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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«Matheus Nunes é um jogador de elevadíssima qualidade. Um poço de energia. Não obstante a sua pouca experiência em palcos de maior mediatismo, não sente qualquer complexo em jogar contra adversários consagrados. A ideia que dá é que nem sequer pensa muito nos nomes dos jogadores que estão do outro lado do campo. Aquela sensação de que falta ali alguma escola, ao invés de significar um constrangimento, evidencia a pureza que, muitas vezes, o futebol de rua transporta para o interior dos estádios.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

Muitos equívocos e algumas certezas

Texto de Francisco Gonçalves

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Noite de muitos equívocos e de algumas certezas.

 

Primeiro equívoco: ao contrário do que é habitual, Rúben Amorim não esteve muito bem, na antevisão do jogo contra os ingleses [Sporting-Manchester City]. A forma como ele se referiu à equipa adversária e, principalmente, ao seu treinador, pecou por excesso, naquilo que é uma apreciação positiva do seu adversário.

Rúben Amorim poderia, quiçá, transportar essa apreciação para o plano da admiração, não necessitando, contudo, de enveredar por um discurso que esteve muito próximo da vassalagem.

 

Segundo equívoco: a forma como Rúben Amorim reconheceu as abissais diferenças entre a qualidade das duas equipas e dos próprios treinadores não teve reflexo na planificação das dinâmicas da equipa para o jogo.

Se, na opinião do nosso jovem treinador, o Manchester City é assim tão superior ao Sporting Clube de Portugal, competir-lhe-ia armar a equipa para esse cenário. Ao invés, o que se viu foi o conjunto leonino a jogar como se do outro lado estivesse uma equipa da sua igualha.

 

Terceiro equívoco: as adaptações de jogadores a posições que não são as suas. Na Liga portuguesa, ou em situações de ausência de outras soluções, percebe-se que o treinador proceda às adaptações julgadas plausíveis para enfrentar um compromisso.

Ontem [terça-feira], em Alvalade, jogava-se a Liga dos Campeões, havia soluções para preencher, naturalmente, todas as posições e, por conseguinte, não havia necessidade de inventar – Ricardo Esgaio é um excelente jogador, é polivalente, mas essa circunstância de ser adaptável não pode prevalecer se estiver no banco quem, vocacionalmente, desempenha bem a posição.

 

Quarto equívoco: não utilizar o banco de suplentes quando o resultado já é, escandalosamente, mau: Rúben Amorim deveria ter procedido a algumas alterações que pudessem tentar inverter o sentido das coisas. O intervalo teria sido o momento ideal para fazer alguns ajustes e introduzir novos artistas para os segundos 45 minutos.

Merece destaque especial a forma como Pedro Gonçalves não esteve no jogo e, ainda assim, regressou para a segunda parte.

 

Primeira certeza: o Sporting Clube de Portugal não tem, ainda, pedalada para esta fase da competição. É verdade que está muito mais próximo de atingir essa capacidade do que estava há um ano, mas continua longe do valor médio das equipas que, por norma, estão neste patamar.

Seria necessário que, por sorte, o sorteio indicasse uma daquelas equipas outsiders, com menor qualidade, para que os leões pudessem ambicionar os quartos-de-final.

 

Segunda certeza: Matheus Nunes é um jogador fantástico e nem sequer repara contra quem está a jogar.

Para ele, são todos iguais. Foca-se no seu jogo e quem estiver por perto que saia da frente. Fabuloso.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

Pódio: Matheus Nunes, Palhinha, Porro

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Manchester City pelos três diários desportivos:

 

Matheus Nunes: 15

Palhinha: 13

Porro: 13

Ugarte: 12

Paulinho: 11

Coates: 11

Pedro Gonçalves: 10

Sarabia: 10

Adán 10

Esgaio: 9

Gonçalo Inácio: 9

Matheus Reis: 9

Neto: 8

Slimani: 8

Tabata: 8

 

A Bola elegeu Porro como melhor em campo. O Record optou por Matheus NunesO Jogo escolheu Palhinha.

