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És a nossa Fé!

Lembro-me

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Disputámos até agora, nesta temporada, 24 jogos. Assim distribuídos: 14 do campeonato, 6 da Liga Europa, 2 da Taça de Portugal, 2 da Taça da Liga. Com este balanço: 18 vitórias, 3 empates, 3 derrotas.

Percentagem de triunfos: 75%.

 

Tendo ao comando da equipa o «inexperiente» e «impreparado» Rúben Amorim, que Frederico Varandas trouxe de Braga, onde foi «enrolado» pelo homólogo minhoto.

Tudo quanto vem entre aspas, e muito mais, foi escrito e papagueado até à exaustão por muitos - demasiados - adeptos leoninos. Vários dos quais brindaram com insultos e estridentes assobios o jovem técnico no dia em que se estreou em Alvalade. Quando uns tantos milhares saíram à rua, ali mesmo, exigindo a destituição imediata do presidente para abrir caminho sabe-se lá a quê.

 

Três dias antes, ao ser apresentado por Varandas como novo técnico leonino, Amorim, com um sorriso desconcertante, tinha-se limitado a perguntar: «E se corre bem?» 

Lembro-me como se fosse hoje.

Que diferença

 

Vale a pena comparar.

Há um ano, também após a jornada 11, a classificação do campeonato português de futebol era a seguinte:

Benfica 31

Braga 25

FC Porto 23

Casa Pia 20

V. Guimarães 20

Sporting 19

 

Este ano, tudo bastante diferente. Como os números demonstram sem margem para dúvida:

Benfica 28

Sporting 28

FC Porto 25

Braga 23

Moreirense 20

V. Guimarães 19

 

Tudo visto e conferido, temos portanto as seguintes variações:

Sporting: + 9

FC Porto: + 2

V. Guimarães: - 1

Braga: - 2

Benfica: - 3

 

Vale a pena anotar. Porque nada melhor do que o debate com base em dados estatísticos em vez do "acho que" ou do "parece que" ou do "mais ou menos", tão à portuguesa.

De quinta-feira a domingo

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"É minha" , disse Ricardo mas o abalroamento de Luisão, dentro da pequena área, sancionado pelo portuense Paraty, entregariam o título dessa época ao Benfica de José Veiga e Luís Filipe Vieira.

Domingo lá estará outro portuense/portista a apitar; Artur Soares Dias (ASD) o mesmo que na época passada fez uma placagem a Ugarte, para de seguida validar o primeiro golo do Benfica.

Não há mais árbitros?

ASD tem de apitar dois Benfica vs. Sporting com dez meses de diferença? Sabendo nós, sportinguistas, o que aconteceu no Inverno passado, o Inverno do nosso descontentamento.

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Domingo chegará, com menos um dia de descanso para o Sporting, hoje é quinta-feira e ainda temos um jogo para vencer.

Vamo-nos a eles como leões, hoje aos polacões e domingo aos lampiões.

Honrar o Sporting

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Este domingo, o Sporting pode 'cavar' ainda mais a distância para os seus "rivais" na liderança da atual edição da Liga Betclic. Mas há outras coisas que nos devem sempre distanciar desses ditos "rivais". Vem isto a propósito das declarações do treinador do FCP, Sérgio Conceição, após a derrota em casa de hoje contra o Estoril. Quem viu e ouviu sabe do que falo. Por isso nunca seremos iguais aos nossos dois "rivais".

* Na fotografia, de pé, da esquerda para a direita: José Stromp e Henrique de Almeida Leite Jr. Sentados, da esquerda para a direita: Eduardo Quintela de Mendoça, José Alvalade, Charles Etur e António Stromp. Esta era a equipa de cricket do Sporting CP em maio de 1908, sendo alguns dos jogadores também fundadores (e dirigentes) do clube, dois anos antes.

Memórias selectivas

No dia 11 de Fevereiro de 2022, o Sporting apanha-se a ganhar por 2x0 nas Antas aos 34'.

O que sucedeu a partir desse momento foi uma das maiores vergonhas da história do futebol português. Valeu tudo: o banco a entrar em campo ao menor encosto; Evanilson, Pepê, Taremi a mergulharem por tudo e por nada; Pepe e Otávio a distribuírem porrada sem dó e com impunidade.

