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És a nossa Fé!

Fica, Mathieu

Mathieu fica como um dos melhores centrais que vi jogar no Sporting. Coloco-o ao lado de André Cruz e Beto. Pela qualidade de jogo e pela entrega, merecia ter sido campeão, como Cruz e Beto foram.

Mais do que um defesa de raça, sempre me impressionou pela capacidade para pegar no jogo, para criar, com passes de ruptura, algumas vezes assistências para golo. E, claro, pelos livres exímios. 

Em três épocas de leão ao peito comportou-se como um leão de toda a vida, vivendo o clube intensamente.

De um grande profissional como Mathieu, com um currículo de 8 anos na La Liga (Valencia e Barcelona), não se abre mão. 

Por isso, é preciso encontrar um lugar para este campeão na estrutura do Sporting.  

Não contava nada com isto agora. Adeus, Mathieu

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Pensei que ainda teríamos uns jogos, uns carrinhos, um sprint ou outro. Não me preparei para perder já Mathieu. Temi que terminasse no final da época, mas não já, não pensei nisto. As fotografias do último jogo, rodeado por miúdos, o pai de todos, estava mentalizada para um final de temporada com pelo menos mais imagens daquelas. 

Para mim o futebol não se faz sem os seus heróis, sem pelo menos um preferido por época (nem sempre é fácil, nem sempre o critério é o que joga melhor). Gosto de conhecer ainda que vagamente o perfil de cada jogador, que normalmente também se reflecte na forma como encara um desafio. Os critérios ficam para cada um, mas Mathieu tem sido dos meus favoritos nas últimas épocas (a par de Acuña e Coates, fica aqui dito), Mathieu encantou-me. 

Vou ter muitas saudades. Foi, desde André Cruz, o melhor central que vi no Sporting. Tenho recordações de bons centrais, de homens dignos nessa posição. Mathieu combina tudo. Um senhor, não deixa de ter o seu feitio e sangue na guelra, mostra que se pode ter personalidade e ser um senhor. Diz-se que um central não faz isto e aquilo, não sobe, não constrói, mas como continuo a ter Ronald Koeman como modelo, não concordo nada. Ao mesmo tempo são anos de espera por um assim. Mas vale muito a pena ver. 

No campo, bom, no campo Mathieu é um líder silencioso. Quando está, Coates é outro, mas nem é só isso. A experiência sentia-se nas bancadas, a calma e confiança nos colegas. A segurança num livre ou num corte - ainda a semana passada cortou uma bola ao poste, não cedendo canto, rindo depois. Que grande é Mathieu. 

Que vinha em fim de carreira, que era velho, que se não servia para outros então porquê nós? Tomara todos em fim de carreira fossem assim. 

No fim, não de tudo, mas da época passada, o sereno Mathieu ainda nos brinda com as suas lágrimas depois de uma taça ganha, de duas épocas que todos vimos e sabemos o que foram.

Enfim, não gostava tanto de um francês desde Asterix. Vou ter muitas saudades deste loiruivo no centro da defesa. Ou a correr campo fora num repente. Ou a atirar-se sem medo para cortar uma bola limpa. Enorme Mathieu. 

Obrigada, monsieur. Obrigada, Mathieu. 

Que notícia triste, Jérémy Mathieu

Isto é terrível, Jérémy Mathieu. Um central da tua qualidade termina a carreira longe do Estádio de Alvalade, de preferência cheio de adeptos em tua honra, dispostos a suspender a discórdia que tomou conta do Sporting.

 

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Do futebolista não há muito mais a dizer, embora a forma abnegada como serviste de engodo para o livre certeiro de Jovane Cabral simbolize a vontade de ajudar os outros e a equipa.

Contratado ao Barcelona, tudo fizeste para que o Sporting ganhasse títulos. Conseguiste uns quantos, mas não o mais importante. Ainda assim, o momento que te define é o pós-ataque a Alcochete, no qual foste um dos homens firmes no meio de miúdos assustados e rotinados oportunistas. Tu que não foras nascido e criado no clube, mas que tiveste em consideração o Sporting e os seus adeptos, mais do que uns punhados de vândalos promovidos a terroristas ou um presidente em rota de colisão com o plantel.

Honraste a camisola do primeiro ao último jogo, mesmo quando falhaste, e num mundo perfeito ficarias mais um ano a fazer a transição tranquila para novas gerações.

Duvido que o Sporting possa manter o terceiro lugar reconquistado no desconfinamento sem a tua presença na linha defensiva. Mas isso pouco importa perante o golpe injusto que termina a carreira de quem ainda muito teria a dar ao clube, aos adeptos e ao futebol.

É mesmo uma notícia muito triste, Jérémy Mathieu. Mas és muito maior do que isto que te aconteceu nesta quarta-feira, demasiado longe do estádio onde tantas vezes te aplaudi de pé. Quero acreditar que um dia te encontrarei por lá e poderei resumir tudo isto no pouco francês que me resta na memória.

O "caso" Mathieu

Anda tudo muito preocupado com um "rumor" que dá conta da vontade de Jérémy Mathieu sair já (ou no "final" da época) e regressar a França, onde irá afinal terminar a carreira de jogador para depois se atirar ao curso de treinador ao mesmo tempo que lidera as camadas jovens do Sochaux, clube onde se formou como jogador.

O próprio Mathieu, em declarações hoje ao L' Équipe não confirmou o "rumor" que foi posto a circular (por alguém da estrutura de Alvalade?), mas também não o desmentiu. Diz que se sente muito melhor e que a paragem nos campeonatos até ajudou na recuperação da sua lesão no tendão de Aquiles (tinha que ser, os deuses não brincam em serviço). Dito isto, parece que afinal está disponível para jogar mais um ano e, se assim é, que seja no Sporting Clube de Portugal.

A direção do SCP deve lutar pela manutenção de Mathieu no clube, seja agora como jogador, seja depois no seu período de adaptação à carreira futura de treinador. O central faz falta ao eixo central da nossa equipa e acredito também que há poucos ali que possam vir a dar bons treinadores no futuro. Ele é um exemplo moral e cívico para as camadas jovens de adeptos e para os miúdos das escolinhas. Na minha opinião, há que segurar Mathieu.

Divagações em tempo de quarentena (1)

Tenho para mim que a fórmula de sucesso para o futebol do Sporting está há muito inventada, um plantel com 1/3 de jovens de elevado potencial, 1/3 de jogadores de classe com alguns anos de casa e o resto de "carregadores de piano" que saibam compensar com a garra e força do seu carácter as suas limitações técnicas, e por cima disso tudo um treinador disciplinador, exigente e inspirador. Foi assim com Malcolm Allison, foi assim com Boloni, podia ter sido assim com Bobby Robson.

Olhamos para o plantel actual do Sporting: dos 26 contam-se 9 sub-23, dos quais se destacam Wendel e Plata, um da selecção olímpica do Brasil, outro da selecção A do Equador, entre todos imagino que tenham um valor de mercado de cerca de 50M€. O terço de jovens de elevado potencial está lá.

