que antecipação de eleições só lá para a Primavera, pelo que estou expectante do comportamento do Sporting SAD nesta matéria. Também não dou crédito por aí além às capas do pasquim “A Bola”, que nunca pugnou propriamente pelos interesses do nosso clube. Não acredito que alguém esteja disposto a pagar 70 milhões por Bruno Fernandes em Janeiro, seria inaceitável que o clube aceitasse baixar um cêntimo que fosse por uma indesejável transferência do nosso capitão. Vender Acuña, Coates ou Wendel abaixo de 20 milhões seria repetir Bas Dost, desbaratando activos a preço de saldo. Trazer mais entulho por empréstimo ou cepos acima de 5 milhões de euros confirmará a incompetência mostrada no último defeso. E se é de incompetência que falamos, só há uma acção a tomar, porque a bem dos superiores interesses do Sporting, incompetentes não podem ocupar cargos de importância vital no clube.

Por fim, e não menos importante, a questão das claques. O Sporting foi pioneiro na sua criação, quando se pretendeu seguir um modelo de inspiração brasileira, com festa, música e incansável apoio à equipa. Passados mais de 40 anos, o que temos são insultos, violência, fumos tóxicos, agressões, negócios escuros. Basta ver quem são os líderes do principal gang da bancada Sul e quem lhes disputou a liderança. É inaceitável que o Sporting Clube de Portugal apoie um grupo organizado em que para subir na hierarquia da organização seja necessário apresentar um registo criminal bem preenchido de condenações. A lógica não é de claque, mas de gang, ou bando, como preferirem, vai dar ao mesmo...

É necessário que sejamos uma vez mais pioneiros, colocando um ponto final neste tipo de grupos, indesejáveis nos estádios de futebol e no desporto em geral, para que o nosso estádio volte a ser um lugar para famílias e pessoas pacíficas, que gostem de futebol e queiram assistir ao espectáculo. Se for preciso, que marquem uma AG para o efeito e coloquem os sócios a votar pela manutenção ou fim dos apoios às claques. Não tenho dúvidas qual será o resultado, porque a maioria dos sócios do Sporting Clube de Portugal são pessoas de bem, honestas e civilizadas, que sabem viver em sociedade. Não são grunhos que insultam e partem para agressões, quando algo não corre de feição.

Última palavra para as modalidades em 2020. Tenho expectativas de conquistar pelo menos dois ou três títulos nacionais esta época, conseguir boas prestações europeias e, mesmo que não se ganhem todos os títulos, disputá-los até ao fim. Boa sorte a todos os que envergam a sagrada camisola verde e branca, o vosso sucesso será a nossa alegria, o nosso orgulho.


Viva o Sporting Clube de Portugal

Algum conforto

Algum conforto que todos os Sportinguistas precisam, ou melhor quase todos, menos aqueles que passam os jogos a insultar jogadores e a salivar pelo insucesso.

Conseguimos vencer o Moreirense e consolidar a 3.ª posição na Liga (o Famalicão não é destas coisas nem destas contas), vencemos no Funchal e somos os líderes nos sub-23, no andebol esmagámos o Benfica e no basquetebol o Porto, vencemos também no hóquei em patins e no futsal.

Infelizmente o Luís Neto aleijou-se quando estava até em muito bom plano e não sabemos quando vamos voltar a contar com ele. Foi o pior deste fim de semana.

Quanto à exibição contra o Moreirense, foi a do costume. Difícil pedir mais a um onze que nunca deve ter jogado junto e sem ponta de lança. Foi improvisar e lutar, lutar e improvisar, rematar e rematar seja o que for que esteja à frente, até que entrado finalmente o único ponta de lança do plantel, o melhor em campo, Mathieu, improvisou um centro, e LP9 correspondeu com um golo... à ponta de lança. Coisa que nem Jesé, Vietto ou Bolasie conseguiriam fazer numa centena de jogos, ou conseguiram fazer em toda a sua carreira (aqui é um mero palpite, se alguém me conseguir mostrar um golo assim, tenho que pedir desculpa).

Depois veio Silas falar em boa exibição, quase 8 em 10 e... desisto.