Foi neste jogo que Conceição fez prova prática de doutoramento com louvor e distinção em "que atitude ter durante o jogo", com os preceitos que continuou a seguir à risca. E no fim, um sururu, que meteu apanha-bolas e seguranças a agredirem Tabata e Palhinha, que obviamente foram expulsos. E com isto FCP lá conseguiu empatar. Depois do jogo ainda houve tempo para dirigentes do FCP roubarem a carteira e o telemóvel a Varandas, na cara dos polícias.

O famigerado João Pinheiro presidiu ao crime, com a anuência que o tornou famoso e grato ao sistema da arbitragem nacional.

Como é evidente este espectáculo abjecto foi uma noite como as outras para o nacional-comentariado - "vamos lá mas é falar do futebol jogado" - e para aquelas folhas de papel impresso que os ingénuos chamam de "imprensa desportiva."

Tivesse isto acontecido com o SLB e tanto o escândalo como o resultado teriam sido outros.

Preparem-se para o que aí vem, só vos digo.

Quando Vítor Damas não pôde ficar na fotografia

Transcrevo, com a devida vénia, um texto de António Alfarrobinha publicado no facebook, no grupo Bola de Catchu. Vítor Damas saiu do Sporting, regressou e dá hoje, justamente, o nome a uma baliza e à porta número 1 do Estádio José Alvalade. Não passou por metade do que o Rui Patrício passou.

Qual é o problema dos sportinguistas com o Rui Patrício, mesmo?

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A fotografia da equipa do Sporting refere-se a um jogo com o Benfica para a Taça de Portugal, disputado em 28 de Março de 1976, que os leões venceram por 1-0. Mas, independentemente desta vitória, tratou-se de uma época (1975-76) muito conturbada para os leões. Irregularidade no Campeonato, interdição de Alvalade devido a uma invasão de adeptos na Tapadinha, insucesso na Taça UEFA logo na 2ª eliminatória, desilusão nas meias finais da Taça de Portugal com o Vitória de Guimarães. Foi o ano dos assobios a Vítor Damas em Alvalade.
A “lei de opção” tinha sido revogada em 1975, o guardião leonino era titularíssimo e estava no último ano de contrato como Sporting. Por essa razão poderia sair do clube no final da época se assim entendesse. Atento, Pinto da Costa, já comprometido com Américo de Sá para ser o director do Departamento de Futebol do FC Porto, tentou contratar Damas. Era um pedido de José Maria Pedroto, o futuro treinador.
O Sporting recebeu o Académico de Coimbra no Estádio de Alvalade, no dia 13 de Março, e aos 24 minutos do jogo os “estudantes” já tinham marcado três golos. Damas estava irreconhecível, desconcentrado, e quando o topo sul começou a assobiá-lo ruidosamente despiu a camisola e pediu ao treinador Juca para ser substituído. Saiu para os balneários debaixo de uma vaia monumental. Para um guarda-redes de futebol, um dia mau na baliza é um dia de crucificação. Mas aquilo foi bem pior.
A Direcção do Sporting entendeu suspender o guarda-redes. Duas semanas depois, houve o dérbi com o Benfica para a Taça de Portugal e Matos foi o escolhido para o substituir. Antes do jogo, titulares e suplentes juntaram-se para a fotografia com um ar circunspecto, algo sombrio. Faltava o capitão de equipa.
No final da época, Damas transferiu-se para o Racing Santander, e não para o FC Porto que tanto o assediara. Regressou a Portugal em 1980, defendeu a baliza do Vitória de Guimarães e do Portimonense e entre 1984 e 1989 voltou a jogar de leão ao peito. Em 2009, foi atribuído o seu nome à baliza sul, cuja simbologia vem do velhinho Alvalade. E onde por coincidência se verificaram os acontecimentos naquela partida com o Académico. Uma homenagem justíssima, apesar de póstuma.
Na fotografia, os jogadores leoninos antes do dérbi:
Em cima - Matos, Amândio, Da Costa, Vítor Gomes, Tomé, Laranjeira, Fraguito, Barão, José Mendes e Pinhal;
Em baixo - Libânio, Baltazar, Marinho, Chico Faria, Manuel Fernandes e Nelson.

