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És a nossa Fé!

Em resumo

Jogo descomunal de Pedro Gonçalves.

Fora isso não sei se Matheus Nunes alguma vez não terá dado a bola ao adversário, além de lhe ter oferecido o penalty da vitória, e gostaria de saber se o xG de Paulinho será tão mau como presumo que seja. 

Foi pena não sermos campeões invictos, sobretudo depois do que a equipa fez a partir dos 70'.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do resultado deste Braga-Sporting. Terceiro embate da época entre as duas equipas, terceiro triunfo leonino. Não pode ser coincidência, numa temporada em que a esmagadora maioria dos comentadores antevia a turma minhota "já como equipa grande" e até "a praticar o melhor futebol" do campeonato português. Palavras que foram levadas pelo vento: agora derrotado por 0-1, o Braga segue na quarta posição da Liga 2020/2021, com menos 15 pontos que o Sporting. 

 

Do golo da vitória. Marcado por Matheus Nunes aos 81', numa combinação perfeita com Porro, na conversão de um livre junto à lateral direita, logo à entrada do meio-campo braguista. Rápido pontapé vertical do internacional espanhol, muito bem colocado, e desmarcação exemplar do luso-brasileiro, que rematou cruzado, fuzilando a baliza à guarda do seu homónimo do Braga. Era o nosso primeiro remate enquadrado, era a nossa primeira oportunidade de golo - e foi golo mesmo. Aproveitamento máximo.

 

De Coates. Um gigante. Se o Sporting conquistar o título de campeão nacional, como quase todos desejamos, ele será o principal obreiro dessa proeza. Imperial nas alturas, assumindo por inteiro as operações defensivas, com notável maturidade quando alguns colegas pareciam à beira do descontrolo emocional, ele transmitiu força e consistência à nossa organização defensiva, funcionando como muralha intransponível. Impecável no corte, no desarme, na recuperação. O melhor em campo. 

 

De Adán. Cometeu um erro primário que nos custou dois pontos na jornada anterior, frente ao Belenenses SAD. Mas redimiu-se, e de que maneira, neste embate em Braga. Impediu por quatro vezes o golo da equipa anfitriã, travando ou desviando remates de Fransérgio (36' e 80') e Galeno (39' e 62'). Elemento nuclear da nossa coesão defensiva. Nota máxima para o espanhol, outro baluarte do onze titular leonino.

 

De Feddal. Fala-se pouco dele, mas o marroquino é o complemento perfeito de Coates: jogam juntos apenas há oito meses mas até parece que se conhecem há oito anos. Fundamental para completar a tarefa do uruguaio na manobra defensiva do Sporting numa partida em que jogámos mais de 70' com apenas dez jogadores, o que comprometeu todo o dispositivo táctico que Rúben Amorim havia montado para este jogo.

 

De Matheus Nunes. Já mencionado acima como autor do golo, saltou muito bem do banco logo a abrir a segunda parte e confirmou que não treme em circunstância alguma: volta a marcar ao Braga, tal como também já tinha marcado ao Benfica. De olhos na baliza e com vocação para se agigantar nos desafios mais decisivos. Merece integrar o onze titular do Sporting. Acredito que assim acontecerá até ao final do campeonato.

 

Das mudanças operadas pelo treinador. Ao intervalo, com menos um em campo, mandou sair Nuno Santos e Paulinho, trocando-os por Neto e Matheus Nunes. Aos 65', deu ordem de saída a João Mário e Pedro Gonçalves, fazendo entrar Matheus Reis e Tiago Tomás. No fim, já aos 90'+1, trocou um magoado Nuno Mendes pelo regressado Plata só para congelar a bola, tarefa que o jovem colombiano desempenhou na perfeição. O essencial foi cumprido, prevalecendo a palavra de ordem: para onde vai um, vão todos. O colectivo é sempre mais importante do que o individual.

 

De termos cumprido o 29.º jogo seguido sem perder. Conquista atrás de conquista nesta equipa orientada por Rúben Amorim. Desta vez igualamos um recorde já com meio século de existência, igualando o máximo estabelecido em duas épocas consecutivas (1969/1970 e 1970/1971) pelo Sporting de Fernando Vaz. Somos, há muito, o único emblema invicto no campeonato em curso.

 

Do nosso palmarés defensivo. Apenas 15 golos sofridos em 29 partidas já disputadas. Praticamente apenas um sofrido de dois em dois jogos - notável estatística que diz muito do comportamento em campo da nossa equipa. Que lidera isolada a LIga 2020/2021 há 23 jornadas. 

 

Dos 73 pontos somados até agora. Quando faltam ainda cinco jornadas, garantimos o terceiro lugar que nos fugiu in extremis na época anterior. Estamos a seis pontos de conseguir o acesso directo à Liga dos Campeões. E a quatro vitórias do título. Continuamos a depender só de nós, neste momento em que levamos sete pontos acima do FC Porto e mais 13 do que o Benfica, equipas que só hoje jogarão.

 

Do balanço muito positivo no confronto com os principais adversários. Até agora, nesta época, enfrentámos sete vezes FC Porto, Benfica e Braga. Balanço: cinco vitórias, dois empates e nenhuma derrota. É assim que se conquistam títulos.

 

 

Não gostei

 

 

Do desempenho do árbitro. Começo a acreditar que não é coincidência: o Sporting tem sempre azar com Artur Soares Dias. Voltou a acontecer: houve uma chocante dualidade de critérios do juiz portuense já destacado para apitar no Campeonato da Europa. Estragou de vez o espectáculo desportivo logo aos 18', fazendo expulsar Gonçalo Inácio ao exibir-lhe o segundo amarelo quando no minuto anterior tinha perdoado uma entrada de pitons em riste de Fransérgio a derrubar Palhinha e aos 60' fez vista grossa a uma grande penalidade cometida pelo intratável Raul Silva contra Coates. Dois pesos, duas medidas. Mau no capítulo técnico, péssimo no capítulo disciplinar. Dizem que é "o melhor árbitro português". Por aqui já se percebe o nível dos restantes.

 

De ver o nosso treinador fora do banco. Não aconteceu com nenhum outro neste campeonato, nem sequer com os maiores arruaceiros reconhecidos e comprovados: Rúben Amorim esteve três jogos seguidos impedido de orientar a equipa na sua área técnica, cumprindo o terceiro em Braga. É assim a nossa "justiça desportiva", que continua sem penalizar Sérgio Conceição por ter dirigido graves injúrias ao seu colega Paulo Sérgio, com quem quase se envolveu à pancada no decurso do Portimonense-FC Porto, disputado há mais de um mês.

 

De Gonçalo Inácio. Entrou extremamente nervoso, como se lhe pesassem as pernas e o emblema do Braga fosse um bicho-papão. Ser esquerdino a alinhar como central mais deslocado à direita não ajuda: diminui-lhe os reflexos e a capacidade de reacção quando o adversário o apanha de pé trocado. Fez falta a justificar amarelo logo aos 10', num derrube a Gaitán, e oito minutos depois viu o segundo cartão, que o afastou do jogo, ao tocar em Galeno - a quem momentos antes entregara a bola. Soares Dias exagerou na admoestação, pois o lance desenrolava-se ainda longe da nossa baliza e Palhinha estalava lá também, a controlar o portador da bola. Mas Gonçalo foi imprudente por excesso de intranquilidade, aliás já revelada no jogo anterior. Neto saltou do banco para o seu lugar e cumpriu.

