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És a nossa Fé!

O “caso Bas Dost”

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A crise que nos trouxe o chamado “caso Bas Dost” era evitável. Sobretudo escassos dias depois de uma das mais humilhantes derrotas sofridas contra o nosso rival direto. Esta crise revela, antes de mais, uma falta de rigor na comunicação interna e externa do Clube, para além das já evidentes deficiências na estratégia de fundo do Sporting Clube de Portugal.

 

O SCP é uma entidade de Bem, não pode infligir a segunda chicotada, um ano depois, a Bas Dost. A primeira com um cinto, a segunda com palavras e atos. A primeira foi obra de um bando de idiotas, não se sabe ainda motivados por quem, a segunda é evidente de quem é obra. É obra de uma direção que está, neste momento, sem rei nem roque. Por isso, Senhor Presidente, ponha ordem na casa.

 

Um Clube centenário como o nosso não entra em diálogo na praça pública com agentes de jogadores profissionais de futebol, sejam eles quem forem. Tudo isto revela um amadorismo inacreditável. A comunicação do Sporting devia dedicar-se a estes assuntos com seriedade e discrição. É muito mais importante saber lidar com a imprensa e os diversos stakeholders de modo sério e responsável do que andar a fazer posts disparatados nas redes sociais elogiando jogadas e golos de jogadores dos sub-23 que nem sequer têm a mais ínfima hipótese de jogar às ordens de Keizer. Este, por sinal, aparece completamente perdido nas conferências de imprensa, sem saber o que dizer e a comprometer o Clube e a sua liderança. Se é que esta ainda existe.

O circo voltou a Alvalade?

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Ainda não decorreram 12 meses desde a eleição de Frederico Varandas nas eleições mais concorridas de sempre, ainda não decorreram três meses desde a jornada gloriosa do Jamor, e parece que o circo voltou de novo a Alvalade.

Esta guerra de comunicados, despoletada estupidamente pelo clube, é completamente arrasadora para todos, a começar pelos sócios. Desculpem lá, mas foi aquele jogador que queria sair e que o clube queria despachar, que entrou no Jamor com todas as ganas e pôs a equipa a vencer? Que sempre acarinhou e puxou pelo LP9 quando estava no banco?

O problema de Bas Dost no Sporting não é nenhum dos seguintes: o seu valor, o seu empenho, a média elevada de golos por jogo que regista, a tranquilidade da família, a boa comida, o bom tempo, a relação com os adeptos. O problema de Bas Dost no Sporting tem o nome de Marcel Keizer e o seu modelo de jogo. E Marcel Keizer foi escolhido por Frederico Varandas. Sendo assim, Frederico Varandas é, mesmo que não queira, o primeiro responsável pela desvalorização desportiva e financeira do activo mais caro da SAD. Até por isso, e não falando no que aconteceu em Alcochete e na grande alegria para os sócios que foi o seu regresso, uma eventual saída de Bas Dost motivada pela conjunção da questão financeira com a falta de aposta do actual treinador teria de ser tratada com pinças, no maior recato e anunciada como uma coisa natural e boa para todos. E Bas Dost sair pela porta grande. Com uma medalha de bons serviços se possível.

Porque atrás de Bas Dost está Bruno Fernandes, depois Acuña, depois Raphinha, depois este e aquele... ou seja, a cabeça de jogadores e empresários começa a fazer contas de sumir... e os objectivos desportivos deles no clube para esta época ficam para segundo plano. Neste momento, quer Bas Dost fique, quer Bas Dost saia, quem fica a perder é o Sporting.  Bruno Fernandes já tinha colocado o dedo na ferida depois da derrota vergonhosa de Faro: "É o momento de pensar o que fez com que ganhássemos as taças que ganhámos o ano passado e que a união e o companheirismo que tivemos nos levou a essas conquistas!"

Como é possível que Frederico Varandas esteja a repetir a estupidez de Bruno de Carvalho no confronto directo com os jogadores, e que lhe custou a presidência, a expulsão de sócio e a presença no banco dos réus? Vamos ouvi-lo também dizer que "estou no Sporting para defender o interesse do clube e não dos jogadores"?

Daqui deixo um apelo a Frederico Varandas que reflicta no que está a acontecer, corra com quem tiver que correr na comunicação do clube, mas acabe com a promiscuidade com a comunicação social, blinde a SAD e o balneário, estimule a tal união e companheirismo do plantel, resolva as questões no segredo dos gabinetes, porque foi para isso que o elegemos, e informe assertiva e oportunamente os sócios sobre as questões relevantes.

SL

Não falam uns com os outros?

27 de Junho: Keizer, sobre a corrida ao título:

«Se o Sporting pode vencer o campeonato? Primeiro temos de ver o que acontece nesta janela de transferências e depois logo veremos.»

 

28 de Julho: Keizer, sobre Matheus Pereira:

«A ausência do Matheus Pereira não é uma questão para mim, mas sim para a direcção. Ele tem treinado connosco, mas não esteve aqui hoje.»