SL

Na frente

Estamos em primeiro no campeonato nacional de andebol. Lideramos o campeonato nacional de voleibol. Perseguimos o velho rival, à distância de três pontos, no campeonato nacional de futsal. Só dependemos de nós para um triunfo no campeonato nacional de hóquei em patins. Seguimos a um ponto do primeiro, para surpresa de muitos, neste nosso regresso ao campeonato nacional de basquetebol.

O caminho faz-se caminhando.

Quando a bola não entra... o fosso alarga

Quando a bola não entra, o grau de probabilidade de que comece tudo a correr mal aumenta em conformidade. Sobretudo porque se confirma a máxima de que se pode correr assim, ainda vai correr pior, o que tem acontecido. Qualquer direção deve ter este risco em conta e plano de contingência para o efeito. Parece que esta direção e o Presidente não tiveram isso em conta nem nada preparado para o efeito, dando uma ideia de navegação à vista que fragiliza. É pena. 

É preciso ser feita reflexão profunda sobre o que se passou, e o retrovisor não pode alcançar distância superior à pré época, onde parece que tudo começou. E também é altura para questionar o que se passa com a estrutura profissional para o futebol, que mais parece que desestrutura. Qualquer equipa tem de responder por atingir objetivos e responder por maus resultados, como nas empresas, pois são todos assalariados. Dentro e fora das quatro linhas. 

Sem querer invocar exemplos que podem ser lidos em livros de auto ajuda ou de sucesso empresarial, nem querer mergulhar ninguém no "shark tank", olhem em redor e vejam como está estruturada a organização das modalidades, o nível competitivo das suas equipas, a identificação entre jogadores e técnicos com adeptos, a relação entre profissionais das diversas secções, o apoio e o carinho dos assíduos no Pavilhão João Rocha pelos atletas (mesmo nas derrotas, pouquíssimas felizmente), e os resultados. Não é preciso ir longe para perceber que há, ali, algo para aprender. E, às vezes, a bola também não entra. Mas nunca se desiste.

Ainda vamos a tempo de tapar o fosso?

Sporting: Modalidades vão bem e recomendam-se

O fim de semana de despedida do verão trouxe-nos bons resultados nas modalidades. O abismo anunciado era, pelos vistos, manifestamente exagerado.

Na 6.ª feira, no PJR, a equipa de futsal com uma exibição consistente, a pecar apenas na concretização, levou de vencida o Azeméis por 5-1. À 3.ª jornada o Sporting lidera isolado com 9 pontos, 23 golos marcados e 2 sofridos. Sábado há clássico na luz.

No sábado foi a vez do andebol, igualmente no PJR. Nova vitória na Champions, desta feita sobre os eslovacos do Tatran Presov, aquela equipa com um símbolo que nos faz lembrar qualquer coisa. Exibição de luxo, com excelente resultado, 32-24 (o ano passado, com a mesma equipa, diferente resultado: derrota por diferença de 2 golos).  Na Champions, dois jogos, duas vitórias.

O ténis de mesa, palavras para quê? Vitória na Supertaça em masculinos e femininos. Os leões venceram o Juncal por 3-0 e conquistaram a 14.ª Supertaça. As leoas estreram-se a vencer este troféu, após vitória por 3-0 sobre o Toledos. Triplete em ambos os setores: Campeonato, Taça e Supertaça!

No ano do regresso ao basquetebol, o SPORTING venceu o Torneio Albufeira Basket Cup ao bater na final o Imortal 89 -67. Na véspera, na meia-final, haviam vencido o Galitos por 88-69.

Voleibol, no feminino. As leoas derrotaram o Atlético VC Famalicão na final, por 3-2, e venceram assim o Torneio Cidade de Famalicão. No sábado tinham vencido o Braga por 3-0. Boa indicação para as recém promovidas à divisão principal do nosso voleibol porquanto o Atlético é uma das melhores formações nacionais. 

Nota - para o futebol de praia, derrotados pelo Braga na final da Taça de Portugal e, no hóquei em patins, pelo Porto na Elite Cup, 2-2  no tempo regulamentar e depois a lotaria dos penaltis não nos sorriu.