Os indignadinhos

A assembleia geral do Sporting que no passado sábado - com quase 40 graus em Lisboa e sem competições desportivas - aprovou o orçamento de 2023/2024 e as contas consolidadas dos cinco anos anteriores, contou com a participação de 1113 votantes.

Alguns acham pouco. São aqueles que nunca foram sócios. Ou já foram mas deixaram de pagar quotas. Ou queimaram o cartão de sócio quando para eles «o Sporting morreu», nos idos de 2018.

A uns e a outros, agora tão indignadinhos pela «fraca participação», recordo que na primeira assembleia geral do mandato de Bruno de Carvalho participaram apenas 1236 sócios. Que chegaram e sobraram para aprovar o plano de reestruturação financeira, com 97% de votos favoráveis. 

Faz hoje dez anos. Nessa altura não havia indignadinhos.

Cinco anos depois do ataque a Alcochete

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Fernando Mendes continua (?) em prisão domiciliária, Alano Silva, outro dos assaltantes, continua em julgamento no tribunal de Almada, Bruno de Carvalho apareceu ontem num programa "cor de rosa" da TVI onde também surgiu Lili Caneças, Mustafá continua líder da Juveleo, a claque continua a insultar o presidente eleito em pleno jogo e a mandar os jogadores jogar à bola, isto com a equipa a lutar por ultrapassar a desvantagem no marcador e Porro já cá não está para repetir o gesto que teve para com eles no jogo com o Casa Pia.

SL

Dez anos sem João Rocha

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João Rocha com os filhos: o seu longo mandato foi um marco inesquecível na história leonina

 

Faz hoje dez anos, morreu João Rocha (1930-2013), um dos melhores presidentes de sempre do Sporting Clube de Portugal. E também o mais titulado - não apenas no futebol, mas nas modalidades, que soube desenvolver como nenhum outro.

A João Rocha associamos nomes de diversos campeões que equiparam de verde e branco. Héctor Yazalde, Vítor Damas, Samuel Fraguito, Manuel Fernandes, Rui Jordão, António Oliveira, Ferenc Meszaros (futebol), Carlos Lopes, Fernando Mamede, Aniceto Simões, Ezequiel Canário, Conceição Alves, Domingos Castro, Dionísio Castro (atletismo), António Livramento, Júlio Rendeiro, Chana, João Sobrinho, António Ramalhete (hóquei em patins), Joaquim Agostinho, Firmino Bernardino, Marco Chagas (ciclismo), Carlos Silva, Frederico Adão, Manuel Brito, Carlos Correia, João Gonçalves (andebol), Carlos Lisboa, Nélson Serra, Augusto Baganha (basquetebol), Avelina Alvarez, Rita Vilas Boas (ginástica) e Armando Marques (tiro).

Entre tantos outros.

 

Foi um modernizador do futebol - pioneiro, visionário, um homem à frente do seu tempo. Apostou na formação e no ecletismo como pilares fundamentais do Clube. Renovou os estatutos, adaptando-os plenamente à democracia. Aliás 1974, o ano da liberdade, foi também um ano de hegemonia sportinguista.

Acertou no essencial. 

E deixou obra. Física, desportiva, financeira e reputacional.

Fechou o Estádio José Alvalade, mandando construir a então denominada bancada nova. Ergueu a Nave de Alvalade, que se tornou na casa das modalidades leoninas. Durante o seu longo mandato o Sporting chegou a contar com cerca de 15 mil atletas em 22 modalidades. Só a ginástica tinha  3500 praticantes.

No tempo dele, o Sporting levou mais longe o nome de Portugal em cenário olímpico. Graças às medalhas de prata de Carlos Lopes e Armando Marques (Montreal, 1976) e à então inédita medalha de ouro de Lopes na gloriosa maratona olímpica (Los Angeles, 1984). Sem esquecer o recorde mundial dos dez mil metros obtido por Fernando Mamede (Estocolmo, 1984) que levou cinco anos a destronar e se manteve durante uma década como melhor marca europeia.