 

De João Mário. Voltou a demonstrar que está fora de forma e merece uma cura de banco. Continua a actuar com extrema lentidão, incapaz de verticalizar e agilizar o jogo. O primeiro cartão exibido a Gonçalo surge na sequência de um passe à queima do campeão europeu, virado para a baliza errada. Matheus Nunes e Daniel Bragança espreitam-lhe o lugar.

 

De Paulinho. Esteve toda a primeira parte em campo e novamente quase não se deu por ele. Mesmo no quarto de hora inicial, em que mantínhamos onze em campo, o ex-artilheiro do Braga só deu nas vistas aos 14', quando falhou uma emenda na sequência de um canto. Depois, sem bola disponível, desapareceu de vez do jogo e já não voltou do intervalo.

 

Do cartão exibido a Adán. Deve ser caso único: o nosso guarda-redes fica fora do próximo jogo por acumulação de amarelos. É quanto basta para se perceber como o Sporting é alvo preferencial da arbitragem. O quinto foi ontem exibido por Soares Dias, aos 90'+6, tendo o juiz portuense mostrado também cartão a Pedro Gonçalves, então já devolvido ao banco de suplentes. Na próxima partida, em que recebemos o Nacional, Max será pela primeira vez titular da baliza nesta Liga 2020/2021. Ausente estará também Tiago Tomás (que ontem viu igualmente o quinto cartão), além de Gonçalo Inácio.

 

Do campo inclinado. Soares Dias matou o desafio como espectáculo competitivo aos 18', fazendo expulsar Gonçalo. Isto condenou o Sporting a fechar-se no seu reduto, praticando apenas jogo defensivo enquanto aguardava a oportunidade de conseguir pontos - como viria a acontecer - em lance de bola parada. Um teste à resistência física e psicológica do onze leonino, que actuou mais de uma hora num inédito 5-4-0. Nove jogadores atrás da linha da bola. Um teste também à resistência anímica dos adeptos.

O dia seguinte

Com a vitória de ontem e os empates dos rivais, o Sporting não só vinga a derrota que lhe custou a eliminação da Taça, como encerra a primeira volta com apenas 6 pontos perdidos, enquanto o Porto perdeu 12 e o Benfica 17. Então, mesmo que o Benfica não perdesse mais ponto nenhum até ao fim do campeonato, o que é tão provável como eu ir amanhã para a praia de Copacabana e para o Carnaval do Rio, o Sporting teria de perder 11 pontos na segunda volta para perder o acesso directo à Champions, ou seja, fazer uma segunda volta ao nível da primeira do Porto. Pode acontecer, mas não parece provável da forma como está a jogar o Sporting. E cada vitória conseguida, cada escorregadela do Benfica, cada jornada que passe, irão tornando o objectivo principal da temporada mais perto de ser atingido.

 

A vitória de ontem num batatal pouco melhor que o Jamor e contra uma equipa abrasileirada e bem chatinha, foi talvez a mais tranquila do Sporting nesta Liga, sem que Adán tenha feito uma defesa digna desse nome, não contando a do fora de jogo do atacante contrário, e com as oportunidades de golo a sucederem-se.

Marcámos dois golos, podiam ter sido quatro ou cinco. Antunes, Porro, Tabata e outros desperdiçaram ocasiões claras de golo.

 

O Sporting colocou a intensidade no jogo que lhe faltou no jogo da Taça, a bola girava rápida a toda a largura do campo e chegava depressa a zonas avançadas. Um futebol ao primeiro toque, prático e objectivo, criando situações sucessivas de último passe e remate. Paulinho fazia de pivot atacante, movimentava-se num rectângulo central, concentrando atenções, tabelando de costas para a baliza, e criando um rodízio à sua volta, com Pedro Gonçalves e Nuno Santos nas suas sete quintas. Matheus Nunes era o motor da equipa, sempre em alta rotação, e Porro e Antunes os snipers, sempre à procura da assistência perfeita para golo.

Paulinho (mais do tipo Slimani do que do tipo Bas Dost) está para o ataque como Palhinha para a defesa. Não é tanto pelo que joga, ou pelos golos que marca - e vai marcar muitos, seguramente - é bem mais pelo que faz os outros jogar. Com Paulinho, o Sporting tem enfim uma coluna vertebral a sério: Adán-Coates-Palhinha-Paulinho.

Quem não tem uma boa coluna vertebral sofre muito das costas, que o diga o Benfica.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS:  Concluída a 1ª volta e o mercado de Inverno fechado, podemos contrastar os pontos obtidos com os valores de mercado actualizados dos plantéis.

Assim, temos:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

Impressionante, não é? Quanto é que valiam muitos destes jogadores do Sporting há um ano e quanto poderão valer daqui a um ano, se os conseguirmos colocar na montra milionária da Champions?

SL

Pódio: Matheus, Tiago Tomás, P. Gonçalves

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica pelos três diários desportivos:

 

Matheus Nunes: 20

Tiago Tomás: 17

Pedro Gonçalves: 17

Coates: 17

Adán: 16

Neto: 16

Porro: 16

Feddal: 15

Nuno Mendes: 15

Jovane: 14

Palhinha: 14

João Mário: 14

Tabata: 13

Nuno Santos: 13

Daniel Bragança: 5

 

Os três jornais elegeram Matheus Nunes como melhor jogador em campo.

O dia seguinte

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O Sporting conquistou ontem uma vitória mais que merecida no dérbi de Lisboa. Um jogo em que foi superior em todos os domínios, distanciando-se do rival na corrida pelo acesso directo à Champions.

Na antevisão do jogo eu dizia que "de qualquer forma o Sporting vai entrar em campo do jeito habitual. Amorim acredita mais na consistência que vem dos treinos do que dos coelhos que saem das cartolas. Já do outro lado, mesmo com Jesus de cama, deve haver alguma surpresa que se correr bem é porque realmente ele é genial; se correr mal, claro, os jogadores são burros e não percebem."

E foi isso mesmo que aconteceu. O Sporting entrou com Matheus Nunes e João Mário a dominar o meio-campo, Nuno Mendes e Porro bem activos nas alas e Tiago Tomás endiabrado no ataque. O Benfica entrou como uma equipa pequena, com a defesa reforçada por mais um central, intenção de ganhar a bola em zonas recuadas e lançar as cavalgadas de Rafa e Darwin Nunes.

O Sporting tinha a lição bem estudada. Castigava os centrais adversários com sucessivos lançamentos em profundidade, e dum deles surgiu o pique e a lesão de Jardel, que forçou ao recuo de Weigl.

 

A primeira parte foi toda nossa e podíamos bem ter ido para o intervalo em vantagem: o Benfica criou perigo por Pizzi uma única vez depois duma perda de bola de Pedro Gonçalves. Na segunda, o Benfica equilibrou até às substituições quando o Sporting recuperou o domínio do jogo com Palhinha, Jovane e Tabata a entrarem muito bem.

E o golo finalmente surgiu de mais um lançamento em profundidade, este tipo rugby, de Coates, que sobrevoa o povoado meio-campo, Tabata atrapalha o tal Weigl, a bola segue para Jovane, que lhe dá um nó cego (quantos milhões é que custou afinal ?) e centra ao segundo poste, Porro passa tranquilamente pelo Nuno Tavares (era este que o Jesus dizia que ia ser o defesa esquerdo da selecção, ou era algum primo?), Odisseas corta como pode, e Matheus Nunes... marca à Yazalde.

