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És a nossa Fé!

Competitividade doentia

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Sporting - Portimonense.

Vários nomes ligam a história destes dois clubes.

Vítor Damas, sem dúvida.

Também o Sérgio, belga.

Sérgio belga? Perguntarão as pessoas, mais novas, que nos lêem.

Sérgio em francês, diz-se: Serge, em algarvio, da foz do Arade, diz-se Serge Cadorin.

Cadorin, um dos primeiros a denunciar que foi alvo de aliciamento, que o tentaram corromper, um dos primeiros a mostrar que no futebol, na vida, não vale tudo.

Existem princípios, não vale tudo para ter mais comentários, não vale tudo para ser promovido "por mérito" no final do ano, não vale tudo.

A história de Cadorin, o jogador que o Futebol Clube do Porto, tentou contratar para cometer um penalty está disponível "on-line".

Foi um dos primeiros a denunciar a corrupção que o FC Porto faz para vencer jogos, internamente.

Pagou com a vida.

Sobreviveu à primeira (alegadamente) tentativa de homicídio com 70% do corpo queimado, anos mais tarde não resistiu, morreu com 45 anos.

Serge Cadorin, nasceu num dia 7 de Setembro, precisamente, no mesmo dia que o Sporting Clube de Portugal mostrou, para todo o mundo, que é possível vencer sem esquemas.

Que é possível vencer sem, praticamente, cometer faltas (apenas um cartão amarelo) que é possível vencer, jogando bom futebol.

Jogando limpo, sem corromper e sem favores da arbitragem.

(imagem n° 9 da rua Ivens, Lisboa, em desrespeito ao acordo ortographico e à utilização dum 9 puro )

Onze Messis despenteados

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Um pouco abaixo, Luís Lisboa afirma isto:

- Nunca vi uma equipa com onze Messis.

Se recordarmos os jogadores portugueses que entraram em campo no dia 18 de Abril de 1993, tínhamos um punhado de meias-lecas em todas as posições do campo.

Bobby Robson, decidia a equipa, Manuel Fernandes fazia o planeamento técnico e táctico, administrava os treinos, também, andava por ali um professor de ginástica/tradutor que resolvia alguns problemas de comunicação entre os dois treinadores. 

Cadete, Capucho, Cherbakov e Companhia 5; Chaves 0.

Viola e dois violinos

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Estádio 28 de Maio, em Braga, 6 de Outubro de 1957, na baliza do Sporting local, Cesário, ainda, verde, na do Sporting de Portugal, o consagrado Carlos Gomes.

Onze minutos de jogo, o primeiro acorde de violino (Travassos) seguido por duas pinceladas de Malhoa, um golo de João Martins e a pincelada final do Malhoa dos relvados.

De pé, olhando para os jogadores que abandonavam o campo, estava um homem que nascera no dia 10 do 06, do outro lado do Atlântico, aquela vitória por 0 - 5, no dia 06 do 10, fora o seu maior triunfo como treinador.

Chamava-se Enrique Fernandez Viola, uruguaio de Montevideu e num capricho do destino, encantou-se, precisamente, 28 anos depois.

Faz agora dois anos

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Faz agora dois anos, antes de começar a época que nos conduziria à reconquista do título de campeões nacionais de futebol após o mais longo jejum da nossa história, as caixas de comentários do És a Nossa Fé fervilhavam com centenas de leitores que aqui apareciam a rasgar a equipa, o treinador e o presidente. 

Não faltava quem defendesse uma revolução no clube, mudando tudo de alto a baixo. Quando apenas tinham decorrido 22 meses desde o escrutínio que conduziu Frederico Varandas à presidência do Sporting e menos de cinco meses desde a contratação de Rúben Amorim.

No melhor estilo do pior adepto leonino, que antevê sempre hecatombes a cada início de temporada, traçaram-se aqui os mais negros prognósticos. 

Vou lembrar apenas uma pequena parte do que foi publicado nos últimos três dias de Julho de 2020 - negro ano da pandemia por um lado, início da arrancada vitoriosa dos Leões comandados por Rúben Amorim rumo ao título, por outro.

Leiam e comentem, se vos apetecer.