 

10 de Agosto: Keizer, sobre a pré-temporada:

«Tivemos jogadores que chegaram no final de Julho. A pré-época não correu bem.»

 

10 de Agosto: Keizer, sobre Bruno e Vietto:

«A melhor posição para ambos é a de 10, portanto fica mais difícil. Já tentámos alternar, mas tivemos bons e maus momentos.»

 

18 de Agosto: Keizer, sobre Slimani:

«Não sei ainda se será nesta altura o jogador certo para o Sporting.»

 

18 de Agosto: Keizer, sobre Bas Dost:

«Há uma semana, mais ou menos, começou a ser falada essa possibilidade nas notícias, perguntei ao presidente e ele disse que podia sair. Mas vamos esperar.»

 

18 de Agosto: Keizer, de novo sobre Dost:

«Pergunta-me de que avançado gosto? Gosto do Bas Dost.»

Mediocridade

Ao cabo de 50 anos de bancada mal seria se me achasse capaz de saber o que faria se estivesse no banco, mas lá vou sabendo uma ou duas coisas sobre o que vejo do meu lugar.

Sinto-me por isso em condições de finalmente considerar que Keiser é um treinador medíocre. O adjectivo justifica-se pelo facto de Keiser ter um entendimento substantivamente medíocre do futebol. Em 3 jogos oficiais aplicou 3 vezes a mesma receita. E foi ela a de entrar em campo com uma qualquer marosca táctica que intrigue o adversário. Isto durou 15' contra o benfica, 20' contra o Braga, infelizmente e segundo as próprias palavras do treinador, apenas se aguentou 6'30'' contra o Marítimo. Só ontem a astúcia produziu algum resultado - marcaram-se 2 golos nesse período - posto o que se passou à fase B que foi a de pôr um autocarro à frente da baliza, chutar a bola para longe, desejar boa sorte a Renan e rezar um pai-nosso. Esta doutrina é muito útil ao Águias de Alpiarça em jogos da Taça contra as equipas mais evoluídas da 2ªB, mas pouco interessante, digo eu, para o Sporting.

É certo que alguns conceitos correntes do futebolês são brilhantes à mesa do café e dão aura de  entendido a quem deles se alivia, mas não têm qualquer correlação com a realidade do jogo. O famigerado "modelo", a sempre refrescante "ideia de futebol" e os sudokus estratégicos fazem as graças do comentariat, dão powerpoints coloridos e sedutores, embora não passem de lucubrações platónicas, abstractas e vácuas, mesmo quando se usa esse novo termo da "definição", em vez do proverbial  "chuta à baliza, porra". Porque ao fim do dia o que conta é a dinâmica que a equipa põe em campo, o modo como se entrosa e articula e, sobretudo, a capacidade de um treinador em extrapolar o melhor que um jogador tem para oferecer ao jogo. Neste Sporting tudo isto é mirífico.

É escusado recorrer ao exemplo óbvio de Diaby para ilustrar a mediocridade congénita de Keiser. Especular-se-á infinitamente sobre este mistério, mas sempre ficará por responder a questão: porque diabo esteve ele uma hora em campo?

Tome-se como menos óbvio mas talvez mais flagrante o caso de Doumbia. O ano passado andava por ali aquele rapaz Gudelj mestre no posicionamento, nulo no movimento. Este ano vemos actuar aquele jovem com alma de Bombeiro Voluntário, que corre à maluca atrás de todos os fogos e que nunca volta à posição porque não a tem. Resultado: Coates e Matthieu andam a levar de frente com sucessivas cargas de cavalaria. Ora Doumbia, potencial e vontade não lhe faltam, não evoluiu um milímetro em inteligência posicional e táctica desde o ano passado, coisa que se treina todos os dias e vê-se aqui da bancada ao fim-de-semana. E se não evoluiu é porque Keiser não o faz evoluir.

O nosso treinador deve estar mais preocupado em engendrar a artimanha para o próximo jogo, que ele designa como "fine tunning." Pode ser que dure uns 30' antes de passarmos o resto do desafio à beira de sermos esmagados por um qualquer mija na escada que, descoberto o truque, há-de de crescer sobre este Sporting como um Liverpool.

Sportinguista sofre

Bem-dito Tantum que é verde e tanto me alivia a língua em ferida de tão mordida. Devo confessá-lo: bem maior que o número dos que ontem estivemos em Alvalade, foi o das vezes que já mordi a língua para travar o ímpeto de exigir que rolem cabeças no Sporting. Da cúpula do clube à estrutura do futebol. 

É claro que desatarmos a degolarmo-nos uns aos outros seria a pior solução para os nossos males mas, que diabo!, que mal que nós jogamos futebol... que mal. Tão mal. 

Levar um banho de bola em casa dado por um clube que, à nossa pala, sistematicamente se põe em bicos de pés arvorado em "4.º grande" é uma afronta, mais uma, que custa mesmo a engolir. Mais ainda com a língua feita num oito.   