A cereja em cima do bolo para o melhor jogador em campo. Que belo lance de ataque. Que golo fabuloso!

 

Mas o que se passou no campo só foi possível pelo que se passou antes fora dele. Num dia marcado pelo fecho da janela de transferências, com toda a instabilidade que isso provoca no plantel, a que se somou a questão CD/Palhinha, Frederico Varandas, Hugo Viana e Rúben Amorim conseguiram realizar um trabalho notável, resolver da melhor forma casos que poderiam causar dano como os de Plata, Sporar e Borja, recuperar via tribunal Palhinha para o jogo sem comprometer a preparação efectuada, moralizar e focalizar o grupo e levá-lo à vitória.

E assim, em pouco mais de duas semanas, ganhámos no campo, em Alvalade e fora dele, com chuva e sem ela, com Unilabs, CDs e Fábios Veríssimos a torpedearem, e sem "colinhos" arbitrais, a Benfica, Porto e Braga. Francamente, não me recordo que isso alguma vez tenha acontecido no passado: é mesmo dia dos ressabiados meterem a viola no saco e largarem de vez o disco da falta de ambição. O Sporting está com mais ambição do que nunca, mas ambição com trabalho, humildade e sem lugar a bazófia. Porque a bazófia, se por si só não perde campeonatos, contribui muito para isso.

Concluindo, o Sporting ganhou mais que merecidamente ao grande rival.

Palco para os artistas. E os artistas estão na foto.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso triunfo em casa frente ao velho rival. Derrotámos o Benfica por 1-0 (ao minuto 92, fatal para Jorge Jesus) num jogo que dominámos quase por inteiro. O SLB, com reforços de 100 milhões, foi levado ao tapete por um Sporting que gastou apenas cerca de 14 milhões para formar o plantel desta temporada. Comprovando-se, uma vez mais, que não basta contratar jogadores caros: é preciso haver também quem saiba orientá-los. No início da época, Jesus prometeu "arrasar": afinal a equipa dele é que está arrasada. 

 

De termos terminado um jejum de nove anos. Desde Abril de 2012 (Godinho Lopes era o presidente e Sá Pinto era o treinador) que não vencíamos o Benfica, em casa, para o campeonato. Tinham Nuno Mendes e Tiago Tomás apenas nove anos. Era mais que tempo de pôr fim a isto. E faço desde já votos para que um tão grande período sem derrotarmos as papoilas em Alvalade nunca mais volte a acontecer.

 

De Matheus Nunes. Há males que vêm por bem: a inacreditável sanção disciplinar a Palhinha no jogo anterior, decidida pelo árbitro Fábio Veríssimo, forçou Rúben Amorim a apostar no jovem luso-brasileiro como titular do nosso meio-campo defensivo. Aposta ganha: ele foi o melhor em campo. Não apenas por ter cumprido de modo exemplar a sua primeira missão, segurando muito bem a bola e transportando-a com qualidade e critério, como foi ele a fazer a diferença num espectacular mergulho em zona frontal a aproveitar um mau alívio do guarda-redes Vlachodimos. Assim surgiu o golo solitário que nos consolida no comando da Liga, com 42 pontos - mais nove do que o Benfica. Desde 1951 não havia uma diferença pontual tão grande entre as duas equipas nesta mesma fase do campeonato.

 

De Nuno Mendes. Outra excelente exibição do nosso ala esquerdo, que entrou em 2021 com o mesmo fulgor que já havia evidenciado no final da temporada anterior ao ser lançado por Amorim na equipa principal. Hoje ganhou sucessivos duelos a Gilberto, causou constantes desequilíbrios no seu corredor e aos 44' esteve a centímetros de marcar um golaço num chapéu que Vlachodimos só travou in extremis, em cima da linha da baliza.

 

De Coates. Revela segurança olímpica, controlo absoluto do sector defensivo e natural capacidade de comando junto dos companheiros que o complementam nessa missão, novamente coroada de sucesso. Excelente leitura de jogo, como se comprovou num corte magnífico feito aos 62'. Os números não enganam: o Sporting é - de longe - a defesa menos batida do campeonato, com apenas nove golos sofridos em 16 jogos. O capitão uruguaio é um dos grandes responsáveis por estes números que as outras equipas tanto nos invejam.

 

De Adán. Seguríssimo entre os postes. Atento aos cruzamentos. Antecipou-se sempre aos adversários, reduzindo (por exemplo) Darwin a uma inutilidade em campo. Confere tranquilidade a toda a equipa, até pela sua linguagem gestual. Um dos pilares deste Sporting que cada vez mais sonha com o título de campeão.

 

De Porro. Imprescindível neste onze titular, voltou a fazer a diferença em diversos lances - incluindo o momento decisivo da partida. Grande passe a isolar Tiago Tomás, aos 23'. Uma quase-assistência para Pedro Gonçalves, aos 31'. Autor de um disparo com selo de golo, aos 35', desviado no limite por Otamendi. Cereja em cima do bolo: é ele quem centra no lance que culmina no golo que nos valeu três pontos. Outra partida em grande nível.

 

De Tiago Tomás. Muito combativo, deu sempre imenso trabalho aos três centrais adversários (sistema agora implantado por Jesus no Benfica, copiando o que Amorim trouxe há quase um ano para o Sporting). Com um desvio de cabeça dentro da área, aos 40', ofereceu um golo que Neto desperdiçou. Atacou a profundidade com inegável competência, quase fazendo esquecer-nos que tem apenas 18 anos. 

 

De Rúben Amorim. Menos de um ano depois, já conseguiu silenciar todos os críticos. Até aqueles que não há muito tempo murmuravam que ele era incapaz de vencer as equipas situadas nos cinco primeiros lugares da tabela. Os factos só destas semanas mais recentes falam por si: derrotámos o FC Porto, derrotámos o Braga (duas vezes), derrotámos agora o Benfica, conquistámos a Taça da Liga. E não vamos parar aqui. Já com os críticos caladinhos.

 

De ver o Sporting ainda invicto. Extraordinário: somamos 16 jogos sem perder no campeonato. Estamos há dez jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência. Mérito do treinador e de toda a equipa de trabalho, que revela uma unidade inquebrantável.

 

 

Não gostei
 

 

Do Benfica. Péssimo a atacar, medíocre a defender, sem consistência, sem fio de jogo, sem uma verdadeira oportunidade de golo, estreando neste clássico o sistema de três centrais em que não está rotinado, numa demonstração evidente de temor reverencial pelo Sporting, esta equipa que agora segue em quarto no campeonato abandonou qualquer hipótese de conquistar o título - que agora vê à distância de 14 pontos (nove do Sporting e cinco do FC Porto). No início da época, Jesus tinha prometido aos adeptos jogar "três vezes mais". Mera publicidade enganosa, algo em que o veterano técnico é exímio, como nós infelizmente bem sabemos.

 

De todo o "folhetim" em torno do cartão a Palhinha. O jogador estava fora da convocatória, mas a meio da tarde soube-se que o Tribunal Administrativo Central do Sul autorizara uma providência cautelar que suspendia o efeito do castigo imposto pelo Conselho de Disciplina. Acabou convocado, entrando aos 60' para render João Mário. É um dos jogadores com mais talento do campeonato português, não merecia todo este injustíssimo desgaste em redor do seu nome. 

