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És a nossa Fé!

Marega e o apoio do Sporting

Moussa_Marega_2018[1].jpg

 

Várias vezes tenho criticado aqui o presidente do Sporting. E várias vezes continuarei a criticá-lo. Mas neste caso merece um elogio. Porque o Sporting foi a primeira instituição a pronunciar-se, quase em cima do acontecimento, sobre a inaceitável manifestação de hostilidade racista que visou Marega.

Nem o facto de este avançado pertencer aos quadros de um dos nossos principais adversários impediu o Sporting de o defender publicamente, com toda a força simbólica que isso implica, numa questão em que a razão estava do lado do atleta.

Em consciência, não poderia silenciar isto. Nem - até para registo futuro - deixar de subscrever aqui os quatro sucintos parágrafos daquele feliz comunicado, que ficam aqui transcritos, com o meu aplauso.

 

«O Sporting Clube de Portugal vem por este meio manifestar a sua solidariedade para com o jogador Marega do FC Porto e repudiar qualquer acto de racismo e preconceito social. 

Os valores que o Sporting Clube de Portugal defende não se revêem neste tipo de comportamento e consideramos, mais uma vez, que as autoridades devem agir em nome de todos aqueles que pretendem elevar o desporto e a sociedade portuguesa. 

Os acontecimentos desta tarde em Guimarães merecem toda a nossa atenção e preocupação e apenas em conjunto conseguiremos erradicar estas atitudes dos estádios em Portugal.  

Ao jogador, todo o nosso apoio.»

Portugal na imprensa alemã e austríaca, por estes dias

Marega (3).JPG

 

"Wir sind alle Marega"
Somos todos Marega

 

 

 

Marega (4).JPG

 

"Porto-Star verlässt nach Affenlauten den Platz"
Estrela do Porto deixa o campo depois de ruídos símios

 

 

Marega (5).JPG

 

"Rassismus-Eklat in Portugal"
Caso de racismo em Portugal

 

 

 

 

Marega (6).JPG

 

"Spieler kaum solidarisch"
Colegas não se solidarizam

 

 

 

 

 

Até no jornal local de Stade apareceu uma notícia:

Marega (2).JPG

Não, o Marega não foi a única vítima de uma situação destas. Sim, nos outros países também acontece. Mas queremos ver Portugal na imprensa estrangeira pelos mesmos motivos?

Fizeste bem, Marega! Parabéns pela tua coragem! Algum dia tinha de acontecer, não podemos continuar a olhar para o lado!

Marega 1: 0 Ventura

Os respetivos links:

https://www.sueddeutsche.de/sport/fussball-wir-sind-alle-marega-rassismus-eklat-empoert-portugal-dpa.urn-newsml-dpa-com-20090101-200216-99-940687?fbclid=IwAR16xWb8CdcFGBSo5q6KTlFu42n4y_NKjxwgjBphKe2quxFmtEliGO--aKc

https://www.bild.de/sport/fussball/fussball-international/rassismus-skandal-portos-marega-verlaesst-nach-affenlauten-den-platz-68843600.bild.html?fbclid=IwAR25Vox2XHurHuZJn3nHKifr5JfhOs0lRkK74EbO_FTRq3CXK_q3tWJ0k4I

https://www.nachrichten.at/sport/fussball/fussball-international/rassismus-eklat-in-portugal;art191891,3227914?fbclid=IwAR1p9PR5DU9PPXATmcrW926TEnNgw05bygmXhjB-vbdhFtpE2KrwWZh56w4

https://www.sport1.de/internationaler-fussball/2020/02/rassismus-porto-star-moussa-marega-verlaesst-platz-mitspieler-bedraengen-ihn?fbclid=IwAR1PAnwFglD2YfrT3G6AWre6gWym2A65eenTWtHHu_ytd5t8D3889zB62RQ

Agitação no pântano

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Estádio Nacional, 18 de Maio de 1996

 

Moussa Marega, com um gesto veemente, fez agitar o pântano. Atingiu o limite da paciência, encheu o saco e disse "basta". As imagens que o mostram a abandonar o Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, estão a dar justamente a volta ao mundo. Num grito de revolta contra o racismo. E contra a violência no futebol, que começa por ser violência verbal antes de resvalar para a violência física.

Que sirva de exemplo para muitos outros - tenham a cor de pele que tiverem. Inclusive para aqueles que, em certos estádios e em certos pavilhões, imitam o som do very light que matou um adepto de futebol numa bancada do Estádio Nacional, com o filho menor - então com nove anos - a presenciar tão macabra cena, em plena final da Taça de Portugal.