 

Ao longo dos 13 anos em que permaneceu no comando da nau leonina, entre Setembro de 1973 e Outubro de 1986, acumulou um palmarés que dificilmente será atingido por qualquer outro dirigente nas décadas mais próximas.

No futebol, três campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e uma Supertaça.

No conjunto das modalidades, mais de 1200 títulos nacionais, 52 Taças de Portugal, oito Taças dos Campeões Europeus de Corta-Mato, uma Taça dos Campeões Europeus de Hóquei em Patins, mais duas Taças das Taças e uma Taça CERS.

Orgulhava-se de ter deixado o clube sem dívidas, com passivo zero, um número de praticantes nunca visto e a lista de jogadores mais valorizada de sempre.

 

Por decisão da Direcção leonina, assumida em 11 de Julho de 2012, passou a ficar perpetuado no nome da nossa actual casa das modalidades a cuja inauguração, no dia 12 de Junho de 2017, ele já não assistiu.

Orgulho-me - como milhares de adeptos - de ter contribuído com uma parcela das minhas poupanças para a Missão Pavilhão: assim foi possível que este sonho antigo se tornasse realidade.

Se há homens que deixam rasto, João Rocha foi de certeza um deles. Também por isso, curvo-me hoje respeitosamente perante a sua memória.

Pelé e Garrincha: primeira e última vez

 

Este excerto que aqui trago é muito especial: foi a única ocasião em que Pelé (aqui com o número 10) e Garrincha (número 16) marcaram no mesmo jogo ao serviço da selecção do Brasil. Aconteceu no Mundial de 1966, em Inglaterra, contra a Bulgária - partida invulgarmente agressiva, com duras faltas de parte a parte perante a chocante tolerância do árbitro quando ainda não tinha sido instituído o sistema de cartões para penalizar jogo violento.

É também histórico por outro motivo: foi a última vez que o grande Mané Garrincha marcou com a camisola "canarinha". Ainda viria a disputar a partida seguinte, contra a Hungria (derrota 1-3), mas já não alinhou frente a Portugal (outra derrota, pela mesma marca).

Pelé e Garrincha tinham integrado a selecção bicampeã mundial em 1958 e 1962. O astro do Santos venceria o tri no México, em 1970. Mas o "anjo das pernas tortas", como lhe chamou Vinicius de Moraes, já não protagonizou essa conquista fabulosa: despediu-se da equipa nacional nos relvados ingleses, aos 32 anos.

Impressiona hoje ver esta despedida de um dos astros mais geniais e mais trágicos da história de futebol. A sucessão de dribles que eram sua marca inconfundível e a espectacular marcação do livre, de trivela, levando a bola ao fundo das redes.

Empolgante e comovente pontapé que lhe serviu de definitivo passaporte para a eternidade.

Talvez a melhor selecção de sempre

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Esta, a do Brasil tricampeão mundial de futebol em 1970. Com um quinteto ofensivo de sonho: Gérson, Jairzinho, Rivelino, Tostão e Pelé.

Venceu todos os desafios na fase de grupos: 4-1 à Checoslováquia, 1-0 à Inglaterra, 3-2 à Roménia.

Não deu hipóteses nas partidas a eliminar: 4-2 ao Peru, 3-1 ao Uruguai.

Cilindrou a Itália, por 4-1, na empolgante final da Cidade do México.

Eis esse jogo, na íntegra.

 

 

Campeão absoluto, nos resultados e nas exibições. Com 19 golos no total: 7 de Jairzinho (melhor marcador da prova), 4 de Pelé, 3 de Rivelino, 2 de Tostão, 1 de Gérson, 1 de Clodoaldo, 1 de Carlos Alberto.

Pelé, justamente coroado "rei do futebol" neste campeonato, único participante em três títulos mundiais do Brasil (1958, 1962 e 1970), não se distinguiu apenas pelos golos: inesquecível, o segundo da canarinha contra a Checoslováquia. Fez ainda seis assistências, incluindo duas de cabeça.

