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És a nossa Fé!

Assuntos internos

 

O Sporting vai poder emitir o empréstimo obrigacionista, tendo ultrapassado ontem a fasquia dos 19 milhões de euros em ordens subscritas.

 

Rui Patrício, William Carvalho, Nani, Carlos Mané, Raphinha, Wendel, Ristovski, Luís Maximiano, Adrien, Cédric e Carriço incluem-se entre os jogadores e ex-jogadores que compraram obrigações do Sporting.

 

Marcel Keizer estreia-se como treinador leonino depois de amanhã, no jogo Lusitano Vildemoinhos-Sporting, para a Taça de Portugal.

 

Receita do desafio de sábado será entregue, na íntegra, ao clube de Vildemoinhos por decisão da Direcção do Sporting.

 

SAD leonina prepara regressos imediatos de Francisco Geraldes e Matheus Pereira a Alvalade.

 

Eustáquio, médio do Chaves e internacional sub-21, pode ser um dos nossos reforços de Inverno.

 

Jovane Cabral, já naturalizado cidadão português, diz-se preparado para vir a representar o nosso país na selecção nacional.

 

"Quem foi desrespeitado fui eu"

"Por tudo o que fiz na última época e pelo que fiz no estágio merecia pelo menos uma oportunidade. No entanto nem sequer fui chamado. Tive que assistir na bancada. Não quis desrespeitar os meus companheiros, nem a instituição no meu tweet. Na verdade quem foi desrespeitado fui eu. Não tenho mágoas desta gigantesca instituição e torço por eles na temporada. Obrigado Nuremberga pela oportunidade. Darei o meu melhor sempre, como sempre fiz, quando tive oportunidade e sequência".

 

Geraldes, Palhinha, Mané, Matheus, Domingos Duarte, Demiral, Gelson Dala, são tão estúpidos. Bastava terem rescindido o contrato. Hoje qualquer deles poderia ser capitão...

 

Gostava, se não fosse pedir muito, que isto fosse muito bem explicadinho, mas vou sentar-me comodamente, esperando.

Mais dois que vão

A equipa técnica do Sporting prepara-se para dispensar Carlos Mané e Matheus Pereira. Lá irão eles, recambiados para longe de Alvalade. Depois de terem sido despachados Geraldes, Palhinha, Demiral e Domingos Duarte. Tudo em escassas semanas.

Resta Jovane, solitário sobrevivente desta expulsão em massa dos jogadores formados na nossa Academia. Haverá alguém capaz de me explicar o que se passa? Eu, por mais que tente, não consigo perceber.

Estabilizar um grupo de trabalho

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Esteve bem José Peseiro ao afirmar na conferência de imprensa após o final do jogo, que é bom Matheus Pereira ter ficado insatisfeito por ver o jogo na bancada, mas não expressá-lo através das redes sociais.

Li muitos sportinguistas expressarem o desagrado e estranheza pela opção do treinador, mas a reacção do jogador denotou falta de compromisso para com a equipa e até de profissionalismo que prejudica em primeiro lugar o próprio atleta. Porque não é possível pactuar com actos de indisciplina, apesar de não ver neste episódio mais que um caso de balneário, sem necessiadade de aplicação de castigo, espero que não passe pela cabeça de ninguém, negociar um empréstimo do atleta, porque isso seria enterrar a cabeça na areia. E saída, pelo menos por agora, apenas pela cláusula de rescisão, porque aí nada há a fazer.

Os bons exemplos devem ser seguidos, olhem para Sérgio Conceição perante o caso Marega, não é preciso falar muito, basta fazer o que está certo, com a cobertura dos dirigentes, que devem manter a discrição, por forma a não desvalorizar o activo e facilitar a futura reintegração, que a todos servirá. E no Sporting estamos fartos de ver falar demais e agir precipitadamente e mal.

Os destaques: Geraldes, Matheus, Wendel

Nem PSV Eindhoven nem Fenerbahçe, como chegou a ser anunciado: o Sporting fez esta tarde um jogo-treino em Nyon - entre Lausana e Genebra - com o Stade-Lausanne, equipa da terceira divisão helvética, num desafio sem público, quase à porta fechada. Um jogo que vencemos por 4-1, com todos os golos marcados nos primeiros 45 minutos. A segunda parte, com um onze totalmente diferente (apenas Castaignos aguentou mais 16 minutos em campo) foi uma imensa sensaboria, indigna de um Leão que quer rugir.