 

«Quem fez este texto a defender Varandas deve estar muito contente com a contratação de Antunes com um contrato de 2M de euros por época. A culpa desta aquisição também foi da gestão anterior?» (anónimo)

 

«Para o Sporting não, mas essa foi uma boa contratação para a clínica do Varandas. E o Feddal, se vier, depois de chumbar por duas vezes os testes médicos, também será um bom cliente.» (anónimo)

 

«Até gostaria que algumas dessas notícias fossem verdade. Significaria que conseguiríamos despachar algum do entulho e, quiçá, se o Hugo Viana abrir os olhos, conseguir contratar reforços dos verdadeiros e não Feddais e Antunes ou Adans. Infelizmente, nem 1/3 dessas notícias são verdade, nem Hugo Viana alguma vez abrirá os olhos.» ("Rautha")

 

«Adan, Porro, Feddal e Antunes. Aí estão os "reforços"... Só me dá vontade dizer asneiras...» (Carlos Alves)

 

«"Quanto à saída de Acuña, parece lógica". Que lógica? Financeira? Só se for, porque desportivamente não se vislumbra lógica absolutamente nenhuma. "... o puto [Nuno] Mendes dá-lhe 20-0". Se é pra rir, objectivo alcançado.» (Mário Ferreira)

 

«Até acho que o Sporting tem jogadores que num Porto, Braga ou Benfica renderiam bem mais.» (anónimo)

 

«No Sporting vive-se, nos dias que correm, à luz do princípio da "navegação à vista". A todos os níveis.» (Mário Fernandes)

 

«Quem manda no clube [são] os jogadores e o Jorge Mendes.» (Ferreira)

 

«Vítor Oliveira seria uma grande aquisição. O problema é que não temos organização, a nossa estrutura está [um] caos.» (anónimo)

 

«Alguém tem paciência e vontade para aturar mais uma época de total incompetência? Esta gente não tem mais crédito nem apoio dos sócios para continuar. Se são sportinguistas, que ponham o lugar à disposição.» (anónimo)

 

«Desta gente só pedimos uma coisa: que se demitam. Mais nada. Se não o fizerem nós sócios destituí-los-emos.» (anónimo)

 

«Nós sócios temos que nos mexer e exigir a destituição. Quanto antes!» (anónimo)

 

«Quanto ao Amorim, eu até aceito pagar 10M por um treinador se for o resultado de uma aposta estratégica a longo prazo, não aceito é contratar sem ter os recursos para tal...» ("Schmeichel")

 

«Se é para colocar miúdos a jogar, que os produtos da centrifugação todos juntos não fazem um, contratem-me que levo baratinho, faço o mesmo e sou do Sporting.» (Miguel Correia)

 

«Para mim é evidente que no próximo ano [o] Braga vai ficar à nossa frente, e com muito mais folga do que este ano.» (João F.)

 

«Estamos mais perto de ser um novo Belenenses do que de nos aproximarmos dos dois clubes do topo.» (J. Melo)

 

«Perante tamanhos disparates, todos os sportinguistas sejam eles da JL, do Império do norte, do oeste ou de outro lado qualquer têm de ficar caladinhos? Não têm o direito de mostrar o seu descontentamento? Eu diria até que é um dever.» (Júlio Vaz)

 

«Cada vez mais acho que esta direcção nem composta por sportinguistas é. Pelo menos sportinguistas como se entende pelo amor a um clube.» (anónimo)

 

«O Sporting em toda a sua história nunca tinha batido tantos recordes negativos, calotes, calotes, cada vez mais calotes!» (Daniel Silva)

 

«Um líder incompetente não pode, nem deve, liderar gente competente por muito tempo, chega!» (anónimo)

 

«Ou saem já pelos próprios pés, ou quando saírem vão ser expulsos e após uma auditoria serão criminalmente acusados de gestão danosa.» (Ferreira)

 

«Je suis VarandasOut.» (anónimo)

 

«O titulo de campeão é impossivel para o SCP.» (anónimo)

 

Reitero: isto é apenas uma pequena amostra do que aqui tantos vieram bolçar em apenas três dias, de 29 a 31 de Julho de 2020.

(Corrigi vários erros de português.)

Mark Jones: Sporting 'forever'

Texto de Rui Silva

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Mark Jones em 1973

 

Por falar em modalidades, e uma vez que estamos de férias do futebol profissional, permita-me partilhar uma história interessante que envolve um atleta que julgo ter sido contratado por João Rocha.

 

Há alguns anos estive a fazer uma pós-graduação em Boston e fui a um barzinho com música ao vivo e que tinha as paredes cheias de camisolas de equipas de basquetebol. Para minha surpresa havia, não uma, mas logo duas do Sporting, o que obviamente me deixou curioso e intrigado.