Já quanto aos craques, e com boa vontade, apenas posso vislumbrar quatro: Mathieu, Acuña, Coates e Vietto.

E quanto aos carregadores de piano, os que lutam até ao fim e raramente comprometem, apenas posso vislumbrar cinco: Renan, Neto, Battaglia, Sporar e Luiz Phellype.

Sobram assim 8 em 26 que se afastam desta tipificação e que em meu entender pouco acrescentam ao plantel. Já têm 23 ou mais anos, e ou não são suficientemente bons ou não são suficientemente fortes psicologicamente, raramente resolvem e muitas vezes comprometem.

É muita gente e é gente que custou muito dinheiro. Não falando no caso muito especial de Francisco Geraldes, temos Ristovski, Rosier, Ilori, Borja, Eduardo, Bolasie (emprestado) e Jesé (emprestado) que penso que custaram cerca de 25M€. Salários à parte, excepto nos emprestados.

Obviamente que, com Rúben Amorim, um ou outro destes jogadores poderá revelar qualidades nunca vistas e demonstrar a sua importância, mas quando falamos num plantel pobre para as necessidades do Sporting este é o maior problema.

O outro é que com as saídas de Bas Dost e de Bruno Fernandes ficaram apenas quatro para fazer a diferença. E se Mathieu arrumar as botas, restarão apenas três...

SL

Armas e viscondes assinalados: Reviravolta baseada numa lógica de “contra trintão, trintão e meio“

Sporting 2 - Portimonense 1

Liga NOS - 20.ª Jornada

9 de Fevereiro de 2020

 

Luís Maximiano (3,5)

Voltou a mostrar-se à altura das ocorrências, e mesmo no golo do Portimonense quase conseguiu desviar para fora da baliza o remate do trintão colombiano Jackson Martínez, apenas um dos vários elementos do plantel do penúltimo classificado que lutariam pela titularidade no Sporting. Minutos depois impediu o 0-2 que transformaria Alvalade num cenário de livro de Dante, e na segunda parte aplicou-se com denodo à neutralização dos tão fugazes quanto perigosos contra-ataques da equipa visitante. Se melhorar no jogo de pés talvez possam deixar de “soprar” notícias sobre a aquisição de guardiões veteranos estrangeiros livres do apelido Viviano.

 

Ristovski (2,5)

Aproveitou o 3-5-2 com que Silas dispôs a equipa perante o an-te-pe-núl-ti-mo classificado da Liga NOS, sabendo que a vitória garantiria o regresso ao lugar do pódio que, parafraseando um génio incompreendido do futebol português, é “muito bom para a situação actual do Sporting”. Muito subido na ala direito, tirou partido da velocidade e de uma atitude competitiva mais apropriada a outros tempos, só que... não combinou particularmente bem com os colegas, não centrou por aí além e em nada contribuiu para sossegar os ânimos de um estádio só ligeiramente mais composto e menos amorfo do que na última jornada em casa. Manteve-se em campo até ao fim, sem brilhar, mas con a vontade de fazer qualquer coisa intacta. Prova de que a sorte nem sempre protege os audazes foi a falta de direcção do seu remate de longa distância.

 

Coates (3,0)

Uma ou outra fífia sem consequências de maior impede melhor avaliação do melhor capitão que o Sporting tinha naquele estádio, e não necessariamente só no relvado. Talvez chegue o dia em que voltará a manter as redes imaculadas, mas por enquanto vai fazendo o que está ao seu alcance. Já não é pouco.

 

Neto (2,5)

Regressado à titularidade à boleia do novo amor de Silas pelo 3-5-2, procurou cumprir com o sistema táctico mas não conseguiu evitar que Jackson Martínez passasse pela sua área de jurisdição com manifesta e concretizada intenção de inaugurar o marcador. O castigo não se fez esperar: foi sacrificado ao intervalo, quando Silas trocou o 3-5-2 por mais um dos ETNI (esquema táctico não identificado) que nos últimos tempos têm sido avistados a pairar sobre Alvalade.

 

Mathieu (4,0)

Permitiu que o estádio fizesse uma viagem do tempo para temporadas que parecem extremamente distantes e tristemente irrepetíveis ao marcar aquele exemplar livre directo que relançou a equipa para a reviravolta. Exemplo máximo de inteligência, brio e vontade, o trintão francês empurrou o Sporting para a sua melhor versão possível, sendo tão acutilante a defender como criterioso a construir. Vê-lo cair no relvado, confirmando-se mais tarde uma lesão que o afastará até Março, levou a que todos os sportinguistas falhassem uma batida cardíaca. E tornou mais provável que a gestão de Frederico Varandas possa igualar ou superar mais um dos recordes dos tempos de Godinho Lopes.

 

Acuña (3,0)

Mesmo um todo-o-terreno como o polivalente argentino, decerto capaz de fazer boa figura caso lhe fosse substituir Harry Potter naquele jogo esquisito, sentiu notórias dificuldades de adaptação ao mais recente arrumo de Silas. Melhorou bastante na segunda parte, ao ponto de ficar ligado ao resultado positivo de uma coligação negativa de más ideias de jogo. Quis o acaso que estivesse na ala direita e capacitado para fazer o belo cruzamento para Jovane Cabral que deu origem ao autogolo que selou a reviravolta.

 

Battaglia (2,5)

Ficou perto de inaugurar o marcador, cabeceando pouco acima do poste na sequência de um canto, mas a sua principal missão era conter veleidades do contra-ataque do penúltimo classificado da Liga NOS. Cumpriu de forma tão incompleta quanto o resultado final permite concluir e, ainda que tenha um domínio de bola e inteligência táctica que aconselham a sua titularidade, mantém um défice de ritmo que torna a intenção de fazer regressar João Palhinha a melhor notícia que se consegue retirar das mais de dez páginas de amena entrevista de Frederico Varandas ao “Record”. Isso e, claro está, não haver qualquer referência a um regresso de David “justificativo de dois milhões a menos nos cofres” Wang, claro está.

 

Wendel (3,0)

Exasperou as bancadas com a atitude displicente na primeira parte, parecendo não raras vezes um daqueles empregados de escritório cuja única função assenta no transporte de copos de café. Melhorou bastante depois do intervalo e não raras vezes assumiu a batuta quando era preciso, até porque o maestro titular foi ver que tal se está no Brexit. Tem é de perceber que, não obstante pertencer à selecção olímpica brasileira, vencer continua a ser mais importante do que competir.

 

Rafael Camacho (2,0)

Ao contrário de Joaquin Phoenix, premiado com o Óscar de Melhor

Ator, o jovem extremo não convence  enquanto “joker”. Falta-lhe objectividade na hora do passe e do remate, e até alguma necessária  matreirice para ludibriar os adversários para entrar na grande área alheia.