 

Da ausência de público. Os números trágicos da pandemia não permitem outro cenário senão o actual, mas voltou a ser profundamente triste ver o nosso Estádio José Alvalade palco do maior clássico do futebol português com todas as bancadas vazias. E nós, adeptos, acabámos por fazer a festa como foi possível, confinados mais que nunca, entre as quatro paredes domésticas. Festejo a sério, agora, só em sonhos.

Jornalismo à "portoguesa"

 

22 de Outubro, O Jogo:

SAD do Sporting deixou fugir mais 40% do passe de Matheus Nunes por 500 mil euros. Perdeu a oportunidade de reforçar os seus direitos com novo meio milhão de euros, neste caso por mais 40% do jogador e a vencer... em Setembro. Os leões não avançaram para a cláusula, estando a negociar com o Estoril o remanescente, operação que deverá sair mais cara do que esses 500 mil euros.

 

23 de Outubro, A Bola:

Matheus Nunes já é cem por cento Leão: o Sporting adquiriu os restantes 50% do passe que ainda estavam na posse do Estoril por 450 mil euros, verba inferior à que tinha pago na sua contratação, no mercado de Inverno de 2019 (500 mil euros).

23 de Outubro, Record:

Matheus Nunes é 100% Leão: SAD leonina chegou a acordo com o Estoril e tornou-se detentora dos direitos económicos do médio a troco de 450 mil euros.

 

Um empate improvável

Começando pelo aspecto pessoal da coisa, foram muitos kms na estrada para chegar a casa a tempo de alapar no sofá e ver o jogo, com o pressentimento que muito iria sofrer e com muita azia iria ficar. Foi assim logo no início, depois a coisa ficou risonha para ficar outra vez triste e depois foi aquela situação no final do primeiro tempo, quando já não consegui ver mais e fui a certo sítio dando tempo para ouvir o comentador anunciar o golo do empate. Mas como sabemos regressei do tal sítio sem ouvir nada, foi mais uma fantochada desta arbitragem que temos, com um lance dúbio que nunca poderia ter tido intervenção do VAR. Nem ele, nem nós, nem ninguém pode ter a certeza que a decisão do árbitro tenha sido errada. Nem a visão pela TV do árbitro lhe pode ter demonstrado a 100% que a decisão que tinha antes tomado tinha sido errada. E em igualdade no marcador e com um a mais no relvado, a vitória estava facilitada.

 

Foi mesmo mais uma fantochada. E depois foi sofrer até ao fim, numa segunda parte com muita porrada e pouco futebol, sem grande esperança de alguma coisa que não fosse mais uma derrota, até mesmo no final, de pouca coisa tivesse surgido um empate que teve tanto de improvável como de saboroso. E logo pelo "pé-frio" do plantel.

Em termos de jogo, foi uma grande primeira parte: duas equipas com diferentes argumentos a procurar a vantagem, o que se traduziu em boas jogadas, três belos golos e diversas oportunidades desperdiçadas, com Pedro Gonçalves em evidência nesse aspecto. Depois o cansaço ditou leis, saiu e entrou muita gente, o futebol foi piorando, o Porto foi jogando com o cronómetro e com a certeza que com árbitros e VARs deste tipo teria sempre as costas bem quentes, Amorim foi pondo a carne toda no assador, o molho também, Coates já atacava à maluca, e fomos recompensados num corte senhorial do Palhinha e dum belo centro do tal Pedro Gonçalves.

 

Que balanço fazer deste encontro? 

O Sporting conta com um grande treinador, conseguiu fazer este ano boas contratações e construir um plantel que conta com muito talento. Falta-lhe no entanto algumas coisas essenciais, fora e dentro do campo, para ter condições para atingir os objectivos: lutar com os dois rivais e conseguir a entrada na Champions.

Faz-me muita confusão como não existe no banco alguém mais velho, um novo Manolo Vidal, para gerir as emoções e ser o único a reagir para o árbitro, e deixar o treinador à mercê das suas emoções. E depois de Amorim, os jogadores, alguns de nervos em franja, a receber amarelos completamente escusados. Os jogadores em campo têm que jogar com o árbitro, por muito ranhoso que seja, e não contra ele, o que apenas serve para lhe aumentar a ranhosice.

Também me faz muita confusão que não exista um ponta de lança inquestionável no plantel, e que tenhamos de entrar com um extremo adaptado, e depois prosseguir com um falso ponta de lança, até finalmente entrar Sporar para enfim intervir decisivamente no lance do golo.

 

Melhor em campo do Sporting para mim foi mesmo o Pote, Pedro Rodrigues, que em três ou quatro ocasiões tentou sempre atirar para o golo, ainda que sem sorte, e que depois fez o centro decisivo. 

Quanto a João Mário, vai ter de trabalhar muito para encontrar o seu lugar, porque Palhinha e Matheus Nunes são simplesmente imprescindíveis no meio-campo e mais à frente há talento para dar e vender.

SL

Uma equipa à Sporting

Ontem à noite em Portimão assistiu-se a uma demonstração cabal do ADN Sporting, onde se misturou o talento e irreverência da juventude formada em Alcochete, a competência e capacidade de sacríficio sempre discreta de alguns consagrados, e a liderança de alguém que sabe muito bem onde está e o que precisa para ter sucesso.

Depois duma derrota humilhante em Alvalade contra uns austríacos com outra capacidade de momento para dar ao pedal, o Sporting entrou em Portimão como deve entrar perante todos ou quase todos os adversários domésticos: a todo o gás, com pressão alta, desmarcações constantes do trio atacante, tentando chegar depressa à vantagem, sem dar tempo ao adversário para pensar e corrigir marcações. Foram dois golos, dois belos golos, mais dois podiam ter acontecido, e foi preciso muita pancada tolerada pelo apitador de serviço para fazer parar o vendaval atacante comandado por Matheus Nunes.

A segunda parte foi necessariamente diferente, o desgaste fez-se sentir pela primeira parte e pelos motivos que conhecemos e Rúben Amorim teve de fazer entrar sangue fresco para segurar a vitória.

Estes três primeiros jogos oficiais da temporada mostraram um Sporting a renovar-se, ainda bem longe do que pode render, desde logo porque está debilitado fisicamente, castigado que foi pela pandemia, com um plantel ainda carente de ajustamentos e dum ponta de lança em condições, mas também mostraram uma equipa solidária, combativa e com imenso potencial que importa desenvolver.

Tacticamente o 3-4-3 inicial de Amorim, com ponta de lança bem definido, tem-se vindo a transformar num 3-4-1-2, com um falso ponta de lança (Jovane ou Vietto) a recuar e a jogar entre linhas, lançando os dois interiores, e mais à frente no jogo mesmo num 3-5-2 com a entrada de Daniel Bragança. Ganha-se em mobilidade o que se perde na luta nas duas áreas.

Diz Amorim que "estes jogadores precisam da ajuda de todos". Mas o que tiveram à entrada do estádio foi uma "comissão de recepção" daquela malta que assaltou Alcochete e que bateu nalguns colegas seus, com cânticos de "joguem à bola". E a verdade é que precisam mesmo. Se não os ajudarmos, quem o vai fazer? Os lampiões?