Para além dos seniores, houve muitos outros escalões em competição e com muito êxito. Também o futebol feminino, com uma vitória gorda por 17-0 sobre o A-dos-Francos, merece destaque.

No site do Sporting, https://www.sporting.pt/, na AGENDA, é possível ver muitos dos resultados nas diversas modalidades e escalões. 

Um ano de Team Varandas

Completa-se hoje um ano desde as últimas eleições no Sporting Clube de Portugal, eleições essas que consagraram Frederico Varandas como Presidente do Clube.

Um ano cheio de altos e baixos. Conquistaram-se importantes títulos mas também se falharam outros. Entre as grandes conquistas estão a Liga dos Campeões de Futsal, a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Hóquei Patins e, claro, as Taças da Liga e de Portugal em Futebol. No lado dos títulos perdidos, os que mais me custaram foram o título nacional Futsal e a SuperTaça em futebol, onde caímos com estrondo.

As modalidades tiveram um ano agridoce. Conquistaram-se muitos títulos mas falharam os respetivos campeonatos nacionais. O orçamento para este ano foi batizado por alguns como "o do desinvestimento" mas parece-me mais que se procura contratar qualidade de forma a fazer mais com menos. Thierry Anti como treinador do Andebol é um bom exemplo disso. E a época começou da melhor maneira. O Futsal esmagou o Benfica na SuperTaça com uns expressivos 6-2 e o Andebol começou a época com uma vitória na Luz por 28-30.

No futebol, pegou na equipa de futebol liderada, até então, por um Sousa Cintra que prometeu um prémio monetário (superior ao da Taça da Liga) caso a equipa estivesse em primeiro à quarta jornada (!). Ter José Peseiro no banco não deixava ninguém descansado e trocou-se por um relativamente desconhecido Marcel Keizer. A aposta não correu como se esperava a 100% mas ainda foram conquistados dois títulos.

A política desportiva para a equipa de futebol também mudou drasticamente. Os jogadores com os salários mais elevados foram "dispensados". Entre vendas e cedências, acabou por se perder algum talento mas também nos vimos livres de muito "entulho". As contratações de jogadores, com a exceção de Borja, passou a ser de jovens com potencial para brilhar mas sem ainda serem certezas absolutas. É o caso de Rosier, Doumbia, Plata, Camacho, etc.

No último dia de mercado, esta política sofreu um pequeno revés com a chegada de três emprestados (Jesé, Fernando e Bolasie) e com a troca de Marcel Keizer por Leonel Pontes. Há uma nuvem de dúvidas sobre o impacto que terá na equipa mas, como tudo no futebol, será dissipada quando a bola começar a entrar na baliza. Leonel Pontes tem que ter a paciência dos adeptos para mostrar aquilo que sabe fazer.

Por falar em bola na baliza. Acho que não vale a pena teorizar muito sobre o que une o Clube. O que une o Clube são e serão sempre os títulos. Os Sportinguistas têm um conjunto de características que os ajudam a rever-se no Clube mas, neste momento, há muita dispersão. Neste último ano tornou-se óbvio que existem vários tipos de adeptos. Existem os que ainda vivem no luto da anterior direção e que se comportam como uma espécie de FARC, sempre prontos a metralhar quem não gostam (mesmo com mentiras). Existem os que estão sempre prestes a salvar o Clube do que quer que seja pois são eles os detentores do mágico elixir que tudo cura. E existem os adeptos normais que entendem que estamos perante uma presidência normal, com altos e baixos e que será avaliada normalmente nas próximas AGs e Eleições. Até lá, que a bola bata sempre na parte de dentro da rede e consigamos o maior número de títulos possível.

A Academia está a ser melhorada a olhos vistos e o projeto de formação ganhou novos contornos. A formação não pode ser vista como a salvação do Sporting, tem que ser vista como uma fonte de recursos onde o Clube se reforça mas nunca a única. Ainda assim é importante ter qualidade em quantidade e comprometidos com o Clube. É claro que quando se fala na formação vêm mil piadas sobre colchões mas não posso fazer nada para mudar a opinião de quem se comporta como um chimpanzé a atirar fezes a quem passa no zoo.

