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És a nossa Fé!

Os destaques: Bruno, Nani, André Pinto

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 André Pinto após marcar o golo (foto Record)

 

Estreia da nova equipa no nosso estádio, num magnífico fim de tarde que ontem se prolongou por uma amena noite de Verão. O adversário, nesta partida ainda de pré-temporada, foi o poderoso Olympique de Marselha, finalista vencido da mais recente edição da Liga Europa, onde apenas o Atlético de Madrid foi capaz de lhe travar o passo - após se ter cruzado no caminho do Sporting, nas infelizes circunstâncias que sabemos.

Foi, portanto, um teste exigente. Nas fileiras adversárias destacam-se o internacional brasileiro Luiz Gustavo e o internacional francês Payet, carrasco de Cristiano Ronaldo na final do Euro-2016. Além do grego Mitroglou, que ontem só entrou a poucos minutos do fim, tendo sido brindado com uma assobiadela monstra.

Éramos cerca de 29 mil em Alvalade - em números oficiais, menos oito mil do que há um ano, no desafio de apresentação da equipa contra o Mónaco de Leonardo Jardim - e com uma Juventude Leonina em estado murcho, exibindo um deplorável estado de orfandade. Mas o teste essencial foi ultrapassado com distinção: os regressados Bruno Fernandes e Bas Dost - o primeiro alinhando como titular, o segundo lançado só à beira do fim - acabaram por ser os jogadores mais aplaudidos, logo seguidos de Nani - também ele regressado, após dois anos de ausência, e agora o único campeão europeu em título que resta de verde e branco. Além dele, houve três outras novidades no onze titular: o guarda-redes Viviano (protagonista de um frango monumental logo aos 4', que nos aumentou a saudade deixada por Rui Patrício), Jefferson (mais um regresso, após um ano de empréstimo ao Braga) e Matheus Pereira (será desta que se impõe na equipa principal do Sporting?)

Boas movimentações no plano ofensivo da equipa treinada por José Peseiro, logicamente ainda sem rotinas nem automatismos, perante um adversário mais avançado na preparação da época. Falta-nos um médio defensivo com qualidade (Battaglia, o último dos regressados, foi apresentado aos adeptos mas não calçou) e mantém-se um défice na posição de ponta-de-lança, que Montero não consegue preencher. Será possível ver ainda Rafael Leão como suplente de Dost?

Bruno Fernandes, colocado como médio mais ofensivo, com manifesta liberdade de movimentos, foi o jogador em maior evidência. Apontamentos muito positivos de André Pinto (marcador do golo que selou o empate por 1-1, aos 61'), Nani, Wendel e Matheus Pereira. Acuña entraria a meio do segundo tempo, para a surpreendente posição 8, em que mostrou bom desempenho. E o jogo terminou num 4-4-2, com Castaignos jogando muito próximo de Bas Dost, em evidente ensaio de soluções tácticas que irão sendo desenvolvidas ao longo da época.

Curiosidade: a braçadeira de capitão teve três titulares nesta partida: começou com Nani, passou para Bruno Fernandes entre os minutos 81 e 86, terminou com Coates.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Viviano (32 anos).

Mais: não pareceu ter ficado deprimido após o frango.

Menos: inadmissível fífia com os pés por excesso de confiança, logo aos 4', oferecendo a bola para o golo de Germain.

Nota: 3

 

Ristovski (26 anos).

Mais: voluntarioso e com vontade de acertar.

Menos: o lateral macedónio não faz esquecer Piccini, sobretudo na acção defensiva.

Nota: 5

 

André Pinto (28 anos).

Mais: o golo que marcou numa recarga com o pé, após ter tentado de cabeça.

Menos: falta-lhe por vezes iniciar com mais confiança a acção ofensiva.

Nota: 6

 

Mathieu (34 anos).

Mais: dois excelentes passes longos, que quase o candidatam a médio de construção.

Menos: nem sempre lhe saíram bem os passes curtos, regressou de férias algo preso de movimentos.

Nota: 5

 

Jefferson (30 anos).

Mais: cumpriu na manobra defensiva.