SL

Balanço (16)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MATHEUS NUNES:

 

- José Cruz: «Foi dito que iria ser feita uma aposta na formação e que Rúben Amorim tinha sido contratado para potenciar jogadores e foi isso que vi ontem em campo. Matheus Nunes (21) e Eduardo Quaresma (18) fizeram o seu primeiro jogo pela equipa A.» (5 de Junho)

Leonardo Ralha: «A estreia [na equipa principal] esteve muito longe de ser brilhante, tal como longe de cintilantes eram as alternativas disponíveis no banco. Espera-se que faça melhor em próximas oportunidades.» (7 de Junho)

- António de Almeida: «Quaresma, Jovane Cabral, Matheus Nunes e Max parecem alguns furos acima dos colegas.» (13 de Junho)

- Pedro Bello Moraes: «Amorim confessou ter errado ao tirar Matheus Nunes para dar lugar a Eduardo. É que foi mesmo quando entrou o entulho comprado sem critério no passado, e saiu uma das nossas mais brilhantes pérolas, que a equipa se foi abaixo.» (13 de Junho)

Eu: «Foi a melhor exibição do jovem médio brasileiro desde que joga no primeiro escalão. Seguro, com personalidade, articulando bem os lances com Wendel no meio-campo defensivo e sem fugir aos confrontos individuais, destacou-se a roubar bolas aos adversários e foi um dos nossos raros jogadores a arriscar passes de ruptura, servindo os colegas de ambas as alas. Bom também no transporte de bola.» (17 de Julho)

Eduardo Hilário: «Mais uma promessa que não engana e que será um dos nossos magníficos. Espero que continue de uma forma humilde e esforçada.» (5 de Agosto)

Armas e viscondes assinalados: Tudo está mal quando acaba mal

Benfica 2 - Sporting 1

Liga NOS - 34.ª Jornada

25 de Julho de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

Adiou o mais possível o desfecho esperado, estabelecendo-se um novo recorde de derrotas do Sporting na mesma temporada, marcada por zero pontos no confronto directo com os dois rivais que viram escancarar-se as portas do duopólio por uma sucessão de decisões que seriam consideradas demasiado perigosas até por pilotos kamikaze. Uma excelente defesa com os pés manteve o marcador a zeros, tal como mais tarde impediria o avolumar do resultado de igual forma, mas nada pôde fazer quando Seferovic e Carlos Vinicius lhe surgiram pela frente. Termina a temporada de afirmação na baliza leonina com o ónus do perdedorismo varandista e sob a sombra da iminente contratação de um eterno suplente da filial madrilena do carrossel.

Eduardo Quaresma (2,0)

Voltou a sentir o peso da responsabilidade a toldar-lhe os movimentos, fazendo alguns cortes desajustados e contribuindo pouco para a circulação de bola. Mas o potencial está lá, a técnica também, e beneficiará de uma pré-temporada em que possa lançar melhores bases para a sua afirmação.

Neto (2,0)

Prova de que tudo acontece ao Sporting é a lesão de Coates no aquecimento, elevando o internacional português à titularidade. Procurou estar à altura dos acontecimentos, esforçou-se muito, mas falhou demasiado nos passes e chegou a fazer cortes de cabeça para remates em posição frontal de jogadores do Benfica. Como patrão da defesa afigura-se insuficiente, o que não implica que não tenha lugar no plantel. Sobretudo num plantel com tão gritantes debilidades.

Acuña (2,5)

É mais do que provável que tenha feito o último jogo pelo Sporting, e logo com a braçadeira de capitão, num triste e simbólico crepúsculo de uma época dourada que o juntou a Bas Dost, Bruno Fernandes e Mathieu, aos rotativos Nani e Montero, aos rescisores Rui Patrício, William Carvalho e Gelson Martins, e ao sobrevivente Coates. Remetido a central, sem hipóteses de impor a sua marca lá à frente, limitou-se a cumprir e a respeitar a camisola que tão bem vestiu ao longo destes anos.

Ristovski (1,5)

Prosseguiu a sucessão de exibições medíocres que servem para realçar o fraco nível das alternativas Rosier e Rafael Camacho. Permissivo a defender e inoperante a atacar, o macedónio especializou-se nas perdas de bola junto à grande área que só por incompetência alheia não cavaram um fosso inultrapassável entre as duas equipas logo nos primeiros minutos do derby.

Matheus Nunes (2,5)

Estava a ser um dos melhores do Sporting quando a sua chuteira branca denunciou ao videoárbitro – infelizmente mais atento na noite de sábado do que naquele penúltimo lance do Moreirense-Sporting em que Coates foi agarrado frente à baliza – que o jovem brasileiro deixará Carlos Vinicius em posição regular no momento em que rematou para o 2-1. Dizer que o erro milimétrico de posicionamento custou 2,9 milhões de euros e o apuramento directo para a fase de grupos da triste Liga Europa seria ignorar a sucessão impressionante de erros de gestão do futebol leonino ao longo desta vergonhosa temporada, mas o lance lançou uma mancha peganhenta numa exibição positiva, cheia de personalidade, em que Matheus Nunes não se deixou assustar pelas papoilas saltitantes que o rodeavam, sendo decisivo no lançamento do contra-ataque do lance do efémero empate.

Wendel (2,0)

Mais uma vez não se conseguiu impor num “jogo grande”, deixando-se retrair excessivamente com as más circunstâncias à sua volta. Está ainda por provar se é capaz de subir ao patamar seguinte e tornar-se um substituto à altura dos melhores do meio-campo que foram deixando Alvalade.

Nuno Mendes (3,5)

Será mera coincidência que o Sporting tenha sofrido o segundo golo e perdido o pódio da Liga Nos depois de o lateral-esquerdo ser substituído? Para trás ficou mais uma boa exibição do ainda adolescente, uma vez mais a combinar velocidade, técnica e inteligência táctica para desbaratar adversários. Pena é que não tenha tido engenho para ultrapassar Vlachodimos após uma boa triangulação com Sporar e que não tenha arriscado “fazer algo de esquerda” em vez de servir Ristovski, livre de cobertura do outro lado da área, para que o macedónio visasse as cadeiras do segundo anel.

Gonzalo Plata (1,5)

Agraciou os colegas com a sua presença na primeira metade, primando pelos movimentos erráticos que nos últimos jogos elevaram o número de contratações falhadas que terão de ser feitas nos próximos meses. Incapaz de combinar em condições com os colegas, leva como melhor recordação do Estádio da Luz uma recuperação de bola com pronta entrega a Sporar, cabendo ao esloveno o remate sem consequências.

Jovane Cabral (2,5)

Há que reconhecer que tentou fazer algo, mas os remates saíram sempre fracos ou desenquadrados com a baliza, mantendo-se a ideia feita de que o melhor jogador da Liga NOS em Junho é mais talhado para resolver encontros quando o adversário é de uma certa dimensão. Uma ideia que levaria a aumentar ainda mais a lista de Bolasies e Jesés a caminho de Alvalade.

Sporar (2,5)

Deu por finda a longa seca com um golo em que a bola passou por entre as pernas do guarda-redes do Benfica, e combinou bem com Nuno Mendes noutra jogada de perigo. Pena é que tenha deixado Seferovic em jogo no lance do primeiro golo, que tenha voltado a demonstrar capacidade quase nula de levar a sua avante no confronto directo com os adversários e que tarde em justificar o investimento avultado no seu passe.