Para mim, o melhor jogador da história do futebol. É bom lembrá-lo no auge, agora que luta pela vida num hospital brasileiro. Quando já conquistou a imortalidade: jamais será esquecido.

 

Na impossibilidade de reproduzir aqui estes vídeos, cujos direitos são propriedade da FIFA, deixo-vos a ligação para eles. É só clicarem.

Todos os golos brasileiros desse Mundial:

All of Brazil's 1970 World Cup Goals | Pele, Jairzinho & more! - YouTube

Uma síntese da participação brasileira nesse certame, com narração de Arsène Wenger:

The Greatest Team | Brazil at 1970 FIFA World Cup | Narrated by Arsene Wenger - YouTube

Se quiserem, indiquem o vosso preferido.

Dois golos inesquecíveis

 

Nos jogos já bastante antigos da selecção nacional há dois golos que nunca me canso de ver.

Ambos marcados por Eusébio.

 

O primeiro em Bratislava, actual capital eslovaca, contra a Checoslováquia, numa das mais memoráveis partidas alguma vez disputadas pela equipa das quinas - a que nos conduziu ao Mundial de 1966, o primeiro da nossa história.

Aconteceu a 25 de Abril de 1965, vitória portuguesa por 1-0. Com a nossa selecção a jogar quase toda a partida com apenas dez jogadores (ainda não havia substituições naquela época) devido a gravíssima lesão, logo aos 4', do médio leonino Fernando Mendes que viria a abreviar-lhe o fim da carreira profissional, tinha ele apenas 27 anos.

O craque moçambicano, servido por José Augusto, conduz a bola durante 40 metros pelo corredor direito, supera três adversários e conclui da melhor maneira - ao jeito de Maradona 20 anos depois. Pode ser visto aqui, ao minuto 19'. Com locução do saudoso Rui Tovar.

 

O segundo ocorreu já nesse Campeonato do Mundo em Inglaterra, no épico confronto com o Brasil - ainda na fase de grupos - que vencemos por 3-1. Foi a 19 de Julho de 1966. Com dois futuros campeões mundiais no onze adversário: Brito e Jairzinho (subiriam ao pódio quatro anos depois), além do já bicampeão Pelé, que chegaria ao tri em 1970. Entre os nossos figuravam três ilustres Leões: Hilário, João Morais e Alexandre Baptista.

Simões, de cabeça, marcou o primeiro. Eusébio, os dois restantes. Aquele que mais retenho na memória - eu que vi com imenso gosto este jogo na íntegra só muitos anos depois - é sobretudo o nosso terceiro. Um tiro na ressaca de um canto disparado ao minuto 90 deste vídeo que fez entusiasmar o relator britânico: «Have you ever seen anything like that?»

E com razão.

Estas imagens deviam ser exibidas em várias palestras a jovens jogadores sobre a importância do golo no futebol.

Competitividade doentia

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Sporting - Portimonense.

Vários nomes ligam a história destes dois clubes.

Vítor Damas, sem dúvida.

Também o Sérgio, belga.

Sérgio belga? Perguntarão as pessoas, mais novas, que nos lêem.

Sérgio em francês, diz-se: Serge, em algarvio, da foz do Arade, diz-se Serge Cadorin.

Cadorin, um dos primeiros a denunciar que foi alvo de aliciamento, que o tentaram corromper, um dos primeiros a mostrar que no futebol, na vida, não vale tudo.

Existem princípios, não vale tudo para ter mais comentários, não vale tudo para ser promovido "por mérito" no final do ano, não vale tudo.

A história de Cadorin, o jogador que o Futebol Clube do Porto, tentou contratar para cometer um penalty está disponível "on-line".

Foi um dos primeiros a denunciar a corrupção que o FC Porto faz para vencer jogos, internamente.

Pagou com a vida.

Sobreviveu à primeira (alegadamente) tentativa de homicídio com 70% do corpo queimado, anos mais tarde não resistiu, morreu com 45 anos.

Serge Cadorin, nasceu num dia 7 de Setembro, precisamente, no mesmo dia que o Sporting Clube de Portugal mostrou, para todo o mundo, que é possível vencer sem esquemas.