Menos: falta de ousadia na construção ofensiva, sobretudo nos centros que lhe deram boa fama em Braga.

Nota: 5

 

Petrovic (29 anos).

Mais: com William já longe e Battaglia por estrear, complementou a missão dos centrais enquanto médio defensivo.

Menos: falta-lhe vocação para médio criativo.

Nota: 4

 

Wendel (20 anos).

Mais: boa técnica, com capacidade de ligar sectores na posição 8.

Menos: falta-lhe alguma disciplina táctica.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (23 anos).

Mais: foi ele quem mais esticou o jogo leonino, autor do passe decisivo para o golo do empate.

Menos: tentou sem sucesso o remate de meia distância.

Nota: 7

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: boas tabelinhas no corredor direito ofensivo, sobretudo na meia hora inicial.

Menos: falta-lhe entrosamento com os companheiros do ataque.

Nota: 6

 

Nani (31 anos).

Mais: disponibilidade total para se assumir como líder da equipa, protagonizou grande jogada aos 67', após ter recuperado uma bola.

Menos: saíram-lhe ao lado os remates que tentou aos 6', 27' e 75'.

Nota: 6

 

Montero (31 anos).

Mais: dois passes de inegável qualidade técnica.

Menos: anda a faltar-lhe instinto goleador.

Nota: 5

 

Marcelo (29 anos).

Mais: rendendo André Pinto aos 63', cumpriu sem rasgos.

Menos: sem protagonismo nas bolas paradas ofensivas.

Nota: 5

 

Misic (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 63': dois remates de meia distância, convictos mas ao lado.

Menos: falta-lhe confiança ou talento para a construção ofensiva.

Nota: 5

 

Raphinha (21 anos).

Mais: muito activo desde que substituiu Matheus Pereira, aos 63', trabalhou bem junto à linha.

Menos: ainda sem automatismos.

Nota: 5

 

Castaignos (25 anos).

Mais: substituiu Montero aos 63', procurou combinar com Dost nos minutos finais.

Menos: muito bem servido por Nani, falhou desvio aos 67': mantém péssima relação com o golo no Sporting.

Nota: 4

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: em campo desde o minuto 63, rendendo Ristovski, mostrou-se muito activo e sempre em jogo: pode ser uma das boas surpresas da temporada.

Menos: parece menos propenso a defender do que a atacar.

Nota: 6

 

Jovane Cabral (20 anos).

Mais: rendeu Nani aos 81' e revelou vontade de marcar, sem complexos.

Menos: falhou dois remates, que embateram na defensiva marselhesa.

Nota: 5

 

Salin (faz hoje 34 anos).

Mais: substituiu Viviano aos 81', boa defesa quatro minutos depois.

Menos: longe de ser exímio no jogo com os pés.

Nota: 5

 

Lumor (21 anos).

Mais: rendendo Jefferson aos 81', fez um bom cruzamento aos 89'.

Menos: faltou-lhe tempo para mostrar o que realmente vale.

Nota: 5

 

Acuña (26 anos).

Mais: em campo apenas desde os 81', substituindo Petrovic: ao minuto 89 fez um grande cruzamento, um grande passe e um bom remate.

Menos: soube a pouco o seu desempenho: merecia ter entrado antes.

Nota: 6

 

Coates (27 anos).

Mais: mereceu ostentar a braçadeira de capitão.

Menos: regressado de férias, o internacional uruguaio só entrou aos 86', substituindo Mathieu.

Nota: -

 

Bas Dost (29 anos).

Mais: recebeu a ovação da noite ao entrar em campo, rendendo Bruno Fernandes.

Menos: falhou cabeceamento aos 90'.

Nota: -

Começa a época

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Começou a época. Mais do que nunca é caso para dizer "até que enfim!", tamanho o desatino passado. Há que reconstruir. Vi pouco (e mal) o jogo, num restaurante, pelo topo do olho. E será pouco significativo, o realmente relevante é ter sido o "primeiro dia da nossa vida".

