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És a nossa Fé!

Sporting, a marca do ano

 

O Sporting conseguiu em 2013, na modalidade futebol, a proeza de que poucas marcas se podem orgulhar: cumpriu todas as promessas da marca. A saber: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

 

Esforço: uma equipa muito jovem, um enorme esforço de concentração tanto dos jogadores como do treinador

Dedicação: de toda a estutura, empenhada na reconstrução da equipa e na reconquista do orgulho dos seus adeptos. 

Devoção: o Sporting sempre gozou de uma enorme devoção, uma fé religiosa dos seus adeptos. É agora maior que nunca.

Glória: como em todas as marcas, a sua sobrevivência exige glória, vitórias, ambição, aspiração.

 

O Sporting consegue terminar o ano com o posicionamento de uma marca premium, com um primeiro lugar no ranking da Liga e uma notoriedade pública muito positiva.

 

(Parcialmente publicado aqui)

Expansão à parte, que marque muitos golos

A transferência de Slimani para o Sporting foi possível graças à parceria entre o Sporting e a empresa saudita Clássico. Esta ligação irá permitir a expansão da marca Sporting no Médio Oriente, Norte de África e países muçulmanos, como realçou Bruno de Carvalho, presidente do nosso Clube, durante a apresentação do ponta-de-lança.


Espero sinceramente que não seja um negócio ao estilo Sunil.

Não coloco em causa a qualidade de Slimani, apesar de ainda não o ter visto jogar. Também é certo que, aparentemente, Slimani, apresenta níveis de competitividade e qualidade bem mais elevados que Sunil, o que permitirá uma integração mais rápida. Mas a aquisição de jogadores para "permitir a expansão" é sempre de desconfiar.

 

Já agora, alguém sabe qual foi a conta de exploração do negócio Sunil? Tenho para mim que terá sido negativa, a menos que todos os salários tenham sido pagos por quem o colocou no Sporting. Mas é apenas uma sensação.

Ficaria agradecido se alguém soubesse informar sobre este caso.

Reconstruir a marca Sporting

Muito se tem falado da necessidade do Sporting trazer “investidores” dispostos a injectar capital na SAD e garantir assim, condições financeiras para voltar a ser um clube vencedor no futebol, principal modalidade do clube. Para captar investimento, o Sporting tem duas opções: a) abdicava da maioria na SAD, ficando com uma golden share, o que significaria que o clube deixava efectivamente de ser “dos sócios” para ter um “dono” ou b) mantendo a maioria na SAD, as despesas terão de ser menores que as receitas, sendo necessário para tal uma reestruturação financeira do clube e uma gestão criteriosa por parte da direcção, procurando assim estabilizar o passivo do clube e da SAD, ao mesmo tempo que se procura entrada de capital na SAD (investidores).

 

Tendo recusado a hipótese a), parece ser a hipótese b) a escolhida pela equipa de Bruno de Carvalho. Após as negociações com os parceiros financeiros, o Sporting conseguiu chegar a um princípio de acordo que nos conduzirá à referida reestruturação financeira. Bruno de Carvalho começou também a procurar formas de baixar as despesas do clube, sendo que os jornais têm noticiado as ordens do Presidente para poupar em luz e água, funcionado estes exemplos como que a instalação do novo paradigma instalado em Alvalade: poupar, poupar, poupar.

 

Além desta nova fase da vida do clube, precisamos como pão para boca de pessoas, empresas ou sociedades dispostas a investir no clube, pelo que tem de se concentrar esforços nesse desafio. Para ter sucesso neste trabalho, é um imperativo reconstruir a “marca Sporting”. Digo reconstruir porque este estado de sítio financeiro que se abateu no clube é resultado de uma constante delapidação do capital simbólico associado ao Sporting. Há muito que o Sporting deixou de ser visto externamente como um “clube vencedor”, num juízo meu diria que a percepção externa (não condicionada pelo amor de adepto ou de sócio) o Sporting é visto como um “clube histórico”, quase que ocupando um lugar nos “3 grandes” do futebol português por legitimidade das conquistas do passadas.

 

Estou certo que o leitor está intrigado por estar a associar permanentemente o clube ao futebol e porventura, a pensar que desvalorizo o nosso célebre ecletismo (que continua a dar títulos, felizmente). A minha associação entre a “marca Sporting” e o futebol leonino é a todos os títulos lógica, na medida em que é no futebol que são geradas as maiores receitas para o clube, é também no futebol que as despesas são maiores e é pelo bem ou mal-estar do futebol que nós avaliamos intuitivamente a situação do clube. Não desprezando o atletismo e o futsal de hoje ou o ciclismo e o hóquei de outros tempos, o Sporting é reconhecido internacionalmente pelo futebol. Decorre daqui a tal ligação futebol Sporting-marca Sporting.

 

E aqui regresso à já referida “delapidação” deste capital da marca Sporting. Pese o clube não ser visto como vencedor, o Sporting não era até há bem pouco tempo percepcionado como um clube caloteiro, que não cumpre contratos, que vende jogadores para ter de pagar salários, que faz pagamentos às pinguinhas aos funcionários, que vê os jornais a fazerem notícias que transformam o plantel do clube num leilão em que até os craques estão em saldo. Todos estes acontecimentos recentes danificaram a reputação de um clube reconhecido e respeitado por esse mundo fora.

 

Ora, foi a má gestão que nos trouxe até esta situação, são os actos de gestão que prejudicam a marca e a reputação do clube, num momento em que ter a reputação impoluta é mais do que necessária. Quem procura investir no Sporting, para disponibilizar o capital e ficar numa posição minoritária na SAD, tem de saber que quem trabalha e gere o clube são pessoas de bem, que honram compromissos, que se dedicam e esforçam para que o clube entre nos eixos, porque é essa a forma de, a médio/longo prazo, poder retirar dividendos das receitas que só os títulos e a presença regular (e com vitórias) nas competições europeias pode gerar.

 

As notícias pitorescas das contas da água e da luz podem ser o início do tal novo paradigma que já referi, embora seja de evitar lançar estas informações para os jornais, se isto for apenas para diversão e para “inglês ver”. Destes dois casos particulares e pequenos (na dimensão financeira face por exemplo aos custos do plantel de futebol) tem de se partir para uma verdadeira reestruturação, que corte no acessório, sim, mas que não venda a ilusão de que se o Sporting poupar em fotocópias e em tinteiros vai ser possível reabilitar as contas do clube. Este processo tem de ter como primeira consequência o fim das notícias escabrosas – referidas em cima – que arrastam o clube para o lamaçal e para um estatuto que não é o seu, o de incumpridor e irresponsável.

 

A reestruturação financeira terá consequências a curto prazo no que toca a “candidaturas ao título” da equipa de futebol e a direcção do clube não deve ter medo de admitir que no próximo ano os objectivos são mais baixos. Falar verdade e não vender ilusões também são dois bons princípios de gestão que esta direcção deve adoptar sempre. A longo prazo, a reestruturação para ser bem-feita tem de trazer investimento e o investimento não surgirá se quem pondera entrar com capital souber que o está a colocar em mãos de pessoas que não o sabem gerir e que não são de palavra. 

{ Blog fundado em 2012. }

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