A nível de comunicação, parece que abandonámos de vez o belicismo e começámos à procura de outra linha. Acho que estamos piores nas redes sociais mas melhores na maneira como lidamos com os players da comunicação social. Há uma linha ténue que separa as notícias da propaganda mas é sempre (SEMPRE!) melhor ter pessoas a nosso favor do que contra.

Já a oposição nunca desapareceu. Os eternos "esqueletos" Ricciardi e Dias Ferreira têm sido o rosto mais visível de uma certa oposição. Os tais que acham ter o tal elixir. Também se joga uma campanha suja nas redes sociais onde se tenta ofender o mais possível. Campanha essa levada a cabo por muitos daqueles que criticavam, e bem!, as campanhas sujas contra o anterior Presidente. A democracia não pode ser só boa quando ganha quem nós queremos. É saudável haver oposição mas que seja feita às claras e com medidas para ajudar o Clube em vez de uma política de terra queimada.

No fundo, apesar de tudo, foi um ano normal na vida do Sporting. Conquistaram-se títulos, perderam-se outros. Bem sei que alguém dirá "temos a responsabilidade de ganhar tudo" e é verdade. Mas não se conseguiu. O que se conseguiu foi trabalhar para que a cada ano se tenham mais condições para que "se ganhe tudo".

 

Palmarés 2018/19

Futsal Masculino - Liga dos Campeões, Supertaça, Taça de Portugal

Futsal (sub20) - Campeonato Nacional

Hóquei em Patins - Liga Europeia

Andebol (juniores) - Campeonato Nacional

Voleibol (feminino) - 1º Lugar (II divisão)

Atletismo (masculino) - Campeonato Nacional de Estrada, Campeonato Nacional de Corta-Mato

Atletismo (feminino) - Campeonato Nacional de Estrada, Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, Campeonato Nacional de Corta-Mato, Campeonato Nacional de Pista Coberta, Taça dos Clubes Campeões de Pista Coberta, Campeonato Nacional ao Ar Livre

Judo (masculino) - Liga dos Campeões, Campeonato Nacional

Ténis de Mesa - Tetra Campeões, Taça de Portugal, Supertaça

Râguebi - Taça Ibérica

Râguebi (feminino) - Campeonato Nacional, Taça Ibérica, Taça de Portugal, Supertaça

Natação - Octacampeões Nacionais

Ginástica (trampolins masculinos) - Campeões nacionais por equipas

Goalball - Campeões europeus (masculino e feminino), Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Supertaça

Futebol - Taça de Portugal, Taça da Liga

Futebol (sub15) - Campeonato Nacional

Futebol (sub14) - 1º lugar na Divisão de Honra AF Lisboa

Futebol (sub14 B) - 1º lugar na Divisão de Honra AF Lisboa

Palmarés 2019/2020 (até ao momento)

Futsal - Supertaça

Judo - Jorge Fonseca campeão do Mundo (< 100kg), Daria Bilodid campeã do mundo (< 48kg)

 

2701!

Este foi o número de espectadores presentes na noite passada no pavilhão João Rocha, onde a equipa de futsal cilindrou o Modicus Sandim por um expressivo 7 a zero.

Ambiente infernal, com os adeptos o tempo todo a puxar pela nossa equipa.

Estamos na fase final. Seja com quem for é para ganhar.

Sonho tornado realidade

Contabilizando o que já conquistámos nesta época, o Sporting Clube de Portugal soma 35 títulos europeus, em diversas modalidades: futebol, atletismo, andebol, hóquei em patins, futsal, judo e desporto adaptado.

Muito mais do que os nossos rivais somados. O Benfica tem 17 títulos europeus e o FC Porto apenas 14. 

Somos um caso ímpar de ecletismo no panorama do desporto a nível internacional. Com uma cultura de vitória que honra o lema do nosso fundador: Que sonhou um Sporting «tão grande como os maiores da Europa».

Sonho tornado realidade. Para alegria de todos nós.