Tiago Tomás (3,0)

Tantas vezes mereceu a aposta do treinador que acabou por trazer dividendos. Poderia ter feito melhor do que o violento remate ao poste quando ficou sozinho na grande área depois na sequência de uma fífia de Jardel, mas no lance do 1-1 lançou Sporar de forma perfeita, quase se diria que à prova de falhanço.

Vietto (-)

Andou pelo relvado poucos minutos, com ainda menor participação no jogo, ao nível do homem invisível valorizado em 7,5 milhões de euros por metade dos direitos desportivos.

Borja (1,5)

Entrou para o lugar do melhor jogador do Sporting. Poderá dizer que a culpa não é dele e sim de quem lhe fez sinal para parar de aquecer.

Battaglia (-)

Foi colocado para segurar o resultado, opção táctica que tende a nunca resultar no Sporting. Caso houvesse racionalidade na gestão do futebol leonino, e o edifício da SAD não estivesse ocupado por personagens de “O Feiticeiro de Oz”, às quais faltam cérebro, coragem e coração, também ele teria feito o último jogo de leão ao peito.

Ruben Amorim (1,5)

Perdeu nos últimos seis jogos a oportunidade de deixar uma boa primeira impressão, não conseguindo melhor do que duas sofridas vitórias caseiras com Gil Vicente e Santa Clara, dois tristes empates com Moreirense e Vitória de Setúbal e duas derrotas com FC Porto e Benfica. Perdeu o terceiro lugar que ajudara a reconquistar nos seus primeiros jogos devido à fraqueza do plantel construído por incapazes, a alguns erros cirúrgicos de arbitragem, a azares extremos nas lesões que acabaram com a carreira de Mathieu e afectaram a afirmação de Jovane, mas também por muitas decisões erradas. Sobretudo nas substituições, como neste derby em que se viu na contingência de sair da Luz com um ou três pontos antes de sucumbir ao medo, procurando baixar linhas e repetir com o Benfica aquilo que o Vitória de Setúbal lhe fizera dias antes. Só que sem a competência dos pupilos do inegável Lito Vidigal. Sendo crível que se imagine a dar a volta na próxima temporada, todas as notícias que chegam quanto a reforços de segunda linha vindos de Espanha faz temer que o plantel continue sem soluções capazes de fazer a diferença. Continuará também a carregar a responsabilidade da cláusula de rescisão absurda que Frederico Varandas decidiu, por motivos que talvez gelassem o sangue de quem os decifrasse, (prometer) pagar ao Sporting de Braga. É uma responsabilidade pesadíssima e oxalá esteja à altura de alterar o guião de tragicomédia que lhe entregaram.

Armas e viscondes assinalados: A triste realidade estava mesmo ali ao canto

FC Porto 2 - Sporting 0

Liga NOS - 32.ª Jornada

17 de Julho de 2020

 

Luís Maximiano (2,5)

Um resultado positivo frente ao inevitável novo campeão nacional passaria por uma exibição gigantesca do jovem guarda-redes leonino. E se é verdade que até à hora de jogo tudo correu bastante bem, destacando-se uma oportuna saída aos pés de Pepe, quando Danilo Pereira aproveitou um pontapé de canto para desfazer o nulo já o marcador poderia estar desequilibrado, pois na jogada anterior Maximiano ficou a observar a forma como Fábio Vieira fez estremecer a barra. No 2-0 pouco havia a fazer e, em boa verdade, pouco foi feito.

Eduardo Quaresma (2,5)

Danilo Pereira apareceu solto numa terra de ninguém entre o jovem central e o impassível Sporar, sendo a distribuição de culpas bastante subjectiva. Certo é que pouco tardou até ser retirado de campo, no âmbito de uma reconfiguração táctica bastante infeliz que não impediu Ruben Amorim de ver acabar a sua ausência de derrotas na Liga NOS e de ficar ligado ao recorde negativo de número de derrotas do Sporting numa só época. Até ao lance do 1-0 esteve tão bem quanto seria de esperar num jovem mesmo muito talentoso que está a fazer o seu primeiro “clássico”, ainda que bastante mal acompanhado na direita.

Coates (3,0)

Tornou-se a referência ofensiva do Sporting em todos os lances de bola parada, o que não diz muito dos recursos existentes no plantel leonino e seria melhor notícia caso o central uruguaio aprimorasse um pouco mais a sua aptidão de cabecear para o espaço delimitado entre os dois postes e a barra. Nas missões defensivas esteve tão bem quanto nos últimos tempos, evitando um golo madrugador do FC Porto mesmo em cima da linha de baliza e impondo voz de comando sobre colegas e adversários. Mas no lance do 2-0 deixou fugir Marega, sem imaginar que tinha ao lado quem o estivesse a colocar em posição regular.

Borja (2,0)

Estava o jogo a correr-lhe bem melhor do que o temido quando resolveu deixar Marega em posição regular para sentenciar a derrota que nessa altura parecia inevitável. Até então concentrou-se a jogar simples e a afastar o perigo tão bem quanto consegue.

Ristovski (2,0)

O mais grave da exibição fraca do macedónio, tão incipiente no ataque quanto permeável na defesa, é a constatação de que não existe uma alternativa melhor no plantel após o investimento de quase uma dúzia de milhões de euros realizado pela actual gerência.

Matheus Nunes (3,0)

Integrou o curto rol de jogadores do Sporting que se transcenderam na visita ao Dragão, controlando bem a bola e manobrando por entre uma floresta de adversários. Tem nos próximos dois jogos novas oportunidades para provar que pode fazer parte da solução em vez de contribuir para o problema da próxima época.

Wendel (2,5)

Os azuis e brancos eram muitos, tal como quase acontece com todos os adversários que encontra pela frente desde a alteração táctica, e também não eram propriamente de se deitar fora, apesar das muitas ausências forçadas que tornavam plausível que o Sporting conseguisse pelo menos o empate que bastaria para os anfitriões festejarem. Mas a verdade é que o jovem brasileiro foi mais um dos que não tiveram engenho para mais.

Nuno Mendes (3,0)

Protagonizou a melhor jogada do Sporting logo nos primeiros segundos de jogo, entrando pela grande área do FC Porto, em registo “eu contra o mundo”, e fazendo um cruzamento para Sporar chegar atrasado e um remate na insistência que Marchesín só logrou rematar para a frente, valendo-lhe a posição irregular do esloveno na recarga que abanou as redes. Feitas as devidas apresentações, o lateral-esquerdo recém-chegado à maioridade continuou a mostrar que é o mais preparado de todos os jovens da formação que Ruben Amorim tem aproveitado, conciliando velocidade, inteligência táctica, “timing” de abordagem ao adversário e aquela pitada de descaramento necessária em quem tem a intenção de se afirmar.

Jovane Cabral (2,5)

O melhor jogador da Liga NOS no mês de junho tinha a oportunidade de se assumir como protagonista. Até ficou muito perto do golo, cabeceando (mal) após se livrar (bem) da cobertura na área do FC Porto, mas a triste realidade é que se retraiu demasiado quando a equipa mais necessitava de que se soltasse, acrescentando pouco mais de concreto do que um remate fácil para as mãos do guarda-redes argentino.