 

Vietto (2,5)

Uma equipa como o Sporting dos nossos tempos não pode desperdiçar um recurso tão escasso quanto oportunidades claras de golo. Torna-se por isso preocupante que ninguém tenha ficado demasiado espantado quando o argentino permitiu a defesa do guarda-redes nipónico do Portimonense ao ser desmarcado por Sporar. Ficou perto de marcar num livre directo, mas não é Mathieu quem quer e sim quem pode. O que não impede que o amarelo recebido, e a consequente ausência na visita ao Rio Ave, sejam mais uma dor de cabeça.

 

Sporar (2,5)

Manteve a seca apenas porque um adversário teve má vontade suficiente para preferir fazer autogolo em vez de deixar o esloveno aproveitar a assistência perfeita de Jovane Cabral. Antes já tinha servido Vietto de forma tão perfeita quanto imperfeito foi o remate. Tarda apenas a fazer aquilo que justifica a presença de pontas de lança nos onzes.

 

Jovane Cabral (3,0)

Entrou ao intervalo e contribuiu, no seu jeito algo desengonçado, para dar a ignição à alteração táctica promovida por Silas. Apesar de um remate calamitoso não servir de bom cartão de visitas, a assistência para o autogolo que rendeu três pontos ao Sporting constitui uma retoma ao estatuto de “salvador da pátria”.

 

Gonzalo Plata (3,0)

É possível que seja mesmo um diamante por lapidar, sendo inegável que ninguém lhe pode apontar falta de coragem na hora do um contra um. Cada minuto que tem no relvado, ao invés do digno Bolasie e do inexplicável Jesé, é um oásis na péssima condução do futebol profissional leonino.

 

Idrissa Doumbia (2,0)

Regressou à equipa para colmatar a lesão de Mathieu, ainda que tenha sido Battaglia a juntar-se mais a Coates na cada vez mais caleidoscópica linha defensiva. Cumpriu sem deslumbrar, como é seu hábito nos dias bons.

 

Silas (2,5)

É mesmo necessário reconhecer-lhe mérito por desfazer os seus equívocos ao intervalo? Aproveitar jovens extremos que estão entre os raros projectos de futuro (sendo Maximiano já o presente) no plantel principal deveria ser mais evidente do que anda a ser para um treinador que ficou enfeitiçado pelos três centrais, mas não se lembrou que tinha um lateral-esquerdo com rotina de central no banco na hora de substituir o lesionado Mathieu. Formar um onze sem o francês, sem o castigado Vietto e sem o lesionado Acuña para conseguir um primeiro triunfo (ou um primeiro empate) ao terceiro jogo da época com o Rio Ave será um desafio interessante de seguir.

Pódio: Mathieu, Plata, Jovane

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Portimonense pelos três diários desportivos:

 

Mathieu: 18

Plata: 16

Jovane: 16

Vietto: 16

Coates: 15

Luís Maximiano: 15

Acuña: 14

Battaglia: 14

Wendel: 13

Ristovski: 13

Sporar: 12

Neto: 11

Camacho: 10

Idrissa Doumbia: 6

 

O Jogo e A Bola elegeram  Mathieu  como melhor em campo. O Record, estranhamente, optou por  Wendel.

Arranjar lenha para se queimar

Silas desde o dia que entrou em Alvalade, pelas ideias "de risco" que logo manifestou, pelo onze que apresentou em Alverca sem titulares indiscutíveis, e em muitos outros casos, parece ter uma irresistível atracção para arranjar lenha para se queimar, felizmente em muitos deles conseguindo (tendo havido ou não chamada de atenção dos capitães ao intervalo) ter a lucidez necessária para sentir a pele a arder e controlar a coisa. Noutros casos...

Ontem em Alvalade foi assim. A teimosia e arrogância de entrar com o "novo sistema" que já tinha baqueado em Braga, um 3-5-2 com um extremo Camacho adaptado a 2º atacante, e os laterais a fazer piscinas, que por vezes mais parecia a táctica "pirilau" do Paulo Autuori de outros tempos, conduzia a um jogo mastigado e muito desenvolvido por zonas interiores que esbarrava no centro defensivo do Portimonense. Perdida a bola em mais um passe ou drible falhado (Camacho abusou), lá vinha o Portimonense em velocidade a apanhar os 3 centrais de frente, os laterais em parte incerta e Battaglia a ser de menos para tamponar a coisa. E assim, só não chegámos ao intervalo em desvantagem porque Mathieu marcou um golão à André Cruz.

Veio o intervalo, saiu Neto (mais uma vez, quando Silas resolver começar com 3 centrais), o 3-5-2 transformou-se num 4-2-3-1 / 4-3-3 com Plata e Jovane nas alas, começou a existir espaço no centro para Vietto e Sporar terem flagrantes oportunidades de golo, Acuna vagabundeou para a direita e solicitou Jovane para o centro que deu o autogolo (pensar que saiu em Braga porque não estava a cumprir as indicações... foi Silas que o mandou para a direita ?) e lá conseguimos uma vitória sofrida mas amplamente merecida.

Destaques pela positiva para Max (Impressionante o novo Rui Patrício), Mathieu (claro), Coates, Battaglia (grande cabeçada para golo, logo a abrir o jogo, depois da grave lesão que sofreu bem mais contido e posicional, acabou em defesa central) e Acuna (um desperdício a defesa esquerdo). Pela negativa, Vietto a falhar passes e golos e Ristovski que anda por ali para cima e para baixo...

E assim, mais 3 pontos e o terceiro lugar na Liga. Na próxima jornada o Braga irá perder como habitualmente na Luz e nós temos mesmo de vingar as duas derrotas com o Rio Ave.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting ganhar. É certo que foi em casa, e o triunfo ocorreu pela margem mínima, mas é um facto que vencemos o Portimonense (2-1) num jogo em que dominámos praticamente do princípio ao fim embora só na segunda parte a nossa equipa tenha demonstrado aquilo que realmente vale, mesmo com Bruno Fernandes já fora do plantel.

 

De Mathieu. É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto defensivo, embora Silas - com o seu permanente experimentalismo, sempre a alterar o sistema táctico - tenha ajudado pouco ou nada. O internacional francês foi o melhor em campo. Resta ver se poderemos contar com ele na próxima partida, pois saiu do campo lesionado.

 

De Max. A administração da SAD, acumulando erros sobre erros na gestão do futebol, sonha agora trazer um guarda-redes sueco. Precisamente a última posição em que estamos carenciados. O jovem Luís Maximiano, aos 21 anos, dá bem conta do lugar, como voltou a demonstrar neste embate contra o Portimonense. Com grandes defesas aos 28' e aos 88'. No próprio lance do golo adversário, em que Jackson Martínez remata aos 26' com excelente colocação para o poste mais distante, ainda chega a tocar na bola, embora sem possibilidade de a desviar. Não teve muito trabalho, mas voltou a evidenciar técnica e segurança.

 

De Jovane. A partida arrastava-se monótona e triste, após uma penosa primeira parte, quando Silas decidiu enfim alterar o onze-base. Mandou entrar Jovane logo no início do segundo tempo - e logo o jovem formado em Alcochete agitou o ataque, tornando-o mais vertical, veloz e acutilante. Aos 72', num destes lances, nasceu o nosso golo da vitória, quando o cabo-verdiano foi recuperar uma bola junto à linha final, no lado esquerdo, e centrou na medida certa: só faltava encostá-la para as redes, o que viria a ser feito em autogolo por Jadson, antecipando-se a Sporar, que se encontrava a um metro de distância, pressionando-o.