Ganhámos. Sim, ganhámos, mas eu é que continuo a bochechar Tantum Verde. Não paro de morder a língua para não pedir a cabeça de Keizer. 

Umas levam a outras. Como aquela que é a coisa dramática de olharmos para a nossa frente de ataque e vermos nas alas a nulidade Diaby e o mais que inconsistente Raphinha. Dois jogadores que de extremos têm apenas o facto de serem extremamente fracos na posição para a qual o Sporting, ao longo de décadas, se constituiu fábrica dos mais perfeitos produtos para aquele específico lugar no campo. 

Um comprado ao Guimarães, outro vindo do Club Brugge, os actuais titulares das alas não são formados na Academia, o mesmo acontecendo com Plata. Resta-nos Rafael Camacho que vimos a espaços na pré-época e, depois, foi um Keizer que se lhe deu. 

Umas levam a outras. E para a que se segue dispenso o Tantum Verde. A língua uso-a afiada, pronta para criticar uma Direcção (administrativa e desportiva) que se desfaz, despacha, abre mão do melhor ponta-de-lança que marcou no Sporting nos últimos anos. Um atacante eficaz, altamente produtivo e não menos temido pelos adversários, dentro e fora de campo, um líder, também ele, dentro e fora de campo; agregador, respeitador da camisola que vestia, ciente da nossa grandeza e que para ela, indiscutivelmente, contribuía.

Depois de ter sido muito mal tratado por uma chusma de grunhos ao serviço da mais vil manifestação de insanidade facciosa, Bas Dost foi desta vez mal tratado pela direcção que o foi escorraçando aos bocadinhos através de recados na imprensa, rotulado de caro e incomportável. Como se de um mero mas insustentável peso se tratasse.   

Bem sei que o mercado está aberto até ao fim do mês e que, portanto, poderá entrar outro ponta-de-lança para a equipa, mas pergunto: É assim que se prepara uma época? É assim que se começa a disputar as competições? Sai um jogador com a importância de Bas Dost com a equipa indefinida? Não era ele uma garantia de estarmos mais perto de ganhar, soubesse a equipa tirar dele proveito?

Tem feito erros esta Direcção (mais um bochecho no Tantum Verde, que a língua trituro-a para não exigir novas eleições), erros em coisas aparentemente simples ou só estúpidas, como a incompreensível nova ordem de entrada no estádio.

Há anos que entro pela porta 1 para chegar ao sector B19 e não obrigatoriamente pela porta 2 como passou a ser esta época. Resultado: percorrida uma fila que começava para lá do Pavilhão João Rocha foram precisos 45 minutos para chegar ao meu lugar. 

Ficar na ignorância é a pior das situações neste caso e para nós seria mais fácil se nos explicassem porque passou a ser esta a lógica de entrada no estádio, porque, por agora, só me ocorre falta de respeito para connosco, que continuamos a qualquer hora ou dia da semana a ir ao estádio apoiar os nossos apesar dos muitos e grosseiros erros de quem lidera o clube e a nossa equipa de futebol. 

Um holandês à deriva

O Sporting ganhou ontem um desafio tremendamente importante perante um candidato ao 3.º posto na Liga, e, para os amantes da estatística, Marcel Keizer averbou a 3.ª vitória consecutiva (uma depois de grandes penalidades) com o mesmo adversário. O Braga tem sido realmente o melhor amigo de Keizer.

Depois do paupérrimo início de época do Sporting, esta vitória - e para quem não viu o jogo - significaria o retomar do relativo sucesso que foi a parte final da época passada, e o reencontro da equipa com as boas exibições mesmo privada do seu artilheiro por razões supostamente financeiras.

Mas para quem viu o jogo - e eu vi a cores e ao vivo, poucos metros atrás do holandês - pareceu mesmo que o Sporting se safou sem saber bem como, ou melhor, safou-se pelo Renan e pelo momento em que Keizer ficou mesmo à rasca e meteu mais um central para segurar a magra vitória. Porque se não o tivesse feito, não sei bem o que seria.

Não sei se repararam, mas quando o árbitro apitou para o final do encontro, quatro jogadores do Sporting caíram de imediato no chão, exaustos: Raphinha, Thierry, Bruno Fernandes e Acuña (?) enquanto Coates e Mathieu estavam com caras de mortos-vivos. Os do Braga, que jogaram no meio da semana, carregaram durante toda a segunda parte e, quando aceleravam, os do Sporting ficavam nas covas. Parecia que tinha sido o Sporting a jogar ao meio da semana e o Braga a descansar. Uma vergonha, a preparação física do Sporting.

Depois temos o estranho caso do Diaby. Como é possível um internacional, capitão do Mali, ter estragado todo o jogo que lhe chegou, passes mal feitos, desmarcações estúpidas, foras de jogo, cruzamentos de costa a costa, e mediocridade absoluta a defender ? Mas o LP9 e o Raphinha pouco melhor estiveram, e depois tudo sobrou para o Renan. Os defesas, todos eles, em plano bem razoável e Doumbia, que muito bem esteve a lutar sozinho contra dois ou três.