Nota especial para um golo de belo efeito de Francisco Geraldes, aos 14', coroando uma excelente jogada individual em que tirou três adversários do caminho e rematou forte, em arco, para o ângulo mais inacessível ao guarda-redes. Foi o nosso segundo, o mais belo de todos e marcado pelo melhor jogador em campo.

A vitória começou a ser construída logo ao minuto e meio de jogo, por Castaignos. Mattheus Oliveira, aos 25', e Jovane Cabral, aos 37', marcaram os restantes. Com os suíços a reduzirem a vantagem no minuto extra da primeira parte. Na segunda, apenas Wendel e Jefferson merecem nota acima da média - sobretudo o jovem formado no Fluminense, que criou diversos desequilíbrios em busca de um lugar ao sol.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Luís Maximiano (19 anos).

Mais: procurou acertar, raras vezes com sucesso.

Menos: saiu mal dos postes no lance de golo, parece trabalhar mal com os pés, mostrou-se intranquilo.

Nota: 4

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: assistência para o terceiro golo com um bom centro, confirmando-se como lateral direito com vocação ofensiva.

Menos: ainda com prestação insuficiente no plano defensivo.

Nota: 5

 

Marcelo (28 anos).

Mais: procura integrar-se no quarteto defensivo.

Menos: o canto que origina o golo suíço nasce de um corte defeituoso seu.

Nota: 4

 

Mathieu (34 anos).

Mais: parece em boa forma física, correndo por vezes como um extremo.

Menos: falta de protagonismo nas bolas paradas ofensivas.

Nota: 5

 

Jonathan Silva (24 anos).

Mais: "assistiu" no segundo golo com um bom lançamento lateral.

Menos: muito trapalhão, os centros não lhe saíram bem.

Nota: 4

 

Palhinha (23 anos).

Mais: boas acções de cobertura no meio-campo defensivo.

Menos: falta-lhe vocação para médio criativo.

Nota: 5

 

Mattheus Oliveira (24 anos).

Mais: bom golo na sequência de um cruzamento, rematando com o pé esquerdo sem deixar a bola ir ao chão.

Menos: peca por alguma apatia em momentos do jogo.

Nota: 5

 

Francisco Geraldes (23 anos).

Mais: marcou aos 14' e deu a marcar aos 37', revelando notável visão de jogo e apreciáveis pormenores técnicos.

Menos: podia ter batido melhor um livre aos 43'.

Nota: 7

 

Jovane Cabral (20 anos).

Mais: lançado por Geraldes, recebeu em corrida a bola e fuzilou as redes suíças, marcando o seu terceiro golo desta pré-temporada.

Menos: demasiado individualista em certos lances.

Nota: 6

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: único jogador a repetir a titularidade, com liberdade criativa, assistiu Castaignos no primeiro golo e iniciou a construção do terceiro.

Menos: hoje não marcou.

Nota: 7

 

Castaignos (25 anos).

Mais: autor do primeiro golo, após tabela com Matheus Pereira.

Menos: nada mais fez de relevante.

Nota: 5

 

Raphinha (21 anos).

Mais: entrou na segunda parte, substituindo Matheus Pereira, e demonstrou trabalhar bem junto à linha.

Menos: tentou bastante, mas não marcou nem deu a marcar.

Nota: 5

 

Montero (30 anos).

Mais: substituiu Geraldes na segunda parte, fazendo algumas tabelinhas que deram nas vistas, embora inconsequentes.

Menos: muita cerimónia no remate: voltou a ficar em branco.

Nota: 4

 

Misic (24 anos).

Mais: em campo no segundo tempo, substituindo Palhinha, tentou o remate aos 83', mas a bola saiu-lhe ao lado.

Menos: tornou o nosso meio-campo muito permeável às investidas suíças.

Nota: 3

 

Demiral (20 anos).

Mais: substituindo Mathieu na segunda parte, cabeceou ao poste aos 87': merecia o golo.