Perguntei a um dos empregados o porquê, e disse-me para falar com o dono, um indivíduo altíssimo, que na altura estava a tocar com banda residente.

Quando acabou a sua actuação, explicou-me que ele e o irmão tinham jogado profissionalmente vários anos no Sporting durante a década de 1970, e tinham belíssimas recordações do Clube.

Depois de Portugal, tirou um doutoramento e estudou música. Tornou-se professor universitário, músico e produtor discográfico.

 

O seu nome é Mark Kit Jones e o irmão, que não tive oportunidade de conhecer, Jim Jones.

É um orgulho ser Sportinguista!

 

Texto do leitor Rui Silva, publicado originalmente aqui.

Nuno Mendes, João Mário, Nani

20 anos de Academia: os dez que mais renderam

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Em vinte anos de funcionamento da Academia de Alcochete, foram estes os dez jogadores integralmente ali formados que mais renderam ao Sporting:

 

NUNO MENDES: 47 milhões de euros (2022, ao PSG)

JOÃO MÁRIO: 40 milhões de euros (2016, ao Inter)

NANI: 25,5 milhões de euros (2007, ao Manchester United)

GELSON MARTINS: 22 milhões de euros (2018, ao Atlético Madrid)

ADRIEN: 20,5 milhões de euros (2017, ao Leicester)

RUI PATRÍCIO: 18 milhões de euros (2018, ao Wolverhampton)

WILLIAM CARVALHO: 16 milhões de euros (2018, ao Bétis)

RÚBEN SEMEDO: 14 milhões de euros (2017, ao Villarreal)

BRUMA: 13 milhões de euros (2013, ao Galatasaray)

THIERRY: 12 milhões de euros (2019, ao Valência)

 

Infelizmente, alguns outros futebolistas que formámos saíram com lucro zero para o Sporting. Aconteceu com Carlos Mané, Silvestre Varela e Wilson Eduardo, por exemplo.

Enquanto outros deixaram o Sporting rendendo abaixo de um milhão de euros. Como Daniel Carriço, que saiu em 2012 por 750 mil euros para o Reading, de Inglaterra. Já no Sevilha, viria a sagrar-se triplo vencedor da Liga Europa.

 

Valores que constam de um excelente trabalho de oito páginas sobre os 20 anos da Academia leonina ontem inserido no jornal A Bola. Trabalho assinado pelo jornalista Miguel Mendes, que aproveito para felicitar. É raro ver peças deste fôlego - com informação, contextualização e memória - na nossa imprensa desportiva.

O Brasil de José Carlos Vilela

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Parece que foi ontem mas passaram 40 anos.

Zico, Falcão, Sócrates e Júnior, exclamamos sem nos enganamos no nome de nenhum jogador.

A revista brasileira Placar conta a história desta selecção perdedora mas inesquecível, recolhendo, também, o testemunho do menino da primeira imagem, José Carlos Vilela.

Onde estava em 1982?

Assistiu aos jogos desta selecção já a cores ou ainda a preto e branco?

Um aplauso ao Eduardo Dâmaso

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«Passaram esta quinta-feira 18 anos de um dos maiores escândalos da justiça e mais uns quantos da perpetuação de uma das maiores mentiras que alimenta o mundo do futebol.

Há dezoito anos, incomodado com as escutas do Apito Dourado, o Governo de Durão Barroso despachou os dois coordenadores da investigação, Teófilo Santiago e Massano de Carvalho. As escutas a Valentim Loureiro revelavam a velha central de favores no futebol mas também na política. Isso incomodou o governo. De telemóvel na mão, o major metia cunhas para a sua vida de autarca, pedia ajuda para o seu amigo Sousa Cintra construir na paisagem protegida da Costa Vicentina, exigia favores a ministros e secretários de Estado, insultava funcionários do Estado mais apegados a cumprir a lei.

A PJ do Porto respeitou escrupulosamente a investigação, resistiu a pressões e respeitou a separação de poderes, nada dizendo ao Governo sobre o que estava no processo. Os coordenadores do caso foram afastados, o director da PJ do Porto exonerado e quase ia sendo preso.