O dia seguinte

O Sporting-Manchester City foi um jogo em que entrámos muito bem e esteve ao nível da talvez melhor equipa do mundo, que conta com o talvez melhor treinador do mundo, que está junta talvez o maior tempo do mundo, e que tem o talvez maior orçamento do mundo. Isso durou uns... 7 minutos.

Depois veio o primeiro golo, fruto da concentração duns e desconcentração doutros, e a equipa abanou e estrebuchou. Uns minutos depois veio o segundo, um pouco ao mesmo estilo - se o primeiro teve um grande passe de De Bruyne - o segundo resultou dum grande remate do Bernardo Silva - e a equipa foi mesmo ao tapete. O jogo perdido, a classe da equipa contrária, o desgaste tremendo da ida ao Dragão, tudo tem limites e os da equipa tinham sido ultrapassados.

Chegados aqui podia-se questionar muita coisa, a teimosia de Rúben Amorim no 3-4-3, um Esgaio à esquerda completamente ineficaz, um Pedro Gonçalves completamente fora daquilo que deixava Porro ao abandono e fazia do lado direito do Sporting uma auto-estrada sem portagem para o City, um Paulinho que em vez de influente pivot fazia de inútil pinheiro, até a qualidade dos pitons das botas de Coates e Matheus Reis. Mas o que ficava daquilo tudo era o resultado, 0-4 em casa e com tendência para dobrar no segundo tempo.

 

O intervalo fez bem ao Sporting, e a troca de Pedro Gonçalves por Ugarte logo depois do (excelente) golo anulado ao Bernardo Silva ainda fez melhor. Chegámos ao duplo trinco com Matheus Nunes mais avançado que penso ser o melhor sistema para defrontar adversários como este, e apenas um enorme remate de Sterling - do sítio onde estava pude apreciar toda a beleza daquele remate ao ângulo - fez mudar o score.

Acabámos o jogo a perder por 5-0 mas com todo o estádio, bem puxado pela Juve Leo (hoje merecem todos os parabéns), a cantar a plenos pulmões, em plena comunhão com a equipa, a celebrar o Sportinguismo e o Sporting Clube de Portugal. "Hoje é dia de jogo"... "Nós acreditamos em vocês"...

 

Que balanço fazer disto tudo?

Mais do que outra coisa, e no que respeita a futebol dentro do campo, este Man. City é tudo aquilo que o Sporting quer ser. Construção desde trás, circulação de bola, controlo do jogo, reacção à perda, variação rápida de flanco, aceleração pelas alas, últimos passes de eleição, remates mortíferos. Uma máquina montada por Guardiola muito bem oleada e extremamente rodada na exigente Premier League. Diziam que o onze inicial mais o Guardiola tem em média quatro anos de casa... E o Sporting quantos tem? Juntando-se a isso um plantel quatro vezes mais valioso que o do Sporting, tem-se ideia do diferencial de capacidades dum e doutro lado.

Fora do campo, pode-se também questionar como estaria o Sporting se tivesse como dono um tal Mansour Bin Zayed Al Nahyal da família real do Abu Dhabi e que controla também os Emirados Árabes Unidos. Ou algum irmão... Ou primo... A SAD do Sporting, em vez de contar com gente deste calibre, apenas conta com um maltratado Sobrinho e uns micro-inúteis investidores que nada acrescentam. Mas para ter dono e perder por 2, prefiro ser livre e perder por 5.

Por outro lado, na Champions o Sporting já atingiu os seus objectivos, a Supertaça e a Taça da Liga são nossas, na Liga e na Taça de Portugal o adversário é o FC Porto e... que nada tem a ver com o Man.City,  nós somos claramente melhores do que eles... em futebol. 

Importa então que Amorim e plantel descansem física e mentalmente, que tirem o melhor proveito da lição que este Man.City veio dar a Alvalade, que o trio dianteiro recupere a capacidade colectiva e individual de tempos atrás, e siga jogo a jogo rumo a tudo de bom a que temos ainda direito esta temporada.

Melhor em campo? Matheus Nunes, único que se exibiu a nível Champions. O único que mostrou condições para no próximo ano estar do outro lado.