Menos: cometeu falta desnecessária aos 79'.

Nota: 6

 

Domingos Duarte (23 anos).

Mais: rendeu Marcelo no segundo tempo, fez um bom corte aos 50'.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 5

 

Piccini (25 anos).

Mais: substituiu Bruno Gaspar no segundo tempo, com algumas incursões ofensivas interessantes.

Menos: parece ter regressado de férias algo preso de movimentos.

Nota: 5

 

Wendel (20 anos).

Mais: rendeu Mattheus Oliveira na segunda parte, tendo sido o jogador que criou mais desequilíbrios neste período do jogo.

Menos: rematou aos 77', mas saiu-lhe frouxo.

Nota: 6

 

Jefferson (30 anos).

Mais: substituiu Jonathan na segunda parte, fazendo grandes centros (53', 70', 88') e marcando muito bem um livre (87').

Menos: vindo de um empréstimo ao Braga, faltam-lhe automatismos.

Nota: 6

 

Salin (33 anos).

Mais: na nossa baliza a partir do minuto 46', não sofreu golos.

Menos: longe de ser exímio no jogo com os pés.

Nota: 5

 

Lumor (21 anos).

Mais: substituiu Jovane na segunda parte, estreando-se como extremo no Sporting.

Menos: notória falta de rotina na posição.

Nota: 5

 

Bruno César (29 anos).

Mais: substituiu Castaignos na segunda parte, parecendo recuperado da lesão.

Menos: revelou falta de intensidade, falhando passes.

Nota: 4

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Geraldes contra os burocratas

Fico atónito quando leio que o Sporting está a tentar o sérvio Filip Kostic. Não está em causa o valor do atleta, mas depois não me venham falar em Formação, nem em modelo de sustentabilidade. Tudo isto é uma falácia e amontoam-se os exemplos de que as coisas há décadas que são feitas sem grande critério. Neste momento para as alas temos os jovens Matheus Pereira e Raphinha, foi recentemente incorporado Nani, Acuña vai regressar e ainda temos a promessa Jovane Cabral, pelo que deverá haver posições mais carenciadas para gastar os parcos recursos de que dispomos. Uma coisa destas tira-me do sér(v)io...

 

Hoje, na Suiça, o Sporting bateu o Stade Lausanne (!) por 4-1. Frustrada que foi a presença dos turcos do Fenerbahçe - e contrariando os rumores de que jogaríamos com os holandeses do PSV - acabámos por defrontar uns helvéticos que militam na terceira divisão daquele país, o que fez todo o sentido dado que a organização desta viagem do Sporting, com 2 jogos cancelados, teve tantos buracos que se assemelhou a um queijo suiço Emmenthal (o Gruyère apesar de tudo não tem tantos...).

 

 

O jogo valeu pela primeira parte, altura em que brilharam os jovens da nossa Formação (!), que tão poucos minutos ainda tinham tido (à excepção de Matheus Pereira). Era para ser apenas só mais um dia no escritório, mas Francisco Geraldes destacou-se com um golo extraordinário em que evidenciou a sua vasta gama de recursos técnicos: Xico tirou um adversário do caminho com uma recepção orientada de pé direito, fintou outros dois com o mesmo pé e, seguidamente, enviou uma bomba de pé canhoto junto ao ângulo superior esquerdo da baliza do Lausanne. 

Mais tarde, Geraldes voltaria a estar em evidência quando esperou até ao limite pela desmarcação de Jovane para lhe fazer uma assistência açucarada que daria o quarto golo leonino. De destacar, também, o passe para o golo de Castaignos, da autoria de Matheus Pereira, e alguns roubos de bola vistosos - um deles a fazer lembrar um "desplante" taurino, entrando de costas e, ao rodar, sacando a bola - por parte de Palhinha. Nota ainda para o golo de Mattheus Oliveira - boa execução (t)técnica - e para a assistência de Bruno Gaspar, sempre muito voluntarioso pelo corredor direito.