 

De Plata. Também foi remetido ao banco, ficando fora do onze inicial. Mas Silas recorreu a ele aos 60', mandando sair Camacho. Ao contrário do colega, o equatoriano jogou bastante colado à linha, fazendo funcionar enfim o corredor direito do Sporting. Daí nasceram vários lances perigosos, nomeadamente aos 81' e 86'. No primeiro, Plata quase marcou à meia-volta, forçando o guardião do Portimonense à defesa da noite.

 

Da subida do Sporting na classificação. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da goleada sofrida pelo Famalicão em casa frente ao V. Guimarães (um vergonhoso 0-7), e vendo o Braga empatar também em casa perante o Gil Vicente (2-2). Estamos isolados no terceiro posto.

 

 

Não gostei

 
 

Das oscilações tácticas de Silas. O técnico insistiu num sistema inicial alheio à tradição leonina: 3-5-2, percebendo-se mal o que o levou a preparar uma linha de cinco em processo defensivo quando jogava em casa contra o penúltimo da tabela. Isto forçava criativos como Rafael Camacho a encarrilar o jogo pelo corredor central, com manifesta falta de resultados. Ao intervalo, Silas alterou o xadrez táctico, mandando sair Neto e regressando ao processo clássico no Sporting, com dois flanqueadores que servissem jogo ao elemento mais avançado (Sporar). Este foi, sem coincidência, o melhor período da equipa, que terminou a partida num autêntico vendaval ofensivo, só não se traduzindo em golos por azar ou inépcia dos jogadores.

 

Do irritante conceito "construção em posse" definido pelo técnico.  Silas privilegia a organização do processo defensivo a partir de trás, com sucessivas trocas de bola no nosso meio-campo. Processo alheio à tradição leonina e entorpecente para o espectáculo desportivo, além de não proporcionar vantagem no terreno. Isto agrava-se por não termos a meio-campo um verdadeiro distribuidor de jogo desde a saída de Bruno Fernandes - Wendel, está visto, não tem vocação para tal tarefa, que exige disponibilidade constante e concentração máxima.

 

Do 1-1 ao intervalo. Consequência directa do que ficou escrito nos parágrafos anteriores, este desolador resultado que se registava aos 45'. E o empate apenas tinha conseguido ser desfeito, seis minutos após o golo inicial da equipa de Portimão, num lance de bola parada, graças à mestria de Mathieu - digno sucessor de Bruno Fernandes na cobrança de livres.

 

Das hipóteses perdidas. Pelo menos em duas ocasiões tivemos possibilidade de marcar, o que só não sucedeu devido à falta de perícia ou excesso de nervos dos jogadores. Na primeira aos 66', quando Vietto se isolou mas permitiu a defesa ao guarda-redes. Na segunda aos 86', quando Sporar, igualmente em excelente posição para marcar, atirou para fora, sem nexo.

 

Da lesão de Mathieu. O francês saiu aos 78', a passo, com queixas físicas - dando lugar a Idrissa Doumbia enquanto Silas fazia recuar Battglia para segundo central, ao lado de Coates, até ao fim. Esperamos que Mathieu recupere a tempo do próximo embate, que será muito difícil, frente ao Rio Ave, no próximo sábado. Um jogo em que não contaremos com Vietto, por acumulação de amarelos.

 

Dos insultos nas bancadas. Estavam decorridos apenas cinco minutos quando, do local do costume, começaram a ouvir-se gritos contra o presidente do Sporting, misturados com insultos e apelos histéricos à demissão dos órgãos sociais. Quando a equipa precisava de apoio, estes jumentos da curva sul voltaram a dar alento à turma adversária - como já haviam feito em Alvalade quando ali jogaram Porto e Benfica. É óbvio que isto desestabiliza os nossos jogadores, que actuam em casa sempre sobre brasas, numa atmosfera de guerrilha permanente. Que a grande maioria dos adeptos está contra isto voltou a ficar bem demonstrado ao escutarem-se sonoras vaias à jumentude.

Armas e viscondes assinalados: Em vez da pedrada no charco, o charco na pedreira

Sporting 1 - Sporting de Braga 2

Taça da Liga - Meia-final

21 de Janeiro de 2020

 

Luís Maximiano (2,0)

Incapaz de se esticar o suficiente para desviar o (muito bom) remate com que Ricardo Horta inaugurou o marcador, o guarda-redes leonino revelou-se exímio na ciência de desviar com a força da mente, impávido e sereno, os livres directos que os adversários iam cobrando. Face ao domínio que o Braga intensificou quando se viu a jogar contra dez, dedicou-se a demonstrar melhoras nas saídas aos cruzamentos e estagnação nas reposições de bola, por vezes destinadas a uma terra de ninguém de verde e branco vestido. Certo é que esteve quase a manter o empate que levaria a que fosse substituído, pois a melhor forma que Silas encontrou para motivar o jovem foi colocar Renan Ribeiro a fazer exercícios de aquecimento, reservando a substituição final para uma entrada destinada ao desempate por grandes penalidades que nunca viria a suceder. Uma falha colectiva da defesa do Sporting permitiu ao Braga recuperar a vantagem quase em cima dos 90 minutos e abriu caminho a um tempo de compensação que veio trazer ainda mais vergonha a uma época de pesadelo.

 

Ristovski (2,0)

A estranha táctica com que o Sporting entrou em campo entregava-lhe todo o flanco direito, sob a vigilância não necessariamente executiva do descaído Bruno Fernandes, sempre disposto a gesticular para que o amigo macedónio subisse no terreno. Claro está que tais subidas criaram buracos na linha defensiva, expondo Coates a riscos tormentosos, mas quando depois do intervalo voltou a ter alianças à direita, com a entrada de Bolasie, este encarregou-se de fazer com que fosse sol de pouca dura. Seguiu-se meia-hora de resistência contra o que veio a suceder, numa jogada em que toda a linha defensiva esteve abaixo do exigível. Mal sabia Ristovski no ano passado, à saída do Jamor aonde só voltará para enfrentar o Belenenses SAD, que mesmo com o capitão também estamos f...

 

Coates (2,5)

Amarelado desde cedo, num derrube a um adversário supersónico, o central uruguaio foi o melhor da defesa, compensando em colocação e técnica o défice de velocidade. Se o Sporting esteve perto a cumprir a tradição de vencer jogos da “final four” nas grandes penalidades em muito deve ao acerto nos cortes de quem voltou a terminar o jogo enquanto ponta de lança designado.