Jamais esqueceremos a data: 18 de Maio de 1996. Chamava-se Rui Mendes, esse malogrado adepto de futebol. Que era também adepto do Sporting.

 

Vergonhosamente, a tal final continuou a disputar-se como se nada fosse, sem que o jogo fosse interrompido.

Vergonhosamente, o som desse very light continua a ser replicado por irmãos de emblema do assassino. O que é outra forma de continuar a matar Rui Mendes, quase um quarto de século depois.

Sem que ninguém rasgue as vestes. Sem que nenhuma alma sensível solte um brado de indignação.

Obrigado, Marega

Com a sua atitude no jogo de Guimarães, contra tudo e contra todos, inclusive treinador e jogadores da própria equipa, o maliano "preto como breu" (como se dizia noutros tempos), mas tão pessoa como eu, conseguiu dar uma grande pedrada no charco da podridão que existe no futebol português.  

Pedrada no charco, porque põe a nu a mediocridade dos regulamentos do futebol português e o desleixo das entidades que os aplicam, a começar desde logo pelo árbitro que até conseguiu mostrar um cartão amarelo ao maliano, ou a atitude cobarde dos dirigentes reféns de claques.

Acredito que o futebol português não é racista. O maior ídolo do Benfica é Eusébio, no Sporting veneramos Rui Jordão, Oceano foi o nosso capitão muitos anos, na tourada era o Chibanga, o Guimarães tem lá o Neno como director desportivo. O problema não está aí. No plantel do Sporting temos brancos e negros, o rapaz mais promissor de Alcochete é bem negro também. 

O problema, penso eu, está nesta conjunção de interesses entre as autoridades judiciais e policiais que tem entendido que o futebol é um mundo à parte onde quase tudo é permitido,  e os ultras integrando as claques ou "à paisana" (casuals) que se julgam donos dos clubes e moralmente acima de dirigentes e praticantes. O tal "O clube somos nós". Se depois a vítima do dia é negra, lá virão os cânticos "de macacos" ou as bananas para o campo, se for outra coisa qualquer (cigano, asiático, homossexual, rato traidor, marreco ou coxo), lá virão os cânticos adequados à situação. Ou umas tochas a bombardear. E se as vítimas ripostarem e porventura ofenderem as mães deles, está montada a cena para assaltos terroristas aos centros de treinos ou emboscadas em zonas escuras. 

Agora que os políticos estão a perceber a dimensão do problema, até pela vergonha nacional que representou a saída de campo do Marega, e que vão ter de fazer mais do que ir ao estádio e ver um grande jogo como convidados, espero que o castigo ao clube em causa seja exemplar, porque só assim as coisas irão mudar. Mas também que exista gente identificada que nunca mais possa entrar num campo de futebol.

Não ao racismo !

Não à escumalha das bancadas !

SL

A insustentável inconsequência dos actos

Ontem à noite, após os lamentáveis acontecimentos de Guimarães, choveram naturais recriminações ao contexto discriminativo que levou o maliano Moussa Marega a abandonar o terreno de jogo como forma de produção de um "statement" de um homem perante o racismo. 

 

O problema, o nosso problema, é a inconsequência material desta "excitação" que se apodera de nós nestas ocasiões e nos alerta para a necessidade de sermos solidários com quem ainda sofre com o preconceito rácico. 

 

Basta puxar atrás a caixa de comentários deste e de outros blogues para ser notório que, após a espuma do momento, o quotidiano segue como de costume. Por isso, se for entendido que o primeiro-ministro do país está a caucionar, por omissão, a estratégia de um rival, logo aparecerá alguém - hoje disposto a rasgar as vestes em benefício de Marega - , a epitetá-lo de "monhé". Alguns chamar-lhe-ão hipocrisia, mas creio que essencialmente tudo reside num preconceito que cumpre erradicar.  

 

A maioria das vezes nem nos apercebemos, fazemo-lo de forma inconsciente, mas o preconceito está lá, muitas vezes apoiado num léxico comum, pátrio, que contém inúmeras expressões figurativas e supostamente estilosas que o sublimam. Se calhar, precisamos de mais umas gerações para combater eficazmente isto, até porque a forma como hoje em dia o tentamos contrariar está longe de ser a desejada. Na era do politicamente correcto,  defendemo-nos recorrendo a todo o tipo de eufemismos que tiram genuinidade e autenticidade, frequentemente sendo pior a emenda que o soneto. É disso caso o tratamento por "negro", em oposição a "preto" ou "castanho", quando, no seu étimo, negro refere-se a escravo, ou seja, está nos antípodas do efeito desejado quando a ele recorremos. Já os americanos, por exemplo, criaram a expressão "afro-americano" como se qualquer africano tivesse de ter uma determinada cor de pele, o que acaba por ser um preconceito em si mesmo. (Outra forma inconsciente de racismo é o misto de indulgência e de condescendência que por vezes se ouve e vê quando nos referimos a uma pessoa de pele escura, consequência próxima do período de colonialismo e das diferenças educacionais mais presentes nesse tempo.) 

