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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (23)

 

Golo de MATÍAS FERNÁNDEZ

Sporting-Everton, 1/16 Liga Europa (2ª mão)

25 de Fevereiro de 2010, Estádio José Alvalade (Alvalade XXI)

 

Estávamos já na segunda volta do campeonato de 2009/2010 que terminaria mais cedo do que o habitual devido à participação da selecção portuguesa no Mundial de 2010 na África do Sul. 

Olhando para trás e comparando o futebol que praticávamos na altura com aquele que jogamos hoje, é difícil encontrarmos pontos de comparação, desde logo, a qualidade e o querer de alguns jogadores de então e a garra, a vontade de vencer que temos agora.

Era um Sporting presidido por José Eduardo Bettencourt e treinado por Carlos Carvalhal, do plantel faziam parte jogadores como Florent Sinama-Pongolle, um jogador que A Bola apontara ao Benfica mas que o Sporting conseguira contratar (uma espécie de Carrillo mas a fazer o caminho inverso).

O jogo disputou-se numa quinta-feira de Inverno às 20H00 num estádio, incrivelmente, despido, poucos eram os que acreditavam que o Sporting conseguisse "virar" o resultado de 2-1 que trouxera de Liverpool, dizia-se, na altura, que o Everton marcaria um golo em Alvalade e seria o descalabro.

A equipa inglesa nessa época já derrotara o Chelsea (o da altura e não o desta época que até com o Porto de Lopetegui perdeu) e o Manchester United.

Contra todas as previsões, o Sporting efectuou um jogo épico. Derrotou o Everton por 3-0 e a cereja no topo do bolo é o golo de Matías Fernández, uma obra de arte que ficará para sempre gravada na memória de quem a viu ao vivo.

Este golo foi marcado ao minuto 93. Adivinhem? Foi isso mesmo... muitos adeptos (se é que se podem chamar assim) já estavam a sair ou fora do estádio e só mais tarde, em casa, conseguiram apreciar a peça de filigrana que perderam.

Uma nota final, no domingo seguinte golearíamos o Porto pelo mesmo resultado. Todos os resultados dessa temporada aqui.

Os melhores golos do Sporting (10)

Golo de MATIAS FERNÁNDEZ

Manchester City-Sporting

15 de Março de 2012, Etihad Stadium

 

Este texto é sobre um golo marcado na segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, em Manchester, contra o multimilionário City, mas até podia ser sobre o golão marcado em Alvalade pelo Xandão. Quem não se lembra? Um golo de calcanhar do central brasileiro depois de um livre marcado pelo... Matias Fernández. O golo de que quero aqui falar foi marcado justamente por ele quinze dias depois, em Inglaterra, com um ambiente brutal e com o Sporting a ter que aguentar a vantagem de 1-0 que já vinha de Lisboa. A equipa, treinada por Ricardo Sá Pinto, tinha bons jogadores, alguns excelentes, já tinha Rui Patrício na baliza, só que denotava alguma imaturidade, como se viria a verificar mais tarde.

Eu já tinha vibrado com o jogo de Alvalade, estava muito entusiasmado com a segunda mão e na altura desta segunda parte da eliminatória estava em Nova Iorque, cidade onde por norma o futebol, ou o soccer, não tem adeptos por aí além. Pior, ou melhor, fazia 40 anos nesse dia e sabia que me iria lembrar para sempre da data e do que o meu Sporting me iria "oferecer". Felizmente, ofereceu-me um arranque impressionante, um jogo de alta pressão e emoção até ao fim. Contra tudo e contra todos, sobretudo contra os comentadores que deram o Sporting como eliminado à partida, depois do City ter despachado o FC Porto com 6-1 no conjunto da eliminatória. Fomos nós, contudo, que despachámos o Manchester City de Mancini, que tinha em Balotelli uma das suas (muitas) estrelas.

Matias com aquele golo soberbo de livre e o saudoso Ricky Van Wolfswinkel marcaram os dois golos (3-2) que nos deram um empate na eliminatória com vantagem por causa dos golos marcados fora de casa.

Passámos com imensa justiça e uma alegria enorme que vivi a partir dos EUA, em Manhattan, perto da Wall Street, num restaurante-bar completamente cheio de norte-americanos doidos com um qualquer jogo de basquetebol universitário - depois de percorrer meia cidade à procura de um sportsbar. Tive que pedir a vários empregados para encontrar um canal que passasse o jogo e felizmente consegui que me sintonizassem a mais pequena das televisões, perante o olhar incrédulo de meia dúzia de yankees. Foi aí que vi Rui Patrício, Ínsua, Matias Fernandéz, Wolfswinkel, Diego Capel, entre outros, fazerem um jogo do outro mundo, mostrando o que é o Sporting e a sua verdadeira raça.

Eu vibrei do outro lado do mundo, todo vestido de verde dos pés à cabeça. Acabei a noite a jantar no Buddakan, no Meatpacking, porque não se fazem 40 anos todos os dias e porque o Sporting me deu essa grande alegria. Mais uma de muitas, por muitos e bons anos.