Que é possível vencer sem, praticamente, cometer faltas (apenas um cartão amarelo) que é possível vencer, jogando bom futebol.

Jogando limpo, sem corromper e sem favores da arbitragem.

(imagem n° 9 da rua Ivens, Lisboa, em desrespeito ao acordo ortographico e à utilização dum 9 puro )

Onze Messis despenteados

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Um pouco abaixo, Luís Lisboa afirma isto:

- Nunca vi uma equipa com onze Messis.

Se recordarmos os jogadores portugueses que entraram em campo no dia 18 de Abril de 1993, tínhamos um punhado de meias-lecas em todas as posições do campo.

Bobby Robson, decidia a equipa, Manuel Fernandes fazia o planeamento técnico e táctico, administrava os treinos, também, andava por ali um professor de ginástica/tradutor que resolvia alguns problemas de comunicação entre os dois treinadores. 

Cadete, Capucho, Cherbakov e Companhia 5; Chaves 0.

Viola e dois violinos

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Estádio 28 de Maio, em Braga, 6 de Outubro de 1957, na baliza do Sporting local, Cesário, ainda, verde, na do Sporting de Portugal, o consagrado Carlos Gomes.

Onze minutos de jogo, o primeiro acorde de violino (Travassos) seguido por duas pinceladas de Malhoa, um golo de João Martins e a pincelada final do Malhoa dos relvados.

De pé, olhando para os jogadores que abandonavam o campo, estava um homem que nascera no dia 10 do 06, do outro lado do Atlântico, aquela vitória por 0 - 5, no dia 06 do 10, fora o seu maior triunfo como treinador.

Chamava-se Enrique Fernandez Viola, uruguaio de Montevideu e num capricho do destino, encantou-se, precisamente, 28 anos depois.

Faz agora dois anos

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Faz agora dois anos, antes de começar a época que nos conduziria à reconquista do título de campeões nacionais de futebol após o mais longo jejum da nossa história, as caixas de comentários do És a Nossa Fé fervilhavam com centenas de leitores que aqui apareciam a rasgar a equipa, o treinador e o presidente. 

Não faltava quem defendesse uma revolução no clube, mudando tudo de alto a baixo. Quando apenas tinham decorrido 22 meses desde o escrutínio que conduziu Frederico Varandas à presidência do Sporting e menos de cinco meses desde a contratação de Rúben Amorim.

No melhor estilo do pior adepto leonino, que antevê sempre hecatombes a cada início de temporada, traçaram-se aqui os mais negros prognósticos. 

Vou lembrar apenas uma pequena parte do que foi publicado nos últimos três dias de Julho de 2020 - negro ano da pandemia por um lado, início da arrancada vitoriosa dos Leões comandados por Rúben Amorim rumo ao título, por outro.

Leiam e comentem, se vos apetecer.

 

«Quem fez este texto a defender Varandas deve estar muito contente com a contratação de Antunes com um contrato de 2M de euros por época. A culpa desta aquisição também foi da gestão anterior?» (anónimo)

 

«Para o Sporting não, mas essa foi uma boa contratação para a clínica do Varandas. E o Feddal, se vier, depois de chumbar por duas vezes os testes médicos, também será um bom cliente.» (anónimo)

 

«Até gostaria que algumas dessas notícias fossem verdade. Significaria que conseguiríamos despachar algum do entulho e, quiçá, se o Hugo Viana abrir os olhos, conseguir contratar reforços dos verdadeiros e não Feddais e Antunes ou Adans. Infelizmente, nem 1/3 dessas notícias são verdade, nem Hugo Viana alguma vez abrirá os olhos.» ("Rautha")

 

«Adan, Porro, Feddal e Antunes. Aí estão os "reforços"... Só me dá vontade dizer asneiras...» (Carlos Alves)

 

«"Quanto à saída de Acuña, parece lógica". Que lógica? Financeira? Só se for, porque desportivamente não se vislumbra lógica absolutamente nenhuma. "... o puto [Nuno] Mendes dá-lhe 20-0". Se é pra rir, objectivo alcançado.» (Mário Ferreira)

 