Por último, gostei muito da entrada de Tabata. O Sporting não deixa ninguém para trás. Honra aos heróis do Dragão.

 

PS1: Mas que raio se passa com os pitons das botas dos jogadores do Sporting???  Depois da relva, agora são os pitons??? 

PS2: Que grande arbitragem do sérvio, nível Champions, sóbrio e assertivo, sempre a deixar o jogo correr, desvalorizando os contactos mas assinalando as infracções, nas antípodas dos medíocres arbitros "tugas", passar dum João Pinheiro para este sérvio, é passar duma tasca ordinária para um restaurante 5 estrelas...

 

#JogoAJogo

SL

2021 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: MATHEUS NUNES

Este ano que terminou vai ficar marcado na carreira do luso-brasileiro Matheus Luiz Nunes. Foi o ano da consagração dele no Sporting. O ano em que se firmou como titular da equipa, dando forte contributo para nos sagrarmos campeões nacionais após um penoso jejum que durou quase duas décadas. Essencial também na conquista da Taça da Liga, em que renovámos o título de campeões de Inverno - sobretudo na meia-final contra o FC Porto, a 19 de Janeiro: Matheus saltou do banco para trazer adrenalina e velocidade à nossa zona intermédia, impondo-lhe dinâmica ofensiva. 

Na memória dos adeptos ficaram outras vibrantes actuações deste médio em jogos decisivos. Como o Benfica-Sporting, a 1 de Fevereiro: foi ele o melhor em campo, marcando o golo do nosso triunfo - o primeiro contra o velho rival em Alvalade desde 2012. Como o Braga-Sporting, a 25 de Abril: foi também dele o solitário golo que nos garantiu os três pontos, num remate cruzado fuzilando a baliza minhota.

Vocacionado para desafios fundamentais. Assim é este jovem de 23 anos residente desde os 13 em Portugal que fomos buscar em Janeiro de 2019 ao Estoril por apenas 500 mil euros - uma das mais sábias aquisições da era Varandas. Tem desenvolvido muitas aptidões sob o comando de Rúben Amorim, que justamente o promoveu a titular indiscutível do onze leonino já nesta temporada, após a saída de João Mário.

Médio versátil, que tanto pode jogar a 6 como a 8 e até já actuou como lateral e extremo, Matheus tem características que a massa adepta aprecia: domina bem a bola, sabe transportá-la com qualidade e critério. Além disso, na hora do remate não sofre de complexos perante a baliza: só quer metê-la lá dentro.

Outra consagração chegou-lhe em 2021 ao receber a primeira convocatória para a selecção nacional de futebol: a 30 de Setembro foi chamado por Fernando Santos para se juntar à equipa das quinas. A estreia ocorreu a 10 de Outubro, num desafio em que derrotámos por 3-0 a selecção do Catar. «Estou muito feliz com a minha estreia. Vou trabalhar o máximo no clube para ser chamado aqui», declarou na altura. Para trás ficara a recusa, que assumiu perante o seleccionador Tite, de alinhar pelo escrete canarinho.

Contamos com Matheus Nunes para a revalidação do título - o bicampeonato que nos foge há 70 anos. E para a dobradinha que perseguimos sem sucesso desde 2002. Ele tornou-se uma peça fundamental no xadrez futebolístico de Amorim. Em parceria com Palhinha, Ugarte ou Daniel Bragança, actuando mais em contenção ou mais em transição, tanto faz. Tem fibra de campeão: isso é o que mais importa.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Confirmação do ano em 2019: Luís Maximiano

Confirmação do ano em 2020: Palhinha

Derby é derby. Eles e nós

Aqui, como no estádio, onde tantas vezes pauso vida e pensamentos, onde estou só com o Sporting e os nossos.

Era sexta e dia de derby. O melhor Sporting que vimos nos últimos anos, sem dois dos nossos mais valorosos, mas a confiança inabalável. Era à noite, eram precisos testes, era dia de derby.

Estou aqui porque não há como desabafar a quem não sente como nós.