 

Matías Fernández a caminho da Fiorentina

Muito embora ainda não exista algum comunicado oficial, parece certo que o argentino que optou pela nacionalidade chilena está a caminho da Itália. No último ano de contrato com o Sporting e considerando o excessivamente povoado meio campo da equipa, era de esperar que surgisse uma saída. Não será uma transferência consensual no universo sportinguista, pelo grande valor do atleta quando joga ao seu melhor nível. Entre opções de treinadores, questões de ordem táctica que o colocaram frequentemente a jogar fora da sua posição mais natural e a recorrência de lesões, nomeadamente ao serviço da selecção do seu país, Matías Fernández tem registado um percurso muito irregular no Sporting e, diga-se, muito aquém das expectativas. Chegou ao Villarreal por cerca de 9 milhões de euros em 2006, depois de ter sido votado o melhor jogador da América do Sul. Foi transferido para o Sporting em 2009 por 3,6 milhões de euros e 20% do lucro de uma eventual transferência. É caso para dizer que, apesar do seu excepcional talento, Matías dá prejuízo aos clubes por onde passa. Desconhece-se o valor deste provável negócio com a Fiorentina, mas não surpreenderá que seja por uma verba inferior ao seu custo de há três anos. A realidade é que o Sporting não tem estado em boa posição para valorizar activos e considerando que, em Janeiro de 2013, ele ficará livre para assinar por quem desejar a custo zero, mais não será de esperar. 

Adenda: O Sporting já enviou participação à CMVM, indicando existir um «acordo de princípio» mas não menciona os valores da transferência.

Matías a titular

Matías Fernández marcou um grande golo em Manchester, diante do City, que pode muito bem ter sido decisivo para matar a eliminatória. Matías Fernández tem jogado bem nos jogos em que alinha a titular, tal como naqueles em que entra a substituir algum companheiro de equipa. Está num excelente momento de forma. Marca golos, faz assistências, não desiste. Para além disto, irrita-me um pouco a condição de titularíssimo de Elias sempre que os jogos são para o campeonato. O brasileiro é um óptimo jogador, faz passes monumentais, já mostrou que sabe jogar também mais atrás, mas parece que falha nos momentos-chave. Acho que lhe faria bem passar pelo banco de suplentes. Pode ser que arrebite e siga as pisadas daqueles que estão a explodir ao comando de Sá Pinto.

Ontem

Merecemos claramente estar aonde vamos estar, em 20 de Maio, ontem golo mal anulado, mais penalti inquestionável, por cima de dois grandes golos - mas aquele que sofremos ontem, e os dois outros que sofremos nesta eliminatória em Alvalade, explicam o lugar em que estamos no campeonato. Xandão foi uma óptima promessa, Rinaudo um belíssimo reencontro (Ricky também, à sua maneira), mas sobretudo Matías está um portento de jogador. Eu desde sempre Matigolista me confesso - mas gosto em especial de o ver a jogar agora, com tanta alegria, e de encontrar uma equipa técnica que confia nele e em que ele também parece confiar. Domingos tem mais que razão, sete meses não são nada para construir uma equipa de raiz, mas o tempo aperta, e os nossos craques, à vez (às vezes: os azares de uns são a benesse de outros) - têm de mostrar o que valem.

A noite em resumo

Rinaudo é fantástico. Matias esteve muito bem (já foi assim nos últimos jogos). Gostei de Xandão. Carrillo é um jogador esgotante. Tão depressa nos esgota os elogios como a seguir nos esgota a paciência. Polga esteve igual ao que lhe conhecemos nos últimos tempos. João Pereira foi igual a si próprio. Ganhar ao Rui Alves é coisa para encher a alma de qualquer sportinguista. Da arbitragem poderíamos até dizer que coiso mas, como sabemos, os tempos não estão para permitirmos lamúrias. Existe uma forte probabilidade de o Sporting ganhar um título nesta época e de um dos outros dois grandes não ganhar nada. O Jamor tem mais encanto quando se veste de verde e branco.

Tenho a estranha e desagradável sensação

...de ter assistido esta noite ao suicídio público de um tal de Bojinov. Precisão: o suicídio dividiu-se, em partes iguais, no empurrão a Matías e no penalti falhado; quanto ao falhanço imediatamente seguinte - que até podia ter limpado o anterior - é mais do que compreensível, for his mind was elsewhere: a essa hora já estava o búlgaro a pensar que tinha falhado (irremediavelmente) mais um clube, e a ver a sua carreira (ainda mais) por um cano. Acontece: numa equipa nova, há sempre, por definição, uma maçã podre. Mas adiante: o Bojinov passa e o Sporting fica, e eu sou sportinguista, não sou bojinovista (nem sei o que isso é).

Resfriado de sábado à noite

Ainda falta mais de meia volta para o fim, vencerá a equipa mais regular e por aí em diante, mas nenhum dos jogadores que ontem à noite hesitaram antes de aplaudirem os 48 mil presentes nas bancadas ignora que o título é uma miragem. Tal como já tinha ocorrido frente ao Benfica, o Sporting falhou o tipo de oportunidades que as equipas campeãs não falham. Wolfswinkel e Izmailov ficam a dever dois pontos importantes nas contas e que permitiriam terminar a surreal longevidade do FC Porto no que toca à ausência de derrotas. Entre os nossos, destaque para a defesa (Rui Patrício, João Pereira, Onyewu, Anderson Polga e Insúa saíram de cabeça bem erguida pelo que fizeram frente ao melhor jogador do campeonato português), para a inesgotável força de Schaars, o acerto de Elias e o regresso da classe de Izmailov e de Matías Fernández. E muita preocupação com novas provas da baixa de forma de Diego Capel, da suspensão do 'killer instinct' de Wolfswinkel e da atitude marciana de Carrillo (ontem chegou a parecer-me a reencarnação de Djaló...). Para Renato Neto, apesar do pouco acerto numa posição mal servida desde a lesão de Rinaudo, um voto de confiança. Mas o triângulo ideal deve ser Schaars-Elias-Matías.

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