O Rumo Certo

Esqueçam a capa, esqueçam as lampionices de V. Serpa, Delgado e F. Guerra, "A Bola" tem hoje 9 belas páginas sobre o nosso Sporting Clube de Portugal, com destaque para Bruno Fernandes (o lado pessoal deste nosso grande jogador, grande capitão e grande homem também), Marcel Keizer (os números não mentem) e Miguel Albuquerque.

Grande entrevista deste último, 16 anos de trabalho no Sporting, entrevista essa com ênfase no futsal mas passando pelas modalidades principais, e explicitando uma política desportiva para as modalidades ganhadora e sustentável com a qual me identifico em absoluto.

Frases a reter:

" ...esta conquista tem de ser um exemplo de perseverança, o exemplo do que é perseguir um objectivo de uma forma fria e calculista, de acreditar sempre num objectivo e de ter um projecto para chegar a um objectivo e uma linha condutora para nos levar ao sucesso." (foram três finais perdidas para finalmente ganhar a 4.ª)

"... temos tido a preocupação de criar referências e ter uma mescla de jogadores experientes, estrangeiros internacionais com jogadores da nossa formação... O ADN do Sporting será sempre a formação, no futebol e nas modalidades. Mas não ganhamos nada só com a formação."

"Não vamos acrescentar modalidades. O Sporting precisa de reequilibrar as suas modalidades, reorganizar os projectos desportivos; temos de começar a olhar mais para a formação."

"O Sporting não vai conseguir ganhar sempre.... O que eu quero é ganhar muitas vezes. Fazer um projecto de cinco anos e dizer assim: em cinco anos ganhámos 3, e se ganharmos 3 é positivo porque ganhamos mais do que os outros."

"O investimento nas modalidades é para continuar....ninguem ganha se não investir. Tem é de haver equilíbrio."

É isto mesmo. O rumo certo, independentemente dos condicionalismos do momento, das fraquezas e infortúnios, o rumo que corresponde ao lema do Clube. 

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Eis o Sporting.

SL

Às segundas, sem segundas intenções

Andebol: uma tarde de domingo vibrante, apesar da derrota (28-30). Ou como,  perdendo, também se ganha: em entusiasmo, em comunhão, em sportinguismo. Sim, o Pavilhão João Rocha é uma obra inestimável com créditos à anterior Direção, a Bruno de Carvalho e a todos os sócios anónimos que contribuiram na Missão Pavilhão.

Goalball: a glória, agora também no feminino, com bis masculino. Orgulho imenso nestes jogadores do goalball, que inscreveram o nome do Sporting no Olimpo europeu mas também nas restantes modalidades de desporto adaptado, acompanhadas pelo Gabinete Paralímpico. Sermos dos primeiros a promover valores de igualdade e de inclusão faz-nos maiores, torna o Sporting em muito mais que um clube.   

Leões de Portugal: IPSS ligada ao Sporting, tem um trabalho notável ligada ao apoio social a estudantes (dezenas de bolsas de estudo anuais) e a idosos (centro de dia, aulas, refeições, visitas etc), nem sempre reconhecida nem bem tratada pelo clube e por sócios. O meu público louvor, e a reafirmação dos meus 0,5% do IRS para o NIF: 503 930 644 para esta causa. Solidariedade a custo zero!

Hóquei em patins: não fora aquela inexplicável derrota caseira com o Paço de Arcos... e estaríamos a reviver mais uma época de ouro. Muito embora ainda falte muito campeonato. Mas o realce vai para a brilhante vitória em Itália, frente ao Amatori Lodi por 5-3, na 1ª mão dos quartos de final da Liga Europeia. PJR cheio a 6 de abril, para confirmar o visto para a final four da prova maior do nosso continente.

Voleibol: Também se fala no feminino. Campeãs da III Divisão no ano passado, as nossas meninas disputam a subida à 1ª Divisão. Nesta altura, e quando estão disputados 4 jogos da Fase 2 (série dos primeiros, em que o campeão sobe e o 2º disputa um play-off), o Sporting lidera com 4 vitórias e 12 pontos, seguido do Desportivo das Aves ( com quem averbamos duas derrotas na fase regular) e Sporting de Espinho, ambos com 8 pontos. Dia 31, curiosamente, há jogo no PJR em masculinos e femininos com o Espinho. 