Esses dias negros para a Justiça ficam por conta do Governo de Barroso e é, também por isso, que estas escutas são importantes. Para memória futura. É nesse momento, aliás, que começa a grande mentira sobre a propalada ilegalidade das escutas. Esse primeiro ataque ao processo abriu a porta para quem tinha interesse em destruí-lo, sobretudo na parte mais quente, no que mostrava sobre o poder de Pinto da Costa.

As escutas do Apito Dourado foram totalmente legais, autorizadas e validadas judicialmente. Serviram, aliás, para condenar os arguidos no processo que envolvia o Gondomar. O que aconteceu foi que não eram, como não são, admissíveis para processos disciplinares na justiça desportiva, essa aberração, não apenas portuguesa, onde os estados abdicam de parte da sua própria soberania, entregando a justiça ao mundo do futebol e retirando-a dos tribunais.

O ónus da sua utilização está, portanto, em quem quis fazê-lo na dita justiça desportiva e não no processo judicial, nem nos investigadores. Elas não só foram completamente legais como, sim, é verdade, mostraram a corrupção activa e passiva reinante no futebol. Mostraram o ‘sistema’ de poder que fabricava resultados, a fruta que o alimentava e as cumplicidades que dispunha na construção e destruição de carreiras de árbitros, dentro da própria Federação Portuguesa de Futebol e nas associações. Mostraram, finalmente, dirigentes desportivos que, pese embora os sucessos desportivos ao longo de 40 anos, são tudo menos exemplares. De resto, ao contrário do que disse há dias um membro do actual governo e, de outro modo, confirmando tudo o que pensa e disse o presidente de um dos três grandes sobre a dita corrupção activa.»

 

Na edição de 3 de Junho do Record

À vigésima sétima jornada

 

Em 1999/2000, quando fomos campeões:

61 pontos (18 vitórias, 7 empates e 2 derrotas; 46 golos marcados e 19 sofridos)

 

Em 2001/2002, quando fomos campeões:

60 pontos (18 vitórias, 6 empates e 3 derrotas; 60 golos marcados e 20 sofridos)

 

Em 2020/2021, quando fomos campeões:

69 pontos (21 vitórias, 6 empates e zero derrotas; 49 golos marcados e 13 sofridos)

 

Em 2021/2022, quando ainda ambicionamos o bicampeonato:

67 pontos (21 vitórias, 4 empates e 2 derrotas; 54 golos marcados e 17 sofridos)

 

Estes dados estatísticos, devidamente comparados, permitem várias reflexões.

Quem quiser, faça o favor de partilhá-las connosco.

Sérgio e Rúben

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1

Desde a chegada de Sérgio Conceição ao FC Porto, em Junho de 2017, disputaram-se 13 títulos.

Distribuição desses títulos:

Sporting Clube de Portugal 6 (Campeonato 2021, Taça de Portugal 2019, Taça da Liga 2018, Taça da Liga 2020, Taça da Liga 2021, Taça da Liga 2022)

Futebol Clube do Porto 3 (Campeonato 2018, Campeonato 2020, Taça de Portugal 2020)

Sporting Clube de Braga 2 (Taça de Portugal 2021, Taça da Liga 2020)

Sport Lisboa e Benfica 1 (Campeonato 2019)

Clube Desportivo das Aves 1 (Taça de Portugal 2018)

 

2

Facto:

Conceição disputou 13 títulos desde que chegou ao Dragão.

Venceu três, perdeu dez.

Percentagem vitoriosa: 23%.

Facto:

Amorim disputou quatro títulos desde que chegou a Alvalade.

Venceu três, perdeu um.

Percentagem vitoriosa: 75%.

 

3

Balanço provisório da época:

- O FC Porto fez até agora 33 jogos, tendo obtido vitórias em 75% desses encontros.

- O Sporting já cumpriu 36 desafios - mais três do que o FCP pois disputou a Supertaça e as duas partidas da fase final da Taça da Liga. Sagrou-se vencedor em 80% desses jogos.

 

4

Alguns outros dados factuais:

  • O Benfica nada vence há quase três anos.
  • O Braga ultrapassa o Benfica.
  • O extinto Clube Desportivo das Aves está ao nível do Benfica.
  • O FC Porto ainda não rompeu o hímen na Taça da Liga, como diria o jornal A Bola: permanece virgem.
  • O FC Porto tem metade dos títulos do Sporting, num honroso mas distante segundo lugar.

Treta e tetra

Os activistas anti-Varandas, que confundem o Sporting com um partido político cheio de facções e permanente oposição interna, acusam-nos de andarmos "iludidos".