 

Na segunda parte entraram as "vedetas" e o jogo teve a emoção de uma partida de 3 dias de cricket. Proliferaram os "home runs" - bolas disparadas para fora das 4 linhas - e regressaram os burocratas da repartição do Campo Grande com particular destaque para Misic (continua a "sentar" Ryan Gauld) e Bruno César. Montero mostrou bons pormenores e a moleza de sempre, Jefferson não tirou um centro em condições, Piccini subiu, mas nunca definiu bem, Wendel teve bons apontamentos, mas não o suficiente para justificar os 8,7 milhões investidos na sua contratação. Acabaria por ser Demiral, em dois lances, a levar mais perigo à baliza suiça, um para grande defesa  do guardião do Lausanne, outro com a bola a terminar no poste direito. Lumor voltou a mostrar a sua velocidade, pese embora tenha sido vítima de uma daquelas invenções que os treinadores tanto gostam de fazer quando à procura de aprovação da Academia Real das Ciências.

 

Perante as evidências, julgo ser a altura de finalmente corrermos o "risco" de aproveitarmos a "prata da casa". A verdade é que outras estratégias tentadas no passado não resultaram e só contribuiram para o nosso endividamento. Por isso, é chegada a hora de se fazer uma aposta real na nossa Formação, única forma possível de garantir a sustentabilidade financeira do clube. Com Bruno Fernandes de regresso, se conseguirmos Bas Dost e Battaglia temos o plantel quase fechado e garantias de enquadramento aos nossos jovens. Compre-se mais um ponta-de-lança, vendam-se alguns excedentários e ficaremos bem. Insistindo no outro caminho, será só mais uma volta no carrossel. Havendo quem pague a viagem...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Francisco Geraldes

 

#savingprivateryan

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Nice one!

A recuperar de um defeso estressante, nada como uma visita a uma região termal fronteiriça francesa para repôr o equilíbrio e renovar (boas) energias. Hoje, em Divonne-les-Bains, o Sporting bateu o Nice por 1-0. 

 

O jogo revelou algumas surpresas, confirmou bons sinais, mas também evidenciou fragilidades. Emiliano Viviano promete. O guardião italiano, intransponível tanto pelo chão como pelo ar, para além de ter mostrado excelentes reflexos e muita atenção entre os postes jogou muitas vezes na antecipação, com um raio de acção amplo que cobriu toda a área. Demonstrou grande abrangência (até no estômago). Realizou uma excelente exibição. Outro destaque foi Lumor. Rápido e de passada larga, bem nas coberturas defensivas por dentro, incorporou-se com muita facilidade nos movimentos atacantes combinando muito bem com Raphinha. Promete conquistar a titularidade ou, pelo menos, dificultar muito a vida aos restantes laterais esquerdos. Finalmente, Matheus Pereira soltou o génio que todos lhe reconhecemos e que só necessita de estabilidade para uma afirmação plena. Marcou um golo de enorme categoria, colocando a bola junto ao ângulo superior direito da baliza gaulesa, e assistiu Montero para uma perdida incrível do colombiano, para além de ter sido o inferno de Dante (aquele túnel...). 

 

Os centrais André Pinto e Mathieu estiveram regulares, Ristovski um pouco trapalhão. Bruno Gaspar teve mais critério a atacar e pode vir a ser opção caso Piccini venha a ser vendido. Duvido que Marcelo se imponha. O ex-vilacondense é essencialmente um central de marcação mas falta-lhe velocidade para jogar num bloco defensivo médio/alto, algo habitual numa equipa de topo. Jefferson preocupou-se mais em defender do que em atacar. Definitivamente, o médio croata não é Misic para os meus ouvidos. Efectuou pelo menos 3 passes teleguiados para ninguém (!) e não dá a dinâmica que aquele sector necessita. O sérvio Petrovic esteve bem melhor, embora sem deslumbrar. Palhinha idém. Wendel é muito mais o "8" de que precisamos - rectificados pormenores de marcação - do que o "10" onde Peseiro o pôs a jogar. Francisco Geraldes entrou e mostrou a sua qualidade de passe e inteligência de movimentações. Tem jogado pouco e assim perde rotinas e referências. Mais do que a leitura de o "Ensaio sobre a cegueira" recomenda-se, do mesmo autor, "A viagem do elefante", para que se recorde o esplendor da nossa Formação. Raphinha promete, mostra preocupação em combinar com os companheiros do ataque (deu a assistência para Matheus) e inteligência na exploração dos espaços deixados vagos pelos adversários. Doumbia foi...Doumbia. Em apenas 1 minuto revelou estar "fora dela". Primeiramente, em vez de se dar ao passe de Geraldes preferiu esticar em desmarcação, seguidamente ficou a pedir a bola no pé, perdendo o espaço nas costas dos franceses. Na área mostrou a ineficácia habitual, aspecto onde Fredy Montero também falhou, ele que tinha protagonizado um remate muito perigoso na primeira parte. O costa-marfinense parece um corpo estranho na equipa. Ainda assim, destacou-se por uma abertura a isolar Jovane Cabral (fora-de-jogo?). Jovane parece a versão beta de Matheus. Prometeu o garoto com boas acções pela ala direita e um remate, de livre, com muito veneno na bota. 