«Até acho que o Sporting tem jogadores que num Porto, Braga ou Benfica renderiam bem mais.» (anónimo)

 

«No Sporting vive-se, nos dias que correm, à luz do princípio da "navegação à vista". A todos os níveis.» (Mário Fernandes)

 

«Quem manda no clube [são] os jogadores e o Jorge Mendes.» (Ferreira)

 

«Vítor Oliveira seria uma grande aquisição. O problema é que não temos organização, a nossa estrutura está [um] caos.» (anónimo)

 

«Alguém tem paciência e vontade para aturar mais uma época de total incompetência? Esta gente não tem mais crédito nem apoio dos sócios para continuar. Se são sportinguistas, que ponham o lugar à disposição.» (anónimo)

 

«Desta gente só pedimos uma coisa: que se demitam. Mais nada. Se não o fizerem nós sócios destituí-los-emos.» (anónimo)

 

«Nós sócios temos que nos mexer e exigir a destituição. Quanto antes!» (anónimo)

 

«Quanto ao Amorim, eu até aceito pagar 10M por um treinador se for o resultado de uma aposta estratégica a longo prazo, não aceito é contratar sem ter os recursos para tal...» ("Schmeichel")

 

«Se é para colocar miúdos a jogar, que os produtos da centrifugação todos juntos não fazem um, contratem-me que levo baratinho, faço o mesmo e sou do Sporting.» (Miguel Correia)

 

«Para mim é evidente que no próximo ano [o] Braga vai ficar à nossa frente, e com muito mais folga do que este ano.» (João F.)

 

«Estamos mais perto de ser um novo Belenenses do que de nos aproximarmos dos dois clubes do topo.» (J. Melo)

 

«Perante tamanhos disparates, todos os sportinguistas sejam eles da JL, do Império do norte, do oeste ou de outro lado qualquer têm de ficar caladinhos? Não têm o direito de mostrar o seu descontentamento? Eu diria até que é um dever.» (Júlio Vaz)

 

«Cada vez mais acho que esta direcção nem composta por sportinguistas é. Pelo menos sportinguistas como se entende pelo amor a um clube.» (anónimo)

 

«O Sporting em toda a sua história nunca tinha batido tantos recordes negativos, calotes, calotes, cada vez mais calotes!» (Daniel Silva)

 

«Um líder incompetente não pode, nem deve, liderar gente competente por muito tempo, chega!» (anónimo)

 

«Ou saem já pelos próprios pés, ou quando saírem vão ser expulsos e após uma auditoria serão criminalmente acusados de gestão danosa.» (Ferreira)

 

«Je suis VarandasOut.» (anónimo)

 

«O titulo de campeão é impossivel para o SCP.» (anónimo)

 

Reitero: isto é apenas uma pequena amostra do que aqui tantos vieram bolçar em apenas três dias, de 29 a 31 de Julho de 2020.

(Corrigi vários erros de português.)

Mark Jones: Sporting 'forever'

Texto de Rui Silva

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Mark Jones em 1973

 

Por falar em modalidades, e uma vez que estamos de férias do futebol profissional, permita-me partilhar uma história interessante que envolve um atleta que julgo ter sido contratado por João Rocha.

 

Há alguns anos estive a fazer uma pós-graduação em Boston e fui a um barzinho com música ao vivo e que tinha as paredes cheias de camisolas de equipas de basquetebol. Para minha surpresa havia, não uma, mas logo duas do Sporting, o que obviamente me deixou curioso e intrigado.

Perguntei a um dos empregados o porquê, e disse-me para falar com o dono, um indivíduo altíssimo, que na altura estava a tocar com banda residente.

Quando acabou a sua actuação, explicou-me que ele e o irmão tinham jogado profissionalmente vários anos no Sporting durante a década de 1970, e tinham belíssimas recordações do Clube.

Depois de Portugal, tirou um doutoramento e estudou música. Tornou-se professor universitário, músico e produtor discográfico.

 

O seu nome é Mark Kit Jones e o irmão, que não tive oportunidade de conhecer, Jim Jones.

É um orgulho ser Sportinguista!

 

Texto do leitor Rui Silva, publicado originalmente aqui.

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