Começava o derby e eles nem nos permitiram tremer ou desacreditar. Destemidos, Sarabia e Pote abrem as hostilidades. Tive a certeza que nenhum daqueles rapazes pensa sequer "quem vem lá", vão em frente e vencem o próximo. Precisávamos disto. Merecíamos isto. 

O persistente e apoiado (por nós e por Matheus Nunes) Paulinho, lá foi. Se mostrou os dentes ou não, não sei, sei que o celebrou olhos nos olhos connosco. Foi para nós.

O intrépido Matheus, que se agiganta ainda mais em jogos grandes, acreditou e avançou. Naquele salto com que celebrou, estavam 3 milhões de leões.

Venho aqui, como ao estádio, que é onde está quem sente como eu.

Foi noite de derby e saímos felizes.

Pódio: Matheus Nunes, Paulinho, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos diários desportivos:

 

Matheus Nunes: 21

Paulinho: 20

Sarabia: 19

Pedro Gonçalves: 19

Adán: 18

Gonçalo Inácio: 18

Neto: 18

Ugarte: 18

Feddal: 16

Esgaio: 15

Matheus Reis: 15

Porro: 15

Tiago Tomás: 12

Daniel Bragança: 6

Nuno Santos: 6

 

Os três jornais elegeram Matheus Nunes como melhor jogador em campo.

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória claríssima na Luz. Fomos ao estádio do nosso velho rival conquistar os mais saborosos três pontos até agora conseguidos no campeonato. Por 3-1. Triunfo concludente, com superioridade táctica indiscutível, impecável organização defensiva e eficaz exploração do contra-ataque. Ao intervalo, já vencíamos por 1-0, com uma bola (de Pedro Gonçalves) ao poste e um golo (de Paulinho) anulado. Desde 2015 que não saíamos vencedores desse estádio, o que soube ainda melhor.

 

De Sarabia. Pura classe. O internacional espanhol abriu caminho à vitória com um grande golo logo aos 8', coroando magnífica jogada iniciada no corredor direito por Porro e prosseguida com assistência impecável de Pedro Gonçalves. De pé esquerdo, num remate muito bem colocado, sem deixar a bola tocar no chão. Sempre muito influente na manobra ofensiva.

 

De Matheus Nunes. O homem do jogo. Faz a assistência para o segundo golo, de Paulinho, e marca ele próprio o terceiro, aos 68', após uma corrida de 40 metros com bola em que foi queimando linhas: reduziu à insignificância o sector mais recuado do SLB e finalizou da melhor maneira, disparando sem hipóteses para Vlachodimos. Golo que silenciou de vez a falange benfiquista e originou os primeiros lenços brancos a esvoaçar na Luz. O luso-brasileiro confirma a vocação para brilhar nos clássicos.

 

De Neto. Foi capitão, substituindo o ausente Coates. Excelente exibição do nosso central, com cortes decisivos aos 29', 40' e 45'+4. Transmitiu segurança e maturidade à equipa. 

 

De Ugarte. Coube-lhe substituir Palhinha, excluído por lesão, e cumpriu a missão da melhor maneira. Formou com Matheus Nunes, no meio-campo leonino, uma dupla que vulgarizou e neutralizou o duo benfiquista constituído por Weigl e João Mário. Revelando maturidade táctica e robustez física. Sereno e seguro, nem parecia estrear-se como titular de verde e branco em jogos do campeonato.

 

De Paulinho. Finalmente, pode concluir-se: temos goleador. E logo no palco que mais o reconcilia com os adeptos. Marcou o primeiro aos 45'+1, anulado por deslocação milimétrica, e o segundo, que valeu, aos 62' - este correspondendo com classe à excelente assistência de Matheus Nunes, picando sabiamente a bola. Um leão do princípio ao fim.

 

De Rúben Amorim. Sabe trabalhar a equipa como nenhum treinador hoje em Portugal. Dando-lhe, acima de tudo, solidez colectiva. Pode faltar uma peça ou outra, como esta noite faltaram Coates e Palhinha, sem afectar o rendimento do conjunto. E consegue evidenciar as melhores características de cada um. Aconteceu desta vez com Neto, Paulinho e Ugarte, que fizeram talvez as mais brilhantes exibições desde que ingressaram no Sporting.