Gonzalo Plata (1,5)

Inconsequência em estado puro é a forma mais delicada de descrever a passagem do extremo sul-americano pelo relvado do Dragão. Afinar o seu talento e potencial é um dos principais desafios da próxima temporada.

Sporar (1,5)

Até encaminhou a bola para o fundo das redes, logo no primeiro minuto, mas encontrava-se em posição irregular. No resto do tempo também não esteve assim tanto em jogo, revelando-se presa fácil para uma linha defensiva do FC Porto assaz remendada. Ruben Amorim bem pode assumir a culpa pelo alarmante sub-rendimento, mas o esloveno começa a parecer mais um passageiro no vagão de contratações falhadas da actual gerência.

Francisco Geraldes (1,5)

Entrou para dar cérebro à manobra ofensiva do Sporting e não se pode dizer que tenha melhorado o que não estava a ser brilhante.

Rafael Camacho (1,5)

Voltou a demonstrar que é uma alternativa a Ristovski. Uma alternativa pior, bem entendido.

Tiago Tomás (1,5)

Foi para a frente na hora do desespero. 

Joelson Fernandes (2,0)

Único suplente a deixar alguma marca, não tem medo de assumir o jogo, mesmo sem parecer preparado para a alta roda, o que não deixa de ser compreensível em quem só na próxima temporada será um júnior de primeiro ano.

Ruben Amorim (1,5)

Perdeu a oportunidade de prolongar o seu recorde de invencibilidade enquanto treinador, agravando o recorde de derrotas do Sporting numa só temporada, ao enfrentar um FC Porto desfalcado e não particularmente ambicioso. Não se lhe pode assacar responsabilidade nas flagrantes deficiências do plantel, duvidoso de raiz e dizimado por lesões prolongadas ou definitivas, mas a forma como mexeu na equipa após o 1-0 foi muito má, estando por compreender, por exemplo, os motivos profundos de Borja continuar em campo, em vez de Eduardo Quaresma, sendo entregue ao colombiano o lado direito da zona central. Resta-lhe vencer o Vitória de Setúbal, assegurando o terceiro lugar que garante acesso directo à fase de grupos da Liga Europa e descomplica a preparação da próxima época. E, já agora, ir à Luz causar mais problemas ao seu clube de coração.

Esperança ainda mais reforçada

O nosso regresso a Alvalade e a nossa incontestável vitória reforçam o título deste texto, mas o que gosto de Rúben Amorim à frente da equipa, também. Convenço-me que finalmente temos treinador. Que de uma vez por todas preenchemos o vazio deixado pela saída de JJ (ganhou bola, sim, mas sabia bem o que fazer com ela).

Depois, comparando os dois, Rúben Amorim é mais... mais caro, sim, a sua aquisição foi muito mais cara, pois foi, mas ele é mais construtivo. RA dá-nos garantias - já certezas - de que vai construir uma equipa tendo por base aquilo em que o Sporting se diferencia e superioriza em relação aos rivais: as jóias da formação.

Rúben Amorim é consistente na aposta que faz nos nossos craques em crescimento. Diz que o faz e fá-lo. Isto tem um valor inestimável. O resultado é visível. Objectivo. Temos um treinador que, finalmente, volta a potenciar jovens em Alvalade. Jovane, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes são disso exemplo. 

É este o caminho. Estamos no bom caminho. Numa aparente contradição, esta certeza foi confirmada pelo erro logo assumido por RA, quando confessou ter errado ao tirar Matheus Nunes para dar lugar a Eduardo. É que foi mesmo quando entrou o entulho comprado sem critério no passado, e saiu uma das nossas mais brilhantes pérolas, que a equipa se foi abaixo.

Além da competência técnica que lhe reconheço, constato em Rúben Amorim liderança. A começar pela assunção da culpa, sem procura de bodes expiatórios, passando pela política em curso de que não há lugares cativos no 11, como o sabe, melhor que ninguém, Mathieu. Uma liderança que aposta nos seus. Como comprova a inclusão de Matheus Nunes ontem na equipa titular, depois de um jogo pouco promissor na jornada anterior. 

Tendo por base a evidência matemática de não poder aspirar a mais, espero terminar a época no pódio, pelo menos. Mas tenho sobretudo esperança de que o caminho para alcançar esse lugar seja consistentemente a preparação da próxima temporada.

A melhor preparação possível, para a melhor época que possamos fazer. E podemos aspirar a muito!

Armas e viscondes assinalados: Juventude não chegou para triunfar no berço

Vitória de Guimarães 2 - Sporting 2

Liga NOS - 25.ª Jornada

4 de Junho de 2020

 

Luís Maximiano (2,0)

Nada poderia ter feito no golo que selou o resultado final, e ao longo da segunda parte deu segurança aos colegas com boas intervenções, o que não apaga a sua oferta do golo que permitiu ao Vitória de Guimarães empatar pela primeira vez. Está visto que a desenvoltura com os pés é o calcanhar de Aquiles do jovem guarda-redes, mas a aposta continuada na sua titularidade, desejada pelos adeptos, dependerá de progressos significativos nesse domínio.

Eduardo Quaresma (3,5)

Integrar uma linha defensiva que sofreu dois golos não é propriamente sinónimo de estreia de sonho? Talvez assim seja, mas o jovem de 18 anos assumiu como um mestre a missão de ser o central descaído para a direita, demonstrando segurança no desarme dos adversários e uma capacidade de. saída com bola que só surpreendeu quem nunca tinha visto as suas arrancadas na equipa de sub-23. Ficou na retina um lance de contra-ataque que urdiu em “joint venture” com Sporar, reforçando a ideia de que o Sporting será doravante Edu mais dez e o temor de que possa vir a ser “carrosselizado” no verão tardio que antecederá a próxima temporada.

Coates (3,0)

O capitão uruguaio foi o patrão que dele se pede que seja, impondo a sua presença no novo esquema táctico. Nem os dois golos do adversário, resultantes de uma oferta de Luís Maximiano e de um ressalto, beliscam o mérito de quem deverá ficar em Alvalade se a ideia passar por voltar a ver os milhões da Champions antes da próxima década.

Mathieu (2,5)

Várias foram as ocasiões em que o veterano francês não teve pernas para reagir aos adversários, numa quebra física após a paragem ditada pela pandemia de Covid-19 que se pode explicar pelo facto de ser provavelmente o único elemento do plantel leonino a ter convivido com sobreviventes da gripe espanhola. Intocada está a sua relação privilegiada com a bola, ainda que a ideia de o adiantar para ponta de lança (em vez de apostar na entrada do suplente Pedro Mendes quando o Sporting tinha vantagem numérica) não tenha surtido efeito.

Rafael Camacho (3,0)

Preferido por Ruben Amorim na escolha entre Ristovski e Rosier, o jovem que não quis ser lateral-direito ofensivo no Liverpool provou ser mais afoito na parte ofensiva da missão, formando com Eduardo Quaresma e Jovane Cabral a ala direita mais dinâmica que Portugal viu nos últimos meses. Esteve perto de fazer a assistência para o golo da vitória, impedida pela defesa de Douglas ao cabeceamento de Jovane, num dos vários bons cruzamentos que assinou. Pior nas missões defensivas, como Quaresma pode testemunhar, poderia ter servido Sporar para o “hat trick” mas, talvez possuído pela camisola 7 que carrega, tentou complementar duas belas fintas com um remate idêntico ao que ajudou a levar o Sporting à “final four” da Taça da Liga. Idêntico, claro está, tirando na parte de a bola entrar na baliza.