 

Mathieu (1,0)

Apontar o golo do empate do Sporting, numa movimentação rápida e remate eficaz que tirou partido da cobrança de um livre por Bruno Fernandes, tornou-o o mais velho marcador de sempre na “final four” da Taça da Liga e ameaçava fazer dele o herói que abriria portas à qualificação para a terceira final consecutiva. Também seria a melhor forma de fazer esquecer os diversos erros de cobertura, que infelizmente se manifestaram nos dois golos que afastaram o Sporting. Pior do que isso, apesar das desculpas públicas a Ricardo Esgaio, foi a entrada violenta que levou à sua expulsão e provavelmente o afastará não só da recepção ao Marítimo como da nova visita à Pedreira, desta vez a contar para a Liga NOS e que pode levar à perda do quarto lugar para o Sporting de Braga. Que o elemento mais experiente e titulado do plantel tenha sido capaz daquilo é o espelho do desvario pantanoso em que se tornou todo o futebol leonino. Tirando Paulinho, que ainda não entrega bolas furadas e calções esburacados...

 

Acuña (2,5)

Esteve regular, sem grandes erros e mesmo o amarelo que o afasta da recepção ao Marítimo (junta-se a Bolasie, Mathieu, Eduardo e talvez Bruno Fernandes e Vietto, o que não é o início de segunda volta mais propício à conquista dos três pontos) só ocorreu num sururu final em que até se comportou relativamente bem. Mas a verdade é que as circunstâncias, sobretudo após a expulsão de Bolasie, exigiam aquele Acuña que se transcende, valendo por dois ou adversários. E essa entidade não foi avistada em Braga.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Saiu ao intervalo para que a equipa voltasse a ter mais gente na direita do que o Chega na Assembleia da República, com as consequências que todos sabemos. No tempo em que esteve no relvado não deslumbrou, mas revelou sentir muito menos pânico devido à presença de Battaglia por perto e até se integrou de forma eficiente em algumas tentativas de construção de jogo que culminaram no empate que permitia sonhar com o único “tri” possível em tempos de Frederico Varandas.

 

Battaglia (3,0)

Em boa hora regrssado à titularidade, aparenta estar refeito da longa recuperação do azar que o persegue e esconde-se à espreita. Pressionante no melhor sentido da palavra, capaz de combinar com os colegas mais criativos, ainda ficou perto de marcar num cabeceamento que foi um dos escassos aproveitamentos das bolas cruzadas para a área.

 

Wendel (3,0)

Também ele estava cheio de vontade de virar a página após exibições muito pouco conseguidas que fazem deste Janeiro de 2020 um novo Setembro de 2019. Rápido e criterioso no transporte de bola e criação de jogadas, lutou com todas as forças mesmo quando o jogo se desequilibrou de vez, com a inferioridade numérica a juntar-se a tantas outras inferioridades que fazem desta época aquilo que é.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Quem inventou a expressão “não há uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão” não poderia imaginar a quantidade de oportunidades que Bruno Fernandes tem tido para deixar uma boa última impressão. Desta vez até juntou mais uma assistência ao pecúlio, servindo Mathieu para o golo do empate, e não ficou longe de aplicar o remate de longa distância, mas todo o esforço para virar o resultado foi traído pela imbecilidade de Bolasie e pelas insuficiências de Silas. A imagem final do capitão do Sporting a gesticular para um agente da PSP enquanto decorria a batalha campal no tempo de compensação animou a Internet e serve de espelho ao descalabro reinante no clube e cada vez menos circunscrito ao futebol jogado. Um dia depois, um cavalheiro que não é agente de Bruno Fernandes nem presidente da SAD prestou declarações sobre o “timing” da saída do capitão do Sporting. Sendo tal fenómeno tão aberrante quanto a demonstração de como o complexo agencial-mediático destruiu um Sporting que está agora mais interessado em infinitas purgas internas, sobressai a espantosa coincidência de esse porta-voz do futuro de Bruno Fernandes ser a pessoa que mais lucrou, em poder e em euros, com o Alcácer-quibir que conduziu à presente situação directiva e que serve de escudo às suas gritantes e catastróficas incapacidades.

 

Rafael Camacho (2,0)

Tinha a missão de ser um “joker” no corredor esquerdo e quase cumpriu num lance que culminou com um remate perigoso. Mexido e cheio de vontade de justificar os milhões de euros empregues no seu regresso a Alvalade, viu-se condenado à irrelevância quando, após a expulsão de Bolasie, lhe foi entregue a missão de fingir ser a referência de ataque. Incapaz de ganhar duelos aéreos e de suplantar os centrais arsenalistas, quase todas as bolas despejadas para as suas imediações terminaram em “turnovers” para o adversário e imediata construção de novo ataque.

 

Luiz Phellype (1,0)

A forma como se arrasta em campo é potenciada pelos esquemas tácticos de Silas e pela descrença que reina entre os colegas, mas o brasileiro tende a ser sempre o primeiro a deixar cair a toalha. Será que Bruno Fernandes estaria a fazer participação ao agente da PSP do desaparecimento do avançado competente e sua substituição por um gémeo incapaz de fazer aquilo que se pede a esse tipo de futebolista?

 

Bolasie (0,0)

Um quarto de hora de jogo bastou para cometer a imprudência que deixou a equipa a jogar com menos um. E ainda que a entrada assassina sobre o adversário possa ter sido causada por uma escorregadela, nem isso perdoa a falta de inteligência do franco-congolês que se propunha revitalizar a direita  de uma entidade que anda pelas ruas da amargura sem que o seu presidente siga o exemplo de Assunção Cristas quando conduziu o CDS-PP a igual destino.

 

Neto (2,0)

Os minutos que passou em campo, num esquema de três centrais que visava levar o jogo até ao desempate por grandes penalidades não foram perfeitos, mas tiveram o condão de sossegar os sportinguistas: a expulsão de Mathieu não implica necessariamente a titularidade de Ilori.

 

Silas (1,0)

Além de ter entrado no jogo com a sua equipa inspirada no decepado da Batalha de Toro, abdicando do braço direito, demorou eternidades para corrigir posicionamentos e rechaçar o domínio do Sporting de Braga, animado pelo golo madrugador. Quando finalmente deu indicações aos jogadores nesse sentido até viu a equipa empatar, deixando tudo em aberto para uma segunda parte em que apostou (bem) na entrada de Bolasie. Ora, se o infeliz treinador do Sporting não tem culpa da burrice do jogador que se fez expulsar, a aposta em Rafael Camacho como avançado desterrado não só foi um erro de “casting” como contribuiu para emperrar o contra-ataque, ficando desprovido de um jogador rápido como o jovem extremo, como empurrou a equipa adversária para a grande área até que o destino se cumpriu. E ainda por cima numa altura em que se tornara evidente que poupara a terceira substituição para a entrada de Renan Ribeiro a tempo do desempate por pénaltis. Ignora-se em que manual de motivação leu tal estratégia, mas a verdade é que Luís Maximiano sofreu o 2-1. E embora a falta de competência do actual treinador do Sporting possa parecer uma nota de rodapé face ao nível do Conselho Directivo, do departamento de futebol profissional e do próprio plantel, a triste verdade é que Silas ainda não está preparado para a missão que lhes entregaram e que ele aceitou.