Neste começo de 2018/19 apenas um apontamento, na sequência de críticas à constituição do plantel e aos percursos recentes dos jogadores. Houve uma séria ruptura entre jogadores e clube. Nove rescisões e uma outra, anunciada mas nunca cumprida. Após este malvado defeso o que se vê? Acuña afinal não rescindiu, Battaglia regressa (e estes tinham sido particularmente visados pela grupo avançado do esgoto claqueiro), Bas Dost regressa, Bruno regressa. Quem não regressa? Rui Patrício, William, Gelson, Podence, e, até ver, Rafael Leão (e Ruben Ribeiro, uma patetice de Jorge Jesus, e que presumo que ninguém se importe que vá jogar para a Ásia turca). Todos da formação. Ao mesmo tempo sai um punhado de jogadores também da casa (Geraldes, Domingos Duarte, Palhinha, como antes Tobias Figueiredo, etc.) como outros ainda virão a sair (estou certo que Mané não fará o ano no clube).

Cada um destes jogadores é um caso próprio, desde a expectativa de tentar outros campeonatos à tentativa de encontrar um rumo positivo à carreira. Mas há esta óbvia coincidência. Os jogadores que não regressaram ao clube são os que foram formados no clube; e os jovens (enfim, aos 23 anos um jogador de futebol não é um "jovem") da formação não ficam no clube. Há gente que vem dizer que a culpa é dos jogadores, da "falta de valores" e patacoadas dessas. Uma enxurrada destas mostra o óbvio: os jogadores da casa querem partir, os jogadores vindos de fora querem ficar. Isto mostra uma coisa óbvia: os da casa são pior tratados no clube do que os jogadores que chegam de fora. Não há como enganar, esta é a escancarada verdade.

Para um clube que se vangloria da sua "formação", da sua "academia" e que tem tantos constrangimentos financeiros, esta situação é completamente esquizofrénica. Muito se terá devido a estes últimos anos do projecto "Jesus", avesso a jovens da casa - Jesus merece muitos créditos, e acima de tudo pela forma heróica como sustentou o plantel sob o execrável Bruno de Carvalho e a sua turba de infectos adeptos. Mas o seu projecto no clube estava esgotado. Mas a situação não se reduz a isso, decerto que há muito para mudar na cultura organizacional do futebol profissional para evitar este desequilíbrio.

Vamos lá a ver se a saúde psicológica regressa ao clube. Sem presidentes demenciais, adeptos patológicos. E sem políticas esquizofrénicas de gestão de plantéis. Isto está tudo ligado.

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Colar os cacos

O Sporting defrontou em Alvalade os gauleses do Marselha, clube para onde um dia se transferiu a nossa antiga e saudosa glória Hector Yazalde, num jogo marcado pela reapresentação de Bruno Fernandes, Bas Dost e Rodrigo Battaglia aos adeptos leoninos.

 

A precisar de paz para se reencontrar e futuramente poder enfrentar a pressão competitiva, a equipa recebeu um bom estímulo por parte dos adeptos que a receberam com aplausos. Na primeira parte, puderam observar-se alguns pormenores ofensivos interessantes e boas movimentações a meio campo por parte de Bruno Fernandes e Wendel (bem sei que joga no Sporting - e até há o precedente de Mattheus -, mas ainda assim o seu nome não se escreve com 2 "l"). Um remate ao lado de Nani (hoje capitão), após boa movimentação e passe de Montero, e um corte providencial de Amadi, a impedir que Bruno Fernandes finalizasse uma excelente assistência de Jefferson, não marcaram tanto este período como a desatenção fatal de recepção de bola do nosso guarda-redes que permitiu a Germain adiantar os marselheses no marcador. Proveniente de uma cidade de marinheiros, esperemos que Viviano não cause no futuro mais rombos destes na nau leonina. 