 

Das apostas no futuro. A geração que se segue já estava no banco de suplentes, convocada por Amorim para este clássico: Nazinho (18 anos), Gonçalo Esteves (17 anos) e Dário (16 anos). Todos quase prontos para a passagem do testemunho.

 

Do apoio dos adeptos. Cerca de três mil sportinguistas vibraram com a exibição ao vivo da nossa equipa, entoando cânticos e aplaudindo no topo norte. No quarto de hora final silenciaram os espectadores afectos à equipa da casa, que só se manifestaram para apupar os próprios jogadores e mostrarem lenços brancos ao treinador Jorge Jesus.

 

De sair da Luz com mais quatro pontos do que o Benfica. Seguimos com 35, empatados na frente com o FC Porto, enquanto os encarnados estão com 31. Na comparação com os jogos homólogos disputados na época anterior, em que nos sagrámos campeões, temos agora uma vantagem de três pontos.

 

Da nossa 12.ª vitória consecutiva, em várias competições. Confirma-se: estamos a cumprir uma das nossos melhores épocas futebolísticas de sempre. Continuando invictos no campeonato.

 

Da nossa regularidade a marcar. Cumprimos a 27ª jornada consecutiva na Liga sempre a colocar a bola no fundo da baliza adversária. Para alegria da massa adepta.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Feddal. O internacional marroquino viu-se forçado a sair aos 53', com lesão muscular que poderá afastá-lo algumas semanas dos relvados. Contrariedade somada às ausências de Palhinha (também por lesão) e Coates (infectado com o coronavírus). Mas Amorim resolveu bem o problema: meteu Esgaio, que cumpriu na ala esquerda (foi ele a iniciar o lance do terceiro golo metendo-a em Matheus Nunes), e Matheus Reis que transitou de lateral para central do lado esquerdo. 

 

Do golo consentido aos 90'+6. Estava quase a esgotar-se o tempo extra concedido pelo árbitro quando Pizzi, recém-lançado por Jorge Jesus, marcou o tento de honra da sua equipa com um remate rasteiro de meia-distância. Uma espécie de bofetada ao técnico benfiquista, que o tem colocado à margem dos titulares.

 

Dos cartões amarelos exibidos logo no primeiro minuto. Ambos para jogadores leoninos, aos 47 segundos de jogo: Feddal e Paulinho. Artur Soares Dias, por vezes alcunhado de "melhor apitador português", voltou a mostrar que gosta de ser ele a estrela das partidas. Exactamente o contrário do que deve ser um árbitro de categoria. Ainda viria a exibir o amarelo a quatro outros dos nossos: Porro, Sarabia, Pedro Gonçalves e Esgaio. 

 

Do Benfica. Pouparam-se na jornada anterior cumprindo 45' de treino com bola contra uma coisa intitulada B-SAD - mais conhecido, até além-fronteiras, por "jogo da vergonha". De nada lhes valeu esse descanso: rubricaram exibição medíocre na Luz apesar de serem - de longe - a equipa mais cara do futebol português. Ao ponto de na primeira parte só terem feito um remate à nossa baliza.

A voz do leitor

«Dos atletas do plantel da época transacta, deve sublinhar-se a afirmação de Matheus Reis, Nuno Santos, Daniel Bragança e, principalmente, Matheus Nunes – não tenho qualquer dúvida de que, se este jogador mantiver os actuais níveis competitivos, o Sporting Clube de Portugal vai ter muita dificuldade em mantê-lo no plantel, na próxima época. Matheus Nunes é a locomotiva de um comboio que, jogo após jogo, carrega mais energia que transforma em virtude na ultrapassagem das dificuldades.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

Só o Matheus Nunes vai pagar o Rúben Amorim

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(Foto de Sapo Desporto)

 

Isso foi dito pelo presidente do Sporting não ontem, mas em 19/05/2020 

Nessa altura, os entrevistadores olharam para ele, não desataram à gargalhada porque são bem educados, e fizeram aquele olhar do "pois..."