Tudo muito mau

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A entrada do Sporting em campo contra o Braga, ontem à noite, na Taça da Liga - em casa da equipa adversária e só perante 10 mil pessoas. Concedendo total domínio territorial ao adversário.

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Os 20 minutos que Silas demorou a rectificar os erros posicionais da equipa, com sucessivos passes falhados, quando o Braga dominava por completo o encontro, impedindo a saída do Sporting. Numa dessas perdas de bola, por Battaglia logo aos 8', nasceu o golo inicial da equipa anfitriã.

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O reconhecimento tardio de que o sistema de duplo pivô da primeira parte não funcionava, como se comprovou quando o técnico trocou Idrissa Doumbia por Bolasie logo após o intervalo.

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A inoperância dos homens da frente - ao ponto de ter sido Mathieu a marcar o golo leonino, aos 44', desmarcando-se com rapidez, a solicitação de Bruno Fernandes, numa bola parada. Luiz Phellype, que esteve 69 minutos em campo, voltou a ser uma nulidade.

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A tremideira no nosso processo defensivo, exemplificada no lance que conduziu à merecida expulsão de Bolasie, aos 61'.

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A defesa com linha de cinco a partir daí, com toda a equipa remetida ao seu meio-campo durante a meia hora final, na esperança de defender o empate (1-1), cedendo toda a iniciativa ao Braga. E sem chegarmos uma só vez nesse período à baliza adversária.

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A permanente atitude de equipa pequena, como se a turma minhota metesse medo a alguém. Mesmo com um jogador a menos, não havia justificação para isso: quem abdica por completo do ataque arrisca-se ainda mais a sofrer golo. Como se viu.

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O tempo de salto errado de Mathieu no golo da vitória do Braga, aos 90', permitindo que Paulinho a metesse lá dentro.

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A nossa equipa de cabeça perdida nos minutos finais, com expulsões de Mathieu e de Eduardo (que estava no banco).

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O péssimo ensaio geral de ontem contra o Braga para o campeonato: esse jogo vai disputar-se a 2 de Fevereiro.

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O adeus do Sporting à Taça da Liga, nesta meia-final em Braga, após dois anos de conquista do troféu. A meio da época, todos os objectivos internos redundaram em fracasso.

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Esta equipa cheia de fragilidades e desequilibrios. Mal construída, mal apetrechada, mal orientada, desmotivada e triste, no segundo pior Inverno de que há memória em Alvalade.

Do céu ao inferno em 5 minutos

Aconteceu hoje com Silas no Bonfim, mas é um filme já muito visto no Sporting com outros treinadores e noutros relvados. Muito difícil realmente se torna explicar como é que dum jogo ganho, tranquilo e controlado, se passa, em pouco mais de 5 minutos, para um jogo com a vitória comprometida e com alguns dos melhores jogadores lesionados ou castigados com cartões e impossibilitados para os jogos seguintes.

Mas aconteceu, e acontece, por falta de liderança no banco ou de espírito de corpo no relvado. E a verdade é que torna a vida do Sportinguista, o que foi ao estádio ou o que acompanhou no sofá, bem difícil.

Quem quiser rever os golos sofridos pelo Sporting nos últimos jogos, encontra, mais que o fruto de jogadas bem elaboradas do adversário, situações criadas por descuido ou incompetência individual ou colectiva.

Hoje Mathieu esteve na origem do golo do Setúbal e Risto na origem do amarelo que afasta Coates do dérbi com o Benfica. Situações completamente evitáveis.

Sobre toda esta má sorte ou simplesmente incompetência, só o talento de Bruno Fernandes. Escondeu-se no lado esquerdo para deixar Vietto brilhar na 1.ª parte, cavou o penálti e concretizou para o segundo golo, marcou o terceiro golo depois de boa iniciativa de Camacho.

O que vai ser do Sporting quando ele sair? 

Não faço ideia, mas temo o pior.

Entretanto, para o dérbi, Vietto ficou lesionado, Coates está fora, Neto também, fica o Illloooooooooriiiiiiiiiiiiii....

SL

Inqualificável

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O comportamento do destituído presidente do Sporting perante o colectivo de juízas que aprecia o caso de Alcochete no Tribunal de Monsanto é inqualificável.

Compareceu no início e depois, alegando não ter meios de subsistência, solicitou autorização para faltar às sessões. Tem estado quase sempre ausente.

Num caso que lhe diz directamente respeito e em que é parte interessada, até por estar acusado de quase uma centena de crimes, Bruno de Carvalho comporta-se em estado de negação. Recusando ouvir os depoimentos que têm desfilado, presencialmente ou através de câmaras televisivas, nas sessões de audiência.

 

Evitou assim, por exemplo, escutar Mathieu a dizer isto:

«Nunca mais esquecerei o medo que senti. Ainda hoje, no final dos jogos, penso nesse dia. Tenho medo que isto volte a acontecer.»

 

Não teve ocasião de ouvir Palhinha dizer isto:

«Fiquei receoso pela minha integridade. Liguei logo ao meu pai, num estado de nervos… Só dizia que queria ir embora, que ia recolher as minhas coisas, chuteiras e afins, porque nunca mais queria voltar à Academia depois daquilo.»

 

Não se apercebeu, em primeira mão, de que Ristovski declarou isto: «Ficámos alojados num hotel nessa noite, mandei a minha esposa e filho menor para Macedónia e no dia seguinte saí do país.»

 

Nem ficou ao corrente, de viva voz, deste depoimento de Acuña perante o tribunal: «Disseram que me iam matar, que sabiam onde é que eu vivia e onde é que os meus filhos iam à escola.»

 

No fundo, age como na recta final do seu mandato enquanto presidente do Sporting. Nos momentos decisivos, nunca estava lá.

Não esteve no estádio do Estoril, quando o Sporting perdeu um jogo decisivo que nos custou o comando do campeonato.

Não esteve em Madrid, na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa disputada frente ao Atlético.

Não esteve no confronto com o Marítimo, no Funchal, que nos custou a despedida do acesso à Liga dos Campeões.

Não esteve na final da Taça de Portugal, de tão má memória, contra o Desportivo das Aves.

 

Em todas essas ocasiões, não foi por "falta de meios de subsistência", como agora invoca: foi por elementar falta de coragem.

Inqualificável antes, inqualificável agora. É o comportamento de alguém com jeito para soltar uns bitaites mas que não nasceu com capacidade para liderar.

Armas e viscondes assinalados: Só houve música quando o francês lançou o LP

Sporting 1 - Moreirense 0

Liga NOS - 14.ª Jornada

8 de Dezembro de 2019

 

Luís Maximiano (3,5)

Recuperou a titularidade, com alguma surpresa, e agarrou a oportunidade com as luvas. Sendo este o típico jogo em que o Sporting remata dezenas de vezes e acaba por sofrer golo num contra-ataque que gela as bancadas (tarefa cada vez mais fácil, tendo em conta os poucos mais de 25 mil presentes numa tarde de domingo e o divórcio entre os vários sectores), Max encarregou-se de alterar o destino. Fê-lo de forma brilhante ao desviar para canto o remate de um adversário isolado – num lance que ditou a grave lesão de Neto –, logo na primeira parte, mas também desviou para longe da baliza o perigo que surgiu depois do intervalo. A haver algo de positivo a retirar desta triste temporada, que seja a sua afirmação. E a de Eduardo Quaresma, Rodrigo Fernandes e um ou outro jovem talentoso que a presente gerência ainda não tenha conseguido desbaratar.