 

No segundo tempo, Wendel foi menos fluente em mandarim e preencheu uma zona mais pequena, mais marcada pelo cantonês e Petrovic continuou a evidenciar a sua pouca utilidade. Com isso a equipa viria a quebrar um pouco, pelo menos até à entrada em campo do outro "ic" (Misic), o qual se constituiu como uma agradável surpresa, arriscando com sucesso dois bons passes de ruptura. Assim, no "duelo" dos balcãs, o croata suplantou largamente o sérvio. Entre os substitutos, Jovane Cabral ofereceu mais audácia atacante que Matheus Pereira e Bruno Gaspar e Raphinha deram mais profundidade nas alas do que Ristovski e Nani, respectivamente, haviam dado no primeiro tempo. Mas, o melhor jogador voltou a ser Bruno Fernandes (recebeu de Nani a braçadeira de capitão). Dos seus pés sairia a jogada do golo do empate, com um cruzamento perfeito para um André Pinto que marcaria à segunda tentativa. 

 

Os últimos minutos ficaram marcados pelo regresso de Bas Dost aos relvados. Um raro momento de união nuns últimos tempos bem conturbados, com o holandês, ainda sem capacidade física para muito mais, a poder sentir a ovação proveniente das bancadas. Destaque ainda para o aparecimento dos mundialistas Coates e Acuña, ambos ainda a desempoeirar pós férias.

 

Nota-se algum défice de jogadores que possam fazer a diferença, que desequilibrem. Talvez Lumor - hoje teve poucos minutos - tenha mais capacidade no jogo ofensivo e outra velocidade de recuperação do que Jefferson, apesar de uma ou outra excitação - passe em profundidade sem sentido - que a verdura dos seus 20 anos justifica; pode ser que Wendel consiga ser intenso os 90 minutos e que Battaglia traga o músculo que parece faltar ao meio campo do Sporting e que geralmente as equipas grandes têm, principalmente naquela zona cercana da sua área onde é importante não deixar crescer a relva. Tenho muita pena que Geraldes tenha saído pois poderia conjugar-se com Bruno Fernandes (este recuaria para "8"), dando outro tipo de soluções e aumentando assim a eficácia dos passes de ruptura da equipa. Enfim, muitos "se" e "talvez", mas, fundamentalmente, a chave da época poderá estar na integração de Nani na equipa e na sua actual ambição e motivação. Se conseguir estar ao seu melhor nível, então teremos candidato ao título. Juntemos-lhe o sarar das feridas e a simbiose perfeita entre adeptos e jogadores e o sonho será possível. José Peseiro que creia, também. Isto é o Sporting, há que acreditar. Sempre!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

 

#samuelfraguito (*)

Brunofernandesmarselha.JPG

 (*) A propósito de este jogo simbólico entre duas equipas onde jogou o grande Yazalde, voltei a lembrar-me de um seu antigo colega de equipa, o Samuel Fraguito. Este foi um dos 10 melhores jogadores que tive o prazer de ver jogar de verde-e-branco, nos 44 anos que tenho de observar futebol ao vivo. Numa galeria de notáveis onde também constam Yazalde (obviamente), Manuel Fernandes, Rui Jordão, António Oliveira, Paulo Sousa, Balakov, Luis Figo, Cristiano Ronaldo e Mário Jardel. E para onde se encaminha, a passos largos, Bruno Fernandes. Fraguito jogou 9 temporadas de leão, tendo marcado todos aqueles que o viram jogar, dado o seu virtuosismo técnico e a sua qualidade de passe, muitas vezes efectuado de trivela (ainda Quaresma não era nascido). Afectado por inúmeras lesões - foi operado 7 (!) vezes aos joelhos - num tempo em que a medicina desportiva não era o que é hoje, o que obrigava a intervenções muito invasivas, ainda assim, dada a sua resiliência, foi providencial nas conquistas dos títulos nacionais de 74 e 80, a que juntou duas Taças de Portugal . Abandonou em 81. Passaram-se 37 anos, muitas gerações provavelmente nunca ouviram falar dele - ao contrário dos outros nomes por mim aqui apresentados - e seria da mais elementar justiça que o clube pudesse mostrar aos mais jovens quem foi este magnífico jogador. Porque vivemos um tempo em que a reafirmação da cultura do clube é de superior importância, que também passa pelo reconhecimento em vida das suas maiores figuras, e porque um talento como o de Fraguito não pode continuar escondido do conhecimento de uns e esquecido da memória de outros, faço aqui um apelo à actual SAD, na pessoa do seu líder, José de Sousa Cintra, para que homenageie o vilarealense - homem discreto e que nunca se pôs em bicos de pés - e, com isso, homenageie também a história do Sporting Clube de Portugal. O meu antecipado agradecimento.