Acuña (3,0)

Bastante mais contido do que o colega da direita, até porque Mathieu e Vietto também não ajudaram por aí além, o argentino distinguiu-se pelo passe longo que o excesso de confiança de Douglas e o sentido de oportunidade de Sporar fizeram abrir o marcador. E também pela atenção redobrada que deu às veleidades vimaranenses na sua área de influência, não se esquecendo de protestar com todos os elementos da equipa de arbitragem. As saudades que já teria...

Battaglia (2,0)

Raras foram as ocasiões em que ganhou posição sem cometer falta, escassas as saídas com bola que tenham levado a equipa para a frente. Dir-se-ia que o médio argentino se arrisca a ficar carimbado como problema irresolúvel, tendo em conta o seu elevado vencimento, a não ser que o homem que mais lucrou com o ataque a Alcochete cometa a improvável bondade de o “carrosselizar” numa “bitola Thierry Correia” e sem prodígios do estilo David Wang envolvidos na equação.

Matheus Nunes (2,0)

Lá se estreou na equipa principal o meio-campista a quem Frederico Varandas encarregou de custear a multimilionária cláusula de rescisão de Ruben Amorim, e o treinador encomendou a compra de uma casa à sua mãe, pelo que talvez a senhora Nunes pretenda que o filho encerre o ciclo comprando uma peruca ao presidente do Sporting. Convém referir que a estreia esteve muito longe de ser brilhante, tal como longe de cintilantes eram as alternativas disponíveis no banco. Espera-se que faça melhor em próximas oportunidades.

Jovane Cabral (4,0)

Acelerador-mor do futebol leonino, partindo da direita para vagabundear por todo o relvado, o jovem extremo mostrou que é capaz de fintar adversários dentro de uma cabina telefónica e deixou bem mais do que um ar da sua graça. Para a história do jogo ficou o passe longo e rasteiro com que isolou Sporar no lance do 1-2 e o remate de cabeça que esteve perto de render três pontos num estádio que continua a ser complicado mesmo sem adeptos municiados de armas brancas. Pena é que grande parte das suas melhores iniciativas tenham morrido nos pés de Vietto.

Vietto (2,0)

Quis a infelicidade do destino que o avançado mais perdulário do plantel leonino tenha recebido alguns dos melhores passes feitos pelos colegas ao longo do jogo. A baliza parece tornar-se demasiado pequena quando Vietto tem a bola nos pés, sendo incerto se a solução passará por um ortopedista, um psicólogo ou uma influenciadora das redes sociais.

Sporar (4,0)

É notável que tenha convertido em dois golos igual número de remates, bastando-lhe empurrar a bola para a baliza vazia. E com inegável mérito, pois aproveitou da melhor forma a burrice de Douglas na primeira parte, roubando-lhe a bola que controlou com o peito, e desmarcou-se de forma perfeita (o fiscal de linha ainda ensaiou o fora de jogo, mas o videoárbitro oficializou o golo) na segunda parte, contornando o guarda-redes com enorme frieza. Além disso, integrou-se bem nas manobras ofensivas e criou a esperança de que Bruno Fernandes não chegue ao final da temporada como melhor marcador do Sporting apesar de ter voado para Manchester no final de Janeiro.

Idrissa Doumbia (2,5)

Honra lhe seja feita: cometeu menos erros do que os titulares do meio-campo. Mas também era um objectivo fácil de cumprir...

Gonzalo Plata (2,0)

Inconsequente, viciado em remates contra as pernas dos adversários e incapaz de ajudar a “quebrar” um Vitória de Guimarães reduzido a dez graças ao irrequieto Jovane Cabral, que parece ter aproveitado o confinamento para treinar mais do que um certo e determinado extremo sul-americano.

Ruben Amorim (3,0)

Os meses vão passando e o terceiro treinador mais valioso do mundo mantém o bom hábito de não perder, ainda que desta vez não tenha somado os três pontos que conseguira antes do fim do mundo tal como o conhecíamos, naquele final de tarde em Alvalade em que se verificaram as expulsões de dois jogadores do Desportivo das Aves nos primeiros 20 minutos de jogo e um “wardrobe malfunction” de Wendel mais revelador do que o de Janet Jackson no Super Bowl. Louva-se-lhe a coragem de apostar em Eduardo Quaresma e Matheus Nunes, ainda que o segundo tenha ficado bastante aquém das expectativas, e o trabalho visível no entendimento entre vários jogadores, mas a relação complicada de Vietto com o golo e o estado de calamidade em vigor no meio-campo não permitiram mais. Felizmente chegou para o empate que permitiu reduzir de quatro para três pontos a desvantagem em relação ao Sporting de Braga na luta pelo lugar mais triste do pódio da Liga NOS.

Uma nova fase

O Sporting entrou em Guimarães como uma ideia bem definida: aproveitar este resto  de campeonato, completamente estranho sob todos os pontos de vista, para preparar a próxima época, podendo descurar com isso o assalto ao 3.º posto.

Foram sete jogadores sub-23 num total de 13 que entraram em campo, colocando a média de idades num valor baixo, 24,2, mesmo contando com a experiência de Mathieu (36):

Quaresma 18
Plata 19
Camacho 20
Jovane 21
M.Nunes 21
Max 21
Doumbia 22
Sporar 26
Vietto 26
Acuna 28
Battaglia 28
Coates 29
Mathieu 36

 

Obviamente apostar nos jovens tem um preço: os dois golos sofridos foram oferecidos, primeiro por Max a meias com Matheus Nunes e depois por Camacho, que não respeitou a linha da defesa a subir para fora-de-jogo. Matheus Nunes, que passou um pouco ao lado do jogo, ao invés de Quaresma e Jovane a fazerem pela vida.

Mas reduzir o jogo a essas questões é redutor. O Guimarães já tinha demonstrado em Alvalade que é uma equipa muito bem trabalhada, a pausa colocou vários jogadores completamente fora de forma, quando se atacava depois recuava-se a passo. Rúben Amorim não esgotou as substituições porque não sabia quem ia cair no minuto seguinte e Vietto continua a ser um irritante "pé-frio".

Mas não foi mau de todo.

SL

Olá Matheus, adeus Matheus

MatheusNunes[1].jpg

 

Matheus Nunes poderá ser o próximo jogador da nossa equipa sub-23 lançado na equipa principal do Sporting. Para o efeito, o médio brasileiro, de 21 anos, já começou a trabalhar às ordens de Silas.

Defensor que sou do rejuvenescimento do plantel leonino e da aposta deliberada em jovens talentos, aplaudo esta promoção de Matheus. E só posso desejar-lhe melhor sorte do que teve o seu homónimo Matheus Pereira, que raras vezes conseguiu revelar o que sabe ao serviço do onze principal do clube e se prepara para ficar em definitivo no futebol inglês, por aparente desinteresse dos responsáveis de Alvalade. «Uma verdadeira pechincha», dizem no West Bromwich Albion, prontos a activarem a modesta cláusula de opção que acompanhou o empréstimo do jogador. Mais um ruinoso negócio em perspectiva no Sporting.

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