Ristovski (3,0)

Sendo um lateral-direito de pendor ofensivo, a verdade é que se distinguiu sobretudo pelo bom trabalho a contrariar os velozes extremos dos visitantes. Devem-se-lhe belos cortes no coração da grande área, sendo muito mais eficaz a dobrar os centrais do que Rosier tem mostrado conseguir ser.

Neto (2,5)

O azar que persegue e esconde-se à espreita deste Sporting calhou, da pior forma, ao central português. Um choque com Luís Maximiano quando procurava alcançar um adversário em fuga resultou numa costela fracturada e num pneumotórax. Prevê-se uma longa paragem, retirando-o dos decisivos embates de Janeiro e colocando Tiago Ilori na rota de uma possível titularidade. Já ouviram falar de um moço chamado Eduardo Quaresma?...

Mathieu (4,0)

Prioridade para o planeamento da próxima temporada: convencer o central francês a adiar a reforma mais um ano. Antes da assistência para golo no cruzamento perfeito para Luiz Phellype, capaz de desbloquear o que começava a parecer um impasse, enviara um livre directo ao poste e servira na primeira parte Bruno Fernandes para um golo que não se concretizou. Mas ainda mais impressionante foi um corte que realizou na grande área, quando um avançado se esgueirava para aborrecer Luís Maximiano. Noventa e nove em cada cem centrais teriam cometido grande penalidade.

Borja (3,0)

Nunca 14 centímetros terão sido tão injustos (embora haja decerto quem possa discordar...) quanto aqueles que ditaram a posição irregular do colombiano na jogada em que recebeu o passe de Mathieu, ludibriou um adversário e cruzou para o golo anulado a Bolasie. Mas nem por isso se deixou abalar, embalando para uma das melhores exibições desde que chegou a Alvalade, tanto a defender como a auxiliar o ataque.

Idrissa Doumbia (3,5)

Exemplo acabado da tarde virada ao contrário vivida pelo Sporting foi o slalon realizado pelo jovem médio, capaz de ultrapassar adversários em drible como se fosse coisa que fizesse todos os dias. Ao nível demonstrado no domingo, com disponibilidade física e cultura táctica a compensar as limitações técnicas, haveria lugar para Idrissa num plantel leonino com maiores ambições do que os actuais. Veja-se a forma como ficou perto de contabilizar uma assistência para golo ao descobrir a cabeça de Bolasie.

Wendel (3,0)

Longe de deslumbrar, muito pelo contrário, pautou o jogo com a aura de quem sabe o que está a fazer. Mais do que um artista de rasgos, foi um homem da segurança, enchendo o meio-campo com a sua presença.

Bruno Fernandes (3,0)

Algum dia carregaria o fardo de não ter sido imprescindível, sendo assaz curioso que tal tenha sucedido logo após o treinador ter dito que a equipa é ele e mais dez. Além de uma quantidade anormal de passes falhados e combinações que não surtiram efeito também não teve mira afinada nas jogadas de perigo, mas além do eficaz trabalho a corrigir os erros dos colegas ainda assinou desmarcações que poderiam e deveriam ter sido bem melhor aproveitadas.

Vietto (2,5)

Outro que não teve engenho para ser decisivo, embora nada se lhe possa apontar no que toca a empenho. Convirá que assuma o jogo na quinta-feira, devido à ausência de Bruno Fernandes, pois o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa está garantido mas o Sporting precisa de pontos na UEFA como de pão para a boca.

Jesé Rodríguez (2,0)

Daquela hora em que ocupou espaço no relvado pouco mais ficou do que um remate em zona frontal travado pelo guarda-redes do Moreirense. Demasiado pesadão e não o suficientemente rápido, o espanhol tornou-se sempre presa fácil para os adversários.

Bolasie (3,0)

Além do golo que marcou à ponta de lança, tendo o infortúnio de o ver anulado pelos tais 14 centímetros de Borja, o franco-anglo-congolês testou os reflexos do guardião num remate de cabeça que levava selo de golo e de seguida manteve os laterais em sentido. Tendência que se manteve no segundo tempo, forçando um segundo amarelo que deu mais folga ao Sporting e cavalgando pelo meio-campo contrário, numa jogada individual a pedir Wagner como banda sonora em que o remate em forma de torpedo saiu muito perto do ângulo superior esquerdo da baliza.

Coates (3,0)

Entrou muito cedo, substituindo o acidentado Neto, e foi igual a si próprio. Seguro nos cortes, ficou perto de marcar na outra baliza, num cabeceamento oportuno.

Luiz Phellype (3,0)

Fez o resultado e ganhou três pontos para o Sporting num lance em que, literalmente, voou como Jardel sobre os centrais. Tratando-se de um feito valoroso, bastante diferente do contributo deixado pelo espanhol que Frederico Varandas crê ser avançado-centro, não faz esquecer a legião de falhanços e indecisões que impediram Luiz Phellype de pôr os resistentes das bancadas a cantar o seu nome em várias outras ocasiões de perigo iminente.

Rafael Camacho (2,0)

Pouco ou nada acrescentou ao jogo. Mais uma vez.

Silas (3,0)

Chegou a pensar que teria um jogo sossegado, vendo-se em vantagem quase desde o início, mas a actuação do videoárbitro anulou o golo madrugador de Bolasie e encerrou o Sporting em mais um labirinto com muitos remates, muita posse de bola e nenhum resultado concreto. Poderia ter colocado Luiz Phellype em campo mais cedo, claro está, o que não invalida que seja um dos triunfadores de uma jornada em que ganhou dois pontos ao FC Porto, três ao Famalicão, três ao Sporting de Braga e nenhum ao clube que está autorizado a marcar golos precedidos de falta atacante.

Pódio: Mathieu, Luiz Phellype, Bruno

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Moreirense pelos três diários desportivos:

 

Mathieu: 18

Luiz Phellype: 17

Bruno Fernandes: 16

Bolasie: 15

Luís Maximiano: 15

Coates: 14

Vietto: 14

Borja: 14

Idrissa Doumbia: 14

Neto: 13

Ristovski: 13

Jesé: 12

Wendel: 12

Camacho: 6

 

Os três jornais elegeram Mathieu como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória. O mais importante foi conseguido: amealhámos mais três pontos em Alvalade ao vencermos o Moreirense por 1-0. Resultado magro e escasso, que soube a pouco. Mas comparado com outros nesta temporada em que já fomos goleados pelo Benfica e deixámos o modesto Alverca afastar-nos da Taça de Portugal, não podemos queixar-nos. Objectivo mínimo cumprido.