Porque se fosse dito depois da forma como está a jogar na Champions e como se estreou pela selecção A de Portugal, seria considerada uma verdade digna de "La Palice". Lesões à parte, isso está à vista de todos.

Mas ainda houve quem tivesse ido para a última AG da SAD contestar o prémio de assinatura que Matheus Nunes terá recebido algures.

Com investidores assim como é que alguém conseguiu alguma vez dizer mal do Sobrinho? Não há pachorra...

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A voz do leitor

«Wendel tem muita qualidade, e provavelmente seria titular hoje em dia, em detrimento de Matheus Nunes, já que, tendo Wendel ficado, este não teria jogado tanto, logo não teria evoluído tanto. No entanto, tendo características diferentes, Matheus Nunes é hoje tão bom ou melhor do que Wendel. Adicionalmente, não podemos esquecer que foi vendido por um bom valor (20 milhões + 4 por objectivos) e o Sporting, infelizmente, tem de fazer duas ou três vendas por ano por estes valores.»

 

Vítor Hugo Vieira, neste meu texto

Pódio: Matheus Nunes, Porro, Neto

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Borussia Dortmund-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Matheus Nunes: 17

Porro: 16

Neto: 16

Adán: 14

Sarabia: 13

Matheus Reis: 13

Coates: 13

Feddal: 13

Paulinho: 13

Nuno Santos: 12

Tiago Tomás: 12

Palhinha: 12

Jovane: 9

Daniel Bragança: 7

Tabata: 6

Esgaio: 5

 

A Bola e o Record elegeram Matheus Nunes como melhor sportinguista em campo. O Jogo optou por Neto.

Pódio: Matheus Nunes, Paulinho, Porro

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Ajax pelos três diários desportivos:

 

Matheus Nunes: 17

Paulinho: 16

Porro: 15

Nuno Santos: 13

Adán: 13

Palhinha: 12

Sarabia: 11

Esgaio: 10

Neto: 10

Daniel Bragança: 9

Tiago Tomás: 9

Gonçalo Inácio: 9

Matheus Reis: 9

Feddal: 9

Jovane: 8

Vinagre: 7

 

O Jogo e o Record elegeram Paulinho como melhor jogador em campo. A Bola optou por Matheus Nunes.

Quente & frio

Gostei muito do apoio incessante dos adeptos à equipa durante todo o tempo, ontem à noite, mesmo estando o Sporting já a perder por 0-2 logo aos 9' nesta nossa partida inaugural da fase de grupos da Liga dos Campeões, quatro anos depois da última participação na prova. Até no fim, copiosamente derrotados, os jogadores receberam aplausos que chegaram a comover o treinador. Isto sim, é apoiar. Num estádio com metade da lotação - máximo previsto segundo as regras actuais, ainda restritas devido à pandemia. 

 

Gostei da excelente exibição do Ajax em Alvalade: foi sempre superior na técnica, na táctica, na velocidade, na condição física e anímica. O extremo brasileiro Antony e o avançado franco-marfinense Haller fizeram o que quiseram da nossa equipa - sobretudo o segundo, com uma estreia de sonho na Liga dos Campeões, com quatro golos em cinco oportunidades. Do nosso lado, nota positiva para Matheus Nunes, único que tentou quase sempre remar contra a maré, destacando-se com uma assistência primorosa no nosso golo, aos 33'. Em bom plano também Porro, com um par de oportunidades soberanas para marcar, e Paulinho, que a meteu duas vezes lá dentro embora só uma tenha contado.