 

Os melhores estavam no banco

Terceira derrota consecutiva do Sporting nesta pré-temporada, desta vez por 1-2. Ontem foi contra o Marselha, num desafio disputado em território francês (Evian). Um desafio que começou praticamente com o onze leonino a perder. À meia-hora de jogo, não tínhamos feito um só remate à baliza.

A perder por 0-2 a partir dos 52', Jorge Jesus viu enfim a sua apática equipa fazer o melhor período durante a meia-hora final da partida em que se destacaram Podence, Matheus Pereira e Doumbia na linha da frente. Foi com um penálti arrancado pelo primeiro que o avançado marfinense concretizou o nosso golo de honra. Os três jogadores só saltaram do banco já na segunda parte.

Mais dois golos sofridos, somando-se aos oito registados nas quatro partidas anteriores: isto desagrada seguramente aos adeptos e deve suscitar naturais apreensões na equipa técnica, tanto mais que alguns reforços teimam em não demonstrar em campo os predicados que terão levado à sua contratação. Mathieu, Piccini e Coentrão - sobretudo - cometeram erros que se pagam caros em alta competição.

Um dos reforços extra solicitados por Jesus, o extremo argentino Acuña, já se juntou aos colegas mas ainda não equipou de verde e branco. Isso talvez só aconteça no jogo de apresentação da equipa em Alvalade, no próximo sábado, frente ao Mónaco de Leonardo Jardim.

 

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Os jogadores, um a um:

Pedro Silva (20 anos).

Estreia do jovem guarda-redes como titular da equipa principal. Sem culpa nos golos, fez excelentes defesas aos 5' e aos 90', revelando grande elasticidade e bons reflexos.

Piccini (24 anos).

Ultrapassado em velocidade no seu flanco nas jogadas que conduziram aos dois golos do Marselha, aos 2' e aos 52'. Exibição muito aquém das necessidades deste Sporting 2017/18.

Coates (26 anos).

Muito discreto, sem o habitual perfil de líder no nosso sector mais recuado, o melhor que fez foi um bom alívio de bola, aos 54'. No minuto seguinte foi substituído.

Mathieu (33 anos).

Péssima exibição do francês, que entregou a bola aos adversários em duas ocasiões, aos 36' e aos 43': só por acaso os lances não deram golo. Falhou acção de cobertura no segundo do Marselha.

Coentrão (29 anos).

Apagadíssimo, sem rasgo, sem iniciativa, com dificuldades de progressão motivadas por aparentes limitações físicas, não fechou o seu corredor no primeiro golo francês. Saiu ao intervalo.

Petrovic (28 anos).

O sérvio foi titular, mas revelou claras limitações na fase de construção de jogo, incapaz de articular lances com Battaglia e Bruno Fernandes. Sem surpresa, saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Começou o jogo como interior esquerdo, mas foi derivando para alguma indefinição posicional que tentou compensar com muita mobilidade. Mostrou o seu melhor nos movimentos de pressão. Mas falhou a dobra no segundo golo sofrido.

Bruno Fernandes (22 anos).

Encostado à linha, como médio-ala direito, teve uma prestação aquém das suas possibilidades, sem grande influência na manobra colectiva da equipa. Melhorou na segunda parte, já no corredor central. Tentou até o remate de meia-distância, que não lhe saiu bem. Saiu aos 68'.

Bruno César (28 anos).

Continua sem mostrar o que vale nesta pré-temporada. Trapalhão, inconsequente como ala esquerdo, quase nada lhe saiu bem. Nem as bolas paradas: um livre que marcou aos 15' resultou num passe ao guarda-redes. Saiu ao intervalo.

Alan Ruiz (23 anos).

Foi dele o nosso primeiro remate à baliza (e único na primeira parte), estavam já decorridos 32'. Com notória dificuldade em encontrar linhas de passe, pareceu muito desligado dos companheiros. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Muito apagado, em grande parte porque a bola quase nunca chegou à sua zona de influência. Procurou buscá-la em linhas mais recuadas, também sem sucesso. Saiu aos 55'.