 

Nestas e em muitas outras coisas gosto de recorrer à infância, uma idade sem filtros nem preconceitos. Nos recreios das escolas, os miúdos não têm receio de tratar as coisas como elas são sem que daí resulte qualquer contrariedade para a outra parte. Para eles, o preto é tão natural como o branco, apenas mais invulgar e como tal portador de curiosidade acrescida. Assim foi na minha geração - a da descolonização - , da mesma forma que hoje o será entre asiáticos (essencialmente chineses) e brancos. É certo que por vezes uma deficiente intervenção parental subverte as coisas e retira a naturalidade que existe numa criança, embuindo-a de um preconceito com que ela não nasceu e levando-nos a assumir alguma crueldade nela, mas tal não retira a minha convicção de que todos temos muito a aprender com a idade da inocência. 

 

Para terminar, cada ser humano é único na sua diferença. Isso é bom, na medida em que cria diversidade, complexidade. Cada povo tem a sua própria idiossincrasia, sem que a raça seja determinante a essa característica. Por exemplo, um americano do Texas não é igual a um americano de NY na forma como vê o mundo e as questões culturais ou religiosas estão muito para além da raça, como o provam os Amish ou Mormons, por exemplo. Da mesma forma, um magrebino de Marrocos, Tunísia ou Argélia estará mais perto da cultura francesa, tal como uma tanzaniano ou queniano da inglesa, ou um líbio da italiana. Às vezes o preconceito reside em fecharmo-nos numa concha, no não termos mundo e não viajarmos ao filtro do outro. Pessoas assim tendem a simplificar a ignorância, rapidamente encontrando respostas acessíveis (e erradas) para questões muito complexas. Se formos abertos, rapidamente concluiremos o óbvio: sendo certo que todos somos diferentes, somos também todos iguais. Seres humanos. Só. Por isso, obrigado ao Marega por nos relembrar aquilo que nunca deveria estar esquecido. 

marega.jpg

O que é ser Vitória?

Não sei, mas espero que não seja nada disto:

- pioneiros a expulsar uma rádio que fazia um relato desportivo no seu estádio (ver aqui);

- pioneiros a invadir o centro de treinos do clube e agredir jogadores (ver aqui);

- ter um presidente da Assembleia Geral que recomenda uma ida ao psiquiatra ao jogador que, com “tomates de betão”, fez frente a insultos racistas proferidos por alguns energúmenos da claque deste clube!

 

Por se ter passado no Estádio D. Afonso Henriques, nome – obviamente - alheio a tudo isto, deixo um conto de Alexandre Herculano para esta gente ler: O Bispo Negro.

 

Ao jogador, todo o nosso apoio!

O Caso Marega

marega.jpg

Sobre este caso Marega botei um texto. Como nele incluo considerações de teor político, as quais considero extravasarem o teor de um blog clubístico, não o colocarei aqui. De qualquer forma, e ainda que não queira utilizar este espaço colectivo para divulgar o meu blog de pequena audiência, deixo, para hipotéticos interessados, a ligação ao que escrevi. É este texto: "O caso Marega".

Nunca pensei dizer isto, temos de ser fortes: Marega esteve bem

Vamos lá a ver, não há aqui meias tintas: Marega fez bem, se não saísse de campo era mais um incidente que passava despercebido. No futebol há muito lodo, muita coisa a mudar, para o racismo não pode haver lugar. Para ontem. 

E não está aqui em causa que não haja insultos nos estádios, que seria do futebol sem palavrões de um adepto inflamado? Eu não os uso e até devia, tem a ver com um regrar muito pessoal. Mas estou mais que habituada a ouvir, ou fazer que não ouço, insultos no estádio. Tanto vernáculo para usar e recorre-se a sons simiescos? Leiam Bocage, está lá bem aplicado o português a ser usado. 

Falando em Marega, e nos mal entendidos que já pululam por todo o lado, ninguém pede que deixem de o insultar, Marega enquanto adversário é detestável, um provocador, quem não pensou já cobras e lagartos do avançado do Porto? A questão é que a raça não tem nada a ver com o assunto. Insulte-se por igual, não se meta o racismo na equação. Por que há-de estar o que se diz condicionado mais à cor da pele que ao comportamento provocador ou à camisola que usa em campo? Não faz sentido, e quanto mais cedo se interiorizar que não há lugar ao racismo em lado nenhum, melhor para todos. 