 

Em resumo, uma vitória importante e moralizadora contra uma boa equipa a mostrar que o nosso miolo do terreno carece de reestruturação. O caminho faz-se caminhando. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Matheus Pereira

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Os destaques: Matheus, Raphinha e Viviano

Vitória leonina esta tarde, na Suíça, frente ao Nice - equipa classificada em oitavo lugar na Liga francesa, com o internacional brasileiro Dante no eixo da defesa mas desfalcada da sua principal estrela, o italiano Mario Balotelli. Triunfo tangencial, por 1-0, construído no melhor período da equipa, no quarto de hora inicial da segunda parte. Um grande golo de Matheus Pereira, aos 52', a passe de Raphinha - não por acaso, os dois melhores elementos do onze do Sporting nesta partida, disputada na localidade termal de Divonne-les-Bains, em território gaulês. Muito boa nota também para Viviano: estamos bem servidos de guarda-redes.

Da equipa que entrou em campo, apenas Mathieu - hoje com a braçadeira de capitão - foi titular absoluto na temporada 2017/2018. Notou-se, claramente, falta de entrosamento entre os jogadores, ainda sem automatismos, o que não surpreende. Sobretudo ao nível do meio-campo, onde José Peseiro apostou numa dupla de médios defensivos - Petrovic e Misic - para permitir mais ousadia ofensiva aos laterais. Um sistema que está a ser testado e provavelmente só funcionará num número limitado de jogos na próxima Liga.

Certinha mas sem rasgos, a equipa melhorou com a ronda de substituições operada pelo treinador ao minuto 61, quando fez cinco trocas. Viria a ordenar mais quatro - duas das quais a escassos segundos do apito final, o que fez pouco sentido. Apenas Viviano e Petrovic jogaram os 90 minutos.

É muito cedo para fazer vaticínios seguros sobre o onze-base do Sporting no campeonato que vai seguir-se, tanto mais que ainda falta incluir Acuña, Bruno Fernandes, Coates (de férias após o Mundial) e Nani, já integrado no estágio da equipa mas sem calçar.

Mas o sucessor de Gelson Martins parece ter sido encontrado: Matheus Pereira, hoje o melhor em campo.

Segunda-feira, novo jogo. Desta vez frente ao PSV Eindhoven.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Viviano (32 anos).

Mais: grande defesa em voo, aos 67'. Saiu bem dos postes, demonstra habilidade a jogar com os pés.

Menos: parece ter peso a mais.

Nota: 7

 

Ristovski (26 anos).

Mais: competente nos cruzamentos.

Menos: demasiado tímido nas investidas pelo seu flanco.

Nota: 5

 

André Pinto (28 anos).

Mais: certinho, não comprometeu.

Menos: demasiado posicional, nunca arriscou.

Nota: 5

 

Mathieu (34 anos).

Mais: eficaz nas manobras de desarme e no jogo aéreo.

Menos: ofensivamente, só se destacou num cabeceamento aos 64'.

Nota: 6

 

Lumor (21 anos).

Mais: boas acções de cobertura.

Menos: défice na manobra ofensiva.

Nota: 5

 

Petrovic (29 anos).

Mais: apoiou bem os centrais.

Menos: algo preso de movimentos.

Nota: 5

 

Misic (24 anos).