Podence (21 anos).

Entrou na segunda parte e logo sacudiu a partida, dando velocidade ao jogo leonino. Pressionou sempre a saída de bola do Marselha. Cruzou muito bem (49', 79'), isolou Doumbia (74'), arrancou o penálti que originaria o nosso golo solitário. Merece ser titular.

Matheus Pereira (21 anos).

Entrou na segunda parte. Combinou bem com Podence nas acções ofensivas jogando na ala direita. Foi buscar jogo atrás, funcionando com frequência como médio de construção. Numa jogada de insistência, aos 75', quase fez o nosso segundo golo, forçando o guarda-redes a uma grande defesa.

Matheus Oliveira (23 anos).

Entrou na segunda parte. Jogou a meio-gás, com pouca intensidade. Desta vez nem fez a diferença nas bolas paradas. Falhou um pontapé de moinho na área marselhesa (79'). Perdeu a bola no meio-campo, originando um rápido contra-ataque francês que quase deu golo (89').

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou na segunda parte, rendendo Fábio Coentrão. Arriscou poucas incursões no seu flanco, mas também não comprometeu, jogando pelo seguro.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 55'. Deu consistência à linha mais avançada da equipa, numa evidente busca pelo golo. Que acabou por concretizar-se de grande penalidade, aos 71'. Podia ter marcado também aos 74'.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 55'. Foi o nosso melhor central nesta partida, com boas acções de cobertura na metade direita do eixo defensivo, neutralizando os contra-ataques adversários com precisão no corte. Sempre atento às dobras a Piccini.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 68', o que fez Battaglia avançar no terreno. Como médio defensivo revelou concentração e acutilância, contribuindo para aumentar a consistência da nossa linha intermédia.

Curiosidades da Liga dos Campeões

O facto de o Sporting não estar, nesta época, envolvido nas competições europeias não será motivo para que não se traga para aqui curiosidades desta alta competição futebolística. Até porque a Liga dos Campeões não se resume à eliminação do FC Porto e do Benfica. Pela força das circunstâncias, vejo a prova sob a perspetiva germânica e a última jornada da fase de grupos foi, por aqui, igualmente pródiga em surpresas e emoções fortes.

 

O caso mais curioso e emocional terá sido o do Borussia Dortmund que, em perigo de passar à Liga Europa, acabou em primeiro lugar do seu grupo! Antes do jogo de ontem, o líder isolado do grupo F era o Arsenal, com 12 pontos. Dortmund e Nápoles tinham 9 pontos, o Marselha 0. Embora o Dortmund fosse jogar com o último classificado, fazia-o fora, enquanto o Nápoles jogava em casa, e receava-se o pior. Com razão! O Marselha aguentou o 1:1 quase até ao fim, apesar de se ver reduzido a 10 jogadores a partir do 34º minuto. Não tivesse Großkreutz, aos 87 minutos, acertado na baliza à guarda dos marselheses, um verdadeiro golden goal, que baralhou totalmente a classificação do grupo. O Nápoles viu-se atirado para a Liga Europa, apesar da vitória sobre o Arsenal por 2:0, igualando em pontos (12) as equipas inglesa e alemã.

 

O Nápoles, com quatro vitórias, é o clube que mais pontos leva para a Liga Europa. Já o FC Viktoria Pilsen, da República Checa, conseguiu o mesmo efeito, apesar de ter perdido cinco jogos e apresentar uma relação catastrófica de golos marcados/sofridos - 6:17! A vitória que lhe valeu a passagem à Liga Europa foi obtida precisamente no último jogo, contra o seu adversário direto, o ZSKA de Moscovo.

 

Do grupo da equipa checa (D) fazia também parte o Bayern de Munique, comandado por Guardiola, que surpreendentemente perdeu em casa com o Manchester City (2:3). Mas foi um jogo para cumprir calendário. Ambas as equipas seguem em frente e a liderança do grupo manteve-se nas mãos dos alemães.

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