Concluindo, e para além da questão física, Keizer anda à deriva, parece cansado, divorciado da estrutura do futebol que realmente não o tem protegido (vejam-se as suas declarações sobre Vietto e Bas Dost), aposta em quem conhece mesmo que reconheça que esteja longe do seu melhor, no "passing game" previsível e no "santo" Bruno, e vai mantendo aquilo até ao desastre iminente. Que hoje esteve para acontecer. 

Mais do que despedir Marcel Keizer, impõe-se que presidente e treinador se sentem e definam um plano para resolver os problemas que estão à vista de todos: falta de qualidade do plantel, dependência de Bruno Fernandes e preparação física mais que deficiente.

SL

Keizer, rua - II

Apesar do resultado positivo, não fiquei satisfeito com o jogo que acabei de assistir em Alvalade. Já cansa a insistência de Marcel Keizer em Diaby, qualquer semelhança entre o maliano e um jogador de futebol será seguramente mera coincidência, porque não consegue receber uma bola em condições, falha no passe, é incapaz de definir, uma nulidade segundo a generalidade dos espectadores, à excepção do boneco parado junto ao banco de suplentes do Sporting, ostentando uma braçadeira onde está escrita a palavra treinador. Hoje, também Raphinha esteve uns furos abaixo do habitual, mas pelos vistos o holandês não ficou preocupado, pois Camacho não saiu do banco e Plata viu o jogo da bancada, qualquer deles bem superior ao pino com a camisola 23.

Após uma entrada forte do Sporting, a verdade é que o Braga dominou o jogo, com Marcel Keizer a ser apenas mais um espectador em Alvalade, valendo-lhe mais uma vez a classe de Bruno Fernandes, que, do nada, inventou um golo que acabou por garantir a vitória, três pontos e mais umas semanas de permanência do treinador no cargo, que seguramente deixará antes do final da época, porque a paciência tem limites e fica penoso assistir uma equipa com a tradição e história do Sporting, apresentar um futebol sem qualidade, sem ideias e acabar o jogo com os jogadores caídos no chão, exaustos, sofridos, perante um adversário que teve apenas três dias de descanso.

Uma vez mais peço ao presidente Frederico Varandas, que tem a seu cargo o futebol, para substituir o treinador, que manifestamente não é competente para o cargo que ocupa, apesar de toda a sua simpatia, mas nesta matéria há que colocar em primeiro lugar o superior interesse do Sporting Clube de Portugal.

Perder dinheiro

Desvalorizado pelos 93 golos apontados nas três épocas que vestiu as nossas cores, Bas Dost sai ao que parece por 9 milhões de euros, quando o Sporting tinha gasto 10 milhões na sua aquisição. 

Incompreensível decisão, porque apesar de exibições menos conseguidas nos últimos meses, há que recordar que o jogador sofreu uma lesão que o afastou durante algum tempo dos relvados.

Sou da opinião que o problema de Bas Dost, um finalizador de excelência, um verdadeiro matador, reside no facto das bolas não lhe chegarem. Diante do Benfica na supertaça, foi utilizado mas não jogámos em ataque continuado, diante do Marítimo fartámo-nos de cruzamentos quando o holandês estava no banco. 

O rendimento do avançado baixou com Marcel Keizer, timoneiro que navega à vista, quando não anda à deriva, porque está visto que não sabe mais. Enquanto o Sporting não resolver o problema do comando técnico, continuará a depender única e exclusivamente da inspiração de Bruno Fernandes, que obviamente tem limites, apesar de muitas vezes parecer que não. 

Um conselho ao presidente Frederico Varandas, se quer baixar a folha salarial e não se importa de perder dinheiro, tente vender Diaby, mesmo que seja por 2 ou 3 milhões abaixo do custo. É facilmente substituível, Gelson Dala por exemplo é superior ao maliano e custa bem menos mensalmente. De caminho livre-se do treinador, reconheça que foi uma aposta falhada e siga em frente. Se não o fizer, acabará ligando o destino da sua presidência à falta de resultados que o treinador vem apresentando...

Dutchexit

Um dos melhores pontas de lança da história do Sporting vai embora. Não por estar em má forma física e ainda pior forma digamos que espiritual, mas sim porque o seu vencimento se tornou incomportável para a realidade de um clube que aparenta ter entrado em espiral descendente.

Bas Dost deverá ir para Frankfurt, seguindo as pisadas de Balakov, também por culpa do compatriota que nada fez por encontrar um sistema de jogo que potenciasse um avançado com ética protestante do trabalho e nenhum remorso em marcar “shitty goals” por entre obras de arte como aquela com que presenteo o guarda-redes do Valencia no melhor momento do Troféu Cinco Violinos.

Talvez tudo corra melhor do que a encomenda nesta noite de domingo, mas não me espanta que a saída do grande avançado holandês, única verdadeira vítima do ataque a Alcochete (tirando, claro está, o óbito, talvez passível de ressurreição, do Sporting com ambição de vencer), seja acompanhada pela de Marcel Keizer.