Mais: o croata ajudou a fechar o corredor central, nem sempre bem articulado com Petrovic.

Menos: nada eficaz no processo de construção, bateu muito mal um canto.

Nota: 4

 

Wendel (20 anos).

Mais: voluntarioso, fez boas tabelas como médio mais avançado.

Menos: escassa participação no processo defensivo.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: revelando sempre grande mobilidade, marcou o golo da vitória com um remate forte e bem colocado, e aos 54' ia assistindo Montero para outro golo.

Menos: arriscou remate aos 36', mas sem pontaria afinada.

Nota: 8

 

Raphinha (21 anos).

Mais: assistência para o golo de Matheus, em rápida progressão com a bola.

Menos: podia ter marcado, aos 18', mas a bola saiu ao lado.

Nota: 7

 

Montero (30 anos).

Mais: bom remate aos 21': ficou-se por aí na primeira parte.

Menos: falhou escandalosamente um golo, aos 54', a passe de Matheus Pereira.

Nota: 4

 

Palhinha (23 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Misic, ajudou a interceptar passes.

Menos: tendência para provocar faltas em zonas perigosas.

Nota: 5

 

Jefferson (30 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Lumor, mostrou-se atento e concentrado.

Menos: mal deu nas vistas em acções ofensivas.

Nota: 5

 

Doumbia (30 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Montero, protagonizou um bom lance de ataque aos 63' e aos 87' fez um magnífico passe isolando Jovane.

Menos: continua divorciado dos golos.

Nota: 5

 

Francisco Geraldes (23 anos).

Mais: em campo desde os 61', rendendo Wendel, ajudou a fazer pressão alta na zona de ligação entre o meio-campo e o ataque.

Menos: algum excesso de individualismo.

Nota: 5

 

Jovane Cabral (20 anos).

Mais: o jovem internacional caboverdiano entrou muito bem aos 61', rendendo Matheus Pereira, com velocidade e bons pormenores técnicos, assumindo o jogo.

Menos: isolado por Doumbia, falhou um golo aos 87'.

Nota: 6

 

Marcelo (28 anos).

Mais: em campo desde os 66', substituindo André Pinto, não comprometeu.

Menos: falta-lhe entrosamento com Mathieu, o que não surpreende.

Nota: 5

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: o lateral direito vindo da Fiorentina, no lugar de Ristovski desde os 66', revelou bons pormenores técnicos.

Menos: ainda com défice de integração colectiva, como se compreende.

Nota: 5

 

Demiral (20 anos).

O jovem turco que se destacou no Sporting B esteve poucos segundos em campo, substituindo Mathieu.

 

Jonathan Silva (24 anos).

O argentino, regressado de empréstimo, substituiu Raphinha ao minuto 90, sem tocar na bola.

Balanço (21)

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  O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MATHEUS PEREIRA:

 

- Francisco Vasconcelos: «A que se deve o eclipse de Matheus Pereira, ainda para mais com Bryan Ruiz visivelmente esgotado?» (29 de Outubro)

- Eu: «Com uma assistência para golo, voltou a ser o melhor em campo a actuar pelo Sporting B. Jorge Jesus está à espera de quê para o chamar enfim à equipa principal?» (30 de Outubro)

- Luís de Aguiar Fernandes: «Podem dizer que o André, Campbell, Castaignos e afins são piores que o Matheus.» (31 de Outubro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Bruno César, Bryan e Matheus podem ser opções na esquerda e Markovic, no máximo, pode aspirar a jogar uns minutos na direita.» (20 de Dezembro)

- Rui Cerdeira Branco: «Temos três meses e algum sangue novo disponível e que, mais que não fosse, pelo baixo rendimento de alguns clássicos de Jorge Jesus, já justificam uma aposta continuada por uns jogos. Pelo menos Podence e provavelmente Geraldes e Matheus Pereira.» (6 de Março)

- Francisco Almeida Leite: «O Matheus Pereira teve "N" oportunidades esta época, inclusivamente em jogos decisivos, e o Gelson Dala, que anda a partir tudo na equipa B, só agora é convocado para um treino com a equipa A?» (9 de Maio)

Ainda o mister e o pequeno Palha

Ouvi as declarações que o Frederico aqui transcreveu. Não dei grande importância, é de Jorge Jesus que falamos. A meu ver, é um meet halfway. Não é capaz de dizer "eu não vi bem isto", mas também não vi ali intenção de queimar o Palhinha. Já o conheciamos, já sabiamos que não é de se conter, muito menos em flashes. Não adoro o estilo, sou sempre pelo recato nestas coisas, mas também não me surpreende ou ofende.