Quanto às teorias bacocas de racismo bom ou racismozinho que surgem sempre nestas alturas, são lixo, não há nada a ter em conta ali. 

Aproveito para recordar que Balotelli ameaçou sair do campo em Novembro, num jogo frente ao Verona, por motivos semelhantes. O resultado foi que o líder da bancada de onde vinham os insultos racistas foi banido até 2030. Sublinho que Balotelli não precisou de  sair do campo para haver consequências.  

Reitero: Marega esteve bem. 

A virilha de Marega

BBoEEOl[1].jpg

 

Depois de Danilo, chegou a vez de José Sá e Marega. Sim, o mesmo Marega cuja transferência para o Sporting estaria apalavrada por 3,5 milhões de euros, o mesmo Marega que A Bola na sua edição em papel de hoje e a edição digital do diário O Jogo há menos de duas horas já davam como certo em Alvalade.

Eis um padrão de comportamento em todo o esplendor: quando lhe consta que o Sporting está interessado num dos seus jogadores, o presidente do Marítimo - num ímpeto frenético digno de causar inveja a qualquer corsário das ilhas - corre a oferecê-los de bandeja a Pinto da Costa.

Percebe-se agora melhor a "indisposição" de Marega, que ontem pediu para sair de campo aos 32 minutos, alegando "queixas na virilha", quando o Marítimo defrontava o FC Porto. Perante certas situações dignas de causar náuseas, até a virilha se queixa.

Penas e anseios destes dias chatos

Já supunha que, à última da hora, o FC Porto iria fazer com que o assunto Danilo se torcesse a seu favor, manobrando junto dos empresários que detêm 30% do passe do rapaz. É o costume. O SCP fala directamente com ele, o FC Porto impede-o de seguir a sua vontade e dar sequência à promessa que tinha feito ao Jesus. O Marítimo vê-se na obrigatoriedade de vender a parte que falta para a totalidade do passe ao grupo de empresários, que depois coloca o Danilo no FC Porto. Se o futebol não tivesse este tipo de intermediários, o FC Porto perdia 70% da sua força, porque quanto mais opaco for o meio melhor o FC Porto se move. Com o Maxi parece que também ganharam a contenda. É tanta a sofreguidão em secar as hipóteses dos outros que eles acabam por se prejudicar. Veja-se, por exemplo, o Kléber e o Rúben Micael. Na altura, em fase de afirmação, ambos tinham dado um jeitaço ao SCP. Foram para o FC Porto e... flop. Mais do que querer estes jogadores, o FC Porto não quer que eles vão para os rivais. O caso do Maxi é diferente, pela saída do Danilo. E eu até digo: reconhecendo a qualidade do Maxi, e a importância que teria a sua presença na passagem das ideias do Jesus ao sector defensivo, prefiro que ele vá para o FC Porto. Porquê? Não sei bem. Intuição. Custa-me, isso sim, a perda do Danilo. Estava muito esperançado na formação de um bloco William-Danilo, com o segundo a ficar mais atrás e a libertar o primeiro para aquilo que tem de melhor, que é a organização e circulação do jogo. Curiosamente, ontem tinha pensado que era bom contratarmos o Marega e hoje aparece essa hipótese no Record. É um portento físico e está bem longe de ser tosco, com a moral em alta desgasta qualquer defesa. A ida do Jefferson para o Galatasaray cheira-me bem, porque tem um travo a regresso do Bruma, que já percebi não agradar à maioria dos meus colegas de blogue. A mim encher-me-ia de felicidade: é um talento puro que, muito jovem e mal aconselhado, cometeu um erro grave. Cabe-nos mostrar que somos a sua casa, a sua família, e que estamos prontos a fazer o que, no mercado desumano do futebol, outros não fariam: dar-lhe uma segunda oportunidade. Sobre a necessidade de um central, discordo de que nos faça falta um velho. Não quero mesmo o Bruno Alves. Ainda ontem vi o Paulo Oliveira a mandar na defesa dos sub-21 e reforcei a ideia de que ele e o Ewerton têm margem para crescer e formar a melhor dupla de centrais em Portugal. Com o Tobias na sombra e outro, sim, que poderá e deverá ser bom, e até experiente, mas nunca velho, estaremos recomendáveis. E, sobretudo, convém que não compremos Taarabts e Carcelas. Bojinovs e Shikabalas já chegam para nos ensinar essa lição.

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