Seria um verdadeiro Dutchexit em Alvalade. Mas esta temporada afigura-se, para nosso mal, pródiga em despedidas...

Preparador físico, precisa-se?

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Penso que não vale a pena explicar a importância da preparação física no desempenho duma equipa de futebol. O Sporting teve no passado grandes preparadores físicos. Mas se calhar o maior de todos chegou a Portugal pela mão do grande Malcolm Allison para ajudá-lo a fazer regressar o Setúbal à 1.ª divisão, com uma equipa de trintões à beira da reforma como Jordão e Manuel Fernandes. Os seus métodos deram brado na altura: pinturas na cara à moda do futebol americano, técnicas de artes marciais, de bailado, de endurance (falava-se em bofetadas nos treinos), a verdade é que o Setúbal arrasou na 2.ª divisão da altura. Algumas temporadas depois regressou a Alvalade para integrar uma das nossas melhores equipas técnicas de todos os tempos,  inglória e estupidamente despedida por Sousa Cintra, uma segunda versão do despedimento por João Rocha do mesmo Malcolm Allison. Dois presidentes que emprenharam pelos ouvidos.

Com certeza sabem de quem estou a falar e quem são as outras personagens da foto. Nesse princípio de época lembro-me de ter ido beber um café a Alvalade com o treinador a enquadrar o novo preparador físico na mesa do lado, ver um treino e ficar de boca aberta com os exercícios ministrados, e perguntar a mim mesmo se aquilo era para jogar futebol ou outra coisa qualquer. Flexibilidade, agilidade, cansava de ver. Depois do despedimento a equipa técnica, menos Manuel Fernandes, seguiu para o Porto com o êxito conhecido, depois o preparador encontrou na Grécia Fernando Santos, mais tarde encontrou o seu mercado na área da performance desportiva. Quem quiser saber mais sobre ele poderá consultar o seu site.

Esse era o tempo em que o Sporting tinha preparadores físicos com autonomia de trabalho relativamente aos treinadores. Foi assim com Radisic, que passou por vários treinadores incluindo o próprio Malcolm Allison e com outros que serviram e bem o Sporting.

Tivemos também no Sporting treinadores muito exigentes no que respeita à preparação física, como Jimmy Hagan, Malcolm Allison e Boloni. E ficaram famosas as pré-épocas de Matterazzi (aquela história de mandar parar o autocarro de regresso à base depois do treino para mandar fazer uns sprints a subir a calçada) e a de Venglos, com muitos pesos e halteres.

Mais recentemente privilegia-se um treino integrado em que a componente física é trabalhada conjuntamente com as outras componentes do treino e não duma forma isolada e específica. Os preparadores físicos passaram a ser adjuntos do treinador principal e a integrar as suas equipas técnicas, e a bola começa a rolar no primeiro treino da época. Um dos treinadores mais defensores desse modelo também aparece naquela foto, ficando famosa a sua frase que "os pianistas não se treinam a correr à volta do piano".

Do que francamente não me recordo é duma situação como a actual, em que depois duma pré-época que se pretendia exigente temos uma equipa sem capacidade para competir com os adversários na fase final dos jogos, em que os jogadores mais velhos parecem bem mais velhos do que efectivamente são. O que até pode fazer pensar que os adversários andam aditivados, como naquela cena da Volta à França duns anos atrás, em que uns pedalam e outros fazem que pedalam mas a bicicleta sobe mais depressa. 

Situação tanto mais incompreensível quando temos como presidente o antigo director clínico que privou com os métodos de várias equipas técnicas, incluindo a de Jorge Jesus, que se declara adepto da exigência a todos os níveis, e que inovou com a criação dum gabinete de performance, ou seja, os atletas são monitorados, acompanhados, recuperados e colocados à disposição da equipa técnica em condições de excelência.

Mas então que se passa? Jogadores desmotivados e sem empenho no trabalho? Funcionalismo público versão holandesa com folgas religiosamente respeitadas? 

Mas voltando à fotografia: comparar a riqueza daquela equipa técnica, com (sir) Bobby Robson, que trazia curriculum consolidado em Inglaterra e na Holanda, Manuel Fernandes, ex-capitão e treinador de diferentes equipas no futebol português, Roger Spry e... José Mourinho, à actual equipa técnica, com Marcel Keizer, muito pouco tempo treinador do Ajax e pouco mais, um treinador holandês mais ou menos desconhecido, um jovem português que andou pelas Arábias e parece que faz de tradutor, o promovido de fisioterapeuta, é como comparar... nem sei o quê.

 

PS: Continuo a estar imensamente grato a Marcel Keizer pelas duas taças conquistadas, reconheço que muitas questões não passam por ele, ainda acredito que as coisas podem muito melhorar com ele ao comando, mas também tenho de dizer que estou muito desiludido com este início de temporada. Especialmente depois da vitória no Jamor.

SL

11 Jogos?

11 jogos sem ganhar? Vamos ao contrafactual: se o treinador se chamasse Fernando Vaz, Juca, Mário Lino, Rodrigues Dias, Malcolm Allison, Augusto Inácio, Lazlo Boloni, que se diria, que aconteceria?