Acima de tudo, a sensação que tive quando o ouvi, foi que tinha estado a ler o mesmo que eu no twitter. Justificou a escolha de Palhinha, de Matheus, o abraço a Casillas e elogiou a nossa segunda parte.

O que me ofende, isso sim, é depois de Gelson e Palhinha serem bastante claros, ver jornalistas e outros tentarem fazer de quem os lê, parvo, descontextualizando e levantando falsas suspeitas em palavras claras. Os rapazes foram bem explícitos nas suas palavras. Se são eles ou não, pouco me importa, o que está lá escrito não deixa dúvidas. O que não me ofende, mas custa, é ver spotinguenses saltarem borda fora quando as coisas correm mal: aquele adepto que nestas alturas "até nem ligo muito". Já sei, vão dizer-me que não devo conhecer os adeptos do Sporting. Conheço lindamente, e é por isso que estas raridades me chamam tanto a atenção. Querem estar do lado certo, que nem sabem bem qual é. Acham que é o de quem ganha, e até pode ser, mas neste clube isso não tem acontecido muitas vezes (no futebol... já sei que o Sporting é mais que isso), portanto, ou se tem estofo ou não se tem. Não tendo, agradece-se que se pense antes de se disparatar.

Sigamos em frente, agora há espaço e tempo para experimentar miúdos, reforços, uns com os outros ou isolados. Ponha-se Esgaio na esquerda, não pareceu mal. 

Ah, e há eleições pela frente. Saibamos não perder a cabeça, não quero receber o meu leão de 25 anos de sócia de um erro de casting.

Balanço (21)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MATHEUS PEREIRA:

 

- Eu: «Neste seu segundo jogo na equipa A, o jovem extremo confirmou todas as expectativas que os adeptos depositam nele. Dinamizou o corredor direito logo nos minutos iniciais e apontou dois golos quase seguidos, aos 12' e aos 16', estreando-se a marcar no escalão principal. Exemplar nas movimentações da linha para o espaço central. Só jogou 60 minutos mas bastou para ser o melhor em campo.» (17 de Outubro)

- Francisco Melo: «Por cada Carrillo que cair... outro Matheus se levantará!» (23 de Outubro)

- Marta Spínola: «Que Matheus e companhia nos dêem nova alegria.» (25 de Outubro)

- Frederico Dias de Jesus: «Matheus Pereira fez 18 jogos (na Equipa A) contando com 715 minutos de jogo e cinco golos.» (9 de Maio)

Podence, Matheus Pereira e Ryan Gauld

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Foto: Mais Futebol

 

Grandes exibições de Matheus Pereira, Daniel Podence e Ryan Gauld na concludente vitória desta tarde do Sporting B contra o Benfica B, que continua a somar derrotas e luta para não descer de divisão.

A nossa equipa foi claramente superior durante todo o desafio disputado no Estádio Aurélio Pereira, em Alcochete, perante um oponente tão apático que se limitou a fazer três remates à baliza em 90 minutos e marcou o tento solitário no último lance da partida.

Matheus distinguiu-se com dois golos, aos 20' (de penálti) e aos 54'. Podence foi o dínamo da equipa e fez a assistência para o segundo golo. Ryan destacou-se a recuperar bolas e a distribuí-las, abrindo contínuas linhas de passe. Foi ele a desmarcar Podence no lance de que viria a resultar uma grande penalidade para o Sporting por mão na bola de um defesa encarnado.

Destaque ainda para o guarda-redes Stojkovic, que defendeu um penálti aos 31'.

Uma vitória que só peca por ter sido demasiado curta, como bem sublinha Sérgio Pereira no Mais Futebol.

 

ADENDA: Dezassete dos 18 convocados do Sporting B são jogadores da nossa formação.

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