Apenas respondo por mim. Sim, estou iludido. Com um título de campeão, uma Taça de Portugal, duas taças da Liga, uma Supertaça. Só no futebol.

Ao menos agora iludimo-nos com conquistas e troféus. Valha-nos isso.

Noutro tempo andámos iludimos com declarações da treta como «agora há três candidatos em Portugal». Enquanto oferecíamos o tetra ao Benfica.

Lembras-te daquele jogo?

Cheguei cedo ao estádio após ter cumprido o meu dever como sócio com 10 votos no Pavilhão João Rocha. Eram 19 horas e 24 minutos quando me sentei no meu novo lugar que curiosamente era o mesmo do ano passado.

Àquela hora o estádio estava ainda vazio e só por breves minutos não fui o espectador 1906...

Naquele tempo que me separou do início do encontro deu para pensar em muita coisa. De repente coloquei uma questão a mim mesmo: qual o jogo mais empolgante que assistira naquele novo estádio?

Lembrei-me de diversos. Fiz a pergunta ao meu filho que estava a meu lado e após referenciarmos algumas partidas houve uma que se destacou. Dizia-me ele:

- Esse jogo define o que é o Sporting.

Concordei com ele no que se referiria ao jogo passado, talvez menos à definição do que é o Sporting e/ou o que é um sportinguista, mas percebi o que pretendeu dizer.

Posto isto termino este postal fazendo aos caríssimos leitores a mesma pergunta que formulei a este que se assina: qual o jogo que mais vos empolgou ou mais gostaram, precisamente neste Estádio de Alvalade?

Não refiro o que mais gostei de propósito para não influenciar eventuais decisões.

Por fim chamo a atenção que estou a referir-me unicamente a jogos oficiais do Sporting. Nada de particulares, amigáveis e/ou selecções.

Venham de lá essas respostas!

Saiu-lhes tudo ao contrário

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Eles andam de recuo em recuo. A narrativa deles vai falhando em toda a linha, já quase nada lhes resta a que possam agarrar-se.

Previram desaires, demissões, mandato presidencial interrompido, caos directivo, eleições antecipadas. Já andavam a levar em ombros putativos candidatos a candidatos. Queriam bagunça o tempo todo.

Saiu-lhes tudo ao contrário. Triunfos, vitórias, a quebra do maior jejum de sempre, mandato reforçado, consistência directiva, articulação total entre administração da SAD, órgãos sociais do clube, direcção desportiva, equipa técnica e jogadores.

Andaram anos a defender um fracassado nato, um narcisista impenitente, um megalómano perdedor. Agora são incapazes de aplaudir um simples vencedor que não precisa de pôr-se em bicos de pés nem gravar frases idiotas em monumentos para dar nas vistas.

Torcem-se todos perante os resultados obtidos em três anos, incapazes de reconhecer a maior das evidências: o emblema leonino está hoje incomparavemente mais prestigiado e robusto do que estava a 23 de Junho de 2018 - o dia em que, para alguns deles, «o Sporting acabou».

Que diferença

Houve um tempo em que Palhinha era rasgado de alto a baixo pelo treinador do Sporting. Que se chamava Jorge Jesus.

«O Porto foi melhor porque o Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com aquilo que estava a acontecer no jogo. Perdeu-se durante a primeira meia hora e isso foi fatal para nós em termos tácticos.»

Palavras do técnico, enterrando o jogador logo após um clássico frente ao FCP, no Dragão, em que perdemos por 2-1.

Foi em Fevereiro de 2017, mas eu não esqueci.

 

Que diferença de comportamento entre Jesus e Rúben Amorim...

João Palhinha pode testemunhar.

O fraco profeta Vieira

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A 30 de Outubro de 2018, menos de dois meses após o actual presidente do Sporting ter tomado posse, Luís Filipe Vieira avisou, como se tivesse acabado de chegar de Palermo:

«Se meter o Benfica à frente do Sporting, não vai estar lá muito tempo.»

 

Sem sequer perceber, o destituído acabou por fazer um enorme elogio ao presidente do Sporting com estas palavras mafiosas.

E revelou-se fraco profeta. Quem acabou por ficar lá pouco tempo foi ele próprio. Como hoje todos sabemos.

 

Varandas continua. Apoiado pela esmagadora maioria da massa adepta do Sporting e odiado pelos do costume. Que só o tornam mais forte. 

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