Varandas teve um "palpite". Foi buscar um treinador de meia idade, sem currículo, desconhecido. Apresentou-o como "alguém especial" que traria algo novo, um perfume de Ajax. Ok, passou quase um ano. O plantel é, grosso modo, o mesmo. Quais os progressos? Em termos de futebol, tácticos e técnicos, nada se nota - uns laivos ocasionais de um 3x5x2, hoje nem raro, e desconexo. E nada mais, num futebol triste, de repelões. Há outras qualidades? Apoio à formação, que era mote na sua contratação, é nulo. Capacidades na cooptação de reforços acessíveis - com conhecimento de "mercados alternativos" - não se mostrou no defeso. Discurso mobilizador da equipa e da massa adepta, nenhum. Que haverá mais que seja equilibrável com este rosário de insucessos e horizonte de pobre época? Qualidades organizativas, de coordenação interna? Metodologias de treino muito inovadoras que darão  frutos a seu tempo? Talvez, mas então que a direcção o diga, que explicite essa crença diante de associados e adeptos, e assim fundamente a continuidade de uma aposta que cada vez mais se mostra o que logo anunciou ser: um erro.

Varandas, por mais capitão do Afeganistão que tenha sido, não é um comandante. É presidente de um clube, primum inter pares, por decisão desses mesmos seus pares. Justifique-se, com a humildade necessária. E arrepie caminho. Mesmo que ocorram mais algumas vitórias de Pirro, esta pobre via está condenada. Só a sua soberba o incompreende. 

Armas e viscondes assinalados: Falhas de sistema defensivo e faltas de sistema atacante

Marítimo 1 - Sporting 1

Liga NOS - 1.ª Jornada

11 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Corria o jogo para um desfecho de 1X2, mas com maior tendência para 1X do que para X2, quando executou a primeira e única defesa digna desse nome, desviando para canto um remate forte e colocado vindo da direita. À parte isso, e alguns raros disparos de muito longe que encaixou sem dificuldade, nada pôde fazer no lance que deu golo ao Marítimo e nos lances que poderiam muito bem ter garantido mais uma derrota em vez de mais um empate caso os adversários estivessem num dia melhor.

 

Thierry Correia (1,5)

Elevado a símbolo da aposta de Marcel Keizer na Academia de Alcochete devido às lesões de Rosier e de Ristovski (e a tudo aquilo que as quatro sílabas do nome de Bruno Gaspar contêm), o jovem lateral-direito teve uma triste tarde na ilha da Madeira. Começou por deixar um adversário escapar em velocidade, sendo incapaz de o impedir de fazer a assistência para o golo madrugador do Marítimo, e embalou para uma exibição pautada por maus momentos no ataque (na segunda parte fez um cruzamento que parecia ser para programa de apanhados) e na defesa. Como quando se deixou antecipar e testemunhou placidamente o cabeceamento de Correa ao poste da baliza do Sporting.

 

Coates (3,0)

Merece nota positiva pelo golo de cabeça que permitiu o mísero ponto que tanto jeito poderá vir a dar – ainda que talvez só para o apuramento para as competições europeias –, pela quantidade de duelos aéreos ganhos e ainda por um facto capaz de estarrecer os adeptos: naquele seu jeito pesado-desengonçado ainda foi o jogador leonino mais capaz de driblar adversários. Pena é que nos últimos minutos se tenha juntado aos colegas na repetição sistemática de disparates que estiveram quase a dar a vitória ao Marítimo, vendo-se livre desse infortúnio quando Marcel Keizer lhe deu indicação para subir no terreno e brincar aos pontas de lança. Nada a que não se tenha habituado nos períodos finais do jorgejesuísmo e do peseirismo...

 

Mathieu (2,0)

Tal como Thierry repetiu o erro que já tinha custado a desvantagem inicial do Sporting, também o francês resolveu perder uma bola na grande área, valendo-lhe a sorte de o Marítimo não contar com Pizzi e Rafa no quadro. No resto do jogo deixou claro que é um defesa em que a classe e a forma parecem andar inversamente proporcionais.

 

Borja (1,5)

Uma boa combinação com Acuña não camufla a inépcia do colombiano, ao ponto de a mera ideia de o ter como titular indiscutível caso o argentino rume a outras paragens aconselhar a inscrição preventiva de Jefferson. Ficou gravada na retina a paragem cognitiva que o levou a não reparar na presença da bola no seu limitado raio de acção, permitindo o cruzamento que esteve a centímetros de resultar no 2-1.

 

Eduardo (2,5)

Amarelado muito cedo, segundos após uma jogada em que o inevitável Tiago Martins escolheu não ver a falta que travou a sua progressão com bola no meio-campo adversário, o brasileiro tentou servir de pêndulo a uma equipa que teve alguns minutos de bom futebol por entre mais um jogo mal orquestrado. Faltou-lhe a confiança para rematar quando estava em boa posição, mas há que dizer que a equipa esteve longe de melhorar aquando da sua saída.