 

Gostei pouco de ver Sarabia ausente do onze inicial da nossa equipa. O internacional espanhol tem 33 jogos de Liga dos Campeões - experiência muito maior a este nível do que o resto do plantel leonino. Não ignoro que chegou há pouco tempo, mas estas são as partidas em que profissionais com o seu currículo mais podem fazer a diferença. Quando entrou, já na segunda parte, perdíamos por 1-3 e o descalabro colectivo era praticamente irremediável. Também gostei pouco de confirmar aquilo que já havia escrito no És a Nossa Fé: temos um plantel demasiado curto para as exigências da temporada. Com Coates ausente por castigo e Pedro Gonçalves de fora por lesão, além da saída de Nuno Mendes, entretanto transferido para o PSG, há demasiadas pedras basilares fora do caminho. Ontem tínhamos no banco três jogadores da equipa B: João Goulart, Geny Catamo e Gonçalo Esteves. 

 

Não gostei de ver o Sporting entrar em campo com o desenho táctico de sempre, incapaz de adaptá-lo às características específicas da equipa adversária, finalista da Liga Europa em 2017 e semifinalista da Liga dos Campeões em 2019. Faltou um reforço na organização defensiva, que deixasse Palhinha menos desamparado nesse sector, faltaram instruções aos alas para recuarem no terreno e aos extremos para fecharem o corredor, faltou o realismo para se perceber que não é possível este Sporting desfalcado de alguns dos seus melhores valores jogar de igual para igual com o poderoso Ajax. 

 

Não gostei nada da exibição de Vinagre, péssimo: tem culpa óbvia nos dois primeiros golos e permaneceu demasiado tempo em campo (Matheus Reis rendeu-o após o intervalo). Nem dos erros defensivos globais: Feddal atravessa um mau momento, talvez devido a problemas físicos, Gonçalo Inácio, condicionado, não devia sequer ter alinhado de início (saiu aos 21', por aparente lesão traumática). Também foi demasiado óbvio que o Ajax estudou muito melhor o Sporting na preparação para o jogo do que o inverso: os holandeses surpreenderam a nossa equipa, neutralizando-a. Rúben Amorim chumbou no teste nesta sua estreia na Liga dos Campeões como treinador: goleado em casa por 1-5, a nossa segunda pior prestação de sempre nesta prova (pior só mesmo a derrota por 0-5 frente ao Bayern em 2009). 

A selecção só para alguns...

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Mais de 30 jogos e dois títulos conquistados, foram insuficientes para convencer o inginheiro Nandinho cinzentão a convocar João Mário. Bastaram porém meia-dúzia de jogos com diferente camisola, para regressar à selecção nacional.

Pedro Gonçalves que não sendo propriamente um ponta-de-lança, foi o melhor marcador da época passada, lá acabou convocado para o Euro 2020, mas não foi utilizado, apesar da incapacidade da selecção em marcar golos, à excepção de um jogador.

Tendo tomado conhecimento que o médio do Sporting C.P., Matheus Nunes, acabou de adquirir nacionalidade portuguesa, o seleccionador português ignorou a oportunidade e perdeu-a para o futuro, porque o seu congénere brasileiro, que muito provavelmente não ignora a nova condição de dupla-nacionalidade, apressou-se a convocar o jovem médio para a selecção brasileira, que nunca é uma equipa de segundo plano, bem pelo contrário.

Percebe-se a hesitação do inginheiro, o patrão de quem recebe ordens, um tal a quem chamam super-agente, tem andado ocupado com uma transferência mediática à escala planetária e sem ordens superiores, o burocrata amanuense não arrisca, limita-se à sua previsível mediocridade habitual.

Claro que haverá quem vá interpretar estas linhas como ressabiamento ou clubite exacerbada, mas os factos são o que são. A chamada de Gonçalo Inácio é quase uma obrigação, afinal substitui na convocatória José Fonte, em fim de carreira e não abundam centrais portugueses disponíveis.

Deixei de me interessar pelos jogos da selecção, que normalmente nem vejo, condição que manterei enquanto a FPF mantiver o inginheiro no cargo...

Matheus Nunes, Daniel Bragança, Tabata

Texto de David Rodrigues

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Posso estar enganado, mas a posição do jogador que irá jogar ao lado do Palhinha não é bem a do tradicional 8. Será uma mistura de 8 com 10.

Um verdadeiro box-to-box com golo. Que ligue a equipa, o maestro da equipa.