Para cumprir o título desta elucubração não falarei da ausência de João Félix do jogo da seleção, da desclassificação da equipa de triato do SLB e a posição da respetiva Federação e da derrota (já sob protesto...) da incensada equipa do futebol feminino no primeiro momento da verdade, para a Taça de Portugal. Nem tampouco falarei sobre as excelentes notícias sobre processos e mais processos judiciais para os batalhões de advogados. Pelo menos para os homens do Direito não há crise...

E já é Primavera! 

Primavera

Em grande nas modalidades

 

Andebol: Sporting faz história ao atingir oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

 

Voleibol: após vitória fora, Sporting a um jogo de chegar à final da Taça de Challenge.

 

Hóquei em patins: Sporting assegura presença nos quartos-de-final da Liga Europeia.

 

Futsal: Sporting qualifica-se para a final a quatro na Liga dos Campeões.

 

Ténis de mesa: Sporting apura-se para as meias-finais da Taça ETTU.

 

Judo: equipa leonina sagra-se campeã europeia de clubes.

 

Contrastes

Que fim de semana este, tão feito de contrastes.

Humilhados pelo Benfica em nossa casa para a Liga 2018/2019. E no entanto conquistámos o bicampeonato europeu feminino de corta-mato. E ganhámos no hóquei em patins. E no andebol. E nos iniciados. E no futebol feminino.

Triunfos nas modalidades e no futebol amador. Em contraste, no futebol profissional, o pior resultado dos últimos 21 anos em Alvalade. Isto diz muito do que tem sido o Sporting de há demasiado tempo para cá.

Fim de semana à leão!

Não sei de quem foi o mérito, nem me interessa. Todavia e em princípio dos atletas e treinadores, mas gostei das vitórias:

- em hóquei em patins contra um dos candidatos;

- em voleibol;

- em futsal;

- em futebol;

e especialmente aquela vitória no sábado contra o Besiktas em andebol que nos coloca, pela primeira vez, na fase seguinte da Champion League desta modalidade.

É assim o Sporting.

(Provavelmente houve outras vitórias neste fim de semana, mas considerei estas deveras importantes!)

Perder supertaças é o novo normal?

Nem a arbitragem, sempre indecisa entre o habilidoso e o escandaloso, retira mérito à equipa do FC Porto pela conquista da Supertaça de Hóquei em Patins, conseguida à custa de um Sporting em que só Girão esteve ao nível habitual (os árbitros gostaram tanto de o ver defender livres e pénaltis que até mandavam repetir só para o verem defendê-los outra vez).

 

Foram-se as supertaças de Futebol Feminino, de Andebol, de Voleibol e de Hóquei em Patins, ficámos com as de Futsal, de Rugby Feminino e de Ténis de Mesa. Quase dá para desconfiar que este é o novo normal, não muito diferente daquilo que sucedia antes da anomalia da época passada, mas como é sempre melhor ver o copo meio cheio, há que esperar pelo melhor das equipas que não conseguiram suplantar os rivais directos. Afinal, continuam a ser grandes equipas (e só a de voleibol sofreu alterações profundas no plantel), continuam a ser treinadas pelos mesmos treinadores que as conduziram à vitória e continuam a ser apoiadas pelo Sporting (ultrapassado que parece estar aquele ‘balão de ensaio’ das modalidades esbanjadoras que a Comissão de Gestão tão bem endossou para a comunicação social).

 

A diferença entre a vitória e a derrota não pode ser a presença ou ausência de um cavalheiro barbudo de quarenta e tal anos que costumava assistir aos jogos em estado de absoluto descontrolo emocional. Recuso-me a acreditar que ele fosse a única fonte de mentalidade ganhadora disponível no universo leonino. Mas convém encontrar outras quanto antes, pois as modalidades do Sporting (incluindo nelas o próprio futebol) devem rever-se mais no visconde de Alvalade, almejando a ser tão grandes quanto as maiores da Europa, e menos no barão de Coubertin, para quem o mais importante não era vencer, mas sim competir.

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