 

Wendel (2,5)

Rendilhou boas jogadas com Bruno Fernandes no miolo e teve algumas ocasiões para marcar em remates de longa distância que lhe saíram sempre mais dignos de jogo de râguebi. As mexidas que o treinador fez no final vieram lembrar que nenhuma seguradora aceitará uma apólice que tenha como pressuposto a sua presença como médio mais recuado.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Talvez tenha pensado, num ou noutro momento de mais um triste jogo, que até o Championship poderia aparentar uma hipótese de progressão na carreira. Certo é que fez a assistência com conta, peso e medida para o golo de Coates, após uma pontapé de canto nascido de um daqueles seus míticos remates de muito longe e com muita força. Rendeu menos ao ser desviado para as faixas e a coabitação com Vietto nos minutos finais pareceu muito pouco trabalhada, para não dizer pior.

 

Raphinha (2,0)

Teve nos pés a hipótese de oferecer uma vitória contra a corrente do jogo em três ocasiões. Logo na primeira parte ficou na posse da bola desviada por um defesa após um cruzamento rasteiro que foi o melhor contributo de Thierry Correia, mas com tempo e espaço para fazer melhor rematou ao lado do poste. Na segunda parte foi isolado por Acuña e voltou a falhar a baliza, o que talvez o tenha levado a calibrar a chuteira bem ao ponto de fazer cair os ombros a milhões de sportinguistas com o jeito com que fez a bola embater duas vezes consecutivas no mesmo poste. Não é com esta taxa de aproveitamento que o extremo brasileiro dará algum dia o salto para o estrelato que aparenta estar-lhe destinado.

 

Acuña (2,5)

Continua em baixo de forma e sem ritmo, ainda que isso represente mais do que alguns dos seus colegas de balneário podem algum dia almejar. Infeliz nos remates, tanto nos rasteiros como nos mais elevados, fez um excelente cruzamento a que Luiz Phellype não conseguiu chegar a tempo na primeira parte e serviu Raphinha para um enorme desperdício na segunda. O que nunca lhe falta é a vontade de fazer melhor que, num mundo perfeito, continuaria a demonstrar de verde e branco vestido durante muitos e bons anos.

 

Luiz Phellype (2,0)

Escolhido para titular por razões tristemente óbvias, o quinto brasileiro da equipa titular (sem que por isso o Sporting possa ser acusado de ter sido uma escola de samba) demonstrou ser um homem da luta. Pena é que lhe tenha faltado o “killer instinct” que se traduz em golos, chegando invariavelmente atrasado às solicitações dos colegas. Pior ainda foi o seu controlo de bola na jogada em que, na sequência de um canto, a bola ficou à sua mercê em posição frontal. Abandonou o campo tarde, mas sem que disso adviesse qualquer melhora.

 

Bas Dost (1,0)

Outro galo cantaria se tivesse metade da destreza no lance de contra-ataque que matou ao atrapalhar-se com a bola do que demonstrou ao pedir pénalti após a bola embater no peito de um defesa do Marítimo. O ponta de lança holandês teve cerca de 20 minutos em campo que foram mais do que suficientes para recordar aos sportinguistas a sua má condição física e, sobretudo, anímica.

 

Vietto (1,5)

Entrou e tentou fazer alguma coisa. Não foi bem-sucedido nesse intento. Talvez mereça mais minutos e, perante o mau momento das duas opções para ponta de lança fixo, fica uma dica para Marcel Keizer: que tal resolver o problema da compatibilidade do argentino com Bruno Fernandes apostando no abatedor de valor a pagar por Gelson Martins para o papel de falso camisola 9? Como no caso do deputado brasileiro Tiririca, pior dificilmente fica...

 

Diaby (1,0)

Deixou crescer a barba, o que talvez lhe poupe chatices quando se cruza com adeptos no dia-a-dia. Na condição de bola continua, no entanto, igual a si próprio, tornando risível a ideia de que pudesse ser o salvador da pátria leonina. Mas há que referir que não foi por culpa dele que Gonzalo Plata ficou em Lisboa.

 

Marcel Keizer (1,5)

O momento em que o Sporting voltará a vencer um jogo começa a parecer uma lenda comparável ao momento em que alguém voltará a empunhar a espada Excalibur. Apesar da calma demonstrada pelo holandês, desta vez em claro contraste com o triste espectáculo das caretas feitas pelo presidente do clube, a equipa joga pouco, tem processos defensivos suicidas e as soluções fora da caixa tendem a ficar fora da convocatória quando não estão fora de Alvalade. Particularmente penoso foi assistir à forma como mexeu na equipa quando deixou de acreditar que a vitória chegaria de mansinho e as instruções a Coates para servir de ponta de lança tresandam a desespero. Estando os sportinguistas preparados para mais uma época ainda menos feliz do que três tigres, ao ponto de começarem a apontar para o tricampeonato de Inverno mais conhecido por Taça da Liga, Keizer precisará de tirar vários coelhos da cartola (ou de uma sorte sobrenatural) para obter a vitória no próximo domingo, em Alvalade, frente ao Sporting de Braga, que lhe permita permanecer despreocupado e com vínculo laboral.