 

Nem Palhinha é um verdadeiro 6 neste sistema de jogo. A posição 6 começa a ser feita pelo defesa central do meio.

Palhinha também tem liberdade para ligar a equipa e tentar o golo.

Ou seja, neste sistema de jogo cada posição é feita por dois jogadores. Ou, visto outra forma, cada jogador faz mais do que uma posição dentro do campo de jogo. A razão da preferência de jogadores polivalentes por Rúben Amorim.

 

Na época 2015/16 tínhamos:
6 - William Carvalho
8 - Adrien Silva
10 - João Mário

O meio-campo da seleção campeã da europa.

 

João Mário foi um excelente jogador na época passada. Só tinha um problema: não tinha velocidade nas pernas para fazer o papel de 8. Mas tem pantufas e inteligência para perfumar o futebol paciente. E tinha a sorte de ter Palhinha que fazia, também, a parte das funções dele libertando-o.

Na sua nova equipa, ou o reforço francês permite-lhe ter a mesma capacidade no sistema de três centrais, ou caso contrário, Jorge Jesus comprou lenha para se queimar, pois tem que jogar em 4-4-2, e apenas neste sistema táctico, para tirar o máximo rendimento do jogador.

 

Daniel Bragança é um 10, um mágico com a bola nos pés. Não é um tradicional 8.

Rúben Amorim tentou variar o sistema tático, usando um 3-5-2, com Daniel Bragança a 10. O resultado não foi muito famoso.

Daniel Bragança vai ser muito útil quando precisarmos marcar golos na segunda parte, esticando a equipa na frente, com o adversário fechado.

 

Palhinha não tem substituto no Sporting.

Ugarte é um misto de 6 e 8 raçudo e bom tecnicamente. A ser contratado, permite dar fôlego e descanso a Palhinha; e nos jogos com adversários fortes fazer dupla com ele.

Matheus Nunes, se se libertar ainda mais, será um box-to-box de altíssimo quilate com golo nos pés. Não pode falhar tantos passes, como em alguns jogos o fez.

Tabata é um bocado incógnita. Tem muito golo nos pés e é tecnicamente desinibido também. Terá a raça e o poder de choque do Matheus Nunes?

 

O tempo responderá e é nos treinos, em função das características do adversário, das lesões, da forma, e dos castigos, que será dada resposta.

 

Texto do leitor David Rodrigues, publicado originalmente aqui.

Não há um onze titular indiscutível

Texto de Francisco Gonçalves

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A fórmula usada por Rúben Amorim na época passada, e que tão bons resultados produziu, deverá ser repetida nesta época prestes a iniciar-se.

Não há um onze titular indiscutível. Há adversários que são analisados previamente e que, face à análise, implicam a escolha deste ou daquele onze inicial do Sporting Clube de Portugal.

Não é só na questão da pontuação que Rúben Amorim defende a teoria do jogo a jogo. Também na selecção do onze inicial nota-se que o treinador escolhe aqueles que, face a determinadas circunstâncias, serão os melhores para aquele tipo de exigência.

Na última época, vimos jogadores a saltar, com alguma surpresa, para o onze inicial. Por norma, essas alterações prendiam-se mais com as características do adversário do que com algum abaixamento de forma do jogador que saía do onze.

 

Para a posição 8, o Sporting Clube de Portugal possui jogadores de excelente qualidade. Estou convencido de que Rúben Amorim há-de saber encontrar aquele que, entre os candidatos ao lugar, melhor se adapte ao adversário. Hoje, pode ser Matheus Nunes; amanhã, pode ser Tabata; depois de amanhã, pode ser Daniel Bragança.

Muito importante para o Sporting Clube de Portugal é saber que existem várias opções para preencher a posição 8 e que todas elas convergem para superar as diferentes dificuldades que o clube irá encontrar em todos os jogos das diferentes competições em que vai participar.

 

Para o próximo sábado, contra um adversário que tem um meio-campo muito combativo – Sporting Clube de Braga -, apostaria no Matheus Nunes.

Para o jogo contra o Futebol Clube de Vizela apostaria no Tabata.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

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