 

De Mathieu. Já me referi a ele aqui: foi de longe o melhor em campo neste Sporting-Moreirense. Destacou-se à frente e atrás. Lançando Borja aos 11', abrindo espaço para um golo que viria a ser anulado por fora-de-jogo milimétrico. Fazendo a bola embater num poste na soberba conversão de um livre directo aos 49'. Cortando de forma irrepreensível um perigoso ataque do adversário aos 64'. E sobretudo fazendo a assistência para o golo de Luiz Phellype, aos 70'. O mais maduro, o mais eficaz,  o mais acutilante: aos 36 anos, é um excelente exemplo para jogadores com metade da idade dele.

 

De Bolasie. Continua a ser um lutador. Nem sempre as coisas lhe saem bem, mas ninguém pode acusá-lo de falta de entrega ou falta de atitude. Actua com muita intensidade nos lances divididos, nunca dando uma bola como perdida. Aos 11' chegou mesmo a introduzi-la na baliza, mas a jogada acabou anulada por milimétrica deslocação de Borja, que fizera o cruzamento. Aos 18', coube ao congolês fazer um centro perfeito, que Bruno Fernandes desperdiçou. Aos 20', de cabeça, obrigou o guarda-redes a uma defesa aparatosa. Não é por ele que o Sporting continua com exibições que estão longe de agradar aos adeptos.

 

Da aposta de Silas em Max. Boa exibição do jovem guarda-redes formado em Alcochete. Autoritário entre os postes e seguro nas saídas, como naquela em que defendeu de cabeça, aos 41'. Aos 22' e aos 66' demonstrou ao técnico que vale a pena continuar a confiar nele. Devemos-lhe também o facto de termos chegado ao fim desta partida sem sofrer qualquer golo.

 

Da entrada de Luiz Phellype. O brasileiro entrou aos 64' e seis minutos depois marcava o golo decisivo, que nos valeu três pontos. Um golo de belo efeito, à ponta-de-lança, com forte cabeceamento (a fazer recordar Mário Jardel). Foi o melhor momento deste jogo, que praticamente só nos deu este motivo de alegria.

 

De ver Battaglia no banco. O argentino não chegou a calçar, mas o simples facto de Silas o ter chamado ao lote dos suplentes já é boa notícia para todos quantos admiramos este jogador e lamentamos que o Sporting há mais de um ano não possa contar com ele.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu com o V. Guimarães e está apenas com mais um ponto que o Sporting. A partir de agora também vemos mais perto o FC Porto, que empatou no Jamor com o Belenenses SAD.

 

 

Não gostei

 
 

De Jesé. Silas voltou a transmitir-lhe confiança ao deixar Luiz Phellype no banco e ao incluir o espanhol no onze titular. Mas o rapper revelou-se presa fácil para a defesa contrária: movimentou-se pouco, lutou ainda menos e foi sempre inofensivo no último passe. Diga o que disser Frederico Varandas, influenciado sabe-se lá por quem, não tem instinto nem gestos de ponta-de-lança. O que colocou o Sporting em notório défice ofensivo neste jogo até aos 64', quando Jesé foi enfim tomar duche e passámos a ter em campo o único avançado posicional do plantel leonino. Não por acaso, o golo surgiu seis minutos depois.

 

Da exibição apagada de outros jogadores. Bruno Fernandes esteve em subrendimento, falhando um número incrível de passes e mostrando-se incapaz de aproveitar os lances de bola parada e de ensaiar até os pontapés de meia-distância a que já nos habituou. Wendel, por sua vez, foi incapaz de imprimir dinâmica na nossa construção ofensiva, empastelando o jogo a meio-campo e rodopiando o tempo todo para chegar a lugar nenhum. E Vietto é desperdiçado a jogar junto à linha quando rende muito mais a movimentar-se na faixa central. Falta mencionar Camacho, que voltou a ter uma oportunidade: entrou aos 79', para render Vietto, mas nada fez de útil, pois foi facilmente neutralizado pela defensiva adversária, que o colocava em sistemático fora-de-jogo. E parece também ter uma relação difícil com o golo.

 

Da lesão de Neto. Desta vez Silas decidiu emparceirá-lo com Mathieu (quarta experiência diferente no eixo da defesa leonina em quatro jogos). O internacional português até estava a fazer uma exibição positiva, mas aos 22' fracturou uma costela na sequência de uma bola dividida no nosso reduto defensivo. Vai estar semanas fora dos relvados.

 

Da ausência de Acuña. O argentino, a cumprir castigo, faz sempre falta ao nosso onze titular - sobretudo na posição de ala, onde prefiro vê-lo jogar: é um desperdício tê-lo como lateral esquerdo. Mas valha a verdade que desta vez Borja cumpriu no essencial. Foi até um dos melhores jogos do colombiano pelo Sporting.

 

Dos falhanços de Luiz Phellype. Devemos-lhe o golo que nos valeu três pontos, é certo. Mas o avançado brasileiro ficou a dever outros golos a si próprio - e à massa adepta do Sporting. Aos 69', bem desmarcado, finalizou com um passe inócuo ao guarda-redes. Aos 77', igualmente bem servido, atrapalhou-se com a bola. E aos 81' voltou a desperdiçar. Falta-lhe aumentar a intensidade e melhorar a pontaria.

 

Do 0-0 ao intervalo. Era um resultado profundamente decepcionante para os 26 mil que acompanhámos nas bancadas de Alvalade este jogo iniciado às 17.30 de domingo. Desta vez ninguém pôde queixar-se do horário: só pudemos queixar-nos do fraco espectáculo desportivo. Merecíamos melhor neste último desafio disputado em 2019 no nosso estádio. O próximo será na recepção ao FC Porto, a 5 de Janeiro.

Algum conforto

Algum conforto que todos os Sportinguistas precisam, ou melhor quase todos, menos aqueles que passam os jogos a insultar jogadores e a salivar pelo insucesso.

Conseguimos vencer o Moreirense e consolidar a 3.ª posição na Liga (o Famalicão não é destas coisas nem destas contas), vencemos no Funchal e somos os líderes nos sub-23, no andebol esmagámos o Benfica e no basquetebol o Porto, vencemos também no hóquei em patins e no futsal.

Infelizmente o Luís Neto aleijou-se quando estava até em muito bom plano e não sabemos quando vamos voltar a contar com ele. Foi o pior deste fim de semana.

Quanto à exibição contra o Moreirense, foi a do costume. Difícil pedir mais a um onze que nunca deve ter jogado junto e sem ponta de lança. Foi improvisar e lutar, lutar e improvisar, rematar e rematar seja o que for que esteja à frente, até que entrado finalmente o único ponta de lança do plantel, o melhor em campo, Mathieu, improvisou um centro, e LP9 correspondeu com um golo... à ponta de lança. Coisa que nem Jesé, Vietto ou Bolasie conseguiriam fazer numa centena de jogos, ou conseguiram fazer em toda a sua carreira (aqui é um mero palpite, se alguém me conseguir mostrar um golo assim, tenho que pedir desculpa).

Depois veio Silas falar em boa exibição, quase 8 em 10 e... desisto.

SL

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