Seis minutos e meio

Keizer disse que estivemos bem até aos seis minutos e meio, momento em que sofremos o golo.

Tendo em conta que o único jovem da equipa era Thierry Correia, como é que se justifica que uma equipa de homens feitos trema perante um Marítimo treinado por um tipo que teve uma vitória em toda a última edição da liga?

Seis minutos e meio. O que se passa, Sporting?

Incapacidades

Penso que é o termo certo para definir o estado actual do futebol do Sporting, uma incapacidade física, uma incapacidade anímica, uma incapacidade de marcar golos, uma incapacidade de chegar ao fim e não ter um jogador expulso ou um jogador precocemente substituído por receio de ser expulso.

Não acho que Keizer, especialmente reconhecendo as conquistas da época passada e o desempenho da equipa na altura, seja o principal ou único responsável pela situação, a novela da saída de Bruno Fernandes e a chegada tardia dos jogadores das selecções são questões bem difíceis de gerir, mas a verdade é que Keizer tem falhado em aspectos críticos, como sejam a questão física (a equipa acabou mais uma vez de rastos), a organização defensiva que teima em não ter um trinco assumido e assentar numa pressão alta que conduz a faltas e a cartões, a de encontrar um modelo de jogo que valorize o artilheiro do plantel, a de ter uma equipa eficaz nas bolas paradas ofensivas e defensivas.

Mas há coisas que não dependem de Keizer. A formação tem a qualidade que tem, e hoje Thierry Correia mostrou as suas limitações, os reforços têm a qualidade que têm, e hoje Eduardo e Vietto demonstraram isso mesmo. O plantel continua a ter um deficit pronunciado de quantidade de qualidade, e precisava de 2-3 reforços a sério (nada que ver com Viettos) para poder ter ambições ao título. 

A começar por um n.º 6 de topo. Custa a entender como começamos a época sem um jogador no plantel com essas características. Jogamos com um ou dois médios de construção que recuam quando necessário. Não tem nada a ver, que o digam Coates e Mathieu.

Reconhecendo esta incapacidade traduzida num péssimo arranque de época, Keizer está do lado do problema ou da solução? 

Sinceramente vejo um Keizer cansado e desiludido, muito contido para não falar claro e dizer tudo o que lhe vai na alma, e parece cada vez mais um problema dentro do problema que é o futebol do Sporting.

Bas Dost tem de jogar e marcar golos. Ponto. Com Keizer ou sem ele.

SL

Escrever a quente!!!

Manda o bom senso não tecer comentários sobre o que acontece nos jogos imediatamente a seguir ao final. Fervilham emoções, ainda estamos perante a pressão do mesmo, apetece-nos mandar tudo para a outra parte... enfim, estamos ainda com as emoções à flor da pele. Todavia, vou quebrar aquilo que acabei de escrever e vou tentar em poucas palavras transmitir aquilo que sinto. Uma desilusão completa. Não temos um futebol que consiga minimamente cativar, e esse mesmo futebol que praticamos é demasiado prevísivel, sem qualquer objetividade, com jogadores muito lentos (a começar pela defesa), e um meio-campo só com Wendel e Bruno a pautar o jogo (e com alguns abusos, fruto da situação que ele sabe que se não for ele a puxar pela equipa, ninguém mais é capaz de o fazer).

Por favor, não falem da formação. Ou se tem qualidade ou não se tem. Isto a propósito de Therry. Não é com o campeonato a decorrer onde qualquer ponto que se perde pode vir fazer falta, que se fazem apostas deste género. As falhas graves já são em dois jogos seguidos. E quanto ao treinador? Nunca aqui teci qualquer comentário sobre Keizer, mas francamente não entendo como concede dois dias de folga ao plantel depois do jogo com o Benfica, e aquela frieza e distanciamento que evidencia talvez mais não seja do que fechar-se sobre a sua incompetência. 

Keizer, rua

Se as taças conquistadas na última época justificaram o benefício da dúvida ao treinador holandês, a verdade é que este início de época tem revelado na plenitude a sua mediocridade. A falta de contratações não justifica o que quer que seja, porque a equipa mantém praticamente todos os titulares da época passada, Gudelj será a excepção, mas não apresenta segurança defensiva, o meio-campo não marca e excepto Bruno Fernandes não demonstra intensidade, o ataque é quase inexistente. A táctica parece ser bola para o Bruno Fernandes e seja o que Deus quiser. É mau demais para ser verdade este futebol miserável que apresentámos hoje na Madeira.

Enquanto sócio e sportinguista que segue o futebol, peço ao presidente Frederico Varandas que demita imediatamente de funções o treinador Marcel Keizer. Caso não o faça, irei repensar o meu apoio aos actuais órgãos sociais, porque não estou para aturar semanalmente esta pobreza futebolística.

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